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Resumo do Livro ECG Essencial, Malcolm S. Thaler, 5ª Ed, 2007.

E Adendos Pg-1
Valores numéricos fundamentais a interpretação do ECG
Padronizações do ECG Tempo: 1mm = 0,04 Seg / 5mm = 0,20 Seg
Amplitude = Voltagem: 1mm = 0,1 mV
Valores Normais de Segmentos, Intervalos e amplitude de ondas
Onda P Amplitude: < 2,5 mm = 0,25 mV Duração: 3mm = 0,12s
Intervalo PR Duração: Entre 3mm – 5mm = 0,12s – 0,20s
Onda Q
Amplitude < 1mm = 0,1mV (Q patológica se = a ⅓
de R do mesmo
complexo QRS)
Intervalo QRS Entre 1,5mm – 2,5mm (Máx 4mm) = 0,06 – 0,10s (Máx 0,12s)
Onda T
Amplitude de ⅓ ⅔
a da amplitude da Onda R correspondente e
do mesmo lado da linha isoelétrica Figura 1 - Segmento = Reta /
Intervalo = Onda + Segmento
Onda U Hipocalemia ou fisiológica (Repolarização dos mm Papilares)
Eixos Elétricos do Coração: O Eixo se encontra na intersecção dos quadrantes determinados pelos QRSs em cada
Derivação, sendo perpendicular à derivação isoelétrica.

Localização do Eixo
0º - 90º Normal DI (+) e aVF (+)
0º - (-90º) Desvio de eixo p/ a E DI (+) e aVF (-)
90º - 180º Desvio de eixo p/ a D DI (-) e aVF (+)
180º - (-90º) Desvio de eixo extremo p/ D DI (-) e aVF (-)

Derivações
Grupos Subdivisão das Precordias
Precordiais V1, V2, V3, V4, V5 e V6 Direitas V1 e V2
Laterais E DI, aVL, V5 e V6 Intermediárias V3 e V4
Inferiores DII, DIII e aVF Esquerdas V5 e V6
aVR aVR Ø Ø
Figura 2 - Rosa dos Ventos das Derivações cardíacas

1. Sobrecarga Atrial: (Para avaliar átrios usas-se a derivação DII, maior amplitude e V1, normalmente isoelétrica)

Sobrecarga de Átrio D 1 – Onda P com Amplitude > 2,5mm nas Derivações Inferiores (DII, DIII e aVF)
(P Pulmonale) 2 – Sem Aumento da duração da Onda (Até 3mm = 0,12s)
Sobrecarga de Átrio E 1 - A amplitude do componente terminal (Negativo de P) pode estar ↑ (>2,5mm)/(Entalhe) e deve
(P Mitrale) descer pelo menos 1mm abaixo da linha isoelétrica em V1(Condição necessária para diagnóstico SAE)
2 – A duração da Onda P deve estar ↑ (>3mm), e a porção terminal (Negativa) da Onda P deve ter
pelo menos 1mm de largura.
2. Sobrecarga Ventricular: Ambas prolongam a duração do complexo QRS, mas raramente > 2,5mm = 0,10s

SVD 1 – Desvio do Eixo para a D, com o eixo elétrico > 100º


2 – A onda R é > que a S em V1, enquanto a Onda S é > que R em V6
SVE 1 – A onda R em V5 ou V6 + a onda S em V1 ou V2 > 35mm
2 – Desvio do Eixo elétrico Para a E > 15º
3. Arritimias: 30mm 25 20 15 10
50bpm 60 75 100 150
Os 05 Tipos básicos de Arritimia:
1 – Arritimia Sinusal As 04 Perguntas básicas da Arritimia
(Taquicardia Sinusal: FC > 100bpm ; Questionamento Significado
Bradicardia Sinusal FC < 60bpm) 1 – Há ondas P Normais? S → Ritmo Oriundo do átrio
2 – Ritmos ectópicos; N → Oriundo do no AV ou Ventrículo
3 – Arritimias reentrantes; 2- Os QRS são Estreitos ou Largos? E → Vias de condução normal
4 – Bloqueios de Condução; L → Estímulo de despolar. Ventricular
5 – Sd de Pré-excitação (WPW/LGL) 3 – Tem Enlace A/V? S → Ritmo Sinusal (Atrial)
N → Dissociação AV
4- O Ritmo é Regular? Se é regular ou não
Arritimias Supraventriculares: Pg-2
Há 05 tipos de arritimias supraventriculares sustentadas: (Saber as 3 Primeiras)
1 – Taquicardia Supraventricular Sustentada; 4 – Taquicardia Atrial Multifocal;
2 – Flutter Atrial; 5 – Taquicardia atrial paroxistica
3 – Fibrilação Atrial;
Características das Arritimias Supraventriculares
TSVP Pode se iniciar com: Batimento Atrial prematuro: Onda P Presente, mas anômala, sem inversão
Batimento Juncional Prematuro: Ausência de onda P ou Invertida (Retrograda)
Massagem carotídea Eficaz, reduz o ritmo e pode parar a arritimia
Flutter Frequencia de ondas P entre 250 e 350/Min.
Padrão em dente de serra (Serrilhado)
Massagem carotídea ineficaz, só reduz freqüência Ventricular, aumenta bloqueio (ex: 3:1 p/ 5:1)
FA Sem onda P verdadeira, Frequencia de Onda P > 350 podendo chegar até 500/min
Padrão em Linha de base discretamente ondulada
Frequência Ventricular entre 120 e 180 bpm
Massagem carotídea ineficaz, só reduz freqüência Ventricular, aumenta bloqueio (ex: 3:1 p/ 5:1)
Arritimias Ventriculares:
Extra-Sístole QRS Largo, Bizarro, com onda T contraria ao QRS e pausa compensatória
Bigeminismo Padrão com 1 batimento normal + 1 ES Trigeminismo Padrão com 2 batimentos normais + 1 ES
Taquicardia Ventricular 03 ou mais ES consecutivas
Taquicardia Ventricular Sustentada Taquicardia ventricular que dure mais de 30 seg
Fibrilação Ventricular Evento pré-Terminal
Sem Complexo QRS verdadeiro
Débito Cardíaco = zero
Torsades de pointes O nadir do complexo QRS gira em torno da linha de base em uma mesma Der
Intervalo QT longo
OBS1: As taquicardias supraventriculares são associadas com QRS estreito, enquanto que as ventriculares se
associam a um QRS largo, mas o QRS largo pode refletir uma condução aberrante de um estímulo supraventricular.
OBS2: O achado semiológico de “Ondas A em canhão” na avaliação do pulso venoso é indício de dissociação AV, A
contração Atrial encontra as valvas cardíacas fechadas lançando sangue devolta para as veias jugulares.
4. Bloqueio Átrio-Ventricular:
Tipos e Características
De 1º Grau Na verdade é apenas um retardo
Cada onda P gera um QRS
Intervalo PR com duração obrigatoriamente > 5mm = 0,20s
Por si só não precisa de TTT
De 2º Grau Nem todo estímulo atrial é capaz de passar pelo nódulo AV
Mobitz Tipo I Alongamento de PR com progressão sucessiva, até falhar um QRS, reiniciando o Ciclo
Mobitz Tipo II Batimento bloqueado sem progressão sucessiva do intervalo PR
De 3º Grau Onda P e QRS independentes (Desenlace AV)
QRS amplos e Bizarros
Frequência Ventricular Baixa em torno de 35-45bpm
5. Bloqueio de Ramo:

Bloqueio de Ramo D Bloqueio de Ramo E


Complexo QRS alargado > 3mm = 0,12s Complexo QRS alargado > 3mm = 0,12s
RSR’ (Padrão em Orelha de coelho) em V1 e V2, com Ondas R altas e entalhadas, padrão em meseta nas
depressão do Segmento ST e inversão de onda T derivações E
Derivações E (DI, V5, V6 e aVL)com onda S profunda Onda S profunda em V1 e V2
OBS: BRD: Normalmente R’>R e pode apresentar Supra contrário ao QRS, sem isquemia.
6. Hemibloqueios: (Não aumentam a duração do QRS) / (O Hemibloqueio Septal é clinicamente insignificante)

Anterior Esquerdo Posterior Esquerdo


Desvio de Eixo para a E Desvio de Eixo Para a D (Critério pouco sensível)
7. Síndrome de Pré-excitação: Pg-3

Sd. de Wolff-Parkinson-White (WPW) Complexos QRS largos (Condução aberrante/Feixe de Kent)


Onda Delta em algumas derivações
Sd. de Lown-Ganong-Levine (LGL) QRS com duração Normal (Atalho leva ao sistema de condução normal)
Ausência de onda Delta
8. Infarto Agudo do Miocárdio (IAM):

Fase Achado ao ECG Início Permanece até Significado Clinico


1ª Apiculação de Onda T, seguida de inversão Logo após Evento Algumas horas após Isquemia
2ª Elevação do Segmento ST (Supra ST) Minutos após Minutos a horas Dano miocárdico
3ª Aparecimento de Onda Q patológica Horas após Ad Eternum Necrose miocárdica
OBS3: A primeira fase exige simetria da onda T para ser relacionada à isquêmia, onda T em Tenda.
OBS4: A onda Q patológica pode desaparecer em casos de infarto da parede inferior (50% dos casos)
OBS5: A onda Q pode estar ausente em infartos com necrose, nesse caso há menor mortalidade inicial e maior risco
de reinfarto e mortalidade tardia em comparação aos infartos com onda Q.
Características da Onda Q patológica

Onda Q Patológica Duração > 1mm = 0,04s


Profundidade de ⅓ ou mais do mesmo complexo QRS
Exclui-se a leitura de aVR, costuma ter ondas Q superestimadas
Evolução temporal das enzimas cardíacas no IAM:

Enzima/Prot Início Permanece até Considerações


Mioglobina 1-4h 24h Menos especifíca
CK e CKMB 3-12h 3-4d
Troponina 3-12h Mais 10d Mais sensível, mais específica
LDH 6-12h 6-8d
Irrigação coronariana:

Coronária Ramos Território de irrigação


CE Descendente Anterior Parede anterior e Septo interventricular
Circunflexa Parede Lateral do VE (Ventrículo Esquerdo)
CD Ø Parede Posterior e ápice do coração
Localização do Infarto pelo ECG:

Local Grupo alterado Derivações Artérias comprometidas


Inferior Derivações Inferiores DII, DIII e aVF CD ou ramo descendente (?)
Lateral Derivações Laterais Esquerdas DI, aVL, V5 e V6 Circunflexa
Anterior Precordiais V1 a V6 DA (Descendente Anterior)
Posterior Alterações recíprocas nas derivações anteriores Principalmente V1 CD (Coronária Direita)
9. Diferenciação entre angina verdadeira e angina de prinzmetal:

Verdadeira Alterações isquêmicas (Apiculação e inversão de Onda T)


Desencadeada por esforço
De Prinzmetal Alterações isquêmicas que revertem rapidamente com medicação antianginosa
Não se relaciona com esforço
Sequencia de Leitura do ECG:
F Frequencia Taquicardia (FC>100bpm) / Bradicardia (<60bpm)
R Ritmo Sinusal / Não Sinusal (Supraventricular – QRS normal / ventricular – QRS Bizarro)
E Eixo Com ou sem desvio (Causa do desvio? SVD, SVE, Hemibloquieo)
I Isquemia Sinais de isquemia (Apiculação de T, Inversão, Supra ou infra ST)
O Ondas P - Int PR – QRS – Seg ST – Onda T – Onda U
Acd: Juliano José – Medicina UFRN - 31/08/10