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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Site: Instituto Legislativo Brasileiro - ILB Impresso por: Andrezza Kharla da Cunha Penha
Curso: Conhecendo o Novo Acordo Ortográfico - Turma 2 Data: quinta, 23 jul 2020, 15:13
Livro: Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Descrição

Livro 6

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Sumário

Módulo II - Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Introdução

Unidade 1 - Regras da acentuação gráfica


1ª Regra
2ª Regra
3ª Regra
4ª Regra - Parte 1
4ª Regra - Parte 2
4ª Regra - Parte 3
5ª Regra
6ª Regra
Complementando os estudos

Unidade 2 - O emprego do hífen


Pág. 2
Pág. 3
Pág. 4
Pág. 5
Pág. 6
Pág. 7
Complementando os estudos

Unidade 3 - Composição do alfabeto


Pág. 2
Pág. 3
Complementando os estudos

Unidade 4 - Eliminação do trema


Pág. 2
Complementando os estudos
Exercícios de Fixação - Módulo II

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Módulo II - Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

  Ao final deste módulo, você deverá conhecer as regras de acentuação gráfica, emprego do hífen e a composição e
eliminação do trema.

 
 

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Introdução

Com a entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico, muitos podem pensar: “De que valeu o esforço para entender por que ‘infraestrutura’ se escrevia
com hífen e anti-imperialista, sem ele?”

Entretanto, esteja a favor do Acordo ou contrário a ele, ninguém está livre de uma revisão ortográfica.

O Acordo, porém, visa unificar a ortografia e não a pronúncia e o significado das palavras.

As tiras abaixo são um bom exemplo disso. A primeira saiu em um jornal português; a segunda, num jornal brasileiro.

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Unidade 1 - Regras da acentuação gráfica

Pela fala expressamos a melodia da língua. É um processo quase intuitivo, que praticamos quando expiramos com maior ou menor força.

Na escrita, utilizamos recursos gráficos para “ensinar” ao leitor a cantar essa melodia, ora apontando a sílaba tônica, ora indicando se o som vocálico é
aberto ou fechado com o uso dos sinais diacríticos. Por isso é que se diz que a palavra “acento” encontra sua etimologia, ou seja, a origem da sua
formação, na expressão latina ad cantum (=para o canto).

Sinal diacrítico é um signo gráfico que se associa a uma letra para lhe dar uma característica
fonética diferente daquela que a letra possui isoladamente. Exemplo clássico de sinal diacrítico é
a cedilha, que diferencia a pronúncia do < c > de 'caco' do < c > de 'caço' (do verbo 'caçar').
Além dela, existem o acento agudo ('lá'), o til ('lã'), o acento circunflexo ('lâmpada') e o acento
grave ('àquela').
 

Então, se aplicamos acentos gráficos para “ajudar a cantar” a melodia da língua, quais as regras
formuladas pelo Novo
Acordo Ortográfico no particular?

No que interessa aos brasileiros, a acentuação gráfica, que é tratada nas Bases VIII, IX, X e XI
do Acordo, é o tema em que se verifica o maior índice de alterações, se considerada a
quantidade de palavras que tiveram a grafia modificada.

De modo geral, as modificações se concentram:

. nas palavras paroxítonas (‘heroico’, ‘ideia’),


. naquelas em que ocorre hiato (‘feiura’, ‘voo’) e
. nas homógrafas, ou seja, que têm a mesma grafia (‘pelo’, ‘pera’).

Essas modificações têm sempre o objetivo de eliminar os acentos gráficos até então presentes nesses grupos de palavras, e não de acrescentá-los.

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1ª Regra

Elimina-se o acento agudo das palavras paroxítonas cuja sílaba tônica seja formada pelos ditongos abertos < ei > e < oi >.

Como era antes Como deve ser agora

alcalóide alcaloide

alcatéia alcateia

apóio (verbo apoiar) apoio

asteróide asteroide

assembléia assembleia

bóia boia

clarabóia claraboia

colméia colmeia

Coréia Coreia

Galiléia Galileia

geléia geleia

hebréia hebreia

heróico heroico

idéia ideia

intróito introito

jibóia jiboia

jóia joia

odisséia odisseia

onomatopéia onomatopeia

paranóico paranoico

platéia plateia

protéico proteico

tramóia tramoia

O acento PERMANECE:

1. Nas palavras oxítonas, mesmo que ocorram os


ditongos abertos < ei > e < oi >, como em:
'hotéis', 'heróis', 'papéis';
2. Nas paroxítonas terminadas em < r >, como em:
'destróier';
3. Nos monossílabos tônicos: 'dói', 'méis', 'réis', 'sóis'.

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2ª Regra

Elimina-se o acento agudo de palavra paroxítona formada pelas vogais < i > e < u > precedidas de ditongo.

Como era antes Como deve ser agora

baiúca baiuca

bocaiúva bocaiuva

boiúna boiuna

cauíla cauila

feiúra feiura

maoísmo maoismo

Sauípe Sauipe

taoísmo taoismo

O acento permanece nas palavras oxítonas onde o < i


> ou o < u> estiverem em posição final, após ditongo,
mesmo que seguidos de < s >, como em: 'tuiuiú',
'tuiuiús', 'Piauí'.

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3ª Regra

Elimina-se o acento circunflexo nos seguintes casos:

1. Nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos ‘crer’, ‘dar’, ‘ler’, ‘ver’ e seus derivados.

Como era antes Como deve ser agora

crêem (verbo crer) creem

dêem (verbo dar) deem

descrêem (do verbo descrer) descreem

lêem (verbo ler) leem

relêem (do verbo reler) releem

vêem (verbo ver) veem

2. Na vogal tônica fechada do hiato < oo > em palavras paroxítonas, seguidas ou não de < s >.

Como era antes Como deve ser agora

abençôo (verbo abençoar) abençoo

dôo (verbo doar) doo

enjôo (verbo ou subst.) enjoo

magôo (verbo magoar) magoo

perdôo (verbo perdoar) perdoo

povôo (verbo povoar) povoo

vôo (verbo ou subst.) voo

zôo zoo

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4ª Regra - Parte 1

Elimina-se o acento agudo na vogal < u > das formas verbais que contenham < qu > e < gu > rizotônicos, ou seja, quando o < u > presente nessas
sequências for tônico e fizer parte da raiz do verbo.

Em tempo: para melhor compreendermos os enunciados seguintes, vale recordar:

As formas verbais regulares podem ser decompostas em três elementos: raiz, vogal temática e
desinências. Assim, em 'amaremos', por exemplo, tem-se o radical < am >; a vogal temática < a
>; e duas desinências: a desinência < mos >, que indica a pessoa do verbo (no caso, a 1ª pessoa)
e o número (no caso, plural); e a desinência < re >, que anuncia o modo (indicativo) e o tempo
(futuro do presente).

Quando a tonicidade da forma verbal flexionada recai sobre a raiz ou radical, dizemos que é
rizotônica; quando não, dizemos que é arrizotônica. É o caso do exemplo dado acima. A forma
'amaremos' tem a tonicidade marcada na sílaba < re >, portanto, recai fora da raiz do verbo (< am
>) e é, então, arrizotônica.

Na prática, além de perderem o trema quando o < u > é átono, verbos como ‘arguir’ e ‘redarguir’ e suas flexões não mais recebem o acento agudo,
ainda que mantida a tonicidade no < u >.

ARGUIR arguo, arguis, argui, arguímos, arguís, arguem

redarguo, redarguis, redargui, redarguímos, redarguís,


REDARGUIR
redarguem

Quando no hiato < ui > a tonicidade recair sobre o < i > este
deve ser acentuado, como por exemplo: "Eu arguí todas as
testemunhas do caso.". Ainda 'arguíste', 'arguímos', 'arguís'.

Em alguns verbos, o emprego do acento é determinado pela


pronúncia, como em 'aguar', 'desaguar', 'enxaguar', 'obliquar' e
'delinquir'. Nestes casos, admite-se que sejam grafados de duas
formas, de acordo com a pronúncia.

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4ª Regra - Parte 2

1. Nas formas rizotônicas, ou seja, quando a tonicidade recai sobre o radical (aquele elemento que aparece em todas as formas flexionadas de verbos
regulares), acentuam-se o < a > e o < i > do radical.

Veja, por exemplo, a conjugação dos verbos ‘aguar’ e ‘averiguar’, em que a tonicidade recai sobre os radicais < ag > de ‘aguar’ e < averig > de
‘averiguar’:

AGUAR AVERIGUAR

(eu) águo (que eu) águe (eu) averíguo (que eu) averígue

(tu) águas (que tu) águes (tu) averíguas (que tu) averígues

(ele) água (que ele) águe (ele) averígua (que ele) averígue

(nós) aguamos (*) (que nós) aguemos (nós) averiguamos (que nós) averiguemos

(vós) aguais (que vós) agueis (vós) averiguais (que vós) averigueis

(eles) águam (que eles) águem (eles) averíguam (que eles) averíguem

(*) Observe que, nas formas destacadas, a sílaba tônica recai fora do radical < ag > de ‘aguar’ e fora do radical < averig > de ‘averiguar’. Portanto,
não são acentuadas. Veja o caso seguinte.

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4ª Regra - Parte 3

2. Já se a tonicidade da pronúncia recai fora do radical (arrizotônica), não se utiliza o acento. Nos exemplos abaixo, a tonicidade não recai
nem sobre o radical < ag > de ‘aguar’, nem sobre o radical < averig > de ‘averiguar’.

Veja o quadro abaixo:

AGUAR AVERIGUAR

(eu) aguo (que eu) ague (eu) averiguo (que eu) averigue

(tu) aguas (que tu) agues (tu) averiguas (que tu) averigues

(ele) agua (que ele) ague (ele) averigua (que ele) averigue

(nós) aguamos (que nós) aguemos (nós) averiguamos (que nós) averiguemos

(vós) aguais (que vós) agueis (vós) averiguais (que vós) averigueis

(eles) aguam (que eles) aguem (eles) averiguam (que eles) averiguem

 Assim, se a tonicidade recair sobre o < u >, este não receberá acento gráfico, como nas formas ‘enxague’, ‘oblique’; porém, se a tonicidade
recair sobre as vogais < a > ou < i > da sílaba anterior, estas, obrigatoriamente, receberão acento gráfico (‘enxágue’, ‘oblíque’).

"No Brasil, a pronúncia mais frequente é aquela em


que "a" e o "i" são tônicos."

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5ª Regra

Quando palavras de sentidos diferentes têm a mesma grafia, verifica-se o fenômeno da homografia.
As palavras homógrafas podem também ser homófonas, ou seja, terem o mesmo som, apresentarem os mesmos traços fonéticos. Para a Ortografia
isso representava um complicador, daí a criação de ACENTOS DIFERENCIAIS – agudo ou circunflexo –, a fim de que, mesmo se tomadas isoladamente,
fora de contexto, essas palavras contivessem “marcas” que indicassem a qual campo semântico pertenciam.
Entretanto, com a entrada em vigor do Novo Acordo, a regra geral é no sentido de que não mais se distinguem palavras homógrafas.

Como era antes Como deve ser agora

pára (verbo parar) / para para (verbo e preposição)


(preposição)

péla (verbo pelar) / pela pela (preposição, verbo e


(preposição) / péla substantivo)
(substantivo)

pólo (substantivo) / pôlo polo (substantivos e preposição)


(substantivo) / polo (preposição
antiga)

pélo (verbo pelar) / pêlo pelo (verbo, substantivo e


(substantivo) / pelo preposição)
(preposição)

pêro (substantivo) / pero pero (substantivo e conjunção


(conjunção antiga) antiga)

pêra (substantivo) / pera pera (substantivo e preposição


(preposição antiga) antiga)

Apenas algumas palavras permanecem acentuadas para se distinguir pelo acento gráfico:

- ‘pôr’ (verbo) para diferenciar de ‘por’ (preposição);

- ‘pôde’ (verbo na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) para diferenciar de ‘pode’ (3ª pessoa do singular do presente do
indicativo); e

- os verbos ‘ter’ e ‘vir’, bem como seus derivados (‘manter’, ‘deter’, ‘reter’, ‘conter’, ‘convir’, ‘intervir’, ‘advir’ etc.) para diferenciar as formas
da 3ª pessoa no singular (presente do indicativo) das formas da 3ª pessoa no plural (presente do indicativo).

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6ª Regra

CASOS FACULTATIVOS

O Acordo recebeu, ainda, a duplicidade articulatória de algumas palavras geralmente provenientes do francês, que, como reporta, “nas pronúncias
cultas, ora é registrada como aberta, ora como fechada”, admitindo, pois, tanto o acento agudo como o acento circunflexo:

1) Algumas palavras oxítonas terminadas em < e > tônico admitem tanto o acento agudo quanto o acento circunflexo.

É facultativo

bebê bebé

bidê bidé

canapê canapé

caratê caraté

crochê croché

guichê guiché

nenê nené

purê puré

rapê rapé

2) Torna-se facultativo o emprego do acento circunflexo nas palavras oxítonas ‘judô’ e ‘metrô’;

3) É facultado, para fins de diferenciação, o uso do acento agudo nas formas verbais paroxítonas do pretérito perfeito do indicativo, na 1ª pessoa do
plural, quando coincidirem com a forma verbal correspondente do presente do indicativo.

Presente do Pretérito perfeito Aceita-se a grafia para representar


Indicativo do Indicativo o pretérito perfeito

amamos amamos amámos

cantamos cantamos cantámos

dançamos dançamos dançámos

louvamos louvamos louvámos

É facultado o uso do acento da palavra 'fôrma'


(substantivo) para diferenciar da palavra 'forma'
(substantivo e verbo 'formar').

Veja, a seguir, um quadro resumido das novas regras de acentuação gráfica:

QUADRO RESUMIDO

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

EXEMPLOS
REGRA NOVA ATENÇÃO!
Como era Como fica

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O acento permanece:
1) Nas palavras oxítonas,
mesmo que ocorram os
ditongos abertos < ei > e
< oi >, como em: ‘hotéis’,
‘heróis’, ‘papéis’, ‘troféu’,
Não se acentuam mais os ‘troféus’;
ditongos abertos < ei > e andróide, estóico, geléia, androide, estoico, geleia, 2) Nas paroxítonas
< oi > das palavras heróico, idéia, platéia heroico, ideia, plateia terminadas em < r >,
paroxítonas. como ‘blêizer’, ‘contêiner’,
‘destróier’, ‘gêiser’;
3) Nos monossílabos
tônicos: ‘dói’, ‘méis’, ‘réis’,
‘sóis’.

O acento permanece:
1) nas palavras oxítonas
em que o < i > e o < u >
aparecem em posição
final, seguidos ou não de
Não se acentuam mais o <
< s >, tal como em ‘Piauí’
i > e o < u > tônicos
baiúca bocaiúva, cauíla, baiuca, bocaiuva, cauila, e ‘tuiuiús’;
quando vierem depois de
feiúra feiura 2) nas paroxítonas em que
ditongos em palavras
o < i > e o < u > não vêm
paroxítonas.
depois de ditongo, como
acontece em ‘juíza’,
‘uísque’, ‘ruína’ e ‘saúva’.

abençoo, creem, enjoo,


Não se acentuam mais as
abençôo, crêem, enjôo, leem, perdoo, veem
palavras terminadas em <
lêem, perdôo, vêem
eem > e < oo >.

Não se acentua mais o < u


> tônico precedido de < g
> ou < q > na conjugação apazigúe, argúi, averigúe, apazigue, argui, averigue,
de verbos como arguir, obliqúe oblique
redarguir, apaziguar,
obliquar e averiguar.

Permanecem os seguintes
acentos:
1) o que diferencia ‘pode’
(verbo ‘poder’, 3ª pessoa
do Presente do indicativo)
de ‘pôde’ (verbo ‘poder’,
3ª pessoa do Pretérito
Perfeito do indicativo);
2) o que diferencia ‘por’
“Ela pára o carro”; “Ela para o carro”:
(preposição) de ‘pôr’
Não se usa mais o acento “Foi ao mercado comprar “Foi ao mercado comprar
(verbo);
diferencial em: pêra”; pera”; “Viajaram ao polo
3) o que diferencia o
‘pára/para’, ‘péla/pela’, “Viajaram ao pólo Norte”; Norte”;
singular do plural na 3ª
‘pêlo/pelo’, “O cachorro estava com o “O cachorro estava com o
pessoa do Presente do
‘pólo/polo/pôlo’, pêlo macio” pelo macio”.
Indicativo dos verbos ‘ter’
‘péra/pêra’.
e ‘vir’ e seus derivados,
tais como ‘manter’, ‘reter’,
‘deter’, ‘conter’, ‘convir’,
‘intervir’, ‘advir’ etc.:
ele mantém/ eles
mantêm; ele detém/eles
detêm; ele intervém/eles
intervêm.

São facultativos:

Devido à duplicidade articulatória 1) o acento circunflexo nas palavras


observada em certas regiões, admite-se ‘bebê ou bebé’; ‘bidê ou bidé’, ‘caratê oxítonas ‘judô’ e ‘metrô’; e
tanto o acento agudo como o acento ou caraté’; ‘guichê ou guiché’; ‘nenê ou
circunflexo em algumas palavras nené’
2) o acento circunflexo para diferenciar
oxítonas terminadas em < e > tônico.
as palavras ‘forma’ (substantivo e
verbo ‘formar’) e ‘fôrma’ (substantivo).

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Para fins de diferenciação, é facultativo


o uso do acento agudo nas formas
‘amamos ou amámos’;
verbais paroxítonas do pretérito
perfeito do indicativo, na 1ª pessoa do ‘cantamos ou cantámos’;
plural, quando coincidirem com a forma
‘louvamos ou louvámos’
verbal correspondente do presente do
indicativo.

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Complementando os estudos

 
 

Módulo II - Unidade 1

Complemente o seu estudo, consultando o


material que disponibilizamos em Glossário,
Dicionários e Biblioteca, localizados no Módulo de
Apoio.

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Unidade 2 - O emprego do hífen

O termo deriva do grego hýphen (juntos, juntamente). O vocábulo chegou ao português pelo latim
tardio hyphen, que, frise-se, manteve o < h > na grafia, muito embora essa letra já não fosse
pronunciada.

O hífen, como garante a sua origem, existe para unir e não para “separar”. Ainda quando “separa”,
para evitar a criação de uma sílaba indesejada e, assim, indicar uma melhor pronúncia, como em
‘mal-humorado’, ‘pan-hospitalar’, ‘sub-reino’, a sua simples presença preserva a “unidade
semântica e sintagmática” do vocábulo, expressão usada no Novo Acordo Ortográfico.

Eis os casos em que, segundo o Novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa, emprega-se o
hífen:

1) Nas palavras compostas que designam nomes de plantas e animais, estejam ou não ligados por preposição ou qualquer outro elemento.

abóbora-menina fava-de-santo-inácio cobra-d’água

bênção-de-deus andorinha-grande lesma-de-conchinha

bem-me-quer cobra-capelo bem-te-vi

couve-flor formiga-branca tartaruga-marinha

erva-do-chá andorinha-do-mar

ervilha-de-cheiro

Tendo em vista que, nestes casos, ora se utilizava o hífen,


ora não, o Acordo uniformizou a grafia.

2) O Acordo define que o hífen só será usado em palavras formadas por prefixos ou falsos prefixos, nos seguintes casos:

2.1 Quando o segundo elemento começa por < h >

anti-higiênico pré-história

arqui-hipérbole extra-humano

contra-harmônico semi-hospitalar

circum-hospitalar geo-história

pan-helenismo sub-hepático

eletro-higrômetro neo-helênico

mini-hospital super-homem

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Não se usa o hífen em informações que contenham os prefixos <


des > e < in > e nas quais o segundo elemento perdeu o < h >
inicial: 'desumano', 'desumidificar', 'inábil', 'inumano', etc.

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Pág. 2

Exceção: ‘subumano’, em que ‘humano' perde o < h >. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), da Academia Brasileira de Letras,
também registra forma 'sub-humano'.

2.2 Quando a vogal final do prefixo ou falso prefixo coincidir com a vogal inicial do segundo elemento da composição.

anti-ibérico

micro-ondas

auto-observação

micro-organismo

contra-almirante

semi-intensivo

infra-axilar

supra-auricular

2.3 Nos compostos formados pelos prefixos ‘ex’, ‘sota’, ‘soto’, ‘vice’ e ‘vizo’.

sota- soto- vizo-


ex-almirante vice-reitor
piloto mestre rei

vice-
ex-hospedeira
presidente

ex-diretor

ex-primeiro-
ministro

2.4 Em palavras formadas pelos prefixos ‘circum’ ou ‘pan’ seguidos de palavras iniciadas em vogal, ou < m > e/ou < n >, (além de h, caso já
considerado no item 1):

circum-escolar pan-mágico

circum-navegação pan-africano

pan-americano

pan-negritude

2.5 Quando os prefixos ‘hiper’, ‘inter’ e ‘super’ formar compostos com palavras iniciadas por < r >.

hiper-realista inter-racial super-resistente

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hiper-requintado inter-regional super-revista

hiper-resistente inter-relação

3) Para ligar duas ou mais palavras que formam encadeamentos vocabulares do tipo:

divisas: ‘Liberdade-Igualdade-Fraternidade’

trajetos e percursos: ‘ponte Rio-Niterói’, ‘trecho São Paulo-Santos’;

em que se opões relações e noções: ‘professor-aluno’, ‘ensino-


aprendizagem’.

4) Nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como < açu >, < guaçu > e < mirim >, e quando
a vogal final do primeiro elemento é acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos:

amoré-guaçu

anajá-mirim

andá-açu

capim-açu

Ceará-mirim

tamanduá-mirim

5) Nos compostos formados com os advérbios ‘bem’ e ‘mal’ quando estes formam, com o elemento que se segue, uma unidade sintagmática e
semântica.

bem-aventurado mal-acabado

bem-estar mal-adaptado

bem-humorado mal-afortunado

bem-criado mal-amado

bem-ditoso mal-educado

bem-educado mal-estar

bem-falante mal-curada

bem-mandado mal-entendido

bem-nascido mal-humorado

bem-vindo mal-intencionado

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Pág. 3

1) Prefixo < mal->:

Usa – se o hífen com o prefixo < mal->, quando a palavra seguinte começar por vogal
ou então pelas consoantes < h > ou < l >.

Exemplos: mal-assombrado, mal-entendido, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo.

Nos outros casos, escreve-se sem hífen:

Exemplos: malcriado, malcomportado, malcheirosos, malfeito, malsucedido, malvisto.

Quando “mal” significa doença, usa-se o hífen se a palavra não tiver elemento de
ligação.

Exemplo: mal-francês.

Se houver elemento de ligação, escreve-se sem hífen.

Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias.

2) Prefixo < bem- >:

De modo geral, usa-se o hífen nos compostos com o prefixo < bem- >.

Exemplos: bem-aventurado, bem-intencionado, bem-humorado, bem-merecido, bem-


nascido, bem-falante, bem-vindo, bem-visto, bem-disposto.

Há, contudo, vários casos em que < bem > se liga sem hífen à palavra seguinte, quer
ele tenha ou não vida á parte.

Exemplo: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquisto, benquerença, etc.

Regra de ouro:

Para não correr o risco de errar, é aconselhável consultar o


dicionário, que determina qual é a grafia consagrada pelo uso.
Exemplos são as palavras “malmequer” (consagra sem hífen) e
bem-me-quer (consagrada com hífen).

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Pág. 4

1) Nos compostos formados por prefixo ou falso prefixo terminado em vogal em combinação com palavra iniciada por < r > ou < s >, que, nesses
casos, são dobrados.

Como era Como deve ser

ante-sala antessala

auto-retrato autorretrato

anti-social antissocial

contra-senso contrassenso

ultra-sonografia ultrassonografia

supra-renal suprarrenal

Observação: A medida uniformiza várias exceções antes existentes.

2) Nos compostos, quando a vogal final do prefixo ou falso prefixo é diferente da vogal inicial da palavra com a qual se combinam.

Como era Como deve ser

anti-aéreo antiaéreo

anti-americanismo antiamericanismo

auto-afirmação autoafirmação

auto-ajuda autoajuda

infra-estrutura infraestrutura

neo-impressionista neoimpressionista

3) Nos compostos que, devido ao uso, perderam a noção de composição.

Como era Como deve ser

manda-chuva mandachuva

pára-quedas paraquedas

- -

Observação:

O Novo Acordo incluiu “paraquedas” e derivados ("paraquedista" e "paraquedismo") entre os casos de "compostos que, devido ao uso, perderam a
noção de composição" (veja o art. 1º da Base XV do Acordo) e deixou de fora os demais compostos com a forma verbal "para": para-choque, para-
lama, para-raio, para-vento, para-brisa, para-sol. Tanto que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), da Academia Brasileira de Letras,
assim registra essas palavras. Antes do Novo Acordo, tanto “pára-quedas” como “pára-choque”, "pára-lama" e demais compostos dessa natureza
tinham hífen e o acento diferencial em "pára", para diferenciar a forma conjugada do verbo "parar" da preposição "para". Tendo em vista que o Novo
Acordo eliminou esse acento diferencial da forma verbal "para", os substantivos compostos com tal elemento também perderam o acento.

4) Nos compostos que apresentam elementos de ligação.

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pé de moleque
pé de vento
pai de todos
dia a dia
fim de semana
cor de vinho
ponto e vírgula
camisa de força
cara de pau
olho de sogra

Observação: Incluem-se neste caso os compostos que formam uma oração, como: ‘maria vai com as outras’, ‘leva e traz’, ‘diz que diz que’, ‘deus me
livre’, ‘deus nos acuda’, ‘cor de burro quando foge’, ‘bicho de sete cabeças’, ‘faz de conta’.

Exceções (7): ‘água-de-colônia’, ‘arco-da-velha’, ‘cor-de-rosa’, ‘mais-que-perfeito’, ‘pé-de-meia’, ‘ao deus-dará’, ‘à queima-roupa’.

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Pág. 5

5) Nas formações com o prefixo < co >, este se une diretamente ao segundo elemento, mesmo quando este se inicia por < o > ou < h >.

coobrigação

coedição

coeducar

cofundador

coabitação

coerdeiro

corréu

corresponsável

coocorrência

Observação: Dobra-se o < r > inicial do segundo elemento.

6) Nos vocábulos formados pelos < pre > e < re >, mesmo diante de palavras começadas por < e >.

preexistente

preelaborar

reescrever

reedição.

Observação: Como o acento do prefixo < pré > é praticamente imperceptível em algumas palavras, como ‘predeterminado’ e ‘preexistente’, na
dúvida é sempre bom consultar o dicionário.

7) Não se usa o hífen na formação de locuções com o advérbio ‘não’.

(acordo de) não agressão

(reservado para) não fumantes

Observação: O Acordo Ortográfico aboliu o hífen das formas em que a palavra ‘não’ tem valor prefixal: ‘não agressão’, ‘não engajado’, ‘não
fumante’, ‘não violência’, ‘não participação’, ‘não governamental’ etc.

Divisão silábica e translineação

Na divisão silábica, quando da translineação de uma palavra composta ou de uma combinação de palavras em que há um hífen ou mais, se a
partição coincidir com o final de um dos elementos ou membros, deve-se, por clareza gráfica, repetir o hífen no início da linha imediata:

Exemplos:

“O comandante da polícia é um ex-

-capitão do Exército”

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

“Quanto ao Paulo, ao João e ao Pedro, convocá-

-los-emos na próxima semana.”

Ou

“Quanto ao Paulo, ao João e ao Pedro, convocá-los-

-emos na próxima semana.”

O carro do presidente era seguido de perto pelo do vice-

-presidente.”

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Pág. 6

NÃO SE USA O HÍFEN:

Regra Exemplos Observações

Em palavras compostas pé de moleque, pé de Incluem-se neste caso os


que apresentam vento, pai de todos, dia a compostos que formam
elementos de ligação. dia, fim de semana, cor de uma oração. Ex.: Maria vai
vinho, ponto e vírgula, com as outras, leva e traz,
camisa de força, cara de diz que diz que, deus me
pau, olho de sogra, mão livre, deus nos acuda, cor
de burro quando foge,
de obra.
bicho de sete cabeças, faz
de conta.

* Exceções (7): água-de-


colônia, arco-da-velha,
cor-de-rosa, mais-que-
perfeito, pé-de-meia, ao
deus-dará, à queima-
roupa.

Se o prefixo terminar com autoajuda, autoestrada,


letra diferente daquela autoescola, antiaéreo,
com que se inicia a outra intermunicipal,
palavra. supersônico,
superinteressante,
agroindustrial,
aeroespacial, semicírculo.

Se o prefixo terminar por contrarrelógio, minissaia,


vogal e a outra palavra antirracismo, ultrassom,
começar por < r > ou < s semirreta.
>, dobram-se essas letras.

Quando o prefixo < co- > coobrigação, coedição,


juntar-se com o segundo coeducar, cofundador,
elemento, mesmo quando coabitação, coerdeiro,
este se inicia por < o > ou corréu, corresponsável,
< h >. coocorrência.

Com os prefixos < pre- > preexistente, preelaborar, Como o acento do prefixo
e < re- >, mesmo diante reescrever, reedição. é praticamente
de palavras começadas imperceptível em algumas
por < e >. palavras, como
‘predeterminado’ e
‘preexistente’, na dúvida é
sempre bom consultar o
dicionário.

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Na formação de (acordo de) não agressão O acordo ortográfico


compostos começados por aboliu o hífen das formas
(reservado para) não
‘não’. em que a palavra "não"
fumantes.
tem valor prefixal: ‘não
agressão’, ‘não engajado’,
‘não fumante’, ‘não
violência’, ‘não
participação’, ‘não
governamental’ etc.

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Pág. 7

USA-SE O HÍFEN:

Regra Exemplos Observações

Com os prefixos < circum- circum-navegação, pan-


> e < pan- >, quando o africano;
segundo elemento começa
por vogal, < h >, < m >
ou < n >.

Com os prefixos < hiper- hiper-realista e super-


>, < inter- > e < super- resistente
>, quando o segundo
elemento começa por < r
>.

Quando o prefixo terminar micro-ondas, anti-


com a mesma letra com inflacionário, sub-
que se inicia a outra bibliotecário, inter-
palavra. regional, infra-axilar

Nas palavras compostas guarda-chuva, arco-íris, Não se usa o hífen em


que não apresentam boa-fé, segunda-feira, certas palavras que
elementos de ligação. mesa-redonda, vaga- perderam a noção de
lume, joão-ninguém, composição, como
porta-malas, porta- ‘girassol’, ‘madressilva’,
bandeira, pão-duro, bate- ‘mandachuva’, ‘pontapé’,
boca. ‘paraquedas’,
‘paraquedista’,
‘paraquedismo’.

Em palavras reco-reco, blá-blá-blá, Como o acento do prefixo


onomatopeicas (isto é, zum-zum, tico-tico, tique- é praticamente
que representam ruídos taque, cri-cri, glu-glu, imperceptível em algumas
ou sons naturais) que são rom-rom, pingue-pongue, palavras, como
compostas, mas não zigue-zague, bi-bi, fom- ‘predeterminado’ e
apresentam elementos de fom, tim-tim (tim-tim por ‘preexistente’, na dúvida é
ligação. tim-tim). sempre bom consultar o
dicionário.

Nos compostos entre cujos queda-d'água, gota-


elementos há o emprego d'água, copo-d'água.
do apóstrofo.

Nas palavras compostas belo-horizontino (Belo


derivadas de topônimos Horizonte);
(nomes de lugares) que porto-alegrense (Porto
apresentam ou não Alegre);
elementos de ligação. mato-grossense-do-sul
(Mato Grosso do Sul); rio-
grandense-do-norte (Rio
Grande do Norte)

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Nos compostos que bem-te-vi, peixe-espada, Não se usa o hífen,


designam espécies peixe-do-paraíso, mico- quando os compostos que
animais e botânicas leão-dourado, andorinha- designam espécies
(nomes de plantas, flores, da-serra, lebre-da- botânicas e zoológicas são
frutos, raízes, sementes), patagônia, erva-doce, empregados fora de seu
tenham ou não elementos ervilha-de-cheiro, sentido original. Observe a
de ligação. pimenta-do-reino, peroba- diferença de sentido entre
do-campo, cravo-da-índia. os pares: 1) arroz-do-
campo (certo tipo de erva)
e arroz de festa (alguém
que está sempre presente
em festas). 2) bico-de-
papagaio (espécie de
planta ornamental) e bico
de papagaio (deformação
nas vértebras).
3) olho-de-boi (espécie de
peixe) e olho de boi (selo
postal).

Diante de palavra anti-higiênico, sub-


começada por < h >. hepático, super-homem,
sobre-humano.

Com o prefixo < sub- >, sub-base, sub- Exceção: ‘subumano’


usa-se o hífen também bibliotecário, sub-região,
diante de palavra sub-reitor, sub-regional.
começada por < b > e < r
>.

Com os prefixos < ex- >, ex-aluno, sem-terra, A dúvida, nesse caso, é
< sem- >, < além- >, < além-mar, aquém-mar, sempre comum. Como o
aquém- >, < recém- >, < recém-casado, pós- acento nos prefixos < pré-
pós- >, < pré- >, < pró- graduação, pré-vestibular, >, < pós- > e < pró- > é
>, < vice- >. pró-europeu, vice-rei. praticamente
imperceptível na fala, em
algumas palavras, como
‘predeterminado’ e
‘preexistente’, muitos não
sabem se o hífen deve ou
não ser usado. Assim,
também aqui é sempre
bom consultar o
dicionário.
Com o prefixo < mal- >, mal-assombrado, mal- * Nos outros casos,
quando a palavra seguinte entendido, mal-estar, mal- escreve-se sem hífen:
começar por vogal, < h > humorado, mal-limpo. malcriado,
ou < l >. malcomportado,
malcheiroso, malfeito,
malsucedido, malvisto.
* Quando mal significa
doença, usa-se o hífen se
a palavra não tiver
elemento de ligação. Ex.:
mal-francês. Se houver
elemento de ligação,
escreve-se sem hífen. Ex.:
mal de lázaro, mal de sete
dias.

Com < bem- >, de modo bem-aventurado, bem- * Mas há vários casos em
geral, nos compostos. intencionado, bem- que bem se liga sem hífen
humorado, bem-merecido, à palavra seguinte. Ex.:
bem-nascido, bem-falante, benfazejo, benfeito,
bem-vindo, bem-visto, benfeitor, benquisto.
bem-disposto.

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Regra de ouro:
Para não correr o risco de errar, quando não se souber se a palavra
perdeu a noção de composição, é aconselhável consultar o dicionário,
que determina qual é a grafia consagrada pelo uso. Exemplos disso são
as palavras malmequer (sem hífen) e bem-me-quer (consagrada com
hífen).

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Complementando os estudos

Módulo II - Unidade 2

Complemente o seu estudo, consultando o


material que disponibilizamos em Glossário,
Dicionários e Biblioteca, localizados no Módulo de
Apoio.

Consulte:

http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?
sid=23

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Unidade 3 - Composição do alfabeto

Uma inovação que o texto de unificação ortográfica de 1990 apresenta, logo na Base I, é a
apresentação do alfabeto, acompanhado das designações que usualmente são dadas às
diferentes letras.

No alfabeto português passam a figurar também as letras < k >, < w > e < y >, pelas seguintes
razões:

a) Os dicionários da língua já registram estas letras, apresentando um razoável número de


palavras do léxico português iniciado por elas;

b) Na aprendizagem do alfabeto é necessário fixar qual a ordem que elas ocupam; e

c) Nos países africanos de língua oficial portuguesa existem muitas palavras que são grafadas
com elas.

Apesar da inclusão no alfabeto das letras < k >, < w > e < y >, mantiveram-se as regras já
fixadas anteriormente quanto ao seu uso restritivo, uma vez que existem outros grafemas com o
mesmo valor fonético daquelas.

Ocorre que se, de fato, fossem abolidas as restrições quanto ao uso das letras < k >, < w > e < y >, provavelmente seria introduzido no sistema
ortográfico português mais um fator de perturbação, ou seja, a possibilidade de representar indiscriminadamente por aquelas letras, fonemas que são
transcritos por outras.

O alfabeto passa a ter 26 letras com a reintrodução das letras < k >, < w > e < y >, largamente utilizadas na escrita de símbolos de unidades de
medida, como km (quilômetro) e W (watt), e em palavras de origem estrangeira, como show, windsurf e playboy.

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Pág. 2

A Base I do Acordo Ortográfico trata do alfabeto e dos nomes próprios estrangeiros e seus derivados:

1) O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras, cada uma delas com uma forma minúscula e outra maiúscula:

Observação:

a) Além dessas letras, usam-se o < ç > (cê cedilhado)


e os seguintes dígrafos: < rr > (erre duplo), < ss >
(esse duplo), < ch > (cê-agá), < lh > (ele-agá), < nh
> (ene-agá), < gu > (guê-u) e < qu > (quê-u).

b) Os nomes das letras acima sugeridos podem ser


designados de outras formas.

2) As letras < k >, < w > e < y > usam-se nos


seguintes casos especiais:

a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados: Franklin, frankliniano; Kant, kantismo; Darwin, darwinismo: Wagner,
wagneriano, Byron, byroniano; Taylor, taylorista;

b) Em topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano;

c) Em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional: TWA, KLM; K (de kalium – potássio),
W (West – oeste); kg (quilograma); km (quilômetro); kW (kilowatt); yd (yard – jarda); Watt.

3) Em congruência com o número anterior, mantêm-se nos vocábulos derivados eruditamente de nomes próprios estrangeiros,
quaisquer combinações gráficas ou sinais diacríticos não peculiares à nossa escrita que figurem nesses nomes: comtista, de Comte;
garrettiano, de Garrett; jeffersônia, de Jefferson; mülleriano, de Müller; shakesperiano, de Shakespeare.

Os vocábulos autorizados registrarão grafias alternativas admissíveis, em casos de divulgação de certas palavras de tal tipo de origem (a
exemplo de fúcsia/ fúchsia e derivados, bungavília/ bunganvílea/bougainvíllea).

4) Os dígrafos finais de origem hebraica (< ch >, < ph > e < th >) podem conservar-se em formas onomásticas da tradição bíblica,
como ‘Baruch’, ‘Loth’, ‘Moloch’, ‘Ziph’, ou então simplificar-se: ‘Baruc’, ‘Lot’, ‘Moloc’, ‘Zif’.
Se qualquer um destes dígrafos, em formas do mesmo tipo, for invariavelmente mudo, elimina-se, como em ‘José’ e ‘Nazaré’, em vez de ‘Joseph’
e ‘Nazareth’; e se algum deles, por força do uso, permitir adaptação, substitui-se, recebendo uma adição vocálica: ‘Judite’, em vez de ‘Judith’.
5) As consoantes finais grafadas (< b >, < c >, < d >, < g > e < h >) mantêm-se, quer sejam mudas, quer proferidas, nas formas
onomásticas em que o uso as consagrou, nomeadamente antropônimos e topônimos da tradição bíblica: ‘Jacob’, ‘Job’, ‘Moab’, ‘Isaac’;
‘David’, ‘Gad’; ‘Gog’, ‘Magog’, ‘Bensabat’, ‘Josafat’.
Integram-se também nessa forma: ‘Cid’, em que o < d > é sempre pronunciado; ‘Madrid’ e ‘Valhadolid’, em que o < d > ora é pronunciado, ora
não; e ‘Calcem’ ou ‘Calicut’, em que o < t > se encontra nas mesmas condições. Nada impede, entretanto, que os antropônimos em apreço
sejam usados sem a consoante final ‘Jó’, ‘Davi’ e ‘Jacó’.

6) Recomenda-se que os topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas
sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente.
Exemplos: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Genève, por Genebra; Justland, por Jutlândia;
Milano, por Milão; München, por Muniche; Torino, por Turim; Zürich, por Zurique, etc.

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Pág. 3

Emprego de maiúsculas e minúsculas

Se compararmos as disposições do Novo Acordo com o que está definido no Formulário Ortográfico Brasileiro (1943), observaremos que se
implementou uma simplificação quanto ao emprego das letras maiúsculas.

Uso restrito:

· Aos antropônimos reais ou fictícios: Maria, José, Dom Quixote, Sancho Pança;

· Aos topônimos reais ou fictícios: Belo Horizonte, Pará, Rio de Janeiro, Lumpalândia, Herzoslováquia;

· Aos nomes de instituições (pessoas jurídicas): Universidade de Brasília, Instituto Nacional da Seguridade Social, Ministério da Educação;

· Aos nomes de seres mitológicos ou antropomorfizados: Júpiter, Netuno, Minerva; Saci Pererê;

· Aos nomes de festas e festividades: Natal, Páscoa, Carnaval, Ano-novo;

· Às designações dos pontos cardeais e colaterais quando se referem a grandes regiões do Brasil e do mundo: Nordeste, Sudeste, Oriente, Ocidente;

· Às siglas: CPF, IPI, AGU, FAO, ONU;

· Às iniciais de abreviaturas: ‘Sr.’, ‘Gen.’, ‘V. Exª’; e

· Aos títulos de periódicos: Diário do Povo, Veja, Estadão, Folha de S. Paulo.

Uso facultativo:

· Nas citações bibliográficas, com exceção do primeiro vocábulo e daqueles obrigatoriamente grafados com letras maiúsculas: O Primo Basílio ou O
primo Basílio; Casa-grande e Senzala ou Casa-grande e senzala, Memórias Póstumas de Braz Cubas ou Memórias póstumas de Braz Cubas.

· Nos pontos cardeais e colaterais ordinários, mas não nas suas abreviaturas que deverão estar no formato de letras maiúsculas: norte, sul, leste, mas
SW, SE, N etc.

· Nos axiônimos (formas de tratamento e reverência) e hagiônimos (nomes sagrados e que designam crenças religiosas): Senhor Pedro ou senhor
Pedro; Doutora Marta ou doutora Marta; Governador Agnelo ou governador Agnelo; Magnífico Senhor Reitor ou magnífico senhor reitor; Santa Cecília
ou santa Cecília; Papa Bento XVI ou papa Bento XVI.

· Nos nomes que designam domínios do saber ou disciplinas: Medicina ou medicina, Matemática ou matemática, Arte Renascentista ou arte
renascentista.

· Nas categorizações de logradouros públicos, templos e edifícios: Rua/rua Teodoro Sampaio, Igreja/igreja de Santa Efigênia, Edifício/edifício Copasa
etc.

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

No particular, nem o Acordo Ortográfico em vigor, nem o Formulário Ortográfico Brasileiro


foram suficientemente explícitos ao tentarem estabelecer normas e critérios para o
emprego das iniciais maiúsculas.

Tanto é assim que o Acordo lança, ao final do trema, a seguinte observação:

“Obs: As disposições sobre os usos das minúsculas e maiúsculas não obstam a que obras
observem regras próprias, provinda de código ou normalizações específicas
(terminologias antropológica, geológica, biológica, botânica, zoológica, etc.), promanadas
de entidades científicas ou normalizadoras reconhecidas internacionalmente.”

Ainda assim, vale observar certas tendências.

- O emprego de maiúsculas em excesso, assim como dos negritos, dos sublinhados ou dos destaques, deve ser evitado, pois “polui" o texto.

- A tendência é, pois, a seguinte:

a) mais formalidade, mais deferência, mais ênfase: maiúsculas;

b) mais modernidade, menos “poluição" gráfica, mais simplicidade: minúsculas.

A mídia é uma fonte inesgotável de criação de


tendências, formulando, para cada caso, normas
próprias.
Nunca se pode, no entanto, esquecer a regra taxativa
que preceitua o emprego obrigatório de inicial
maiúscula nos substantivos próprios de qualquer
natureza.

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Complementando os estudos

Módulo II - Unidade 3

Complemente o seu estudo, consultando o


material que disponibilizamos em Glossário,
Dicionários e Biblioteca, localizados no Módulo de
Apoio.

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Unidade 4 - Eliminação do trema

Objeto da Base XIV, o TREMA, ou sinal de diérese (divisão de duas vogais adjacentes em duas sílabas), é inteiramente suprimido em palavras
portuguesas ou aportuguesadas, permanecendo, contudo, em nomes próprios estrangeiros e derivações: ‘Hübner’, ‘hüberiano’, ‘Müller’, ‘mülleriano’.

Empregado em diversas línguas, o trema ocorre para:

a) indicar alteração do som regular ou ordinário de uma vogal;

b) indicar, em encontros vocálicos, que a vogal átona não formava ditongo com a anterior;

c) dar identidade própria a determinada letra;

d) assinalar a independência de uma vogal em relação a uma vogal anterior.

No português, o trema era o diacrítico que se empregava sobre a letra < u >, quando átona, para indicar que ela deveria ser pronunciada nos grupos <
gue >, < gui >, < que >, < qui >.

Histórico do trema

O trema foi extinto da língua portuguesa pela segunda vez!

Sim; até 1971, ainda que pouco difundido, era facultado o uso do trema para indicar hiatos átonos. Dessa forma, podíamos encontrar o trema sobre o
< u > e até sobre o < i > em palavras como ‘païsinho’ e ‘paraïbano’, para indicar a pronúncia do hiato pa-i-si-nho (diminutivo de país) e pa-ra-i-ba-no.

Como recurso poético, para estender a métrica da palavra ‘saudade’, era possível encontrar a grafia ‘saüdade’ (sa-u-da-de).

Entretanto, justamente por ser de emprego facultativo e ainda porque em todas as línguas impera o princípio do menor esforço (gráfico e oral), o uso
do trema na representação de hiatos átonos, de tão raro, acabou caindo no esquecimento. Com a reforma ortográfica de 1971, acabou-se por extinguir
o uso do trema nesses casos.

Entretanto, a partir da década de 70, maus articulistas e outros não muito dedicados autores generalizaram o equívoco de que, com a reforma recém-
implantada, o trema havia sido abolido definitivamente da língua pátria, como de resto já ocorrera em Portugal desde 1945.

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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Pág. 2

Pronúncia das palavras afetadas

Mesmo com o fim do trema, não haverá modificação na pronúncia das palavras.

O Novo Acordo garante o direito de se manter a grafia original com o trema nos casos de nomes próprios, de empresas e de marcas com registro
público.
Observações:

a) Embora o trema não seja mais usado, a pronúncia das palavras que recebiam o trema não
mudará, ou seja, deveremos continuar pronunciando a letra < u >.

b) Não esqueça que jamais houve trema quando a letra < u > estava seguida de “o” ou “a”, como em
ambíguo, longínquo, averiguar, adequado etc.

c) Se a letra < u >, antes de < e > ou < i >, fosse pronunciada e tônica, devíamos usar acento
agudo em vez do trema, tal como em “que ele averigúe”, “que eles apazigúem”, “ele argúi”, “eles
argúem” etc. Este acento também foi abolido, como vimos anteriormente.
.
.
.

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Complementando os estudos

  
 

Módulo II - Unidade 4

Complemente o seu estudo, consultando o


material que disponibilizamos em Glossário,
Dicionários e Biblioteca, localizados no Módulo de
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23/07/2020 Mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico

Exercícios de Fixação - Módulo II

Parabéns! Você chegou ao final do ultimo módulo do curso Conhecendo o Novo Acordo Ortografico.

Sugerimos que você faça uma releitura do Módulo II e resolva os Exercícios de Fixação. O resultado não influenciará na sua nota final, mas servirá
como oportunidade de avaliar o seu domínio do conteúdo. Lembramos ainda que a plataforma de ensino faz a correção imediata das suas respostas!

Porém, não esqueça de realizar a Avaliação Final do curso, que encontra-se no Módulo de Conclusão. Lembramos que é por meio dela que você pode
receber a sua certificação de conclusão do curso.

Para ter acesso aos Exercícios de Fixação, clique aqui.

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