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ANÁLISE DO PROCESSO DE ENDOMARKETING DA EMPRESA SORVETES GURI.

Cássia Esperança 1
Ana Paula de Lima da Silva 2

1 INTRODUÇÃO

O endomarketing é uma ferramenta de suma importância para gerir pessoas nas


organizações, envolvendo a comunicação interna, relacionamento interpessoal, motivação e outros.
O processo de endomarketing, muitas vezes, não é levado em consideração sua real importância,
esquecendo que para realizar um produto é necessário de colaboradores, e que os mesmos executam
suas funções com excelência de acordo com aquilo que recebe, tanto no relacionamento entre os
profissionais quanto do ambiente de trabalho, ou seja, são fatores que podem influenciar na
produção e qualidade dos produtos a serem entregues aos consumidores.
O estudo e aplicação do endomarketing nas empresas visam à melhora da cadeia de
gerenciamento de pessoas, para que os colaboradores possam desenvolver resultados cada vez
melhores para que a organização possa atender seus clientes da forma em que eles esperam ser
atendidos, tanto no atendimento pessoal quanto na expectativa dos produtos. Isso porque os
consumidores exigem cada vez mais de seus fornecedores, fazendo com que as organizações
estejam sempre buscando a inovação e investimento em conhecimentos profissionais e tecnologias
para ser destaque no mercado competitivo do ramo em que atuam. Assim, vê-se a necessidade e a
importância desta ferramenta ser aplicada nas organizações, levando em consideração os benefícios
que o endomarketing trás para as empresas, colaboradores, fazendo com que chegue até seu
consumidor, além do conhecimento e experiência agregada ao acadêmico de forma a expressar na
prática todos seus conhecimentos na área citada.
Portanto a pesquisa tem por objetivo geral a análise do processo de endomarketing da
empresa Sorvetes Guri, e como objetivos específicos estudar a comunicação interna da empresa,
verificar o relacionamento interpessoal da empresa, analisar a motivação dos colaboradores, estudar
a capacitação e treinamento ofertado aos funcionários e por fim analisar a satisfação dos
colaboradores.

1
Acadêmico do 4º ano do curso de Administração da Universidade Paranaense - UNIPAR, Unidade de Umuarama-PR.
2
Professora Mestre do curso de Administração da Universidade Paranaense - UNIPAR, Unidade de Umuarama-PR.
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1.1 Aspectos metodológicos
1.1.1 Local da pesquisa

O estudo em questão será realizado na empresa Sorvetes Guri, localizada na Rodovia PR


489 - Km 01; Jardim Universitário em Umuarama – Paraná. A organização possui quase 50 anos de
história e hoje atende em cinco estados brasileiros contando com mais de cinco mil pontos de
vendas, onde trabalha com uma variedade de aproximadamente 150 tipos de produtos relacionados
a sorvetes da própria empresa. Sua sede na cidade de Umuarama – PR, conta com 180
colaboradores, em época de sazonalidade, em uma área de 10.000m² de fábrica.

1.1.2 Métodos utilizados

A presente pesquisa irá utilizar como metodologia o tipo exploratório descritivo, e a


natureza da pesquisa será mista, ou seja, qualitativa e quantitativa.
A pesquisa exploratória, conforme Samara e Barros (2001) têm como principal característica
a informalidade, a flexibilidade e a criatividade buscando um melhor conhecimento sobre o objeto
em estudo levantando hipóteses a serem confirmadas. O estudo exploratório pode ser essencial
como primeiro passo para se determinar uma situação de mercado a partir da obtenção de
informações sobre a concorrência, produtos existentes, evolução e tendências de um segmento
específico em que se pretenda atuar.
Segundo Malhotra (2005), a pesquisa descritiva e o tipo de pesquisa conclusiva que tem
como principal objetivo a descrição de algo, é essencialmente útil quando perguntas de pesquisa são
relativas à descrição de um fenômeno de mercado, como a frequência de compra e a identificação
de relacionamentos. Os estudos descritivos são usados para retratar variáveis do mercado. Eles
descrevem o cliente e o mercado e medem a frequência de comportamentos. Entre os principais
títulos de estudos descritivos estão os de vendas focados interna ou externamente, os de percepção e
comportamento de consumidores e os de características de mercado.
Nos estudos quantitativos, o pesquisador desenvolve seu trabalho partindo de um plano
muito bem estruturado e pré-estabelecido, formulando hipóteses do que pretende estudar, com
variáveis claramente definidas. Partindo das hipóteses é possível deduzir uma lista de
consequências, cuja coleta de dados permitirá ou não sua verificação, implicando na aceitação ou
não das hipóteses. (GODOY, 1995; DALFOVO; LANA; SILVEIRA, 2008).
Segundo Richardson (1999), a pesquisa quantitativa é caracterizada pelo emprego da
quantificação, tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento delas por meio
de técnicas estatísticas.
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Já a pesquisa qualitativa, para Richardson (1999), se diferencia do método quantitativo por
não empregar dados estatísticos como base de análise. Sua abordagem diante de problemas e
fenômenos tem por objetivo entender sua natureza de forma adequada, tendo suas informações
coletadas por estudos especialmente quantitativos, porém sem perder seu caráter qualitativo.
Assim, para Malhotra (2001, p.155), “a pesquisa qualitativa proporciona uma melhor visão e
compreensão do contexto do problema, enquanto a pesquisa quantitativa procura quantificar os
dados e aplica alguma forma da análise estatística”.
Sendo assim, os métodos utilizados na pesquisa, são complementares um com o outro
permitindo elaborar e explorar adequadamente os dados e informações adquiridos para melhor
compreensão.

1.1.3 Instrumentos utilizados

Para a realização do estudo será necessário utilizar a entrevista não estruturada com o gestor
da empresa, observação, questionário será aplicado para 65 colaboradores no período de agosto a
setembro deste mesmo ano, utilizando a amostragem não probabilística. Sendo assim, a observação
será não participante, em ambiente real, com o intuito de esclarecer detalhadamente os processos
dos objetivos citados no item 1.
De acordo com Gil (2008 p. 111):

[...] a entrevista não estruturada permite a obtenção de uma visão geral do problema
pesquisado, bem como a identificação de alguns aspectos da personalidade do entrevistado.
Esse tipo de entrevista é recomendado nos estudos exploratórios que visam abordar
realidades pouco conhecidas pelo pesquisador, ou então oferecer visão aproximada do
problema pesquisado.

Com relação à observação não participante, Richardson (1999) define como uma técnica
indicada para estudos exploratórios, considerando que ela pode sugerir metodologias de trabalho,
bem como levantar novos problemas ou indicar determinados objetivos para a pesquisa. Sua
utilidade porem não se faz apenas em explorações, ela é igualmente indicada em estudos mais
profundos, tanto nas ciências sociais quanto nas humanísticas.
Conforme Richardson (1999), os questionários cumprem pelo menos duas funções:
descrever as características e medir determinadas variáveis de um grupo social. A informação
obtida por meio de um questionário permite observar as características de um indivíduo ou grupo,
portanto, uma descrição adequada das características de um grupo não apenas beneficia a análise a
ser feita por um pesquisador, mas também pode ajudar outros especialistas, tais como planejadores,
administradores e outros.
Para a elaboração do questionário, será utilizado o tipo de amostragem não probabilística,
com base na formula disponibilizada por Samara e Barros conforme a figura a baixo:
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Figura 1 – Fórmula do cálculo amostral

δp = √(p ∙ q)/n ∙ Z ∙ √(N - n)/(N - 1)


Fonte: Samara e Barros (2007, p.163-164)

Considerando uma margem de segurança em 68% e desvio padrão de 5%, diante os 180
colaboradores da empresa os questionários serão destinados a 65 funcionários a fim de coletar
informações cujas elas para atingir o objetivo esperado, desta forma, os questionários serão
aplicados no período de agosto a setembro de 2020, buscando analisar o processo de endomarketing
da organização.

2 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
2.1 Endomarketing
Endomarketing em seu contexto geral envolve todo o relacionamento entre empresa e
colaboradores, desde a forma de comunicação até a motivação de cada um deles.
Brum (2017 p. 26) comenta que “para que o endomarketing aconteça de forma estratégica, é
importante levar em consideração que o trabalho é um projeto de vida das pessoas e isso o
diferencia do que a maioria chama de emprego.”. Desta forma, os gestores devem entender que o
trabalho de seus colaboradores não é apenas um trabalho qualquer, mas ter a visão de todo esforço e
dedicação dos mesmos, pois é através deste desempenho que as empresas conseguem obter seus
produtos e atender seu cliente da melhor forma.
Ainda conforme Brum (2017) através do endomarketing há alguns posicionamentos de
como a empresa quer ser percebida pelo seu publico interno; como a empresa deseja que seus
empregados se sintam e o que a empresa espera das pessoas que nela trabalham, são analises e
formas de comunicação que buscam gerar resultados positivos entre os meios, até mesmo resultado
positivos na produção e consequentemente em vendas e atendimento dos consumidores.
Já Bekin (1995) define o endomarketing como ações de marketing voltadas para o publico
interno da empresa, com o intuito de praticar entre seus colaboradores os valores destinados aos
seus clientes, neste sentido, surge o processo de comunicação no ambiente interno. Ainda citado
pelo autor, Bekin (1995 p. 34), o “objetivo do endomarketing consiste em atrair e reter o cliente
interno – os funcionários – com a função de obter resultados eficientes para a empresa, atraindo e
retendo seus clientes externos”, ou seja, é através do relacionamento com publico interno que cativa
os publico externo.
Segundo Cerqueira (1994 p. 52) “o endomarketing melhora a comunicação, o
relacionamento e estabelece uma base motivacional para o comprometimento entre as pessoas e das
pessoas com o sistema organizacional. ”
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2.2 Comunicação interna
A comunicação é um dos principais aspectos de definição do endomarketing, pois é através
da comunicação que se aplica esta metodologia. Com isso Cerqueira (1994 p. 51) expressa que
“qualquer projeto de endomarketing estabelece forte componente de comunicação integrada,
estabelecendo uma base de relacionamento interpessoal que desenvolve positivamente a autoestima
das pessoas e facilita a pratica da empatia e da afetividade”. As vertentes visam melhorar o
relacionamento e a comunicação com base motivacional e comprometimento dos colaboradores da
organização.
Por consequência, para Brum (2017) a empresa que possui um endomarketing estruturado, é
aquela que nomeia e utiliza o líder como primeiro principal canal de comunicação com o publico
interno, que possui canais de comunicação estruturados para divulgar conteúdos e assuntos
necessários, e por fim aquela que realiza campanhas e ações de endomarketing informativas e
motivacionais. Levando em consideração os tempos atuais, a tecnologia tem influenciado
totalmente no processo da comunicação acarretando certa responsabilidade para a empresa, visto
que os colaboradores estão constantemente conectados e consequentemente bem informados,
aumentando assim o nível de exigências em relação à informação que recebe, ou que gostaria de
receber da empresa, fazendo com que a organização tenha maior comprometimento em
compartilhar informações corretas por meio do canal certo.
Segundo Bekin (1995) a organização do processo de comunicação estabelece uma rede de
comunicação, o que significa garantir a possibilidade de fornecer feedback, na qual o feedback é
garantido através do contato entre as partes envolvidas na comunicação, sendo eles empresa e
colaboradores, oferecendo eventos informais de gestão ou seminários para avaliarem as ações e
promover a interação constante entre os vários departamentos da empresa.

2.3 Relacionamento interpessoal


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2.4 Motivação dos colaboradores
Embora algumas empresas não investirem no quesito da motivação, a motivação é um
aspecto essencial para as organizações e principalmente para seus colaboradores. Para a
organização porque interfere no processo, resultado e qualificação de seus produtos e/ ou serviços.
Segundo Bekin (1995 p. 68) “a motivação é um processo global que tem como objetivo final
comprometer o funcionário com as causas e objetivos da empresa para integrá-lo à cultura
organizacional.”. Ainda conforme Bekin (1995), o processo da motivação envolve o
reconhecimento do trabalho, a valorização do individua e sua recompensa.
Conforme Cerqueira (1994 p. 42) “ a motivação de um ser humano é um estado interno e
varia a cada instante em função das suas necessidades.”. Cerqueira (1994) ainda comenta que a
motivação dos colaboradores não se baseia somente em valores monetários, mas sim em aspectos
físicos e de necessidade básica do ambiente de trabalho, pois são fatores que estão relacionados a
auto estima, empatia e reconhecimento das pessoas, sendo papel da empresa preocupar-se com a
preservação e desenvolvimento destes valores.
Hoje, na era da tecnologia em que vivemos, ocorre atualizações constantes em todos os
sentidos, desde programas e conteúdos até atualizações pessoais como os pensamentos, assim
também acontece nas empresas que buscam sempre acompanhar as atualizações do momento
visando acrescentar algo e/ou ajustar os pontos mais frágeis. Sendo assim, Brum (2017) cita que
apenas a motivação das pessoas já não seja suficiente para atender as necessidade das empresas, é
necessário o investimento no engajamento dos colaboradores principalmente quanto aos objetivos,
estratégias e resultados, para que assim, empresa e colaborador possam trabalharem com sintonia,
fazendo com que os objetivos estratégicos sejam o foco principal a ser atingido, por meio do
comprometimento, disposição e competência de cada um.

2.5 Capacitação e treinamento

2.6 Satisfações dos colaboradores


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REFERÊNCIAS
RAHME, H. L. Comunicação, marketing e novas tecnologias na gestão de pessoas. Curitiba,
2017.
(citações)
GODOY, A. S. introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração
de Empresas, Rio de Janeiro, v. 35, n. 2, p.57-63, mar.abr., 1995.
RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. Handbook of Qualitative Research. Thousand Oaks: Sage,
2011.
MALHOTRA, N. Pesquisa de marketing. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.
BOGDAN, R. S.; BIKEN, S. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos
métodos. 12. ed. Porto: Porto, 2003.
GIL, A. C., Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. Ed. São Paulo. Editora Atlas S.A, 2008.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A., Fundamentos da metodologia cientifica. 5. Ed. São
Paulo, Editora Atlas S.A, 2003.
SAMARA, B. S.; BARROS, J. C., Pesquisa de marketing: conceitos e metodologia. 3. Ed. São
Paulo, Editora Pearson, 2001.