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QUESTÃO 1

A estabilidade de um complexo é definida a partir da constante de estabilidade


da reação que descreve sua formação e está relacionada ao número atômico efetivo e a
teoria da ligação de valência
O número atômico efetivo corresponde ao número de átomos ligados
diretamente ao íon metálico central, em que cada ligante doa um par de elétrons ao íon
metálico formando a ligação coordenada. Quando esse número se iguala ao número
atômico de um gás nobre, que apresenta configuração eletrônica muita estável, o
complexo também adquire estabilidade.
A teoria da ligação de valência permita determinar quais são os orbitais atômicos
vazios do metal, que são utilizados para formar ligações, com o ligante, e este deve
possuir um par de elétrons livres. Dessa forma, determina-se a estabilidade do
complexo, que de acordo com a teoria do campo cristalino é totalmente eletrostática.
É necessário também saber a carga do íon metálico, pois o íon metálico deve ser
pequeno, para que sua carga seja elevada, gerando um campo elétrico grande que
facilite a acomodação de um maior número de ligantes em torno de si, uma vez que
quanto mais ligantes tiver mais estável será a molécula.
QUESTÃO 8

Figura 1: Configuração dos orbitais d. Fonte: Livro Química Inorgânica não tão Concisa.

Foi prospoto um modelo de ligação o qual foi baseado em interações


eletrostáticas entre metal central e ligantes, Teoria do Campo Cristalino (TCC), sendo
que os ligantes são considerados como cargas negativas puntiformes. Tal teoria baseia-
se no desdobramento dos orbitais d do metal,quando um campo ligante ou campo
cristalino é formado por causa da aproximação dos ligantes ao centro metálico. Os cinco
orbitais d, demonstrados na Figura acima sofreram quebra de degenerância com o
campo criado e forma assim os dois grupos de orbitais d degenerados. A TCC explica
alterações energéticas que acontecem na formação de complexos de metais de transição
e nos seus compostos. Essas alterações resultam em um preenchimento no elemento
central do orbital com eletrons d de mais baixa energia, quando a degenerescência dos
orbitais d é levantada pelo campo cristalino. Na presença de um campo elétrico os
níveis d não são degenerados e os complexos octaédricos d dos grupos de orbitais t 2g e
eg estão separados pela diferença de Δoct.
QUESTÃO 9

Num complexo octaédrico, o metal se situa no centro e os ligantes nos seis


vértices de um octaedro. Os eixos x, y e z apontam para três vértices adjacentes do
octaedro. Dessa forma, os orbitais d se dividem em dois grupos com energias distintas,
sob a influência do campo ligante octaédrico. Como mostra a figura 2 abaixo,

Figura 2: Desdobramento do campo cristalino em níveis de energia em um campo octaédrico. Fonte: Livro Química
Inorgânica não tão Concisa.

Em campos octaédricos, os complexos de spin baixo terão íon metálico com


configuração eletrônica d4-d7, sendo fracamente paramagnéticos, somente o íon metálico
que tiver configuração d6 será diamagnético. Os ligantes são de campo forte, pois vão
favorecer a adição de elétrons a orbitais de energia mais baixa, devido a energia para
emparelhar o elétron ser menor que o custo para leva-lo ao orbital de energia mais alta.
O gráfico da figura 3 e a tabela 1 abaixo, mostram como se comportam esses elétrons
quando estão em spin baixo e quantos elétrons desemparelhados há em cada
configuração dn.
Figura 3:Distribuição dos elétrons de spin baixo nos níveis de energia.

Tabela 1: Número de elétrons desemparelhados para as seguintes configurações dn em spin baixo.

Já os complexos de spin alto, possuem maior número de elétrons


desemparelhados que os complexos de spin baixo, sendo mais paramagnéticos para uma
mesma configuração eletrônica, ou seja, o íon metálico tem configuração d4-d7 e possui
alta tendência paramagnética e exercem influência sobre os campos magnéticos. Os
ligantes de campo fraco tendem a favorecer a adição de elétron a orbitais de energia
mais alta, porque o custo da energia, para levar o elétron ao orbital de energia mais alta,
é menor que a energia de emparelhamento. O gráfico da figura 4 e a tabela 2 abaixo,
mostram também como se comportam esses elétrons, mas quando estão em spin alto, e
quantos elétrons desemparelhados há em cada configuração dn.
Tabela 2: Número de
elétrons

Figura 4: Distribuição dos elétrons de spin alto nos níveis de energia.


desemparelhados para as seguintes configurações dn em spin alto

QUESTÃO 11
a) d6, octaédrico, spin baixo:

b) d9, octaédrico, com alongamento tetragonal:

Obs: Dois tipos de alongamento tetragonal estão representados no gráfico acima.

c) d8, quadrado planar:


d) d6, teraédrico:

Uma forma de calcular as diferenças de energia entre os compostos é fazer uma


subtração entre as duas energias separadamente. A tabela 7.17 do livro Química
Inorgânica não tão concisa mostras as seguintes relações:

Para o primeiro composto (letra (a)) = -2,4 Δ0


Para o último composto (letra (d)) = -0,27 Δ0
Diferença entre os dois compostos = -2,13 Δ0

QUESTÃO 12
A energia de estabilização do campo cristalino para compostos octaédricos pode
ser calculada utilizando a seguinte equação 1:

EECC= (-0,4x +0,6y) Δ0 (1)


Sendo que,
x = o número de elétrons para a série t2g
y = o número de elétrons para a série eg.
A tabela 7.12 do livro Química Inorgânica não tão concisa, indica que para uma
configuração d8 temos 6 elétrons na série t2g e 2 elétrons na série eg.
Dessa forma, ao substituir os valores na equação 1, têm-se:

EECC (Δ0) = (-0,4*6 +0,6*2)


Com isso, Δ0= -1,2

Já para os compostos tetraédricos a energia de estabilização do campo cristalino


será calculada através da seguinte equação 2:

EECC (Δt) = (+0,4x -0,6y) (2)

Analisando a tabela 7.17 do livro Química Inorgânica não tão Concisa, observa-
se que para a configuração d8 temos 4 elétrons na série t2g e 4 elétrons na série eg.

Portanto, temos:
Δt = (+0,4*4 -0,6*4)
Δt = -0,8

Se Δt= 4/9 Δ0, obtemos Δt (octaédrico) = -0,53.

Por fim, comparando os valores obtidos para EECC nas duas configurações,
conclui-se que os complexos octaédricos apresentam maior estabilidade que os
complexos tetraédricos devido a sua energia de estabilização do campo cristalino ser
maior.
QUESTÃO 23

O complexo [Ni(CN)4]2–é diamagnético e o [NiCl4]2– é paramagnético. Além


disso, as geometrias dos dois são diferentes. Isto pode ser explicado pela TLV. O
complexo [Ni(CN)4]2– por ter uma hibridação dsp2será diamagnético e geometria
quadrado planar. Já o complexo [NiCl4]2–, por manter os seus elétrons desemparelhados
no subnível 3d será paramagnético. Portanto, os quatro orbitais atômicos usados para a
hibridação serão o 4s e os três do subnível 4p. Como a hibridação será sp 3 a geometria
do ânion [NiCl4]2– é tetraédrica.

Estruturas:

Figura 5: Estrutura eletrônica dos complexos NiCl42- e Ni(CN)42-


QUESTÃO 25

a) [Pt(NH3)2Cl2]  cis-diaminodicloroplatina (II)

b) CrCl3.6H2O  Triclorocromohexahidratado

c) [Co(NH3)5NO2](NO3)2 Dinitrato de pentaamino(nitrito)cobalto(III)

d) [Co(NH3)5(SO4)]Cl Cloreto de pentaamino(sulftao)cobalto(III)

e)

Tetrabrometo de amida(tetraetilenodiamino)nitritodicobalto(III)

f) Co(en)2(NH3)BrSO4 Sulfato de aminobrometo(dietilenodiamino)cobalto(III)

g) [Pt(NH3)(H2O)(C5H5N)(NO2)]Cl  Cloreto de aminoaquanitro(piridina)platina

QUESTÃO 26

a) Ni(CO)4 é tetraédrico:
A formação de um complexo tetraédrico é favorecida devido problemas
estéricos aparecerem nos complexos octaédricos, uma vez que os ligantes deste metal
são volumosos e grandes, ocupando um grande espaço.

b) [Ni(CN)4]2- é quadrado planar:


Os complexos quadrado planares são caracterizados pela formação de íons
configuração d8 com ligantes de campo forte logo, este complexo recebe essa
denominação devido, assim como os outros quadrado planar, provocarem altos valores
de Δ0.
c) [Ni(NH3)6]2+ é octaédrico:
Como os ligantes desse metal são pequenos, a sua formação nessa geometria é
favorecida, além de que os complexos octaédricos são mais estáveis que os outros
complexos, o que facilita a sua formação.

QUESTÃO 27

Tabela 3:Número de oxidação dos complexos

COMPLEXO NOX
[Co(NH3)6]Cl3 -3
[CoSO4(NH3)4)]NO3 +1
[Cd(SCN)4]2+ -2
[Cr(em)3]Cl3 -3
[CuCl2(CH3NH2)2] +2
[AlH4]- -5
4-
[Fe(CN)6] +2
2-
[OsCl5N] 0
3-
[Ag(S2O3)2] +1

QUESTÃO 28

a) Cloreto de hexamincobalto(III) [Co(NH3)6]Cl3

b) Hexacianoferrato(II) de potássio e ferro(III) FeK4[Fe(CN)6]

c) Diaminodicloroplatina(II) PtCl2(NH3)2

d) Tetracarbonilniquel(0) Ni(CO)4

e) Triaminocianocloronitrocobalto(III) Co(NH3)3CNCl(NO2)

f) Tetra-hidretoaluminato(III) de lítio Li(AlH4)


UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
CURSO DE ENGEHARIA QUÍMICA

ATIVIDADE – COMPOSTOS DE COORDENAÇÃO

Discentes:
Clarissa Barbosa Gontijo
Lorena Maria Guimaraes Alves

Docente:
Flaviana Tavares Vieira

Diamantina,
Novembro/2014