Você está na página 1de 17

AEROFONES

(INSTRUMENTOS DE SOPRO)

Ondas estacionárias são criadas na coluna de ar dentro dos instrumentos


de sopro ou aerofones. A maioria das pessoas tem mais dificuldade de visualizar o
processo de uma onda de ar refletindo em uma flauta ou clarinete, em oposta à
reflexão de uma onda na corda de um violão. No violão, por exemplo, é fácil imaginar
uma onda em uma de suas cordas se chocando contra a ponte. A ponte representa
um meio de onda com impedância obviamente diferente do que a da corda,
causando uma reflexão significativa da onda. Pode não ser tão óbvio, mas quando a
onda de ar em um instrumento de sopro chega ao fim do instrumento, e tudo o que
está além dele é uma sala aberta, ele encontra um mudança de impedância tão real
quanto a mudança que acontece pela onda no violão quando atinge a ponte. A
abertura além do fim do instrumento de sopro é um ambiente menos constrito para
a onda (menor impedância), e por causa dessa mudança na impedância, uma parte
da onda deve ser refletida de volta para o instrumento.

Para inicialmente criar a onda sonora dentro do aerofone, o músico projeta


um fluxo de ar no instrumento. Este fluxo é interrompido e cortado em pulsos de ar
a uma frequência dentro do espectro audível. A interrupção é realizada vibrando
um dos três tipos de palheta: a palheta mecânica, a palheta de lábio ou a palheta de
ar.

A PALHETA MECÂNICA
Instrumentos como o clarinete, oboé, saxofone e gaita de foles têm
palhetas mecânicas que podem ser colocadas em vibração pelo músico enquanto
ele força um fluxo de ar para dentro do instrumento. Muitos, na infância, seguraram
uma folha de grama esticada entre as juntas dos nossos
polegares e, em seguida, sopraram ar através das aberturas
em ambos os lados da grama. Se a tensão na folha é adequada
e o ar é soprado com a força necessária, a grama vai começar
vibrar. O ar correndo acaba causando uma onda estacionária
na folha, em uma freqüência audível. Você pode alterar a
afinação movendo os polegares um pouco para que se varie a tensão.
As palhetas mecânicas nos instrumentos de sopro podem vibrar como a
lâmina de grama, exceto que o comprimento do tubo governa em grande parte a
freqüência da palheta.

Acima, um bocal de clarinete com a palheta. Segurando a boca na posição


certa ecom a tensão certa, o clarinetista faz com que a palheta vibre para cima e para
baixo contra o bocal. Cada vez que a palheta se levanta, criando uma abertura acima
do bocal, uma golpe de ar do músico entra no clarinete. O comprimento do clarinete
controla amplamente a freqüência da vibração da palheta.

MECANISMO DE VIBRAÇÃO DO O SISTEMA PALHETA MECÂNICA / TUBO

O sopro de ar que o músico projeta


inicialmente através do instrumento começa
a puxar a palheta em direção ao corpo do
instrumento e cria uma região de alta pressão
que se move em direção ao final do
instrumento.

Quando a região de alta pressão atinge


a pressão de ar normal inferior no final do
instrumento é amplamente refletida. Isto
faz com que o pulso refletido seja negativo,
ou de baixa pressão,e tem o efeito de ir
puxando a palheta em direção ao corpo do
instrumento, fechando a lacuna
acentuadamente.
O pulso de baixa pressão é refletido na
extremidade fechada do instrumento e
volta para o outro lado. Quando atinge a
pressão de ar normal mais alta, em grande
parte reflete novamente, desta vez como
um pulso de alta pressão.

Quando o pulso interno de alta pressão


atinge a palheta, força-a a abrir e permite
que ar do músico entra e inverta a direção
do pulso de alta pressão. Este padrão de
feedback torna mais fácil para o músico
manter a frequência da palheta na mesma
frequência que a da onda de pressão dentro
do instrumento.

PALHETAS DE LÁBIO E AR

Nem todos os instrumentos de sopro usam uma palheta mecânica.


Instrumentos dos metais como o trompete, trombone e tuba usam um “lip reed”
(palheta de lábio). Apesar de os lábios não serem verdadeiras palhetas, quando o
músico vibra os lábios no bocal do instrumento eles causam o fluxo de ar a ser
interrompido da mesma maneira como a palheta mecânica faz. O mesmo tipo de
feedback ocorre, com porções de baixa pressão da onda sonora forçando os lábios a
fecharem e porções de alta pressão forçando os lábios a abrirem para que outro
porção interrompida do fluxo de ar possa entrar no instrumento.
O último método de interrupção de fluxo de ar em um instrumento de
sopro está com uma “palheta de ar” (air reed). Como o músico sopra um fluxo de ar
constante no bocal da flauta, o ar corre pela extremidade afiada, logo após o orifício
no topo do bocal. O fluxo então é dividido, e uma parte do ar entra na flauta,
descendo o tubo e refletindo a partir da sua extremidade aberta, como no caso de
outros instrumentos de sopro. No entanto, em vez de interromper o fluxo de ar
mecanicamente com uma palheta de de madeira ou com os lábios do músico, o
próprio pulso de ar refletido age como uma palheta. As porções de alta e baixa
pressão desta onda sonora no instrumento interrompem o fluxo de ar do músico,
fazendo esse fluxo oscilar dentro e fora do instrumento na mesma frequência como
a onda sonora estacionária. Outros instrumentos de sopro que contam com essa
"palheta de ar" incluem flautas, órgãos de tubo e até apitos de brinquedo. Isso, a
propósito, é o mecanismo que as pessoas usam quando usam seus lábios para
assobiar uma melodia.

A "palheta de ar". Uma porção do fluxo de ar que


entra na flauta desce o tubo e reflete de volta da
sua extremidade aberta, como no caso dos outros
instrumentos de sopro. No entanto, em vez de
interromper o fluxo de ar
mecanicamente como uma palheta mecânica ou
como os lábios do músico, a reflexão do pulso de
ar em si atua como uma palheta. As porções de
alta e baixa pressão desta onda interrompem o
fluxo de ar do músico, fazendo com que o fluxo
oscile dentro e fora do instrumento na mesma
frequência que a onda estacionária.

Qualquer que seja o tipo da palheta usada, todos os instrumentos de


sopro produzem som sustentando uma onda estacionária de ar dentro da coluna do
instrumento. Outra grande distinção entre os instrumentos de sopro é se existem
duas extremidades abertas (tubos abertos) ou apenas uma extremidade aberta
(tubos fechados).
INSTRUMENTOS DE SOPRO DE TUBO ABERTO

Flautas são exemplos de instrumentos de tubo porque em ambas as


extremidades do instrumento há uma abertura através da qual o ar pode mover-se
livremente. Como o ar em ambas as extremidades da coluna é relativamente livre
para se mover, a restrição da onda estacionária para esta classe de instrumentos é
que ambas as extremidades do coluna de ar deve ser antinó de deslocamento.
A maneira mais simples para uma coluna de ar vibrar em um tubo aberto em um
padrão de onda estacionária é com dois antinós necessários nas extremidades do
tubo e um nó no meio do tubo, este é o primeiro modo de vibração, a frequência
fundamental.

Comprimento do tubo (L)

O comprimento do tubo (em comprimentos de onda) é ½ λ (pense nisso


como dois quartos unidos nas extremidades).
Assim sendo (exatamente como nas cordas) :

Podemos encontrar a frequência como fizemos antes usando f = v / λ.


Assim, para o primeiro modo de um instrumento de tubo aberto:

A velocidade v das ondas no tubo é apenas a velocidade de som no ar,


muito mais simples que a velocidade da onda na corda. A frequência de um
modo particular de um tubo aberto depende apenas do comprimento do tubo e da
temperatura do ar. Agora vamos ver o próximo modo possível de vibração. É a
próxima maneira mais simples que a coluna de ar pode vibrar em um padrão de
ondas estacionárias com dois antinós necessários nas extremidades do tubo.

Comprimento do tubo (L)

Nós podemos descobrir a frequência deste segundo modo da mesma


maneira que antes. A única diferença é que o comprimento do tubo é agora igual a
um comprimento de onda da onda sonora no tubo. Então, para a freqüência
dosegundo modo de um tubo aberto:

Você pode notar que, assim como os modos das cordas, isso é exatamente o dobro
da freqüência do primeiro modo, f2 = 2 f1.

EXERCÍCIOS:

a) No espaço abaixo, desenhe a onda vibratória do ar no terceiro modo do


tubo aberto.

b) Agora escreva a equação para a frequência do terceiro modo. Explique


como você chegou nessa equação.
c) No espaço abaixo, desenhe o a onda vibratória de ar do quarto modo.

d) Escreva a equação para a frequência do quarto modo. Explique como você


chegou nessa equação.

e) Olhe para o padrão dessas quatro frequências e escreva a equação da


frequência modo n (para qualquer frequência). Escreva como você chegou
nessa equação.

INSTRUMENTOS DE SOPRO DE TUBO FECHADO

O trompete e o clarinete são ambos exemplos de Instrumentos de sopro de


tubo fechado, porque em uma extremidade os lábios do músico impedem o livre
fluxo de ar. Como o ar na extremidade da coluna aberta é relativamente livre para
se mover, mas é restrito na extremidade fechada, a restrição da onda estacionária
para tubos fechados é que a extremidade aberta de uma coluna de ar deve ser
um antinó de deslocamento e a extremidade fechada deve ser um nó.

A zampona é um exemplo de um
instrumento de sopro de tubo
fechado, utilizado por músicos
regionais peruanos.
A maneira mais simples de uma coluna de ar vibrar em um padrão de onda
estacionária em um tubo fechado é com o antinó necessário na extremidade
aberta e um nó necessário na extremidade fechada do tubo. Esta é a frequência
fundamental ou o primeiro modo no tubo fechado.

Comprimento do tubo (L)

O comprimento do tubo (em comprimentos de onda) é (1/4) λ. Então, para o


primeiro modo (fundamental) de um tubo fechado:

Podemos encontrar a frequência como fizemos antes por usando f = v /λ. Assim, para
o primeiro modo de um fechado instrumento de tubo temos:

Agora vamos ver o próximo modo possível de vibração. É a próxima maneira mais
simples que a coluna de ar pode vibrar em um padrão de ondas estacionárias com o
antinó necessário na extremidade aberta e do nó requerido na extremidade fechada
do tubo. Abaixo, o segundo modo de vibração no tubo fechado:

Comprimento do tubo (L)


Podemos descobrir a frequência deste próximo modo da mesma maneira que antes.
O comprimento do tubo é agora igual a 3/4 do comprimento de onda da onda sonora
no tubo fechado:

E a frequência desse modo em um tubo fechado é:

Você deve notar uma diferença aqui entre o modos de cordas e tubos
abertos em comparação com o modos de tubos fechados. Este segundo modo é de
três vezes a freqüência do fundamental, ou primeiro modo. Isso significa que esse
harmônico é o terceiro harmônico. O segundo harmônico não pode ser produzido
com o as restrições das ondas estacionárias no tubo fechado. Isto é uma realidade
para todos os harmônicos pares em tubos cilíndricos fechados. No entanto, se o tubo
fechado tiver um orifício cônico ou uma campana apropriada no final (como
trompete), o espectro de harmônicos continua a ser semelhante ao de um tubo
aberto.

EXERCÍCIOS:

a) No espaço abaixo, desenhe o ar vibrando no modo depois do terceiro:

b) Agora escreva a equação para a freqüência do próximo modo após o terceiro.


Explique como você chegou a esta equação.
c) No espaço abaixo, desenhe o ar vibrando no segundo modo depois do
terceiro.

d) Agora escreva a equação para a freqüência do modo dois acima do terceiro.


Explique como você chegou a esta equação.

e) Agora, procure um padrão nessas quatro freqüências e escreva a equação


para a enésima frequência do modo. Explique como você chegou a essa
equação.

O EFEITO DA EXTREMIDADE

Tudo que foi tratado sobre tubos abertos e fechados é basicamente verdade
até agora. No entanto, há um pequeno problema que precisamos considerar. Caso
contrário, a música que você fizer com qualquer aerofone que você construa
artesanalmente será de finação mais baixa. Um músico com um bom ouvido pode
dizer que há um problema. O problema é com as extremidades abertas destes tubos.
Quando a onda estacionária na coluna de ar atinge uma extremidade fechada em um
tubo há uma forte reflexão. No entanto, quando a mesma onda estacionária atinge a
extremidade aberta de um tubo, a reflexão não ocorre tão abruptamente. Ela
realmente se move para fora do tubo pouco antes de refletir de volta. Isso torna os
tubos acusticamente mais longos do que seu comprimento físico. Este “efeito da
extremidade” é igual a 61% do raio do tubo. Este efeito final deve ser adicionado
ao comprimento do tubo fechado e adicionado duas vezes ao comprimento do
tubo aberto.
PROBLEMA:

Digamos que você queria fazer uma flauta com um tubo de PVC de uma
polegada. Se a nota mais baixa desejada for C5 na escala temperada (523,25 Hz), que
comprimento o tubo deveria ser cortado?

Solução: Identifique todos as informações dadas (explícitas e implícitas) e


identifique-as com os símbolos apropriados.

Dados:

f1= 523.25 Hz
n = 1 (frequência mais baixa)
v = 343 m/s (velocidade do som média)
.
r (raio do tubo cilíndrico) = (0.5 pol)( ) = 1.27cm = 0.0127 m

 Determine o que você está tentando achar (comprimento – L)

Faça os cálculos:

2. 0,328 m é o comprimento acústico desejado o tubo, que inclui o efeito da


extremidade em ambas as extremidades do tubo. Portanto, o tubo deve ser cortado
menor que 0,328 m por dois “efeitos de extremidade”.
EXERCÍCIOS:

a. Você quer fazer um tubo de 4,0 cm de diâmetro, fechado em uma


extremidade, que tem uma frequência fundamental de 512 Hz e a
temperatura é de 30 ° C. Qual o comprimento que você deveria cortar o tubo?

b. Se você soprasse mais forte no tubo afim de produzir o próximo modo,


qual seria a nova frequência?

c. Agora, se a parte inferior do tubo fosse cortada para que o tubo ficasse aberto
em ambas as extremidades, qual seria o nova frequência fundamental?

MUDANDO A AFINAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE SOPRO

Tanto nas equações para de tubos aberto quanto fechados, as variáveis que
podem mudar a freqüência são o número do modo, a velocidade do som no ar, e o
comprimento do tubo. Seria difícil ou impossível tentar controlar a afinação de
um instrumento variando a temperatura do ar, de modo que sobram apenas o
número do modo e o comprimento do tubo como métodos para mudar a afinação.
Alguns instrumentos de sopro, como a corneta, têm único tubo de comprimento fixo.
A única maneira que a músico pode pode mudar a afinação da corneta é mudando a
maneira em que ele vibra seus lábios, para então mudar o modo da onda
estacionária dentro do instrumento. A corneta militar padrão é assim incapaz de
tocar todas as notas na escala diatônica. Normalmente costumava-se tocar músicas
como toques de alvorada, que só exigem o terceiro e o sexto modos da corneta: G4,
C5, E5, G5. Para tocar todas as notas da escala diatônica ou cromática, o
comprimento do tubo deve ser alterado. O trombone realiza isso com a vara que
músico pode estender ou puxar para trás, a fim de alterar o comprimento do tubo.
Outros instrumentos de metal, como o trompete e tuba, realizam essa mudança no
comprimento com válvulas que permitem que o ar se mova através de tubos,
aumentando assim o comprimento total do onda estacionária. Finalmente, as
madeiras trocam o comprimento do tubo abrindo ou fechando furos ao longo do
comprimento do tubo. Um orifício aberto em um tubo, se grande o suficiente, define
o final virtual do tubo.
MAIS SOBRE OS METAIS

O trompete, trombone e trompa são todos tubos fechados com longas seções
cilíndricas e portanto, só deveria poder produzir harmônicos ímpares. O comprimento de
um trompete em Bb é de 140 cm. Um tubo cilíndrico fechado com o mesmo comprimento
produz uma fundamental com frequência de 61 Hz. Seus modos mais altos são ímpares
inteiros múltiplos desse primeiro harmônico (ver tabela abaixo). No entanto, como
acontece com todos os instrumentos de metal, o bocal e a campana têm um efeito
significativo sobre as frequências ressonantes. O pedaço cilíndrico de tubo sem a campana
ou bocal refletirá todos os seus modos de onda estacionária no mesmo ponto - no fim do
tubo. Mas adicione uma campana ao tubo e os modos refletirão em diferentes pontos.
Quanto menor a freqüência do modo, mais cedo ele "vê" a abertura da campana. Assim
os modos de frequência mais baixa ficam mais curtos em comprimento de onda com a
campana. Este menor comprimento de onda aumenta as frequências do modos (consulte
a figura abaixo). O bocal também tem efeito. Tem aproximadamente 10 cm de
comprimento e tem própria frequência fundamental de cerca de 850 Hz. Esta frequência
é conhecida como a freqüência de popping porque de som que "sai" do bocal se ele for
removido do trompete e batido contra a mão. No entanto, o bocal retém algumas de suas
identidades, mesmo quando é inserido no trompete. Esta presença afeta as freqüências
dos modos mais altos do trompete, diminuindo sua freqüência e também aumentando sua
proeminência no espectro total do som do trompete.
Juntos, a campana e bocal fazem com que a produção sonora do trompete,
do trombone e da trompa sejam como o de um tubo aberto (tendo todos os
harmônicos em vez de apenas os ímpares ). A presença destes modos de ressonância
modificados fornece maior feedback para o músico e aumenta sua capacidade de
"encontrar" um modo particular. A nota mais baixa do trompete Bb é projetado para
tocar Bb3 (233 Hz). As reais freqüências “harmônicas” que um trompete Bb de alta
qualidade é capaz de produzir são mostrados na tabela abaixo.

Modo Frequência dentro de Frequência dentro


um tubo cilíndrico de um trompete Bb
fechado de 140 cm (Hz) (Hz)
A campana de um instrumento
de metais faz com que modos
mais baixos reflitam antes de
chegar ao final do instrumento.
Este menor comprimento de
onda para os modos inferiores
aumenta suas freqüências,
forçando-os a aproximar a as
características harmônicas de
um tubo aberto.

Olhando a tabela acima, claramente notamos que as frequências não são


verdadeiramente harmônicas nem são notas na escala do temperamento igual,
mas eles estão perto o suficiente para que um bom trompetista possa ajustar a
frequência com sutis mudanças labiais, conforme ele ouve outros músicos em
uma banda ou orquestra. A tabela acima mostra que o intervalo entre as duas
notas mais baixas produzidas pelo trompete é aproximadamente uma quinta
(≈Bb3 para ≈F4). Isso deixa faltando 6 semitons. Para tocar essas notas que
faltam, o músico usa as válvulas no trompete. Quando as válvulas não estão
pressionadas, o ar flui apenas através do tubo principal. No entanto, quando uma
válvula é pressionada, o ar é forçado a fluir através de um tubo adicional ligado
a esse tubo. Os três tubos alongam o trompete por uma quantidade que muda a
frequência de ressonância por um semitom, tom inteiro ou terça menor (três
semitons). Usando válvulas em combinação, o trompete pode ser alongado por
uma quantidade que muda a frequência de ressonância em quatro, cinco ou seis
semitons.
Pressionando uma ou mais das três válvulas do trompete proporciona tubulação
adicional para alongar a onda sonora estacionária. Este transformação de foto
da trompete (cortesia de Nick Deamer, Wright Centro de Educação Científica
Inovadora) ajuda a visualizar o papel do cada válvula no trompete.

MAIS SOBRE AS MADEIRAS

Estes instrumentos de sopro são assim chamados porque originalmente


eles eram na maior parte construídos de madeira ou bambu. A madeira ainda é
preferida para muitos instrumentos de sopro modernos, no entanto, o metal é usado
na construção de flautas e saxofones, e plástico é usado para fazer a flauta doce. Para
mude a afinação das madeiras, são feitos orifícios ao longo do instrumento, que são
cobertos e descobertos para produzir a nota desejada. A maneira mais simples de
olhar para a função desses orifícios é que, quando abertos, definem o novo fim do
tubo do instrumento. Então, um único tubo pode se transformar em oito diferentes
tubos acústicos, perfurando sete furos ao longo do tubo. A comprimento de qualquer
um desses oito tubos virtuais seria simplesmente o distância até o primeiro buraco
aberto (que a onda vê como o fim do tubo). Considere fazer o posicionamento dos
buracos, de modo que as ondas estacionárias produzam frequências da escala maior.
Se uma nota foi gerada no tubo com todos os furos cobertos e, em seguida, o furos
forem liberados um a um, começando com o mais próximo do final real do tubo e
trabalhando de trás para frente, toda a escala maior seria ouvida.
Mas não é tão fácil quanto parece. Escolhendo a posição de um furo, assim
como seu tamanho, não é tão trivial como calcular o comprimento de um tubo para
produzir uma frequência particular e, em seguida, perfurando um buraco naquele
ponto. Pense na diferença de impedância da onda nas experiências de tubo. É
verdade que quando a onda estacionária no instrumento encontra uma abertura,
experimenta uma mudança na impedância, mas se o buraco for muito pequeno, a
onda dificilmente notaria sua presença. Por outro lado, se o buraco fosse tão grande
quanto o diâmetro do tubo, então a onda iria refletir no buraco em vez do verdadeiro
final do tubo, porque não haveria diferença entre os dois, e o buraco seria
encontrado em primeiro lugar. Então o buraco aberto define apenas a nova
extremidade do tubo se o furo for aproximadamente o mesmo tamanho que o
diâmetro do tubo.
Como o buraco é perfurado cada vez menor, o comprimento virtual (ou
acústico) do tubo se aproxima do o comprimento real do tubo (veja a figura abaixo).
Estruturalmente não é razoável perfurar os furos tão grandes quanto o diâmetro. E
se o corpo do instrumento e os furos forem maior que o dedos, a perfuração grandes
buracos exigiriam outras soluções de engenharia para poder tapar e liberar os
buracos na performance (ver figuras abaixo). E fica ainda mais complicado. Até a
presença de furos fechados tem um efeito sobre a onda estacionária. A pequena
quantidade de volume extra presente no cavidade sob o furo fechado (devido à
espessura do o tubo) faz com que o tubo apareça acusticamente maior do que o
comprimento real do tubo. E não se esqueça do “efeito da extremidade” no primeiro
buraco aberto. Mesmo o presença dos buracos abertos após o primeiro têm um
efeito. Se eles estão espaçados uniformemente eles tenderão a refletir frequências
mais baixas mais fortemente do as mais agudas. De fato, a presença desses buracos
abertos leva a uma frequência de corte. Acima dessa frequência crítica, as ondas
sonoras são refletidas muito pouco, dando às madeiras seu timbre característico.
Então a questão é: podem as equações para frequências de ondas

Um buraco perfurado no lado de um tubo


muda o comprimento acústico do tubo.
Quanto maior o buraco, mais próximo do
comprimento acústico será a posição do
buraco.

estacionárias dentro de uma tubo fechado ou aberto serem usadas para determinar
a posição e o tamanho dos furos? A resposta é… não, não realmente. As
conseqüências de tantos fatores diferentes levam a equações complicadas que dão
resultados que são apenas aproximações. A construção real de instrumentos de
sopros é tem base em regras históricas e muita tentativa e erro.
Da flauta doce ao clarinete e ao saxofone, os furos das notas vão de
pequenos e simples para pequenos e complexos, e para grandes e
complexos. À medida que o instrumento cresce em comprimento e
diâmetro, os buracos notas se afastam, e também devem crescer em
diâmetro. Compare o simples furos da flauta doce, que podem ser
facilmente coberta com os dedos do músico com do saxofone, que
deve ser coberto com um sofisticado sistema múltiplo de cobertura.