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5/11/2018 DA PINTURA RUPESTRE A FOTOGRAFIA 


A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

I. DA PINTURA RUPESTRE À FOTOGRAFIA

A descoberta da fotografia não aconteceu como muitos po


deriam pensar de uma hora para outra. Como veremos mais
adiante, a busca do meio fotográfico levou centenas de anos
para se concretizar. A verdade é que o desejo da fotografia ou
alguma coisa semelhante, parece ser intrínseco ao homem -um
deríamos até afirmar que do ponto de vista de um determinismo
histórico, a humanidade estava fadada a descobrir a fotografia  ou
alguma coisa semelhante porque não desistiria dessa busca até
chegar ao que procurava. É necessário deixarmos claro que não
se trata de fazer uma comparação qualitativa entre a fotografia e
instinto quase-. O desenho e a pintura na sua forma mais básica as outras artes visuais. mesmo assim, não pode restar dúvida
não são nem mais nem menos, do que manifestações do grande que a fotografia se fazia necessária entre elas e que o lugar que
desejo de RETRATAR O MUNDO que todos nós possuímos desde conquistou em nossa civilização é muito especial. Nas próximas
a infância e que é comum tanto nos primitivos quanto nos civili- páginas iremos ver como foi a evolução da busca deste meio até
zados. hoje insuperádo de registrar imagens de incrível perfeição e rea-
Historicamente, sabemos que mesmo antes de existir a lismo e sem o qual a nossa cultura seria inteiramente outra.
escrita, os primitivos já se comunicavam por meio de desenhos
(Ver fig. 1.) pois a imagem precede a palavra escrita na ordem
evolutiva da linguagem. Mesmo depois que a escrita evoluiu, tan-
to o desenho como a pintura e outros meios de comunicação visu-
ais continuaram a ter enorme importância no processo cultural e
e civilizatório.
Mesmo com o florecimento da literartura e das artes repre-
sentativas , a busca de um processo mais perfeito e mais realista
de registrar o mundo continuou sendo insistentemente procura-
do atravez dos tempos. Isto deve-se ao fato de que as imagens
comunicam em níveis diferentes aos da palavra seja ela escrita 12 x7 cm
ou falada. Mas é verdade também que tanto a pintura quanto o
desenho ou a gravura não conseguiam satisfazer a vontade de
muitos artistas de retratar o mundo com o maior realismo possí-
vel. O fato é que enquanto não existiu a fotografia muitas - mui-
tíssimas pessoas - estavam insatisfeitas com o que se podia fazer
com o desenho e a pintura em matéria de REALISMO.
Foto: Vanessa F.M. Harrell , 1998
A fotografia representa o detalhe, a minúcia, a perspecti-
va, a luz, o momento fugaz, a espontaneidade, e a velocidade que figF i g . 1 . 1 . Fotografia de Pintura Rupestre nas cavernas d e Jataí, Goiás.
muitos procuravam mas não conseguiam por outros meios. Não Estima-se que alugumas destas imagens tenham mais de onze mil anos.
é de hoje a afirmação que a invenção da fotografia LIBERTOU a Poderiamos refletir de como seria difícil faz er uma descrição precisa destes
desenhos se não existisse a fotografia para nos mostrar como são.
pintura para encontrar a sua verdadeira vocação expressiva. Po-

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CAPITULO I
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Vejamos agora, mais detalhadamente os três princípios básicos e


1. OS PRINCÍPIOS DA FOTOGRAFIA como cada um contribuiu para a descoberta da fotografia.

A) . O Principio da Câmara Escura de Orifício


Podemos reduzir a três, os princípios que possibilitaram a
descoberta da fotografia. Estes três princípios já existiam muito O principio da câmara escura de orifício é uma invenção anô-
tempo antes da fotografia ser inventada mas foi necessário reuni- nima e data dos tempos mais remotos. Para sermos mais claros
los de forma coerente para que essa invenção pudesse vir à tona. não se sabe quando foi inventada nem por quem. Uma das com-
Eles são: provações mais antigas que temos da sua utilização prática se-
gundo o historiador alemão, Klaus op-ten Hoe fel (2.) é da obser-
A). O P RINCÍPIO DA CÂMARA ESCURA DE ORIFÍCIO, vação de uma eclipse solar pelo sábio árabe Ibn Al Haitam, na
corte de Constantinopla no ano 1038. O princípio porém, é muito
B). O P RINCÍPIO DA F OTOSENSIBILIDADE, mais antigo pois já era conhecido na Grécia antiga quando
Aristóteles (384 -322 A.C.) fez uma discrição da formação de ima-
C). OS P RINCÍPIOS DA ÓPTICA . gens durante a passagem da luz por pequenos orifícios.
Na Itália, o progresso da câmara escura foi grande a partir
Foram basicamente estes princípios que possibilitaram a de sua divulgação nos escritos de Leonardo da Vinci (1452 -1519).
descoberta da fotografia mas não devemos esquecer que existiram Da Vinci foi o primeiro a fazer uma discrição precisa do fenômeno
múltiplos outros fatores conjunturais, históricos e culturais que da câmara escura. Posteriormente esta passou a receber diversos
também contribuíram de forma decisiva para essa descoberta. O refinamentos um dos quais foi a introdução de uma lente conver-
mundo estava pronto para a descoberta da fotografia somente no gente no lugar do orifício para dar uma imagem muito mais nítida
momento em que ela veio e não antes. e brilhante. Originalmente, a câmara escura de orifício era uma
caixa ou mesmo um quarto escuro (de onde o nome câmara), no
Da mesma maneira que Thomas Edison não poderia ter fei- qual uma das paredes possuía um pequeno orifício por onde  pas-
to a descoberta da vitrola ou da lâmpada incandescente antes que sava um filete de luz. Este filete de luz penetrando pelo pequeno
existisse o telégrafo ou o arco voltaico, a descoberta da fotografia orifício projetava na parede oposta, uma imagem do que se en-
não poderia ser consolidada sem que esses e outros importantes contrava do lado de fora.(Ver Figura 1.2.)
requisitos viessem à tona. Como já dissemos, a verdade é que a As pesquisas sobre a natureza da Câmara Escura de Orifício
busca do processo fotográfico é tão antigo quanto o desejo de re- intensificaram-se durante os séculos XVII e XVIII.
presentar visualmente o mundo, os objetos, os acontecimentos e No século XVIII, houve grande interesse por todo tipo de
os semblantes que consideramos importantes. Como diz Naomi princípio científico e os nobres mais esclarecidos faziam encon-
Rosemblum “Como forma de se fazer imagens, a fotografia tem tros para os quais convidavam os grandes pensadores da época.
florecido de forma inesperada desde as suas origens há 150 Até meados e fins do século XVIII (veja figs.1.3.e 1.4.) câmaras
anos.Pela sua ubiquidade as fotografias tem sido preponderantes escuras de inúmeros formatos eram utilizadas para ampliar trans-
em tranformar as nossas ideias sobre nós mesmos, as nossas parências e desenhos e mesmo para o retrato pelos artistas da
instituiçoes e a nossa rea lação com o mundo natural”  (1.)
(1.) Naomi Rosemblum A World History of Photography Abbeville Press (2.)Fotografia -Museu da fotografia Agfa Gevaert/MIS 1981
New York, 1984 (Tradução do autor)
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época, mas até esse momento ninguém havia encontrado uma


forma de gravar as imagens formadas dentro da Câmara escura a
não ser pelo desenho.
Devemos notar bem que todos esses avanços são indícios de
uma emergente voracidade de ver. As lunetas, os telescópios, os
microscópios, a câmara escura, a gravura, a pintura representam
nesta época uma crescente necessidade do homem de ver e de
conhecer o seu
É esta época mundo
que desde oo início
representa microcosmos até visual
da cultura o macrocosmos.
do século
XX e é caracterizada pela busca do conhecimento através da veri-
ficação empírica (o método científico). É interessante notar que o
crescente uso ao qual foi submetida a câmara escura nos séculos
XVII e XVIII, como um aparelho auxiliar na execução de esboços
e desenhos
contribuiu
muito para
reforçar as Figura 1. 3.  Gravura mostrando a câmara escura já munida de uma objetiva
pesquisas   sendo utilizada para copiar desenhos. Note-se bem que ela está montada sobre
 trilhos para movimentá-la de forma a conseguir diferentes níveis de ampliacão.
em torno
de como
melhorar e Figura 1. 4.
sobretudo   Outra câmara escura com
fixar a ima-   objetiva, espelho e vidro
gem por  despolido. Esta câmara data
ela produ-  de 1820 e estava exposta no
Fig.1. 2. Gravrura datada de 24 de Janeiro de 1544 zida.  Museu da Imagem e do Som.
c o m a i n s c r i ç ã o : S o l i s D e s i g n i u m (D e s e n h o d o S o l ) d e - (Fotografia do autor.) O
m o n s t r a n d o o p r i n c i p i o d a C â m a r a E s c u r a d e Or i f i c io .
 design desta câmara imita o
 mesmo desehho que seria uti-
lizado mais tarde em câmaras
 reflex.

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CAPITULO I
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 B. O princípio da Fotossensibilidade:


1. Johann Heinrich Schulze
A busca por algum material que permitisse fixar as imagens
produzidas dentro da câmara escura é sem dúvida tão antiga quan-
to ela mesma. A primeira coisa que artistas e gravuristas fizeram Fi Fig 1.5 Johann Heinrich
ao se deparar perante a imagem da câmara escura foi de utilizá-la Schulze. Em 1727 ele desco-
como guia para o desenho. Esta técnica recebeu o nome de “dese- briu a fotossensibili
sais de prata. dade dos
nho photogênico” mas não resta dúvida que o que mais desejavam
Em: Fotografia MIS Museu da Ima-
era de gravar a imagem “in natura” do jeito que eles a observavam gem e do Som, São Paulo
dendtro da câmera. Naturalmente foi necessário que a ciência da 24 março 1981Reprodução de ori-
química se desenvolvesse além do ponto onde se encontrava nes- ginal em Colônia Alemanha no
sa poca Meuseu Foto Historama da Agfa
Embora ninguém o soubesse, mesmo o próprio descobri- Gevaert
dor, um passo importantíssimo nessa descoberta foi dado em 1727.
Nesse ano, o pesquizador alemão Johann Heinrich Schulze publi-
cou os resultados de pesquisa na qual constatava que umas fo-
lhas de papel por ele tratadas com nitrato de prata enegreciam 2. Thomas Wedgewood
quando
alemão, expostas
Klaus op àten
luzHoefel,
do dia. “ O
Mas, como relata o historiador Em 1802, mais de setenta anos depois de Shulze, o inglês
Prof. Johann Heinrich Schulze   Thomas Wedgewood, descreveu um processo semelhante ao de
tinha tudo em mente menos faz er descobertas fotográficas; a sua Schulze que também utilizava nitrato de prata e que ele descrevia
intenção era a fabricação de pedras luminosas de fósforo.” (3.) como “belo e prático” quando utilizado para copiar gravuras sendo
O trabalho do Prof. Schulze foi publicado sob o título “ DE que carecia somente de alguma forma para fixar as imagens.
COMO DESCOBRI O PORTADOR DA ESCURIDÃO AO TENTAR DESCO- Wedgewood, embora tenha aplicado o princípio da
BRIR O PORTADOR DA LUZ”. Obviamente Schulze referia-se ao fato fotossensibilidade da prata à produção de imagens também falhou
de o material por ele tratado escurecer com a ação da luz em lugar na tentativa de encontrar um agente fixador para as imagens
de brilhar como ele desejava. Nunca lhe ocorreu que na realidade produzidas na câmara escura . Na época em que Wedgewood
ele havia dado o primeiro passo para descobrir o verdadeiro porta- relatou as suas experiências no começo do século XIX, já existiam
dor da luz - a Fotografia. Schulze, como bom cientista fez novas inúmeros pesquisadores em diversos países do mundo, a maioria
experiências para certificar-se que era realmente a ação da luz
que causava essa transformação na prata mas não levou o seu sem saberalguma
descobrir os uns dos outros,
forma mas
de fixar todos unidos
a imagem no propósito
produzida de
dentro da
trabalho além desse ponto e nunca lhe ocorreu de tentar formar câmara escura. Como diz Klaus op ten Hoefel “Wdegewood e Davy
uma imagem na câmara escura. Além disto, Schulze também não ignoravam as descobertas do químico Karl Wilhelm Scheele, o qual
teve sucesso na tentativa de encontrar algum processo de inter- discubriu, em 1777, que o amoníaco se torna ativo como elemento
romper o enegrecimento da prata quando submetida à luz e por de fixação, pois do contrário teriam tido sucesso e fobtido as primeiras
isto desistiu de continuar com essas experiências. fotografias permanentes” (4.)

(3.) Fotografia -Museu da fotografia Agfa Gevaert/MIS 1981 (4).Ibid.


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C. O Princípio da Óptica   2.  A DESCOBERTA DA FOTOGRAFIA


Este terceiro e último princípio não pode ser subestimado
na sua importância para a descoberta da fotografia. Não se sabe A. JOSEPH NICEPHORE NIEPCE
ao certo quando é que a câmara escura deixou de ter um orifício
e passou a incorporar uma lente. Este passo no entanto foi de Foi um francês, Joseph Nicephore Niepce, quem consiguiu
grande importância uma vez que a lente produz uma imagem muito produzir para a humanidade a primeira fotografia permanente da
mais nítida e brilhante. Quem já experimentou com o princípio história. Niepce procurava desde 1793 alguma forma de copiar

da
sabecâmara
como aescura de produzida
imagem orifício também conhecido
por este como
meio é fraca estenopé
e sem niti- gravuras e desenhos.
tar com uma As suas pesquisas
grande variedade o levaram
de materiais a experimen-
fotossensiveis. Em
dez. 1822, ele conseguiu realizar a cópia de uma gravura em metal
As lentes convergentes estão entre as mais antigas que co- sobre vidro, processo ao qual ele deu o nome de HELIOGRAFIA.
nhecemos e temos notícias de que o Veneziano BÁRBARO foi o Quatro anos mais tarde, em 1826, ele conseguiu fazer a primeira
primeiro a colocar uma lente convergente na câmara escura no fotografia durável da história expondo uma chapa sensibilizada
século XV. Mas sómente nos séculos XVII e XVIII é que foram com asfalto e exposta durante oito horas. Como fixador ele usou
feitos grandes avanços na óptica. Nesta época as idéias de Co- um ácido a urina. (Ver figuras. 7 e 8).
pérnico eram avidamente discutidas e as lunetas e telescópios já
eram muito populares. Os primeiros protótipos de microscópios
desenvolvidos pelo holandês Leeuwenhoeck também já haviam
sido largamente difundidos e sucitaram o surgimento da teoria
dos micróbios. A questão da óptica tem muito a ver com aquilo
que mencionamos mais cedo, a vontade de olhar, de conhecer o
mundo pela observação.
 Tanto os avanços técnicos como a liberalização do pensa-
mento possibilitaram aos pensadores da época olhar para o
cosmos de uma maneira nova e imaginativa. Como exemplo dis-
to podemos citar o conto fantástico Viagem à Lua do escritor e
poeta Cyrano de Bergerac assim como a obra literária de Voltaire
mais específicamente Micromégas . Bergerac utilizou a forma de   Fig.1.7 Joseph Nicephore
 Figura 1.6.  A primeira fotografia da historia realizada por 
um conto fantástico para divulgar as idéias científicas correntes  Joseph Nicephore Niepce. O tempo de exposição foi de oito
 Niepce (1765-1833).

do
çãosábio
para italiano Gassendi. Este
o filme homonimo mesmo
de Geogre contoeserviu
Méliès de inspira-
posteriormente a horas.
Coleção Gershheim, Humanities Research Center, University of Austin
ficção científica de Jules Verne. Por seu lado, Voltaire permite-se Texas.

a ousadia até então considerada de herésia, de olhar para o micro  N.B. Recentemente a revista brasileira Fotografe Melhor informou que a primeira fotografia da história é 
e o macro cosmos de uma forma nova e não supersticiosa contra- na realidade a reprodução de uma gravura feita pelo próprio Niepece um ano antes da renomada fotografia
riando frontalmente o dogma da Igreja. Poderíamos afirmar que a até hoje considerada a primeira. A reprodução apareceu a público na casa de leilões Sotherby’s em Paris e
 foi arrematada por US$443 mil .  Acreditamos porém que se trate apenas da reprodução de 1822 (já menci-
partir deste momento ao menos intelectualmente começa a rom- onada em nosso texto) ou uma posterior de 1825 e não de uma fotografia como é o caso da vista da janela
per-se a barreira entre o mundo antigo e o moderno e a fotografia na casa de campo em Chalon-sur-Saône. Ver:Fotografe Melhor Ano 6 Edição 68, p.15, Ed.
faz parte integrante desse processo. Europa
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B. JAQUES MANDÉ DAGUERRE E A DAGUERREOTIPI A


 Figura 1.8
Niepce associou-se em 1829 a um pintor de paisagens e gra-   Jaques Mandé Daguerre (1787-1851)
vurista, Jaques Mandé Daguerre (Fig. 1.10.). Este, procurava um   Inventor da Daguerreotipia primeiro
meio mais fácil e realista de fazer gravuras. Depois do falecimen-  processo prático de fotografar que foi
to de Niepce Daguerre passou a realizar experiências com o quí-  durante anos o mais popular do mun-
mico Dumas e desde cedo abandonou os lentos processos desen-  do.
volvidos pelo sócio. Em: Fotografia MIS Museu da Ima-
Depois de vários anos de experiências, em agosto de 1839, gem e do Som, São Paulo
Daguerre apresentou um novo e revolucionário processo a 24 março 1981
L’Acadêmie des Sciènces et Beaux Arts de Paris. O processo fez
imediato sucesso e ficou conhecido como Daguerreotipia. Por
solicitação do próprio Daguerre, a técnica foi divulgada livremen- em que a técnica ia sendo aperfeiçoada. Em menos de um ano,
te ao mundo sem direitos autorais. Em compensação Daguerre Godard em Londres, anunciou uma técnica muito mais rápida.
recebeu uma pensão vitalícia do governo francês. Apesar de ser Até 1841, o tempo de exposição de uma Daguerreotipia já havia
bastante revolucionário, o processo era trabalhoso (Ver Box na sido reduzido para dez ou quinze segundos!.
próxima página). A complexidade e periculosidade do manuseio Diga-se de passagem que uma Daguerreotipia era essenci-
dos reagentes químicos junto com a lentidão da sensibilidade do almente uma gravura ou melhor uma fotogravura . Cada imagem
processo limitavam enormemente as possibilidades temáticas das
primeiras daguerreotipias. Apesar disto, nada impediu o tremen- era uma só chapa de cobre e prata, produzida por um processo
do desenvolvimento e popularidade da técnica. . Em poucos me-
ses Daguerreotipos já estavam sendo realizados na Europa, Amé-
rica e nos mais recônditos lugares do mundo.
A grande popularidade da qual gozou a Daguerreotipia foi o
resultado deste ser o primeiro processo prático de fotografar. As
imagens eram de um detalhe e perfeição surpreendentes. Mesmo
assim, devido às dificuldades do processo já mencionadas, os
primeiros Daguerreotipos sofriam de severas limitações temáticas
(eram de prédios, monumentos, natureza mortas e cenas de rua).

O retrato
fato que era particularmente
os tempos difícil
de exposição eram de executar
muito devido
longos (em ao
excesso
de 30 a 45 minutos). Isto requeria uma tremenda paciência por
parte dos modelos que precisavam se manter perfeitamente imó-
veis, frequentemente sustentados por armações de ferro durante
os longos tempos de exposição. É por isto que em algumas das
daguerreotipias mais antigas não se pode distinguir se a pessoa Figura 1. 9. A Daguerreotipia foi o primero processo prático de se fotografar.
 Apesar de suas múltiplas dificuldades e até perigos este processo teve uma
retratada está de olhos abertos ou não. Estes tempos de exposi-  açeitação generalizada e muito rápida. (Foto do autor na esposição do MIS).
ção foram rápida e progressivamente sendo reduzidos na medida
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bastante lento e caro. Não havia nesse momento um meio prático


de fazer cópias de uma Daguerreotipia. Quem quisesse dois re-
tratos teria que posar igual número de vezes. Também não era
possível a esta altura imprimir uma fotografia numa revista ou
num jornal. Os meios de imprensa dependiam ainda do trabalho
de desenhistas e gravuristas para ilustrar as suas publicações.

COMO ERA UMA DAGUERREOTIPIA?

O processo da Daguerreotipia consistia no uso de uma


chapa de cobre sensibilizada por uma fina camada de prata
 preparada numa câmara especial contendo iodo em estado
gasoso. O iodo combinava-se com a prata para formar 
iodeto de prata, um material fotossensível. A imagem laten-
te resultante depois da exposição era posteriormente reve-
lada com vapor de mercúrio aquecido por uma chama em- F i g . 1 . 1 0 D.F. Millet Casal e filha, 1854-59
baixo da chapa.  Os resultados eram imagens muito nítidas  Daguerreotipia
 B i b l i o t h è q u e N a c i o n a l e , Pa r i s
e até hoje quem tem a oportunidade de ver uma Daguerreo-
tipia se surpreende com a qualidade das imagens.

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C. WILLIAM HENRY F OX -T ALBOT 

  O  PROCESSO   NEGATIVO-POSITIVO.

O
senvolvido
Inglês, William Henry Fox-Talbot, traba
lhando independentemente das experi
ências de Niepce e Daguerre, havia de-

desses dois um processo fotográfico


pesquisadores porém muitoanálogo ao
mais ba-
rato e prático. Em 1839 quando Talbot soube do
trabalho de Daguerre, ele apresentou apressa-
damente o resultado das suas pesquisas à Aca-
demia Real da Inglaterra para garantir os direi-
tos ao seu processo.
Diferentemente dos pesquisadores france-
ses, Talbot foi o primeiro a utilizar um negativo
de papel do qual era possível tirar cópias positi-
vas por contato. Foi esta a grande contribuição
de Talbot, pois foi o seu processo que possibili-
tou a fotografia em série. A maior desvantagem
do processo de Talbot porém era que o seu ne-
gativo de papel não permitia cópias com a mes-
ma qualidade dos Daguerreotipos.
 Fig. 1.12. Famosa Talbotipia realizada por Talbot em que ele posa em sitio
 arqueológico ( 1840)

 Talbot como outros antes dele não havia conseguido desen-


volver um método adequado para aplicar a prata sensível ao vidro
e por isso aplicou o seu material no papel. Mesmo assim, aos
poucos Talbot foi aperfeiçoando o seu processo que ficou conhe-
cido como “Calotipia” e que em 1841 já conseguia concorrer em
popularidade com a Daguerreotipia. Anos mais tarde, o francês
Gustave Le-Gray refinou a técnica imergindo os negativos de pa-
pel num banho de cera para torná-los mais transparentes. O re-
 Figura 1.11. William Henry Fox-Talbot sultado foi tão bom que ameaçou a hegemonia da Daguerreotipia
(1800-1877) de forma definitiva embora por pouco tempo pois a introdução da
chapa úmida estava prestes a revolucionar todos os processos
conhecidos até então.

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D. Hercules Florence e a Fot ografia no Brasil


É interessante notar aqui também a contribuição do franco- produziu fotografias. A verdade é que tanto Florence como outros
brasileiro, Hércules Florence, cujo trabalho e perspicácia por muito pesquisadores da época chegaram muito perto de descobrir a
tempo ficaram desconhecidos. Florence trabalhou independente- fotografia mas não tiveram a oportunidade de registrar as suas
mente dos pesquisadores europeus e conseguiu resultados sur- descobertas perante as instituições oficiais. É consenso geral que
preendentemente avançados. Foi ele quem segundo o seu biógra- Niepce foi o primeiro a tornar públicas as suas descobertas e por-
fo Boris Kossoy, utilizou a palavra fotografia antes mesmo de Ni- tanto é considerado o inventor da fotografia. Quanto à nomencla-
epce. Semossombra
não foram de dúvida, eos
seus concorrentes maiores inimigos
contemporâneos masdeo Florence
esqueci- tura, a historiadora
instigado Naomi
por seu amigo Rosemblum
Herschel afirmaaplicou
quem primeiro que foioTalbot
termo
mento e a solidão aos quais são frequentemente relegados os pes- fotografia ao que antes ele chamava de desenho photogênico. Isto
quisadores no Brasil. De fato, Florence utilizou sais de prata e de forma alguma desmerece o trabalho realizado por outros pes-
quisadores no resto do mundo. Sem dúvida é pensando nisto que
Boris Kossoy escreve à respeito de Florence: ... " segundo
ele mesmo, que seguidamente repete o fato de seu isola-
mento em relação aos centros culturais e científicos...Florence
desenvolve seus estudos no campo da fotografia utilizan-
do-se das propriedades dos sais de prata como substânci-
as sensíveis à luz”.(5.) Na verdade o trabalho de Kossoy é
tão preciso e convincente que se Florence não pode ser
considerado o descobridor da fotografia ele deveria ser ao
menos citado como um dos seus descobridores por todos
os historiadores do mundo a partir das revelações feitas
pelo pesquisador. Infelizmente, aqui como em outras si-
tuações os Brasileiros que desejam pela notoriedade mun-
dial devem esperar no máximo um segundo lugar como
aconteceu com o caso Santos Dumont/Irmãos Wright e
tantos outros. Mas afinal o que poderiamos esperar uma
vez que nós mesmos escolhemos jogar pelas regras que
sustentam que foram os portugueses que descobriram o
Brasil e não os indios?
  Figura 1.13. Hercules Florence (1804-1879) e cópia de seus manuscritos.
 Este francês pode ter sido o inventor da fotografia em Campinas São Paulo.
 A questão da descoberta da fotografia é muito controversial. Os historiadores
 americanos dão preferência para os seus compatriotas como também fazem
 os inglêses os alemães e todos aqueles que tem chance de obter essa distinção.
Em: Fotografia MIS Museu da Imagem e do Som, São Paulo 5.) Kossoi, Boris. A descoberta da Fotografia no Brasil
24 março 1981

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E. FREDERICK SCOTT-ARCHER E A “ CHAPA ÚMIDA”


  Apesar das múltiplas dificuldades já mencionadas o

E m 1851, outro Inglês, Frederick Scott Archer, obteve êxito


com um processo revolucionário que logo derrubou a Da
guerreotipia e a Calotipia juntas . O processo apresentava
grandes vantagens em relação aos processos anteriores pois utili-
zava finalmente um negativo de vidro (com a qualidade da Da-
processo dava exelentes resultados e acabou sendo o mais utili-
zado durante os próximos vinte anos. Este processo deu início
àqueles fotógrafos que saiam para o campo munidos de câmara,
tripé, barraca escura (para servir de laboratório) junto com vidros
e banheiras para os reagentes. As dificuldades de se fazer fotogra-
guerreotipia) e possibilitava a tiragem de inúmeras cópias (a van-
tagem da Calotipia), com fia de paisagem eram enormes
datammas é justamente
alguns desta
dos registros época
mais que
memo-
um custo baixo e materiais ráveis de expedições, acidentes, guerras,
muito menos perigosos. catástrofes e outros eventos. Todos es-
Este processo intro- tes registros são testemunhos vivos de
duzido por Scott-Archer na momentos da história que de outra ma-
Inglaterra e quase que si- neira estariam completamente perdidos,
multaneamente por assim como da coragem e inventividade
Gustave Le-Gray na Fran- dos primeiros fotógrafos.
ça possuía a única desvan-  Fig1. 14.
tagem de ter que ser pre-   Ao lado: A imagem do fotógrafo

parado e revelado em esta- itinerante carregando os materiais do


  seu ofício (Tripé, barraca, câmara,
do úmido. O processo uti-
 reagentes e todos os acessórios). Esta
lizava um colódio, que era
imagem tornou-se popular à partir do
aplicado, ao vidro, e devia
  momento em que foi inventado o
ser exposto na câmara es-  processo úmido por volta de 1856.
cura enquanto húmido.
Gravura anónima. em História e
Manual da Fotografia J. Thompson
Ed., 1877. Museu Metropolitando de
Arte. New York

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DA PINTURA RUPESTRE A FOTOGRAFIA 
A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om
© Thomaz. W.M. Harrell

F). RICHAR D LEACH-MADDOX: A CHAPA SECA

A fotografia externa somente se tornou mais fácil à partir do


ano 1871, quando Richard Leach-Maddox, um amador In
glês introduziu a emulsão de gelatina. Este processo foi
rapidamente aperfeiçoado e ficou conhecido como “chapa seca”.
A invenção da chapa seca foi de tremenda importância para a
fotografia. Os fotógrafos poderiam ficar muito mais a vontade 12.5 x 7 cm
para se concentrar no assunto deixando todos os preparativos
complicados de lado. Evidentemente a chapa seca beneficiou
muito mais a fotografia externa . A época da chapa seca é carac-
terizada princpalmente pelos negativos de vidro que também eram
usados com os processos húmidos. Entre 1871 e 1885 muita
pesquisa foi feita para encontrar novos suportes para a emulsão
seca entre os quais o nitrato de celulose foi um dos preferidos.
 Figura 1.16. Imagem de George Eastman e a Câmara de Caixinha
 por ele inventada. Eastman fez pela fotografia o que Bill gates fez
 pela informática. Fotos: Eastman House Rochester

G). GEORGE EASTMAN E O FILME EM ROLOS

 J á em 1888, a Eastman Kodak Company revolucionou a fo


tografia com a introdução de filmes em rolos. Uma verda
deira panacéia para a época, foi o lançamento conjunto de
uma pequena câmara de caixinha.
12 x 7 cm Com esta forma de marketing a fotografia atingia a sua vo-
cação popular e encontrava-se finalmente ao alcance de pessoas
inexperientes de todos os poderes aquisitivos. "Você tira as fotos
...nos fazemos o resto" dizia o lema da Kodak. Se Bill Gates tem
algum precursor na história certamente esta pessoa é George
Eastman. Da mesma forma que Gates fez com o microcomputa-
dor, este visionário também se preocupou em levar a tecnologia
da fotografia da forma mais simples e acessível possível para den-
tro do lar de cada pessoa. É a ele que devemos o que hoje conhe-
 Figura 1.15
Os conhecimentos necessários para a produção de fotografias pelo
cemos por fotografia popular um dos maiores mecados do mundo
 processo humido barravam um sem numero de usuários. Tudo isto iria acabar com um faturamento de bilhões de dolares por ano.
 com a introdução da chapa seca. Acima vemos o material de um "retratista
 de paisagens". Foto: Foto Historama, Agfa-Gevaert, Leverkusen

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Fig 1.19.  Afotograf ia
Figura 1.17. sempre atraiú as pes-
  A i m a g e m a e s q u e r d a soas interessadas em
é uma gravura mos- captar cenas sem se-
Le Chapeau
Nadar phtogrphe de trando o famoso fotó- rdeemu oa rpige recme baidcoasmoaqr u
a es Photographique
paris grafo parisiense Na-
dar num balão a ar  escondidas em clips de
quente fotografando a g r a v a t a , r e l ó g i os e a t é  
c id a d e n u m a d e s u a s chapeus como mostra a
a r r is c a d a s a v e n t u r a s i m a g e m a o l a d o.
 fotográficas.

Fig. 1.18.
F o t o g r  a  f i a d e
um estúdio da
época em que
aparece placa
Fotografo Brasil d e a v i s o ; "As e n -

cr ãoom p
e an gdaass asdei --
antadas"

Fig.1.20   Retrato de familia. ( Daguerrotipia)

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OS GRANDES FOT ÓGRAFOS XIX encontravam-se reunidos todos os monstros sagrados


Este capítulo não poderia ser considerado completo se não das artes. Os seus retratos de feitos por Nadar de figuras
incluíssemos ao menos alguns nomes dos grandes fotógra- proeminentes como George Sand, Rossini, Hector Berlioz e
fos. Alguns é claro já foram mencionados no corpo do nosso muitissimos outros, representam preciosos documentos his-
texto pois estão eternamente ligados ao desenvolvimento da tóricos que atestam da sua grande sensibilidade.
fotografia outros porém são pouco conhecidos do público em Edouard Denis Baldus (1820-1882)
geral mas constituem ao menos as mais brilhantes estrelas Baldus se distingue pelo seu interesse central na fotografia
na sempre crescente e já extensa galáxia dos grandes fotó- arquitectônica de sua época. Neste sentido ele é um dos pri-
grafos de todos os tempos. meiros a utilizar a fotografia como um meio de registro.
Embora tenha também trabalhado com fotografia de paisa-
Luis Jaques Mandé Daguerre (1789-1851) gem e outros projetos Baldus foi quem mostrou a possibili-
Daguerre deve figurar entre os primeiros grandes fotógrafos dade se se utilizar a fotografia para se criar um acervo
pois muito além de um dos inventores ele foi um dos primei- iconográfico de grande detalhe e valor histórico. Na realida-
ros a dar a qualidade de arte ao meio. de, Baldus é o primerio de um numeroso grupo de fotógrafos
William Henry Fox- Talbot (1800-1877) de outros paises que dispertam o interesse por fotografia de
Da mesma maneira que o seu contemporâneo Daguerre, Fox objetos e lugares.
-Talbot foi um avido experimentador e criador com o meio Francis Frith (1822-1898)
fotográfico. Se é verdade que Daguerre brindou o mundo com Frith interessou-se pela fotografia principalmente porque era
o primeiro e precioso processo que possibilitou a atividade editor numa empresa da familia.
fotográfica a nível mundial, a contribuição de Fox-Talbot foi Roger Fenton (1819-1869)
a de fornecer o processo positivo negativo igualmente impor- Carleton E. Watkins (1829-1916)
tante e hoje dominante na fotografia. Lewis Carroll (1832-1898 )
Gustave Le Gray (1820-1862)  Julia Margaret Cameron (1815-1879)
Le Gray é mais um caso de um experimentador de sucesso Edwearde Muybridge (1830-1904)
que chegou fazer diversas descobertas importantes na foto- Alfred Steiglitz (1864-1946)
grafia. Foi um artista (era pintor) com profundo conhecimen- Peter Henry Emerson (1856-1936)
to técnico. A sua sensibilidade estética o levou a aplicar os Eugène Atget (1856-1927)
Alvin Langdon Coburn (1882-1966)
seus conhecimentos
perfeição e beleza. de forma a produzir obras de grande Baron Gayne de Meyer (1869-1946)
Nadar (1820-1910) Edward jean Steichen (1879-1973)
Nascido Gaspard Félix Tournachon “NADAR” foi o retratista August Sander (1876-1964)
por exelência da sua época. Jornalista e escritor, interessou-  Jaques Henri Lartigue (1894-)
se pela fotografia como forma de ilustrar matérias e artigos. Emil Otto Hoppé (1878-1972)
Logo tornou-se famoso pela magnífica qualidade de seus re- Edward Weston (1886-1958)
tratos. A época foi feliz pois na Paris de meados do século
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CAPITULO I ©  Thomaz. W.M. Harrell
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Paul Strand (1890-1976)


Weegee (1899- -1969)
Lazlo Moholy-Nagy (1895-1946)
Man Ray (1890-1976)
André Kertész (1894-)
Walker Evans (1903-1975)
Cecil Beaton (1904-1980)
Eewin Blumenfeld (1897-1969)
Henri-Cartier Bresson (1908)
Brassai (1899)
Bill Brandt (1904)
Ansel Adams (1902)
Richard Avedon (1923)
Robert Frank (1924)
Norman Parkinson (1913)
Helmut Newton (1920)
Irving Penn (1917)

 Deavid Bailey (1938)


Joel Meyerowitz (1938)
Francis Jacobetti (1939)
Elliot Erwitt (1928-1988)
 Joel Peter Witknin (1939-)
Don Mc Cullin (1935-)
SebastiãoRibeiro Salgado Junior (1944)

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CAPITULO II

A ANATOMIA DA CÂ MERA
N este capítulo iremos ver as diferentes partes da
câmera fotográfica de forma a melhor entender a
função de cada uma delas e o papel que cada uma
desempenha no trabalho integrado de formar a imagem
final. Primeiramente veremos os diferentes tipos de câ-
meras fotográficas que são divididos em cinco classes.
FOTOGRÁFICA  Também veremos que além da questão dos recursos téc-
(A Câm e ra Fotográfica e Suas nicos o formato ou tamanho do negativo é um divisor de
águas entre as câm eras fotográficas.
Partes) De forma geral quanto maior o formato, melhor
será a qualidade das imagens produzidas. Em seguida
veremos as objetivas : o sistema óptico da câmara foto-
gráfica. Nessa discussão tornar-se a claro que a distân-
cia focal da objetiva exerce enorme influência sobre as
características da imagem que será formada. A função da
íris ou diafragma
vo hoje, serána
incorporado então analisada
objetiva exercepois este dispositi-
a importante fun-
ção de regular a quantidade de luz que atinge o filme.
Esta parte concluirá com uma breve discussão dos dife-
rentes tipos de objetivas existentes e suas principais ca-
racterísticas e aplicações. Finalmente, será o momento
de vermos o funcionamento do obturador cuja principal
função é de regular a duração do tempo que a luz atinge o
filme. Concluída a discussão sobre os principais recursos
técnicos da câmara passaremos a ver o seu funcionamen-
to integrado no processo de se fazer uma fotografia.

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O que mais importa para nós neste momento, é perceber-


A CÂMARA ESCURA DE ORIFÍCIO E A mos que a concepção básica de qualquer câmara fotográfica
CÂMARA FOTOGRÁFICA MODERNA continua sendo a mesma dos tempos antigos. O formato mudou
as dimensões são outras e muitos avanços foram incorporados
mas o conçeito básico é o mesmo. No desenho esquemático abai-
primeira coisa que devemos considerar ao querer aprender xo e no da figura 2., na página seguinte, vemos que toda câmara
a fotografar é entendermos a conce- pção básica da câma
deve possuir certos elementos importantes e indispensávaeis.
ra fotográfica e o seu funcionamento. Talvez a forma mais

A
simples da câmara fotográfica seja também o seu protótipo mais 6 7
antigo conhecido como câmara escura de orifício. A câmara escu- 4
ra de orifício não era nada mais do que um recinto fechado com
um pequeno orifício pelo qual entrava um minúsculo filete de luz.
O filete de luz, projetado na parede oposta da câmara formava 1 2 3
uma imagem (Veja ilustração). Este fenômeno além de comprovar
que a luz viaja em linha reta, serviu de modelo para o desenvolvi- Fig. 2.2 5
mento das câmaras fotográficas antigas já munidas de objetivas e
filme. Este princípio continua sendo aplicado mas as câmaras
modernas são muito menores embora ainda mentenham o mes- primeiro elemento importante da câmara fotográfica, é
mo nome de câmara.. a caixa preta ou corpo (1). É dentro do corpo que será

O
mente nocolocado o filmea (2).
plano onde O filme
objetiva por formar
(3) irá sua vezaé imagem.
colocado Ajusta-
esta
configuração básica tornam-se ainda necessários alguns outros
componentes.
É importante mirar ou apontar a câmara com certa preci-
são para termos uma idéia correta do que será fotografado. Para
tanto é necessário que a câmara possua um visor (4). A objetiva
ou lente deve ter uma forma de ser focalizada para que o assunto
seja registrado em foco. O controle de foco (5) move o elemento da
lente para frente e para trás para conseguir o foco do assunto
desejado. Um outro controle importante é a íris ou diafragma (6).
A função principal do diafragma é de controlar a quantidade de
Figura 2.1 luz que passa para o filme. Por sua vez o obturador (7) é uma
O princípio da
câma ra escura em
cortina ou conjunto de palhetas que controlam o “tempo” que a
gravura do seculo luz chegará até o filme. Um último controle importante é o meca-
 XVII. nismo para avançar o filme de forma que se possa expor uma
chapa após a outra. (Veja a Figura na página seguinte.)

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2. A anatomia da câmara básica com os seus principais elementos:


1. Corpo
2. O Filme
3. A Objetiva A direita a câmara desmontada
4. O Visor 1) 0 Corpo da Câmara 1)
2) O Chassis de filme (back)
5. O Controle de 3) A Objetiva 3)
foco 4) O Visor (prismático) 2)

E
xistem diferen 5) O controle de foco
ças evidentes en
tre câmaras foto-
gráficas modernas. 4) 5)
Como veremos ,uma câ- 4.
mara simples pode não
passar de uma simples
caixinha com uma lente
acoplada e uma janeli-
nha que serve de visor.
Ao lado, uma câ-
mara profissional cujo 2. 1.
sistema modular permi- 3.
te que ela seja desmon-
tada. Assim podemos
ver todos os elementos 5.
que a compõem. Temos
portanto: 1) o corpo 2)o
chassis de filme 3) a ob-
  jetiva 4) o visor e 5) o
controle de foco. Nesta
câmara o controle de
foco é uma rodela que ao A. B. C. D.
ser girada faz a lente ir
para frente e para traz.

Fig. 2.3 Na sequencia acima (ao pé da foto) vemos: A) sómente o corpo, B) o corpo com o chassis
de filme montado, C) o corpo, filme e objetiva e D) todos os elementos que compõem a
câmara (corpo, filme, objetiva e visor).

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3. OS DIFERENTES TIPOS DE CÂMARAS


Fig. 2.4
Embora existam centenas de modelos de câmaras hoje
no mercado, a maiora tem em comum todos os elementos 1. As câmaras simples ou de visor e
mostrados na página anterior. De forma geral, podemos clas- 2. As câmaras de visor telemétrico
sificar todos os modelos de câmaras em cinco tipos diferen-
tes. Cada um destes possui caracteristicas próprias que o
diferenciam dos outros, principalmente em função do uso
para o qual serão utilizadas e a sofisticação de seus elemen-
tos . (Visor simples)
Os diferentes tipos de câmaras são:
1 . A s c â m a r a s d e v is or s im p l es
2. As câ m a r a s d e v is or t e le m é t ri co
3. As câmaras R e fl ex d e u m a o bje t iv a
4. As câmaras R e fl ex d e d u a s ob je t iv a s
5. As câ m a r a s T é cn i ca s e d e Es t ú d io .
A seguir veremos a descrição de cada um dos diferentes
tipos de câmaras e o seu funcionamento . Pelas ilustrações
anteriores e aquelas que seguem, deve tornar-se evidente que
a maior diferença entre os vários tipos de câmaras está rela-
cionada com o tipo de visor que elas possuem e com a sofis-
ticação de seus controles.
CÂMARAS SIMPOLES E DE VISOR TELEMÉTRICO*
(Fig.2.5 Câmara de
A direita vemos as camaras simples ou de visor Visor telemétrico)
telemetrico seguem o mesmo princípio. Elas possuem uma
 janela (visor), o corpo (ou caixa), a objetiva, a iris (dentro da
objetiva), o obturador (neste caso no corpo da câmara mas,
em certos casos também dentro da objetiva). O controle de
foco é via de regra muito simples ou inexistente nestas câ-
maras
A diferença entre câmaras simples e câmaras de telê-
metro* está em que este dispositivo facilita a correta focaliza-
ção do assunto por meio de espelhos no corpo da câmara. Imagens : Tron (BMA) e Koycera (Pentax)
* (Ver telemetro no glossário)
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Fig 2.7
3. A Câmara Reflex de uma objetiva (SLR)
A câmara reflex de uma objetiva foi uma grande invenção e
ainda é a melhor opção para quem deseja se concentrar apenas
no trabalho de fotografar, mantendo controle dos recursos técni-
cos e evitando possíveis erros decorrentes do próprio sistema. A
maior vantagem deste tipo de câmara é que vemos a imagem a ser
fotografada pela mesma objetiva que será utilizada para produzir
a fotografia. Desta maneira o foco, o enquadramento e outros de-
talhes que vemos dentro do visor são os mesmos que serão
registrados no filme. Isto representa uma enorme vantagem sobre
todos os outros tipos de câmaras fotográficas e é por isto que o
conçeito inventado na Alemanha nos anos 30 ainda é o mais uti-
lizado hoje em câmaras profissionais e semi-profissionais.
A câmara reflex é mais cara pois ela é
mais complexa. O pentaprisma é feito de vi- Fig2.6
dro especial.
por um O espelho
mecânismo deve sera controlado
que garanta sua remo-
ção no mesmo instante da foto. Todos estes
detalhes fazem com que a câmara tenha que
funcionar como muita precisão.

Camaras reflex costumam permitir a A primeira reflex de


troca de objetivas (intercambiabilide) dan- uma só objetiva foi a
do grande gama de escolha para o fotogra- Ihagee Kine Exacta de
Dresden fabricada em
fo com relação ao tipo de objetiva que ele
1936
quer utilizar. A ilustração ( acima) mostra
a trajetoria
sendo da luz
rebatida passando
primeiro pelopela objetiva
espelho e de-e
pois pelo prisma que a envia ao olho do fo-
tógrafo corrigida em perspectiva e posição.

Fig.2.8 Câmara Nikon F601 com lente zoom

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Regulagem de aberturas
4. As câmaras Reflex de duas objetivas
Avanço do filme

As câmaras reflex de duas objetivas foram criadas para ofe-


recer as vantagens de um sistema reflex mas sem o alto custo Regulagem da velocidade
da sua complexa construção mecânica. Neste tipo de câmara,
uma das
o visor objetivas
por meio detem
umaespelho.
simplesEsta
função de levar
objetiva a imagem
não para
possui obtu-
rador nem diafragma. A segunda objetiva possui todos os meca-
nismos necessários para realizar a fotografia. Este sistema foi
muito popular durante muitíssimos anos e as marcas Rolleiflex e
depois Yashica venderam centenas de milhares de unidades.
Estas câmaras embora sejam ainda comuns principalmen- Contrôle de foco
te entre amadores avançados e profissionais da fotografia social,
são cada vez menos utilizadas. Algumas das desvantagens des-
tas câmaras são as mesmas das câmaras simples e de visor
telemétrico. Uma destas desvantagens é que a imagem vista no Visor
visor não é a mesma que está sendo feita pela outra objetiva.
Embora o foco esteja garantido, obstruções diante da objetiva ou
problemas de paralaxe (1) em objetos muito próximos podem acon- Alavanca de avanço do filme
tecer.
Com a prática porém é possível vencer estes defeitos e fazer
ótimas fotografias com estas câmaras que tendem a se tornar
muito baratas devido a queda na procura. Ainda outra vanta-
gem é que as câmaras reflex de duas objetivas trabalham com Objetiva do visor
filme 120 e produzem imagens no formato 6 x 6 cm que é mais do
que o dobro do formato 35 mm. A qualidade das cópias é portan-
to muito superior.
Objetiva da câmara

1. Paralaxe: Fenomeno pelo qual não ha correspondência exata entre o objeto visto e
o fotografado devido ao deslcocamento espacial da objetiva do visor e a objetiva
resposável pela imagem fotográfica. O resultado é um enquadramento falho. Camaras
de visor telemêtrico e outras como a de duas objetivas produzem este defeito quando se
tenta fazer fotografia de aproximação. O efeito de paralaxe é quase nulo a distâncias Fig. 2.9
de dois metros ou mais mas é crítico em fotografia de retrato e macrofotografia.

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5. As Câmaras Técnicas e de Estúdio. Fig. 2.10

A s câmaras técnica e de estúdio são parecidas com as antigas câmaras de caixão.


De fato muitas pessoas confundem estas câmaras com modelos antigos. A verda
de é que o desenho destas câmaras é bastante simples. Vemos na fotografias que
este tipo de câmara praticamente não possui um corpo. Ou melhor, como muitas câma-
ras antigas,a parte traseira e dianteira são unidas por um um fole ou sanfona. O fole
permite que as partes dianteira e traseira sejam aproximadas ou afastadas uma da
outra de forma
mos. Tanto a conseguir
a peça dianteirafocalizar
quanto adesde os objetos
traseira mais distantes
possibilitam inúmerosaté os mais próxi-
movimentos para
corrigir perspectiva , aumentar a profundidade de campo e fazer outros ajustes impos-
síveis de conseguir em outros tipos de câmaras. Estes ajustes fazem com que este tipo
de câmara seja altamente versátil mas bastante complicada de usar.
A câmara de estúdio é uma câmara para profissionais experientes. (Note-se que o
visor da câmara é um vidro despolido na parte traseira) Este tipo de câmara é muito
utilizado por profissionais especializados em fotografia técnica, de produtos, publicitá-
ria e arquitetõnica e até moda. Esta não é a melhor câmara para fotografia de
fotojornalismo pois ela deve ser usada sempre num tripé ou numa estativa devido ao
seu tamanho e peso. Estas câmaras são conhecidas pela qualidade que ogrande forma-
to
sãoproduz. Existem
os chamados acessórios
“Backs”. para utilizá-las
Hoje existem tambémcom qualquer
backs digitaisformato
para estaoucâmaras
tipo de fazen-
filme,
do com que possam ser tranformadas em câmaras digitais em poucos instantes. Também não faltam
objetivas e acessórios para estas câmaras que costumam ser muito caras.

Fig.2.11

Fig2.12

Ilustrações cortesia TOYO


(Sakai special Camera Mfg.Co. Japan)
Vista frontal Vista lateral Vista traseira
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OS FORMATOS
 Tendo visto os diferentes tipos de câmaras fotográficas deve tornar-se claro que uma das características que mais as
diferencia é aquela relacionada com os diferentes formatos de filme. Isto é, cada tipo de câmara se diferencia por seu
tamanho, a sua complexidade, e pelas aplicações para as quais ela será utilizada. O termo   f o r m a t o  refere-se ao tamanho
do negativo que cada câmara é capaz de produzir. Ao lado vemos alguns dos formatos mais utilizados hojeem dia. Entre
eles o mais comum é o de 35mm utilizado nas câmaras
reflex de uma objetiva e padronizado por Thomas Edison
e George Eastman em1895. Este formato é o mais utili-
zado mundialmente e é usado tanto por amadores como
por profissionais. Os formatos de 6x6 cm, 6x7 cm e 35mm
6x9cm (linhas pontilhadas) cabem todos na catégoria
de formato médio. Essa categoria utiliza o filme 120 e
220. O formato de 4x 5 polegadas é chamado de formato
grande. 6x6mm
Veremos mais sobre formatos no Capítulo IV que
fala especificamente sobre o filme. Existem outros for-
matos (muito menos usados), menores que o 35mm e
alguns maiores que o de 4 x 5 polegadas. O formato de 8
x 10 polegadas (20 x 25 cm) por exemplo é um deles.
Esse formato seria aproximadamente do tamanho de Formato me=édio
uma folha inteira A4.
Em resumo, vimos aqui os diferentes tipos de câ-
maras desde as mais simples camaras de visor, até as
sofisticadas câmaras de estúdio passando pelas câma-
ras reflex de uma objetiva e pelas muito utilizadas câ- 4 x5 polegadas (Formato grande)
maras de formato médio.
Fig. 2.13 Os formatos mais comuns mostrados aqui em tamanlho real.
Ver o capítulo VII página 71 para uma descrição mais deta-
lhada sobre os fomratos.

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AS OBJETIVAS © Thomaz. W.M. Harrell
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CAPITULO III :
AS OBJETIVAS
(O SISTEMA OPTICO DA CAMARA)

Fig 3 . 1

Imagem: Objetiva da primeira câmara Canon


Em Lenswork II/Canon

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CAPITULO III © Thomaz. W.M. Harrell
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1.LENTES OU OBJETIVAS? 3. Abertura relativa


Uma questão frequentemente levantada até por profissio- 4. Poder de cobertura
nais é quanto a nomenclatura; lente ou objetiva? Na verdade hoje
os termos são intercambiaveis mas no estrito senso da palavra Veremos a seguir cada uma destas importantes caracteristicas
uma lente* é composta por um único elemento de vidro ou cristal em maior detalhe pois a compreensão destes princípios deve tornar
e o seu formato determina como ela afeta os raios de luz que nela claro como uma objetiva forma uma imagem o como a mesma é o
incidem. De forma geral existem duas classes; as lentes conver- resultado desse conjunto de caracteristicas.
gentes e as divergentes. Existem diversos formatos de lentes como 1). A DISTÂNCIA FOCAL DE UMA OBJETI VA
as biconcavas as plano-convexas* e outras. As objetivas porém
são compostas de diversos elementos em conjunto de forma a
produzir imagens mais precisas e sem distorções. Na figura 2-19 Uma lente ou objetiva é um elemento de vidro cujas
vemos uma lente pois possui um único elemento. Já o desenho 2- caracteristicas opticas e formato permitem controlar os raios de
20, representa uma objetiva uma vez que é composta de diversos luz que nela incidem de forma a criar e projetar uma imagem. Por
elementos (lentes). definicão; A distância focal de uma objetiva é a medida ( em milíme-
tros ou polegadas ) entre o seu eixo central e o ponto em que esta
2.O SISTEMA ÓPTICO: AS OBJETIVAS E O VISOR. forma uma imagem nítida de um objeto que se encontra a uma dis-
tância infinita. Para fins meramente ilustrativos , a figura 2-19
As objetivas tem a função primordial de formar a imagem

que será
optico deregistrada no filme
quase todas . O visormodernas.
as câmaras também fazEsse
parte do sistemaé
dispositivo
de grande importância uma vez que é por ele que o fotógrafo pode
ter uma idéia mais precisa do que será registrado no filme. O sis-
tema óptico portanto pode ser dividido nessas duas duas fun-
ções:
1. O Sistema de Objetivas Principais, responsável pela
formação da imagem no filme.
2. O Sistema de Visão; um conjunto de lentes , espelhos
e prismas utilizados para levar a imagem que será registrada no
filme, até o visor da câmara.

AS CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DE UMA OBJETIVA


  Toda objetiva tem certas características que determinam a sua
utilidade para o uso na formação de imagens. As principais des- mostra
Fi g . 3 . 2 como é medida
DISTÂNCIA  FOCAL  DEa distância
 UMA focal. Note-se
 LENTE SIMPLES de umabem
lente
quebiconvexa*
a medida é
tas características são : ou positiva.
feita do centro da lente até o ponto onde ela produz uma imagem nítida
(ponto focal). Uma lente biconvexa tem duas convexidades o que a fazem
ser uma lente positiva Uma lente com duas concavidades seria uma lente
1. Distância focal biconcava ou uma lente nega tiva. existem ainda outros formatos como plana,
2. Ângulo de cobertura plano-convexa, planoconcava etc.

24
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O EFEITO DA DISTÂNCIA FOCAL NA IMAGEM

1 2 3 4
1
5 6
2 3

1
4 5

2
6

3 4
Um dos fatores mais evidentes afetados pela distância focal de
uma objetiva é a maneira como ela representa uma cena. Nas
1 2 3 4 15 62 3 4 5 6

1 2 3 4 15 62 3 1 4 5 2 6 3 4

1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6
1 2 3 4
1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6

fotografias abaixo feitas com objetivas de distâncias focais dife-


1 2 3 4 5 6
1 2 3 4
1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6
1 2 3
1 4
5 2 6
3 4
1 2 3 4 5 6

15
62
3 4 5 6
1 2 3 4
1 2 3 4

rentes, vemos como o aspecto da cena muda radicalmente. A


1 2 3 4 15 62 3 4 5 6

1 2 3 4 15 62 3 1 4 5 2 6 3 4

1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6
1 2 3 4
1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6

primeira fotografia foi feita com uma objetiva grande angular 24


1 2 3 4 5 6 1 2 3 4
1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6
1 2 3 1 4 5 2 6 3 4
1 2 3 4 5 6

15
62
3 4 5 6
1 2 3 4
1 2 3 4

mm, a segunda com uma objetiva normal 50mm, a terceira com


1 2 3 4 15 62 3 4 5 6

1 2 3 4
1 2 3 4 15 62 3 4 5 6

1 2 3 4 5 6
1 2 3 1 4 5 2 6 3 4
1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6

uma objetiva 100 mm e a última com uma objetiva 200 mm .


Distancia focal

  F IG. 3.3. DISTÂNCIA F OCAL  DE UMA OBJETIVA COMPLEXA.


 A d i s t â n c i a f o c a l d e u m a o b je t i v a c om p l e x a é m e d i d a d o
seu centro optico até o ponto onde ela produz uma imagem
n í t i d a d e u m o b je t o q u e s e e n c o n t r a n o i n f i n i t o (p l a n o f o c a l ).

Acima: vemos como é medida a distância focal de uma obje-


tiva complexa e os diferentes elementos que a compõem.
Abaixo:
dos vemos alguns formatos de elementos (lentes) utiliza-
em objetivas.
Fo r m a t o s d e l e n t e s 24mm 50mm
3.4
Plano- convexa Bi-convexa Menisco-convexa

Lentes Convergentes

Lentes Divergentes

Plano-concava Bi-concava Concava-menisco

100 mm 200mm
*Lente: As lentes são corpos transparentes que servem para a reprodução
optica de um objeto. São fabricadas com tipos especiais de vidro e as suas Fig 3.5 As ilustrações acima mostram como a distância focal
superficies gera lmente possuem um polimento esférico concavo ou conve- da objetiva afeta o tamanho da imagem formada e o angulo de
 xo. cobertura. Fotos: Canon Lenswork 2001

25
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2. O ANGULO DE COBERTURA.
O ângulo de cobertura (ou ângulo de campo visual) de
uma objetiva refere-se a área que esta pode cobrir a sua
frente. Esta característica é determinada principalmente pela
distância focal da objetiva. Objetivas grande angulares (de
pequena distância focal) tem um ângulo de cobertura mai-
or que as normais. Para melhor entender a questão do o
ângulo de cobertura das objetivas ver detalhadamente as
fotografias na Figura 2.15. (Página anterior)

  a
  r
  u
   t
  r
  e
   b
  o
   C
  e
   d
  o
   l
  u
  g
  n
   A

Fig.3.6 . A NGULO  DE  COBERTURA  DE  UMA  OBJETIVA .  A d i s t â n c i a


 focal de uma objetiva determina o ângulo com que esta poderá
c o b ri r a c en a . E s t e f a t o r é c h a m a d o d e A NGULO   DE  C O BERTURA . V ia d e
r e gr a a s o b je t i va s d e p e q u e n a d i s t â n c i a f o c a l t e m u m g r a n d e
a n g u l o d e c o b er t u r a e s ã o g e n é ri c a m e n t e c h a m a d a s d e G r a n d e -
a n g u l a r e s . As d e d i s t â n c i a f o ca l l o n g a s ã o c h a m a d a s d e T e l e -
o b je t i v a s . Pa r a m e l h o r e n t e n d e r a r e l a ç ã o e n t r e â n g u l o d e c o b e r -
t u r a e o t a m a n h o d a i m a g e m v o l t e p a ra a f i g u r a 2 . 2 1 d a p á g i n a
a n t e r i or e c om p a r e c o m a t a b e l a 2 . 2 3 . V e rá q u e u m a o b je t i v a 2 4 Fig. 3.7 Tabela de ângulos de cobertura de algumas objeti-
m m t e m u m a n g u l o d e co be r t u r a d e 8 4 g r a u s e m q u a n t o q u e a d e
2 0 0 m m é a p e n a s 1 2 g ra u s .
vas de diferentes distâncias focais

26

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3. ABERTURA RELATIVA 3 b.O DIAFRAGMA


Na página anterior vimos que a distância focal de uma
objetiva tem importante influência sobre o seu desempenho. O diafragma é o dispositivo utilizado para se diminuir a quan-
Essêncialmente a distância focal de uma objetiva determina tidade de luz que passa pela objetiva. ( Na verdade o diafragma é
o a n g u l o d e c o be r t u r a ou seja o campo que esta capatará . um dispositivo para diminuirmos o diâmetro efetivo da objetiva). O
Agora examinaremos um outro fator que também deve ser diafragma ou iris tem exatamente a mesma função que a iris do
olho humano.( veja fig 3.9).
considerado. Este é o fator da abertura relativa de uma ob-
 jetiva. A abertura relativa de uma objetiva refere-se à sua
capacidade máxima de transmissão de luz. Uma objetiva que
transmite muita luz é considerada “rápida” e uma que trans-
mite pouca luz é “lenta”, no jargão dos profissionais. = f 2.8
 Técnicamente esta capacidade é medida em pontos “f”e
é chamada de abertura relativ a. Chama-se de abertura re-
lativa por ser uma equação derivada de dois fatores: a dis-
tância focal da objetiva dividido pelo diâmetro efetivo da mes- =f8

ma. Um exemplo; uma objetiva com distância focal de 100mm


e um diâmetro efetivo de 50mm teria uma abertura relativa
de   Vemos um
tivaf2.torna-se portanto que o diametro
fator primordial para efetivo de uma
determinar obje-
quanta = f 16

luz essa objetiva é capaz de transmitir. A formula é muito


simples sendo que divide-se a distância focal da objetiva pelo F i g 3 . 9 . A iris do olho humano regula a entrada de luz automa-
seu diametro efetivo. ( Ver Fig. 3.8.) ticamente fechando ou abrindo de acordo com a luz ambiente. O
diafragma ou iris de uma objeitva tem a mesma função e permite
regular a quantidade exata de luz que passará para o filme.
A A BERTURA R ELATIVA  DE  UMA OBJETIVA
E OS  PONTOS 'f'
Distância Focal (DF) O funcionamento da iri s ou diafragma
= f (abertura relativa) O diafragma ou iris é composto de uma série de folhas
 Diâmetro Efetivo (DE) metálicas sobrepostas. Quando o anel no corpo da objetiva   mar-

Fig. 3.8.  Formula para determinar a abertura relativa de uma objeti- PONTOS T. Além dos pontos f existem pontos “ T” . Teoricamente, a mesma aber-
tura deveria ser igual para todas as objetiv as mas existem peq uenas diferenças na
va. Divide-se a Distância Focal (DF) pelo Diametro Efetivo (DE (DE). O transmissão de luz de uma objetiva para outra e que para o uso geral são insignifi-
resultado é a abertura relativa da objetiva. Este fator é impoortante cantes. Os pontos " T " representam a medida exata da capacidade de t r a n s m i s s ã o
pois determina o numero “f” de maxima transmissão para a objetiva. de luz por meio de testes de laboratório realizados em cada objetiva. Sómente
objetivas extremamente precisas são calibradas em pontos T.

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cando os pontos f é girado num sentido ou outro (ver ilustra-


ção) as folhas fecham ou abrem um orifício na objetiva. Este
orifício regula a entrada de luz de acordo com o ponto f mar-
cado no anel da objeiva. A marcação mais comum dos pon-
tos f em objetivas é a seguinte:
f 1.4, f 2.0 , f 2.4, f 3.5, f 4, f 5.6, f 8, f 11, f 16 e
f 22. É muito importante lembrarmos que cada "ponto" ou FOCO
diafragma
uma redução marcado
da luzna objetiva
pela metade. emSe ordem crescente
fecharmos significa
o diafragma
de f4 para f8 por exemplo, a redução de luz será de quatro (
4x) e não de duas vezes como seria a lógica. Isto acontece DIAFRAGMA
porque os pontos “f” são derivados de uma equação (abertu-
ra relativa) e não seguem uma lógica aritmética. Por este sis-
tema, f2.0 é duas vezes mais luz que f4 que é duas vezes
mais luz que f5,6 e assim por diante.
Outro aspecto importante a ser lembrado é que os pon-
tos “f” representam (teóricamente) a mesma quantidade de
luz para todas as objetivas. Isto quer dizer que f8 representa
a mesma quantidade de luz para uma tele-objetiva ou para Fig. 3.10 O anel do diafragma numa objetiva e os números das aber-
turas em pontos "f". Acima vemos o anel de foco com as distâncias. A
uma grande angular. Porém existe um outro sistema utiliza-
tabela do meio indica as aberturas de profundidade de campo.
do em objetivas altamente profissionais e de precisão. Este
sistema é chamado de pontos " t ". Os pontos " t " progressivamente. Este termo refere-se à capacidade de uma
correspondem aos pontos “ f ” mas são mais precisos e exa- objetiva de manter em foco objetos que se encontram além e
tos. aquem do assunto principal focalizado (Ver profundidade de
Existem ainda outras razões de importância para redu- campo páginas 30 & 32).
zirmos a abertura da objetiva, além de simplesmente con- O co n t r ol e d e p r o f u n d i d a d e d e c a m p o m e d i a n t e a
trolar a quantidade de luz que por ele passa. Uma dessas r e gu l a g em d a s a b er t u r a s d o d i a f r a g m a c on s t i t u i u m d o s
considerações é que uma objetiva tem maior definição quan- r e c u r s o s m a i s c r ia t i v o s d a f o t o g r a f i a  e qualquer fotogra-

do o diafragma está fechado aproximadamente pela metade. fo sério deve estar


profundidade bem éfamiliarizado
de campo com este
afetada por outros recurso.
fatores como Aa
Isto acontece porque nessa abertura estamos utilizando so-
mente a parte central dos elementos, opticamente mais per- distância focal da objetiva e a distância entre o objeto focali-
feitos nessa região, e porque o diafragma tende a reduzir a zado e o filme. De forma geral podemos afirmar que quanto
difração dos raios de luz dentro da própria objetiva. Ainda menor a distância focal de uma objetiva, maior será a sua
outra consideração importante é que na medida em que o profundidade de campo. Também de forma geral podemos
diafragma é fechado a  p r o f u n d i d a d e d e c a m p o aumenta afirmar que quanto mais próximo o objeto do plano do filme,
menor será a profundidade de campo obtida.
28

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RESUMO DAS CARACTERISTICAS DAS OBJETIVAS: 2. ANGULO DE COBERTURA . O ângulo de cobertura de


uma objetiva refere-se a área que esta pode cobrir a sua frente.
 A função da objetiva é de formar a imagem que será registra- Esta característica é determinada principalmente pela dis-
da no filme fotográfico, no dispositivo de captação de vídeo tância focal da objetiva. Objetivas grande angulares (de pe-
ou no filme cinematográfico. As caracteristicas da imagem quena distância focal) tem um ângulo de cobertura maior
formada são determinadas principalmente pela distância fo- que as normais. Por outro lado as objetivas de grande dis-
cal da objetiva, a sua abertura relativa e a abertura de dia- tância focal tem um angulo de cobertura mais reduzido De
fragma utilizada alémdedo
pais caracteristiacas tipoobjetiva
uma de filmesão:
utilizado. As princi- forma geralfocal
a distância podemos estabelecer
de uma a regraserá
objetiva, maior quanto
queo: seu menor
angulo de
cobertura e maior será também a sua profundidade de campo.
1 DISTÂNCIA FOCAL. Todas as objetivas tem uma distân-
3. ABERTURA RELATI VA . As objeti-
vas também tem uma abertura relati-
va . A abertura relativa de uma objetiva
representa a sua máxima capacidade
de transmissão de luz. A abertura rela-
tiva é derivada da distância focal divi-
dida pelo diâmetro efetivo da mesma.
O 4.PODER DE COBERTURA. O po-
der de cobertura de uma objetiva des-
creve a capacidade dessa objetiva de co-
brir um determinado tamanho de ne-
gativo. O poder de cobertura é um fa-
tor importante sobretudo quando se
está fazendo uso de lentes
f 2.8 f4 f5.6 f.8 f11 f16 f22 intercambiáveis. O mais importante é
lembrar-se que a objetiva foi projetada
  Fig 3 . 1 1 O e f ei t o d o d i a f r a g m a s o b re a a b e r t u r a r e l a t i va d e u m a o b je t i va . para cobrir a area do formato para o
qual ela foi intencionada.
cia focal. A distância focal de uma objetiva é a medida em 5. A PROFUNDIDADE DE CAMPO. A profundidade de cam-
mm. cm. ou em polegadas do seu centro óptico até o ponto po diz respeito ao poder de uma objetiva de estender o seu
onde ela produz uma imagem nítida de um objeto situado no alcance de foco além e aquem do objeto focalizado. Diferen-
infinito. tes objetivas possuem diferentes profundidades de campo.
Via de regra as objetivas grande angulares possuem por si

29

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uma grande profundidade de campo e as tele-objetivas pou- A IMPORTÂ NCIA DO PODER DE COBERTURA
ca.
É muito comum as pessoas confundirem os termos â n -
É possível aumentar a profundidade de campo de qualquer g u l o d e c o b e r t u r a e  p o d e r d e c o b e r t u r a .  Já vimos que o
objetiva mediante o fechamento da iris ou diafragma. Este ângulo de cobertura de uma objetiva representa o ângulo do
fenômeno é devido ao fato de que ao diminuirmos a abertura campo que ela capta à sua frente. O  p o d e r  de cobertura por
estamos trabalhando com as partes centrais dos elementos outro lado, refere-se à area, formato ou o tamanho do nega-
tivo para o qual essa objetiva foi projetada. Embaixo vemos
e reduzindo os efetos de refração . o caso de uma objetiva cujo poder de cobertura é insuficien-
7. A IRIS. O diafragma ou iris e dispositivo utilizado para te para cobrir o negativo inteiro.
reduzirmos a abertura da objetiva. Dessa forma podemos
controlar a quantidade ou intensidade da luz que atinge o
filme. As aberturas do diafragma são calibradas em pontos
"f ". Ainda outro fator afetado pelo fechamento da iris é a
profundidade de campo (Ver item 6 nesta página e ilustra-
ções na página seguinte).

 Fig. 3.13 Quando se utiliza uma objetiva feita

para um form
to maior ato me nor
é possivel quenuma câmara
aconteça o de formde
efeito a-
vinheta na imagem que ve mos acima.

Fig.
3.12

30

 
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A IMPORT ÂNCIA DA ABERTURA DO DIAFRAGMA NA F i g u r a s 2 . 2 4 e 2 - 2 5 . As ilustrações nesta página mostram


como o fechamento progressivo do diafragma afeta a
PROFUNDIDADE DE CAMPO.
 p r o f u n i d a d e d e c a m p o de uma objetiva. A primeira foi feita
O efeito causado pelo fechamento do diafragma pode com o diafrag ma totalmente aberto. A segunda com a menor
ser dramático como podemos ver nas imagens abaixo. O abertura (f22). Vemos que as duas fotos são bastante diferen-
recurso de profundidade de campo tornou-se um elemento tes devido a profundidade de campo . Este recurso é um dos
de linguagem na fotografia e quem sabe bem explorá-lo tem mais importantes da fotografia pois como pode se ve,r passa

uma exelente ferramenta ao seu dispor. Vale a pena estudaar de umuma


simples
das reurso técnico assumindo o nível de linguagem.
o texto ao lado. Cada fotografias comunica coisas completamente di-
ferentes. Na primeira foto a mensagem é úni-
ca. Não há como confundir: o rosto da moça é
o destaque, o resto é pano de fundo. Na se-
gunda f otografia a mensagem é dividida entre
o fundo e o primeiro plano. A fisionomia da
moça é atraente mas a riqueza de informação
no segundo plano chama a nossa atenção para
os detalhes da textura das folhas caídas, e
outros pormenores que colocam o primeiro pla-
no em relação ao segundo dando outros signi-
ficados a foto.

Fig.3.14 Abertura do Fig. 3.15 Abertura do diafrag-


diafragma: f2 . ma: f22

31

 
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OS TIPOS DE OBJETIVAS

Agora que já vimos as ca-


racterísticas comuns a todas as
objetivas iremos fazer uma
análise dos diferentes tipos de
objetivas existentes. Basica-
mente existem quatro tipos de
objetivas:
 (1) as normais ,
 (2) as grande a ngulares,
 (3) as tele objetivas,
 (4) as zoom.
Além destes quatro tipos básicos existem também:
 as objetivas para aplicações especiais
 as lentes suplementares

1. AS OBJETIVAS NORMAIS:
 Fig 3.16 
 A regra da diagonal do negativo é a melhor forma de podermos determinar 
 Uma objetiva normal é definidia como tendo uma dis- se uma objetiva é normal ou não para o formato que está sendo utilizado.
tância focal igual à diagonal do negativo para o qual ela será
utilizada. (Ver figuras 3.16 e 3.17) Esta regra é muito útil
pois dentre todas as que encontramos é a mais fácil de veri-
ficar e a mais “objetiva”.
Vejamos o exemplo a direita e abaixo: O formato 35 mm  a  l
 o  n
 g 
 
  ia
mede 24 x 36 mm e a sua diagonal é de 43mm, esta deveria   D
    m
 
  m
35mm
 4  3
ser a distância focal "normal" para esse formato. ( Ver Fig.
3.17).
Outra forma de se descrever uma objetiva normal é pelo
seu ângulo de cobertura . Diz-se que as objetivas normais se
aproximam do ângulo de visão do olho humano que é de
aproximadamente 50o graus. Este critério porém parece
Fig 3.17. A diagonal do negatiavo 35mm é de 43mm
bastante relativo uma vez que é necessário fecharmos um aproximadamente. Obs. A largura do filme inteiro é de 35
dos nossos olhos e olhar fixamente a nossa frente para mm mas a diagonal da área da imagem é que deve ser medi-
chagarmos a uma aproximação deste angulo. da.
32

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AS OBJETIVAS © Thomaz. W.M. Harrell


AS OBJETIVAS © Thomaz. W.M. Harrell

2. AS OBJETIVAS GRANDE ANGULARES As grande angulares tem as suas desvantagens. Em


5/11/2018 A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

Por definição uma grande angular tem uma distância focal primeiro lugar por serem objetivas de grande ângulo de co-
inferior a diagonal do negativo para o qual ela será utiliza- bertura representam a cena com uma distorção conhecida
da. Isto quer dizer que o seu poder de cobertura será maior como 'distorção esférica isto é elas reproduzem linhas retas
que o normal acima dos 50 graus de uma objetiva normal. como curvas. Hoje as grande angulares modernas possuem
(Veja exemplo abaixo) um alto grau de correção deste defeito mas ele é praticamen-
Existem objetivas do tipo "olho de peixe" que tem dis- te impossível de eliminar por completo. O defeito porém pode
tâncias focais
angulo de muito que
cobertura pequenas ( 7 ou 8mm)
pode ultrapassar ose180
portanto
graus.um
as ser usado de
close-ups como umdistorçe
rostos efeito. O uso de grande
a fisionomia angulares
de forma em
singular.
objetivas grande angulares mais utiizadas porém são aque- Uma vantagem das grande angulares é a sua grande profun-
las com uma distância focal entre 20 e 35 mm. didade de campo o que permite planos onde quase tudo está
em foco.

3. AS TELEOBJETIVAS
Uma teleobjetiva é justamente aquilo que o seu nome
sugere. "Tele" é distância, tele- visão, tele-scópio, tele-fone. A
teleobjetiva serve para fotografar objetos que se encontram a

distância.
cia Por definição
focal MAIOR do quequalquer
o normalobjetiva com uma
(a diagonal distân-
do negativo)
pode ser considerada uma tele objetiva. Isto significa que
uma objetiva de 80mm é uma teleobjetiva como também é
uma de 800mm. A diferença entre as duas será uma diferen-
180 ça em grau. A teleobjeiva de 800mm é dez vezes mais forte
graus que a de 80mm. O angulo de cobertura da objetiva mais
poderosa será dez vezes mais agudo e a imagem será dez
vezes maior que a da objetiva de 80mm.
As teleobjetivas por sua natureza, são maiores e mais
pesadas que as outras objetivas. Para melhor entendermos
isto é só lembrarmos que uma teleobjetiva de 800mm tem
que ter nada menos do que 80 centímetros entre o seu eixo
F i g . 3 . 1 8 Uma grande angular com uma distância focal a metade da optico e o plano focal. Isto significa que ela tem que ter no
diag onal do negativo terá um angulo de cobertura o dobro do normal. minimo 80cm de comprimento. As teleobjetivas são compri-
Neste caso a objetiva olho de peixe de 7.5mm tem um angulo de cober- das e também são mais lentas que outras objetivas porque
tura de aproximadamente 180 graus ou seja; metade de um circulo!.

33

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CAPITULO III © Thomaz. W.M. Harrell
5/11/2018
absorvem mais luz. Dificilmente uma teleobjetiva acima dos 4. AS OBJETIVAS ZOOM
A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

300mm tem uma abertura maior que f5.6 ou f8. As que pos- Até o presente momento discutimos objetivas de distân-
suem aberturas maiores como as 300mm f2.8 comuns entre cia focal fixa. As objetivas zoom apresentam um caso único
fotógrafos e cinegrafistas de esportes custam dez vezes mais em que a sua distância focal é variável. Na objetiva zoom,
que as de aberturas menores. Uma desvantagem das teleob- um ou mais grupos de elementos ópticos são movidos dentro
 jetivas é que devido ao fato que elas aumentam a imagem a da objetiva para modificar a distância focal. Isto representa
sua tendência é de aumentar também as vibrações e por isto uma grande vantagem uma vez que torna possível fotografar
devemeser
sólido utilizadas
estável. Outramontadas num das
característica tripételeobjetivas
ou outro suporte
é uma
profundidade de campo reduzida e um achatamento da ima-
gem com perda de perspectiva chamada por muitos de "com-
pressão".

  Fi g 3.19.  Teleobjetiva de 400mm com abertura de diafragma de


2.8 da maraca Canon..

F i g . 3 . 2 0 A Objetiva Zoom pode mudar a sua distância focal mdiante


um complexo deslocamento de seus ele mentos internos. Aqui mostrada
objetiva Nikon 50 - 300mm.

34

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AS OBJETIVAS © Thomaz. W.M. Harrell


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ou filmar cenas com mais de uma distância focal sem ter A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

que trocar de objetivas na câmara. As primeiras objetivas 5. OBJETIVAS ESPECIAIS


zoom apareceram nos anos 30 e foram sendo aperfeiçoadas
atravéz dos tempos até o ponto em que hoje é impensável Existe um grande número de objetivas para aplicações
uma filmadora ou camcorder não ser equipada com uma especiais e seria impossível mencionar todas aqui mas vale a
objetiva deste tipo. As primeiras zoom não possuiam uma pena descrever algumas das mais importantes.
A .) O BJETIVAS DE DISTÂNCIA FOCAL  EXTREMA
relação muito grande isto é; a sua capacidade de mudar de
Em primeiro lugar poderíamos deixar claro que as obje-
distância focal encotrarmos
nada incomum não passava objetivas
de 3 ou 4comvezes. Hoje de
relações não15é tivas com distâncias focais extremas são consideradas obje-
ou 20 vezes. tivas especiais já que são utilizadas para propósitos muito
As zoom demoraram para ser utilizadas em larga es- especficos. Nesta categoria podemos incluir as extremas olho
cala devido ao fato que as objetivas fixas produziam ima- de peixe ou as super tele-objetivas.
B.) OBJETIVAS  E LENTES SUPLEMENTARES
gens de maior resolução e eram muito mais leves. Embora
a questão tamanho ainda seja um fator que desfavorece as Nesta classe são incluiidas objetivas que acopladas a
zoom para todas as aplicações, a questão da qualidade da outras objetivas modificam as características ópticas das mes-
imagem é praticamente insignificante hoje. O uso das obje- mas. Este tipo de objetiva inclui desde lentes de aproxima-
tivas zoom tornou-se praticamente padrão nos anos 60 e ção até suplementos que tranformam uma objetiva normal
70 na televisão. Depois disto, é que elas passaram a ser em tele objetiva ou grande angular. Este tipo de objetiva tor-
utilizadas nas câmaras de vídeo, no cinema e na fotografia. na-se hoje bastante popular uma vez que muitas câmaras (
Hoje em dia as objetivas zoom são cada vez mais comuns principalmente camcorders, câmaras digitais, e algumas câ-
em camaras de todos os tipos. a sua praticidade está mais maras fotográficas.) amadoras ou semi-profissionais são
do que comprovada sobre as objetivas de distância focal fabaricadas com objetivas incorporadas que não podem ser
fixa uma vez que o fotógrafo não precisa ficar trocando de substituidas.
C.) O BJETIVAS  SNORKEL 
objetiva no meio de um trabalho. Com a ajuda da compu-
tação, novos desenhos e formulas opticas se tornaram pos- A tecnologia de fibras ópticas possibilitou o desenho de obje-
síveis a um custo muito mais baixo ao mesmo tempo que se tivas que podem ser acopladas numa extremidade de um
verifica um aumento qualitativo. chicote de fibras ópticas e o outro extremo na câmara. Desta
maneira a objetiva pode ser colocada em lugares outrora com-
pletamente inacessíveis
são múltiplas para uma câmara.
e quase inesgotáveis. As aaplicações
A medicina ciência, a
engenharia e a publicidade tem se aproveitado muito destes
recursos.

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CAPITULO III © Thomaz. W.M. Harrell


CAPITULO III © Thomaz. W.M. Harrell

5/11/2018 A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

D.) O BJETIVAS ANTI  VIBRAÇÃO


Sempre a vibração ou trepidação foi um problema para a
fotografia uma vez que o resultado produz fotografias tremi-
das. Até certo ponto o uso de velocidades de obturador
mais elevadas resolvia parte do problema. Posteriormente
foram criados sistemas tremendamente complexos para di-

minuir os efeitos
que utiliza da que
objetivas trepidação.
posssuem A Dynalens
um fluido écompensador
um sistema
interno que minimiza os efeitos de movimentos bruscos quan-
do fotografando ou filmando de helicópteros ou aviões. Algu-
mas das soluções mais modernas utilizam sistemas eletrôni-
cos de compensação de movimento que oferecem resultados
surpreendentes.

E.)
O BJETIVAS  CATADIOPTRICAS
As objetivas catadióptricas são uma solução para limitar o
desconfortável tamanho de teleobjetivas extremas. Como se
sabe, uma objetiva com uma distância focal de 1000mm
teria que ter no mínimo um metro de comprimento. (Ver defi-
nição de distância focal) O desenho de objetivas catadioptricas
permite reduzir este tamanho para menos da metade por
meio de espelhos. (Veja ilustração) A maior desvantagem
deste tipo de objetiva é que devido ao sistema de espelhos
estas objetivas não podem ter um diafragama e são portanto
de abertura fixa. Uma segunda desvantagem do seu dese-
nho é que elas costumam ter uma abertura relativamente   Fig. 3.21. Objeitva catadióptrica
pequena geralmente entre f-6 ou f-8 dependendo da sua dis-
tância focal. Muitas objetivas catadioptricas são verdadeiros
telescópios e na verdade o seu desenho é derivado de um
tipo de telescópio. A característeica mas evidente destas
objetivas é que elas são “gordas” ou seja, são mais largas do
que compridas.

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OS OBTURADORES © Thomaz. W.M. Harrell


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CAPITULO IV: OS OBTURADORES solução mais simples foi de incorporar um sistema de relógio
A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

a uma iris que abria e fechava por um determinado tempo .


Este prinçípio é utilizado até hoje e é por isto que alguns

C omo já vimos na história da fotografia, as primeiras


fotografias levavam muito tempo para serem expos
tas. As primeiras câmaras portanto não possuiam
um obturador. A própria tampa da objetiva funcionava bem
para esta finalidade. O fotógrafo simplesmente retirava a
obturadores se parecem muito com a iris da objetiva. (Ver
Figura 2.35. e Obturadores centrais).
Hoje existem classes ou tipos diferentes de obturadores
(1) os obturadores centrais e (2) os obturadores de plano

tampa na hora que desejava iniciar a exposição e recolocava- focal ou de cortina.


a na hora de terminar. (1) OS OBTURADORES CENTRAIS
O obturador exerce a importante função de admitir a Este tipo de obturador, é ainda bastante comum em
luz que passa pela objetiva por um tempo determinado. câmaras modernas e é geralmente colocado entre os elemen-
Na medida em que os materiais fotográficos foram sen- tos da objetiva perto da iris e por isto recebe o nome de obtu-
do aperfeiçoados e os tempos de exposição necessários se rador central. Na ilustração 4.1. vemos um obturador cen-
fizeram mais exíguos, um controle mais preciso tornou-se tral parcialmente aberto. O seu movimento é controlado por
necessário e eventualmente imprescindível pois não era mais um sistema de relógio que aciona molas e engrenagens de
possível fazer essa operação manualmente. Foi a partir des- forma a dar os tempos corretos de exposição.
te momento que os relogoéiros entraram em cena na fotogra- (2) OS OBTURADORES DE PLANO FOCAL 
fia. Como o princípio da iris já se encontrava em largo uso a
Os obturadores de plano focal foram inventados anos depois
dos obturadores do tipo central. O seu funcionamento é mais
 Fig. 4.1
parecido com o de uma “cortina” que desliza horizontalmen-
O obturador central ( chama- te deixando a luz atingir o filme por uma fresta. Por isto é
se assim por ser colocado que este tipo de obturador também recebe o nome de obtura-
dentro da objetiva) se parece dor de cortina. Existe ainda um novo tipo de obturador cha-
muito com a iris da objetiva mado de Obturador de guilhotina. Este, em lugar de
mas possui menos palhetas.
 Alguns obturadores deste
movimenar-se horizontalmente desce de cima para baixo
tipo possuem sómente duas como uma guilhotina. A ilustração 4.2, mostra o funciona-
 palhetas
simples. em câmaras muito mento
vido ao do
seuobturador
desenho, de cortina sem odecorpo
os obturadores planoda câmara.
focal De-
são capa-
zes de conseguir tempos de obturação muito mais rápidos
que os de tipo central.
De forma geral, os obturadores de tipo central conse-
guem no máximo tempos de 1/400 ou 1/500 de segundo.
Isto pode parecer um tempo fantástico e realmente era al-
guns anos atrás, mas os obturadores de cortina convencio-
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CAPITULO IV © Thomaz. W.M. Harrell


5/11/2018
nais conseguem tempos de 1.1000 (um milésimo de segun- tagem do obturador central é que ele faz parte integral da
A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

do) ou mais. O uso de materiais novos como o titânio aliado objetiva. Quando trocamos a objetiva temos que trocar o
a novos desenhos de obturadores de guilhotina propiciou um obturador. Nesses casos é necessário recalibrar o diafragama
avanço enorme nos tempos de obturação sendo possível con- e o obturador toda vez que se troca de objetiva. Além disto
seguir tempos de exposição de 1/5000 e até de 1/8000 de as objetivas com obturador central tendem a ser bem mais
segundo! Nas próximas páginas iremos ver como os tempos caras que aquelas que não requerem esse mecânismo.
de obturação são importantes na fotografia. Antes disso po- SINCRONISMO

rém
tagensé importante que analizemos
e desvantagens emcada
trazidas por maior detalhe
tipo as van-
de obturador Porém
bre os os obturadores
de cortina. centrais tem
Eles possibilitam uma vantagem
o sincronismo so-
com fla-
(central e de plano focal). shes eletrônicos em qualquer velocidade. O sicronísmo é sim-
Já mencionamos que os obturadores centrais tem a des- plesmente o fenômeno pelo qual o obturador se encontra com-
vantagem de não conseguir velocidades acima de 1/500 de pletamente aberto no instante em que o flash dispara. Com
segundo. Esta velocidade de obturação é o suficente para obturadores centráis é muito mais fácil obter este sincronísmo
deter o movimento de um corredor por exemplo ou até de um devido à forma como eles abrem e fecham. O mesmo já não é
ciclista mas coisas que andam com maior velocidade já não verdade com obturadores de cortina que são muito mais
podem ser registradas com total nitidez. Outra desvan difíceis de sincronizar porque correm como uma cortina
atravez da janela Por isto, câmaras que possuem obturador
DIREÇÃO DO MOVIMENTO de plano focal (cortina ou guilhotina ) devem ser utilizadas
com velocidades mas baixas quando se está utilizando um
flash. Ao se utilizar câmaras deste tipo é necessário ficar
atento para a velocidade de sincronismo da câmara. Normal-
mente esta velocidade é marcada na cor vermelha ou ainda
possui um “X” ao lado ou uma seta em forma de raio ( ). É
import ante sempre verificar a velocidade de sincronismo
de um obturador de cortina quando ele será utiliz ado
com flash eletrônico. Via de regra um obturador de plano
focal não deve ser utilizado com velocidades superiores a 1/
60 de segundo. Alguns obturadores de plano focal de ultima
CORTINA PRINCIPAL geração podem sincronizar com o flash em velocidades de 1/
250 ou mais. A Nikon N90x por exemplo pode sincronizar
CORTINA SECUNDÁRIA com o flash SB-26 na incrível velocidade de 1/4000! A ilus-
tração 4.4 mostra o que pode acontecer numa fotografia tira-
da com falha de sincronísmo. Uma parte da imagem é ilumi-
nada pelo flash e a outra não.
 Fig 4.2 Obturador de cortina ou “de plano focal” 

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OS OBTURADORES © Thomaz. W.M. Harrell


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A VELOCIDADE DO OBTURADOR NO CONTROLE
A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

DO MOVIMENTO E DA LUZ
Vimos que a principal função do obturador é de contro-
lar o tempo que a luz irá atingir o filme. Lembremos que a
primeira fotografia da história levou oito oras para sensibili-
zar o filme. Depois disso, os filmes foram ficando mais sensí-
veis e os tempos de exposição cada vez mais curtos. Eventu-
almente
de relógioforam introduzidos
descritos na seçãoosanterior.
obturadores com mecanísmo
Obturadores moder-
nos são extremamente precisos e são controlados por um
ocilador de cristal.
As velocidades com que o obturador abre e fecha tem
importante função não somente em relação ao tempo que a
luz da cena atinge o filme mas também de como a cena será
representada. Uma cena fotografada com tempos de exposiçào
longos irá representar objetos em movimento como borrões.
  Já uma fotografia de tempos muito curtos irá congelar o

movimento de forma
Os tempos surpreendente.
de exposição mais comuns em câmaras fo-
 Fig 4.3  Anel de regulagem das velocidaes da câmara fotográfica. Note-se que tográficas vão geralmente de um segundo até milesimos de
girando este anel para esquerda ou para a direita pode se escolher a velocidade segundo e são geralmente representados da seguinte forma:
desejada. Na ilustração está sendo selecionada a velocidade de 125 ou seja 1/125
de segundo. O ponto de referencia é a pequena marca no corpo da câmara em
1, 2, 4, 8, 15, 30, 60,125,250,500,1000,2000,e 4000. Existe
 forma de traço logo a esquerda do número. Note-se que o número entre 125 e 500 ainda uma velocidade com a letra B que significa “Bulb”
e ligeiramente diferente em cor do que os outros isto indica a velocidade de (lâmpada em inlgês ). Esta velocidade vem dos tempos anti-
sincronismo para uso com flash eletrônico. Todas as velocidades abaixo deste gos em que o fotógrafo costumava abrir o obturador para
número podem ser utilizadas sem então disparar uma lâmpada ou um pó altamente volátil e
 problema. As velocidades acima
de 250 irão resultar na falha de
depois fechar o obturador novamente. Quando a câmara
sincronismo (ver foto ao lado). está regulada para esta velociadade, o obturador fica aberto
 Note-sed que o disparo do flash o tempo que botão disparador continuar sendo pressionado.
iluminou sómente parte da Esta posição permite com que o fotógrafo determine por quan-
imagem a outra parte foi to tempo a luz atingirá o filme fazendo exposiçoes com varios
escurecida pelo obturador que ja
se encontrava fechando na hora
segundos ou até minutos de duração. É com esta regulagem
do disparo. que podem ser feitas fotografias nouturnas de paisagens
urbanas com todas as suas luzes e movimento dos carros
Fig 4.4
Evidentemente este tipo de fotografia requer o uso de um
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CAPITULO IV © Thomaz. W.M. Harrell


5/11/2018 tripé e as vezes leva varios minutos de exposição. Devido ao A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om
REGISTRANDO O MOVIMENTO COM A AJUDA
fato que os tempos de exposição são longos, os objetos em DO OBTURADOR
movimento são registrados como rastros .
As velocidades vâo progressivamente diminuindo des-
de um segundo representado pelo número um, até a veloci- Fig.4.5
A primeira fotografia à direita
dade de 1/4000 de segundo ou seja um quatro milesimo de foi feita com um tempo de 1/
segundo. Isto significa que os números marcados no anél 15 de segundo. Este tempo foi
suficiente para registrar o ca-
da câmara
segundo oude representam
milesimos frações de
de segundo. segundo
Assim centenas
sendo, 1 é igualdea sal na moto mas deixar o fun-
do borrado da ndo mais dina-
um segundo, 2 é igual a 1/2 (meio) segundo, 4 é igual a 1/ mismo a foto. A segunda foto-
4 (um quarto) de segundo e assim por diante. Acima de 125 grafia foi feita com uma velo-
representa centesimos de segundo, e acima de 1000 repre- cidade 1/500. Nóte se que
senta milésimos de segundo. esta velocidade melhor regis-
Na sequência de fotos a direita (Fig.4.5 ) vemos uma tra todos os pormenores com
nitidez. Isto comprova que
cena fotografada com diferentes tempos de obturador: note- quando o movimento do as-
se que as partes em movimento são as mais afetadas pela sunto é maior a velocidade de
velocidade do obturador em quanto que as partes imóveis obturação também deve ser
ou estáticas da cena são pouco afetadas. maior.
Note-se também que a
questão de congelar ou não o
movimento depende muito do
que desejamos mostrar. Geral-
mente em fotos de esportes é
recomendável utilizar veloci-
dades de obturador mais cur-
tas de 1/500 , 1/1000 ou
mesmo superiores se a câma-
ra permitir. Mas em fotos como
a utilizada no exemplo a sen-
sação de movimento é mais
bem mostrada utilizando uma
velocidade mais lenta e acom-
panhando o assunto em
panorámica.

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A FOTOGRAFIA DIGITAL © Thomaz. W.M. Harrell
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 T U  F A
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CAPITULO IX  © Thomaz. W.M. Harrell

P A
5/11/2018 A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

raticamente tudo o que dissemos em relação à fotogra tecnologia do CCD não é tão nova quanto poderi se pen
fia convencional aplica igualmente para a fotografia di sar. Ha mais de vinte anos sistemas de gravação de
gital. Os princípios básicos da câmara escura, das ob- vídeo e de televisão já utilizam CCDs dentro das câmaras
 jetivas e da formação da imagem dentro ca câmara continu- para captar imagens . Essa tecnologia deu tão certo que levou os
am sendo práticamente idênticos aos da fotografia conven- tubos de vídeo a uma rápida e definitiva obsolescência. Hoje os
únicos remancentes desses tubos são os tubos de imagem encon-
cional. Algumas coisas mudam porém. Não podemos esque- trados dentro dos aparelhos de televisão e estes logo irão ceder
cer que trata-se afinal de um meio novo. As principais e mais
radicais mudanças na fotografia digital dizem respeito aos lugar às telas de cristal liquido. Abaixo, vemos um esquema que
mostra como funcionava o sistema de captação de imagens de
dispositivos de captação, armazenagem e de suporte. vídeo/televisão antes da introdução dos CCD.
DISPOSITIVOS DE CAPTAÇÃO
Na fotografia digital a imagem formada pela objetiva
dentro da câmara não mais atinge uma emulsão fotossensível
(o filme) e sim um dispositivo eletrônico sensívlel à luz cha-
mado de CCD (Charge Coupled Device) ou Dispositivo de
Carga Acoplada. Este dispositivo é responsável por interpre-
tar os impulsos luminosos da imagem quanto à sua intensi-
dade (luminância) e coloração (crominância). Estas infor-
mações são codificadas de forma digital e armazenadas numa
memória temporária (buffer memory) e posteriormente envi-
adas para um dispositivo de armazenagem (memory stick,
disquete, hard disk, ou outro) ou enviadas diretamente para
um computador ou fita magnética. Acima vemos um esquema típico de reprodução de imagem por meio
do sistema eletrônico de vídeo. A imagem (A) é captada pela lente(B) que a
O CCD é o dispositivo responsável envia à superficie de captação do tubo (C). O tubo (D) transforma a imagem
 por receber a imagem e tranformá- em pulsos eletrônicos e os envia simultâneamente para o visor da câmara
la em implulsos digitais. O elemento e para o tubo de uma televisã o ou monitor (F). O tubo de TV por sua parte,

básico do CCD é o pixel. é porvido


para d e eletro-eletrônicos
pulsos um canhão eletrônico [CRT
contra ou tubo de
a superficie raios catódico]
interna que
do tubo (G) dis-
que é
sensibilizada para reagir a esses impulsos e brilha reproduzindo a ima-
gem. O uso de tubos de imagem em câmaras de v ídeo impedia a reduçào
do seu tamanho. Com a substituição dos tubos por CCDs as câmaras pude-
ram diminuir em tamanho, ficaram mais sensíveis, mais leves e muito me-
nos delicadas.

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A FOTOGRAFIA DIGITAL © Thomaz. W.M. Harrell
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O que aconteceu com as câmaras de vídeo nos anos 60 e 70


serve para mostrar como o mesmo principio foi aplicado
para se criar as primeiras câmaras fotográficas digitais.
Como já dissemos o filme foi substituido por um dispositivo ele-
trônico de captação que fica posicionado no ponto onde a objetiva
U
VANTAGENS DA FOTOGRAFI A DIGITA L 
ma grande vantagem de se utilizar um CCD em lugar do
filme é o custo. Inicialmente o custo de uma câmara com
CCD pode parecer mais alto mas este pode ser reutilizado
milhares de vezes. Os primeiros dispositivos deste tipo não forne-
forma a imagem que seria registrada no filme. Abaixo vemos como ciam imagens com a mesma qualidade de filme mas hoje muitos
esse mesmo princípio foi aplicado nas câmaras fotográficas digi- CCDs ja se aproximam de uma qualidade comparável a de um
tais. filme. Outra grande vantagem da imagem digital é que não é ne-
cessário esperar a revelação para ver a imagem que foi gravada.
Abaixo imagem de capa da revista FHOX mostrando grupo
O retangulo verme- sendo fotografado com a imagem dentro do visor e também visível
lho (1.) indica onde (4.)
no painel de cristal liquido da câmara. Dúvida nunca mais! A
é colocado o CCD
ou outro dispositvo
imagem pode ser vista e avaliada logo depois de executada.
de captação na câ-
( 1.)
mara digital. Ve-
mos ainda a objeti-
va (2.), o diafragma
ou iris (3.), o corpo
da câmara, e o fil-
me ,no caso de
uma câmara con- (2.)
vencional (5.). A li-
nha azul represen-
ta a trajetoria da
luz.

(3.)
(5.)

SUPER
CCD
DA Câmara Fine Pix
FUJI 6900 da Fujifilm

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CAPITULO IX  © Thomaz. W.M. Harrell
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OS DISPOSITIVOS DE CAPTAÇÃO DIGITAL  Uma solução que vem sendo utilizada por algum tempo pa-
O CCD ( Charge Coupled Device ) ralelamente aos CCD utiliza o sistema parecido ao do scanner de
O CCD é o dispositivo mais utilizado na captação de imagens imagens. Normalmente os dispositivos de captação deste tipo vem
digitais fotográficas. CCD’s são elementos caros e embora tenham sob a forma de um “film back” ou melhor um chassis a a ser colo-
sido continuamente melhorados atravez dos anos, a tecnologia se cado no lugar do filme em câmaras que permitem este tipo de
aproxima de um limiar. Muito dinheiro está sendo investido atu- adaptação (normalmente as câmaras de grande formato e algu-
almente na pesquisa de CCDs e outros dispositivos que possam mas de formato médio). Embora este tipo de dispositivo tenha a
ser utilizados na captação de imagens digitais. A Fuji film do japão, capacidade
gens de grandede qualidade
produzir oima-
seu
desenvolveu alguns anos atrás um novo design de CCD que me-
lhora o desempenho em aproximadamente 30% sem aumentar o preço costuma ser ainda muito
custo .É o chamado Super CCD da Fuji do qual falaremos mais elevado. Ainda outra desvanta-
detalhadamente. gem é que alguns destes dis-
O CMOS positivos exigem três varridas,
Um outro dispositivo de captação que está sendo pesquisado uma para cada cor, para cap-
e que já se encontra em algumas câmaras digitais é o COMOS ou tar a imagem. Por isto são co-
semicondutor complementar a base de oxido de metal nhecidos como backs “three
(Complementary Metal Oxide Semiconductor) cujo custo é muito shot” Isto significa que são len-
mais baixo mas com desempenho inferior aos CCD. Atualmente tos e geralmente só servem para
os equipamentos
tagem quecusto.
sobre o CCD- utilizam o COMOS oferecem uma única van- fotografia de produtos.
Os ‘backs digitais” evoluem
com tanta rapidez que não te-

mos a menor dúvida que o tipo


acima descrito cairá em desuso
Back digital de alta
nos proximos anos. Novos backs
performance para são lançados com muita rapidez
câmaras 4x5 pole- e estes sempre ultrapassam os
gadas. Tem capaci- mais antigos em desempenho
dade para mais de além de ser de preço mais aces-
8.5 milhões de sível. Por exemplo, a Kodak lan-
pixels. çou recentemente o DCS Pro
Back de 16 megapixels (16 mi-
lhões de pixels) para ser coloca-
do em câmaras profissonais de
formato médio. Neste momento

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A FOTOGRAFIA DIGITAL © Thomaz. W.M. Harrell
5/11/2018 A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

é o back de maior resolução para fotos de uma exposição (one foco como uma câmara fotográfica. Na realidade o scanner é uma
shot) copiadora cuja principal função é reproduzir imagens planas ou
Outros fabricantes como a Sinar e a Mega Vision (embaixo) estão material impresso de forma digital. O foco do scanner fica num só
lançando os seus própios backs digitais. plano que é uma chapa de vidro embaixo da qual um CCD linear
móvel faz uma varredura ao mesmo tempo iluminando o objeto e
registrando-o por reflexão. Embora não seja capaz de fotografar,
o scanner é o meio mais pratico de digitalizar imagens fotograficas
 ja existentes e por isto é muito utilizado em laboratórios fotográfi-
cos e birôs. Mesmo que o scanner não tenha sido desenvolvido
para trabalhos em tres D (três dimensões) Muitos artistas plásti-
Back Digital da Mega cos e gráficos já descobriram que ele tem muitos mais usos que
Vision para câmara de
aqueles para os quais foi criado. Veja exemplos abaixo.
formato médio com area
de captura de 3 x 3 cm.

Auto retrato
feito diretamen-
te no scanner

O SCANNER
Um outro e importante elemento de cap-
tação digital de imagens é o scanner. Este
praticamente dispensa maiores explana-
ções pois hoje o scanner é quase que um
equipamento obrigatório em computação
e em laboratórios. Existem básicamente
dois tipos de scanners. O modelo de mesa
é o mais conhecido em escritórios e pelo
público em geral. O scanner de filmes é
um equipamento obrigatório em laborató-
rios e gráficas. E necessário porém lembrar que o scanner não
cria imagens fotográficas de objetos tridimensionais. O scanner
não possui lentes ou objetivas e não tem obturador ou ajuste de

88

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CAPITULO IX  © Thomaz. W.M. Harrell

D
5/11/2018 A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

entro do universo de sistemas de captação temos portanto manuseio e


uma enorme varfiedade de equipamentos e dispositivos porque podem
que confundem o público. Como fizemos com as câmaras ser utilizadas
convencionais, podemos dividir as câmaras fotográficas digitais tanto no estú-
exestentes em três classes: as profissionais de altissima resolu- dio como em
ção, as semi profissionais de alta resolução, e as amadoras de externas para
média a baixa resolução. matérias de
moda editorial
e outras. As
CÂMARAS P ROFISSIONAIS
FORMATO GRANDE câmaras de
Entre as câmaras profissionais temos em primeiro lugar as formato médio
de formato grande que podem receber de filme formato grande,os que tantas
 já mencionados backs digitais que podem proporcionar qualidade vantagens
insúperável e resolução atltissima comparável ao filme. Nesta apresentam
classe estão câmaras de estúdio sobre as menores do tipo 35mm são hoje a escolha de quem quer
como a Sinar , Horseman, Cambo um significativo aumento na qualidade sem sacrificar mobilidade.
e Toyo View. São câmaras possu-
em recursos práticamente ilimi- FORMATO PEQUENO TIPO 35m m SLR
Podemos incluir nesta classe câmaras digitais do tipo SLR (Single
tados e utilizamEstas
alta resolução. objetivas da mais
câmaras po- Lens Reflex) de marcas como Canon, Nikon, Sigma, e outras do
dem receber backs digitais da tão conhecido formato 35mm. Estas câmaras, dependendo do
Phase One, da Mega Vision, da modêlo, podem atingir resolução suficiente para uma página du-
Kodak, da Fujifilm e outros. O cus- pla de revista. Possuindo recursos de intercamabilidade de objeti-
to desses equipamentos é muito vas e múltiplos recursos servem muito bem para as necessidades
alto. de fotojornalismo, moda e estúdio. Podem custar milhares de
FORMATO MÉDIO dolares portanto sómente grandes redações ou fotógrafos muito
Em segunda instância estão as câ- afluentes podem obté-las. As vantagens são básicamente aquelas
maras de fotmato médio como  já mencionadas como a economia de tempo , de material e sobre-
Hasselblad, Mamiya, Bronica e ou- tudo a rapidez. A Canon EOS D-60 é um exemplo deste tipo de
tras. Estas câmaras também po- câmara cujo preço é mais acessível devido ao CMOS que ela usa
dem receber backs digitais para como dispositivo de captação. Outra câmara de preço médio e
Câmara Toyo view 4x5 que elas desenvolvidos Embora o CCD desempenho elevado é a Fuji Finepix Pro S2 cujo exclusivo super
pode receber back digital de seja menor nestas câmaras, são a CCD eleva a sua resoluçào a nives de câmaras muito mais caras e
alta resolução escolha de muitos fotógrafos de- sofisticadas. Câmaras deste tipo custam entre US$2.000,00
vido a sua portabilidade e fácil US$4.000,00 só o corpo.

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A FOTOGRAFIA DIGITAL © Thomaz. W.M. Harrell
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penca de pilhas no bolso e estar preparado para trocar na hora


CÂMARAS SEMI PROFISSIONAIS menos esperada.
Estas câmaras também conhecidas como prosumer (da união de Outra desvantagem das digitais é que em interiores e ambi-
proffessional e consumer em inglês) ou “point and shoot” (aponte e entes sombrios o visor
dispare) vem repletas de recursos como contrôle automático de LCD, funciona relati-
exposição, diversos programas automáticos, objetivas zoom in- vamente bem mas em
corporadas, foco automático, pleno sol é pratica-
baixo peso, custo acessível e re- mente inútil. O fotó-
solução bastante elevada. São a grafo digital tem que
opção para quem não pode en- ter um grande sobrero!
trar diretamente na linha de eli-  Já existem acessórios
te profissional. Sào portanto a para isto ( ver ilustra-
melhor escolha para fotografos ção).
profissionais que estão entran- Um dos proble-
do no mundo do digital pela mas mais sérios é re-
primeir a vez ou amadores mais lacionado ao número
ambiciosos. São também a es- de imagens que podem
colha perfeita para empresas, ser guardadas no dis-
Camara digital de vídeo mostrada
Câmara Minolta DImage 7 de 5.2 agências de publicidade
las de fotografia. e esco-
Estas câmaras positivo
(memoryde memória
card, com para-sol para tela LCD da
megapixes. É uma das mais comple- tem uma resolução em pixels de memory stick etc.) da marca Hoodman. Um acessório
tas digitais nesta categoria. Possui inú- entre 2,5 e 5 megapixels. Isto é câmara. A maioria dos quase que obrigatório para fotos
meros recursos e uma optica impecá- externas.
vel. o suficiente para produzir uma
foto tamanho 10x15 cm (2,5
megapixels) com qualidade pra- fabricantes deste tipo de
ticamente igual a de uma foto do câmeras costuma incluir
mesmo tamaho feita com filme. Uma câmara com 5 megapixels um cartão de memória de
produz uma imagem com qualidade fotográfica no tamaho aproxi- 16 megabytes com o equi-
mado desta página o que já é ótimo para a maioria das aplicações. pamento mas isto é absur-
Por fantásticas que sejam estas câmaras ainda tem limitações e damente insuficiente. Para
não substituem completamente camaras convencionais de filme. se ter uma ideia é só tentar
Em primeiro lugar as digitais (todas) gastam muito mais ener- gravar uma imagem na
gia que as câmaras convencionais. O flash da câmara, o monitor mais ata resolução de uma
LCD e todas as funções como zoom, servo motores do diafragma câmara com 5 megapixels
e foco, etc. podem drenar a energia de um jogo de baterias em (um arquivo de 2560x 1920
poucos minutos. Fotografar com digital significa andar com uma pixels). Logo ficará eviden-

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CAPITULO IX © Thomaz. W.M. Harrell


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te que sómente cabe uma única imagem por cartão ! Isto quer Estas observações cabem aqui no sentido de orientar com-
dizer que os fabricantes devem penar que o consumidor não irá pradores no atual momento pois com certeza em pouquissimo
utilizar a sua câmara na mais alta resolução. Mas porque alguem tempo irão mudar.
iria pagar mais caro por uma câmara de 5 megapixels para tirar
fotos de baixa ou média resolução ( 640 x 480 pixels)? A verdade AS CAMARAS AMADORAS
é que sómente os fabrican- Por fim, temos as câmaras amadoras. Como acontece com
tes podem responder esta as câmaras de filme estas existem em miriades em todos os for-
pergunta pois um
16 megabytes cartão de
é adequado matos, cores e preços. O básico apelo destas câmaras é a facilida-
de de uso e o preço. São essas duas qualidades que levam milhões
sómente para câmaras de de pessoas a comprar essas pequenas máquinas ano após ano.
baixa resolução.Quem Algumas podem ter uma lente zoom, possibilitar aproximação
compra uma câmara nesta (macro) e com certeza possuir um flash embutido.
classe terá que adquirir um Estas câmaras nunca poderão ultrapassar 1.5 ou 2 megapixels e
cartão de memória de no podem produzir imagens adecuadas para visualização no monitor,
mínimo 128 megabytes envio pela internet, inclusão em sites e home pages assim como
para poder colocar 8 ima- para uma eventual impressão em papel (hard copy) desde que em
gens no tamanho tamanho reduzido (10 x15cm ou menor ). Nunca produzirão ima-
2560x1920 pixels. A solu- gens de qualidade mesmo nas mãos de um profissional pois os
ção é ter vários
memória cartões de
ou comprar os seus recursos
máquinas limitados
roboticas. São eótimas
automatismo sem
para o que opção
foram fazem
feitas delas
produzir
super cartões de 400 retratos do dia a dia para pessoas não interessadas em fotografia
megabytes ou até de 2 mas em fotografias.
GygaBytes que podem cus-
tar o preço de uma câmara! A escolha é sua. FUNDAMENTOS DA FOTOGRAFIA DIGITAL
Por fim, a espontaniedade da fotografia digital sofre um pou-
co pelo tempo que um arquivo demora para ser gravado. Um ar- Como já dissemos uma câmara digital é parecida com
quivo em alta resolucão pode demorar até um minuto para ser uma 35mm . A diferença está no que ela tem dentro. Quan-
gravado no cartão. Durante esse tempo é impossível tirar outra
fotografia ou fazer qualquer coisa com a câmara.
do tiramos uma foto com a câmera digital a luz penetra na
Estas desvantagens servem para mostrar que antes de se câmera e atinge o CCD e não maiso filme. A luz é então
investir numa câmara digital é importante pensar qual será o uso medida no CCD e enviada á memória interna da câmera
para o qual será submetido o equipamento. (chamada de buffer memory). Assim que a informação da
Para fotografar situaçòes de ação com digital desta classe a imagem alcança o buffer ela écomprimida para o fotmato de
câmara tem que ter auto foco muito rápido coisa rara entre câma- gravação (TIF ou JPEG). A imagem é então transferida para
ras deste tipo. Caso contrário, melhor usar uma câmara profissi- a midia de armazenamento da câmera via de regra um car-
onal convencional com motor drive e auto foco. tão de memória onde ela será armazenda. Algumas câmaras
91

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A FOTOGRAFIA DIGITAL © Thomaz. W.M. Harrell


5/11/2018 A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

precisam terminar este processo todo antes de poder tirar imagem em filme. Mas em filme não se contam os grãos que
outra foto, outras tem um buffer interno rápido o suficiente compõem a imagem. Em filme falamos simplesmente de
para permitir que outras fotos sejam captadas emquanto a grão fino, grão médio, granulado e mais recentemente em
memória armazena outras. grãos T. Tudo isto quer dizer que os dois sistemas são análo-
No começo deste capítulo descrevemos o CCD que é fei- gos mas não idênticos. Longe está ainda o dia em que umCCD
to de milhoes de pequenos sensores que registram a quanti- possua tantos pixels quanto um filme tem grãos mas esse
dade de luz que sobre eles incide. Os sensores gravam ape- dia ha de chegar.
nas a quantidade de luz que os atinge não a cor da luz. Este Hoje, muito mais do que em pixels ouvimos falar em
é o princípio da luminância. Para que a câmera digital detec- MEGAPIXELS. Isto é porque como podemos imaginar são
te qual é a cor de cada pixel, um filtro de cor é colocado sobre necesárias quantidades enormes de pixels para compor uma
os sensores individuais (este é o princípio da crominância) imagem digital de lata resolução. Quanto mais pixels uma
Depois que a luz atinge o CCD os sensores individudis con- imagem possuir mais qualidade e portanto RESOLUÇÃO ela
vertem a quantidade de luz tranformando-os em sinais elé- terá. Um megapixel é equivalente a um milhão de pixels. Como
tricos, que sao originalmente aramazenados como um sinal exemplo, uma câmera com a capacidade de gravar imagens
analógico, convertido pra um sinal digital por un conversor de um megapixel deve possuir um CCD com um milhão de
de analógigo para digital. (conversor A-D) sensores Isto quer dizer que um sensor CCD de um megapixel
Cada sensor representa um pixel e a cor atual de 24 bits é poderia ter as dimensões teóricas de 1.000 por 1.000mil
determinada pala média de um pixed e todos os seus próxi- pixels.
mos. A informação no CCDé então lida, uma linha horizontal Sabemos porém que as imagens fotográficas não são
por vez pela memória interna da câmera e passa desta for- tradicionalmente quadradas então as dimensões do retân-
ma pelos filtros internos, como os de white balance, cor, e
correção de aliasing. A memória interna então transforma
todos os pixeis individuais em uma só imagem que é então Largura 1152 pixels
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comprimida e salva no cartão de memória CD ou disquete. A


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1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

PIX ELS e RESOLUÇÃO t


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Entre os termos mais ouvidos quando se fala em ima- de largura x 864


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u
1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

gens digitais o termo  p i x e l * é dos mais citados. Isto é por- altura =995.328
1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

que o pixel é a menor unidade de uma imagem digital. Da r 1

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1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

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mesma forma que o grão de prata é a menor unidade de uma


1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

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1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3

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* pixel . O termo vem de duas palavras picture = pix e element = el (CCD DE UM MEGAPIXEL)
ergo: pix + el = PIXEL
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CAPITULO IX  © Thomaz. W.M. Harrell


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gulo devem ser especificadas de forma que a resolução espe- AS RESOLUÇÕES MAIS COMUNS
A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

cifique a equação largura versus altura. Ou seja uma ima- Abaixo temos uma tabela com as resoluções mais comuns
gem com 1152 pixels de largura por 864 pixels de altura em câmaras do tipo 35mm.
tem um total de 995.328 pixels ou um megapixel de resolu-
ção.
Baseado no que acabamos de expor, torna-se evidente
que um CCD de dois megapixels deve possuir dobro de pixels
e assim por diante. Torna-se igualmente evidente que há
um limite para o número de pixels que um CCD pode ter.
Porém existe um fator importante que muitos ignoram
- o tamanho do CCD. É lógico que quanto maior um CCD
mais pixels ele pode possuir. É justamente o tamanho dos
CCD’s utilizados em câmaras profissionais de formato gran-
de e de formato médio que permite com que tenham uma
resolução tão elevada impossível em câmaras de formato
menor.
MIDIAS DE ARMAZENAMENTO
Nas páginas
dos nessas 87 ee em
câmaras 88 mostramos
câmaras de os dispositivos
formato médio.utiliza-
Como No momento em que é capturada e digitalizada, a ima-
gem pode ser armazenada de diversas formas. Inicialmente
se pode ver, estes tem uma area muito maior que aquela
ela é colocada numa memória volátil da câmara ( buffer
disponível em câmaras menores do tipo 35mm. Abaixo ve-
memory) e depois transferida para o cartão de memória da
mos um exemplo de CCD típico de camara 35mm com ta-
câmara.
manho de 1/3” ao lado de um CCD três vezes maior.
As formas de descarregar imagens de câmara para um
1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6
computador variam. Básicamente existem duas formas de
se fazer isto:
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1. O cartão pode ser removido e colocado num leitor


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que o repassa para o HD do computador.


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2. As imagens podem ser descarregadas diretamente


da câmara para o computador.
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CCD de 3.1 megpixels de


1/3” polegadas típico de
câmaras tipo 35mm CCD de uma polegada (3x) maior que o de Nos dois casos acima a forma mais utilizada para a
1/3” que pode ser utilizado em câmaras de transferência das imagens é por meio de uma conexão do
formato médio ou grande tipo USB no computador .
93

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A FOTOGRAFIA DIGITAL © Thomaz. W.M. Harrell


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As mídias de armazenamento de imagens digitais são mória que não tem partes móveis (são essencialmente chips)
diversas e variadas indo desde os onipresentes disquetes até e os discos graváveis CDs e que possuemuma relação custo
novas midias que estão ainda sendo desenvolvidas. As mais benefíco muito maior.
comuns são as seguintes:
Cartões de Memória.
Discos Floppy. Os discos Floppy tambem conhecidos sim- Os cartões de memória são sem dúvida o meio mais uti-
plesmente como “disquetes” são uma das midias mais anti- lizado em câmaras digitais hoje. São pe-
gas e mais conhecidas da quenos, confiaves e não são muito caros
informática moderna. A Sony ca- considerando a sua durabilidade. A longo
pitalizou dessa ubiquidade e criou prazo é possível armazernar o equivalente
a uma linha de câmaras Mavica a milhares de rolos de filme num cartão
que utilizam essa mídia barata e de memória. O cartão mostrado tem ca-
de fácil acesso diretamente no pacidade para 16 megabytes mas é possí-
drive da câmara. Infelizmente os vel comprar cartões com capacidades de
disquetes floppy tem uma capaci- 8 MB até mais de 2 GB (Gigabytes) Quan-
dade muito limitada e sómente to maior a capacidade mais elevado é o preço. A relação
servem para câmaras de média ou ideal custo_ benefício parece estar na ordem dos 128 a 256
baixa resolução. A Sony querndo MB. Os dois tipos mais populares destes cartões são os do
manter a sua liderança lançou tipo Flash Midia e Compact Flash.
recentemente câmaras Mavica que gravam diretamente em
DC-Rom. CD -Rom
O CD Rom existe ha tempo e
Zip Disks, Jazz Disks, Super Disk, Hi FD. foi provavelmente uma das
Estas mídia são aparimoramentos do floppy sendo que maiores e mais revolucioná-
representam maior capacidade de armazenamento, maior rias invenções para fins de
confiabilidade embora sejam mais caras e não compatíves armazenamentona
com os drives floppy. São concorrentes fortes para substituir informática. O CD-Rom co-
todos os usos
como em do aparelhos.
outros floppy tanto nos drives
Todos de computadores
ganharam popularidade mum tem capacidade
aproximadamente para
750 MB de
como meios de traferir dados de um computador para outro. informaçõ o que faz com que
São porém meios baseados numa tecnologia que provavel- seja otimo para uso de ima-
mente chegou ao seu limiar e que provavelmente será gens. Devido a sua alta ca-
substituida por outras tecnologias como os cartões de me- pacidade e baixo custo este

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CAPITULO IX  © Thomaz. W.M. Harrell


5/11/2018
típo de mídia é cada vez mais utiliza-
A Fotogra fia - Thoma s W.M. Ha r re ll - slide pdf.c om

do em computadores e agora existem FORMATOS DE IMGEM


câmaras que gravam as imagens
diretemente no CD-Rom. Um exem- Outro item que causa muita confusão entre leigos são os diferentes
plo é a Sony Mavica CD 1000 mos- e múltiplos formatos de imagem que existem por ai. Na realidade em
trada nesta página. Estas câmaras termos de captação de imagens na fotografia digital existem apenas tres
podem gravar em discos CD-Rom do formatos mais comuns atualmente. Estes são o formato TIFF, o formato
tipo R (gravável) e RW (regravável)  JPEG, e o formato RAW.
também conhecidos como DV RAM.
TIFF. Este formato cuja sigla, significa T AGGEDD IMAGE FILE é um dos mais
antigos e úteis formatos para imagens digitais. É sem dúvida o mais uti-
lizado por todos os profissionais de imagem seja qual for a plataforma
que utilizam. As principais razões para o uso em larga escala deste for-
mato devem-se a sua confiabilidade e alta qualidade. Os arquivos TIF
DVD não são comprimidos e costumam ter um tamanho bastante grande o que
A mais nova tecnologia na área de discos graváveis é o os torna indesejáveis para uso na internet ou em câmaras de baixa resolu-
DVD (Digital Video Disc) que além de gravar dados e ima- ção com espaço limitado em memória. Quase todas as câmaras que pro-
gens é capaz de armazernar filmes (videos inteiros) colocan- duzem imagens com alta resolução gravam as imagens no formato TIF
do a tecnologia de fitas de vídeo e outras em risco de total
extinção. A capacidade do DVD é muito superior aos CD Rom
sendo que provavelmente irá substituir CD-Roms e outras
mídia.

Hard Disk
Compressão: Compressão é um recurso pelo qual uma imagem pode ser reduzi-
O HD (Hard Disk) ou Disco rígido é uma mídia que da em tamanho fazendo-se uma amostragem de pixeis c om valores idênticos que
comprovadamente possui alta capaciadade e confiabilidade. seriam repetidos em diferentes areas dessa imagem. Estes pixels em lugar de
É o principal meio de armazenamento em computadores mas ser gravados da forma convencional são “aglutinados” por um sinal codificado.
Este sinal guarda o lugar e outras características desses pixels em lugar de re-
hoje ganha
da para levarportabilidade
dados de umpodendo ser
lugar para tansportada
outro. e utiliza-
HD ‘s destacáveis
produzir cada um individualmente fazendo com que o arquivo fique muito me-
nor. No momento da descompressão o código indica onde cada pixel deve ser
e externos estão sendo lançados com muito sucesso todos os reproduzido e as suas exatas caracteriaticas. Em termos de perda de qualidade
a diferença emtre um arquivo compactado ou comprimido e um não comprimido
d i a s deve ser imperceptível a olho nu. O formato JPEG criado pelo esforço de um
grupo de fotógrafos e especialistas em imagens é um dos mais eficazes a úteis
formatos na fotografia digital

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