Você está na página 1de 8

A educação católica dos filhos - Sermão do Pe.

Daniel Pinheiro,
IBP
Trazemos do site Missa Tridentina em Brasília, um excelente sermão do Pe. Daniel Pinheiro, IBP:

Sermão para o 18º Domingo depois de Pentecostes (30 de setembro de 2012)

Padre Daniel Pinheiro

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Ave Maria…

“Ensinar desde a sua mais tenra idade a temer a Deus e a se abster de todo o pecado.”
Ab infantia timere Deum et abstinere ab omni peccato. (Tob. I, 10).

A questão da educação é fundamental, caros católicos, sobretudo nesses dias em que


a sociedade como um todo se opõe de maneira cada vez mais hostil à lei natural e à lei
divina. Da educação que a pessoa recebe na sua mais tenra infância depende o seu
futuro, não somente neste mundo, mas também no próximo. De regra, tal a criança, tal o
adolescente e tal o adulto. É a partir da educação que a consciência e a personalidade da
pessoa são formadas, seja para o bem, seja para o mal. Assim, saber qual é o fim da
educação e quais os meios para bem educar os filhos é indispensável para todo casal e
educador católico.

Quando falamos de educação é preciso ter um conhecimento claro do homem e de


seu estado atual. O homem é composto de corpo e alma. A educação deve prover, então,
aos dois. O homem está maculado, ferido, pelo pecado original e sofre suas
consequências, isto é, ele tem uma inclinação desordenada nas suas faculdades: quer
dizer, a inteligência está inclinada para o erro, a vontade está inclinada para o mal e as
paixões estão inclinadas para o bem sensível desordenado. É preciso levar em conta esta
desordem nas faculdades do homem para poder educá-lo bem e empregar os meios
adequados. Além disso, o homem foi elevado por Deus à vida sobrenatural, de maneira
que o fim último do homem é sobrenatural e só pode ser alcançado pela prática da
verdadeira religião.

A educação tem como objetivo, então, levar o homem ao seu desenvolvimento


perfeito. A perfeição de cada coisa consiste em atingir a finalidade para a qual foi
criada. O homem foi criado para Deus e seu fim último é, portanto, Deus. A educação,
então, não deve ser naturalista, mas deve considerar não só a natureza do homem, mas a
Revelação divina, pela qual o homem é chamado à vida sobrenatural. Uma educação
naturalista privaria o homem daquilo para o que ele foi feito (visão beatífica no céu) e
seria extremamente danosa e prejudicial não somente para o indivíduo, mas também
para a sociedade.

O dever e o direito de educar as crianças e os jovens dizem respeito aos pais, em


primeiro lugar. Por lei natural, este dever e este direito são dos pais. A educação das
crianças está contida na primeira finalidade do casamento. Esta primeira finalidade visa
não somente à procriação, mas também a educação da prole. Não basta gerar o filho,
mas é preciso ajudá-lo a desenvolver-se da melhor maneira possível. Em outras
palavras: não basta dar a vida, é preciso dar aos filhos uma vida feliz e a vida feliz é a
vida virtuosa. Para tanto, é necessário, segundo a natureza humana e salvo situações
extraordinárias, que estejam presentes o pai e a mãe, não somente para o sustento
material, mas também para a educação espiritual dos filhos, o que vai contra o divórcio,
que perturba a educação dos filhos e, consequentemente, toda a sociedade. Nem
precisamos falar de como uniões de pessoas do mesmo sexo são extremamente
prejudiciais para a criança e toda a sociedade.

Os pais têm pela lei natural o dever e o direito – invioláveis ambos – de educar os
filhos. Não se trata de um direito civil dado pelo Estado e que pode ser retirado a
qualquer momento. Não. A família existe antes do Estado. O Estado tem, então, uma
grave obrigação moral de permitir que os pais eduquem seus filhos. Por outro lado, os
pais podem delegar para o Estado a educação dos filhos e podem retratar tal delegação a
qualquer momento. O Estado tem direito de interferir nesse direito natural dos pais de
educar os filhos somente em uma circunstância: quando os pais estão instruindo os
filhos a violar a lei natural de maneira que decorra dano para o bem comum. Para
interferir o Estado tem que agir segundo a lei natural e a lei divina. Então, se o Estado
quer forçar o aprendizado da educação sexual, por exemplo, ele não tem direito algum,
pois assim ele não está garantindo o bem comum, mas indo contra ele, pois viola a lei
natural.

O ideal seria que família, Igreja e Estado cooperassem na educação católica de uma
criança e de um jovem, evitando assim, a mudança de ambientes, o que é extremamente
prejudicial para a educação. Atualmente, isso é, infelizmente, quase impossível.
A educação é dever grave dos pais, pois da educação das crianças depende o futuro
delas. Os filhos são como um depósito dado por Deus aos pais e do qual eles deverão
prestar contas. A Sagrada Escritura nos diz: “Aquele que educa seu filho (…) quando
morrer não ficará aflito e se salvará pela educação deles.” (Eccl XXX, 3- 5: Qui docet
filium suum… in obitu suo non est contristastus nec confusus. E 1 Tim. II, 15:
Salvabitur autem per generationem filiorum.)

O fim da educação é a virtude nesta terra, quer dizer a santidade, e a glória eterna na
outra vida. Ora, a virtude consiste numa disposição muito bem enraizada para agir bem,
fazendo o que é bom, por um bom motivo e nas circunstâncias devidas. Todavia, essa
disposição bem enraizada para agir bem, que é a virtude, adquire-se pela repetição dos
atos. Assim, quanto mais cedo aprendemos a agir bem, maior facilidade teremos para
agir bem posteriormente. Isso quer dizer que a educação deve começar o mais cedo
possível, mesmo quando a criança ainda não entende perfeitamente as coisas. Por isso,
levamos a criança à Missa desde cedo, ensinamos à criança a rezar, a manter-se bem
vestida, a respeitar as coisas sagradas. Em suma ensinamos à criança a evitar o mal e
praticar o bem. Aquilo que a criança aprender na sua infância e adolescência
dificilmente deixará de praticar na idade adulta. Diz a Sagrada Escritura que mesmo
quando a criança envelhecer, não se afastará de seu caminho. Adolescens juxta viam
suam, etiam cum senuerit, non recedet ab ea (Prov. XXII, 6).

Além disso, como no início o homem é como uma tábua rasa, aprender o bem é muito
mais fácil, pois a criança ou o jovem não tem disposições ruins, além daquelas que são
consequência do pecado original. Por outro lado, deixar o mal ao qual a pessoa já se
habituou é uma tarefa dificílima. É imperioso, dessa forma, acostumar as crianças desde
já a praticar o bem e a evitar o mal. A Sarada Escritura diz: Ensinar desde a sua mais
tenra idade a temer a Deus e a se abster de todo o pecado. Ab infantia timere Deum et
abstinere ab omni peccato. (Tob. I, 10). Agora, como começar a educação de alguém
que ainda não atingiu a idade da razão? Aristóteles e depois São Tomás dizem que a
virtude nada mais é do que alegrar-se com aquilo que é bom e entristecer-se com aquilo
que é mal. Dessa maneira, a melhor forma de educar uma criança é fazer que ela se
alegre com o bem que ela faz e que ela se entristeça com o mal. É preciso, então,
recompensar as boas ações e punir as más, mesmo que ela não tenha plena consciência
de uma ou de outra. Ela passará a gostar de fazer o bem e odiará fazer o mal. Ela vai
aprender com isso, que nossas ações têm uma consequência, merecendo um prêmio ou
um castigo nesta terra, mas também depois da morte.

Mas como educar os filhos? Pais, não exaspereis os vossos filhos, mas educai-os na
disciplina e na instrução do Senhor, nos diz São Paulo. Et vos patres educate filios
vestros in disciplina et correptione Domini (Eph VI, 4). Isto quer dizer que é preciso
instruir os filhos segundo a doutrina e discipliná-los, corrigi-los quando agem mal.

Instrução. O primeiro dever dos pais é conformar a conduta do filho à lei de Deus,
quer dizer, segundo a lei natural e segundo a Revelação. E os pais devem fazer isso não
somente com as palavras, mas também com o exemplo.

Pelas palavras. Os bons pais reunirão com frequência os filhos em torno de si e


ensinarão, desde bem cedo, o temor de Deus, o amor da verdade e do bem. Assim, o
primeiro dever dos pais é instruir os filhos quanto à fé, em particular sobre quatro
pontos fundamentais: 1) que há um Deus criador de todas as coisas e todo-poderoso; 2)
que este Deus é remunerador, premiando os bons e punindo os maus; 3) que há um só
Deus em três pessoas; 4) que Deus se encarnou no seio de Maria e que Ele sofreu e
morreu para nos salvar. Os pais devem também ensinar para os filhos o fim que devem
buscar: conhecer, amar e servir a Deus. É preciso, então, que os pais tenham o mínimo
de conhecimento dessas coisas a fim de transmitir aos filhos. Se eles ignoram tais coisas
(o que é grave) eles devem pelo menos enviá-los a alguém que ensine a fé às crianças. É
de se lamentar muitíssimo que as crianças cheguem à juventude sem conhecer
praticamente nada da religião, como, por exemplo, o que significam o pecado mortal, o
inferno, o céu, a eternidade. É de se lamentar também que eles não conheçam as orações
mais básicas que todo cristão deve saber, sob pena de pecado grave (Sto Afonso de
Ligório): Pater, Ave-Maria, Credo. Os pais devem ensinar a criança a rezar. A rezar a
oração da manhã, a oração da noite. Devem ensinar a pedir perdão pelas suas faltas, a
agradecer pelos dons de Deus, a oferecer tudo a Deus. Os pais devem ensinar a devoção
à Maria Santíssima, em particular um apreço enorme pelo Terço. Eles devem favorecer
o amor ao Santíssimo Sacramento, visitando-o com frequência. A família deve rezar
junta. Os pais devem ler bons livros para seus filhos (história da salvação, histórias de
santos, e.g.) e dar bons livros para que eles leiam. No momento em que eles atingirem a
idade da razão (em torno de sete anos), é preciso habituá-los a frequentar os
sacramentos (confissão e comunhão). Com esses bons hábitos bem penetrados na alma,
eles perseverarão até o fim. Deus não há de abandoná-los.

Os pais devem ensinar aos filhos as verdadeiras máximas da vida e não as máximas
mundanas. Assim, longe dos pais católicos dizer aos filhos: “É essencial ser estimado
pelos outros”; “Deus é misericordioso, no final perdoará teus pecados”. Os bons pais
têm outra linguagem. Como Santa Branca, mãe de São Luís, eles dizem: “Meu filho, eu
prefiro te ver morto no meu braço que em estado de pecado”; ou dizem: “o que vale
ganhar o mundo inteiro, se nós perdemos a nossa alma”, ou “tudo se perde, mas não
percamos Deus”. E finalmente aquela máxima de São Domingos Sávio: “Antes morrer
do que pecar”. Uma dessas máximas bem impressas no espírito de uma criança bastará,
como nos diz Santo Afonso, para que a criança se mantenha toda a sua vida em estado
de graça.

Os pais, além de ensinar aos filhos, devem governar os filhos de forma a evitar as
ocasiões de agir mal, as ocasiões de pecado. É preciso evitar a ociosidade dos filhos,
ocupando bem o tempo deles. A ociosidade é ocasião farta para o pecado. David
cometeu adultério e homicídio porque num momento de ociosidade levantou os olhos
para uma mulher.

É preciso impedi-los de ir a lugares suspeitos e de andar em má companhia. A má


companhia é o flagelo da juventude. Os pais devem saber aonde vai o filho quando ele
sai de casa, o que ele vai fazer e com quem ele vai. Os pais devem ter cuidado com os
empregados e devem demiti-los se eles têm um comportamento ruim. É preciso impedir
os jogos de azar (que levam à perda da fortuna e da alma), as danças e bailes, os
espetáculos escandalosos, assim como as músicas ruins (e não só por causa das letras,
mas da própria melodia, às vezes muito sentimental ou colérica). É preciso evitar os
filmes impróprios (aqui estão incluídos praticamente quase todos os filmes atuais e
muitos dos antigos), bem como os programas ruins de rádio. É preciso também vigiar as
leituras dos filhos, a fim de que não leiam o que vai contra a moral e contra a fé. É
necessário ter cuidado com os livros de romances, que tiram a juventude da realidade e
a leva por um caminho ruim. E mesmo historinhas de ficção e desenhos para crianças
são em grande parte prejudiciais pelo conteúdo – que via de regra é péssimo – mas
também pelo fato do excesso acostumar a criança a viver fora da realidade e não gostar
da realidade.
Hoje, é preciso tomar cuidado, sobretudo, com a televisão e a internet. A televisão
invade de tal maneira a casa das famílias que elas tendem a destruir os lares e vai aos
poucos incutindo uma forma de pensar e uma moral não só anticatólicas, mas também
antinaturais. A televisão aos poucos substitui o que de bom existe no intelecto da pessoa
por valores anticatólicos e antinaturais. Onde ela entra, atualmente, ela destrói tudo. A
internet é celeiro do melhor e do pior. Assim, os pais precisam regular e conhecer o que
acessam seus filhos, a fim de que eles se edifiquem natural e sobrenaturalmente. E só
devem acessar, mesmo coisas boas, quando já tiverem certa idade. Essas coisas, como
filmes, cinema, rádio, televisão, internet, são em si indiferentes. Assim, elas podem ser
usadas para o bem e para o mal. Atualmente, porém, elas são usadas para destruir não só
a realidade sobrenatural (a doutrina revelada por Cristo e afirmada pela Igreja), mas
também os princípios mais básicos da realidade natural e as pessoas passam a viver fora
da realidade. É preciso, então, cuidado. Pio XI escreveu assim na sua Encíclica Divini
Illius Magistri, sobre a educação da juventude:

“Na verdade nos nossos tempos torna-se necessária uma vigilância tanto mais
extensa e cuidadosa, quanto mais têm aumentado as ocasiões de naufrágio moral e
religioso para a juventude inexperiente, especialmente nos livros ímpios e licenciosos,
muitos dos quais diabolicamente espalhados, a preço ridículo e desprezível, nos
espetáculos do cinematógrafo, e agora também nas audições radiofónicas, que
multiplicam e facilitam toda a espécie de leituras, como o cinematógrafo toda a sorte de
espectáculos. Estes potentíssimos meios de vulgarização que podem ser, se bem
dirigidos pelos sãos princípios, duma grande utilidade para a instrução e educação,
aparecem infelizmente, na maior parte das vezes, como incentivos das más paixões e da
avidez do lucro. Quantas depravações juvenis, por causa dos espetáculos modernos e
das leituras infames, não têm hoje que chorar os pais e os educadores!”

E acrescentemos por causa da televisão, da internet… Vale mais cansar-se um pouco


agora cuidando do filho do que sofrer enormemente depois por tê-lo deixado à mercê de
distrações indevidas.

Os pais devem vigiar também pelas obras de arte que estão em seu lar. Os quadros e
esculturas licenciosas que geram pensamentos ruins devem desaparecer. Dessa forma,
não basta ensinar o bem, mas é preciso vigiar, a fim de que se evite também o mal.
Além disso, o que se verá no dia-a-dia de nossa sociedade já basta para que a criança ou
o jovem conheça os males do mundo.

Somem-se aos ensinamentos pelas palavras os ensinamentos pelos exemplos. Os


filhos têm grande tendência a ver nos pais o modelo e a imitá-los, portanto. O homem
acredita mais naquilo que ele vê do que naquilo que ele ouve. Magis oculis credunt
homines quam auribus. Assim, se os pais fazem o mal, como podem esperar que os
filhos façam o bem? Aos pais que dão mau exemplo, São Tomás os chama de assassinos
dos filhos. Não do corpo, mas da alma, claro. Frequente os sacramentos, vá aos
sermões, reze o terço todo dia, seja modesto no falar e no vestir, não fale maledicências
do próximo, fuja das disputas, abandone a vida mundana, guardem a devida hierarquia
no matrimônio e os vossos filhos frequentarão os sacramentos, irão aos sermões,
recitarão o rosário, fugirão das garras do mundo, serão obedientes, modestos e assim por
diante. Eles imitarão, enfim, vossa conduta. Isso tem que ser feito enquanto os filhos
são crianças. É preciso endireitá-los desde a infância, nos diz a Sagrada Escritura
(Eclesiástico 7, 25). Depois dos maus hábitos, fica extremamente difícil convertê-los
pelas palavras e mesmo pelo exemplo.

Os pais devem, desde o momento do casamento, rezar pelos filhos, oferecer


sofrimentos e penitências pela santificação dos filhos… suportando os defeitos das
crianças, oferecendo as noites em claro para cuidar dos filhos, etc.

Querer o verdadeiro bem do filho não é realizar todas as suas vontades, ou dar
abundantes brinquedos. Aliás, a abundância de brinquedos acostuma a criança a buscar
sempre a novidade e ser superficial e depois ela não conseguirá controlar seus desejos.
Querer o bem é permitir e ensinar à criança a fazer a vontade de Deus. Para tanto, é
preciso também corrigir o filho, sempre que ele ande pelo mau caminho. A Sagrada
Escritura diz: Quem poupa a vara odeia seu filho; quem o ama, castiga-o na hora
precisa. (Prov. XIII, 24). A correção, que é aparentemente um mal, visa a um bem
infinitamente superior: a virtude, a santidade. Se os pais amam o filho eles devem
repreendê-lo e castigá-lo quando ele comete uma falta, mas claro devem castigá-lo de
maneira proporcional. Os pais podem mesmo puni-lo fisicamente, mas só durante a
infância e de forma moderada, porque eles agem enquanto pais e não enquanto mestres
de escravos. O castigo enquanto se está irado deve ser evitado, para não passar além do
que é justo e para que o filho não desconsidere a correção, pensando que se trata de um
exagero devido à ira (Santo Afonso o diz expressamente).

Os pais devem proteger os filhos evitando todo tipo de pecado e sobretudo os


relativos ao uso do matrimônio para que o demônio não seja atraído para a casa. Devem
também usar os sacramentais para proteger a família: água benta, objetos abençoados,
abençoando a casa…

Eis aqui, então, alguns deveres e direitos para que os pais eduquem bem os seus
filhos. Claro, os filhos terão sempre o livre arbítrio e poderão escolher o mau caminho
mesmo tendo recebido uma boa educação. Mas isso é relativamente raro. É preciso
confiar em Deus.

Aquele que tiver educado bem os filhos neste mundo será dignamente recompensado.
Os pais se assemelham a Deus que por sua Revelação vai nos ensinando o que há de
mais importante na nossa vida e nos conduz pela mão a fim de que possamos adorá-lo
eternamente. Que os pais tenham na mente esse preceito de Cristo: “Deixai vir a mim as
criancinhas” (Mc X, 14).

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.