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METHODIK &DIDAKTIK

METODOLOGIA & DIDÁTICA

Atividades Lúdicas e Ensino de Língua


Estrangeira
Alessandra Castilho Ferreira da Costa*

INTRODUÇÃO
_.. .-.,: <.",',' ~ '>;''''<'-,.'-'' ',,"'. ,_o. _,},;"'j,
globando aqui os jogos em geral e
formas teatrais) e diferentes formas
Littlewood (1983) mostra em de interação social podem ser um dos
seu livro Communicative Language meios de facilitação da transferência
TeacWng - An Introduction, que a de processos controlados a automá-
língua possui não apenas um caráter ticos.
instrumental - já que é um meio de Atividades lúdicas servem à in-
comunicação - mas, também, um ca- trodução de algo novo, ao uso do
ráter social, pois é uma forma de que foi aprendido, como preparação
comportamento social: .Language is para a matéria, para fixação, para
not only a functional instrumento revisão, podendo enfim, ser inseridas
but also a form of social bebauiour" para variados fins. Servem também
(43). como ponte entre a emoção e a
Na Abordagem cognição, entre o aprendido e o ad-
Nós, professores, devemos ou Comunicativa procura- quirido.
não inserir jogos na aula de LE se, assim, reconhecer A inserção dessas atividades
na língua sobretudo vem de encontro a objetivos que não
(Língua Estrangeira)? O jogo é sua função de instru- se restringem somente à linguagem,
realmente interessante para o mento de comunicação mas que pressupõem outros proces-
processo de aquisição ou é e não exclusivamente sos cognitivos e um ser humano com
de um código, de um emoção, corpo e mente.
apenas "enrolação"? Qual o sistema de signos. Pro- Alguns dos objetivos da utili-
professor de LE que não se cura-se, ainda, criar si- zação de atividades lúdicas no ensi-
questiona desse modo? Nas tuações que se aproxi- no de LE poderiam ser assim
mem do tipo de situa- listados:
páginas seguintes, procuro
ção de comunicação
demonstrar a importância do encontrado fora da sala e
jogo para a aula de LE e para a de aula.
Como, porém,
própria formação do ser
criar situações em que
humano. a língua seja usada re-
almente como instru- .> mo
~<7:~:fy:Z:~?;;!ic
mento de comunicação? Como suprir COgfJ:l
as necessidades de interação social >,ap!,
dos alunos? .ni~i}~t;
Essas perguntas dizem respei- >proI?Jclar, ;J:P!l:" ~!llbiente apropriado
to consideração da barreira, ou ain-
à ,para):! àorendi.zagêinlivre",'
",,",J<ii.:Ojiô.4f~~~,iJj;.;J**td,i:,r~101i&dX;;,~~3i,,,,,.d;í;d';:;;;,_;:
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"",
da, da ponte entre aprendizagem e
aquisição. É possível transformar Exatamente por promover
aprendizagem em aquisição? Como essa ligação entre emoção e
romper a barreira entre processos cognição, não seria possível termos
controlados (aprendidos) e proces- como espinha dorsal de um curso
sos automáticos (adquiridos)? somente atividades lúdicas, primei-
É nesse sentido que técnicas ro porque em qualquer relação en-
envolvendo atividades lúdicas (en- sino/aprendizagem deve-se buscar

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a conscientização do aluno, deve-se A língua como criatividade é acionada e a língua é
buscar o desenvolvimento dos pro- instrumento usada para a comunicação.
cessos cognitivos, mesmo quando Nas diferentes abordagens Huizinga (996) escreveu em
falamos de crianças pequenas. metodológicas do ensino de LE, en- seu livro Homo ludens a respeito
Além disso, se o lúdico fosse contramos como pressupostos uma da natureza e do significado do jogo
colocado como base de um curso, ele definição específica do que seja a lín- como fenômeno cultural. Segundo o
deixaria de ser lúdico para ser ape- gua. A Abordagem Comunicativa autor. o jogo possui uma função
nas rotina, tarefa, obrigação, exercí- pauta-se, basicamente, por uma de- significante, isto é, o jogo possui um
cio disfarçado de jogo. finição, segundo a qual a língua é sentido, o jogo significa alguma
Quanto ao público visado, as entendida como meio de comunica- coisa. Ele possui uma função na cul-
atividades lúdicas podem se encai- ção, ou seja, valorizada em sua fun- tura.
xar em diversos níveis, desde grupos cionalidade. Huizinga procura caracterizar
em que há pouco volume de língua Ao se valer de atividades o jogo através de vários critérios. O
(iniciantes) até grupos avançados. A lúdicas na aula de LE, o professor cria primeiro deles é a liberdade. O jogo
idade também não é impedimento contextos em que a língua é útil e não pode estar sujeito a ordens, pois
para a introdução do lúdico no ensi- significativa, ou seja, cria contextos deixa de ser jogo; ele é, acima de
no de língua estrangeira. Tanto cri- em que ela assume seu papel de ins- tudo, uma atividade voluntária. Ele
anças quanto adolescentes e adultos trumento de comunicação (ver está .fora da esfera da necessidade
mostram-se prontos a jogar, provan- Wright et alii, 1993: 1). Segundo ou da utilidade material" (Ir). Vale
do, aliás, que o homem é, na verda- Wright, se a língua é usada de dizer que, ao considerarmos sua apli-
de, um homo ludens. É preciso, en- modo significativo, há maiores cação em sala de aula, devemos le-
~ tretanto, escolher com bastante cui- chances de que o aluno responda var em conta a disposição da sala
dado a atividade, pois um grupo ele de algum modo a ela, que viva a para o jogo em questão.
pré-adolescentes, por exemplo, pode língua, que passe a dominá-Ia me- Um segundo critério é a fan-
se sentir infantilizado, se a atividade lhor. tasia que o jogo encerra. O jogo não
não corresponder às suas expectati- corresponde à vida real, corresponde
vas e interesses. Motivação ao faz-de-conta, a uma dimensão,
Por isso, antes de introduzir o o lúdico é, como dito anteri- que durante um determinado tempo
jogo, o professor deve perguntar-se ormente, um meio de experimentar e em um determinado espaço se des-
primeiramente se: a língua sem ansiedade. Encenar, jo- loca da vida real e configura-se mes-
gar através da LE, cantar, seja como mo como uma fuga.
for, permite que a motivação aflore, O jogo é também limitado.
que seja despertada a curiosidade Esse terceiro critério, o de sua limi-
pela língua, o que ajuda a torná-Ia tação, explica-se pelo fato de ter uma
mais compreensível e, portanto, mais duração. Todo jogo possui um fim,
fácil de ser usada, ajudando a que- um momento em que acaba, em que
brar bloqueios. Exercitar e aprender o seu sentido - a sua realização - se
deixam de ser um fardo, mas sim, um encerra.
prazer. Através dessas atividades, a Huizinga cita ainda a ordem
língua pode ser vivida como ela é, como outra característica. .Ele (o
com todos os sentidos: a mímica, o jogo) cria ordem e é ordem. Intro-
gesto, o olhar, a fala, os ruídos ete. duz na confusão da vida e na imper-
Aprender envolve mais que o feição do mundo uma perfeição tem-
Deve-se levar em conta que as trabalho puramente cerebral, porque porária e limitada, exige uma ordem
experiências escolares no Brasil es- além dos aspectos cognitivos envol- suprema e absoluta: a menor deso-
tão, em geral, ligadas a uma aula vidos no processo ensino/aprendiza- bediência a esta 'estraga o jogo', pri-
centrada no professor. Quando, po- gem, outras áreas estão também pre- vando-o de se caráter próprio e de
rém, se inserem atividades lúdicas, sentes, tais como a emoção, a comu- todo e qualquer valor" (13). Por cri-
pode haver problemas com discipli- nicação, o movimento, o contato so- ar ordem e por ser ordem, podemos
na, já que os estudantes brasileiros cial. dizer que o jogo é também discipli-
não foram educados de modo a apro- Cada uma dessas áreas em ati- na. Quando os aprendizes estão ab-
veitarem a liberdade que essas ativi- vidade influencia as demais. O lúdico sorvidos pelo jogo, as regras são fun-
dades lhes proporcionam. é, por isso, muito mais que brinca- damentais. Qualquer desobediência
deira: ele proporciona requisitos ne- às regras pode estragar o jogo e, por
cessários à aprendizagem. No jogo isso. elas são vistas como úteis, ne-
são usadas estratégias para discussão cessárias, e, portanto, são respeita-
e resolução de problemas, a das.

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Por fim, encontramos no jogo de LE estão interrelacionadas. Aqui-
tensão. "Tensão significa incerteza, lo que o aluno aprende consciente-
acaso. Há um esforço para levar o mente sobre a língua e suas regras,
jogo até o desenlace, o jogador quer portanto centrado na forma, perten-
que alguma coisa 'vá' ou 'saia', pre- ce ao 'âmbito da aprendizagem. Li-
tende 'ganhar' à custa do próprio gada à aprendizagem está o monitor
esforço. l...] É este elemento de ten- lingüístico, mecanismo que possibi-
são e solução que domina em todos lita as correções e a edição da pro-
os jogos solitários de destreza e apli- dução. Já aquilo que o aluno assimi-
cação [...] e quanto mais estiver pre- la inconscientemente, em situações
sente o elemento competitivo, mais de comunicação, e portanto
apaixonante se torna o jogo" (14). centradas no significado, encaixa-se
Nos jogos, pois, a solução de um no âmbito da aquisição.
problema é essencial. É o problema Aquisição e aprendizagem são
que dá ao jogo mistério, emoção. O fenômenos que devem ser conside-
jogador procura, através das regras, rados na aula de LE. Ambos os fenô-
alcançar êxito na solução desse de- menos são importantes; entretanto,
terminado problema, solução esta é interessante notar que toda a pro-
que pode ser construída em coope- dução, quer oral, quer escrita, advém
ração com outros, ou, ainda, ser ba- da aquisição - embora seja sempre
seada na competição. monitorada. Por isso, é essencial à
aula de LE que se proceda a ativida-
des em que o aluno possa adquirir
Estudantes brasileiros não foram e não somente, como é comum,
aprender a língua. De acordo
educados para .Jrrincar" em aula com essa perspectiva, o jogo é
fundamental.

o lúdico e o modelo de Sistematização dos


Krashen jogos ..
"A ludicidade é, com certeza, Mesmo quando convencidos
um fator importante na superação da da relação entre atividades lúdicas e
language anxiety, pois tem efeitos aprendizagem/aquisição de língua,
positivos para a interação do grupo, parece haver por parte dos profes-
envolve criatividade e caminha na sores pouco aproveitamento dessas
direção da informalização da situa- técnicas (técnicas cênicas incluídas),
ção formal de sala-de-aula" (Castino, talvez por falta de tempo para o pre-
1996: 39). paro das aulas e do material, ou mes-
A ansiedade pode. ser uma mo por pouca experiência com esse
barreira poderosa para a aquisição/ tipo de atividade.
aprendizagem da LE. Krashen (1983) Parte deste artigo é, portanto,
fala de um filtro afetivo (uma das cin- dedicada à sistematização e aplica-
co hipóteses que formula): se o alu- ção de alguns poucos jogos e ativi-
no possui baixa ansiedade e alta dades lúdicas que podem ser usadas
auto-confiança, seu filtro afetivo será nas aulas de língua alemã como LE,
menor e, conseqüentemente, serão de acordo com objetivos e formas de
maiores as possibilidades de aquisi- interação variados.
ção/aprendizagem, porque ele rece- O professor não deve se pren-
berá o input na parte de seu cére- der a esses poucos jogos aqui apre-
bro, que é responsável pela aquisi- sentados - outras fontes trazem inú-
ção. Como bem coloca Castino meros exemplos de atividades lúdicas
(996), a ludicidade é um meio de para a aula de LE. Recomendo espe-
diminuir a ansiedade, auxiliando, cialmente Lohfert (Kommunikative
portanto, no processo de aquisição/ SpieIe für Deutsch aIs
aprendizagem. Fremdsprache, 1982, Max Hueber
Ainda segundo Krashen Verlag),
(983), a aquisição e a aprendizagem

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Tema
18 Vocabulário cotidiano
Objetivo
Fazer perguntas
Comunicativo
Objetivo
Usar os meios lingüísticas necessários
Lingüístico
Forma de Material
Habilidade Nível Tipo de jogo tiras de papel
interaçào
Falar intermediário mímica com instru-
Frontal
ções
... ;....Jm~·séri;'de "inS~~Ões" iii~"~scrit~s .~mtirascle papel. Um ~íuno
-7-:---;-~j-,'w:,tYt_,""-'?-,*,,~':0itL:~ ,'/' ó~;:"-,,,,_1.;::"'" .":,,,"r":;:;_ '-'",
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deve .tefltar reBre~.:flt~l~laat)~~.es .de 1l1:1micá . .A
;~fimd~qüe coí1siga~~idivinh'ar~c;'gue es1i;:~gtrito"n~fÚfcfep~pêí, os
..outros alunos. devem:.fa'zer perguntas. f preciso esta~elecer um tempo
máxif!19para a repres~ntaçào Jnímiq e para as.perg~flt~s;doçontrário,
o jogo pode tornar-se "muito l~rlgb. A seguir,' ~lguns~~emprósde"jns-
'truçõ -, ú",' .

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Aplicação dos jogos na
aula de LE

Ronca/Terzi 0996: 95-103)


afirmam ser o jogo e a brincadeira
uma dimensão importante da aula, a
qual denominam de "movimento
lúdico", pois para eles é impossível
dissociar o lúdico do processo de
construção do Conhecimento. Esse
movimento lúdico torna-se fonte de
conquistas cognitivas. Através do
jogo na aula, "a criança constrói clas-
Número Tema sificações, elabora seqüências lógi-
8 Hobbies cas, desenvolve o psicomotor e a
Objetivo Descrever ~ma atividade ou perguntar a alguém se a afetividade e amplia conceitos elas
Comunicativo pratica várias áreas da Ciência" (97),
Objetivo
Usar as designações alemãs dos verbos de Hobbies Os Autores chegam a propor
Lingüístico
ao professor o seguinte
Nível Forma de Tipo de jogo questionamento: "Professor, você
Habilidade Interação de carta Material
iniciante/ quer saber como anda a qualidade
• Falar intermediário grupos (quarteto) cartas
de sua aula? Pergunte-se, então.
como, em sala, você vive momentos
lúdicos ou propõe jogos ou brinca-
deiras, tentando desenvolver a fan-
tasia e a imaginação?" (03)

Pensando nestas perguntas,


(carta 2) (carta 3) busquei formas de aplicação dos jo-
gos em sala de aula. Para a aplica-
rudern , rudern rudern ção dos jogos, segui a sugestão de
angeln angeln angeln Wright (993). Ele ensina que a apli-
schwimmen schwimmen schwimmen cação de um jogo na aula deve se-
guir um ritual:
tauchen tauchen
> Explicação do professor em
frente à classe: O professor deve
esperar que toda a sala esteja pres-
tando atenção, antes de iniciar as
explicações, pois, do contrário, pode
haver conversas paralelas e alunos
em dúviela sobre como deve decor-
rer Q jogo~~;:;,7-;' -- .
> Demonstração de partes do
jogo com o professor e alunos:
O professor escolhe um aluno ou
alunos para demonstrar à frente de
toda a classe corno o jogo deve se-
guir.
> Tentativa por um grupo de alu-
nos: Depois de explicado e experi-
mentado pelo professor à frente da
classe, o professor deixa que um gru-
po de alunos tente jogar, sem sua
interferência.

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> Ú,struções: Depôls de~~segu?idas Muitas vezes, a reação dos alu-
essas etapas, o professor deve escre- nos demonstra certa resistência em
ver as formas lingüísticas necessári- relação a essas atividades, sobretu-
as na lousa, para q~e os' alunos sai- do no que diz respeito a aprendizes
bam o que devemJalar. Sem isso, o adultos. Alguns dos adultos enten-
jogo pode não se~ír' ao objetivo a dem o jogo apenas como um modo
que foi proposto. de o professor "enrolar", "matar" a
> Tentativa pelos grupos: os gru- aula, o que está ligado em parte às
pos podem dividir-se e tentar jogar, próprias experiências escolares. O
no que provavelmentenão terão di- professor deve, portanto, abrir dis-
ficuldade, se seguidas as etapas aci- cussões com os alunos a respeito dos
ma. ..., jogos desenvolvidos durante as ,au-
> InstruçõesrA partir deste momen- las.
to, as instruções são' retiradas da lou- Outro aspecto positivo consis-
sa, para que os alunos não fiquem te na motivação. A possibilidade de
presos a .~tas.. ±;~::t '0° comunicar e de brincar torna a apren-
dizagem um prazer e contribui para
Deste modo, tanto professor a motivação dos aprendizes.
quanto alunos criam o hábito de jo- . Podemos aprender muito com os jo-
gar na sala de aula. Aliás, segundo gos: a pensar sobre as aulas, a iden-
Walter Benjamin (990), é a brinca- tificar erros e acertos, bem como
• deira, e nada mais, que está na ori- aprender a ser capaz de avaliá-Ios,
gem de todos os hábitos. achar soluções, a conseguir trabalhar
[...1É da brincadeira que nasce o melhor com a técnica e vencer resis-
hábito, e mesmo em sua forma tências com relação ao lúdico e a
mais rígida o hábito conserva até entender que o Homem é um ser
o fim alguns resíduos de brinca- lúdico, um Roma ludens.
deira (253). Em época mais otimista que a atual,
É preciso, porém, ter bom sen- nossa espécie recebeu a designação
so. Se o tipo de jogo já é conhecido de Homo sapiens. Com o passar do
e não causa dificuldades, essas eta- tempo, acabamos por compreender
pas não devem ser seguidas, do con- que, afinal de contas, não somos tão
trário, só servirão para irritar os alu- racionais quanto a ingenuidade e o
nos. culto à razão do século XVIII nos fi-
zeram supor" (Leyden no prefácio de
ConciUião' a, Homo ludens O jogo como ele-
C~~~sitteràç.o'J!1iF;I!~ii
... mento da cultura).
A inserção de atividades lúdicas, em
especial de jogos, nas aulas de ale- *Alessandra Castilho Ferreira
mão não ocorre sem dificuldades. da Costa
Uma das dificuldades com que é professora de alemão
nos deparamos quando da aplicação no Colégio Benjamin Constant Utta
de jogos envolve a técnica. Depen- e mestranda na Área de Língua e
der da técnica para o desenvolvimen- Literatura Alemã
to de uma atividade pode ser peri- da Universidade de São Paulo
goso, pois a técnica pode falhar.
Assim, a aplicação de um jogo pode
ser prejudicada pela falta ou falha do
'BIBUÓGRAF
material necessário Cretroprojetor, > CASTINO,
Sônia B. dos S. (996): Signos verbais e não-verbais no ensino de
cassete, toca-fitas, figuras, cartões). Segunda língua. Dissertação apresentada ao Departamento de Letras Modernas da
Problemática é também a cor- FFLCH-USP.São Paulo. ".;,- . ,_.
reção dos erros durante a aplica- > WRIGHT, Andrew et alii (1993): Games for language Iearníng, Cambridge: University
ção de jogos, pois, nesses momen- Press. ~?~O

> KMsHEN, S. (1992): "EI modelo del monitor y Ia actuación de los adultos en L2". In:
tos, os aprendizes acabam por
LlCERAS,J M. (compil.): La adquisición de Ias línguas estranjeras. Madrid: Visor,
privilegiar a comunicação em detri- 143-152. '-. .
mento da correção vocabular. > HUIZINGA, Johan (41996):Homo ludens: O jogo como elemento da cultura. São
Paulo: Perspectiva. '
> RONCA, Paulo A. C. &. TERZI,
Cleide do A. (21996):A aula operatória e a construção
do conhécbneii.tO~Sãà Paulo: Editora do Instituto Esplan.', '
> BENJAMIN, Walter (·~Q.?O): Magia e técnica, arte epofítíca, Ensaios sobre líteratu-
14 ra e lúst6ria da cultura. Trad.: Sérgio Paulo Rouanet, São Paulo: Brasíliense.