Você está na página 1de 10

Resumo da primeira prova de propagação

Propagação vegetativa é a produção de uma nova planta com genótipo idêntico


ao da planta matriz ou fonte, ela se dá pela regeneração da raízes a partir do
caules, ou parte aérea a partir de raízes, ou parte aérea e raiz a partir de
folhas.

Totipotência celular: Capacidade que toda célula vegetal tem de se


desenvolver em qualquer estrutura da planta, isto é, potencial da célula em se
regenerar e desenvolver um novo indivíduo completo. Todas as células vivas
vegetais contêm as informações genéticas em seu núcleo para a produção de
uma planta completa. “Qualquer célula pode ser separada da planta e continuar
crescendo. Então, plantas inteiras podem consistir de células cuja capacidade
de independência pode ser claramente demostrada”.

A diferenciação é o processo de desenvolvimento pelo qual as células tornam-


se especializadas de forma progressiva. E desdiferenciação é a capacidade da
célula já diferenciadas tem de voltar a uma condição meristemática e
desenvolver um novo ponto de crescimento.

Clone é a população de indivíduos geneticamente idênticos à planta matriz,


formados a partir de propagação assexuada.

Ontogênese: Fenômenos que levam à formação de um indivíduo adulto de uma


espécie (desenvolvimento fisiólogico da planta).

Fases do ciclo de vida da planta: Fase I (Embrionária): Inicia-se com a


formação do zigoto, o crescimento corresponde à divisão celular do embrião
inteiro, seguindo a orientação polar à medida em que o embrião se desenvolve
características estruturais. Fase II (Juvenil): Germinação inicia mudanças
profundas do crescimento embrionário para a formulação da plântula. Potencial
de crescimento polariza-se entre o eixo da raiz e da parte aérea, com
concentração do crescimento nos meristemas apicais, produção contínua de
folhas e entrenós e gemas laterais originam apenas de outros ramos
vegetativos. Fase III (Transição): Desaceleração das taxas de crescimento e a
planta adquire competênica para iniciar a reprodução sustentada, podem
ocorrer mudanças fenotípicas intensas, a mudança de fase é regulada por
fatores externos ainda desconhecidos e pela competência do ápice em
responder a estes fatores, pela mudança da concentração interna de
hormonios, provavelmente regulada por temperatura e fotoperíodo. Essa
transição para o florescimento envolve profundas alterações no seu padrão de
diferenciação celular e morfogênese nos meristemas apicais da copa. Fase IV
(Adulto): Meristemas apicais podem se desenvolver em gemas reprodutivas e a
planta inicia sua reprodução sustentada. Determinadas espécies podem ter
todas (plantas anuais) ou quase todas (palantas de crescimento indeterminado)
as suas gemas vegetativas se diferenciando simultaneamente em gemas
reprodutivas, algumas espécies essa mudança ocorre gradualmente.

Ciclófise: (idade fisiológica da planta) Proceso de maturação dos meristemas


apicais. É a variação na fase da vida dentro da planta e clones.

Topófise: Efeito da posição do propágulo na planta orginal sobre a idade


fisiólogica do genótipo da progênie.Está relacionado com as posições
hierárquicas dos ramos, independente dos processos de maturação dos
meristemas terminais.

Juvenilidade: Hackett; A juvenilidade é a ausência de competência para o


florescimento sustentado sob condições normais de florescimento.

Plant propagation: Juvenilidade corresponde à idade fisiológica em que a


planta não consegue florescer, mesmo que haja condições ambientas
favoráveis à indução floral.

A base da planta é mais velha cronologicamente , porém é mais nova na idade


biológica. Por outro lado, a parte mais periférica dos galhos e ramos é mais
velha biológicamente e mais nova na idade cronológica.

Práticas que induzem a maturidade antecipada: Crescimento vegetativo


contínuo para permitir o crescimento do meristema apical dentro da fase adulta.
Este procedimento pode ser acompanhado de tratamentos de indutores de
florescimento. Repetir a propagação vegetativa escolhendo propágulos da
parte apical. Enquanto, as práticas para manutenção ou seleção da parte
juvenil são : Coletar propágulos da base da planta, efetuar poda drástica para
promover a brotação na zona juvenil da planta.

Tratamentos com fitoreguladores: Giberelinas para promover a juvenilidade e o


ABA revertendo essa juvenilidade,.

A varibilidade dentro dos clones pode ocorrer por conta de alterações


ambientais (fenotípicas), epigenéticas (ontogenia), topófise (posição), ciclófise
(idade ontogênica do meristema), mudanças genéticas e quimeras (genótipo),
Patôgenicas (Sistêmicas e não sistêmicas).

Quimeras: Uma planta ou parte de uma planta constituída por dois ou mais
tecidos geneticamente diferentes que se desenvolvem de forma adjacente
como parte composta de uma planta. Origens: Pontas de crescimento (tecidos
meristemáticos espontânea ou induzida),.

As mutações podem afetar o sistema reprodutivo e com isso causar efeitos


deléterios na performace na produtividade, por outro lado, podem ser
responsáveis por um surgimento de uma nova cultivar. As mutações naturais
ocorrem ao acaso e em frequencias muito baixas, e casos não naturais são os
agentes mutagênicos e também podem estar relacionados com o sistema de
propagação.

Vantagens e desvantages da propagação vegetiva e dilemas.

Estaquia

O processo no qual ocorre a indução de enraizamento/brotação adventícia em


segmentos destacados da planta mãe, que, em condições favoráveis, originam
uma nova planta. Sendo a estaca, qualquer segmento de uma planta contendo
pelo menos uma gema vegetativa capaz de originar uma nova planta. O
propágulo antes de ser usado, deve ser colocado em um local
(microclima,condições tamponantes , temperatura e UR,para preservar as
células vivas) que induza a menor atividade respirátoria possível do segmento,
ocasionando uma menor perda de água e outros processos oxidativos.

Vantagens: Ausência de viabilidade na multiplicação por sementes e é o


método de propagação vegetativa mais simples e economicamente viável.

Desvantagens: Dependente da condição da planta matriz, variável entre


espécies e na espécie e possui o risco na multiplicação de mutantes e de
patógenos.

Raízes adventicias: É típica em cada espécie, mas em geral, está associada ao


periciclo, região mais externa do cilindro vascular. Quanto maior o grau de
lignificação da espécie, maior a dificuldade na formação das raízes

Pré formadas: Permanecem dormentes, quando o segmento é destacado,


tratado e colocado em condições favoráveis iniciam o processo de iniciação
dos primórdios das raízes. São raízes primitivas, pré existentes no própagulo.

Induzidas por ferimento: Desenvolvem-se em resposta ao traumatismo


produzido pelo corte resutante do preparo da estaca.

Processor iniciais de formação das raízes adventícias: Ciatrização dos tecidos


(ocorre após o corte, para que não occora perda de água nos tecidos.); divisão
celular na região adjacente ao corte, produzindo células parenquimáticas;
formação dos calos (massa de células parenquimáticas em vários estágios de
lignificação, usualmente desenvolvem-se no final da base da estaca, sob
condições favoráveis ao enraizamento, a partir do cambio vascular, córtex ou
medula. não precisam necessariamente ocorrem para que haja a formação
dessas raízes) e multiplicação celular na região do cambio do floema.

Etapas das modificações anatômicas: Desdiferenciação das células logo


abaixo do tecido ferido, tornando-se meristemáticas; iniciação dos grupos de
células meristemáticas, próximas aos feixes vasculares (diferenciação);
formação de primórdios radiculares (ínicio da conexão vascular); e crescimento
e emergência das novas raízes (conexão vascular completa).

Brotos adventícios: Processo similar à formação das raízes adventícias, mas


ocorre em tecidos de folhas e raízes.

Estrutura do caule x enraizamento: O anel do esclerênquima entre floema e


córtex está frequentemente associado com a maturação do ramo, e
possivelmente constitui em uma barreira mecânica para o enraizamento.

Estaca das folhas: Formação da parte aérea e sistema radicular adventícios,


algumas espécies apresentam gemas pré-existentes nas bordas e a iniciação
das raízes e o desenvolvimento das gemas adventícias são independentes.

Estacas de raízes: Formando sistema aéreo a partir de uma gema adventícia e


novas raízes adventícias ou alongamento das raízes existentes. Em algumas
espécies, gemas adventícias se formam sobre raízes conectadas à planta mãe.
Ocorre o processo de rejuvenescimento. Sendo a regeneração podendo ser
feita de diferentes metódos: 1. Formação da parte aérea adventícia, seguida da
produção de novas raízes no segmento de raíz. 2.Remoção da parte aérea
desenvolvida do segemento de raíz, seguida de enraizamento adventício da
parte aérea conforme estaquia de caule.

Estacas de caule: Formação do sistema radicular adventício, parte aérea


gerada a partir de uma gema pré existente , com potencial para a formação da
parte aéra e maturidade do caule pode influenciar na eficiência de formação de
raízes adventícias.

Polaridade: A redistribuição da auxina na planta, a auxina é produzida nas


regiões apicais superiores e translocadas para a região mais basal. Estacas de
ramos formam brotos na extremidade distal e raizes na extremidade proximal.
Em estacas das raízes, a polaridade se inverte.

De modo geral, determinadas concentrações de compostos, que ocorrem


naturalmente nas plantas, apresentam propriedades hormonais e são mais
favoráveis ao enraizamento adventício do que em outros.

Hipótese da rizocalina: A presença de uma gema ou folhas beneficiava o


enraizamento em estacas da ervilha, substâncias produzidas em gemas e
folhas eram transportadas pelo floema para a base de caules e estimulavam a
formação de raízes. Logo, a conclusão foi que havia um fator específico que
induzia a formação de raízes, composto multiplos que são cofatores da síntese
de auxina, sendo ele também necessários para o enraizamento, já que ramos
com brotos ou/e folhas apresentam enraizamento mais fácil mesmo quando
comparado com tratamentos sem a existência deles mas com a aplicação de
auxina exógena.
Cofatores: Substâncias químicas que atuam sinergísticamente às auxinas,
interferindo no espectro de ação delas, podendo atuar sobre substâncias
inibidores de auxina, além de poderem ter alguma função antioxidante, se
ligando a radicais livres, impedindo que estes fiquem livres para se oxidarem, e
com isso, formarem substâncias toxicas ao enraizamento, sendo os principais
fenois (atua na inibição da AIA-oxidases) e boratos, aminoácidos açúcares e
nutrintes.

Inibidores de enraizamento: em algumas plantas esses inibidores podem ser


lixiviados, colocando as estacas em água correte aumenta a chance de
enraizamento, espécies que possuem dificuldade no enraizamento pode ser
devido a presença destas substâncias. O inibidores geralmente são ausentes
em estacas juvenies ou estioladas. O estiolamento aumenta a sensibilidade da
estaca á auxina, o estiolamento pode modificar substâncias fenólicas que
podem atuar como cofatores ou inibidores de AIA-oxidase e ele também reduz
a produção de lignina

Classificação em relação a facilidade do enraizamento.

Fatores que influênciam o enraizamento adventício

Fatores internos e externos implicam na capacidade e rapidez do enraizamento


adventício (potencial rizogênico).- Ambientais, fisiológicos,tipo de propágulo,
origem na copa e época de colheita.

Fatores internos: Esado fsiológico da planta matriz e orientação do ramo:


define a turgidez dos tecidos, o acúmulo de carboidratos nas estacas e a
nutrição mineral; no caso da relação C/N deve favorecer o C.

Juvenilidade:Quanto mais juvenil o tecido, maior facilidade dele ser


enraizamento. Acúmulo de inibidores de enraizamento e redução dos níveis
fenólicos à medida que os tecidos envelhecem.

Tipo de ramo selecionado: cada espécie/variedade apresenta resultados


diferenciados conforme o estado de lignificação do ramo.

Tipo de estaca-ramos: Base da copa é mais favorável do que a parte superior


para a colheita (topófise), os ramos laterais parecem enraizar melhor em maior
número do que aqueles verticais, na porção adulta da planta. A presença de
vírus na estaca reduz não só a porcentagem de enraizamento como também o
número de raízes formadas em cada estaca.

Acondicionamento de matrizes por meio mecânico- (anelamento, incisão,


torções e descascamento). Estas técnicas promovem o acúmulo de auxinas e
carboidratos, pelo bloqueio da translocação dessas substâncias e de outros
fatores de promoção de enraizamento, e bem com o aumento das células
parenquimatosas e de tecidos menos diferenciados.
Fatores externos: Época do ano em que as estacas são obtidas: Está
relacionada à dinâmica de acúmulo de reservas e biossíntese de hormônios e
cofatores.

* estacas lenhosas de espécies decíduas (perdem folhas no inverno) –


outono
* estacas jovens e ainda pouco lignificadas (de “madeira mole”) de espécies
decíduas – início da primavera
* espécies perenifólias – após maturação dos fluxos de crescimento

Aplicação de nutrientes: Zn e Mn com efeitos contrários quanto ao


enraizamento, risco: efeito salino afetando o enraizamento (IDEAL INERTE) e o
mais importante é a nutrição da planta mãe.

Fungicidas: Sua aplicação não possui efeito estimulante a indução ao


enraizamento, mas pode ter papel fundamental na sobrevivência das raízes já
formadas.

Relações hídricas: Baixos potenciais hídricos estão diretamente relacionados a


dificuldade de enraizamento, a estaca em que se manter viva até haja o
enraizamento. Estratégias para manter a umidade das estacas: estufas
(mantém a UR a 80-100%), nebulização/ câmara úmida e fria e coleta de
propágulo pelo período da manhã.

Temperatura: temperaturas elevadas do ar promovem o desenvolvimento de


brotações antes do desenvolvimento das raízes, o que desfavorece a
viabilidade da estaca já que a um aumento na perda de água., logo a estaca
deve ser armazenada em baixas temperaturas (5C°).

Luz: A exposição da planta matriz a baixa intensidade de luz (irradiância)


favorece o enraizamento das estacas.

Estiolamento (na propagação de algumas frutíferas): Consiste na exclusão total


de luz de segmentos de ramos, ou no sombreamento de plantas matrizes.
Utiliza-se adesivo escuro (preto), fita isolante ou velcro nos ramos , ainda
presos à plantas, por um período de 30 a 40 dias. Com essa técnica o teor de
amido aumenta, acentua a sensibilidade à auxina e reduz o teor de lignina,
associada a mudanças de fenóis e à presença de parênquima descontínuo,
reduzindo barreiras do enraizamento.

Substrato: Ele tem a função de manter a estaca na mesma posição e lugar


durante o perído de enraizamento, prover umidade para a estaca, prover boa
aderência, permitir aeração na base das estacas e os substratos devem ser
leves, baixa granulometria e retenção>aeração.

Propagação otimizada, em ambiente profilático.


Aplicação de reguladores vegetais: efetividade do uso de auxinas, sinergismos,
degradação microbiana e estacas de raízes e folhas (aplicação de citocininas
para favorecer a formação de brotos adventícios.

Tipos de solução de auxina: solução concentrada e diluída,líquidas e em pó.

Preparo das soluções (slide)

Efeitos da aplicação em excesso: inibição do desenvolvimento de gemas


(amarelecimento de gemas e queda das folhas), escurecimento do caule e
morte das estacas- mais provável que ocorra com a ANA E 2,4D.

Métodos alternativos para a aplicação de auxina: Spray concentrado sobre a


base das estacas ou sobre as folhas, pré-tratamento da matriz com a aplicação
foliar de spray de solução de auxinas antes da coleta das estacas, imersão da
estaca inteira na solução auxínica contendo um agente umidificante,
envolvimento da base de ramos ainda conectado com a matriz com fita adesiva
contendo cristais de auxina (vidro+auxina).

Mergulhia

Método de propagão pelo qual raízes adventícias são formadas sobre caules
enquanto estes permanecem conectados a planta raiz, consiste em uma
variação da estaquia, baseado nos mesmo princípios anatômicos e fisiológicos.

Durante o enraizamento, occore o suprimento de reservas, de água de


hormonios pela planta.

Importante paras espécies de dfícil enraizamento porque: o caule é


continuamente suprido com água e minerais através do xilema intacto, o floema
é geralmente rompido por algum ferimento (analemento, incisão, torção) para
promover o acúmulo de substâncias indutoras de enraizamento
(carboidratos,auxinas e outros fatores de crescimento), impedimento da matriz
ao estado de estresse hídrico, eliminação da luz do local em que se deseja
formar a raiz é importante para todos os tipos de mergulhia e cobertura do
ramo com substrato com o enraizemento.

Uso da mergulhia: Época do ano: Para muitos tipos de mergulhia, a época está
associada com o movimento de carboidratos e outras substâncias para as
raízes. Util para produzir plantas de maior tempo em menor período de tempo.

Desvantagens: Consumo da grande porção do ramo para a produção de uma


só muda, não aproveitamento de todos os ramos da planta-matriz (efeito
estrangulamento), morosidade e baixo rendimento (elevado preços das
mudas).
Mergulhia no solo: Quando os ramos são flexíveis e de fácil manejo, o ramo é
curvado e conduzido para o solo para enraizar e são utilizados ramos flexíveis
do ano.

Simples: O ramo ao enraizar é dirigido do solo e aí enterrado, a parte terminal


do ramo é mantida fora do solo e em posição vertical, usando um tutor para
fixar.

Invertida: Semelhante a anterior, porém a parte apical do ramo é dirigida para o


solo (decepada ou não), e as raízes serão formadas na parte apical (inversão
da polaridade), desenvolvimento da planta é menor, com curvatura das folhas
com menor porte.

Contínua chinesa: Um longo ramo é enterrado ao longo do seu comprimento,


sendo deixada a extremidade apical. Depois o ramo enraizado pode ser
cortado em várias mudas como se fosse estacas pré enraizadas.

Contínua serpentada: A colocação do ramo compreende uma alternância de


entradas e saídas do solo, atribuindo um conjunto um aspecto de serpentina, a
mergulhia contínua permite maior obtenção de mudas enraizadas por planta
matriz.

Cepa ou topo: Poda drástica do tronco, seguida de amontoa, que favorece o


enraizamento das brotações, método bastante utilizado na produção de porta-
enxertos enraizados na macieira.

Alporquia: É uma variação da mergulhia, ao invés de se levar o ramo ao solo,,


leva-se o solo ao ramo= mergulhia aérea. Pode ser feito em qualquer ramo da
planta, mesmos nos apicais, desde que haja controle de umidade. Permite
obtenção rápida de plantas maiores que as conseguidas em outros processos,
sem a perda de folhas e já formadas, conforme o ramo escolhido.

Recomendações gerais da mergulhia:

•Os ramos devem ser preparados antes de entrar em contacto com o


solo/substrato.
•As operações consistem na desfolha e em anelamentos, incisões ou torções
na parte que ficará coberta.
•Após ser enterrado, o ramo é mantido preso ao solo por um tutor ou forquilha.
•Os ramos-mergulhos, após determinado tempo, enraízam e devem ser
separados da planta mãe. A separação pode ser feita de uma só vez ou
gradualmente. A essa operação dá-se o nome de desmame.
• O desmame gradual tem por finalidade a redução parcial do suprimento à
nova planta, de modo a forçá-la a se nutrir pelas suas próprias raízes.
•Uma separação brusca pode secar a planta, principalmente quando ela não se
encontra ainda suficientemente enraizada.
Enxertia: É a ação de se conectar pedaços de tecido vegetal, unindo de tal
modo que eles crescem e se desenvolvem como uma planta só.
As diferentes interações que ocorrem entre a copa e os porta-enxertos podem
condicionar em distintos equilíbrios fisiológicos ou grau de afinidade, podendo
influenciar o crescimento e produção.

Porta-enxerto: Parte da união que origina o sistema radicular. Pode ser obtido
através de semente,estaqui, mergulhia e outros métodos de propagação.

Enxerto: Parte da união que dará origem a copa.


Borbulha (gema)
Garfo (segmento do ramo com mais de uma gema dormente).
Cambio: Células meristemáticas que dão origem aos tecidos vasculares, xilema
e floema.
Calo: Massa de células do parênquima que se desenvolvem a partir de
ferimento sno tecido.

Formação da união do enxerto: Íntimo contato cambio-cambio; formação de


parênquima (calo) a partir de tecidos da região cambial, entrelaçamento dos
tecidos parenquimáticos do enxerto e do porta enxerto; novas células do
câmbio, formação do câmbio a partir do tecido parenquimático; formação do
tecido vascular a partir no novo tecido cambial e estabelecimento do fluxo da
seiva.

Fatores que influênciam na cicatrização do enxerto: Incompatibilidade, tipo de


planta (variação enre plantas, habilidades ou não de receberem certo tipo de
enxertia), condições de temperatura e umidade antes e após a operação de
enxertia), atividade de crescimento do porta enxerto, tecnicas de propagação
(área do cambio), contaminação por vírus,pragas e doenças, polaridade do
enxerto e limites do enxerto.

Razões para a utilização da enxertia:


1) Perpetuação de clones: Algumas espécies apresentam sistema radicular
muitos pobres quando submetidas a estaquias,e outras nem apresentam
sementes.
2) Aproveitar benefícios de alguns porta-enxertos: condições fitossanitárias
desfavoráveis de solo (doenças,insetos,nematoides e ácaros).
3) Aproveitar tolerância de alguns porta-enxertos a condições inadequadas:
Alguns porta-enxertos são capazes de superar condições de solos
compactos e com altos níveis de sais, melhor que quando sob suas
raízes.
4) Aumentar a precocidade da primeira produção
5) Alguns porta-enxertos são mais vigorosos no viveiro, reduzindo o tempo
de permanênica neste.
6) A enxertia pode ser utilizada para a obtenção de forma especiais de
crescimento em plantas ornamentais.
7) Mudanças de copa em plantas estabelecidas (troca de variedades
improdutivas ou sem demandas, suscetíveis a pragas e doenças e
tolerantes a condições ambientais).
8) Nanismo
9) Reparar plantas danificas por doenças, injúrias de frio, roedores,
máquinas.

Tipos de incompatibilidade

Translocada: Alguns componentes instáveis pode se mover em ambos os


sentidos (PE e E), envolvendo degeneração do floemea ou restringindo o
movimento de carboidratos. Neste caso o PEI não supera este tipo de
incompatibilidade.

Localizada: A combinação depende de contato íntimo entre PE e E. As


separações dos componentes através de porta-enxero intermediário supera os
sintomas.

Teoria de Gur: A incompatibilidade translocada está relacionada à diferenças


fisiológicas e bioquímica existente entre as partes enxertadas.

Sintomas de incompatibilidade: falha da união do enxerto, clorose, morte


prematura, diferença na taxa de crescimento e desenvolvimento excessivo da
união do enxerto.

Efeito do PE na copa: Efeito no tamanho e hábito de crescimento, efeito na


precocidade em frutificar e no rendimento, efeito no tamanho,cor, qualidade e
maturação do fruto. Alguns compostos químicos podem estra presentes no PE,
migrando para o fruto causando um efeito nocivo à saude das pessoas que o
consumirem.
Efeitos diversos: Resitência ao frio, doenças e pragas do solo, tolerância a
toxidez de elementos.

Tipos de enxertia em plantas adultas: Sobre-enxertia: finalidade de mudar a


copa. Sub-enxertia: finalidade de mudar o porta-enxerto e enxertia de ponte:
Reparar o enxerto quando o PE não foi danificado.

Métodos de enxertia: Borbulhia: Justaposição de uma única gem em porta-


enxerto enraizado. Garfagem: Justaposição de um ramo com mais de uma
gema em porta-enxerto enraizado ou não. Encostia: Junção de duas plantas
inteiras que são mantidas dessa forma até a união dos tecidos.

Tipos de borbulhia: em forma de T ou T invertido; janela aberta, placa


Tipos de garfagem: fenda cheia, inglês simples, inglês complicado