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CG125 Fan

ATENÇÃO!

Nível de Óleo
Verifique o nível de óleo do
motor diariamente, antes de
pilotar a motocicleta, e
adicione se necessário.
Consulte a página 6-5 Marca superior

para mais informações. Marca inferior

Revisões Periódicas
Efetue as revisões periódicas dentro dos prazos recomendados e SOMENTE nas Concessionárias Autorizadas Honda.
A garantia de sua motocicleta será cancelada se qualquer das revisões periódicas for realizada em oficinas independentes
ou multimarcas.
Verifique no final deste manual a listagem completa de Concessionárias Autorizadas Honda, ou ligue para 0800-7013432.
Parabéns por escolher uma motocicleta Honda. Quando você adquire uma Honda, automaticamente
passa a fazer parte de uma família de clientes satisfeitos, ou seja, de pessoas que apreciam a responsabi-
lidade da Honda em produzir produtos da mais alta qualidade.

Sua motocicleta é uma verdadeira máquina de precisão. E como toda máquina de precisão, necessita de
cuidados especiais para garantir um funcionamento tão perfeito como aquele apresentado ao sair da
fábrica.

As concessionárias autorizadas Honda terão a maior satisfação em ajudá-lo a manter e conservar sua
motocicleta. Elas estão preparadas para oferecer toda a assistência técnica necessária com pessoal
treinado pela fábrica, peças e equipamentos originais.

Leia atentamente este manual do proprietário. Ele contém informações básicas para que sua Honda seja
bem cuidada, desde a inspeção diária até a manutenção periódica, além de apresentar instruções sobre
funcionamento e pilotagem segura.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a escolha de uma Honda e desejamos que sua motocicleta
possa render o máximo em economia, desempenho, emoção e prazer.

MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.


CG125 FAN

Todas as informações, ilustrações e especificações incluídas nesta publicação são baseadas nas informações mais recentes
disponíveis sobre o produto no momento de autorização da impressão.
A Moto Honda da Amazônia Ltda. se reserva o direito de alterar as características da motocicleta a qualquer tempo e
sem aviso prévio, sem que por isso incorra em obrigações de qualquer espécie.
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida sem autorização por escrito.
ÍNDICE 1-1
INTRODUÇÃO 2-1 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-1
Notas importantes ...................................... 2-1 Pilotagem com segurança ........................... 5-1
Assistência ao cliente .................................. 2-3 Acessórios e carga ...................................... 5-5
Dados dos proprietários .............................. 2-4 Inspeção antes do uso ................................. 5-6
Partida do motor ......................................... 5-7
LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES 3-1 Amaciamento ............................................. 5-9
Pilotagem ................................................... 5-9
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-1
Frenagem ................................................ 5-10
Instrumentos e indicadores ......................... 4-1
Estacionamento ........................................ 5-11
Interruptor de ignição ................................. 4-1
Como prevenir furtos ................................ 5-12
Chaves ....................................................... 4-2
Vibrações ................................................. 5-12
Comutador do farol .................................... 4-2
Interruptor das sinaleiras ............................ 4-2 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-1
Interruptor da buzina .................................. 4-2 Plano de manutenção preventiva ............... 6-1
Trava da coluna de direção ........................ 4-2 Cuidados na manutenção ........................... 6-4
Espelhos retrovisores .................................. 4-3 Jogo de ferramentas ................................... 6-4
Tampa lateral direita .................................. 4-3 Filtro de ar ................................................. 6-4
Tampa lateral esquerda .............................. 4-3 Óleo do motor ........................................... 6-5
Porta-objetos direito ................................... 4-4 Vela de ignição ........................................... 6-8
Porta-objetos esquerdo ............................... 4-4 Folga das válvulas ...................................... 6-9
Registro de combustível .............................. 4-5 Embreagem .............................................. 6-11
Tubo de drenagem do carburador .............. 4-5 Acelerador ............................................... 6-12
Tanque de combustível ............................... 4-5 Marcha lenta ............................................ 6-12
Corrente de transmissão ........................... 6-13
1-2 ÍNDICE
Cavalete lateral ....................................... 6-16 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-1
Suspensão ................................................ 6-17 Economia de combustível ........................... 9-2
Freios ....................................................... 6-18 Nível de ruídos ........................................... 9-3
Interruptor da luz do freio ........................ 6-20 Programa de controle de poluição do ar .... 9-4
Pneus ........................................................ 6-20 Controle de emissões ................................. 9-4
Roda dianteira .......................................... 6-22
Roda traseira ............................................ 6-23 ESPECIFICAÇÕES 10-1
Bateria ..................................................... 6-24 Identificação da motocicleta ..................... 10-4
Fusíveis .................................................... 6-26
Lâmpadas ................................................. 6-28 MANUAL DO CONDUTOR
Farol ........................................................ 6-29
CONCESSIONÁRIAS AUTORIZADAS HONDA
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-1
Cuidados com a motocicleta ...................... 7-1
Lavagem .................................................... 7-1
Conservação de motocicletas inativas ........ 7-3

TRANSPORTE 8-1
Reboque ..................................................... 8-2
INTRODUÇÃO 2-1
Notas importantes P Ao longo do manual você encon- Limpeza, conservação de mo-
trará informações importantes tocicletas inativas e oxidação
P As ilustrações apresentadas no colocadas em destaque, como
manual destinam-se a facilitar mostrado abaixo. Leia-as aten- ATENÇÃO
a identificação dos componen- tamente.
P Os procedimentos descritos
tes. Elas podem diferir um pou-
no capítulo 7 são fundamen-
co dos componentes de sua mo- ! CUIDADO tais para manter a motocicle-
tocicleta.
Indica, além da possibilidade de ta em perfeitas condições de
P Este manual deve ser conside- dano à motocicleta, risco ao pi- uso e aumentar sua vida útil.
rado parte permanente da mo- loto e ao passageiro se as ins- Siga rigorosamente as instru-
tocicleta, devendo permanecer truções não forem seguidas. ções apresentadas.
com a mesma em caso de re- P Materiais de limpeza e cuida-
venda.
dos inadequados podem da-
P Esta motocicleta foi projetada pa- nificar sua motocicleta.
ra transportar piloto e passagei- ATENÇÃO
P Danos causados pela conser-
ro. Nunca exceda a capacidade Indica a possibilidade de dano
à motocicleta se as instruções vação inadequada da moto-
máxima de carga (pág. 5-5) cicleta não são cobertos pela
e verifique sempre a pressão não forem seguidas.
garantia.
recomendada para os pneus
(pág. 6-20).
NOTA
P Esta motocicleta foi projetada
para ser pilotada somente em Fornece informações úteis.
estradas pavimentadas.
2-2 INTRODUÇÃO
Garantia P descoloração, manchas e alte- Aquecimento do motor
A garantia Honda é concedida ração nas superfícies pintadas Como a motocicleta é arrefecida
pelo período de 1 ano sem limite ou cromadas (exemplo: esca- a ar, é necessária a troca de calor
de quilometragem a partir da pamento); com o ambiente. Por isso, evite
data de compra, dentro das se- P corrosão do produto. andar em velocidades baixas por
guintes condições: Veja o verso do Certificado de longos períodos ou deixar a mo-
1. Todas as revisões periódicas Garantia para mais informações. tocicleta ligada, quando parada,
devem ser executadas somen- para evitar o superaquecimento
te nas concessionárias autori- Revisões gratuitas do motor.
zadas Honda. As revisões gratuitas (1.000 km e
2. Não devem ser instalados Gasolina adulterada
4.000 km) serão efetuadas pela
acessórios não originais. quilometragem percorrida com O uso de gasolina de baixa qua-
3. Não são permitidas alterações tolerância de 10% (até 1.100 km lidade ou adulterada pode:
não previstas ou não autoriza- e até 4.400 km) ou pelo período P diminuir o desempenho da mo-
das pelo fabricante nas carac- após a data de compra da moto- tocicleta;
terísticas da motocicleta. cicleta (6 meses ou 12 meses, o P aumentar o consumo de com-

Itens não cobertos pela garan- que ocorrer primeiro). bustível e óleo;
tia Honda: P comprometer a vida útil do mo-

P peças de desgaste natural, como


Nível de óleo do motor tor e causar o seu travamento
vela de ignição, pneus, câma- Sempre verifique o nível de óleo em casos extremos.
ras de ar, lâmpadas, bateria, do motor, antes de pilotar a mo-
tocicleta, e adicione se necessá- Defeitos decorrentes do uso de
corrente de transmissão, pinhão, combustível inadequado não se-
coroa, lonas e pastilhas de freio, rio.
rão cobertos pela garantia.
sistema de embreagem e cabos Consulte a página 6-5 para mais
em geral; informações.
INTRODUÇÃO 2-3
Assistência ao cliente
A Honda se preocupa não só em oferecer motocicletas econômicas e de excelente qualidade e desem-
penho, mas também em mantê-las em perfeitas condições de uso, contando para isso com uma rede de
concessionárias autorizadas. Consulte sempre uma de nossas concessionárias autorizadas toda vez que
tiver dúvidas ou houver necessidade de efetuar algum reparo.
Caso o atendimento não tenha sido satisfatório, notifique o Gerente de Serviços da concessionária.
Anote o nome do Gerente de Pós-Venda ou Gerente Geral para sua referência.
Se ainda assim o problema não for solucionado, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao
Cliente Honda, que tomará as providências para assegurar sua satisfação.

NOTA
Para facilitar o atendimento, tenha em mãos as seguintes informações:
P nome, endereço e telefone do proprietário;
P número do chassi;
P ano e modelo da motocicleta;
P data de aquisição e quilometragem da motocicleta;
P concessionária na qual efetuou o serviço.

SAC
Serviço de Atendimento ao Cliente
08000 55 22 21
Horário de atendimento
Segunda a sexta-feira das 08h30 às 18h (dias úteis)
2-4 INTRODUÇÃO
Dados dos proprietários
o o o
Preencha os quadros abaixo com os dados dos 1 , 2 e 3 proprietários.

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:
LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES 3-1
1. Espelho retrovisor 7. Indicadores
2. Alavanca da embreagem 8. Interruptor de ignição
3. Interruptor das sinaleiras 9. Alavanca do freio dianteiro
4. Interruptor da buzina 10. Manopla do acelerador
5. Comutador do farol 11. Tampa do tanque de combustível
6. Velocímetro

6
7

8
1 1

2 9
5
3
4
10

11
3-2 LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES
1. Porta-objetos direito
2. Filtro de ar
3. Pedal de partida 2
4. Pedal do freio traseiro 1
5. Pedal de apoio do piloto
6. Tampa/vareta medidora do nível de óleo 8
7. Pedal de apoio do passageiro
8. Trava da coluna de direção
9. Ajustador do amortecedor traseiro
9 3

7 5 4

13 16
12 17
10. Registro de combustível
11. Alavanca do afogador
12. Bateria
13. Porta-objetos esquerdo
14. Cavalete lateral
15. Pedal de câmbio
16. Fusível secundário
10
17. Fusível principal
11

15 14
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-1
5. Indicador das sinaleiras (ver- OFF • (ON)

1 2 3 4 5 6 de): pisca quando a sinaleira (desligado) (ligado)

é ligada.
6. Indicador do farol alto (azul):
acende-se quando a luz alta é
acionada.

Instrumentos e indicadores Interruptor de ignição (1)


Localizam-se no painel de instru- Possui duas posições e encontra-se
mentos. abaixo do painel de instrumentos.
1. Velocímetro: indica a veloci- OFF (desligado): O motor e as
dade da motocicleta em km/h. luzes não podem ser acionados.
2. Indicador de marcha: indica a A chave pode ser removida.
velocidade máxima recomen- • (ON) (ligado):: O motor e as
dada para cada marcha. luzes podem ser acionados. A
3. Hodômetro: registra o total de chave não pode ser removida.
quilômetros percorridos pela
motocicleta.
4. Indicador do ponto morto (ver-
de): acende-se quando a trans-
missão está em ponto morto.
4-2 COMANDOS E EQUIPAMENTOS

1
3 2

Chaves Comutador do farol (1) Trava da coluna de


O número de série (1), gravado Posicione em para obter luz alta direção (1)
nas duas chaves que acompanham ou em para obter luz baixa. Localiza-se na coluna de direção.
a motocicleta, é necessário para
Para travar, gire o guidão total-
a obtenção de cópias. Anote-o no Interruptor das
espaço abaixo para sua referên- mente à esquerda. Insira a chave
cia. sinaleiras (2) de ignição e gire-a 180º no sen-
Posicione em para sinalizar tido horário. Remova a chave.
Se necessitar de cópias da chave,
procure uma concessionária auto- conversões à esquerda e em Para destravar, siga o procedi-
rizada Honda. para sinalizar conversões à direi- mento inverso.
ta. Pressione para desligar.
o
N de série da chave
Interruptor da buzina (3)
Pressione para acionar a buzina.
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-3

4 3 4 5

Par
lo ale
ale lo
Par

Correto
1
2 3 2 1

Espelhos retrovisores Tampa lateral direita Tampa lateral esquerda


Para regular, sente-se na motoci- Para remover, retire o parafuso Remoção
cleta num local plano. Vire o es- (1) e puxe com cuidado a tampa 1. Insira a chave de ignição (1) e
pelho até obter o melhor ângulo lateral (2) até soltar as lingüetas gire-a 90º no sentido horário.
de visão, de acordo com sua al- (3) das borrachas (4). 2. Puxe com cuidado a parte in-
tura, peso e posição de pilota- Para instalar, siga o procedimen- ferior da tampa lateral (2) até
gem. to inverso da remoção. soltar as lingüetas da tampa
Consulte o Manual do Condutor (3) das borrachas do chassi.
para mais detalhes.
NOTA
Nunca force o espelho retrovisor
contra a haste de suporte durante
a regulagem. Se necessário, solte
a porca de fixação e movimente a
haste para facilitar o ajuste.
4-4 COMANDOS E EQUIPAMENTOS
3. Puxe a parte traseira da tampa
1 1
para baixo até soltar a borra-
cha da tampa (4) da lingüeta
do chassi (5).
4. Verifique se a borracha da tam-
pa está totalmente solta e re-
mova a tampa lateral.
Instalação
1. Insira a borracha da tampa na
lingüeta do chassi e as lingüe-
tas da tampa nas borrachas do 3 2
chassi.
2. Gire a chave de ignição 90º Porta-objetos direito (1) Porta-objetos esquerdo (1)
no sentido anti-horário e re- Localiza-se sob a tampa lateral Localiza-se atrás da tampa late-
mova-a. direita e deve ser usado para ral esquerda e deve ser usado
guardar o manual do proprietá- para guardar o jogo de ferramen-
rio (2) e outros objetos leves. tas e outros objetos leves.
Para remover a tampa, insira a Para ter acesso, remova a tampa
chave de ignição (3) e gire-a 90º lateral esquerda (pág. 4-3).
no sentido anti-horário.
Para instalá-la, siga o procedi- NOTA
mento inverso da remoção. Ao lavar a motocicleta, tenha cui-
dado para não molhar o porta-
NOTA objetos.
Ao lavar a motocicleta, tenha cui-
dado para não molhar o porta-
objetos.
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-5
RES (reserva): o combustível flui Tubo de drenagem do
da reserva para o carburador. Use carburador
OFF ON RES a reserva somente após o supri-
mento principal acabar. Reabas- Protege o motor de eventuais ex-
(fechado) (aberto) (reserva) cessos de combustível.
teça o mais rápido possível.
Ao estacionar, feche o registro de
Reserva de combustível: combustível (OFF) para evitar va-
aproximadamente 2 litros zamentos. Um pequeno goteja-
mento de combustível pela saída
do tubo é normal.
1 ! CUIDADO
! Aprenda a acionar o registro ATENÇÃO
de modo que possa operá-lo Nunca obstrua o tubo de drena-
Registro de combustível (1) durante a pilotagem para evi- gem para evitar danos ao motor.
tar parar, em meio ao trânsi-
Localiza-se no lado esquerdo to, por falta de combustível.
abaixo do tanque e possui três ! Cuidado para não tocar em
Tanque de combustível
estágios. nenhuma parte quente do Combustível recomendado:
motor ao acionar o registro. Gasolina comum (sem aditivo)
ON (aberto): o combustível flui
normalmente do suprimento prin- Não há registro de danos causa-
cipal para o carburador. NOTA dos pela utilização de gasolina
Não pilote com o registro na po- aditivada de procedência con-
OFF (fechado): o combustível sição RES após ter reabastecido. fiável. No entanto, é importante
não passa do tanque para o car- Você poderá ficar sem combustí- observar que sua motocicleta foi
burador. Mantenha o registro nes- vel e sem nenhuma reserva. desenvolvida para uso com gaso-
ta posição quando a motocicleta não lina sem aditivação, desde que
estiver em uso. de boa qualidade.
O uso de gasolina de baixa qua-
lidade pode comprometer o
funcionamento e a durabilidade
do motor.
4-6 COMANDOS E EQUIPAMENTOS

4
! CUIDADO ! CUIDADO
P Não abasteça em excesso P A gasolina é inflamável e ex-
para evitar vazamento pelo plosiva sob certas condições.
respiro da tampa. Não deve Abasteça sempre em locais
haver combustível no gargalo ventilados e com o motor desli-
do tanque (4). Se o nível de gado. Não permita a presença
combustível ultrapassar a bor- de cigarros, chamas ou faíscas
da inferior do gargalo, retire na área de abastecimento.
o excesso imediatamente. P A gasolina é um solvente forte
3 2 P Após abastecer, verifique se a e pode causar danos se perma-
1
tampa do tanque está bem fe- necer em contato com as su-
Para abrir a tampa (1), abra a chada. perfícies pintadas. Caso derra-
capa da fechadura (2), insira a me gasolina sobre a superfície
chave de ignição (3) e gire-a no NOTA externa do tanque ou de outras
sentido horário. A tampa será le- É normal uma leve “batida de pino” peças pintadas, limpe o local
vantada. ao operar sob carga elevada. atingido imediatamente.
P Tome cuidado para não derra-
Para fechar, encaixe e pressione
a tampa até travá-la. Remova a mar combustível. O combustí-
chave e feche a capa da fecha- ATENÇÃO vel derramado ou seu vapor
dura. Se ocorrer “batida de pino” ou podem se incendiar. Em caso
detonação com o motor em ve- de derramamento, certifique-
Capacidade do tanque: se de que a área atingida este-
locidade constante e carga nor-
13,5 litros mal, use gasolina de outra mar- ja seca antes de ligar o motor.
(incluindo a reserva) ca. Se o problema persistir, pro- P Evite o contato prolongado ou re-
cure uma concessionária auto- petido com a pele, ou a inalação
rizada Honda. Caso contrário, dos vapores de combustível.
o motor poderá sofrer danos que P Mantenha o combustível afas-
não são cobertos pela garantia. tado de crianças.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-1
Pilotagem com P Pilote em baixa velocidade e Use sempre o
segurança respeite as condições do tem- capacete.
po e das estradas.
P Faça a manutenção correta-
! CUIDADO mente e nunca pilote com
Pilotar uma motocicleta requer pneus gastos.
certos cuidados para garantir
sua segurança. Leia atentamen- Equipamentos de proteção
te todas as informações a se- Use roupas
e óculos de
guir e também o Manual do
! CUIDADO proteção.
Condutor, antes de pilotar.
P Para reduzir as chances de
ferimentos fatais, use sempre O capacete deve ajustar-se bem
Regras gerais de segurança o capacete.
P
à sua cabeça. Prenda-o firme-
P Use somente capacetes com o mente ao colocá-lo.
! CUIDADO selo do INMETRO. Ele garan- P Use botas ou calçados fecha-
P Para evitar danos e acidentes, te que o capacete atende aos dos e resistentes. Use também
sempre inspecione a motoci- requisitos de segurança previs- luvas e roupas de cor clara e
cleta (pág. 5-6 e 5-7) antes de tos pela legislação brasileira. visível, de tecido resistente ou
acionar o motor. Verifique também a validade couro. O passageiro necessita
P Pilote somente se for habilita- do capacete. da mesma proteção.
do. Não empreste sua moto- P O uso de óculos apropriados
P Use roupas que protejam as
cicleta a pilotos inexperientes. com capacetes que não pos- pernas. Não toque no motor e
P Obedeça as leis de trânsito e suem viseiras é obrigatório por escapamento mesmo após des-
respeite os limites de veloci- lei. ligar o motor.
dade. Não use roupas soltas que pos-
P Nunca deixe a motocicleta so-
P Escolha um capacete de cor cla- P

ra e visível e coloque um adesi- sam se enganchar nas peças


zinha com o motor ligado. móveis.
vo refletivo para maior segu-
rança.
5-2 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
45°
Visão pelo
100 km espelho retrovisor

Visão sobre
os ombros

Ponto cego Ponto cego

200°
parado

Visão P Use os espelhos retrovisores e Apareça


A visão é responsável por 90% olhe sobre os ombros para co- Na maioria dos acidentes, os
das informações necessárias para brir as áreas fora do seu campo motoristas alegam não ter visto a
sua segurança. visual antes de sair, mudar de motocicleta. Para evitar que isso
P Antes de sair, regule os espelhos faixa ou fazer conversões. aconteça:
retrovisores (pág. 4-3). P sinalize antes de fazer conver-
P Não fixe o olhar num único sões ou mudar de pista. O ta-
ponto; movimente os olhos manho e a maneabilidade da
constantemente. A velocidade motocicleta podem surpreender
também diminui o seu campo outros motoristas;
de visão. P não se coloque no ponto cego
de outros veículos.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-3
Postura
P Mantenha as duas mãos no gui-
dão e os pés nos pedais de
cinqüenta e um, apoio ao pilotar. O passageiro
cinqüenta e dois deve se segurar com as duas
2 segundos mãos no piloto e manter os pés
nos pedais de apoio.
P Para reduzir a fadiga e melhorar
Distância de seguimento
São necessários dois segundos para identificar o perigo e acionar o o desempenho, mantenha sem-
freio. Por isso, mantenha sempre uma distância segura de outros pre uma postura adequada:
veículos. Quando a traseira do veículo à sua frente passar por um Cabeça: em posição vertical,
ponto fixo, comece a contar “cinqüenta e um, cinqüenta e dois”. Se olhando para a frente.
ao terminar de contar, a roda dianteira da motocicleta passar pelo Braços e ombros: relaxados e
mesmo ponto, você estará a uma distância segura. Em dias de chuva, com cotovelos apontados para
dobre essa distância. baixo.
Mãos: punhos abaixados em
relação às mãos, segurando o
centro da manopla.
Quadril: junto ao tanque, em
posição que permita virar o gui-
dão sem esforço dos ombros.
Joelhos: pressionando leve-
mente o tanque de combustível.
Cruzamentos
Pés: paralelos ao chão, com o sal-
P A maioria dos acidentes ocorre em cruzamentos. As situações aci-
to do sapato encaixado no pedal
ma são as mais comuns. Tome muito cuidado, especialmente nas de apoio; pontas dos pés sobre
conversões à esquerda em ruas de mão dupla (fig. 4). Sempre que os pedais do freio e do câmbio.
possível, faça um retorno para maior segurança.
P Fique atento aos outros motoristas nos cruzamentos e também em
Nas curvas, incline o corpo junto
vias expressas, rodovias, entradas e saídas de estacionamentos. com a motocicleta.
5-4 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Pilotagem sob más condições Modificações
de tempo
! CUIDADO
! CUIDADO A modificação ou remoção de
Pilotar sob más condições de peças originais da motocicleta
tempo, como na chuva ou ne- pode reduzir a segurança e in-
blina, requer técnicas de pilo- fringir as leis de trânsito. Obe-
tagem diferentes devido à re- deça as normas que regulamen-
dução da visibilidade e aderên- tam o uso de equipamentos e
cia dos pneus. acessórios.

Opcionais
Quanto maior a velocidade e me- Alagamentos
nor o raio da curva, maior deve Procure uma concessionária au-
Evite a entrada de água pelo fil- torizada Honda para informações
ser a inclinação. Incline mais a tro de ar. Isso pode causar o efei- sobre os opcionais disponíveis
motocicleta que o corpo em ma- to de calço hidráulico e conse-
nobras rápidas e curvas fechadas. para sua motocicleta.
qüentes danos ao motor.
Se a água entrar no motor, con-
taminando o óleo, desligue o mo-
tor imediatamente e procure uma
concessionária autorizada Honda
para efetuar a troca do óleo.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-5
Acessórios e carga P Certifique-se de que o acessório
Piloto + passageiro = máximo 155 kg
não:
– afete o farol, lanterna trasei-
! CUIDADO ra, sinaleiras, placa de licen-
Cuidado ao pilotar com aces- ça, distância mínima do solo
sórios ou carga. Eles podem (no caso de protetores), ângu-
prejudicar a estabilidade e o de- lo de inclinação da moto-
sempenho da motocicleta. Para cicleta, curso da direção e das
evitar acidentes, sobrecarga e suspensões dianteira e trasei-
danos, siga as diretrizes apre- ra, visibilidade do piloto, acio-
sentadas a seguir. namento dos controles, estru-
tura da motocicleta (chassi),
Recomendação de acessórios torque de porcas, parafusos e Capacidade de carga e
P Use somente acessórios origi-
fixadores, sistema de arrefe- distribuição de peso
cimento;
nais Honda. Distribua a soma dos pesos unifor-
P Verifique freqüentemente a ins-
– afaste as mãos e os pés dos memente entre A (assento diantei-
controles; ro), B (pedal de apoio dianteiro),
talação dos acessórios.
P Não instale sidecars ou rebo-
– seja muito grande ou inade- C (assento traseiro) e D (pedal de
quado para a motocicleta; apoio traseiro).
ques na motocicleta.
P Instale somente sistema de alar-
– restrinja o fluxo de ar para o
motor; ! CUIDADO
me original Honda. A garantia
será cancelada se for constatado – exceda a capacidade do sis-
Trafegar acima da capacidade
o uso de algum tipo de sistema tema elétrico da motocicle-
máxima de carga pode alterar
de alarme diferente do original ta.
as características de conforto,
Honda. dirigibilidade e estabilidade da
motocicleta, afetando a segu-
rança.
5-6 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Recomendação de carga
ATENÇÃO Inspeção antes do uso
P Não exceda a capacidade de
carga da motocicleta. P Procure uma concessionária
autorizada Honda se tiver dú- ! CUIDADO
P Mantenha o peso da bagagem
vida sobre como calcular o Se a inspeção antes do uso não
perto do centro da motocicleta. for efetuada, podem ocorrer sé-
Distribua o peso uniformemen- peso da carga que pode ser
transportada sem causar so- rios danos à motocicleta ou aci-
te dos dois lados da motocicle- dentes.
ta. Quanto mais afastado o peso brecarga e danos estruturais.
P Danos causados pelo excesso
estiver do centro do veículo, Sempre inspecione a motocicle-
mais a dirigibilidade será afe- de carga não são cobertos
ta antes de pilotar. Isso requer
tada. pela garantia.
apenas alguns minutos. Se algum
P Ajuste a pressão dos pneus (pág. P Para uso comercial: o aperto
ajuste ou manutenção for neces-
6-20) e os amortecedores tra- de porcas, parafusos e elemen- sário, consulte a seção apropria-
seiros (pág. 6-17) de acordo tos de fixação deve ser execu- da neste manual.
com a carga e condições da tado com mais freqüência do
que o indicado no Plano de 1. Motor – verifique o nível do óleo
pista. e complete, se necessário (pág.
P Verifique freqüentemente se a
Manutenção Preventiva.
6-5). Verifique se há vazamen-
bagagem está bem fixada. tos. Acione o motor e verifique
P Não prenda objetos grandes ou se há ruídos estranhos.
pesados no guidão, garfos ou 2. Combustível – abasteça o tan-
pára-lama. que, se necessário (pág. 4-5).
Verifique se há vazamentos.
3. Pneus – verifique a pressão e
o desgaste dos pneus (pág.
6-20).
4. Corrente de transmissão – ve-
rifique as condições e a folga.
Ajuste e lubrifique, se neces-
sário (pág. 6-13).
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-7
5. Freios – verifique o funcio- Partida do motor ATENÇÃO
namento e ajuste a folga, se
necessário. Verifique o des- P O uso contínuo do afogador
gaste das sapatas (pág. 6-18 ! CUIDADO causará lubrificação deficien-
a 6-20). Nunca ligue o motor em áreas te do pistão e do cilindro, dani-
6. Embreagem – verifique o fechadas ou sem ventilação. Os ficando o motor.
funcionamento e a folga da gases do escapamento contêm P Abrir e fechar continuamente

alavanca. Ajuste, se necessá- monóxido de carbono, que é ve- o acelerador ou manter o


rio (pág. 6-11). nenoso. motor em marcha lenta por
7. Acelerador – verifique o fun- mais de 5 minutos, com a tem-
cionamento, a posição dos NOTA peratura ambiente normal,
cabos e a folga da manopla P Não abra o acelerador repeti- pode causar a descoloração
em todas as posições do gui- damente, pois isso pode afogar do tubo de escapamento.
dão (pág. 6-12). o motor. P Para evitar a descarga da ba-

8. Sistema elétrico – verifique P Não é possível dar a partida teria, evite manter o motor em
se todas as luzes e a buzina com a transmissão engrenada, marcha lenta por períodos
funcionam corretamente. a menos que a embreagem seja prolongados.
9. Interruptores – verifique o fun- acionada. Coloque sempre a
cionamento dos interruptores. transmissão em ponto morto
antes da partida. Operações preliminares
10. Fixações: verifique o aperto Insira a chave no interruptor de
de todos os parafusos, porcas ignição e gire-a para a posição
e fixadores. ON. Coloque a transmissão em
Corrija qualquer anormalidade ponto morto (indicador verde
antes de pilotar. Dirija-se a uma aceso) e abra o registro de com-
concessionária autorizada Honda bustível (ON).
se não for possível solucionar
algum problema.
5-8 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Temperatura baixa
ATENÇÃO (10°C ou menos)
P Não deixe o pedal voltar mui-
1. Siga as etapas 1 e 2 de “Tempe-
to rápido nem o acione com
ratura normal”.
muita força.
P Não acione o pedal com o mo-
2. Aqueça o motor abrindo e fe-
tor em funcionamento. chando lentamente o acelera-
P Depois do retorno, recolha to-
dor.
A talmente o pedal. 3. Continue aquecendo o motor
até a marcha lenta se estabili-
1
zar e responder aos comandos
B 3. Aqueça o motor abrindo e fe- do acelerador com a alavanca
chando lentamente o acelera- do afogador na posição B
Se o motor estiver quente, siga dor. (desacionada).
os procedimentos descritos em 4. Cerca de 15 segundos após a
“Temperatura alta”. partida, empurre a alavanca Motor afogado
do afogador para a posição B Se o motor não ligar após várias
Temperatura normal (desacionada). tentativas, poderá estar afogado
(10 – 35°C) com excesso de combustível.
5. Abra um pouco o acelerador
1. Puxe a alavanca do afogador se a marcha lenta estiver ins- Para desafogá-lo, desligue o in-
(1) para a posição A (aciona- tável. terruptor de ignição e mantenha
da). a alavanca do afogador na posi-
2. Abra um pouco o acelerador e Temperatura alta ção B (desacionada). Abra total-
acione o pedal de partida com (35°C ou mais) mente o acelerador e acione o
um movimento rápido e contí- Não use o afogador. Dê a partida pedal de partida várias vezes. Em
nuo, desde o início de seu cur- no motor seguindo a etapa 2 de seguida, ligue o interruptor de ig-
so. “Temperatura normal”. nição, abra um pouco o acelera-
dor e acione o pedal de partida
para ligar o motor.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-9
Amaciamento Pilotagem 4. Quando atingir uma velocida-
Os cuidados com o amaciamento, de moderada, diminua a rota-
durante os primeiros 1.000 km de ção do motor, acione a alavan-
! CUIDADO ca da embreagem e passe para
uso, prolongarão consideravel-
mente a vida útil da motoci-cleta, P Antes de pilotar, leia com aten- a 2a marcha, levantando o pe-
além de aumentar seu desempe- ção as informações de segu- dal de câmbio.
nho. As recomendações abaixo rança nas páginas 5-1 a 5-6. 5. Repita a seqüência da etapa
aplicam-se a toda vida útil do mo- P Recolha totalmente o cavale-
anterior para mudar progres-
tor e não apenas ao período de sivamente para a 3a, 4a e 5a
te lateral antes de colocar a marchas.
amaciamento. motocicleta em movimento, Acione o pedal de
a) Não force o motor: para evitar que interfira nas câmbio para cima
P evite acelerações bruscas; curvas à esquerda. para engatar uma
P não ultrapasse as velocidades marcha mais alta.
máximas para cada marcha; 1. Aqueça o motor. Não o deixe Pressione-o para re-
P use as marchas adequadas; duzir as marchas.
em marcha lenta por muito
P não opere o motor em rota- tempo, pois a bateria não é Cada toque no pedal muda para
ções muito altas ou baixas, carregada. a marcha seguinte, em seqüên-
nem com aceleração total cia. O pedal retorna automatica-
2. Com o motor em marcha len- mente para a posição horizontal
em baixas rotações;
P não pilote por longos perío-
ta, acione a alavanca da em- quando solto.
dos em velocidade constante. breagem e engate a 1a mar- Acione os freios e o acelerador e
cha, pressionando o pedal de mude de marcha de forma coor-
ATENÇÃO câmbio para baixo. denada para obter uma desacele-
Se o motor for operado em ro- 3. Solte lentamente a alavanca ração progressiva.
tações muito altas, será seria- da embreagem e, ao mesmo Velocidades máximas recomen-
mente danificado. tempo, aumente a rotação do dadas para a troca de marchas
motor, acelerando gradual- 1ª → 2ª 30 km/h
b) Acione os freios de modo sua- mente. A coordenação dessas
ve para aumentar a durabili- 2ª → 3ª 55 km/h
duas operações irá assegurar
dade e garantir sua eficiência 3ª → 4ª 75 km/h
uma saída suave.
futura. Evite frenagens bruscas. 4ª → 5ª 95 km/h
5-10 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO

ATENÇÃO Distância necessária para frenagem (velocidade: 50 km/h)


P Para evitar danos ao motor e
à transmissão, não mude de traseiro +
marcha sem acionar a em- dianteiro
breagem e em velocidades 18 m
acima do recomendado. só dianteiro
P Não acelere com a transmis-
24 m
são em ponto morto ou a em- só traseiro
breagem acionada para evi- 35 m
tar danos ao motor.
Frenagem
É possível reduzir em mais de 50% a distância de parada se você
! CUIDADO souber frear corretamente. Siga sempre as diretrizes abaixo:
Não reduza as marchas com o P Acione os freios dianteiro e traseiro simultaneamente de forma
motor em alta rotação. Além de progressiva, enquanto reduz as marchas.
danos, isso pode causar o trava- P Para desaceleração máxima, feche completamente o acelerador e
mento momentâneo da roda acione os freios dianteiro e traseiro com maior intensidade. Acione
traseira e conseqüente perda de a embreagem antes que a motocicleta pare, para evitar que o
controle da motocicleta. motor morra.
! CUIDADO
ATENÇÃO P O uso independente do freio dianteiro ou traseiro reduz a eficiên-
Não pilote nem reboque a mo- cia da frenagem.
tocicleta em descidas com o mo- P Uma frenagem extrema pode travar as rodas e dificultar o con-
tor desligado. A transmissão não trole da motocicleta.
será corretamente lubrificada, P Reduza a velocidade e acione os freios antes de entrar numa
podendo ser danificada. curva. Se reduzir a velocidade ou frear no meio da curva, haverá
o perigo de derrapagem, dificultando o controle da motocicleta.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-11

! CUIDADO
Estacionamento ATENÇÃO
P Tenha cuidado ao manobrar, 1. Pare a motocicleta, coloque a P Estacione em local plano e fir-
acelerar e frear em pistas mo- transmissão em ponto morto e me para evitar quedas. A área
lhadas ou de areia e terra. To- feche o registro de combustível. deve ser bem ventilada e abri-
dos os movimentos devem ser 2. Gire o guidão totalmente à es- gada.
uniformes e seguros nessas querda, desligue o interruptor P Em subidas, estacione com a
condições. Acelerações e de ignição e remova a chave. dianteira da motocicleta vira-
frenagens bruscas, ou mano- 3. Apóie a motocicleta no cava- da para o topo do aclive a fim
bras rápidas, podem causar lete lateral e trave a coluna de de evitar que ela tombe.
travamento da roda, derrapa- direção. P Proteja a motocicleta da chu-
gem ou perda de controle. va, especialmente em regiões
P Em descidas íngremes, use o ! CUIDADO metropolitanas e industriais,
freio-motor, reduzindo as mar- para evitar a oxidação causa-
P Não fume ou acenda fósforos da pela poluição.
chas com o uso intermitente
próximos à motocicleta.
dos freios dianteiro e traseiro. P Não estacione sob árvores ou
P Não estacione próximo a ma-
O acionamento contínuo dos onde haja precipitações de de-
freios pode superaquecê-los teriais inflamáveis. tritos de pássaros.
e reduzir sua eficiência. P Não cubra a motocicleta nem
P Para evitar riscos e danos à
P Pilotar com o pé apoiado no encoste no motor ou escapa- pintura, não coloque objetos
pedal ou a mão na alavanca mento enquanto o motor esti- sobre o tanque de combustí-
do freio pode causar o aciona- ver quente. Se usar uma capa vel, especialmente sobre o res-
mento involuntário da luz de protetora, remova-a antes de piro da tampa.
freio, dando uma falsa indica- ligar o motor.
P Não se sente na motocicleta
ção a outros motoristas. O freio P Não permita que pessoas
enquanto estiver apoiada no
também pode superaquecer e inexperientes e sem prática cavalete lateral.
perder a eficiência, além de acionem o motor. Mantenha
ter sua vida útil reduzida. crianças afastadas.
5-12 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Como prevenir furtos ATENÇÃO Vibrações
Ao estacionar, trave a coluna de P Não é permitida a instalação O motor desta motocicleta é do
direção e não se esqueça de tirar de dispositivos antifurto, como tipo alternativo e o movimento
a chave. sistema de alarme (com exce- dos seus componentes pode cau-
Sempre que possível, estacione ção do sistema de alarme ori- sar vibrações e ruídos.
em local fechado. ginal Honda), corta-ignição, As vibrações também podem sur-
rastreadores por satélite, etc., gir ao pilotar em pistas irregula-
NOTA pois estes alteram o circuito elé- res e devido à aerodinâmica.
P Mantenha a documentação da trico original da motocicleta.
motocicleta sempre em ordem NOTA
Além disso, a unidade CDI po- Essas vibrações são característi-
e atualizada. derá ser danificada de forma cas normais da motocicleta e,
P Mantenha o manual do proprie- irreparável. portanto, não são cobertas pela
tário junto à motocicleta. Muitas P Não é permitida a gravação
garantia.
vezes, as motocicletas roubadas de caracteres nas peças da
são identificadas por meio do motocicleta. Isso pode com-
manual. prometer seriamente sua du- ! CUIDADO
rabilidade, criando pontos de P As vibrações podem causar o
oxidação, manchas e descas- afrouxamento de porcas, pa-
camento da pintura, etc. Es- rafusos e fixadores, afetando
ses danos não são cobertos a segurança, especialmente
pela garantia. após pilotar em pistas irregu-
lares.
P Verifique freqüentemente o
aperto de todos os fixadores.
Siga rigorosamente o Plano
de Manutenção Preventiva e
use somente peças genuínas
Honda.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-1
Plano de manutenção preventiva
P Procure uma concessionária autorizada Honda sempre que necessitar de manutenção. Lembre-se de
que são elas quem mais conhecem sua motocicleta, estando totalmente preparadas para oferecer todos
os serviços de manutenção e reparos.
P O Plano de Manutenção Preventiva especifica com que freqüência os serviços devem ser efetuados e
quais itens necessitam de atenção. É fundamental seguir os intervalos especificados para garantir o
desempenho adequado do controle de emissões, além de maior segurança e confiabilidade.
P Os intervalos de manutenção são baseados em condições normais de uso. Motocicletas usadas em
condições rigorosas ou incomuns necessitam de serviços mais freqüentes. Procure uma concessionária
autorizada Honda para determinar os intervalos adequados a suas condições particulares de uso.
NOTA
Estes itens referem-se às notas da próxima tabela.
*1. Para leituras maiores do hodômetro, repita os intervalos especificados na tabela.
*2. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de muita poeira e umidade.
*3. Verifique o nível de óleo diariamente, antes de pilotar, e adicione se necessário.
*4. Troque 1 vez por ano ou a cada intervalo indicado na tabela, o que ocorrer primeiro.
*5. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de muita poeira.
*6. Troque o filtro de ar PAIR a cada 3 anos ou 24.000 km. A substituição requer habilidade mecânica.
*7. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições severas de uso ou de muita poeira, e em casos
de pilotagem em alta velocidade por períodos prolongados ou acelerações rápidas freqüentes.
*8. Efetue o serviço com mais freqüência ao pilotar em pistas de terra, molhadas ou com muita poeira.
Por razões de segurança, recomendamos que todos os serviços apresentados nesta tabela sejam executa-
dos somente pelas concessionárias autorizadas Honda.
6-2 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Intervalo (km)*1 a cada
km... Itens e operações Página
1.000 4.000 8.000 12.000
P P P 4.000 Linha de combustível: verificar —
P P P 4.000 Filtro de tela de combustível: limpar —
P P P 4.000 Acelerador: verificar 6-12
P P 4.000 Filtro de ar: limpar*2 6-4
P 12.000 Filtro de ar: trocar*2 6-4
P P 8.000 Vela de ignição: verificar 6-8
P 8.000 Vela de ignição: trocar 6-8
P P P P 4.000 Folga das válvulas: verificar 6-9
P P P P 4.000 Óleo do motor: trocar*3, 4, 5 6-6
P P P P 4.000 Tela do filtro de óleo: limpar 6-6
P 12.000 Filtro centrífugo de óleo: limpar —
P P P P 4.000 Marcha lenta: verificar 6-12
P P P 4.000 Sistema de escapamento: verificar —
P 12.000 Sistema de suprimento de ar secundário: verificar*6 —
a cada 1.000 km Corrente de transmissão: verificar, ajustar e lubrificar*7 6-13
P P P 4.000 Sapatas do freio: verificar o desgaste*8 6-20
P P P P 4.000 Sistema de freio: verificar 6-18
P P P 4.000 Interruptor da luz do freio: verificar 6-20
P P P P 4.000 Luzes, instrumentos e interruptores: verificar —
P P P 4.000 Farol: ajustar facho 6-29
P P P P 4.000 Embreagem: verificar 6-10
P P P 4.000 Cavalete lateral: verificar 6-16
P P P 4.000 Suspensões dianteira e traseira: verificar 6-17/6-18
P P 8.000 Porcas, parafusos e fixações: verificar —
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-3
Intervalo (km)*1 a cada
km... Itens e operações Página
1.000 4.000 8.000 12.000
P P P P 4.000 Aros e rodas: verificar —
a cada 1.000 km ou semanalmente Pneus: verificar e calibrar 6-20
P P P P 4.000 Coluna de direção: verificar —
P 12.000 Coluna de direção: lubrificar —
6-4 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Cuidados na manutenção 2 1
2
! CUIDADO
P Em caso de queda ou colisão,
certifique-se de que sua con-
cessionária autorizada Honda
inspecione os componentes
principais da motocicleta,
mesmo que você seja capaz
de efetuar os reparos.
P Desligue o motor e apóie a 1
motocicleta num local plano
e firme, antes de iniciar os ser- Jogo de ferramentas (1) Filtro de ar
viços. Espere o motor esfriar Leia Cuidados na manutenção.
Encontra-se no porta-objetos es-
para evitar queimaduras.
querdo (2).
P Se for necessário ligar o mo- ! CUIDADO
As ferramentas permitem fazer
tor, certifique-se de que a área reparos, ajustes e substituições Não pilote a motocicleta sem o
seja bem ventilada e livre de simples. Procure uma concessio- filtro de ar para evitar desgaste
chamas expostas. Tome cuida- nária autorizada Honda para efe- prematuro, danos e risco de in-
do para não encostar nas pe- tuar os serviços que não podem cêndio.
ças móveis da motocicleta. ser executados com elas.
P Use somente peças genuínas
Ferramentas contidas no estojo: ATENÇÃO
Honda. Peças de qualidade in- P Chave de boca, 10 x 12 mm
ferior podem comprometer a Na troca, use somente o filtro
P Chave de boca, 14 x 17 mm
segurança e reduzir a eficiên- de ar genuíno Honda especifi-
P Chave de fenda no 2
cia dos sistemas de controle de cado para esta motocicleta. Do
P Chave Phillips no 2
emissões. contrário, poderão ocorrer des-
P Chave estrela, 22 mm
gaste prematuro e problemas de
P Chave de vela
desempenho.
P Extensão
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-5
Óleo do motor NOTA
3
Se for difícil encontrar o óleo es-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
pecificado, entre em contato com
O óleo é o elemento que mais uma concessionária autorizada
afeta o desempenho e a vida útil Honda, que sempre estará pre-
do motor. parada para servi-lo.
O óleo MOBIL SUPER MOTO 4T
MULTIVISCOSO SAE 20W-50 Inspeção do nível
API-SF é o único óleo aprovado Como o óleo é naturalmente con-
e recomendado pela Honda. sumido durante o uso da motoci-
Não adicione quaisquer aditivos cleta, sempre inspecione o nível
ao óleo do motor. antes de pilotar e adicione, se ne-
Efetue a manutenção de acordo cessário.
com o Plano de Manutenção ATENÇÃO
Preventiva (pág. 6-1).
Óleos não detergentes, vege- ATENÇÃO
1. Remova a tampa lateral direi- P
tais ou lubrificantes específi- Se o motor funcionar com pou-
ta (pág. 4-3) e a tampa do por-
cos para competição não são co óleo, poderá sofrer sérios da-
ta-objetos direito (pág. 4-4).
recomendados. nos.
2. Remova os parafusos (1) e a
P A Honda não se responsabili-
tampa do filtro de ar (2).
za por danos causados pelo
3. Retire o filtro de ar (3). Bata-o uso de óleos com especifica-
cuidadosamente e aplique ar ções diferentes das recomen-
comprimido de dentro para fora
dadas.
para remover o pó. Se estiver
P Nunca use óleos reciclados,
muito sujo, rasgado ou danifi-
cado, substitua-o. pois suas características, como
viscosidade, lubrificação, etc.,
4. Instale o filtro.
não são mantidas conforme
5. Instale as peças removidas na especificações originais.
ordem inversa da remoção.
6-6 MANUTENÇÃO E AJUSTES
4. Se necessário, adicione o óleo
1
recomendado até atingir a
marca de nível superior. Não
abasteça em excesso.
5. Reinstale a tampa/vareta me-
didora. Ligue o motor e verifi-
que se há vazamentos.
Troca de óleo e limpeza da tela
2 do filtro
3 Troque o óleo do motor e limpe a 1
tela do filtro conforme especifi-
1. Ligue o motor e deixe-o em cado no Plano de Manutenção NOTA
marcha lenta de 3 a 5 minutos. Preventiva (pág. 6-1). É necessário o uso de um torquí-
2. Desligue o motor e mantenha metro para este procedimento.
NOTA
a motocicleta na vertical, num
local plano e firme. Para uma drenagem rápida e
completa, troque o óleo com o 1. Coloque um recipiente sob o
3. Após 2 a 3 minutos, remova a motor quente e a motocicleta motor para coletar o óleo e
tampa/vareta medidora (1) e apoiada no cavalete lateral. remova a tampa/vareta medi-
limpe-a com um pano seco. dora, o bujão de drenagem
Insira-a novamente, mas não (1), a mola (2) e o filtro (3).
a rosqueie. Remova-a mais ! CUIDADO 2. Após a drenagem, apóie a
uma vez e verifique o nível de motocicleta na vertical de
óleo. Ele deve estar entre as O óleo e o motor estarão quen-
tes. Tenha cuidado para não se 10 a 15 segundos e então acio-
marcas de nível superior (2) e ne o pedal de partida várias
inferior (3) gravadas na vareta. queimar.
vezes para drenar o óleo re-
manescente.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-7
7. Ligue o motor e deixe-o em
marcha lenta de 3 a 5 minutos. ! CUIDADO
8. Desligue o motor e, após 2 a O óleo usado pode causar cân-
3 minutos, verifique se o nível cer se permanecer em contato
do óleo atinge a marca supe- com a pele por períodos pro-
rior da vareta medidora, com longados. Apesar desse perigo
a motocicleta na vertical, num só existir se o óleo for manusea-
local plano e firme. Se neces- do diariamente, lave bem as
sário, adicione óleo. mãos com sabão e água imedia-
Certifique-se de que não haja tamente após o manuseio.
3 2 4 vazamentos.

3. Lave a tela do filtro com sol- ATENÇÃO


vente limpo (Exemplo: quero- Caso não use um torquímetro,
sene). Certifique-se de que a procure uma concessionária
borracha e o anel de vedação autorizada Honda o mais rápi-
(4) estejam em bom estado. do possível para verificar a
4. Instale o filtro, a mola e o bu- montagem.
jão de drenagem. Aperte o bu-
jão com o torque de 15 N.m
NOTA
(1,5 kgf.m).
Descarte o óleo usado respeitan-
5. Abasteça o motor com o óleo do o meio ambiente. Coloque-o
recomendado. num recipiente vedado e leve-o
Capacidade de óleo: ao posto de reciclagem mais pró-
0,9 litro ximo. Não jogue o óleo usado em
6. Instale a tampa/vareta medi- ralos ou no solo.
dora.
6-8 MANUTENÇÃO E AJUSTES
6. Com a arruela instalada, ros-
4 queie a vela com a mão até
3 que encoste no cabeçote.
7. Aperte a vela. Se for usada,
2 aperte-a 1/8 de volta após
assentá-la. Se for nova, aper-
te-a em duas etapas. Primei-
ro, aperte-a 3/4 de volta após
assentá-la. Solte-a e aperte-a
1
mais 1/8 de volta.
Folga: 0,8 – 0,9 mm 8. Reinstale o supressor de ruídos.

Vela de ignição 3. Inspecione os eletrodos e a ATENÇÃO


porcelana central quanto a de-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. pósitos, erosão ou carboniza-
P Aperte a vela corretamente.
ção. Se forem excessivos, tro- Se ficar solta, pode danificar
Efetue a manutenção de acordo o pistão. Se estiver muito aper-
com o Plano de Manutenção Pre- que a vela. Para limpar velas
carbonizadas, use um limpa- tada, a rosca pode ser danifi-
ventiva (pág. 6-1). cada.
dor de velas ou uma escova
NOTA P Use somente a vela especi-
de aço.
É necessário o uso de uma ferra- 4. Meça a folga dos eletrodos (3) ficada (NGK) DPR8EA-9 ou
menta de medição para este pro- com um cálibre tipo arame. Se DPR9EA-9 (opcional) para
cedimento. necessário, ajuste dobrando o evitar danos ao motor.
eletrodo lateral (4).
1. Solte o supressor de ruídos (1). 5. Certifique-se de que a arruela
2. Limpe ao redor da base da vela de vedação esteja em bom
de ignição e remova a vela com estado.
a chave de vela (2) disponível
no jogo de ferramentas.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-9

4 3 ATENÇÃO 7 5 7 8
Válvulas com folga excessiva
provocam ruídos no motor. Já
a ausência de folga pode dani-
ficar as válvulas ou provocar
perda de potência.

6
2 1

Folga das válvulas 1. Remova os parafusos A (1) e


solte o conjunto da válvula de
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. sucção de ar (2). Solte o tubo
Verifique e ajuste a folga das vál- do filtro de ar (3) da presilha
vulas de acordo com o Plano de (4).
Manutenção Preventiva (pág. 6-1). 2. Remova os parafusos B (5) e o
tubo de sucção de ar (6).
NOTA 3. Remova os parafusos C (7) e a
P É necessário o uso de uma fer- tampa do cabeçote (8), pelo
ramenta de medição para este lado esquerdo.
procedimento. 4. Remova as tampas do orifício
P Verifique a folga somente com da árvore de manivelas (9) e
o motor frio. do orifício de sincronismo (10).
6-10 MANUTENÇÃO E AJUSTES

12 14 10. Reinstale a tampa do cabe-


çote. Aperte os parafusos
C com o torque de 12 N.m
11 (1,2 kgf.m).
15 11. Instale as peças removidas na
ordem inversa da remoção.
Certifique-se de que o tubo
do filtro de ar esteja instala-
10 do na presilha antes de aper-
13 tar os parafusos A.
9 Folga (ADM/ESC): 0,08 mm • Aperte os parafusos A e B
com o torque de 12 N.m
5. Gire o rotor no sentido anti- 7. Para ajustar, solte a contra- (1,2 kgf.m) e a tampa do
horário até alinhar a marca “T” porca (15) e gire o parafuso orifício da árvore de manive-
(11) com a marca de referên- de ajuste até sentir uma pe- las com 15 N.m (1,5 kgf.m)
cia (12). Mova os balancins quena pressão sobre o cálibre.
com a mão para verificar se 8. Reaperte a contraporca com o
estão livres. Se estiverem pre- torque de 14 N.m (1,4 kgf.m),
sos, gire o rotor 360° e alinhe sem girar o parafuso de ajuste.
novamente as marcas. 9. Verifique novamente a folga.
6. Meça a folga inserindo um ca-
libre de lâminas (13) entre o
parafuso de ajuste (14) e a
haste da válvula.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-11

1 6

B 4
A
2

A 5
B

3
Folga: 10 – 20 mm
(medida na extremidade da alavanca)

Embreagem 1. Levante o protetor de borracha 4. Solte a contraporca (5) do ajus-


(2). tador inferior e gire a porca
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. de ajuste (6) na direção A para
2. Solte a contraporca (3) e gire
Efetue a manutenção de acordo o ajustador (4) na direção A aumentar a folga e na direção
com o Plano de Manutenção Pre- para aumentar a folga e na B para diminuí-la. Aperte a
ventiva (pág. 6-1). direção B para diminuí-la. contraporca e verifique a fol-
O ajuste da folga da alavanca da Reaperte a contraporca e ve- ga novamente.
embreagem (1) também será ne- rifique a folga novamente. 5. Ligue o motor, acione a alavan-
cessário se a motocicleta morrer 3. Se o ajustador for desrosquea- ca da embreagem e engate a
ao engatar uma marcha, se mo- do até o limite sem que a folga 1a marcha. Certifique-se de que
vimentar à frente com a alavan- correta seja obtida, solte a o motor não morra e a motoci-
ca acionada, ou ainda se a em- contraporca e rosqueie com- cleta não se movimente para a
breagem patinar, fazendo com pletamente o ajustador. Rea- frente. Solte a alavanca da
que a velocidade da motocicleta perte a contraporca e recolo- embreagem e acelere gradati-
seja incompatível com a rotação que o protetor de borracha. vamente. A motocicleta deve
do motor. sair com suavidade e acelera-
ção progressiva.
6-12 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Verifique também o cabo da em- Marcha lenta
breagem quanto a dobras e mar-
cas de desgaste que podem cau- Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
sar travamento ou afetar o acio- Efetue a manutenção de acordo
namento da embreagem. Lubri- A com o Plano de Manutenção Pre-
fique-o com óleo de boa quali- ventiva (pág. 6-1).
dade e baixa viscosidade para
prevenir desgaste e corrosão. NOTA
2 B 1
P É necessário o uso de um tacô-
NOTA
Folga: 2 – 6 mm metro para este procedimento.
Procure uma concessionária au-
(medida no flange da manopla) P Não tente compensar proble-
torizada Honda se não obter o
mas de outros sistemas ajustan-
ajuste adequado, ou se a embrea-
gem não funcionar corretamen- Acelerador do a marcha lenta.
te. Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
P Procure uma concessionária
autorizada Honda para efetuar
Efetue a manutenção de acordo os serviços programados do
com o Plano de Manutenção Pre- carburador.
ventiva (pág. 6-1).
1. Verifique se a manopla do ace-
lerador funciona suavemente, Para obter uma regulagem pre-
da posição totalmente aberta cisa, aqueça o motor pilotando a
até a totalmente fechada, em motocicleta por 10 minutos.
todas as posições do guidão.
2. Para ajustar a folga, solte a
contraporca (1) e gire o ajus-
tador (2) na direção A para
aumentar a folga e na direção
B para diminuí-la. Reaperte a
contraporca e verifique nova-
mente a folga.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-13
Corrente de transmissão
1 Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.

A durabilidade da corrente de- 1


A
pende da lubrificação e ajustes
corretos. Uma manutenção ina-
dequada pode provocar desgas-
te prematuro ou danos à corren-
B te, coroa e pinhão.
Rotação de marcha lenta: Sempre inspecione a corrente
1.500 ± 100 rpm antes de pilotar e efetue a Folga: 10 – 20 mm
manutenção de acordo com o
1. Com o motor aquecido, colo- Plano de Manutenção Preventi- Inspeção
que a transmissão em ponto va (pág. 6-1). 1. Apóie a motocicleta no cava-
morto e apóie a motocicleta
lete lateral com a transmissão
no cavalete lateral.
em ponto morto e o motor des-
2. Acople um tacômetro ao motor. ligado.
3. Gire o parafuso de aceleração 2. Verifique a folga da corrente de
(1) na direção A para aumen- transmissão (1) na parte cen-
tar a rotação e na direção B tral inferior, movendo-a com a
para diminuí-la, até atingir a mão. Ajuste se necessário.
rotação especificada.
3. Movimente a motocicleta para
a frente e verifique se a folga
permanece constante. Se hou-
ver folga em uma região e
tensão em outra, alguns elos
podem estar engripados. Nor-
malmente, a lubrificação eli-
mina o problema.
6-14 MANUTENÇÃO E AJUSTES
3. Gire as porcas de ajuste (4)
6 um número igual de voltas até
Dentes
danificados
Dentes
gastos
obter a folga especificada.
Gire-as no sentido horário para
5 diminuir a folga, ou no sentido
anti-horário para aumentá-la.
4. Movimente a motocicleta para
a frente e verifique se a folga
permanece constante em to-
1 dos os pontos.
Dentes normais 3
2 4 5. Verifique se o eixo traseiro está
alinhado. As marcas de referên-
4. Verifique a corrente quanto a Ajuste cia (5) devem estar alinhadas
elos secos, oxidados, presos ou com as mesmas marcas da es-
danificados, roletes danificados, NOTA cala (6) nos braços oscilantes.
pinos frouxos, desgaste excessi- É necessário o uso de um torquí- 6. Se necessário, alinhe-o giran-
vo e ajuste incorreto. Verifique metro para este procedimento. do as porcas de ajuste direita
os dentes da coroa e pinhão. e esquerda. Verifique nova-
5. Se a corrente estiver resseca- 1. Apóie a motocicleta no cava- mente a folga da corrente.
da, enferrujada ou com elos lete lateral com a transmissão
NOTA
engripados, lubrifique-a. Se em ponto morto e o motor des-
não solucionar o problema, ligado. Se a folga for excessiva e o eixo
substitua-a. 2. Solte a porca do eixo (1) e as traseiro estiver no limite de ajus-
contraporcas (2) dos ajusta- te, substitua a corrente, a coroa e
NOTA o pinhão em conjunto.
dores (3).
Se a corrente, a coroa e o pinhão
estiverem muito gastos ou danifi- 7. Aperte a porca do eixo com o
cados, substitua-os em conjunto torque de 88 N.m (9,0 kgf.m).
para evitar desgaste prematuro.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-15
8. Aperte um pouco as porcas Lubrificação e limpeza 1
de ajuste. Fixe-as com uma Lubrifique a corrente de acordo
chave de boca e aperte as com o Plano de Manutenção Pre-
contraporcas. ventiva (pág. 6-1) ou sempre que
9. Verifique novamente a folga estiver ressecada.
da corrente.
NOTA
10. Ajuste a folga do freio trasei-
ro (pág. 6-19). Se estiver muito suja, remova e
limpe a corrente antes da lubrifi-
NOTA cação.
Se a folga for excessiva (50 mm
ou mais), a corrente poderá se Limpe a corrente e lubrifique-a
soltar da coroa/pinhão ou dani- com óleo para transmissão SAE Remoção
ficar a parte inferior do chassi. 80 ou 90. O lubrificante deve pe-
netrar em todos os elos, pinos, NOTA
roletes e placas laterais. Recomendamos que a remoção
seja efetuada numa concessioná-
! CUIDADO NOTA ria autorizada Honda.
Caso não use um torquímetro, Não aplique lubrificante em ex-
procure uma concessionária au- cesso. Além de favorecer o acú- 1. Com o motor desligado, retire
torizada Honda, assim que pos- mulo de sujeira, areia e terra, o com cuidado a presilha de re-
sível, para verificar a monta- lubrificante sujará a motocicleta tenção (1) do elo principal,
gem. Uma montagem incorre- com o movimento da corrente. usando um alicate. Não dobre
ta pode reduzir a eficiência do ou amasse a presilha.
freio.
2. Remova o elo principal e a
corrente.
3. Limpe a corrente com solvente
não inflamável e deixe-a se-
car completamente.
6-16 MANUTENÇÃO E AJUSTES
4. Verifique as condições da cor- NOTA
rente e dos dentes da coroa e P Reutilize o elo principal somen-
do pinhão (pág. 6-13). te se estiver em perfeitas con-
dições.
NOTA
P Use uma presilha de retenção
Se necessário, substitua-os em nova toda vez que a corrente
conjunto para evitar desgaste for reinstalada. 1
prematuro.

7. Instale a nova presilha de re-


Corrente de reposição: DID 428H
tenção com o lado fechado na
5. Se estiverem em bom estado, direção de rotação da corren-
lubrifique a corrente e reins- te.
tale-a. 8. Ajuste a folga da corrente
Cavalete lateral
6. Passe-a sobre a coroa e conecte (pág. 6-14) e do freio traseiro Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
suas extremidades com o elo (pág. 6-19).
Efetue a manutenção de acordo
principal. Para facilitar a mon- com o Plano de Manutenção Pre-
tagem, posicione as extremi- ventiva (pág. 6-1).
dades da corrente nos dentes
imediatamente adjacentes ao Verifique a mola (1) quanto a da-
dente em que será instalado o nos ou perda de tensão. Verifi-
elo principal. que se o cavalete lateral se mo-
vimenta livremente.
Se estiver prendendo, limpe e
lubrifique a articulação com óleo
para motor novo.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-17
Suspensão Suspensão traseira
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. 1. Com a motocicleta apoiada no
Bom Substituir
cavalete lateral, verifique se há
folga entre as buchas do garfo
! CUIDADO
traseiro e o eixo de articula-
Os componentes da suspensão ção, ou se o eixo está solto.
estão diretamente ligados à 2. Verifique se os amortecedo-
segurança. Se detectar algum res apresentam vazamentos.
dano ou desgaste, procure uma Pressione a suspensão para
concessionária autorizada Honda baixo e verifique se há folga
2
para executar os serviços neces- ou desgaste nas articulações
sários, antes de pilotar a moto- dos amortecedores.
Verifique se o apoio de borracha cicleta.
3. Verifique o aperto de todos os
está deteriorado ou gasto. Subs- pontos de fixação da suspen-
titua-o se o desgaste atingir qual- Efetue a manutenção de acordo
com o Plano de Manutenção Pre- são e certifique-se de que es-
quer ponto da linha de referên- tejam em perfeito estado.
cia (2). ventiva (pág. 6-1).
Procure uma concessionária au- Suspensão dianteira
torizada Honda para efetuar a 1. Acione o freio dianteiro e for-
substituição. ce a suspensão para cima e
para baixo várias vezes. A ação
dos amortecedores deve ser
suave e progressiva.
2. Verifique se há vazamentos de
óleo.
3. Verifique o aperto de todos os
pontos de fixação da suspen-
são, guidão e painel de instru-
mentos.
6-18 MANUTENÇÃO E AJUSTES

5 1 234 Freios 1
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.

! CUIDADO
Os freios são fundamentais para
a segurança. Efetue todos os
ajustes e serviços de manuten-
ção numa concessionária auto-
rizada Honda. Use somente pe- Folga: 10 – 20 mm
1
ças genuínas Honda. (medida na extremidade da alavanca)

Ajuste Folga do freio dianteiro


Efetue a manutenção de acordo
Os amortecedores traseiros (1) com o Plano de Manutenção Pre- A folga corresponde à distância
podem ser ajustados de acordo ventiva (pág. 6-1). que a alavanca do freio (1) per-
com diferentes condições de pilo- corre antes do início da frenagem.
tagem. Quanto maior a posição 1. Para diminuir a folga, gire a
de ajuste, mais dura a suspensão. porca de ajuste (2) na direção
Posição 1: cargas leves e super- A. Para aumentá-la, gire-a na
fícies uniformes direção B.
Posição 2: posição-padrão 2. Acione a alavanca do freio vá-
rias vezes e verifique se a roda
Posições 3 a 5: cargas pesadas gira livremente ao soltá-la.
e superfícies irregulares
NOTA
NOTA P Certifique-se de que o entalhe
Certifique-se de que os dois da porca de ajuste esteja as-
amortecedores estejam ajustados sentado sobre a articulação (3).
na mesma posição.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-19

2
2
3
A

A
1 B

3 Folga: 20 – 30 mm
B (medida na extremidade do pedal)

NOTA Folga do freio traseiro NOTA


P Se a folga correta não for obti- A folga corresponde à distância P Certifique-se de que o entalhe
da, procure uma concessioná- que o pedal do freio (1) percorre da porca de ajuste esteja as-
ria autorizada Honda. antes do início da frenagem. sentado sobre a articulação (3).
1. Apóie a motocicleta no cava- P Se a folga correta não for obti-
Verifique se o cabo do freio está lete lateral. da, procure uma concessioná-
desgastado, dobrado ou partido. ria autorizada Honda.
2. Para diminuir a folga, gire a
Lubrifique-o com óleo de boa qua- porca de ajuste (2) na direção
lidade e baixa viscosidade para A. Para aumentá-la, gire-a na Certifique-se de que a vareta do
prevenir desgaste e corrosão. direção B. freio, braço de acionamento,
Certifique-se de que o braço de 3. Acione o pedal do freio várias mola, articulações e fixações
acionamento, mola, articulações vezes e verifique se a roda gira estejam em boas condições.
e fixações estejam em boas con- livremente ao soltá-lo. Verifique o desgaste das sapatas
dições. de freio (pág. 6-20).
Verifique o desgaste das sapatas
de freio (pág. 6-20).
6-20 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Freio dianteiro Freio traseiro Pneus
1 Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
1
2
1 A pressão correta e as condições
B A dos pneus são fundamentais para
maior estabilidade, conforto, segu-
rança e durabilidade dos pneus.
Inspecione os pneus e aros, e ajus-
2
te a pressão de acordo com o Pla-
no de Manutenção Preventiva
(pág. 6-1).
2
Pressão dos pneus
Desgaste das sapatas Interruptor da luz do NOTA
Substitua as sapatas se a seta (1) freio (1) Verifique a pressão com os pneus
ficar alinhada ou ultrapassar a frios, antes de pilotar.
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
marca de referência (2), com o kPa (kgf/cm2; psi)
freio totalmente acionado. Localiza-se no lado direito da
Somente Piloto e
motocicleta, atrás do motor. Veri- piloto passageiro
NOTA fique o funcionamento do interrup- 175 175
Substitua as sapatas somente tor de acordo com o Plano de Ma- Dianteiro (1,75; 25) (1,75; 25)
numa concessionária autorizada nutenção Preventiva (pág. 6-1). 200 225
Para ajustá-lo, gire a porca de Traseiro
Honda. (2,00; 29) (2,25; 33)
ajuste (2) na direção A para
adiantar o ponto em que a luz se ! CUIDADO
acende e na direção B para
retardá-lo. Pneus com pressão incorreta
sofrem desgaste anormal e po-
ATENÇÃO dem deslizar e sair dos aros, da-
Gire a porca de ajuste e não o nificando a válvula da câmara
corpo do interruptor. de ar e afetando a segurança.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-21
Verifique se há cortes, pregos ou Reparo e substituição
outros objetos encravados nos Dirija-se a uma concessionária
1 pneus. Inspecione os aros quanto autorizada Honda para substituir
a entalhes e deformações. Verifi- pneus danificados e câmaras per-
que se os raios estão frouxos. furadas.
Certifique-se de que as tampas
das válvulas estejam bem aper- ! CUIDADO
tadas. Instale uma nova tampa,
se necessário. P Não tente consertar pneus ou
câmaras de ar danificados. O
2 balanceamento da roda e a
! CUIDADO segurança dos pneus podem
A tensão dos raios, centragem ser comprometidos.
Inspeção P Na troca, instale somente os
e alinhamento das rodas são
Verifique se os indicadores de des- vitais para a segurança. Nos pneus especificados. Caso
gaste (1) estão visíveis, obser- primeiros 1.000 km, os raios contrário, a dirigibilidade e
vando suas marcas de localiza- afrouxam rapidamente devido segurança serão afetadas.
ção dos indicadores (2). Se esti- ao assentamento inicial das pe-
verem, substitua o pneu imedia- ças. Raios muito frouxos causam
tamente. instabilidade em alta velocida- ATENÇÃO
de, o que pode levar à perda Não tente remover pneus sem
! CUIDADO de controle. o uso de ferramentas especiais
Não trafegue com pneus gas- e protetores de aros para evitar
tos. A aderência entre o pneu e danos.
o solo diminui, reduzindo a tra-
ção e afetando a segurança.
6-22 MANUTENÇÃO E AJUSTES

5 6 1 2
9

7 10

3
4

Roda dianteira 2. Remova o parafuso (1) e des- Instalação


conecte o cabo do velocíme- Siga a ordem inversa da remoção.
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. tro (2).
1. Instale o espaçador no lado di-
NOTA 3. Remova a porca de ajuste (3)
reito do cubo da roda
e o cabo (4) do braço do freio
É necessário o uso de um torquí- (5). 2. Insira o eixo através do cubo
metro para este procedimento. da roda e amortecedor direito.
4. Remova a porca do eixo (6), o
eixo (7), a roda e o espaçador. 3. Certifique-se de que a saliên-
Remoção cia (8) do amortecedor es-
1. Levante a roda do chão colo- querdo esteja encaixada na
cando um suporte sob o motor. ranhura (9) do flange do freio
(10).
NOTA 4. Aperte a porca do eixo com o
Se não tiver um suporte ou maca- torque de 62 N.m (6,3 kgf.m).
co apropriado, procure uma con- 5. Ajuste a folga do freio (pág.
cessionária autorizada Honda. 6-18).
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-23
NOTA 1
Acione a alavanca do freio várias 3 2 8
vezes e verifique se a roda gira 4
livremente após soltá-la. Se o freio
travar ou a roda prender, verifi-
que novamente a montagem.

! CUIDADO
Caso não use um torquímetro, 10 7 9
11 11
dirija-se a uma concessioná- 6 5
ria autorizada Honda, assim
que possível, para verificar a Roda traseira 2. Remova a porca de ajuste (1)
montagem. Uma montagem e desacople a vareta (2) do
incorreta pode reduzir a efi- Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. braço do freio (3), pressionan-
ciência do freio. NOTA do o pedal do freio.
É necessário o uso de um torquí- 3. Solte o braço limitador (4) do
metro para este procedimento. flange do freio, removendo a
cupilha (5), a porca (6), a
Remoção arruela e a borracha.
1. Levante a roda do chão colo- 4. Solte as contraporcas (7) e as
cando um suporte sob o motor. porcas de ajuste (8) da cor-
rente.
NOTA 5. Remova a porca (9), o eixo
Se não tiver um suporte ou maca- (10), os ajustadores da corren-
co apropriado, procure uma con- te (11) e os espaçadores.
cessionária autorizada Honda.
6-24 MANUTENÇÃO E AJUSTES
6. Empurre a roda para a frente NOTA Bateria
e retire a corrente da coroa. Acione o pedal do freio várias ve-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
7. Remova a roda do braço osci- zes e verifique se a roda gira li-
lante. vremente após soltá-lo. Se o freio A bateria desta motocicleta é se-
travar ou a roda prender, verifi- lada e não há necessidade de ve-
Instalação que novamente a montagem. rificar o nível do eletrólito ou adi-
Siga a ordem inversa da remoção. cionar água destilada. Se a bate-
ria estiver fraca, dificultando a
NOTA ! CUIDADO partida ou causando outros pro-
Sempre instale uma cupilha nova blemas elétricos, dirija-se a uma
na porca do braço limitador. Caso não use um torquímetro, concessionária autorizada Honda.
dirija-se a uma concessionária
autorizada Honda, assim que NOTA
1. Instale os espaçadores e aper- possível, para verificar a mon- Para maior vida útil, recomenda-
te a porca do eixo com o torque tagem. Uma montagem incor- mos usar a motocicleta, pelo me-
de 88 N.m (9,0 kgf.m) e a reta pode reduzir a eficiência nos, uma vez por semana para
porca do braço limitador com do freio. que a bateria seja carregada.
22 N.m (2,2 kgf.m).
2. Ajuste a folga da corrente
(pág. 6-14) e do freio traseiro
(pág. 6-19).
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-25
Se a motocicleta for permanecer
inativa por longo período, remo- ! CUIDADO 5
1 2
va a bateria e carregue-a total- P A bateria contém ácido sulfú-
mente. Guarde-a em local fresco rico. O contato com a pele ou
e seco. Se permanecer na moto- olhos é altamente prejudicial
cicleta, desconecte o cabo nega- e pode causar sérias queima-
tivo do terminal da bateria. duras. Use roupas protetoras
e proteção facial durante o
ATENÇÃO manuseio.
P Em caso de contato com a pele,
Não remova as tampas da ba-
teria para evitar danos e vaza- lave com bastante água. 4
3
mentos. P Em caso de contato com os
olhos, lave com água duran- Remoção
te, pelo menos, 15 minutos e
procure assistência médica ATENÇÃO
imediatamente.
P Em caso de ingestão, tome
Para evitar um curto-circuito,
bastante água ou leite. Em se- desligue o interruptor de igni-
guida, beba leite de magnésia, ção antes de remover a bate-
ovos batidos ou óleo vegetal. ria.
Procure um médico imedia-
tamente. 1. Remova a tampa lateral es-
P A bateria é explosiva. Mante-
querda (pág. 4-3).
nha faíscas, chamas e cigar- 2. Desconecte primeiro o cabo do
ros afastados. Mantenha o lo- terminal negativo (–) (1) da ba-
cal de carga da bateria venti- teria e, em seguida, o cabo do
lado. terminal positivo (+) (2).
P Mantenha fora do alcance de
crianças.
6-26 MANUTENÇÃO E AJUSTES
3. Remova o parafuso (3) e o su-
porte da bateria (4). ! CUIDADO
Fusível queimado
4. Retire a bateria (5) do com- Não use fusíveis diferentes dos
partimento. especificados nem os substitua
por outros materiais condutores.
Instalação Isto poderá causar danos ao sis-
Siga a ordem inversa da remo- tema elétrico, falta de luz, per-
ção. da de potência e até mesmo um
incêndio.
NOTA
P Certifique-se de conectar pri-
meiro o cabo do terminal posi- ATENÇÃO
tivo (+) e então o cabo do ter- Para evitar um curto-circuito,
minal negativo (–). Fusíveis desligue o interruptor de igni-
P Verifique se os parafusos e Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. ção antes de verificar ou trocar
fixadores estão bem apertados. os fusíveis.
NOTA
Sempre mantenha fusíveis de
reserva na motocicleta para caso
de emergência.

Se os fusíveis queimarem com fre-


qüência, dirija-se a uma conces-
sionária autorizada Honda para
inspecionar o sistema elétrico.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-27

1
Puxe para cima
2
3

Deslize
Pressione
1 2

4 3 1
1 2

Fusível principal (1) Fusível secundário (1)


ATENÇÃO
Com capacidade de 10 A, está Com capacidade de 7 A, está lo-
Não force as presilhas para evi-
localizado à direita da bateria. calizado à esquerda da bateria.
tar mau contato. Se ficar solto,
1. Remova a tampa lateral es- o fusível poderá danificar o sis- Para removê-lo, siga os mesmos
querda (pág. 4-3). tema elétrico ou mesmo provo- procedimentos do fusível princi-
2. Abra o suporte (1) e remova o car um incêndio. pal.
fusível principal (2), junto com O fusível secundário de reserva
as presilhas (3). (2) encontra-se no porta-objetos
NOTA esquerdo.
3. Puxe as presilhas para fora das
extremidades do fusível e des- Certifique-se de reinstalar o su-
carte o fusível queimado. porte do fusível em sua posição
original.
4. Encaixe as presilhas no novo
fusível e recoloque-o no supor-
te, fechando-o em seguida. O 5. Instale a tampa lateral esquer-
fusível principal de reserva (4) da.
está fixado na caixa da bateria.
6-28 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Lâmpadas 6
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. 2 3
4
ATENÇÃO
Não toque na lâmpada do fa-
rol. Use luvas limpas para a subs-
tituição. As impressões digitais
deixadas no bulbo podem cau-
sar queima prematura. Se tocar
na lâmpada, limpe-a com um 1 5
pano umedecido em álcool.
Lâmpada do farol 4. Remova a capa de borracha
NOTA (4).
1. Remova os parafusos (1) da
P Desligue o interruptor de igni- carcaça do farol. 5. Pressione a presilha (5) e re-
ção antes de substituir as lâmpa- mova a lâmpada (6).
2. Puxe com cuidado a borda in-
das. 6. Instale a nova lâmpada na or-
ferior do farol (2) para a fren-
P Use apenas as lâmpadas espe- dem inversa da remoção.
te.
cificadas.
P Após a instalação, verifique se 3. Solte o conector (3) e remova
a luz funciona corretamente. o farol.

! CUIDADO
Espere as lâmpadas esfriarem
antes de iniciar a substituição.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-29

menos de 20 cm
3 2
10 m

menos de 10 cm
1 3
4 Figura ilustrativa

Lâmpada da lanterna traseira/ Lâmpadas das sinaleiras Farol


luz do freio 1. Remova o parafuso (1) e a lente Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
1. Remova os parafusos (1) e a da sinaleira (2).
lente da lanterna traseira (2). 2. Pressione levemente o soquete Regulagem do facho do farol
2. Pressione levemente a lâmpa- (3) e gire-o no sentido anti-
da (3) e gire-a no sentido anti- horário. Remova a lâmpada ! CUIDADO
horário. (4).
A regulagem correta do farol é
3. Instale a nova lâmpada na or- 3. Instale a nova lâmpada na or-
fundamental para a segurança.
dem inversa da remoção. dem inversa da remoção.
Sempre a verifique antes de pi-
lotar e ajuste, se necessário.
6-30 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Regule o farol de acordo com o Y = máximo 1,2 m

Plano de Manutenção Preventi- X > Y/5 2


X
va (pág. 6-1). Y

NOTA
10 m
Considere o peso do passageiro
e da carga, pois estes podem afe- 1
tar a regulagem do farol.

100 m

Figuras ilustrativas

NOTA Ajuste vertical


P Regule o farol na luz baixa. Para ajustar o farol, solte os pa-
P O facho do farol deve alcançar rafusos (1) e mova a carcaça
100 m no máximo. do farol (2) para cima ou para
1. Coloque a motocicleta na po- baixo.
sição vertical, sem apoiá-la no Após o ajuste, aperte os parafu-
cavalete, com o centro da roda sos.
dianteira a 10 m de uma pare- NOTA
de plana, de preferência não
reflexiva. Obedeça às leis e regulamenta-
2. Calibre os pneus na pressão ções locais.
especificada.
3. Solte os fixadores do farol e
incline-o para cima ou para
baixo até sua projeção ficar
dentro das especificações.
4. Reaperte os fixadores.
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-1
Cuidados com a P Remova materiais estranhos dos NOTA
componentes de fricção, como O desgaste e a corrosão naturais
motocicleta tambores e discos de freio, para não são cobertos pela garantia.
Para proteger seu investimento, não prejudicar sua durabilida-
é fundamental que você seja res- de e eficiência.
ponsável pela manutenção e con- P Se a motocicleta for permane-
Lavagem
servação corretas de sua motoci- cer inativa por um longo perío-
cleta. Sempre reserve um pouco do, consulte Conservação de ATENÇÃO
de tempo para isso antes e de- Motocicletas Inativas (pág. 7-3). P Não use equipamentos de alta
pois de pilotar. Oxidação pressão. O jato direto e a alta
A inspeção antes do uso e a lim- As motocicletas são diferentes de temperatura podem danificar
peza e conservação diárias são tão outros veículos, pois seu chassi e os componentes da motocicle-
importantes quanto as revisões pe- diversos componentes metálicos ta, desprender faixas e adesi-
riódicas executadas pelas conces- são expostos. Além disso, todo vos, remover a graxa dos rola-
sionárias autorizadas Honda. material metálico pode sofrer oxi- mentos da coluna de direção
Você mesmo pode efetuar a dação pelo simples contato com e da suspensão traseira, além
limpeza de sua motocicleta, mas o oxigênio. de danificar a pintura.
se tiver qualquer dúvida ou ne- Este processo, também conhecido P Nunca lave a motocicleta ex-
cessitar de serviços especiais, pro- como ferrugem, pode ser acelera- posta ao sol e com o motor
cure uma concessionária autori- do devido a conservação inade- quente.
zada Honda. quada e contato constante com P Não aplique produtos alcali-
Recomendações básicas água e substâncias salinas. Para nos ou ácidos, altamente pre-
P Limpe a motocicleta regularmen-
controlar os efeitos da oxidação, judiciais às peças zincadas e
te para manter sua aparência, lave a motocicleta freqüentemente. de alumínio.
aumentar a durabilidade e prote- ATENÇÃO P Nunca use solventes ou produ-
ger a pintura, componentes cro- Lave a motocicleta com água fria tos abrasivos e detergentes
mados, plásticos ou de borracha. logo após pilotar em regiões lito- para evitar danos às peças me-
P Elimine o acúmulo de poeira, tálicas, plásticas e de borracha,
râneas, em caso de contato com
terra, barro, areia e pedras. O água de chuva, ou após atraves- danos à pintura, perda de bri-
atrito de pedras e areia pode sar riachos ou alagamentos. lho e descoloração, e oxidação.
afetar a pintura.
7-2 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO
3. Enxágüe completamente a mo-
ATENÇÃO tocicleta e seque com um pano
P Não use lã de aço ou produ- limpo e macio. Retire o exces-
tos abrasivos para limpar os so de água do interior dos ca-
raios e/ou rodas. Caso con- bos.
trário, a camada protetora 4. Limpe as peças plásticas com
será removida, iniciando o um pano ou esponja macios
processo de oxidação.
umedecidos em solução de
xampu neutro e água. Enxá-
NOTA güe completamente com água
P Os resíduos da combustão eli- Dreno do escapamento
(Limpe a sujeira.)
e seque com um pano macio.
minados pelo dreno podem su-
jar a superfície do escapamen- NOTA ATENÇÃO
to. Siga os procedimentos nor- O querosene ataca as peças de
mais de limpeza. Não obstrua P Outros materiais de limpeza
borracha. Proteja-as antes da ou produtos para polimento
o dreno.
P O escapamento é submetido a aplicação. podem danificar as peças.
altas temperaturas, o que pode P Não remova a poeira com um
fazer com que fique amarelado 2. Lave a carenagem, tanque, as- pano seco para evitar danos à
ou azulado, em casos críticos. sento, tampas laterais e pára- pintura.
Esta é uma condição normal. lamas com água e xampu
neutro, fazendo movimentos 5. Se necessário, aplique cera
1. Pulverize querosene no motor, circulares. Use um pano ou es- protetora nas superfícies pin-
carburador, escapamento, ro- ponja macia. tadas e cromadas. Aplique com
das e cavalete lateral, e remo- algodão especial ou flanela,
va os resíduos de óleo e graxa NOTA
em movimentos circulares e
com um pincel. Retire incrus- Lave a motocicleta pulverizando
uniformes.
trações de piche com quero- água em formato de leque aber-
sene puro. Em seguida, enxá- to, sob baixa pressão, a uma dis-
güe com bastante água. tância mínima de 1,2 m.
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-3
6. Não aplique cera protetora, 7. Logo após a lavagem, lubrifi-
massa ou produtos para poli- que a corrente de transmissão ! CUIDADO
mento nas peças plásticas sem e os cabos do acelerador, da P A eficiência dos freios pode
pintura. Isso pode danificá-las embreagem e do afogador. ser temporariamente afetada
permanentemente, sendo ne- Aplique spray antioxidante nos após a lavagem. Teste-os an-
cessária a sua troca. aros e/ou rodas, amortecedo- tes de pilotar. Pode ser neces-
res, interior e exterior do es- sário acioná-los algumas ve-
ATENÇÃO capamento e demais peças zes para restituir seu desem-
cromadas. penho normal.
P Para evitar riscos e batidas,
P Acione os freios com maior
tenha cuidado ao manusear NOTA
a motocicleta e as peças plás- antecedência para evitar um
Aplique spray antioxidante somen- possível acidente.
ticas. te com o motor frio. O excesso
P A aplicação de massa ou pro- pode ser retirado após 24 horas.
dutos para polimento pode da- Conservação de
nificar o acabamento. Se al- motocicletas inativas
guma superfície for riscada, ! CUIDADO
procure uma concessionária ATENÇÃO
autorizada Honda, que dispõe Não aplique spray antioxidante
de tinta para retoque na cor nas regiões próximas aos freios. Para maior vida útil da bateria,
original da motocicleta. recomendamos utilizar a mo-
P As peças injetadas na cor defi-
tocicleta, pelo menos, uma vez
8. Ligue o motor e deixe-o fun- por semana.
nitiva (sem pintura) não permi- cionar por alguns minutos. Isso
tem retoques. Para mantê-las ajudará a secar os componen-
em perfeitas condições, tome NOTA
tes e eliminará a condensação
cuidado ao lavar a motocicleta de umidade do interior da lente Antes de armazenar a motocicle-
ou aplicar produtos para poli- do farol, que pode se formar ta, faça todos os reparos necessá-
mento. Caso contrário, será após a lavagem. rios. Caso contrário, eles podem
necessário substituí-las para eli- ser esquecidos quando a motoci-
minar marcas ou riscos. cleta for novamente usada.
7-4 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO
Se a motocicleta for permanecer 4. Para impedir oxidação no in- 8. Apóie a motocicleta sobre ca-
inativa por um longo período, terior do cilindro: valetes, de modo que os pneus
siga os procedimentos abaixo: P Remova o supressor de ruí- não toquem o chão.
1. Troque o óleo do motor. dos da vela de ignição. Use 9. Cubra a motocicleta com uma
2. Drene o tanque de combustí- um cordão para amarrar o capa apropriada. Não use
vel num recipiente adequado. supressor em algum compo- plásticos ou materiais imper-
Pulverize o interior do tanque nente plástico da carena- meáveis. Guarde a motocicle-
com óleo antioxidante em gem, afastado da vela de ta em local fresco e seco, sem
spray. Feche a tampa do tan- ignição. grandes variações de tempe-
que firmemente. P Remova a vela e guarde-a em ratura e protegida do sol.
NOTA local seguro. Não a conecte Ativação da motocicleta
Se a motocicleta for permanecer ao supressor de ruídos.
P Coloque uma colher de chá
Siga os procedimentos abaixo an-
inativa por mais de 1 mês, certifi- tes de voltar a usar a motocicleta:
que-se de drenar o carburador (5 – 10 ml) de óleo novo para
para garantir o funcionamento motor no interior do cilindro 1. Lave completamente a moto-
adequado do motor, quando a mo- e proteja o orifício da vela cicleta (pág. 7-1).
tocicleta voltar a ser utilizada. com um pano limpo. 2. Troque o óleo do motor, caso a
P Acione o pedal de partida motocicleta tenha permaneci-
por alguns segundos para do inativa por mais de 4 meses.
! CUIDADO distribuir o óleo. 3. Se necessário, recarregue a ba-
A gasolina é altamente infla- P Instale a vela e o supressor teria e instale-a na motocicleta.
mável e até explosiva, sob cer- de ruídos. 4. Limpe o interior do tanque de
tas condições. Drene o tanque 5. Desconecte os cabos da bate- combustível e abasteça-o com
de combustível e carburador em ria. Carregue a bateria uma gasolina nova.
local ventilado, com o motor vez por mês. 5. Efetue a inspeção antes do uso
desligado. Não permita a pre-
sença de cigarros, chamas ou 6. Lave e seque a motocicleta. (pág. 5-6 e 5-7).
faíscas perto da motocicleta. Siga os procedimentos descri- 6. Faça um teste pilotando a mo-
tos na página 7-1. tocicleta em baixa velocidade
3. Lubrifique a corrente de trans- 7. Calibre os pneus na pressão e em local seguro, afastado do
missão. recomendada. trânsito.
TRANSPORTE 8-1
4. Mantenha a motocicleta firme- 6. Aperte ambas as cintas até que
mente no lugar, apoiando a roda a suspensão dianteira fique
dianteira na frente da caçamba comprimida até, no mínimo,
do veículo de transporte. metade de seu curso.
5. Prenda as extremidades inferio-
res das duas cintas de fixação ATENÇÃO
nos ganchos do veículo. Prenda Apertar as cintas excessivamente
as extremidades superiores das pode danificar os retentores dos
cintas no guidão (uma no lado garfos.
direito e outra no lado esquer-
Figura ilustrativa do), próximo ao garfo.
7. Trave as cintas para que não
Siga as instruções abaixo ao trans- NOTA se soltem durante o percurso.
portar a motocicleta num cami- Certifique-se de que as cintas de 8. Use outra cinta de fixação para
nhão ou carreta. fixação não fiquem em contato evitar que a traseira da moto-
com os cabos de controle, care- cicleta se movimente.
1. Use uma rampa para colocar
nagem ou fiação elétrica.
a motocicleta no veículo de
transporte.
2. Feche o registro de combustí-
vel e engrene a transmissão.
3. Mantenha a motocicleta na
posição vertical, usando cintas
de fixação apropriadas.

ATENÇÃO
Não use cordas. Elas podem se
soltar durante o transporte, cau-
sando a queda da motocicleta.
8-2 TRANSPORTE
NOTA
! CUIDADO Danos causados pelo uso de tais
Não transporte a motocicleta dispositivos ou de outros equipa-
deitada. Isso poderá danificá-la, mentos não recomendados pela
além de causar vazamento de Honda não serão cobertos pela
combustível, o que é muito peri- garantia.
goso.

NOTA
A Honda não se responsabiliza
pelo frete, estadia do condutor ou Figura ilustrativa
veículo, por danos causados du-
rante improvisos emergenciais, Reboque
nem pelo transporte da motoci- Não utilize dispositivos de rebo-
cleta para assistência técnica de- que que apóiam a roda traseira no
vido à pane que impeça a loco- solo nem reboque a motocicleta
moção ou execução das revisões com corda cambão ou cabo de
estipuladas no Plano de Manu- aço. Caso contrário, a transmissão,
tenção Preventiva. suspensão dianteira, coluna de di-
reção e chassi serão danificados.
PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-1
A Honda, sempre empenhada em NOTA Baterias usadas: devem ser le-
melhorar o futuro do planeta, Não queime, enterre ou guarde vadas a uma concessionária au-
gostaria de compartilhar este os pneus em áreas descobertas. torizada Honda para destinação
compromisso com você, nosso adequada em atendimento à
cliente. Resolução CONAMA no 257, de
Fios, cabos elétricos e cabos de 30/06/99.
Para garantir uma relação har- aço usados: não os reutilize
moniosa entre sua motocicleta e Peças plásticas e metálicas: leve-
após a substituição. Eles repre-
o meio ambiente, observe os pon- as até uma concessionária autori-
sentam um perigo em potencial zada Honda para reciclagem para
tos abaixo: para o motociclista. Leve-os até
Manutenção preventiva: pre- evitar o acúmulo de lixo nas gran-
uma concessionária autorizada des cidades.
serva e valoriza o produto, além Honda para reciclagem.
de trazer grandes benefícios ao Modificações: evite modificações,
Fluidos de freio e embreagem, tais como substituição do escapa-
meio ambiente.
solução da bateria: mento e regulagens de carbura-
Óleo do motor: troque nos in- dor, diferentes das especificadas
tervalos especificados neste ma- para este modelo, ou qualquer
nual. Encaminhe o óleo usado ! CUIDADO outra modificação que vise alterar
para postos de troca ou concessio- Devido a suas características o desempenho do motor. Além de
nária autorizada Honda mais ácidas, essas substâncias podem infringir o Novo Código Nacional
próxima. danificar a pintura da motoci- de Trânsito, elas contribuem para
Produtos perigosos: não devem cleta, além de representar sé- o aumento da poluição sonora e
ser jogados em esgoto comum. rio risco de contaminação do do ar.
Pneus usados: leve-os até uma solo e da água, quando derra- Seguindo estas recomendações,
concessionária autorizada Honda madas. Manuseie-as com mui- você estará ajudando a preservar
para reciclagem em atendimen- to cuidado. a natureza, em benefício de todos.
to à Resolução CONAMA no 258,
de 26/08/99.
9-2 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Economia de combustível Maneira de pilotar Condições externas
O consumo de combustível será O consumo de combustível será
As condições da motocicleta, ma-
menor se a motocicleta for pilo- menor se a motocicleta for pilo-
neira de pilotar e condições ex- tada em rodovias planas e de boa
ternas afetam o consumo de com- tada de forma moderada. Acele-
rações rápidas, manobras brus- estrutura, ao nível do mar, sem
bustível.
cas e frenagens severas aumen- passageiro ou bagagem, e com
Os cuidados com o amaciamento tam o consumo. temperatura ambiente modera-
durante os primeiros quilômetros da. Roupas e capacete sob medi-
de uso também contribuem para Sempre utilize as marchas ade-
quadas, de acordo com a veloci- da também contribuem para a
este desempenho. economia de combustível.
dade, e acelere suavemente. Ten-
Condições da motocicleta te manter a motocicleta em velo- O consumo será sempre maior
Para máxima economia de com- cidade constante, sempre que o com o motor frio. Porém, não há
bustível, mantenha a motocicle- tráfego permitir. necessidade de deixá-lo em mar-
ta em perfeitas condições de uso cha lenta por um longo período
e use somente combustível de boa para aquecê-lo. A motocicleta po-
qualidade. derá ser pilotada aproximada-
mente 1 minuto após ligar o mo-
Utilize somente peças originais
tor, independente da temperatu-
Honda e efetue todos os serviços
ra externa. O motor se aquecerá
de manutenção necessários nos
mais rapidamente e a economia
intervalos especificados, princi-
de combustível será maior.
palmente a regulagem do car-
burador e verificação do sistema
de escapamento.
Verifique freqüentemente a pres-
são e o desgaste dos pneus. O
uso de pneus desgastados ou com
pressão incorreta aumenta o con-
sumo de combustível.
PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-3
Nível de ruídos Ruídos NOTA
Sua motocicleta é propulsionada Não remova nenhum elemento
Este veículo está em conformida-
por um motor alternativo e muitas de fixação e use somente peças
de com a legislação vigente de originais Honda para evitar ruí-
controle da poluição sonora para peças móveis são utilizadas no
processo de fabricação. O meca- dos desagradáveis.
veículos automotores (Resolução
CONAMA no 2 de 11/02/1993, nismo possui tolerâncias de fabri-
complementada pela Resolução cação que seguem rigorosamen-
no 268 de 19/09/2000). te as normas de engenharia e con-
trole de qualidade da fábrica.
Limite máximo de ruído para fis-
calização de veículo em circula- Dependendo da variação dessas
ção: tolerâncias, alguns motores po-
dem apresentar ruídos caracterís-
82,7 dB (A) a 4.125 rpm ticos diferentes dos motores de
motocicletas de mesma cilindrada.
(medido a 0,5 m de distância do Essa variação geralmente é per-
escapamento, conforme NBR-9714) cebida com a alteração térmica
do motor e é considerada absolu-
tamente normal.
9-4 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Programa de controle de NOTA Controle de emissões
poluição do ar P Siga rigorosamente o Plano de
Para assegurar a conformidade de
Manutenção Preventiva, recor-
O processo de combustão produz rendo sempre a uma concessio- sua motocicleta com os requisitos
monóxido de carbono, óxidos de legais, confirme se os níveis de CO
nária autorizada Honda.
nitrogênio e hidrocarbonetos, e HC atendem aos valores reco-
P Observe rigorosamente as re- mendados em marcha lenta, como
entre outros elementos. O con- comendações e especificações
trole de hidrocarbonetos e óxi- indicado abaixo (Art. 16 da Reso-
técnicas contidas neste manual. lução CONAMA no 297/02):
dos de nitrogênio é muito impor- Além de usufruir sempre do me-
tante, pois, sob certas condições, lhor desempenho de sua Honda, Regime de marcha lenta:
eles reagem para formar fumaça você estará contribuindo para a 1.500 ± 100 rpm
e névoa fotoquímica, quando ex- preservação do meio ambiente. (na temperatura normal
postos à luz solar. de funcionamento)
O monóxido de carbono não rea-
ge da mesma forma, entretanto é Valores recomendados de CO
tóxico. (monóxido de carbono):
As motocicletas Honda possuem 1,5 ± 0,3%
sistemas de admissão, alimenta- (em marcha lenta)
ção de combustível e escapamen- Valores recomendados de HC
to ajustados para reduzir as emis- (hidrocarbonetos):
sões desses elementos. Abaixo de 430 ppm
(em marcha lenta)
NOTA
Use somente peças originais. Elas Este veículo atende ao Progra-
são imprescindíveis para o funcio- ma de Controle da Poluição do
namento correto desses sistemas. Ar por Motociclos e Veículos
Similares – PROMOT, estabele-
cido pela Resolução CONAMA
n o 297 de 26/02/2002 e no 342
de 25/09/2003.
ESPECIFICAÇÕES 10-1

DIMENSÕES
Comprimento total 1.982 mm
Largura total 736 mm
Altura total 1.059 mm
Distância entre eixos 1.297 mm
Distância mínima do solo 173 mm
Altura do assento 781 mm

PESO
Peso seco 108,9 kg

CAPACIDADES
Óleo do motor 0,9 litro (após drenagem)
1,1 litro (após desmontagem do motor)
Tanque de combustível 13,5 litros
Reserva de combustível 2,0 litros (aproximadamente)
Óleo da suspensão dianteira 75,5 cm3
Capacidade Piloto e um passageiro
Capacidade máxima de carga 155 kg
10-2 ESPECIFICAÇÕES

MOTOR
Tipo 4 tempos, arrefecido a ar, OHV, monocilíndrico
Disposição do cilindro Inclinado 15° em relação à vertical
Diâmetro e curso 56,5 x 49,5 mm
Cilindrada 124,1 cm 3
Relação de compressão 9,5:1
Potência máxima 12,5 cv a 8.250 rpm
Torque máximo 1,02 kgf.m a 7.000 rpm
Vela de ignição NGK DPR8EA-9
NGK DPR9EA-9 (Opcional)
Folga dos eletrodos 0,8 – 0,9 mm
Folga das válvulas (motor frio) Adm/Esc: 0,08 mm
Rotação de marcha lenta 1.500 ± 100 rpm

CHASSI/SUSPENSÃO
Cáster/trail 26°30’/89 mm
Pneu dianteiro (medida) 2,75 – 18 M/C 42P
(marca/modelo) PIRELLI/CITY DEMON
Pneu traseiro (medida) 90/90 – 18 M/C 57P
(marca/modelo) PIRELLI/CITY DEMON
Suspensão dianteira (tipo/curso) Garfo telescópico/115 mm
Suspensão traseira (tipo/curso) Braço oscilante/82 mm
Freios dianteiro e traseiro (tipo) A tambor (sapatas de expansão interna)
ESPECIFICAÇÕES 10-3

TRANSMISSÃO
Tipo 5 velocidades constantemente engrenadas
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Redução primária 3,333
Redução final 3,142
Relação de transmissão I 2,769
II 1,882
III 1,400
IV 1,130
V 0,960
Sistema de mudança de marcha Operado pelo pé esquerdo

SISTEMA ELÉTRICO
Bateria 12 V – 4 Ah
Sistema de ignição CDI (Ignição por descarga capacitiva)
Alternador 0,088 kW/5.000 rpm
Fusível principal 10 A
Fusível secundário 7A
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO
Lâmpada do farol (alto/baixo) 12 V – 35/35 W
Lâmpada da lanterna traseira/luz do freio 12 V – 21/5 W
Lâmpadas das sinaleiras 12 V – 16 W x 4
Lâmpadas dos instrumentos 12 V–2Wx2
Indicador do ponto morto 12 V–3W
Indicador das sinaleiras 12 V–3W
Indicador do farol alto 12 V–3W
10-4 ESPECIFICAÇÕES

ATENÇÃO
Não tente remover a placa de
identificação, pois ela é auto-
destrutiva (resolução CONTRAN
no 024/98).

1 2

Identificação da Placa de identificação do ano


de fabricação (3)
motocicleta
Esta placa, colada no lado direi-
A identificação oficial de sua mo- to do chassi, perto da coluna de
tocicleta é feita por meio do nú- direção sob o tanque de combus-
mero de série do chassi (1), grava- tível, identifica o ano de fabrica-
do no lado direito da coluna de ção de sua motocicleta.
direção, e número de série do
motor (2), gravado no lado esquer- Tenha cuidado para não danificá-
do do motor. Esses números devem la.
ser usados como referência para
solicitação de peças de reposição.
Anote-os nos espaços abaixo.
o
N de série do chassi

o
N de série do motor
Manual do Condutor
Código de Trânsito Brasileiro Lei nº 9.503, de 23/09/97

O presente manual do condutor de autoria do Prof.


Miguel Ramirez Sosa – Presidente da ABETRAN –
Associação Brasileira de Educadores de Trânsito, não
poderá ser reproduzido por qualquer meio, incluindo
fotocópia, gravação ou informação computadorizada,
sem a permissão por escrito das entidades
ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes
de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas
e/ou ABRAMOTO – Associação Brasileira das
Empresas Industriais e Montadoras de Motocicletas,
Motonetas, Ciclomotores, Bicicletas, Triciclos e
Quadriciclos que detém os direitos de edição,
publicação e reprodução, salvo o texto comum de duas
e quatro rodas.

Depósito legal na Biblioteca Nacional.


2 Manual do Condutor

Apresentação Índice
O Manual do Condutor é um apanhado de Manual do Condutor
conhecimentos básicos indispensáveis ao bom
condutor do veículo. • Normas Gerais de Circulação ....................................... 3
Sem se perder por capítulos, artigos e alíneas, este • Infrações e Penalidades ............................................... 8
instrumento garante aos usuários de nossas vias uma • Direção Defensiva ........................................................ 13
leitura agradável, constituindo-se em fonte de consulta
fácil e eficiente. • Primeiros Socorros ...................................................... 21
Quatro temas básicos são abordados: as normas de • Anexo I – Glossário ..................................................... 28
circulação e conduta, as infrações e penalidades • Anexo II – Sinalização de Trânsito ........................... 34
previstas no código, a direção defensiva, e os
cuidados básicos de primeiros socorros.
Em anexo, apresentam-se a sinalização básica de
trânsito e um glossário com a definição de termos e
conceitos freqüentes no jargão da segurança no
trânsito e do código vigente.
Acreditamos que este manual será de grande valia
para todo condutor sinceramente empenhado em
mudar a triste estatística que faz do Brasil um dos
campeões mundiais em acidentes de trânsito.
Na elaboração deste manual procurou-se atender na
íntegra ao que determina o art. 338 da lei no. 9.503/97,
em conteúdos e prazo estabelecido para a vigência do
referido dispositivo legal.
Tendo em vista a premência de tempo, o manual ora
apresentado poderá sofrer eventuais alterações com a
finalidade de buscar maior aperfeiçoamento em futuras
edições quanto a uma literatura mais voltada aos
veículos de duas rodas.
Manual do Condutor 3

Normas Gerais de Circulação Vamos começar pelas recomendações mais gerais e


obrigatórias:

Detalhadas pelo Código de Trânsito Brasileiro em mais


de 40 artigos, as Normas Gerais de Circulação e São Deveres do Condutor:
Conduta merecem atenção especial de todos os • ter pleno domínio de seu veículo a todo momento,
usuários da via. dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à
Algumas dessas normas poderão ser aplicadas com o segurança do trânsito;
simples uso do bom senso ou da boa educação. Entre • verificar a existência e as boas condições de
essas destacamos as que advertem os usuários quanto funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório;
a atos que possam constituir riscos ou obstáculos para • certificar-se de que há combustível suficiente para a
o trânsito de veículos, pessoas e animais, além de cobertura do percurso desejado.
danos à propriedade pública ou privada.
Entretanto, bom senso apenas não será suficiente
Quem Tem Preferência?
para o restante das normas. A maior parte delas exige
do usuário o conhecimento da legislação específica e Atenção aqui. Em vias onde não haja sinalização
a disposição de se pautar por ela. específica terá preferência:
• quem estiver transitando pela rodovia, quando apenas
Resumo das Normas um fluxo for proveniente de auto-estrada;
• quem estiver circulando
Nestas páginas, procuramos apresentar de forma uma rotatória; e
condensada um apanhado das principais normas de
circulação, agrupando-as segundo temas de interesse • quem vier pela direita do
para mais fácil fixação. condutor, nos demais
casos.
Seguir corretamente as determinações implica um
processo de reaprendizagem. No início a tarefa exigirá Fácil, não? Mas lembre-se:
um pouco de dedicação, mas com o tempo tudo fica em vias com mais de uma
automatizado de novo. pista, os veículos mais lentos têm a preferência de uso
da faixa direita. Já a faixa esquerda é reservada para
Dê uma boa lida e procure memorizar o que lhe ultrapassagens e para os veículos de maior velocidade.
parecer mais importante. Mas guarde este manual para
referência futura. Quando o assunto é trânsito, confiar Mas as regras de preferência não param por aí. Também
só na memória pode lhe custar caro. têm prioridade de deslocamento os veículos destinados a
4 Manual do Condutor
socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de Para virar à direita, por
fiscalização de trânsito e as ambulâncias, bem como exemplo, faça uso das setas
veículos precedidos de batedores. E o privilégio se e aproxime-se tanto quanto
estende também aos estacionamentos. possível da margem direita
Mas há algumas coisinhas a observar. Para poder gozar da via enquanto reduz
do privilégio é preciso que os dispositivos de alarme gradualmente a velocidade.
sonoro e iluminação vermelha intermitente, – indicativos Na hora de ultrapassar,
de urgência – estejam acionados. Se for o caso: também é preciso tomar
• deixe livre a passagem à sua esquerda. Desloque-se alguns cuidados. Vejamos.
à direita e até mesmo pare, se necessário. Vidas
podem estar em jogo; Ultrapassagens
• se você for pedestre, aguarde no passeio ao ouvir o
Aqui chegamos a um ponto
alarme sonoro. Só atravesse a rua quando o veículo
realmente delicado. As
já tiver passado por ali.
ultrapassagens são uma das
Veículos de prestadores de serviços de utilidade principais causas de acidentes
pública (companhias de água, luz, esgoto, e precisam ser realizadas com
telefone, etc.) também têm prioridade de parada e toda prudência, e segundo
estacionamento no local em que estiverem procedimentos regulamentares.
trabalhando. Mas o local deve estar bem
sinalizado, segundo as normas do CONTRAN. Algumas Regras Básicas
Na maior parte das vezes, a 1. Ultrapasse sempre pela esquerda e apenas nos
circulação de veículos pelas trechos permitidos.
vias públicas deve ser feita 2. Nunca ultrapasse no acostamento das estradas.
pelo lado direito. Este espaço é destinado a paradas e saídas de
Mas às vezes é preciso emergência.
deslocar-se lateralmente, para 3. Se outro carro o estiver ultrapassando ou tiver
trocar de pista ou fazer uma sinalizado seu desejo de fazê-lo, dê a preferência.
conversão à direita ou à Aguarde sua vez.
esquerda. Nesse caso, cuide de sinalizar com 4. Certifique-se de que a faixa da esquerda está livre,
bastante antecedência sua intenção. e de que há espaço suficiente para a manobra.
Manual do Condutor 5
5. Sinalize sempre com antecedência sua intenção de 3. Nas passagens de nível.
ultrapassar. Ligue a seta ou faça os gestos 4. Nos cruzamentos ou em sua proximidade.
convencionais de braço. 5. Em trechos sinuosos ou em aclives sem visibilidade
6. Guarde distância em relação a quem está suficiente.
ultrapassando. Nada de tirar fininha. Deixe um espaço 6. Nas áreas de perímetro urbano das rodovias.
lateral de segurança.
7. Sinalize de volta, antes de voltar à faixa da direita.
Uso de Luzes e Faróis
8. Se você estiver sendo ultrapassado, mantenha
constante a sua velocidade. Se estiver na faixa da O uso das luzes do veículo deve se orientar pelo seguinte:
esquerda, venha para a direita, sinalizando luz baixa – durante a noite e no interior de túneis sem
corretamente. iluminação pública durante o dia.
9. Ao ultrapassar um coletivo que esteja parado, reduza a luz alta – nas vias não iluminadas, exceto ao cruzar-se
velocidade e muita atenção. Passageiros poderão estar com outro veículo ou ao segui-lo.
desembarcando, ou correndo para tomar a condução. luz alta e baixa – (intermitente) por curto período de
tempo, com o objetivo de advertir outros usuários da via
Os veículos pesados devem, quando circulando de sua intenção de ultrapassar o veículo que vai à
em fila, permitir espaço suficiente entre si para que frente, ou quanto à existência de risco à segurança de
outros veículos os possam ultrapassar por etapas. quem vem em sentido contrário.
Tenha em mente que os veículos mais pesados lanternas – sob chuva forte, neblina ou cerração ou à
são responsáveis pela segurança dos mais leves; noite, quando o veículo estiver parado para embarque e
os motorizados, pela segurança dos não desembarque, carga ou descarga.
motorizados; e todos pela proteção dos pedestres.
pisca-alerta – em imobilizações ou em situação de
emergência.
Proibido Ultrapassar luz de placa – durante a noite, em circulação.
A menos que haja sinalização
específica permitindo a manobra, Veículos de transporte coletivo regular de passageiros,
jamais ultrapasse nas seguintes quando circulando em faixas especiais, devem manter
situações: as luzes baixas acesas de dia e de noite.
1. Sobre pontes ou viadutos. Os ciclos motorizados deverão utilizar-se de farol
2. Em travessias de pedestres. de luz baixa durante o dia e a noite.
6 Manual do Condutor
Pode Buzinar? Em Vias Urbanas
Pode. Mas só de leve. Em 'toques breves', como diz o 80 km/h nas vias de trânsito
Código. Se não quiser ter problemas com o guarda. Assim rápido
mesmo, só se deve buzinar nas seguintes situações: 60 km/h nas vias arteriais
• para fazer as advertências necessárias a fim de 40 km/h nas vias coletoras
evitar acidentes; 30 km/h nas vias locais
• fora das áreas urbanas, para advertir um outro
condutor de sua intenção de ultrapassá-lo.
Em Rodovias
Olho no Velocímetro 110 km/h para automóveis
e camionetas.
Diz o ditado que quem tem 90 km/h para ônibus e
pressa vai devagar. Mas quando microônibus.
a pressa é mesmo grande todo
80 km/h para os demais
mundo quer correr além da conta.
veículos.
Cuidado! A velocidade é outro
grande fator de risco de
acidentes de trânsito. Além Para estradas não-pavimentadas, a velocidade
disso, determina, em proporção máxima é de 60 km/h.
direta, a gravidade das
ocorrências. Alguns motoristas O motorista consciente, porém, mais do que observar
acreditam que em velocidades mais altas podem se a sinalização e os limites de velocidade, deve regular
livrar com mais facilidade de algumas situações difíceis sua própria velocidade – dentro desses limites –
no trânsito. E que trafegar devagar demais é mais segundo as condições de segurança da via, do
perigoso do que andar depressa. veículo e da carga, adaptando-se também às
condições meteorológicas e à intensidade do trânsito.
Mas a coisa não é bem assim. Reduzir a velocidade é
o primeiro procedimento a se tomar na tentativa de Faça isso e estará sempre seguro. E o que é melhor:
evitar acidentes. livre de multas por excesso de velocidade.
A velocidade máxima permitida para cada via será No mais, use o bom-senso. Não fique empacando os
indicada por meio de placas. Onde não existir outros sem causa justificada, transitando em
sinalização, vale o seguinte: velocidades incomumente baixas.
Manual do Condutor 7
E para reduzir a velocidade, sinalize com Duas Rodas
antecedência. Evite freadas bruscas, a não ser em
Motociclistas e pilotos de ciclomotores
caso de emergência. Reduza a velocidade sempre que
e motonetas devem seguir algumas
se aproximar de um cruzamento ou em áreas de
regras básicas:
perímetro urbano nas rodovias.
• use sempre o capacete, com viseira
ou óculos protetores;
Parar e Estacionar • segure o guidão com as duas mãos;
Vamos ao básico: pare sempre fora da pista. Se, numa • use vestuário de proteção, conforme
emergência, tiver que parar o veículo no leito viário, as especificações do CONTRAN.
providencie a imediata sinalização. Isso vale também para os passageiros.
Em locais de estacionamento proibido, a parada deve
ser suficiente apenas para o embarque e desembarque
de passageiros. E só nos casos em que o procedimento Lembre-se: O condutor de ciclomotor deve se
não interfira com o fluxo de veículos ou pedestres. manter sempre nas faixas da direita, de preferência
O desembarque de passageiros deve se dar sempre pelo no centro da faixa. É proibido trafegar de
lado da calçada, exceto para o condutor do veículo. ciclomotores nas vias de maior velocidade. Nem
pense em conduzir ciclomotor sobre calçadas.
Ao parar seu veículo, certifique-se de que isto não
constitui risco para os ocupantes e demais
usuários da via. Parar e Estacionar
Motocicletas e outros veículos
motorizados de duas rodas devem
Veículos de Tração Animal ser estacionados de maneira
perpendicular à guia da calçada,
Deverão ser conduzidos pela direita
a menos que haja sinalização
da pista, junto ao meio-fio ou
específica determinando outra coisa.
acostamento, sempre que não houver
faixa especial para tal fim, e conforme
normas de circulação pelo órgão Bicicletas
competente. O ideal é mesmo a ciclovia. Mas onde não existir, o
ciclista deverá transitar na pista de rolamento, em seu
8 Manual do Condutor
bordo direito, e no mesmo sentido do fluxo de veículos. Bom, agora você já tem uma boa idéia do que
A autoridade de trânsito com circunscrição sobre uma apresenta o Código de Trânsito Brasileiro no que diz
determinada via poderá autorizar a circulação de respeito às normas de circulação. Se houver dúvida na
bicicletas em sentido contrário ao fluxo dos veículos, interpretação ou no entendimento de algum termo,
desde que em trecho dotado de ciclofaixa. consulte nosso Glossário, no Anexo I. O ideal é que
Detalhe: a bicicleta tem preferência sobre os veículos você procure ler o código em sua totalidade.
motorizados. Mas o ciclista também precisa tomar Informação nunca é demais.
seus cuidados. Deve trajar roupas claras e sinalizar
com antecedência todos os seus movimentos.
Os ciclistas profissionais geralmente levam esses
Infrações e Penalidades
aspectos a sério.
Décadas de uma cultura de impunidade em relação aos
crimes de trânsito deixaram os motoristas brasileiros
Segurança acostumados a digirir de qualquer jeito, sem prestar
Para dicas mais precisas sobre como evitar acidentes, muita atenção às regras. Mas a coisa agora deve mudar.
consulte o capítulo sobre Direção Defensiva. Mas Com o Código de Trânsito Brasileiro, o motorista
nunca é demais lembrar algumas mal-educado pode ter surpresas desagradabilíssimas.
dicas básicas: Pode até acabar na cadeia. A lei decidiu atacar os
1. Os condutores de motocicletas, imprudentes batendo onde lhes dói mais: no bolso.
motonetas e ciclomotores devem O preço das multas subiu para valer. Pode chegar a
circular sempre utilizando 900 UFIR, por exemplo, para quem negar socorro a
capacete com viseira ou óculos vítimas de acidentes de trânsito.
protetor, segurando o guidão com A estratégia tem tudo para funcionar. Além das multas
as duas mãos e usando vestuário pecuniárias, o Código introduz um sistema de pontuação
de proteção. cumulativo que castiga o mau motorista.
2. Nas vias urbanas e nas rurais de É assim:
pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer,
na ausência de ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, Gravíssima: 7 pontos. Multa de 180 UFIR
ou quando não for possível a utilização destes, nos Grave: 5 pontos. Multa de 120 UFIR
bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de Média: 4 pontos. Multa de 80 UFIR
circulação, com preferência sobre os veículos Leve: 3 pontos. Multa de 50 UFIR.
automotores.
Manual do Condutor 9
cada infração corresponde a um determinado número
de pontos, conforme a gravidade. Confira. O veículo apreendido permanece sob a guarda do
DETRAN ou da autoridade legal por até 30 dias.
Os pontos são cumulativos no caso de reincidência. Atin- O resgate só se dá mediante pagamento de todas
gindo 20 pontos, o motorista será suspenso e não poderá as multas e demais despesas como guincho e
dirigir até que se submeta a um curso de reciclagem. estada do veículo no depósito.
A suspensão pode valer por um período que varia de um
mês a um ano, a critério da autoridade de trânsito. 4. Andar por sobre calçadas, canteiros centrais,
A seguir, apresentamos as infrações segundo sua acostamentos, faixas de canalização e áreas gramadas.
gravidade. Multa: 180 UFIR x 3.
5. Excesso de velocidade superior a 20% do limite em
Infrações Gravíssimas rodovias ou a 50% do limite em vias públicas.
Neste grupo, as multas têm valor de 180 UFIR. Porém, Multa: 180 UFIR x 3.
dependendo do caso, este valor pode ser triplicado ou até Penalidade: Suspensão do direito de dirigir.
mesmo multiplicado por 5 nas ocorrências mais sérias. 6. Confiar a direção a alguém que não esteja em
As multas mais caras são as seguintes: condições de conduzir o veículo com segurança, em
função de alguma alteração psíquica ou física, ainda
1. Deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes de
que habilitado.
trânsito.
Multa: 180 UFIR.
Multa: 180 UFIR x 5.
Penalidade: Suspensão do direito de dirigir e 6 meses 7. Condução agressiva em relação a pedestres ou
outros veículos.
de detenção.
Multa: 180 UFIR.
2. Dirigir alcoolizado (concentração alcóolica no sangue
superior a 6 dg/l) Penalidade: Suspensão do direito de dirigir. Retenção
do veículo. Recolhimento da carteira.
Multa: 180 UFIR x 5.
8. Avançar o sinal vermelho.
Penalidade: Suspensão do direito de dirigir. De 6 meses
a 3 anos de detenção. Multa: 180 UFIR.
3. Participar de pegas ou rachas. 9. Não dar preferência a pedestres cruzando a faixa de
pedestres.
Multa: 180 UFIR x 3.
Penalidade: Suspensão do direito de dirigir. Multa: 180 UFIR.
Recolhimento da carteira. De 6 meses a 3 anos de 10. Não parar em passagem de nível.
detenção. Apreensão e remoção do veículo. Multa: 180 UFIR.
10 Manual do Condutor
11. Dirigir com carteira de habilitação vencida há mais de Multa: 180 UFIR.
30 dias. Penalidade: Retenção do veículo.
Multa: 180 UFIR. 20. Ultrapassar pela contramão em faixa contínua ou faixa
Penalidade: Retenção da carteira. Recolhimento do veículo. amarela simples.
12. Andar na contramão. Multa: 180 UFIR.
Multa: 180 UFIR. 21. Transpor bloqueio policial sem autorização.
13. Retornar em local proibido. Multa: 180 UFIR.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do veículo.
14. Não diminuir a velocidade próximo a escolas, hospitais, Suspensão do direito de dirigir. Recolhimento da carteira.
pontos de embarque e desembarque de passageiros 22. Deixar de dar prioridade a veículos do Corpo de
ou zonas de grande concentração de pedestres. Bombeiros ou a Ambulâncias que estejam em
Multa: 180 UFIR. serviço de emergência.
15. Conduzir veículo sem qualquer uma das placas de Multa: 180 UFIR.
identificação e/ou licenciamento. 23. Falsa declaração de domicílio quando do registro,
Multa: 180 UFIR do licenciamento ou da habilitação.
Penalidade: Apreensão do veículo. Multa: 180 UFIR.
16. Bloquear a rua com o veículo.
Multa: 180 UFIR. Infrações Graves
Penalidade: Apreensão e remoção do veículo. 1. Não usar o cinto de segurança.
17. Estacionar no leito viário em estradas, rodovias, vias Multa: 120 UFIR.
de trânsito rápido e pistas com acostamento. Penalidade: Retenção do veículo até a colocação do
Multa: 180 UFIR. cinto.
Penalidade: Remoção do veículo. 2. Não sinalizar mudanças de direção.
18. Exibir-se em manobras ou procedimentos perigosos. Multa: 120 UFIR.
Cantar pneus em freadas e arrancadas bruscas ou em 3. Estacionar em fila dupla.
curvas. Multa: 120 UFIR.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Remoção do veículo.
Penalidade: Suspensão do direito de dirigir. 4. Estacionar sobre faixas de pedestres, calçadas,
Recolhimento da carteira. Apreensão e remoção do veículo. canteiros centrais, jardins ou gramados públicos.
19. Deixar crianças menores de 10 anos andarem no Multa: 120 UFIR.
banco da frente. Penalidade: Remoção do veículo.
Manual do Condutor 11
5. Estacionar em pontes, túneis e viadutos. 16. Dirigir veículos cujo mau estado de conservação
Multa: 120 UFIR. ponha em risco a segurança.
Penalidade: Remoção do veículo. Multa: 120 UFIR.
6. Ultrapassar pelo acostamento. Penalidade: Retenção do veículo até a regularização.
Multa: 120 UFIR. 17. Deixar de usar o acostamento enquanto aguarda a
7. Andar com faróis desregulados ou com luz alta que oportunidade de cruzar a pista ou para ter acesso
perturbe outros condutores. a retorno apropriado.
Multa: 120 UFIR. Multa: 120 UFIR.
Penalidade: Retenção do veículo até a regularização. 18. Conduzir veículo que produza fumaça ou libere gases
8. Excesso de velocidade de até 20% do limite em na atmosfera.
rodovias, ou de até 50% do limite em vias públicas. Multa: 120 UFIR.
Multa: 120 UFIR. Penalidade: Retenção do veículo até a regularização.
9. Seguir veículo em serviço de urgência.
Multa: 120 UFIR. Infrações Médias
10. Andar de motocicleta transportando crianças menores
1. Uso de alarme cujo som perturbe a tranqüilidade
de 7 anos.
pública.
Multa: 120 UFIR.
Multa: 80 UFIR.
Penalidade: Suspensão do direito de dirigir.
Penalidade: Apreensão e remoção do veículo.
11. Não guardar distâncias de segurança, lateral e frontal,
2. Dirigir com o braço para fora.
em relação a veículos ou à pista.
Multa: 80 UFIR.
Multa: 120 UFIR.
3. Dirigir com fones de ouvido ligados a telefone celular
12. Andar de marcha a ré, a não ser quando necessário
ou aparelhos de som.
e de forma segura.
Multa: 80 UFIR.
Multa: 120 UFIR.
4. Estacionar a menos de 5 metros da via perpendicular
13. Ultrapassar veículos parados, em fila, em sinal,
em esquinas.
cancela, bloqueio viário ou qualquer outro obstáculo.
Multa: 80 UFIR.
Multa: 120 UFIR.
Penalidade: Remoção do veículo.
14. Andar na chuva sem acionar o limpador de pára-brisa.
5. Jogar objetos ou derramar substâncias sobre a via a
Multa: 120 UFIR.
partir do veículo.
15. Virar à direita ou à esquerda em locais proibidos.
Multa: 80 UFIR.
Multa: 120 UFIR.
12 Manual do Condutor
6. Parar por falta de combustível. 7. Estacionar afastado da calçada (50cm a 1m)
Multa: 80 UFIR. Multa: 50 UFIR.
Penalidade: Remoção do veículo.
7. Andar emparelhado com outro veículo, obstruindo ou Complicadores
perturbando o trânsito.
Em qualquer ocorrência ou delito de trânsito, alguns
Multa: 80 UFIR. fatores podem complicar ainda mais a vida do condutor
8. Uso de placas de identificação do veículo diferentes envolvido. A coisa fica pior caso haja evidências de:
daquelas especificadas pelo CONTRAN. • que houve adulteração de equipamentos ou
Multa: 80 UFIR. características que afetem a segurança do veículo;
Penalidade: Apreensão das placas irregulares. • que o condutor não possui habilitação;
Retenção do veículo até a regularização. • que o condutor, por sua própria profissão, deveria
9. Não dar passagem pela esquerda quando solicitado empreender cuidados especiais no transporte de
a fazê-lo. passageiros ou de carga;
Multa: 80 UFIR. • que o veículo está com placas falsas, adulteradas,
ou até mesmo sem placas;
Infrações Leves • que a habilitação do condutor não é aquela exigida
para a condução do veículo por ele dirigido.
1. Dirigir sem os documentos exigidos por lei.
Multa: 50 UFIR Em casos extremos, considerados gravíssimos,
Penalidade: Retenção do veículo até apresentação como aqueles envolvendo motoristas suspensos
dos documentos. que são flagrados dirigindo durante o período da
2. Uso prolongado de buzina entre 23h e 6h. vigência da suspensão, o condutor pode perder
Multa: 50 UFIR. para sempre o direito de voltar a dirigir. Isto é,
3. Dirigir sem atenção. pode ter sua carteira de habilitação cassada.
Multa: 50 UFIR.
4. Andar por faixa destinada a outro tipo de veículo. Conclusões
Multa: 50 UFIR.
Por força do código, os delitos de trânsito estão
5. Uso de luz alta em vias iluminadas.
sujeitos à aplicação das sanções previstas no Código
Multa: 50 UFIR. Penal e no Código de Processo Penal. A idéia é a de que,
6. Ultrapassagem de veículos em cortejo. com isso, conseguiremos conter a violência que tomou
Multa: 50 UFIR. conta das ruas e estradas de nossas cidades.
Manual do Condutor 13
Como vimos, alguns delitos passam a ser tipificados A incapacidade do condutor em antecipar os problemas
como crimes, e ensejam, além da multa, penas de a serem enfrentados no trânsito e a intensidade das
detenção. É o caso dos acidentes provocados por abuso condições adversas são fatores determinantes nas
na ingestão de álcool, que produzam vítima fatal. causas de vários acidentes.
Trata-se, aqui, de homicídio culposo e sujeita-se o condutor
à pena de detenção por 2 a 4 anos, dependendo do caso.
Condições Adversas
Mas assim como há agravantes, há também
circunstâncias atenuantes. Se o motorista prestar As condições adversas que podem causar acidentes de
socorro, não será preso em flagrante. Também não trânsito são: luz, tempo, via, trânsito, veículo e condutor.
precisará pagar fiança.
Além disso, há as penas que impedem o motorista de Condição Adversa de Luz
voltar a ter sua habilitação por determinado período de
tempo. Conforme o caso, ele ou ela pode ficar até As condições de iluminação são muito importantes na
5 anos sem dirigir. E caso tenha havido detenção, este direção defensiva.
tempo só passa a contar depois de cumprida a pena. A intensidade da luz natural ou artificial, em dado
De tudo, percebe-se na legislação um grande potencial momento, pode afetar a capacidade do condutor de ver
para coibir com êxito a agressividade do trânsito. ou de ser visto.
Percebe-se na lei, também, um bom mecanismo Pode haver luz demais, provocando ofuscamento, ou de
educador, que certamente contribuirá para a formação menos, causando penumbra.
de melhores motoristas e melhores cidadãos. Ao perceber farol alto em sentido contrário, pisque
rapidamente os faróis para advertir o condutor, que
vem em sua direção, de sua luz alta. Caso a situação
Direção Defensiva persista, volte a visão para o acostamento do lado
direito ao cruzar com ele.
Proteja seus olhos da incidência direta da luz solar.
"O bom condutor é aquele que dirige por si e pelos Para isso você poderá usar óculos escuros ou uma
outros". Esta máxima, sempre verdadeira, ilustra bem viseira de capacete especial que filtre a luminosidade.
o conceito do condutor defensivo. Os problemas de luminosidade são mais comuns nas
Conduzir defensivamente é exatamente isso, planejar primeiras horas da manhã ou à tardinha. Se possível,
todas as ações pessoais prevenindo-se contra o evite trafegar nesses horários. E se tiver mesmo que
comportamento imprudente de outros condutores, pilotar, redobre sua atenção. Como sempre, os faróis
adaptando-se ainda às condições adversas. devem estar acesos.
14 Manual do Condutor
Condição Adversa de Tempo máximos de velocidade, o que não significa que você
não possa ir mais devagar.
Frio, calor, vento, chuva, granizo
e neblina. Todos esses fenômenos Coisas para se lembrar em relação ao estado das vias:
reduzem muito a capacidade
visual do condutor, tornando Vias de Concreto
difícil a visibilidade de outros
Sobre o concreto, os pneus têm o atrito ideal. Porém,
veículos. Para o motociclista, a
cuidado com os pontos de junção das placas de
situação é muito pior. A menos
que esteja bem protegido, o piloto concretagem em estradas antigas. Podem estar
sentirá os pingos de chuva como desgastadas e apresentar perigo.
agulhadas na pele.
Além de dificultarem a capacidade Pavimentação Asfáltica
de ver e de ser visto, as más condições de tempo Andar no asfalto é uma "maciota". Mas quando a chuva
tornam estradas escorregadias e podem causar vem, a pista logo fica coberta por uma capa de água que
derrapagens, sobretudo para quem vai em duas rodas. deixa tudo muito mais perigoso. Com o cair da noite a
Em situações de mau tempo, é preciso adaptar-se à nova coisa vai piorando, à medida que a visibilidade em relação a
realidade, tomando cuidados básicos: reduza a velocidade obstáculos naturais da pista vai se reduzindo. Cuidado.
e redobre a atenção. Se o tempo estiver mesmo ruim,
deixe a estrada e espere as condições melhorarem.
Pedras Soltas e Cascalho
Pistas recém-cobertas com cascalho, ou que por falta
Condição Adversa da Via de chuva não permitem que as pedras da superfície se
Procure adaptar-se também às condições da via. Procure misturem à terra, representam um problema para o
identificar bem o traçado das curvas, das elevações, a motociclista. O equilíbrio e o controle da motocicleta se
largura das pistas e o número delas, o estado do tornam bem mais difíceis. Uma boa dica aqui é não
acostamento, a existência de árvores à margem da via, o acelerar ou frear além da conta, nem
tipo de pavimentação, a presença de barro ou lama, entrar muito fechado nas curvas.
buracos e obstáculos como quebra-molas, sonorizadores, Outra boa medida é manter-se
etc. ligeiramente fora do banco, apoiado
Evite surpresas. Mais uma vez a velocidade é chave. Se nas pedaleiras. Em estradas de
sentir que a via não está em condições ideais, reduza a cascalho, isso lhe dará um pouco
velocidade. Lembre-se: a sinalização traz os limites mais de equilíbrio.
Manual do Condutor 15
Chapas de Ferro • Confira o funcionamento básico dos itens obrigatórios
de segurança. Se qualquer coisa estiver fora de
Todo motociclista conhece aquelas pranchas de metal
especificação ou funcionando mal, solucione o
comuns em trechos de pista sob reparos.
problema antes de colocar seu veículo em movimento.
Se estiverem molhadas viram um verdadeiro rinque de
• Confira se o nível de combustível é compatível com
patinação. Previna-se. Identifique com a máxima
antecedência a presença dessas chapas e reduza o trecho que pretende cobrir. Ficar sem combustível
bem a velocidade. no meio da rua, além de muito frustrante, também
pode oferecer perigo para todos os usuários da via.
Mantenha sua motocicleta, motoneta ou ciclomotor em
Condição Adversa do Veículo bom estado de conservação.
Para que você possa pilotar com conforto e Pneus gastos, freios desregulados, lâmpadas
segurança, seu veículo precisa estar em perfeitas queimadas, componentes com defeito, falta de buzina
condições de uso e adaptado às suas necessidades. ou retrovisores, amortecedores e suspensão
Preste atenção ao seguinte: desgastados são problemas que merecem atenção
• Assegure-se de que seu constante.
capacete e seus óculos
estejam limpos e com boas
Condição Adversa de Trânsito
condições de visibilidade.
Elimine todo e qualquer O motociclista precisa estar avaliando constantemente
obstáculo ao seu campo visual; a presença de outros usuários da via e a interação
• Adote uma posição adequada, que lhe permita entre eles no trânsito, adaptando seu comportamento
alcançar sem esforço todos os pedais e comandos do para evitar conflitos.
guidão. Não se coloque nem muito próximo nem muito Os períodos de pico geralmente oferecem os maiores
distante do guidão, nem demasiadamente inclinado problemas para o motociclista. No início da manhã e no
para frente ou para trás. fim da tarde e durante os intervalos tradicionais para
• Ajuste os espelhos retrovisores. Você deve ter um almoço, o trânsito tende a ficar mais congestionado.
bom campo de visão sem que para isso tenha que Todo mundo está indo para o trabalho ou voltando para
se inclinar para frente ou para trás. casa. Em períodos como Carnaval, Natal, férias
• Use as roupas corretas e todo o equipamento de escolares e feriados o congestionamento também é maior.
segurança. O passageiro que estiver sendo Nos centros urbanos, os pontos de concentração de
transportado deve fazer o mesmo. Lembre-se, esses pedestres e carros estacionados também são
detalhes salvam vidas. problemáticos.
16 Manual do Condutor
Preste bastante atenção ao se aproximar de pontos de 4. Se sentir que o cansaço bateu mesmo, pare.
ônibus ou estações de metrô. Há sempre alguém com Descanse ou durma um pouco.
pressa, correndo para não perder a condução. Na
correria, acabam atravessando a rua sem olhar. Seu estado emocional também é muito importante.
Evite pilotar se sentir que está irritado ou ansioso.
Condição Adversa do Condutor
Muito importante também para a prevenção de Abuso na Ingestão de Bebidas Alcoólicas
acidentes é o fator motociclista.
O condutor deve estar em Excessos no consumo de álcool ainda são o principal
plenas condições físicas, responsável por acidentes nas ruas e estradas de
mentais e psicológicas para nosso país.
pilotar. A dosagem alcoólica se distribui por todos os órgãos
Várias são as condições e fluidos do organismo, mas concentra-se de modo
adversas que podem afetar o particular no cérebro.
comportamento de um Cria excesso de autoconfiança, reduz o campo de
motociclista: fadiga, embriaguez, sonolência, déficits visão e altera a audição, a fala e o senso de equilíbrio.
visuais ou auditivos, mal-estar físico generalizado. Com o álcool, a pessoa se torna presa de uma euforia
Pilotar cansado é sempre perigoso. Para evitar a que, na verdade, é reflexo da anestesia dos centros
fadiga, tome alguns cuidados: cerebrais controladores do comportamento.
1. Sempre que possível, evite pilotar nas horas de O fato é que bebida e direção simplesmente
pico. Saia um pouco mais cedo pela manhã. Evite as não combinam. O resultado dessa mistura
rotas de maior congestionamento, mesmo que é quase sempre fatal. E o risco não é
precise andar um pouco mais. só de quem bebe. Os passageiros
2. Adapte-se bem à temperatura. Use roupas leves no em um veículo guiado por um
calor e agasalhe-se bem no frio. O calor ou o frio condutor embriagado
excessivo causa irritação e estresse, além de freqüentemente também são
afetar os reflexos. Use roupas que o façam sentir- vitimados.
se bem, sem abrir mão da segurança.
3. Caso vá cobrir longas distâncias, faça intervalos com
freqüência, para “esticar as pernas” e ir ao toalete. Não
se esqueça de se alimentar adequadamente também.
Manual do Condutor 17
• Não acenda cigarros enquanto estiver pilotando.
Se beber, não pilote sob nenhuma hipótese.
• Não se ocupe em espantar ou matar insetos
enquanto estiver pilotando.
Se for a uma festa onde sabe que irá beber, deixe o • Evite manobras bruscas com seu veículo.
veículo em casa. • Não beba ou coma nada enquanto pilota.
Se preferir, deixe as chaves com um amigo que não vá • Não fale ao telefone enquanto pilota.
beber, ou com o dono da casa, com a recomendação O código de trânsito aprovado fornece muitas
expressa de só lhe devolver depois de se certificar de informações que o motociclista deve receber. Além do
que você está absolutamente sóbrio. código, há livros e revistas especializados. Leia tudo o
Não seja passageiro de ninguém que tenha bebido que puder. Informe-se.
mesmo que só um pouco. O motociclista precisa desenvolver ao máximo sua
Mesmo doses pequenas podem comprometer habilidade. Estamos falando da capacidade de manusear
grandemente a habilidade do motociclista. E a vítima os controles do veículo e executar com perícia e
pode ser você. sucesso quaisquer manobras básicas de trânsito.
Precisa saber fazer curvas com segurança, ultrapassar,
mudar de pista com prudência e estacionar corretamente.
Maneira de Pilotar A habilidade do motociclista se desenvolve por meio
O comportamento do motociclista, seu modo de de aprendizado. A prática leva à perfeição.
pilotar, também é determinante para a prevenção de Algumas dicas úteis:
acidentes. Quando está pilotando, deve dar atenção
máxima à condução do veículo. Comportamentos Distância de Seguimento
inadequados devem ser evitados.
Tenha sempre as duas mãos sobre o guidão. Evite Um dos principais cuidados para evitar colisões e
surpresas. acidentes consiste em se manter a distância adequada
em relação ao carro que segue à frente. Esta
Não sobrecarregue seu veículo. Leve apenas um distância, chamada de Distância de Seguimento (DS),
passageiro, não exagere na bagagem e não abuse da pode ser calculada segundo uma fórmula bastante
velocidade. complicada que envolve a velocidade do veículo em
O excesso de volumes dificulta a mobilidade do função de seu comprimento.
condutor do veículo. Mas ninguém quer sair por aí fazendo cálculos e contas
• Não se curve para apanhar objetos com o veículo matemáticas enquanto pilota. Por isso, bom mesmo é
em movimento. usar o bom senso. Mantenha um espaço razoável entre
18 Manual do Condutor
você e o veículo que vai à sua frente. À medida que a com alguma antecedência. Antes de sair para qualquer
velocidade aumenta, vá aumentando também a viagem ou passeio, examine bem seu veículo. Em
distância, pois precisará de mais espaço para frear seguida faça a si mesmo as seguintes perguntas:
caso surja algum imprevisto. • Em que estado se encontra o meu veículo?
Atente para a distância a que vem o veículo de trás. • Como me sinto física e mentalmente?
Se sentir que o motorista está muito próximo, mude de • Estou em condições de pilotar?
pista para dar-lhe passagem. Lembre-se: não aceite • Estou cansado ou descansado, calmo ou
provocações. emocionalmente perturbado?
Muito cuidado com os veículos de transporte coletivo, • Estou tomando algum medicamento que poderá
escolares e veículos lentos, que podem parar afetar a minha habilidade de pilotar?
inesperadamente. Quando estiver atrás de um desses • Poderá ocorrer alguma condição adversa relativa à
veículos, aumente ainda mais a distância que o luz, tempo, via e trânsito?
separa dele. Evite também pilotar prensado entre dois
Considere bem as respostas a essas auto-indagações
veículos grandes. É muito perigoso.
e só então dê partida ao veículo, depois de colocar o
capacete. Se sentir que não está bem em relação a
Veículos Parados qualquer dessas respostas, tome a decisão de não
Atenção ao passar ao lado de veículos parados. colocar o veículo em movimento até resolver o problema.
De repente alguém pode abrir a porta, levando você ao
chão. Olhe para o interior dos veículos e certifique-se Evite Colisões por Trás
de que estão desocupados.
“Colar” demais no veículo que vai à frente é causa
constante de acidentes. Para minimizar os riscos desse
Acidentes: Como Prevenir tipo de acidentes, há algumas coisas que você pode fazer:
O método que se segue se aplica a qualquer atividade 1. Inspecione com freqüência as luzes de freios para
do dia-a-dia que envolva risco de vida. Assim, certificar-se de seu bom funcionamento e visibilidade.
pode ser aplicado à pilotagem 2. Preste atenção ao que acontece às suas costas.
de uma motocicleta ou de Use os espelhos retrovisores.
um avião. 3. Sinalize com antecedência quando for virar, parar
Sempre que for guiar um ou trocar de pista.
veículo, procure se preparar 4. Reduza a velocidade gradualmente. Evite
mentalmente para a tarefa desacelerações repentinas.
Manual do Condutor 19
5. Mantenha-se dentro dos limites de velocidade. geralmente acabam atropelados.
Trafegar demasiadamente devagar pode ser tão Um estudo recente envolvendo 333 pedestres
perigoso quanto andar muito depressa. atropelados revelou que 45% deles estavam
alcoolizados. Um percentual bastante alto.
Aquaplanagem ou Hidroplanagem Quase todas as vítimas são pessoas que não sabem
dirigir, não tendo portanto noção da distância de
A falta de aderência do pneu com a pista faz com que
frenagem. Muitos são desatentos e confiam demais na
ele derrape e o condutor perca o controle do veículo.
ação do condutor para evitar atropelamentos.
Esse processo é chamado de hidroplanagem ou
aquaplanagem. Para motociclistas, a menos que haja O piloto defensivo deve dedicar atenção especial a
muito cuidado, é tombo certo. pessoas idosas e deficientes físicos, que estão mais
sujeitos a atropelamentos.
Alta velocidade, pista molhada, pneus mal calibrados e
em mau estado de conservação são os elementos Igualmente, deve ter muito cuidado com crianças que
comumente presentes em ocorrências de aquaplanagem. brincam nas ruas, correndo entre carros estacionados,
atrás de bolas ou animais de estimação. Geralmente
Para manter-se livre desses riscos, tome os seguintes
atravessam a pista sem olhar e estão sob alto risco
cuidados:
de acidentes.
1. Em dias de chuva, reduza a velocidade.
2. Rode com pneus novos ou em bom estado de
conservação, com boa banda de rodagem. Faixa de Pedestres
3. Calibre os pneus segundo as especificações do Reduza sempre a velocidade ao se
fabricante e do veículo. Verifique a calibragem pelo aproximar de uma faixa de pedestres.
menos uma vez por semana. Se houver pessoas querendo cruzar
4. Identifique o tipo de pista e assuma velocidade a pista, pare completamente o
compatível com as condições correntes. veículo.
Só retome a marcha depois que os
pedestres tiverem completado a
Pedestres travessia.
O comportamento do pedestre é imprevisível. Tome cuidado na desaceleração, para evitar colisões
Tenha muita cautela e dê sempre preferência aos pedestres. por trás. Advirta os outros condutores quanto à
Problemas com o álcool não são exclusividade dos presença de pedestres.
condutores. Pedestres também se embriagam e
20 Manual do Condutor
Animais Além daqueles que se utilizam da bicicleta apenas
como meio de transporte, há também os desportistas,
Todos os anos, muitos condutores são
os ciclistas amadores ou profissionais. Estes em geral
vitimados em acidentes causados por
fazem uso de todo o equipamento de segurança. Com
animais.
freqüência usam roupas coloridas que permitem sua
Esteja atento, portanto, ao trafegar por fácil visualização. Mas, por outro lado, circulam em
regiões rurais, de fazendas ou em campo velocidades bem altas, sobretudo em descidas.
aberto, principalmente à noite. A qualquer
Fique atento com os ciclistas. A bicicleta é um veículo
momento, e de onde menos se espera,
silencioso e muitas vezes o condutor de outro veículo
pode surgir um animal. E chocar-se contra um
não percebe sua aproximação.
animal, mesmo um animal de pequeno porte como um
cachorro, geralmente tem conseqüências graves. Se notar que o ciclista está desatento, dê uma leve buzi-
Ainda mais de veículo de duas rodas. nada antes de ultrapassá-lo. Mas cuidado: não carregue
na buzina para não assustá-lo e provocar acidentes.
Tome cuidado também ao passar por entre postes ou
mourões. Vá devagar e certifique-se de que não há
arame farpado esticado entre as hastes. Dicas de Segurança Sobre 2 Rodas
A conseqüência de se chocar, de veículo de duas 1. Use todos os equipamentos de segurança:
rodas, contra um fio teso de arame é catastrófica. capacete, luvas, roupas de couro, botas, tiras
Ao perceber a presença de animais, reduza a velocidade reflexivas, etc. Proteja-se.
e siga devagar até que tenha ultrapassado o ponto em que 2. Ande sempre com os faróis ligados.
se encontra. Isso evitará que o animal se sobressalte e, Se possível use alguma peça de
na tentativa de fugir, venha de encontro ao seu veículo. roupa mais clara, de modo a permitir
melhor visualização do conjunto.
Bicicletas Use adesivos refletivos no capacete.
A bicicleta é um veículo de 3. Mantenha-se à direita, sobretudo em
passageiros como qualquer outro. pistas rápidas. Facilite as ultrapassagens.
A maioria dos ciclistas, porém, é 4. Evite os pontos cegos. Mantenha-se visível em
feita de menores que não relação aos outros veículos.
conhecem as regras de trânsito. 5. Não abuse da confiança. Pilote conservadoramente.
Por isso, mesmo a chance de 6. Evite pilotar sob chuva ou condições de pista
acidentes com ciclistas é grande. escorregadia.
Manual do Condutor 21
7. Não trafegue por entre os carros nos
congestionamentos. 1. Ligue para 193 de qualquer telefone, aparelho
celular ou orelhão (não é preciso cartão telefônico).
8. Cuidado com os pedestres, sobretudo quando o
trânsito estiver parado. Muitos deles atravessam 2. Informe com precisão o local do acidente e os
fora da faixa. veículos envolvidos. Informe sobre as
condições de trânsito no local.
9. Evite a proximidade de veículos pesados.
3. Tranqüilize as vítimas que estiverem conscientes
10. Jamais discuta no trânsito ou aceite provocações.
informando que o socorro já está a caminho.
4. Preste os primeiros socorros que estiverem
ao seu alcance até a chegada da equipe
Primeiros Socorros de resgate.

Os primeiros minutos em seguida a um acidente de Enquanto aguarda o socorro – ou nos casos em que
trânsito podem ser determinantes no destino das não seja possível contatar uma equipe de resgate –
vítimas. deve-se proceder à prestação dos primeiros socorros.
É preciso agir rápido, prestando de imediato os Comece sinalizando o local do acidente, para evitar o
primeiros socorros aos acidentados. Por outro lado, agravamento da situação e de modo a dar segurança a
um atendimento de emergência mal feito pode quem presta o socorro.
comprometer ainda mais a saúde das vítimas.
1. acione o pisca-alerta dos veículos próximos ao local;
Sempre que possível, deve-se deixar que o socorro
seja prestado por uma equipe especializada. Nas 2. defina a melhor colocação do triângulo;
principais cidades brasileiras, um serviço ágil vem 3. erga o capô e porta-malas dos veículos próximos
sendo prestado pela Emergência do Corpo de do local;
Bombeiros, que atende pelo telefone número 193. Em 4. espalhe alguns arbustos
alguns casos, a equipe chega ao local do acidente em ou folhas de árvores
3 minutos. É composta por socorristas e paramédicos no leito da via.
bem preparados. O equipamento inclui ambulâncias de A seguir são apresentadas
UTI móvel e até helicópteros em alguns casos. algumas técnicas simples
Portanto, ao presenciar um acidente tome as de primeiros cuidados
seguintes providências: a serem prestados em
caso de acidentes.
22 Manual do Condutor
Respiração Artificial Importante: o pescoço deve
ser erguido e flexionado
Chama-se respiração artificial ao processo mecânico
para trás.
empregado para restabelecer a respiração que deve ser
ministrado imediatamente, em todos os casos de Em seguida, com ajuda dos
asfixia, mesmo quando houver parada cardíaca. polegares, deve-se abrir a
Os casos de asfixia começam com uma parada boca do socorrido. Feito isso,
respiratória e podem evoluir para uma parada cardíaca. inicie o contato boca-a-boca,
Garantindo-se a oxigenação pulmonar, há grande descrito a seguir:
probabilidade de reativação do coração e da respiração. 1. Mantendo a cabeça da
A respiração artificial só obterá êxito se o paciente for vítima para trás, aperte as
atendido o mais cedo possível. Não se deve esperar narinas para evitar que o ar
condução para levá-lo a um centro médico ou esperar escape.
que o médico chegue. Se o paciente for atendido nos 2. Coloque a boca aberta sobre a boca do paciente,
primeiros 2 minutos, a probabilidade de salvamento e sopre com força até notar a expansão do peito
será de 90%. Portanto, o atendimento deve ser feito da vítima.
de imediato, no próprio local do acidente e por 3. Afaste a boca para permitir a expulsão do ar e o
qualquer pessoa presente. esvaziamento dos pulmões do acidentado.
4. Repita a manobra quantas vezes for necessário,
Não se deve interromper a respiração artificial procurando manter um ritmo de 12 respirações
em um acidentado asfixiado até a por minuto.
constatação da morte real, que só pode ser
verificada por um médico.
Em casos de asfixia por gases ou outros
tóxicos, não é aconselhável usar o método
boca-a-boca, pelo perigo de envenenamento
Respiração Artificial Boca-a-boca do próprio socorrista.
Como o nome indica, trata-se de uma técnica simples
em que o socorrista procura apenas encher os pulmões Em casos de ferimento nos lábios, pratique o
do acidentado, soprando fortemente em sua boca. método boca-a-nariz. Esse método é quase igual ao
Para garantir a livre entrada de ar nas vias respiratórias, boca-a-boca, com a diferença de exigir o cuidado de
a cabeça do acidentado tem que estar na posição fechar a boca do acidentado enquanto se sopra por
adequada. suas narinas.
Manual do Condutor 23
Parada Cardíaca posterior e à coluna vertebral;
A asfixia pode ser acompanhada de parada cardíaca. 3. Descomprima rapidamente;
Nesses casos graves deve-se tentar reanimar os 4. Repita a manobra, em um ritmo de 60 vezes
batimentos cardíacos por meio de um estímulo por minuto, até batimentos espontâneos ou até a
exterior, de natureza mecânica, fácil de ser aplicado chegada do médico.
por qualquer pessoa.
A parada cardíaca é de fácil reconhecimento, Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP)
graças a alguns sinais clínicos, tais como:
As finalidades da ressuscitação cardiopulmonar são:
• inconsciência;
1. irrigação imediata, com sangue oxigenado, dos órgãos
• ausência de batimentos cardíacos;
vitais (cérebro, coração e rins), através de técnicas de
• parada respiratória; ventilação pulmonar e massagem cardíaca;
• extremidades arroxeadas;
2. restabelecimento dos batimentos cardíacos.
• palidez intensa;
• dilatação das pupilas. • A RCP realizada por 1 socorrista consta de:
A primeira providência antes da chegada do médico, é 15 compressões por 2 insuflações.
a massagem cardíaca. Trata-se da compressão ritmada • A RCP realizada por 2 socorristas consta de:
do tórax do paciente, na altura do coração, por efeito 5 compressões por 1 insuflação.
de pressão mecânica. Em casos de asfixia, o
exercício pode – e deve – ser combinado com a
respiração artificial boca-a-boca e deve ser realizado O ABC da Vida
continuamente até a chegada do médico ou no caso A – abertura das vias aéreas;
de morte comprovada da vítima. B – boca-a-boca (respiração artificial);
C – circulação artificial (massagem cardíaca externa).
Técnica de Massagem
Cardíaca Hemorragia
1. Deite o paciente de costas, Hemorragia é a perda de sangue por rompimento de um
sobre uma superfície plana; vaso, que tanto pode ser uma veia quanto uma artéria.
2. Faça pressão sobre o esterno, Qualquer hemorragia deve ser controlada imediatamente.
para comprimir o coração de Hemorragias abundantes podem levar a vítima à morte
encontro ao arco costal em 3 ou 5 minutos se não forem controladas.
24 Manual do Condutor
CASO DE HEMORRAGIA,
Em caso de hemorragia abundante em braços ou
NÃO PERCA TEMPO! pernas, aplique um torniquete, sobretudo se houve
Para estancar a hemorragia: amputação parcial pelo acidente.

• Aplique uma compressa limpa de O torniquete pode ser improvisado com


pano, lenço, toalha ou gaze um pano resistente, uma borracha ou
sobre o ferimento e pressione com firmeza. Use uma um cinto. Efetue da seguinte maneira:
tira de pano, atadura, gravata ou cinta para manter a 1. Faça um nó e enfie um pedaço de
compressa firme no lugar. madeira entre as pontas, aplicando
• Se o ferimento for pequeno, estanque a hemorragia outros nós para fixá-lo.
com o dedo, pressionando-o 2. Faça uma torção do graveto de
fortemente sobre o corte. madeira até haver pressão suficiente
• Se o ferimento for em uma artéria, da atadura para interromper a
ou em um membro, pressione a circulação.
artéria acima do ferimento para 3. Fixe o torniquete com outra
interromper a circulação, de atadura e marque o tempo de
preferência apertando-a contra o osso. interrupção da circulação. Atenção:
• Se o ferimento for no antebraço, flexione o cotovelo não use arame ou fios finos.
da vítima, e coloque junto à sua articulação um 4. Deixe o torniquete exposto.
objeto duro para interromper a circulação. Não o cubra.
• Quando o ferimento for Marque o tempo de interrupção da
nos membros inferiores, circulação. A cada 15 minutos,
pressione a virilha ou a desaperte o torniquete com cuidado.
face interna das coxas, no Se a hemorragia parar, deixa-se o
trajeto da artéria femural. torniquete no lugar, porém frouxo, de
Flexione o joelho da vítima forma que possa ser apertado no caso
antes colocando um objeto de o sangue voltar.
duro no ponto de flexão. Se o paciente tiver sede, deve-se
dar-lhe de beber, exceto se houver lesão no ventre ou
se estiver inconsciente.
Manual do Condutor 25
Fratura Aberta: o osso aparece na superfície do
Se as extremidades dos dedos da vítima corpo, pelo rompimento da carne e da pele.
começarem a ficar arroxeadas e frias, afrouxe um
pouco o torniquete. Mas apenas pelo tempo
suficiente para restabelecer um pouco o fluxo Conduta na Fratura Fechada
sangüíneo. Depois volte a apertar o torniquete. • restrinja a movimentação ao mínimo
indispensável;
Hemorragia Nasal • cubra a área lesada com pano ou
algodão;
Em acidentes de trânsito é comum que • imobilize o membro com talas ou apoios
a cabeça do condutor ou de um adequados. Para isso pode-se usar
passageiro se choque contra o painel tábua fina, papelão, revistas dobradas,
ou outro obstáculo, sobretudo quando travesseiro, mantas dobradas, etc.;
não se usa o cinto de segurança. • fixe as talas com ataduras ou tiras de pano, de
O resultado, freqüentemente, é a maneira firme, mas sem apertar;
hemorragia nasal. Se o sangue • remova o acidentado para o
começa a jorrar pelo nariz, é preciso hospital mais próximo.
fazer alguma coisa.
Não tente colocar os ossos
Tome os seguintes cuidados: fraturados no lugar!
1. Ponha o paciente sentado, com a cabeça voltada Vejamos agora o que fazer em
para trás e aperte-lhe as narinas durante fraturas mais sérias, em que os ossos rompem
uns 4 ou 5 minutos. os tecidos da pele projetando-se para fora.
2. Se a hemorragia persistir, coloque um tampão com
gaze ou algodão dentro das narinas. Além disso,
aplique um pano umedecido sobre o nariz. Conduta na Fratura Exposta
3. Se houver gelo, uma compressa pode ajudar muito. • faça um curativo protetor sobre o ferimento, com
gaze ou pano limpo;
• se houver hemorragia abundante (sinal indicativo de
Fraturas ruptura de vasos), procure contê-la conforme
Há dois tipos de fraturas: anteriormente indicado;
Fratura Fechada: quando o osso quebrado não • imobilize o membro fraturado;
aparece na superfície. • providencie a remoção do acidentado para o hospital.
26 Manual do Condutor
Fratura do Crânio Só desloque ou arraste a vítima depois que a
Caracterização: região que se suspeita fraturada tenha sido muito
• lesão do crânio; bem imobilizada.
• perda de sangue pelo nariz ou pelos Nunca vire de lado o acidentado na tentativa de
ouvidos; melhorar sua posição.
• perda da consciência ou estado
semiconsciente.
Caracterização:
Conduta: • lesão traumática da coluna vertebral;
1. Mantenha o acidentado recostado, • dor local acentuada;
no maior repouso possível.
• deslocamento de vértebras;
2. Se houver hemorragia do couro cabeludo, envolva a
• dormência nos membros;
cabeça com uma faixa ou pano limpo.
• paralisia dos membros.
3. Se houver parada respiratória, inicie a respiração
boca-a-boca.
Atendimento:
4. Imobilize a cabeça do acidentado, apoiando-a em
1. Observe a respiração da vítima. Se houver parada
travesseiros, almofadas, etc.
respiratória, inicie a respiração boca-a-boca;
5. Conduza o paciente ao hospital.
2. Transporte o acidentado com muito cuidado, em
maca ou padiola;
Fratura da Coluna Vertebral 3. Empregue pelo menos 4 pessoas para levantar o
A fratura da coluna vertebral constitui uma das acidentado e levá-lo até a maca, movimentando seu
emergências mais delicadas em casos de acidentes de corpo em um tempo só, como se fosse um bloco
trânsito. Se mal atendida, a vítima pode ter seqüelas único, sem lhe torcer a cabeça ou os membros.
permanentes e graves.
É preciso muito cuidado na correta identificação desse
tipo de lesão e na conduta posterior pelo socorrista. Transporte de Acidentados
Qualquer erro pode ter conseqüências sérias. A remoção ou movimentação de um acidentado deve
Se possível, conte com a ajuda de alguma equipe ser feita com o máximo cuidado para não agravar as
especializada. Caso não seja possível, aja você lesões existentes. Antes de transportar o paciente,
mesmo. Mas sempre com muito cuidado. devem-se tomar as seguintes providências:
Manual do Condutor 27
1. Controle a hemorragia. Na presença de hemorragia No caso de uma pessoa inconsciente, mas sem
abundante, a movimentação da vítima pode levar evidência de fraturas, duas pessoas bastam para o
rapidamente ao estado de choque. levantamento e o transporte. Lembre-se sempre de não
2. Se houver parada respiratória, inicie imediatamente fazer movimentos bruscos.
a respiração boca-a-boca.
3. No caso de parada circulatória, faça massagem
cardíaca associada à respiração artificial.
4. Imobilize as fraturas.
Para a condução do paciente, pode-se improvisar uma
padiola razoável amarrando-se cobertores dobrados
em duas varas resistentes. Uma tábua larga também
pode ser utilizada para o transporte, com o auxílio de
várias pessoas.

Muito Importante
1. Movimente o acidentado o menos possível;
2. Evite arrancadas bruscas ou súbitas paradas
durante o transporte;
3. Mantenha a calma. O transporte deve ser feito
sempre em baixa velocidade. É mais seguro e mais
cômodo para o paciente;
4. Não interrompa, sob nenhum pretexto, a respiração
artificial ou a massagem cardíaca, se estas forem
Para erguer do chão um acidentado, três ou quatro necessárias. Nem mesmo durante o transporte.
pessoas serão necessárias, sobretudo se houver
suspeita de fraturas. Nesses casos, amarre os pés do No caso de dúvida sobre os procedimentos a
acidentado e o erga em posição horizontal, como um seguir, ou em estado de grande nervosismo, o
só bloco, levando-o até a maca. socorrista deve pedir ajuda a outras pessoas.
28 Manual do Condutor

Anexo I – Glossário BONDE – veículo de propulsão elétrica que se move


sobre trilhos.
BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser
O Código de Trânsito Brasileiro introduz um glossário demarcada por linhas longitudinais de bordo que
com a definição de conceitos básicos apresentados na delineiam a parte da via destinada à circulação de
lei, o qual transcrevemos abaixo, em sua totalidade: veículos.
ACOSTAMENTO – parte da via diferenciada da pista de CALÇADA – parte da via, normalmente segregada e em
rolamento destinada à parada ou estacionamento nível diferente, não destinada à circulação de
de veículos, em caso de emergência, e à veículos, reservada ao trânsito de pedestres e,
circulação de pedestres e bicicletas, quando não quando possível, à implantação de mobiliário
houver local apropriado para esse fim. urbano, sinalização, vegetação e outros fins.
AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO – pessoa, CAMINHÃO-TRATOR – veículo automotor destinado a
civil ou policial militar, credenciada pela autorida- tracionar ou arrastar outro.
de de trânsito para o exercício das atividades de
fiscalização, operação, policiamento ostensivo de CAMINHONETE – veículo destinado ao transporte de
trânsito ou patrulhamento. carga com peso bruto total de até três mil e
quinhentos quilogramas.
AUTOMÓVEL – veículo automotor destinado ao
transporte de passageiros, com capacidade para CAMIONETA – veículo misto destinado ao transporte de
até oito pessoas, sem contar o condutor. passageiros e carga no mesmo compartimento.
AUTORIDADE DE TRÂNSITO – dirigente máximo de CANTEIRO CENTRAL – obstáculo físico construído
órgão ou entidade executivo integrante do como separador de duas pistas de rolamento,
Sistema Nacional de Trânsito ou pessoa por ele eventualmente substituído por marcas viárias
expressamente credenciada. (canteiro fictício).
BALANÇO TRASEIRO – distância entre o plano vertical CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO – máximo peso que
passando pelos centros das rodas traseiras extremas a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado
e o ponto mais recuado do veículo, considerando-se pelo fabricante, baseado em condições sobre suas
todos os elementos rigidamente fixados ao mesmo. limitações de geração e multiplicação do momento
BICICLETA – veículo de propulsão humana, dotado de de força e resistência dos elementos que compõem
duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, a transmissão.
similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor. CARREATA – deslocamento em fila na via de veículos
BICICLETÁRIO – local, na via ou fora dela, destinado automotores em sinal de regozijo, de reivindicação,
ao estacionamento de bicicletas. de protesto cívico ou de uma classe.
Manual do Condutor 29
CARRO DE MÃO – veículo de propulsão humana ESTACIONAMENTO – imobilização de veículos por
utilizado no transporte de pequenas cargas. tempo superior ao necessário para embarque ou
CARROÇA – veículo de tração animal destinado ao desembarque de passageiros.
transporte de carga. ESTRADA – via rural não pavimentada.
CATADIÓPTRICO – dispositivo de reflexão e refração FAIXAS DE DOMÍNIO – superfície lindeira às vias
da luz utilizado na sinalização de vias e veículos rurais, delimitada por lei específica e sob
(olho de gato). responsabilidade do órgão ou entidade de trânsito
CHARRETE – veículo de tração animal destinado ao competente com circunscrição sobre a via.
transporte de pessoas. FAIXAS DE TRÂNSITO – qualquer uma das áreas
CICLO – veículo de pelo menos duas rodas a longitudinais em que a pista pode ser subdividida,
propulsão humana. sinalizada ou não por marcas viárias longitudinais,
CICLOFAIXA – parte da pista de rolamento destinada à que tenham uma largura suficiente para permitir a
circulação exclusiva de ciclos, delimitada por circulação de veículos automotores.
sinalização específica. FISCALIZAÇÃO – ato de controlar o cumprimento das
CICLOMOTOR – veículo de duas ou três rodas, normas estabelecidas na legislação de trânsito,
provido de um motor de combustão interna, cuja por meio do poder de polícia administrativa de
cilindrada não exceda a cinqüenta centímetros trânsito, no âmbito de circunscrição dos órgãos e
cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja entidades executivos de trânsito e de acordo com
velocidade máxima de fabricação não exceda a as competências definidas neste Código.
cinqüenta quilômetros por hora. FOCO DE PEDESTRES – indicação luminosa de
CICLOVIA – pista própria destinada à circulação de permissão ou impedimento de locomoção na faixa
ciclos, separada fisicamente do tráfego comum. apropriada.
CONVERSÃO – movimento em ângulo, à esquerda ou à FREIO DE ESTACIONAMENTO – dispositivo destinado
direita, de mudança da direção original do veículo. a manter o veículo imóvel na ausência do
CRUZAMENTO – interseção de duas vias em nível. condutor ou, no caso de um reboque, se este se
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA – qualquer elemento encontra desengatado.
que tenha a função específica de proporcionar FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR – dispositivo
maior segurança ao usuário da via, alertando-o destinado a diminuir a marcha do veículo no caso
sobre situações de perigo que possam colocar em de falha do freio de serviço.
risco sua integridade física e dos demais usuários FREIO DE SERVIÇO – dispositivo destinado a provocar
da via, ou danificar seriamente o veículo. a diminuição da marcha do veículo ou pará-lo.
30 Manual do Condutor
GESTOS DE AGENTES – movimentos convencionais pedestres, tais como calçada, parques, áreas de
de braço, adotados exclusivamente pelos lazer, calçadões.
agentes de autoridades de trânsito nas vias, para LOTAÇÃO – carga útil máxima, incluindo condutor e
orientar, indicar o direito de passagem dos passageiros, que o veículo transporta, expressa em
veículos ou pedestres ou emitir ordens, quilogramas para os veículos de carga, ou número
sobrepondo-se ou completando outra sinalização de pessoas, para os veículos de passageiros.
ou norma constante deste Código. LOTE LINDEIRO – aquele situado ao longo das vias
GESTOS DE CONDUTORES – movimentos urbanas ou rurais e que com elas se limita.
convencionais de braço, adotados exclusivamente LUZ ALTA – facho de luz do veículo destinado a iluminar
pelos condutores, para orientar ou indicar que vão a via até uma grande distância do veículo.
efetuar uma manobra de mudança de direção, LUZ BAIXA – facho de luz do veículo destinada a
redução brusca de velocidade ou parada. iluminar a via diante do veículo, sem ocasionar
ILHA – obstáculo físico, colocado na pista de ofuscamento ou incômodo injustificáveis aos
rolamento, destinado à ordenação dos fluxos de condutores e outros usuários da via que venham
trânsito em uma interseção. em sentido contrário.
INFRAÇÃO – inobservância a qualquer preceito da LUZ DE FREIO – luz do veículo destinada a indicar
legislação de trânsito, às normas emanadas do aos demais usuários da via, que se encontram
Código de Trânsito, do Conselho Nacional de atrás do veículo, que o condutor está aplicando o
Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo freio de serviço.
órgão ou entidade executiva do trânsito. LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) – luz do
INTERRUPÇÃO DE MARCHA – imobilização do veículo veículo destinada a indicar aos demais usuários
para atender a circunstância momentânea do trânsito. da via que o condutor tem o propósito de mudar
INTERSEÇÃO – todo cruzamento em nível, entroncamento de direção para a direita ou para a esquerda.
ou bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais LUZ DE MARCHA À RÉ – luz do veículo destinada a
cruzamentos, entroncamentos ou bifurcações. iluminar atrás do veículo e advertir os demais
LICENCIAMENTO – procedimento anual, relativo a usuários da via que o veículo está efetuando ou
obrigações do proprietário de veículo, comprovado a ponto de efetuar uma manobra de marcha à ré.
por meio de documento específico (Certificado de LUZ DE NEBLINA – luz do veículo destinada a aumentar
Licenciamento Anual). a iluminação da via em caso de neblina, chuva
LOGRADOURO PÚBLICO – espaço livre destinado pela forte ou nuvens de pó.
municipalidade à circulação, parada ou LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) – luz do veículo destinada
estacionamento de veículos, ou à circulação de a indicar a presença e a largura do veículo.
Manual do Condutor 31
MANOBRA – movimento executado pelo condutor para parada na via, de forma a reduzir as interferências,
alterar a posição em que o veículo está no tais como veículos quebrados, acidentados,
momento em relação à via. estacionados irregularmente atrapalhando o
MARCAS VIÁRIAS – conjunto de sinais constituídos de trânsito, prestando socorros imediatos e
linhas, marcações, símbolos ou legendas, em tipos informações aos pedestres e condutores.
e cores diversas, apostos ao pavimento da via. PARADA – imobilização do veículo com a finalidade e
MICROÔNIBUS – veículo automotor de transporte coletivo pelo tempo estritamente necessário para efetuar
com capacidade para até vinte passageiros. embarque ou desembarque de passageiros.
MOTOCICLETA – veículo automotor de duas rodas, PASSAGEM DE NÍVEL – todo cruzamento de nível
com ou sem sidecar, dirigido por condutor em entre uma via e uma linha férrea ou trilho de
posição montada. bonde com pista própria.
MOTONETA – veículo automotor de duas rodas, PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO – movimento de
dirigido por condutor em posição sentada. passagem à frente de outro veículo que se
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) – veículo automotor cuja desloca no mesmo sentido, em menor velocidade,
carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, mas em faixas distintas da via.
escritório, comércio ou finalidades análogas. PASSAGEM SUBTERRÂNEA – obra de arte destinada
NOITE – período do dia compreendido entre o pôr-do- à transposição de vias, em desnível subterrâneo,
sol e o nascer do sol. e ao uso de pedestres ou veículos.
ÔNIBUS – veículo automotor de transporte coletivo com PASSARELA – obra de arte destinada à transposição de
capacidade para mais de vinte passageiros, ainda vias, em desnível aéreo, e ao uso de pedestres.
que, em virtude de adaptações com vista à maior PASSEIO – parte da calçada ou da pista de rolamento,
comodidade destes, transporte número menor. neste último caso, separada por pintura ou
OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA – imobilização elemento físico separador, livre de interferências,
do veículo, pelo tempo estritamente necessário destinada à circulação exclusiva de pedestres e,
ao carregamento ou descarregamento de animais excepcionalmente, de ciclistas.
ou carga, na forma disciplinada pelo órgão ou PATRULHAMENTO – função exercida pela Polícia
entidade executivo de trânsito competente com Rodoviária Federal com o objetivo de garantir
circunscrição sobre a via. obediência às normas de trânsito, assegurando a
OPERAÇÃO DE TRÂNSITO – monitoramento técnico livre circulação e evitando acidentes.
baseado nos conceitos de Engenharia de Tráfego, PERÍMETRO URBANO – limite entre área urbana e
das condições de fluidez, de estacionamento e área rural.
32 Manual do Condutor
PESO BRUTO TOTAL – peso máximo que o veículo REGULAMENTAÇÃO DA VIA – implantação de
transmite ao pavimento, constituído da soma da sinalização de regulamentação pelo órgão ou
tara mais a lotação. entidade competente com circunscrição sobre a
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO – peso máximo via, definindo, entre outros, sentido de direção,
transmitido ao pavimento pela combinação de um tipo de estacionamento, horários e dias.
caminhão-trator mais seu semi-reboque ou do REFÚGIO – parte da via, devidamente sinalizada e
caminhão mais o seu reboque ou reboques. protegida, destinada ao uso de pedestres durante
PISCA-ALERTA – luz intermitente do veículo, utilizada a travessia da mesma.
em caráter de advertência, destinada a indicar aos RENACH – Registro Nacional de Condutores Habilitados.
demais usuários da via que o veículo está RENAVAM – Registro Nacional de Veículos Automotores.
imobilizado ou em situação de emergência. RETORNO – movimento de inversão total de sentido da
PISTA – parte da via normalmente utilizada para a direção original de veículos.
circulação de veículos, identificada por elementos RODOVIA – via rural pavimentada.
separadores ou por diferença de nível em relação
SEMI-REBOQUE – veículo de um ou mais eixos que se
às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.
apóia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por
PLACAS – elementos colocados na posição vertical, meio de articulação.
fixados ao lado ou suspensos sobre a pista,
SINAIS DE TRÂNSITO – elementos de sinalização viária
transmitindo mensagens de caráter permanente e,
que se utilizam de placas, marcas viárias,
eventualmente, variáveis, mediante símbolo ou
equipamentos de controle luminosos, dispositivos
legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas
auxiliares, apitos e gestos, destinados
como sinais de trânsito.
exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO – função veículos e pedestres.
exercida pelas Polícias Militares com o objetivo de
SINALIZAÇÃO – conjunto de sinais de trânsito e
prevenir e reprimir atos relacionados com a
dispositivos de segurança colocados na via pública
segurança pública e de garantir obediência às
com o objetivo de garantir sua utilização adequada,
normas relativas à segurança de trânsito,
possibilitando melhor fluidez no trânsito e maior
assegurando a livre circulação e evitando acidentes.
segurança dos veículos e pedestres que nela
PONTE – obra de construção civil destinada a ligar circulam.
margens opostas de uma superfície líquida
SONS POR APITO – sinais sonoros, emitidos exclu-
qualquer.
sivamente pelos agentes da autoridade de trânsito
REBOQUE – veículo destinado a ser engatado atrás de nas vias, para orientar ou indicar o direito de
um veículo automotor.
Manual do Condutor 33
passagem dos veículos ou pedestres, sobrepondo-se pessoas e coisas, ou para a tração viária de
ou completando sinalização existente no local ou veículos utilizados para o transporte de pessoas e
norma estabelecida neste Código. coisas. O termo compreende os veículos
TARA – peso próprio do veículo, acrescido dos pesos conectados a uma linha elétrica e que não circulam
da carroçaria e equipamento, do combustível, das sobre trilhos (ônibus elétrico).
ferramentas e acessórios, da roda sobressalente, VEÍCULO DE CARGA – veículo destinado ao
do extintor de incêndio e do fluido de transporte de carga, podendo transportar dois
arrefecimento, expresso em quilogramas. passageiros, exclusive o condutor.
TRAILER – reboque ou semi-reboque tipo casa, com VEÍCULO DE COLEÇÃO – aquele que, mesmo tendo
duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou sido fabricado há mais de trinta anos, conserva
adaptado à traseira de automóvel ou camionete, suas características originais de fabricação e
utilizado em geral em atividades turísticas como possui valor histórico próprio.
alojamento, ou para atividades comerciais. VEÍCULO CONJUGADO – combinação de veículos,
TRÂNSITO – movimentação e imobilização de sendo o primeiro um veículo automotor e os demais
veículos, pessoas e animais nas vias terrestres. reboques ou equipamentos de trabalho agrícola,
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS – passagem de um construção, terraplenagem ou pavimentação.
veículo de uma faixa demarcada para outra. VEÍCULO DE GRANDE PORTE – veículo automotor
TRATOR – veículo automotor construído para realizar destinado ao transporte de carga com peso bruto
trabalho agrícola, de construção e pavimentação total máximo superior a dez mil quilogramas e de
e tracionar outros veículos e equipamentos. passageiros, superior a vinte passageiros.
ULTRAPASSAGEM – movimento de passar à frente de VEÍCULO DE PASSAGEIROS – veículo destinado ao
outro veículo que se desloca no mesmo sentido, transporte de pessoas e suas bagagens.
em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego, VEÍCULO MISTO – veículo automotor destinado ao
necessitando sair e retornar à faixa de origem. transporte simultâneo de carga e passageiro.
UTILITÁRIO – veículo misto caracterizado pela VIA – superfície por onde transitam veículos, pessoas
versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada. e animais, compreendendo a pista, a calçada, o
VEÍCULO ARTICULADO – combinação de veículos acostamento, ilha e canteiro central.
acoplados, sendo um deles automotor. VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO – aquela caracterizada por
VEÍCULO AUTOMOTOR – todo veículo a motor de acessos especiais com trânsito livre, sem
propulsão que circule por seus próprios meios, e interseções em nível, sem acessibilidade direta aos
que serve normalmente para o transporte viário de lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.
34 Manual do Condutor
VIA ARTERIAL – aquela caracterizada por interseções
em nível, geralmente controlada por semáforo,
Anexo II – Sinalização de Trânsito
com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias
secundárias e locais, possibilitando o trânsito Placas de Regulamentação
entre as regiões da cidade. De acordo com suas funções, as placas podem ser
VIA COLETORA – aquela destinada a coletar e de regulamentação, de advertência e de indicação.
distribuir o trânsito que tenha necessidade de As placas de regulamentação têm a finalidade de
entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou
comunicar aos usuários as condições, proibições,
arteriais, possibilitando o trânsito dentro das restrições ou obrigações no uso da via. Suas
regiões da cidade.
mensagens são imperativas, e o desrespeito a elas
VIA LOCAL – aquela caracterizada por interseções em constitui infração.
nível não semaforizadas, destinada apenas ao
acesso local ou a áreas restritas.
VIA RURAL – estradas e rodovias. Direito à Via e Velocidade
VIA URBANA – ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e
similares abertos à circulação pública, situados
na área urbana, caracterizados principalmente por
possuírem imóveis edificados ao longo de sua
extensão.
Parada Dê a Velocidade
VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES – vias ou conjunto de obrigatória preferência máxima
vias destinadas à circulação prioritária de permitida
pedestres.
VIADUTO – obra de construção civil destinada a
transpor uma depressão de terreno ou servir de
passagem superior.
Manual do Condutor 35
Sentidos de Circulação Normas de Circulação

Sentido Sentido de Siga Passagem Proibido Proibido Proibido Proibido Peso bruto
proibido circulação em frente obrigatória ultrapassar trânsito de trânsito de acionar total máximo
da via/pista caminhões veículos de buzina ou permitido
tração animal sinal sonoro

Vire à Duplo Proibido Proibido Peso Proibido Proibido Ônibus, Proibido


direita sentido de virar virar à máximo mudar de mudar de caminhões trânsito de
circulação à esquerda direita permitido faixa ou pista faixa ou pista e veículos de bicicletas
por eixo de trânsito da de trânsito da grande porte
esquerda para direita para mantenham-se
a direita a esquerda à direita

Siga em Siga em Proibido Proibido


frente ou à frente ou retornar retornar
esquerda à direita à esquerda à direita
Alfândega Altura Largura Conserve-se Proibido
máxima máxima à direita trânsito de
permitida permitida veículos
automotores

Vire à
esquerda
36 Manual do Condutor
Normas de Circulação (Continuação) Advertência

Proibido Uso Comprimento Proibido Pedestre, Curva Curva Curva Curva


trânsito de obrigatório máximo trânsito de ande pela acentuada acentuada acentuada acentuada
tratores e de corrente permitido pedestres esquerda à esquerda à direita em "S" à em "S" à
máquinas esquerda direita
de obras

Estacionamento Proibido Pedestre, Proibido Circulação Interseção Pista Curva à Curva à


regulamentado parar e ande estacionar exclusiva em "T" sinuosa à esquerda direita
estacionar pela direita de ônibus esquerda

Sentido de Circulação Ciclista, Ciclista, Ciclistas Curva em Curva em Cruzamento Pista


circulação exclusiva de transite à transite à esquerda, "S" á direita "S" á de vias sinuosa à
na rotatória bicicletas esquerda à direita pedestres esquerda direita
à direita

Pedestres Proibido Proibido Circulação Trânsito Via lateral Via lateral Bifurcação Confluência
à esquerda, trânsito de trânsito de exclusiva de proibido a à direita à esquerda em "Y" à direita
ciclistas motocicletas, ônibus caminhão carros de
à direita motonetas e mão
ciclomotores
Manual do Condutor 37
Advertência (Continuação)

Entroncamento Parada Entroncamento Junções Interseção Junções Semáforo Confluência Bonde Declive
oblíquo à obrigatória oblíquo à sucessivas em círculo sucessivas à frente à esquerda acentuado
direita à frente esquerda contrárias, contrárias,
primeira primeira à
à direita esquerda

Aclive Ponte móvel Saliência ou Ponte Pista Estreitamento Estreitamento Estreitamento Depressão Obras
acentuado lombada estreita irregular de pista de pista à de pista
ao centro esquerda à direita

Sentido Sentido Trânsito de Animais Área com Projeção de Trânsito de Crianças Mão dupla Pista
único duplo tratores ou desmorona- cascalho pedestres adiante escorregadia
maquinaria mento
agrícola

Trânsito de Área Animais Passagem Início de Vento Altura Fim de pista Largura Cruz de
ciclistas escolar selvagens de nível sem pista dupla lateral limitada dupla limitada Santo André
barreira
38 Manual do Condutor
Advertência (Continuação) Indicação

VITÓRIA 8
SAFRA 35
CAMPOS 164
Aeroporto Passagem Alargamento Alargamento
de nível com de pista à de pista à Placas de
barreira esquerda direita identificação BRASÍLIA 96
de rodovias e
estradas estaduais

SALVADOR 7

FORMIGA 13
BELO HORIZONTE 200
Passagem Trânsito Passagem Passagem
sinalizada compartilhado sinalizada sinalizada
de ciclistas por ciclistas de pedestres de escolares
e pedestres SÃO PAULO Placas de pedágio

Placas de
orientação de destino

Pista Rua sem Peso bruto Peso


dividida saída total limitado limitado
por eixo

Placas indicativas de distância


Comprimento
limitado Placas diagramadas
Manual do Condutor 39
Indicação (Continuação)

SANTOS SANTOS
ABERTO FECHADO

TRANSITÁVEL ATÉ
Placa indicativa de sentidos
de atrativos turísticos

Placa indicativa
LUZ BAIXA ULTRAPASSE ULTRAPASSE de atrativo turístico
AO PASSAR MAIS COM SEMPRE PELA Placa indicativa de distância
VEÍCULO SEGURANÇA ESQUERDA de atrativos turísticos

NA DÚVIDA
OBEDEÇA À PARE FORA
NÃO
SINALIZAÇÃO DA PISTA
ULTRAPASSE

Serviços Auxiliares

Área de Abastecimento Restaurante Aeroporto Estacionamento Serviço Pronto


estacionamento para trailer telefônico socorro

Hotel Transporte Passagem protegida Serviço Serviço Área de Ponto de


sobre água para pedestres mecânico sanitário campismo parada
40 Manual do Condutor
Sinais Luminosos Exemplos de Marcas Viárias
Divide a via em duas mãos
direcionais e permite a
ultrapassagem.
Divide a via em duas mãos
direcionais e não permite a
ultrapassagem.
Dividem a via em duas mãos
direcionais e não permitem a
ultrapassagem.
Marcas Viárias Dividem a via em duas mãos direcionais, sendo a 1ª
faixa à esquerda do motorista contínua e proibida a
Conjunto de sinais constituído de linhas, marcações, ultrapassagem.
legendas ou símbolos pintados ou fixados no
pavimento da via.

Cores Utilizadas
1. Amarelo – associado à regulação de fluxos de
sentidos opostos e controle de estacionamento e
parada;
2. Branco – associado à regulação de fluxos de
mesmo sentido, delimitação de pistas, pintura de
símbolos e legendas, assim como regulação de
movimentos de pedestres;
3. Vermelho – associado à limitação de espaço para
deslocamento de biciclos leves.
Manual do Condutor 41
Sinalização Horizontal

Linhas de estímulo à redução de velocidade Marcação de área de cruzamento


com faixa exclusiva

Marcação de área de conflito

Linhas de “Dê a Preferência”

Marcação de cruzamento rodocicloviário


42 Manual do Condutor
Sinalização Horizontal (Continuação)

Exemplo de aplicação

Separação de fluxo de tráfego


de sentidos opostos

Marcas de delimitação e controle


de estacionamento e/ou parada

Linha de indicação de proibição de


estacionamento e/ou parada (amarela)

Marcas delimitadoras de parada


de veículos específicos (amarela)

Separação de fluxo de tráfego


do mesmo sentido
Manual do Condutor 43
Sinalização Horizontal (Continuação) Sinalização de Obras

ou

Adverte acerca de condições de


operação da via e complementa os
sinais de regulamentação e advertência.

Indicam e alertam o condutor sobre


situações específicas na via:
“Dê a Preferência”.

Pela ordem:
• Bicicleta
• Cruzamento rodoferroviário
• Interseção com via que tem preferência
• Serviços de saúde
• Deficiente físico
44 Manual do Condutor
Gestos de Sinalização Outros
A sinalização de trânsito também inclui a gesticulação, Além dos elementos aqui apresentados, a sinalização
que pode ser feita por condutores de veículos ou por inclui também sinais sonoros que podem ser
agentes da autoridade de trânsito. produzidos por condutores (buzina) ou pelas
Vejamos alguns exemplos de gestos regulamentares de autoridades de trânsito (apito).
condutores de veículos: Em relação à buzina, a lei introduz algumas restrições
ao seu uso. Para mais informações, consulte a seção
sobre Normas de Circulação deste manual.
Por último há marcos de sinalização adicional, como
tachões e elementos indicativos de entradas de
pontes, além de indicadores viários quanto a
obstáculos na pista. Todos esses devem estar sempre
devidamente dotados de refletores.
CG125 Fan

D2203-MAN-0536

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