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Diário da República, 1.ª série — N.

º 201 — 18 de Outubro de 2007 7655

b) Das tabelas II e IV, os montantes cobrados são repartidos Tabela III


em 25 % para a DGADR e 75 % para a DRAP envolvida;
c) Da tabela III, com excepção da alínea D), os montantes Tabela de taxas devidas pela inspecção e certificação de plantas
hortícolas ou de materiais frutícolas
cobrados são repartidos em 40 % para a DGADR e 60 %
para a DRAP envolvida. Taxas (euros)

5.º Os produtores e os fornecedores, individualmente Sem supervisão Sob supervisão


considerados, ficam dispensados do pagamento das taxas oficial oficial
previstas nas tabelas III e IV, sempre que o somatório dos
valores das taxas que lhes seriam aplicáveis, por cada A) Plantas de espécies hortícolas:
tabela e em cada ano, seja inferior a € 5. Inspecção de culturas (por 1000 plantas ou
6.º Aos produtores e fornecedores abrangidos pelo disposto fracção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,10 0,01
no artigo 43.º do Decreto-Lei n.º 329/2007, de 8 de Outubro:
B) Citrinos:
a) É aplicada uma redução de 50 % na aplicação das 1) Inspecção de parcelas de plantas-mãe
taxas previstas na tabela II; (por 0,50 ha ou fracção) . . . . . . . . . . . . 25 2,50
b) É dispensado o pagamento das taxas previstas na 2) Inspecção de viveiros de:
tabela IV. 2.1) Porta-enxertos (por 1000 unidades
ou fracção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,25 0,12
7.º As taxas fixadas na presente portaria incluem os custos 2.2) Plantas cítricas (por 100 unidades
decorrentes de actos de inspecção fitossanitária ou de emis- ou fracção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,50 0,05
são de passaporte fitossanitário, quando a eles haja lugar. C) Morangueiro:
8.º Os serviços prestados sob supervisão oficial referidos
Inspecção de campos (por hectare ou frac-
nas tabelas III e IV são efectuados por técnicos credenciados, ção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 1,50
a que se refere o artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 329/2007,
de 8 de Outubro. D) Etiqueta de certificação emitida pela
9.º O disposto nas alíneas A) e D) da tabela anexa à Portaria DGADR (por unidade), se for o caso . . . 0,50
n.º 68/2002, de 18 de Janeiro, deixa de ser aplicável, respec-
tivamente, ao licenciamento de produtores e fornecedores
de plantas hortícolas e de materiais frutícolas e ao controlo Tabela IV
de plantas-mãe e de viveiros daqueles materiais vegetais.
10.º Revogam-se os n.os 2 e 4 da alínea C) da tabe- Tabela de taxas devidas pelo controlo de plantas hortícolas
de «Qualidade CE» ou de materiais «CAC» de fruteiras
la anexa à Portaria n.º 68/2002, de 18 de Janeiro.
11.º A presente portaria entra em vigor no dia seguinte
ao da sua publicação. Taxas (euros)

Pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural Sem Sob


e das Pescas, Rui Nobre Gonçalves, Secretário de Estado supervisão supervisão
do Desenvolvimento Rural e das Florestas, em 11 de Ou-
tubro de 2007. A) Plantas de espécies hortícolas:
ANEXO Controlo de viveiros (por 1000 plantas ou
fracção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,05 –
Tabela I
B) Materiais de espécies de fruteiras:
Tabela de taxas devidas pela avaliação, inscrição e manutenção
de variedades ou clones de fruteiras no CNV 1) Controlo de plantas-mãe (por 100 uni-
dades ou fracção) . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,50 0,05
Taxas 2) Controlo de plantas herbáceas (por hec-
(euros) tare ou fracção) . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 2
3) Controlo de viveiros de plantas lenhosas
A) Avaliação do pedido com ou sem inscrição ou reins- (por 1000 unidades ou fracção) . . . . . . 0,50 0,05
crição:
1) Por cada variedade ou clone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
2) Por cada variedade tradicional ou regional portuguesa,
abrangida pelo disposto no n.º 2 do artigo 7.º do De-
creto-Lei n.º 329/2007, de 8 de Outubro . . . . . . . . . . 15
MINISTÉRIO DA SAÚDE
B) Manutenção da inscrição ou reinscrição no CNV:
Por cada cada variedade ou clone, a que se refere o n.º 1) Portaria n.º 1368/2007
da alínea anterior, a partir do 3.º ano de inscrição, in-
clusive, por cada ano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
de 18 de Outubro

Tabela II O Decreto-Lei n.º 298/2007, de 22 de Agosto, que es-


Tabela de taxas devidas pelo licenciamento de produtores
tabelece o regime jurídico da organização e do funciona-
e de fornecedores mento das unidades de saúde familiar (USF) e o regime
de plantas hortícolas ou de materiais frutícolas de incentivos a atribuir a todos os elementos que as cons-
tituem, bem como a remuneração a atribuir aos elementos
Taxas
(euros) que integrem as USF de modelo B, vem consagrar que
tanto a carteira básica de serviços como os princípios da
A) Licenciamento de produtores e de fornecedores . . . . . 125 carteira adicional de serviços são fixados por portaria do
B) Renovação da licença . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
Ministro da Saúde.
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A carteira básica de serviços, enquanto compromisso I — Carteira básica de serviços para USF
assistencial nuclear, é aplicável a todas as USF, indepen- O compromisso assistencial explicita o que deve ser
dentemente de estarem constituídas sob o modelo organi- obrigatoriamente contratualizado como fundamental em
zacional A, B ou C. termos de cuidados de medicina geral e familiar e de en-
O Despacho Normativo n.º 9/2006, de 16 de Fevereiro, fermagem: núcleo base de serviços clínicos, secretariado
que aprovou o Regulamento para Lançamento e Implemen- clínico/administrativo, funcionamento, dimensão da lista
tação das Unidades de Saúde Familiar, exigia já às equipas de utentes e formação contínua.
multiprofissionais, pela sua norma VI, um compromisso A — Núcleo base de serviços clínicos (desenvolvido no
assistencial de prestação de cuidados de saúde, expresso n.º II do presente anexo):
num plano de acção onde se incluía uma carteira básica 1) Vigilância, promoção da saúde e prevenção da doença
de serviços, ao mesmo tempo que se determinava, no n.º 3 nas diversas fases de vida:
da mesma norma, que a carteira básica de serviços fosse 1.1) Geral;
definida pela Missão para os Cuidados de Saúde Primários 1.2) Saúde da mulher;
1.3) Saúde do recém-nascido, da criança e do adoles-
e disponibilizada na sua página da Internet.
cente;
Assim: 1.4) Saúde do adulto e do idoso;
Ao abrigo do n.º 9 do artigo 6.º do Decreto-Lei 2) Cuidados em situação de doença aguda;
n.º 298/2007, de 22 de Agosto, manda o Governo, pelo 3) Acompanhamento clínico das situações de doença
Ministro da Saúde, o seguinte: crónica e patologia múltipla;
4) Cuidados no domicílio;
Artigo único 5) Interligação e colaboração em rede com outros servi-
São aprovados a carteira básica de serviços e os prin- ços, sectores e níveis de diferenciação, numa perspectiva
de «gestor de saúde» do cidadão.
cípios da carteira adicional de serviços, constantes dos B — Secretariado clínico/administrativo. — O secreta-
anexos I e II ao presente diploma, do qual fazem parte riado clínico/administrativo é o rosto da USF no relacio-
integrante. namento com o cidadão, pelo que há a considerar:
O Ministro da Saúde, António Fernando Correia de 1) Atendimento e encaminhamento do cidadão:
Campos, em 8 de Outubro de 2007. 1.1) Programação e marcação de consultas — consultas
programadas; consultas sem programação da iniciativa
ANEXO I do utente;
1.2) Monitorização do tempo de espera e desistências;
Carteira básica de serviços
2) Gestão da comunicação:
2.1) Difusão actualizada do funcionamento dos serviços;
Como princípio geral, a vertente dos cuidados personali- 2.2) Informação a pedido;
zados dos centros de saúde está reorganizada em pequenas 3) Gestão de procedimentos administrativos:
unidades funcionais multiprofissionais, unidades de saúde 3.1) Participação na gestão dos processos clínicos;
familiar (USF), com autonomia funcional e técnica, num 3.2) Participação nos procedimentos referentes à pres-
quadro de contratualização interna, envolvendo objectivos crição crónica;
de acessibilidade, adequação, efectividade, eficiência e 3.3) Registo e acompanhamento relativos à referen-
qualidade. ciação;
As USF configuram, assim, um modelo organizacional 3.4) Gestão dos dados administrativos do cidadão;
3.5) Gestão das áreas de apoio administrativo;
leve e flexível que se contrapõe às tradicionais estruturas 3.6) Participação na gestão do sistema de informação;
hierárquicas e burocráticas de poder e de decisão vertical. 3.7) Participação na recepção e na resposta a queixas,
Naquelas unidades, as funções de gestão e de execução reclamações e sugestões dos cidadãos.
tendem a fundir-se ao nível operativo. C — Horário de funcionamento. — A USF garante o seu
A USF é a unidade elementar de prestação de cuidados funcionamento, nos dias úteis, entre as 8 e as 20 horas. De
de saúde ao indivíduo e famílias e deve estar integrada acordo com as características geodemográficas da área as-
em rede com as outras unidades funcionais do centro de sistida pela USF, a dimensão da lista de utentes e o número
saúde (n.os 1 e 4 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 298/2007, de elementos que integram a equipa multiprofissional, o
de 22 de Agosto). horário de funcionamento pode ser objecto de redução ou
Em todos os modelos de USF existe um compromisso alargamento, conforme o estipulado no n.º 5 do artigo 10.º
assistencial nuclear, denominado carteira básica de servi- do Decreto-Lei n.º 298/2007, de 22 de Agosto.
ços, igual em tipo e qualidade, variando apenas os aspectos D — Dimensão da lista de utentes. — A dimensão da
quantitativos de número de cidadãos abrangidos, horários lista de utentes da carteira básica de serviços deve ter, no
disponibilizados e serviços adicionais ou complementares, mínimo, 1917 unidades ponderadas a que correspondem,
em média, 1550 utentes por médico de uma lista padrão
intitulados carteira adicional de serviços, contratualizados
nacional, nominalmente designada por lista, conforme o es-
com os departamentos de contratualização, em sede de tipulado no n.º 3 do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 298/2007,
candidatura ou nas épocas para tal definidas e revistos de 22 de Agosto.
anualmente. E — Formação contínua. — A USF deve ser um espaço
A carteira básica de serviços é aplicável a todas as USF de formação e inovação. O desenvolvimento profissional
do SNS, independentemente do seu modelo e dos diversos contínuo dos seus elementos é um requisito indispensável
enquadramentos jurídico-institucionais que a cada USF para o seu sucesso e para a manutenção e melhoria da
possam ser atribuídos. qualidade dos serviços prestados.
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A formação contínua deve ser prevista, para todos os


Área e subárea
profissionais, concertada em planos individuais anuais e Número
de intervenção
Actividade/cuidado prestado

colectivos, tendo em conta as necessidades pessoais e os


interesses da USF. c) Referenciação de gravidez de
Semanalmente, a USF deve disponibilizar tempo para risco e acompanhamento da si-
exame de processos/procedimentos de trabalho diário, e tuação, em continuidade e arti-
culação de cuidados;
da maneira como podem ser melhorados, incluindo a dis- d) Promoção de comportamentos
cussão de casos clínicos e a abordagem de problemas da (saudáveis) de adesão durante a
prática clínica pelos próprios elementos da USF. gravidez, nomeadamente quanto
ao consumo de tabaco, álcool e
alimentação;
II — Núcleo base de serviços clínicos e) Adaptação do casal ao novo
estádio de vida familiar e im-
Carteira básica de serviços de saúde por área e subárea plementação das mudanças ne-
de intervenção e actividade/cuidado prestado cessárias ao ciclo vital;
f) Apoio às puérperas após a alta
pela equipa multiprofissional da USF (médicos e enfermeiros)
hospitalar, cuidados que promo-
vam a sua adaptação aos novos
Área e subárea
Número
de intervenção
Actividade/cuidado prestado estádios de vida individual e
familiar e promovam o aleita-
mento materno pelo menos até
1 1.1 — Geral: aos 3 meses de vida;
g) Revisão do puerpério;
Vigilância, promoção a) Identificação das necessidades
da saúde e preven- de saúde quer individuais, quer 1.3 — Saúde do recém-nascido (RN),
ção da doença nas familiares nas situações selec- da criança e do adolescente:
diversas fases da cionadas consoante as priori- (Garantir consultas a) Oferta pró-activa da primeira
vida. dades e critérios adequados de saúde infantil consulta do RN, na sequência
à prossecução dos objectivos e juvenil segundo de recepção de notícia de nas-
do plano da USF e do Plano as orientações cimento;
Nacional de Saúde 2004-2010 técnicas da DGS.) b) Cuidados de saúde integrados,
(PNS); de forma a garantir a vigilância
b) Intervenção personalizada de de saúde da criança nos dois pri-
informação e de educação para meiros anos de vida, na idade
a saúde nomeadamente, as áreas pré-escolar (2-6 anos) e escolar
relacionadas com a promoção e (6-10 anos);
protecção da saúde nas diversas c) Exame global de saúde à criança
fases da vida; de 5-6 anos e 11-13 anos;
c) Assegurar o cumprimento do d) Cuidados de saúde integrados,
Plano Nacional de Vacinação; de forma a garantir a vigilân-
1.2 — Saúde da mulher: cia aos adolescentes e jovens
1.2.1 — Planeamento familiar: (11-19 anos), promovendo o
atendimento sem barreiras e
a) Promoção do planeamento fa- oferecendo «exames de saúde
miliar em co-responsabilização oportunistas»;
e fornecimento gratuito de mé- e) Promoção do papel parental e
todos anticoncepcionais; paternidade eficaz;
[Vigilância de acordo b) Introdução de DIU quando essa f) Referenciação a cuidados espe-
com as circulares for a opção da mulher; cializados e acompanhamento
normativas da c) Prevenção e tratamento de in- paralelo da situação em conti-
Direcção-Geral da fecções transmissíveis sexual- nuidade de cuidados;
Saúde (DGS) e mente; g) Identificação, encaminhamento
orientações estra- d) Rastreio de tipo oportunístico e acompanhamento de crianças
tégicas do PNS.] do cancro do colo do útero e da vítimas de negligência, maus-
mama; -tratos e abusos sexuais;
e) Identificação e encaminhamento (Vigilância de acordo h) Identificar/promover o acom-
de situações de violência; com as normas da panhamento das crianças com
1.2.2 — Cuidados pré-concepcio- DGS.) problemas de desenvolvimento,
nais: de aprendizagem e jovens com
problemas de aprendizagem e
a) Avaliação inicial e aconselha- risco de abandono escolar;
mento geral pré-concepcional
a pedido dos casais, ou ofere- 1.4 — Saúde do adulto e do idoso:
cidos de forma pró-activa pela a) Cuidados promotores de saúde e
equipa; preventivos da doença, aos adul-
b) Referenciação a cuidados pré- tos (20-69 anos), seleccionando
-concepcionais especializados, as intervenções comprovada-
quando indicado, e acompa- mente custo-efectivas em cada
nhamento da situação, em fase da vida e evitando os check-
continuidade e articulação de -up genéricos e inespecíficos;
cuidados; b) Cuidados preventivos aos adul-
tos mais idosos (com 70 e mais
1.2.3 — Vigilância da gravidez: anos) organizando estes cuida-
a) Vigilância pré-natal da gravidez dos de acordo com uma identifi-
normal; cação estruturada das necessida-
b) Promoção do diagnóstico pré- des específicas de cada pessoa e
-natal, com referência a unida- da família orientada para actuar
des especializadas, segundo as sobre os determinantes de auto-
normas em vigor; nomia e independência;
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Área e subárea Área e subárea


Número Actividade/cuidado prestado Número Actividade/cuidado prestado
de intervenção de intervenção

c) Cuidados que promovam o 4 Cuidados no domicí- a) Consultas programadas para fins


bem -estar e a autonomia da lio (entendendo-se de promoção de saúde em situa-
pessoa adulta e idosa, dirigi- por domicílio, para ções de especial receptividade às
dos prioritariamente aos gru- efeitos da presente mensagens de saúde, em colabo-
pos vulneráveis, aos grupos portaria, a habita- ração com os recursos de cuidados
de risco e aos grupos com ção permanente do na comunidade do centro de saúde
necessidades especiais; doente, excluindo- da área.
d) Abordagem de todas as situa- -se lares, casas de b) Consultas programadas aos doentes
ções pessoais tendo em conta repouso, IPSS, e com dependência física e funcional
avaliações do seu estado glo- outros locais se- que necessitem cuidados médicos
bal de saúde e os contextos melhantes. O do- e de enfermagem e não possam
micílio deverá estar deslocar-se à USF, em colabora-
familiares, sócio -culturais e
na respectiva área ção com os recursos de cuidados
sócio -ocupacionais. geográfica de in- na comunidade do centro de saúde
2 Cuidados em situa- a) Atendimento/resposta no próprio fluência da USF.). da área.
ção de doença dia (que se poderá traduzir ou não c) Consultas não programadas, por
aguda. em consulta) e com a máxima critérios médicos a pedido dos doen-
celeridade possível para todas tes ou seus familiares, em situações
as situações de doença aguda que incapacitem a deslocação do
ou de sofrimento, na USF, ou doente à USF, nomeadamente
no domicílio do doente, quando quando existe dependência física
e funcional do doente.
justificado.
5 Interligação e cola- a) Interligação com os cuidados hos-
b) Reconhecimento, sinalização e boração em rede pitalares, nomeadamente na refe-
intervenção apropriada, orien- com outros ser- renciação, antes, durante o interna-
tando as situações urgentes ou viços, sectores mento ou após a alta hospitalar de
emergentes que necessitem de e níveis de dife- doentes da lista de inscritos da USF
cuidados e suporte tecnológico renciação, numa garantindo a melhor continuidade
hospitalares. perspectiva de de cuidados possível e evitando fa-
c) Apoio ao doente/família/cuida- «gestor de saúde» lhas por deficiente comunicação
dor, no sentido da estabilização do cidadão. entre serviços.
da situação e da adesão ao plano b) Comunicação aos serviços apro-
terapêutico. priados do centro de saúde da
d) Execução dos planos terapêuticos, informação referente à actividade
nomeadamente pela administração assistencial da USF ou outra in-
de medicamentos, realização de dispensável ao planeamento e
tratamentos, educação e apoio na administração da saúde da comu-
reabilitação. nidade.
e) Educação do doente/família/cui- c) Comunicação e colaboração com
dador para a recuperação e a pro- os serviços de saúde pública e auto-
moção da saúde. ridade de saúde, tanto nos casos de
doenças de declaração obrigatória,
3 Acompanhamento a) Vigilância, aconselhamento e como em todos os casos em que a
clínico das situa- educação do doente, familiares e informação detida pelos profissio-
ções de doença outros cuidadores em situações de nais da USF seja relevante para a
crónica (ex. Dia- doença crónica em que são neces- protecção da saúde pública.
betes mellitus, sários cuidados por período longo d) Certificação de estados de saúde
doença pulmonar de tempo: e de doença que surgirem como
obstrutiva crónica, sequência dos actos médicos pra-
hipertensão arte- Promoção da aceitação do estado ticados e emissão de declarações
rial, entre outras) e de saúde; específicas pedidas pelos utentes,
patologia múltipla. Promoção da autovigilância; desde que inseridas no estrito cum-
Promoção da gestão e adesão ao primento da resposta ao direito à
regime terapêutico; saúde dos cidadãos.
Promoção do autocuidado nas ac-
tividades de vida diárias;
(Vigilância de acordo Apoio ao desenvolvimento de
com as circulares competências de autocon- ANEXO II
normativas da DGS trolo de doenças crónicas
para as patologias por parte dos doentes e seus Princípios da carteira adicional de serviços
contempladas.) cuidadores (familiares ou
outros). I — Princípios que devem ser observados
na carteira adicional de serviços
b) Abordagem sistémica e planea-
mento de cuidados, periodicamente A — Sem pôr em risco a concretização do núcleo base
revistos, em todas as situações de
patologia múltipla, com avaliação de cuidados (carteira básica de serviços), e em função das
regular dos riscos de polimedica- necessidades identificadas dos utentes e da disponibilidade
ção. de recursos humanos e técnicos da USF, poderá ser con-
c) Referenciação com relatório-síntese tratualizada a prestação de cuidados de saúde adicionais,
actualizado e mobilização de cui-
dados especializados, sempre que tais como:
necessário, com acompanhamento 1) Cuidados continuados integrados, para as situações
simultâneo da situação e recepção em que a prestação de cuidados domiciliários, a utentes
de retorno, em continuidade de admitidos na RNCCI (rede nacional de cuidados continua-
cuidados.
dos integrados), seja superior a uma vez por dia, exceda
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uma hora e trinta minutos por dia em pelo menos três II — Especificações técnicas das definições assistenciais
dias por semana, ou para além dos dias úteis, fora do ho- Deve ser dado cumprimento ao regime legal de cada
rário compreendido entre as 8 e as 20 horas, bem como carreira, nomeadamente o conteúdo do perfil profissional
quando as necessidades de cuidados requeiram um grau e o exercício das correspondentes funções, nos termos da
de diferenciação que exceda as actividades da carteira legislação em vigor.
básica, nomeadamente, fisioterapia, psicologia, entre A execução de actividades nas diversas áreas de inter-
outras; venção deve respeitar os critérios definidos pela Direcção-
2) Colaboração com outras unidades funcionais -Geral de Saúde, além dos códigos deontológicos das res-
em programas específicos de intervenção na comu- pectivas profissões.
nidade: As modalidades de horários que forem adoptadas
2.1) Em grupos, no âmbito da saúde escolar, da saúde devem estar de acordo com o regime e horário da res-
oral e da saúde ocupacional; pectiva carreira e as disposições legais em vigor, tanto
para o trabalho normal como para o trabalho extraor-
2.2) Em projectos dirigidos a cidadãos em risco de ex-
dinário.
clusão social;
2.3) Em atendimento a adolescentes e jovens;
2.4) Na prestação de outros cuidados que se mostrem MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
pertinentes para o cumprimento dos objectivos do Plano
Nacional de Saúde.
B — A actividade proposta deve ser dirigida aos cida- Portaria n.º 1369/2007
dãos — indivíduos, famílias ou comunidade — abrangidos de 18 de Outubro
pela USF ou pelo centro de saúde e em sintonia com o
Plano Nacional de Saúde. A Portaria n.º 1272/2006, de 21 de Novembro, publi-
C — Os serviços da carteira adicional, devem ser des- cada no Diário da República, 1.ª série, n.º 224, de 21 de
critos e fundamentados no processo de candidatura, ou Novembro de 2006, cria o curso profissional de assistente
em fase posterior, em épocas a definir para o efeito, e de conservação e restauro, com as variantes de Conserva-
incluir: ção do Património Cultural, Conservação e Restauro de
Azulejo, Pedra, Pintura Mural, Metais e Madeiras e Con-
i) Fundamentação; servação e Restauro de Pintura, visando a saída profissional
ii) Objectivos e metas e período de execução; de assistente de conservação e restauro.
iii) População alvo; Verificando-se algumas inexactidões no plano de estu-
iv) Actividades e carga horária mensal por grupo pro- dos do curso mencionado, constante do anexo à referida
fissional; portaria, importa proceder à respectiva alteração.
v) Caracterização dos profissionais envolvidos, explici- Nestes termos:
tando a formação específica para a actividade; Atento o disposto no n.º 5 do artigo 5.º do Decreto-Lei
vi) Indicação se os serviços propostos são, ou não, uma n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração
actividade em desenvolvimento no centro de saúde; de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alte-
vii) Proposta de compensação financeira global da rações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6
equipa e a respectiva distribuição pelos profissionais en- de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação
volvidos. n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007,
de 26 de Julho, e ao abrigo dos n.os 1 e 2 do artigo 7.º da
D — A carteira adicional de serviços é objecto de apre- Portaria n.º 550-C/2004, de 21 de Maio, com as altera-
ciação no processo de avaliação da candidatura. Após ções introduzidas pela Portaria n.º 797/2006, de 10 de
aprovação, os termos da sua implementação são negociados Agosto:
entre a respectiva ARS e o coordenador da USF com a Manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Edu-
participação da respectiva equipa regional de apoio (ERA), cação, o seguinte:
considerando os seguintes princípios:
1) Existência de um indicador de desempenho, que 1.º No plano de estudos anexo à Portaria n.º 1272/2006,
permita aferir a carga horária afecta com a produção es- de 21 de Novembro, são alteradas:
timada; a) A nota (a), relativamente à coluna «Total de horas»,
2) Possibilidade de contratualização de actividades por passando a ser a nota (b);
períodos inferiores a um ano; b) A nota (b), relativamente às disciplinas de Língua
3) Possibilidade de renegociação de actividades com
Estrangeira I, II ou III da componente de formação socio-
base nos dados de acompanhamento.
cultural, passando a ser a nota (c).
E — As USF podem propor actividades para desenvol-
ver em carteira adicional de serviços, até 30 dias antes do 2.º O plano de estudos anexo à Portaria n.º 1272/2006,
final de cada trimestre, acompanhadas de parecer técnico
de 21 de Novembro, é republicado em anexo à presente
da ERA. A sua apreciação decorre nos 30 dias seguintes
portaria.
e, se aceite, inicia-se no trimestre imediato.
3.º A presente portaria produz efeitos a partir do ano
As ARS, de acordo com a estratégia regional de saúde,
lectivo de 2006-2007.
podem convidar, a todo o tempo, as USF a apresentarem
propostas de actividades a desenvolver em carteira adi- O Secretário de Estado da Educação, Valter Victorino
cional de serviços. Lemos, em 4 de Outubro de 2007.