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Titulo:Irradiação de gânglios da cadeia mamária interna em doentes com Código:

tumor de mama: vantagens e desvantagens de 2 técnicas dosimétricas.

Introdução: O tumor de mama é um dos tumores mais prevalentes na população portuguesa, sendo a sua
incidência crescente ao longo da vida. A esta incidência encontram-se também associados factores de risco como:
factores hereditários, história familiar, raça, alterações genéticas, entre outros. A unica forma de prevenção desta
patologia, é através do rastreio que permite detectar a doença em estadios iniciais onde a probabilidade de cura e
sobrevida são elevadas. Porém existem alguns casos em que quando a doença é detectada já existe envolvimento
dos ganglios da cadeia mamária interna (CMI). Nesta situação, várias modalidades terapêuticas podem ser
adoptadas sendo a Radioterapia uma delas. Na nossa Unidade de Radioterapia, existem 2 técnicas dosimétricas que
são normalmente utilizadas em doentes com indicação para a irradiação dos gânglios da CMI. Uma delas consiste
em campos simples de tangenciais paralelos opostos com energia de fotões e a segunda consiste em campos
tangenciais paralelos opostos e um campo directo de fotões e electrões na zona da CMI. Em ambas as técnicas a
premissa major consiste em irradiar o volume alvo (PTV), com a dose pretendida pelo médico, mantendo as doses
nos orgãos de risco abaixo dos valores limites de tolerância.
Objectivo: Apresentar as 2 técnicas de tratamento e identificar as suas vantagens e desvantagens ao nivel de
cobertura de dose no PTV e doses recebidas pelos orgãos de risco que neste caso são o pulmão e o coração.
Métodos: A amostra deste estudo tem por base todas as doentes com tumor de mama esquerda com indicação
para a irradiação dos ganglios da CMI, tratadas na clínica desde o inicio de 2010. Em todas as doentes foram
efectuadas as 2 técnicas dosimétricas sendo a sua compração feita posteriormente através da análise do histograma
dose volume (HDV). Deste modo, e em relação ao pulmão esquerdo foram avaliados D(200cc) ≤ 30Gy; V(20Gy) ≤
15%; V(30Gy) ≤ 10%, por sua vez, relativamente ao coração foram avaliadas a dose média ≤ 10Gy e V25Gy ≤
25%. Relativamente ao PTV, será avaliada a homogeneidade de dose, doses médias e pontos máximos de dose.
Discussão e Conclusão: Podemos concluir que ambas as técnicas são boas abordagens para este tipo de
irradição. Com a técnica mais simples (tangencias paralelos opostos com energia de fotões), os valores máximos de
dose no PTV são mais baixos e a homogeneidade de dose neste volume é mais elevada. No entanto, em doentes
que possuem uma grade costal mais côncava as doses nos orgãos de risco nomeadamente no pulmão ficam mais
elevadas. Nestas situações a técnica mais complexa (campos tangencias paralelos opostos com mais 2 campos
directos um de fotões e outro com energia de electrões), apresenta-se como uma otima solução sendo possivel
baixar significativamente a dose no pulmão. Porém esta técnica tem uma desvantagem que é o rigor necessário na
localização dos campos tangenciais e na localização do campo de electrões, que devem ser devidamente
localizados com o auxilio de imagens portais de modo a evitar zonas de sobre ou sobdosagem. Este aspecto leva a
um aumento considerável no tempo de set-up destes doentes.
Resumo de (por favor assinale 1): Comunicação Livre Poster
(CAMPO OBRIGATÓRIO – assinale apenas uma categoria):
Mama Cabeça e Pescoço Pulmão Cuidados Paliativos e Psicológicos
Ginecologia SNC Digestivo Física
Urologia Dermatologia Hematologia Outros
Nome do Autor: Susana Oliveira
Nome dos Co-Autores: Monica Sousa, Joana Silva, Rui Castro, Vânia Carvalho, Joana Fortes, Sónia
Costa, Joana Aragão, Gisela Campos, Claudia Igreja, Miguel Ramalho, Tome Fernandes, Marisa
Lobão, Joana Cardia
Instituição: Unidade de Radioterapia do Porto – Telf.: 222 071 364
Quadrantes Porto