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Engenharia da Qualidade e Normalização

INTRODUÇÃO À QUALIDADE

= CONCEITOS BÁSICOS =

Prof. Fabiano Campos


Engenharia da Qualidade e Normalização

Apresentação

Prof. Fabiano Campos


Engenharia da Qualidade e Normalização

Apresentação
Vivemos, atualmente, em um mundo de economia globalizada,
num mercado sem fronteiras e internacionalizado, que leva
as empresas a buscarem uma maior competitividade de
seus produtos e/ou serviços. Para que estas empresas
(organizações humanas) sobrevivam de forma sustentável
neste ambiente competitivo, é necessário que se tenha um
excelente sistema de gestão e, que o mesmo, aborde uma
filosofia global do negócio (visão holística).

O sistema que apresentamos é a Gestão da Qualidade Total,


que busca maximizar os resultados das organizações por meio
da satisfação simultânea de todas as partes interessadas,
ou seja, os clientes, empregados, acionistas, meio ambiente,
comunidade, sociedade e fornecedores.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Apresentação

Para satisfazer as partes interessadas, é necessário: uma


estrutura organizacional voltada para o mercado, atuando de
forma sistematizada e científica, com uma compreensão e
segmentação do conjunto de atividades e processos da
organização que agreguem valor, tomando decisões e
executando ações baseadas em medição e análise do
desempenho, levando-se em consideração as informações
disponíveis, ale dos riscos identificados; um sistema de
padronização bem definido para garantir a previsibilidade dos
resultados esperados pelos clientes e para que se possam
buscar melhorias (competitividade) de forma consistente;
um sistema de indicadores de desempenho, para avaliar os
resultados; e um controle da qualidade, para mantê-los.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Equação Estratégica

Como reduzir custos, aumentar a rentabilidade, agregar


valor ao acionista, criar valor aos clientes, criar mais
postos de trabalho, gerar renda, reduzir acidentes,
melhorar a qualidade de vida e eliminar a poluição
SIMULTANEAMENTE?

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Filme:
“O quê é QUALIDADE ?”

desQuali 02 O que é qualidade - Atalho.lnk

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ATIVIDADE DE FIXAÇÃO:

Inspirado no filme visto e na aula de hoje,


responda:

- Para você: O QUÊ É QUALIDADE?


-QUAL É A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE NA
SUA VIDA?

(Texto / redação entre 20 a 40 linhas)

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Engenharia da Qualidade e Normalização

A INFLUÊNCIA DA REVOLUÇÃO
INDUSTRIAL NA PREOCUPAÇÃO
COM A QUALIDADE

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Evolução da Qualidade

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Engenharia da Qualidade e Normalização

A partir dos anos 30, a evolução da HUMANIDADE pode ser


dividida em 3 gerações, as quais serão objetos de discussão
neste curso:

1ª. Geração: Período antes da Segunda Guerra Mundial

Cenário:

 A indústria era pouco mecanizada, os equipamentos eram


simples e, na sua grande maioria, superdimensionados.

 Aliado a tudo isto, devido à conjuntura econômica da época, a


questão da produtividade não era prioritária.

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2ª. Geração: desde a Segunda Guerra Mundial até os anos 60

Cenário:

 As pressões do período da guerra aumentaram a demanda


por todo tipo de produtos, ao mesmo tempo que o contingente
de mão-de-obra industrial diminuiu sensivelmente.

 Como conseqüência, neste período houve forte aumento da


mecanização, bem como da complexidade das instalações
industriais.

 Começa a evidenciar-se a necessidade de maior


disponibilidade, confiabilidade, tudo isto na busca pela maior
produtividade e qualidade.

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3ª. Geração: a partir da década de 70

Cenário:

 Extrema preocupação com a paralisação da produção e os


custos, especialmente em função do início de sistemas just-in-
time (sem estoques) ;

 Maior automação das indústrias ;

 Padrões de qualidade mais rigorosos, tanto de serviços


quanto de produtos;

 Preocupação com segurança e meio ambiente;

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Evolução da Qualidade

As Quatro Principais Fases da Qualidade

 Inspeção

 Controle Estatístico da Qualidade

 Garantia da Qualidade

 Gestão Estratégica da Qualidade

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Evolução da Qualidade

 Inspeção

1 - Preocupação básica: Verificação

2 - Visão da Qualidade: Um problema a ser resolvido

3 - Ênfase: Uniformidade do produto

4 - Métodos: Instrumento de medição

5 - Responsável pela Qualidade: O Departamento de Inspeção

6 - Orientação e abordagem: “Inspeciona” a qualidade

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Evolução da Qualidade

 Controle Estatístico da Qualidade

1 - Preocupação básica: Controle

2 - Visão da Qualidade: Um problema a ser resolvido

3 - Ênfase: Uniformidade do produto com menos inspeção

4 - Métodos: Instrumentos e técnicas estatísticas

5 - Responsável pela Qualidade: Os departamentos de produção e


engenharia

6 - Orientação e abordagem: “Controla” a qualidade

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Evolução da Qualidade

 Garantia da Qualidade
1 - Preocupação básica: Coordenação
2 - Visão da Qualidade: Um problema a ser resolvido, mas que seja
enfrentado proativamente.
3 - Ênfase: Toda a cadeia de produção,desde o projeto até o mercado,
e a contribuição de todos os grupos funcionais, especialmente os
projetistas, para impedir falhas de qualidade.
4 - Métodos: Programas e Sistemas
5 - Responsável pela Qualidade: Todos os departamentos,embora
a alta gerência só se envolva perifericamente com o projeto, o
planejamento e a execução das políticas da qualidade.
6 - Orientação e abordagem: “Constrói” a qualidade

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Evolução da Qualidade

 Gerenciamento Estratégico da Qualidade

1 - Preocupação básica: Impacto estratégico

2 - Visão da Qualidade: Uma oportunidade de concorrência

3 - Ênfase: As necessidades de mercado e do consumidor

4 - Métodos: Planejamento estratégico, estabelecimento de objetivos


e a mobilização da organização

5 - Responsável pela Qualidade: Todos na empresa, com a alta


gerência exercendo forte liderança

6 - Orientação e abordagem: “Gerencia” a qualidade.

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Evolução da Qualidade

A
A Qualidade
Qualidade Total
Total Parceria
Parceria
O Sucesso O
O Futuro*
Futuro* nos
nos Métodos
Métodos com
com Clientes
Clientes ee
de
de Gestão
Gestão Fornecedores
Fornecedores

Garantia
Garantia da
da Amplo
Amplo Contato
Contato
Modelo
Modelo
Qualidade em Cada
Qualidade em Cada com
com Clientes
Clientes ee
Atual
Atual Posto de Trabalho
Posto de Trabalho Fornecedores
Fornecedores

Linha
Linha Controle
Controle de
de Pouco
Pouco Contato
Contato
de
de Qualidade/
Qualidade/ com
com Clientes
Clientes ee
Montagem
Montagem Inspeção
Inspeção Fornecedores
Fornecedores

Estreito
Estreito
Perícia
Perícia
Artesão
Artesão Contato
Contato com
com
Individual
Individual oo Cliente
Cliente

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Filme com cenas


da
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

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ATIVIDADE DE FIXAÇÃO:

Inspirado na aula de hoje, argumente com suas


idéias, sobre a importância da Evolução da
Qualidade na História da Indústria.

(Texto / redação entre 20 a 40 linhas)

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Engenharia da Qualidade e Normalização

A REVOLUÇÃO
ADMINISTRATIVA DA
QUALIDADE

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Conceitos de Qualidade,
Produtividade,
Competitividade e
Sobrevivência

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Conceitos de Qualidade

 NBR ISO 9000:2005


É o grau no qual um conjunto de características inerentes
satisfaz a requisitos.

(Requisitos: necessidade ou expectativa que é expressa, geralmente, de forma implícita ou


obrigatória Característica: propriedade diferenciadora, que pode ser inerente ou atribuída,
qualitativa ou quantitativa)

 PNQ 2008
Totalidade de características de uma entidade (atividade ou
processo, produto), organização, ou uma combinação destes,
que lhe confere a capacidade de satisfazer as necessidades
explícitas e implícitas dos clientes e demais partes interessadas.

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Abordagens Práticas Associadas ao Conceito da Qualidade

 Abordagem Transcendental

Definição: Qualidade é sinônimo de excelência inata. É absoluta e


universalmente reconhecível.

Dificuldade: Pouca orientação prática

Frase: “A qualidade não é nem pensamento nem matéria, mas


uma terceira entidade independente das duas... Ainda que a
qualidade não possa ser definida, sabe-se que ela existe.”
(PIRSIG, 1974)

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Abordagens Práticas Associadas ao Conceito da Qualidade

 Abordagem Baseada na Produto

Definição: Qualidade é uma variável precisa e mensurável,


oriunda dos atributos do produto.

Dificuldade: Nem sempre existe uma correspondência nítida entre


os atributos do produto e a qualidade.

Frase: “Diferenças na qualidade equivalem a diferenças na


quantidade de alguns elementos ou atributos desejados.”
(ABBOTT, 1955)

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Abordagens Práticas Associadas ao Conceito da Qualidade

 Abordagem Baseada na Usuário

Definição: Qualidade é uma variável subjetiva. Produtos de melhor


qualidade atendem melhor aos desejos do consumidor.

Dificuldade: Agregar preferências e distinguir atributos que


maximizam a satisfação.

Frases: “A qualidade consiste na capacidade de satisfazer


desejos...” (EDWARDS, 1968) / “Qualidade é a satisfação das
necessidades do consumidor... Qualidade é adequação ao uso.”
(JURAN, 1974)

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Abordagens Práticas Associadas ao Conceito da Qualidade

 Abordagem Baseada na Produção

Definição: Qualidade é uma variável precisa e mensurável,


oriunda do grau de conformidade do planejado com o executado.
Esta abordagem dá ênfase a ferramentas estatísticas (Controle do
processo).

Dificuldade: Foco na eficiência e não na eficácia.


EFICIÊNCIA é: fazer certo; o meio para se atingir um resultado; é a atividade, ou, aquilo que se faz.
EFICÁCIA é: a coisa certa; o resultado; o objetivo: aquilo para que se faz, isto é, a sua Missão!

Frases: “Qualidade é a conformidade às especificações.”


“...prevenir não-conformidades é mais barato que corrigir ou
refazer o trabalho.” (CROSBY, 1979)

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Abordagens Práticas Associadas ao Conceito da Qualidade

 Abordagem Baseada no Valor

Definição: Abordagem de difícil aplicação, pois mistura dois


conceitos distintos: excelência e valor, destacando a questão
qualidade x preço Esta abordagem dá ênfase à Engenharia /
Análise de Valor.
Frase: “Qualidade é o grau de excelência a um preço aceitável.”
(BROH, 1974)

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Parâmetros da Qualidade de Produto – Fatores de Satisfação


(BINGO – cada acerto 10 pontos)

 Desempenho funcional;
 Disponibilidade, confiabilidade;
 Durabilidade;
 Conformidade;
 Mantenabilidade;
 Facilidade/conveniência de uso;
 Instalação e orientação de uso;
 Interface com o usuário
 Meio ambiente;
 Atendimento pós-venda, assistência;
 Estética;
 Qualidade percebida, imagem da marca
 Custo do ciclo de vida do produto
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Conceito de Sobrevivência

A produtividade cresce com a qualidade dos produtos, imprimindo


maior competitividade à empresa e garantindo a sua sobrevivência no
mercado.

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Ampliação da Gestão da Qualidade

Planejamento e
Concepção de
produto

Projeto do Produto
Qualidade de
& Processo
projeto do processo
SATISFAÇÃO
DOS
CLIENTES

Qualidade de
Produção
fabricação

Qualidade de
Pós-Venda
fabricação

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Conceito de Produtividade

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Conceito de Produtividade

É Produzir cada vez mais e melhor com


cada vez menos

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Conceito de Competitividade

Qualidade
+
Produtividade
+
Foco no Mercado
=
Competitividade

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Fundamentos de Gestão

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Fundamentos de Gestão

Fundamentos de Excelência - PNQ

 Pensamento sistêmico: entendimento das relações de


interdependência entre os diversos componentes de uma
organização, bem como entre a organização e o ambiente externo.

 Aprendizado organizacional: busca e alcance de um novo


patamar de conhecimento para a organização por meio da
percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de experiências.

 Cultura da inovação: promoção de um ambiente favorável à


criatividade, experimentação e implementação de novas idéias que
possam gerar um diferencial competitivo para a organização.

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Fundamentos de Gestão

Fundamentos de Excelência - PNQ

 Liderança e constância de propósitos: atuação de forma aberta,


democrática, inspiradora e motivadora das pessoas, visando ao
desenvolvimento da cultura da excelência, à promoção de relações
de qualidade e à proteção dos interesses das partes interessadas.

 Orientação por processos e informações: compreensão e


segmentação do conjunto das atividades e processos da
organização que agreguem valor para as partes interessadas, sendo
que a tomada de decisões e execução de ações deve ter como base
a medição e análise do desempenho, levando-se em consideração
as informações disponíveis, além de incluir os riscos identificados.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Fundamentos de Gestão
Fundamentos de Excelência - PNQ

 Visão de futuro: compreensão dos fatores que afetam a


organização, seu ecossistema e o ambiente externo no curto e no
longo prazo, visando a sua perenização.

 Geração de valor: alcance de resultados consistentes,


assegurando a perenidade da organização pelo aumento de valor
tangível e intangível de forma sustentada para todas as partes
interessadas.

 Valorização das pessoas: estabelecimento de relações com as


pessoas, criando condições para que elas se realizem
profissionalmente e humanamente, maximizando seu desempenho
por meio do comprometimento, desenvolvimento de competências e
espaço para empreender.

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Fundamentos de Gestão

Fundamentos de Excelência - PNQ

 Conhecimento sobre o cliente e o mercado: conhecimento e


entendimento do cliente e do mercado, visando à criação de valor de
forma sustentada para o cliente e, conseqüentemente, gerando maior
competitividade nos mercados.

 Desenvolvimento de parcerias: desenvolvimento de atividades em


conjunto com outras organizações, a partir da plena utilização das
competências essenciais de cada uma, objetivando benefícios para
ambas as partes.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Fundamentos de Gestão

Fundamentos de Excelência - PNQ

 Responsabilidade social: atuação que se define pela relação


ética e transparente da organização com todos os públicos com os
quais ela se relaciona, estando voltada para o desenvolvimento
sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e
culturais para gerações futuras; respeitando a diversidade e
promovendo a redução das desigualdades sociais como parte
integrante da estratégia da organização.

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Filme / Reflexão:
QUALIDADE TOTAL

Atividade prática:
REFLEXÃO PESSOAL SOBRE O FILME E OS
TEMAS APRESENTADOS – CONCLUSÃO
PESSOAL

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Engenharia da Qualidade e Normalização

GURUS DA QUALIDADE:

WILLIAM EDWARDS DEMING


“Ciclo PDCA”

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Linha do tempo
Engenharia da Qualidade e Normalização
Linha de montagem e
o início do Controle
Estatístico da Normas ISO e a
Qualidade. Garantia da
Qualidade

O Controle da
Qualidade chega ao
Japão, através de
William E. Deming

Século
XXI
1940

1920 1960
1980

1950

A Qualidade Total de
II Guerra Mundial e A qualidade como
Armand Feigenbaum e
consolidação do estratégia de
as Ferramentas de
Controle Estatístico da negócios
Kaoru Ishikawa
Qualidade

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Gurus da Qualidade
Engenharia da Qualidade e Normalização

Philip B. Crosby Armand


Edwards Deming Joseph M. Juran Philip B. Crosby
Crosby definiu a política de Feigenbaum
qualidade como o estado de
A qualidade deve Adequação à Conformidade comde
espírito dos funcionários Total das
ter como objetivo as finalidade ou ao uso as exigências
uma organização sobre a
características de
forma como devem fazer o
necessidades do trabalho. Se não existir uma um produto ou
usuário, presentes política formal estabelecida serviço referentes
e futuras pela gestão da qualidade,
cada um estabelece a sua. a marketing,
engenharia,
manufatura e
manutenção.

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William Edwards Deming nasceu nos Estados Unidos


em 1900 e formou-se em engenharia elétrica, com
doutorado em matemática e física pela Universidade de
Yale.
Deming era um pesquisador de muitas habilidades, e o
que poucos sabem é que esse Guru da Qualidade
também estudou música e tocava vários instrumentos,
Edwards Deming além de compor.
A qualidade deve
ter como objetivo as Por sua longevidade (morreu em 1993, aos 93 anos),
necessidades do Deming percorreu várias eras da qualidade, tendo muito
usuário, presentes
e futuras interesse pelas ferramentas estatísticas aplicadas ao
controle do processo e pelo método de análise e solução
de problemas por meio do ciclo PDCA.

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Foi como especialista enviado pelas Forças Aliadas no


período de reconstrução do Japão, no pós-guerra (1947
e 1950), para ensinar técnicas de amostragem
estatística, que Deming formulou suas principais
contribuições.
Foi consultor da JUSE (União dos Cientistas e
Engenheiros Japoneses), em 1950, 1951, 1952, 1955,
Edwards Deming 1960 e 1965. A convivência com os japoneses durou
A qualidade deve quase duas décadas, período em que as empresas
ter como objetivo as
necessidades do
japonesas fizeram uma verdadeira revolução, em termos
usuário, presentes de qualidade.
e futuras
Em agradecimento ao papel desempenhado, era tratado
como o PAI do controle de qualidade no Japão e seu
nome tornou-se o Prêmio Japonês da Qualidade –
Deming Prize.

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Engenharia da Qualidade e Normalização
Nesse período, Deming fundiu sua visão de estatístico,
de ênfase nos dados, com a vivência nas empresas
japonesas, em que a participação dos trabalhadores e
da alta administração estava no dia-a-dia da busca pela
qualidade e por sua melhoria de forma contínua, o que
chamavam de Kaizen.
Deming percebeu que o ciclo PDCA trazia o conteúdo de
melhoria contínua (kaizen) e o sistematizava de forma
adequada.
Edwards Deming
São muitas as contribuições de Deming para a área da
A qualidade deve qualidade, mas seus 14 pontos têm sido diretrizes
ter como objetivo as
necessidades do enfatizadas na Gestão da Qualidade em empresas de
usuário, presentes todo o mundo.
e futuras
Sua atualidade é impressionante, dado que foi escrito há
décadas. Nesses 14 pontos, Deming buscou sintetizar
sua experiência no Japão, como preleção para a
mudança organizacional necessária, com ênfase na
liderança e na participação de todos na organização.
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Engenharia da Qualidade e Normalização

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Filme

“William Edwards Deming”

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Engenharia da Qualidade e Normalização

 Deming – 14 Princípios

1) Criar constância de propósitos na melhoria contínua de produtos


e serviços

 Objetivos:

 TORNAR-SE COMPETITIVO,

 MANTER-SE NO NEGÓCIO

 GERAR EMPREGOS

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 Deming – 14 Princípios

2) Adoção de uma nova filosofia

Estamos em uma nova era econômica. Os gerentes precisam assumir


o desafio, aprender suas responsabilidades e liderar o processo de
mudança.

3) Não depender da inspeção em massa

Acabe com a dependência da inspeção como forma de atingir a


qualidade. Elimine a necessidade de inspeção em massa, construindo
a qualidade do produto em primeiro lugar.

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 Deming – 14 Princípios

4) Cessar a prática de avaliar as transações apenas com base nos


preços

Pense em minimizar o custo total. Caminhe no sentido de um único


fornecedor para cada item e estabeleça um relacionamento de longo
prazo, baseado na lealdade e na confiança.

5) Melhorar continuamente o sistema de produção e serviços

Aprimorando a qualidade e a produtividade e assim diminuindo custos.

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 Deming – 14 Princípios

6) Instituir o treinamento profissional do pessoal

Na prática, a introdução do Treinamento “on the job”.

7) Instituir a liderança

O objetivo da supervisão deve ser ajudar trabalhadores e máquinas a


fazer o trabalho melhor.

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 Deming – 14 Princípios

8) Eliminar o medo

Assim todos podem trabalhar efetivamente e criativamente para a


organização.

9) Romper as barreiras entre os departamentos

Pessoal de pesquisa, projeto, vendas e produção devem trabalhar


juntos, como uma equipe.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

 Deming – 14 Princípios

10) Eliminar "slogans" e exortações para o pessoal

Tais exortações apenas criam um ambiente de adversidade, pois as


causas da baixa qualidade e produtividade pertencem ao sistema, indo
além do poder da força de trabalho.

Elimine as quotas de trabalho no chão-de-fábrica. Substitua-as por


liderança.

Elimine gerenciamento por objetivos. Elimine gerenciamento por


números e metas numéricas. Substitua por liderança.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

 Deming – 14 Princípios

11) Remover barreiras que impedem os trabalhadores de ter orgulho


do trabalho bem realizado.

Procura pela motivação através de sentir-se bem no trabalho realizado


e orgulhoso por ele.

12) Remover barreiras que impedem os gerentes e engenheiros de


sentirem orgulho de seu trabalho.

Isso significa abolir os índices anuais ou de méritos por objetivos.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

 Deming – 14 Princípios

13) Instituir um vigoroso programa de educação e reciclagens nos


novos métodos

Contemplar e abordar com ênfase a educação e automelhoria, como


formas de melhorar a qualidade das pessoas.

14) Planos de ação: agir no sentido de concretizar a transformação


desejada.

Envolva todos da organização na tarefa de alcançar a transformação.


A transformação é tarefa de todos.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Método PDCA

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Uso do PDCA

O PDCA é utilizado no ambiente organizacional,


predominantemente, para manter e melhorar
resultados por meio da identificação,
observação e análise de problemas, bem como
para o alcance das metas. Auxilia os gestores e
todos os empregados na tomada de decisão
adequada.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Por que estudar PDCA


Para ....

• Reduzir ineficiências
• Não conformidades,
• Falhas,
• Erros,
• Desperdícios,
• Retrabalhos

• Reduzir custos
• Melhorar a qualidade
• Melhorar a produtividade
• Melhorar a eficiência
• Aumento da satisfação dos clientes

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Definição de Problema

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Definição de Problema

RESULTADOS

PROCESSO

Problema é o
resultado indesejável
de um processo

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Definição de Problema

RESULTADOS

SEU PROCESSO

1150
1112
Perdas Operacionais Píer I

PROBLEMA
PARA
(min/mês)

2010
PROBLEMA
TOTAL
META
(556)

08 09 J F M A M J J A S O N D
2010

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Definição de Meta

É um objetivo a ser alcançado. Determinando-se um


valor e um prazo para se chegar a esse objetivo

Componentes de uma meta:


• Objetivo gerencial
• Valor
• Prazo
• Exemplos:
• Aumentar a taxa comercial de embarque do píer I em 10% até dezembro
de 2010.
• Reduzir o número de reclamações dos clientes do restaurante X-Sabor em
30% até 31/12/2010.

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Definição de Método

Método: Palavra de origem grega

Método = Meta + Hodos (Caminho)

Meta
MELHOR

Método
É o caminho
que leva a
uma meta

Situação
atual

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Método PDCA
O PDCA é um método de gestão

A P

C D

Meta
DO
Situação MÉTO
atual

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Método PDCA

A – Act (Agir P – Plan (Planejar)


corretivamente ou
Padronizar)

A P

C D

C – Check (Verificar) D – Do (Executar)

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PDCA para Gerenciamento de Processos

Defina
Action Atue no processo as metas Plan
em função dos
resultados
Determine os
métodos para
alcançar
A P as metas

C D
Eduque
e treine

Verifique os
efeitos do trabalho
executado Execute o
Check trabalho Do

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Engenharia da Qualidade e Normalização

PDCA para Solução de Problemas

ficar o
ema

le m o
Action Concluir Plan

probl

ob ar
Identi

a
pr serv
Ob
ro
li sa a
a
An blem
Padronizar pro
rar o
Elabo ação
A P de
plano

C D

Verificar os Executar as
efeitos do trabalho ações
executado propostas
Check Do

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Engenharia da Qualidade e Normalização
Resolvendo problema sem o PDCA
Causa
Causa Fundamental
Fundamental

Ação de correção
Causa Problema
Problema somente para
Fundamental
remoção do sintoma

Causa
Fundamental

Problema
Problema
Reincidente
Reincidente Causas fundamentais
do Problema
não são investigadas

Mesmas
Mesmascausas
causas
fundamentais
fundamentaisatuam
atuam
novamente
novamente Não são tomadas ações
para bloquear as causas
fundamentais do problema

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Sistema típico para tratamento de NC*


Início

Ação de correção Registro da Análise da NC pelo


Detecção e
para remover NC “Princípio dos 3 Gen” e
Relato da NC
o sintoma Método dos Por quês

Planejamento Execução Acompanhamento Análise Periódica


das das da Execução das dos
Contramedidas Contramedidas Contramedidas Registros de NC

Executar Definir Identificar NCs


Projetos através Projetos Crônicas e Prioritárias
Fim com Metas
do PDCA
Nota: O “Princípio dos 3 Gen”, significa ir ao local da ocorrência (Genba),
observar o equipamento (Genbutsu) e o fenômeno (Gensho).
* Não conformidades, Falhas, Problemas, Anomalias, Defeitos e Desvios

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Engenharia da Qualidade e Normalização

GURUS DA QUALIDADE:

JOSEPH M. JURAN
“Trilogia JURAN” / JMS

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Joseph M. Juran nasceu em 24 de dezembro de 1904


na cidade de Braila, na Romênia. Em 1912 migrou,
juntamente com a família, para os EUA.

Engenheiro elétrico formado na Universidade de


Minnesota em 1925, ele inicia sua carreira como gestor
de qualidade na Western Electric Company e, em
Joseph M. Juran 1926, é convidado a participar do Departamento de
Adequação à
Inspeção Estatística da empresa onde ficou responsável
finalidade ou ao uso pelo controle estatístico da qualidade.

Juran também se formou em Direito, antes da Segunda


Grande Guerra, e teve uma vida profissional bastante
eclética. Engana-se quem pensa que ele atuou apenas
na área da Qualidade: também atuou como executivo
industrial, administrador do governo, professor[

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Engenharia da Qualidade e Normalização

Após a Segunda Guerra Mundial, Juran iniciou sua


carreira como consultor, além de dedicar-se ao estudo
da gestão da qualidade.

Em 1951 publicou a primeira edição do famoso Manual


do Controle da Qualidade (Quality Control Handbook),
referência fundamental ainda hoje.

Foi também nessa época que viajou ao Japão para


Joseph M. Juran colaborar no esforço de reconstrução da indústria
Adequação à
japonesa pós-guerra e, junto com Deming, entrou para
finalidade ou ao uso o rol dos grandes mestres da Qualidade com os
trabalhos lá desenvolvidos e que contribuíram para alçar
o país à classe de potência mundial e referencial na
prática da Qualidade.

Seu trabalho foi tão importante no Japão que Juran foi


condecorado com a “Ordem do Tesouro Sagrado”, a
mais alta honra concedida a um estrangeiro e seu livro
foi, imediatamente, traduzido naquele país. Prof. Fabiano Campos
Engenharia da Qualidade e Normalização

Em 1954, Juran esteve no Japão a convite do JUSE,


introduzindo uma nova fase no Controle da Qualidade.
Juran liderou a transposição de uma fase, na qual as
atividades relativas à Qualidade eram baseadas nos
aspectos tecnológicos das fábricas para uma nova, em
que a preocupação com a Qualidade passou a ser
global e holística, abrangendo todos os aspectos do
gerenciamento e toda a organização.
Joseph M. Juran

Adequação à
finalidade ou ao uso Desta forma, Juran criou o conceito de Qualidade
Total. Para ele a maioria dos problemas da Qualidade
está baseada em três processos gerenciais, que são:
a) PLANEJAMENTO
b) CONTROLE
c) MELHORIA CONSTANTE
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Engenharia da Qualidade e Normalização
Processos Gerenciais – Trilogia de Juran

Podemos resumir o pensamento de Juran nos


tópicos abaixo, que compõem a famosa Trilogia
de Juran:

Para Juran, a qualidade é constituída dos


seguintes conceitos:

Joseph M. Juran - Planejamento


Adequação à
finalidade ou ao uso
- Controle

- Melhoria Constante

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Planejamento da qualidade:
É a atividade de desenvolver produtos e processos
necessários para satisfazer as necessidades dos
clientes. Envolve uma série de passos universais:

• Criar a Consciência da necessidade e oportunidade de


melhoria
• Estabelecer as metas de melhorias de qualidade

Joseph M. Juran
• Identifique os clientes ou usuários – quem será
impactado
Adequação à
finalidade ou ao uso • Identificar as necessidades dos clientes ou usuários
• Especificar um Produto que atenda às necessidades
identificadas.
• Desenvolva processos capazes de produzir essas
características de produto estabelecidas
• Estabeleça controles de processo, e transfira os planos
resultantes às forças operacionais Prof. Fabiano Campos
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Controle da qualidade:

• Avalie o atual desempenho da qualidade

• Compare o desempenho atual com as metas de


qualidade estabelecidas

Joseph M. Juran • Atue sobre as divergências encontradas


Adequação à
finalidade ou ao uso

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Melhoria da qualidade:
Este processo é o meio de elevar o desempenho de
qualidade a níveis sem precedentes (“inovação”). A
metodologia de Juran consiste em:

• Estabeleça a infra-estrutura necessária para garantir


uma melhoria anual da qualidade.

• Identifique as necessidades específicas de melhoria – os


projetos de melhoria.
Joseph M. Juran

Adequação à • Para cada projeto estabeleça um time de projeto com


finalidade ou ao uso
responsabilidade clara por obter uma conclusão
satisfatória ao projeto.

• Providencie os recursos, motivação, e treinamento


necessários ao time para:
a) Diagnosticar as causas
b) Estimular o estabelecimento de ações corretivas
c) Estabelecer controles para assegurar os ganhos
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Engenharia da Qualidade e Normalização

Joseph M. Juran

Adequação à
finalidade ou ao uso

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O conceito de inovação (breakthrough) definido por


Juran estabelece que melhorias alcançadas devem ser
incorporadas como novos padrões para que não haja
perdas nos níveis de qualidade.

O custo da Qualidade
O custo de qualidade, ou de não obtê-la desde o início,
deve ser registrado e analisado. Juran os classificou em
custos de falhas, de avaliação e de prevenção.
Joseph M. Juran
Custos de falhas
Adequação à
finalidade ou ao uso Scrap, re-trabalhos, ações corretivas, reivindicações de
garantia, reclamações de cliente e perdas de processo.

Custos de avaliação
Inspeção, auditorias de conformidade e investigações.

Custos de prevenção
Treinamento, auditorias preventivas e processo de
implementação de melhorias Prof. Fabiano Campos
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Juran propõe também 10 passos para a melhoria da


qualidade:

1. Conscientizar da necessidade e oportunidade de


melhorias.
2. Estabelecer metas de melhoria.
3. Criar planos para alcançar essas metas.
4. Dar treinamento a todos.
Joseph M. Juran
5. Executar projetos para resolver problemas.
Adequação à
finalidade ou ao uso 6. Relatar e divulgar o processo.
7. Reconhecer o sucesso (Meritocracia).
8. Comunicar resultados.
9. Conservar os dados obtidos.
10. Manter o entusiasmo fazendo da melhoria uma parte
integrante dos processos.
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JURAN MANAGEMENT SYSTEM (JMS)

Resultado de mais de 50 anos de estudos, este sistema,


cujo desenvolvimento iniciou-se em meados da década
de 50 na Toyota, continua a aperfeiçoar-se com o
decorrer do tempo, sendo caracterizado como o primeiro
a atribuir a qualidade à Estratégia Empresarial.

Para Juran, existem duas formas de se definir qualidade:


Joseph M. Juran

Adequação à • A primeira delas é utilizada para designar um produto


finalidade ou ao uso que possui as características procuradas pelo
consumidor e, portanto, é capaz de satisfazê-los. De
acordo com esta perspectiva, a alta qualidade implica
altos custos.

• No entanto, qualidade também pode caracterizar a


existência mínima ou ausência de falhas e deficiências
e, portanto, menores custos.
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Engenharia da Qualidade e Normalização

Juran também classifica qualidade nas seguintes categorias:


Qualidade do Projeto
• Pesquisa de mercado
• Concepção do produto
• Especificações do projeto
Qualidade de Conformidade:
• Tecnologia
• Potencial humano
Joseph M. Juran

Adequação à Qualidade de Gerenciamento:


finalidade ou ao uso • Serviço de campo
• Pontualidade
• Competência
• Integridade
A essência do JMS para o gerenciamento da qualidade é
denominada Trilogia de Juran, cujos conceitos já foram
vistos.
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Engenharia da Qualidade e Normalização

O JMS também tem como objetivo mudar a cultura das


empresas. Juran acreditava que o fator humano era
essencial para o gerenciamento da qualidade e que a
resistência a mudanças era a fonte dos problemas de
qualidade. Incentivando a educação e o treinamento dos
gestores, o consultor propunha os seguintes
comportamentos:

• Estar disposto a entender as necessidades dos clientes e a


Joseph M. Juran
satisfazê-los
• Proporcionar alta qualidade de produtos e serviços e, ao
Adequação à
finalidade ou ao uso mesmo tempo, reduzir custos
• Estar envolvido para identificar as necessidades dos clientes
• Treinar todos os níveis hierárquicos nos processos de
gerenciamento para a qualidade
• Agregar metas de qualidade ao planejamento de negócios
• Fornecer participações à força de trabalho
• Altos gerentes devem ter a iniciativa de realizar a gestão de
qualidade
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Engenharia da Qualidade e Normalização

A partir de 1970, a qualidade dos produtos japoneses,


principalmente os automóveis, televisores e aparelhos
de som, começou a superar a dos produtos norte-
americanos (além de diversos outros países,
concorrendo diretamente contra antigos “feudos” de
determinados produtos).
Os consumidores tornaram-se mais exigentes na
hora da compra e mais preocupados com o preço e a
Joseph M. Juran qualidade.
Adequação à As tecnologias voltadas à Qualidade expandiram-se
finalidade ou ao uso
muito além da pura estatística. Quatro elementos
distintos passaram a fazer parte desta nova era:
 Quantificação dos custos da Qualidade
 Controle Total da Qualidade
 Engenharia da Confiabilidade
 Zero Defeito Prof. Fabiano Campos
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GURUS DA QUALIDADE:

PHILIP B. CROSBY
“Zero Defeito”

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Philip B. Crosby nasceu em 1926 nos Estados Unidos,


em Wheeling, West Virginia.

Em 1952 trabalhou como engenheiro na Crosley


Corporation e, em 1957, passou a gestor da qualidade
da Martin-Marietta.

Foi nesta última que desenvolveu o famoso conceito de


Philip B. Crosby "zero defeitos". Em 1965 foi eleito vice-presidente da
ITT, onde trabalhou durante 14 anos.
Conformidade com
as exigências
Em 1979 fundou a Philip Crosby Associates e lançou a
sua famosa obra Quality is Free, um verdadeiro clássico
da qualidade que vendeu mais de 2,5 milhões de cópias
e foi traduzido para 15 línguas. Em 1991 criou a empresa
de formação Career IV, Inc. Em 1996 lançou um novo
livro intitulado Quality Is Still Free.

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O seu nome ficará para sempre a associado aos


conceitos de “zero defeitos” e de “fazer bem à
primeira vez”.
Na sua opinião, a qualidade significa conformidade
com as especificações, que variam consoante as
empresas de acordo com as necessidades dos
clientes.
O objetivo deverá ser sempre ter zero defeitos e não
Philip B. Crosby apenas produzir suficientemente bem. Segundo
Conformidade com
Crosby, esta meta extremamente ambiciosa irá
as exigências encorajar as pessoas a melhorarem continuamente.
Defende também que zero defeitos não é apenas um
slogan mas antes um verdadeiro standard de
desempenho da gestão e justifica esta idéia com a
interrogação:
“Se os erros não são tolerados na gestão financeira por
que não se faz o mesmo na área industrial?”.
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Engenharia da Qualidade e Normalização

Crosby considera a prevenção como a principal causadora


de qualidade, pelo que as técnicas não preventivas como
a inspeção, o teste e o controle são pouco eficazes.
Em alternativa, apresenta uma "vacina" preventiva que
contém três ingredientes:
• determinação
• formação
• liderança
Philip B. Crosby Nos seus famosos 14 pontos para a melhoria da qualidade
Conformidade com
Crosby encara este esforço como um processo contínuo
as exigências e não um programa pelo que a melhoria da qualidade deve
ser perseguida de modo permanente.
Segundo Crosby, os verdadeiros responsáveis pela falta de
qualidade são os gestores, e não os trabalhadores. As
iniciativas para a qualidade deverão vir de cima para baixo e
para isso é necessário o empenhamento da gestão de
topo e a formação técnica dos empregados em instrumentos
de melhoria da qualidade. Prof. Fabiano Campos
Engenharia da Qualidade e Normalização

 Crosby

Define qualidade como a conformidade com as


especificações. Esta definição é voltada inteiramente
para o cliente, enfatizando que a Qualidade é tangível,
gerenciável e pode ser medida.

Enfatiza:
Philip B. Crosby
 Formação de uma equipe de melhoria
Conformidade com
as exigências
 Fazer certo da primeira vez

 Zero defeito

 Especificar bem

 Avaliação dos custos da qualidade


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GURUS DA QUALIDADE:

ARMAND V. FEIGENBAUM
“19 PASSOS / 4 PECADOS”

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 FEIGENBAUM, ARMAND

Armand Vallin Feigebaum nasceu em 1922, nos EUA.


Passados 24 anos era tido como o perito em qualidade da
General Electric (GE), em Nova Iorque.
Em 1951 conclui o doutorado em Ciências pelo
Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Armand Nesse ano lançou o best-seller Total Quality Control, a
Feigenbaum obra que lhe conferiu notoriedade mundial.
Total das
características de Em 1958 foi nomeado diretor mundial de produção da
um produto ou GE e vice-presidente da American Society for Quality
serviço referentes
a marketing, Control (ASQC). Três anos depois foi eleito presidente
engenharia, desta instituição.
manufatura e
manutenção. Em 1968 fundou a General Systems, da qual é
presidente. Em 1986 passou a membro honorário da
ASQC, um justo prêmio para os seus 35 anos de atividade
profissional ligada à qualidade. Prof. Fabiano Campos
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 FEIGENBAUM, ARMAND

Feigenbaum é o pai do conceito de controle da qualidade


total (total quality control).
De acordo com a sua abordagem, a qualidade é um
instrumento estratégico que deve preocupar todos os
trabalhadores.

Armand
Mais do que uma técnica de eliminação de defeitos nas
Feigenbaum operações industriais, a qualidade é uma filosofia de
Total das gestão e um compromisso com a excelência.
características de
um produto ou É voltada para o exterior da empresa — baseado na
serviço referentes orientação para o cliente — e não para o seu interior —
a marketing,
engenharia, redução de defeitos.
manufatura e
manutenção. Feigenbaum é reconhecido como pioneiro no estudo dos
custos da qualidade. As suas maiores contribuições para
o ensino da qualidade são os 19 passos para a melhoria
da qualidade e os seus quatro pecados mortais.
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Engenharia da Qualidade e Normalização

Os 19 passos de Feigenbaum para a melhoria da qualidade:


1. Definição de Controle de Qualidade Total: O TQM pode ser
definido como: um sistema efetivo para integrar o
desenvolvimento, a manutenção e os esforços de melhoria
para a qualidade dos vários grupos em uma organização, bem
como para habilitar o marketing, a engenharia, a produção e o
serviço em níveis mais econômicos que permitam a completa
satisfação do cliente.
Armand 2. Qualidade versus qualidade: “O grande Q” refere-se à
Feigenbaum
qualidade luxuriosa enquanto o “pequeno q” à alta qualidade,
Total das e não necessariamente ao luxo.
características de
um produto ou 3. Controle: Na frase “Controle da Qualidade”, a palavra controle
serviço referentes
a marketing, representa uma ferramenta de gerenciamento com quatro
engenharia, passos:
manufatura e
manutenção. a. Estabelecer padrões de qualidade.
b. Avaliar a conformidade a esses padrões.
c. Atuar quando os padrões são excedidos.
d. Planejar para as melhorias nos padrões.
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Engenharia da Qualidade e Normalização

4. Integração: O Controle de Qualidade requer a integração de


atividades que freqüentemente não estão coordenadas em uma
forma de trabalho que deve ser responsável pelos esforços da
qualidade direcionados aos clientes no decorrer de todas as
atividades do empreendimento.
5. A qualidade aumenta o lucro.
6. A qualidade é esperada e não desejada: Qualidade produz
qualidade. Quando um fornecedor se torna direcionado pela
Armand
Feigenbaum
busca da qualidade, outros fornecedores devem encontrar ou
ultrapassar esse novo padrão.
Total das
características de 7. Os recursos humanos produzem impacto na qualidade:
um produto ou
serviço referentes As maiores melhorias na qualidade provêm das ações das
a marketing, pessoas nos processos e não nos acréscimos de
engenharia,
manufatura e equipamentos.
manutenção.
8. O CQT se aplica a todos os produtos e serviços: Nenhum
departamento ou pessoa está isento de fornecer serviços e
produtos de qualidade aos seus clientes.
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Engenharia da Qualidade e Normalização

9. A qualidade é uma atenção total ao ciclo de vida do


produto ou serviço da empresa: O Controle de Qualidade entra
em todas as fases do processo de produção, iniciando com a
especificação do cliente, passando pelo projeto, fabricação,
transporte e instalação do produto, incluindo o serviço de campo,
para que o cliente se mantenha satisfeito com o produto.

10. Controlando o processo.

Armand 11. Definir um sistema de Controle da Qualidade Total: As


Feigenbaum
grandes companhias e as estruturas operacionais de grandes
Total das empreendimentos concordaram, documentaram eficazmente e
características de
um produto ou integraram procedimentos técnicos e gerenciais para conduzir
serviço referentes ações coordenadas das pessoas, máquinas e informações da
a marketing,
engenharia,
companhia ou do empreendimento nos melhores e mais práticos
manufatura e meios para garantir a satisfação do cliente e os custos
manutenção. econômicos da qualidade. O Sistema de Qualidade fornece um

controle integrado e contínuo para todas as atividades – chave,


tornando-o uma crença no escopo de toda a organização.
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Engenharia da Qualidade e Normalização
12. Benefícios: Os benefícios, resultantes freqüentemente dos
programas de Qualidade Total, constituem melhorias na
qualidade do projeto e do produto, reduzindo perdas e custos
operacionais, elevando o moral dos empregados e reduzindo os
gargalos na linha de produção.
13. Custo da qualidade: Os custos operacionais da qualidade
são divididos em quatro classificações distintas: custos de
prevenção, custos de avaliação, custos das falhas internas e
custos das falhas externas.
Armand
Feigenbaum 14. Organize-se para o Controle da Qualidade: É necessário
Total das demonstrar que a qualidade é tarefa de todos. Todo membro da
características de organização possui uma responsabilidade relacionada com a
um produto ou
serviço referentes qualidade.
a marketing,
engenharia, 15. Facilitadores da qualidade e não policiais da qualidade: O
manufatura e controle de Qualidade na organização atua como um critério para
manutenção.
comunicar os novos resultados na companhia, fornecendo novas
técnicas, atuando como um facilitador, e em geral assemelha-se
a um consultor interno em vez de assemelhar-se à força policial
dos inspetores de qualidade. Prof. Fabiano Campos
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16. Comprometimento contínuo.

17. Utilize ferramentas estatísticas: As estatísticas são


utilizadas nos programas de Controle de Qualidade sempre que e
onde sejam úteis, mas as estatísticas são somente uma parte do
padrão de Controle de Qualidade Total. Não são propriamente o
padrão. O desenvolvimento da eletrônica avançada e os
equipamentos de testes mecânicos têm introduzido grandes
melhorias nessas tarefas.
Armand
Feigenbaum
18. A automação não é uma panacéia: A automação é
Total das complexa e pode se tornar um pesadelo na implementação.
características de
um produto ou Tenha certeza de que as melhores atividades conduzidas pelas
serviço referentes pessoas sejam implementadas antes de se convencer de que a
a marketing,
engenharia,
automação é a resposta.
manufatura e
manutenção. 19. Controle de Qualidade na fonte: O elaborador de um
produto ou serviço deve ser capaz de controlar a qualidade deste.
Delegue autoridade, se necessário.
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Os Quatro Pecados Mortais da Qualidade segundo


Feigenbaum:

1 – Interesse inicial pela qualidade levado de maneira


oportunista;

2 – Racionalização de desejo;

Armand
3 – Negligenciar a concorrência;
Feigenbaum

Total das 4 – Confinamento da qualidade somente na fábrica.


características de
um produto ou
serviço referentes
a marketing, Sua definição de qualidade: “É uma determinação do
engenharia,
manufatura e
consumidor e não do engenheiro, da área comercial ou da
manutenção. administração de uma empresa. É um conjunto de
características do produto ou serviço em uso, as quais
satisfazem as expectativas do cliente.
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GURUS DA QUALIDADE:

KAORU ISHIKAWA

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ISHIKAWA, KAORU

Kaoru Ishikawa nasceu em 1915.


Em 1939, licenciou-se em Química Aplicada pela Universidade de
Tóquio. Depois da Segunda Guerra Mundial foi um dos impulsionadores
da Japonese Union of Scientits and Engineers (JUSE), promotora da
qualidade no Japão, e foi presidente do Musashi Institute of Tecnology.
Ishikawa é a figura nipônica mais representativa do movimento da
qualidade. Recebeu diversos galardões das mais diversas instituições,
entre os quais se destaca a Medalha de 2.ª Ordem do Sagrado Tesouro,
atribuída pelo imperador japonês.
Nos anos 50 e 60 lecionou cursos para executivos sobre controle de
qualidade. Como membro do júri do Deming Prize, criou um rigoroso
método de auditoria de qualidade para escolher a vencedora.
Esteve envolvido nas normas japonesas e internacionais de certificação.
Faleceu em 1968. Em sua homenagem, a ASQC atribui anualmente a
Ishikawa Medal aos individuos ou grupos de trabalho que mais se
salientaram nos aspectos humanos da qualidade. Prof. Fabiano Campos
Engenharia da Qualidade e Normalização

Ishikawa aprendeu as noções básicas de controle de qualidade com os


norte-americanos. Com base nessas lições soube desenvolver uma
estratégia de qualidade para o Japão.
Uma das suas principais contribuições foi a criação dos seus sete
instrumentos do controle de qualidade: análise de Pareto; diagramas
de causa-efeito (hoje chamados de Ishikawa); histogramas; folhas de
controle; diagramas de escada; gráficos de controle; e fluxos de controle.
Na sua opinião, cerca de 95% dos problemas de qualidade podem
ser resolvidos com estas sete ferramentas da qualidade.
Mas o nome de Ishikawa está associado principalmente ao conceito dos
Círculos de Qualidade. O sucesso desta idéia, especialmente fora do
Japão, surpreendeu-o. Ele julgava que qualquer país que não tivesse uma
tradição budista ou confusionista iria rejeitar esta técnica. Hoje há 250 mil
círculos de qualidade registados no Japão e mais de 3500 casos de
empresas que os aplicaram em mais de 50 países. “Julgo que a razão
deste sucesso está no fato de os círculos de qualidade apelarem à
natureza democrática do ser humano”, escreveu no prefácio do livro QC
Circle Koryo, lançado em 1980.
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Engenharia da Qualidade e Normalização

Ishikawa destaca que a qualidade deve ser em toda a empresa:


 Qualidade do serviço
 Qualidade do trabalho
 Qualidade da informação
 Qualidade do processo
 Qualidade do departamento do operário, do engenheiro, do
administrador, ou seja, Qualidade das pessoas
 Qualidade da própria empresa, de sua diretriz.

Coloca o consumidor em 1º lugar = transposições das opiniões e


expectativas do consumidor ao projeto, produção e distribuição.

Enfatiza
 o trabalho em equipe
 A lealdade da empresa e dos funcionários
 A forte relação entre fornecedor e consumidor.
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GURUS DA QUALIDADE:

GENISHI TAGUSHI

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TAGUCHI, GENICHI

Genichi Taguchi ganhou quatro vezes o Prémio Deming, do Japão. Ele


recebeu o primeiro destes prêmios de excelência pela sua contribuição para
o desenvolvimento da estatística aplicada à qualidade.

Mas Taguchi tornou-se especialista mundial no processo de


desenvolvimento e design de novos produtos (foi o criador do movimento
Robust Design).

Ele começou a ser conhecido no início dos anos 50, quando trabalhou na
Nippon Telegraph and Telephone. Em 1982, os seus ensinamentos
chegaram aos Estados Unidos e muitas foram as empresas que usaram as
suas idéias com sucesso caso da ITT.

Em 1990 recebeu do imperador japonês a Blue Ribbon Award pela sua


contribuição para o desenvolvimento da indústria japonesa. Taguchi é
director executivo do American Supplier Institute, sediado em Michigan. O
filho, Shin Taguchi, é apontado como o seu sucessor na liderança do
instituto. Prof. Fabiano Campos
Engenharia da Qualidade e Normalização

A filosofia de Taguchi é relativa a todo o ciclo de produção desde o design


até à transformação em produto acabado.

Ele define a qualidade em termos das perdas geradas por esse produto para
a sociedade. Essas perdas podem ser estimadas em função do tempo que
compreende a fase de expedição de um produto até ao final da sua vida útil.

São medidas em dólares de forma a permitir que os engenheiros


comuniquem com os não especialistas através de uma linguagem comum.

Para Genichi Taguchi a chave para reduzir as perdas não está na


conformidade com as especificações, mas na redução da variância
estatística em relação aos objetivos fixados.

A ITT considera ter poupado cerca de 60 milhões de dólares, em apenas 18


meses, com a metodologia de Taguchi.

Na sua opinião, a qualidade e o custo de um produto são determinados


em grande medida pelo seu design e pelo seu processo de fabricação.
Prof. Fabiano Campos

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