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06/12/2017

PROFESSOR: Francisco Pletsch


Especialista em Voz - CFFª /97
Mestre - PUCPR / 97
Coordenador do CEFAC - Curitiba e Florianópolis

1 - Florianópolis - 04/11/2016
2 - Curitiba - 10/12/2016
3 - Chapecó - 06/05/2017
4 – Curitiba – 22/07/2017
5 – Maringá – 08/12/2017
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(Behlau, Madazio, 2012)

ü Qualidade vocal do indivíduo,


ü Coordenação fono respiratória
ü Mais conforto para falar
ü Melhor qualidade de vida

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Ø ETVSO - Exercícios de Trato Vocal Semiocluídos


Ø Exercícios com canudos flexíveis e rígidos
Ø Exercícios de Firmeza Glótica

ü Técnicas de Vibração
ü Ressonância
ü Sons Fricativos
ü Modulações / Cantigas
ü Pushing / Ataques vocais bruscos
ü Hiperagudos
ü Manipulação laríngea / cervical
ü Massageadores (de diversos tipos e marcas)

ü Os exercícios de trato vocal semiocluído (ETVSO) são


exercícios realizados com a oclusão parcial da boca /
trato vocal que modifica a impedância acústica e gera
ressonância retroreflexa, isso afasta as pregas vocais
durante a vibração e reduz os riscos de trauma
mecânico, equilibrando as pressões sub e supraglótica,
com economia vocal. Cielo CA, Lima JPM, Christmann MK, Brum R (2012)

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ü Os estudos realizados com ressonância magnética e


tomografia computadorizada verificaram modificações
no trato vocal após a técnica de fonação em tubos, tais
como: ü Área central mais alargada,
ü Firmeza e diminuição no fechamento do esbncter
velofaríngeo,
ü Língua mais elevada posteriormente,
ü Expansão das áreas transversais da orofaringe e da
cavidade oral;
ü Epiglote em posição vertical,
Cielo CA, Lima JPM, Christmann MK, Brum R. 2012

ü Facilitam a interação fonte e filtro, reduzindo os


riscos de trauma durante a vibração das pregas
vocais, uma vez que a energia retroreflexa gerada por
tais exercícios propiciam o afastamento das pregas
vocais durante a vibração. Laukkanen AM, Pulakka H, Alku P, Vilkman E, Hertegard
S, Lindestad P, et al. 2007; Schwarz K, Cielo CA. 2008;
Cordeiro GF , Montagnoli A N, Nemr NK, Menezes MHM, Tsuji
DH. 2010; In Cielo CA, Lima JPM, Christmann MK, Brum R
(2012)

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ü O aumento da impedância do trato vocal, nos ETVSO


eleva a pressão supraglótica, tendo como consequência
também o aumento da pressão no nível glótico. Isso
afasta as pregas vocais e reduz o impacto de contato
entre elas, equilibrando as pressões no nível glótico e
trato vocal (interação fonte e filtro – ressonância
retroreflexa). Titze IR. 2009; In Cielo CA, Lima JPM, Christmann MK, Brum R. 2012
OBS: Ressonância retroreflexa é a energia que retorna à glote durante
a realização dos ETVSO devido o estreitamento do trato vocal.

ü ETVSO – Técnica proposta para indivíduos


com voz normal, disfonia, aquecimento vocal,
Hipernasalidade e aperfeiçoamento vocal;
Titze IR. 2006; Sampaio M, Oliveira G, Behlau. 2008; Azevedo LL,
Passaglio KT, Rosseti MB, Silva CB, Oliveira BFO, Costa RC. 2010;

Hipocinéticas,
In Cielo CA, Lima JPM, Christmann MK, Brum R (2012)
ü
ü Presbifonia,
ü Paresias e Paralisias Laríngeas.

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Os ETVSO são benéficos e possuem


efeitos imediatos na voz do paciente,
porque o uso dos ressonadores está
em equilíbrio com a fonte glótica e
filtro. (interação fonte-filtro)

Finger Kazoo:
ü O dedo encosta levemente os lábios,
ü Emissão sonora “vvvvuuuuu”,
ü Início suave, aumentando o som conforme a
necessidade.
ü Sensação de vibração intensa nos lábios.
Emerich, 2001

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Firmeza Glótica:
ü Devemos ocluir com mão, quase toda a saída do
som emitido,
ü Não inflar as bochechas de ar,
ü Som emitido é espalhado, difuso,
ü Emissão sustentada de modo prolongado,
ü Favorece a coaptação glótica sem tensão excessiva,
ü Alta pressão retroflexa,
ü Grande pressão no nível glótico.
Behlau M, 1994; Titze IR. 2009

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Fonação com Tubos/Canudos de Ressonância:


ü Canudo de alta resistência:
- Diâmetro pequeno > Canudinho de Pirulito

ü Canudo de baixa resistência:


- Diâmetro grande > Canudo de refrigerante

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Canudos:
ü Firmeza nas pregas vocais, sem causar tensão,
ü Melhora a ressonância vocal
ü F0. fica um pouco mais grave
ü Maior estabilidade vocal
ü Maior conforto vocal
ü Voz mais clara, limpa e fácil com emissão sem esforço,
ü Diminui ruídos nas frequências mais altas
ü Praticamente todo o som produzido, fica dentro do trato
vocal.
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RRRR Língua
BRRR Lábios

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ü Ação sobre a musculatura intrínseca e extrínseca da laringe


ü Redução da tensão laríngea,
ü Melhora a tonicidade muscular das PPVV
ü Facilita o movimento ondulatório da mucosa,
ü Equilíbrio das forças mioelásticas e aerodinâmicas da laringe
Stemple JC, Lee L, D’Amico B, Pickup B. 1994; Guberfain J, Muller MM, Sarvat M, 1999. Azevedo LL, Passaglio KT,
Rosseti MB, Silva CB, Oliveira BFV, Costa RC, 2010.

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• Menor tensão à emissão


• Melhora da qualidade vocal,
• Estabilidade da emissão,
• Aumento da F0 - (03 minutos)
• Aumento da intensidade - (01 minutos)
Stemple JC, Lee L, D’Amico B, Pickup B. 1994; Guberfain J, Muller MM, Sarvat M,
1999. Azevedo LL, Passaglio KT, Rosseti MB, Silva CB, Oliveira BFV, Costa RC, 2010.

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ü Aumenta a adução glótica


ü Maior excursão da onda mucosa
ü Excelente recurso na presença de patologia
ü Deve ser produzido em fraca intensidade e tom médio
ü 2 a 3 notas acima do tom habitual (Pinho, 1998)

ü Redução de Jitter, shimmer,


ü Redução do Ruído - (03 minutos)
ü Maior regularidade dos harmô nicos,
ü Prancha espectrográfica com maior periodicidade
Stemple JC, Lee L, D’Amico B, Pickup B. 1994; Guberfain J, Muller MM, Sarvat M, 1999. Azevedo
LL, Passaglio KT, Rosseti MB, Silva CB, Oliveira BFV, Costa RC, 2010.

ü OBS: A técnica de vibração sonorizada de língua foi


mais efetiva a partir de três minutos.

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EVITAR

Casos agudos de estabelecimento recente.

Podem agravar o quadro inflamatório (Pinho, 1998)

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O aumento do número de harmônicos, está


relacionado com o aumento da projeção
vocal que, por sua vez, está relacionada ao
aumento da intensidade. Azevedo LL, Passaglio KT, Rosseti MB,
Silva CB, Oliveira BFV, Costa RC , 2010.

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ü MMMM
ü NNNNN
ü NhNhNh

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ü Muitos pacientes apresentam dificuldade na


realização dos exercícios de ressonância;
devemos ter cuidado para orientar corretamente,
porque não são tão fáceis como parecem. O
fonoaudiolólogo deve ter percepção sensorial e
auditiva para facilitar e proporcionar a emissão
desses sons com equilíbrio e projeção.

ü Equilíbrio de ressonância: oral e nasal


ü Redução da tensão laringo-faríngea
ü Características estéticas da voz
ü Maior propriocepção vocal
ü Massageia as pregas vocais
ü Fecha fenda posterior
ü Suaviza a emissão (Pinho, 1998)

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ü MMM “Fungada”
ü MMM “Concordar”
ü MMM Nasal
ü MMM Oral
ü MMM Glissando

ü MMM Oral / nasal alternados Pré-mastigação

ü MMM Mastigado
ü MMM Mastigado com vogais

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ü mmmmmm__uá ü mmmmmm__uava
ü mmmmmm__ué ü mmmmmm__uéva
ü mmmmmm__ue ü mmmmmm__ueva
ü mmmmmm__ui ü mmmmmm__uiva
ü mmmmmm__uó ü mmmmmm__uóva
ü mmmmmm__uo ü mmmmmm__uova
ü mmmmmm__uu... ü mmmmmm__uuva...

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SURDOS F-S-X
SONOROS V-Z-J

ü SUAVIZAÇÃO DA EMISSÃO,
ü PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO,
ü APOIO DIAFRAGMÁTICO,
ü CONTROLE DA INTENSIDADE,
ü /S/ Utiliza somente fonte friccional
ü /Z/ Utiliza fonte friccional e glótica
(Behlau, 1996; Pinho, 1998)

ü Excelente recurso na terapia de ETVSO – Finger Kazoo

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ü C.F.R.
ü DIREÇÃO DE FLUXO AÉREO
ü TEMPO MÁXIMO DE EMISSÃO
ü APOIO RESPIRATÓRIO
ü FONAÇÃO HIPERTENSA
ü ONDA MUCOSA MENOS INTENSA
(Behlau, 1996)

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SURDOS P-T-K
SONOROS B-D-G

ü COAPTAÇÃO DAS PREGAS VOCAIS


ü MELHORA A FORÇA DE ARTICULAÇÃO
ü CLAREZA NA EMISSÃO
ü REFORÇA A CAVIDADE ORAL COMO
RESSONADORA (Behlau, 1996)
ü ’’INDICADOS TAMBÉM PARA PARALISIAS
LARÍNGEAS E CORDECTOMIAS’’

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ü EXTREMA CONTRAÇÃO DO TA
ü TA - FEIXE EXTERNO / INTERNO
ü DEMAIS MÚSCULOS “ RELAXADOS”
ü PEQUENO FLUXO DE AR
ü BAIXA NTENSIDADE
ü PPVV ENCURTADAS / GROSSAS
ü SOBRA MASSA PARA VIBRAR
ü GRANDE TEMPO DE FECHAMENTO
ü F0. GRAVE (Pinho, 1998)

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ü MAIOR ATIVIDADE DO CT,


ü ALONGAMENTO DAS PREGAS VOCAIS,
ü TA “RELAXADO”,
ü PRESENÇA DE FENDA PARALELA,
(Pinho, 1998)

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ü LARINGE ELEVADA / ALTA,

ü POUCA MASSA VIBRANTE,

ü FLUXO CONTÍNUO DE AR,

ü CARTILAGENS EM BÁSCULA.
(Pinho, 1998)

Vuuuuu - isolado
Vuuuuu – fichinha - ETVSO

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ü Efeitos vocais provocados pela realização


inadequada de exercícios:
ü Dor na região da laringe,
ü Esforço Vocal,
ü Piora na qualidade vocal,

ü OBS: São considerados sintomas de


fadiga vocal. Kostyk BE, Putnam Rochet A, 1998

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Exercícios que exigem uma exposição conPnua


em tempo maior que três minutos tendem a
recrutar maior atividade aeróbica. Este Qpo de
metabolismo é mantido principalmente por
fibras musculares chamadas oxidativas, ou
vermelhas, tendo em vista a sua alta
tolerância ao esforço e resistência à fadiga.
Powers SK, Howley ET. Fisiol ogia do exercício: teor ia e aplicação
ao condicionamento e ao desempenho. 3a ed. São Paulo:
Manole; 2000.
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Ao mesmo tempo, os exercícios de curta


duração (tempo menor que três minutos)
tendem a utilizar mais as fibras
musculares glicolíticas ou brancas ou
seja, tendem a ser menos resistentes à
fadiga.Powers SK, Howley ET. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao
condicionamento e ao desempenho. 3a ed. São Paulo: Manole; 2000

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