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PPRA:

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS


AMBIENTAIS (NR-9)

EMPRESA:

Fazenda Varjão.

DEZEMBRO 2017. À NOVEMBRO 2018.


1 - INTRODUÇÃO

De acordo com a norma regulamentadora NR 9 da Portaria 3.214/78 do Ministério


do Trabalho foi realizado um levantamento na propriedade rural FAZENDA
VARJÃO, visando a antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle
da ocorrência de riscos ambientais.
Para o levantamento de dados referentes aos riscos existentes, foram feitos
monitoramentos em todos os setores da fazenda, com avaliação qualitativa e
quantitativa e sugeridas medidas para o controle, minimização ou eliminação dos
riscos existentes e dos riscos que poderão surgir em função das atividades
desenvolvidas na empresa.
As informações obtidas a partir do levantamento e avaliação, servirão de base para a
elaboração deste PPRA e do PCMSO.
O acompanhamento das atividades com a avaliação e levantamento dos dados foi
realizado no período de 07/12/2017 e 12/12/2017, em companhia do senhor Adilson
Lima, encarregado geral da empresa.

2- DADOS DA EMPRESA

Razão Social: ADILSON LIMA


Endereço: JOSE CARLOS TEIXEIRA N°501
Cidade: BOQUIM
CEP: 49.369-000
Ramo de Atividade: PECUARIA
CNAE: 0151-2/01
Grau de risco: 3
Inscrição: CPF 117.335.785-87
N.º de funcionários: 2
Jornada de Trabalho: 44 horas semanais

3- METODOLOGIA UTILIZADA NAS AVALIAÇÕES

3.1- AGENTES FÍSICOS:

As amostragens nos setores de alimentação de animais e pastos, foram feitas


nos postos de trabalho por um período de 15 min., ou pelo tempo de um ciclo
completo da operação realizada, e extrapoladas para a jornada diária. Foram
determinados os efeitos combinados dos diferentes períodos e níveis de ruído da
exposição diária, e em ambos os casos feita a comparação com os limites de

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tolerância da NR –15, anexo 1, para verificar se os valores não excederam os limites
permissíveis.

3.2- AGENTES QUÍMICOS:

Foram inspecionados os locais de trabalho onde são manuseados produtos


químicos, analisado qualitativamente, através de informações técnicas contidas nos
rótulos fornecidos pelos fabricantes, o emprego destes nas operações e atividades do
setor, verificando os riscos da exposição aos produtos com o disposto na NR- 15,
anexos 11,12 e 13.

3.3- AGENTES BIOLÓGICO:

As observações feitas a partir de vistoria nos locais e processos de trabalho


onde ocorrem o risco biológico, produzidos pela natureza da atividade desenvolvida
pela empresa, e também quanto ao uso coletivo de sanitários, falta de condições de
higiene pessoal e outras que poderão acometer os funcionários de doenças infecto-
contagiosas, dermatites e outras, principalmente no contato com o lixo no processo
de coleta.

3.4- AGENTES ERGONÔMICOS:

Observações feitas a partir de entrevistas com os funcionários e análise da


maneira que os trabalhos são realizados e análise dos postos de trabalho e os
equipamentos usados, buscando perceber as condições desfavoráveis que geram
desde possíveis acidentes, desconforto e possíveis danos à sua saúde, na execução
de suas atividades, levando-o a um baixo desempenho ou a afastamento.
Iluminação:
Para a avaliação dos níveis de iluminação foi utilizado um luxímetro, sendo as
medidas verificadas nos postos de trabalho dos funcionários. Os valores obtidos
foram avaliados conforme exigências da NR – 17 e NBR 5413 e apresentados na
tabela.

3.5- AGENTES PASSÍVEIS DE ACIDENTES:

Observações feitas a partir de entrevista com os colaboradores e inspeções


nos locais de trabalho, para identificar as atividades com máquinas, equipamentos,

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ferramentas utilizadas, arranjos físicos, riscos de incêndio, choques elétricos, falta
de treinamento e outras condições que possam resultar em acidentes.

4.- INSTRUMENTOS UTILIZADOS:

Para a realização das análises quantitativas foram utilizados os seguintes


equipamentos:
- Decibelimetro, medidor de nível de pressão sonora, marca Instrutherm,
modelo DEC-300
- Luxímetro digital, medidor de nível de iluminamento, marca Instrutherm,
modelo LD-400

5- RECONHECIMENTO DOS RISCOS


Nesta fase de reconhecimento dos riscos ambientais a empresa foi dividida em
setores, conforme quadro a seguir:

RISCOS AMBIENTAIS
Físico Químico Biológico Ergonômico De Acidentes
SETOR

Curral Ruído Fungos, Iluminação Falta de treinamento


bactérias, deficiente/ Quedas, escorregões
fezes de transporte e
animais levantamento
de peso/
postura
inadequada
Pastos Radiação Fungos, Postura Falta de treinamento
não bactérias inadequada, Quedas, escorregões
ionizante transporte e não usar EPIs.
levantamento E outras situações que
de peso poderão contribuir para
a ocorrência de
acidentes

(*) - OS FUNCIONÁRIOS ESTÃO SUJEITOS A ESTES RISCOS SEMPRE


QUE SUAS ATIVIDADES SÃO REALIZADAS AO AR LIVRE, E,

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PORTANTO, EXPOSTOS ÁS VARIAÇÕES DO TEMPO (SOL FORTE,
CHUVA)

6 - POSSÍVEIS DANOS A SAÚDE CAUSADOS PELOS RISCOS


ENCONTRADOS:

6.1 - Agentes físicos:

Ruídos: Segundo a NR-15, anexo 1, devemos considerar basicamente dois tipos de


ruído: do tipo contínuo ou intermitente, ou de impacto. Sendo o ruído de impacto
aquele que apresenta picos de energia de duração menor que um segundo, com
intervalos entre os picos maiores de um segundo, os ruídos com características
diferentes destas, são considerados contínuos e intermitentes.

Os principais efeitos de ruído sobre o organismo são:


 Perda auditiva temporária
 Perda auditiva permanente
 Dificuldade de concentração
 Fadiga nervosa
 Irritabilidade
 Modificação do ritmo cardíaco, etc.

Umidade: Segundo a NR – 15 Anexo n.º10, devemos atentar às atividades ou


operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva,
capazes de produzir danos à saúde do dos trabalhadores, Tais como:
 Doenças de pele
 Doenças do aparelho respiratório
 Doenças circulatórias
Frio: As baixas temperaturas são nocivas a saúde humana, podendo provocar:

 Doenças das vias respiratórias


 Rachaduras e feridas na pele
 Doenças reumáticas
 Predisposição para acidentes

Calor: A exposição prolongada ao a altas temperaturas pode levar o trabalhador a


apresentar os seguintes sintomas:
 Cansaço, fadiga térmica
 Prostração térmica

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 Aumento da pulsação
 Taquicardia
 Cãibras
 Choque térmico, Etc.

Vibrações: As principais conseqüências de trabalhadores que estão sujeitos as


vibrações de máquinas e equipamentos são:

 Dores nos membros


 Dores na coluna
 Artrite
 Lesões circulatórias
 Cansaço etc.

6.2- Agentes químicos:


Os agentes químicos podem penetrar no organismo do trabalhador pelas seguintes
vias:

- Cutânea (pele)
- Digestiva (boca e estômago)
- Respiratória (nariz e pulmões)

Poeira:
As poeiras respiradas no ambiente de trabalho podem provocar doenças no
aparelho respiratório, tais como: enfisema pulmonar, e doença pulmonar obstrutiva
crônica.

Gases, vapores e névoa:


Sob estas formas os produtos químicos podem provocar irritação das vias aéreas
superiores, dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma, morte, ação
depressiva sobre o sistema nervosos, danos a diversos órgãos e ao sistema formados
de sangue.

6.3- Agentes biológicos:


O contato com os agentes biológicos pode causar a penetração dos mesmos no
organismo do indivíduo causando doenças infecto contagiosas.

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Do ponto de vista epidemiológico o homem se contamina através do manejo e trato
dos animais, dos contatos com aerossóis, com o solo, com excreções, manuseio de
lixo, com a água e também por meio da manipulação e ou ingestão de alimentos
contaminados.

6.4- Agentes ergonômicos:


São os riscos ligados à execução das tarefas do funcionário, como trabalho em pé,
posturas incorretas, levantamento e transporte manual de peso, e outros que podem
afetar a curto, médio e longo prazo a saúde do trabalhador provocando distúrbios
psicológicos e fisiológicos gerando alterações no organismo e no estado emocional,
comprometendo sua produtividade e segurança.

6.5- Agentes passíveis de provocar acidentes:


Situações ou condições existentes no ambiente de trabalho que comprometam a
segurança do trabalhador. Ex.: falta de sinalização em diversas situações, risco
constante de queda e atropelamento, perigo de incêndio ou explosão, ferramentas
defeituosas, armazenamento inadequado, ordem e limpeza do local de trabalho, etc.

7 -RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES REALIZADAS

7.1- Curral:

De acordo com os resultados obtidos a partir de entrevista com funcionários e


informações do encarregado e analise do ambiente, constatou-se que neste setor
existe o risco ergonômico pelo baixo nível de iluminamento (vide tabela a seguir).

LOCAL NÍVEL DE ILUMINAMENTO (LUX )


MEDIDO RECOMENDADO
Balança 230 300
Área interna 182 300

Ruído: O setor do curral não apresenta risco e relação a este agente, pois os níveis
de ruído encontrados estão entre 62 e 70 dB (A), e estão condizentes com a NR- 15
anexos 1

Risco biológico: pelo uso coletivo dos sanitários e pela falta de acento e tampa dos
mesmos

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Risco ergonômico: levantamento e transporte manual de peso, foi constatado que a
iluminação não atende as exigências da norma.

Risco de acidentes: Os riscos de acidentes eminentes são provocados pôr quedas de


objetos, falta de uso de EPIs e falta de treinamento sobre o uso correto dos EPIs.
Exemplo:
- Falta de treinamento

- Não usar os EPIs.

- Outras situações diversas

7.2 - Pasto

No setor de pasto, encontramos os seguintes riscos:

Risco Físico:

O risco físico por radiação não ionizante no processo de troca de estacas.

Risco Ergonômico:
Levantamento e transporte manual de peso

Risco biológico:
Foi observado a exposição a risco Biológico dos funcionários que executam limpeza
dos pastos

Risco de acidentes: Os riscos de acidentes eminentes são provocados pôr quedas de


objetos, falta de uso de EPIs e falta de treinamento sobre o uso correto dos EPIs.
Exemplo:
- Falta de treinamento

- Não usar os EPIs.

- Outras situações diversas

8 - MEDIDAS DE CONTROLE PROPOSTAS:

De acordo com o quadro de identificação dos riscos os funcionários expostos a:

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Nos processos que o colaborador está submetido a radiação não ionizantes deverão
ser usados EPIs de chapéu de palha ou capuz de tecido e camisas de brim de cor
clara para proteger os funcionários contra as radiações emitidas pelo sol,
minimizando os riscos de câncer de pele, óculos de proteção.

A umidade e riscos biológicos:

Nos dias chuvosos deverão ser fornecidas capas de chuva aos funcionários que
trabalham a céu aberto, deverão também ser estudada a viabilidade de se fornecer
calcados de couro impermeáveis. Nas atividades que onde ocasione particulados
como no setor do curral deverá ser utilizado o EPI adequado máscara.

Riscos ergonômicos: os funcionários expostos a postura inadequada, trabalho em


pé, levantamento e transporte manual de peso deverão receber treinamento sobre
ergonomia e cuidados gerais a serem tomados no desenvolvimento de suas
atividades para evitar quedas, escorregões e o esgotamento excessivo nas atividades
pelo ritmo em que são desenvolvidas.
Os postos de trabalho que não atendem a norma deverão receber novos pontos de
iluminação e devida manutenção nos já existentes, para que atinjam assim, níveis
satisfatórios de iluminação, conforme tabelas anexas.

Riscos de acidentes:

 Deverão ser feitas campanhas de conscientização dos colaboradores quanto ao


risco das atividades;
 Providenciar placas com informações do uso obrigatório de EPIs, nas atividades
desenvolvidas na empresa.

Os funcionários deverão receber treinamento sobre:

Utilização correta de ferramentas e equipamentos utilizados.


Uso correto de EPIs.
Os cuidados a serem tomados quanto ao desenvolvimento das atividades
Higiene Pessoal.

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9- CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES DO
PPRA.

PRIORIDA ATIVIDADES PRAZO DATA DA Rubrica


DES CONCLUSÃO
01 Realizar exames médicos – NR 7 Permanente
PCMSO
02 Providenciar os devidos EPIs p/ De imediato
cada risco indicado
03 Providenciar acento e tampa do De imediato
sanitário
04 Providências melhorias nos pontos 01/2018
de iluminação deficientes de acordo
com tabela anexa.
05 Realizar treinamento sobre higiene Permanente
pessoal para todos os funcionários.
06 Providenciar treinamento sobre 01/2018
postura corporal e ergonomia
07 Providenciar treinamento sobre uso 12/2017
correto de EPIs
08 Providenciar treinamento sobre 02/2018
causas de acidentes e como evitá-los
09 Reavaliação do PPRA 11/2017

10 - DIVULGAÇÃO:

O documento em questão, o PPRA, ficará à disposição de todos os funcionários, e


toda alteração ou complementação estará sujeita à aprovação em reunião, com uma
comissão dos funcionários ou a CIPA, quando houver, e deverá ser registrada em
ata.

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Cada fase do cronograma de implantação de melhorias que for concluída será
informada aos funcionários através de comunicado interno afixado no quadro de
aviso geral e, quando necessário, em reunião com os setores envolvidos.

11 - AVALIAÇÃO DO PPRA

O PPRA será avaliado anualmente, em conjunto com a CIPA, quando houver, para
verificar se as melhorias propostas estão sendo desenvolvidas e se estão dentro dos
prazos estipulados no cronograma. Estas avaliações servirão também para realizar
os ajustes necessários nas programações existentes, sendo que toda a alteração
proposta deverá ser aprovada em reunião com a comissão dos funcionários e
registrada em ata. Anualmente será realizada uma avaliação ambiental da empresa.

12 - RESPONSABILIDADES:

12.1- DO EMPREGADOR:

Estabelecer, implantar e assegurar o cumprimento do PPRA, como atividade


permanente da empresa.

12.2- DOS TRABALHADORES:

- Colaborar e participar na implantação e execução do PPRA da empresa;


- Seguir as orientações recebidas nos treinamentos oferecidos pela empresa;
- Informar ao seu superior hierárquico direto ocorrências que, a seu julgamento,
possam implicar riscos a saúde dos trabalhadores da empresa.
Desta forma, fica determinado que a responsabilidade pela implantação do PPRA é
da diretoria da empresa, que contará com o apoio dos funcionários para implantar o
PPRA.

13- CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A elaboração e implantação do PPRA, exige a união do empregador e dos


trabalhadores para encontrar soluções visando a eliminação, o controle dos riscos
existentes no ambiente de trabalho, melhorando suas condições e consequentemente

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a produtividade. Ganha-se desta forma os dois lados, uma vez que o trabalhador se
sente protegido, pôr trabalhar em uma empresa preocupada com sua segurança e
saúde, a empresa evita grandes perdas provocadas pôr horas paradas, danos a
equipamentos, afastamento de funcionários, etc.
Para garantir as melhorias das condições de trabalho, é importante um
acompanhamento constante das mudanças que possam ocorrer dentro da empresa,
pois, a competitividade exige dinâmica e evolução rápidas dos produtos o que pode
levar o surgimento de riscos antes inexistentes. Fica assim evidenciada a
importância deste programa e de suas reavaliações periodicamente.

Boquim, 13 dezembro de 2017.

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Adilson Figueiredo Lima
Engenheiro de Segurança No Trabalho
CREA/SE n° 2716005974

Declaro estar ciente do conteúdo deste Programa de Prevenção de Riscos


Ambientais – PPRA

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(Gestor)
(Assinar e carimbar)

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