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CENTRO DESPORTIVO DA UFOP-CEDUFOP

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO-UFOP

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO II

ROTEIRO DE AULA PRÁTICA

Unidades de Medida

Através dos testes para medir o trabalho que é a aplicação de uma força através de
uma determinada distância, podemos avaliar a frequência cardiovascular, força muscular,
flexibilidade, potências (força, velocidade), agilidade e potência anaeróbico.

Trabalho

É uma medida da energia transferida pela aplicação de uma força ao longo de um


deslocamento.

T= F x D

Onde: T = trabalho; F= força; D= deslocamento.

Potência

Potência é a grandeza que determina a quantidade de energia concedida por uma


fonte a cada unidade de tempo. Em outros termos, potência é a rapidez com a qual certa
quantidade de energia é transformada ou é a rapidez com que o trabalho é realizado.

Potência = Trabalho /tempo

Bike

Deve ser usado: limitações ortopédicas, síndromes vertiginosas, grandes obesos e


deficiência visual grave. Apresenta menor desempenho em relação à esteira (5-20%) promove
maiores incrementos da PA em esforço.

T= Força x deslocamento

T= Kilagem x tempo x 6m x RPM

Onde: o tempo =5 min e RPM significa rotação por minuto

Esteira

Distância Vertical (DV)

DV = tempo x velocidade x inclinação

Potência = Trabalho/tempo

Trabalho = Força x deslocamento

A seguir, em dupla cada um deverá registrar os dados individuais e os valores de Trabalho e


Potência na Bike e na esteira.

Nome: Idade:
Trabalho Bike: Trabalho esteira:
Potência Bike: Potência esteir:
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Aeróbica

Wellington Silva e Deco se destacam em teste de resistência em Atibaia (reportagem


05/01/2013).

“O Fluminense iniciou hoje o período de treinamentos em Atibaia, no interior de


São Paulo, com um teste físico descontraído. O apoiador Deco foi um dos destaques do
yo-yo teste, atividade de velocidade e resistência desenvolvida pelo preparador Cristiano
Nunes.Os atletas foram divididos em quatro grupos e Deco e Wellington Silva, venceram
a bateria de testes. Um computador ligado a uma caixa de som informava aos jogadores
à velocidade que deveriam atingir no percurso.Deco suportou tiros seguidos alcançando
quase 14 km/h. O zagueiro Anderson, o atacante Matheus Carvalho e Wellington Silva
também foram os últimos a desistir em suas baterias...”

O yoyo se trata de um teste de ida e volta de característica intermitente. Consiste na


realização de dois percursos(ida e volta) num espaço previamente demarcado de 20m. O teste
avalia a capacidade de efetuar repetidas vezes, esforço de alta intensidade, com ações que
variam inicialmente de 15 segundos podendo chegar a 5 segundos. A cada percurso de ida e
volta existe um período de recuperação de 10 segundos. O yoyo pode durar de 6 a 20 minutos
e o protocolo foi desenvolvido por Jean Bangsbo em 1996. Nesse teste o atleta tentará realizar
o maior número de idas e voltas possíveis (2X20) respeitando a velocidade de corrida que é
indicada mediante um sinal sonoro emitido por um CD. O teste acaba quando pela segunda
vez consecutiva não consiga alcançar as marcas indicadas coincidindo com o sinal acústico,
devido ao desgaste físico. O rendimento se dará pelo número de metros alcançado na prova.
(NETO,2008).

Para a realização da prova é preciso dispor dos seguintes materiais: aparelho


reprodutor de som, CD(áudio) com os sinais sonoros, cones para marcação das linhas e folhas
de anotação para acompanhamento dos trajetos de 20m completados (estágios). A cada
estágio a velocidade de corrida é aumentada. Isso se repetirá até a exaustão do indivíduo.
(NETO,2008).

Recursos Materiais:

2 cones, trena, cones, aparelho de som, cd com o beep test e bloco de anotações.

Local:

Campo society.

No bloco de anotações deve conter:

Nome: Idade:
FC repouso: FC pós-teste:
Tempo: Distância:
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Aeróbica

Teste de banco

O teste de banco de Mcardle ocorre em um estágio único de 3 min. É um teste submáximo


que da a medida da resistência ou aptidão cardiorrespiratória (VO2). Este teste é utilizado para
a população jovem.

Equipamentos necessários: banco com 41 cm de altura, cronômetro, metrônomo, ou fita de


cadência, monitor cardíaco (opcional).

Procedimento: O avaliado irá subir e descer do banco durante 3 minutos num ritmo
(cadência) de  22 ciclos por minuto para as mulheres e em 24 ciclos por minuto para os
homens. Cada ciclo se completa quando o avaliado sobe com uma perna, depois com a outra
perna, desce com a primeira perna e finalmente desce com a segunda perna.

Um ciclo de 24 vezes por minuto significa que o avaliado irá repetir este ciclo de subida e
descida 24 vezes a cada minuto. Esta cadência deve ser monitorada através do uso do
metrônomo. Para isto, o metrônomo é regulado para 96 batidas por minutos para os homens e
88 batidas por minuto para as mulheres.

 Homens:

VO2máx. (ml . kg-1 . min-1) = 111,33 – (0,42 . FC bpm)

 Mulheres:
VO2máx. (ml . kg-1 . min-1) = 65,81 – (0,1847 . FC bpm)

Recursos Materiais:

Banco com 41,3 cm de altura, cronômetro, metrônomo, ou fita de cadência, monitor cardíaco.

Local:

Sala de Ginástica.

No bloco de anotações deve conter:

Nome: Idade:
FC repouso: FC pós-teste:
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Analisador de gases

Segundo o Laboratório de Fisiologia do Exercício da Fundação do ABC e Faculdade de


Medicina do ABC(2010), a ergoespirometria ou avaliação aeróbia é um exame de grande
aplicação prática tanto para o atleta como para os praticantes de atividade física não
competitiva. Através desse teste obtemos informações sobre a integridade de todos os
sistemas envolvidos com o transporte de gases, ou seja, muscular, cardiovascular e pulmonar.
Essas informações são registradas em um equipamento de alta precisão conhecido como
Analisador de Gases.

Ele é utilizado para:

1. A determinação da capacidade aeróbia, pela obtenção dos dois índices de


limitação funcionais mais empregados no treinamento aeróbio que são os
limiares anaeróbios;
2. Identificação da potência aeróbia ou VO2 máximo (Consumo Máximo de
Oxigênio);
3.  Avaliação de atletas;
4. Indivíduos sedentários que planejam praticar atividade física;
5. Monitoração das adaptações fisiológicas promovidas pelo treinamento
específico (reavaliação);
6. Avaliação de cardiopatas, pneumopatas, diabéticos, obesos, todos em
condições clínicas estáveis.

O teste ocorre em esteira rolante ou em bicicleta ergométrica, com carga progressiva,


por meio de uma máscara facial é coletado todo o ar expirado para análise dos gases.

O teste que será utilizado é o de Åstrand: A metodologia empregada inclui uma carga
inicial de trabalho que varia de acordo com o sexo. Para indivíduos do sexo masculino a carga
deve variar em 100 a 150 Watts e para mulheres entre 50 a 100 Watts. Com a seleção da
carga o avaliado deverá pedalar durante 5 minutos; registra a FC do quarto e quinto minuto, e
se obtem o valor médio. A FC de carga deverá estar entre 120 e 170 e, preferencialmente,
acima de 140 para os jovens.

Cálculo do VO2max.:

Homens: VO2máx.=195 – 61 x VO2 carga Mulheres: VO2máx.=198 – 72 x VO2 carga

FC - 61 FC – 72

VO2 carga l.min-1= carga (Watts) + 0,129

FC quarto minuto:
FC quinto minuto:
VO2máx.:
VO2carga
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Balke

Cada vez mais cresce o índice de idosos no mundo. Para a Assembleia Mundial sobre
o Envelhecimento - ONU (GARCIA; SAINTRAIN, 2009), espera-se que ocorra uma
transformação demográfica mundial nos próximos 50 anos, haja vista que o número de idosos
no ano 2000 foi de 600 milhões e chegará a quase 1 bilhão e 200 mil em 2050.

Os benefícios do exercício físico para todas as idades têm sido sucessivamente


comprovados. Para os idosos, especialmente, está se provando um número ainda mais
significativo de benefícios, por isso, o número de pessoas com mais de 50 anos adeptas da
prática de exercícios físicos de forma programada e regular tem crescido em termos absolutos
e em proporção à população dessa faixa etária (EVERETT; KINSER; RAMSEV, 2007; KRUK,
2007).
O aumento da população de idosos no Brasil traz à tona a discussão a respeito de
eventos incapacitantes nessa faixa etária, dos quais destaca- se a ocorrência de quedas,
bastante comum e temida pela maioria das pessoas idosas por suas consequências. Cerca de
30% dos idosos em países ocidentais sofrem queda ao menos uma vez ao ano e
aproximadamente metade sofre duas ou mais quedas (PERRACINI; RAMOS, 2002).

As quedas podem levar o idoso à dependência funcional (COUTINHO; SILVA, 2002)


além de serem umas das principais causas de morte entre a população idosa. Sabe-se que é
elevado o número de idosos que caem e que mudam radicalmente sua vida cotidiana, tanto
pela queda em si, como pelo temor de uma nova ocorrência: restrição das atividades, maior
isolamento social, declínio na saúde e aumento do risco de institucionalização (GUIMARÃES;
FARINATTI, 2005).

As quedas ocorrem, ao menos em parte, em função de limitações fisiológicas de


equilíbrio, força, visão ou tempo de reação, bem como em decorrência de doenças e, em certos
casos, das estratégias terapêuticas para lidar com elas. Fatores como idade, sexo, doenças,
uso de medicamentos, visão deficiente, prejuízo da capacidade funcional, pouco equilíbrio,
fraqueza muscular e perigos ambientais têm sido apontados pela literatura como
predisponentes de quedas em maior grau (ROSENFELD, 2007).
Protocolo:

O protocolo de Balke é utilizado para avaliar o VO 2máx. de populações variada 10-60


anos. Os bancos possuem cinco alturas diferenciadas correspondendo a 10,20,30,40,50 cm.
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Aplicação do teste:

1) Após um aquecimento inicial, começam a subida e a descida numa frequência de


30 passadas por minuto;
2) Após três minutos de trabalho constante com o banco, é processado, a troca de
estágio através da troca de banco, sem interrupção;
3) Ao fim de cada estágio de três minutos verifica-se a frequência cardíaca;
4) Um dos critérios para encerrar o teste corresponde ao avaliado atingir 85% a 90%
da frequência cardíaca máxima;
5) Com o final da realização do teste aplica-se a seguinte fórmula para o cálculo do
VO2máx.
VO2 max = (altura do último banco em metros x 30 (número de
subidas e descidas/min x 1,33 x 1,78) + 10,5

Estágio 1 FC1
Estágio 2 FC2
Estágio 3 FC3
Altura do último banco (metros)
Número de subidas e descidas/min
VO2máx. (ml(kg.min)-1
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Potência Anaeróbica

Teste de bicicleta de Wingate

O teste de Wingate foi desenvolvido em Israel na década de 1970, e permite analisar a


potência anaeróbica lática. Para a sua execução emprega-se uma bicicleta de frenagem
mecânica. Após um aquecimento de 3 a 4 minutos, o atleta começa a pedalar na maior
velocidade possível sem qualquer resistência. Após 3 segundos adiciona-se a carga que será
mantida nas condições máximas por 30segundos. Mede-se o número de voltas do pedal a
cada 5 segundos através de contagem mecânica ou por célula fotoelétrica. A resistência do
pedal é dada com base no peso do atleta (0,075Kg por Kg de peso).

Em uma pessoa de 60Kg teríamos a seguinte carga: 60Kg x 0,075 = 4,5Kg.

Medida a capacidade anaeróbica, ou seja: a capacidade total de trabalho nos 30


segundos de teste é igual à soma das potências máxima (PM) registradas nos intervalos de 5
segundos.

Avaliado:

FCantes=

FCdepois=
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Potência Anaeróbica

Running Anaeróbic Test – RAST

O protocolo denominado RAST é um método de avaliação anaeróbica que foi


desenvolvido para avaliação específica do gesto motor de corrida. Além de fornecer
importantes informações acerca da potência anaeróbica e variáveis relacionadas, como a
fadiga, o RAST é simples, não invasivo, de fácil aplicação e não necessita de equipamentos
caros, o que aumenta sua aplicabilidade.

Protocolo:

Seis tiros máximos de 35 metros, separados por uma reduzida recuperação passiva de 10
segundos.

Tiros Tempo
1°Tiro
10 segundos recuperação passiva
2°Tiro
10 segundos recuperação passiva
3°Tiro
10 segundos recuperação passiva
4°Tiro
10 segundos recuperação passiva
5°Tiro
10 segundos recuperação passiva
6°Tiro
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Potência Anaeróbica

Teste de impulsão vertical

O salto de impulsão vertical (Sarget test mod., 1921) mede indiretamente a força
muscular dos membros inferiores. Seu objetivo é calcular a altura dos saltos das pessoas e a
potência muscular. Coloca-se uma presa na parede de forma descendente. Com os dedos
sujos de giz, o avaliado deve saltar o mais alto possível, deixando a marca na escala (parede).

Posição: de pé ao lado da parede e com os braços estendidos acima da cabeça. Não


haverá corrida de aproximação.

Potência: diferença entre a altura alcançada no salto e a altura total do indivíduo.

Saltos Vertical (Jump Test)

O JUMP TESTE, um tapete posicionado no solo conectado a um software, onde os


atletas deverão executar o movimento, registrando-se o tempo em que o indivíduo permanece
no ar, o peso, e assim, verificar, quantos centímetros se saltou. Os protocolos que serão
utilizados constituem de três saltos:sem o balanço dos braços;com as mãos posicionadas
sobre as cristas ilíacas,com o balanço dos braços. Será solicitado que o participante, a cada 20
segundos cronometrados saltar na maior altura possível e que, no momento da “aterrissagem”,
o fizessem com os pés em flexão plantar como forma de validação e padronização do teste,
reduzindo assim as diferenças nas técnicas de salto entre os participantes.O desempenho do
salto vertical foi registrado por meio de uma unidade portátil de computador conectada a um
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tapete de contato, em que a média das três leituras em cada modalidade de salto é
considerada como resultado dos testes.

Saltos Altura Altura Altura Média


1°Salto: sem o balanço dos braços
2°Salto: com as mãos posicionadas
sobre as cristas ilíacas
3° Salto: com o balanço dos braços

De Oliveira, W.L.; Sila, R. D. ; Custódio, I.J.O.; De Barcelos, S.A.M.G.Análise da influência da plataforma vibratória
no desempenho do salto vertical em atletas de futebol: ensaio clínico randomizadoFisioter Mov. 2011
abr/jun;24(2):265-74.

Teste de impulsão horizontal

O teste mede indiretamente a força muscular dos membros inferiores. O avaliado deve
estar na posição de pé, com os pés paralelos ao solo (ponto de partida). Ao sinal do avaliador,
sem corrida de aproximação, deverá saltar uma maior distância possível.
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Teste Rikli Jones (Idoso)

Rikli & Jonesdesenvolveram e validaram uma bateria de testes de aptidão funcional


para o Ruby Gerontology Center, na California State University (também conhecidos por
Fullerton Tests) que foram definidos como testes que avaliam a capacidade fisiológica para
desempenhar atividades normais do dia-a-dia de forma segura e independente, sem que haja
uma fadiga indevida. Cada um dos atributos fisiológicos avaliados, os quais dão suporte aos
comportamentos necessários para desempenhar tarefas diárias, são: força de membros
superiores e inferiores, capacidade aeróbia, flexibilidade de membros superiores e inferiores, e
agilidade motora/equilíbrio dinâmico.Os testes foram especificamente idealizados para uso num
ambiente de campo e/ou clínico, particularmente, para serem capazes de fornecer medidas
escalares contínuas através de uma ampla faixa de níveis de habilidade que são tipicamente
encontrados na população idosa em geral. A limitação dos testes de medida de performance
física desenvolvidos anteriormente, é que eram apropriados para populações específicas de
indivíduos, ora para idosos de saúde mais frágil, ora para idosos altamente funcionais, o que
dificulta a comparação de dados de diferentes faixas de idade e níveis de habilidade.

1) Levantar da Cadeira (30s Chair Stand)

Proposta: Avaliar força de membros inferiores. Protocolo: O teste inicia com o participante
sentado no meio da cadeira, com o corpo ereto e os pés apoiados no chão. Os braços deverão
estar cruzados junto ao peito com as mãos apoiadas nos ombros. Ao sinal de “valendo ” o
participante deverá levantar-se completamente e retornar a posição inicial. O participante será
motivado a completar o movimento o maior número de vezes possível durante 30 segundos.
Após a demonstração do teste e uma pratica de três repetições, ele será convidado a iniciar o
teste propriamente dito.

2) Rosca (Arm Curl)
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Proposta: Avaliar força de membros inferiores. Protocolo: O avaliado deverá estar sentado na
cadeira com o tronco ereto e com os pés apoiados no chão. O participante escolherá o lado do
corpo em que realizará a avaliação, o teste deverá iniciar com o peso perpendicular ao solo,
com os braços estendidos. Após o sinal de valendo o avaliado deverá realizar uma flexão de
cotovelo, sem lançar o mesmo à frente, executando o maior número de repetições possíveis
durante 30 segundos. Após a demonstração do teste e uma prática de três repetições com o
lado escolhido ele será convidado a iniciar o teste.

3)  Caminhar 6 Minutos (6-Minute Walk)

Proposta: Avaliar resistência aeróbia. Protocolo: Ao sinal de “valendo ” os participantes iniciarão


uma caminhada o mais rápido possível, sem correr, em um percurso retangular de 45,72m
demarcado por cones a uma distância de 4,57m entre cada um. Essa caminhada será
realizada durante seis minutos sendo contabilizado o número de voltas realizadas pelo
participante e ao término do tempo, o avaliado deverá parar por alguns segundos no local onde
está para identificar quantas marcas percorreu na última volta, após a identificação realizará
mais uma volta completa com intuito de recuperar-se. Os números de voltas e marcas
percorridas serão convertidos em metros, determinando a distância percorrida durante o teste.

4) Sentar e Alcançar (Chair Sit-and-Reach)

Proposta: Avaliar flexibilidade de membros inferiores. Protocolo: O teste inicia com o


participante sentado na cadeira. Uma das pernas deverá estar com joelho flexionado em
aproximadamente 90° e o pé apoiado no chão, enquanto a outra perna deverá estar estendida.
Com os braços estendidos e os dedos médios um sobre o outro, o participante deverá realizar
uma flexão de quadril sobre a perna estendida atingindo o máximo que conseguir e manter-se
na posição por dois segundos enquanto o avaliador faz a medida. Esta medida será a distancia
entre os dedos médios e a ponta do pé, sendo considerado negativo anterior à ponta do pé e
positivo a distância em que os dedos passarem da ponta do pé, assumindo como marco zero a
ponta do pé, essa medida será feita em centímetros. O avaliado escolherá o lado do corpo em
que será feito o teste e terá direito a duas tentativas marcando o seu melhor resultado.
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5) Mãos nas Costas (Back Scratch)

Proposta: Avaliar a flexibilidade de membros superiores. Protocolo: O teste iniciará com o


participante em pé e o mesmo deverá tocar suas costas com uma das mãos por cima do ombro
e com a palma da mão voltada para as costas, enquanto com a outra mão sob o ombro e com
a palma da mão voltada para fora, ele deverá tentar aproximar os dedos médios. O avaliador
deverá medir no ponto onde o avaliado ficar imóvel a distância entre os dedos médios,
adotando como marco zero a junção das pontas dos dedos, sendo considerado positivo a
distância que o avaliado conseguir ultrapassar o marco zero e negativo a distância que faltar
para a junção dos dedos. Essa medida será feita em centímetros. O avaliado escolherá o lado
do corpo em que será feito o teste e terá direito a duas tentativas marcando o seu melhor
resultado.

6) Levantar, Ir e Voltar (8-Foot Up-and-Go)

Proposta: Avaliar agilidade e equilíbrio dinâmico. Protocolo: O avaliado iniciará o teste sentado
no meio da cadeira, em posição ereta, com os pés apoiados no chão e as mãos na coxa. Ao
sinal de “valendo” o participante levantará da cadeira e caminhará rapidamente (sem correr) e
dará a volta em um cone que estará a uma distância de 2,44m da cadeira, e deverá voltar a
posição inicial. Ao dar o sinal de partida o avaliador deverá iniciar o cronômetro e só parar o
mesmo quando o avaliado estiver novamente na posição inicial. Após a demonstração e uma
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tentativa de pratica o avaliado terá direito a duas tentativas anotando-se o melhor resultado.

Nunes, M.E.S.; Santos, S. Avaliação funcional de idosos em três programas de atividade física: caminhada,
hidroginástica e Lian GongRev. Port. Cien. Desp. v.9 n.2-3 Porto  2009.

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ROTEIRO DE AULA PRÁTICA

Estimativa de Gasto Calórico

A classificação da intensidade das atividades físicas e a estimativa do gasto


calórico a elas associado são aspectos importantes da prescrição do exercício e da
fisiologia do exercício. De um lado, temos a necessidades de adequar as atividades
propostas à capacidade de execução dos executantes. Ao mesmo tempo, procura-se
ampliar o leque de opções de atividades com intensidades similares, a fim de
aumentar o potencial de adesão ao programa. Em situações em que se persegue a
perda de peso com diminuição do percentual de gordura corporal, é fundamental
compatibilizar a ingestão com o dispêndio calórico, atingindo-se os objetivos sem
prejuízo de processos fisiológicos compatíveis com a saúde (Farinatti, 2003).

Códig MET Contexto Principal Atividades específicas


o
01009 8,5 Ciclismo Ciclismo, BMX ou montanha.
03017 10,0 Dança Aeróbica, step, com step de 25-30 cm
12170 15,0 Correr Correr, subir escadas ou rampa
17025 9,0 Caminhar Carregar carga em subidas geral
18270 11,0 Atividades Aquáticas Nadar, borboleta, geral
15550 12,0 Esporte Pular corda, velocidade Rápida
(Adaptado Farinatti, 2003)

Energia gasta com a atividade = MET x Peso x tempo de atividade (min)

1MET= 1Kcal (Kg.min)-1 ou 3,5ml/kg/min

Atividades Propostas:

1) Aula de Step
O movimento básico de “step” caracteriza-se por subir e descer uma plataforma
denominada “step” e é sincronizado com uma cadência musical. Tanto a altura do “step” quanto
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a cadência musical podem variar em função do nível de condicionamento físico, da estatura do


indivíduo e da sua experiência com a tarefa1.

O step é uma das modalidades mais procuradas nas academias e ginásios. Melhorar a
forma física, perder peso e desenvolver a coordenação motora são alguns dos objectivos de
quem procura uma modalidade cheia de ritmo e energia. O step inclui-se no grupo das
modalidades que desenvolvem a resistência cardiovascular. Trata-se de uma alternativa
interessante à aeróbica, com a qual apresenta algumas semelhanças. Pratica-se com a ajuda
de um pequeno banco, cuja altura varia consoante a resistência do praticante, sobre o qual são
executados os exercícios. A este banco dá-se o nome de bench-step, step-training ou bench-
fitness1.

1- WIECZOREK,S. A.; DUARTE, M.; AMADIO, A. C. ESTUDO DA FORÇA REAÇÃO DO SOLO NO


MOVIMENTO BÁSICO DE “STEP” Rev. paul. Educ. Fís., São Paulo, 11(2):103-15, jul./dez. 1997
(http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/v11%20n2%20artigo1.pdf)

2) Aula de Dança (Zumba) 


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Super notícia, publicado em 27/04/2013 http://www.otempo.com.br/super-noticia/zumba-conquista-mais-adeptos-


nas-academias-1.551111

3) Pular corda
Entre os mais diversos esportes e exercícios físicos que vemos por ai, um que pode se
destacar como um esporte que traz muitos benefícios é a prática de pular corda. É isso mesmo,
a brincadeira de criança de pular corda com os amigos pode ser um grande aliado para quem
quer melhorar a resistência física, ter uma melhor saúde, emagrecer e definir o corpo. 

Pular corda certamente traz diversos benefícios a saúde, sobre eles podemos dizer que: 
- Pular corda é um exercício que exige um ótimo condicionamento físico, e no entanto, 15
minutos pulando corda, pode equivaler a mais de 45 minutos de corrida. Pular corda é,
portanto, um exercício físico que queima muitas calorias mesmo. 
- Pular corda pode definir inúmeras partes do corpo. Existem diversas práticas na hora de pular
corda que você pode fazer para ajudar a alcançar seus resultados, tal como pular com uma
perna só e ir revezando e muito mais, todos esses métodos de pular corda trazem resultados
surpreendentes de definição de pernas, barriga, braço e muitas outras partes do corpo. 

E a melhor parte de tudo isso, é que pular corda é um exercício bastante divertido depois que
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se pega o jeito, portanto você poderá emagrecer, definir seu corpo ou simplesmente ter uma
vida mais saudável com diversão no meio. O ideal é pular corda com alguns intervalos entre
séries. 

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO http://www.portaleducacao.com.br/esporte/artigos/11696/pular-


cordabeneficios#ixzz2kzpwXxAz (publicado em 02/04/2012)

4) Natação

A fórmula do envelhecimento tardio pode estar na natação, acreditam especialistas. As braçadas


frequentes na piscina podem ajudar a capacidade circulatória e cardiorrespiratória, desenvolver os
músculos, dar mais flexibilidade e resistência, melhorar o raciocínio e até recuperar movimentos, o
equilíbrio e a coordenação motora. Além disso, o exercício ajuda a controlar os níveis de açúcar e
colesterol no sangue1.

1- Os benefícios da natação à saúde são destaque do Bem Estar nesta 6ª Publicado em 04/03/2011. Acessado:
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/03/os-beneficios-da-natacao-saude-sao-destaque-do-bem-estar-nesta-6-4.html

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO II

ROTEIRO DE AULA PRÁTICA

Velocidade Crítica

 A Velocidade Crítica (Vcrit) é um método não invasivo de fácil aplicação e baixo custo
financeiro e adequado para aplicação de um grande número de pessoas (LUCAS et al., 2002) e
pode ser aplicado em um teste de campo. Guglielmo e Denadai (2000) sugerem que a Vcrit
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pode ser melhorada com o exercício predominantemente aeróbio independente da faixa etária
e da fase de treinamento. Pacheco et al., (2006) sugere que os testes obtidos de forma indireta
com a Vcrit podem ser utilizados na avaliação física. A Vcrit é um instrumento eficaz para
prescrição e controle do treinamento aeróbio pela precisão de trabalho realizado na intensidade
alcançada por metros por segundos (BILLAT et al., 1998).

A determinação da VC é possível a partir da aplicação de modelos matemáticos, como


regressão linear entre a distância percorrida e seu respectivo tempo (HILL, 2001). Para isso,
será percorrida 3 distâncias com o objetivo de identificar a velocidade critica através do
coeficiente angular da reta de regressão linear entre os respectivos tempos e distancias: 1- 500
metros, 1500 metros e 3000 metros.Os sujeitos percorreram essas distancias no menor tempo
possível. Para identificar a velocidade crítica pode ser adotada a equação proposta por Hill
(2001):

Vcrit= (2ª distância – 1ª distância) / (2º tempo – 1º tempo)

Ou determinar a mesma através do coeficiente angular da reta de regressão linear


entre as distâncias e os respectivos tempos.

Distância Tempo
1° distância 1°tempo
2° distância 2°tempo
3° distância 3°tempo

Referências:

1- BILLAT V, BINSSE V, PETIT B, KORALSZTEIN JP. High level runners are able to
maintain a VO2 steady-state below VO2max in an all-out run over their critical
velocity. Arch. Physiology Biochem. 1998; 106 (1): 38–45

2- GUGLIELMO LGA, DENADAI BS. Assessment of anaerobic power of swimmers: the


correlation of laboratory tests on an arm ergometer with field tests in a swimming
pool. J Strength Cond Res. 2000; 4: 395-398.

3- HILL, D. W. Aerobic and anaerobic contributions in middle distance running events.


Motriz. v. 7, p. 63-67, 2001.

4- LUCAS RD, CAPUTO F, MANCINI E, DENADAI, BS. The validity of critical speed
determined from track cycling for identification of the maximal lactate steady state.  Biol.
Sport. 2002; 19: 239–249.

5- PACHECO MT, SILVA LGM, BALDISSERA V, CAMPBELL CSG, LIBERTI EA,


SIMOES HG.  Relação entre velocidade critica, limiar anaeróbio, parâmetros
associados ao VO2MÁX, capacidade anaeróbia e custo de O 2  submáximo. Motriz.
2006; 12 (2): 103-111.

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO II

ROTEIRO DE AULA PRÁTICA


CENTRO DESPORTIVO DA UFOP-CEDUFOP

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO-UFOP

Agilidade (Corrida do Vai e Vem / Shuttle Test)

Segundo Schmid e Alejo apud Arrais (2009) a agilidade é a habilidade para mudar os
movimentos o mais rápido possível frente a situações imprevisíveis, tomando rápidas decisões e
executando ações de modo eficiente1.

Idade: 9 anos até idade universitária

Equipamentos: fita adesiva, cronômetro, blocos de madeira medindo 5 cm por 5 cm por 10 cm


e área de corrida plana 10 metros.

Execução do teste: O candidato coloca-se em afastamento anteroposterior das pernas, com o


pé anterior o mais próximo possível da linha de saída. Com a voz de comando “Atenção! Já!”, o
voluntário inicia o teste com o acionamento concomitante do cronômetro. O candidato corre com
a máxima velocidade até os blocos dispostos equidistantes da linha de saída, a 9,14 metros de
distância. Lá chegando, pega um dos blocos e retorna ao ponto de partida, depositando esse
bloco atrás da linha. Em seguida, sem interromper a corrida, parte novamente em busca do
segundo bloco, procedendo da mesma forma. Ao pegar ou deixar o bloco, tem que transpor pelo
menos com um dos pés as linhas que limitam o espaço demarcado. O bloco não deve ser
jogado, mas colocado no solo. O cronômetro é parado quando o candidato coloca o último bloco
no solo e ultrapassa com pelo menos um dos pés a linha final.

Fonte: Dantas,1986

1- Arrais, E. C. Agilidade de atletas de futebol em função da categoria profissional e posição em campo-


Educacíon Física y Deporte Revista Digital, Buenos Aires, Ano, N° 136, Setembro de 2009.

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