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Paralisia Facial

Fisioterapia Aplicada à Neurologia


Prof. Douglas Monteiro
Nervos Cranianos:

I I – Olfatório
II
II – Óptico
III, IV e V III – Oculomotor
VI
VII IV – Troclear
VIII V – Trigêmio
X
VI – Abducente
XII IX VII – Facial
XI
VIII - Vestibulococlear
IX – Glossofaríngeo
X – Vago
XI – Acessório
XII – Hipoglosso
Paralisia é a perda temporária ou
permanente da sensibilidade, ou perda da
capacidade de mover ou controlar os
movimentos (Traber, 2000).
Paralisia Facial

Lesão do nervo facial em qualquer


parte do seu trajeto, com paralisia
dos músculos da mímica facial
(inervados pelo n. facial)
Nervo Facial
Anátomo-fisiologia
• VII par nervo craniano: origem na
medula oblonga;

• Tipo misto:
- sensitivo (gustação) 2/3 anteriores
da língua;
- Parassimpático das glândulas salivar
e lacrimal;
- Motor dos músculos da expressão da
face.

Formando assim duas porções:


- Raiz Motora
- Raiz sensitiva
Raiz motora divide-se em 02 núcleos:

- Núcleo Superior do
N. facial
(Se originam no córtex motor, evoluindo
através do tronco cerebral.)

- Núcleo Inferior do N.
Facial
(se originam nas células do corno
anterior e avançam até ao músculo)

Se forem destruídas, o músculo


perde o tónus, começa a atrofiar
e demonstra reacções de
degeneração.
- Núcleo Superior do N. facial
A paralisia é inferior e contralateral à lesão e
espástica
PARALISIA CENTRAL

- Núcleo Inferior do N. Facial


A paralisia é ipsilateral à lesão e flácida
PARALISIA PERIFÉRICA
Importância funcional
• Inervação da musculatura
da mímica facial;

• Sensibilidade gustativa do
2/3 anteriores da língua;

• Atividade secretória das


glândulas lacrimal,
submandibular e sublingual
Tipos de Paralisia Facial

• Paralisia Facial Central


• Paralisia Facial Periférica
Paralisia Facial Central
Há lesões ou doenças no cérebro, mais
exatamente no encéfalo (SNC), que envia
informações para o nervo facial.
P. Facial central - Etiologia
• AVC
• Hemorragia cerebral
• Abcessos cerebrais
• Tumores encefálicos
P. Facial Central – Quadro Clínico

• Desvio da rima bucal e lóbulo


nasal para o lado contralateral
• Apagamento do sulco
nasogeniano;
• Ausência de contração do
platisma lado contralateral;
P. Facial Central – Quadro Clínico

• Disartria;
• Sialorréia;
• Ageusia nos 2/3 anteriores da língua;
• Hipertonia Elástica;
• Abolição dos Reflexos Superficiais;
• Clônus;
Paralisia Facial Periférica
Há lesões ou doenças no próprio nervo
facial, que enerva os músculos da face.

- É repentino (geralmente noturna e precedida de


dores a nível da região Cervical);
- Sensação de dormência ou fraqueza;
- Sensação de pressão ou edema da hemiface
afetada;
- Alterações no paladar;
- Intolerância a barulhos (hiperaucusia);
- Olho ressecado e/ou com dores;
P. Facial periférica - Etiologia
• IDIOPÁTICA
• INFECCIOSA
• TÓXICA
• VASCULAR
• TRAUMÁTICA
• CONGÊNITA
P. Facial periférica – Quadro Clínico
• Paralisia de toda hemiface homolateral à
lesão;
• Desvio de traços fisionômicos (lado são);
• Piscar ausente/menos evidente (lado
lesado);
• Sulcos menos pronunciados (lado lesado);
• Epífora;
• Ausência de enrugamento da fronte;
• Sinal de Bell
• Dificuldade/impossibilidade de assobiar
• Sialorréia
• Augesia dos 2/3 anteriores da língua.
Prognóstico:

A mielina que se forma novamente é inconstante e


mais fina que a anterior e isto é o que resulta nas
seqüelas encontradas.

- Nestes casos, ou após a intervenção cirúrgica,


realiza-se o TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO

70% - Recuperação Total


20% - Recuperação Parcial
10% - Seqüelas Importantes

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