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A VERDADE SOBRE A FESTIVIDADE DO NATAL E A DATA DE NASCIMENTO DE JESUS CRISTO

http://macfly.multiply.com/journal/item/40

Quando nos acostumamos com algo, com uma atividade, rotina, hábito, costume, tradição, mania ... é
comum realizarmos tarefas e atividades sem questionarmos sobre sua origem ou razão de ser. Isso se dá
porque nossa mente cria filtros que nos impedem de perceber certos detalhes, simplesmente porque já
estamos acostumados àquilo.
Vemos isso nas comemorações do Natal. Crescemos acostumados com as festas natalinas que sequer
questionamos se tem origem Bíblica ou no Cristianismo. Qual a origem desta data e desta celebração?
Será que o Natal é realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo? Jesus nasceu mesmo em
25 de Dezembro? Será que os primeiros apóstolos que conheciam e foram ensinados por Jesus,
pessoalmente, comemoraram o aniversário de Jesus? A árvore de Natal tem alguma coisa a ver
com o nascimento de Jesus? O que motivou o início da troca de presentes por ocasião do Natal? Sendo
o Natal uma das maiores festas da Cristandade, por que será que todos os pagãos o celebram
também?
O chamado "espírito do Natal" proporciona um clima de mistério que atinge qualquer pessoa de qualquer
crença, católicos, espíritas, evangélicos, messiânicos, budistas, muçulmanos e até mesmo os ateus,
criando uma espécie de confraternização, irmandade, comunhão, ecumenismo .... O estranho é que esse
"espírito do Natal" atinge tanto incrédulos, como a crentes, o que evidencia que esta magia tem grande
poder de penetração e de convencimento no mundo. Celebram a Jesus Cristo ou a um deus ecumênico
que serve a qualquer crença, filosofia, modo de vida ou pessoa?
A maioria das pessoas supõe muitas coisas sobre o Natal que não são verdadeiras. Vamos agora parar
de achismos e de fazer suposições e conhecer os fatos e a Verdade! Vale à pena então um estudo
detalhado a fim de esclarecer esses pontos obscuros e identificar aquilo que na realidade foi introduzido
no Cristianismo pelo paganismo (apostasia).
Sabemos, pela Bíblia, que o local do nascimento de Jesus foi em Israel, na cidade de Belém da Judéia.
Mas, quando? A Bíblia não diz que foi no dia 25 de dezembro, aliás, pelos relatos bíblicos, sabemos que
Jesus não nasceu em dezembro. Por que, então, se comemora a festa em dezembro?
Por que nessa época se trocam tantos presentes com familiares, parentes, colegas, vizinhos, amigos e
conhecidos? Se é por causa dos reis magos que trouxeram e ofertaram presentes ao menino Jesus, a
resposta poderá surpreender.
Quase todas as pessoas na Cristandade celebram o Natal, trocando presentes e desejos de "Boas
Festas" ou "Feliz Natal" e se alegrando com a idéia de que estejam agindo corretamente. Na verdade, esta
se tornou a tradição favorita entre aqueles que se dizem Cristãos e é tão bem aceita que qualquer tentativa
de se buscar sua origem, a qual pode ser facilmente encontrada nas enciclopédias, nos livros de História,
em documentos imparciais da história da igreja ou do Cristianismo e na Internet, tende a ser mal recebida.
A Palavra de Deus não justifica esta celebração anual, mas a condena severamente em Gálatas 4:10-11 -
"Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para
convosco." Sendo assim a observância de uma data, mesmo que ela seja de caráter piedoso e adornada
com rituais, é condenada. O bendito Salvador não veio com o objetivo de tornar popular o Seu nome ou a
suposta data do Seu nascimento. "Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores" (I Timóteo 1:15).
"Cristo ... morreu a seu tempo pelos ímpios" (Rm 5:6).
A data tornou-se uma verdadeira celebração, exaltação, incentivo, desculpa, instigação ... ao
consumismo, capitalismo, materialismo, concupiscência, gula, etc. De fato a festa do Natal não
lembra em nada o nascimento de Jesus Cristo e, muito menos, tudo o que Ele fez por nós.
Vemos na Mídia (TVs, Rádios, Jornais, Revistas, Internet, folhetos, impressos, etc), nos shoppings, lojas,
comércios, parques, praças, calçadões, fachadas ... propagandas, músicas e decorações natalinas de
incentivo ao consumismo. Capricham na decoração gastando fortunas para atrair clientes, colocando além
das árvores enfeitadas e guirlandas, estatuetas ou pessoas fantasiadas de fadas, duendes, ogros, elfos,
gnomos, bruxas e tudo isto ao lado da figura do “bom velhinho”. Fica bem nítido a qualquer observador
Cristão, que a mensagem de Jesus não está presente nessas decorações e o que é pior, essas
decorações acabam por gravar na mente das crianças que o Natal é algo bem parecido com um halloween
do bem .... Lamentável.
Nessa época ninguém está lembrando de Jesus Cristo, mas sim estão todos pensando em ganhar
presentes e não vejam a hora de se banquetearem e se embebedarem. Antes pensam e buscam os
prazeres e deleites da carne e suas concupiscências do que refletir sobre Jesus Cristo.
Mesmo quem passa por privações menores sofre com as tentações criadas pelo mercado capitalista. Por
exemplo, o peru, que acabou virando um dos símbolos do Natal. Quantos podem comprá-lo? A grande
maioria não tem acesso a esse elemento. Bem típico de "cultura mercadológica", que assimila significados
religiosos e espirituais e os transforma em mercadorias.
Hoje, alem desta raiz pagã, há ainda a forte influência econômica. Natal é a época de muita propaganda
e marketing para venda. É um tempo em que o deus mamom domina e leva, inclusive muitos cristãos a
desonrarem seu compromisso com a obra de Cristo.
Na realidade o mês de dezembro é o mês que menos se investe na obra de Deus, pois todos estão
“ocupados” e nos dois meses que seguem, Janeiro e Fevereiro tentam se recuperar dos gastos abusivos.
Ficam tão preocupados em seguir o costume pagão, são tão enredados pelos desejos gerados por
mamom de ter, ter e ter mais (ganância), que ao invés de investirem no Reino de Deus, investem em si
mesmos com presentes e supérfluos, não raramente criando dívidas e compromissos que ocuparão sua
mente nos próximos meses. Daí pra frente, é “esperar equilibrar as finanças para, se possível, voltar a
investir no Reino de Deus”.
Mateus 6:19-21 – “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os
ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e
onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso
coração.”
Mateus 6:24 – “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se
dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas.”
Mateus 13:22 – “E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste
mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;”
Mateus 16:26 – “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que
dará o homem em recompensa da sua alma?”
As crianças induzidas a pedirem presentes ao Papai Noel, muitas vezes se decepcionam,
magoam, entristecem e entram em depressão ao verem que não receberam o presente que pediram
e tanto esperavam e que as crianças malvadas, mas ricas, receberam presentes maravilhosos.
Somente nesta data do ano, num puro ato de hipocrisia, as pessoas praticam caridade, falam de amor
fraternal, de fazerem boas ações, de ajudar o próximo, de darem cestas de Natal às famílias carentes, etc
como se as pessoas passassem necessidades, se alimentassem ... somente nesta data do ano. Um
cristão faz caridade, praticar amor fraternal, ajuda o próximo ... todos os dias do ano e à todo instante e
não somente nesta data.
Lucas 17:26-30 – “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do
homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e
veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló:
Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma
choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há
de manifestar.”.
Você ainda está pronto para acreditar em mentiras? Quanto tempo nós fomos enganados, ludibriados,
por um sistema capitalista e comerciante. Mas, o pior de tudo isso é que são dadas legalidades ao inimigo
(Lúcifer, Satanás, Belzebu, Dragão, Serpente e os inúmeros nomes que inventou pra si e pelos quais é
invocado pelos homens), que não perde tempo. Mas, ele está sendo desmascarado e o seu fim está
próximo. Fuja da corrupção que destrói este mundo. Volte cada dia mais para Cristo Jesus, nosso amado
Senhor, Deus, Rei e Salvador.
A comemoração do Natal está associada a comércio e, é claro, tudo representado nas festas tem uma
explicação e um sentido no mundo espiritual. Relacionamos alguns itens para que você veja e saiba o
perigo que nos rodeia e que possamos realmente tomar uma atitude e sair da Babilônia e Roma espirituais
e assim voltar para os princípios verdadeiros da palavra de Deus.
Pode parecer inconcebível que o mundo chamado cristão pactue com o materialismo ateísta. Mas se
dialogarmos com os novos religiosos, os progressistas da fé, ficaremos alarmados pela forma como eles
intentam transformar, alterar ou omitir o sentido da Palavra de Deus. É corrente encontrarmos pessoas
crentes com imensas dúvidas acerca do conteúdo das Escrituras. Eles encontram supostas
contradições e procuram explicar duma maneira materialista aquilo que só é possível entender pela
fé (Hebreus 11).
Esses crentes do futuro, modernos, avançados, progressistas ... que têm a tendência de substituir as
coisas reais pelas figurativas, muito provavelmente no futuro mistificarão os hábitos religiosos prescritos
por Deus, substituindo-os por atividades e ritos materialistas. Os valores reais da vida serão substituídos
pelo materialismo. Surgem novos conceitos sobre a vida sexual e o casamento. Os valores morais vão
sendo substituídos por outras idéias mais avançadas, que na verdade, são resgates dos ideais pagãos
antigos condenados por Deus.
A vinda de Cristo está sendo concebida pelas mentes progressistas como algo figurativo (simbolismo,
fábula, mitologia, lenda, metáfora, etc.) e não em toda a sua realidade.
II Timóteo 4:3-4 – “Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” Sobre fábulas (mitologia, lenda, folclore,
mito, estória) vejam também: I Timóteo 1:4 e 4:7, Tito 1:14 e II Pedro 1:16.
A palavra "Natal" tem a ver com nascimento ou aniversário natalício, especialmente com o dia em que
geralmente se acredita estar comemorando o nascimento de Jesus Cristo.
Verifica-se que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros trezentos
anos desta era. A origem desta festividade não é no Novo Testamento ou na Bíblia, nem foi ensinamento
dos primeiros apóstolos ou de Jesus. Esta festa teve origem na Igreja Católica Romana a partir do século
IV e daí se expandiu ao protestantismo (evangélicos) e ao resto do mundo.
Recebemos o Natal da Igreja Católica Romana e esta por sua vez o recebeu do paganismo ... E, de
onde os pagãos o receberam? Qual é a origem verdadeira?
Os costumes modernos que estão associados ao dia do Natal, como a decoração da árvore, o ato de
pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são costumes/tradições pagãs que datam da era
pré-cristã (antes do nascimento de Jesus Cristo).
O misticismo (ocultismo, esoterismo, gnosticismo, etc) quer roubar a figura central do Senhor
Jesus, colocando em dezembro, um Natal que é mentiroso, fraudulento, inventado por Roma e que institui
um Noel que agora virou gnomo. Este mesmo principado (potestade, espírito – Efésios 6:12 e Judas
1:6) [“espírito de natal” ou “Papai Noel”] sai do Natal e vira Rei Momo no Carnaval (ou vale da carne
ou Carne para Baal) e depois aparece como deusa da fertilidade em forma de coelho, na Páscoa.
As religiões ditas cristãs irão condescendendo com esses novos credos, pela tolerância com o
mundanismo (apostasia). Surgirão também novas diretrizes quanto ao comportamento social e
humanitário, desprovidas de sobriedade, respeito mútuo, ética, moral e pudor. Isto já se vai notando na
nova geração que um dia participará das confissões religiosas que se deixarão arrastar por esta nova
civilização, adaptando os seus hábitos e idéias as novas tendências.
Dizendo que a Bíblia não é suficientemente clara e de difícil interpretação, que seus preceitos são
ultrapassados e só valiam para aquela época, irão adaptá-la a outros livros mais coerentes, fazendo um
novo tratado religioso, concebido segundo a ciência humana, tradição dos homens e em harmonia com as
outras crenças e livros sagrados de outras religiões e filosofias de vida. E então um cristianismo deformado
emergirá deste mar de sacrilégios, qual seja, a grande Igreja Ecumênica Mundial, que será do agrado da
esmagadora maioria. Atrairá multidões de adeptos que naturalmente simpatizarão com o anticristo,
quando este se manifestar como o grande homem “santo” de branco que liderará a Grande Igreja
Ecumênica Mundial com a bandeira da falsa paz (Jeremias 6:14, Ezequiel 13:16 e 7:25, I Tessalonicenses
5:3).
Devemos evitar cair na armadilha da sedução por formas deturpadas com que muitos dirigentes
religiosos encaminharão o cristianismo. As diversas confissões religiosas serão equiparadas umas com as
outras, criando-se a idéia que é tudo a mesma coisa, que todos servem ao mesmo deus, que todos são
filhos de deus e que todas as religiões levam ao mesmo luar, etc, e surgirá a confusão, o que já era notado
na antiguidade pelos escritores cristãos: Tertuliano, Justino e, sobretudo, Orígenes.
Tudo era misterioso para o homem: o trovão, o sol, a escuridão, as estações, as chuvas, a morte, o
nascimento ... Para eles, o mundo era um lugar perigoso, cheio de forças que deveriam ser temidas,
respeitadas e reverenciadas. Com o tempo, a idéia das forças foi evoluindo para a idéia de deuses. Um
dos primeiros e, seguramente, o mais importante deus primitivo a surgir foi o deus de chifres.
Para que o grupo sobrevivesse, uma das principais atividades era a caça: dela provinham carne para
alimentarem-se, peles para vestirem-se, ossos e chifres para fazer instrumentos. Os animais considerados
mais valiosos, cujo abate cobria de honras àquele que o realizava, eram animais que possuíam chifres,
como cervos e bisões. Assim, tomou forma na mente do ser humano primitivo a idéia de um deus das
caçadas, dotado de chifres, símbolo de seu poder. Alguns membros do clã iniciaram a prática de
atividades de caráter mágico-religioso, compostos por um elemento religioso (esboços de rituais e mitos
dedicados à adoração do deus de chifres, forças da natureza e espíritos dos antepassados) e por um
elemento mágico (práticas que tentavam atrair a benevolência destas divindades e espíritos, a fim de
manipulá-la para interesses práticos do clã). Neste momento estava se delineando algo que se
assemelhava com uma classe sacerdotal.
Havia um grande Mistério: o da fertilidade. O clã precisava continuar. De tempos em tempos, a barriga
das mulheres crescia, e, ao fim de algumas luas, delas surgia um novo membro da tribo, pequeno, mas
que crescia com o passar do tempo. Os animais também tinham filhotes, e isso garantia o alimento das
futuras gerações. A chave de todo esse Mistério era a mulher, aquele enigmático ser que, se já não
bastasse ser a única responsável pela continuação da tribo (ainda não havia a consciência da
participação primordial do homem na reprodução, qual seja, a transmissão da carga genética, a
definição do sexo, a fecundação do óvulo, etc, por isso não se vê vender óvulo de vaca, mas sim
semêm de boi campeão), também alimentava as crianças com leite de seu próprio corpo. Além
disso, aquela criatura mágica vertia sangue de dentro de seu corpo em algumas ocasiões, mas
mesmo assim não morria. Todas estas constatações deram origem ao surgimento de uma deusa da
fertilidade, uma grande mãe.
Figuras pré-históricas desta deusa são incontáveis. Uma das mais famosas é a Vênus de Willendorf: seu
corpo parece uma grande massa disforme da qual se destacam um gigantesco par de seios e uma
proeminente barriga grávida. Ela não tem pés nem braços, e seu rosto está coberto. Estas características
são comuns a várias outras ‘Vênus’ pré-históricas, e se devem à ênfase que o ser humano primitivo dava
ao aspecto de fertilidade da mulher. A deusa era a grande mãe Natureza, fonte de toda a vida.
Com o tempo, os homens foram se conscientizando de seu papel na reprodução e o aspecto de
fertilizador passou a ser mais um dos atributos do deus de chifres. Ele tornou-se filho da deusa, pois
dela era nascido, e também seu amante, pois a fertilizava para que um novo ser surgisse. A partir
desta concepção, novos ritos foram adicionados às práticas mágico-religiosas, onde esculpiam-se ou
pintavam-se animais ou humanos copulando, e todo o clã entregava-se ao ato sexual, já tendo recebido a
graça dos deuses.
Qualidade de fértil, capacidade de produzir com facilidade, de fecundar e de abundar. Na antiguidade, os
povos relacionavam as estações do ano e frutificação da terra com o mito da fertilidade. Segundo eles, o
relacionamento dos deuses, produzia fertilidade a terra, aos animais e às pessoas. Cada nação tinha seu
panteão (templo consagrado/dedicado a todos os deuses, ou seja, templo ecumênico), apesar de
diferentes nomes, seus deuses estavam relacionados ao mesmo fator da natureza (mar, relâmpago,
terra, fogo, água...) ou da especialidade/circunstância (guerra, paz, justiça, fertilidade, amor). Em outras
palavras, eram os mesmos deuses com nomes diferentes. Alguns desses nomes estão relacionados na
Bíblia: Tamuz da Mesopotâmia (Ez 8:14), Baal de Canaã (Jz 6:25), Asera da Síria (1 Rs 18:19), Astarote
de Sidom (1 Rs 11:5), Moloque de Amom (1 Rs 11:7) e Diana de Éfeso (At 19:27,29), cujo templo foi uma
das sete maravilhas do mundo antigo. O culto à fertilidade era envolvido de muita orgia, degradação
sexual, prostituição e imoralidade. O relacionamento sexual entre sacerdotes, sacerdotisas e prostitutas
nos templos pagãos eram atos de adoração, a fim de adquirir, segundo eles, poder de procriação para os
humanos e para a terra (Os 4:14). O templo em Corinto da deusa Afrodite ou Vênus, era uma casa de
prostituição, responsável pela reputação da imoralidade daquela cidade, tão combatida pelo Apóstolo
Paulo (I Co 6:15-20). O travestismo, abominado e proibido por Deus, fazia parte dos rituais à fertilidade,
como praticado pelo Hititas (Dt 22:5; 1 Rs 14:24). Sacrifícios de animais e crianças eram realizados pelas
pessoas, a fim de receber dos deuses a fertilidade da terra e da família (2 Rs 17:31; 23.10). Não só Deus
abomina, como Deus confrontou em algumas ocasiões a estes rituais e deuses, deixando estéril a cidades
e reinados, para provar que seus deuses não são nada. Elias confrontou a Baal e Asera (1 Rs 18:17-40);
no tempo de Abraão, Deus fechou todas as madres da casa de Abimeleque, rei de Gerar (Gn 20:17,18).
Israel conhecia o verdadeiro Deus e sabia que a fertilidade da terra, de seus animais e de suas famílias,
não dependiam do casamento, de ritos ou de mitos. Eles conheciam que a abundância material e espiritual
adivinha de sua obediência aos estatutos, leis e preceitos do Senhor (Dt 28:1,3,4,11,12).
Quando o ser humano desenvolveu a agricultura e começou a formar aldeias e povoados. Com a
descoberta das técnicas de plantio, a deusa assumiu maior importância, passando a acumular também o
aspecto de guardiã da colheita. O deus de chifres começou a ganhar uma nova face, a de alegre deus das
florestas, protetor dos animais e criaturas dos bosques. Quando o homem adquiriu a noção das estações
do ano, esboçaram-se as primeiras idéias sobre a Roda do Ano. Havia um período quente e fértil, onde se
realizavam as colheitas e a natureza mostrava todo seu esplendor. Neste período, reinava a deusa em seu
aspecto de mãe fértil. Mas havia outro período, frio e escuro, quando as folhas das árvores secavam e
caíam e tudo parecia estar morto. O povo voltava a depender da caça para sobreviver, pois não podia viver
só dos alimentos armazenados. Quem regia este período era o deus das caçadas, que também adquiria
seu novo aspecto de Sombrio Senhor da Morte (nesta época nasceram também os primeiros conceitos
sobre a vida após a morte). Surgiram então os primeiros mitos sobre a descida da deusa ao mundo
subterrâneo, que, séculos mais tarde, tomaria forma definitiva na Grécia, com o mito de Perséfone, e na
Mesopotâmia, com a lenda de Ishtar.
As culturas desenvolveram-se com o passar dos séculos e novos aspectos dos deuses foram
“descobertos”, inventados, adaptados, misturados ou reinventados. Cultos religiosos se estruturaram,
centrados nos ciclos de nascimento, morte e renascimento da natureza. O tempo da plantação e o tempo
da colheita eram muito importantes, marcados com festividades, assim como o período do recolhimento do
gado e a época de sua liberação ao pasto. Nestas datas, juntamente com as de mudanças de estação,
realizavam-se encenações de mitos nos quais um deus velho morria para um deus jovem nascer,
representando a morte da antiga colheita e o nascimento de uma nova.
Ísis do Egito era adorada desde mais ou menos 1700 aC era chamada “Mãe do Universo” e “Provedora
de toda a vida na terra”. Cibele, Deusa da Terra e Deusa da Lua, era cultuada na Frigia antes de 900 aC.
era mãe de Átis, um deus que morria e ressuscitava todo ano.
Estes cultos possibilitaram o refinamento da classe sacerdotal, que chegou ao requinte de gerar
representantes como os druidas, sacerdotes celtas que encantaram os gregos e romanos com sua
profunda filosofia e integração com a natureza. Sua erudição era admirável e acumulavam funções como a
de legisladores, médicos, poetas, bardos e guardiões da tradição oral. Na Grécia Antiga, floresceram os
Cultos de Mistério, dos quais devem destacar-se os Ritos de Elêusis e os Mistérios Órficos. Também foram
de grande importância os cultos dionisíacos.
Como os cultos pagãos estão ligados às estações do ano, consequentemente deram origem ao
CULTO SOLAR. Porém, as estações do ano estão ligadas também ao ciclo do florescimento da
vegetação.
Sobre toda a superfície da Terra - do Pólo Norte ao Pólo Sul, dos golfos gelados dos países nórdicos,
às planícies tórridas do sul da Índia, na América Central, na Grécia e na Caldéia - era adorado o Fogo
Solar, como símbolo do Poder Divino, criador da vida e do amor. A união do Sol (o espírito - elemento
masculino) com a Terra (a matéria - elemento feminino) era celebrada nos Templos do Universo inteiro. Se
os pagãos tinham uma festa comemorativa dessa união - a festa que celebravam nove meses antes do
Solstício de Inverno, quando se dizia que Ísis tinha concebido - também a têm os católicos romanos.
Apolo era um deus-sol e ele combateu e conquistou a serpente da noite. Baldur era um deus-sol. Ele
estava apaixonado pela Aurora — a virgem. Chrishna era um deus-sol, em seu nascimento, o Ganges foi
estremecido de sua fonte até o mar, e todas as árvores, os mortos e os vivos, floresceram. Hércules era
um deus-sol. Osíris, Baco e Mitra, Hermes, Buda e Quetzalcoatl, Prometeu, Zoroastro e Perseu, Cadom,
Lao-Tze, Fo-hi, Horus e Ramsés, todos eles foram deuses-sol.
Todos estes deuses tinham deuses como pais e virgens como mães. O nascimento de quase todos eles
foi anunciado por estrelas, celebrados por música celestial e vozes declararam que as bênçãos tinham
chegado a este pobre mundo. Todos estes deuses nasceram em lugares humildes — em cavernas, sob
árvores, em estalagens comuns e tiranos tentaram matá-los quando eram bebês. Todos estes deuses-sol
nasceram no solstício de inverno — no Natal. Quase todos eles eram adorados por "homens sábios".
Todos eles jejuaram por quarenta dias — todos eles ensinavam usando parábolas — todos eles realizaram
milagres — todos sofreram morte violenta e todos eles ressuscitaram.
O grande e SANTO DIA da ANUNCIAÇÃO, o dia no qual a "Virgem Maria" recebeu o favor de (seu) Deus
e concebeu o "Filho do Altíssimo", é celebrado pela Cristandade NOVE MESES ANTES DO NATAL. De
onde vêm a adoração do fogo, das luzes e lâmpadas nas igrejas? Por que isso? Porque Vulcano, o
Deus do Fogo, desposou Vênus, a deusa do mar e é por essa mesma razão que os Bruxos velavam o
Fogo Sagrado como as Virgens vestais do Ocidente. O Sol era o "Pai" da eterna Natureza Virgem-Mãe;
Osíris e Ísis; Espírito-Matéria, este último adorado sob seus três aspectos pelos pagãos e “cristãos”. Daí
vem as Virgens - dá-se o mesmo no Japão - vestidas de azul estrelado, apoiadas sobre o crescente lunar,
símbolo da Natureza feminina (em seus três elementos: ar, água e fogo); o Fogo ou o Sol, macho,
fecundando-a anualmente pelos seus raios luminosos.
Antes de DYAUS - o Dus radioso (o céu) - ter atraído a atenção do homem, existia o Tat védico ("isso",
que, para o Iniciado e o filósofo não tem nome definido, e é a noite absoluta, oculta sob cada radiante luz
manifestada. Mas, tanto quanto o místico Júpiter, último reflexo de Zeus-Surya, o Sol - a primeira
manifestação do mundo de MAYA, o filho de Dyaus – não podia deixar de ser chamado o "Pai" pelo
ignorante.
Assim, o Sol tornou-se rapidamente sinônimo de Dyaus e com ele se confundiu: para alguns, foi o Filho,
para outros, o "Pai" no céu radioso. Dyaus-Pitar, o Pai no Filho e o Filho no Pai, mostra, entretanto, sua
origem finita, pois que a Terra lhe foi designada por esposa. Foi durante a plena decadência da filosofia
metafísica que DYAVAPRITHIVI, "o Céu e a Terra", começaram a ser representados como os pais
cósmicos, universais, não somente dos homens, mas também dos deuses. A concepção original da causa
ideal, que era abstrata e poética, caiu na vulgaridade. Dyaus, o céu, tornou-se rapidamente Dyaus, o
Paraíso, a mansão do "Pai", e finalmente, o Pai mesmo. Em seguida, o Sol se tornou o símbolo deste
último, recebendo o título de DINA KARA, "aquele que cria o dia", de Bhâskara, "aquele que cria a luz", e
desde então, o Pai de seu Filho e vice-versa.
O brilhante Dyaus, o Filho, não dá nascimento à luz "que brilha nas trevas"; ao dia, e não é ele o
Altíssimo DEUS COELUM? E não é ainda a "TERRA", a Virgem sempre imaculada que, concebendo sem
cessar, fecundada pelo ardente abraço de seu "Senhor" – os vivificantes raios do Sol - se torna na esfera
terrestre, a mãe de tudo que vive e respira em seu vasto seio? Daí, no ritual, o caráter sagrado daquilo que
ela produz: - o pão e o vinho. Daí vem também o antigo MESSIS, o grande sacrifício à deusa das colheitas
(Ceres Eleusina, ainda a Terra): MESSIS para os Iniciados, MISSA PARA OS PROFANOS (2), que hoje
veio a ser a missa cristã ou litúrgica. A antiga oferta dos frutos da terra ao Sol, o DEUS ALTISSIMUS,
símbolo do G.A.D.U. dos francos-maçons de hoje, tornou-se a base do ritual, a mais importante dentre as
cerimônias da nova religião. A adoração oferecida a Osíris-Ísis (o Sol e a Terra) (3), a Bel e à cruciforme
Astartéa dos babilônios, a Odin ou Thor e Freya dos escandinavos, a Belen e à VIRGO PARTITURA dos
celtas, a Apolo e à MAGNA MATER dos gregos, todos esses casais, com a mesma significação, passaram
como representação corporal para os cristãos e foram transformados por eles em Senhor Deus, ou no
Espírito Santo descendo sobre a Virgem Maria.
O Número 25 tem estreita ligação com o culto ao deus sol - Ezequiel 8:16 – “E levou-me para o átrio
interior da casa do SENHOR, e eis que estavam à entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o
altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do SENHOR, e com os rostos para o
oriente; e eles, virados para o oriente adoravam o sol.”.
Surgiu há muito tempo antes de Cristo, a adoração a plantas, particularmente as árvores. E para dar
sentido a esta adoração, os pagãos associaram os seus deuses às respectivas árvores. A origem da
Árvore do Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo.
As tribos germânicas raramente ou quase nunca tiveram templos em um sentido moderno. O Blót, a
forma de adoração praticada pelos germânicos antigos e os povos escandinavos se assemelham aos dos
celtas e dos bálticos, ocorrendo normalmente em bosques considerados sagrados. Poderiam também
ocorrer em casas e/ou em altares simples de pedras empilhadas conhecidas como horgr. Entretanto,
parece ter havido alguns centros mais importantes, tais como Skiringsal, Lejre e Uppsala. Adam de
Bremem reivindica que houve um templo em Uppsala com três estátuas de madeira de Thor, de Odin e de
Freyr.
O Natal da Cristandade (católico) é uma mescla (mistura) de diversas tradições pré-cristãs, como
o mitraismo persa, o culto egípcio à Horus, o Dionísio grego e muito mais. Por trás de todas essas
festas religiosas estão dois itens principais, a doutrina de Ninrode e Semíramis e o Solstício de
Inverno (Hemisfério Norte), ou seja, o culto ao deus sol.
As raízes do Natal datam de épocas imediatamente posteriores ao dilúvio! O Natal é a principal tradição
do sistema corrupto denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sobre o nome de
Babilônia. Seu início e origem surgiram na antiga Babilônia de Ninrode!
Cam, filho de Noé, havia tido um filho chamado Cush que desposara Semiramis. Cush e Semiramis
tiveram então um filho chamado Ninrode (também conhecido por Ninus ou Nimrod). O nome Ninrode, em
Hebraico, deriva de "Marad" que significa "ele se rebelou, rebelde".
Um monstro político-religioso que se afastou de Deus e começou a grande apostasia profana (religião
alternativa) e bem organizada (nicolaismo), que tem dominado o mundo até hoje.
Depois da morte de seu pai (Cam), Ninrode pratica incesto, casando-se com a sua mãe
(Semírames) e tornara-se um rei poderoso. Foi ele o fundador do sistema político competitivo e imperial
babilônico, cujas raízes deram origem a muitos sistemas políticos de que a História nos conta e que até
hoje domina o mundo - Sistema de Competição Organizado - de impérios e governos pelo homem,
baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a Torre de Babel, a
Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. A Semiramis também foi atribuída a
construção dos jardins suspensos da Babilônia. Ele organizou o primeiro reino deste mundo.
Quando Ninrode foi morto prematuramente, Semiramis propagou a doutrina maligna que Ninrode
tinha subido ao céu e que sobrevivera como um ente espiritual (criou o mito da sua sobrevivência
pós-morte), alegando que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de
árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida (doutrina de
reencarnação ou de outras vidas). Esse pinheiro era o símbolo vivo da passagem de Ninrode para
outra forma de vida.
Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento (Ninrode) ela (Semíramis) alegava que Ninrode
visitava a árvore "sempre viva" e deixava presentes (oferendas) nela. O dia de aniversário de
Ninrode era 25 de dezembro, esta é a verdadeira origem da "Árvore de Natal" e da prática de se dar
"PRESENTES"!
Assim surgiu a antiga fábula babilônica de que de um pinheirinho que nasceu de um tronco
morto. O velho tronco simbolizava Ninrode morto e o novo pinheirinho que Ninrode tinha vindo
viver novamente em Tamuz! Assim, a Árvore-sempre-viva era um elemento simbólico predominante no
culto prestado a essa divindade e o seu uso com madeiro para queimar em cerimônias anuais tinha com
intenção estimular o deus-sol em declínio quando ele atinge o solstício de Inverno.
Mais tarde, Semírames, tivera um filho, ilegítimo, concebido “sem pecado”, a quem chamara Tamuz,
também conhecido por Baal. Semiramis divulgou que ele era Ninrode reencarnado. Quando Tamuz
morreu, num acidente de caça, Semiramis igualmente proclamou que aquele havia subido aos céus e se
tornara Deus.
O pinheiro era a árvore preferida de Tamuz, filho de Ninrode e de Semiramis, a deusa virgem babilônica
(Ezequiel 8:14-18). A árvore representava Ninrode reencarnado em Tamuz!
Assim Semírames é mãe e esposa de Ninrode e a mãe e avó materna de Tamuz (a reencarnação de
Ninrode).
A grande mãe, Semiramis, era figurada como A Rainha dos Céus com o filho, Tamuz, nos braços. Várias
religiões antigas contam este fato. Os nomes podem variar, mas a estória é a mesma. Esta religião,
começada com Semiramis, tornou-se mãe de todas as religiões do mundo oriental. Numerosos
monumentos babilônicos mostram a deusa-mãe Semiramis com o filho nos braços. O culto desta figura
(mãe e filho) disseminou-se, sob diversos nomes, por todo o mundo antigo. Semiramis e Tamuz, Isis e
Hórus, Maria e Jesus.
O filho era exibido apenas como uma criança nos braços da mãe, enquanto que os artistas se aplicavam
em favorecer a imagem da mãe, tentando mostrar a beleza exótica atribuída a Semiramis durante a sua
vida. Beleza, força, sabedoria, orgulho indomável, resolução inquebrantável e voluptuosidade eram os
seus atributos principais.
Na antiguidade caldaica, 25 de Dezembro era conhecido pelo dia da criança, o dia do nascimento de
Tamuz, o deus do sol. A noite anterior era a “noite da mãe”, em honra de Semiramis, hoje “véspera de
Natal”.
O nome Semiramis é a forma helenizada do nome sumério "Sammur-amat" ou "dádiva do mar." Também
era conhecida por Ishtar que deu a palavra "Easter" (Páscoa) e Este (onde nasce o Sol). Os ritos da
Primavera, 9 meses antes do nascimento do Sol do Inverno, foram os precursores da Páscoa da
cristandade. Os Romanos chamavam-na (Semiramis) Astarte e os Fenícios usavam Asher.
Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis, conforme a lenda foi tomando vulto, foi
ganhando força de um verdadeiro endeusamento, o que levou-a ser chamada de “Rainha do Céu” dos
babilônicos (não só para os caldeus, como para outros povos; em Babilônia era Semíramis, em Éfeso era
Diana, no Egito era Isis e no Brasil sabemos quem é) e Ninrode, seu filho-marido, sob vários nomes,
passou a ser adorado como um verdadeiro messias, “Filho de Baal” (o deus-Sol das civilizações antigas),
convertendo-se no “divino filho do céu”. Nesse falso sistema religioso babilônico, “a mãe e a criança” ou a
“Virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo = Tamuz) transformaram-se em objetos
principais de adoração. Desta dualidade mítica nasceram os cultos ancestrais, da "mater" com o menino e
as suas réplicas de divindades diversas, célticas e mesopotâmicas, que se tornaram no objeto de
adoração principal dos vários povos. Essa adoração/veneração da “Virgem e o Menino” espalhou-se pelo
mundo afora. O presépio é uma continuação do mesmo em nossos dias, mudando de nome em cada país
e língua. No Egito antigo acreditava-se que o filho de Isis - Horus - nascera no dia que hoje corresponde ao
25 de Dezembro no nosso calendário. No Egito chamava-se Isis e Osíris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma
pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete, encontra-se o equivalente da
Madona (minha dona ou minha senhora) e em Roma era Fortuna e Jupiterpuer, tudo muito antes do
nascimento de Jesus Cristo.
Na grande maioria das antigas religiões, os deuses ou seus filhos vieram ao mundo através de mulheres
ditas puras e imaculadas: Krisna nasceu de uma virgem chamada Devaki; Buda, de uma chamada Maia ou
Maria; Lao-Tze, de uma virgem negra; Horus de Ísis; e assim o foi com Rá, Zoroastro, Codom,
Quetzalcoatl e tantos outros.
"Mater Christi" é a mãe do "Redentor" dos antigos maçons, que é o "Sol". Entre os egípcios, os "hoi
polloi" pretendiam que o Menino, símbolo da grande estrela central, Horus, era o Sol de Osireth e Oseth,
cujas almas, depois de sua morte, haviam animado o Sol e a Lua. Com os fenícios, Ísis se tornou Astarté,
nome sob o qual adoravam a Lua personificada por uma mulher ornada de chifres que simbolizavam o
crescente. Astarté era representada no equinócio de outono, depois que seu esposo (o Sol) tinha sido
vencido pelo Príncipe das Trevas, e descido aos infernos, chorando a perda deste esposo, que é também,
seu filho, tal qual o faz Ísis chorando seu esposo, irmão e filho (Osíris e Horus). Astarté tem em sua mão
uma vareta cruciforme, uma autêntica cruz, e chora sobre o crescente da Lua. A Virgem - Maria cristã é
freqüentemente representada na mesma atitude, de pé sobre a Lua Nova, cercada de estrelas e chorando
seu filho: "justa crucem lacrymosa dum pendebat filius" (ver o "Stabat Mater Dolorosa"). Não está aí a
sucessora de Astarté, de Ísis? - pergunta o autor.
Portanto, nos séculos IV e V, quando centenas de milhares de pagãos do mundo romano eram
legalisticamente introduzidos no Cristianismo, levaram consigo as antigas crenças e costumes sob o manto
de nomes cristãos. Assim popularizou-se também a idéia da “Virgem e o Menino” especialmente durante a
época do natal.
A Bíblia está nos colocando em degraus de revelação. Não podemos manter uma mentira dentro de nós.
A história conta que Ninrode teve uma relação com Semírames que era sua mãe. Deste incesto
nasceu Tamuz e a mãe Semírames continuou virgem. Vocês lembram de alguma história parecida
com esta em que a criança nasce e a mãe continua virgem?
É desta data antiga que se originou o Natal da Cristandade e de inúmeras crenças pagas
anteriores. Nesta época, a deusa dá à luz ao deus-marido, que é reverenciado como CRIANÇA
PROMETIDA ou do Deus Sol, que nasceu para trazer luz ao mundo. Pelas crenças pagãs, o deus dará
o último beijo em sua amada (esposa e mãe), a deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do
Verão. Trocam-se os nomes e terminologias, mas a essência é a mesma.
Portanto, durante os séculos quarto e quinto, quando centenas de milhares de pagãos do mundo
romano adotavam o novo "cristianismo popular" levando consigo as antigas crenças e costumes
pagãos, cobrindo-os sobre nomes cristãos, popularizou-se também a idéia da "virgem e o menino".
Maria após o nascimento de Jesus, manteve relações íntimas/sexuais com seu marido segundo as
Escrituras (Mateus 1:24-25 - "E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara,
e recebeu sua mulher; e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de
JESUS").
Mt 1:25 claramente diz que José “não a conheceu (sexualmente ou como esposa), até que ela não deu à
Luz ...”. Obviamente, por mais que se tente dizer o contrário, após ela ter dado à luz, José a conheceu
como sua esposa e tiveram outros filhos.
Mesmo que José nunca a tivesse tocado, ao dar à luz o hímen dela foi rompido (Ex 13:2 c/ I Sm 1:5-6 c/
Is 66:9). Ou porventura fizeram uma cesariana? Por isso é que as Escrituras referem-se à Maria como “a
virgem” só antes de Jesus nascer (Is 7:14; Lc 1:27) e depois somente a chamam de Maria (Mt 2:11; At
1:14). Ou seja, depois de Jesus nascer nunca mais se refere à Maria como “a virgem” e em nenhum lugar
nas Escrituras a chamam de “nossa senhora”, “aparecida” ou “senhora” disso, daquilo ou daqueles. Veja
Gálatas 1:8.
Bem claro e preciso está Lc 1:27 – “... a virgem “chamava-se” Maria”, utilizando o verbo no passado, pois
não é mais virgem. Ou porventura Maria mudou de nome? Ou ninguém mais a chama de Maria? ...
As Escrituras expressamente afirmam que Jesus teve irmãos (Mt 12:46-47; 13:55-56 c/ Gl 1:19; Mc 3:31-
32; 6:3; Lc 8:19-20; João 7:3,5, 10; At 1:14; I Cor 9:5).
Os católicos alegam que não eram irmãos, mas primos. Citam Gn 13:8; 14:16; 29:15; Lv 10:4; I Cor
23:22 ... dizendo que no hebraico chamam-se primos de irmão. Ou seja, utilizam a palavra “irmão”
querendo dizer “primo”.
Mas o Novo Testamento não foi escrito em hebraico, mas sim em grego. E nitidamente utilizavam a
palavra “primo” (Cl 4:10), inclusive no Antigo Testamento (escrito em hebraico) já utilizavam (Lv 25:49).
A palavra “irmão” nas Escrituras é utilizada em dois casos ou sentidos: Um é o carnal ou natural; como
em Gn 4:9, o outro é o Espiritual, como em Lv 10:4; Lc 17:3; Ap 1:9 ...
Dizem que é tradição dos santos padres ... . Basta ler Mt 15:3, 6, 9; Mc 7:8-9, 13; Cl 2:8; Gl 1:8 para ver
que se trata de uma insubordinação à Palavra de Deus, para acatar o que dizem os homens (Jr 17:5).
A tradição apostólica é aquela contida nas Escrituras (I Cor 11:2; II Ts 2:15; 3:6 c/ Gl 1:8 c/ II Tim 3:16).
Assim Saulo (Paulo) foi instruído na tradição dos homens, ocasionando sua perseguição aos cristãos (Gl
1:14 c/ At 22:2-8).
Dizer que Maria permaneceu virgem é um reflexo claro desta doutrina satânica pagã, especialmente
durante a época do Natal. Os postais de Natal, as decorações e representações, do presépio, as músicas
da noite de Natal, como seu tema "Noite Feliz", repetem ano após ano esse tema popular da "virgem e o
menino" nas famosas Cantigas de Natal.
Dizem que Maria ascendeu aos céus como Jesus. Mas João 3:13 diz que é mentira. Mt 12:46-50 mostra
que ninguém tem autoridade sobre Jesus, que Maria não era (e não é) “Santíssima”, “Imaculada”,
“Medianeira”, ...; era (e é) submissa a Jesus, e não Deus submisso a Maria (Lc 1:46-47). Acaso a mãe de
um Rei é Rainha? A mãe de um Presidente é Presidenta? A mãe de um governador é governadora? A
mãe de um médico é médica? A mãe de um juiz é juíza? Pode um advogado em vez de peticionar e
conversar com um juiz ir fazer isso com a mãe do juiz?
Maria foi a mãe unicamente do corpo; já o Espírito Santo de Jesus Cristo sempre existiu, pois Ele é Deus
(é antes de todas as coisas). Ao dizer que Maria é a mãe de Deus, a tornam a Grande Deusa e a Jesus
um Deus-filho (menos importante). Jesus Cristo é o Deus, Senhor e Salvador de sua própria mãe. Maria
deve obediência a seu filho e não o contrário. Não é Jesus que obedece Maria, mas sim Maria que
obedece Jesus, pois Ele é Deus e não ela.
Citam a transformação da água em vinho, dizendo que Maria é “Mediadora.” Ridículo, pois em João
2:4 Jesus responde ao pedido de sua mãe dizendo: “o que Eu tenho contigo?”
I Timóteo 2:5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo
homem.” Pois somente Ele derramou o Seu Sangue inocente na Cruz para nossa redenção e é o
Sumo Sacerdote Eterno que faz a expiação por nossos pecados. Veja Hebreus 8:6, 9:14-15 e 12:25.
I João 2:1-2 – “MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém
pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos
nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”
O Véu desempenhava importante função no Tabernáculo. Era ele que separava o Lugar Santo do
Lugar Santíssimo, onde somente o Sumo-Sacerdote podia adentrar, e isto uma só vez no ano, ou
seja, no Dia da Expiação. Com a morte do Filho de Deus, nos relatam as Escrituras que o Véu do Templo
(que nos separava do Pai no Santo dos Santos) se rasgou de alto a baixo (Mt 27:51), tornando aquele
local, um local de livre acesso para todos! Agora tanto judeus, como gentios, mulheres e crianças podiam
olhar para dentro do Santo dos Santos sem o risco de perder a vida. Isto nos quer dizer que daquele
momento em diante todos, sem exceção, temos pleno/total acesso direto e irrestrito a Deus e, por essa
razão, somente Jesus Cristo é o nosso único mediador, intercessor, advogado, intermediário,
representante ... junto à Deus. Veja mais no tópico sobre o dia da expiação.
"Tendo, pois irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo
caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de
Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má
consciência e lavado o corpo com água pura." (Heb 10:19-22).
Citam passagens onde diz que Maria é bem-aventurada, insinuando que Jesus é submisso a ela, porque
ela é sua mãe. Totalmente carnal, demoníaco e ridículo. Maria é apenas a mãe do corpo (Filho), e não de
Deus; pois isso a tornaria maior que Deus (Col 1:15-17 diz que tudo foi criado por Jesus, e tudo subsiste
por Ele, e Ele é antes de todas as coisas, portanto Deus (Espírito Santo) não tem mãe).
Em Lc 11:27-28 uma mulher diz a multidão que Maria é bem-aventurada, e Jesus diz que “antes” (muito
mais ...), aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a guardam. Maria não é mediadora ou medianeira coisa
nenhuma, pois não foi ela quem morrer crucificado na cruz (I Cor 1:13), mas sim Jesus Cristo (Hb 9:13-15 ;
12:24 ; I Tim 2:5). Pois só pelo derramamento de sangue inocente, é que se pode fazer intercessão
mediadora; ou seja, o Redentor é chamado de Cordeiro de Deus, porque derramou seu sangue na cruz do
Calvário, como era feito nos rituais de expiação pelo pecado através de cordeiros. E Maria (ou qualquer
outro) não era inocente ou sem pecado (pois era pecadora [Lc 1:46-47], como todos são), e nem foi ela
que derramou-se em sangue na cruz (Hb 9:22,11-12,14 ; 2:9 ; 7:26 ; Is 53).
Mt 4:10 diz para adorar a Deus, e somente a Ele prestar culto. Mas os católicos fazem culto a
“Aparecida”, a São ..., a Santa ..., ao Santo .... Dizem que a “Aparecida” lhes apareceu dando ordens, mas
Gl 1:8 diz para não dar crédito aquilo que for contrário as Escrituras, mesmo que fosse dito por um dos
apóstolos (ou por Maria ...); pois o Diabo persiste em transformar-se em anjo de luz para enganar (II Cor
11:14 ; Col 2:18-23). E Dt 4:15-17 diz para tomar cuidado com “volátil que voa pelos céus” (v. 17), o qual é
algo que muda de forma constantemente; no caso é o Maligno que assume várias formas (belas,
maravilhosas, atraentes, “admiráveis”, chamativas, atrativas, impressionantes, ...) para enganar, inclusive
se parecer com os santos, e anjos celestiais. Além do que é concedido ao Diabo sinais e prodígios para
enganar (Mt 24:24 ; Ap 13:14).
Além do mais as Escrituras proíbem que as mulheres ensinem ou preguem a Palavra de Deus (I Cor
14:34-35,37 ; I Tim 2:11-12), como então dar crédito a visões, onde uma “mulher” ensina e/ou prega
dizendo ser a Palavra de Deus, se Deus condena tal ato? Como podem aceitar tal doutrina, de que essa
tal de “Aparecida” tem autoridade sobre Jesus, se as Escrituras dizem que a mulher é submissa ao
homem, e não exerça autoridade sobre ele (I Tim 2:12)? Como podem crer que essa “Aparecida” tem
autoridade sobre Jesus? (Ef 1:20-23 ; Mt 28:18 ; I Pe 4:17 ; 2:8).
Dizem os católicos romanos que essa “Aparecida” é a “Rainha dos céus” e Senhora deles (Veja
Dt 6:4), isso a torna mulher de Jesus; pois Ele é o Rei (Jr 10:10 ; Ap 17:14), o Lv 18:7-8 e Dt 27:20,
proíbem e condenam o filho “descobrir a nudez de sua mãe” (ou seja, Ter relações sexuais com ela ou vir
a ser seu marido). Ora, se o Corpo (Filho) formado em Maria, é esposo dessa “Aparecida” (que eles dizem
ser Maria), isso é abominável aos olhos de Deus, e pelas Escrituras. Enquanto os católicos dizem: “Santa
Maria vem”, as Escrituras, e os cristãos dizem: ”Ora, vem Senhor Jesus” (Ap 22:20).
Mesmo os católicos romanos ignoram o conselho dado por Maria, que é fazer tudo conforme Jesus disse
(João 2:5), e não conforme dizem os homens (At 5:29 ; Mt 15:8-9); no entanto, todos chamam Jesus de
Senhor, só que não fazem o que Ele ordenou (Lc 6:46). Veja I Pe 4:17 ; 2:8.
A Igreja Católica absorveu as antigas tradições e rituais pagãos do mundo antigo, como o fez o império
romano que absorvia as crenças, culturas, rituais, fábulas, mitologias e deuses dos povos conquistados ou
amigos (panteão romano ou sincretismo religioso, a segunda tentativa de formação da Igreja Ecumênica
Mundial ou Torre de Babel), pois em todas as crenças existe a tríade da mãe que se relaciona com o
filho Deus (incesto e adultério) e se torna a grande rainha Deusa dos céus e o pai do menino fica
como mera pessoa figurativa (cai no esquecimento). Como Jesus Cristo é Deus e é o Grande Rei dos
Reis, para a Maria (Aparecida dos católicos) se tornar Rainha tem que fazer como os antigos egípcios e os
demais pagãos, ou seja, casar-se com o próprio filho (incesto e adultério), pois nunca, sem ser dessa
forma, a mãe de um Rei é Rainha. No Máximo, na História vemos a Rainha ou o Rei e seu filho Príncipe.
Aí já se comete o pecado de dizer e acreditar que Maria e Jesus pecaram.
O deus Baal (que renasce todo ano) encontrado no AT (Antigo Testamento) é o deus semítico ocidental
da tempestade e da fertilidade. Tanto na Bíblia como fora dela o nome junto com de vários locais: Baal-
Peor - Nm 25:3-5, Baal-Berite - Jz 9:40, Baal-Zebube – II Rs 1:2 (Baal-Zebube - significa “senhor das
moscas”).
Baal também foi chamado de Haddu (= Hadade). Está acima de todo deus da tempestade que dá a
chuva suave que faz renascer a vegetação. Os anos secos eram atribuídos ao seu cativeiro temporário ou
até mesmo à sua morte. No entanto, em sua revivificação, campos rebanhos e famílias tornavam-se
produtivos. Além disto, ele é um deus da guerra e uma divindade da fertilidade que se une a Anate ou
Astarote (mais tarde igualada a Astarte-seu nome grego e romano). Ela era a personificação do princípio
reprodutivo da natureza. Istar era seu nome babilônico. Os Baalins, plural de Baal, eram imagens de Baal
e aspectos locais do mesmo Baal. Os templos de Baal e Astarote eram comumente encontrados.
Sacerdotisas eram prostitutas dos templos. Sodomitas eram homens da mesma espécie e também
funcionavam nos templos. Os cultos cananeus consistiam nas mais extravagantes orgias; seus templos
eram centros de vícios. Tanto pelo recitar do mito de seu papel de trazer de volta a vida na festa outonal
do ano novo como pelo ritual do casamento sagrado, representado no culto pelo rei, a rainha, e uma
sacerdotisa, os semitas ocidentais esperavam assegurar a fertilidade da terra.
Heb. "asherah. Asera era uma árvore, pau, poste sagrado, cone de pedra ou um tronco de árvore, que
representava a deusa cananéia, chamada também de "Ashera-do-Mar", ou "Senhora do Mar" ou Astarte,
cujo filho-marido era o tão mencionado Baal, era adorada com ritos licenciosos, cujo símbolo era
uma árvore, um tronco ou um poste de madeira (ver com. Juec. 3: 7; t. II, p. 4l).
Esses ritos e o bosque sagrado onde ficava a Aserá eram todos parte do ritual da deusa-lua. Portanto foi
contra a mãe-lua, que havia reinado no Sinai, que o monoteísmo enfrentou sua maior luta. A Deusa-Lua
era muitas vezes adorada numa gruta, num bosque natural ou num jardim. Em poemas e textos religiosos
afirma-se freqüentemente que “a árvore cresce no meio do jardim”. Em certas figuras assírias, babilônicas
e da Caldéia a árvore é uma tamareira; em figura micênica (Creta até 5000 aC) é uma oliveira a árvore
sagrada. No mundo grego é também a videira.
A palavra hebraica "asherah" é usada tanto para referir-se a Asera, deusa da fertilidade,
conhecida tanto como mãe de Baal como por mulher dele, quanto para identificar uma árvore
sagrada, ou poste-ídolo, que a representasse. Assim, a adoração pagã de Asera (também chamada
Astarte, Astorete ou Asterote) estava ligada ao culto de árvores em bosques sagrados pelos semitas.
Quem adorava Baal adorava também a Asera, através de seus postes-ídolos, feitos com pedaços de
tronco de árvore ou árvores vivas, em que se começou a esculpir a figura de Asera, posteriormente
chamada Astarte. Essas esculturas evoluíram a ponto de adquirirem formas cada vez mais humanas, mas
eram posicionadas sempre junto a "árvores sagradas", como as citadas em Jeremias 17:2; 1 Reis 14:23; 2
Reis 17:10.
Asera era símbolo da fertilidade, para quem era praticada a prostituição cultual, pois tinha o seu
equivalente: Asterot (ou Astoret) e Astarte - deusa semítica da vegetação. Era representada por uma
figura feminina nua, segurando os dois seios, numa atitude de lascívia. Era também representada por uma
espécie de árvore, provavelmente trabalhada. Esta representação é citada em várias passagens bíblicas: I
Reis 16:33; 18:19; II Reis 13:6; 17:16; 18:4; 21:3; etc,.
II Crônicas 24:18 - "E deixaram a casa do SENHOR Deus de seus pais, e serviram às imagens do
bosque e aos ídolos. Então, por causa desta sua culpa, veio grande ira sobre Judá e Jerusalém."
Apesar de todas as advertências divinas, houve culto a árvores (postes-ídolos) nos mais sagrados
santuários hebreus, em Samaria (2 Reis 13:6), em Betel (2 Reis 23:15) e até no templo de Jerusalém (2
Reis 23:6). O ato que coroou a reforma promovida pelo rei Josias foi a destruição de todos esses objetos
de culto pagão (2 Reis 23:4-15).
Quando Gideão destruiu o altar de Baal e cortou a Ashera, mostrou que se tratava de uma árvore:
"... disse o Senhor a Gideão; Toma um dos bois de teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba
o altar de Baal que é de teu pai, e corta a asera que está ao pé dele.
“Edifica ao Senhor teu Deus um altar no cume deste lugar forte, na forma devida; toma o segundo boi, e
o oferece em holocausto, com a lenha da asera que cortaste". (Juízes 6:25-26).
Segundo Davis [DAVIS, John D. - "Dicionário da Bíblia" pág. 57, "Aserim, Aserá, plural Aserim..." (ed.
1960)], a Ashera, cujo plural é Asherim, é o nome de algum tronco de árvore da qual eram tirados os
ramos, e se tornava símbolo de uma deusa com este nome de Aserá."
Na Bíblia de tradução de João Ferreira de Almeida, na versão "Revista e Atualizada" é traduzido por
"bosque" ; na versão "De Acordo com os Melhores Textos em Hebraico e Grego", como também na
esgotada "Tradução Brasileira" mantém-se a palavra original - Ashera.
Todas as vezes que encontramos na Bíblia, na versão corrigida de Almeida “árvore como asera” (Dt
16:21), ou “bosque de árvores” ou na versão Atualizada “poste-ídolo”, é uma referência a esta deusa (I Re
16:33; Jz 6:25,26, para citar duas).
No passado, o pinheiro também estava ligado aos povos bárbaros, e o culto à árvores sagradas era
muito apreciado pelos romanos. Eles tinham, por exemplo, o carvalho sagrado de Diana, localizado num
bosque também considerado sagrado - o "Santuário de Nemi". [FRAZER, Sir James George - O ramo de
ouro - Versão ilustrada. Círculo do livro, 1978. (Trata ao longo do livro, sobre as árvores sagradas, como
também sobre o santuário de Nemi)].
A ordem de Deus é para que saiamos de todo paganismo. Não é fácil deixar uma tradição que já
está impregnada na alma. Para romper com estas coisas é preciso crer na Palavra (Escrituras),
porque aqueles que não crêem, não rompem, mas aqueles que crêem, não hesitam em deixar para
trás o engano e são abençoados, porque resolvem sair da idolatria.
Jeremias 10:2-4 - "Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis
com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são
vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata
e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova."
Deus nos ordena não imitar esse caminho nem segui-lo! É um engano pensar que não faz mal ter uma
árvore de Natal. É uma associação à festividade gentílica (pagã).
Assim, muito antes da Igreja Católica dizer que Jesus Cristo nasceu em 25 de dezembro, os
homens (pagãos) preparavam rituais dos mais variados para a comemoração da chegada do verão.
E é justamente nesta data que era comemorada juntamente com as devidas reverências aos deuses
solares, o nascimento do verão e do deus da fertilidade, nascido de uma virgem. Krishna, Buda,
Davi, Horus, Cernunos, Pã e muitos outros deuses nasceram igualmente nesta data. A estória
destes deuses é exatamente igual à estória do nosso Cristo (segunda a visão e os ensinamentos da
Igreja Católica). Jesus, pela catequese da Igreja Católica, é simplesmente mais uma das tentativas de
representação dos deuses solares para os homens.
As mitologias antigas têm inúmeros exemplos de deuses solares que celebram aniversário na
mesma data em que supostamente Cristo faz, só que eles são muito mais antigos. No druidismo,
celebra-se nesse período o Solstício de Inverno (no Hemisfério Norte) ou de Verão (aqui no Sul).
No Egito sempre se acreditava que o filho de Isis (nome egípcio da "Rainha do Céu") nascera em 25 de
dezembro. O mundo pagão celebrava essa famosa data de nascimento, na maior parte do mundo
conhecido de então, muitos séculos antes do nascimento de Cristo.
No dia 25 de dezembro era comemorado também o dia do deus pagão Adônis. Amante de Vênus,
ele morria tragicamente todos os anos e ressuscitava nos equinócios; nascia e morria em Belém, na
mesma gruta que o menino Jesus. Nessa data, Constantino costumava executar alguns prisioneiros e
colocar suas cabeças penduradas em uma árvore. Teria alguma macabra relação com a árvore de Natal?
Qualquer pessoa, por menos esclarecida que seja, sabe que o nascimento de Cristo - Messias - é um
fato incontestável. Qualquer Cristão, quando abre sua Bíblia em Lucas 2:11 encontra o anjo anunciando
aos pastores no campo "Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês - o Messias, o Senhor!" Que
esperança, que alegria, que regozijo! Porém, Buda também nasceu e o seu nascimento também é
celebrado! Confúcio, filósofo chinês, também nasceu, Maomé, fundador do islamismo, também nasceu e
todos são chamados de "profetas". Embora possam ser "profetas", não são o Messias e Salvador.
Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat
do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a
crescer e as horas de escuridão a diminuir. É o festival do renascimento do Sol e o tempo de
glorificação de deuses pagãos (demônios), tais como, Frey, (o deus escandinavo da fertilidade,
associado à paz e à prosperidade).
Assim, 25 de dezembro é também conhecido como a "natividade" do sol. Essa data é o aniversário de
Tamuz (Ninrode reencarnado), a reencarnação do deus-sol. Tradicionalmente, 21 de dezembro é
conhecido como Yule. A Igreja Católica Romana mudou a celebração de Yule para 25 de dezembro. Essa
data também era conhecida pelos romanos como saturnais, um tempo de excessiva libertinagem. Beber
fazendo sucessivos brindes era a chave para a libertinagem dessa celebração. A fornicação era
simbolizada pelo visco e o evento inteiro era encerrado com uma Grande Festa, o Jantar de Natal.
A festa germânica pagã do solstício do Inverno, a YULE, tinha como costumes principais os grandes
banquetes, a folia, a troca de presentes, os cérios acesos, as achas de madeira, os enfeites e as árvores.
Yule (Festa do Inverno), é o Solstício de Inverno, o dia mais curto e a noite mais longa do ano. Dia
em que se festeja o Sol, o trovão e as deidades do fogo, onde são usadas as cores vermelha, verde e
dourada (as mesmas do Papai Noel). Na antiguidade, eram feitos ritos pagãos de fertilidade e de adoração
ao Sol. Os Wiccas despedem-se da grande mãe deusa e celebram o amor, as realizações do ano que
passou e a união da família. Pode-se dizer que o Natal é uma cristianização do Yule.
A partir desse dia, o Sol aproxima-se da Terra e a escuridão do Inverno ameaça ir-se embora. É quando
a deusa dá à luz seu novo filho e esposo, o deus renovado e forte, ainda bebê. É importante notar
que no hemisfério Norte, Festa do Inverno (Yule) é comemorado na mesma época do Natal e que tem um
significado “muito parecido” com aquele adaptado pelo cristianismo: o nascimento do Deus menino, filho
de um Deus maior, aquele que trará a esperança à Humanidade.
Outros elementos da mitologia nórdica sobreviveram sem ser percebido como tal, em especial a respeito
dos seres supernaturais no folclore escandinavo. Além disso, a opinião dos nórdicos sobre o destino foi
muito firme até épocas modernas. Desde que o inferno cristão se assemelhou ao domicílio dos mortos na
mitologia nórdica, um dos nomes foi aproveitado da fé antiga, Helvite, isto é, punição de Hel. Alguns
elementos das tradições de Yule foram preservados, como a tradição sueca de matar um porco
durante o Natal, que era originalmente parte do sacrifício a Frey.
Continuamos a cantar no Natal: "Adornamos as paredes com galhos de azevinho... cantamos a velha
cantiga do Yule... Vemos a ardente tora diante de nós. Fá lá lá lá lá lá lá lá." (Pagan Traditions of the
Holidays, David Ingraham, pg 71).
Os wiccanianos (bruxos) são mais influenciados pelas tradições Celtas, particularmente a que sobrevive
na Irlanda, cuja magia está identificada com o druidismo. Também existem grupos da Stregga a versão
italiana e os brasileiros, com práticas de origem africana.
Igualmente, é a data do ritual Litha dos wiccanianos (solstício de verão; 20 a 23 de junho no
hemisfério norte; a 21 de dezembro no hemisfério sul) - Com o Sol no seu zênite, esse é o dia mais longo
do ano, quando os poderes da natureza atingem o apogeu. Colhem-se ervas mágicas para encantamentos
e poções; é a época ideal para adivinhações, rituais de cura, corte de varinhas e bastões. Nessa noite,
acredita-se que tudo aquilo que for sonhado se tornará real para a pessoa.
Quando o sol inicia seu trajeto mais setentrional no céu e os dias começam a ficar mais longos
novamente, os pagãos celebravam o solstício de inverno queimando uma tora. Visto que o sol tinha girado
para o outro lado e estava agora ascendendo no céu, os pagãos acreditavam que isso era um sinal de
que os sacrifícios humanos oferecidos em Samhain (Halloween) tinham sido aceitos pelos deuses.
Os reis suecos sacrificavam escravos do sexo masculino a cada nono ano durante os sacrifícios de
Yule no Templo em Upsalla. Também é uma das noites (Litha) de sacrifício humano dos Illuminati.
Assim, a celebração do Natal antecede em muito ao Cristianismo. Há cerca de 2000 anos, na
mesopotâmia este antigo festival simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Um ritual
semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Para os mesopotânios, o Ano Novo representava uma
grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e
Marduk, o seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O
festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.
A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para
poupar o rei, um criminoso era vestido com as suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca,
sendo morto levava todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. Um ritual
semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com
escravos que tomavam o lugar dos seus mestres.
A Mesopotâmia, chamada de mãe da civilização, inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos,
que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Assim, ritual
semelhante, chamado de Sacae, era realizado pelos persas e babilônios. Mais tarde, através da Grécia, o
costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnália, em homenagem ao
deus Saturno (o Cronos grego, um Titã, filho da Terra e do Céu que surgiu do Caos). Ele era o deus da
agricultura e a festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de Janeiro, quando se comemorava a
semeadura das safras e o solstício do inverno.
Saturno teria reinado durante a chamada Idade de Ouro romana e as saturnais coincidiam com o
solstício do inverno no hemisfério norte, quando o Sol atinge o maior grau de afastamento angular do
equador, no seu aparente movimento no céu, em 21 ou 23 de dezembro.
O dia 25 de dezembro era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar
a crescer e trazer vida às coisas da Terra. Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do
Nascimento do Sol Invicto. No dia 25, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas
festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes – ornamentadas com
galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas – enfeitavam as salas para espantar os maus
espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para se presentearem uns aos outros. Apenas
após a cristianização do Império Romano, o 25 de Dezembro passou a ser a celebração do nascimento de
Cristo. Originalmente a Igreja não celebrava o nascimento de Jesus. Com o passar do tempo, todavia, os
Cristãos do Egito começaram a considerar o 6 de Janeiro como data da natividade.
O costume de celebrar o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro foi-se difundindo em todo o
Oriente e resulta como dado adquirido no início de século IV. A maior parte dos historiadores afirma que o
primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C. Mais ou menos na mesma
época, a Igreja do Ocidente, que nunca tinha reconhecido o 6 de Janeiro como dia de natividade, assume
como data de celebração o 25 de Dezembro. Ela foi posteriormente adotada também pela igreja do
Oriente. As razões que levaram muitos bispos a deslocar a festa de natal de 6 de Janeiro para 25 de
Dezembro prendem-se com as crenças pagãs, naquele dia segundo uma concepção pagã era celebrado
“o deus sol”, ou melhor, o nascimento do sol ao qual se acediam fogos em sinal da festa, e como muitos
que se tinham convertido ao Cristianismo tomavam também eles parte desta festa porque identificavam o
sol com Jesus Cristo porque em Malaquias ele é chamado “o sol da justiça” (Mal. 4:2). Quando
constataram que os “cristãos” tinham uma certa inclinação por esta festa, entraram em consenso e
deliberaram que a natividade de Cristo passaria a ser celebrada a 25 de Dezembro e a festa da epifânia a
6 de Janeiro. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino
Jesus, assim como outros rituais também formam adaptados. Ninguém sabe com certeza em que mês,
nem há menção do dia, que Jesus nasceu. Várias teorias já foram levantadas que colocam o nascimento
de Jesus em Abril, Outubro ou Setembro. Mas ninguém sabe com certeza qual a data do Seu
Nascimento.
O que temos que entender é que somos uma civilização essencialmente pagã. Nossas crenças,
por mais pretensiosas e civilizadoras são todas baseadas nas datas dos solstícios e equinócios. A
Cristandade nada mais foi do que uma humanização do paganismo tornando-o mais popular.
Os adoradores do sol remontam às épocas mais antigas da História da humanidade. Os cultos votados
pelos egípcios ao deus Ra; pelos assírios ao deus Shamash; e mais tarde pelos celtas e gauleses ao
deus-sol, provam que esta divindade é preponderante nas crenças ancestrais.
Esse cultos profanos são inclusivamente denunciados nas Escrituras: Ezequiel 8:16 - "Estavam à
entrada do Templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de 25 homens de costas para o templo do
Senhor, com os rostos para o oriente; e eles adoravam o sol virados para o oriente."
Desde a antiguidade que se atribui ao sol um poder terapêutico e mágico. Os fieis tratavam os seus
males por feitiços solares, enquanto se expunham aos seus raios benéficos.
Um texto assírio dá-nos conta disso: "Graças a ti, Shamash, todo poderoso, o doente passará esta crise
que lhe provocou a mudança de lua. Envia-lhe os teus raios salutares que atenuarão a sua enfermidade.
Que por tua ordem a doença se dissipe, que a crise seja vencida, que o doente sobreviva."
Shamash, o deus-sol dos caldeus tinha um templo em Babilônia que se chamava Etemenanki, que quer
dizer a "casa das sete direções do céu e da terra." Todas as manhãs, ao nascer do sol, recitavam o hino
solar em direção ao levante, do alto da torre mais alta: "Sou a chama de ouro, a grande insígnia dos
deuses, a chama protetora. Que os corações do meu deus e da minha deusa se abram e que deles saia o
meu destino."
Os persas também tinham os seus deuses inspirados no sol. Entre eles destaca-se o deus Agni. No dia
que corresponde ao nosso 24 de Dezembro queimavam o seu deus manufaturado de um tronco de
árvore; isto depois de já terem feito outro que reponham no lugar do anterior. Então com o novo deus em
vigor, os dias começavam a aumentar porque segundo supunham, o seu deus jovem estava cheio de vigor
para produzir dias maiores. Adoravam-no então com diversas solenidades aparatosas e sacrifícios
humanos.
No dia que corresponde ao nosso 25 de Dezembro celebravam um estranho ritual que consistia no
seguinte: No templo, onde guardavam o deus Agni de trás de uma cortina, havia uma fresta do lado
oriental, por onde penetrava o sol ao nascer. Esses raios iam incidir na parte posterior da cabeça do
sacerdote que era dotado de uma calva espelhada. Ao refletirem-se nela iriam projetar-se num espelho em
forma de sol, do qual derivou a custódia usada nos templos católicos romanos; e daí iria incidir no deus
feito de madeira, que se encontrava no seu nicho com a cortina aberta.
Tudo isto era feito entre a noite do dia equivalente ao nosso 24 de Dezembro e o nascer do sol do dia 25.
Um sacerdote voltado de costas para o povo. Quando os raios solares penetravam através da fresta do
templo, e após todos estes ricochetes, o sacerdote voltava-se então para o povo e ministrava as bênçãos.
Rá, o deus-sol egípcio foi quem primeiro reinou no país, segundo se crê. Era por esse motivo que o
descendente direto do deus, o faraó, recebia culto tal como o seu antepassado. Os seus templos eram
orientados de modo a que o nascer do sol ocorresse entre os dois pilares da entrada que eram encimados
pelo sinal "neter", uma forma simbólica de falcão real, representante do deus-sol.
Nos hieróglifos, a cabeça da vaca sagrada, vestal de Ra, tem entre os chifres o dístico solar. Os grandes
mágicos da corte dos faraós auto-denominavam-se os "donos dos raios".
O Egito primitivo empregava menires indicadores e depois utilizou o obelisco para consagrar os seus
cultos ao sol. O mesmo acontece com menires bretões cujo estudo da sua orientação tem demonstrado o
seu significado cronográfico.
A palavra obelisco significa "consagrados ao sol", sendo ao mesmo tempo a imagem dos raios
solares. Eram também chamados raios solares petrificados. A sua função, tal como a dos menires, era
marcar a posição do nascer do sol e permitirem o conhecimento da situação do Sol no céu marcando a
data em que o ano deveria ser purificado pelos ritos. Isto ocorria no dia do calendário lunar equivalente ao
atual 25 de Dezembro.
O ritual simbólico que evocava os mistérios do deus solar egípcio era diário e tinha a ver com o nascer e
o pôr do sol: Osíris, o deus recém nascido envelhecia e tornava à tarde no deus Hórus, o qual casava
com Isis, a deusa lua.
Esta chorava de noite (o orvalho eram as lágrimas) a morte do seu esposo, mas desse casamento
voltava a nascer Osíris na manhã seguinte. Nessa seqüência perpétua era assegurada a imortalidade dos
deuses, que careciam dum ritual anual de revigoração do Inverno.
Entre as tribos maias, da América do Sul, e em particular a dos Huichol, esses mesmos raios solares
eram representados pela flecha, vetor ou mensageiro das aspirações humanas junto de Talé-houari, o seu
deus-sol, cujo nome significa "nosso avô o fogo".
As unidades de Stonehenge, na Inglaterra e a de Kergonan na Bretanha, constituem verdadeiros
templos solares.
Os Celtas, por exemplo, tratavam o Solstício do Inverno, em 25 de dezembro, como um momento
extremamente importante em suas vidas. O inverso ia chegar, longas noites de frio, por vezes com poucos
gêneros alimentícios e rações para si e para os animais e não sabiam se ficariam vivos até a próxima
estação. Faziam, então, um grande banquete de despedida no dia 25 de dezembro. Seguiam-se 12 dias
de festas, terminando no dia 6 de Janeiro.
Originários da tradição celta, os sabbaths ocorrem oito vezes ao ano, ou seja, duas vezes a cada
estação. Nessas ocasiões, são homenageadas duas divindades: a grande mãe, ou simplesmente a
“deusa”, que simboliza a própria terra, e o deus Cornífero, o gamo rei, protetor dos animais, dos rebanhos
e da vida selvagem.
No final do ano, os alimentos são colhidos após o equinócio de outono, marcando o início dos meses em
que viveram com o que conseguiram estocar. Os alimentos fornecidos pela grande deusa devem agora
alimentar seus filhos famintos e nutrir o deus em sua caminhada pelo "outro mundo". O raio do trovão que
atingiu o carvalho e fecundou a terra é a promessa do retorno do deus através daquela que um dia foi
sua amante, mas que agora será sua mãe: a deusa. E assim o ciclo de vida, morte e renascimento volta
a estabelecer o equilíbrio a Roda do Ano.
Samhain é o festival da morte e da alegria pela certeza do renascimento. O deus morreu, e a deusa,
trazendo no ventre o seu amado (marido), recolhe-se ao Mundo das Sombras para esperar o seu
renascimento. Comemora-se aqui a ligação com os antepassados, com aqueles que já partiram e que um
dia, como a natureza, renascerão. A Cristandade transformou essa data no "Dia de Todos os Santos" e no
"Dia de Finados", numa alusão supersticiosa a essa ligação.
Nesse Sabbat os Bruxos dão adeus à grande mãe e bendizem o deus renascido que governa a "metade
escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de
dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao Sol. É uma noite de alegria e festa,
sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces.
Em Roma, o Solstício do Inverno também era celebrado muitos séculos antes do nascimento de Jesus.
Os Romanos o chamavam de Saturnálias (Férias de Inverno), em homenagem a Saturno, o Deus da
Agricultura, que permitia o descanso da terra durante o inverno.
Em 274 o Imperador romano Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro, como "Dies Natalis Invicti
Solis" (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O Sol passou a ser venerado. Buscava-se o seu
calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra. O início do inverno passou a ser
festejado como o dia do Deus Sol.
“Todos os negócios públicos eram, então, suspensos, as declarações de guerra e as execuções de
criminosos adiadas, os amigos trocavam presentes e os escravos adquiriam liberdades momentâneas:
era-lhes oferecida uma festa, na qual eles se sentavam à mesa, servidos por seus senhores. Isso se
destinava a mostrar que, perante a natureza, todos os homens são iguais e que, no reinado de Saturno, os
bens da terra eram comuns a todos", conta Thomas Bulfinch no seu O livro de ouro da mitologia, a idade
da fábula, escrito no século XIX.
O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que teórica e aparentemente celebra o
nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do
Natal.
Uma das grandes provas da ligação do Natal com rituais de magia, é o chamado "espírito do Natal",
onde o ambiente é modificado pelos enfeites - símbolos de significados ocultos. Juntamente com as
músicas, é criado um clima de mistério, e esta sensação atinge qualquer pessoa de qualquer
crença, católicos, espíritas, possivelmente budistas, muçulmanos, e até os ateus, criando uma
espécie de confraternização ecumênica, um novo panteão romano, uma moderna Torre de Babel ou
o rascunho/esboço da Grande Igreja Ecumênica Mundial.
O estranho é que atinge incrédulos e crentes, o que evidencia que esta magia existe e tem grande
poder de penetração no mundo.
Falam em “espírito do Natal” em vez de “Espírito Santo”. O "espírito Natalino" não vem do Espírito
Santo, mas trata-se de "outro espírito" (II Cor 11:4).
I Corintíos 2:12 - "Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus,
para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus." Assim, este espírito de natal
não é de Deus, mas do mundo: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” (I João 2:16).
I João 5:19 – “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno.”
Quando Cristo, Deus manifestado em carne, nasceu, neste mundo "não havia lugar" para Ele (Lc 2:7).
"Era desprezado, e o mais indigno entre os homens" (Is 53:3). "Eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o" (João
19:15). "... e o levaram para ser crucificado" (Mt 27:31). Este mundo é culpado pelo assassinato do Filho
de Deus!
Havendo se livrado dÉle, os homens agora se regozijam e se alegram enviando presentes uns aos
outros (veja Apoc 11:10). Isto é o mesmo que edificar os sepulcros dos profetas e adornar os monumentos
dos justos, testificando "que sois filhos dos que mataram os profetas" (Mt 23:29-33). É com se Caim, após
haver assassinado a seu irmão, fizesse do aniversário de Abel um dia de festa! Assim este mundo, que
rejeitou a Cristo, celebra uma grande festa anual na imaginária data de nascimento do Santo Filho de
Deus! Fazendo assim, estão tomando emprestado e profanando o nome bendito de Cristo como um
pretexto para a satisfação de seus prazeres carnais. "O Senhor não terá por inocente o que tomar o seu
nome em vão" (Ex 20:7).
Cuidado, frívolo mundo! "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer" (Gal 6:7). Pois breve Ele virá
requerer o sangue do Seu Filho que foi derramado.
Falam em “magia” do Natal em vez de poder e milagre do Senhor Jesus Cristo. Magia significa bruxaria,
feitiçaria, encantamento, ....
Deus relaciona as práticas satânicas que proíbe expressamente, sob pena de morte! Cada uma
delas está singularmente associada com o Dia das Bruxas!
1. Encantamento - Ato de influenciar por feitiços e encantos usando a prática das artes mágicas. Tais
práticas provêm diretamente do poder de Satanás! Deus proíbe o encantamento em muitos lugares, o
principal dos quais é Deuteronômio 18:10-12.
2. Feitiçaria - Lidar com espíritos demoníacos, usando seus métodos prescritos, comumente chamados
rituais e "artes mágicas". A Bíblia a proíbe, como em Gálatas 5:19-20. Hoje, graças a Harry Potter e "O
Senhor dos Anéis", a feitiçaria está crescendo rapidamente em popularidade. Programas de televisão que
exibem bruxas são "A Feiticeira" e "Buffy, a Caça-Vampiros", apenas para citar dois. Vá a uma vídeo-
locadora e percorra a seção "Terror", onde você verá a popularidade que a feitiçaria alcançou em nosso
país hoje.
3. Bruxaria - Uso de poder obtido em rituais prescritos exigidos pelas hordas demoníacas. Uma vez que
o bruxo ou mago execute o ritual corretamente, as hordas demoníacas deverão prover o poder para
efetuar aquela ação desejada pelo bruxo.
4. Adivinhação - Predizer a sorte e ver o futuro. Deus quer que confiemos nele e em seu poder e que
não nos preocupemos com o dia de amanhã. Satanás, por outro lado, gosta de deixar as pessoas
preocupadas com a idéia de que podem saber o que ocorrerá no futuro. A adivinhação é proibida na Bíblia
em Jeremias 29:8-9 e em Deuteronômio 18:10-12.
5. Magia - A arte ou prática de um mago ou feiticeiro. Um mago ou bruxo é alguém habilitado nas artes
mágicas, um feiticeiro. Deus proíbe tais práticas em Deuteronômio 18:10-12 e Levítico 19:31.
6. Necromância - Comunicação com os mortos. Especificamente, conjurar os espíritos dos mortos para
propósitos de magicamente revelar o futuro ou influenciar o curso de eventos. Proibida em Deuteronômio
18:10-12 e em Isaías 8:19.
7. Feitiços - A prática de lançar um feitiço em alguém a fim de mudar ou controlar sua mente e/ou seu
comportamento. Os magos gostam de ter uma conversa "um a um" com seus inimigos por que assim
possam "enfeitiçá-los" por meio de um ritual realizado previamente, e pelas hordas demoníacas que
residem nele. Adolf Hitler seguia essa prática de perto quando negociava com os líderes da Europa, da
Grã-Bretanha e da Rússia. O primeiro-ministro britânico, Chamberlain, ficou totalmente enfeitiçado por
Hitler ao tentar apaziguar o ditador alemão em Munique, em 1938; Chamberlain ficou tão enfeitiçado por
Hitler que após retornar de Munique, proclamou entusiasticamente que tinha garantido "a paz em nosso
tempo".
Ao lidar com um membro poderoso dos Illuminati, não tente se reunir com ele, nem confie no testemunho
de pessoas que se reuniram com ele. Um ritual de encantamento é facilmente executado e faz o líder
extravasar confiança, caráter e sinceridade que ele mais provavelmente não possui. Deus proíbe essa
atividade em Deuteronômio 18:10-12.
8. Observação das Estrelas ou Astrologia - Adivinhação da suposta influência das estrelas e de outros
corpos celestes sobre as vidas humanas e as relações entre as nações. Os ocultistas literalmente ordenam
suas vidas de acordo com a astrologia e os números. Deus proíbe essa atividade em Deuteronômio 18:10-
12 e em Jeremias 10:2. Também chamada de "Observar os Sinais do Céu".
9. Adivinhação - Predizer eventos e profetizar por meio de outro espírito que não o Espírito Santo.
Proibida em Miquéias 5:12 e implicada fortemente em Deuteronômio 18:10-12.
10. Prognosticação - Predizer a partir de sinais e sintomas, também profetizar sem o Espírito Santo.
Proibida em Isaías 47:12-13 [chamada também de "consulta aos agoureiros"].
11. Magia - Utilizar o poder dos demônios por meio do uso de rituais prescritos de forma que a ação
levada a cabo seja realizada pelo poder demoníaco. Proibida em Deuteronômio 18:10-12, 2 Crônicas 33:6
e 1 Samuel 15:23.
Utilizam-se de horóscopo, necromantes, magos, pais de santo, benzedeiras, taro, guia de sonhos,
búzios, simpatias, feiticeiros, macumba, bruxaria, médiuns, gurus, adivinhos, ...; mas tais coisas são
abomináveis para Deus (Dt 18:10-14; Zc 10:2; Is 8:19; 2:6; Dn 2:27-28; Mq 5:12; II Rs 17:17; 21:6; Is 47:9;
Ml 3:5; At 13:6-11; Ap 18:23; 21:8; Lv 19:31; 20:6; I Sm 15:23; II Rs 5:22; 23:24; Gl 5:19-21; Dt 4:19; Jó
31:27-28; Dt 17:2-5; Ez 8:16-17).
Confiam em amuletos (Sl 115:4; 135:15; 44:6; Mc 10:24; Fp 3:3; Jó 15:31; 31:24; Is 31:1; 42:17; 59:4; Jr
49:4; Hc 2:18), em vez de confiar em Deus (Sl 20:7; 27:5; 31:5; Is 26:4; II Cor 1:9); e os que tais coisas
fazem negam a Deus (Jó 31:27-28).
Apocalipse 22:14-15 – ‘Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que
tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães e
os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete
a mentira.”
A tradição do pinheiro de Natal representa antiqüíssima herança de primitivos cultos às árvores,
possivelmente comuns a todas as raças, povos, culturas e crenças.
As idéias referentes a árvores sagradas são muito antigas. Entre os druidas, por exemplo, o carvalho era
sagrado; entre os egípcios as palmeiras; em Roma, era o abeto, que era decorado com cerejas negras
durante a Saturnália (Walsh Curiosities of popular customs, pág. 242). O deus escandinavo Odin era crido
como um que dava presentes especiais na época de natal a todos os que se aproximavam de seu abeto
sagrado.
É a árvore sagrada do deus do inverno; os druidas acreditavam que os espíritos dos seus deuses
residiam nas árvores. A maioria dos pagãos sabia que a árvore representava Ninrode reencarnado em
Tamuz! Os pagãos também viam as árvores como símbolos fálicos (sexuais).
Há o costume chinês de plantar o pinheiro nas catacumbas. O permanente viço da árvore em
contraste com a decomposição do cadáver sepulto a seus pés, possivelmente induzisse o mongol a um
propósito de compensação ou reparação.
Muito antes da oficialização da maior festa cristã, os romanos enfeitavam as casas com pinheiros
durante a chamada Saturnália, um festival de inverno em homenagem a Saturno, o deus da agricultura.
Em seus galhos, costumavam pendurar maçãs pintadas de dourado como símbolo de fartura. Por
volta de 1800, as famílias européias passaram a enfeitar essas árvores com papéis coloridos, frutas e
doces. Há ainda quem diga que o pinheiro foi escolhido como símbolo do Natal por causa da sua forma
triangular que, de acordo com a tradição católica, representa a crença na doutrina da Santíssima
Trindade (o Pai, o Filho e o Espírito Santo). Ocorre que a forma triangular, há milênios representa a
genitália feminina em razão dos pêlos pubianos femininos formarem um triângulo (área triangular que fica
entre as pernas e acima dos órgãos genitais, formado por tecido gorduroso, que recobre e ajuda a proteger
os ossos pubianos). Ainda mais, a cavidade do corpo do útero é triangular, apresentando três ângulos,
sendo dois súpero-laterais, um direito e um esquerdo, que correspondem aos óstios uterinos dos ovidutos
e um inferior ao nível do orifício superior da cavidade ístmica (antigo óstio interno do útero). Existindo,
ainda, o músculo par, fino e triangular, que é transverso profundo do períneo, localizado entre os ramos
inferiores do púbis e ramos do ísquio em ambos os lados, seguindo até os ligamentos arqueados do púbis
e transverso do períneo. Na Grécia Antiga, as mulheres cobriam o púbis com um tecido triangular, preso
por fios amarrados nos quadris. Assim, o triângulo é um dos símbolos da deusa Vênus (deusa do amor
carnal = sexo), por essa razão, os pêlos pubianos femininos são denominados de “Monte de Vênus”.
Vênus, conhecida popularmente como estrela d'Alva, quando nasce na madrugada antes do Sol. Na
mitologia grega é chamada de Afrodite, deusa do amor carnal. Na mitologia romana a deusa
correspondente é Vênus. A deusa Vênus ou Afrodite, deusa da beleza, era representada como uma
adúltera que andava à procura de prazeres orgiásticos, seguida pelas Ninfas que eram perseguidas por
Sátiros à frente de Pan e de Baco; era vista como a prostituta sagrada que embriagava e seduzia os
homens. Na religião grega a deusa Vênus ou Diana na romana favoreciam o amor, o casamento. Na igreja
católica esta função é exercida por Santo Antônio. VENERAÇÃO significa: ADORAÇÃO DE VÉNUS
(AFRODITE) OU VENUS+ORAÇÃO.
“A Catedral de Chartres, como muitas catedrais cristãs dedicadas à Virgem Maria, fora erigida num local
de peregrinação consagrado à Deusa, antes do cristianismo. Maria era particularmente venerada em
Chartres. Na própria palavra venerada esconde-se a Deusa Vênus. A catedral a Maria foi construída onde
a Deusa era antes homenageada, muito antes do cristianismo e até antes dos gregos e das suas
deidades. Tipicamente a Deusa tinha uma miríade de nomes. Ali em Chartres, continua a ser
homenageada nos seus aspectos de virgem e mãe, só que, em vez de se chamar Ísis, Tara; Deméter ou
Ártemis, tem o nome de Maria.
Tal como todos os sítios onde a Deusa era cultuada se tornaram locais de igrejas cristãs, também os
seus símbolos foram aproveitados. Por exemplo, antes de se tornar o símbolo de Maria, a rosa vermelha
desabrochada estava associada a Afrodite (Vênus) e representava a sexualidade amadurecida. Em
Chartres, que é dedicada à Virgem Maria abundam as rosas. A luz derrama-se através de três belas
rosáceas de vitral, enormes, e uma rosa simbólica constitui o centro do labirinto.
Corinto - Famosa cidade grega, edificada sobre o istmo que liga o Peloponeso ao continente, gozando
assim do benefício de dois portos, o de Cencréia ao oriente e o de Léquio ao ocidente. Recebe de uma
parte as ricas mercadorias da Ásia, e da outra parte as da Itália e de outros países ocidentais. Foi, em
tempos muito antigos, um grande empório comercial, bem como terra de grande luxo e licenciosidade,
sendo ali o culto prestado à deusa Vênus acompanhado de ritos vergonhosos. Em Corinto escreveu o
Apóstolo Paulo a epístola aos Romanos, em que faz uma preciosa descrição dos vícios dos pagãos (Rm
1.21 a 32). A verdadeira Corinto grega já não existia quando o Apóstolo ali esteve, mas, sim, aquela cidade
reedificada por Júlio César, e que foi a capital da província romana de Acaia. Paulo ali trabalhou na obra
de evangelização, quando imperava Cláudio, pelo espaço de dezoito meses, no fim da sua segunda
viagem missionária (At 18.1 a 18) - ali foram escritas as duas epístolas aos Tessalonicenses - aos seus
trabalhos nesta cidade há referências em At 18.27 - 19.1 - 1 Co 3.6. Foi à igreja de Corinto, composta de
gentios e judeus convertidos (At 18.4 a 8 - 2 Co 1.1,23), que Paulo dirigiu duas epístolas, uma de Éfeso e a
outra da Macedônia. E ali voltou durante a sua terceira viagem missionária, permanecendo então na
Grécia por três meses (At 20.3) - foi durante esse tempo que ele escreveu a epistola aos Romanos.
Residência de Estéfanas (1 Co 1.16 - 16.15,17) - de Crispo (At 18.8 - 1 Co 1.14), de Gaio (Rm 16.23 - 1 Co
1.14), e de Erasto (Rm 16.23 - 2 Tm 4.20). Corinto não é hoje mais que uma simples vila, situadas no
antigo sitio e com o mesmo nome, que muitas vezes é corrompido em Gorto. Ainda ali se observam
algumas notáveis relíquias do seu primitivo esplendor, como as ruínas do Posidônio, ou Santuário de
Netuno, o campo dos jogos ístmicos aonde Paulo foi buscar algumas das suas mais belas imagens, que se
lêem nas epístolas aos Coríntios e em outras. Estas ruínas compreendem o estádio, onde se efetuaram as
corridas pedestres (1 Co 9.24). Abundantes na praia são os pequenos pinheiros verdes, com que se
faziam as coroas para os vitoriosos nos jogos (1 Co 9.25).
Desde os períodos paleolítico e neolítico, o triângulo foi adotado como símbolo fálico. Falicismo é
o culto ao falo ou lingan (pênis) e ao yoni (vulva). Desde a pré-história o falo possuí uma dimensão
sagrada, como o doador da vida, e a vulva como o seu receptor. O termo falo deriva do grego phallós que
é a representação do órgão sexual masculino como símbolo de fertilidade e força. Entre os gregos o
falicismo estava presente nas celebrações ao deus Dionísio e, entre os romanos, ao deus Baco. O
falicismo, no entanto, não é originário da Grécia, pois há registros de símbolos fálicos em civilizações mais
antigas.
Reverenciavam, então, aquilo que não podiam compreender, mas que temiam perder caso não fosse
demonstrado o valor que merecia.
Descobertas arqueológicas, nas ruínas da Babilônia, Índia, China, Egito, Palestina, Grécia, centro e sul
da Europa, México, Américas Central e do Sul, evidenciam que o sexo era cultuado nas civilizações
primitivas e posteriores. Nesses locais foram encontrados falos de grandes dimensões em bronze ou
pedra, amuletos, cruzes, objetos triangulares e moedas com simbolismo fálico bastante evidente. Os
maiores totens fálicos datam da Idade do Bronze (2.500 a 4.000 a.C.).
Na Mitologia Grega, as árvores eram utilizadas para reverenciar deuses. Elas representavam as
possibilidades de evolução e elevação do homem e eram consideradas intermediárias entre o céu e a
terra. Na China, o pinheiro simboliza a longa vida e, no Japão, a imortalidade.
A civilização egípcia considerava a tamareira como árvore da vida e a enfeitava com doces e frutas para
as crianças. Na Roma Antiga, os romanos penduravam máscaras de Baco, o deus do vinho, em pinheiros
para comemorar uma festa chamada "Saturnália".
Reza a lenda que havia três árvores próximas aos presépios: uma oliveira, uma tamareira e um
pinheirinho, que desejavam honrar o recém-nascido. A oliveira ofereceu suas azeitonas, e a tamareira
suas tâmaras, mas o pinheirinho não tinha nada a ofertar. Lá do alto, as estrelas desceram do céu e
pousaram sobre os galhos do pinheirinho oferecendo-se como presente. Nasceu assim a adaptação das
crenças pagãs para a árvore de Natal da Cristandade.
Sabemos que as pessoas, na sua maioria, conscientemente não adoram as árvores. Contudo, vemos
claramente que adquiriram a idéia gentílica por ignorância. No entanto, mudam-se os nomes, vestem-se
novas roupagens, mas o paganismo continua a ser o mesmo. É a velha história, chame uma lebre
de leão, mas ela não deixará de ser uma lebre. Veja o que diz Jeremias 10:2-5.

Elementos Celebrações pagãs Celebrações da Cristandade


1. Força vitoriosa
1. Força vitoriosa sobre o mal
sobre a natureza
2. Distinção dos
2. Distinção dos semelhantes pela
semelhantes pela
divindade
vitalidade
Espírito e
3. Fecundidade 3. Dons criadores
Pinheiro corpo da
árvore 4. Culto à beleza
4. Culto à beleza interior
exterior
5. Proteção
contra doenças,
5. Proteção contra o demônio
desastres,
calamidades
1. Novo
nascimento 1. Natividade
(solstício)
Fogos,
Figurações do 2. Fertilidade 2. Fertilidade
fogueiras, lenhos,
sol
velas 3. Abundância
3. Abundância espiritual
material
4. Luz 4. Luz

Entre o segundo e o terceiro milênio A.C., uma grande variedade de povos consideravam as
árvores uma expressão da energia e de fertilidade da Mãe Natureza, por isso rendiam-lhe culto. O
carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas
caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da
natureza, que se pensava que havia fugido. A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas
primeiras referências datam do século XVI. Foi a partir do século XIX que a tradição chegou ao resto
mundo de uma forma geral.
A árvore de Natal é um símbolo de consagração, é uma fábula de chamamento de adoração a deuses
babilônicos. Os babilônicos consagravam uma árvore aos pés dos deuses e a levavam para casa
como aprovação desses mesmos deuses; era o símbolo do deus dentro de casa, porque não se
podia fazer a réplica da imagem. Esta árvore estava relacionada a um pinheiro.
A origem da Árvore de Natal é pagã, ou seja, das religiões da Natureza anteriores ao Cristianismo. No
período do inverno (justamente agora na Europa e no Hemisfério Norte inteiro), muitos povos antigos
costumavam pendurar esferas coloridas nas árvores desfolhadas pelo frio, como que pedindo para
que elas voltassem a frutificar, voltassem à vida.
A música natalina diz: "Pinheirinhos que alegria, sinos tocam noite e dia, é natal que vem chegando,
vamos pois cantarolando." Fizeram a música para o pinheiro e quantas vezes cantamos no púlpito!
Sabemos que o fizemos por ignorância, mas agora recebemos esclarecimento. O pinheiro faz parte de
um ritual de adoração a Ninrode e a Semírames.
No Egito, por exemplo, o deus Osíris "personificava o crescimento da vegetação e das forças criadoras
do Nilo" sendo representado pelo cedro. Outros deuses de outros povos, tinham suas representações
vegetais: O pinheiro - Átis, a azinheira - Júpiter, o louro - Apolo, e mais uma infinidade de outros deuses e
suas árvores, que não vale a pena mencionar aqui.
Com a árvore de Natal dentro da nossa casa estamos ressuscitando um altar babilônico, dando
legalidade para demônios agirem.
A Enciclopédia Barsa, vol. 11, pg. 274, diz: “A árvore de Natal é de origem germânica, datando do
tempo de São Bonifácio. Foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de ODIN,
adorando-se uma árvore, em homenagem ao Deus-menino”.
No ocultismo ou nas religiões orientais, os espíritos dos antepassados são invocados por meio de uma
árvore (por exemplo, bonsai). Todo feiticeiro sabe disso, menos a igreja católica.
O culto às árvores sempre sobreviveu, e em 1539 havia ornamentação com árvores nas casas e nas
igrejas. Em 1671, havia comemorações na França, com árvores enfeitadas, provavelmente introduzidas
por Charlotte Elizabette da Baviera, princesa do Palatinado; e assim chegou até aos nossos dias.
Quem tem uma árvore de Natal está legalizando a entrada de guias, orixás e caboclos. Os ocultistas
crêem que as pessoas são energizadas através das árvores. Nenhum crente coloca em sua casa um trono
a Baal, conscientemente. Mas como o diabo trabalha com ocultismo, muitas de suas insinuações são
encobertas, ocultas com o fim de conseguir enganar. Quando tomamos conhecimento dessa estratégia
maligna e temos consciência de que algo é errado, não devemos fazer mais. O que um deus pagão pode
oferecer a um cristão?
O que a Bíblia fala sobre árvores em rituais ou cerimônias?
Deuteronômio 16:21 – “Não plantarás nenhuma árvore, como asera, junto ao altar do SENHOR teu
Deus, que fizeres para ti.”
I Reis 14:22-23 – “E fez Judá o que era mau aos olhos do SENHOR; e com os seus pecados que
cometeram, provocaram-no a zelos, mais do que todos os seus pais fizeram. Porque também eles
edificaram altos, e estátuas, e imagens de Asera sobre todo o alto outeiro e debaixo de toda a árvore
verde.”
II Reis 17:9-12 – “E os filhos de Israel fizeram secretamente coisas que não eram retas, contra o
SENHOR seu Deus; e edificaram altos em todas as suas cidades, desde a torre dos atalaias até à cidade
fortificada. E levantaram, para si, estátuas e imagens do bosque, em todos os altos outeiros, e debaixo
de todas as árvores verdes. E queimaram ali incenso em todos os altos, como as nações, que o SENHOR
expulsara de diante deles; e fizeram coisas ruins, para provocarem à ira o SENHOR. E serviram os ídolos,
dos quais o SENHOR lhes dissera: Não fareis estas coisas.”
Juizes 9:7-15 – “E, dizendo-o a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantou a sua voz,
e clamou e disse-lhes: Ouvi-me, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós; Foram uma vez as
árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. Porém a oliveira lhes disse:
Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? Então
disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha
doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e
reina sobre nós. Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e
iria pairar sobre as árvores? Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. E
disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis por rei sobre vós, vinde, e confiai-vos debaixo da
minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano.”
II Crônicas 28:1-5 – “TINHA Acaz vinte anos de idade, quando começou a reinar, e dezesseis anos
reinou em Jerusalém; e não fez o que era reto aos olhos do SENHOR, como Davi, seu pai. Antes andou
nos caminhos dos reis de Israel, e, além disso, fez imagens fundidas a Baalins. Também queimou incenso
no vale do filho de Hinom, e queimou a seus filhos no fogo, conforme as abominações dos gentios que o
SENHOR tinha expulsado de diante dos filhos de Israel. Também sacrificou, e queimou incenso nos
altos e nos outeiros, como também debaixo de toda a árvore verde. Por isso o SENHOR seu Deus o
entregou na mão do rei dos sírios, os quais o feriram, e levaram dele em cativeiro uma grande multidão de
presos, que trouxeram a Damasco; também foi entregue na mão do rei de Israel, o qual lhe infligiu grande
derrota.”
Jeremias 2:19-20 – “A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê,
que mal e quão amargo é deixares ao SENHOR teu Deus, e não teres em ti o meu temor, diz o Senhor
DEUS dos Exércitos. Quando eu já há muito quebrava o teu jugo, e rompia as tuas ataduras, dizias tu:
Nunca mais transgredirei; contudo em todo o outeiro alto e debaixo de toda a árvore verde te andas
encurvando e prostituindo-te.”
Jeremias 3:6 – “Disse mais o SENHOR nos dias do rei Josias: Viste o que fez a rebelde Israel? Ela foi a
todo o monte alto, e debaixo de toda a árvore verde, e ali andou prostituindo-se.”
Jeremias 17:1-2 – “O PECADO de Judá está escrito com um ponteiro de ferro, com ponta de diamante,
gravado na tábua do seu coração e nas pontas dos vossos altares; Como também seus filhos se lembram
dos seus altares, e dos seus bosques, junto às árvores frondosas, sobre os altos outeiros.”
Ezequiel 6:11-13 – “Assim diz o Senhor DEUS: Bate com a mão, e bate com o teu pé, e dize: Ah! Por
todas as grandes abominações da casa de Israel! Porque cairão à espada, e de fome, e de peste. O que
estiver longe morrerá de peste, e o que está perto cairá à espada; e o que restar e ficar cercado morrerá
de fome; assim cumprirei o meu furor sobre eles. Então sabereis que eu sou o SENHOR, quando os seus
mortos estiverem no meio dos seus ídolos, em redor dos seus altares, em todo o outeiro alto, em todos os
cumes dos montes, e debaixo de toda a árvore verde, e debaixo de todo o carvalho frondoso, no lugar
onde ofereciam cheiro suave a todos os seus ídolos.”
Ezequiel 20:27-32 – “Portanto fala à casa de Israel, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o Senhor
DEUS: Ainda até nisto me blasfemaram vossos pais, e que procederam traiçoeiramente contra mim.
Porque, havendo-os eu introduzido na terra sobre a qual eu levantara a minha mão, para lha dar, então
olharam para todo o outeiro alto, e para toda a árvore frondosa, e ofereceram ali os seus sacrifícios e
apresentaram ali a provocação das suas ofertas; puseram ali os seus cheiros suaves, e ali derramaram as
suas libações. E eu lhes disse: Que alto é este, aonde vós ides? E seu nome tem sido Bamá até o dia de
hoje. Portanto dize à casa de Israel: Assim diz o Senhor DEUS: Contaminai-vos a vós mesmos a maneira
de vossos pais? E vos prostituístes com as suas abominações? E, quando ofereceis os vossos dons, e
fazeis passar os vossos filhos pelo fogo, não é certo que estais contaminados com todos os vossos ídolos,
até este dia? E vós me consultaríeis, ó casa de Israel? Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que vós não me
consultareis. E o que veio à vossa mente de modo algum sucederá, quando dizeis: Seremos como os
gentios, como as outras famílias da terra, servindo ao madeiro e à pedra.”
Isaias 57:4-21 - “Mas chegai-vos aqui, vós os filhos da agoureira, descendência adulterina, e de
prostituição. De quem fazeis o vosso passatempo? Contra quem escancarais a boca, e deitais para fora a
língua? Porventura não sois filhos da transgressão, descendência da falsidade, Que vos inflamais com os
deuses debaixo de toda a árvore verde, e sacrificais os filhos nos ribeiros, nas fendas dos
penhascos? Nas pedras lisas dos ribeiros está a tua parte; estas, estas são a tua sorte; sobre elas também
derramaste a tua libação, e lhes ofereceste ofertas; contentar-me-ia eu com estas coisas? Sobre o monte
alto e levantado pões a tua cama; e lá subiste para oferecer sacrifícios. E detrás das portas, e dos umbrais
puseste o teu memorial; pois te descobriste a outros que não a mim, e subiste, alargaste a tua cama, e
fizeste aliança com alguns deles; amaste a sua cama, onde quer que a viste. E foste ao rei com óleo, e
multiplicaste os teus perfumes e enviaste os teus embaixadores para longe, e te abateste até ao inferno.
Na tua comprida viagem te cansaste; porém não disseste: Não há esperança; achaste novo vigor na tua
mão; por isso não adoeceste. Mas de quem tiveste receio, ou temor, para que mentisses, e não te
lembrasses de mim, nem no teu coração me pusesses? Não é porventura porque eu me calei, e isso há
muito tempo, e não me temes? Eu publicarei a tua justiça, e as tuas obras, que não te aproveitarão.
Quando clamares, livrem-te os ídolos que ajuntaste; mas o vento a todos levará, e um sopro os arrebatará;
mas o que confia em mim possuirá a terra, e herdará o meu santo monte. E dir-se-á: Aplanai, aplanai a
estrada, preparai o caminho; tirai os tropeços do caminho do meu povo. Porque assim diz o Alto e o
Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com
o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos
contritos. Porque não contenderei para sempre, nem continuamente me indignarei; porque o espírito
perante a minha face se desfaleceria, e as almas que eu fiz. Pela iniqüidade da sua avareza me indignei, e
o feri; escondi-me, e indignei-me; contudo, rebelde, seguiu o caminho do seu coração. Eu vejo os seus
caminhos, e o sararei, e o guiarei, e lhe tornarei a dar consolação, a saber, aos seus pranteadores. Eu crio
os frutos dos lábios: paz, paz, para o que está longe; e para o que está perto, diz o SENHOR, e eu o
sararei. Mas os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas águas lançam de si
lama e lodo. Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus.”
Isaias 44:9-19 – “Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais
desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas, nada vêem nem entendem para que
sejam envergonhados. Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum
préstimo? Eis que todos os seus companheiros ficarão confundidos, pois os mesmos artífices não passam
de homens; ajuntem-se todos, e levantem-se; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos. O
ferreiro, com a tenaz, trabalha nas brasas, e o forma com martelos, e o lavra com a força do seu braço; ele
tem fome e a sua força enfraquece, e não bebe água, e desfalece. O carpinteiro estende a régua,
desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um
homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa. Quando corta para si cedros, toma, também,
o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz
crescer. Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão;
também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se
diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-
se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma
imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o
meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações
para que não entendam. E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para
dizer: Metade queimei no fogo, e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi; e faria
eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ei ao que saiu de uma árvore? Apascenta-se de cinza; o seu
coração enganado o desviou, de maneira que já não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há
uma mentira na minha mão direita?”
Habacuque 2:18-19 – “Que aproveita a imagem de escultura, depois que a esculpiu o seu artífice? Ela é
máscara e ensina mentira, para que quem a formou confie na sua obra, fazendo ídolos mudos? Ai daquele
que diz ao pau: Acorda! e à pedra muda: Desperta! Pode isso ensinar? Eis que está coberta de ouro e de
prata, mas dentro dela não há espírito algum.”
Romanos 1:25 – “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a
criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.”
II Reis 19:18 – “E lançaram os seus deuses no fogo; porquanto não eram deuses, mas obra de mãos de
homens, madeira e pedra; por isso os destruíram.”
Isaias 37:19 – ”E lançaram no fogo os seus deuses; porque deuses não eram, senão obra de mãos de
homens, madeira e pedra; por isso os destruíram.”
Isaias 45:20 – “Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem
os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que
não pode salvar.”
Quanto aos enfeites das árvores de Natal, segundo a Enciclopédia Delta Universal (vol. 10 pág. 5608,
da edição de 1980), são diversas as suas procedências. Provavelmente começaram com os escandinavos
que decoravam suas árvores com redes de pescas, assim como os poloneses que o faziam com velas e
ornamentos de papel brilhante. Castanhas, bolas, estrelas simbolizam o sol e os astros.
A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos
bosques de pinheiro associados à grande deusa mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como
decoração são, na verdade, símbolos do Sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da
Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes
sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como
oferendas a várias deidades (deuses), como Attis e Dionísio.
Leia com muita atenção o texto de Jeremias 10:1-4 " Povo de Israel, escute a mensagem do Deus
Eterno para vocês. Ele diz: "Não sigam os costumes de outras nações. Elas podem ficar espantadas
quando aparecem coisas estranhas no céu, mas vocês não devem se assustar. A religião dessa gente não
vale nada. Cortam uma árvore na floresta, e um artista, com as suas ferramentas, faz um ídolo. Então o
enfeitam com prata e ouro e o firmam com pregos para que não caia aos pedaços."
O restante do capítulo mostra a dura exortação que Deus dá ao Seu povo. Por quê? Porque trouxe para
dentro de casa um costume de povo pagão. Você quer conservar um costume de povo pagão? Eu sei que
não. Então esteja disposto a continuar em aliança com o Senhor. Essa árvore, segundo o texto, vira um
ídolo.
E mais: veja advertência que Deus faz ao seu povo em Deuteronômio 16:21: “Não plantarás nenhuma
árvore (poste-ídolo) junto ao altar do Senhor o teu Deus”. Nossa casa é altar do Senhor (é isso que
temos aprendido e ensinado) e agora como vou juntar o Santo com o profano?
A estrela na árvore, é um pentalfa, pentáculo ou pentagrama (estrela de cinco pontas), já a estrela de
Davi ou Selo de Seis Pontas de Salomão (existente na Bandeira de Israel) possui seis pontas,
constituindo-se de dois triângulos eqüiláteros sobrepostos.
Um pentagrama é uma figura de 5 pontas usada como símbolo mágico ou oculto por Pitagóricos,
Mações, Gnósticos, Cabalistas, feiticeiros, Wiccans, Satanistas, etc. Existe aparentemente alguma atração
acerca da geometria e proporções da figura. Em muitas simbolizações, o topo representa ou uma cabeça
humana ou um Espírito não-humano.
Para os Wiccan, as 5 pontas representam Ar, Fogo, Água, Terra e Espírito. Os antigos Chineses
acreditavam que existiam 5 elementos (madeira, fogo, terra, metal e água), 5 planetas, 5 estações, 5
sentidos, bem como 5 cores primárias, sons e sabores.
O pentagrama foi usado por muitos grupos de pessoas aos longo da História como símbolo de poder
mágico. O Pentagrama é conhecido com a estrela do microcosmo, ou do pequeno universo, a figura do
homem que domina o espírito sobre a matéria, a inteligência sobre os instintos.
Na Europa Medieval era conhecido como Pé de Druida e como Pé de Feiticeiro, em outras épocas ficou
conhecido como “Cruz dos Goblins”.
O Pentagrama representa o próprio corpo, os 4 membros e a cabeça. É a representação primordial dos 5
sentidos tanto interiores como exteriores.
Além disso, representa os 5 estágios da vida do homem: 1) Nascimento - O início de tudo; 2) Infância -
Momento onde o indivíduo cria suas próprias bases; 3) Maturidade - Fase da comunhão com as outras
pessoas, 4) Velhice - Fase de reflexão, momento de maior sabedoria; e, 5) Morte - Tempo do término para
um novo início.
O pentagrama sempre foi considerado uma figura geométrica perfeita e como símbolo da perfeição e da
beleza, foi associado à deusa e ao sagrado feminino em razão de lembrar triângulos (veja acima sobre a
forma triangular da árvore de natal). Sendo assim, esse símbolo de cinco pontas passou a representar
Vênus, a deusa do amor e da beleza, conhecida por muitos nomes: Estrela Oriental, Ishtar, Astarte – todos
poderosos conceitos femininos vinculados à Natureza e à Mãe Terra. Para os antigos, a deusa Vênus e o
planeta Vênus eram a mesma coisa. Inclusive, o planeta Vênus descreve um pentagrama através do plano
eclíptico do céu a cada oito anos.
Na Grécia Antiga, o pentagrama era conhecido como Pentalpha e seu desenho era composto pela união
de cinco letras “A” formando um círculo. Os gregos utilizaram o símbolo da deusa Vênus para simbolizar o
ciclo de oito anos dos seus Jogos Olímpicos. Hoje, as Olimpíadas correspondem a metade do ciclo de
Vênus (4 anos). O símbolo dos Jogos Olímpicos também foi baseado no pentagrama. Os cinco anéis são
as cinco pontas do pentagrama, só que representados circularmente, melhor refletindo o espírito de
inclusão e harmonia nos jogos.
Na numerologia, o pentagrama representa a união do 2 (princípio feminino) com o 3 (princípio
masculino), resultando na vibração da sensualidade, até porque representa os cinco sentidos do ser
humano: paladar, olfato, tato, audição e visão.
O pentagrama representa igualmente a união do microcosmos com o macrocosmos, do humano com o
divino. Expressa a dominação do espírito sobre os quatro elementos (fogo, terra, água e ar). Simboliza os
cinco estágios da vida (nascimento, infância, maturidade, velhice e morte).
O Pentagrama é o símbolo da Bruxaria. Os Bruxos usam um Pentagrama para representar a sua fé e
para se reconhecerem. O Pentagrama é tão importante para um Wiccaniano, assim como uma cruz é
importante para um cristão ou como um Selo de Salomão é importante para um judeu.
O Pentagrama representa o homem dentro do círculo, o mais alto símbolo da comunhão total com os
Deuses. É o mais alto símbolo da Arte da bruxaria, pois mostra o homem reverenciando a deusa, já que é
a estilização de uma estrela (homem) assentada no círculo da Lua Cheia (deusa).
Cada uma das pontas possui um significado particular: Ponta 1 - Espírito - Representa os criadores, a
deusa e o deus, pois eles guiam a nossa vida e ajudam na realização dos ritos e trabalhos mágicos. O
deus e a deusa são detentores dos 4 elementos e estes elementos são as outras 4 pontas. Ponta 2 - Terra
- Representa as forças telúricas e os poderes dos elementais da terra, os Gnomos. É a ponta que
simboliza os mistérios, o lado invisível da vida, a força da fertilização e do crescimento. Ponta 3 - Ar -
Representa as forças aéreas e os poderes dos Silfos. Corresponde à inteligência , ao poder do saber, a
força da comunicação e da criatividade. Ponta 4 - Fogo - Representa a energia, a vontade e o poder das
Salamandras. Correspondem as mudanças, as transformações. É a força da ativação e da agilidade.
Ponta 5 - Água - Representa as forças aquáticas e aos poderes das Ondinas. Está ligada às emoções, ao
entardecer, ao inconsciente. Corresponde às forças da mobilidade e adaptabilidade. Portanto, o Bruxo que
detém conhecimento sobre os elementos usa o Pentagrama como símbolo de domínio e poder sobre os
mesmos.
Assim, o pentáculo é um símbolo poderoso de Satanás, menos importante apenas que o hexagrama. A
estrela é o símbolo sagrado de Ninrode e não tem nada que ver com o cristianismo.
O Pentagrama é originalmente símbolo da deusa romana Vênus e foi associado a diversas
divindades e cultuado por diversas culturas. O símbolo é encontrado na natureza, como a forma
(desenho, trajetória) que o planeta Vênus faz durante a aparente retroação de sua órbita. Baseados
na antiga astronomia ptolomaica, que tentava manter a órbita dos outros planetas ao redor da Terra,
astrônomos do passado criaram órbitas excêntricas para os planetas e isso fez com que a órbita de Vênus
desenhasse um pentagrama no espaço.
Usado quase que principalmente como símbolo ocultista para o diabo, o pentagrama invertido é tido
como o símbolo do deus egípcio baphomet nos dias atuais. Sua forma, que lembra a cabeça de um
bode, é a deidade egípcia bem como a visão cristã habitual do Demônio. No ritos ocultistas modernos,
como a Wicca é tido como um símbolo da perfeição ou como símbolo. Várias seitas de cunho satanista o
utilizam como símbolo de rebeldia.
A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para
dar vida e poder ao Sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o
costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas
vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era
considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de
carvalho. Algumas tradições wiccanas (bruxas, feiticeiras) usam a acha de pinheiro para simbolizar os
deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram
misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica e eram espargidas sobre os
campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.
A vela faz parte de um ritual pagão dedicado aos deuses ancestrais: a vela acendida está fazendo
renascer o ritual dos adoradores do deus sol. Dentro dos estudos sobre o paganismo as velas são
chamadas de demônios; é a simbologia de manter os demônios vivos. As velas não têm relação alguma
com as luzes do candelabro judaico - Menorah. Mais recentemente, em lugar das velas passou-se a adotar
velas elétricas, a pilha e as luzes - o sentido é o mesmo! As velas acendidas – faz renascer o ritual dos
cultos ao deus sol. As velas consagradas aos demônios são de base perigosa. Estamos nos referindo às
velas dos rituais profanos. Não devemos generalizar ou cair no fanatismo. Você não precisa deixar de usar
velas, quando necessário, para alumiar ambientes.
As velas representam o fogo do recém-nascido deus-sol. Os pagãos do mundo todo apreciam e usam
velas em seus rituais e cerimônias. Eles também acreditam que certas cores representam poderes
específicos. O uso extensivo de velas é normalmente uma boa indicação que o serviço é pagão, não
importa qual seja o traje exterior.
As lamparinas (hoje substituídas pelas lampadinhas coloridas) eram uma forma de se pedir para que a
grande fonte de luz (o Sol) retornasse, afastando o inverno. É esse o tema encontrado também nos mitos
de diversos deuses solares, como Mithras, Hórus e outros, cujos nascimentos ocorrem por volta do
Solstício de Inverno (Hemisfério Norte), ou seja: o Natal é só mais um mito de renascimento do Sol.
Acendem velas para adorar a “Deus,” mas, Isaias 50:11, mostra o que acontecerá com as pessoas que
praticam tais rituais; pois os apóstolos, e muito menos Jesus, nunca ensinaram acender velas para adorar
a Deus – “Eis que todos vós, que acendeis fogo, e vos cingis com faíscas, andai entre as labaredas do
vosso fogo, e entre as faíscas, que acendestes. Isto vos sobrevirá da minha mão, e em tormentos
jazereis.”
Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão e
outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga
dos pagãos.
O visco é a planta sagrada dos druidas e simboliza as bençãos pagãs da fertilidade; assim, beijar um
visco é o primeiro passo no ciclo reprodutivo! Os feiticeiros também usam os frutos brancos do visco em
poções mágicas.
O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore
Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso
ao Submundo (Inferno). Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um
arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália
do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico (sexual) do visco
originou-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen (esperma) divino do deus em
contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da deusa. A
essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de
imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase
sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o
visco é tudo o que restou desse rito.
A coroa de azevinho ou guirlanda, às vezes conhecida por "coroa de Natal" ou "Guirlanda" são
memorial de consagração. Em grego é "stephano", em latim "corona" - pode ser entendidas como:-
enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial aos deuses, celebração memorial à
vitalidade do mundo vegetal, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos,
celebração nos esportes.
É um memorial de consagração. Nem sempre as guirlandas são utilizadas como enfeites de cabeça, mas
servem por vezes como oferendas em celebrações e funerais, por exemplo. Os vencedores das
competições esportistas eram coroados com guirlandas, mas também as vítimas que eram sacrificadas
a deuses pagãos. As coroas verdes, que por muitas vezes colocávamos nas portas de nossa casa,
significam um adorno de chamamento e, consequentemente, são portas de entrada de deuses (demônios).
Por isso ficam nas portas , para boas vindas! É justamente por onde entram as pessoas. Ao
contrário, a Palavra de Deus fala do sangue do Cordeiro nos umbrais das portas para proteger das
pragas e dos demônios (Êxodo 12:5,7,21-23).
São um símbolo relacionado ao deus Apolo, trazem honra a Zeus, homenageiam a Demeter que em
latim é Ceres, ou seja, Semírames, a mãe de Tamuz, mãe e esposa de Ninrode. Era um cerimonial
oferecido a Ninrode, Semírames e Tamuz. E onde elas estão? Na porta das casas, lojas, consultórios,
escritórios, empresas, igrejas, etc.
A maior parte dos deuses pagãos do Egito aparecem sempre com a "guirlanda" na cabeça!
Deuses como Zeus, Apolo, Demeter (gregos), Ísis e Osíris (Egito), Isva e Isvra (Índia), Fortuna e
Júpiter (Roma), Ninrode e Semírames (Babilônia), todos eles exigiam as guirlandas. Os povos
antigos reverenciavam a Frígio, o deus da agricultura, oferecendo uma guirlanda em consagração
aos alimentos.
Não há na Bíblia nenhuma relação entre o nascimento de Jesus e uma guirlanda, até porque em Israel já
era sabido que este objeto fazia parte de um ritual pagão. A única guirlanda mencionada na Bíblia foi a
de espinhos feito por ROMA e colocada na cabeça de Jesus como símbolo de escárnio e blasfêmia
(Mateus 27:29).
As grinaldas, por serem circulares, representam os órgãos sexuais femininos. As grinaldas estão
associadas com a fertilidade e o "círculo da vida".
Os sinos são símbolos femininos de fertilidade e anunciam os espíritos que possam estar presentes. No
Satanismo, o obelisco é o símbolo do falo masculino, enquanto o círculo representa a vulva feminina.
Lembre-se, o paganismo é definido como a adoração à criatura em lugar do Criador [Romanos 1:25] e a
criação mais fácil de adorar é o sexo. Sempre que os satanistas queriam representar o Grande Ato Sexual,
simplesmente colocavam o falo do obelisco dentro da vulva do círculo.
O sino de cristal ou de latão é freqüentemente usado pelos bruxos para sinalizar o início e fechamento
de um ritual ou Sabbat, para invocar um espírito ou deidade em particular e para despertar os membros do
Coven que estão em meditação. Os sinos são tocados também em vários ritos funerários wiccanos para
abençoar a alma do bruxo que cruzou o reino dos mortos.
Muitos poderão pensar: Não deram presentes os Reis magos do Oriente quando Cristo nasceu?" Os
magos chegaram a Belém muitos dia ou semanas depois da data de seu nascimento. Suas ofertas não
têm nada a ver com a prática atual de se dar presentes no natal ... E ainda assim, eles deram as ofertas
(presentes) a Cristo, não para os amigos e parentes deles, ou qualquer outro!
O ritual nórdico exigia que eles fossem para as montanhas de madrugada e lá chorassem, fazendo
sacrifícios. Esperavam os primeiros raios de sol da manhã e entregavam presentes uns aos outros, em
adoração, dizendo: “que você jamais esqueça dos deuses sobre nós”. Troca de presentes na mitologia
(religiões pagãs) significa eternizar o pacto com os “deuses” (demônios).
Nas mais diferentes culturas ancestrais do Hemisfério norte este é um período que exige muita
solidariedade entre as pessoas, para sobreviver ao frio, à neve e à conseqüente escassez de alimento. Daí
o costume de se trocar presentes e promover banquetes (ceias).
Na Biblioteca Sacra, volume 12, encontramos que “a troca de presentes entre amigos é característica
tanto do natal quanto da saturnália” e possivelmente foi adotada pelos cristãos.
Leia Mateus 2:1-11. Os magos, ao chegarem junto a Jesus lhe ofertaram ouro, incenso e mirra.
Primeiramente eles haviam procurado por Jesus, tinham inquirido sobre onde ele teria nascido. Assim os
magos levaram presentes para Jesus bem depois do seu nascimento. Agora observe o texto e veja: (1). as
dádivas foram oferecidas a Cristo – Os presentes foram para Jesus e não trocaram nada com Maria e
José ou entre eles todos; (2). Inquiriram pelo menino Jesus, nascido Rei dos Judeus – não estavam
levando presentes pelo nascimento de Jesus, pois chegaram muitos dias depois, mas na verdade estavam
fazendo algo que era costume (e ainda continua hoje), ou seja, não podiam ir à presença de um rei sem
levar presentes significativos.
Adam Clarke, em seu Commentary, ao volume 5, afirma que “os povos do oriente nunca chegam na
presença de reis ou de grandes personagens sem um presente nas mãos”. O costume é freqüentemente
encontrado no Velho Testamento e ainda hoje está em vigor. Assim sendo, os magos não estavam
instituindo um novo sistema cristão de permutas de ofertas. Na verdade, agiam de acordo com antigo
costume oriental de levar ofertas ao apresentar-se diante de um rei, uma autoridade, uma pessoa
importante ou ilustre. Um exemplo disso foi a rainha de Sabá que levou presentes a Salomão. Eles
compareciam perante a presença do Rei dos Judeus em pessoa. Portanto, o costume ditava que
ofertassem alguma dádiva, da mesma que a Rainha de Sabá trouxe ofertas a Salomão, assim como hoje
muitos que visitam um Chefe de Estado levam consigo um presente.
Como podem dizer que celebram o aniversário de Cristo sendo que os presentes não são para o
aniversariante (o qual sequer é lembrado, sendo substituído pelo “Papai Noel”), mas são trocados entre si.
Comemorar o aniversário de nascimento de alguém que já morreu (não esta conosco neste mundo
carnal/material) é ritual aos mortos.
O único lugar na Bíblia que fala das pessoas trocando presentes entre si é quando o mundo está
comemorando a morte dos profetas Moisés e Elias (Apocalipse 11:7-10).
Lembre-se sempre que quando satanás estabelece seus pactos das trevas, sempre busca formas
disfarçadas de renovar essas alianças. É assim com as procissões, com os rituais de despachos nas
encruzilhadas, e inclusive com a participação de crentes em celebrações ao deus-Sol no 25 de dezembro,
com todas as suas nuances e implicações - incluindo aqui a troca de presentes.
Vale à pena aqui ler Apocalipse 18. Fala da Babilônia de Ninrode que ainda hoje domina o mundo e tem
se infiltrado nas Igrejas cristãs de forma sutil.
O costume de dar e receber presentes de Natal não tem nada a ver com esse incidente registrado nas
Escrituras, porém, de fato, é a continuação de um antigo costume pagão (veja novamente a história de
Ninrode!).
Alguns textos de alerta sobre a absorção de costumes pagãos levam-nos a repensar nossos atos. Veja
por exemplo Deuteronômio 12:1-2, 30-32.
A tradição católica diz que o Presépio surgiu no século XIII, por volta de 1223/1224, quando São
Francisco de Assis quis celebrar um Natal o mais realista possível e com a permissão do papa, montou
um presépio de palha, dentro de uma gruta, em um bosque italiano, com uma imagem do Menino Jesus,
um boi e um jumento vivos perto dela. Nesse cenário foi celebrada em 1223 a missa de Natal.
O presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiguidade babilônica. É um estímulo à idolatria!
Os adereços encontrados no chamado presépio são simbologias utilizadas na festa do deus sol. O
Presépio é a veneração das imagens, que leva o povo a ficar com a fé limitada ao material, ao que é
visível e palpável.
Desde a figuração da Igreja católica a profanar a própria crença adorando ídolos e imagens além de
Deus, criaturas de barro igual aos vilões idólatras da Bíblia. Ah, mas isso é coisa do antigo testamento!
Exatamente. São ainda mais confusos a juntar os dois livros num só. E criam motivos e apóstolos.
A adoração dos santos católicos é idêntica a dos deuses na Grécia Antiga, todos liderados por Zeus e
seu filho, o Deus Sol (aquele que trará a luz à humanidade), filho de uma virgem como Horus, Krishna,
Buda, etc.
Os católicos romanos dizem que não são idólatras, citando passagens como Nm 21:8-9, onde Deus
manda Moisés fazer a serpente de bronze. Primeiramente, a serpente de bronze simbolizava a vinda de
Cristo (João 3:14-15 com Hb10:1 e Col 2:17); a qual não era para ser adorada (Mt 4:10 ; I Sm 7:3), nem se
prostar (Sl 29:30 ; Lv 26:1), nem ajoelhar (Is 42:8 ; Fp 2:10-11 ; Is 45:23) ...
Não é errado ter imagens de Jesus, mas é abominável para Deus ver uma imagem (escultura, pintura,
retrato ...) feita por mãos humanas, mesmo sendo a Dele, e muito menos a de outrem receber a adoração
que lhe é devida. Por isso em II Rs 18:3-4, quando começaram a cultuar (adorar, beijar, ajoelhar-se para,
prostar-se para, louvar ...) a serpente de bronze, como em Ex 32:8, ela foi despedaçada, para que
ninguém mais deixa-se de adorar a Deus em Espírito (João 4:24), para adorar a obra de mãos humanas
(Is 42:8 ; Sl 115 ; 135:15 ; Mq 5:13 ; Hc 2:18-19 e inclusive o livro de Baruc, o qual, por incrível que
pareça, é considerado apócrifo). E em Ex 33:13,20-23 Deus recusa-se mostrar sua face para Moisés,
para que não fosse feita uma imagem Dele, e esta recebesse adoração em seu lugar (Dt 4:15-19).
O Sl 115:2-8 mostra a reação de um idólatra (católico, budista, espírita, ...), quando entram num
templo cristão, e estranham a ausência de imagens; e perguntam aonde está a estátua ? Aonde
está vosso deus ? (II Cor 4:18 ; Hb 11:1 ; II Cor 5:7).
Se não se deve adorar nem uma estátua de Deus, muito menos a dos santos; pois em Atos 10:25-
26, Pedro repreendeu Cornélio por ter se prostado a seus pés, e disse para somente (unicamente,
exclusivamente) adorar a Deus (Jr 17:5). E em At 14:11-15 Paulo e Barnabé repreenderam, proibiram e
impediram que a multidão lhes prestassem culto (Mt 4:10). O que dizer então de imagem de quem nem é
santo? Hoje em dia porém, aquele que se diz o “sucessor de Pedro”, constantemente tem pessoas
prostadas diante de si; ainda fica sentado num trono (“trono de Pedro”), sendo que Pedro nunca teve
nenhum trono.
Em Ap 22:8-9, João é repreendido pelo anjo que ia adorar, o qual lhe disse para adorar somente a Deus
(Ap 19:9-10).
Dizem que veneram, e não adoram. Diante das explicações já expostas, além de idólatras, são
ignorantes (pois desconhecem o significado do vernáculo “adorar”), e mentirosos. E idólatras e nem
mentirosos entrarão no reino dos céus (Ap 22:15); pois o diabo é o pai da mentira (João 8:43-44), e todo
aquele que profere mentira se faz filho do maligno (João 8:44, Atos 13:10, I João 3:10). Dizem que
Deus proibiu somente de adorar as estátuas de outros deuses, mas a Bíblia não diz assim (Dt 4:15-16).
Fuja da idolatria, assim diz a Palavra em I Coríntios 10:14-15 " Por isso, meus queridos amigos, fujam da
adoração de ídolos. Eu falo com vocês como com pessoas que têm capacidade para entender o que estou
afirmando. Julguem vocês mesmos o que eu estou dizendo." E também em Gálatas 5:19-21 "As coisas
que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações
indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de
raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas
parecidas com essas. Repito o que já disse: Os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus".
O paganismo é muito repleto de símbolos e comemorações que usam objetos que visam declarar honra
às várias divindades. Em se tratando do natal, observamos que existem vários objetos que são ou foram
usados nos rituais de adoração a deuses falsos (ou seja, demônios), tais como árvores, velas, guirlandas,
duendes, presépios etc. Então, quando usamos esses mesmos elementos do paganismo estamos
agindo como pagãos.
A abertura do Natal é feita com uma famosa "Missa do Galo" que envolve nada mais que pessoas
interessadas em manter o resgate da identidade pagã. Sua denominação provém de uma fábula que
afirma que foi esse animal o primeiro a presenciar o nascimento de Jesus, ficando encarregado de
anunciá-lo ao mundo. Essa missa apareceu no século IV e a partir da Idade Média, transformou-se numa
celebração jubilosa. Até o começo do século XX era costume que a meia-noite fosse anunciada dentro do
tempo real ou simulado pelo canto de um galo. Semelhantemente ao sabá - Conciliábulo de bruxos e
bruxas que, segundo superstição medieval, se reunia no sábado, à meia-noite, sob a presidência do Diabo.
A missa é celebrada diante de um presépio, um altar consagrado, cujas figuras estão relacionadas com
Babilônia e não com a realidade do Evangelho. É a sutileza do inimigo querendo prender, inoperar a fé
cristã.
Até mesmo o nome Natal [Christmas, em inglês] é pagão! "Christi" significava "Cristo", enquanto "Mas"
significava "Missa". Visto que todas as missas pagãs estão comemorando a "morte", o nome "Christmas"
significa literalmente a "morte de Cristo". Um significado mais profundo está na menção de "Cristo" sem
especificar Jesus. Assim, o Anticristo está em vista aqui; os pagãos celebravam o "Natal" como uma
celebração de seu vindouro Anticristo, que tentará dar um golpe no Jesus Cristo do cristianismo.
Na ceia, Jesus mandou todos comerem o pão e, beberem o vinho (Mt 26:26-27; Mc 14:22-23); e não um
“padre” se embriagar com vinho misturado e fazerem a tal “hóstia.” Os pães devem ser asmos ou sem
fermento (Mc 14:1; I Cor 14:1; 5:8), e o vinho sem mistura.
A ceia simbolismo da comunhão com Deus (I Cor 10:16), é encontrada em Gn 14:18, onde é feita com
pão asmo e vinho sem mistura (não é “hóstia” e nem suco de uva) – [Sl 104:15; II Rs 18:32; Is 36:17; Ec
9:7]. I Cor 11:21 mostra que a ceia é pão asmo e vinho para todos. Caso contrário, como poderia então,
alguns se embriagarem por beberem demais? Ou como poderiam passar fome pelo fato dos outros
comerem demais? Porventura uma “hóstia” mata a fome de alguém? Alguns goles de suco de uva
embriagam?
Citam Pv 4:17 dizendo ser errado a ceia com pão e vinho para todos. Somente quem não conhece as
Escrituras, se deixa levar por tal entendimento errôneo de um único versículo isolado dos demais; ao invés
de harmonizá-lo com toda a Bíblia.
Os 9:1-4 mostra que é apenas a recusa de Deus, em algo feito de “boca para fora”, feito apenas por
costume, hábito, tradição ... sem a devoção, dedicação, respeito, louvor, sinceridade, fidelidade ... devidas;
ou seja, quando é realizado apenas externamente, e não internamente (com o coração). Em suma, é a
demonstração do desprezo de Deus para com os sepulcros caiados ou hipócritas (Mt 23:27-28).
Mas hoje em dia, quem participa da ceia do Senhor, descrita nas Escrituras e realizada pelos
apóstolos e primitivos cristãos? (Lc 14:16-24).
Utilizam Nm 6:3 dizendo que é pecado beber vinho. Absurdo, pois se tratava de voto pessoal (Nm 6:1), e
não uma proibição coletiva (imposta a todos); é opcional e voluntária, não é obrigatória (Ecl 5:4-6). Já que
alegam que é pecado beber vinho, por que o “padre” bebe então?
A proibição é no beber vinho demasiadamente (Pv 23:20-21; I Cor 5:11; 11:21; Ef 5:18), ou misturado (Mt
27:34; Pv 23:29-30; 31:4-7). Tais pessoas são possuídas pelo mesmo espírito, daquelas que
chamavam Jesus de beberrão por beber vinho, e João Batista de endemoninhado, por não beber
(Lc 7:33-34). Se beber vinho fosse pecado, por que então Jesus transformou água em vinho, quando lhe
pediram por tal? (João 2:7-9). Ou porventura Deus concede as petições que contrariam Sua Palavra?
Seria Deus contraditório?
Pelo entendimento católico, I Tim 5:23 e Tt 2:3 estariam errados, e seriam meras palavras de homens
para satisfazer suas concupiscências (II Tim 3:16). Se fosse pecado beber vinho, Jesus teria pecado, pois
além de transformar água em vinho, também bebeu; mas as Escrituras afirmam que Jesus nunca pecou (Is
53:9 ; I Pe 2:21-22).
O tão querido velhinho "Papai Noel" não é tão bondoso e santo quanto muitos pensam!
Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do
Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal.
Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o
Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.
Uma das músicas de natal diz "Anoiteceu, o sino gemeu, e a gente ficou feliz a cantar. Papai Noel
chegou ..." . "Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel..." . Nós, os filhos de Deus não
somos filhos de Papai Noel. Tal adoração é para um santo católico chamado Nicolau, que é Papai Noel.
Mas a aceitação é quase cem por cento porque incutiram isso na nossa mente quando éramos crianças.
Papai Noel, o bom velhinho, sutilmente toma para si, atributos exclusivos do Todo Poderoso, por
exemplo: Onisciência – Conhece cada criança e seu comportamento. E poderosamente conhece o pedido
de cada uma; Onipresença – Numa única hora, consegue estar em todos os lugares, na difícil missão de
descer pela chaminé e deixar o presente; Onipotência – Tem poder para Julgar, fazer renas voarem e
ainda p/ controlar o tempo; e Eternidade - É sempre o mesmo por séculos, seria eterno.
Este bom velhinho, na verdade é o inimigo disfarçado e com a sua astúcia vem minando e destruindo a
humanidade.
Papai Noel não é um santo, é um ídolo. Não podemos receber Papai Noel no lugar de Deus! Nós só
temos um Pai Espiritual. Esta figura (“Papai Noel”) foi canonizada para roubar a adoração. II Pedro 2:1 "No
passado apareceram falsos profetas no meio do povo, e assim também vão aparecer falsos mestres entre
vocês. Eles ensinarão doutrinas destruidoras e falsas e rejeitarão o Mestre que os salvou. E isso fará
cair sobre eles uma rápida destruição". O objetivo principal das trevas é arrancar a nossa visão de
Cristo e trazer figuras de substituição, fazer crescer no coração do povo uma visão errada do que é
Reino de Deus.
Como alguém pode aceitar uma estória que fala sobre um bom velhinho que sai numa noite só
por todo mundo, de casa em casa, entregando presentes? E se sabemos que o Papai Noel não
existe, que é só “brincadeirinha” (mentira, farsa, enganação, fraude), por que fazemos tudo o que
exige o ritual de Natal? Em Provérbios 26:18 e 19 lemos: “Como o louco que atira faíscas, flechas e
morte, assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: fiz isso por brincadeira”.
Por que ilude seus filhos com essa mentira? Por que permite que uma mentira se torne realidade em sua
casa? Observe o que nos diz o sábio em Provérbios 26:18-19 " Quem engana os outros e diz que é
brincadeira é como um louco brincando com uma arma mortal."
I Reis 22:21-22 – “Então saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o induzirei. E
o SENHOR lhe disse: Com quê? E disse ele: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos
os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás, e ainda prevalecerás; sai e faze assim.”
Amós 2:4 – “Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Judá, e por quatro, não retirarei o castigo,
porque rejeitaram a lei do SENHOR, e não guardaram os seus estatutos, antes se deixaram enganar por
suas próprias mentiras, após as quais andaram seus pais.”
Como um velhinho gordo poderia subir num telhado e descer por chaminé, ainda mais, que nunca existiu
chaminé na maioria das casas brasileiras? Como podem caber tantas presentes num saco?
João 8:44 – “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida
desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira,
fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.”
II Tessalonicenses 2:8-9,11 – “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da
sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás,
com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, (...) E por isso Deus lhes enviará a operação do erro,
para que creiam a mentira;”
Apocalipse 21:8 – “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e
aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que
arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.”
Apocalipse 22:14-15 – “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que
tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães e os
feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.”
Além disso, pensemos um pouco: Papai Noel é uma mentira; Coelhinho da Páscoa é uma mentira; A
cegonha trazer o recém nascido é mentira; O recém nascido ser encontrado no pé de alface é mentira;
Fada que vem buscar o dentinho de leite que cai e é colocado embaixo do travesseiro, sendo trocado por
uma moeda, é uma mentira. Logo seus filhos serão informados de que se tratam de mentiras e não há
como evitarmos isso. Qual a razão para seu filho acreditar em Jesus Cristo, se outras figuras que têm
sido apresentadas tão fortemente para eles são mentiras? Não estamos armando um engodo que nos
levará a lamentar mais tarde? Estaremos impedindo que a fé de nossos filhos seja alicerçada, firmada e
desenvolvida em verdades que mais tarde não deverão ser modificadas para mentiras.
A Figura do Papai Noel que origina a lenda é de um homem alto e magro que ajudava crianças
necessitadas. Suas roupas variam entre verde (grande maioria das culturas), amarelo, azul e o vermelho.
A lenda não surgiu em nenhum país nórdico. O Papai Noel é, originalmente, turco ou grego, pois o mito
surgiu a partir de um bispo romano, de Myra, na Ásia Menor, que viveu no século V, chamado Nicolau,
conhecido por sua extrema bondade e pelo carinho que dedicava às crianças, em sua homenagem, criou-
se o hábito de distribuir presentes à criançada durante o mês de dezembro, o mês de seu aniversário.
O nome "Papai Noel" é uma corruptela do nome "São Nicolau".
Leia na Enciclopédia Britânica, vol.19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, o seguinte: "São Nicolau,
bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro... A lenda de sua dádiva
oferecida as escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido..." diz se ter originado o
costume de dar presentes as escondidas no dia de São Nicolau (6 de dezembro), o que mais tarde foi
transferido para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau (Papai Noel), que
sorrateiramente a idéia é fazê-lo substituir Papai do Céu.
Assim, a figura do Pai Natal tem origem na história de São Nicolau, um “santo” especialmente querido
pelos cristãos ortodoxos e, em particular, pelos russos. São Nicolau, quando jovem, viajava muito, ficou a
conhecer a Palestina e Egito. Por onde passava ficava na memória das pessoas devido a sua bondade e o
costume de dar presentes às crianças necessitadas.
Com o tempo, o santo foi ganhando fama de fazedor de milagres, sendo esse um dos temas favoritos
dos artistas medievais. Nessa época, a devoção por S. Nicolau estendeu-se para todas as regiões da
Europa, tornando-o o padroeiro da Rússia e da Grécia, das associações de caridade, das crianças,
marinheiros, garotas solteiras, comerciantes, penhoristas e também de algumas cidades como Friburgo e
Moscou. Milhares de igrejas européias foram-lhe dedicadas, uma delas ainda no séc. VI, construída pelo
imperador romano Justiniano I, em Constantinopla (Istambul na Turquia).
A Reforma Protestante fez com que o culto a São Nicolau desaparecesse da Europa, com exceção da
Holanda, onde sua figura persistiu como Sinterklaas, adaptação do nome São Nicolau. Colonizadores
holandeses levaram a tradição consigo até New Amsterdan (a atual cidade de Nova Iorque) nas colônias
norte-americanas do séc. XVII. Sinterklaas foi adaptado pelo povo americano falante do Inglês, que passou
a chamá-lo de Santa Claus - em português, Pai Natal.
A figura moderna do Papai Noel é uma mistura de tradições. Na Rússia do Séc. XIX existia uma
personagem chamada Ded Moroz ("Pai Nevasca") com sua longa barba branca que vinha no inverno em
seu trenó para distribuir presentes. Ainda na Rússia, essa figura foi mesclada a de São Nicolau, um senhor
caridoso, que deságua - como prova o nome - no Santa Claus (San Nicholaus) moderno. Com o tempo,
essa figura foi sendo moldada até se transformar no símbolo mais importante do Natal - mais até do que o
próprio Cristo, para muitos!
Era necessário criar uma imagem que fosse bem aceita pelo público - uma imagem agradável -
definitivamente associada à festa de Natal. E o Papai Noel foi criado especialmente para cativar as
crianças - criando desse modo um laço de afetividade que dificilmente seria destruído, mesmo quando esta
criança, se tornando adulta, soubesse que o Natal é uma grande mentira.
O dia 25 de dezembro e o ato de presentear a todos no natal foi idéia do papa Bonifácio, no século VII
(só que se presenteava os necessitados).
Como a lenda já existia somente faltava uma forma, aparência, rosto ... ao mito para ele se tornar
mais convincente. A imagem do Papai Noel surgiu em 1823, com o lançamento do livro “The Night
Before Christmas”, de Clement C. Moore. Neste livro, Moore descrevia São Nicolas como “um elfo
gordo e alegre”.
Em 1866, o cartunista norte-americano Thomas Nast resolveu dar formas ao personagem relatado no
livro de Moore e desenhou, no Harper’s Weekly, um velhinho bonachão, de barbas brancas, muito
semelhante ao estereótipo do vovô bondoso, que acabou se transformando na figura oficial de Papai Noel.
Antes o Papai Noel foi variadamente vestido de azul, amarelo, verde ... Na arte européia ele era em geral
alto e magro.
O “bom velhinho”, como conhecemos hoje, rechonchudo e com um sorriso amável, de casaco e gorro
vermelhos e um largo cinto preto, é, na verdade, uma criação da Coca-Cola nos Estados Unidos.
Até 1930, representava-se o Papai Noel de diversas formas: como um duende de barba branca, um elfo
ou um gnomo que se vestia ora de azul, ora de amarelo. Não havia qualquer semelhança com o nosso
bom velhinho. Ah! E também não havia renas, trenó e ele sequer conhecia o Pólo Norte.
Em 1931, porém, numa grande jogada de marketing, na tentativa de conquistar um público mais jovem, a
Coca-Cola contrata o sueco alcoólatra Haddon Sundblon para recriar o Papai Noel, dando-lhe uma feição
mais humana em substituição a de duende. Inspirado em seu amigo Lou Prentice, Sundblon cria, então, o
nosso Papai Noel: o Papai Noel da Coca-Cola. Agora, temos um velhinho gorducho, nórdico, com um
sorriso amigável, e o mais importante: vestido com as cores da Coca-Cola. Em outras palavras, um garoto-
propaganda de uma poderosa indústria multinacional de refrigerantes, lançado no ano de 1931, publicado
na revista Saturday Evening Post.
Quando Lou Pretice morreu, deixou Sundblon sem um modelo para seu garoto-propaganda. Foi aí que o
sueco Haddon começou a se inspirar em si mesmo para representar o Papai Noel, ansiosamente
aguardado a cada Natal. A série de pinturas a óleo criada por ele foi utilizada nos comerciais natalinos da
Coca–Cola até 1966, dez anos antes de sua morte. Atualmente, a Coca relançou as pinturas de Sundblon
em seus rótulos e latinhas.
E a história do Pólo Norte? Bem, o Papai Noel tinha que morar em algum lugar, não é mesmo? Foi o
cartunista americano Thomas Nast quem teve a idéia. Inclusive, a história só colou com a criançada depois
que eles foram convencidos de que, de fato, o bom velhinho precisava de um lugar calmo, isolado, para
poder fazer os presentes. O trenó e as renas são, provavelmente, contribuição escandinava. O cachimbo e
a chaminé, idéias holandesas.
Falam às crianças que se elas não se comportarem, Papai Noel não vai gostar e elas não vão ganhar
presentes, ensinando as crianças o materialismo, consumismo e a fazerem as coisas esperando algo em
troca (Lucas 6:34-35); que é para eles pedirem ao Papai Noel o que elas querem ganhar. Já as Escrituras
ensinam que devemos pedir a Jesus Cristo.
Uma criança carente/pobre perde toda a alegria por achar que não ganhou o brinquedo que queria, pelo
simples fato de ter sido "uma criança ruim durante o ano". O fato de ter ficado a espera do Papai Noel e
não encontrar nada na manhã de Natal pode provocar traumas, complexos ou revoltas.
Mostram o Papai Noel sentado num trono enquanto a Bíblia nos fala que quem está sentado no trono é
Deus.
Ensinam que o Papai Noel possui uma carruagem, enquanto que as Escrituras relatam que Deus possui
a carruagem real pela qual ascendeu Elias aos céus. Fizeram uma mistura da carruagem real de Deus
com o carro mitológico do deus pagão Apolo.
E quem hoje, entre os cristãos, aceitaria combater esta festa que, na verdade, é uma abominação?
Existe uma grande pressão, que infelizmente influencia o próprio meio evangélico.
Se realmente o Senhor Jesus tivesse nascido no dia 25 de dezembro, sem dúvida seria o
representante ideal, e não precisaria de uma outra figura. Porém, é o Papai Noel que está em
destaque, e não o Senhor Jesus; é o Papai Noel quem move a festa, a quem se atribui a distribuição dos
presentes - uma grande mentira - pois, até as crianças sabem de onde vem o dinheiro do presente. Mas,
ele é tido como benfeitor e amigo de todos (como Mitra), simplesmente porque o Papai Noel é a
reencarnação de Baal, Apolo, Osíris, Mitra, Ninrode ....
O "velhinho" de barba branca é sempre alguém que se disfarça para parecer bonzinho! Satanás também
se mostra como "anjo de luz" para enganar! (veja II Coríntios 13:14 e Apocalipse 12:9). Haverá uma
conexão?!
O engano é muito grande pois em II Coríntios 11:13-15- “Aqueles homens são apóstolos falsos e não
verdadeiros. Eles mentem a respeito dos seus trabalhos e se disfarçam, apresentando-se como
verdadeiros apóstolos de Cristo. E isso não é de admirar, pois até Satanás pode se disfarçar e ficar
parecendo um anjo de luz. Portanto, não é nada demais que os servidores dele se disfarcem,
apresentando-se como pessoas que fazem o bem. Mas no fim eles receberão exatamente o que as suas
ações merecem.”
"Santa Claus" [Papai Noel, em inglês] é um anagrama para "Satan" [Satanás]. Na Nova Era, "Sanat
Kamura" é definitivamente um anagrama para "Satanás". Sanat é simplesmente uma transliteração do
nome "Satan" [Satã]. Portanto, Sanat é Satanás. Os atributos e poderes míticos associados ao Papai Noel
são estranhamente similares aos atributos e poderes de Jesus Cristo. A tradição popular do Papai Noel
substituiu espiritualmente Jesus Cristo!
COMPARAÇÃO ENTRE JESUS CRISTO E O PAPAI NOEL
Jesus Cristo: Nosso Senhor e Salvador de Papai Noel: A Falsificação de Acordo com o Mito
Acordo com a Bíblia Humano
1. Tem os cabelos brancos como a lã
1. Tem os cabelos brancos como a lã
[Apocalipse 1:14]
2. Tem barba [Isaías 50:6] 2. Tem barba
3. Veste um manto vermelho [Apocalipse 19:13] 3. Veste-se de vermelho
4. A hora da sua vinda é surpresa [Lucas 12:40;
4. A hora da sua vinda é surpresa
Marcos 13:33]
5. Vem do norte, onde vive [Ezequiel 1:4;
5. Vem do Polo Norte, onde vive
Salmos 48:2]
6. Trabalhou como carpinteiro [Marcos 6:3] 6. Fabrica brinquedos de madeira
7. Vem como o ladrão de noite [Mateus 24:43- 7. Vem como o ladrão de noite; entra na casa como um
44] ladrão
8. Onipotente - o Todo-poderoso [Apocalipse 8. Onipotente - pode entregar todos os brinquedos no
19:6] mundo inteiro em uma só noite
9. É onisciente - conhece todas as coisas 9. É onisciente - sabe se a criança foi boa o má o ano
[Hebreus 4:13; 1 João 3:20] todo
10. É onipresente - vê quando a criança está acordada
10. É onipresente [Salmos 139:7-10; Efésios ou dormindo. Precisa estar em toda a parte ao mesmo
4:6; João 3:13 tempo para entregar todos os presentes em todo o
mundo na mesma noite
11. Vive para todo o sempre [Apocalipse 1:8;
11. Vive para sempre
21:6]
12. Vive naqueles que o receberam [1 Coríntios
12. Vive no coração das crianças
3:16; 2 Coríntios 6:16-17]
13. Distribui dons [Efésios 4:8] 13. Distribui presentes
14. É a verdade absoluta [João 14:6] 14. Fábula absoluta [1 Timóteo 1:4; 4:7; 2 Timóteo 4:4]
15. Senta-se em um trono [Apocalipse 5:1;
15. Senta-se em um trono
Hebreus 1:8]
16. Somos exortados a nos achegar ao seu
16. As crianças são convidadas a se aproximarem do
trono de graça e a expor nossas necessidades a
seu trono e a pedir tudo o que quiserem
ele [Hebreus 4:16]
17. Um de seus mandamentos é que os filhos
17. Diz às crianças para obedecerem aos pais
honrem aos pais
18. Convida as crianças a irem a ele [Marcos
18. Convida as crianças a irem a ele
10:14]
19. Julga [Romanos 14:10; Mateus 25:31-46] 19. Julga se a criança foi boa ou má
20. Pai da Eternidade [Isaías 9:6] 20. Papai Noel (Pai do Natal)
21. Menino Jesus [Mateus 1:23; Lucas 2:11-12] 21. Kris Kringle [significa Menino Cristo]
22. Digno de receber orações e adoração
22. As crianças adoram e rezam a São Nicolau
[Apocalipse 5:12-14; Hebreus 1:6]
23. Senhor dos Exércitos [Malaquias 3:5; Isaías 23. Senhor de um exército de elfos [na tradição druídica,
8:13; Salmos 24:10] os elfos eram demônios ou espíritos das árvores]
24. Deus diz, "Eh! Eh! ... [Zacarias 2:6] 24. O Papai Noel diz "Ho, ho, ho..."
25. Príncipe da Paz, a Imagem de Deus [Isaías 25. Símbolo da Paz Mundial, a imagem do período do
9:6; Hebreus 1:3]; Natal

Esta comparação foi tirada de The Good Newsletter, de Former Catholics for Christ, out/nov/dez 1997.
Pode-se ver claramente que alguém criou uma falsificação secular de Jesus Cristo, colocando muitos de
seus atributos no Papai Noel! Existem tantos pontos em comum, que é impossível que essa criação tenha
sido acidental. Em Jó 1:6-7, vemos que Satanás passeia pela Terra como se ela fosse o terreno de um
jardim, totalmente sob seu controle. Satanás pode ser imaginado como o mestre dos marionetes, que puxa
as cordinhas na Terra. Certamente, nestes dias finais, ele quer ter alguém que desvie a atenção, a
admiração e o amor das crianças de Jesus Cristo. Mas, não somente isso, também quer contaminar as
crianças desde cedo com a mais devastadora das doenças espirituais, o amor aos bens materiais e o amor
a si mesmo, que acompanham o desejo de receber o maior número possível de presentes! A criação e a
promoção do Papai Noel certamente cumprem todos esses objetivos.
A roupa vermelha do Papai Noel tratava-se de uma tradição xamânica típica da Sibéria (origem do
termo "xamã"), que afirma que os xamãs usavam em seus transes uma pele de urso polar virada do
avesso - daí a roupa ser vermelha (cor do sangue do urso) com as barras brancas (a pele do urso).
As cores vermelha, preta, branca e amarela são as cores dos quatro cavaleiros do Apocalipse que
trazem a morte (Ap 6). Do mesmo modo, as corres vermelha, preta e branca são da perigosa e venenosa
cobra coral.
Cores muito brilhantes parecem que querem nos dizer - cuidado - olhem mas não me toquem. Só as
criaturas mais venenosas possuem cores brilhantes como também as que passam uma boa parte de sua
vida bem escondidas. Por exemplo, os pequenos e brilhantes sapos das Américas Central e do Sul
secretam algumas das toxinas biológica mais mortais conhecidas. A espécie é tão perigosa que os
cientistas precisam usar luvas grossas para manipulá-la, no caso de eles terem cortes ou arranhões em
suas mãos.
O verde e o vermelho são as cores tradicionais da estação e também são as cores pagãs tradicionais
do inverno. O verde é a cor favorita de Satanás, de modo que é apropriado que seja uma das cores
tradicionais do Natal; o vermelho é a cor do sangue humano, a forma mais elevada de sacrifício a Satanás
- por essa razão, o comunismo adotou o vermelho como sua cor principal!
A Palavra de Deus nos manda fugir da idolatria (I Coríntios 10:14-15; Gálatas 5:19,21). Papai Noel – é
um ídolo, um “santo” católico chamado Nicolau, venerado pelos gregos e latinos em dezembro, sendo que
sua figura é a de um gnomo buxexudo e de barba branca. O gnomo de acordo com o dicionário Aurélio é
um demônio da floresta.
As renas - São animais chifrudos que representam o "deus chifrudo" das religiões pagãs! O
número tradicional de renas no trenó do Papai Noel é oito; na gematria satânica, oito é o número de "novos
começos", ou o ciclo da reencarnação. Os Illuminati vêem o "oito" como um símbolo da Nova Ordem
Mundial.
Os Elfos - São criaturas de forma demoníaca que são pequenos ajudantes de Papai Noel (Satanás).
Eles também são demônios.
A ceia de Natal é um convite à glutonaria nas festas pagãs ao deus-sol o banquete era servido à meia–
noite (veja acima sobre a Missa do Galo e o ritual Sabá). Uma versão moderna das bacanais, que eram
festas sagradas celebradas na Grécia e em Roma, em honra do deus da orgia, do sexo (da fecundidade
animal e humana), dos prazeres e da embriagues ou do vinho (na Grécia ele tinha o nome de Dionísio e,
quando foi adotado pelos romanos, recebeu o nome de Baco).
Era algo levado tão a sério que até os presos eram soltos (hoje temos o indulto de Natal) para
participarem dos Bacanais ou Bacanálias. Como o vinho era servido em grande quantidade, logo os
homens e mulheres, ficavam bastante alegres e desinibidos. As roupas acabavam sendo aos poucos
deixadas de lado juntamente com as inibições dando lugar a uma completa satisfação de todos os desejos
e ninguém mais era de ninguém.
"Porque é bastante que no tempo passado da vida, fizéssemos a vontade dos gentios, andando em
dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; e acham
estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós." (I Pedro
4.3-4).
"E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com
alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias
acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar." (Atos 2.46-47).
Portanto devemos seguir o exemplo dos nossos antepassados irmãos que celebravam, não em
glutonarias e embriaguez, a "festa da sua libertação", alegrando-se no Espírito Santo.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de
fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.
O vinho é substituído pela sidra ou pelo sumo de maçã (hoje champanhe de cidra).
Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação
consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber
a saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal
oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após
oferecer um brinde a mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros
ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.
De fato, o primeiro caso de Bolo de Frutas Secas (panetone) pode ser rastreado até cerca de 1500 AC,
até Cecrops, o fundador de Atenas (Marquis, pg. 18). Nas celebrações do Velho Testamento no Israel
apóstata, vemos mulheres irritando a Deus porque assavam esses bolos para oferecê-los em adoração à
Rainha dos Céus [Jeremias 44:17-18 e Oséias 3:1]. A nota de rodapé para esse título "Rainha dos Céus"
no Amplified Bible Commentary diz: "Uma deusa da fertilidade, provavelmente o título babilônio para Ishtar.
Ela é identificada com o planeta Vênus. As oferendas para essa deusa incluíam bolos feitos na forma de
uma estrela". Mais tarde os pagãos usaram não só a forma da estrela Pentalfa (veja acima sobre o
pentagrama) como também o bolo de frutas secas.
Que diferença dos alimentos sagrados prescritos na Bíblia (Êxodo 12:5,8,15, Mateus 26:26-28 e I
Coríntios 11:23-26). A ceia bíblica do Senhor Jesus anuncia que nossa salvação teve um preço, que foi
pago por Jesus na Cruz do Calvário e quando aceitamos esse sacrifício que causou o derramar de seu
sangue e o partir de seu corpo, recebemos a salvação e passamos a ter o direito de compartilhar isso com
o mundo. Porém, não vemos o mesmo significado em comemorar o seu nascimento, pois se Jesus Cristo
não tivesse suportado o sacrifício e sido obediente às Escrituras, de nada adiantaria ter nascido, pois não
foi o seu nascimento que nos redimiu, mas sim a sua morte na Cruz.
Não é interessante que os alimentos típicos do Natal - carne de porco (sacrifício à Frey), frutas secas e
castanhas - sejam altamente calóricos? Pois isso é justamente porque a origem do Natal é a
comemoração do Solstício de Inverno no Hemisfério Norte. Não havia frutas frescas, nem legumes que
sobrevivessem aos rigores do inverno! Só sobravam frutas secas, castanhas e carnes.
Carne de Peru? Por ser uma carne considerada nobre. Mas não está nas origens do Natal - até porque o
peru é uma ave originária das Américas e não da Europa. Lá, a tradição mais usual era a carne de porco.
Qualquer alimento consumido nesse período tem a função de mostrar a dedicação da coletividade em
sobreviver ao inverno. O peru, como já dito anteriormente, entrou no "cardápio oficial" do natal
recentemente, depois do "Achamento" da América. Os frutos do mar constituem a base da culinária
portuguesa, por isso entram na ceia. Isso não ocorre, por exemplo, na Suíça.
Flores e frutos da época no altar (culto de Caim – Gênesis 4:3).
Demais particularidades do ritual pagão: Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim; Cores das velas:
dourada, verde, vermelha, branca; Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi; Ervas ritualísticas
tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho,
junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.
Como o povo de Deus poderia participar desta festa, sabendo de sua ligação com o paganismo,
ocultismo, magia, feitiçaria, bruxaria, satanismo e demonismo?
Está evidente a finalidade do Natal como portador de mensagens - não bíblicas - mas mensagens
destinadas aos que perecem.
Nós é que procuramos cristianizar o Natal. Se o mundo age desta forma, não é de admirar, pois faz o
que lhe é próprio. Mas os filhos de Deus que têm a função e a responsabilidade de ser luz do mundo e sal
da terra, quando comemoram o natal - sabendo o que ele significa - se fazem pior do que o mundo, pois
desvirtuam totalmente a sua função. Jesus disse: "Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido,
com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado
pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem
os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que
estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras,
e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus". (Mateus 5:13-16) .
Devemos nos distinguir deste século mau, pois para isto estamos aqui! Não somos iguais ao mundo -
apesar de estarmos sujeitos às mesmas paixões e pecados - depois de sermos atingidos pela graça de
Deus, na pessoa do Senhor Jesus Cristo, temos armas espirituais para não andarmos mais como escravos
do pecado do mundo e do diabo. E estamos aguardando a redenção total, na Sua volta. Como servos de
Deus, é necessário que o nosso testemunho seja completo.
Efésios 6:11-19 - “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-
vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque
não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades,
contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares
celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito
tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça
da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé,
com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da
salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a oração e
súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, E por mim;
para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do
evangelho,”
Quando procuramos fazer a vontade de Deus, cumprindo o mandamento de sermos o sal da terra,
a luz do mundo, é inevitável termos atitudes diferentes dos incrédulos.
II Coríntios 3:2-3 – “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os
homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta,
mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.”
Quando fazemos isto, muitos nos acusam de fanáticos, radicais, extremistas, ou ... de não termos amor
para com os outros. Não sabendo eles que foi exatamente este o exemplo dado pelo próprio Senhor e
pelos Seus discípulos, como Estevão e Paulo (Marcos 11:15-18; João 2:13-16; Atos 7:2-51; 17:32-33).
Seremos os juizes que julgarão o mundo e até os anjos (I Coríntios 6:2,3); não podemos, portanto, nos
conformar com este mundo (Romanos 12:2), (II Coríntios 7:1), "visto que a amizade do mundo é
inimizade contra Deus "(Tiago 4:4).
Jesus, antes de ser entregue para ser crucificado, orou: "Não rogo que os tires do mundo, mas que os
guardes do Maligno". (João 17:15).
Quando, para não sermos antipáticos, participamos e nos harmonizamos com o mundo, estamos
sendo cúmplices do mal, sendo pedras de tropeço para a ação de Deus a favor do próprio mundo!
Amós 3:3 – “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”
Jeremias 23:28 – “O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a
minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o SENHOR.”
Mateus 13:30 – ‘Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros:
Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.”
O mundo precisa ver gente transformada ao caráter de Jesus. Só Deus - quando Lhe somos fiéis,
tomando a posição de agradá-Lo - fará esta mistura: não sair do mundo, mas ser guardado do maligno.
Se você curiosamente ler a história cristã verá firmemente que a influência romana é presente em
quase todo o comportamento cerimonial da igreja chamada evangélica.
Quanto mais sofisticadas e espetaculares forem as cerimônias religiosas, mais são do agrado dos fieis e
mais cativam e envolvem a assistência. Agrada-lhes mais ficarem deslumbrados com os paramentos dos
sacerdotes e com os ritos por eles oficiados, do que com o cunho proveitoso duma cerimônia simples, mas
edificante. A Satanás foi permitido fazer maravilhas, feitos, prodígios e sinais para enganar (II
Tessalonicenses 2:9; Apocalipse 13:13-14 e 19:20).
A igreja católica foi criando novos sacramentos, além daqueles que Jesus instituiu. Além do batismo e da
Santa Ceia, os cultos cristãos foram-se enchendo de cerimônias e rituais que nada têm a ver com o
genuíno cristianismo.
As reuniões de igreja excedem-se em aparato e perde-se o seu valor espiritual. Os dois únicos
sacramentos da fé cristã foram desfigurados na sua forma e prática, criando-se assim ofícios religiosos
alheios à liturgia singela dos primeiros anos da igreja.
As cerimônias criadas para impressionar o povo e despertar o seu interesse e as formas aparatosas de
cultuar, têm dado o seu resultado: as massas populares têm afluído às igrejas duma forma surpreendente.
E ninguém se interroga se as coisas estão ou não bem assim.
Cristo aboliu os rituais supérfluos e as formas de cultuar artificiosas. Os falsos adoradores são por Ele
desmascarados, quando afirma: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração afasta-se de mim”
– Mateus 15:8.
Isaias 1:11-18 – “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou
farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de
bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu
isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é
para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso
suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a
minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Por isso, quando estendeis as
vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei,
porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de
diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o
oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda
que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam
vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.”
Alguém disse: Muitas igrejas apresentam cadeiras macias, para conforto dos fieis; música clássica que
induz ao sono; e sermões que confortam, mas não despertam ninguém do seu comodismo. Este é um dos
grandes dramas da religião nos tempos modernos.
Como Cristãos temos o dever de viver os princípios do Evangelho. Porém se em nosso meio houver
mistura, ecumenismo e acordos com as trevas, jamais poderemos ser abençoados pelo nosso Deus
verdadeiro. A luz e as trevas não se misturam, não se convivem, não se harmonizam ..., mas antes a Luz
repele as trevas.
Vejamos os riscos que estamos incorrendo, e com muita maturidade não permitamos que um trono
levantado a Baal esteja dentro de casa. As figuras utilizadas são intencionais.
Você, que é salvo por Jesus, teria coragem de celebrar dentro da sua casa uma festa pagã? Teria
coragem de dar louvores a deuses estranhos? Você cristão, que tem o caráter de Jesus, teria coragem de
levantar um altar a deuses que você não conhece? Se você descobrisse hoje que está trabalhando na
motivação errada e que ficou muito tempo debaixo de uma mentira, você ficaria satisfeito e continuaria
agindo igual? Acredito que não.
Mas existem tronos legais tanto em casa como no trabalho e Deus está dizendo: destrua esses tronos.
Se Deus ordenar que você arranque um devido trono, você dirá sim ou não? Deus nos fala de diversos
modos e usa vários meios, mas sempre dentro de sua Palavra. E hoje, acredito que a Palavra de Deus
está falando ao seu coração através dos textos e linhas desta simples apostila.
Todo altar levantado possui legalidade espiritual. Podemos ver isto no Antigo Testamento: quando os
reis levantavam altares a deuses pagãos, a Palavra revela que eles faziam o que era mau aos olhos do
Senhor. Ao levantar altares pagãos, os reis atraiam para a nação toda sorte de maldição (I Crônicas 21:11-
18). Nessa legalidade você afirma consciente ou inconscientemente, dentro de revelação ou ignorância,
que concorda com aquele tipo de vida e liturgia; de uma forma esclarecida ou menos esclarecida, você
está concordando.
Todo altar tem uma fonte e se não conhecemos a fonte, não devemos beber a água, porque poderemos
estar correndo o risco de vida. Você é responsável em administrar este tipo de comportamento em sua
vida. Para o bem ou para o mal, você escolhe o tipo de vida que deseja ter.
Não podemos nos arriscar a colocar nossa vida espiritual num processo de decadência. A Bíblia diz que
por trás dos altares levantados, existem demônios. (I Coríntios 10:14-21). O ídolo ou o altar em si não
valem nada, o problema é o que está por trás deles, que são os demônios. A Bíblia não traz outro sinônimo
como deuses ou falsos deuses, ela chama claramente de demônios. Quem quer um demônio em sua
casa? Ninguém quer, mas se tem um altar, tem um demônio, porque foi dada legalidade espiritual para
que ele esteja lá, quer por conhecimento, quer por ignorância. Não é porque você ingere veneno por
ignorância (sem saber) que ele não lhe fará efeito (dano, mal).
O Senhor nos alerta que não recebe glória dividida. Deus é zeloso pelos seus como um marido
por sua esposa amada (Êxodo 34:14 e 20:3,23; Tiago 4:4-5). Já o diabo, como não é ciumento,
recebe/aceita qualquer coisa e não se importa das pessoas reverenciarem outros deuses, pessoas,
coisas, animais etc.
Comparemos as Palavras do Deus de Israel ("Não reconhecerás outros deuses fora de mim ... “) com
as palavras que o hindu colocou na boca do deus Brahma: "Eu sou o mesmo para todos os seres.
Aqueles que honestamente servem outros deuses, involuntariamente me adoram. Eu sou Aquele
que participa de toda adoração e sou a recompensa de todos os adoradores".
O nosso Deus verdadeiro se relaciona com adoradores, com homens e mulheres que passam por
transformações e decidem amá-Lo. "Deus é espírito e importa que os seus adoradores o adorem em
espírito e em verdade" (João 4:24).
O Senhor mostra que um altar não pode ter ao mesmo tempo adoração e rebeldia, não pode conter
bebida consagrada a Deus e comida consagrada a demônios. "Portanto, meus amados, fugi da idolatria" (1
Coríntios 10:14).
I Samuel 7:4 - "Então os filhos de Israel tiraram dentre si aos baalins e aos astarotes, e serviram
só ao SENHOR."
Mateus 6:24 - "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se
dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom."
Mateus 4:10 - "Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus
adorarás, e só a ele servirás."
Êxodo 20:1-6 - "Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei
da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem
esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo
da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso,
que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso
de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos."
II Reis 1:3 - 'Mas o anjo do SENHOR disse a Elias, o tisbita: Levanta-te, sobe para te encontrares com
os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura não há Deus em Israel, para irdes consultar
a Baal-Zebube, deus de Ecrom?"
I Cor 10:14-15: Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o
que digo.
"A noção de uma festa de aniversário natalício era alheia às idéias dos cristãos nos 3 primeiros séculos
da nossa era." (in História da Religião e da Igreja Cristãs, Augustus Neander).
As primeiras comunidades cristãs não comemoravam o nascimento de Jesus. Somente a partir do ano
350 o Natal começou a ser comemorado no dia 25 de dezembro.
Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não
celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema
que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século IV). Somente no século V foi oficialmente
ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular
festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do
nascimento de Cristo.
A comemoração do Natal de Jesus surgiu de um decreto. O Papa Júlio I decretou em 350 que o
nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus
Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no
Solstício do Inverno em substituição as festividades do Dia do Nascimento do Sol Inconquistável ou Invicto.
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano
336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Rei
Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados do paganismo para o pseudo cristianismo.
“Se o ano não está correto, o dia exato do Natal é simplesmente desconhecido. ‘A data de 25 de
dezembro só foi instituída por conveniência política”, afirma o astrônomo Othon Winter. ‘A Bíblica não diz
em nenhum lugar quando nasceu o filho de Deus.’
Sem a dica da data certa, diversas regiões da Europa e do Oriente Médio escolheram dias diferentes
para comemorar o Natal, embora mais tarde aderissem à orientação romana. Assim, a festa era em 19 de
novembro no Egito, 20 de maio na Palestina e 6 de janeiro na Etiópia, onde continua em vigor. As opiniões
eram diversas: Dizia-se que Jesus tinha nascido em 20 de Maio; outros opinavam que deveria ser em 19
ou 20 de Abril. Clemente de Alexandria nos "Stromata" condenava essas especulações que se faziam,
porém afirmava ter sido em 17 de Novembro. Muitos afirmavam ainda que a data certa era 6 de Janeiro: e
foi esta data que a igreja do oriente continuou a celebrar, depois de separar-se da do ocidente.
Não se sabe o motivo das várias opções de datas para o nascimento de Jesus, a não ser no caso
em que a data tornou-se mais popular, o 25 de dezembro: esse era o dia festejado pelos romanos como o
aniversário do deus persa Mitra (correspondente iraniano do babilônico Tamuz), que não tem nada a
ver com o cristianismo, mas era muito popular naqueles tempos. Como Roma era a capital da cristandade
e a cidade mais importante do mundo à época, sua data se impôs, prevalecendo até hoje. Vencida pelos
fatos, a Igreja a adotou oficialmente em 440. ‘Em vez de combater o ritual pagão, os bispos o
incorporaram’, conta o historiador Edgar Leite, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A Enciclopédia Barsa, diz: “Nos primeiros séculos, o Natal cristão era comemorado ora 6 de Janeiro,
ora 25 de março, e em alguns lugares a 25 de dezembro. O dia 25 de dezembro aparece pela primeira vez
no calendário de Philocalus (354) a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa
mitraica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos), que celebrava o NATALIS
INVICTI SOLIS (Nascimento do sol vitorioso) e várias outras festividades decorrentes do solstício do
inverno, como as Saturnálias em Roma e os cultos solares entre os celtas e os germânicos”.
Segundo J.N. Darby (Col. Writings, Vol. 18, Pág. 191), ninguém sabe o dia em que Cristo nasceu.
Clemente, que viveu no segundo século, se referiu às especulações acerca da data de nascimento de
Cristo como "superstição". Orígenes, por volta do ano 245 d.C., repudiava a idéia dos festejos do
nascimento de Cristo como se ele fosse um faraó e, assim, considerava ridícula a idéia de se fixar
uma data natalícia para o Senhor e se referia a isso como algo "pecaminoso". Contraditoriamente a
Igreja Católica o reverencia como um de seus santos, mas não acata o que ele disse. No quinto
século, a Igreja de Roma registrou que não existia "um conhecimento seguro" a respeito, e a New
International Encyclopedia afirma que "é desconhecido quando isso se originou,... mas é quase certo que
25 de dezembro não pode ser...". Segundo a American Encyclopedia, o Natal foi celebrado pela primeira
vez pela Igreja em Jerusalém no ano 440 D.C., e também registra que "no quinto século a Igreja Ocidental
(Roma) ordenou que fosse celebrado."
A Enciclopédia Delta Universal, ed.1980, vol. 10, pág. 5608, verbete: "Natal", diz que "Não se sabe a
data precisa do nascimento de Jesus. Os primeiros cristãos não celebravam Seu nascimento porque
consideravam a comemoração de aniversário um costume pagão".
Se Deus desejasse que guardássemos e comemorássemos o nascimento de Cristo, Ele não teria
ocultado tão completamente a data exata.
O próprio Jesus, os apóstolos e a igreja nunca celebraram o nascimento de Cristo em nenhuma época,
na Bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebrar, todavia somos ordenados a lembrar sim
de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida (I Coríntios 11:24-26; João. 13:14-17).
"Porque eu [Paulo] recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi
traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido
por vós; fazei isto em memória de Mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice,
dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no Meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em
memória de Mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a
morte do Senhor, até que venha." (1Coríntios 11.23-26)
Portanto os antigos "Mistérios Caldeus" idólatras iniciados pela esposa-mãe de Ninrode, tem sido
transmitido de geração em geração pelas religiões pagãs e continua sob novos nomes de
aparência Cristã.
Uma das coisas a se observar no Novo Testamento é que nem os apóstolos, nem a Igreja
primitiva, e nem o próprio Jesus deram qualquer ênfase ao seu nascimento. Na verdade, não vemos
esse tipo de comemoração em qualquer lugar das Escrituras, exceto no caso de pagãos, como os
Faraós (Gênesis 40:20) e Herodes (Mateus 14:6), pessoas sem compromisso com Deus, ou seja,
pagãos.
A celebração de aniversários de casamento e também a troca de alianças em matrimônios tem
raízes pagãs (Gênesis 12:11-20, 20:2-11 e 26:7-11), pois a aliança não é um anel e o casamento não
é um pedaço de papel.
O bolo de aniversário parece ter surgido na Grécia, em homenagem a Ártemis, a deusa da caça,
reverenciada no dia 6 de cada mês. Dizia-se que as velas representavam o luar. Na Grécia Antiga e no
Império Romano, os bolos já faziam parte das celebrações de casamento. Eram feitas oferendas de doces
e frutas para os deuses, com a intenção de que eles aprovassem o casamento e enviassem bênçãos aos
noivos.
A palavra aniversário significa "aquilo que volta todos os anos". O hábito da comemoração surgiu no
Egito, mais ou menos em torno de 3.000 A.C.; na Grécia Antiga tornou-se uma festa em homenagem a
Ártemis, deusa da caça, representada pela Lua, reverenciada no sexto dia de cada mês e homenageada
com um bolo cheio de velinhas, pois acreditava-se que a Deusa protegia a Terra quando a Lua estava
generosamente iluminada. Os romanos gostaram tanto desse hábito grego, que incluíram a comemoração
no seu calendário anual. Nos primórdios do Cristianismo as festas de aniversário foram abolidas. Os
cristãos, perseguidos pelos romanos, achavam que não havia motivo para comemorar o nascimento de
Cristo e sim a morte, pois ela sim, era garantia de felicidade, pois significava a passagem para a vida
eterna.
“Indicando a origem não-cristã de muitas das doutrinas das cerimônias da cristandade e das práticas da
cristandade apóstata, o cardeal católico romano John Henry Newman, do século 19, escreveu...’O
emprego de templos...incenso, lâmpadas e velas, o anel nos casamentos...são todos de origem pagã” e
advertem: “Jeová...ao invés de santificar tal idolatria, admoesta os cristãos ‘Saí do meio deles e separai-
vos, ... e cessai de tocar em coisa impura...’”
“O costume de comemorar o dia do nascimento liga-se . . . no seu conteúdo, a certos princípios
religiosos primitivos”, diz a Enciclopédia de Religião e Ética, em inglês. Que princípios? Os do espiritismo,
por exemplo. “Os gregos criam que cada um tinha um espírito protetor ou gênio inspirador que assistia a
seu nascimento e vigiava sobre ele em vida. Este espírito tinha uma relação mística com o deus em cujo
aniversário natalício o indivíduo nascia. Os romanos também endossaram esta idéia. Chamavam o espírito
de o gênio. Esta noção incorporou-se na crença humana e reflete-se no anjo da guarda, na fada e no santo
padroeiro.” — The Lore of Birthdays [A História dos Aniversários Natalícios], Ralph e Adelin Linton.
Outra razão para que os primitivos cristãos evitassem os aniversários natalícios era sua conexão com a
astrologia. “A guarda de registros de aniversários era importante nos tempos antigos principalmente
porque a data do nascimento era essencial para tirar um horóscopo”, dizem os Lintons. Para os primitivos
cristãos a astrologia estava ligada às religiões orientais, ao estoicismo romano e ao confuso raciocínio dos
gnósticos. Os cristãos nada queriam ter a ver com isso!
“O costume de acender velas nos bolos começou com os gregos”, dizem os Lintons. “Filócoro [antigo
historiador grego] registra que no sexto dia de cada mês, o aniversário de Ártemis, a deusa [da fertilidade]
da lua e da caça, bolos de mel redondos como a lua e iluminados com velas eram colocados nos altares
do templo dessa deusa.”
Símbolos usados no moderno mundo empresarial, nas artes, em exposições, em papel de parede, etc.
são freqüentemente emprestados de fontes pagãs.
O NATAL, chamado de “Festa cristã”, na verdade é um verdadeiro culto a demônios, que aparecem nas
formas mais ENCANTADORAS e lindas que se pode imaginar.
Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do
nascimento de Cristo.
Não há mandamento ou instrução alguma na Bíblia para se celebrar o nascimento de Cristo! Somos
orientados sim a lembrar da sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida (I Coríntios 11:24-26;
João 13:14-17).
O Senhor nunca nos pediu para celebrarmos anualmente o Seu nascimento. Ele expressou Seu
desejo que celebrássemos a memória da SUA MORTE. Cada primeiro dia da semana (At 20:7), dia da Sua
ressurreição -- dia da nova criação -- oferece a oportunidade àqueles que são novas criaturas em Cristo
para se reunirem unicamente ao Seu precioso nome (Mt 18:20), fora do arraial ou sistema religioso
adaptado ao desejo do homem (Hb 13:13), para anunciar "a morte do Senhor, até que venha ... Fazei
isto ... em memória de mim" (I Corintios 11:25,26).
Pessoas como as Testemunhas de Jeová e alguns adventistas dos sétimo dia, não celebram o Natal,
pelo fato de ele não ter sido uma criação dos cristãos primitivos, mas uma adaptação de festividade pagã,
com reforço da incerteza a respeito da verdadeira data.
Se Jesus não nasceu em 25 de dezembro, então, porque foi escolhida esta data? Quem foi que a
escolheu e com que propósito?
O elemento judaico que contribuiu para a confusão ou co-fusão, foi o Chanucá (Hanuká), chamada
também de Festa do Templo Purificado ou Festa da Dedicação, das Luzes, dos Macabeus, da Iluminação
ou ainda Festival da Rededicação. Esta festa é comemorada na mesma época (entre os meses de
novembro e dezembro), só que em data fixa: oito dias a partir de 25 de kislev. Provavelmente a
proximidade de datas e a fusão dos festejos pagãos de 21 de dezembro, com Chanucá, com início em 25
de kislev, tenha contribuído na confusão sobre a data de 25 de dezembro.
Realmente há uma convergência nada fortuita entre o Chanucá (Hanuká) judaico no dia 25 de
kislev e o Natal da Cristandade no dia 25 de Dezembro. A primeira referência à festa de Hanuká vem
no Livro apócrifo de Segundo Macabeus.
Desde a morte de Alexandre da Macedônia, no ano 323 a.e.c., os governantes gregos da Palestina
fizeram contínuos esforços para forçar o povo judeu a abandonar sua fé e adotar as idéias e costumes
gregos. A maioria do povo resistiu ao intento de divorciá-lo do judaísmo. Com o Rei Antioco da Síria, no
ano 175 a.e.c. foi empregada a força para impor os costumes de vida gregos. Este rei começou a
perseguir sistematicamente a todos os judeus que se negavam a deixar a prática do judaísmo;
desmantelou e profanou o Templo de Jerusalém, obrigando-os a ajoelharem-se ante os ídolos que ali
instalou.
Na pequena cidade de Modiin, o velho sacerdote Matatias, da família dos Hashmoneus, colocou-se, com
seus cinco filhos à frente da revolta. Seguidos de um grupo de corajosos judeus, eles chegaram a bater
seus inimigos, à princípio nos montes da Judéia e, mais tarde em toda a região, até Jerusalém. Esta foi a
luta de um punhado de homens contra uma multidão, de fracos contra fortes. Eles venceram grandes
exércitos sírios, possuidores de elefantes e máquinas de guerra. Como divisa, os judeus inscreveram em
sua bandeira, estas palavras da Torá: “Quem é como Tu, entre os deuses, ó Senhor?” Das iniciais
hebraicas destas palavras, formou-se o nome macabeu (macabi), como ficaram conhecidos os filhos de
Matatias. Makevet, em hebraico, é martelo, alusão aos golpes assentados ao adversário. De acordo com
outra teoria, Macabeu era o grito de guerra dos judeus contra os sírios.
Antíoco Epifanes era governador da Síria e ao invadir Jerusalém profanou o templo estabelecendo nele a
sua forma de culto. Proibiu a religião judaica de ser praticada, ameaçando de morte quem desobedecesse
esta ordem. Com a dominação helenística, os selêucidas proibiram a prática do judaísmo e profanaram o
Templo, tentando impor a cultura e os costumes gregos. O templo recebeu o nome de "Júpiter Olympus"; o
altar foi utilizado para sacrifícios pagãos e esses sacrifícios deveriam ser feitos todo o dia 25, porque era o
dia que ele fazia aniversário. Os Sírios, portanto, instalaram no Templo judaico no dia 25 de kislev, o
altar a Mitras, o pinheiro (tronco sagrado).
Os dias em Dezembro ficam cada vez mais pequenos, até ao dia 21, chamado do solstício de Inverno e
os povos orientais festejavam os dias que precediam e seguiam esta data, com o objetivo de apaziguar o
sol e fazer com que este aparecesse de novo e tornasse o Inverno mais suave. Após o solstício os dias
ficavam maiores e mais claros, significando luz, alegria e esperança de boas colheitas. Acendiam-se velas
e grandes fogueiras para iluminar a noite e havia muita comida. O símbolo preferido do deus Mitras era
uma árvore com folhas verdes durante todo o ano, ou seja, um grande pinheiro das serras do Líbano, que
os Sírios instalaram no Templo judaico.
Neste contexto surge uma revolta que foi a comandada por Matatias, da linhagem dos hasmoneus.
Depois de sua morte, seu filho Judá, conhecido como o Macabeu, obteve várias vitórias contra o exército
selêucida, purificando o Templo. Foi só Antíoco sair para uma guerra que os judeus começaram a
guerrear, liderados por Judá Macabeu. No decorrer do ano 164 antes da era comum, entrou em Jerusalém
Yehuda (Judá) Macabeu, filho de Matatya (Matatias) e purificou o Templo do culto pagão aí instalado dois
anos antes pelos Sírios. Qual o culto pagão que aí encontrou? O de Mitras, deus da luz solar, de origem
persa, que nasceu a 25 de kislev (nome também deste mês no calendário solar sírio).
A festa de Hanuká está relacionada com este fato. Chanuc significa em hebraico inauguração. Refere-se,
neste caso, reinauguração do Templo de Jerusalém, primeira medida reparadora adotada pelos heróicos
lutadores após sua vitória sobre as hostes inimigas.
Diz a história que Judas Macabeu encontrou um vaso de cerâmica com azeite em quantidade suficiente
apenas para um dia, mas, milagrosamente, ele durou oito dias. Por este motivo se acende muitas luzes
nas casas e nas sinagogas. Durante os oito dias de festa as luzes permaneciam acesas. Mais tarde foi
introduzida a prática de se acender uma vela diariamente.
A tristeza era proibida, por ser uma data feliz. Era o triunfo, a alegria da vitória. Na verdade a guerra no
começo empatou e começaram as negociações, sendo que assim, o templo voltou a ser dos judeus.
Pouco depois o templo já estava purificado com atos de adoração.
Ao verem profanada a Menorá (candelabro), os macabeus haviam apanhado oito lanas, esquecidas
pelos sírios no interior do Templo e as tenham rodeado de troncos em cuja extremidade superior
colocavam as lâmpadas, construindo assim, com “as mesmas armas do inimigo”, um provisório símbolo do
que foi ultrajado. Ato semelhante ao que os católicos fizeram com os templos, estátuas, ornamentos,
rituais, vestes, festividades, etc pagãs.
II Macabeus 10:3,5-8: “Depois de terem purificado o Templo erigiram um novo altar; com o fogo saído de
pederneiras ofereceram sacrifícios, após dois anos de interrupção; puseram o incenso, acenderam as
lâmpadas e recolocaram os pães da proposição. No mesmo dia de aniversário da profanação do Templo
pelos Sírios, isto é, no dia 25 do mês de kislev, fez-se, portanto a sua purificação. Celebraram esta festa
com grande regozijo no espaço de oito dias, à semelhança da festa dos Tabernáculos, recordando-se que
pouco antes tinham passado esta solenidade dos Tabernáculos nas montanhas e nas cavernas, como
animais selvagens. Por esse motivo levavam etrogim, arba’ minim, lulabim em honra de Aquele que lhes
havia concedido a dita de purificar o Seu Templo. Decretaram por um édito público que “toda a nação judia
celebrasse cada ano esta festa na mesma altura.”
A festa que se veio a nomear depois de Hanuká era, portanto, uma segunda Sukkot (avessa à Torá
e anulada pelos fariseus).
Para recordar a vitória dos Hashmoneus e o milagre do óleo, celebram a festa de Chanucá
(inauguração), cujo nome refere-se à reinauguração do Templo, após a vitória.
Embora seja esta a explicação mais conhecida para a festa, sua existência remonta a tempos
bíblicos: no dia 25 de Kislev, um ano após o Êxodo do Egito, foram concluídas as obras do Mishkan
(Tabernáculo) no primeiro Santuário.
A festa dura oito dias. Celebram ações de graça e, à noite, acendemos com uma vela auxiliar
(shamash) um candelabro de oito braços (hanukiá ou menorát Chanucá). Na primeira noite
acendem uma vela, e a cada seguinte adicionam mais uma, até a oitava noite, quando acendem
todas as oito velas. Uma pequena flama é suficiente para alimentar a fé e, se a chama for pura, ver-
se-á sua luz aumentar dia a dia. Por isso, Chanucá é chamada também Hag ha-Urim, a Festa das
Luzes.
Foi com a queda dos selêucidas que a Judéia obteve sua independência. Com o governo dos hamoneus,
são reconquistadas fronteiras, há uma consolidação política e o judaísmo floresce. Isto durou oitenta anos.
Houve um grande desgosto da parte dos fariseus para com os Macabeus, que se tinham tornado
criminosos depois da primeira geração. Os fariseus queriam diminuir o «input» dos Macabeus na
celebração desta festa, como também eliminaram os livros deles do cânone.
Os cristãos rejeitaram a festa de Hanuká e nada tiveram para pôr no seu lugar. Em Roma, já
cristã, festejava-se o triunfo de Saturno sobre Júpiter. Saturno era um rei associado à idade de ouro
de Roma e tornou-se o padroeiro de Roma. Festejavam-no nos dias 17 a 19 de Dezembro -
próximos do solstício, portanto - dando presentes, acendendo velas em casa e grandes fogueiras
na rua para iluminar as noites mais longas, e havia muita comida: as chamadas “Saturnálias” que
deram mais tarde origem às festas natalícias. A Igreja condenava estas festas pagãs e tentaram aboli-
las. Chegou porém à conclusão que era preferível permiti-las para não privar o povo dos festejos e arriscar
motins anti-eclesiásticos. Um Bispo imaginou dar um sentido cristão às Saturnálias, identificando-as com o
nascimento de Jesus, que nasceu em data desconhecida.
Os Romanos tinham a "Festa da Saturnália" em honra de Saturno. Este festival era celebrado entre 17 e
23 de Dezembro. Nos últimos dois dias trocavam-se presentes em honra de Saturno. Em 25 de Dezembro
era a celebração do nascimento do sol invencível (Natalis Solis Invicti).
Posteriormente, à medida que as tradições romanas iam sendo suplantadas pelas tradições orientais
importadas, os maiores festejos realizavam-se em honra do deus Mitra, cujo nascimento se comemorava a
25 de Dezembro. O culto de Mitra, o deus do sol, da luz e da retidão, penetrou em Roma no 1º século AC.
Mitra era o correspondente iraniano do babilônico Tamuz. A data entrou no calendário civil romano em
274, quando o Imperador Aureliano declarou aquele dia o maior feriado em Roma. A data assinalava a
festa mitraista do Natalis Solis Invicti.
No ano 320, os sacerdotes romanos escolheram o mês de Dezembro, de forma a fazer coincidir a festa
cristã com a dos celtas e saxões. Até essa data, não tinha aindo havido grandes preocupações em
determinar o dia do nascimento de Jesus. No entanto, implantou-se de tal maneira que, em 529, o
imperador Justiniano o impôs como feriado obrigatório. Em 567, o Concílio de Tour alargou o Natal aos
doze dias que vão de 25 de Dezembro a 6 de Janeiro, a Epifânia, pelo que, na Idade Média, Natal não
designava um só dia, como atualmente, mas todo esse período de doze dias. (Baptista, García - «Wicca, a
velha religião do ocidente». Lisboa: Pergaminho, 1999).
O maior festejo da era pré-cristã em Roma era em honra do deus Mitras, que nasceu a 25 de
kislev, em Roma designado Dezembro. (O culto do deus Mitras, que nascia e morria todos os anos,
tem uma curiosa semelhança com o culto de Jesus.) Por isso o Imperador Aureliano declarara este dia
o maior feriado romano.
No ano 63 a.C. se impôs o jugo romano, em substituição ao helênico. Foi quando penetrou ainda
mais adentradamente no Ocidente a influência da religião persa, especialmente de Mitra, que teve
mesmo um grande e belo altar em Metz, cidade romana na fronteira germânica. O natal cristão em
25 de dezembro, passou a esta data, porque nela se festejava o nascimento de Deus Mitra, - Natalis
Solis Maximus.
A representação de Mitra como um jovem Deus, era feita vestido de uma túnica pendente do
ombro esquerdo e sobre a cabeça um gorro frígeo (barrete vermelho), armado de punhal e
sangrando um touro par abluções.
Muito antes do tempo de Cristo os pagãos adoravam o sol no dia 25 de Dezembro, na época do solstício
de inverno (onde o sol fica mais distante da terra). Como em todos os feriados pagãos, era um período de
generosidade e licenciosidade. Quando a Igreja Católica instituiu a celebração do nascimento de Cristo em
25 de Dezembro, próximo do ano 336 D.C., foi para substituir o festival do Sol Invictus introduzido pelo
imperador Aureliano no 3º século. Foi considerado uma vitória do Cristianismo sobre o paganismo.
Assim quando o Imperador Constantino, que se tinha convertido ao cristianismo, manteve o culto ao
deus Mitras, que representava o sol e a sabedoria, ao passo que Jesus representava a vida, a luz e a
esperança. Então, em vez de se festejar o sol como antigamente, passar-se-ia a celebrar o nascimento de
Jesus e a festa pagã seria absorvida pela nova festa cristã. Durante as invasões bárbaras no século V os
povos nórdicos e germânicos que celebraram com muito empenho o solstício com rituais próprios,
tomaram contato com o Natal romano (presépio), e sincretisaram-no com o festejo do solstício (árvore). O
Natal foi proclamado festa cristã em 813, através do sínodo de Mogúncia (Mainz). Na Noruega, pelo rei
Hakon “o Bom” em meados de 900 (a origem do bacalhau de Natal? Pois merece o cognome!). Lá para
finais do século XI o Natal em 25 de Dezembro já era celebrado em toda a Europa ocidental, menos na
Grécia. Na Europa oriental esta data nunca foi aceite até ao dia de hoje. O rei Alfredo, o Grande, da
Inglaterra decretou 12 dias de Natal. No princípio do século XVI a festa tinha degenerado e retomado a sua
primeira feição pagã, a tal ponto que surgiu a questão se não era melhor abolir esta festa de vez. A
Reforma decidiu-se contra o Natal e Lutero decretou sua abolição. Na Escócia, o Natal foi
oficialmente abolido em 1583, como sendo uma festa não histórica e não religiosa. As igrejas que
continuaram a celebrá-lo eram fechadas.
Os Puritanos também proclamaram o Natal indecente e ilegal. Na Inglaterra, o Natal foi novamente
legalizado, em 1660, com o regresso ao poder dos Stuart católicos. Só na Alemanha continuou-se sempre
a celebrar Natal com grande gosto, tornando-se a festa alemã por excelência (em Auschwitz os
exterminadores nazistas erigiram um imenso pinheiro frente às câmaras de gaz e entoaram Ô
Tannenbaum para acompanhar a matança, com muita alegria). No século XIX os Americanos
começaram a viver esta época com grande ternura, devido à maciça imigração germânica. Na Inglaterra foi
a partir de 1837, quando a rainha Vitória subiu ao trono, que o país mudou radicalmente a sua atitude
acerca do Natal. A rainha casou com o príncipe alemão Alberto, que introduziu pela primeira vez árvores
de Natal na Inglaterra. Nos Países-Baixos, há décadas, não haviam árvores de Natal e não se davam
presentes. Não havia cânticos de Natal. O que se festejava entre os Holandeses não judeus (e, valha a
verdade, também em muitas famílias holandesas judias) era o São Nicolau no dia 6 de Dezembro e na
véspera (coincidindo com o barek ‘alenu). Portanto o elo entre Hanuká e Natal é o solstício do inverno e
os anos do deus Mitras em 25 de kislev ou 25 de Dezembro, que deram origem às duas festas.
Assim, quando Constantino assumiu, declarou todo o império cristão, abriu as portas para a entrada e
permanência das heresias, algumas das quais vemos até hoje. A partir daí, todos os que simplesmente
nasciam dentro dos limites do império se tornavam automaticamente cristãos. Já não era mais necessário
fé, novo nascimento, vida de santidade. Devemos nos lembrar que o mundo de então era profundamente
paganizado. E quando Constantino fez sua declaração de fé cristã, colocou o cristianismo em pé de
igualdade com o paganismo. E os pagãos que por decreto haviam se tornado cristãos continuavam com
seus costumes pagãos. E 25 de dezembro continuou a ser a maior das festividades idólatras, pois
celebrava o “deus sol”.
A Igreja Católica Romana absorveu a hierarquia, o ritualismo, a organização, as vestes, a cor vermelho-
escarlate, os títulos, a deusificação do líder, a instituição de uma classe separada de pessoas (de sangue
azul/realeza para clero), etc do império romano e com base nas crenças gregas foram incorporados os
conceitos de purgatório e limbo.
Em meados do 3º século os cristãos porque os adoradores do sol celebravam duas festas durante o ano
e eles achavam que deveriam ter também as suas, pois as escrituras chamam a Deus "um sol e escudo"
(Salmos 84.11).
"Na fixação da data do nascimento de Cristo influíram, antes de mais, factores astrológicos. Primeiro
começou-se por escolher as datas do equinócio da Primavera. Depois influíram também razões de índole
escriturística, pois o profeta Malaquias chama ao Messias "o Sol da Justiça". (in Expresso 22 de Dezembro
1978 - Manuel Ferreira)
No ano de 354 começou-se a celebrar o Natal, mas cada qual na sua data. "A partir do ano de 354,
alguns bispos latinos transferiram o dia de Natal de 6 de Janeiro para o 25 de Dezembro, data em que se
celebrava um a festa mitraista, ou "nascimento do sol invicto". Os sírios e os armênios que continuaram
com a data de 6 de Janeiro, acusavam os romanos de idólatras e adoradores do sol, alegando que a festa
de 25 de Dezembro tinha inventada pelos discípulos de coríntios ". (in Encyclopedia Britannica).
"No ano de 406 foi fixada a data de 25 de Dezembro a fim de cristianizar grandes festas pagãs
realizadas nesse dia." (in "Babilônia ontem e hoje" - Abraão de Almeida).
"A data do nascimento de Cristo viria a ser fixada no dia 25 de Dezembro sobretudo por razões socio-
culturais. A data provém do calendário civil romano e assinala a festa mitraista do "sol-invictus" introduzida
em Roma pelo imperador Aureliano no ano 274. Esta festa teve muito êxito e popularidade porque se
celebravam os sóis - os gênios da humanidade - as artes. No ano de 362 a festa era celebrada com muita
pompa, como o atesta o "De solerege", escrito por Juliano o apóstata.
No século 4º os cristãos tinham já conquistado em Roma um espaço cultural muito amplo e assim
iniciaram e realizaram com êxito o processo de recuperação eclesial da festa pagã.
Foi assim que no século 4º o 25 de Dezembro passou a ser a festa do "Dies Natalis Domini", por decreto
do papa Libério.
De origem romana, esta festa estendeu-se às igrejas do império, mas com algumas dificuldades,
sobretudo no Oriente, onde a Epifânia estava mais implantada.
Na África a festa de Natal impôs-se rapidamente graças às posições dos donatistas que recusavam a
festa da Epifânia, comemoração do batismo de Cristo, também na Gália a festa de 25 de Dezembro se
implantou com sucesso, como atestam as conclusões do concílio de Adge em 506.
Na Palestina e no Egito a festa demorou mais tempo a ganhar raízes. São do ano de 432 os primeiros
testemunhos da festa de Natal em Alexandria; E só pelos anos 634 ou 638 é que a festa de 25 de
Dezembro tomou forma definitiva em Jerusalém.
Em Constantinopla o Natal foi instituído por volta do ano de 386. Foi João Crisóstomo, ainda diácono,
quem deu a grande novidade ao povo anunciando que naquele ano se começaria a celebrar em 25 de
Dezembro a festa do nascimento de Cristo.
Mais tarde precisamente no ano 425, a festa passou a fazer parte dos dias em que eram proibidos os
jogos.
Ao perigo da fazer o Natal uma festa socialmente bem aceite mas muito diluída no paganismo se deve a
advertência do papa Leão I, o Grande; (440 a 461), que no seu sermão 22 sobre a "natividade do Senhor"
admoestava os cristãos a "não confundirem Cristo com os sóis naturais". (in Expresso 22 Dezembro de
1978 Manuel Ferreira).
"Uma festa foi estabelecida em memória da nascimento de Cristo no século 4º. No século 5º a igreja
ocidental deu ordem para que fosse celebrada para sempre no dia da antiga festividade romana em honra
do nascimento do sol, por não se conhecer ao certo o dia exacto do nascimento de Cristo." (Enciclopédia
Americana Edição 1944).
No ano 527 o imperador Justiniano mudou a sede do império para Roma. E com esta mudança houve
sérias transformações na igreja, nomeadamente a primazia dada ao bispado - causa do grande cisma.
Este imperador decretou então ditatorialmente que se celebrasse a festa do Natal a 25 de Dezembro.
Com a aprovação dada por Constantino para a guarda do domingo, dia em que os pagãos adoravam o
Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico,
proporcionou a esses pagãos do século IV, agora "convertidos" em massa ao "cristianismo" o pretexto
necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento
do filho de Deus.
O livro, "História Eclesiástica" de Eusébio de Cesaréia, a partir do livro X, descreve as ações de
Constantino em prol da Igreja. Seus decretos imperiais mostram um imperador ecumênico (aquele que
gosta de agradar a gregos e troianos), semi-convertido, preocupado mais com política do que com coisas
espirituais. Isto é mostrado as escancaras, veja: "QUE QUALQUER DIVINDADE E PODER CELESTIAL
QUE POSSA EXISTIR SEJA PROPÍCIO A NÓS ... É ASSIM QUE PODEMOS CONCEDER AOS
CRISTÃOS E A TODOS IGUALMENTE A LIVRE ESCOLHA DE SEGUIR O TIPO DE ADORAÇÃO QUE
QUISEREM"
25 de dezembro era uma data "pagã, de origem solar... A Saturnal dos Romanos a precedia" (Nelson's
Encyclopedia). Era ainda a data "da antiga festa Romana em homenagem ao Sol" (celebrando o
nascimento do deus-Sol), segundo a American Encyclopedia. "A Saturnal era uma festa de prazeres
desenfreados... A data do Natal foi fixada na mesma época" (M de Beugnot - História, Vol 2, pág. 265). "A
Igreja... voltando ao paganismo... precisava ter suas festas, e acabou por dar nomes cristãos às festas
pagãs já existentes... identificando o Natal à pior das festas pagãs... fixaram para aquela data o
nascimento de Cristo. (Aquela data) representava um dos piores princípios do paganismo -- o poder
reprodutivo da natureza... A Igreja criou as festas chamadas cristãs, para substituir as pagãs...
paganizando o Cristianismo... a fim de manter satisfeitas as mentes carnais do povo" (J. N. Darby - Col.
Writtings, Vol. 29). Agostinho registrou que o povo estava tão determinado a ter festas que o clero se
sujeitou a isso!
"Em algumas terras bragantinas começam as festas de natal no dia 13 de Dezembro com bailados
acompanhados de constantes libações nineácias. Na noite de consoada (24 de Dezembro) esfusia o
entusiasmo por toda a parte. A lareira é bem fornida de lume de que se guarda o melhor tição para
acender pelo ano adiante quando surjam trovoadas para evitar que danifiquem os frutos. Vai-se depois à
"missa do galo" e beija-se o deus-menino. Seguem-se os festejos de santo Estevão a 26 de Dezembro; de
S.João, a 27; de S.Silvestre, a 31; do ano-novo, a 1 de Janeiro; e dos Reis a 6.
Estes usos derivaram da Saturnália celebrada pelos romanos durante 8 dias, começados a 17 de
Dezembro convivendo fraternalmente ricos e pobres e sendo estes servidos à mesa por aqueles num
ambiente de igualdade entre os homens, em memória da idade áurea simbolizada por Saturno.
A esta folgança agregaram-se as Juvenais, festas celebradas pela gente moça no dia 24 de Dezembro,
com lautas patuscadas, além de que no dia 21 do mesmo mês se sacrificava a Vênus, cujos cultos sempre
tiveram muito de brincalhões (malícias, sensualidade, erotismo, etc).
Estes costumes atingiram o apogeu na Idade Média com a "festa dos loucos" que era celebrada por
clérigos de ordens menores, diáconos e sacerdotes, durante 12 dias, ou seja: desde o dia de Natal ao dia
de Reis.
As grandes fogueiras e a lenha estão relacionadas com os ritos de fogo, celebrados em tempos
anteriores ao cristianismo, no solstício do Inverno, como culto propiciatório ao Sol." E assim foi que "o
Natal" se enraizou em nosso mundo Ocidental!
O Natal é, portanto, a mesma velha festividade pagã de adoração ao Sol. A única diferença é que
mudou foi o nome. A celebração do nascimento de Jesus Cristo é oriunda dos costumes pagãos antigos
e foi adaptada devido à apostasia (mistura do cristianismo com as crenças pagãs) da igreja, a qual foi
pouco a pouco introduzindo os rituais das religiões primitivas coexistentes.
O nascimento neste mundo é um ato carnal e sabemos que tudo o que se celebre relativo a ele é da
vontade da carne. Mas Jesus não é mais segundo a carne; e deve ser adorado e solenizado como Ele é
atualmente. "Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que tenhamos
conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não O conhecemos deste modo." 2 Cor. 5:16
A palavra significa Natalício = Aniversário, que teve sua origem na Igreja Católica Romana, e desta, se
estendeu ao protestantismo e ao resto do mundo. O natal foi introduzido na Igreja durante o século IV,
proveniente do paganismo, pois nos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos não recebemos ordem para
comemorar o Natal. Veja a Enciclopédia Católica (edição 1911) o que diz: “A festa do Natal não estava
incluída entre as primeiras festividades da Igreja, os primeiros indícios dela são provenientes do Egito; os
costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentram na festa do Natal”.
A Enciclopédia Britânica Americana, edição 1944 diz: “O natal, de acordo com muitas autoridades, não
se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do cristianismo era não celebrar o
nascimento de Jesus Cristo, mas a Sua morte. Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa
no quarto século. No século quinto a Igreja ocidental deu ordem de que fosse celebrada para sempre (e no
mesmo dia da antiga festividade romana, em honra ao nascimento do deus sol, já que não se conhecia a
data exata do nascimento de Cristo”) [grifos nossos].
A comemoração do nascimento de Jesus foi introduzida no Século IV a partir de Constantino e
estabelecida oficialmente na Igreja a partir do Século V. Isso porque, o costume não era celebrar o
nascimento de Jesus Cristo, mas sua morte. Veja a Enciclopédia Americana, Edição 1944 (“O Natal, de
acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do
Cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas sua morte - a Comunhão instituída por
Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da sua morte”).
A mesma afirmativa encontramos na Enciclopédia Britânica, edição de 1946, que afirma ainda que “o
Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja... Não foi instituída por Jesus Cristo nem pelos
apóstolos, nem pela autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo”.
A Enciclopédia Católica, em sua edição de 1911, afirma que “a festa do Natal não estava incluída entre
as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes
pagãos relacionados ao início do ano se concentram na festa do Natal”.
Vale aqui ressaltar então, que pelo menos nos primeiros 300 anos a Igreja não celebrou o Natal. Isso é
mais da metade da idade do Brasil. É quase uma vez e meia o tempo em que o Brasil se tornou
independente de Portugal. Em todo esse tempo os cristãos não viram qualquer necessidade nem ensino
que os levasse à celebração do Natal.
A razão da adoção do dia 25 de dezembro é que desejaram que a data coincidisse com a tradicional
festa pagã dos romanos dedicada "ao nascimento do sol inconquistado", que comemorava o solstício do
inverno. No mundo romano, a Saturnália, comemorada em 17 de dezembro, era um período de alegria e
troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso
deus iraniano Mitra, o Sol da Virtude. No Ano Novo romano, comemorado em 1º de janeiro, havia o
hábito de enfeitar as casas com folhagens e dar presentes às crianças e aos pobres. Acrescentaram-se a
esses costumes os ritos natalinos germânicos e célticos, quando as tribos teutônicas penetraram na Gália,
na Grã-Bretanha e na Europa central. A acha de lenha, o bolo de Natal, as folhagens, o pinheiro, os
presentes e as saudações comemoram diferentes aspectos dessa festividade. Os fogos e luzes são
símbolos pagãos de ternura e vida longa.
São preceitos pagãos incorporados ao Cristianismo. Somente mudaram os nomes dos deuses
pagãos, como era de praxe (hábito, costume, etc) os romanos fazerem ao incorporarem um novo
deus à coleção do panteão. Os cristãos substituíram a antiga festa romana do solstício de inverno
pela do Natal, de arraigada tradição familiar e associada à festa do Ano Novo. A festa do Natal foi
instituída oficialmente pelo bispo romano Libério no ano 354. Na verdade, a data de 25 de dezembro não
se deve a um estrito aniversário cronológico, mas sim à substituição, com motivos (símbolos, nomes,
artefatos, ornamentos, temas, etc) cristãos, das antigas festas pagãs. As primeiras celebrações da festa
na colina vaticana -- onde os pagãos tributavam homenagem às divindades do Oriente (inclusive
com sacrifícios [assassinatos] humanos, em especial, dos primitivos cristãos) e onde atualmente é o
Vaticano-- expressam o sincretismo da festividade, de acordo com as medidas de assimilação religiosa
adotadas pelo imperador romano Constantino.
Em dezembro era celebrada a festa dos Saturnais, dedicada ao deus Saturno, que durava cerca de
quatro dias ou mais. Segundo criam os pagãos romanos, este deus habitava no Lácio - nome proveniente
de ter ele se escondido naquela região - Lateré - que significa esconder-se, ocultar-se. E tendo sido
recebido pelos homens, lhes ensinou a agricultura, trazendo, segundo a lenda, a chamada "Idade do
Ouro".
As Saturnais procuravam repetir esse período, fazendo uma espécie de feriado, quando ninguém
trabalhava, os tribunais e escolas eram fechados, havendo nessa festa um fato importante: "os escravos
recebiam permissão temporária para fazer tudo o que lhes agradasse, e eram servidos pelos amos."
Anteriormente, era coroado um rei, que fazia o papel de Saturno, quando "usufruía de todas as
prerrogativas daquele deus durante um tempo e depois morria, por sua própria mão ou sacrificado." Esta
festa era uma espécie de carnaval e se dava na época do inverno.
Baal, um deus adorado pelos cananeus, cujo nome significa "senhor", era considerado o deus das
montanhas, das tempestades e da chuva. Simbolizava a plenitude da vida e em sua mão estava o poder
de provocar as chuvas, o nascimento das fontes e a fertilidade da terra.
Quando o Império Romano conquistou várias partes do mundo antigo, essa divindade acabou entrando
no panteão romano, através de escravos importados e mercenários sírios, tendo grande aceitação
principalmente porque os romanos procuravam "novas experiências espirituais"
No seu culto eram imoladas (sacrificadas) crianças e adolescentes, a ponto de seus rituais serem
proibidos pelo imperador Adriano (76-138 DC). Então sua prática passou para a clandestinidade e,
posteriormente, como as religiões egípcias, seus cultos foram depurados e desligados das tradições
bárbaras. Logo, se transformaram em "severos códigos morais", elevando-se à "sabedoria dos mistérios".
Um outro deus - Mitra - deus indo-iraniano - era muito apreciado no exército romano, onde apenas
homens participavam em recintos fechados - grutas - chamados de "Mithraeum" ou "Spelaeum", muito
comum dentro de Roma. Era uma religião de iniciação secreta, com graus semelhantes aos existentes na
maçonaria.
Mitra era adorado como deus-sol, e comemorado entre os dias 24 e 25 de dezembro, quando, segundo a
lenda, teria nascido de uma enorme rocha. Seu nome, de raiz indo-européia, significa: "troca", "contrato" e
"amizade", justamente como é considerado "amigo de todos".
Como Baal e Mitra já eram conhecidos dos romanos, Aureliano (212-275 DC), imperador de Roma,
estabeleceu, no ano de 273 dC. o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro - "Natalis Solis Invicti" -
que significa: "nascimento do Sol invencível".
Foi a partir desse ponto que todas as forças do paganismo se uniram, não somente para enfatizar o
culto ao Sol, mas também para fazer prevalecer um dos pontos que unia as várias religiões pagãs
de diversos povos. Muito coincidentemente os deuses pagãos faziam aniversário no mesmo dia, o que
tornou a data muito respeitada, aprazada, querida e venerada por muitos.
Naqueles dias o avanço dos cristãos começou a ameaçar o paganismo. Então, Satanás usou a tática de
unir todas as forças na luta contra a Verdade (semelhantemente ao que fez ao instigar a construção da
Torre de Babel) - e uniu os pontos em comum das religiões pagãs, para manter os rituais e os segredos
das iniciações - consideradas abominações diante de Deus. E, ao invés de atacar frontalmente a igreja do
Senhor Jesus, procurou aliciar, enganar e infiltrar as doutrinas de iniciação aos mistérios para dentro da
igreja. Um dos resultados disso foi o catolicismo romano.
Concluímos, portanto, que ao se estabelecer essa data comemorativa o objetivo principal não era dar
honras e glórias a Jesus e sim aos deuses do paganismo.
Mas para que o plano desse certo, apareceu o Imperador romano Constantino (313-337 d.C.), usando
uma nova maneira de abordar os cristãos. Segundo uma lenda, antes da batalha de Mexêncio, ele teve
uma visão da cruz contra o sol, e uma mensagem que dizia, "com este sinal vencerás". Constantino era
adorador do deus Sol e na sua visão foi o sol que falou com ele (e não Jesus). Conseguindo a vitória,
Constantino, aparentemente, apoiou os cristãos e decretou o Édito de Milão em 313, dando liberdade de
culto aos cristãos e trocando, dessa forma, a perseguição pela tolerância tão desejada.
Mas também "estava resolvido a recompensar a religião de seu novo patrono de maneira digna de um
Imperador Romano". Concedeu privilégios e doou grandes somas de dinheiro às igrejas cristãs de todas as
municipalidades.
Constantino "legalizou" o cristianismo perante o mundo pagão e "os sacerdotes cristãos tiveram direito à
mesma isenção fiscal concedida aos de outras religiões". Na verdade, ele igualou o "cristianismo" com
o paganismo (ecumenismo). E realmente foi uma boa estratégia. Os cristãos, antes cruelmente
perseguidos, agora, receberam do imperador a liberdade de culto, e passaram a enfrentar um novo
problema: a interferência do Estado na Igreja. Constantino comprou os sacerdotes romanos, conseguiu
aliciar, e de fato - governou a igreja de Roma, e introduziu nela os ritos pagãos.
Como adorador do Sol, não resta dúvida a sua influência: ele fez do dia 25 de dezembro uma festa
cristã, para que se celebrasse o nascimento de Cristo. Ele fez da festa de Mitra, Baal, Osíris, Apolo e
outros deuses abomináveis, a festa do nascimento de Cristo - Uma forma de sincretismo religioso (religião
ecumênica).
A New Schaff-herzog Enciclopedia of Religious Knowledge (Enciclopédia de conhecimentos religiosos)
registra que atividades pagãs, como a Saturnália, estavam "profundamente arraigadas nos costumes
populares para serem abandonadas pela influência cristã". Segundo a Enciclopédia Americana, edição
1944, "o costume cristão, em geral, era celebrar a morte de pessoas importantes, em vez do
nascimento". Mesmo hoje, a Igreja Romana considera a morte e ressurreição os momentos
determinantes de salvação da humanidade - o sacrifício do Cristo -, e não o natalício. Mas como o costume
pagão de festejar o solstício era forte demais para ser debelado, as autoridades religiosas optaram por
festejarem o nascimento de Jesus. A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal cristão
"oficial" foi celebrado no ano 336 d.C. pela Igreja ocidental, à época do imperador romano cristão Flávius
Valérius Constantinus (274-337). Mas só depois do século V a Igreja oriental adotou a celebração.
Pregadores cristãos do ocidente e do Oriente próximo protestaram contra a irreverência com que se
celebrava o nascimento de Cristo e os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de
idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como cristã a festividade pagã. Sírios e armênios acreditavam
que Jesus teria nascido em 6 de janeiro e que os romanos, idólatras e adoradores do Sol, anteciparam a
festa para 25 de dezembro.
Essa data tem a ver com a festividade da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-
24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o e o nascimento do "Novo Sol"... Estas
festividades pagãs eram acompanhadas de bebedices e orgias...
As civilizações gregas e romanas introduziram nos seus costumes as celebrações saturnais, que
consistiam em festejos dedicados ao deus-sol, denominados NATAALIS SOLIS INVICTI, ou seja: "o
nascimento do sol invencível".
Celebrado de forma semelhante à dos persas, no solstício do Inverno, este ritual tinha a ver com o fato
de o período do dia diminuir em relação ao da noite até 24 de Dezembro (do calendário atual) e daí em
diante começa a aumentar até ao mês de Julho.
Os festejos iam do dia 17 de Dezembro até ao dia 24, e neles o povo entregava-se às mais incríveis
depravações: grandes orgias, danças, em flagrante loucura, não havendo qualquer respeito humano.
Estas festividades pagãs estavam profundamente amigadas nos costumes populares, para serem
abandonadas pela influência "cristã" oficial. Como eram acompanhadas de orgias, agradavam tanto, que
os "cristãos oficiais de Roma" viram com agrado uma desculpa para continuarem a celebrá-la sem grandes
alterações no espírito e na forma.
Qual seria a data correta do nascimento de Jesus Cristo? A questão não é tão simples, pois nos
registros bíblicos constam a contagem de tempo pelo tempo de duração dos mandatos, reinados ou
impérios dos imperadores romanos (os quais costumavam aumentar a quantidade de meses e dias do ano
para durarem mais tempo no poder), pelos aniversários de fundação das cidades romanas, pela suposta
data de nascimento de Cristo, por um calendário diferente do qual usamos atualmente, há, ainda, as
implicações das diferenças de início e fim do dia e da noite e das diferenças de quantidade de dias e de
meses do ano entre os calendários, ainda mais que estes valores oscilam frequentemente, somando-se ao
fato de que a data de inicio do ano é diferente em alguns calendários e, mesmo assim, esta foi modificada
várias vezes no decorrer dos séculos, como também mudaram alguns meses de lugar/ordem e ora
acrescentaram, ora excluíram alguns meses do calendário, etc., além do que tivemos o nosso calendário
modificado, corrigido, alterado, reformado várias vezes, ora suprimindo, ora aumentando a quantidade de
dias; ora alterando o ano para frente, ora para trás; etc. Assim fica-se complicado responder, com
convicção e certeza, a simples pergunta: “que dia Jesus Cristo nasceu?” em razão da resposta ser
mecânica e condicionada por uma mera presunção convencionada ou imposta pelos governantes; que
nem todos os calendários estão padronizados e que em questões históricas a conversão de calendários
não é algo relativamente simples. Somente socorrendo-se à astronomia, em razão da estrela que guiou os
reis magos, é que se consegue determinar com exatidão a data do nascimento de Jesus Cristo e a data de
sua crucificação, em razão do eclipse ocorrido (Mt 27:45, Lc 23:44, Mc 15:33), somando-de, ainda, nesse
caso, a questão do terremoto ocorrido (Mt 27:52-53 e 28:1).

Existem vários calendários, os quais foram sendo usados concomitantemente, alternadamente,


substituídos e “corrigidos” no decorrer dos séculos.
Em geral os Calendários se baseiam nos ciclos do Sol e/ou da Lua, que são os objetos celestes que
mais chamam a atenção do homem. Existem algumas exceções como o Calendário dos Maias (2.000 a
1.500 AC) que além da Lua e do Sol, baseava-se também no planeta Vênus. O caminho diário do Sol no
céu muda em ciclos. Esses ciclos também poderiam ter sido observados, pela primeira vez, através do
movimento do Sol em relação ás estrelas. Temos aí o "ano". Seria muito simples (e quem sabe, definitivo!)
fazer um Calendário se os ciclos que determinam o ano (translação da Terra em torno do Sol) e o mês
lunar (translação da Lua em torno da Terra) compreendessem um número inteiro de dias (rotação da Terra
em torno de seu próprio eixo) e fossem perfeitamente comensuráveis entre si. Pra complicar mais as
coisas, a duração desses ciclos oscila constantemente em torno de uma média que também varia
ao longo dos séculos.
Existem indícios que mesmo em eras pré-históricas, alguns homens já se preocupavam em marcar o
tempo. Na Europa, há 20.000 anos, caçadores escavavam pequenos orifícios e riscavam traços em
pedaços de ossos e madeira, possivelmente contando os dias entre fases da Lua.
Há 5.000 anos, os Sumérios tinham um Calendário bem parecido com o nosso, com um ano dividido em
12 meses de 30 dias, o dia em 12 períodos e cada um desses períodos em 30 partes.
Há 4.000 anos, na Babilônia, havia um calendário com um ano de 12 meses lunares que se alternavam
em 29 e 30 dias, num total de 354 dias.
Os egípcios inicialmente fizeram um calendário baseado nos ciclos lunares, mas depois notaram que
quando o Sol se aproximava da "Estrela do Cão" (Sírius), estava próximo do Nilo inundar. Notaram que
isso acontecia em ciclos de 365 dias. Com base nesse conhecimento eles fizeram um Calendário com um
ano de 365 dias, possivelmente inaugurado em 4.236 AC. Essa é a primeira data registrada na história.
Quando Cabral chegou por aqui, encontrou os nossos índios medindo o tempo pelos ciclos lunares. O
Francês Paulmier de Gonneville na sua viagem ao Brasil em 1503-1504 teria levado no seu retorno à
França, o filho do chefe dos Carijós, com a promessa de trazê-lo de volta no prazo de 20 Luas (Livro: Vinte
Luas; autor: Leyla Perrone-Moisés; editora: Companhia das Letras).
O dia solar, verdadeiro intervalo de tempo entre duas passagens consecutivas do Sol pelo meridiano
dum lugar, varia entre 23 h 59 m 39 s e 24 h 00 m 30 s. Estas variações, devidas às desigualdades que
afetam a ascensão reta do Sol, obrigam-nos a utilizar um dia civil, com a duração de 24 horas. Este dia,
definido em função do dia solar médio, começa à meia-noite e termina à meia-noite seguinte.
A lunação, intervalo de tempo entro duas conjunções consecutivas da Lua com o Sol, também não é um
valor constante, mas varia entre 29 dias e 6 horas e 29 dias e 20 horas. O seu valor médio, conhecido
com grande precisão, é de 29 d 12 h 44 m 02,8 s. A revolução sinódica da Lua está na origem dos
calendários lunares, em que os meses têm alternadamente 29 dias e 30 dias. O seu valor médio é,
portanto, de 29,5 dias, diferindo 44 m do mês sinódico.
O ano sideral, duração da revolução da Terra em torno do Sol com relação às estrelas, é igual a
365,2564 dias solares médios ou 365 d 06 h 09 m 09,8 s. É este ano que intervém na terceira lei de Kepler
da mecânica celeste, ao ligar as durações das revoluções dos planetas com os eixos maiores das órbitas.
O ano tropical, tempo decorrido entre duas passagens consecutivas do Sol médio pelo ponto vernal
(com relação ao Equinócio Vernal, isto é, com relação ao início das estações), é atualmente de 365,2422
dias solares médios ou 365 d 05 h 48 m 45,3 s. É mais curto do que o ano sideral, devido à precessão dos
equinócios, que faz retrogradar o ponto vernal de 50,24 segundos de arco por ano. É o ano trópico que
regula o retorno das estações e que intervém nos calendários solares. Devido ao movimento de precessão
da terra, o ano tropical é levemente menor do que o ano sideral. O calendário se baseia no ano tropical. O
"ano tropical" é assim definido a partir do posicionamento do caminho diário do Sol no céu e equivale ao
ciclo das estações. Atualmente corresponde a 365,242190 dias, mas ele varia. Em 1900 correspondia a
365,242196 dias e em 2100 corresponderá a 365,242184 dias.
Esses números, entretanto, são médias. Devido à influência de forças gravitacionais de outros planetas,
a duração de um ano tropical, em particular, pode variar por vários minutos em relação a essa média. O
tempo decorrido entre duas Luas Novas é chamado de "mês sinódico" e atualmente corresponde a
29,5305889 dias; mas ele também varia. Em 1900 correspondia a 29,5305886 dias e em 2100
corresponderá a 29,5305891 dias.
Também aqui estamos falando de médias. O tempo decorrido entre duas Luas Novas pode variar por
várias horas devido a uma série de fatores, tais como a inclinação orbital da Lua. Como o ano tropical não
corresponde a um múltiplo inteiro do mês sinódico, não podemos ter um Calendário que mantenha uma
relação intrínseca entre os seus dias e o posicionamento do Sol no céu (Calendário Solar) ao mesmo
tempo que mantém essa mesma relação entre os seus dias e o posicionamento da Lua no céu (Calendário
Lunar).
Entretanto 19 anos tropicais correspondem a 234,997 meses sinódicos (quase um número inteiro).
Assim sendo, em um Calendário Solar como o nosso (dito cristão), a cada 19 anos as fases da Lua se
repetem nas mesmas datas.
Na atualidade existem aproximadamente 40 Calendários sem uso no mundo, que podem ser
classificados em três tipos básicos:
1) O Calendário solar surgiu entre as populações agrícolas. É baseado no tempo real gasto pela Terra
para completar uma volta completa ao redor do Sol (movimento de translação = movimento da Terra em
torno do Sol). Os meses não têm conexão com o movimento da Lua. O ano solar, também chamado de
tropical, tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. A soma das seis horas (arredondamento de
5h48m46s) que sobram a cada ano resulta no ano bissexto a cada quatro anos, quando o mês de fevereiro
tem um dia a mais. Assim, possui anos de 365 ou 366 dias divididos em 12 meses. No calendário
gregoriano, usado pelos governos da maioria dos países, não são bissextos os anos seculares, ou seja, o
último de cada século. A exceção são os divisíveis por 400, como o ano 2000. Exemplo: Calendário
“Cristão”.
Os egípcios foram o primeiro povo a usar o calendário solar, embora os seus 12 meses, de trinta dias,
fossem de origem lunar. O calendário instituído em Roma, por Júlio César, reformado mais tarde pelo papa
Gregório XIII e atualmente adotado por quase todos os povos, é do tipo solar, e suas origens remontam ao
Egito.
O calendário solar segue unicamente o curso aparente do Sol, fazendo coincidir, com maior ou menor
precisão, o ano solar com o civil, de forma que as estações recaiam todos os anos nas mesmas datas.
2) O Calendário lunar nasceu entre os povos de vida nômade ou pastoril e os babilônicos foram os
primeiros, na antiguidade, a utilizá-lo. Os hebreus, gregos e romanos também dele se serviram. Com Júlio
César, Roma adotou um calendário solar que predominou entre as populações agrícolas.
A base do calendário lunar é o movimento da Lua (fases da Lua) em torno da Terra, isto é, o mês lunar
sinódico, que é o intervalo de tempo entre duas conjunções da Lua e do Sol. O dia começa com o pôr-do-
sol. O ano não tem conexão com o movimento da Terra em torno do Sol. O ano é composto de 12
lunações de 29 dias e 12 horas (ou seja, meses de 29 e 30 dias intercalados), num total de 354 ou 355
dias.
Como a sua duração é de 29 dias 12 horas 44 minutos e 2,8 segundos, o ano lunar (cuja denominação é
imprópria) de 12 meses abrangerá 254 dias 8 horas 48 minutos e 36 segundos. Os anos lunares têm que
ser regulados periodicamente, para que o início do ano corresponda sempre a uma lua nova. Como uma
revolução sinódica da Lua não é igual a um número inteiro de dias, e os meses devem também começar
com uma lua nova, esse momento inicial não se dá sempre numa mesma hora. Por sua vez, na
antiguidade, e mesmo depois, houve freqüentes erros de observação desse início.
Para que os meses compreendessem números inteiros de dias, convencionou-se, desde cedo, o
emprego de meses alternados de 29 e 30 dias. Mas como o mês lunar médio resultante é de 29 dias e 12
horas, isto é mais curto 44 minutos e 2,8 segundos do que o sinódico, adicionou-se, a partir de certo
tempo, um dia a cada trinta meses, com a finalidade de evitar uma derivação das fases lunares. Por outro
lado, como o ano lunar era de 354 dias, observou-se que havia uma defasagem rápida entre o início do
mesmo e o das estações. Procurou-se eliminar essa diferença, intercalando-se periodicamente um mês
complementar, o que originou os anos lunissolares.
O calendário muçulmano é o único puramente lunar ainda em uso. Note que os meses de um
Calendário Lunar, como o Islâmico, sistematicamente vão se afastando dos meses de um
Calendário Solar, como o nosso (dito Cristão).
3) Calendário Lunisolar. Os anos estão relacionados com o movimento da Terra em torno do Sol e os
meses com o movimento da Lua em torno da Terra. Exemplo: Calendário Hebreu, judaico ou de Israel.
O Calendário Hebreu possui uma seqüência de meses baseada nas fases da Lua, mas de tempos em
tempos um mês inteiro é intercalado para o Calendário se manter em fase com o ano tropical.
Assim, baseia-se o calendário lunissolar no mês lunar, mas procura fazer concordar o ano lunar com o
solar, por meio da intercalação periódica de um mês a mais. O mês é determinado em função da revolução
sinódica da Lua, fazendo começar o ano com o início da lunação. Para que a entrada das estações se
efetue em datas fixas, acrescenta-se um mês suplementar, no fim de certo número de anos, que formam
um ciclo. Os babilônicos, chineses, assírios, gregos e hindus utilizaram calendários lunissolares.
Atualmente, os judeus - que adotaram o calendário babilônico na época do exílio - e os cristãos se valem
desse sistema para determinar a data da Páscoa.
O protótipo atual de calendário lunar é o calendário islâmico; do calendário solar é o calendário
gregoriano (versão atual do dito calendário cristão); e o do calendário luni-solar é o calendário
israelita.
Em suma, o calendário dito cristão é solar e o judaico lunar (Luach). Por ser solar, o calendário dito
cristão torna-se bissexto a cada quatro anos. O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, está
baseado no movimento lunar, quando cada mês (com 29 ou 30 dias) se inicia com a lua nova. Se
comparado com o calendário gregoriano, temos em um ano solar 12,4 meses lunares, ocorrendo uma
diferença a cada ano de aproximadamente 11 dias. Para compensar essa diferença, a cada ciclo de 19
anos acrescenta-se um mês inteiro (Adar II), o ano de 13 meses ou embolísmico.
Definição e início do dia e da noite: Nos calendários lunares e lunissolares o dia tem sempre início com
o pôr-do-sol, como ocorre ainda hoje, nos calendários judeu e muçulmano. No calendário solar, o dia
começa com a saída do Sol, como no antigo Egito. Na Mesopotâmia o dia, para as observações
astronômicas, começava à meia-noite, embora o calendário usual partisse do anoitecer. Os chineses e
romanos adotaram também a meia-noite para o início do dia, uso que é seguido pelo calendário gregoriano
(atual versão do dito calendário cristão).
Convém esclarecer que até 1925 o tempo solar médio era contado em astronomia a partir do meio-dia,
para que as observações noturnas caíssem sempre dentro do mesmo dia e não a partir da meia-noite,
como é usual no tempo civil. O dia solar médio era então chamado dia astronômico. A partir de 1925, por
acordo internacional, os dias solares médios passaram a contar-se com início à meia-noite tanto em
astronomia como na vida civil e a designação de dia astronômico caiu em desuso. Mas os dias do período
juliano, que começaram a contar-se de meio-dia a meio-dia segundo o uso astronômico da época,
continuam a contar-se da mesma maneira, por razões óbvias de continuidade da escala.
Paralelamente a esse sistema, flui o conceito de "semana", em que os dias estão agrupados em
conjuntos de sete. Esses conjuntos vão se sucedendo sem manter relação direta com a Lua, o Sol ou
qualquer outro astro. O conceito de semana surgiu da necessidade religiosa de se homenagear cada
uma das sete divindades astronômicas então conhecidas (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter
e Saturno) comum dia diferente para cada.
No Império Romano, a astrologia acabou introduzindo, no uso popular, a semana de sete dias
(septimana, isto é, sete manhãs, de origem babilônica). Os nomes orientais foram substituídos pelos
latinos, do Sol, da Lua e de deuses equiparados aos babilônicos. Por influência romana, os povos
germânicos adotaram a semana, substituindo, por sua vez, os nomes das divindades latinas por
aqueles das suas, com que mais se assemelhavam, exceção feita de Saturno, cujo nome se
limitaram a adaptar.
Com a Igreja Católica, o nome do dia do Sol passou de Solis dies a Dominica (dia do Senhor, Dominus)
e o Saturni dies (dia de Saturno) foi substituído por Sabbatum, dia do descanso (santificado). As línguas
romanas, com exceção do português, conservaram as formas derivadas dos antigos nomes latinos, com
essas alterações.
"A substituição do sábado pelo domingo, (em inglês sunday, isto é, dia do sol) foi feita para agradar aos
pagãos adoradores do sol. E a influência do maniqueísmo, que identificava o Filho de Deus com o sol
físico, proporcionou a esses pagãos do século 4º, agora convertidos em massa ao cristianismo, o pretexto
necessário para chamar á sua festividade pagã de 25 de Dezembro o dia de nascimento do «filho de
Deus»". (in Enciclopédica de Conhecimentos Religiosos. Schaff - Heazog). Assim quando dizem que
“Domingo é dia de Deus ou do Senhor” não estão se referindo a Jesus Cristo, mas sim aos deuses
pagãos, vez que as Escrituras dizem que o Sábado que é o dia do Senhor Jesus Cristo (Êxodo
16:23, Mateus 12:8).
O português adotou integralmente a nomenclatura hebdomadária do latim litúrgico cristão, que designou
os dias compreendidos entre o domingo e o sábado por sua sucessão ordinal depois do primeiro dia da
semana.
No grego moderno prevaleceu prática semelhante. Em várias línguas germânicas, a cristianização dos
respectivos povos acarretou a substituição do dia de Saturno pelo de véspera do domingo (Sonnabend ou
Samstag, alemão) ou, ainda, dia do Senhor (Lördag, sueco).
O domingo conservou o nome de dia do Sol. Em algumas línguas germânicas, o antigo dia de Odin
tornou-se o de meio da semana (Mittwoch, alemão), que corresponde à quarta-feira.
Os similares germânicos de Marte, Mercúrio, Jove (Júpiter) e Vênus eram, respectivamente, Ziu ou Tiwaz
ou Tyr; Wodan ou Odin; Thor ou Donar; Frija ou Frigg ou Freya.
Domingo: dia do Senhor. Dedicado ao Sol. O astro-rei era tudo para o homem primitivo: espantava as
trevas, aquecia os corpos, amadurecia as colheitas. Enfim, o Sol era Deus; daí a designação de Dia do
Senhor entre os latinos.
Segunda-feira: dia da Lua. Depois do Sol e sempre no céu, a Lua era a impressão mais forte recebida
pelo homem. Influía nas marés, no plantio, no corte das madeiras, talvez mesmo no nascimento das
crianças. Daí a atribuir-lhe um dia da semana.
Terça-feira: dia de Marte. Na escala dos poderes que governavam os céus, as trevas e os seres
humanos, Marte pontificava. Era o senhor da guerra e, portanto, dos destinos das nações e dos povos. A
sua influência era tão grande que, inclusive, no calendário romano lhe foi destinado um mês (Março).
Quarta-feira: dia de Mercúrio. Era o deus do comércio, dos viajantes e dos ... ladrões! Mensageiro e
arauto de Júpiter, protegia os comerciantes e os seus negócios; dada a importância que estas criaturas
tiveram em todos os tempos e em todos os lugares, alcançaram para o seu deus a consagração de um dia
da semana.
Quinta-feira: dia de Júpiter. Honraria conferida ao pai dos deuses pagãos, comandante dos ventos e
das tempestades. Daí a idéia de lhe atribuir um dia da semana, talvez para aplacar a sua fúria.
Sexta-feira: dia de Vênus. Nascida da espuma do mar para distribuir belezas pelo mundo, Vênus
representava para os pagãos os ideais da formosura, da harmonia e do amor carnal (sexo). Daí a razão de
merecer a homenagem de um dia da semana.
Sábado: dia de Saturno. Saturno, deus especialmente querido dos Romanos, foi despojado, pelo uso e
pelo tempo, da homenagem consistente em dar nome a um dia da semana. Em Roma eram celebrados
grandes festejos em sua honra as Saturnais realizadas em Dezembro e que se prolongavam por vários
dias. Mas a homenagem a Saturno, correspondente a um dia da semana, perdeu-se nas línguas latinas,
em que se deu preferência ao termo hebraico Shabbath, que significa repouso, indicado na velha lei
judaica como sendo o dia dedicado ao descanso e às orações. Mas a língua inglesa permaneceu fiei ao
velho Saturno, chamando ainda ao seu sábado Saturday.

Latim Italiano Francês Espanhol Português


Dies Dominica Domenica Dimanche Domingo Domingo
(Dia do Senhor)
Lunae dies Lunedi Lundi Lunes Segunda-feira
(Dia da Lua)
Martis dies Martedi Mardi Martes Terça-feira
(Dia de Marte)
Mercurii dies Mercoledi Mercredi Miércoles Quarta-feira
(Dia de Mercúrio)
Jovis dies Giovedi Jeudi Jueves Quinta-feira
(Dia de Júpiter)
Veneris dies Venerdi Vendredi Viernes Sexta-feira
(Dia de Vénus)
Saturni dies Sabbato Samedi Sábado Sábado
(Dia de Saturno)

Os mais primitivos calendários do velho Continente, de que a História nos proporciona uma informação
concreta, são o hebreu e o egípcio. Ambos tinham um ano civil de 360 dias: curto para representar o ciclo
das estações, mas grande para corresponder ao chamado "ano lunar", que se define como um período de
tempo igual a 12 lunações completas existentes no ano trópico, ainda desconhecido.
Não satisfeitos com o ano de 360 dias, estes povos procuraram aperfeiçoar o seu calendário, embora
seguindo caminhos diferentes. Os hebreus voltaram-se para o sistema luni-solar, ajustando os meses com
o movimento sinódico da Lua e coordenando o ano com o ciclo das estações. Por sua vez, os egípcios
abandonaram por completo o sistema lunar para seguir unicamente o ciclo das estações, tal como as
observavam no Egito, visto desconhecerem ainda a duração do ano trópico.
Depois de muitas reformas, por volta do ano 5000 a.C., os egípcios estabeleceram um ano civil invariável
de 365 dias, conservando a tradicional divisão em 12 meses de 30 dias e 5 dias adicionais no fim de cada
ano. O atraso aproximado de 6 horas por ano em relação ao ano trópico motivou que, lentamente, as
estações egípcias se fossem atrasando, originando uma rotação destas por todos os meses do ano. Por
esse motivo, os egípcios começaram uma cuidadosa observação no ano 2783 a.C., comprovando que em
1323, também a.C., as estações voltavam a coincidir nas mesmas datas do calendário. A este período de
1461 anos egípcios e que corresponde a 1460 anos julianos, deu-se o nome de período sotíaco, de Sothis
ou Sírius, em cujo nascimento helíaco se basearam as observações.
Apesar desta comprovação, os egípcios não fizeram qualquer correção no seu ano vago e um segundo
período sotíaco seria iniciado em 1323 a.C. Porém, no ano 238 a.C., houve uma tentativa para reformar o
calendário egípcio por forma a pô-lo de acordo com o ciclo das estações mas sem êxito, devido à oposição
de determinadas classes sacerdotais. Só no ano 25 a.C. foi adotada a reforma juliana, introduzindo, de 4
em 4 anos, 6 dias adicionais em vez de 5.
Os gregos estabeleceram um ano lunar de 354 dias, que dividiram em 12 meses de 30 e 29 dias,
alternadamente. Por conseguinte, tinha menos 11 dias e 6 horas do que a ano trópico, sendo necessário
fazer intercalações para estabelecer a devida correspondência. Estas intercalações tinham o nome de
dietérida (ciclo de dois anos; trietérida, ciclo de três anos, etc). Os meses, como no calendário egípcio,
eram dedicados aos deuses e neles se celebravam festas, não só em honra do deus correspondente,
mas também muitas outras dedicadas aos astros, às estações, etc.
A escolha dos nomes para os meses, procurou contemplar os imperadores e as divindades do
culto pagão professado na antiguidade.
Entretanto, no governo de Numa Pompílio, essa seqüência foi modificada; deslocando-se para o início do
ano solar o 11º mês (Januarius).
Com a ascensão de Caio Júlio César ao governo de Roma, Sosígenes, astrônomo alexandrino,
atendendo a vontade do imperador, procede a primeira reforma estrutural do calendário em 46dc,
passando a governar-se pelo curso do ano solar, cuja duração média foi fixada em 365 dias e 6 horas com
início em 1º de Januarius.
A denominação dos nomes referentes a Januarius e Februarius era uma homenagem à deuses
mitológicos Janus e Febo, daí a tradição de se festejar até hoje com um feriado os dias 1º de Janeiro e em
alguns paises 2º dia do mês de Fevereiro. Um pouco mais tarde, mudaram o nome dos meses Quintilis e
Sextilis para Julius e Augustus, homenageando assim os imperadores que possuíam esses nomes.
Em meados do séc.XVI, o papa Gregório XIII promove mais uma mudança no calendário Juliano através
da burla intergravíssimas; conservando entretanto o costume romano de origem mesopotâmica de marcar
o início do dia a meia noite. Estava criado então o calendário Gregoriano atual.
Com a oficialização da religião Católica como religião do Império Romano, as festas bíblicas
então, deixaram de serem cumpridas como eram até então, e passaram a ser cumpridas dentro de
um programa de associação com as festas pagãs romanas.
Calendário Egípcio - Esse calendário foi o primeiro a ser determinado por regras fixas. Consistia de 12
meses de 30 dias seguidos por 5 dias adicionais ao final do ano. Não havia correção para o ano trópico.
Como conseqüência, o ano egípcio retrocedia em um ciclo de 1460 anos com respeito ao ano
trópico. Esse período era conhecido como “ciclo sótico''. Havia três estações determinadas pelo fluxo do
Nilo: Cheias; Semeio e Colheita. A relação entre as estações definidas pelo Nilo e as estações naturais era
feita pelo nascer heliacal da estrela Sírius, conhecida dos egípcios pelo nome de Sothis, é a estrela
mais visível do nosso firmamento; já Vênus é o planet amais brilhante. A primeira aparição da estrela
no céu da manhã, depois da sua conjunção com o sol determinava o início da contagem das estações das
Cheias. Hoje a conjunção de Sírius com o sol se dá em 2 de julho e a primeira aparição subseqüente no
céu da cidade do Cairo é em 10 de dezembro. A origem deste calendário foi lunar. Ele regulava os festivais
em função das fases da lua. Aparentemente “ajustes'' foram feitos, a posteriori, para conformar tal
calendário a uma relação fixa com o calendário civil.
O calendário egípcio foi reconhecido pelos astrônomos gregos e tornou-se o calendário de referência da
astronomia por muito tempo. Copérnico usou-o para construir suas tábuas da lua e planetas.
Os egípcios, cujos trabalhos no calendário remontam a 4 milênios antes de Cristo, utilizaram inicialmente
um ano de 360 dias começando com a enchente anual do Nilo, que acontecia quando a estrela Sírius, a
mais brilhante estrela do céu, nascia logo antes do nascer do Sol. Mais tarde, quando o desvio na posição
do Sol se tornou notável, 5 dias foram adicionados. Mas ainda havia um lento deslocamento, que somava
1 dia a cada 4 anos. Então os egípcios deduziram que o comprimento do ano era de 365,25 dias. Já no
ano 238 a.C., o Rei Ptolomeu III ordenou que um dia extra fosse adicionado ao calendário a cada 4 anos,
como no ano bissexto atual.
Ptolomeu Euergetes tentou, em 238 aC introduzir o sexto dia para cada quatro anos, sugerindo algo
como o ano bissexto moderno. No entanto sua proposta não teve eco. Seus argumentos foram
considerados apenas sob o império romano na mão de Augusto (26-23 aC) que introduziu tal modificação
no calendário. Assim, no sentido de corrigir deslocamentos já mensurados, o ano egípcio correspondente a
23-22 aC em 29 de agosto do chamado calendário juliano, foi introduzido um dia a mais. O ano egípcio
correspondendo 23-22 aC possui o mês correspondente a agosto com 30 dias. A partir de então, este
mesmo mês voltou a possuir 29 dias salvo nos anos bissextos, quando tinha um dia a mais. Esse novo
calendário passou a se chamar Alexandrino.
Esta reforma não foi aceita integralmente e os dois calendários permaneceram paralelos até pelo menos
238 dC. Os astrônomos e astrólogos mantiveram a notação antiga. Ptolomeu usava-o, salvo no tratado de
fenômenos anuais em que o novo calendário tinha mais conveniência.
Os persas adotaram o antigo calendário egípcio em 500 aC. Não é bem certo se foi adotado exatamente
ou com modificações. Os armênios ainda o adotam. Os três últimos meses do calendário armênio
correspondem exatamente aos três primeiros do antigo calendário egípcio. Em seguida vêm os cinco dias
finais, característicos deste. O calendário alexandrino é ainda usado na Etiópia, na igreja Cóptica e para
fins de agricultura no moderno Egito e vizinhos do norte da África.
O calendário babilônico-persa. À semelhança do calendário judaico, o ano babilônico era lunissolar,
consistindo em 12 meses de 29 ou 30 dias cada, totalizando 354 ou 355 dias. Como o ano lunar é
aproximadamente 11 dias mais curto que o ano trópico, acrescentava-se um segundo mês Ululu, o sexto
mês, ou um segundo mês Addaru, o décimo segundo mês, a cada 2 ou 3 anos. Com o décimo terceiro
mês, o ano passava a ter 383 ou 384 dias. O ciclo de 19 anos é considerado uma descoberta dos povos
mesopotâmicos, que, posteriormente passou às monarquias selêucida e arsácida e, por intermédio delas,
aos judeus. Por volta de 432 A.C., o astrônomo ateniense Méton organizou esse ciclo, determinando que o
terceiro, o sexto, o nono, o décimo primeiro, o décimo quarto, o décimo sétimo e o décimo nono anos
fossem constituídos de 13 lunações. Daí surgiu o nome de "Ciclo Metônico", pelo qual é mais comumente
conhecido o ciclo de 19 anos. Os nomes dos meses babilônicos são: 1) Nisanu, 2) Aiaru, 3) Simanu, 4)
Duzu, 5) Abu, 6) Ululu, 7) Tashritu, 8) Arahsamnu, 9) Kislimu, 10) Tebetu, 11) Shabatu e, 12) Addaru.
Calendário Babilônico - Um dos calendários mais antigos do mundo, possui 12 meses lunares, de 29
ou 30 dias cada um, cujo início é assinalado pelo aparecimento da lua nova. O ano babilônico tem 354
dias, 11 dias a menos que o solar. Para resolver essa defasagem, acrescenta-se um mês complementar
(13º mês) a cada três anos. Os meses babilônicos são tishrê, cheshvan, kislev, tevet, shevat, adar, nissan,
iyar, sivan, tamuz, av e elul. O 13º mês é introduzido após elul ou adar, conservando o mesmo nome do
anterior seguido da indicação de segundo. Por volta de 480 a.C., os babilônios adotam um ciclo de 19
anos, adicionando os meses complementares a cada sete anos. Assim, conseguem uma correspondência
mais adequada entre o ano lunar e o solar. O calendário babilônico influencia o calendário judaico
emprestando-lhe o mecanismo para compensar a defasagem em relação ao ano solar e o nome dos
meses do ano.
O calendário na Babilônia era constituído de 12 meses lunares. O primeiro dia do mês era declarado
quando aparecia a primeira lua no crepúsculo após a lua nova (que para eles era “sem lua''). Para ajustar
este sistema ao período definido pelas estações, um mês adicional era, casualmente, introduzido. O ano
iniciava na primavera com o mês “Nisannu''.
Os gregos, que adotaram o calendário babilônico fizeram uma modificação importante no ano de 432 aC
através do matemático ateniense Meton. Este introduziu um critério de correção do ano lunar, através de 7
intercalações num período de 19 anos, conhecido por ciclo metônico. O astrônomo Callippus de Cizicus,
em 330 aC, modificou este período, com uma correção a cada 4 desses ciclos, perfazendo um período de
76 anos, conhecido como período calípco, fazendo o ano médio, neste ciclo, valer 365,25 dias, muito mais
próximo ao ano trópico verdadeiro. Os babilônios adotaram essas correções 50 anos depois.
Apesar das modificações tornarem a contagem dos anos lunares ajustados ao ano trópico, o calendário
greco-babilônico não foi adotado em todas as regiões, visto que os países eram constituídos por cidades-
estados independentes. O resultado é que a datação de eventos na contagem do tempo juliano, por
exemplo, é bastante difícil.
A exemplo dos gregos, os romanos também adotaram o calendário babilônico. É dito que o
Rômulo, o fundador de Roma, proclamou o calendário baseado no grego nos anos de 700 aC.
Contudo, contavam-se apenas 10 meses, perfazendo 304 dias no ano: Martius, Aprilis, Maius, Junius,
Quintilis, Sextilis, September, October, November e December. Os últimos seis meses se referiam ao
número do mês no ano: quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono e décimo. Os 61 dias restantes caiam no
inverno. Aparentemente os romanos não faziam muita questão de considerá-los, pelo menos no início.
O Pontífice observava a lua após a lua nova e proclamava o início do mês. Tal ato se denominava
CALARE e dizia-se do KALEND como o primeiro dia do mês (o dia da proclamação). Ao mesmo tempo em
que marcava o KALEND o Pontífice também marcava o nones (quarto crescente) e o ides (lua cheia). A
tradição manteve o termo ides (em português, idos) como o dia 15 do mês. Na peça Júlio César, de
Shakespeare, um adivinho disse a César: “Cuidado com os idos de março''. No dia 15 de março, César
teria se encontrado com o adivinho e comentou: “Então, os idos de março chegaram'', ao que o adivinho
respondeu: “Mas não se foram''.
Segundo a literatura, o biógrafo grego Plutarco, que viveu no final do século I dC, confirma esta
passagem como verdadeira. O diálogo teria sido travado entre César e o astrólogo Spurinna. A expressão:
“Cuidado com os idos de março'' teria sido dito pelo astrólogo. Impressionado, César resolveu não sair da
cama, naquele dia. Diz-se, então, que seu amigo Decimus Albinus Brutus (o filho adotivo de César era
Marcus) convenceu-o que um homem de seu porte não podia se submeter a previsões supersticiosas de
um astrólogo. No caminho do Senado, que naquele dia se reunia no templo a Vênus, encontrou-se com
Spurinna e lançou-lhe a frase com desdém. A verdadeira resposta do astrólogo foi: “Os idos de março
chegaram, mas ainda não passaram''. César foi assassinado ao chegar, diante da estátua de Pompeu, no
dia 15 de março de 44 aC.
O termo nones para designar a lua em quarto crescente se deve ao fato que, sob certas condições entre
a lua nova (“sem lua'' para os romanos) e o quarto crescente decorrem 8 dias. Vide, por exemplo, o mês
de julho de 1998. No primeiro dia se dá a lua crescente e no dia nove foi a lua cheia. Procurando-se um
pouco, verifica-se o mesmo entre as luas nova e quarto crescente.
O termo Março vem de Marte, o deus romano da guerra. Tirando esse termo e os que denotam o número
do mês, os nomes dos outros meses são objeto de uma certa polêmica.
Abril: Enquanto existem aqueles que associam o termo a uma corruptela de Aphrodite, aphrilis, outros
dizem ter o nome relação com um herói mitológico ou deus chamado Aper ou Aprus.
Maio: Homenagem à deusa Maia, filha de Atlas. Junho: referência à deusa Juno. Contudo há referências
a alusões que maio e junho vêm de “velho'' e “jovem''.
Julho: Em uma revisão do calendário, em 8 aC, o imperador Augusto ofereceu a mudança de nome do
mês “quintilis'' para Julius em homenagem a grande imperador Júlio César, e de quebra, aproveitou e
mudou o mês “sextilis'' para Agosto ou Augustus.
O segundo rei de Roma, Numa Pompilius, adicionou os dois meses que faltavam no ano. Não há
consenso se os meses de janeiro e fevereiro tenham sido adicionados ao final do ano ou se janeiro tenha
sido acrescentado no início e fevereiro no fim. Sabe-se que já em 425 aC, janeiro se encontrava no início
do ano e o mês de fevereiro foi levado a intercalar entre janeiro e março. Uma corrente defende que, para
os romanos o ano iniciava em março e terminava em fevereiro. A reforma do calendário promovida por
Júlio César, criando o calendário juliano, acrescentou o ano bissexto. Fevereiro, que possuía, inicialmente,
23 dias, passou, mais tarde a ter 28 dias, ganhou um dia a mais, de quatro em quatro anos.
Janeiro é um nome que deriva da homenagem ao velho deus Janus, associado à origem do universo,
regendo o caos. O nome fevereiro parece derivar de februa, chicote de pele de carneiro com o que se
procurava “purificar'' ou “penitenciar-se''. Nos “idos'' deste mês, os romanos observavam o festival da
Lupercalia, quando mulheres estéries eram chicoteadas na esperança de se tornarem férteis. Tal
associação, contudo, dizem os historiadores ser improvável. De qualquer forma o verbo februare, parece
se relacionar com penitência.
Antes da reforma juliana, os meses chegaram a possuir, alguns, 22 ou 23 dias. O ano chegava a ter, no
máximo 355 dias. Para corrigir para o ano trópico, um mês era acrescentado. Chamava-se Mercedinus, em
referência a merces, ou salário, pois se dava na época do pagamento de empregados. Podia também se
chamar “intercalaris'', de onde a palavra moderna deriva.
Após a marcação de “Ides'', a metade do mês, a contagem se dava regressivamente. O período de
“kalendas'' era, portanto, o mais longo de todos. Cobrindo, logo após a proclamação da lua cheia até logo
depois da lua nova.
A duração do mês, as intercalações, etc, eram de atribuição dos Pontífices que a usavam, muitas
vezes, para suas conveniências, para alongar ou encurtar o período de um cargo eletivo, sendo
objeto de muita corrupção. A reforma juliana veio para colocar um fim a essas ações arbitrárias. Essa
reforma, também, fixou as datas, a contagem dos dias e a relação entre os meses, fazendo o calendário se
parecer bastante com o que se tem hoje.
Calendário romano - O primeiro calendário romano foi supostamente criado por Rômulo (fundador
lendário dessa cidade) em 753 a.C., ano de fundação de Roma, baseado no calendário egípcio. O ano tem
304 dias, divididos em 13 meses lunares, seis de 30 dias e quatro de 31. Inicia-se em 1º de março. Os 4
primeiros tinham nomes próprios dedicados aos deuses da mitologia romana e provinham de tempos
mais remotos, em que, provavelmente, se aplicaram às 4 estações; os 6 restantes eram designados por
números ordinais, indicativos da ordem que ocupavam no calendário
O calendário não concordava com o ano solar nem com o lunar, ou seja, tratava-se dum
calendário sem qualquer base astronômica. Adota a meia-noite para o início do dia. Os dez meses são:
martius (31 dias), o primeiro mês, consagrado a Marte, deus da guerra; aprilis (30 dias), dedicado a Apolo,
deus da beleza; maius (31 dias), dedicado a Júpiter, deus do Olimpo; junius (30 dias), dedicado a Juno,
esposa de Júpiter. Quintilis (31 dias), sextilis (30 dias), september (30 dias), october (31 dias), november
(30 dias), december (30 dias) significam sétimo, oitavo, nono e décimo. Numa Pompílio, rei que segundo
a tradição teria governado Roma depois de Rômulo, entre 715-673 a.C., dá ao calendário uma base
astronômica. Elabora um calendário composto de 355 dias, distribuídos em 12 meses (seguindo o
exemplo dos gregos). Supersticioso, Pompílio considera os dias pares azarados. Por isso, diminui um dia
dos seis meses de 30 dias. Aos seis dias junta mais 51, formando dois novos meses. Januarius, com 29
dias, é colocado sob a proteção de Janus, o deus da paz, representado por duas faces, uma olhando para
o passado (fim do ano) outra para o futuro (ano novo). Februarius, com 28 dias, azarado por ser número
par, é dedicado ao deus da purificação dos mortos, Februa. Sua denominação faz referência à "febre", é o
mês das doenças, considerado de mau agouro. Assim, o ano fica com 355 dias em vez de 354, que era o
valor do ano lunar dos gregos, para evitar o suposto azar de um número par, atribuindo o dia excedente a
Februarius, que passou a ter 28 dias.
Introduzindo em primeiro lugar o mês de Januarius, dedicado ao deus Jano e em último lugar o mês de
Februarius, dedicado ao deus Februa, ao qual os romanos ofereciam sacrifícios para expiar as suas faltas
de todo o ano. Este foi o motivo por que o mês de Februarius foi colocado no fim.
Em suma, Pompílio intentou fazer concordar o calendário com o ano solar, acrescentando 2 meses
(janeiro e fevereiro, respectivamente de 29 e 28 dias) e diminuindo 1 dia aos meses de 30 dias. Com essa
medida, Numa Pompílio acrescentou 51 dias ao calendário, resultando, portanto, num ano de 355 dias.
Um décimo terceiro mês, denominado de "Mercedonius", era acrescentado de 2 em 2 anos. Por
fatores diversos, essas intercalações não foram realizadas da maneira correta, o que desordenou o
calendário. Em 46 A.C., a diferença entre o ano civil e o ano trópico chegava a 80 dias.
Nova modificação é feita pelo quinto rei, Tarquínio Prisco. Essa modificação impede que o
calendário lunar acumule uma grande diferença em relação às estações do ano. Essa é a base dos
calendários Juliano e gregoriano.
Os romanos sentiram também a necessidade de coordenar o seu ano lunar com o ciclo das estações e
seguindo, de certo modo, o exemplo dos gregos, estabeleceram um rudimentar sistema luni-solar,
introduzindo no seu calendário, de dois em dois anos, um novo mês (13º): Mercedonius, assim chamado
por estas intercalações serem feitas na época em que os senhores outorgavam as suas mercês aos
escravos (uma espécie de gratificações voluntárias pelos serviços prestados).
O Mercedonius, cuja duração alternava de 22 ou 23 dias, intercalava-se entre 23 e 24 de Februarius, que
se interrompia, completando-se depois da mesma. O ano assim formado tinha, em média, 366,25 dias,
portanto mais um dia do que o ciclo das estações. Foram estabelecidas várias normas para atender a esse
aspecto que na prática não resultaram, pois as intercalações passaram a ser feitas de acordo com
interesses particulares ou políticos: os pontífices alongavam ou encurtavam o ano conforme os seus
amigos estavam ou não no poder. A desordem atingiu tal ponto que o começo do ano já estava
adiantado de três meses em relação ao ciclo das estações.
Foi esta desordem que Júlio César encontrou ao chegar ao poder. Decidido a acabar com os abusos
dos pontífices, chamou a Roma o astrônomo grego Sosígenes, da escola de Alexandria, para que
examinasse a situação e o aconselhasse nas medidas que deveriam ser adotadas. Além do que com a
conquista de novos territórios, César sentiu a necessidade de uniformizar o calendário, já que outros eram
utilizados pelos povos anexados ao império.
Estudado o problema, Sosígenes observou que o calendário romano estava adiantado de 67 dias em
relação ao ano natural ou ciclo das estações, Para desfazer essa diferença, Júlio César ordenou que
naquele ano (708 de Roma, ou 46 a.C.), além do Mercedonius de 23 dias que correspondia intercalar
naquele ano, fossem adicionados mais dois meses, um de 33 dias, outro de 34 dias, entre os meses de
November e December. Resultou assim um ano civil de 445 dias, o maior de todos os tempos, único
na história do calendário e conhecido pelo nome de Ano da confusão, pois, devido à grande
extensão dos domínios de Roma e à lentidão dos meios de comunicação de então, nalgumas
regiões a ordem foi recebida com tal atraso que já havia começado um novo ano.
Foi então abolido o calendário lunar dos decênviros e adotou-se o calendário solar, conhecido por
Juliano, de Júlio César, que começou a vigorar no ano 709 de Roma (45 a.C.), mediante um sistema que
devia desenrolar-se por ciclos de quatro anos, com três comuns de 365 dias e um bissexto de 366 dias, a
fim de compensar as quase seis horas que havia de diferença para o ano trópico. Suprimiu-se o
Mercedonius e Februarius passou a ser o segundo mês do ano. Consequentemente, os restantes meses
atrasaram uma posição, além da que já haviam atrasado na primeira reforma de Numa, com a
conseqüente falta de sentido dos meses com designação ordinal. O valor médio do ano passou a ser de
365,25 dias e o equinócio da primavera deveria ocorrer por volta de 25 de Março.
Entretanto, as origens do calendário juliano remontam ao antigo Egito apesar de ter sido estabelecido
em Roma por Júlio César no ano 46 a.C. (708 da fundação de Roma), segundo as indicações do
astrônomo alexandrino Sosígenes, tendo vigorado por 1600 anos.
Para ajustar o ano trópico de 365,25 dias, adotou-se o sistema de ano bissexto (de 3'66', dois seis
seguidos) a cada quatro anos.
O novo calendário, puramente solar, inspirado no ano egípcio de 365 dias, mas com a inovação do
acréscimo de 1 dia a cada 4 anos para aproximar o ano civil do ano trópico; passou a ser composto por
doze meses, perfazendo 365 dias, dividido em 12 meses de 29, 30 ou 31 dias. De quatro em quatro anos,
instituía-se um ano bissexto de 366 dias. Os meses passaram a ter 30 dias (intercalados com meses de 31
dias). A diferença do calendário egípcio está no fato de se introduzirem os anos bissextos de 366 dias a
cada quatro anos, de forma que o ano médio era de 365,25 dias. O fato de, hoje, os meses de Julho e
Agosto (na época, quintilis e sextilis) terem 31 dias, sendo meses seguidos, devia-se a terem o nome de
imperadores. Um décimo terceiro mês, que existia, foi extinto.
Foi necessário, no entanto adicionar 67 dias ao primeiro ano deste calendário. O primeiro dia de Março
passou a ser o primeiro de Janeiro, de forma que o ano de 45 a.C. César estabeleceu o primeiro de janeiro
como o dia do ano novo e manteve os nomes dos meses "setembro", "outubro", "novembro" e
"dezembro", embora não fossem mais o sétimo, o oitavo, o nono e o décimo meses do ano.
O Período Juliano constitui um ciclo de 7.980 anos, resultantes da multiplicação dos valores da indicção
(15 anos), do ciclo metônico (19 anos) e do ciclo solar. Este último abrange um período de 28 anos, findos
os quais os anos voltam a ter os mesmos dias da semana como data inicial.
O referido período inicia-se às 12 horas do dia primeiro de janeiro de 4.713 A.C., uma Segunda-feira.
Esse ciclo, inventado por Joseph Scaliger (1.540 A.D. – 1.609 A.D.), segue o calendário juliano, porém sua
denominação foi dada em homenagem ao pai de seu idealizador, Julius Caesar Scaliger.
O número de dias decorridos até um ano qualquer do período obtêm-se multiplicando 365,25 pelo
número de anos do intervalo. A compreensão desse ciclo assumirá particular relevância na utilização de
informações de cunho astronômico para a localização da data exata da morte de Jesus.
Durante o consulado de Marco António, reconhecendo-se a importância da reforma introduzida no
calendário romano por Júlio César, foi decidido prestar-lhe justa homenagem, perpetuando o seu nome no
calendário, de maneira que o sétimo mês, Quintilis, passou a chamar-se Julius.
Também no ano 730 de Roma, o Senado romano decretou que o oitavo mês, Sextilis, passasse a
chamar-se Augustus, porque durante este mês começou o imperador César Augusto o seu primeiro
consulado e pôs fim à guerra civil que desolava o povo romano. E para que o mês dedicado a César
Augusto não tivesse menos dias do que o dedicado a Júlio César, o mês de Augustus passou a ter 31
dias. Este dia saiu do mês de Februarius, que ficou com 28 dias nos anos comuns e 29 nos bissextos.
Também para que não houvesse tantos meses seguidos com 31 dias, reduziram-se para 30 dias os meses
de September e November, passando a ter 31 dias os de October e December. Assim se chegou à
distribuição sem lógica alguma dos dias pelos meses, que ainda hoje perdura.
De princípio, o calendário juliano conservou as letras nundinais para determinar a data dos mercados
públicos, a divisão dos meses pelas calendas, nonas e idus e a nomenclatura ordinal dos dias. O dia
excedente de Februarius, nos anos bissextos, era intercalado como o fora anteriormente o mês
Mercedonius entre os dias 23 e 24. Quando Februarius passou a ter 28 dias nos anos comuns, o seu 23.º
dia era o 6.º antes das calendas de Março. Portanto, o dia seguinte, que era intercalado de 4 em 4 anos,
passou a designar-se por bissextocalendas (ou bissextus dies ante calendas Martii). Daí o nome de dia
bissexto e, por arrastamento, de ano bissexto que hoje se dá aos anos em que o mês de Fevereiro tem 29
dias.
Mas o ciclo de 4 anos de Sosígenes começou por ser mal aplicado, pois em vez de se contarem 3 anos
comuns e um bissexto, como, de fato, recomendava aquele astrônomo, os pontífices romanos falsearam a
contagem ou a interpretaram mal, ainda que isso não pareça muito provável dada a sua simplicidade e
intercalaram um ano bissexto de 3 em 3 anos. Assim, durante os primeiros 36 anos de vigência do
calendário juliano foram intercalados 12 bissextos em vez de 9. Para remediar este erro, e como 12
bissextos correspondiam a 48 anos, César Augusto suspendeu as intercalações durante 12 anos,
começando então a ser feita de 4 em 4 anos, como era correto. Em geral, a cronologia não refere este
fato e admite-se que o calendário juliano seguiu corretamente desde o princípio.
Por aquela época tiveram lugar na Terra Santa os mistérios da Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de
Jesus Cristo, o advento do cristianismo e a difusão desta doutrina. Tal ocorrência acabaria por ter bastante
influência na evolução do calendário juliano: a fixação das regras para a determinação da data da Páscoa
e a adoção oficial da semana no calendário romano.
Os cristãos da Ásia Menor celebravam a Páscoa cristã no dia 14 da primeira Lua que começasse em
Março, qualquer que fosse o dia da semana em que ocorresse essa data. Pelo contrário, os cristãos do
Ocidente celebravam-na no domingo seguinte a esse dia. Esta discrepância entre os cristãos do Oriente e
do Ocidente na comemoração de tão importante acontecimento, deu origem a sérias polemicas entre os
altos dignatários das duas Igrejas. A questão foi resolvida no concílio de Nicéia (ano 325 da nossa era):
Jesus Cristo ressuscitou num domingo, 16 Nissan do calendário judeu, coincidente com o
plenilúnio do começo da primavera. O concílio decidiu manter estes três símbolos e acordou que a
Páscoa passaria a ser celebrada universalmente, no domingo seguinte ao plenilúnio que tivesse lugar no
equinócio da primavera ou imediatamente a seguir.
Os cristãos, que entretanto iam ganhando posições em toda a parte, precisavam da semana hebraica
para o seu culto, visto que tinham de guardar o preceito do descanso ao sétimo dia e, assim, a semana
acabou por ser adotada no calendário romano, abolindo-se, pouco a pouco, as letras nundinais e o uso
das calendas, nonas e idus.
Convém salientar que o ano de 365,25 dias do calendário juliano é cerca de 11 m 14 s mais longo
do que o ano trópico. A acumulação desta diferença ao longo dos anos representa um dia em 128
anos e cerca de três dias em 400 anos. Assim, o equinócio da primavera que no tempo de
Sosígenes ocorria por volta de 25 de Março, ao realizar-se o concílio de Nicéia, quase quatro
séculos depois, teve lugar a 21 de Março.
A contagem dos anos, a partir da era cristã, dá-se quando a igreja solicita ao abade romano
Dionysius Exiguus (Dionísio Exíguo ou, o Pequeno), que calculasse o ano de nascimento de Jesus,
que ele fixou no ano 753 da fundação de Roma. A Era Cristã de Dionísio foi sendo adotada desde o
século 6, mas só foi admitida pela Cúria Romana a partir do século 10.
Naquela época, 325 dC contava-se os anos a partir do início do governo do grande imperador
Diocleciano, embora já vigorasse a religião cristã como oficial. Exiguus determinou que o ano 248
da era deocliciana correspondia a 332 dC. Sabe-se, hoje, que Exiguus errou o cálculo de 4 anos. Por
tradição, contudo, festeja-se o ano cristão como o definido por Exiguus. O sistema cristão inicia a era no
ano I. O ano anterior a este é -I ou I aC. Muitos paises adotam a notação I aD, para denotar o ano I, depois
de Cristo. “AD'' representa a abreviação latina de anno dominum, ano de Cristo.
Nos catálogos astronômicos adota-se o chamado “Dia Juliano'', contagem em que o dia começa ao meio-
dia do dia civil anterior. A contagem do dia juliano é contínua. Valores quebrados, indicando momentos do
dia, são admitidos. Adota-se o dia juliano “1'' o primeiro dia ao meio-dia de 4713 aC.
O Calendário “Cristão” surgiu no ano 532 da nossa era. Era o ano 248 da era Diocletiana (os anos
eram Julianos e estavam sendo contados a partir de um decreto de Diocletiano) quando Dionysius
Exiguus, um calculista do Papa (fazia os "complicados" cálculos para a determinação da Páscoa), sugeriu
que a contagem dos anos tivesse início no ano do nascimento de Cristo. Não se sabe dos cálculos,
provas, etc. que Dionysius teve para fixar o nascimento de Cristo (erradamente) 532 anos atrás, no
dia que passou a ser 25 de dezembro do ano um.
O início da era Cristã ficou sendo, desta maneira, 359 dias antes daquele que Dionysius presumiu
ser o dia do nascimento de Cristo.
São dois os Calendários Cristãos ainda em uso no mundo. O Calendário Juliano foi proposto por
Sosígenes, astrônomo de Alexandria, e introduzido por Julio César em 45 AC. Foi usado pelas igrejas e
países cristãos até o século XVI, quando começou a ser trocado pelo Calendário Gregoriano. Alguns
países, como a Grécia e a Rússia o usaram até o século passado. Ainda é usado por algumas Igrejas
Ortodoxas, entre elas a Igreja Russa. O Calendário Gregoriano foi proposto por Aloysius Lilius, astrônomo
de Nápoles, e adotado pelo Papa Gregório XIII, seguindo instruções do Concílio de Trento (1545-1563). O
decreto instituindo esse Calendário foi publicado em 24 de fevereiro de 1582.
A diferença entre esses dois Calendários está na duração considerada do ano (365,25 dias no Juliano e
365,2425 dias no Gregoriano) e nas regras para recuperação do dia perdido, acumulado durante os anos,
devido à fração de dias na duração do ano considerada.
Note que atualmente sabemos ser a duração do ano tropical de 365,242190 dias. Devido às diferenças
entre as durações do ano consideradas nesses dois calendários e a duração verificada, o ano tropical se
defasa de 1 dia a cada 128 anos no Calendário Juliano e a cada 3.300 anos no Calendário
Gregoriano.
O Calendário Juliano estava 10 dias atrasado em relação ao ano tropical quando o Calendário
Gregoriano foi decretado. Por isso, constou da bula papal que 10 dias do mês de outubro deveriam
ser "pulados", passando o Calendário do dia 4 de outubro, imediatamente para o dia 15. Os dias 5 a 14
de outubro de 1582 não constam da história daqueles países que imediatamente adotaram o novo
Calendário (Portugal, Espanha, Itália e Polônia).
No Calendário Gregoriano o ano é considerado como sendo de 365 + 97/400 dias (=365,2425 dias).
Assim sendo, no Calendário Gregoriano, existem 97 anos de 366 dias (que chamamos de bissextos) em
cada período de 400 anos.
Os anos bissextos são determinados pela seguinte regra: 1- Todo ano divisível por 4 é bissexto; 2- Todo
ano divisível por 100 não é bissexto; 3- Todo ano divisível por 400 é bissexto. O item 3 prevalece ao
item 2 que por sua vez prevalece ao item 1.
Os anos são formados por meses constituídos por 30 ou 31 dias; com exceção de fevereiro constituído
por 29 dias nos anos bissextos e 28 nos demais anos.
Problemas com o calendário juliano. Este deslocamento do equinócio no calendário, que não foi
tomado em consideração pelos padres conciliares de Nicéia, continuou a produzir-se à razão de um dia em
cada 128 anos, causando várias preocupações à Igreja durante toda a Idade Média, visto que esse atraso
poderia dar origem a novas discrepâncias sobre a data da Páscoa. O problema foi tratado nos concílios de
Constança (1414) e Basiléia (1436 e 1439), mas não foi possível chegar a qualquer acordo. Em 1474, o
Papa Sixto IV encarregou Juan Muller de estudar o meio de reformar o calendário, mas este sábio alemão,
conhecido pelo nome de Regiomontano, morreu dois anos depois sem ter apresentado as conclusões do
seu trabalho. No concílio de S. João de Latrão (1511 a 1515) foi novamente abordado o problema e no de
Trento (1545 a 1563) chegou a ser discutido um projeto de reforma que não pôde ser concretizado, apesar
dos esforços do Papa Pio IV, dada a escassa preparação científica de então para reconhecer as
vantagens.
Foi necessária a autoridade de um Papa com a cultura e a tenacidade de Gregório XIII para conseguir
impor a reforma. Entretanto, o equinócio da primavera ocorria já por volta de 11 de Março. Depois de
várias consultas a instituições científicas, em 1576 foi criada uma comissão encarregada de estudar o
problema e as várias propostas existentes para o resolver. Nesta comissão, constituída pelos melhores
astrônomos e matemáticos da época, teve papel preponderante o célebre padre jesuíta Clavius, que
estudara matemática em Coimbra com Pedro Nunes.
Foi preferido o projeto de reforma apresentado pelo astrônomo Luís Lílio e comunicado em 1577 e 1578
a numerosos príncipes, bispos e universidades para darem a sua opinião. Só depois de analisadas pela
comissão todas essas respostas, se resolveu adotar finalmente o projeto de Lílio e em 24 de Fevereiro de
1582 Gregório XIII expediu a bula Inter Gravíssimas, que estabelecia os pontos essenciais do novo
calendário.
Julgando perfeito o calendário juliano, o Concílio de Nicéia (325 A.D.), presidido pelo Imperador
Constantino, nele se baseou ao adotar as regras para a determinação do dia da Páscoa Cristã. Ficou
decidido que a festa da Páscoa deveria ser celebrada no primeiro Domingo depois da primeira lua
cheia que se seguisse ao equinócio da primavera, fixado como o dia 21 de março. Esta data seguia
a da tradição judaica que é observada no dia 15 Nisan (calendário judaico). No entanto, em razão da
diferença entre o calendário juliano e o ano trópico, o equinócio de 21 de março cada vez mais se
distanciava do equinócio real, aproximando-se do verão do hemisfério norte, ou seja, a Páscoa
aparecia cada vez mais cedo no calendário.
Em 1.414, no concílio de Constança, algumas sugestões foram propostas para se corrigir essa
defasagem, visto que ela possuía implicações religiosas: no período compreendido entre a Quarta-feira de
Cinzas e a Páscoa, exigia-se dos cristãos católicos que praticassem a abstinência de carne; visto que a
Páscoa era definida em função do equinócio eclesiástico e este variava em função do equinócio real,
estava-se comendo carne num período em que isso era definitivamente proibido.
Como o ano trópico é de 365,2422 dias, com o passar dos anos se registra um adiantamento na data do
equinócio da primavera. Caso fosse mantido o calendário juliano, haveria um adiantamento de seis
meses no início das estações, num período de 20.200 anos. Para evitar o problema, o Concílio de
Trento, reunido em 1563, recomendou ao papa a correção do inconveniente, que alteraria a data da
Páscoa, em virtude dos ciclos de concordância das lunações com o ano solar.
Finalmente, em 1582, o papa Gregório XIII, aconselhado por astrônomos, em particular por Luigi Lílio,
obteve o acordo dos principais soberanos católicos e, através da bula Inter gravíssimas, de 24 de
fevereiro, decretou a reforma do calendário, que passou, em sua homenagem, a chamar-se gregoriano, e
é o mais perfeito utilizado até hoje.
Mesmo assim, apresenta algumas deficiências. Uma delas é a diferença com o ano trópico, que aliás
não é importante para efeitos práticos. Mais relevante é a diferença na duração dos meses (28, 29, 30 ou
31 dias) e o fato de que a semana, que é utilizada quase universalmente como unidade de tempo de
trabalho, não esteja integrada nos meses, de tal forma que o número de dias trabalhados durante um mês
pode variar entre 24 e 27.
Além disso, nos países cristãos, a data em que se comemora a Páscoa é determinada por critério
lunissolar, que pode acarretar variação de dias e conseqüentemente alterar atividades educacionais,
comerciais, de turismo etc. Outro inconveniente é o de não existir um ano zero, o que obriga uma
operação matemática estranha, para calcular a diferença em anos de um fato ocorrido antes do
nascimento de Cristo, em comparação com outro, ocorrido na era cristã. Existem várias propostas
para solucionar essas questões, nenhuma delas ainda adotada.
O Calendário juliano foi substituído pelo Calendário gregoriano a 24 de Fevereiro do ano 1582. O
novo calendário foi promulgado pelo Papa Gregório XIII e foi adotado nos países ocidentais. Na Rússia e
em outras zonas de influência cristã-ortodoxa, foi optado pela permanência no calendário juliano (este é
motivo das confusões das datas na Revolução russa).
O Calendário gregoriano é o calendário utilizado na maior parte dos países ocidentais.
Essencialmente é o calendário juliano com algumas mudanças para acertar a adoção da Páscoa,
principal festa da Igreja Católica depois do Natal.
Depois do decreto, o Papa Gregório XIII reuniu um grupo de especialistas para reformar o calendário
juliano e passado cinco anos de estudos, foi elaborado o calendário gregoriano, que foi sendo
implementado lentamente em várias nações. Oficialmente o primeiro dia deste calendário foi 15 de
Outubro de 1582. O calendário gregoriano é o que atualmente usamos e distingue-se do juliano porque:
Omitiram-se dez dias (5 a 14 de Outubro de 1582). Corrigiu-se a medição do ano solar, estimando-se que
este durava 365 dias solares, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, o equivalente a 365.2424999 dias
solares. Acostumou-se a começar cada ano novo em 1 de Janeiro. Poucos anos seculares se consideram
bissextos, só aqueles que sejam divisíveis por 4. Deste modo evita-se o defasamento de um dia em cada
cem anos. Com essa correção, levará 4 mil anos para que haja uma diferença de 1,132 dia em relação ao
ano solar.
Determinou, ainda, que a Páscoa nunca deveria cair antes de 22 de março, nem depois de 25 de
abril. Essa medida tornou o cálculo da Páscoa com dependência menos astronômica e bem mais
complicado, felizmente com a ajuda de computadores foi possível estabelecer algoritmos que são
capazes de estabelecer o calendário, como o que roda na homepage do Observatório Nacional.
No decurso dos séculos, o calendário juliano, havia acumulado uma diferença de dez dias em relação ao
ano solar. A diferença se dá por causa do arredondamento feito pelo calendário juliano, que adota o ano
de 365 dias e seis horas, ao passo que o ano solar é de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Há
uma divergência de 11 minutos e 14 segundos por ano.
Apesar de representar um avanço, o calendário gregoriano demorou para ser aceito, principalmente em
países não-católicos, por motivos sobretudo político-religiosos. Assim, o calendário gregoriano foi aos
poucos sendo adotado pela maioria dos países para uso civil e hoje em dia é considerado universal. As
nações não cristãs mantêm outro calendário para fins religiosos.
Portugal, Espanha e Itália foram os únicos países que aceitaram de imediato a reforma do calendário.
Em França e nos Estados católicos dos Países Baixos a supressão dos 10 dias fez-se ainda em 1582,
durante o mês de Dezembro (9 para 20 em França, 14 para 25 nos Países Baixos). Os Estados católicos
da Alemanha e da Suíça acolheram a reforma em 1584; a Polônia, após alguma resistência, em 1586 e a
Hungria em 1587. A repugnância foi grande mesmo nos países católicos, pois isso significava sacrificar 10
dias e romper aparentemente com a continuidade do tempo. Estas reações mostram que o calendário toca
o coração das pessoas e que convém tratar a questão com prudência.
Nos países protestantes a recusa foi mais longa. O erudito francês Joseph Scaliger, pelas suas críticas,
contribuiu para organizar a resistência. "Os protestantes, dizia Kepler, preferem antes estar em
desacordo com o Sol do que de acordo com o Papa". Os protestantes dos Países Baixos, da Alemanha
e da Suíça só por volta de 1700 aceitaram o novo calendário. Mas nalgumas aldeias suíças foi preciso
recorrer à força para obrigar o povo a fazê-lo. A Inglaterra e a Suécia só o fizeram em 1752; foi preciso
então sacrificar 11 dias, visto que tinham considerado 1700 como bissexto. O problema na Inglaterra
agravou-se mais porque também nesse ano fora decidido que o início do ano seria transferido para
o dia 1 de Janeiro (até então o ano começava a 25 de Março). Deste modo, em Inglaterra haviam-se
suprimido quase três meses no início do ano e em Setembro, com a adoção do calendário
gregoriano, eram suprimidos mais 11 dias. Era demais para um povo fiel às tradições.
Nas nações protestantes da Alemanha, foi adotado no decorrer dos séculos XVII (em poucos casos,
antes de 1700) e XVIII (Prússia, 1775); na Dinamarca (incluindo então a Noruega), em 1700; na Suécia
(com inclusão da Finlândia), em 1753. Nos cantões protestantes da Suíça, no princípio do século XVIII. Na
Inglaterra e suas colônias, entre as quais os futuros Estados Unidos, em 1752. Nos países ortodoxos
balcânicos, depois de 1914 (Bulgária, 1916, Romênia e Iugoslávia, 1919; Grécia, 1924). Na União
Soviética, em 1918. Na Turquia, em 1927. No Egito, já havia sido adotado para efeitos civis desde 1873,
mesma data em que foi aceito no Japão. Na China foi aceito em 1912, para vigorar simultaneamente com
o calendário tradicional chinês, até 1928. No Brasil, então colônia de Portugal, que na época estava sob
domínio da Espanha, o calendário gregoriano entrou em uso em 1582.
À época da reforma gregoriana a Igreja Anglicana já havia sido posta fora da autoridade do Vaticano e
por isso não a aceitou imediatamente. Foram necessários mais de dois séculos para que os domínios dos
bretões aceitassem o novo calendário, finalmente ele foi adotado em 3 de setembro de 1752, que foi
sucessido pela supressão de 10 dias e assim os dois calendários passaram a se equivaler após
defasagem que vigorou por dois séculos.
Os russos, gregos, turcos e, duma maneira geral, os povos de religião ortodoxa, conservaram o
calendário juliano até ao princípio deste século. Como tinham considerado bissextos os anos de 1700,
1800 e 1900, a diferença era já de 13 dias. A URSS adotou o calendário gregoriano em 1918, a Grécia em
1923 e a Turquia em 1926.
Em conclusão, atualmente o calendário gregoriano pode ser considerado de uso universal. Mesmo
aqueles povos que, por motivos religiosos, culturais ou outros, continuam agarrados aos seus calendários
tradicionais, utilizam o calendário gregoriano nas suas relações internacionais.
A seguir à implantação da reforma gregoriana, os cristãos suprimiram o descanso ao sábado,
transferindo-o para o domingo em comemoração perpétua da Ressurreição de Cristo. Assim se quebrou a
unidade de descanso no sétimo dia, estabelecido por Moisés há mais de 5700 anos. Seguindo o
exemplo dos cristãos, também os muçulmanos renunciaram ao preceito mosaico de descanso ao sábado e
transferiram-no para sexta-feira, em cujo dia da semana, dez séculos antes, o Alcorão foi revelado a
Maomé e se deu a fuga deste de Meca para Medina (15 de Julho do ano 622 da era cristã).
Nosso calendário atual está baseado no antigo calendário romano, que era lunar. Como o período
sinódico da Lua é de 29,5 dias, um mês tinha 29 dias e o outro 30 dias, o que totalizava 354 dias. Então a
cada três anos era introduzido um mês a mais para completar os 365,25 dias por ano em média. Os anos
no calendário romano eram chamados de a.u.c. (ab urbe condita), a partir da fundação da cidade de
Roma. Neste sistema, o dia 11 de janeiro de 2000 marcou o ano novo do 2753 a.u.c. A maneira de
introduzir o 13º mês se tornou muito irregular, de forma que no ano 46 a.C. Júlio César (Gaius Julius
Cæsar, 102-44 a.C.), orientado pelo astrônomo alexandrino Sosígenes (90-? a.C.), reformou o
calendário, introduzindo o Calendário Juliano, de doze meses, no qual a cada três anos de 365 dias
seguia outro de 366 dias (ano bissexto). Assim, o ano juliano tem em média 365,25 dias. Para acertar o
calendário com a primavera, foram adicionados 67 dias àquele ano e o primeiro dia do mês de
março de 45 a.C., no calendário romano, foi chamado de 1 de janeiro no calendário Juliano . Este
ano é chamado de Ano da Confusão. O ano juliano vigorou por 1600 anos.
Os romanos datavam os seus anos a partir da fundação de Roma, "ab urbe condita" que, de acordo
com a opinião de Varrão, remonta a 753 antes da era cristã. Mas os romanos contavam a sua era a
partir de 21 de Abril. Assim, o ano 1 da era cristã corresponde cerca de 4 meses ao ano 753 de
Roma e o resto ao ano 754. Por comodidade, recua-se muitas vezes de alguns meses a era de Roma e
faz-se coincidir o ano 1 da nossa era com o ano 754 de Roma.
Só alguns séculos após o nascimento de Cristo é que se pôs a questão de ligar este acontecimento a
uma origem de contagem do tempo. A proposta foi apresentada pelo monge cita Dionísio o Exíguo por
volta do ano 532 da nossa era. Imediatamente adotada pela Igreja, ela foi-se generalizando a todos os
países católicos. Em Portugal utilizou-se a era de César ou hispânica até ao ano 1422. Esta era havia sido
introduzido na Península Ibérica no século V para recordar a conquista da península por Caio Júlio César
Augusto no ano 38 a.C. (ano 716 de Roma). Por determinação de D. João I, foi abolida a era de César e o
ano 1460 desta era passou a ser o ano 1422 da era cristã.
Dionísio o Exíguo supunha, de acordo com as suas investigações, que Jesus Cristo tinha vindo
ao mundo em 25 de Dezembro (VIII das calendas de Janeiro) do ano 753 de Roma e fixara nessa
data o início da era cristã. Mas os cronologistas introduziram um atraso de sete dias, de maneira
que o início da era cristã foi transferido para o dia 1 de Janeiro do ano 754 de Roma.
Atualmente parece provado que os cálculos não estavam corretos e que Cristo deveria ter
nascido 5 a 7 anos antes da data em que se celebra o seu nascimento. Com efeito, essa data é
posterior ao édito do recenseamento do mundo romano (ano 747 de Roma ou mais cedo) e anterior
à morte de Herodes (ano 750 de Roma). Para alguns cronologistas, é sugerida a data de 747 de
Roma, porque nesse ano Júpiter e Saturno estiveram em conjunção na constelação dos Peixes em
Setembro e em Novembro e eles vêem neste fenômeno a "estrela de Belém". Assim, como houve
uma conjunção de Júpiter e Saturno em 17 de setembro de 7 a.C., que pode ter sido tomada como a
estrela guia, sugerindo que o nascimento pode ter ocorrido nesta data. Mas, para não perturbar a
cronologia já estabelecida, foi mantida a data inicialmente proposta, embora tivesse deixado de
corresponder ao significado inicial.
Em 325 d.C., o concílio de Nicéia (atual Iznik, Turquia) fixou a data da Páscoa como sendo o primeiro
domingo depois da Lua Cheia que ocorre em ou após o equinócio Vernal, fixado em 21 de março. O
sistema de numeramento dos anos d.C. (depois de Cristo) foi instituído no ano 527 d.C. pelo abade
romano Dionysius Exiguus (?-544), que estimou que o nascimento de Cristo ocorrera em 25 de
dezembro de 754 a.u.c., que ele designou como 1 d.C. Em 1613 Johannes Kepler (1571-1630) publicou
o primeiro trabalho sobre a cronologia e o ano do nascimento de Jesus. Neste trabalho Kepler
demonstrou que o calendário Cristão estava em erro por cinco anos, e que Jesus tinha nascido em
4 a.C., uma conclusão atualmente aceita. O argumento é que Dionysius Exiguus assumiu que Cristo
nascera no ano 754 da cidade de Roma, correspondente ao ano 46 Juliano, definindo como o ano
um da era cristã. Entretanto vários historiadores afirmavam que o rei Herodes, que faleceu depois
do nascimento de Cristo, morreu no ano 42 Juliano. Deste modo, o nascimento ocorrera em 41
Juliano, 5 anos antes do que Dionysius assumira. Como houve uma conjunção de Júpiter e Saturno
em 17 de setembro de 7 a.C., que pode ter sido tomada como a estrela guia, sugerindo que o
nascimento pode ter ocorrido nesta data.
Em 1582, durante o papado de Gregório XIII (Ugo Boncampagni, 1502-1585), o equinócio vernal já
estava ocorrendo em 11 de março, antecipando muito a data da Páscoa. Daí foi deduzido que o ano
era mais curto do que 365,25 dias (hoje sabemos que tem 365,242199 dias). Essa diferença atingia 1 dia a
cada 128 anos, sendo que nesse ano já completava 10 dias. O papa então introduziu nova reforma no
calendário, sob orientação do astrônomo jesuíta alemão Christopher Clavius (1538-1612), para
regular a data da Páscoa, instituindo o Calendário Gregoriano.
As reformas, publicada na bula papal Inter Gravissimas em 24.02.1582, foram: tirou 10 dias do ano de
1582, para recolocar o Equinócio Vernal em 21 de março. Assim, o dia seguinte a 4 de outubro de 1582
(quinta-feira) passou a ter a data de 15 de outubro de 1582 (sexta-feira). Também introduziu a regra de
que anos múltiplos de 100 não são bissextos a menos que sejam também múltiplos de 400. Portanto o ano
2000 é bissexto. O dia extra do ano bissexto passou de 25 de fevereiro (sexto dia antes de março, portanto
bissexto) para o dia 28 de fevereiro e o ano novo passou a ser o 1º de janeiro.
É importante notar que na era cristã os anos são referidos a uma escala sem zero, isto é, a
contagem inicia-se no ano 1 depois de Cristo, designando-se o ano anterior como ano 1 antes de
Cristo. Por conseguinte, qualquer acontecimento ocorrido durante o primeiro ano da era cristã, embora
seja apenas de um dia ou de um mês, conta-se como tendo ocorrido no ano 1 depois de Cristo. Por esta
razão, o primeiro século, ou intervalo de 100 anos, da era cristã, terminou no dia 31 de Dezembro do ano
100 d.C., quando haviam decorrido os primeiros 100 anos após o início da era. O século II começou no dia
1 de Janeiro do ano 101 d.C. e assim sucessivamente. Consequentemente, o século XX começou no dia 1
de Janeiro do ano 1901 e terminou no dia 31 de Dezembro do ano 2000.
Esta forma pouco lógica de numerar os anos do calendário é particularmente inconveniente
quando se trata de determinar intervalos de tempo que começam antes da origem da era cristã e
terminam depois. Assim, por exemplo, o intervalo entre os anos 50 a.C. e 50 d.C. não é de 100 anos,
mas apenas de 99. Em geral, estes intervalos de tempo obtêm-se diminuindo um ano, o que é necessário
ter em conta ao investigar acontecimentos históricos ou fenômenos astronômicos da Antiguidade datados
segundo a era cristã.
Este inconveniente é facilmente resolvido com a introdução dos números negativos, como aliás o fazem
os astrônomos. Assim, o ano 1 a.C. corresponde ao ano 0, o ano 2 a.C. ao ano -1 e assim
sucessivamente. As datas depois de Cristo exprimem-se da mesma maneira.
Para evitar estas dificuldades cronológicas do calendário, o erudito francês Joseph Scaliger propôs em
1582, no mesmo ano da reforma gregoriana do calendário, propõe contar ininterruptamente os dias
correspondentes a um período que fosse múltiplo dos períodos lunares e solares normalmente utilizados
no calendário e suficientemente extenso para abarcar acontecimentos históricos desde a mais remota
Antiguidade. Obteve assim um período de 7980 anos julianos, a que deu o nome de período juliano.
Tomando como unidade prática o dia solar médio, começou a contar os dias numa sucessão contínua a
partir do meio-dia do dia 1 de Janeiro do ano 4713 a.C. A escolha desta data, que à primeira vista pode
parecer arbitrária, foi também determinada em função dos períodos utilizados.
Defeitos do calendário gregoriano. O calendário gregoriano apresenta alguns defeitos, tanto sob o
ponto de vista astronômico (estrutura interna), como no seu aspecto prático (estrutura externa). Por isso,
vários investigadores pertencentes a várias igrejas ou organismos internacionais e mesmo privados se têm
ocupado ativamente da reforma do calendário.
Sob o ponto de vista astronômico, o seu principal defeito é ser ligeiramente mais longo do que o ano
trópico, o que se traduz por uma diferença de um dia em cerca de 3000 anos. Porém, esta pequena
diferença não tem qualquer inconveniente imediato e uma reforma do calendário destinada a corrigi-la
traria sérios problemas, porque iria criar uma descontinuidade com as conseqüentes complicações
cronológicas.
O mesmo não acontece sob o ponto de vista prático, em que, de fato, se justifica uma modificação. Com
efeito, o número de dias de cada mês é muito irregular (28 a 31 dias). O mesmo acontece com a
semana, adotada quase universalmente como unidade laboral de tempo, que não se encontra integrada
nos meses e muitas vezes repartida por dois meses diferentes. Estas duas anomalias têm sérios
inconvenientes numa distribuição racional do trabalho e dos salários, que são maiores do que à primeira
vista se pode pensar. Até a própria economia doméstica se recente, visto que um salário mensal fixo tem
de ser distribuído por um número diferente de dias.
Mais grave ainda é a mobilidade da data da Páscoa, que oscila entre 22 de Março e 25 de Abril, com
as conseqüentes perturbações da duração dos trimestres escolares e de numerosas outras atividades
(judiciais, econômicas, turísticas, etc.) particularmente nos países cristãos em que as festas da Semana
Santa têm uma grande importância.
Outro ponto é o tratamento desigual que foi dado à Lua e ao Sol. Com efeito, os padres do concílio de
Nicéia e o Papa Gregório XIII ligaram o calendário ao Sol verdadeiro, mas tomaram para Lua pascal
uma Lua média que, por vezes, se afasta bastante da Lua astronômica. Por esse motivo, podem
dar-se desvios de uma semana ou mesmo de um mês na data da Páscoa.
O Calendário Israelita ou hebraico. O moderno calendário judeu foi adotado a partir de 359 dC pelo
presidente do Sanhedrin, uma espécie de conselho, Hillel II. É um calendário luni-solar e tem propostas
puramente religiosas. É adotado como oficial no Estado de Israel. O ano israelita é constituído de 12
meses salvo o ano “bissexto'', que possui 13. Um ciclo, aparentemente metônico, rege a adoção do
ano bissexto. O número de dias do mês varia de mês a mês e no mesmo mês, de acordo com o ano. Três
tipos de ano são possíveis: o ano deficiente, o ano normal e ano completo. A Páscoa é sempre
festejada no dia 15 Nisan. Este dia é calculado de tal forma que caia na primeira lua cheia depois do
equinócio. Os critérios para escolher o tipo de ano são regidos segundo critérios que ajustem o ano
lunar ao ano trópico. O calendário hebraico introduziu pela primeira vez a semana de sete dias, divisão
que seria adotada em calendários posteriores. O dia começa ao pôr-do-sol, e o sábado é considerado
santificado. A contagem dos anos é de acordo com a crença da Criação, segundo a convenção, em 7
de outubro de 3761 aC., que corresponde ao ano 1 da era judaica. Inicia-se sempre na lua nova e
estende-se de setembro a setembro.
Os judeus não adotaram o calendário juliano (e nem o Gregoriano), em grande parte para que sua
Páscoa não coincidisse com a cristã. O ano israelita civil tem 353, 354 ou 355 dias; seus 12 meses
são de 29 ou trinta dias. O ano intercalado tem 383, 384 ou 385 dias.
A primeira visibilidade da lua nova marcava o início do mês, que totalizava 29 ou 30 dias. De acordo
com um antigo costume, antes que um novo mês pudesse começar, era necessário que o crescente
fosse visto e o fato comunicado a um comitê de sacerdotes. Por isso, observadores oficiais colocavam-se
em postos avantajados, por ocasião do pôr-do-sol do vigésimo nono dia, e perscrutavam atentamente o
céu do poente. O primeiro crescente não pode ser visto até que o crepúsculo tenha avançado bastante e,
muitas vezes, ele se encontra tão próximo ao horizonte que desaparece uns poucos instantes depois de
ter sido detectado por olhos treinados. Por isso, se o crescente não pudesse ser observado no
entardecer do vigésimo nono dia, o mês em curso deveria prosseguir por mais um dia, perfazendo
um total de 30 dias.
Visto que 12 meses de 29 ou 30 dias representam apenas 354 ou 355 dias, cerca de 11 dias a menos
que o ano solar, era necessário inserir um décimo terceiro mês a cada 2 ou 3 anos, para que o
festival das Primícias não fosse prejudicado. Segundo a lei mosaica, "no dia imediato ao Sábado",
durante a celebração da festa dos Pães Ázimos (a qual se estendia do dia 15 ao dia 21 do primeiro mês),
um molho de cereais novos, recentemente colhidos, devia ser agitado por um sacerdote do Templo. Com
esse gesto, dava-se início à colheita da cevada. Visto, no entanto, que o amadurecimento dos grãos
possui uma estação definida para ocorrer, a defasagem do ano lunar em relação ao sol poderia
provocar o advento do período dos Pães Ázimos, sem que houvesse a cevada para ser oferecida.
Daí a necessidade da inserção de um mês adicional para corrigir essa diferença. Isso resultava num
calendário lunissolar, em que alguns anos possuíam 354 dias e outros, 383 dias.
A inserção periódica de um décimo terceiro mês conduziu ao descobrimento de um ciclo de 19 anos, no
decorrer do qual eram realizadas 7 intercalações. Dada a importância da compreensão desse ciclo no
entendimento das 70 semanas, serão fornecidos, a seguir, os passos necessários para a construção de
uma tabela que o represente matematicamente:
1) Visto que uma lunação possui o valor de 29,530589 dias, um ano lunar de 12 meses totaliza
354,367068 dias.
2) Esse ano lunar é 10,875122 dias menor que o ano trópico, cujo valor é de 365,242190 dias.
3) Para corrigir a diferença entre o sol e a lua, é necessário acrescentar um décimo terceiro mês, o que
eleva o valor do ano para 383,897657 dias, um excesso de 18,655467 dias em relação ao ano trópico.
4) Esse décimo terceiro mês deve ser inserido sempre que isso fizer diminuir a diferença entre o ciclo
solar e o lunar.
5) Para uma melhor compreensão, observe-se o seguinte exemplo: depois de transcorrido um ano com
seus 12 meses lunares, o primeiro dia do primeiro mês fica aquém (portanto, o valor é negativo) do
equinócio 10,875122 dias. Para o ano seguinte, há 2 opções: adotando-se um ano de 12 meses, a
defasagem aumenta para - 21,750244 dias; no entanto, com um ano de 13 meses, essa diferença se reduz
para + 7,780345 dias. Essa última alternativa deve ser preferida, pois permite que o início do primeiro mês
esteja mais próximo do equinócio que a opção anterior.
6) Após um período de 19 anos, através dos quais são realizadas 7 intercalações, percebe-se que o ciclo
solar e o lunar praticamente se harmonizam novamente, com uma diferença de apenas 2,08332 horas.

Nomes dos Meses Judaicos Época Correspondente no Ano Juliano


1) Abib-Nisan Março-Abril
2) Zif-Iyar Abril-Maio
3) Sivan Maio-Junho
4) Tammuz Junho-Julho
5) Ab Julho-Agosto
6) Elul Agosto-Setembro
7) Ethanin-Tishri Setembro-Outubro
8) Bul-(Mar)Heshvan Outubro-Novembro
9) Kislev Novembro-Dezembro
10) Tebeth Dezembro-Janeiro
11) Shevat Janeiro-Fevereiro
12) Adar Fevereiro-Março
13) Adar II , Veadar ou Adar Sheni  

Desde o inicio de tudo, o Criador nos ensina a viver sob a regência do calendário lunar e não do
solar. O livro do Gênesis nos relata que ao final de cada obra do Criador, sobrevinha a tarde e depois a
manhã. "Criador disse: faça-se a luz! ..... , sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia."
(Gênesis 1.3-5). Isto significa que o novo dia se inicia com o pôr do sol, quando já se podem ser
vistas as primeiras estrelas no céu, quando os pássaros começam a cantar anunciando o término do
dia.
No caso especifico dos acontecimentos anuais o Criador não age diferente. Suas determinações para o
cumprimento das mesmas obedecem também a influência lunar. "No primeiro mês, desde a tarde do
décimo quarto dia do mês ..."(Êxodo 12.18). Dentro das Escrituras Sagradas, uma das poucas alusões que
o Criador faz ao sol, ele determina que o mesmo sabe a hora de se pôr, tirando-lhe qualquer atribuição que
não seja especificamente a de iluminar o dia.
Assim como a lua, o Criador deu-nos também um calendário em que pudéssemos basear nossas vidas,
dentro de uma regência lunar. Segundo a Sua determinação as comemorações anuais e principalmente
religiosas devem ser realizadas, obedecendo-se suas prescrições quanto aos meses e quanto a lua. "No
primeiro mês, no décimo quarto dia do mês entre as duas tardes ...." (Levítico 23.5). "O Senhor disse a
Moises: dize aos israelitas o seguinte: no sétimo mês haverá para vós um dia de repouso ..." (Levítico
23.24). Logicamente nos exemplos acima, é bom que se observe que eles não está se referindo aos
meses romanos Janeiro e Julho; e sim aos meses hebraicos Nissã e Tishri.
Esta divergência entre os calendários, na verdade, remonta de muitos séculos atrás; talvez desde a
descoberta das primeiras civilizações. Todavia, essas diferenças vieram a serem ratificadas e de uma vez
por todas incorporadas às civilizações pós Império Romano, para que fosse satisfeito o desejo daqueles
que tinham no sol a representação do deus supremo, ou seja, para satisfazer a representação divina pagã
pelo astro Rei.
CALENDÁRIO LUNAR CALENDÁRIO SOLAR
Nissã Mars
Iyar Aprilis
Sivan Maius
Tamuz Junius
Av Quintilis
Elul Sextilis
Tishri September
Heshvan October
Kislev November
Tevet December
Shevat Januarius
Adar Februarius

Se as pessoas fossem um pouco mais curiosas, observariam que absolutamente nenhuma das festas
até hoje comemoradas encontram-se nas Escrituras Sagradas e quando existe uma festa com o mesmo
nome bíblico, não obedece a prescrição de ser comemorada na data determinada. Por mais que o leitor
procure, não encontrará em nenhuma Bíblia oficial o dia 25 de Dezembro como data natalícia de
Yeschouá (Jesus em hebraico) ou o dia 31 de Dezembro como um dia que marca para a mudança do
ano.
Não encontrarão, porque tratam-se de festas que só são comemoradas hoje em dia, pela imposição
dos governantes daquela época que perseguiam toda e qualquer pessoa que não aceitasse a lei
imposta. Temos a seguir alguns acontecimentos anuais, suas datas e significados mais a fundo:
Natal - 25 de Dezembro - Dia do nascimento do sol invictus, deus cultuado em Roma, depois
transformado no dia do Nascimento do Reparador.
Ano Novo - 31 de dezembro - Aproveitando-se de uma tradição Judaica de apresentar o seu filho
homem ao 8º dia, os pagãos contando então o dia 25 de Dezembro inclusive, prolongam suas festas
por mais 8 dias (Saturnálias) e apresentam o novo ano.
Carnaval - Fevereiro ou Março - Como na tradição Judaica o Purim era uma comemoração pelo fato
do Criador ter salvo o seu povo das mãos do inimigo. Roma comemora em homenagem a três deuses
mitológicos Baco, Momo e Festo, permitindo durante essa festividade certa liberalidade que todos nós
brasileiros conhecemos.
Os solstícios e equinócios eram celebrados como dias santos, assim eles anunciavam
solenemente os primeiros dias das estações. A diferença entre um solstício e um equinócio é uma
semântica definindo a relação entre o sol, lua, e as estrelas. O solstício se aplica ao verão e inverno; o
equinócio refere-se ao outono e primavera; O solstício de verão é em Junho, e o do inverno em
dezembro. O equinócio de outono é em setembro, e o da primavera em marco. Ambos os equinócios e
solícitos variam um dia ou dois de ano para ano, dependendo do ciclo lunar no tempo, mas
normalmente cai em 21 ou 22 de cada mês. Cinco ou seis semanas antes desses dias as grandes
festas satânicas são celebradas. Veja uma tabela com os dias das principais comemorações, motivos e
homenageados:

DIA / MÊS HEMISFÉRIO SUL HEMISFÉRIO NORTE


21 / março Outono - Leviathan Primavera - Astaroth
21 / junho Inverno - Asmodeo Verão - Belzebu
23 / setembro Primavera - Astaroth Outono - Leviathan
31 / outubro Black Sabbath - Lúcifer Black Sabbath - Lúcifer
22 / dezembro Verão - Belzebu Inverno - Asmodeo

O livro "Ele veio para libertar os cativos", da Dra. Rebecca Brown, relata desta forma: "São oito os
'dias santos', durante o ano nos Estados Unidos, em que são praticados os sacrifícios de humanos. São
eles: o natal, a páscoa, o 'halloween' (dia das bruxas), o dia de ação de graças, e preferivelmente, o
primeiro dia de cada estação do ano (primavera, verão, outono e inverno). (...) Desde que os Druidas
instituíram o 'halloween' na Inglaterra, este continua a ser o dia especial para a prática dos sacrifícios
humanos. A repentina epidemia de substâncias e objetos encontrados em vários 'halloween' tratados
por 'trick-or-treaters' (brincadeiras maldosas) não é por acaso. É uma tentativa maldosamente planejada
pelos satanistas, pois as crianças feridas e mortas por esses 'truques' são sacrificadas a Satã".
Muitos cristãos estão celebrando entusiasticamente diversos feriados ocultistas sem conhecer a
verdadeira origem deles. Quando você compreender o quão paganizado o mundo ocidental se tornou,
verá que o julgamento de Deus não pode estar muito longe. Lembre-se da advertência bíblica: "Sai
dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas
suas pragas." [Apocalipse 18:4]
A Estrela de Belém – Fenômenos astronômicos ligados a acontecimentos históricos são
excelentes para precisar datas. A “Estrela de Belém”, descrita por Mateus (2:1-2), teria sido um
fenômeno astronômico? Poderia ela nos ajudar a precisar a data correta (pelo menos o ano) do
nascimento de Jesus?
Que fenômeno astronômico poderia ter levado os magos à interpretação do “anúncio do nascimento
de Cristo”? A descrição da “Estrela de Belém” feita por Mateus é superficial a ponto de nos permitir
vislumbrar várias possibilidades. Assim somente por revelação divina do Espírito Santo é que sabemos
a verdade (Mt 16:17, I Cor 12:3, Lc 12:12, João 14:26).
Alguns fenômenos astronômicos, tais como eclipses; conjunções planetárias; aparecimentos de
cometas de curto período; etc. são cíclicos e podemos saber com precisão sobre suas datas de
ocorrência através de cálculos matemáticos. Outros fenômenos tais como aparecimentos de cometas
de longo período; novas; super-novas; etc. para sabermos se e quando aconteceram, temos que
recorrer a relatos de civilizações espalhadas pelo mundo; muitas vezes dos chineses antigos que eram
observadores meticulosos do céu.
Há pouco, um cientista britânico, fazendo uso de estudos astronômicos chegou à conclusão
que Jesus Cristo teria nascido em quinze de setembro do ano 7 a.C.
A Estrela de Belém é uma história com mais de 2000 anos que ainda exerce fascínio sobre muitas
pessoas, entre as quais diversos historiadores, teólogos, filósofos, astrônomos e todos os que procuram
encontrar a explicação para um fenômeno do qual, na realidade, não existem quaisquer provas
concretas. Puro capricho? Julgo que não. O trabalho tanto pode valer por aquilo em que se acredita,
como por tudo o que se pode descobrir e aprender com ele, mesmo não acreditando. Por esta razão,
creio que qualquer investigação séria e empenhada é legítima. Este é apenas um resumo de alguns
artigos e livros que fui descobrindo e que me pareceram curiosos. Não dispensa, de modo algum, a
leitura dos mesmos pelos interessados.
Os três Reis Magos tinham conhecimento de astrologia e astronomia.. Gaspar (“aquele que vai
inspecionar”) simboliza o poder real e oferece Ouro ao Cristo e o saúda como Rei; Belchior ou Melchior
(“meu Rei é luz”), o poder sacerdotal, oferece Incenso e o saúda como Sacerdote, e Baltazar (“Deus
manifesta o Rei”) é a síntese dos dois anteriores, e representa um estado indiferenciado além da
dualidade, oferece Mirra (o bálsamo da incorruptibilidade) e saúda o Menino Jesus como Profeta, ou
Mestre Espiritual por Excelência.
Rei Herodes, César Augusto e Cirênio, relacionados ao nascimento de Jesus por Mateus e Lucas,
foram governadores oficiais do Império Romano e possuem várias referências históricas. A morte de
Herodes “o grande”, por exemplo, teria acontecido entre os anos 04 e 01 antes de nossa era. (Flávius
Josephus menciona um eclipse lunar que ocorreu pouco antes da morte de Herodes. Esse
eclipse tem sido identificado pela maioria dos historiadores como sendo o ocorrido em 13 de
março do ano 4 antes de nossa era.) O nascimento de Jesus teria ocorrido no final do reinado de
Herodes.
Atualmente tem aumentado o número dos que acreditam que Herodes morreu no ano 1 antes de
nossa era; sendo então plausível o nascimento de Jesus nos anos 4, 3 ou mesmo 2 antes de nossa era.
Uma conjunção ocorre quando dois ou mais astros atingem coordenadas celestes muito próximas,
parecendo cruzar-se no céu. As conjunções são fenômenos relativamente freqüentes e podem mesmo
ter uma periodicidade mensal, como é o caso da conjunção que se dá entre o Sol e a Lua em cada Lua
Nova, mas de uma maneira geral o período é um intervalo de tempo mais alargado.
Em 1603, Johannes Kepler, à época astrônomo e astrólogo imperial, observou uma conjugação dos
planetas Júpiter e Saturno, que apareceram no mesmo meridiano celeste, um por debaixo do outro.
Esses planetas se aproximaram no céu (mas não o bastante para serem confundidos como um único
objeto), e foi seguido por um agrupamento de Marte, Júpiter e Saturno.
Calculou que a freqüência do agrupamento entre Júpiter, Saturno e Marte ocorre a cada 805
anos, sendo assim, teria acontecido no ano 799 D.C., mas também no ano 6.A.C. (data provável para
o nascimento de Cristo). Se continuarmos a contar os anos para trás chegamos a 811 A.C.
(presumível tempo do profeta Isaías), depois a 1616 A.C., (período de Moisés)... Demasiada
coincidência para Kepler? Talvez, porque parece que se continuarmos a retroceder chegamos a 4031
A.C., altura em que se considerava, imagine-se, que Adão tivesse sido criado!
Pouco depois, uma supernova brilhante, resultante da explosão de uma estrela, apareceu na mesma
área do céu. Kepler supôs que a supernova teria sido criada pelos planetas, o que hoje se sabe ser
impossível. Fez cuidadosamente as suas contas e reparou que no ano 4 a.C., data já então considerada
provável para o nascimento de Cristo, se tinha verificado uma conjunção de planetas e um
agrupamento. Imaginou que uma «estrela nova» tivesse também aparecido na altura e que ela tivesse
guiado os magos a Belém. O que Kepler fez, erradamente, foi relacionar a conjunção dos três planetas
com o aparecimento da nova estrela. Uma coisa teria sido conseqüência da outra. Depois julgou que no
tempo do nascimento de Cristo se teria dado um fenômeno semelhante. Foi desta forma que, durante
muitos anos, se pensou que a estrela de Belém poderia ter sido uma "nova".
É também uma explicação possível, mas pouco provável, pois não há registros seguros de nenhuma
supernova espetacular por essa data.
Chamamos de “Novae” (plural de “Nova”) àquelas estrelas que subitamente têm seus brilhos
aumentados de dezenas a centenas de milhares de vezes. Muitas vezes uma estrela que só pode ser
observada com potentes telescópios, no espaço de algumas horas ou dias se torna um dos objetos
mais brilhantes do céu, permanecendo assim por alguns dias ou semanas.
Interpretamos esse fenômeno como o resultado da interação entre duas estrelas próximas (sistema
binário) onde uma delas, “velha e exaurida”, vai “colhendo e acumulando” combustível (hidrogênio) de
sua companheira. De tempos em tempos (centenas de milhares de anos) esse material acumulado
atinge massa crítica e dá-se início a um violento processo de queima (explosão), surgindo assim a
“Nova”.
O único registro de “novae” no tempo admissível do nascimento de Jesus, que temos notícia,
foi feito por astrônomos chineses, na constelação de Capricórnio, no ano 5 antes de nossa era.
Teria sido essa “nova” a “Estrela de Belém”?
Segundo esses mesmos registros, essa não era uma “nova” muito brilhante, capaz mesmo de
não se fazer notar por um observador menos atento. Além disso, como uma “nova” pode indicar
um local ou uma direção a seguir? “Novae” não têm assimetrias (como caudas) que “apontam
para algum lugar” e se mantém fixas em relação às estrelas de fundo.
Assim de Habsburgo, Kepler, ao observar com um modesto telescópio do castelo de Praga a
aproximação de Júpiter e Saturno na constelação de Piscis, perguntou-se pela primeira vez se o
Evangelho não se referia precisamente a esse mesmo fenômeno. Foram feitos grandes cálculos até
descobrir que uma conjunção deste tipo ocorreu no ano 7 a.C. lembrou também que o famoso rabino e
escritor Isaac Abravanel (1437-1508) havia falado de um influxo extraordinário atribuído pelos
astrólogos hebreus àquele fenômeno: o Messias tinha que aparecer durante uma conjunção de Júpiter
e Saturno na constelação de Piscis. Kepler falou em seus livros de sua descoberta, mas a hipótese caiu
no esquecimento perdida entre seu imenso legado astronômico.
Faltava uma demonstração científica clara. Chegou em 1925, quando o erudito alemão Pe Schnabel
decifrou anotações neobabilônicas de escritura cuneiforme gravadas em uma tábua encontrada entre as
ruínas de um antigo templo do sol, na escola de astrologia de Sippar, antiga cidade localizada na
confluência do Tigre e do Eufrates, a uns cem quilômetros ao norte da Babilônia. A tabuinha encontra-
se agora no Museu estadual de Berlim.
Entre os vários dados de observação astronômica sobre os dois planetas, Schnabel encontra na
tábua um dado surpreendente: a conjunção entre Júpiter e Saturno na constelação de Piscis ocorreu no
ano 7 a.C., em três ocasiões, durante poucos meses: de 29 de maio a 8 de junho; de 26 de setembro a
6 de outubro; de 5 a 15 de dezembro. Além disso, segundo os cálculos matemáticos, esta tripla
conjunção pôde ser vista com grande claridade na região do Mediterrâneo.
A tripla conjunção dos dois planetas na constelação de Piscis explica também a aparição e a
desaparição da estrela, dado confirmado pelo Evangelho. A terceira conjunção de Júpiter e Saturno,
unidos como se fosse um grande astro, ocorreu de 5 a 15 de dezembro. No crepúsculo, a intensa luz
podia ser vista ao olhar para o Sul, de modo que os Magos do Oriente, ao caminhar de Jerusalém a
Belém, a tinham diante de si. A estrela parecia se mover, como explica o Evangelho, «diante deles» (Mt
2, 9).
Há quem considere mais provável que se tenha tratado da passagem de um cometa. Se a “Estrela de
Belém” foi um cometa, que cometa teria sido? Um cometa sempre volta em períodos regulares.
Quantas vezes mais o “Cometa – Estrela de Belém” teria se aproximado do Sol, depois da época do
nascimento de Jesus? Seria ele um cometa conhecido e catalogado?
Astrônomos do século XVI propuseram haver sido a “Estrela de Belém” o cometa Halley. Na época
acreditava-se ser o período do Halley um pouco menor que o conhecido atualmente. Acreditava-se
assim que o Halley havia “passado” no ano 1 antes de nossa era. Hoje sabemos que o Halley
“passou” no ano 12 antes de nossa era. Muito cedo para estar associado ao nascimento de
Jesus.
Nenhum dos cometas conhecidos, segundo os dados hoje catalogados, passou por aqui,
capaz de ser visto a olho nu, entre os anos 7 antes de nossa era e o ano 1 de nossa era; período
admissível do nascimento de Cristo.
Com período quase igual ao de Halley, o cometa de Olbers (período 72,4 anos) teria passado no ano
15 a.C.; O cometa Herschel-Rigollet (período 150 anos) teria passado no ano 139; O Comas Solá
(período 8, 55 anos) terá passado no ano 1 a.C.; O cSchaumasse (período 8,7 anos) teria passado no
ano zero entre as duas eras. É uma explicação igualmente razoável, mas que não explica a razão por
que não se encontram quaisquer registros desse suposta cometa noutras culturas.
A primeira explicação astronômica que se procurou dar para a “Estrela de Belém” foi que teria sido um
cometa. (Essa imagem ainda é muito forte no imaginário popular; onde freqüentemente a “Estrela de
Belém” é representada como uma “estrela com cauda”.) Cometas possuem “caudas” que parecem
apontar para algum lugar. Dependendo de onde vemos o cometa, temos a impressão dele estar
apontando pra esse ou aquele ponto do horizonte. Visto do local adequado o “Cometa – Estrela de
Belém” daria a impressão de estar apontando para Belém. Além disso cometas aparecem,
desaparecem por algum tempo (quando passam próximo do Sol) e reaparecem; isso em períodos de
alguns meses (compatíveis com o tempo suposto da viagem dos magos).
Cometas são “pedras de gelo sujo” que gravitam em torno do Sol em órbitas elípticas muito
“achatadas”; o que faz com que eles se aproximem e se distanciem periodicamente do Sol (e
conseqüentemente da Terra uma vez que, em termos de Sistema Solar, nosso planeta fica próximo do
Sol).
Essas pedras de “gelo sujo” são formadas por uma mistura de elementos voláteis; pedras; grãos de
poeira (dos tamanhos os mais variados); etc. Quando se aproxima do Sol, parte desse material se
volatiza liberando parte das pedras e grãos de poeira que estavam presos ao gelo. Inicialmente esse
material que se desprende do núcleo do cometa (a pedra de gelo sujo) fica gravitando em torno do
núcleo, formando uma “nuvem” de gás e poeira que chamamos de “cabeleira”. Parte desse material vai
ser “empurrado” pelo vento solar no sentido contrário ao que o Sol se encontra, formando a “cauda” do
cometa. Os cometas sempre “apontam” para o Sol. Vendo um cometa no céu, temos a impressão
que ele está “apontando” para um ponto da linha do horizonte que fica entre o cometa e o Sol.
Por outro lado, e este será o argumento mais forte, nenhuma destas teorias permite explicar que
apenas os magos tivessem visto um fenômeno espetacular no céu. Os judeus de Jerusalém deveriam
ter igualmente visto o cometa ou a supernova, não se percebendo que uns tenham ficado
impressionados com o fenômeno e outros o tenham ignorado.
Uma explicação antiga, surgida logo após as reflexões de Kepler, diz que os magos teriam
visto uma conjugação de planetas, que se teria verificado no ano 4 a.C. Os céticos dizem que
apesar de ser uma explicação plausível, mas que não se consegue destacar nenhum fenômeno celeste
verdadeiramente raro e espetacular, pois conjugações desse tipo são relativamente freqüentes. Em
particular, tinham-se verificado conjugações muito mais espetaculares poucas décadas antes.
Ocorre que os planetas estavam muito próximos, separados apenas por um arco de grau, na
constelação de Peixes e essa conjunção tivera uma particularidade, fora uma conjunção tripla.
Uma conjunção tripla é um fenômeno raro (freqüência de 805 anos), que ocorre devido ao
movimento retrógrado aparente de um dos dois planetas, que faz com que eles se cruzem no céu
três vezes durante um período de poucos meses. Assim, a Estrela de Belém pode ter sido a
conjunção de Júpiter, Saturno e Marte.
Em 1986, Roger Sinnott, astrônomo e colaborador da Sky and Telescope, escreveu o artigo
Computing the Star of Betlehem, que relacionava a Estrela de Belém com uma conjunção entre
Júpiter e Vênus que ocorreu no ano 2 A.C. Na realidade, esta conjunção deve ter sido espetacular,
uma vez que o disco de Vênus chegou a ocultar parcialmente o de Júpiter e, durante algum tempo, terá
parecido que os dois astros se estavam a fundir num só. Tudo isto aconteceu na constelação do Leão
que, segundo algumas interpretações, estaria relacionada com o povo da Judéia pela seguinte
passagem do Gênesis (49:9): “Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se
como um leão, e como um leão velho; quem o despertará?” Esta teoria levanta o problema de Jesus
ter nascido depois do ano que tem sido adotado para a morte de Herodes, o ano 4 A.C. Existem
alguns estudos que pretendem dar a volta a este obstáculo, argumentando que houve uma confusão na
edição de 1544 do Antiguidades, de Flávius Josephus, o que terá levado os investigadores a fazerem o
cálculo errado para o ano da morte de Herodes. Segundo os autores dos estudos, qualquer manuscrito
de Josephus anterior a 1544 aponta para que Herodes tenha morrido no ano 1 A.C.
Este ponto de vista é também defendido pelo teólogo Ernest L. Martin, no seu livro The Star that
Astonished the World, 1996. No entanto, Martin apresenta uma teoria mais complexa que associa
mais do que um fenômeno. A 11 de Setembro (dia que marca o início do ano hebraico) de 3 A.C.,
Júpiter, o planeta rei, entrou em conjunção com a estrela Régulo (pequeno rei), a mais brilhante
da constelação do Leão. O Sol estava na constelação da Virgem. Temos, pois, dois reis que se
encontram quando a Virgem é protegida pelo Sol, uma conjugação de fatores que certamente
não deixaria indiferentes os Magos do Oriente e que Martin considera ter sido o sinal que os
levou a partir. O 11 de Setembro foi, segundo ele, a data do nascimento de Jesus Cristo. Além do
mais, esta conjunção foi tripla, isto é, Júpiter entrou em movimento retrógrado e depois
prosseguiu o seu movimento natural, o que o levou a cruzar-se três vezes com Régulo.
Algumas análises propõem ainda que se alie a conjunção entre Vênus e Júpiter a esta tripla
conjunção de Júpiter e Régulo (como é o caso da que é apresentada por Frederick A. Larson, no site
Star of Bethlehem, que os interessados poderão consultar).
Como se pode depreender do que tem sido dito até aqui, hoje em dia existe um considerável número
de trabalhos e obras publicadas sobre este assunto. Mesmo assim, julgo que pode ser interessante
destacar duas investigações, que deram origem a dois livros que têm conseguido bastante aceitação,
quer por parte da comunidade científica, quer pelos interessados por estes temas, em geral.
Dois livros parecem lançar mais alguma luz sobre o problema. Um deles é de Mark Kidger, um
astrônomo britânico que atualmente trabalha no Instituto de Astrofísica das Canárias. A obra, intitulada
The Star of Bethlehem: An Astronomer’s Point of View saiu sob a chancela da Princeton University
Press. O outro é da autoria de Michael Molnar, um astrônomo norte-americano. Tem como título The
Star of Bethlehem: The Legacy of the Magi e foi publicado pela Rutgers University Press.
O primeiro livro, The Star of Bethlehem – An Astronomer’s View (Princeton University Press,
Novembro de 1999), foi escrito pelo inglês Mark Kidger, astrônomo do Instituto de Astrofísica das
Canárias.
Kidger parte da hipótese segundo a qual o rei Herodes terá morrido entre 13 de Março e 11 de
Abril do ano 4 A.C.. Defende também que os Magos seriam de origem persa, iniciados na tradição
messiânica do zoroastrismo, alegando que, devido à grande rivalidade existente entre os persas e os
romanos, os primeiros ter-se-iam certamente interessado pela possibilidade de vir a surgir um Rei
libertador dos judeus, que iria sem dúvida causar dificuldades aos romanos na luta pelo controle da
Judéia.
Kidger sugere que os Magos observaram uma conjunção tripla, ocorrida entre Júpiter e Saturno
e que se prolongou por sete meses, de Maio a Dezembro, no ano 7 A.C. – a conjunção calculada por
Kepler. Este terá sido o primeiro sinal, pois Júpiter, o planeta rei, reunia-se a Saturno na constelação de
Peixes, que estaria astrologicamente associada aos judeus. Todavia, este evento não foi suficiente para
convencer os Magos de que algo acontecia, ou estava para acontecer. Estas conjunções eram
relativamente freqüentes e houve mesmo algumas mais espetaculares em anos anteriores, por
exemplo, em 146-145 A.C.
Mas vieram outros sinais, como o agrupamento entre Júpiter, Saturno e Marte, que ocorreu a 20
de Fevereiro de 6 A.C., também na constelação de Peixes. Kidger lembra que, sendo Marte o rei da
guerra, uma interpretação possível para este evento poderia ser o nascimento de um Rei, que
traria a libertação para os judeus. Porém, estamos perante mais um fenômeno relativamente
freqüente e Kidger indica ainda mais dois sinais. Um deles é uma ocultação de Júpiter pela Lua, a 17
de Março de 6 A.C., na constelação do Carneiro.
O outro fenômeno, e esse, sim (segundo ele), teria sido a Estrela que orientou a viagem dos
Magos, é a «nova» que apareceu em Março do ano 5 A.C. a norte de Alfa e Beta Capricórnio, ou a
sul de Águia, e que os chineses registraram. Dizem os Anais chineses que a nova brilhou durante 70
dias. Kidger considera que teria sido tempo suficiente para os Magos realizarem a sua viagem,
desde a Pérsia até Jerusalém, com a estrela que tinham visto no Oriente, ao romper da aurora,
«seguindo» à sua frente, num movimento aparente (que se deve ao movimento aparente da esfera
celeste), para depois parecer «estacionar» a sul, na direção de Belém. Jesus Cristo teria assim
nascido por volta de meados de Abril de 5 A.C., o que não só se encaixa no Evangelho segundo
Mateus, mas também está de acordo com as palavras do Evangelho segundo Lucas, que parecem
referir-se à Páscoa. Cada um dos sinais apresentados por Kidger é, segundo ele, por si só, insuficiente,
mas o conjunto pode fazer algum sentido.
Assim, segundo Ridge, o «primeiro sinal» terá sido uma tripla conjunção de Júpiter e Saturno, que se
registrou no ano 7 a.C. na constelação Peixes. Argumentando que Peixes é o signo da Judéia, Ridger
diz que qualquer fenômeno astronômico aí registrado seria seguido com atenção pelos magos, que
esperavam por um sinal anunciador do nascimento do Messias. Ao contrário dos habitantes locais, que
não se interessavam por fenômenos celestes nem por astrologia, o alinhamento dos dois planetas no
mesmo meridiano, passando um por debaixo do outro, seria seguido com interesse pelos magos da
Babilônia ou da Pérsia que, apesar de terem origem judia, viviam sob influência da astrologia grega,
romana e zoroastrista. O «segundo sinal» seria um agrupamento dos planetas Júpiter, Saturno e Marte,
que se registrou em Fevereiro do ano seguinte, 6 a.C., igualmente em Peixes. O «terceiro sinal» seria
uma conjugação de Júpiter e da Lua, que se realizou em Fevereiro de 5 a.C. na mesma constelação.
Depois de todos estes acontecimentos celestes, os astrólogos magos ter-se-iam convencido da
chegada do Messias e ter-se-iam preparado para a caminhada até Jerusalém. O «quarto sinal», ainda
segundo Ridger, seria o aparecimento de uma explosão estelar, uma nova ou supernova, que o
astrônomo britânico levanta como possibilidades, baseado em estudos de registros chineses. A «estrela
nova» não seria tão espetacular que tivesse despertado grande interesse na Judéia, mas seria o sinal
decisivo para astrólogos magos, que teriam passado os últimos anos a seguir os acontecimentos
celestes. Os magos ter-se-iam posto a caminho para o local lógico de nascimento do novo rei dos
judeus: a Judéia. Chegados a Jerusalém, pelo movimento natural dos céus, a nova, que teriam visto a
oeste durante a madrugada, apareceria agora a sul, indicando o caminho para Belém.
Importante ressaltar que quando os magos chegaram à Belém, Cristo tinha acabado de nascer.
Então, eles viram o sinal celeste (ou prestes a acontecer) antes do seu nascimento e início da viagem
até Belém.
A explicação de Ridger parece bastante plausível e vem trazer novos elementos a esta longa
polêmica. Mas Michael Molnar, o astrônomo que publicou o segundo livro sobre o tema apresenta um
argumento que parece demolidor: não era Peixes, mas sim Carneiro o signo associado à Judéia.
Molnar apresenta dezenas de autores e estudos da antiguidade, nomeadamente Ptolomeu, em apoio à
sua tese, enquanto Ridger apenas se baseia no testemunho do rabi Abarbanel, um sefardita espanhol
que viveu no século XV.
O segundo livro, também de 1999, é do astrônomo estado-unidense Michael Molnar, e tem por título:
The Star of Bethlehem: The Legacy of the Magi (Rutgers University Press).
Moedas de bronze antigas (5-11 D.C.) de Antioquia mostram um carneiro olhando para uma
estrela. Segundo o Tetrabilos de Ptolomeu, obra que é considerada a «bíblia da astrologia», o
Carneiro era o signo do zodíaco que representava o reinado de Herodes (Judéia, Idumeia,
Suméria, Palestina e parte da Síria). Molnar consegue coligir uma série de provas que sustentam esta
idéia e diz ainda que o costume de relacionar o signo de Peixes com os judeus é apenas cristão.
Repare-se que a palavra grega para peixe é ichtus, um acrônimo de Iesus Christos Theou Uios Soter –
Jesus Cristo Filho de Deus o Salvador.
Para Molnar a astronomia e a astrologia confundiam-se durante a época em questão, pelo que
qualquer abordagem deve ter em conta o significado astrológico do fenômeno. Como tal, baseia-se em
Mathesos (334 D.C), de Firmicius Maternus, um astrólogo de Constantino o Grande, para descrever as
condições que seriam favoráveis ao nascimento de um rei de natureza divina. Partindo destes
pressupostos, Molnar explica como, a 17 de Abril do ano 6 A.C., se deu um fenômeno astronômico
que não terá sido de modo algum espetacular, mas que terá tido um enorme significado para os
astrólogos da época.
Nesse dia, Júpiter nasceu a leste pela manhã, na constelação do Carneiro. O sol estava igualmente
na constelação do Carneiro. Além disso, Saturno também estava presente em Carneiro. A Lua estava
em conjunção próxima com Júpiter de tal modo que houve uma ocultação. A ocultação de Júpiter pela
Lua terá sido ofuscada pelo Sol e, como tal, não terá sido visível, no entanto os astrólogos poderiam ter
suspeitado de que ela iria acontecer e encontrado assim condições auspiciosas para o nascimento de
um grande Rei na Judéia.
Estes Magos, astrólogos, seriam mais uma vez sacerdotes zoroastrianos, provavelmente Partas, que
se terão deslocado à capital das terras governadas por Herodes, Jerusalém, para tentar descobrir onde
poderia ter nascido o novo Rei. É, segundo Mateus, Herodes quem lhes fornece a pista, depois de ter
ouvido a profecia dos seus sacerdotes conselheiros. O início do movimento retrógrado de Júpiter, a 19
de Dezembro de 6. AC., terá servido para explicar o fato da «estrela» ter ficado estacionária no céu e
assim parecer ter parado, sobre Belém, como dizem os textos de Mateus.
Molner não contesta o ano de 4 A.C como o mais provável para a morte de Herodes. E, quanto à
contradição entre Mateus e Lucas, Molner sugere que, uma vez que estes textos só foram escritos por
volta do ano 80 D.C, o autor do último pode ter sido induzido em erro pelas moedas de Antioquia. Estas
foram provavelmente cunhadas durante o censo de Quirinus, que Molnar aceita ter acontecido em 6
D.C., mas não na altura do nascimento de Jesus Cristo. A representação que as moedas exibem, a
estrela e o carneiro, podia, no entanto, aludir a esse acontecimento e Lucas, simplesmente, deve ter
associado as duas datas.
Desse modo, a explicação avançada por Molnar é completamente inovadora e baseia-se numa leitura
das edições mais antigas do Evangelho de Mateus, escritas em grego. Molnar diz que a estrela não
era mais do que o planeta Júpiter, que teve uma conjugação com a Lua em 17 de Abril de 6 a.C.
na constelação Carneiro, o signo dos judeus. Essa conjugação não seria visível, pois registrou-se
perto do Sol, e apenas astrólogos a poderiam ter calculado. Indo ao texto grego, Molnar interpreta os
versículos de Mateus tal como eles seriam lidos por astrólogos magos da época. A frase «vimos a sua
estrela no Oriente», depois de confrontada cuidadosamente com o texto grego, significa apenas «vimos
a sua estrela (isto é, o planeta Júpiter) nascer a oriente do Sol» (logo antes do Sol, o chamado
nascimento helíaco). Quando o texto bíblico afirma que a estrela «ia adiante» e «parou», isso
apenas significa que a estrela (Júpiter) seguia o movimento de leste para oeste nos céus (hoje
chamado retrógrado, para um planeta) e depois ficou estacionária, o que terá acontecido em 19
de Dezembro do mesmo ano, antes de recomeçar o seu movimento aparente normal, de oeste
para leste, habitual nos planetas.
As datas, tanto de Ridger com de Molnar, são compatíveis com o que se admite ter sido o momento
de nascimento de Cristo, situado em data incerta, entre 8 e 4 a.C., talvez num mês de Abril ou Maio. As
explicações parecem igualmente credíveis, mas a obra de Molnar, com uma interpretação puramente
astrológica da estrela de Belém, parece estar a despertar mais interesse entre os estudiosos. Owen
Gingerich, astrônomo e historiador de Harvard, diz que o livro de Molnar é a contribuição recente mais
importante na procura de uma explicação natural para a famosa Estrela de Belém. Talvez a explicação
da Estrela de Belém não esteja, afinal, escrita na observação de um fenômeno celeste espetacular, mas
sim no simbolismo da astrologia antiga.
Nada indica que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro e nunca se pode definir essa data,
porque os cristãos primitivos não tinham essa celebração, e os que a criaram, sem ter qualquer
informação sobre o dia em que ele nascera, substituíram a comemoração do nascimento do sol, no
solstício meridional, pelos festejos do nascimento do Messias. Afirma-se também que esse dia era de
comemoração do aniversário do deus persa Mitra.
Lemos em Lucas 2:8-11 "Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos,
tomando conta dos rebanhos de ovelhas. Então um anjo do Senhor apareceu, e a luz gloriosa do
Senhor brilhou por cima dos pastores. Eles ficaram com muito medo, mas o anjo disse: - Não tenham
medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria
também para todo o povo! Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês - o Messias, o
Senhor!"
Quem conhece Israel sabe que 25 de dezembro é inverno naquela região e ninguém fica
exposto ao tempo. Os pastores não ficariam no campo numa noite de inverno. No final de outubro e
início de novembro os pastores já não vão mais ao campo, porque já é declarado inverno. Não há
pastagens, é inseguro e desconfortante para o rebanho.
Inclusive, nessa época é cessada a navegação por causa da vinda da estação das tormentas, não
sendo retomada senão na primavera.
Esdras 10 nos mostra que, por ocasião do mês nono (para nós, Novembro – para eles, Chisleu), todo
o povo se congregou para confessar seus pecados e buscar o perdão e o favor divino (v.9-13). Era
tempo de “grades chuvas” e por isso os homens tremiam muito. Cantares 2:11, fala que esse mesmo
tempo era de muito frio.
Isso nos mostra (e o conhecimento do clima de Israel ainda hoje) que a partir de meados de Outubro,
até o início do ano seguinte, é tempo de chuvas e de muito frio, sendo que em alguns lugares chega a
gear devido às baixas temperaturas.
Lucas 2:8 nos afirma que quando Jesus nasceu, “havia naquela mesma região, pastores que estavam
no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho”.
Ora, isso jamais poderia ter acontecido em Dezembro. Nem mesmo após 15 de Outubro (início do
Inverno).
“Durante a época da Páscoa (começo da primavera) era costume dos judeus daqueles dias levarem
ovelhas aos campos e desertos, e recolhe-las ao começo das primeiras chuvas”. Isso é afirmado por
Adam Clarke no vol. 5 de seu Comentary, edição de New York. Afirma ainda que “os pastores cuidavam
dos seus rebanhos dia e noite, durante todo o tempo que permaneciam fora...”.
As primeiras chuvas começavam nos meses de outubro ou novembro (do nosso calendário). Vimos
que as ovelhas estavam nos campos, e como os pastores, portanto, ainda não haviam recolhido seus
rebanhos, é de concluir que outubro (do nosso calendário) ainda sequer havia começado.
Em Lucas 2:1-3 diz que José e Maria estavam indo de Nazaré, na Galiléia, para Belém que ficava na
Judéia, porque o imperador havia feito um decreto para que todos se alistassem em sua cidade natal, a
fim de que fosse feita uma contagem da população. Porque o imperador faria esse recenseamento justo
no inverno? Porque Deus faria que seu filho Jesus nascesse no inverno, onde não havia condições
humanas favoráveis para se caminhar por montes e desertos?
O Dr. Russel Shedd, em seu comentário na Bíblia Vida Nova, sobre o versículo 34 de Levíticos, que
fala da Festa dos Tabernáculos, diz que “Jesus não podia ter nascido em dezembro, que é um mês de
neve em Jerusalém, durante o qual nenhum rebanho estaria nos campos. Que provavelmente nasceu
na época da Festa dos Tabernáculos, em outubro...”
Podemos através de alguns detalhes bíblicos, situar cronologicamente o nascimento de Jesus
e verificar que o Seu nascimento foi o cumprimento da mais importante festa do Velho
Testamento e o dia mais sagrado do calendário judaico, o grande dia de jejum do calendário
judaico, o dia da expiação/propiciação dos pecados (Iom Kippur), celebrado no dia dez de Tisri-
Etanim.
No Evangelho de João capítulo 1, vers. 14, vemos: "Cristo ... habitou entre nós". Esta palavra em
grego é skenoo ou tabernaculou; isto é, a Festa dos Tabernáculos cumprindo-se em Jesus Cristo, o
Emanuel (Is 7:14) que significa “Deus Conosco”. Em Cristo não se cumpriu somente a Festa dos
Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mt 26:2; I Co 5:7), e a festa do
Pentecostes, quando enviou o Espírito Santo sobre a Igreja (Atos 2:1).
Vejamos nas Escrituras alguns detalhes que nos ajudarão situar cronologicamente o nascimento de
Jesus: Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias. (I Cr 24:1-19 = 24
turnos X 15 dias = 360 dias ou 1 ano). O oitavo turno pertencia a Abias (I Cr 24:10). O primeiro turno
iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico (mês de Abíbi – Ex 12:1-2 ; Dt 16:1 ; Ex 13:4).
Nome Mês Turnos Referência
01 Abíbi (Nisã) Março 1e2 Ex 13:4; Et 3:7
02 Zive Abril 3e4 I Re 6:1
03 Sivã Maio 5e6 Et 8:9
04 Tamuz Junho 7e8 Jr 39:2; Zc 8:19
05 Abe Julho 9 e 10 Nm 33:38
06 Elul Agosto 11 e 12 Ne 6:15
07 Etenim (Tisri) Setembro 13 e 14 I Re 8:2
08 Bul Outubro 15 e 16 I Re 6:38
09 Chisleu Novembro 17 e 18 Ed 10:9; Zc 7:1
10 Tebete Dezembro 19 e 20 Et 2:16
11 Sebate Janeiro 21 e 22 Zc 1:7
12 Adar Fevereiro 23 e 24 Et 3:7
Comecemos por Zacarias, pai de João Batista. Ele era sacerdote e ministrava no templo durante o
turno de Abias (Lucas 1:5,8,9). Terminado o seu turno voltou para casa e, conforme a promessa que
Deus lhe fez, sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista (Lucas 1:23-24). Portanto João
Batista foi gerado (sua mãe ficou grávida) no fim do mês Tamuz ou início do mês Abe e diversos
registros indicam que nasceu em 27 de Março (Superinteressante, dez/1999, pág. 33). Agora um
dado muito importante: Jesus foi concebido (Maria ficou grávida) seis meses depois (Lucas 1:24-
38). Portanto Jesus foi concebido no fim de Tebete ou início de Sebate. A mãe de João Batista
ficou grávida na Páscoa e Jesus Cristo foi crucificado na Páscoa.
Jesus nasceu antes da morte de Herodes Magno (Mt 2:1; Lc 1:5), que faleceu na primavera de 750 da
era romana, quer dizer: no ano 4 antes de Cristo. Conforme estudos o ano mais provável do nascimento
de Jesus é 7 ou 6 antes da era cristã.
Visto estes detalhes nas Escrituras, chegamos a conclusão que João Batista foi gerado no fim de
junho ou inicio de julho, quando Zacarias voltou para casa após seu serviço no templo. Jesus foi
concebido seis meses depois, no fim de dezembro ou início de janeiro. Ele não nasceu em dezembro
como diz a tradição, mas foi gerado neste mês. Nove meses depois, no final do sétimo mês (Etenim), no
final de setembro no nosso calendário (Superinteressante, dez/1999, pág. 33), quando os judeus
celebravam o dia da expiação dos pecados, Deus veio habitar com Seu povo, nasceu Jesus, sendo
comemorado, depois, com a festa dos Tabernáculos.
Do mesmo modo, por outro raciocínio. A profecia em Daniel 9:24-27 indica o aparecimento do
Messias no começo da 70ª “semana” de anos (Da 9:25) e sua morte sacrificial no meio ou “na metade”
da última semana, desta forma pondo fim à validez dos sacrifícios e das oferendas sob o pacto da Lei
(Da 9:26-27 com He 9:9-14 e 10:1-10). Isto significaria um ministério de três anos e meio (a metade
duma “semana” de sete anos) para Jesus Cristo. Assim, a morte de Jesus ocorreu no mês primaveril de
Nisã, seu ministério, que começou três anos e meio antes, segundo Daniel 9:24-27, deve ter tido início
no outono, por volta do mês de Etanim (setembro-outubro). Portanto, o ministério de João (iniciado no
15° ano de Tibério) deve ter começado na primavera do ano 29 EC. Por conseguinte, o nascimento de
João é situado na primavera do ano 2 AC, o nascimento de Jesus ocorreu seis meses depois em 2 AC,
seu ministério começou cerca de 30 anos depois, no outono de 29 EC, e sua morte se deu no ano 33
EC (em 14 de nisã, na primavera, conforme declarado).
Jesus Cristo, quando tinha 33 e meio anos de idade foi preso às vésperas da Páscoa judaica (Marcos
14:1), a qual é celebrada no dia 10 de Nisã-Abibe (Êxodo 12:1-3, 23:14-15 e 34:18), data esta que no
nosso calendário solar gregoriano corresponde à segunda quinzena de Março. Portanto, Jesus Cristo foi
crucificado na véspera do dia da Páscoa, numa Sexta-feira (Marcos 15:42-43, Lucas 23:52-54, João
19:13-18; Marcos 15:25,33 e Mateus 27:48), dia 25 de Março do ano 18 de Tibério César (alguns dizem
que foi 5 de Abril do ano 30 de nosso calendário).
Na Páscoa o Cordeiro tinha que ser morto (Êxodo 12:5-6) e, assim, Jesus Cristo foi O Cordeiro
Perfeito provido por Deus (João 1:29,36 e 12:24,27).
Jesus Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Mc 16:2, Mt 28:1, Lc 24:1-3 e João 20:1), ou
seja, no Domingo de Páscoa (Lv 23:11), dia 16 de Nisã.
Então, voltando seis (6) meses no calendário, a partir do dia de sua morte, encontramos o mês de seu
nascimento, qual seja, Tisri/Etanim (1ª quinzena de setembro até 1ª quinzena de outubro); e, depois,
voltando mais 33 anos, obtem-se o ano de seu nascimento.
Ressalta-se assim que nesse mês em questão, no dia dez é o dia da expiação dos pecados (Lv 23:27,
16:24 e Nm 29:7) e do dia 15 ao 23, é a festa dos Tabernáculos (Lv 23:24, Dt 16:13 e Nm 29:12). Ainda
mais, esse período em nosso calendário corresponde ao signo de virgem.
Portanto, seis meses para frente ou para trás caem na mesma data. Assim, Jesus Cristo nasceu no
dia da expiação dos pecados (onde o sumo sacerdote fazia o sacrifício pelo perdão dos pecados de
todos e Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote Eterno – Hebreus 2:17; 3:1; 4:14-15; 5:1,5-6,10; 6:20;
7:1-3,11,15,17,21,26; 8:1,3-4; 9:7,11,25; 10:11,21 e 13:11) e na época da festa dos Tabernáculos,
ambas as festividades aconteciam a cada ano, no final do 7º mês (Tisri-Etanin) do calendário judaico,
que corresponde ao mês de setembro do nosso calendário.
No primeiro dia do sétimo mês era tocada a trombeta (Lev. 23:24- 25) para anunciar o primeiro dia do
ano civil ou ano novo. A trombeta também alertava ao povo da proximidade do Dia da Expiação, que
era dia de juízo onde se exigia preparação e solenidade.
O Dia da Expiação (Lev. 23:26-32), acontecia no décimo dia do sétimo mês. O Purim é considerada a
celebração por excelência. Em Purim aceitamos a Hasgachá (autoridade) Divina com regozijo, por
temor ao ditame, em troca em Purim aceitamos a Hashgachá Divina com alegria, dado que podemos
encontrar o Todo-Poderoso nos momentos mais inesperados e ocultos. Nesse dia, ninguém realizava
qualquer trabalho, pois todo o povo se reunia junto à Tenda da Congregação, ou seja, no Templo.
Somente o sumo sacerdote realizava a grande obra da reconciliação. O Santuário era purificado
das transgressões daqueles que um dia sacrificaram um cordeiro e tiveram seus pecados
transferidos simbolicamente através do sangue do animal que era aspergido no
Tabernáculo/Templo. É a preparação (santificação) do povo e do Templo para poderem receber o
Senhor, ou seja, para poderem estar na presença de Deus. O sumo sacerdote entrava no lugar
mais santo do santuário (Santo dos santos), onde ficava a arca da aliança. Ele era a única
pessoa que podia ir lá. Dentro da arca, estavam os Dez Mandamentos nas tábuas de pedra escritos
por Moisés, quando Deus esteve com ele por 40 dias e noites (Êxodo 34:27-28). Também estava dentro
da arca um pote de maná e a vara de Arão que Deus havia feito florescer para mostrar que Arão devia
ser o primeiro sumo sacerdote. Os principais preceitos da cerimônia são serviços religiosos, jejum,
toque do shofar, compenetração e expiação.
Uma semana antes do dia da expiação, o Sumo Sacerdote deixava sua casa e ia morar no Templo.
Nessa semana ele realizava todas as atividades do Templo ele mesmo, ao contrário do restante do ano.
Além disso, ele estudava duas porções da Lei e as aprendia de cor para se assegurar que não
cometeria erros na liturgia. Na noite anterior, o Sumo Sacerdote passava a noite inteira acordado
estudando a Lei e se preparando. Se ele porventura dormitasse ou pegasse no sono, sacerdotes mais
jovens o acordariam recitando salmos. Muitas vezes o sacerdote passava a noite inteira em pé no
pavimento de pedra do Templo.
Na manhã ele punha suas roupas sacerdotais e realizava as atividades do ritual matinal, incluindo o
sacrifício matinal, acender a menorah (castiçal de sete velas) e a queima de incenso. Ele então lavava
seus pés e mãos numa bacia dourada e se banhava num banho ritual que seria repetido por todo o dia.
Então o Sumo Sacerdote se despia de suas vestes sacerdotais, colocava uma túnica feita de uma
única peça de tecido de Linho e caminhava até um novilho e recitava para si mesmo e para sua família
a primeira das três orações confessionais. Em três vezes durante essa oração ele pronunciava o Nome
Temível (o nome que Deus usou para se identificar a Moisés) ao contrário do costumeiro "Adonai" que
significa Senhor. Os que o observavam, em reverência ao momento, caiam ao chão e gritavam em alta
voz: "Bendito seja o Nome, a glória do seu reino para sempre."
O sumo sacerdote então caminhava até dois bodes idênticos previamente escolhidos. Através de uma
loteria, um era escolhido como sacrifício a Deus, e o outro, chamado Azazel (traduzido como bode
expiatório) era levado perante ele. O Sumo sacerdote pegava esse bode pelos chifres e recitava sobre
ele os pecados de todo o povo e amarrava lã vermelha entre seus chifres. Esse bode era lançado no
deserto carregando os pecados coletivos de todo o povo. O novilho era sacrificado e seu sangue era
mantido numa bacia para o uso ritual posterior.
Então finalmente chegava a parte mais importante da cerimônia. O Sumo sacerdote subia por uma
rampa ao altar, enchia um vaso sagrado com carvão e um receptáculo dourado com incenso. Então,
debaixo do escrutínio de todo o povo, ele entrava no Santo dos Santos, o santuário interior onde o
Espírito de Deus habitava e que nenhum homem poderia entrar sob pena de destruição divina.
Uma vez dentro, ele acendia o incenso e saia do santuário interior. O ritual continuava com o Sumo
sacerdote aspergindo sangue no véu que separava o Santo dos Santos como um ato de
purificação. Então o bode restante era morto e o sangue adicional aspergido no véu e na base do
altar.
Ao mesmo tempo que isso acontecia, o bode expiatório era levado do templo a um sacerdote
previamente escolhido cuja função era levá-lo a um local no deserto da Judéia, a uns 12 kilomêtros de
distância, onde ele empurrava o bode num abismo.
Com o passar dos anos e a destruição do templo, a liturgia ritual foi substituída por uma liturgia de
orações confessionais. O livro de Jonas é lido no Yom Kippur.
Há quase dois mil anos, Jesus Cristo, como Grande Sumo Sacerdote Eterno, entrou no Santo
dos Santos celestial pelo Seu próprio sangue (Hb 9:12-14). Esse aspecto do Yom Kippur foi
cumprido na Sexta-Feira, quando Jesus Cristo não derramou sangue estranho, mas Seu próprio sangue
e, assim, penetrou no Santo dos Santos: "Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote eterno dos
bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito Tabernáculo/Templo, não feito por mãos, quer
dizer, não desta criação (ou seja, seu próprio corpo), não por meio de sangue de bodes e de bezerros,
mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna
redenção" (Hb 9:11-12).
Hb 9.24-28a - "Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no
mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo
muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. Ora,
neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora,
porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar pelo sacrifício de
si mesmo o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o
juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de
muitos...".
O Véu desempenhava importante função no Tabernáculo. Era ele que separava o Lugar Santo
do Lugar Santíssimo, onde somente o Sumo-Sacerdote podia adentrar, e isto uma só vez no ano,
ou seja, no Dia da Expiação. Com a morte do Filho de Deus, nos relatam as Escrituras que o Véu do
Templo (que nos separava do Pai no Santo dos Santos) se rasgou de alto a baixo (Mt 27:51), tornando
aquele local, um local de livre acesso para todos! Agora tanto judeus, como gentios, mulheres e
crianças podiam olhar para dentro do Santo dos Santos sem o risco de perder a vida. Isto nos quer
dizer que daquele momento em diante todos, sem exceção, temos pleno/total acesso direto e irrestrito a
Deus e, por essa razão, somente Jesus Cristo é o nosso único mediador, intercessor, advogado,
intermediário, representante ... junto à Deus.
"Tendo, pois irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e
vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a
casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração
purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura." (Heb 10:19-22).
A festa dos Tabernáculos ou das Cabanas (Lev. 23:33-44), significava Deus habitando com seu
povo. Foi instituída por Deus como memorial para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de
peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou num Tabernáculo no meio do seu povo (Lv 23:39-
44; Ne 8:13-18). Os israelitas, em memória ao tempo em que eram errantes no deserto e viviam em
tendas, deviam voltar a morar em barracas durante sete dias (portanto, Cristo não nasceu nessa
semana já que todos estão em barracas/tendas e não em suas casas - Lucas 2:7). Ao contrário da
contrição da festa anterior, havia muito júbilo e alegria nesta ocasião. O juízo havia passado e o perdão
dos pecados estava garantido.
Em todas as Escrituras, Deus adverte seu povo a não servir aos falsos deuses estrangeiros
nem copiar suas "obras". Entretanto, geração após geração de judeus no Velho Testamento achou o
sistema idólatra de adoração das nações pagãs circunvizinhas absolutamente irresistíveis. Ao ler o
Velho Testamento, você encontra Deus advertindo seu povo, repetidas vezes a não seguirem a religião,
as tradições e as práticas das nações adoradoras de Satanás (Baal) circunvizinhas a Israel.
"Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos
deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja
terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.". [Josué 24:15]
"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um
e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." [Mateus 6:24]
"Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme às suas obras; antes
os destruirás totalmente, e quebrarás de todo as suas estátuas." [Êxodo 23:24]
"... se servires aos seus deuses, certamente isso será um laço para ti." [Êxodo 23:33]
"E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso
tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse:
Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do
meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; e eu
serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." [2 Coríntios 6:15-
18]
No entanto, vez após vez, Israel se recusou a obedecer às advertências de Deus e mergulhou fundo
na adoração pagã de seus vizinhos. Esse paganismo penetrou até mesmo nos círculos internos do
governo, sob a liderança de maus reis e rainhas e, no Templo, por meio dos sacerdotes idólatras. Em
numerosas ocasiões, Deus levantou reis justos que imediatamente iniciavam uma limpeza física no
templo, no sacerdócio e dos judeus seguidores de Baal, o demônio-deus favorito daquela época. Deus
deixou registrado nas Escrituras esses tempos de reforma e restauração para nós. Portanto, vamos
examinar algumas passagens onde Deus ordenou uma remoção total da adoração a Baal.
"Mas os seus altares derrubareis, e as suas estátuas quebrareis, e os seus bosques cortareis." [Êxodo
34:13]
"E tiraram as estátuas da casa de Baal, e as queimaram." [2 Reis 10:26]
"Porque tirou os altares dos deuses estranhos, e os altos; e quebrou as imagens, e cortou os
bosques." [2 Crônicas 14.3]
"E acabando tudo isto, todos os israelitas que ali se achavam saíram às cidades de Judá e quebraram
as estátuas, cortaram os bosques, e derrubaram os altos e altares por toda Judá e Benjamim, como
também em Efraim e Manassés, até que tudo destruíram." [2 Crônicas 31:1]
"E quebrará as estátuas de Bete-Semes, que está na terra do Egito; e as casas dos deuses do Egito
queimará a fogo." [Jeremias 43:13]
"Israel é uma vide estéril que dá fruto para si mesmo; conforme a abundância do seu fruto, multiplicou
também os altares; conforme a bondade da sua terra, assim, fizeram boas as estátuas." [Oséias 10:1]
No último verso, vemos que, quando Deus permitiu que Israel se tornasse próspero financeiramente e
seus cidadãos se tornassem abastados, a nação descambou ainda mais na adoração pagã. Parece que
as riquezas e um padrão elevado de vida são laços espirituais, porque as pessoas sentem
menos necessidade de Deus e são levadas por suas próprias lascívias às religiões pagãs que
promovem essas lascívias. Obviamente, um paralelo direto pode ser trazido para o mundo ocidental
hoje, porque estamos quase tão pagãos quanto Israel estava durante o tempo dos julgamentos de Deus
no Velho Testamento, e temos obeliscos por toda a parte!
O cristianismo começou a ser corrompido pelo mesmo tipo de paganismo durante o reinado de
Constantino. Esse rei deu início à prática de combinar a doutrina, arte e objetos cristãos com os do
paganismo. Esse processo é chamado "sincretização". Embora Constantino tenha iniciado a prática, a
Igreja Católica Romana é que a aperfeiçoou! Os papas católicos acreditaram erroneamente que podiam
"cristianizar" um objeto satânico de adoração orando sobre ele e/ou ungindo-o com "óleo santo",
tornando assim o objeto aceitável para o uso cristão.
Nos últimos 1.400 anos, a Igreja Católica Romana tem conduzido a civilização ocidental pela estrada
vil da sincretização, onde material satânico foi misturado com material cristão. O resultado é uma
mistura podre que Jesus Cristo sempre rejeitará! Muitas pessoas despertarão diante do Grande Trono
Branco do Julgamento e descobrirão, tarde demais, que Jesus não aprova nem um tiquinho essa
mescla do paganismo com o verdadeiro cristianismo. A orientação de Jesus de que devemos ser
"prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas" [Mateus 10:16]
Assim, a tradição (Mt 15:2) que emanava do "deus deste mundo" (II Cor 4:4), brotou por meio do
paganismo, foi transplantada para o Cristianismo por antepassados infiéis e aperfeiçoada pela Igreja de
Roma, "a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra" (Apoc 17:5). Assim como
as crianças são levadas a acreditar em Papai Noel, a Cristandade tem sido enganada por cegos que
são guias de cegos (Lc 6:39).
Nós vivemos dentro de uma atmosfera espiritual: decidimos amar a Jesus e servi-lo, mas existe um
reino inimigo que trabalha para inserir um ensino diferente daquele que a Bíblia traz - o falso ensino. O
apóstolo Pedro nos faz uma advertência na sua carta - 2 Pedro 2:1 "No passado apareceram falsos
profetas no meio do povo, e assim também vão aparecer falsos mestres entre vocês. Eles
ensinarão doutrinas destruidoras e falsas e rejeitarão o Mestre que os salvou. E isso fará cair
sobre eles uma rápida destruição". Portanto, aquilo que não está na Bíblia não serve para o cristão.
O que a Bíblia não fala, não podemos tomar como base para nossa vida ou usarmos para traçar um
perfil religioso, pois pode conduzir a heresias. Se não obedecer a Bíblia já é um erro, quanto mais fazer
algo que a Bíblia não manda!
II Coríntios 11:13 nos fala da possibilidade de recebermos ensinos errados por meio de alguns que se
dizem apóstolos de Cristo, mas são falsos sacerdotes. Apóstolo de Cristo é alguém que ensina as
mesmas coisas que Jesus ensinou e que não muda o ensino original. Infelizmente muitos ensinos
errados foram absorvidos pela Igreja de Jesus, formando uma geração marcada pela fortaleza do
engano. Mas, vamos tomar posições quanto a isso e quebrar as amarras que estão sobre nós. Por
favor, leia os textos de II Coríntios 6:14-18.
Observe que no verso 15 há uma forte advertência, dizendo que não há como uma pessoa viver na
dúbia prática de servir a Deus e ao diabo, ser crente e agir como incrédulo, viver num nível de confusão
e embaraço. Em Apocalipse 18:4 a Palavra de Deus é clara quando diz "Então ouvi outra voz do
céu, que disse: - Saia dessa cidade, meu povo! Saiam todos dela para não tomarem parte nos
seus pecados e para não participarem dos seus castigos!" Deus não quer que seus filhos sejam
participantes de duas visões, porque Ele tem uma aliança com o seu povo. Não seja participante de
duas visões porque o Reino de Deus não tem duas visões, ou você é de Deus ou é do Diabo. Ou vai
para o céu ou vai para o inferno. Não existe meio termo na Bíblia e Jesus diz em Mateus 5:37 "Que o
"sim" de vocês seja sim, e o "não", não, pois qualquer coisa a mais que disserem vem do Maligno".
Apocalipse 3:15-16 – “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras
frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.”
Então a Bíblia não nos ensina a fazer acordos ou concessões com os pagãos para viver bem, mas diz
que nosso compromisso é com nossa Pátria celestial, pois é de lá que somos cidadãos. Filipenses 3:20
" Mas nós somos cidadãos do céu e estamos esperando ansiosamente o nosso Salvador, o Senhor
Jesus Cristo, que virá de lá".
Em Efésios 2:1-2 o apóstolo Paulo nos diz que antigamente, isto é, antes de nosso nascimento
espiritual, nossos hábitos e atitudes eram os mesmos de um morto espiritual, isto é, fazíamos as
mesmas coisas que faziam as pessoas que não aceitaram a Jesus como Salvador, e que por isso são
chamados de pessoas do mundo. Tais pessoas do mundo, acreditam que Jesus exista e até
comemoram seu nascimento, mas não vivem de acordo com os seus ensinos nem o reconhecem como
o Senhor de suas vidas, como o Senhor Deus Todo Poderoso, e muito menos querem seguir seus
ensinos como Mestre, e isto é que é o problema maior.
Se nós, os cristãos ou crentes, passamos pelo milagre do novo nascimento, não podemos permitir ser
amarrados por tradições de povos que nada tem a ver com Deus. Essas tradições não podem ser a
motivação de nossas vidas. Não devemos assumir compromissos de dar continuidade a coisas
que sabemos que Deus não se agrada delas, pois ser salvo significa ser livre do castigo que vem
para os que fazem o que não agrada a Deus. Nosso compromisso é para com nosso Pai. Temos que
fazer o que agrada ao nosso Salvador e parar com as coisas que não o agradam.
Olhando para o dicionário encontramos que tradição significa - transmissão oral de lendas, fatos,
hábitos, conhecimentos, valores espirituais, através de gerações. Como nova criatura, temos que
analisar cada uma das tradições que nos envolvem e ver se por trás de uma tradição não existe algum
princípio que desagrada ao nosso Deus.
Não podemos admitir mais caminhar confusos, porque somos maduros e inteligentes. Não aceitamos
mais fontes de engano em nosso coração. Jesus nasceu dentro de nós e isto é uma realidade espiritual.
Então vamos analisar algumas das tradições que têm envolvido o povo de Deus em comemorações,
que embora pareçam agradáveis e inocentes, porque usam objetos bonitos e coloridos, e se dizem
promotoras de confraternização entre os homens, na realidade surgiram em séculos passados com o
propósito de adorar outros deuses que não o nosso Deus, o Senhor Jesus Cristo. Portanto, quando
participamos de tais tradições, estamos dando honra a outro deus e isto contraria o que nos ensina a
Bíblia em Êxodo 20:10 " Não adore outros deuses...", Deuteronômio 11:16 "Tenham cuidado, não
deixem que o seu coração seja enganado; não abandonem a Deus para adorarem e servirem outros
deuses."
Não deveria isso inundar o coração de vergonha e nos levar a lamentar e chorar por todas as
abominações praticadas na Cristandade neste tempo de Laodicéia, que desonram o nome de nosso
bendito Salvador? (veja Sl 119:158; Jer 15:15-17; Eze 9:4; Fp 3:18,19). Como podemos participar de
tamanha farsa? O que se dirá disso perante o tribunal de Cristo? Tudo isso nos fala de um "outro Jesus"
-- um Jesus bem ao gosto do povo, adaptado a este mundo (II Cor 11:4)!
Nos aborrece ver a irreverente entrada dos ímpios na Cristandade sem qualquer consciência de seus
pecados e nem tampouco qualquer disposição de coração para com o Senhor. O mesmo pode ser dito
acerca da multidão de pessoas batizadas, que professam o Cristianismo, sem nunca haverem passado
da morte para a vida (veja Jo 5:24; I Jo 3:14). Mas dói ainda mais quando vemos aqueles que são
"filhos da luz" (Ef 5:8,14-17; Fp 2:15; I Tess 5:5-10; I Pd 2:9) agirem em total ignorância ou indiferença
acerca da origem maligna dessa tradição, levados pela corrente e procurando celebrar tal data da
maneira que lhes parece a melhor possível -- talvez até mesmo usando alguns versículos das
Escrituras, ou ministrando aos necessitados, ou cantando "hinos de Natal" (veja Deut 12:8; Rm 12:2).
Além disso, a Bíblia nos exorta em Efésios 5:8-11 – “Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão;
mas, agora que pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoas que
pertencem à luz, pois a luz produz uma grande colheita de todo tipo de bondade, honestidade e
verdade. Procurem descobrir quais são as coisas que agradam o Senhor. Não participem das coisas
sem valor que os outros fazem, coisas que pertencem à escuridão. Pelo contrário, tragam todas essas
coisas para a luz.”
A mensagem deste texto está bem clara: não devemos nos associar às obras infrutuosas das
trevas, e sim condená-las. Não se esconda atrás de desculpas como estas:
"O nosso Natal é diferente"- Isto é mentira, pois, além de comemorarmos na mesma data, também
adotamos os mesmos costumes dos incrédulos.
"Estamos comemorando o nascimento de Jesus"- Outra mentira, pois o Senhor Jesus não nasceu
nesse dia, e, o fato de não ser mencionado na Bíblia a data do Seu nascimento, é justamente para
evitar a Sua comemoração. Na verdade, quando comemoramos o Natal, estamos comemorando a
Mitra, Baal, e outros deuses, que se encarnaram no Papai Noel.
"Santificamos o Natal" - Santificaria o cristão uma mentira, uma farsa?
"Jesus é o 'sol' da justiça" - Uma das possíveis alegações, é que Deus permitiu que os povos pagãos
adorassem os deuses como o deus Sol, porque quando o Senhor Jesus vier, Ele será adorado também
como o "sol da justiça". Não é possível que haja alguém, realmente cristão, com tão absurda desculpa.
Prefiro acreditar que Satanás sabendo que Jesus é a luz do mundo, criou falsos deuses como luz e sol,
para enganar a muitos, sendo que ele mesmo se faz passar por anjo de luz. (II Cor11:14).
“O que vale é a intenção”- Com a intenção ninguém foi salvo, ou seja, o Inferno está cheio de boas
intenções, pois com a intenção podemos cometer os mais abomináveis crimes. Com a intenção
podemos cometer os mais abomináveis crimes. Veja, por exemplo, o caso de Uzá que foi segurar a
Arca da Aliança para que ela não caísse e Deus o matou na hora (I Crônicas 13:9-10 e II Samuel 6:6-7),
pois somente os levitas podiam transportar a Arca (I Crônicas 15:2, Deuteronômio 10:8 e 31:9, Josué
3:3) e nem mesmo eles tocavam diretamente a Arca, mas passavam astes (varas) de madeira pelas
suas argolas para a transportarem (Êxodo 25:14-15, 27:7 e 37:, I Reis 8:3). Igualmente, Caim teve a
intenção de adorar a Deus, mas seu culto com frutas não foi aceito por Deus (Gênesis 4:3-5), pois o
meio ritualístico querido por Deus era o sacrifício de cordeiros, como fizeram Abel, todos os judeus e
Cristo, O Cordeiro Perfeito, na cruz. Do mesmo modo, em Lv 10:1 vemos que os filhos de Arão, Nadabe
e Abiú, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que Ele não lhes ordenara, aliás até proibira (Ex
30:9). Também Saul que não obedecia as palavras de Deus, mas fazia as coisas como melhor lhe
parecia (I Samuel 15).
João 16:2-3 - "Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos
matar julgará com isso tributar culto a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai
nem a mim."
Não é possível que haja alguém, realmente cristão, com tão absurda desculpa. Prefiro acreditar que
Satanás sabendo que Jesus é a luz do mundo, criou falsos deuses como luz e sol, para enganar a
muitos, sendo que ele mesmo se faz passar por anjo de luz. (II Cor.11:14)
O que faz com que o cristão participe dessa festa, na verdade, é a pressão, a provação que ele
passa.
Como foi mencionado antes, o "espírito do Natal" realmente existe, e é uma espécie de magia criada
para envolver, enlaçar, prender as pessoas à esta festa.
O cristão, diante dos familiares, dos irmãos da igreja, no serviço e na sociedade em geral, onde é
comemorado o Natal, sofre realmente uma pressão. Mas é justamente aí que ele deve dar o verdadeiro
testemunho. Quanto mais ele se negar a participar dessas festas pagãs e abomináveis, mais vai se
distinguir do mundo, sendo luz e sal da terra, brilhando mais diante das trevas, e exalando o bom
perfume de Cristo.
Não caia na cilada de que é uma mera confraternização, um momento de reunir os familiares, de
praticar a harmonia e solidariedade, etc, pois no Antigo Testamento Deus ordenava até matar os
parenters que fizessem tais abominações:
Êxodo 32:26-27 – “Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do SENHOR, venha a
mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi. E disse-lhes: Assim diz o SENHOR Deus de
Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta,
e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho.”
Deuteronômio 13:6-10 - “Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a
mulher do teu seio, ou teu amigo, que te é como a tua alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos
a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; Dentre os deuses dos povos que estão
em redor de vós, perto ou longe de ti, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade; Não
consentirás com ele, nem o ouvirás; nem o teu olho o poupará, nem terás piedade dele, nem o
esconderás; Mas certamente o matarás; a tua mão será a primeira contra ele, para o matar; e depois a
mão de todo o povo. E o apedrejarás, até que morra, pois te procurou apartar do SENHOR teu Deus,
que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão;”
Ezequiel 23:30-33 - "Estas coisas se te farão, porque te prostituíste após os gentios, e te
contaminaste com os seus ídolos. No caminho de tua irmã andaste; por isso entregarei o seu cálice na
tua mão. Assim diz o Senhor DEUS: Beberás o cálice de tua irmã, fundo e largo; servirás de riso e
escárnio; pois nele cabe muito. De embriaguez e de dor te encherás; o cálice de tua irmã Samaria é
cálice de espanto e de assolação.”
II Crônicas 30:7 – “E não sejais como vossos pais e como vossos irmãos, que transgrediram contra o
SENHOR Deus de seus pais, pelo que os entregou à desolação como vedes.”
Jeremias 9:4 – “Guardai-vos cada um do seu próximo, e de irmão nenhum vos fieis; porque todo o
irmão não faz mais do que enganar, e todo o próximo anda caluniando.”
Jó 19:13-16 – “Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se
apartaram de mim. Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim. Os
meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos
seus olhos. Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria
boca.”
Salmos 38:11 – “Os meus amigos e os meus companheiros estão ao longe da minha chaga; e os
meus parentes se põem à distância.”
É claro que hoje não devemos odiar nossos parentes e nem matá-los, mas, mesmo assim, não
devemos tomar parte com eles nas coisas abomináveis para Deus.
Levítico 19:17 – “Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo,
e por causa dele não sofrerás pecado.”
Mateus 10:34-37 – “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque
eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;
E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a
mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.”
Mateus 19:29 – “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou
mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.”
Marcos 10:29-30 – “E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha
deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e
do evangelho, Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães,
e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna.”
Lucas 14:26 – “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos,
e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.”
Lucas 18:29-30 – “E ele lhes disse: Na verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa,
ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus, Que não haja de receber muito mais neste
mundo, e na idade vindoura a vida eterna.”
Tiago 4:4-5 – “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra
Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais vós
que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?” (Êxodo 34:14 e 20:3,23).
Deve o cristão verdadeiro comemorar ou não o Natal? Cada um é livre para decidir o que fazer,
porém, se queremos ajuda na Palavra de Deus, encontramos o Senhor dizendo ao seu povo em Êxodo
34:12 “Não façam nenhum acordo com os moradores da terra para onde vocês vão, pois isso poderia
ser uma armadilha mortal para vocês.” Parece-nos que comemorar o natal é um belo acordo de
conveniências.
Também encontramos o apóstolo Paulo dizendo em Romanos 12:2 “Não vivam como vivem as
pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da
mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e
agradável a ele.” Cremos que Deus quer transformar a mente de seus filhos não só tirando-os do
caminho da idolatria, mas também O Senhor quer nos livrar de todo envolvimento que já tivemos nos
tempos de nossa ignorância quanto aos caminhos do Senhor.
Particularmente, nossa posição quanto ao que fazer nesse dia, sugerimos que seja um dia onde se
aproveita o feriado para descansar, encontrar os familiares e amigos, se alegrar com eles e se lembrar
de agradecer a Deus que nos recebeu como filhos e quer ser louvado por nós. É um bom dia para
testemunhar a amigos e familiares que Jesus Cristo veio ao mundo para trazer salvação a todos e isto
significa que salvação é algo que se recebe ou rejeita. Explique que muitos pensam que apenas falando
o nome de Jesus e se lembrando dEle já podem ser considerados cristãos.
Sabemos que isto não é assim - só é filho de Deus aquele que foi gerado pela fé em Jesus e que um
dia abriu sua boca e o recebeu como Senhor e Salvador (Rom. 10:9-10). Todo salvo deve ter um alvo -
ser grato pela salvação que recebeu e nunca atribuir esse fato a outro concorrente, se chame ele Noel,
Nicolau ou qualquer outro nome.
Razões porque os cristãos não devem celebrar o Natal
1- Porque a Bíblia não manda celebrar o nascimento.
2- Porque Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Esta data foi designada por Roma numa aliança
pagã no século IV. A primeira intenção era cristianizar o paganismo e paganizar o cristianismo, de
acordo com o calendário Judaico Jesus nasceu em setembro ou outubro.
3- A igreja do Senhor está vivendo a época profética da festa dos tabernáculos, que significa a
preparação do caminho do Senhor, e, se você prepara o caminho para Ele nascer, não prepara para Ele
voltar.
4- O natal é uma festa que centraliza a visão do palpável e esquece do que é espiritual. Pra Jesus o
mais importante é o Reino de Deus que não é comida nem bebida, mas justiça e paz no espírito.
5- Porque o natal se tornou um culto comercial que visa render muito dinheiro. Tirar dos pobres e
engordar os ricos. É uma festa de ilusão onde muitos se desesperam porque não podem comprar um
presentinho para os filhos.
6- Porque esta festividade está baseada em culto à falsos deuses nascidos na Babilônia. Então, se
recebemos o natal pela igreja católica romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde
receberam os pagãos? Qual a origem verdadeira?
7- Esta festa não glorifica a Jesus pois quem a inventou foi a igreja católica romana, que celebra o
natal diante dos ídolos (estátuas). Jesus é contra a idolatria e não recebe adoração dividida.
8- Porque os adereços (enfeites) de natal são verdadeiros altares de deuses da mitologia antiga que
(que são demônios): Árvore de Natal – é um ponto de contato que os demônios gostam. No ocultismo
oriental os espíritos são invocados por meio de uma árvore. De acordo com a enciclopédia Barsa, a
árvore de natal é de origem germânica, datando o tempo de São Bonifácio, foi adotada para substituir o
sacrifício do carvalho de ODIM, adorando-se uma árvore em homenagem ao Deus menino. Leia a bíblia
e confira em Jeremias 10:3,4; I Reis 14:22,23; Deuteronômio 12:2,3; II Reis 17:9,10; Isaías 57:4,5;
Deuteronômio 16:21 e Oséias 4:13.
9- O natal de Jesus não tem mais nenhum sentido profético pois na verdade todas as profecias que
apontavam para sua primeira vinda à terra já se cumpriram. Agora nossa atenção de se voltar para sua
Segunda vinda.
10- A festa de natal traz em seu bojo um clima de angústia e tristeza, o que muitos dizem ser
saudades de Jesus, mas na verdade é um espírito de opressão que está camuflado, escondido atrás da
tradição romana que se infiltrou na igreja evangélica, e que precisamos expulsar em nome de Jesus.
Qual deve ser então nosso procedimento prático?
Lançar fora toda dependência sentimental da data do “sol invictus” (25 de dezembro). Nos livrarmos
de todo enfeite com motivos natalinos pois sabemos suas origens. Não ficarmos sujeitos
financeiramente a comidas importadas típicas. É um dia como outro qualquer.
Resistirmos ao espírito satânico de gastos no natal, principalmente se houverem dívidas. Só devemos
comprar o necessário. Mamon, demônio das riquezas, criou dependência na mente humana onde as
pessoas têm de estar nas festividades de fim de ano com casa nova, roupa nova, etc.
Devemos aproveitar a data (Colossenses 4:5) para estar com parentes e amigos em suas casas,
falando da necessidade do nascimento de Jesus em seus corações. É um propício momento
evangelístico, quando encontramos pessoas com o coração aberto para ouvir de Jesus.
Podemos usar algumas expressões: “Que Jesus nasça no seu coração ou na sua vida!”
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente,
para que experimenteis qual seja a boa , agradável, e perfeita vontade de DEUS. ” (Romanos 12:
2)
Amigo leitor, como dissemos no início, não queremos criar polêmica e nem confundir a mente de
ninguém, mas recomendamos que você que ficou em dúvidas procure tirá-las consultando o Espírito
Santo, orando no nome do Senhor Jesus Cristo, pois a missão dEle é justamente a de convencer-nos a
parar com tudo o que possa estar desagradando ao nosso Senhor Jesus Cristo. Busque a direção dEle
e você ficará em paz.
Recomendamos à todos que receberem a Luz do entendimento do Espírito, após este estudo, que
tratem os irmãos na fé, que porventura ainda não forem iluminados, do modo como também nos ensina
o apóstolo Paulo na sua carta aos Romanos, capítulo 14, verso 1 “ Aceitem entre vocês quem é fraco
na fé, mas não discutam com ele as suas opiniões pessoais” pois o nosso propósito é o que está em
Romanos 14:19 “ Por isso busquemos sempre as coisas que trazem a paz e que nos ajudam a
fortalecer uns aos outros na fé.”
A estreita semelhança das Mães da Lua entre si é surpreendente, por exemplo, a partenogênese
parece ser bastante característica da Deusa da Lua. A grande Mãe é sempre representada como
“virgem”, a despeito do fato de ter muitos amantes e de ser mãe de muitos filhos, ou de um filho, o qual
morre somente para nascer outra vez, anos após anos.
A Deusa-Mãe esquimó (última migração para América de 3000aC) é chamada de “Virgem-aquela-
que-não-têm-marido”.
A Virgem Santa chinesa, Shing-Moo, a Grande Mãe, concebeu e pariu um filho enquanto virgem.
Em todos esses casos de Deusa-Mãe-Lua, o termo virgem encontra seus significados reais no fato de
contrastar com o termo casada.
Jesus se apresenta como amigo, mas qual o amigo que gosta de ser traído? Ele se apresenta como
noivo e não existe noivo que goste de ser traído. Nenhuma pessoa de bom senso gostaria de ser traído.
Hoje Deus está observando filhos que decidiram amá-Lo. Por causa do seu Reino vale a pena preservar
a aliança. Aconteça o que acontecer, jamais deixaremos o Senhor e não o trairemos.
A Bíblia nos exorta em Efésios 5:8-11 " Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão; mas, agora
que pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoas que pertencem à luz, pois
a luz produz uma grande colheita de todo tipo de bondade, honestidade e verdade. Procurem descobrir
quais são as coisas que agradam o Senhor. Não participem das coisas sem valor que os outros fazem,
coisas que pertencem à escuridão. Pelo contrário, tragam todas essas coisas para a luz."
A mensagem deste texto está bem clara: não devemos nos associar às obras infrutuosas das trevas,
e sim condená-las. Não se esconda atrás de desculpas como estas:
"O nosso Natal é diferente"- Isto é mentira, pois, além de comemorarmos na mesma data, também
adotamos os mesmos costumes dos incrédulos.
"Estamos comemorando o nascimento de Jesus"- Outra mentira, pois o Senhor Jesus não nasceu
nesse dia, e, o fato de não ser mencionado na Bíblia a data do Seu nascimento, é justamente para
evitar a Sua comemoração. Na verdade, quando comemoramos o Natal, estamos comemorando a
Mitra, Baal, e outros deuses, que se encarnaram no Papai Noel.
"Santificamos o Natal" - Santificaria o cristão uma mentira, uma farsa?
"O que vale é a intenção"- Com a intenção ninguém foi salvo. Com a intenção podemos cometer os
mais abomináveis crimes.
PORQUE COMEMORAMOS O NATAL?
Por falta de crescimento espiritual; por causa do velho homem, o homem adâmico que existe em nós,
e que ainda predomina; por causa da tradição cega, a que ainda nos prendemos. Enfim, enquanto cada
um de nós ainda persiste em continuar como crente carnal, prevalece o mundanismo que nos prende ao
engano.
"Deveria eu agradar a multidão profana, Rebaixando Tua verdade, Ou tornando em lisonjas O
que de minha língua emana?" - John Wesley
O CRENTE VENCEDOR É AQUELE QUE ROMPE COM A TRADIÇÃO PAGÃ. Que o Senhor Jesus
Cristo nos ajude. Amém.