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Trabalho realizado no âmbito do projecto

Saúde Escolar
Filipa Correia, Marta Santalha

Escola Secundária de Lousada


12 de Janeiro de 2011
Definição de Sexualidade
Definição de Sexualidade
“A Sexualidade é uma energia que nos motiva a
procurar amor, contacto, ternura e sensualidade;
integra-se no modo como nos sentimos, movemos,
tocamos e somos tocados; É ser-se sensual e ao mesmo
tempo sexual. Influencia pensamentos, sentimentos,
acções e interacções e por isso influência também a
nossa saúde física e mental”
OMS
Definição de Sexualidade
• OMS
… uma energia que encontra a sua expressão física,
psicológica e social no desejo de contacto, ternura e, às
vezes, amor…

• Maioria dos animais: sexo procriação


• Seres humanos: sexo corpo, crescimento,
família, afectos, partilha (corpo e alma), amor, amizade,
sentimentos, atracção, respeito, prazer, responsabilidade,
reprodução…
Sexualidade Implica

Comunicação Companhia Mamíferos

Homem Procriar Reprodução


Prazer

Expressão de Expressão
Afecto de Ternura
… na Adolescência implica
 Afectos, paixões, amores
 Amar: adorar, apetecer, apreciar, bem-querer, desejar,
escolher, estimar, estremecer, honrar, idolatrar, preferir,
Atracção
prezar, querer, respeitar, seguir, venerar
 Paixão: estado eminente patológico, obsessivo, fora do
mundo, solitário e íntimo, não compreendido por quem
não a viva (ou seja por todos os outros cidadãos)
Sedução
 Namorar: acotiar, agradar, apaixonar, apetecer, arrulhar,
atrair, azeitar, cativar, chamar, cobiçar, cortejar, derriçar,
desejar, embelezar, enlevar, falar, galantear, graxear,
namoriscar, seduzir, servir, simpatizar
Sexualidade: Identidade Sexual
 Desenvolve-se durante toda a vida do indivíduo;
 Depende da pessoa - características genéticas,
interacções ambientais, condições socioculturais;
 Existe desde o nascimento, prolonga-se até ao fim da vida
do ser humano;
 Manifestações sexuais da criança adolescente
adulto idoso.
 O indivíduo
Vão-seé oconstruindo
resultado dadiversos
sua formação, do seuao
equilíbrios tempo,
longo
da sua da
família,
vida de suas experiências,
permitindo crenças, religiões,
viver o conjunto da
dos seus conceitos, dos livros que leu, dos filmes que
sexualidade de uma maneira harmoniosa,
assistiu.
tranquila e gratificante…
Identidade Sexual
 A criança deve ser ajudada a encontrar a sua identidade
sexual (permitir que ela se veja como uma pessoa que
pertence ao sexo que tem).
 Atribuídas tarefas que lhe permitem actuar na sociedade
em que vive, de acordo com o comportamento das crianças
do seu sexo.

 As crianças - seres humanos, sexuados - dependem da


nossa postura e acção para garantir o desenvolvimento
natural da sexualidade.
Identidade Sexual
 Sexualidade engloba tudo e refere-se a tudo na vida
quotidiana
 cada indivíduo é um ser humano sexual , tem uma
personalidade própria

 Adolescente Idade adulta


 Conquista da autonomia
 Construção da identidade
 Definição da orientação sexual
 Elaboração de projectos de vida
Crescimento e desenvolvimento
• Criança pequena vestida não é fácil distinguir sexo
• distinguem-se apenas pelos órgãos sexuais (caracteres
sexuais primários - vulva na menina e pénis e escroto
no menino);
• Até à idade de 10-12 anos - crescem com lentidão
• Puberdade
• o crescimento acelera-se;
• mudanças no corpo e na maneira de ser.
Isto significa que se entrou na fase da
puberdade, a primeira fase da adolescência.
Adolescência
 Marca a transição entre infância e idade adulta;
 Alterações a diversos níveis: físico, mental e social;
 Processo de distanciamento de formas de
comportamento e privilégios típicos da infância

aquisição de características e competências que o


capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do
adulto.
 Busca a sua identidade, inicia participação na dinâmica
social de uma maneira activa e independente.
Adolescência
 Desenvolvimento progressivo dos órgãos sexuais (tornando-os
aptos para a reprodução);
 Corpo vai sofrendo transformações externas: caracteres
sexuais secundários (maturação sexual);
 Intenso crescimento corporal (peso e altura);
 Modificações psicológicas várias:
 Tempo de transição dos conteúdos e das vivências
 Intensa actividade psíquica evolutiva
 Mudanças das emoções, atitudes e valores do seu mundo
 As alterações hormonais despertam a sensibilidade sexual:
muitos adolescentes começam esporadicamente a ter relações
sexuais.
Adolescência
 Modificações e crescimento não ocorrem ao mesmo
ritmo:
 Uns completam mais cedo, outros mais tarde;
 Todas as pessoas são diferentes.
 Chega também o momento de
 Começar a sair em grupo,
 Primeiros namoros,
 Preocupação com a aparência, “estar na moda”
 Mudanças de humor mais frequentes.
Adolescência
 Os jovens sentem imensa curiosidade, querem saber mais
sobre as mudanças e o crescimento do seu corpo.
 Diálogo com os pais e com os professores,
 Procura de informação através de leituras adequadas
 Compartilhar de opiniões e acontecimentos do dia-a-dia

Construir a sua identidade sexual


Nem sempre é fácil compreender o que está a acontecer com o
corpo, o adolescente torna-se instável, vulnerável e, por isso,
originam-se muitas vezes conflitos com os pais, amigos ou consigo
próprio.
Puberdade
 Início e a duração das transformações da puberdade
variam de pessoa para pessoa
 Variáveis genéticas e ambientais: alimentação, saúde,
higiene, actividade desportiva, localização geográfica,
estímulos psíquicos e sociais;
 Ocorrem geralmente mais cedo nas raparigas (entre os 9
e os 13 anos) do que nos rapazes (entre os 10 e os 14
anos);
 Transformações são provocadas pela libertação, no nosso
corpo, de substâncias químicas: as hormonas
 Começo da actividade dos órgãos sexuais e sua maturação.
Puberdade
 Período em que ocorrem mudanças físicas e biológicas;
 Corpo desenvolve-se física e mentalmente;
 O adolescente fica capacitado para gerar filhos;
 Nas raparigas menstruação
 Nos rapazes primeiras ejaculações
involuntárias (libertação de esperma ou sémen pelo
pénis)
A puberdade não deve ser confundida com sinónimo de
adolescência, visto que a puberdade faz parte da
adolescência.
Puberdade
 Crescimento desproporcionado
 Crescimento inicial do segmento inferior (membros
inferiores), e mais tarde, do segmento superior (cabeça e
tronco);
 Por ordem de distal a proximal (primeiro os pés, depois as
pernas; primeiro as mãos, depois antebraço e só depois
braço)
 Sensação de desarmonia com movimentos “desajeitados”
Caracteres sexuais secundários
Raparigas Rapazes
• Desenvolvimento dos seios • Aumento dos testículos e
• Maior acumulação de pénis
gordura e alargamento da • Mudança de voz (mais
anca grave)
• Aparecimento de acne • Desenvolvimento de massa
• Aparecimento de pêlos na muscular, ombros mais largos.
púbis, axilas, etc. • Aparecimento de acne
• Aparecimento odor do • Aparecimento de pêlos na
corpo mais intenso púbis, axilas, peito
• Aparecimento da • Aparecimento da barba
menstruação • Primeira ejaculação
Adolescência:
a visão do adolescente
Adolescência
 O adolescente move-se numa dinâmica de ambivalências
e dualidades:
 Coincidem sentimentos e actos contraditórios;
 Mantém conflitos de dependência vs independência;
 Vive momentos de insegurança e de necessidade de
afirmação;
 Egocentrismo solitário;
 Sente vocação para o grupo e necessita de isolamento e
intimidade que permita encontrar a sua própria identidade;
 Altos e baixos emocionais;
Maturação psicossocial
 11-13 anos (mais criança que adolescente):
 Confuso, desejoso de experiências
 Inicio dos impulsos sexuais
 Inicia procura da sua identidade sexual, de forma
insegura
 Começa a procura de motivações supraindividuais, de
grupo
 Grupos unisexuais isolados
Maturação psicossocial
 14 – 15 anos (adolescente “típico”):
 Atravessa caminhos em risco
 Deslumbra ou decepciona com facilidade, humores
alternantes
 Defende a sua intimidade
 Preocupa-se intensamente com a sua auto-imagem, o seu
corpo, a sua sexualidade
 Vive plenamente o conflito dependência – independência
 Egocêntrico, mas precisa do grupo
 Encontra a sua identidade sexual definitiva
 Primeiros sentimentos amorosos, cada vez mais reais
 Grupos heterossexuais
Maturação psicossocial
 16-17 anos (mais adulto que criança)
 Actua com segurança (aparente ou real)
 Escolhe amizades duradouras
 Personalidade quase formada
 Surgem os valores, o estilo emocional, a atitude
perante a vida
 Comportamento social: mais selectivo e harmónico,
mais extrovertido
 Necessita menos do grupo
Imagem corporal
 Mudanças rápidas e significativas no seu corpo;
 Importância social da figura corporal;
 A imagem corporal torna-se uma das preocupações major;
 Os modelos de beleza tornam-se uma ameaça para a saúde
corporal e psíquica de muitos;
 Os problemas de imagem corporal:
 ter uma baixa auto-estima
 não atreverem-se a tentar seduzir
 recusar o contacto corporal
 negar-se a todas formas de intimidade corporal.
Orientação do desejo sexual
A orientação do desejo sexual especifica-se e
consolida-se na adolescência.

 Maioria dos casos não causará surpresa - apresenta a


orientação que quer eles quer a sociedade espera deles:
orientação heterossexual:
 Desejo de ter contacto sexual com o outro sexo;
 Fantasiar relações românticas e sexuais com pessoas do
outro sexo;
 Procurar a companhia do outro;
 Sentir-se enamorado por alguém do outro sexo.
Práticas sexuais
 Na nossa cultura (família, escola, sistema nacional de
saúde) tinha-se como pressuposto que os adolescentes
não tinham relações sexuais.

 No entanto, as atitudes e os comportamentos dos


adolescentes mudaram radicalmente.

 A situação mudou e continua a mudar…


 Vários adolescentes (aproximadamente metade até aos 18-
19 anos) fazem “o esperado” para a cultura e desejo dos
pais: não têm relações sexuais.
MAS…
Práticas sexuais
 Atitudes mais liberais: acham-se “no direito” de ter
relações sexuais (cada vez são exigidas menos condições
de ambas as partes; afecto – raparigas; estar-se
comprometido - alguns);
 Um número importante tem relações sexuais,
nomeadamente coitais, cada vez mais cedo;
 ~ 50% já teve pelo menos uma relação sexual < 18-19 anos;
 Relações coitais maior número de parceiras;
 Práticas de risco na primeira relação e em relações
esporádicas (nenhum método ou métodos incorrectos).
Práticas sexuais
 Reconhecimento social que numerosos adolescentes são
de facto sexualmente activos.

 Romper o silêncio familiar


os pais falarem abertamente com os filhos:
 Aumentar a consciência do risco;
 Informar de quais as práticas seguras;

 Generalizar a Educação Sexual nas escolas.


Homossexualidade
 Preferência erótica (fantasias e experiências) por
pessoas do mesmo sexo, com diminuição do
interesse erótico em relação ao sexo oposto.

Alguns…
• Ficam surpreendidos com uma orientação de desejo
que não esperavam,
• aceitam mal;
• demoram algum tempo a aperceber-se o que se
passa, se estiverem mal informados.
Homossexualidade
• Afecta mais precocemente os rapazes do que as
raparigas (interessam-se mais abertamente pela
sexualidade do que as raparigas);
• Período de negação, confusão, sentimento de
raridade;
• Minoria: mais difícil de encontrar pares, por vezes não
podem demonstrar publicamente a sua conduta;
• “Viver em segredo”: grandes tensões familiares e
escolares.
Homossexualidade
 Informar os pré-púberes e adolescentes da existência de
esta orientação de desejo, minoritária, mas compatível
com saúde:
 não serem surpreendidos e aceitarem bem as pessoas;
 Ajudar os adolescentes a conhecerem-se a si mesmos,
analisando as suas fantasias, condutas, referências
sexuais e sociais;
 Se a orientação for a orientação homossexual:
 apoiar e ajudar o adolescente a avançar através das várias
etapas para que se aceitam tal como são;
 integrar os pais e os amigos; fazer ver aos pais que a
homossexualidade não é um problema.
Educação sexual
 Não educar é uma forma – por emissão – de educar.
 Significa fomentar o risco e privar de ferramentas para a
vida.
 A Educação sexual
Omaior responsabilidade
principal objectivo dapelo adolescente;
educação sexual é procurar, dar
repostas
atrasar aàs necessidades
idade reais
de início das ou percebidas
primeiras das pessoas,
relações sexuais;
preparando-as para estabelecer
diminui a incidência relações afectivo-sociais
de doenças sexualmente
positivas e saudáveis.
transmissíveis.
Planeamento Familiar
Serviço de saúde fundamental que visa:
 Promover a vivência da sexualidade de forma saudável e
segura
 Regular a fecundidade segundo o desejo do casal
 Preparar para uma maternidade e paternidade responsáveis
 Reduzir a mortalidade e a morbilidade materna, perinatal e
infantil
 Reduzir a incidência das DST e as suas consequências,
nomeadamente a infertilidade
 Melhorar a saúde e o bem-estar da família
Planeamento Familiar
Actividades a desenvolver:
 Esclarecer sobre as vantagens de regular a fecundidade em
função da idade
 Informar sobre as vantagens do espaçamento adequado das
gravidezes
 Elucidar sobre as consequências da gravidez não desejada
 Informar sobre a anatomia e a fisiologia da reprodução
 Facultar informação completa, isenta e com fundamento
científico sobre todos os métodos contraceptivos
Planeamento Familiar
Actividades a desenvolver:
 Proceder ao acompanhamento clínico, qualquer que seja o
método contraceptivo escolhido
 Fornecer, gratuitamente, os contraceptivos
 Reconhecer e orientar os casais com desajustes sexuais
 Prestar cuidados pré-concepcionais
 Identificar e orientar os casais com problemas de infertilidade
 Efectuar a prevenção, diagnóstico e tratamento das DST
 Efectuar o rastreio do cancro do colo do útero e da mama
2ª Parte
Métodos Contraceptivos

O que são?

São métodos, naturais ou artificiais, para impedir a concepção não


desejada.

Quem deve usar?

Todos os que iniciaram actividade sexual e pretendem evitar


gravidez não desejada.

E que método escolher?

Existem vários métodos contraceptivos, a sua escolha deve ser


auxiliada pelo médico, tendo em conta o mais adequado à idade, e
de acordo com a preferência e aceitabilidade da pessoa.
Métodos Contraceptivos

Que método escolher ?

Aspectos a ter em conta:

 Eficácia
 Conveniência
 Duração de acção
 Reversibilidade
 Efeito no período menstrual
 Frequência de efeitos secundários
 Custo
 Protecção contra DST´s
Métodos Contraceptivos

Métodos
Métodos de Hormonais
Barreira

Métodos
Métodos Naturais Cirúrgicos
Métodos Contraceptivos
Anticonceptionais
Métodos de Preservativo Métodos hormonais orais
Barreira Feminino/Masculino Hormonais (pílula)

Diafragma Injectável hormonal

Dispositivo intra- Implante hormonal


uterino

Adesivo hormonal

Anel Vaginal
Métodos Contraceptivos

Métodos Métodos Coito Interrompido


Cirúrgicos Naturais

Laqueação Tubar
Método do Calendário

Vasectomia
Método do Muco
Cervical

Método da
Temperatura Basal
Métodos Contraceptivos
Métodos Contraceptivos
Métodos Contraceptivos

Métodos de
Barreira
Métodos Contraceptivos

Métodos de
Barreira

Preservativo

Impede a passagem do esperma para a vagina


Previne gravidez e DST
Feito de látex (masculino) ou de poliuretano
(feminino) e lubrificado
Raramente reacções alérgicas
Fácil acesso (não requer receita médica)
Eficácia: 86-97% (masculino) 82-97% (feminino)
Métodos Contraceptivos

Métodos de
Barreira

Preservativo Masculino – Cuidados

 Verificar sempre prazo de validade


Evitar exposição ao calor
Ao abrir ter cuidado com dentes e anéis. Nunca abrir com os dentes
Deve ser colocado antes do contacto entre ambas as regiões genitais
Não usar mais do que uma vez
Usar sempre preservativos com marca de controlo de qualidade e
certificados pelas normas europeias
Métodos Contraceptivos
Métodos de
Barreira

Preservativo Masculino – Como colocar?


Métodos Contraceptivos

Métodos de
Barreira

Preservativo Masculino – Como colocar?

 Verificar o prazo de validade


Abrir cuidadosamente de um dos lados, evitando abrir com dentes
e unhas
 Apertar levemente a extremidade para evitar o acumulo de ar
Verificar o lado correcto do preservativo antes do desenrolar
 Colocar com o pénis erecto
Desenrolar o preservativo sobre o pénis até à base
Retirar o preservativo logo após ejaculação, segurando o
preservativo enquanto o retira da vagina ou do ânus, para evitar a
saída de sémen
Dar um nó no preservativo e colocar no lixo
Métodos Contraceptivos
Métodos de
Barreira

Preservativo Feminino
 Protegem contra DST’s e gravidez
Sem efeitos colaterais
Pode ser usado por todas as mulheres

Mitos
Não se perdem no corpo da mulher.
Não são difíceis de utilizar, mas o uso correcto precisa ser aprendido.
Não possui orifícios pelos quais o HIV possa passar.
Métodos Contraceptivos
Métodos de
Barreira

Diafragma

Anel flexível, coberto por uma membrana de borracha fina, que a mulher
deve colocar na vagina, para cobrir o colo do útero. Impede a entrada dos
espermatozóides, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no
máximo 6 horas antes da relação sexual.

Não comercializado em Portugal


Métodos Contraceptivos
Métodos de
Barreira

Espermicidas

Substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo


ser utilizados combinadamente também com o diafragma ou preservativos.

Índice de falha: 6% a 21%


Métodos Contraceptivos
Métodos de
Barreira

Dispositivo Intra-Uterino

O DIU é um pequeno dispositivo de plástico, revestido com fio de cobre que é


inserido no útero.
Impede a gravidez através da alteração das condições uterinas e funcionando
também como uma barreira aos espermatozóides. Alguns DIU libertam hormonas
(levonorgestrel)
A colocação é feita numa consulta médica, podendo permanecer no útero
durante vários anos (~5 anos)
Métodos Contraceptivos
Métodos de
Barreira

Dispositivo Intra-uterino Vantagens


 Eficácia : 0,1- a 2 gravidezes por ano em cada 100 mulheres
 Método reversível e de longa duração

Dispositivo Intra-uterino Desvantagens


Não protege contra as DST’s
A colocação do DIU tem de ser feita por um profissional de saúde
Métodos Contraceptivos

Métodos
Hormonais
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula)

 Suprimem a secreção de gonadotrofinas pela hipófise, o desenvolvimento do folículo ovárico


e a ovulação.

 Modificam o muco cervical (inibindo a penetração do esperma)

 Produzem um endométrio atrófico (hostil para a implantação do óvulo) e modificam a


contractilidade das trompas de falópio, interferindo no transporte ovular
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula)

Existem pílulas de tipo combinado (COC) que contêm estrogénio e progesterona e pílulas que contêm
só progesterona (POC), que devem ser receitadas caso o estrogénio não seja recomendável

Podem ser de 21 comprimidos seguido de pausa durante 7 dias, ou de 28 comprimidos em que no


período da pausa são tomadas pílulas placebo.

Eficácia

 Pílula de tipo combinado (COC): 0,1-1 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

 Pílula de tipo progestativo (POC)1,15 gravidezes por ano em cada 100 mulheres
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula) Vantagens

 Ciclos menstruais regulares


 Diminuição do fluxo menstrual
 Diminuição da dismenorreia
 Sintomas pré-menstruais menos intensos
 Diminuição da frequência de acne
 Diminuição do hirsutismo
 Reduz em 50% o risco de cancro do ovário e do endométrio
 Diminui a incidência de quistos funcionais do ovário e a doença poliquística
 Diminui o risco de doença inflamatória pélvica
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula) Contra-Indicações

 Gravidez
 Fumadora e Idade > 35 anos
 HTA não controlada ( sistólica > 160 mmHg ou diastólica > 100 mmHg)
 História actual ou passada de tromboembolismo venoso, doença arterial cerebral ou
coronária
 Enxaqueca com sintomas neurológicos focais
 Neoplasias hormonodependentes (ex cancro de mama)
 Diabetes complicada (retinopatia, nefropatia, neuropatia)
 Doença hepática crónica ou Tumor Hepático
 Hemorragia genital anormal sem diagnóstico conclusivo
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula)

Desvantagens
 Fácil esquecimento
 Não protege contra DST´s

Eficácia
 Quando tomados correctamente têm uma taxa de eficácia de 99%

Como iniciar
 Começar no 1º dia do ciclo (1º dia da menstruação)
 Tomar 21 dias seguidos e interromper 7 (período em que é espera hemorragia de privação)
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula)


O que fazer se esquecer um comprimido …

Menos de 12 h de atraso na toma do comprimido

 Tomar o comprimido logo que possível, e os seguintes tomar à hora normal. A fiabilidade da
pílula é mantida.

Mais de 12h de atraso na toma do comprimido


 A fiabilidade da pílula pode estar reduzida.
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula)


O que fazer se esquecer um comprimido …

Mais de 12h de atraso na toma do comprimido


 1 comprimido esquecido na 1ª semana : Tomar o comprimido logo que se lembre (mesmo
que seja 2 ao mesmo tempo) e tomar os seguintes à hora habitual.
Devem ser tomadas precauções contraceptivas adicionais (método de barreira) nos 7 dias
seguintes.
Caso tenha ocorrido relações sexuais na semana anterior ao esquecimento há uma
probabilidade de engravidar.
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula)


O que fazer se esquecer um comprimido …

Mais de 12h de atraso na toma do comprimido


 1 comprimido esquecido na 2ª semana: Tomar o comprimido logo que se lembre (mesmo
que seja 2 ao mesmo tempo) e tomar os seguintes à hora habitual.

A fiabilidade da pílula é mantida, não são necessária medidas contraceptivas adicionais.


Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula)


O que fazer se esquecer um comprimido …

Mais de 12h de atraso na toma do comprimido


 1 comprimido esquecido na 3ª semana: Escolher uma das seguintes opções sem
necessidade de medidas contraceptivas adicionais:

Opção 1: Tomar o comprimido logo que se lembre (mesmo que seja 2 ao mesmo tempo) e
tomar os seguintes à hora habitual.
Começar a embalagem seguinte logo que terminar a embalagem actual, de modo a
que não haja intervalo entre as embalagens.
Pode não ter menstruação até ao final da embalagem ou pode ter spotting durante os
dias em que toma os comprimidos
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula)


O que fazer se esquecer um comprimido …

Mais de 12h de atraso na toma do comprimido


 1 comprimido esquecido na 3ª semana: Escolher uma das seguintes opções sem
necessidade de medidas contraceptivas adicionais:

Opção 2: Parar de tomar os comprimidos da embalagem actual, fazer um intervalo sem toma
de comprimidos durante 7 dias e continuar com a embalagem seguinte.
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula) e outros medicamentos

Alguns medicamentos podem impedir a pílula de ser eficaz. Exemplos:

 Medicamentos usados no tratamento da epilepsia ( fenitoina, carbamazepina, topiramato..)

 Medicamentos usados no tratamento da tuberculose (rifampicina, rifabutina)

 Medicamentos usados no infecção por VIH ( ritonavir, nevirapina)

 Antibióticos (penicilina, tetraciclinas, griseofluvina)

 Produtos Naturais (Erva de são joão ou hipericão-usados no tratamento da depressão)

Informar sempre o médico dos medicamentos que está a tomar


Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anticonceptionais hormonais orais (pílula)


O que fazer se…

Vómitos ou diarreia

 Pode comprometer a absorção das pílulas.

 Vómitos nas 3-4 h após toma da pílula: tomar outra pílula e continuar com as seguintes à
hora habitual.

 Vómitos após 4h ou mais da toma da pílula: A eficácia da pílula está assegurada, continuar
com as pílulas seguintes à hora habitual.
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Pílula do dia seguinte


 Anticoncepção de emergência pós coito

 Reduz o risco de gravidez após relação sexual desprotegida se usada dentro de 72 h, mas a
eficácia é maior se usada o mais cedo possível.

 A contracepção de emergência não é abortiva.

 Pode actuar de várias formas para prevenir a gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual
em que é tomada, mas nunca interrompe uma gravidez em curso.
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Pílula do dia seguinte Note que…

Indicações •Não protege contra as Infecções


Sexualmente Transmissíveis
•Não é um método contraceptivo de uso
 Nenhum método de contracepção em uso
regular
•Não é abortiva
 Quando o preservativo rompe •Não afecta a fertilidade
•Pode ser adquirida gratuitamente nos
 Diafragma desalojado ou retirado há < 6h centros de saúde e hospitais
•Existem marcas de venda livre nas farmácias
 Violação •É recomendável que se procure
aconselhamento técnico antes ou após a
utilização da contracepção de emergência
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Injectável Hormonal

 Injecção intramuscular profunda de uma solução aquosa contendo acetato de


medroxiprogesterona com efeito até 3 meses
 Injecção intramuscular de associação de estrogéneo e progesterona, mensal
 Previne a ovulação

Taxa de Falha
 Injecção mensal varia de 0.1% a 0.6%
 Injecção trimestral é de 0,3%

Desvantagens
 Pode provocar irregularidades no ciclo menstrual
 O retorno aos níveis de fertilidade é mais lento
 Não protege contra as infecções sexuais transmissíveis
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Implante Hormonal (Implanon ®)

 Bastonete de vinilacetato de etileno, com 4 cm de comprimento, que contém 68 mg de 3-


ceto-desogestrel.
 É implantado no antebraço (com anestesia local) e inibe a ovulação, prevenindo a gravidez.
 O efeito de um implante pode prolongar-se de 3 a 5 anos e a sua remoção deve ser feita
também por um médico.
 É recomendável para as mulheres que estejam a ponderar a esterilização, mas ainda não
tomaram a decisão final

Eficácia : 99,8%
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Implante Hormonal (Implanon ®)

Vantagens
 Adequado para quem pretende um efeito de longa duração e de elevada eficácia.
 Não interfere com a relação sexual e não requer a toma diária.
 Não interfere com o aleitamento.

Desvantagens
 Dispendioso
 Não protege contra as infecções sexualmente transmissíveis
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Adesivo Hormonal

 Adesivo fino, quadrado, confortável e fácil de aplicar.

 O adesivo transfere uma dose diária de hormonas, o estrogéneo e progestagéneo, através da


pele para a corrente sanguínea.

 Impede a ovulação (libertação do óvulo) e torna mais espesso o muco do colo do útero,
dificultando a entrada dos espermatozóides no útero.

Eficácia: 98%
Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Adesivo Hormonal

Vantagens
 Não implica toma diária
 Fácil de usar.
 Não requer absorção por via digestiva portanto a sua fiabilidade é mantida mesmo perante
vómitos e diarreia
 Geralmente regulariza ciclos menstruais e diminui dismenorreia
 Reversível.

Desvantagens
 Não protege contras as infecções sexualmente transmissíveis

Contra-indicações: as dos anticoncepcionais orais


Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anel Vaginal

 Método contraceptivo hormonal feito de plástico, transparente e flexível.

 Colocado pela própria mulher na vagina e deve ser mantido durante 3 semanas, período
durante o qual vai libertando estrógenio e progestativo, que entram na circulação sanguínea
e inibem a ovulação.

 Após 3 semanas ao anel é retirado, fazendo uma pausa de 7 dias

 Novamente colocado ao 8º dia


Métodos Contraceptivos
Métodos
Hormonais

Anel Vaginal

Vantagens
 Não interfere no acto sexual
 Reversível
 Geralmente reduz o ciclo menstrual
 Retorno rápido aos níveis de fertilidade anteriores à utilização do anel
 Pode ter outros efeitos benéficos para a saúde, como a protecção contra os cancros dos
ovários ou do colo do útero.
 Previne também o aparecimento de quistos nos ovários

Desvantagens
 Não previne contra as DST’s
 Podem provocar a irritação vaginal

Contra-Indicações: as dos anticoncepcionais orais


Métodos Contraceptivos

Métodos
Cirúrgicos
Métodos Contraceptivos
Métodos
Cirúrgicos

Métodos Cirúrgicos :

 Laqueação Tubar , Vasectomia

 Os métodos cirúrgicos ou de esterilização voluntária visam bloquear os canais que, no


homem ou na mulher, são responsáveis pelo contacto entre o esperma e o óvulo potenciando
a ocorrência de uma gravidez.

 Tratam-se de métodos potencialmente irreversíveis, ou de carácter permanente

 De acordo com a legislação portuguesa, a esterilização voluntária só pode ser feita por
maiores de 25 anos.

Não recomendado em adolescentes


Métodos Contraceptivos

Métodos
Naturais
Métodos Contraceptivos
Métodos
Naturais

Método do calendário
O método de calendário permite calcular os períodos férteis através de uma contagem dos dias de
duração de um ciclo menstrual.

Método das temperaturas basais


O período fértil é calculado pela medição da temperatura, determinando o aumento de
temperatura pós-ovulatório.

Método do muco cervical


As características do muco cervical mudam consoante o grau de fertilidade.

Não recomendado em adolescentes


Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s)

Doenças infecciosas que envolvem transmissão de um agente infeccioso por meio


de relação ou contacto sexual Afectam homens e mulheres de qualquer idade e
qualquer raça (incluindo crianças)

Provocadas por vírus, bactérias, protozoários, parasitas e fungos.

1:4 ou 1:2 contacto com DST´s durante as suas vidas.

Tratamento precoce é fundamental par a evitar sequelas e complicações

Já foram identificadas mais de 20 DST´s e 19 milhões de pessoas são infectadas


anualmente nos EUA (CDC 2010)
DST´s – National Health and Nutrition Examination
Survey 2003-2004
 24% das adolescentes dos 14-19 anos -» evidência
laboratorial de pelo menos uma das seguintes:

35% 31%
30% 26%
25% 21%
18%
20%

15%

10%
4%
5%

0%
HPV C. T.Vaginalis N. Gonorreia HSV 2
Trachomatis
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS – FACTORES DE
RISCO
Factores Comportamentais

 Idade da 1ª relação sexual e tempo entre a menarca e o 1º intercurso


sexual

Estudos mostram que 25% das mulheres tiveram a sua primeira


DST um ano após início da actividade sexual (AS)

 Múltiplos parceiros sexuais


 Novos parceiros
 Parceiros com múltiplos parceiros
 Uso inconsistente de preservativo
 Consumo de drogas e álcool (que favorece pouca adesão ao
preservativo e AS com múltiplos parceiros)
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS – FACTORES DE
RISCO
Factores Biológicos

 Ectopia cervical ou imaturidade cervical

 Alguns estudos mostraram niveis de IgA secretora mais


baixos na adolescente (factor não consensual)
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Gonorreia

Neisseria gonorrhoeae coco gram negativo

Pico de incidência: 15-19 anos ( +++ ♀ )

Uretrite Endocervicite (80-90%)


Epididimite Uretrite (80%)
Prostatite Doença Inflamatória
Pélvica (10-20%)
Proctite (40%)

Conjuntivite Artrite
Faringite Síndrome
Fitz- Hugh– Curtis
Doença gonocócica
disseminada
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Clamidiose – Linfogranuloma venéreo
Chlamydia trachomatis gram negativo intra-celulares obrigatórios
Maior prevalência : ♀ sexualmente activas 15-24 anos
Hemorragia endocervical
Uretrite
Leucorreia muco-purulenta
Exsudado muco-purulento
Hemorragias inter-menstruais
Disúria Disúria
Dor abdominal Dor Escrotal
Doença Inflamatória Pélvica

Linfogranuloma venéreo
70% das ♀ e 25%
dos ♂ são
assintomáticas 30% das pessoas com infecção por N. gonorrhoeae têm
infecção concomitante por C. trachomatis
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Tricomoníase

Trichomonas Vaginalis Vaginite com leucorreia verde-


amarelada fina, espumosa com
odor fétido
Assintomáticos Irritação vulvar
Uretrite “Hemorragias em morango”
Pequena úlcera cervicais
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Candidíase
Candida albicans

Prurido
Disúria e ardor
Leucorreia vaginal branca espessa
tipo “queijo fresco/iogurte”
Mucosa friável que sangra com facilidade
Placas esbranquiçadas
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Cancro Mole

Haemophilus ducreyi

- Ulcerações moles, bordos mal


definidos, múltiplas e dolorosas,
com base purulenta

- Adenopatia inguinal geralmente unilateral


DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Papilomavirus

Papilomavírus Humano (HPV)

-Vários serotipos – diferente virulência

-Verrugas/Codilomas : +++ serotipo 6 ou 11

-Neoplasia cervical: +++ serotipo 16,18,31 ,33, 35

(Condilomas)Excrescências firmes, cinzentas a róseas, isoladas ou


múltiplas, indolores na vulva, intróito, vagina, colo, períneo e ânus
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Herpes Genital
Herpes simplex ( +++ tipo 2)

Múltiplas vesiculas dolorosas


Lesões ulceradas e crostosas sobre base
eritematosa
Linfadenopatia regional
Disúria/ Exsudado

Recorrência: 50-80%
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Sífilis
Treponema Pallidum
Sífilis primária Sífilis Secundária Sífilis Terciária

Úlcera genital indolor única com (6-8 semanas depois) Lentamente progressiva com
bordos bem definidos firme, dura Febre compromisso do SNC, Sistema
(3 semanas depois da inoculação) Linfadenopatia generalizada CV e músculo-esquelético
Erupção cutânea maculo-papular
com atingimento de palmas e plantas
Lesões nas membranas mucosas
Condilomas planos

Sífilis Lactente:
infecção
assintomática
detectada por testes
serológicos
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Pediculose púbica
Phithirus pubis (chatos)

Prurido intenso, mais


acentuado à noite

Pápulas eritematosas

Lêndeas no pêlo púbico, por


vezes também nas
sobrancelhas e pestanas

Risco de sobreinfecção
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
VIH/ SIDA QUAIS SÃO?
o Mais de 16.000 pessoas são infectadas por VIH por dia

oTransmissão horizontal (contacto sexual desprotegido, drogas iv) e vertical

Síndrome Retroviral agudo Fase de Lactência SIDA Morte


Febre, mal-estar , perda de peso, faringite. Seroconversão (2-3 anos)
linfadenopatia ,por vezes erupção maculo- (anos a década) Sintomas constitucionais
-papular Declínio das células CD4 T Infecções oportunistas
(Período de incubação de 2-6 semanas) Poucos ou nenhuns sintomas
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
QUAIS SÃO?
Hepatite B e C
Vírus Hepatite B e C

Fase Pré-Ictérica
(duração~1 semana)

Cefaleia
Anorexia
Mal-estar
Desconforto abdominal
Náuseas e Vómitos
Fase Ictérica

Icterícia
Colúria
Acolia fecal
Dor abdominal (HD)
Hepatomegalia
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
Resumindo …

Exsudado uretral/vaginal
Disúria
Prurido vaginal/peniano Pode ser
Úlceras genitais ou outras lesões genitais sejam ou não dolorosas uma DST
Adenopatias inguinais
Dispareunia (dor no acto sexual)
Lesões cutâneas (condilomas, rash cutâneo…)

Mas as DST’s podem ser assintomáticas


DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Adolescentes que recorrem a


auto-medicação nas DST's
75%

25%

Sim Não

As raparigas com DST’s


Antibiótico sintomáticas demoram em
Tratamento tópico (cremes e óvulos) média 10 dias até procurarem
Duche vaginal
apoio médico vs 6 dias nos
rapazes
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS - PREVENÇÃO

Reconhecer

Esclarecer

Orientar

Prevenir….

Preservativo SEMPRE

Múltiplos parceiros NÃO


Gravidez na adolescência
Gravidez na adolescência
OMS
 Em cada ano 14 milhões de adolescentes tornam-se mães em todo o mundo

 Portugal ocupa o 2º lugar nos países europeus com maior incidência de gravidez na
adolescência (só superado pelo RU)

 A cada dia 12 adolescentes


são mães em Portugal
Gravidez na adolescência

Adolescência

 Imensidão de mudanças físicas e emocionais


 “crise pessoal “

Esquece a
Momento de… responsabilidade
Intensidade
Impulsividade
Paixão Esquece
o
Esquece as
mundo
consequências
dos actos
Gravidez na adolescência

Porque acontece a gravidez na adolescência?

 Porque o método contraceptivo falhou


 Porque o método contraceptivo foi usado incorrectamente
Porque não foi usado nenhum método contraceptivo
Porque prevalece a falsa ideia de que “só acontece aos outros”
Porque prevalece o mito “na primeira vez não há risco de
engravidar
Mas … pode acontecer!

Basta uma vez….


Gravidez na adolescência

Prematuridade
Baixo Peso
Gravidez: Anemia
HTA
Indesejada Diabetes
Impensada Gestacional
Problemática …
Conflitos pessoais
Baixa auto-estima
Insegurança
Depressão
Abandono escolar

Mas …também existem gravidezes desejadas na adolescência,


muitas vezes determinadas por padrões culturais
Gravidez na adolescência

O teste de gravidez deu positivo. E agora?

Existem várias opções:

 Prosseguir com a gravidez e assumir a maternidade e paternidade


Prosseguir com a gravidez e, se esta for levada a termo, colocar o RN em
instituição oficial para adopção
Decidir pela Interrupção Voluntária da Gravidez
Gravidez na adolescência

«Lei n.º 16/2007 Artigo 142.º Decreto-Lei n.º 48/95


[...]
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção,
em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento
da mulher grávida, quando:
a) Constitui o único meio de evitar perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o
corpo da mulher ou para a saúde física e psíquica da mulher grávida;

b)Se mostra indicado para evitar perigo de morte e duradoura lesão para o corpo ou
para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e seja realizado nas primeiras 12
semanas de gravidez;
Gravidez na adolescência

«Lei n.º 16/2007 Artigo 142.º Decreto-Lei n.º 48/95


[...]
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção,
em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento
da mulher grávida, quando:

c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma
incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas
primeiras 24 semanas de gravidez, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis,
caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;

d) A gravidez tenha sido resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual


e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas;

e) For realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas de gravidez


Gravidez na adolescência

«Artigo 142.º Decreto-Lei n.º 48/95, de 15 de Março


[...]

5 - No caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz,


respectiva e sucessivamente, conforme os casos, o consentimento é prestado pelo
representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer
parentes da linha colateral.
Gravidez na adolescência
Lei n.° 90/2001 de 20 de Dezembro 2001
Estão abrangidos pela presente lei as mães e pais estudantes que se encontrem a
frequentar os ensinos básicos e secundários, o ensino profissional ou o ensino superior,
em especial as jovens grávidas, puérperas e lactantes.

Artigo 3°
Direitos de ensino
1 - As mães e pais estudantes abrangidos pela presente lei cujo filhos tenham até 3 anos de
idade gozam dos seguintes direitos:
a) Um regime especial de faltas, consideradas justificadas, sempre que devidamente
comprovadas, para consultas pré-natais, para o período de parto, amamentação, doença e
assistência a filhos;
Gravidez na adolescência

Lei n.° 90/2001 de 20 de Dezembro 2001

Artigo 3°
Direitos de ensino
b) Adiamento da apresentação ou da entrega de trabalhos e da realização em data
posterior de testes sempre que, por algum dos factos indicados na alínea anterior, seja
impossível o cumprimento dos prazos estabelecidos ou a comparência aos testes;
c) Isenção de cumprimento de mecanismo legais que façam depender o aproveitamento
escolar da frequência de um número mínimo de aulas;
d) Dispensa de obrigatoriedade de inscrição num número mínimo de disciplinas no
ensino superior.
Gravidez na adolescência

Depois de ponderar e dialogar é importante:

 Responsabilizar o adolescente
Apoiar qualquer que seja a decisão

O bem estar afectivo é importante para o equilíbrio destes adolescentes

Dia Mundial de Prevenção da Gravidez da Adolescência: 26 de Setembro


Alegria, felicidade, vida intensa…

Lágrimas, desespero…adolescência perdida!