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Análise da

Conjuntura
Econômica III
Apresentação do docente
Carlos Eduardo de Freitas Vian - ESALQ USP
Professor do curso de Ciências Econômicas da
ESALQ USP, Coordenador do Grupo de Extensão e
Pesquisas em História e Evolução da Agricultura e
dos Complexos Agroindustriais (GEPHAC);
Coordenador do curso de Ciências Econômicas da
ESALQ e do MBA em Gestão de Negócios
Objetivos Gerais
– Entender a dinâmica Macroeconômica e suas relações
com o âmbito micro;
– Discutir o papel das políticas econômicas;
– Entender o método de construção de cenários
prospectivos e estudos do futuro;
– Conhecer e entender os principais indicadores de
conjuntura dos mercados e das cadeias produtivas;
– Entender como construir cenários sôcioeconômicos
específicos para os setores de atuação dos discentes.
Objetivos Específicos
– Entender as estruturas dos mercados e das
cadeias produtivas;
– Entender as diferenças entre os cenários
macroeconômicos e os setoriais.
– Entender as metodologias e fontes de dados
sobre as tendências dos negócios e das
políticas públicas
Metodologia
Entender os conceitos a partir do estudo de
fatos cotidianos;
Atividades voltadas à capacitação dos alunos
para a resolução de problemas.
Dinâmica
Macroeconômica
Estática versus Dinâmica
Estática – fotografia de uma situação em dado
momento;
Exemplo: fotografias, quadros, desenhos,
gráficos que representam um pon to de um
série de tempo.
Dinâmica – análise de uma situação em conjunto
com seus determinantes e consequências.
Exemplo: filmagens, séries de tempo.
APARELHO PRODUTIVO
Disponibilidade de fatores de Produção em dado
país:
– Capital (máquinas, equipamentos);
– Força de Trabalho;
– Estoque de Terras e demais recursos naturais;
– Capacidade empresarial;
– Tecnologia.
Aparelho Produtivo
Divisão setorial da economia:
Setor Primário: Agricultura, Extração Mineral.
Setor Secundário: Industria de transformação
e de Máquinas e equipamentos
Setor Terciário: Serviços
Indicadores econômicos
Cada um dos elemento dos slides anteriores tem um
indicador de estrutura e de conjuntura.
Estrutura – estável, muda lentamente
Conjuntura – instável, muda muito rápido, incerteza é
muito alta.
Exemplos: emprego, capital, produtividade, área de
terras utilizada, criação de novas empresas, lucro das
empresas, etc.
Macroeconomia
Nível
(base 100) Podemos
Qual é a atenuar?
Por que regularidade? Tendência
flutua? de longo
prazo
α
Qual é a Devemos
Podemos
PIB intensidade? compensar?
tempo
evitar?

São estas as questões principais da macroeconomia


A maioria das demais questões decorre desta “dinâmica”
Esquema de Três Níveis das Relações entre os Ambientes Macro e Micro

Ambiente Institucional e Macroeconômico


Soma da dinâmica dos mercados e indústrias

Mercados e Indústrias
Soma das decisões das empresas e indivíduos

Indivíduos/empresas
Decisões de compra, investimento, aquisição de bens em um
tempo T

Depende da renda
MODELO DO FLUXO CIRCULAR
SEM GOVERNO E SEM COMÉRCIO EXTERIOR
Pagamento por bens e serviços Pagamento por bens e serviços
Mercado de
Bens e serviços
Bens e serviços
•Empresas vendem Fluxo de bens e serviços
vendidos •Famílias compram comprados

Empresas Famílias
• produzem e vendem bens e serviços • Consomem bens e serviços
• Compram e utilizam fatores de • Possuem bens de produção
produção e os vendem
Insumos Mercado de fatores de
Produção Terra, trabalho e capital
• Famílias vendem
Salários, aluguéis e • Empresas compram
lucros Fluxo de Renda
MODELO DO FLUXO CIRCULAR COM GOVERNO E COMÉRCIO EXTERIOR
PIB é o valor de mercado de todos os bens e serviços finais
produzidos em um país em um período de tempo.
Os Elementos do PIB

PIB = Consumo + Investimento + Gastos do Governo + Exportações líquidas


Análise de Dados
PIB Brasil
6.000.000,00

5.000.000,00

4.000.000,00

3.000.000,00

2.000.000,00

1.000.000,00

0,00
1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

PIB Brasil
Evolução do PIB - Var. Real

15,00

13,00

11,00

9,00

7,00

5,00

3,00

1,00

-1,00

-3,00

-5,00

IPEADATA
Evolução do PIB - Var. Real
15,00

13,00

11,00

9,00

7,00

5,00

3,00

1,00

-1,00

-3,00

-5,00
1960 1962 1964 1966 1968 1970 1972 1974 1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014

IPEADATA
PIB per Capita R$ MIL
30,0000

25,0000

20,0000

15,0000

10,0000

5,0000

0,0000
1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

IPEADATA
Tabela 2 - Participação das Grandes Regiões e Unidades da Federação no Produto Interno Bruto - 2002-2015
Brasil, Grandes Participação no Produto Interno Bruto (%)
Regiões 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015
Brasil 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Norte 4,7 4,7 5,0 4,9 5,0 5,0 5,0 5,0 5,3 5,5 5,4 5,5 5,3 5,4
Rondônia 0,5 0,5 0,6 0,6 0,5 0,5 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6
Acre 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2
Amazonas 1,5 1,5 1,6 1,6 1,7 1,6 1,5 1,5 1,6 1,6 1,5 1,6 1,5 1,4
Roraima 0,2 0,2 0,1 0,1 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2
Pará 1,8 1,8 1,9 1,9 1,9 1,9 2,0 1,9 2,1 2,3 2,2 2,3 2,2 2,2
Amapá 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2
Tocantins 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 0,5 0,5
Nordeste 13,1 12,8 12,9 13,0 13,2 13,0 13,1 13,6 13,5 13,3 13,6 13,6 13,9 14,2
Maranhão 1,1 1,1 1,1 1,2 1,2 1,1 1,2 1,2 1,2 1,2 1,3 1,3 1,3 1,3
Piauí 0,5 0,5 0,5 0,5 0,6 0,5 0,5 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,7 0,7
Ceará 1,9 1,9 1,9 1,9 1,9 1,9 1,9 2,0 2,0 2,0 2,0 2,0 2,2 2,2
Rio Grande do Norte 0,9 0,9 0,9 0,9 1,0 1,0 0,9 0,9 0,9 0,9 1,0 1,0 0,9 1,0
Paraíba 0,9 0,9 0,8 0,8 0,9 0,8 0,9 0,9 0,9 0,8 0,9 0,9 0,9 0,9
Pernambuco 2,4 2,3 2,3 2,3 2,3 2,3 2,3 2,4 2,5 2,5 2,7 2,6 2,7 2,6
Alagoas 0,8 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,8
Sergipe 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,6 0,6
Bahia 4,0 3,9 4,0 4,1 4,0 4,0 3,9 4,1 4,0 3,8 3,8 3,8 3,9 4,1
Sudeste 57,4 56,5 56,5 57,5 57,7 57,4 57,0 56,3 56,1 56,1 55,9 55,3 54,9 54,0
Minas Gerais 8,3 8,4 8,8 8,7 8,8 8,8 9,0 8,6 9,0 9,1 9,2 9,2 8,9 8,7
Espírito Santo 1,8 1,8 2,0 2,2 2,2 2,2 2,3 2,1 2,2 2,4 2,4 2,2 2,2 2,0
Rio de Janeiro 12,4 11,8 12,3 12,4 12,4 11,9 12,2 11,8 11,6 11,7 11,9 11,8 11,6 11,0
São Paulo 34,9 34,4 33,4 34,2 34,2 34,4 33,5 33,8 33,3 32,8 32,4 32,2 32,2 32,4
Sul 16,2 17,1 16,8 15,9 15,6 16,1 16,0 15,9 16,0 15,9 15,9 16,5 16,4 16,8
Paraná 5,9 6,4 6,3 5,9 5,7 6,1 6,0 5,9 5,8 5,9 5,9 6,3 6,0 6,3
Santa Catarina 3,7 3,7 3,8 3,8 3,8 3,8 3,9 3,9 4,0 4,0 4,0 4,0 4,2 4,2
Rio Grande do Sul 6,6 6,9 6,7 6,3 6,1 6,2 6,1 6,1 6,2 6,1 6,0 6,2 6,2 6,4
Centro-Oeste 8,6 8,9 8,9 8,6 8,4 8,6 8,9 9,3 9,1 9,1 9,2 9,1 9,4 9,7
Mato Grosso do Sul 1,1 1,3 1,2 1,1 1,1 1,1 1,2 1,2 1,2 1,3 1,3 1,3 1,4 1,4
Mato Grosso 1,3 1,6 1,7 1,6 1,3 1,4 1,6 1,6 1,5 1,6 1,7 1,7 1,8 1,8
Goiás 2,6 2,7 2,6 2,5 2,5 2,6 2,7 2,8 2,7 2,8 2,9 2,8 2,9 2,9
Distrito Federal 3,6 3,4 3,4 3,5 3,5 3,4 3,5 3,7 3,7 3,5 3,4 3,3 3,4 3,6
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
Tabela 1 - Produto Interno Bruto (valores correntes) - Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2002-2015
Brasil, Grandes Produto Interno Bruto (1 000 000 R$)
Regiões 2002 2005 2010 2011 2012 2013 2014 2015
Brasil 1 488 787 2 170 585 3 885 847 4 376 382 4 814 760 5 331 619 5 778 953 5 995 787
Norte 69 902 106 523 207 094 241 028 259 101 292 442 308 077 320 775
Rondônia 7 468 12 512 23 908 27 575 30 113 31 121 34 031 36 563
Acre 2 971 4 301 8 342 8 949 10 138 11 474 13 459 13 622
Amazonas 22 093 33 981 60 877 70 734 72 243 83 051 86 669 86 560
Roraima 2 392 3 193 6 639 7 304 7 711 9 011 9 744 10 354
Pará 26 482 40 523 82 685 98 711 107 081 121 225 124 585 130 883
Amapá 3 173 4 306 8 238 9 409 11 131 12 763 13 400 13 861
Tocantins 5 323 7 707 16 405 18 346 20 684 23 797 26 189 28 930
Nordeste 194 848 282 846 522 769 583 413 653 067 724 524 805 099 848 533
Maranhão 15 924 25 104 46 310 52 144 60 490 67 695 76 842 78 475
Piauí 7 123 10 712 22 269 25 941 28 638 31 284 37 723 39 148
Ceará 28 719 41 059 79 336 89 696 96 974 109 037 126 054 130 621
Rio Grande do Norte 13 567 19 967 36 185 40 993 46 412 51 518 54 023 57 250
Paraíba 12 747 17 557 33 522 37 109 42 488 46 377 52 936 56 140
Pernambuco 36 056 50 240 97 190 110 162 127 989 141 150 155 143 156 955
Alagoas 11 537 15 485 27 133 31 657 34 650 37 283 40 975 46 364
Sergipe 10 332 14 430 26 405 29 108 32 853 35 336 37 472 38 554
Bahia 58 843 88 292 154 420 166 603 182 573 204 844 223 930 245 025
Sudeste 854 310 1 248 258 2 180 988 2 455 542 2 693 052 2 948 744 3 174 691 3 238 716
Minas Gerais 124 071 188 364 351 123 400 125 442 283 488 005 516 634 519 326
Espírito Santo 27 049 47 021 85 310 105 976 116 851 117 274 128 784 120 363
Rio de Janeiro 184 311 269 830 449 858 512 768 574 885 628 226 671 077 659 137
São Paulo 518 879 743 043 1 294 696 1 436 673 1 559 033 1 715 238 1 858 196 1 939 890
Sul 241 565 345 377 620 180 696 247 765 002 880 286 948 454 1 008 018
Paraná 88 236 127 465 225 205 257 122 285 620 333 481 348 084 376 960
Santa Catarina 54 482 81 549 153 726 174 068 191 795 214 512 242 553 249 073
Rio Grande do Sul 98 847 136 363 241 249 265 056 287 587 332 293 357 816 381 985
Centro-Oeste 128 163 187 580 354 816 400 153 444 538 485 623 542 632 579 745
Mato Grosso do Sul 16 440 23 725 47 271 55 133 62 013 69 203 78 950 83 082
Mato Grosso 19 191 34 257 56 601 69 154 79 666 89 213 101 235 107 418
Goiás 38 629 53 865 106 770 121 297 138 758 151 300 165 015 173 632
Distrito Federal 53 902 75 733 144 174 154 569 164 101 175 907 197 432 215 613
Políticas
Macroeconômicas
Política Fiscal e Tributária
Instrumentos: Impostos diretos sobre renda e propriedade; Impostos
Indiretos sobre a produção e a circulação de bens e serviços;
Contribuições; taxas
Agentes de Comando: Secretaria da Fazenda; Ministérios
Agentes Cumpridores: Empresas e Famílias.
Objetivos:
1. Contrabalançar os efeitos de curto prazo de queda do consumo,
do investimento e das exportações.
2. Proteção e incentivo a setores chaves – Política Industrial e
Agroindustrial
3. Política de Desenvolvimento Regional.
Exemplos Recentes
- Guerra fiscal – incentivos ao Investimento;
- IPI de automóveis e eletrodomésticos;
- Incentivos americanos para produção de
biocombustíveis;
- CIDE;
- CPMF;
- Energia elétrica e água – Bandeiras Tarifárias.
Política Cambial
Instrumentos: Taxa Cambial; Impostos de importação e exportação; Licenças
prévias; Controles quantitativos (cotas); Controle para remessas de divisas;
Controles sanitários;
Agentes de Comando: Secretaria da Fazenda; Banco Central; Secretaria da Receita
Federal; Administração de Portos e Aeroportos; Vigilância Sanitária;
Ministério da Agricultura
Agentes Cumpridores: Empresas e Famílias, agentes financeiros.
Objetivos:
1. Incentivar as exportações e controlar importações.
2. Proteção e incentivo a setores chaves – Política Industrial e Agroindustrial.
Exemplos recentes
IOF sobre transações de cartão de crédito e dólar
turismo;
Impostos nas importações de automóveis de
empresas sem fábrica no Brasil – Chinesas;
0,5
1,5
2,5
3,5
4,5

0
2
3
4

1
2001.01
2001.05
2001.09
2002.01
2002.05
2002.09
2003.01
2003.05

IPEADATA - Comercial, venda, média


2003.09
2004.01
2004.05
2004.09
2005.01
2005.05
2005.09
2006.01
2006.05
2006.09
2007.01
2007.05
2007.09
Taxa de Câmbio R$/US$

2008.01
2008.05
2008.09
2009.01
2009.05
2009.09
2010.01
2010.05
2010.09
2011.01
2011.05
2011.09
2012.01
2012.05
2012.09
2013.01
2013.05
2013.09
2014.01
2014.05
2014.09
2015.01
2015.05
2015.09
Política Monetária e de Crédito.
Instrumentos: Controle da circulação da moeda, Controle das ações
dos bancos, dívida pública, taxa de juros, seleção de crédito,
Taxa de redesconto bancário, legislação de leasing e
consórcios, títulos especiais de crédito.
Agentes de Comando: Banco Central; Ministério da Fazenda,
Bancos oficiais de crédito de curto e longo prazo (BNDES,
Banco do Povo, Banco do Brasil).
Agentes Cumpridores: Agentes financeiros.
Objetivos:
1. Controlar a demanda agregada.
2. Incentivo a setores chaves – Política Industrial e agroindustrial.
3. Incentivo a regiões específicas – Política de desenvolvimento
regional.
4. Evitar quedas bruscas da demanda agregada.
5. Incentivar o investimento e o crescimento.
Exemplos
Taxa de juros para combater a inflação;
Linhas de crédito subsidiadas – moderfrota,
PSI, crédito de longo prazo;
Incentivos para a quitação de dívidas das
pessoas físicas e jurídicas;
Minha casa minha vida e minha casa melhor.
Política Econômica
Questões
Para você, como é implementada uma política
econômica?
Ela é baseada estritamente em aspectos técnicos?
Estoque de Instituições/ INÉRCIA

Tecnologia e Inovações
Mudança Institucional

Organizações Econômicas e
Organizações Políticas: Demandas e Famílias
pressões da Sociedade

Resultados Econômicos e Sociais: Redução de custos e incerteza, maiores lucros e


salários. Horizonte de planejamento. Melhor infra-estrutura e serviços. Redução
de desigualdades.
BEM ESTAR SOCIAL

Fonte: Adaptado de Alston (1996)


Processo de Implementação de Políticas Públicas e Econômicas

Novas demandas Políticas


Avaliação de
Política Estatal:
Resultados:
Demandas Sociais Inicialização; Mudanças Sociais e
Regras;
Formulação; nas organizações.
Regulação;
Implementação
Serviços;
Técnica
Subsídios

Recursos produtivos ociosos

Fonte: Winter (1997)


Cenários e Estratégias das empresas
Indicadores de Estrutura de
Mercados e Cadeias Produtivas
ENTRANTES
POTENCIAIS

Ameaça de novos
entrantes

CONCORRENTES
Poder de negociação Poder de negociação
NA INDUSTRIA
dos fornecedores dos fornecedores
FORNECEDORES COMPRADORES

Rivalidade entre as
Empresas
Existentes

Ameaça de produtos
ou serviços substitutos
SUBSTITUTOS
Ambiente Institucional
Regras do Jogo:
– Leis;
– Regras Formais;
– Regras informais;
– Padrão de conduta;
– Convenções;
ESTRUTURA/CAMPO ORGANIZACIONAL: É uma
nova unidade de análise, uma alternativa aos conceitos de mercado e
indústria baseados em aspectos técnicos. Esta nova unidade é uma
construção social e institucional e não visa apenas o entendimento
das relações técnicas de produção e formação de preço.

O Campo Organizacional é uma arena institucional em que podemos


visualizar a interdependência entre os agentes de uma dada cadeia
produtiva, envolvendo concorrentes, fornecedores, compradores,
fabricantes de produtos substitutos efetivos e potenciais e o Estado.

Assim, a unidade de análise não é mais a empresa individual ou as


transações feitas por ela, passamos a visualizar todos os agentes
relevantes para o estudo da dinâmica concorrencial e pela inércia ou
mudança institucional. Tudo ao mesmo tempo.
ENTRANTES
POTENCIAIS

Ameaça de novos
entrantes

CONCORRENTES
Poder de negociação Poder de negociação
NA INDUSTRIA
dos fornecedores dos fornecedores
FORNECEDORES COMPRADORES

Rivalidade entre as
Empresas
Existentes

Ameaça de produtos
ou serviços substitutos
SUBSTITUTOS
Percepções e Previsões
sobre o futuro
O que falta nas previsões econômicas: o imprevisível - Alan Morray - The Wall Street Journal
Os economistas têm construído elaborados modelos matemáticos sob a assustadoramente incompleta
hipótese de que os seres humanos se comportam racionalmente.
A capacidade de racionalizar nos distingue dos macacos. Mas a capacidade dos medos irracionais de
suplantar a razão é o que faz a vida interessante - e a economia impossível de se confiar.
Que teoria da racionalidade do comportamento humano poderia explicar por que investidores Estados
Unidos compraram ações a preços que excediam qualquer expectativa razoável de resultado futuro? Ou por
que brigavam para fazer parte da abertura de capital de empresas de tecnologia que jamais haviam
registrado lucro?
E qual teoria poderia explicar por que, poucas semanas depois, esses mesmos investidores decidiram
despejar seu dinheiro em obrigações do Tesouro americano com a menor taxa de retorno da história,
deixando às traças papéis de empresas comprovadamente resistentes a adversidades?
A maioria dos que fazem previsões econômicas contínua atendo-se a elaborados modelos matemáticos
para argumentar que a economia americana continuará a crescer. O problema é que os economistas
raramente prevêem recessões. E quando elas acontecem, eles tendem a atribuí-las a um erro de política
econômica e não à razão humana.
O problema que aconteceu nos Estados Unidos "realmente não foi um fenômeno de mercado", "Foi
uma resposta psicológica induzida pelo medo.”
Previsões que não se concretizaram:
Britânicos não precisam de telefones, pois tem
carteiros;
Máquinas mais pesadas do que o ar não podem voar;
Avião não será uma arma de guerra;
Computador não será um produto industrial de
interesse;
Não há motivos para se ter um computador em casa;
O IPAD será um fracasso.
52% dos brasileiros admitem comprar por impulso, diz SPC.
Os produtos mais comprados por impulso nos últimos três meses foram
roupas (29%), calçados (19%), eletrônicos e celulares (18%) e
perfumes/cosméticos (12%).
Por impulso, as mulheres compraram mais roupas (33%) e calçados
(19%), enquanto os homens compraram mais eletrônicos e celulares
(26%) e roupas (24%). A principal justificativa dada pelos consumidores
foram os descontos e as promoções.
O local onde as pessoas mais compram por impulso é o shopping center:
35% do total de entrevistados disseram que as compras supérfluas
foram feitas em shoppings, seguido por 23% que informaram fazer isso
por meio das lojas virtuais.
Conclusões sobre os textos
Pessoas tem dificuldade de “pensar” o futuro;
Há incerteza sobre o comportamento dos diversos
agentes econômicos e sociais;
Pessoas tendem a repetir ações para evitar erros;
Existem pessoas otimistas e pessimistas, mesmo que
isso seja irracional.
Há como melhorar isto pensando sobre o futuro e
sendo proátivos.
Cenários Prospectivos
Analisar o passado recente e o presente;
Identificar ameaças e oportunidades;
Avaliar os riscos de cada uma e a probabilidade de acontecer;
Discutir estratégias para enfrentar as ameaças e aproveitar as
oportunidades;

Construir o futuro.
Aceitar os riscos e evitar perdas
INDICADORES DE CONJUNTURA
São um grande número de variáveis econômicas: produção,
estoques, número de pessoas empregadas, taxa de juros,
receita e despesa do governo, dívida pública, taxa de formação
de capital, renda nacional e índices de preços, entre outros.
A análise conjunta desses indicadores e de seus movimentos
fornece um quadro da situação econômica e social do país
naquele momento, ou seja, em que ponto se encontra a
economia dentro do ciclo econômico. Sua identificação e
mensuração permitem delinear a evolução futura e fazer
previsões que serão utilizadas na elaboração de políticas
econômicas que revertam as crises e que promovam o
crescimento econômico.
DEFINIÇÃO DE CONJUNTURA e CONJUNTURA ECONÔMICA

• Conjuntura é a combinação de acontecimentos ou


circunstâncias num dado momento.

• Conjuntura econômica é análise do estado atual de


variáveis econômicas, com o objetivo de previsão da
evolução de curto prazo dessas variáveis.
Indicadores de Conjuntura
Seade – Intenção de investimento;
RENAI - investimentos;
Índices de confiança – Fecomércio, FGV;
CNI – atividade industrial
BNDES
Banco Central – resumo geral
POR QUE DEVEMOS ACOMPANHAR A CONJUNTURA?
• A economia teórica, de forma geral, analisa a economia de forma
estática, o que pode ser difícil de traduzir para os acontecimentos
econômicos cotidianos, que são dinâmicos.
• Ex: Gráficos de oferta e demanda

• O acompanhamento da conjuntura econômica é importante tanto no


âmbito pessoal como no profissional, independente da área de
atuação.
POR QUE DEVEMOS ACOMPANHAR A CONJUNTURA?

• Questões básicas em relação à vida pessoal de cada um se


relacionam com a conjuntura econômica.

✓ Devo comprar um carro?

✓ Devo investir na bolsa? Títulos? Câmbio? Poupança?

✓ Como será reajustado o meu aluguel?

✓ Qual é minha perspectiva de trabalho? Qual setor?


POR QUE DEVEMOS ACOMPANHAR A CONJUNTURA?
• No trabalho o acompanhamento da economia é (ainda mais) fundamental.
✓ Como está meu setor?
✓ Quais as perspectivas para o negócio?
✓Como agregar valor à empresa (como ela pode ganhar mais dinheiro)?
✓Quais as novas tendências tecnológicas?
✓Quais os nichos de mercado que estão surgindo?
✓Quais os prováveis substitutos dos meus negócios?
Ex:
Setor de Sucroalcooleiro - preço do açúcar, demanda de carros flex, exportações
de etanol, adoçantes.
Setor de vídeo – filmes on line, youtube
Taxis versus UBER
COMO FAZER UMA ANÁLISE DE CONJUNTURA
• Leitura de jornais e revistas é fundamental.
✓ Jornais regulares (Folha, Estado, Valor Econômico)
✓ Publicações estrangeiras (Financial Times, The Economist, Wall
Street Journal, NY Times)

• Relatórios de bancos, consultorias, e entidades de classe.


• www.economiaemdia.com.br (Bradesco) e outros.
• Tendências, MB Associados, LCA, MCM, etc.
• Relatórios UNICA, ABIEC, IEDI, ABIMAQ, FIESP, SERASA
COMO FAZER UMA ANÁLISE DE CONJUNTURA
Busca de dados primários:
• IBGE (sidra.ibge.gov.br) - Atividade, inflação, dados setoriais e
regionais.
• Banco Central (www.bcb.gov.br/?seriestemp) – Balanço de
pagamentos, dívida pública, crédito, inflação, indicadores financeiros.
• MDIC/Secex (www.mdic.gov.br) – Dados de balança comercial
detalhados (preço, quantidade, valor).
• Ipeadata (www.ipeadata.gov.br) – Dados gerais.
• Órgãos reguladores, sindicatos e entidades de classe.
COMO FAZER UMA ANÁLISE DE CONJUNTURA
Economia mundial
• Países Desenvolvidos e Emergentes
• Commoditties
•Questões Sociais e políticas
•Grupos de pressão ou Sociedade Civil organizada
COMO FAZER UMA ANÁLISE DE CONJUNTURA
Economia doméstica
• Atividade (Contas Nacionais, Indústria, Comércio, Emprego e Renda)
• Inflação (IPCA e outros índices)
• Setor Externo (Balança Comercial, Balanço de Pagamentos e Fluxo Cambial, IED)
• Política Fiscal
• Política monetária (Juros)
• Setorial e regional
• Questões políticas e sociais
• Grupos de pressão ou Sociedade Civil organizada
COMO FAZER UMA ANÁLISE DE CONJUNTURA
Tendencias de mercados e tecnologias
• Jornais
• Revistas
• Blogs e demais redes sociais
• Documentários
• Feiras de negócios
• Feiras de tecnologia
• Livros de especialistas – futurólogos
• Nichos de mercado
ECONOMIA
MUNDIAL

Desenvolvidos Emergentes

Commodities Commodities

ECONOMIA
DOMÉSTICA

Fiscal
Inflação
Atividade Inflação Setor Externo

Câmbio
Política
Monetária

Setorial
1 – Sua empresa acompanha estes
indicadores? Como? Quem é responsável?
2 – Os dados são discutidos
estratégicamente?
3 – Monte uma lista com os principais
indicadores de conjuntura da cadeia
produtiva em que sua empresa atua.
15 minutos
CONJUNTURA E PREVISÕES ECONÔMICAS:
A teoria econômica é eficiente para explicar o passado e
ineficiente para explicar o futuro.
Os métodos de previsão partem da visão atual e passado
recente e extrapolam as tendências.
Assim, as previsões são sujeitas a erros, pois desconsideram
as prováveis mudanças
Exemplos de Previsões Econômicas
Relatório Focus do Banco Central;
Relatórios de Conjuntura dos bancos privados;
Relatórios do FMI e Banco Mundial
“Todos que pretendem predizer o futuro
são impostores, pois o futuro está por
fazer.”
Cenários Econômicos
Elaboração e análise dos desdobramentos prováveis da
conjuntura econômica, social e política atuais, levando
em conta as tendências de mudança. Geralmente são
construídas versões otimistas, pessimistas e neutras.
Cenários são estudos do Futuro e levam em conta as
novas tendências econômicas e sociais.
Estes documentos são importantes para que os
investidores tomem decisões com maior perspectiva de
acerto.
Cenários Econômicos
Fazem com que pensemos o futuro;
Evitam situações difíceis;
Fazem com que as pessoas, empresas e
governo sejam proativos e não reativos
Ex: Seca em São Paulo
Exemplos de Cenários Econômicos
The Year 2000
Brasil 2022
Cenários do BNDES
Cenários Regionais e Municipais: Piracicaba,
Curitiba,
Exemplos
BUG 2000 – Banco do Brasil
Cenários da Automobilística - 2005
Crescimento da demanda;
Ampliação da oferta e do número de
fabricantes;
Previsões para a indústria
3 de Janeiro de 2018 às 16:33
7 previsões da indústria para a economia brasileira em 2018
1. Economia crescerá 2,6%.
2. Indústria terá expansão de 3%.
3. Investimentos aumentarão 4%.
4. Consumo terá expansão de 2,8%.
5. Taxa de desemprego cairá para 11,8%.
6. Inflação ficará em 4,4%.
7. Taxa média de juros será de 6,75%
Sumula Geral
Retomada do crescimento
Ano de incerteza política
Cenário mundial relativamente bom.
Referências Bibliográficas
Economia: Fundamentos e Práticas Aplicados à
Realidade Brasileira - Organizadores Carlos
Eduardo de Freitas Vian, Anderson César
Gomes Teixeira e Cláudio Cesar de Paiva

Introdução à Economia
Carlos Eduardo de Freitas Vian (org.)