Você está na página 1de 15

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - CAMPUS DE SOBRAL

CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA


DISCIPLINA DE CIRCUITOS ELÉTRICOS II
PROFESSOR: MARCOS ROGÉRIO DE CASTRO
TURMA A – BANCADA 02

PRÁTICA N° 05
SISTEMA TRIFÁSICO

ALUNOS MATRÍCULA

ANDERSON ALEXANDRE CARVALHO DE ARAÚJO 397729


GABRIEL BRITO CUNHA 389255
HUGO VICTOR BEZERRA ARAGÃO 402838
JAMILLE PRADO SILVA 390258

Sobral – CE

2019.1
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................. 2

1.1. Ligação em Triângulo ou Delta (∆) .......................................................... 2

1.2. Ligação em Estrela (Y)............................................................................ 3

2. OBJETIVO DA PRÁTICA .............................................................................. 5

3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL............................................................. 5

3.1. Lista de material utilizado ........................................................................ 5

3.2. Resultados adquiridos............................................................................. 5

3.2.1. Carga em Triângulo (𝜟) ........................................................................... 5

3.2.2. Ligação em Estrela (Y) ............................................................................ 7

4. QUESTIONÁRIO......................................................................................... 11

5. CONCLUSÃO ............................................................................................. 13

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................ 14


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 2

1. INTRODUÇÃO

O sistema trifásico é bastante utilizado para geração, transmissão e distribuição


de energia elétrica em corrente alternada. Esse sistema é constituído de três ondas
senoidais balanceadas, defasadas em 120 graus (2π/3 radianos) entre si, equilibrando
o circuito, assim, torna-se mais eficiente ao comparar com três sistemas isolados.

As máquinas elétricas trifásicas tendem a ser mais eficientes pelo uso integral
dos circuitos magnéticos. As linhas de transmissão possibilitam a ausência do neutro,
além disso, o acoplamento entre as fases reduz significantemente os campos
eletromagnéticos.

Nos circuitos trifásicos, existem dois tipos básicos de ligação, tanto para os
geradores e transformadores como para as cargas, estas são as ligações em triângulo
e em estrela, apresentadas a seguir.

1.1. Ligação em Triângulo ou Delta (∆)

Para esse tipo de ligação, a associação entre as cargas apresenta formato


semelhante à de um triângulo. Veja a Figura 1, abaixo:

Figura 1 - Circuito trifásico ligado em triângulo

Fonte: (CREDER, 2016)

Onde a, b e c são os terminais das cargas que apresentam tensões entre fases
Vab, Vbc e Vca de um gerador, essas tensões estão defasadas de 120º.

As correntes Ia, Ib e Ic são denominadas correntes de linha e são iguais em


módulo, contudo, defasadas de 120° entre si. Neste caso, as correntes são iguais
devido o circuito trifásico ser equilibrado.

As tensões de linha (VL) são iguais às tensões de fase (Vp), para a ligação em
delta, e são relacionadas de acordo com a equação 1.

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 3

𝑽𝑨𝑩 = 𝑽𝑳∠𝟑𝟎°, 𝑽𝑩𝑪 = 𝑽𝑳∠ − 𝟗𝟎°, 𝑽𝑪𝑨 = 𝑽𝑳∠ − 𝟐𝟏𝟎° (1)

Onde, tem-se a equação 2.


𝑽𝑳 = 𝑽𝒑 (2)

Já a relação entre o módulo das correntes de linha (IL) e de fase (Ip) é dada
pela equação 3.
𝑰𝑳 = √𝟑 𝑰𝒑 (3)

O diagrama fasorial completo do circuito, com tensões e correntes, está sendo


apresentado na Figura 2.

Figura 2 - Diagrama fasorial para ligação em delta

Fonte: (JOHNSON, 1994)

1.2. Ligação em Estrela (Y)

O circuito trifásico com tipo de ligação em estrela é dado pela Figura 3.

Figura 3 - Circuito trifásico ligado em estrela

Fonte: (CREDER, 2016)

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 4

Nesta ligação, um terminal de cada carga se conecta em um nó.

Através da Figura 3, as correntes Ia, Ib e Ic são as correntes de linha. Neste tipo


de ligação existem dois tipos de tensões: as tensões entre fases (V ab, Vbc e Vca) e as
tensões de fase e neutro (VaN, VbN e VcN).

A relação entre as tensões de fase e as de fase e neutro é dada na equação 4.

𝑽𝒂𝒃 = √𝟑 𝑽𝒂𝑵, 𝑽𝒃𝒄 = √𝟑 𝑽𝒃𝑵 , 𝑽𝒄𝒂 = √𝟑 𝑽𝒄𝑵 (4)

Relacionando os módulos das tensões de linha, VL, e de fase, Vp, tem-se a


equação 5.
𝑽𝑳 = √𝟑 𝑽𝒑 (5)

Já para as correntes de linha (IL) e de fase (Ip), obtém-se a equação 6.

𝑰𝑳 = 𝑰𝒑 (6)

A potência em um circuito trifásico equilibrado é três vezes a do circuito


monofásico, conforme é analisado nas equações 7 e 8.

𝑽𝒂𝒃
𝑷𝟑𝝓 = 𝟑 × 𝑷𝝓 = 𝟑 × 𝑰𝒂 × 𝑽𝒂𝑵 × 𝒄𝒐𝒔𝜽 = 𝟑 × 𝑰𝒂 × × 𝒄𝒐𝒔𝜽 (7)
√𝟑

Onde θ é o ângulo de fase da impedância. Logo:

𝑷𝟑𝝓 = √𝟑 × 𝑽𝒂𝒃 × 𝑰𝒂 × 𝒄𝒐𝒔𝜽 (8)

Na Figura 4, tem-se o diagrama fasorial, indicando tensões de fase e de linha.

Figura 4 - Diagrama fasorial das tensões de fase e de linha para ligação em estrela

Fonte: (JOHNSON, 1994)

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 5

2. OBJETIVO DA PRÁTICA

A prática tem como objetivo realizar a medição de tensões e de correntes de


linha e de fase em um sistema trifásico.

3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

3.1. Lista de material utilizado

 Varivolt 0-240VCA;
 Banco de Resistores;
 Valor Nominal 300 Ω ± 10%;
 Tensão de Alimentação 80V.
 Banco de Capacitores;
 Valor Nominal 30 μF ±10%;
 Tensão de Alimentação 80 V.
 Voltímetro CA;
 Osciloscópio;
 Multímetro;
 Alicate Amperímetro e fasímetro.

3.2. Resultados adquiridos

3.2.1. Carga em Triângulo (𝚫)

Inicialmente, montou-se o circuito de carga em triângulo como demostrado na


Figura 5. A fonte de tensão utilizada foi de 50 Vrms, que alimentava três cargas. Através
do fasímetro, observou-se que a sequência das cargas era positiva. A impedância (Z)
apresentada era composta por três resistores paralelos em série com um capacitor.

Figura 5 - Circuito em triângulo

Fonte: (AUTORES, 2019)

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 6

A Figura 6 mostra a montagem das cargas em laboratório.

Figura 6 - Cargas do circuito em triângulo

Fonte: (AUTORES, 2019)

Depois da montagem do circuito, conectou-se as ponteiras do osciloscópio


entre as tensões V̇ AB, V̇ BC e V̇ CA . Após obter os resultados, substituiu-se o
osciloscópio pelo multímetro digital, a fim de comparar os valores encontrados. Esses
valores são observados na Tabela 1.

Tabela 1 - Valores de tensão medidos no circuito em triângulo

𝑽̇𝑨𝑩 [𝐕] 𝑽̇𝑩𝑪 [𝑽] 𝑽̇𝑪𝑨[𝑽]


Osciloscópio 84 84 84
Multímetro digital 88,6 89,2 88,3
Fonte: (AUTORES, 2019)

Através do uso do osciloscópio observou-se que os valores obtidos são os


mesmos. As formas de ondas dessas tensões podem ser observadas nas Figuras 7 e
8, a seguir.

Figura 7 - Forma de onda V̇ AB no circuito em triângulo

Fonte: (AUTORES, 2019)

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 7

Figura 8 - Forma de onda V̇ CA no circuito em triângulo

Fonte: (AUTORES, 2019)

Utilizando o alicate de corrente e o mesmo circuito apresentado na Figura 5,


mediu-se as correntes de linha e de fase presentes na Tabela 2.

Tabela 2 - Valores de corrente medidos no circuito em triângulo

𝑰̇𝑨[𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑨𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑩𝑨[𝑨] 𝑰̇𝑪𝑩 [𝑨]
Alicate de corrente 1,23 1,22 1,23 0,68 0,66 0,68

Fonte: (AUTORES, 2019)

A partir da montagem da Figura 6, desconectou-se um capacitor de uma das


cargas, deixando assim o circuito desequilibrado, assim, mediu-se as novas correntes
encontradas tanto de linha quanto de fase. Os resultados obtidos estão presentes na
Tabela 3.

Tabela 3 - Valores de corrente medidos no circuito desequilibrado em triângulo

𝑰̇𝑨[𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑨𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑩𝑨[𝑨] 𝑰̇𝑪𝑩 [𝑨]
Alicate de corrente 1,04 1,25 1,68 0,95 0,72 0,70

Fonte: (AUTORES, 2019)

3.2.2. Ligação em Estrela (Y)

Em seguida, montou-se o circuito em estrela, como mostrado na Figura 9. A


tensão na fonte utilizada foi de 50Vrms que alimentava três cargas. Cada carga com
uma impedância (Z) era composta por três resistores paralelos em série com um
capacitor.

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 8

Figura 9 - Circuito em estrela

Fonte: (AUTORES, 2019)

A Figura 10 mostra a montagem da carga no laboratório.

Figura 10 - Cargas do circuito em estrela

Fonte: (AUTORES, 2019)

Depois da montagem usou-se o osciloscópio para medir as tensões V̇ AN , V̇ BN e


V̇ CN . Após obter os resultados, substituiu-se o osciloscópio pelo multímetro digital, a
fim de comparar os valores encontrados. Esses valores são observados na Tabela 4.

Tabela 4 - Valores de tensão medidos no circuito em estrela

𝑽̇𝑨𝑵 [𝐕] 𝑽̇𝑩𝑵 [𝑽] 𝑽̇𝑪𝑵 [𝑽]


Osciloscópio 48 50 50
Multímetro digital 49,2 50,8 51,6
Fonte: (AUTORES, 2019)

Observou-se que os valores medidos pelo osciloscópio e o multímetro foram


semelhantes. As formas de ondas vistas no osciloscópio podem ser observadas nas
Figuras 11, 12 e 13.

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 9

Figura 11 - Forma de onda V̇ AN no circuito em estrela

Fonte: (AUTORES, 2019)

Figura 12 - Forma de onda V̇ BN no circuito em estrela

Fonte: (AUTORES, 2019)

Figura 13 - Forma de onda V̇ CN no circuito em estrela

Fonte: (AUTORES, 2019)

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 10

Utilizando o Alicate de corrente, foi medido as correntes de linha e de neutro, e


os dados obtidos anotados na Tabela 5.

Tabela 5 - Valores das correntes de linha e neutro do circuito estrela

𝑰̇𝑨[𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑵 [𝑨]


Alicate de corrente 0,4 0,41 0,42 0

Fonte: (AUTORES, 2019)

A partir do circuito montado, referente a Figura 9, desconectou-se um capacitor


de uma das cargas, deixando o circuito novamente desequilibrado. Logo, novamente
mediu-se as correntes de linha e neutro, e os resultados obtidos foram anotados na
Tabela 6.

Tabela 6 - Valores das correntes de linha e neutro do circuito estrela desequilibrado

𝑰̇𝑨[𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑵 [𝑨]


Alicate de corrente 0,4 0,41 0,55 0,3

Fonte: (AUTORES, 2019)

Mantendo a carga ainda desequilibrada, foi desconectado o fio neutro do


circuito referente a Figura 9. Assim, forma medidas as tensões V̇ AN , V̇ BN e V̇ CN , além
da tensão V̇ Nn e as correntes de linha.

Os valores obtidos estão disponíveis nas Tabelas 7 e 8.

Tabela 7 - Valores das tensões do circuito estrela desequilibrado sem fio de neutro

𝑽̇𝑨𝒏 [𝐕] 𝑽̇𝑩𝒏 [𝑽] 𝑽̇𝑪𝒏 [𝑽] 𝑽̇𝑵𝒏


Multímetro digital 42 65,7 48,5 1,2

Fonte: (AUTORES, 2019)

Tabela 8 - Valores das correntes do circuito estrela desequilibrado sem fio de neutro

𝑰̇𝑨[𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨]


Alicate de corrente 0,32 0,5 0,53

Fonte: (AUTORES, 2019)

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 11

4. QUESTIONÁRIO

Questão 1: Comparar os valores obtidos nas Tabelas 2 e 3 com os valores


teóricos calculados para o circuito da Figura 1.

Usando as equações 1, 2, e 3, obteve-se as equações 9 e 10:

𝑽𝑳 (9)
𝑰𝑭 =
𝒁

𝟏
𝒁 = 𝟏𝟎𝟎 + = 𝟏𝟎𝟎 − 𝟖𝟖, 𝟒𝟐𝒋 (10)
𝟐𝝅𝟔𝟎 ∙ 𝟑𝟎𝝁𝑭𝒋

Foram calculados os valores teóricos, sendo estes anotados nas Tabelas 9 e


10, abaixo.

Tabela 9 - Comparação entre os valores medidos e teóricos referente a Tabela 2

Valores 𝑰̇𝑨 [𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑨𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑩𝑨[𝑨] 𝑰̇𝑪𝑩 [𝑨]
Teóricos 1,12 1,12 1,12 0,648 0,648 0,648
Medidos 1,23 1,22 1,23 0,68 0,66 0,68
Erro Relativo (%) 9,82 8,93 9,82 4,94 1,85 4,94
Fonte: (AUTORES, 2019)

Tabela 10 - Comparação entre os valores medidos e teóricos referente a Tabela 3

Valores 𝑰̇𝑨 [𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑨𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑩𝑨[𝑨] 𝑰̇𝑪𝑩 [𝑨]
Teóricos 0,972 1,12 1,49 0,865 0,648 0,648
Medidos 1,04 1,25 1,68 0,95 0,72 0,70
Erro Relativo (%) 6,99 11,60 12,80 9,82 11,10 8,02
Fonte: (AUTORES, 2019)

Questão 2: Comparar os valores obtidos nas Tabelas 5 e 6 com os valores


teóricos calculados para o circuito da Figura 2.

Usando as equações 1, 2, 3 e 10, obteve-se a equação 11:

𝑽𝑭
𝑰𝑳 = (11)
𝒁

Foram calculados os valores teóricos, sendo anotados nas Tabelas 11 e 12.

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 12

Tabela 11 - Comparação entre os valores medidos e teóricos referente a Tabela 5

Valores 𝑰̇𝑨 [𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑵 [𝑨]


Teóricos 0,374 0,374 0,374 0
Medidos 0,40 0,41 0,42 0
Erro Relativo (%) 6,95 9,62 12,30 0
Fonte: (AUTORES, 2019)

Tabela 12 - Comparação entre os valores medidos e teóricos referente a Tabela 6

Valores 𝑰̇𝑨 [𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨] 𝑰̇𝑵 [𝑨]


Teóricos 0,374 0,374 0,50 0,331
Medidos 0,40 0,41 0,55 0,30
Erro Relativo (%) 6,95 9,62 10 9,36
Fonte: (AUTORES, 2019)

Questão 3: Comparar os valores obtidos nas Tabelas 7 e 8 com os valores


teóricos calculados para o circuito da Figura 2 com a carga desequilibrada e o
fio neutro desconectado.

Calculou-se os valores teóricos para os circuitos referentes às Tabelas 7 e 8,


sendo assim, montou-se as Tabelas 13 e 14.

Tabela 13 - Comparação entre os valores medidos e teóricos referente a Tabela 7

Valores 𝑽̇𝑨𝒏 [𝐕] 𝑽̇𝑩𝒏 [𝑽] 𝑽̇𝑪𝒏 [𝑽] 𝑽̇𝑵𝒏


Teóricos 41,50 63,80 47,90 14,1
Medidos 42 65,70 48,50 1,2
Erro Relativo (%) 1,20 2,98 1,25 91,5
Fonte: (AUTORES, 2019)

Tabela 14 - Comparação entre os valores medidos e teóricos referente a Tabela 8

Valores 𝑰̇𝑨 [𝑨] 𝑰̇𝑩 [𝑨] 𝑰̇𝑪 [𝑨]


Teóricos 0,311 0,478 0,479
Medidos 0,32 0,50 0,53
Erro Relativo (%) 2,89 4,60 10,60
Fonte: (AUTORES, 2019)

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 13

5. CONCLUSÃO

Na aula prática de Circuitos Elétricos II, foi possível realizar a medição de


tensões e de correntes de linha e de fase em um sistema trifásico, utilizando os
equipamentos presentes na bancada do laboratório. Além disso, analisou-se as
características da ligação em estrela e em triângulo.

Na parte experimental, tornou-se viável montar em laboratório circuitos com


cargas em triângulo e em estrela. Com os dois tipos de configurações, verificou-se as
tensões e as correntes, de linha e de fase, para cargas equilibradas e desequilibradas.
Para a ligação em estrela, também foi observado o sistema com e sem o fio de neutro.

Por intermédio do questionário, realizando cálculos e disponibilizando os


resultados em tabelas, comparou-se os valores teóricos com os valores obtidos com
a montagem do circuito. Percebeu-se que os erros adquiridos foram aceitáveis, devido
aos componentes utilizados, visto que o valor real é diferente do valor nominal,
utilizado para a realização dos cálculos. Contudo, a tensão Vnn, ou seja, a tensão entre
o neutro e o terra, para a ligação em estrela desequilibrada, sem o fio de neutro, foi
medido um valor de 1,2 V, enquanto que o valor teórico é de 14,1 V, apresentando um
erro de 91,5%, sendo o único dado com um erro bastante elevado.

Logo, analisa-se que para obter dados mais precisos e satisfatórios, deve-se
ter bastante atenção aos passos demonstrados pela programação da prática. Assim,
possíveis erros são evitados e torna-se mais fácil a interpretação das informações
coletadas, contudo, existem erros relacionados ao próprio dispositivo utilizado.

Ao utilizar corretamente os instrumentos de bancada, foi possível obter


resultados satisfatórios, os quais comprovavam as características dos sistemas
trifásicos analisados, realçando a importância dos conhecimentos pré-adquiridos.

Prática 05 – Sistema Trifásico


UFC – Campus Sobral – Engenharia Elétrica 14

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] CASTRO, Marcus Rogério de. Manual da Prática V: Sistema Trifásico. Sobral:
UFC, 2019.

[2] CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.

[3] JOHNSON, David E.; HILBURN, John L.; JOHNSON, Johnny R. Fundamentos de
Análise de Circuitos Elétricos. 4. ed. Minas Gerais: Prentice/hall do Brasil, 1994.

Prática 05 – Sistema Trifásico