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ESTRATÉGIAS PARA OTIMIZAÇÃO DO ENSINO DA

GEOMETRIA

Emanuella Santos de Oliveira


UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana
manuzinhasantos@hotmail.com
Robérico Celso Gomes
UEFS – Universidade Estadual de feira de Santana
robericocelso@gmail.com

Resumo
O estudo de Geometria é geralmente desenvolvido pelas escolas de forma
tradicional, e a maioria só está disponível no final dos planejamentos
curriculares dos professores e/ou dos livros. O presente estudo tem como
objetivo auxiliar o ensino de Geometria do sexto ano do Ensino
Fundamental, tomando como base o uso das Dobraduras e do Tangram.
Esses suportes podem melhorar o ensino de Geometria tornando as aulas
mais dinâmicas, interativas, curiosas e interessantes. Portanto, o trabalho
com construções geométricas pode contribuir de forma significativa no
ensino e aprendizagem da Geometria.
Palavras Chave: Ensino de Geometria, Dobradura, Tangram.

Abstract
The study of Geometry is generally developed by schools in a traditional
way and, most of them are just available in the end of the curriculum
planning of teachers and books. The present analysis aims to help the
teaching of Geometry at the Elementary School through the use of teaching
supports like Origami (paper folding) and Tangram puzzle. Those supports
can improve the teaching of Geometry making classes more dynamic,
interactive, curious and interesting to the students. Therefore, the work with
geometric constructions can contribute in a significant way to the teaching-
learning process of Geometry.
Keywords: Teaching of Geometry, Paper folding, Tangram puzzle.
1 Introdução
Este trabalho tem como objetivo desenvolver técnicas através das dobraduras e do
Tangram que sirvam para auxiliar o ensino de Geometria no sexto ano do Ensino
Fundamental. A razão de se estabelecer tal análise é a dificuldade, já comprovada por
autores, dos professores ensinarem os conteúdos geométricos. A maioria desses
conteúdos só são oferecidos no final dos planejamentos curriculares dos livros
didáticos e, muitas vezes, são deixados de lado ou apresentados numa ordem
hierárquica dos conceitos mais simples aos mais complexos exigindo, assim, dos
alunos, um nível de abstração incompatível com o desenvolvimento do pensamento
geométrico, visto que não são utilizadas técnicas que lhes permitam visualizar os
assuntos que estão sendo estudados.
D’Ambrósio (1987, p. 221), diz que “a geometria ainda é relegada para última parte
dos livros didáticos e os tópicos de geometria propostos na década de 60, como as
transformações geométricas, nunca integraram o currículo”.
Para Lorenzato (1995), a Geometria tem função essencial na formação dos
indivíduos, pois possibilita uma interpretação mais completa do mundo, uma
comunicação mais abrangente de ideias e uma visão mais equilibrada da Matemática.
Segundo Fainguelernt (1995, p. 43):

A Geometria desempenha um papel fundamental no ensino porque


ativa as estruturas mentais na passagem de dados concretos e
experimentais para os processos de abstração e generalização; é
tema integrador entre as diversas partes da Matemática, sendo a
intuição, o formalismo, a abstração e a dedução constituintes de sua
essência.

Assim, a Geometria, como parte fundamental do ensino, deve ser ensinada de


forma a suprir as reais necessidades, fazendo com que os alunos desenvolvam sua
aprendizagem da melhor forma possível com todo o suporte indispensável para uma
compreensão adequada.
De fato, sabemos que as figuras planas elementares (quadrado, triângulo,
retângulo e círculo) são facilmente reconhecidas e nomeadas, já que são formas que
fazem parte do espaço real e que são comumente usadas nas construções e nos
objetos. No entanto, as figuras planas são somente idealizações que não possuem
espessura. Portanto, o que se pode perceber são apenas representações dessas
formas; logo, com base na percepção, torna-se difícil para o aluno conceber um ponto
ou uma reta que não faça parte do seu espaço sensível.
Diante disso, o estudo da Geometria deve levar em conta a exploração do espaço
físico, do espaço real e dos materiais que o professor precisará usar a fim de melhorar
sua prática de ensino. Dessa maneira, suas aulas tornar-se-ão mais dinâmicas,
interativas, curiosas e, principalmente, mais interessantes. Além de desenvolverem o
pensamento geométrico dos alunos, os apoios (dois dos quais serão propostos e
apresentados neste trabalho - Tangram e Dobradura) devem permitir também uma
melhor visualização, compreensão e fixação dos conteúdos abordados.
O objetivo de integrar num mesmo projeto a utilização dos apoios Tangram e
Dobraduras não é o de fornecer aos professores uma espécie de “receita de como dar
aulas”, mas, sobretudo, o de despertar a atenção do grupo para a necessidade de um
trabalho reflexivo sobre as ações pedagógicas, tendo como referência pesquisas sobre
o ensino e a aprendizagem da matemática. Além disso, pretende-se contribuir para a
formação dos participantes, na expectativa de que se tornem profissionais mais
críticos, participativos e competentes para atuar em sala de aula e, portanto, mais do
que executores de tarefas, de procedimentos e de técnicas.

2 Fundamentação teórica

2.1 Contexto histórico da Geometria


Com a evolução e o desenvolvimento do pensamento humano surgiu o interesse e a
necessidade de estudo das formas geométricas, suas propriedades e relações. Atribui-
se aos povos egípcios a origem da Geometria que quer dizer “medida da terra”.
Porém, as atividades que envolvem os conceitos geométricos não se resumiam
apenas às demarcações de terras, visto que os egípcios utilizavam também a
Geometria na Astronomia para prever movimentos dos astros.
A Geometria Egípcia se resumia basicamente a dois papiros: o Papiro de Moscou
e o Papiro de Rhind, este considerado um dos manuscritos mais antigos e um dos
mais famosos.
Na Índia, a origem da Geometria é atribuída a um documento religioso hindu: o
Sulvasutra. Este documento, que data 500 anos a.C., produzia antigos resultados na
área de Geometria.
A Mesopotâmia, região de grande interesse histórico localizada no Oriente Médio e
que compreende o atual território do Iraque e terras próximas, foi habitada inicialmente
pelos povos sumérios e, em seguida, por povos assírios e babilônios. Estes povos
desenvolveram um sistema de escrita usando cunhas em tábuas de argila cozida, que
deu origem a um tipo de caracteres chamados cuneiformes 1. Este instrumento tornou a
Matemática babilônica mais avançada do que a Matemática egípcia, pois ela se
relacionava com a mensuração prática, como, por exemplo, o cálculo da área do
triângulo retângulo, do retângulo, dentre outras (BOYER, 1974).
Graças a Euclides (Síria, 330 a.C - 260 a.C) conhecemos as Geometrias
Euclidiana e Não-Euclidiana, desenvolvidas em sua obra “Os Elementos” composta
por 13 livros ou capítulos dos quais os seis primeiros capítulos são sobre Geometria
Plana Elementar e os três últimos são sobre Geometria no espaço.
Na China encontra-se um dos textos mais antigos de que se tem conhecimento,
uma obra chamada “Nove capítulos” que trata da Arte Matemática do séc. I d.C. Nesta
obra encontram-se 246 problemas que falam de mensuração de terras, agricultura,
sociedades, engenharia, impostos, cálculos, soluções de equações, propriedades
sobre triângulos e retângulos, dentre outros. Além disso, trata de áreas de figuras
planas pelo método manipulatório do empilhamento de peças obtendo vários
polígonos ou figuras diferentes, e que tem a mesma função do Tangram.

2.2 Ensino de Geometria


A importância do ensino de Geometria no currículo de Matemática da escola
fundamental é visível. Dessa forma, sob uma visão mais ampla, os métodos
geométricos são por si só uma grande lição de como o ser humano aprendeu a pensar
e a resolver os problemas apresentados pela vida com o auxílio de técnicas que seu
intelecto elaborou.
Contudo, que conteúdos de Geometria são efetivamente ensinados no Ensino
Fundamental? Quais conteúdos de Geometria são realmente relevantes para a vida do
aluno?
Na busca por essas respostas, percebe-se certo desconforto dos professores ao
falarem sobre o ensino de Geometria. Logo, a reflexão que se pode fazer a respeito
desse desconforto é que pouco tempo é dedicado ao trabalho com Geometria nas
salas de aulas (FONSECA, 2001).
Isso acontece por que os professores se sentem inseguros, pois falta-lhes clareza
sobre o que ensinar sobre Geometria e/ou sobre suas habilidades de como
desenvolver esse ensino.

1
A escrita cuneiforme foi criada pelos sumérios, e sua definição pode ser dada como uma
escrita que é produzida com o auxilio de objetos em formato de cunha. A escrita cuneiforme foi
uma forma de se expressar muito difícil de ser decifrada, pois possuía mais de 2000 sinais e
seu uso era de uma dificuldade enorme. O seu principal uso foi na contabilidade e na
administração, pois facilitavam no registro de bens, marcas de propriedade, cálculos e
transações comerciais.
Fainguelernt (1999, p. 20) afirma que a Geometria é “considerada uma ferramenta
para a compreensão, descrição e inter-relação com o espaço em que vivemos”. Logo,
para interagir de forma adequada com o meio onde está inserido, o ser humano
precisa adquirir, no mínimo, um conhecimento básico das relações geométricas que o
rodeiam.
Para Piaget, a instrução suscetível de promover uma aprendizagem significativa
para todos os alunos deveria ter as seguintes características:
 Uso de modelos concretos;
 Ênfase no raciocínio indutivo;
 Estratégias que favoreçam a interação dos alunos com o professor e dos
alunos entre si.
O educador holandês Van Hiele (apud PEREIRA, SILVA E JÚNIOR, 2005) reforça
esta ideia ao afirmar que “o progresso ao longo dos níveis de desenvolvimento
depende mais da instrução recebida do que da idade ou da maturidade”.
Portanto, o papel do professor é mediar o processo de ensino-aprendizagem de
forma que ofereça aos seus alunos a oportunidade de desenvolver sua aprendizagem
significativamente, de expor suas ideias e seus conceitos, para que haja uma interação
entre aquilo que eles já sabem e as novas informações que estão sendo processadas.
Ainda segundo Fainguelernt (1999, p.51):
A Geometria, como ciência empírica, deve surgir desde os primeiros
anos de escolaridade em que os esforços para se desenvolver uma
teoria estão a serviço do controle das relações que o aprendiz pode
estabelecer com o espaço que o envolve, possibilitando a construção
de um caminho que o ajudará a fazer a passagem do estágio das
operações concretas para o estágio das operações abstratas.

Quanto ao que ensinar e como ensinar sobre Geometria no Ensino Fundamental,


os PCNs trazem os conteúdos divididos em dois blocos: “Espaço e Forma”, que
destaca a importância da Geometria no currículo de Matemática, pois é através dela
que o aluno desenvolve a compreensão do mundo em que vive, aprendendo a
descrevê-lo, representá-lo e a se localizar nele, e “Grandezas e Medidas”, que destaca
a forte relevância social e seu evidente caráter prático e utilitário.
Os PCNs enfatizam ainda que sejam propostas aos alunos atividades de
exploração do espaço físico em que estão inseridos, possibilitando a representação,
interpretação e descrição desse espaço. Portanto, estas atividades devem desenvolver
habilidades que preparem os alunos para um estudo mais formal da Geometria
futuramente.

3 Desenvolvimento do trabalho
3.1 Desenvolvimento através do Tangram
Se analisarmos a Matemática, chegaremos à conclusão de que ela certamente
caracteriza-se como uma ciência que se desenvolve a partir de sua história. Assim,
buscando fatos, descobertas e revoluções em sua história, perceberemos que
contribuem, e muito, no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando ao aluno
uma melhor compreensão da Matemática e a real necessidade de conhecê-la e aplicá-
la na sua vida cotidiana.
Assim, para tentar superar as dificuldades dos alunos e direcionar o ensino da
Geometria para a melhoria do processo de ensino aprendizagem, deve-se garantir-
lhes a apropriação das propriedades e conhecimentos necessários para a resolução
de problemas que envolvem o cálculo de área de figuras geométricas, e isso pode ser
feito com o uso de técnicas de decomposição, composição e sobreposição de figuras,
que facilitam o processo de aprendizagem dos alunos.
Para tal, este projeto será dividido em momentos com o objetivo não só de facilitar
o desenvolvimento do trabalho, mas também para que seja valorizado e tenha
significância para os envolvidos no processo.
Dessa forma, no primeiro momento será contada a história do Tangram e
apresentada aos alunos a seguinte peça (Figura 1):

Figura 1: Tangram
Disponível em: http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/como-construir-
tangram.htm - acessado em 15/08/2011

Para dar prosseguimento, no segundo momento deverá ser fornecido aos alunos
(tesoura, lápis de cor, régua, transferidor, folha de papel de oficio, cola e também um
quadrado em papel quadriculado de 16 cm de lado), para assim se obter as sete peças
que são componentes do jogo chinês. Igualmente, esta construção do Tangram servirá
como recurso para o estabelecimento das primeiras propriedades geométricas das
figuras que compõem o quebra-cabeça. Nesta atividade os objetivos serão a
observação e a manipulação do material para reconhecimento das peças do Tangram.
Para o terceiro momento deverá ser solicitado aos estudantes que identifiquem as
peças do Tangram (Figura 2), para isso, deve-se expor um cartaz com o Tangram em
sala de aula.
Figura 2: Tangram matricial
Disponível em: http://exatas.net/tangram.htm - acessado em 05/08/2010
3.2 Identificando as peças do Tangram:
T - triângulo retângulo grande
TM - triângulo retângulo médio
t - triângulo retângulo pequeno
Q - quadrado
P - paralelogramo
Em seguida deverá ser pedido aos alunos que usem a sua criatividade e montem
figuras geométricas (quadrados, triângulos, paralelogramo, losango). Nesta tarefa eles
poderão exemplificar figuras da geometria plana procurando ampliar seus
conhecimentos e visão de mundo acerca desses novos conhecimentos. Não obstante,
para a realização da tarefa pedida, deverão ser entregues Tangrans já prontos aos
alunos. Esta etapa também pode ser desenvolvida como um trabalho de grupo.
Para o quarto momento, depois que cada estudante estiver familiarizado com as
sete peças do jogo, o Tangram deverá ser usado como estratégia para desenvolver a
noção de área, unidades não padronizadas no caso das próprias peças do quebra-
cabeça (Figura 3).
Desta forma, as atividades sugeridas deverão envolver:
 A escolha de uma peça que sirva como unidade de medida;
 a verificação, através de comparação, de quantas vezes a unidade escolhida
cabe na figura a ser medida;
 a apresentação de um número que expresse o resultado dessa comparação;
 A utilização de alguma unidade de medida dos lados das figuras para cálculos
da área e do perímetro.
Figura 3: Peças do Tangram utilizadas para o desenvolvimento da noção de área
Disponível em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=15416
Acessado em 05/08/2010

No quinto momento, devem ser feitas mais explorações da equivalência de peças


discutindo-se a relação entre as áreas e perímetros de figuras semelhantes.
No sexto momento, deve-se escolher o recurso dobradura (Orientações) para
construir o Tangram. Destarte, tal escolha pode ser justificada devido às múltiplas
vantagens em relação ao desenvolvimento de diversas habilidades dos alunos.
A partir do recurso da dobradura devemos salientar dois enfoques:
 O uso da dobradura como estratégia para uma proposta interdisciplinar,
despertando no aluno a imaginação e a criatividade, além dos aspectos artísticos e
lúdicos;
 O uso da dobradura como estratégia para o estudo de noções matemáticas
que auxiliem no desenvolvimento das propriedades geométricas, sendo importante
salientar a riqueza desse recurso que permite o desenvolvimento da comunicação oral
e escrita em matemática.
Diante desta atividade, o aluno se defrontará com a leitura e a decodificação
desses signos visuais através de comandos orais, escritos ou por meio de amostras
das dobraduras, desenvolvendo, assim, noções de espaço, inovando outras
representações gráficas e fazendo relações com conceitos estudados anteriormente.
Para desenvolver este passo, cada aluno deverá possuir uma folha de papel de
tamnho ofício no formato de um quadrado apresentando assim, à turma, um quadrado
com os vértices (anotados com letras ou números) no qual as etapas da dobradura
deverão ser seguidas passo a passo sob orientação e instrução do professor. Além
disso, poder-se-á explorar matematicamente as figuras encontradas durante o
processo. Neste momento deve-se dar a orientação para a construção do Tangram por
meio da dobradura (Figura 4)
Figura 4: Orientação para construção do Tangram
No sétimo momento, será solicitado que os alunos identifiquem os polígonos (que
se originam do recorte do Tangram), para tal deve-se pedir-lhes que classifiquem cada
figura geométrica de acordo com o número de lados. Poderá chamar sua atenção para
o fato de que o número de lados é igual ao número de ângulos e que, como o próprio
nome indica: poli (vários) e gono (ângulo) - vários ângulos.
Ex: 3 lados (triângulo), 4 lados (quadrilátero2). (Figura 5)

Figura 5: Polígonos que podem ser originados através das peças do Tangram
Disponível em: http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/fundam/geometria/geo-poli.htm
Acesso em 05/08/2010

No oitavo momento, com o auxilio do transferidor, os alunos poderão medir os


ângulos das figuras constantes do Tangram e classificá-las de acordo com os graus.
No nono momento, deverão ser feitas a composição e a decomposição de figuras,
como por exemplo: dado um triângulo retângulo, transformá-lo em um retângulo de

2
² Um quadrilátero é um polígono de quatro lados, cuja soma dos ângulos internos é 360°, e a
soma dos ângulos externos, assim como qualquer outro polígono, é 360°.
mesma área também usando o papel quadriculado; dado o paralelogramo
propriamente dito, transformá-lo em um retângulo de mesma área (Figura 6).

Figura 6: Composição e decomposição do triângulo e do paralelogramo


Disponívelem:http://www.edumatec.mat.ufrgs.br/atividades_diversas/ativ25/CabriJava/tri.htm
Acessado em 05/08/2010

No décimo momento, o professor deverá mostrar numa transparência, ou mesmo


no quadro, as fórmulas e conceitos de área e perímetro das figuras geométricas.
No décimo primeiro momento, os alunos deverão fazer atividades nas quais seja
exigido o cálculo de área usando fórmulas ou haja uma ligação com o que estarão
aprendendo. Se for necessário, usar o papel quadriculado, e, no caso das fórmulas,
ficará livre a escolha da melhor maneira para chegarem a um resultado.
No décimo segundo momento, o trabalho poderá ser concluído com a confecção
de cartazes no papel madeira com as sete peças do Tangram, onde poderão ser feitos
vários tipos de figuras (Figura 7) - animais, objetos, seres humanos e números - de
acordo com a criatividade de cada grupo composto de 04 a 05 alunos. Assim que a
tarefa for concluída, os grupos deverão expor seus trabalhos fazendo uma avaliação
oral e escrita de toda a atividade.

Figura 7: Confecção de uma figura através das peças do Tangram


Disponível em: http://ensinarevt.com/jogos/tangram/index.html
Acessado em: 05/08/2010

4 Conclusão
Para a análise dos resultados obtidos pela atividade proposta neste trabalho, devem-
se levar em consideração as respostas dos alunos, além da experiência dos
professores que aplicaram tais técnicas. Assim, pode-se chegar a uma conclusão
sobre o uso de materiais manipuláveis: se melhora ou não o raciocínio geométrico dos
alunos; se as aulas tornam-se mais dinâmicas e interativas com a participação ativa
dos alunos, e se, além disso, despertam a curiosidade e interesse pela Geometria que
está presente ao seu redor.
Finalmente, destaca-se a importância da valorização da aprendizagem, assim
como também a da percepção, da representação e interpretação dos conhecimentos
de Geometria dos alunos. Ademais, salienta-se a necessidade dos professores
sentirem-se mais seguros e mais à vontade para ensinarem conteúdos que envolvam
os conhecimentos e a prática da Geometria no seu processo de ensino-aprendizagem.

Referências

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Horizonte: Ed. UNICAMP, 2002.

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FAINGUELERNT, E. K. O Ensino de Geometria no 1º e 2º Graus. In: Educação


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HOFFMANN, Daniela Stevanin; GRAVINA, Maria Alice. Fórmulas de Áreas através


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http://www.edumatec.mat.ufrgs.br/atividades_diversas/ativ25/CabriJava/ativ25.htm#pol
igonos> Acesso em 05 de Agosto de 2010.