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27/03/2018 2.

AS ORGANIZAÇÕES

Introdução

Abordamos, neste capítulo, as características de um sistema


organizacional, analisando seus principais recursos, e o papel da
gerência nas organizações. Sob o ponto de vista de March, Simon e
Max Weber, uma organização pode ser a escola em que se estuda, a
universidade da qual se faz parte. Estas, por sua vez, integram outra
organização maior, o governo estadual ou federal.

A principal razão para a existência das organizações é o fato de que


certos objetivos só podem ser alcançados por ação coordenada de
grupos de pessoas.

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A estrutura das organizações

Segundo Drucker, existem vários fatores internos que influenciam a


natureza da estrutura organizacional. Entre eles, incluem-se:

a natureza dos objetivos estabelecidos para a empresa e seus


funcionários;
as atividades operantes exigidas para realizar esses objetivos;
a sequência de passos necessários para proporcionar aos
funcionários e clientes os produtos ou serviços que desejam ou de
que necessitam;
as funções administrativas a desempenhar;
as limitações da habilidade de cada pessoa na empresa, além das
limitações tecnológicas;
as necessidades sociais dos executivos e funcionários da
empresa, além das limitações tecnológicas;
as necessidades sociais dos executivos e funcionários da empresa
e o tamanho da organização.

Componentes da estrutura organizacional

SISTEMA DE RESPONSABILIDADE – Baseia-se na atuação dos


gestores, nas principais autoridades de linha e assessoria,
sustentando-se nos estudos do processo de departamentalização.
SISTEMA DE AUTORIDADE – Representado pelo controle geral
da organização, por meio dos principais gestores, os quais,
necessariamente, devem desenvolver estratégias para o sucesso
do negócio.
SISTEMA DE COMUNICAÇÕES – Tem como base a comunicação
entre os mais diversos setores organizacionais, contribuindo para
as principais deliberações internas no âmbito organizacional.

Pode-se ainda considerar o sistema de decisão, em que se fazem três


análises fundamentais: a análise das atividades, ou seja, como elas
serão desenvolvidas e gerenciadas, o processo de tomada de decisão,

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que deve ser efetivo a fim de otimizar as ações dentro das


organizações, e as relações inter e intrapessoais.

Condicionantes da estrutura organizacional

Objetivos e estratégias estabelecidos pela empresa.


Ambiente da empresa.
Evolução tecnológica e tecnologia aplicada na empresa.
Recursos humanos, considerando habilidades, capacitação e
níveis de motivação e comprometimento com os resultados da
empresa.

Níveis de influência da estrutura organizacional

NÍVEL ESTRATÉGICO – Representado pelos principais gestores


da organização.
NÍVEL TÁTICO – Representado pelos gerentes médios da
organização. Serve de elo entre o nível operacional e o
estratégico.
NÍVEL OPERACIONAL – Representa a base operacional do
negócio. São profissionais que têm como principal função executar
e desenvolver os produtos e serviços da organização, colocando-
os à disposição do mercado.

Os Organogramas

São quatro os tipos de organogramas mais usuais:

ORGANOGRAMA ESTRUTURAL – É o modelo mais comum e


representa a estrutura por meio da apresentação das unidades
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que a compõem, como, por exemplo, Conselho Administrativo,


Superintendência, entre outras.
ORGANOGRAMA FUNCIONAL – Apresenta as funções da
organização e é usado em organizações pequenas, nas quais
existem poucos chefes para uma série de atividades e/ou funções.
ORGANOGRAMA MATRICIAL – Criado recentemente, é adotado
principalmente naquelas organizações que trabalham com
projetos. Por meio dele, a organização pode ser vista sob o prisma
estrutural e de desenvolvimento de projetos.
ORGANOGRAMA CIRCULAR OU RADIAL – É um novo modelo
usado pelas organizações, com estrutura circular. No centro do
círculo, concentram-se os níveis mais altos da hierarquia e, nas
extremidades, os mais baixos. Com esse modelo, é possível
visualizar uma maior aproximação das equipes diretivas com a
gerência e o restante da organização.

Modelos de organização

Mintzberg define novos modelos de organizações, dividindo-os em sete


configurações:

ORGANIZAÇÃO EMPRESARIAL – Fortemente baseada na figura


de um executivo principal, como, por exemplo, uma concessionária
de veículos.
ORGANIZAÇÃO MÁQUINA – Representada por grandes
empresas industriais, companhias aéreas, entre outras, nas quais
dirigentes e especialistas de diversas áreas acabam interagindo
diretamente.
ORGANIZAÇÃO PROFISSIONAL – Baseada na gestão do
conhecimento, tais como escolas, hospitais, profissionais liberais,
entre outros, em que interagem profissionais especializados de
áreas afins.

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ORGANIZAÇÃO DIVERSIFICADA – Representada pelas grandes


corporações empresariais, com muitas unidades de negócios.
ORGANIZAÇÃO INOVADORA – Representada por produtoras de
filmes de arte, fábricas que produzem protótipos e empresas do
segmento petroquímico, pela capacidade de investir em pesquisas
que tragam resultados para o desenvolvimento de seus negócios.
ORGANIZAÇÃO MISSIONÁRIA – Segue determinados dogmas e
até mesmo ideologias. São exemplos as organizações religiosas e,
no mundo ocidental, o McDonald’s.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICA – É marcada pela presença de
conflitos entre políticas partidárias, governamentais ou das
organizações. São exemplos as organizações públicas e as
empresas privadas que passam por um processo de fusão.

Organizações formais e informais

As organizações podem ser classificadas em formais ou informais.

Segundo Oliveira6, a estrutura formal é representada pelo


organograma da empresa. Nesse ponto, cabe a pergunta: a estrutura
organizacional deve adaptar-se ao indivíduo ou o indivíduo deve se
adaptar à estrutura? A estrutura informal, de acordo com esse mesmo
autor, é a rede de relações sociais e pessoais não estabelecida ou
requerida pela estrutura formal. Surge da interação social entre as
pessoas, ou seja, desenvolve-se espontaneamente quando as
pessoas se reúnem. Portanto, apresenta relações que usualmente não
aparecem no organograma.

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Analisando as principais vantagens de uma estrutura informal,


podemos citar as seguintes:

Agiliza o processo decisório.


Minimiza as distorções existentes na estrutura formal e
complementa essa estrutura.
Reduz a carga de comunicação dos chefes.
Motiva e integra as pessoas da empresa.

Entre suas desvantagens, podemos citar as que seguem:

Desconhecimento dos chefes.


Dificuldade de controle.
Maior possibilidade de atrito entre as pessoas.

Podemos concluir que a estrutura organizacional deve ser delineada


de acordo com os objetivos e as estratégias estabelecidos, ou seja, a
estrutura organizacional é uma ferramenta básica para o alcance das
situações almejadas pelas empresas.

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Antes de qualquer análise sobre estrutura organizacional, devemos


conhecer um pouco mais sobre o conceito das organizações.

Para a adequada organização de uma empresa, pode-se considerar o


desenvolvimento de alguns aspectos fundamentais tais como:

a. A questão que envolve a organização, seus sistemas e métodos


administrativos.

b. As rotinas e procedimentos administrativos.

c. Aspectos que podem buscar o planejamento organizacional.

d. A direção da empresa, buscando a orientação, coordenação,


motivação, liderança das atividades e recursos, visando alcançar os
objetivos e resultados esperados.

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Proceder o controle efetivo da organização, tomando como base todos


os preceitos abordados, os quais devem condizer com aqueles
esperados pela organização.

É fundamental que os leitores compreendam a importância das


organizações para a sociedade, bem como observem a complexidade
do tema estrutura organizacional, sobretudo as diferenças entre
organizações formais e informais. Ao mesmo tempo, devem vislumbrar
os principais níveis de influência presentes nas organizações, assim
como a importância dos gestores de negócios como estrategistas, dos
gerentes como representantes táticos do negócio e daquelas pessoas
diretamente responsáveis pelo processo operacional do negócio, como
os funcionários do setor de produção de uma fábrica.

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