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CURSO PBN/RNAV LIFT AVIATION

1. INTRODUÇÃO
- 4 pilares da navegação aérea: C N S ATM
- Novas tecnologias estudadas pela comissão Future Air Navigation - FANS
da ICAO -> Otimização do uso do espaço aéreo -> Performance Based
Navigation - PBN
2. OBJETIVOS
- Diferença entre a navegação convencional e navegação baseada em
performance – PBN
- Vantagens da navegação PBN
- Como é possível voar RNAV
- Qual a diferença entre RNAV e RNP
3. FUNDAMENTOS
a. Conceitos
PBN é um conceito de navegação que determina novos métodos de
navegação. Este novo método de navegação foi chamado de RNAV.
Quando o piloto realiza sua formação inicial, como PP e em seguida
como PC, aprende a navegar de diversas maneiras: contato ou estimada, radio
navegação, etc. Estes métodos podem ser chamados de convencionais.
Ao realizar o voo por instrumentos convencional, o piloto normalmente
navega apoiado em auxílios de solo e tem as indicações para as proas desses
auxílios nos instrumentos de bordo, ou seja, realiza uma navegação rádio.
Por este método, numa viagem entre o ponto A e B o piloto IFR
bloqueia diversos auxílios intermediários ou intersecções de auxílios, que nem
sempre estão dispostos no terreno da maneira mais econômica para as rota.
Utilizando-se o método RNAV sigla para ARea Navigation, podemos
navegar de forma mais direta de A para B utilizando-se waypoints com coordenadas
geográficas no sistema WGS-84, otimizando-se assim o uso do espaço aéreo e
criando rotas mais econômicas.
O método RNAV não se iniciou com o uso do GPS. Como vamos
aprender, existem sensores autônomos e sensores baseados na recepção de
auxílios em solo, porém esses instrumentos são caros e complexos, além de
limitados à no tempo ou à qualidade de recepção dos auxílios de solo, o que termina
por equipar quase que somente aeronaves da aviação comercial.
Com o advento do GPS, equipamentos simples, confiáveis e baratos
puderam ser homologados para este método de navegação, permitindo que mais
aeronaves sejam dotadas desta capacidade.
Em resumo, RNAV é um método de voo por instrumentos que permite
que os pilotos escolham qualquer rota, determinando waypoints com coordenadas
geográficas, em vez de rumar para diversos auxílios intermediários à navegação em
solo.
b. Sensores de navegação
Autônomos ou inerciais
Não necessitam de sinais externos para determinar a posição da
aeronave.
Antes de iniciar a navegação, o sistema tem que receber as
coordenadas do ponto estação e é capaz de detectar qualquer movimento da
aeronave, determinando sua posição. Isso pode ser feito pelo próprio piloto ou, mais
modernamente, por um outro tipo de sistema, como o GPS.
Existem dois tipos de sensores inerciais:
- INS – Inertial Navigation System – giroscópios mecânicos
- IRS – Inertial Reference System – giroscópios a lazer
A vantagem do sistema inercial é justamente serem autônomos, e sua
maior desvantagem é a graduação progressiva da precisão na determinação de
posição.
Assim, o uso dos sistemas inerciais é limitado no tempo. Este tempo
depende das especificações do espaço aéreo percorrido e outros fatores. Este limite
de tempo pode ser estendido quando atender a certos requisitos.
Baseados em solo
Utilizam auxílios em solo para o cálculo da posição:
- DME/DME
- VOR/DME
Baseados em satélites (GNSS)
- GPS (EUA/Brasil)
- GLONASS (Rússia)
- GALILEO (UE)
c. Sistemas de aumentação da precisão GNSS
Baseados em Satélite (SBAS)
Recebem os sinais dos satélites, verificam os erros e enviam as
correções para satélites SBAS, que enviam o sinal corrigido para as aeronaves.
- WAAS (EUA)
- EGNOS (EU)
Baseados em solo (GBAS)
Recebem os sinais dos satélites, verificam os erros e enviam as
correções par as aeronaves via estações VHF em solo.
A principal desvantagem do GBAS em relação ao SBAS é
No Brasil, os SBAS sofrem muita influência das tempestades tropicais,
assim, nosso país optou por concentrar os investimentos no GBAS.
Baseados na Aeronave (ABAS)
RAIM – Receiver Autonomus Integrity Monitoring.
- 4 satélites -> apenas detecção de posição
- 5 satélites -> RAIM Fault Detection (FD)
- 6 satélites -> RAIM Fault Detection and Exclusion (FDE)
Predição RAIM -> verificar antes do voo
d.
4. CONCEITO PBN
Infraestrutura de Auxílios à Navegação – Auxílios em solo (excluindo o NDB)
e em satélites (GNSS)
Aplicações de Navegação – Aplicação dos Auxílios à Navegação e das
Especificações de Navegação em rotas ATS em um determinado espaço aéreo
Especificações de Navegação -– Estabelecimento de regulamentos para
certificação de aeronavegabilidade em operações RNAV/RNP. Incluem aeronaves e
tripulações com os seguintes critérios:
- Precisão
- Integridade
- Disponibilidade
- Continuidade
- Funcionalidade
Especificações de navegação do método RNAV:
- RNAV – não requer sistema autônomo de monitoramento e alerta
- RNP – requer sistema autônomo de monitoramento e alerta
5. ESPECIFICAÇÕES RNAV
Erro técnico de Voo -> pilotos monitoram. Deve ser menor que a
especificação RNAV em cada segmento do voo.
6.