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REFLEXÕES – EPISTEMOLOGIA E EDUCAÇÃO

Mestrando: Jeferson Douglas Breitenbach

BIOLOGIA DO CONHECER E EPISTEMOLOGIA

a) A problemática do(s) autor(es) que o(s) motivaram a escrever o artigo:


Explicar o fenômeno do conhecer. Considerando como ponto de partida o
conhecedor/observador, com suas experiências.

b) Objetivos a serem alcançados pela escritura do artigo;


Explicar o observador observando.
Explanar sobre a explicação na linguagem.
Compreender o ser vivo o seu funcionamento, também a extensão dessa
compreensão para o âmbito social humano

c) Pelo menos 03 (três) argumentos de sustento à reflexão usados pelo autor


no desenvolvimento da reflexão;
A linguagem se fundamenta nas emoções e é a base para a convivência humana.
As emoções e a linguagem são a base para o fazer cientifico.
O ser vivo tem como característica a organização, produzindo a si mesmo
constantemente. Por exemplo, a renovação das células, e quando ocorre a perda da
organização, tem-se a morte.
Na objetividade entre parênteses, a realidade é uma proposição explicativa
Na objetividade sem parênteses, a verdade não aprece como uma proposição
explicativa.
Na objetividade entre parênteses, há tantas realidades quantos domínios
explicativos, e todas são consideradas legítimas.
Não seriam formas diferentes da mesma realidade, não são visões diferentes da
mesma realidade.
Neste caso, se tenho uma discordância com outra pessoa, essa outra pessoa está
num domínio de realidade diferente do meu.
Já na objetividade sem parênteses ocorre a tolerância.
A palavra tolerar faz referência à negação do oculto, adiado por um instante.
Exemplos citados pelo autor: discussões ideológicas, discussões políticas...
O que está em outra ideologia está errado, e por isso é negado.
Quando falamos em objetividade entre parênteses a situação é distinta.
Neste caso, eu sei que o outro está em um domínio de realidade diferente do meu,
que é igualmente válido, ainda que não me agrade.
Então no caminho da objetividade entre parênteses tudo é legítimo.
Com isso, não há tolerância, mas sim respeito.
O respeito é diferente da tolerância, porque o tolerância implica na negação do
outro, e o respeito implica em se fazer responsável pelas emoções frente ao outro,
sem negá-lo.
Quando assumimos a biologia, abre-se um espaço de convivência fundado no
compreender a natureza biológica, no entender que não podemos distinguir entre
ilusão e percepção.
Aceitamos um caminho explicativo ou outro, implicitamente.
Por exemplo, na amizade um não tolera o outro, aceita-o.
No namoro do casal, um não tolera o outro, aceita-o.
No caminho explicativo da objetividade sem parênteses, há uma realidade
independente do observador, ou seja, "é assim", "é independente de mim" ou "de ti",
portanto, deve ser aceita.
Porém, no outro caminho, o da objetividade entre parênteses, uma afirmação
cognitiva é válida apenas no contexto das coerências que a constituem como válida.
Nesse caminho há muitas realidades.
Há tantas realidades – todas diferentes, mas igualmente legítimas – quantos
domínios de coerências operacionais explicativas, quantos modos de reformular a
experiência, quantos domínios cognitivos pudermos trazer à mão.
Se há discordância entre o explicador e outra pessoa é porque essa outra pessoa
está em um domínio de realidade diferente daquele do observador, porém
igualmente legítimo.
Isso significa que as distintas realidades que aparecem nesse caminho não são
visões distintas da mesma realidade.
O que para Maturana, não é o mesmo que dizer que a realidade não existe.
No caminho explicativo de objetividade sem parênteses o explicador não é
responsável pela validade do que diz porque a realidade é independente dele.
Portanto, a negação do outro é responsabilidade desse outro. O outro nega a si
mesmo.
Porém, no caminho explicativo da objetividade entre parênteses o outro pode estar
em um domínio de realidade diferente daquele do explicador que é igualmente
válido, ainda que não lhe agrade.
O outro pode, então, ser negado não porque esteja equivocado mas porque está em
um domínio de realidade que não agrada ao primeiro.
Pode também haver aceitação e respeito ao domínio de realidade do outro.
Esse é um fato fundamental para as relações humanas.

d) A partir de um considerando, extraído da temática de cada artigo, elaborar


um questionamento profundo e investigativo propondo continuidade das
reflexões.
Considerando que há diferentes realidades, todas legítimas, o que para Maturana,
não é o mesmo que dizer que a realidade não existe. Como o professor pode
explicar diferentes questões, para pessoas de diferentes domínios de realidade,
sendo que ele encontra-se em outra realidade?

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