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NÚMERO 45 — 4 ˚ TRIMESTRE DE 2019

SEÇÃO VIII Maria Andreia Parente Lameiras


Técnica de Planejamento e Pesquisa
Mercado de trabalho da Diretoria de Estudos e Políticas
Macroeconômicas (Dimac) do Ipea.

maria-andreia.lameiras@ipea.gov.br
Sumário
Carlos Henrique L. Corseuil
No período recente, a expansão mais moderada da população ocupada impediu uma Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Di-
soc) do Ipea.
desaceleração mais significativa da taxa de desocupação. A análise desagregada com
os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD carlos.corseuil@ipea.gov.br
Contínua) mostra, inclusive, uma queda de 1,2% na ocupação entre os trabalhadores Lauro Roberto Albrecht Ramos
mais jovens no terceiro trimestre de 2019 – apesar disso, a taxa de desocupação Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Di-
dos jovens recuou devido à retração de 1,3% da força de trabalho desse segmento. soc) do Ipea.

Outros aspectos, entretanto, indicam um mercado de trabalho mais favorável, lauro.ramos@ipea.gov.br


principalmente em relação à subocupação, ao desalento e ao desemprego de longo
Sandro Sacchet de Carvalho
prazo, cujos indicadores vêm apresentando trajetórias melhores. No trimestre Técnico de Planejamento e Pesquisa
móvel, encerrado em outubro, a taxa combinada de desocupação e subocupação da Diretoria de Estudos e Políticas
Macroeconômicas (Dimac) do Ipea.
recuou pela quinta vez consecutiva, ficando em 18,2% e a população desalentada
apontou queda de 1,6% na comparação com o mesmo período de 2018. Em relação sandro.carvalho@ipea.gov.br
ao tempo de procura por emprego, observa-se que o contingente de desocupados
de longo prazo no país também vem recuando, tendo em vista que, enquanto no
último trimestre de 2018, 41,1% dos desempregados estavam nessa situação há
pelo menos um ano, no terceiro trimestre de 2019, essa porcentagem recuou para
38,8%. De modo similar, nota-se que a ocupação dos trabalhadores sem carteira
começa a perder um pouco de intensidade, cedendo lugar para uma expansão
mais forte do emprego formal. Já a dinâmica dos trabalhadores por conta própria,
cujo crescimento, em um primeiro momento, foi creditado apenas a uma piora
do cenário de emprego no país, pode estar indicando uma mudança estrutural
das relações de trabalho, seja por conta do aumento da terceirização, tendo em
vista não só a regulamentação da terceirização em um gama maior de atividades,
mas também devido à consolidação da “economia de aplicativos”, que tem aberto
novas possibilidades de geração de renda.

Por certo, essas novas formas de inserção do trabalho, sob a mesma classificação
de ocupação, vem desencadeando um aumento da desigualdade salarial entre os
diferentes segmentos. No caso dos trabalhadores por conta própria, nota-se que,
mesmo diante de uma aceleração de 2,2% dos rendimentos, o Índice de Gini dessa
categoria acelerou de 0,505 no fim de 2016 para 0,516 no terceiro trimestre do
ano. Para os trabalhadores sem carteira, esse aumento da desigualdade foi ainda
maior, uma vez que o Índice de Gini avançou de 0,459 para 0,512 na mesma base
de comparação.

Ainda sob a ótica dos rendimentos, os microdados da PNAD contínua revelam


que, embora no terceiro trimestre de 2019 a maior retração salarial tenha ocorrido
na faixa de renda mais alta (-0,66%), no acumulado do ano, a queda é maior para
o segmento de renda mais baixa, cuja renda domiciliar recuou 0,87%, ao passo

1
que no grupo mais rico da população houve um incremento de 1,1%. No terceiro
trimestre de 2019, a renda média real domiciliar das famílias mais pobres era 30,5
menor que à observada na faixa mais abastada da população – mesmo razão
entre rendimentos observada no segundo trimestre. No ano de 2019, apesar da
ampliação da desigualdade entre os extremos da distribuição da renda do trabalho,
o crescimento relativamente maior do rendimento das faixas intermediárias da
distribuição resultou numa relativa estabilidade do Índice de Gini.

Apesar desse comportamento menos favorável dos rendimentos nos últimos


meses, a elevação da população ocupada vem possibilitando uma expansão
continuada da massa salarial real, estimulando o aumento da demanda interna. Na
comparação interanual, os dados apontam que, no terceiro trimestre de 2019, a
massa de rendimentos real habitualmente recebida registra alta de 1,8%, sustentada
principalmente pelos trabalhadores informais (5,4%) e por conta própria (5,8%),

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


dado que a massa salarial dos trabalhadores formais (com carteira e funcionários
públicos) não apresentou crescimento.

1 Aspectos gerais

Embora ainda apresente sinais de recuperação, a retomada do mercado de trabalho


brasileiro perdeu um pouco de força a partir do segundo semestre do ano. Nos
últimos meses, em que pese a manutenção de uma trajetória de expansão da
população ocupada, esta vem ocorrendo de modo mais moderado, impedindo
uma desaceleração mais significativa da taxa de desocupação. Segundo os dados
da PNAD Contínua, no último trimestre móvel encerrado em outubro, a taxa
de desemprego ficou em 11,6%, ou seja, 0,1 ponto percentual (p.p.) abaixo da
observada no mesmo período de 2018 (gráfico 1). Na margem, no entanto, a série
dessazonalizada mostra uma ligeira alta (gráfico 2).

GRÁFICO 1 GRÁFICO 2
Taxa de desocupação Taxa de desocupação dessazonalizada
(Em %) (Em %)

14,0 13,7 14
13,1
13,5 13
13,1
12 11,9
13,0 12,7
11
12,5
12,2 10
12,0 11,7 9
11,5 11,6 8
11,0 7 7,1
fev-mar-abr

mar-abr-mai

ago-set-out

set-out-nov

out-nov-dez

dez-jan-fev
mai-jun-jul

nov-dez-jan
jan-fev-mar

abr-mai-jun

jun-jul-ago

jul-ago-set

6
ago-out/12
dez-fev/13
abr-jun/13
ago-out/13
dez-fev/14
abr-jun/14
ago-out/14
dez-fev/15
abr-jun/15
ago-out/15
dez-fev/16
abr-jun/16
ago-out/16
dez-fev/17
abr-jun/17
ago-out/17
dez-fev/18
abr-jun/18
ago-out/18
dez-fev/19
abr-jun/19
ago-out/19

2017 2018 2019

Fonte: PNAD Contínua/IBGE. Fonte: PNAD Contínua/IBGE.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Em relação à ocupação, os dados mostram que, no último trimestre móvel, a


população ocupada apresentou variação interanual de 1,6% (gráfico 3), abaixo da

2
taxa média de expansão registrada ao longo do primeiro semestre (2,3%). Nota-se,
entretanto, que mesmo em ritmo mais moderado, a ocupação mantém, desde o
início de 2017, uma trajetória de forte crescimento, alcançando picos históricos na
série do IBGE (gráfico 4).

GRÁFICO 3
Taxa de participação, PEA e PO
(Em %)

3 62,2
62,0
2
PEA e PO - Variação interanual

61,8

Taxa de Participação
1
61,6
0 61,4
61,2
-1
61,0
-2
60,8
-3 60,6

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


ago-iut/15

out-dez/15

fev-abr/16

ago-iut/16

out-dez/16

fev-abr/17

out-dez/17

fev-abr/18

out-dez/18

fev-abr/19
jun-ago/16

jun-ago/17

jun-ago/18

jun-ago/19
dez-fev/16

abr-jun/16

dez-fev/17

abr-jun/17

ago-out/17

dez-fev/18

abr-jun/18

ago-out/18

dez-fev/19

abr-jun/19

ago-out/19
Taxa de Participação PEA PO

Fonte: PNAD Contínua/IBGE.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Entretanto, é preciso pontuar que o GRÁFICO 4


PNADC – População ocupação dessazonalizada
comportamento da força de trabalho (Em milhões de pessoas)
também vem atuando como limitador
94
à queda mais pronunciada da taxa de
93
desocupação. Embora em desaceleração,
92
na média de 2019, a força de trabalho
91
aponta alta de 1,7%, registrando uma
90
taxa de expansão bem superior à
89
observada nos dez primeiros meses de
88
2018 (0,8%).
fev-abr/13

fev-abr/19
nov-jan/13
mai-jul/13

fev-abr/14
nov-jan/14
mai-jul/14

fev-abr/15
nov-jan/15
mai-jul/15

fev-abr/16

fev-abr/17
nov-jan/16
mai-jul/16
nov-jan/17
mai-jul/17

fev-abr/18
nov-jan/18
mai-jul/18
nov-jan/19
mai-jul/19
ago-out/12

ago-out/13

ago-out/14

ago-out/15

ago-out/16

ago-out/17

ago-out/18

ago-out/19

Ainda de acordo com a PNAD Contínua,


os dados desagregados mostram que, Fonte: PNAD Contínua/IBGE.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.
apesar do aumento constante no
número de ocupados, o contingente de trabalhadores formais vem recuando no
total da ocupação. Por certo, considerando-se ocupados formais os trabalhadores
com carteira nos setores público e privado, os militares, os estatutários e os conta
própria e empregadores com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), nota-
se que esse contingente recuou quase 3,0 p.p. nos últimos três anos, passando de
58,8% no fim de 2015 para 56% no último trimestre móvel, encerrado em outubro
de 2019. Adicionalmente, as estatísticas revelam que a queda da ocupação formal
aconteceu preponderantemente no setor privado, cuja parcela de trabalhadores com
carteira de trabalho recuou de 38,4% para 35,3%, na mesma base de comparação.1

1 Para mais detalhes, ver box 2 nesta Carta de Conjuntura.

3
Apesar dessa queda na sua participação relativa, o grupo de trabalhadores formais
no setor privado, medido pela PNAD Contínua, registra ao longo do ano um
crescimento médio de 0,9%, resultado bem melhor que o observado no mesmo
período de 2018, em que se verificou uma retração de 1,3%. Na mesma tendência
do IBGE, porém com dados positivos, o Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia,
indica uma expansão de 1,4% no contingente de empregados formais no setor
privado nos dez primeiros meses de 2019.

Adicionalmente a esse crescimento GRÁFICO 5


da ocupação, o mercado de trabalho Parcela
(Em %)
de desocupados por tempo de procura

vem emitindo outros sinais de melhora


60
conjuntural. Não obstante o fato de
50
que, na comparação interanual, nos 40
46,8

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


dois últimos trimestres móveis houve 30
25,2

um leve incremento no número de 20 14,4

desempregados (0,5%), o contingente 10 13,6

de desocupados de longo prazo no país 0


2012.I
2012.II
2012.III
2012.IV
2013.I
2013.II
2013.III
2013.IV
2014.I
2014.II
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III
vem recuando recentemente (gráfico 5).
Enquanto, no último trimestre de 2018, Menos de 1 mês De 1 mês a menos de 1 ano

41,1% dos desempregados estavam De 1 ano a menos de 2 anos 2 anos ou mais

nesta situação há pelo menos um ano, Fonte: PNAD Contínua/IBGE.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.
no terceiro trimestre de 2019 essa
porcentagem recuou para 38,8%. Em contrapartida, a parcela de desempregados
que conseguem uma nova colocação no mercado de trabalho em menos de um
mês aumentou de 13,4% no fim do ano passado para 14,4% no último trimestre.

De modo semelhante, as medidas de subocupação e desalento também indicam


um cenário de emprego um pouco menos adverso. No que diz respeito à
subocupação, os dados da PNAD Contínua apontam que a participação do grupo
de ocupados que trabalham menos de quarenta horas semanais, mas que estão
disponíveis e/ou gostariam de trabalhar mais, em relação ao total da ocupação
recuou pelo quarto trimestre móvel consecutivo, passando de 7,9% em junho para
7,4% em outubro (gráfico 6). Com essa melhora nos indicadores de subocupação,
aliada à desaceleração da taxa de desemprego, a taxa combinada de desocupação e
subocupação ficou em 18,2% em outubro, ficando 0,2 p.p. abaixo da registrada no
mesmo trimestre de 2018 (gráfico 7).

Por fim, o número de pessoas fora da força de trabalho por motivos associados
ao desalento2 também vem apresentando recentemente um comportamento mais
favorável. No último trimestre móvel, na comparação interanual, o contingente de
desalentados apresentou a segunda queda consecutiva ao recuar 1,6%. Do mesmo
modo, a proporção de desalentados em relação ao total da população em idade

2 Tal como o IBGE, consideramos como motivos associados ao desalento as seguintes categorias de respostas à pergunta sobre a razão de
o indivíduo não ter buscado emprego na semana de referência: i) não conseguia trabalho adequado; ii) não tinha experiência profissional ou
qualificação; iii) ser considerado muito jovem ou muito idoso; e iv) não havia trabalho na localidade.

4
ativa (PIA) iniciou um processo de desaceleração em julho, de modo que, em
outubro, essa série atingiu o menor patamar desde o início de 2018 (gráfico 8). A
análise dos microdados de transição da PNAD Contínua ratifica este cenário de
melhora ao revelar que, no terceiro trimestre de 2019, houve um recuo tanto da
parcela dos trabalhadores desempregados que foi para a inatividade por conta do
desalento quanto da parcela dos ocupados (gráfico 9).

GRÁFICO 6
População subocupada por insuficiência de horas GRÁFICO 7
trabalhadas Taxa combinada de desocupação e subocupação
(Em milhares) (Em %)

8,5% 19,2
8,0% 19,0
7,5% 18,8
7,0% 18,6
6,5%

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


18,4
6,0%
18,2
5,5%
18,0
5,0%
17,8
4,5%
17,6
4,0%
fev-abr

mai-jul

jul-set

ago-out

out-dez

nov-jan
jan-mar

mar-mai

abr-jun

jun-ago

set-nov

dez-fev
fev-abr/16
mai-jul/16

fev-abr/17
nov-jan/17

mai-jul/17

fev-abr/18
nov-jan/18

mai-jul/18

fev-abr/19
nov-jan/19

mai-jul/19
ago-out/16

ago-out/17

ago-out/18

ago-out/19

2017 2018 2019

Fonte: PNAD Contínua/IBGE. Fonte: PNAD Contínua/IBGE.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

GRÁFICO 8
Indicadores de desalento
100 3,5
80 3,0
60 2,5
40 2,0
20 1,5
0 1,0
-20 0,5
-40 0,0
fev-abr/14

out-dez/14

fev-abr/15

out-dez/15

fev-abr/16

out-dez/16

fev-abr/17

out-dez/17

fev-abr/18

out-dez/18

fev-abr/19
jun-ago/14

jun-ago/15

jun-ago/16

jun-ago/17

jun-ago/18

jun-ago/19
dez-fev/14

abr-jun/14

ago-out/14

dez-fev/15

abr-jun/15

ago-out/15

dez-fev/16

abr-jun/16

ago-out/16

dez-fev/17

abr-jun/17

ago-out/17

dez-fev/18

abr-jun/18

ago-out/18

dez-fev/19

abr-jun/19

ago-out/19

Proporção da PIA Taxa de crescimento

Fonte: PNAD Contínua/IBGE.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

GRÁFICO 9
Transição de desalentados
(Em %)

26
24
22
20
18
16
14
12
10
1ºT-2016

2ºT-2016

3ºT-2016

4ºT-2016

1ºT-2017

2ºT-2017

3ºT-2017

4ºT-2017

1ºT-2018

2ºT-2018

3ºT-2018

4ºT-2018

1ºT2019

2ºT-2019

3ºT2019

desemprego--->inatividade emprego--->inatividade
Fonte: PNAD Contínua/IBGE.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

5
2 Análise dos dados desagregados e de transição

A análise dos dados desagregados da PNAD Contínua trimestral revela que, no


terceiro trimestre de 2019, na comparação interanual, o desemprego apresentou
comportamento distinto entre os segmentos pesquisados e descritos na tabela 1.

O corte por região, no entanto, é o que apresenta a maior distorção entre todas
as aberturas pesquisada, tendo em vista que, de fato, apenas a região Sudeste
apresentou queda da desocupação no terceiro trimestre do ano, favorecida,
sobretudo, pela melhora de desempenho de São Paulo, cuja taxa de desemprego
recuou 1,1 p.p. Ainda que em menor intensidade, todos os demais estados da
região Sudeste apresentaram recuo da desocupação no terceiro trimestre do ano.
Entretanto, o destaque negativo ficou por conta da região Centro-Oeste, com um
incremento de 1,2 p.p. na taxa de desemprego, refletindo uma alta de 1,9 p.p. e 1,3

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


p.p. da desocupação em Goiás e Mato Grosso, respectivamente.

De modo similar, a desagregação por gênero mostra que, enquanto a taxa de


desocupação masculina recuou 0,5 p.p. entre 2018 e 2019, o desemprego entre as
mulheres aumentou 0,3 p.p. Com esse resultado, mantém-se a tendência de um
desemprego maior entre as mulheres (13,9%) em relação aos homens (10,0%).
O mesmo cenário se repete entre os chefes e os não chefes de família e entre as
regiões metropolitanas e não metropolitanas. No primeiro caso, o desemprego
entre os chefes de família apresentou alta de 0,3 p.p. vis-à-vis a queda de 0,5 p.p.
observada entre os não chefes de família. No caso das regiões metropolitanas,
estas apontam queda de 0,4 p.p., ao passo que as não metropolitanas apresentam
alta de 0,1 p.p., levando as taxas de desocupação, no terceiro trimestre, para 13,4%
e 10,5%, respectivamente.

TABELA 1
Taxa de desemprego
(Em %)
2017 2018 2019
3º Trim. 4º Trim. 1º Trim. 2º Trim. 3º Trim. 4º Trim. 1º Trim. 2º Trim. 3º Trim.
Brasil 12,4 11,8 13,1 12,4 11,9 11,6 12,7 12,0 11,8

Centro Oeste 9,7 9,4 10,5 9,5 8,9 8,5 10,8 10,3 10,2
Nordeste 14,8 13,8 15,9 14,8 14,4 14,4 15,3 14,6 14,4
Norte 12,2 11,3 12,7 12,1 11,5 11,7 13,1 11,8 11,7
Sudeste 13,2 12,6 13,8 13,2 12,5 12,1 13,2 12,4 11,9
Sul 7,9 7,7 8,4 8,2 7,9 7,3 8,1 8,0 8,1

Masculino 11,0 10,5 11,6 11,0 10,5 10,1 10,9 10,3 10,0
Feminino 14,2 13,4 15,0 14,2 13,6 13,5 14,9 14,1 13,9

18 a 24 anos 26,5 25,3 28,1 26,6 25,8 25,2 27,3 25,8 25,7
25 a 39 anos 11,3 10,8 11,9 11,5 11,0 10,7 11,9 11,1 10,8
40 a 59 anos 7,4 7,0 7,8 7,5 6,9 6,9 7,5 7,2 7,1
Mais de 60 anos 4,3 4,2 4,6 4,4 4,5 4,0 4,5 4,8 4,6

Não de Chefe Família 16,4 15,3 17,2 16,3 15,6 15,3 16,6 15,5 15,1
Chefe de Família 7,6 7,4 8,1 7,8 7,3 7,1 7,9 7,7 7,6

Fundamental Incompleto 11,4 10,9 12,0 11,4 11,0 11,0 11,3 10,9 11,1
Fundamental Completo 14,8 13,6 14,8 13,8 13,5 13,5 13,9 13,9 13,8
Médio Incompleto 21,0 20,4 22,0 21,1 20,9 19,7 22,1 20,5 20,6
Médio Completo 14,0 13,0 14,9 14,0 13,2 12,8 14,6 13,6 12,9
Superior 7,9 7,8 8,7 8,4 7,8 7,5 8,6 8,1 7,7

Região Metropolitana 14,1 13,7 14,7 14,4 13,8 13,3 14,3 13,8 13,4
Não Região Metropolitana 11,2 10,3 11,9 10,9 10,4 10,3 11,5 10,6 10,5
Fonte: PNAD Contínua/IBGE.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

6
A abertura por faixa etária mostra que, ao longo do terceiro trimestre, houve um
leve recuo da desocupação nas faixas de trabalhadores mais novos e um pequeno
incremento nas de idade mais avançada. Ressalta-se, no entanto, que, no caso
dos trabalhadores mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, a queda na taxa de
desemprego ocorreu, integralmente, pela retração de 1,3% da força de trabalho
deste segmento (gráfico 10), tendo em vista que a ocupação deste grupo recuou
1,2% na comparação como mesmo período do ano anterior (gráfico 11). Nota-
se, adicionalmente, que o grupo de indivíduos mais jovens foi o único a registrar
uma diminuição da ocupação no período considerado. Em contrapartida, mesmo
apresentando taxas de desocupação levemente superiores às observadas em 2019,
a ocupação entre os trabalhadores com idade entre 40 e 59 anos e com mais de 60
anos avançou 2,4% e 5,3%, respectivamente. Esse incremento, no entanto, não foi
suficiente para abarcar a expansão de 2,6% e 5,4% da população economicamente
ativa destes dois conjuntos de indivíduos.

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


GRÁFICO 10 GRÁFICO 11
População economicamente ativa – Por faixa etária População ocupada – Por faixa etária
(Taxa de crescimento interanual em %) (Taxa de crescimento interanual em %)

10 12
8 10
6 5,3 8
4 6
2,4 5,4
2
1,0 4
0 2,6
-1,2 2
-2 0,7
0
-4 -1,3
-6 -2
-8 -4
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III

18 a 24 anos 25 a 39 anos 40 a 59 anos Mais de 60 anos 18 a 24 anos 25 a 39 anos 40 a 59 anos Mais de 60 anos

Fonte: PNAD Contínua/IBGE. Fonte: PNAD Contínua/IBGE.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Essa expansão da ocupação entre os trabalhadores mais idosos pode ser vista
também por meio da análise dos microdados de transição. Esse segmento foi o
único a apontar aumento da parcela de desocupados que obtiveram uma colocação
no terceiro trimestre de 2019 (gráfico 12). Em relação aos ocupados que perderam
seus empregos, verifica-se que há certa estabilidade de fluxos em todas as faixas
etárias, mantendo-se a tenência de que os jovens formam o grupo com maior
propensão a serem demitidos (gráfico 13).

Em relação ao grau de escolaridade, as estatísticas indicam que, enquanto a


desocupação entre os trabalhadores com ensino fundamental completo ou
incompleto apresentou alta de 0,2 p.p., todos os demais segmentos registraram uma
queda nas suas taxas de desemprego. Não obstante o fato de que a ocupação desses
dois grupos vem recuando continuamente desde o quarto trimestre de 2014, esse
movimento vem sendo acompanhado por um comportamento similar da força de
trabalho, sinalizando um movimento de recomposição da força de trabalho no país,
em que o aumento da escolaridade vem desencadeando uma contração do número
de trabalhadores com poucos anos de estudo e, por conseguinte, uma elevação do

7
contingente de indivíduos com formação mais alta (gráfico 14). Por conseguinte,
a PO no mercado de trabalho também vem se tornando cada vez mais instruída.
No terceiro trimestre de 2019, na comparação interanual, enquanto os grupos de
trabalhadores ocupados com ensino fundamental incompleto e completo recuaram
2,6% e 2,3%, respectivamente, os com ensino médio e superior avançaram 3,3%
e 4,5% (gráfico 15).

GRÁFICO 12 GRÁFICO 13
Proporção de desocupados que transitaram para a Proporção de ocupados que transitaram para o
ocupação – Por faixa etária desemprego – Por faixa etária
(Em %) (Em %)

45 9
8
40 7
35 6
5

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


30
4
25 3
2
20
1
15 0
2013.III
2013.IV
2014.I
2014.II
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III
2013.III
2013.IV
2014.I
2014.II
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III

18 a 24 25 a 39 40 a 59 mais de 60 18 a 24 25 a 39 40 a 59 mais de 60

Fonte: PNAD Contínua/IBGE. Fonte: PNAD Contínua/IBGE.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

GRÁFICO 14
População economicamente ativa – Por grau de GRÁFICO 15
instrução População ocupada – Por grau de instrução
(Em %) (Em %)

10 15

5 10
4,5
3,3
5 4,4
0 2,9
-2,3 0 -2,0
-2,6
-5 -5
-2,4

-10 -10
-15
-15
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III

Fundamental Incompleto Fundamental Completo


Fundamental Incompleto Fundamental Completo
Médio Superior Médio Superior

Fonte: PNAD Contínua/IBGE. Fonte: PNAD Contínua/IBGE.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Os microdados de transição, por sua vez, mostram que, embora o nível entre os
estratos educacionais seja distinto, a trajetória de todos é bem similar. Por certo, a
partir do primeiro trimestre de 2015, iniciou-se um processo de queda na proporção
de desempregados que conseguem obter um emprego, concomitantemente com
o aumento da parcela de ocupados que foram demitidos. Os dados revelam,
entretanto, que, em ambos os casos, os trabalhadores com ensino médio incompleto
formam o grupo que não apenas possui mais dificuldade de obter uma nova
colocação (gráfico 16) como também o que mais chance tem de ser dispensado da

8
sua ocupação (gráfico 17). Já no segmento com ensino superior, observa-se que,
apesar de não ser o grupo com maior facilidade de voltar para a ocupação, esse
conjunto de trabalhadores é o que possui a menor propensão ao desemprego.

GRÁFICO 16 GRÁFICO 17
Proporção de desocupados que transitaram para a Proporção de ocupados que transitaram para o
ocupação - Por grau de instrução desemprego - Por garu de instrução
(Em %) (Em%)
45 7

40 6
5
35 4
30 3
2
25
1
20 0
2013.I
2013.II
2013.III
2013.IV
2014.I
2014.II
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III
2013.I
2013.II
2013.III
2013.IV
2014.I
2014.II
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


Fundamental incompleto Fundamental completo Fundamental incompleto Fundamental completo
Médio incompleto médio completo Médio incompleto médio completo
Superior Superior

Fonte: PNAD Contínua/IBGE. Fonte: PNAD Contínua/IBGE.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

3 Grau de formalidade

O gráfico 18 mostra a evolução do crescimento anual da ocupação de acordo com


o status de formalização. O fato mais visível é que as taxas de crescimento do
emprego com carteira assinada se mantêm, desde 2017, como as mais baixas entre
os tipos de ocupação considerados. Como reflexo disso, vem crescendo o peso das
ocupações tipicamente associadas ao trabalho informal (empregados sem carteira
assinada e trabalhadores por conta própria).

Um olhar mais atento para o ano de 2019 motiva comentários para cada tipo de
ocupação retratada no gráfico. Neste ano, o contingente de trabalhadores por conta
própria registrou reiteradamente as maiores taxas de crescimento – como mostra
o box 1. No trimestre terminado em outubro de 2019, esse tipo de ocupação
registrou uma taxa de crescimento de 3,9% em relação ao mesmo trimestre de
2018.

Box 1

A evolução recente do trabalho por conta-própria é fruto só da


conjuntura?

Um dos fatos estilizados do funcionamento do mercado de trabalho brasileiro


é o crescimento da importância da ocupação na forma de trabalho por conta
própria durante períodos em que o desempenho desse mercado como um
todo é claudicante e o desemprego aumenta. Essa forma de inserção, com o
segmento informal propriamente dito, funciona como uma espécie de colchão
ao propiciar a absorção de trabalhadores – tanto egressos do setor protegido
como entrantes no mercado de trabalho que não encontram oportunidades

9
nesse setor – em boa medida por permitir um custo menor do trabalho a
expensas da proteção suprimida.

Passando ao largo da discussão da qualidade de um ajuste dessa natureza,


o fato é que ele tem sido observado ao longo do tempo. Para ilustrar,
mostramos ao final os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do
IBGE (descontinuada) para o período de crise do início dos anos 2000. Entre
o meio dos primeiros semestres de 2003 e 2004, observou-se uma sequência
de doze meses em que a taxa interanual1 de crescimento do desemprego
foi positiva, reflexo das dificuldades no cenário econômico. Durante todo
esse período, a participação dos trabalhadores por conta própria no total de
ocupados apresentou taxas de crescimento anuais positivas, corroborando o
fato estilizado supramencionado. É verdade que a expansão já era notada um

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


pouco antes,2 mas se intensifica ao longo de período e foi revertida ainda no
final do primeiro semestre de 2004.

Lançando mão agora das informações da PNAD Contínua, pode-se refazer


essa análise para o período recessivo mais recente. Vale ressalvar que, embora
o número de observações de crescimento seguido da taxa de desemprego seja
o mesmo, a unidade de tempo agora é um trimestre, o que se traduz em um
período de crise muito maior. De modo geral, observa-se o mesmo padrão
de comportamento do parágrafo anterior. Existem dois pontos ao longo
de 2017 que destoam dos demais, mas a própria duração mais prolongada
das dificuldades pode estar associada com um abrandamento/esgotamento
do processo. O que surpreende, de fato, é a permanência, ou até mesmo o
recrudescimento, do crescimento da inserção sob a forma de conta própria
após a mercado de trabalho passar a apresentar sinais, ainda que de forma
tímida, de que o pior havia ficado para trás a partir do terceiro trimestre de
2017.

Não parece, assim, haver falha na associação do crescimento da importância


do trabalho por conta própria e a situação crítica do mercado de trabalho
a partir do final de 2014. O que constitui novidade nos dados da PNAD
Contínua é a continuidade nesse crescimento em 2018 e 2019, quando o
mercado entra em recuperação, ainda que de forma lenta. Estudiosos do
trabalho3 já levantaram a hipótese de que esteja em curso uma mudança
estrutural das relações de trabalho, em grande parte devido à consolidação
da “economia dos aplicativos”. Em matéria recente da revista Exame,
encontra-se a estimativa de que cerca de 18 milhões de pessoas nas regiões
metropolitanas, e 45 milhões no país como um todo, já utilizaram algum
aplicativo para obter renda. O Boletim de Mercado e Trabalho (Ipea)
destaca, no número 66, o grande crescimento do trabalho por conta própria
no subsetor de transporte terrestre e nas atividades de entrega, e o associa à
difusão dos serviços providos por aplicativos de transporte de pessoas em
carros particulares e de entregas através de bicicletas e motocicletas.

10
A importância dessa constatação é que ela remete à discussão da adequação do
aparato institucional atual a essas novas formas de inserção no mercado. Ou,
quando pouco, em um primeiro estágio, ao amoldamento do levantamento de
informações para melhor mensurar a dinâmica de ampliação dessas atividades
e embasar a análise das transformações em curso no mundo do trabalho.

TABELA B1
Desemprego e emprego por conta própria
(Em %)
Variação interanual dos ocupados por conta
Variação interanual da taxa de desemprego
própria
março-03 -6.25% 0.89
abril-03 -0.63 1.69
maio-03 8.35 2.40
junho-03 12.27 4.17
julho-03 7.69 5.00

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


agosto-03 11.42 4.74
setembro-03 13.04 6.58
outubro-03 16.22 3.43
novembro-03 11.63 2.38
dezembro-03 3.71 4.76
janeiro-04 4.42 7.65
fevereiro-04 3.65 7.05
março-04 5.70 8.04
abril-04 5.22 4.13
maio-04 -4.81 0.69
junho-04 -9.65 -1.37
julho-04 -12.31 -0.46
Fonte: PME/IBGE, 2003;2004.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

TABELA B2
Desemprego e emprego por conta própria
(Em %)
Variação interanual dos ocupados por conta
Variação interanual da taxa de desemprego
própria
2014.I -10.13 -0.14
2014.II -7.86 -0.51
2014.III -2.34 1.25
2014.IV 5.08 1.12
2015.I 10.72 3.27
2015.II 21.30 4.51
2015.III 31.13 3.72
2015.IV 37.91 6.01
2016.I 37.35 8.12
2016.II 36.30 5.50
2016.III 32.93 0.78
2016.IV 34.37 -1.30
2017.I 26.17 -2.82
2017.II 14.94 -1.19
2017.III 5.36 3.19
2017.IV -1.91 2.77
2018.I -4.48 1.97
2018.II -4.27 1.37
2018.III -4.38 1.10
2018.IV -1.74 1.81
2019.I -3.07 2.04
2019.II -3.30 2.33
2019.III -0.93 2.70
Fonte: PNAD Contínua/IBGE, 2014-2019.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Notas: 1 Trabalhamos com taxas anuais para atenuar as questões relativas à sazonalidade.
2
Março de 2003 é o primeiro mês para o qual essa taxa está disponível, haja vista que esse formato da PME foi pela primeira vez a
campo em março de 2002.
3
Ver, por exemplo, a coluna O Futuro do Trabalho, de José Márcio Camargo, publicada no Estado de São Paulo em 19 de setembro
de 2019.

11
Também é digna de nota a manutenção de taxas de crescimento anuais positivas
para o emprego formal em 2019. O crescimento foi de 0,51% no trimestre móvel
terminado em outubro de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018.
Mesmo que as magnitudes ainda sejam inferiores às registradas para os outros
tipos de ocupação (conforme já mencionado anteriormente), o sinal positivo para
a taxa de crescimento do emprego formal não aparece em nenhum outro período
contemplado no gráfico 18.

As taxas de crescimento anuais computadas em 2019 para os empregados sem


carteira assinada se mantêm em patamares intermediários relativos às taxas de
crescimento registradas para os outros dois tipos de ocupação. O emprego para
trabalhadores sem carteira cresceu 2,4% no último trimestre móvel em comparação
com o mesmo período do ano anterior. Talvez seja ainda cedo para falar de uma
tendência de desaceleração desse crescimento, mas é fato que essa taxa vem

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


declinando no segundo semestre de 2019, e o último trimestre móvel de 2019
corresponde a uma das poucas vezes desde 2017 em que essa taxa de crescimento
ficou aquém de 2,5%.

O gráfico 19 ajuda a complementar a análise do crescimento anual do emprego


formal ao incorporar também os valores provenientes do Caged. É possível notar
dois fatos relevantes para o ano de 2019. Em primeiro lugar, é mantida a tendência
vigente desde 2017 de maiores taxas interanuais de crescimento do emprego formal
computadas pelo Caged. O segundo fato revelado é que as taxas de crescimento
interanual do emprego formal provenientes do Caged são relativamente estáveis,
apresentando valores em torno de 1%. Já as taxas de crescimento interanual do
emprego formal proveniente da PNAD Contínua oscilam ao longo desse ano
entre 1% no segundo trimestre e valores inferiores a 0,2% no primeiro e terceiro
trimestres.

GRÁFICO 18 GRÁFICO 19
Ocupação por tipo de vínculo – taxa de variação in- Taxa anual de variação do número de empregados
teranual formais
(Em %) (Em %)
10 3
8 2
6 1
4 3,88
0
2,41
2
0,51 -1
0
-2
-2
-4 -3
-6 -4
mai-jul/16

fev-abr/17

fev-abr/18
nov-jan/17

mai-jul/17

nov-jan/18

mai-jul/18

fev-abr/19
nov-jan/19

mai-jul/19
ago-out/16

ago-out/17

ago-out/18

ago-out/19

-5
3ºTrim 2014
4ºTrim 2014
1ºTrim 2015
2ºTrim 2015
3ºTrim 2015
4ºTrim 2015
1ºTrim 2016
2ºTrim 2016
3ºTrim 2016
4ºTrim 2016
1ºTrim 2017
2ºTrim 2017
3ºTrim 2017
4ºTrim 2017
1ºTrim 2018
2ºTrim 2018
3ºTrim 2018
4ºTrim 2018
1ºTrim 2019
2ºTrim 2019
3ºTrim 2019

Conta-própria Empregado com carteira


Empregado sem carteira CAGED PNADC: Emp com carteira

Fonte: IBGE/PNADc. Fonte: IBGE/PNADC e Ministério da Economia/CAGED.


Elaboração: Grupo de conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Ipea/Dimac.

12
Os dados de fluxos de contratação e GRÁFICO 20
Caged - Saldos mensais dessazonalizados - média
desligamento do Caged (gráfico 20) móvel trimestral
mostram que o fluxo de desligamentos (Em mil unidades)
apresenta uma tendência relativamente 1350

mais estável de crescimento. Já o fluxo 1300


de contratações tem oscilado, inclusive 1250
registrando um aumento na sua taxa
1200
de crescimento nos últimos meses,
que só não se traduz em maiores taxas 1150

interanuais de crescimento do emprego 1100

formal devido a um aumento semelhante


out-16

jan-17
abr-17

out-17

jan-18

out-18

jan-19
jul-17

abr-18

jul-18

abr-19

out-19
jul-19
no mesmo período de 2018. Admissões Demissões

Fonte: Ministério da Economia/CAGED.


Elaboração: Ipea/Dimac.
Os gráficos 21 e 22 voltam a mostrar

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


dados da PNAD Contínua. Por detrás do saldo relativamente pequeno do emprego
formal registrado nessa base de dados, há uma dinâmica diferenciada de transições
de trabalhadores envolvendo o emprego formal e outros estados do mercado de
trabalho. Por um lado, o saldo das transições entre o emprego formal e informal,
apesar de se manter positivo, registra uma diminuição no segundo e terceiro
trimestre de 2019 (gráfico 21). Por outro lado, o saldo das transições entre o setor
formal e o desemprego registra um aumento recente em prol do setor formal
(gráfico 22). Em ambos os casos, há uma preponderância das transições de saída
do setor formal para as dinâmicas destacadas acima.

GRÁFICO 21 GRÁFICO 22
Fluxos trimestrais de trabalhadores entre o emprego Fluxos trimestrais de trabalhadores entre o emprego
formal e informal formal e o desemprego

200.000.000 85.000.000
190.000.000 80.000.000
180.000.000 75.000.000
170.000.000 70.000.000
160.000.000
65.000.000
150.000.000
140.000.000 60.000.000
130.000.000 55.000.000
120.000.000 50.000.000
110.000.000 45.000.000
100.000.000 40.000.000
2º Trim/2012
4º Trim/2012
2º Trim/2013
4º Trim/2013
2º Trim/2014
4º Trim/2014
2º Trim/2015
4º Trim/2015
2º Trim/2016
4º Trim/2016
2º Trim/2017
4º Trim/2017
2º Trim/2018
4º Trim/2018
2º Trim/2019

2º Trim/2012
4º Trim/2012
2º Trim/2013
4º Trim/2013
2º Trim/2014
4º Trim/2014
2º Trim/2015
4º Trim/2015
2º Trim/2016
4º Trim/2016
2º Trim/2017
4º Trim/2017
2º Trim/2018
4º Trim/2018
2º Trim/2019

para informal do informal do desemprego para desemprego

Fonte: IBGE/PNADC. Fonte: IBGE/PNADC.


Elaboração: Ipea/Dimac. Elaboração: Ipea/Dimac.

O gráfico 23 mostra a evolução da participação dos componentes dos desligamentos


de acordo com alguns grupos relacionados ao motivo dessa movimentação. No
eixo do lado esquerdo, mensuramos a parcela de desligamentos cujos motivos
podem ser agrupados em voluntários ou involuntários. Entendemos que a parcela
dos desligamentos involuntários tende a ser informativo sobre as condições no
mercado de trabalho. É nítida a sua relação com a evolução do desemprego para
uma análise em um horizonte entre 2014 e 2019. A participação dos desligamentos
involuntários sobe entre 2015 e 2016 e começa uma trajetória de declínio a partir de

13
2017. Em relação ao ano de 2019, a participação dos desligamentos involuntários
oscila em torno de 74%, que vem a ser um patamar inferior ao apresentado nos
anos anteriores e similar aos primeiros períodos contemplados no gráfico.

No eixo do lado esquerdo do gráfico GRÁFICO 23


Desligamentos voluntários e involuntários do
registramos a parcela de desligamentos emprego formal
acordados entre as partes conforme (Em%)
introduzida na reforma trabalhista de 100%
90%
novembro de 2017. Essa modalidade 80%
70%
ainda representa uma parcela pequena 60%
50%
40%
dos desligamentos. Mais do que 30%
20%
isso, não se pode creditar a redução 10%
0%
recente da parcela dos desligamentos
3º Trim/2014

1º Trim/2015

3º Trim/2015

1º Trim/2016

3º Trim/2016

1º Trim/2017

3º Trim/2017

1º Trim/2018

3º Trim/2018

1º Trim/2019

3º Trim/2019
involuntários a essa modalidade, uma

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


vez que o crescimento na parcela de
Desligamentos Voluntários Desligamento por acordo
desligamentos por acordo é de apenas Desligamentos Involuntários

0,3 p.p. no último ano. Fonte: Ministério da Economia/CAGED.


Elaboração: Ipea/Dimac.
Nota: Desligamentos por comum acordo passa ser uma opção a partir de
novembro de 2017.
Em relação às ocupações que registraram
crescimento maior que o emprego formal (sem carteira e por conta própria),
observa-se que, nos últimos trimestres, a participação desses trabalhadores que
contribuem para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) voltou a cair
nos últimos dois trimestres (gráfico 24). Esse movimento é mais nítido para os
trabalhadores por conta própria, cuja participação de contribuintes caiu de 31% no
primeiro trimestre de 2019 para 29,5% no terceiro trimestre desse ano.

Para o grupo de ocupados em geral, a parcela de contribuintes para Previdência


também registra uma queda entre o primeiro e terceiro trimestre de 2019, quando
passa de 63,6% para 62,3% (gráfico 25). É possível notar que esse nível retratado em
2019 é bem inferior àquele vigente em 2016. A queda na parcela de contribuintes
nesse período pode ser atribuída a uma mudança na composição dos ocupados
nesse mesmo período, quando houve um aumento na parcela de conta própria e
empregados sem carteira entre os ocupados.

GRÁFICO 24 GRÁFICO 25
Percentual de ocupados sem carteira e conta própria Percentual de ocupados que contribuem para a pre-
que contribuem para a previdência social vidência social
(Em %) (Em %)
35 68
33
67
31
29 66
27 65
25
23 64
21 63
19
62
17
15 61
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III

60
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III

Sem carteira Conta Própria

Fonte: IBGE/PNADC. Fonte: IBGE/PNADC.


Elaboração: Ipea/Dimac. Elaboração: Ipea/Dimac.

14
BOX 2

Emprego formal: Caged versus PNAD Contínua

Os dados mais recentes mostram


GRÁFICO b1
que, embora a expansão da ocu- PO com carteira no setor privado
pação no mercado de trabalho (Em 1 mil pessoas)

esteja sendo liderada pelo aumen- 42000


41000
to no número de trabalhadores 40000
39000
informais, há evidentes sinais de 38000
37000
que a dinâmica do emprego com 36000
35000
carteira também vem melhorado 34000
33000
ao longo dos últimos meses. No- 32000

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


fev-abr/13
mai-jul/13

fev-abr/14

fev-abr/16
nov-jan/14
mai-jul/14

fev-abr/15
nov-jan/15
mai-jul/15
nov-jan/16
mai-jul/16

fev-abr/17

fev-abr/18

fev-abr/19
nov-jan/17
mai-jul/17
nov-jan/18
mai-jul/18
nov-jan/19
mai-jul/19
ago-out/13

ago-out/14

ago-out/15

ago-out/16

ago-out/17

ago-out/18

ago-out/19
ta-se, entretanto, que essa reação
da ocupação formal aparece com
mais intensidade nos dados do Ca- PNADc* Caged

ged ante as estatísticas da PNAD Fonte: IBGE; Ministério da Economia.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.
contínua. Por certo, a partir do *Exclui trabalhadores domésticos.

segundo trimestre de 2017, a in-


clinação da curva do Caged indi-
GRÁFICO b2
ca uma aceleração mais forte do PO com carteira no setor privado
emprego formal em relação ao (Taxa de variação interanual, em %)
reportado pela pesquisa do IBGE. 2,0%
1,0%
De modo semelhante, o gráfico 0,0%

a seguir ratifica esse crescimento -1,0%


-2,0%
mais forte da ocupação formal
-3,0%
medida pelo Caged. Na média de -4,0%
2019, enquanto o cadastro do Mi-
fev-abr/17

out-dez/17

fev-abr/18

out-dez/18

fev-abr/19
jun-ago/17

jun-ago/18

jun-ago/19
abr-jun/17

ago-out/17

dez-fev/18

abr-jun/18

ago-out/18

dez-fev/19

abr-jun/19

ago-out/19

nistério da Economia reporta uma


expansão do emprego com cartei- PNADc Caged

ra de 1,4%, a PNAD cCntínua Fonte: IBGE; Ministério da Economia.

mostra um crescimento de 0,9%. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Na desagregação setorial dos dados, no entanto, observa-se que, para alguns


segmentos, há diferenças consideráveis entre as duas pesquisas. Os gráficos a
seguir mostram o desempenho do emprego formal nos quatro principais se-
tores da economia, medidos tanto pelo Caged quanto pela PNAD Contínua,
e apontam que as maiores discrepâncias estão localizadas nos segmentos da
construção civil e do comércio.

15
GRÁFICO b3
GRÁFICO b2 PO com carteira no setor privado - indústria de
PO com carteira no setor privado - construção civil transformação
(Taxa de variação interanual, em %) (Taxa de variação interanual, em %)
10
10
5
5
0
0
-5
-5
-10
-15 -10

-20 -15

-25 -20
2014.I
2014.II
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III

2014.I
2014.II
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III
PNADc Caged PNADc Caged

Fonte: IBGE; Ministério da Economia. Fonte: IBGE; Ministério da Economia.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


GRÁFICO b4 GRÁFICO b5
PO com carteira no setor privado - comércio PO com carteira no setor privado - serviços
(Taxa de variação interanual, em %) (Taxa de variação interanual, em %)
8 10
8
6
6
4
4
2
2
0 0

-2 -2
-4
-4
2014.I
2014.II
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III
2014.I
2014.II
2014.III
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
2016.I
2016.II
2016.III
2016.IV
2017.I
2017.II
2017.III
2017.IV
2018.I
2018.II
2018.III
2018.IV
2019.I
2019.II
2019.III

PNADc Caged
PNADc Caged

Fonte: IBGE; Ministério da Economia. Fonte: IBGE; Ministério da Economia.


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

No caso da construção civil, nota-se que, desde o quarto trimestre de 2018, a


pesquisa do Ministério da Economia retrata uma expansão da ocupação formal
neste setor, enquanto os dados da PNAD Contínua indicam desempenho con-
trário. No terceiro trimestre de 2019, o Caged registra alta de 2,3% da ocupação
na construção civil, ao passo que a PNAD Contínua aponta retração de 1,6%.
Esse mesmo cenário divergente é verificado no caso do comércio. Nos últimos
oito trimestres, em apenas dois deles o Caged e a PNAD Contínua mostram
uma variação interanual da ocupação na mesma direção. Em todos os outros,
observa-se trajetórias distintas, em que há expansão da ocupação medida pelo
Caged e queda na medição feita pelo IBGE. O dado mais recente reporta um
aumento de 1,3% do estoque de trabalhadores celetistas lotados no comércio,
medido pelo Caged, e uma queda de 0,2% observada pela PNAD Contínua.

Por fim, deve-se ressaltar que divergências entre os dados de emprego formal
do Caged e da PNAD Contínua não são incomuns e devem-se à utilização de
metodologias distintas e que, portanto, as análises de desempenho da população
ocupada com carteira devem ser feitas por todas as óticas disponíveis.

16
4 Emprego setorial

A tabela 2, que traz uma análise do crescimento interanual da população ocupada


por setor de atividade, mostra que, no terceiro trimestre de 2019, a grande maioria
dos setores apresenta crescimento positivo, como já vinha acontecendo nos dois
trimestres anteriores. Apenas os setores agricultura, extrativa e administração
pública apresentaram resultados negativos no período. Entre esses setores, o dado
mais preocupante é o registrado para a agricultura, cuja ocupação decresceu 2%
no terceiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo trimestre de 2018. Além de ser
o pior resultado registrado nesse trimestre, interrompe uma trajetória ascendente
registrada nos três trimestres anteriores.

Os destaques positivos ficam por conta dos setores de transporte e de construção.


No setor de transportes, a ocupação cresceu 6,07% no terceiro trimestre deste

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


ano em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Já no setor de construção,
vale destacar o segundo aumento consecutivo, depois de uma longa sequência de
trimestres com taxas negativas de crescimento interanual.

O número de ocupados nos setores de serviços para empresas, serviços pessoais,


educação e saúde e alojamento e alimentação cresceu, respectivamente, no último
período 3,94%, 1,81%, 2,63% e 2,19%, mantendo uma trajetória positiva de
crescimento interanual que já dura mais de dois anos.

TABELA 2
PNADC – População Ocupada por setores
(Taxa de variação interanual, em %)
3º Trim- 4º Trim- 1º Trim- 2º Trim- 3º Trim- 4º Trim- 1º Trim- 2º Trim- 3º Trim-
17 17 18 18 18 18 19 19 19
Agricultura -4,42 -5,11 -2,22 -1,77 1,63 -0,02 0,08 2,77 -2,00
Indústria 2,05 5,21 2,31 1,50 0,80 -1,14 0,85 0,76 1,29
Extrativa -2,09 1,17 -2,21 8,53 3,50 -5,29 4,61 2,17 -0,30
SIUP 6,13 0,64 2,10 -4,05 -5,71 1,51 -2,79 3,14 9,80
Construção -3,67 -1,80 -4,00 -2,48 -1,17 -1,67 -0,28 0,95 1,31
Comércio 2,48 1,32 1,60 -0,06 0,17 -0,39 0,72 1,14 0,94
Inf, fin, serv empresas 5,22 4,38 1,47 1,01 1,16 2,12 4,10 6,20 3,94
Transporte 2,65 -1,00 2,43 0,70 -0,18 4,45 4,40 4,76 6,07
Serv Pessoais 4,95 8,56 10,34 6,05 9,10 5,78 3,93 5,69 1,81
Adm Pub -2,92 -0,62 1,60 0,49 0,01 -0,49 0,81 -0,34 -1,33
Educ, Saúde 2,02 2,75 3,91 5,31 4,81 5,59 4,40 3,63 2,63
Aloj, Alim 12,16 8,78 5,72 2,70 2,60 2,84 3,13 4,39 2,19
Serv dom 0,49 4,27 2,53 1,73 0,89 -2,08 -1,27 1,32 1,42
Fonte: PNAD Contínua/IBGE.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Na tabela 3 detalhamos o crescimento interanual da população ocupada de


cada setor no terceiro trimestre de 2019 por tipo de vínculo. Se focarmos em
empregados com carteira assinada, apenas quatro setores tiveram um crescimento
se comparados com o mesmo período do ano anterior – de acordo com os dados
da PNAD Contínua. Na área de serviços, o setor de serviços para empresas e o de
educação pública aumentaram 2,1% e 2%, respectivamente, enquanto que, na área
industrial, os setores de extrativa e de utilidade pública registraram crescimento
de 2,7% e 6,1% para o número de empregados com carteira assinada entre os
terceiros trimestres de 2018 e 2019.

17
O crescimento anual de trabalhadores foi mais forte nos outros tipos de ocupação.
A quantidade de empregados sem carteira aumentou em dez dos treze setores
agregados, e sempre apresentou resultados melhores quando comparados aos
empregados com carteira do mesmo setor. O setor de serviços industriais de
utilidade pública apresentou um grande crescimento de 35,9%, mas a partir de uma
base pequena de aproximadamente 100 mil trabalhadores. Os setores indústria de
transformação e serviços a empresas, de maior expressão, também tiveram variação
positiva, 6,9% e 7,1%. Serviços domésticos, o setor com mais trabalhadores sem
carteira, cresceu 3,5% no ano contribuindo para o resultado positivo do agregado.
Trabalhadores por conta própria também apresentaram crescimento forte na
maioria dos setores: oito dos onze setores apresentados. Os setores de transporte,
e saúde e educação se destacaram: cresceram respectivamente 17,5% e 12,6%.

TABELA 3

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


PNAD Contínua – PO por setores e posição na ocupação – segundo trimestre de 2019
(Taxa de variação interanual – em %)
Com Carteira Sem Carteira Conta-Própria
TOTAL 0.1 2.1 4.3

Agricultura -0.7 -3.5 -0.5


Indústria Transformação -0.1 6.9 -0.1
Indústria Extrativa 2.7 9.1 -47.3
SIUP 6.1 35.9 5.7
Construção Civil -1.4 -0.4 4.0
Comércio -0.2 1.7 4.2
Ind. Fin, Imobiliária e Serv à empresas. 2.1 7.1 8.8
Transporte -2.4 4.2 17.5
Serviços Pessoais -1.3 -2.8 3.9
Adm Pública -2.0 1.1 -
Saúde e Educação 2.0 3.1 12.6
Alojamento e Alimentação -0.2 4.9 2.0
Serviços Domésticos -3.8 3.5 -
Fonte: PNAD Contínua/IBGE.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

5 Rendimentos

Os rendimentos reais médios apresentaram um leve aumento de 0,1% no terceiro


trimestre de 2019 em comparação com o mesmo trimestre de 2018, permanecendo
estáveis em relação ao trimestre imediatamente anterior. Ainda de acordo com os
dados da PNAD Contínua, no trimestre móvel encerrado em outubro de 2019,
o rendimento médio real habitualmente recebido registrou elevação de 0,8% na
comparação interanual, mas representa ainda uma queda de 0,8% na comparação
com o trimestre encerrado em fevereiro de 2019, maior valor registrado na pesquisa,
tendo atingido o valor de R$ 2.317 como mostra o gráfico 26.

Na abertura por vínculo de ocupação, excluindo-se os empregadores, os dados da


PNAD Contínua revelam que o setor privado com carteira (-0,5%) foram os únicos
trabalhadores que apresentaram queda real de rendimentos no último trimestre
móvel encerrado em outubro (gráfico 27). O destaque positivo ficou por conta dos
trabalhadores por conta própria, cujos rendimentos apontaram elevação de 2,2%,
revertendo a tendência de queda nos meses anterior. Entretanto, a desigualdade de

18
renda nesse setor tem se elevado: o Índice de Gini dos rendimentos do trabalho
dos conta própria subiu de cerca do 0,505 no final de 2016 para 0,516 no terceiro
trimestre de 2019. Em relação à desigualdade dos rendimentos dos trabalhadores
sem carteira, a tendência de crescimento é ainda mais clara, subindo de 0,459 para
0,512.

GRÁFICO 26
PNAD Contínua –rendimento médio anual
(Valor absoluto e taxa de variação interanual)
2 360 5
2 340 4
2 320 3
2 300 2

Taxa de Crescimento
2 280 1
2 260 0
R$

2 240
2 220 -1
2 200 -2
2 180 -3
2 160 -4
2 140 -5

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


fev-mar-abr/13
mai-jun-jul/13

fev-mar-abr/14
mai-jun-jul/14

fev-mar-abr/15
mai-jun-jul/15

fev-mar-abr/16
mai-jun-jul/16

fev-mar-abr/17
mai-jun-jul/17

fev-mar-abr/18
mai-jun-jul/18

fev-mar-abr/19
mai-jun-jul/19
ago-set-out/13
nov-dez-jan/14

ago-set-out/14
nov-dez-jan/15

ago-set-out/15
nov-dez-jan/16

ago-set-out/16
nov-dez-jan/17

ago-set-out/17
nov-dez-jan/18

ago-set-out/18
nov-dez-jan/19

ago-set-out/19
rendimento real médio Taxa de Variação

Fonte: PNAD Contínua/IBGE


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

GRÁFICO 27 GRÁFICO 28
PNAD Contínua – rendimento médio real – por tipo Indicadores de desigualdade do rendimento habitual
de vínculo de todos os trabalhos – por tipo de vínculo
(Taxa de variação interanual – em %) (Índice de Gini)
14 0,55
12 0,53
10
8 0,51
6 0,49
4
2 0,47
0 0,45
-2 0,43
-4
-6 0,41
0,39
fev-abr/17

mai-jul/17
jul-set/17
set-nov/17
out-dez/17

fev-abr/18

jul-set/19
jun-ago/17

mai-jul/18
jul-set/18
set-nov/18
out-dez/18

fev-abr/19
mar-abr-mai/19
abr-mai-jun/19
mai-jun-jul/19
jun-ago/19
jan-mar/17
mar-mai/17
abr-jun/17

ago-out/17

nov-jan/18
dez-fev/18
jan-mar/18
mar-mai/18

jun-ago/18
abr-jun/18

ago-out/18

nov-jan/19
dez-fev/19
jan-mar/19

ago-out/19

0,37
0,35
2016.1
2016.2
2016.3
2016.4
2017.1
2017.2
2017.3
2017.4
2018.1
2018.2
2018.3
2018.4
2019.1
2019.2
2019.3

Privado- com carteira Privado - sem carteira Privado Com Carteira Privado Sem Carteira
Público Conta própria Setor Público Conta-Própria

Fonte: PNAD Contínua/IBGE Fonte: PNAD Contínua/IBGE


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Na desagregação salarial por diferentes recortes, os microdados mostram que, de


uma maneira geral, a maior parte dos segmentos aponta queda de rendimentos reais,
na comparação interanual, conforme mostra a tabela 4. Em termos regionais, no
terceiro trimestre de 2019, as expansões ocorreram no Sudeste e no Sul, com taxas
de 0,1% e 2,1%, respectivamente. Destaque negativo foi a região Centro-Oeste,
com queda de 2,6%. O corte por gênero revela que os rendimentos recebidos pelas
mulheres continuam apresentando variação superior à registrada pelos homens.

O detalhamento por idade e grau de instrução indica que, novamente, os


trabalhadores mais velhos e com ensino fundamental incompleto registram os
piores resultados, com queda nos seus rendimentos reais médios de 6,6% e 2,2%

19
respectivamente. Ressalta-se também que, sob a ótica do ensino, neste trimestre,
todos os grupos apresentaram quedas nos rendimentos. Em relação à idade,
destaca-se ainda o melhor resultado dos rendimentos dos ocupados entre 25 e
39 anos, cuja taxa de expansão no último trimestre foi de 1,6%, mantendo assim
a tendência do trimestre anterior. Por fim, as estatísticas da PNAD Contínua
mostram que os não chefes de família tiveram melhor desempenho no segundo
trimestre de 2019 e os empregados nas regiões metropolitanas obtiveram perdas
reais da ordem de 0,5%.

TABELA 4
PNAD Contínua: rendimento médio real por dados desagregados
(Taxa de variação interanual – em %)
2017 2018 2019

4º Trim. 1º Trim. 2º Trim. 3º Trim. 4º Trim. 1º Trim. 2º Trim. 3º Trim.

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


Centro-oeste 3,5 2,7 1,0 0,6 0,6 0,6 -0,6 -2,6
Nordeste 4,2 1,6 1,6 3,2 1,4 1,4 0,5 -0,7
Norte 5,6 2,9 0,9 0,0 -2,2 -2,3 -2,3 -1,1
Sudeste 0,0 0,1 3,0 1,7 2,1 1,2 -0,7 0,1
Sul 1,5 0,3 0,6 0,1 1,3 3,6 1,9 2,1

Masculino 2,6 1,7 2,6 1,0 1,0 0,5 -1,2 -0,3


Feminino 0,2 -0,4 1,5 2,3 2,5 3,2 1,8 1,0

14 a 24anos 0,5 -1,2 -1,1 -2,7 -1,9 -0,8 -1,8 0,2


25 a 39anos 1,2 1,0 1,1 2,2 1,9 2,7 1,5 1,6
40 a 59anos 2,1 0,6 2,4 0,2 0,7 0,1 -1,3 -0,2
60 anos ou mais 0,1 0,8 2,5 4,1 2,3 1,2 -1,1 -6,6

Não Chefe Família 2,0 -0,6 2,0 1,1 1,5 3,1 0,8 1,5
Chefe Família 1,7 2,2 2,3 1,7 1,4 0,1 -0,7 -0,5

Fundamental incompleto 1,2 0,6 -0,9 -1,2 -2,1 -2,4 -2,1 -2,2
Fundamental completo -0,1 -0,3 -1,4 -1,2 -0,4 1,2 -1,3 -0,8
Médio incompleto 5,0 3,2 0,7 0,2 -1,8 -0,4 -1,2 -1,1
Médio completo -1,5 -1,5 0,0 0,2 0,3 -0,2 -1,1 -0,9
Superior 0,9 -1,1 0,3 -0,2 -1,0 -0,5 -1,9 -0,8

Região Metropolitana 1,6 0,9 2,9 2,5 2,1 2,0 -0,4 -0,5
Não região metropolitana 2,1 1,6 0,8 1,1 0,2 0,7 0,8 0,6
Fonte: PNAD Contínua/IBGE.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Apesar da queda dos rendimentos observadas nos últimos meses, a elevação da


população ocupada vem possibilitando uma expansão continuada da massa salarial
real, embora a um ritmo bastante mais moderado que o observado anteriormente.
Na comparação interanual, os dados apontam que, no terceiro trimestre de 2019,
a massa de rendimentos real habitualmente recebida registra alta de 1,8%. É um
aumento menos intenso do que vinha sendo observados nos trimestre anteriores
(crescimento médio de 3,7% ao longo de 2018 e 3,3% no primeiro trimestre de
2019). Cabe ressaltar que a massa salarial tem sido sustentada principalmente pelos
trabalhadores informais e por conta própria. Enquanto que o crescimento da massa
salarial interanual no terceiro trimestre de 2019 subiu 5,4% para os trabalhadores
sem carteira e 5,8% para os trabalhadores por conta-própria, a massa salarial dos
trabalhadores formais (com carteira e funcionários públicos) não apresentou
crescimento.

20
6 Rendimentos por faixa de renda e desigualdade salarial

Um indicador muito utilizado para inferir sobre o bem-estar dos trabalhadores é


o seu rendimento. Para que a evolução do rendimento reflita a variação do poder
de compra do trabalhador, costuma-se deflacionar os dados de rendimento usando
índices de preço ao consumidor que reflitam a variação do poder de compra. O
Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostra que a evolução dos índices
de preço pode variar por períodos consideráveis de tempo, quando se leva em
consideração padrões distinto de consumo por faixa de renda.

Na tabela 5 mostra-se o crescimento anual da renda domiciliar por faixa de renda.


Os valores dos rendimentos médios individuais e domiciliares por faixa de renda
são mostrados no apêndice. Em 2016, as faixas de renda intermediárias (faixas
3, 4 e 5) apresentaram um desempenho mais positivo, no entanto, desde 2017

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


até o final de 2018, foram justamente essas faixas que mostraram pior evolução
do crescimento da renda, particularmente as faixas de renda médio-baixa e renda
média (3 e 4). Nos últimos dois trimestres, entretanto, foram essas faixas que
apresentaram novamente maior crescimento da renda. Todavia, no ano de 2019,
são justamente as faixas 1 e 2 que mantiveram pior desempenho, tendo inclusive
apresentado queda do rendimento nos dois últimos trimestres a faixa de renda
mais pobre.

TABELA 5
PNAD Contínua: rendimento médio real domiciliar por faixa de renda
(Taxa de variação interanual – em % - deflator Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda)
Trimestre faixa 1 faixa 2 faixa 3 faixa 4 faixa 5 faixa 6
2016.1 -3,78 0,35 0,50 -0,28 0,93 1,19
2016.2 -3,77 -0,54 1,13 -0,33 -0,37 -3,88
2016.3 -4,45 -3,24 -1,06 -0,23 0,11 -4,97
2016.4 -2,22 -1,56 0,29 1,14 0,68 -1,72
2017.1 -1,87 -1,52 -0,84 -1,32 -1,69 -4,03
2017.2 4,68 2,50 -0,73 -0,80 1,77 5,12
2017.3 5,89 2,92 -0,94 -0,40 1,87 8,92
2017.4 5,91 2,26 -0,89 -0,61 1,85 7,64
2018.1 5,33 3,32 -0,06 -0,39 1,34 7,05
2018.2 -0,32 0,09 0,59 0,04 -1,93 0,65
2018.3 -1,93 -1,37 -0,35 -0,23 -3,00 1,76
2018.4 0,27 0,45 2,13 4,94 2,32 0,82
2019.1 0,10 0,44 2,37 5,28 2,98 2,48
2019.2 -1,43 -0,43 0,87 3,03 1,95 1,52
2019.3 -0,34 0,43 2,00 4,32 2,87 -0,66
Fonte: PNAD Contínua/IBGE
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

O gráfico 29 revela uma elevação do Índice de Gini a partir de 2016, tendo a


desigualdade dos rendimentos do trabalho sido mais intensa quando considerada
a renda domiciliar. Nota-se, entretanto, que, embora no terceiro trimestre de 2019,
tenha havido uma leve alta do Índice de Gini da renda domiciliar do trabalho, na

21
comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (gráfico 30) – onde se eliminam
os efeitos da sazonalidade –, houve uma pequena retração da desigualdade.

No ano de 2019, apesar da ampliação da desigualdade entre os extremos da


distribuição da renda do trabalho, o crescimento do rendimento das faixas
intermediárias da distribuição resultou numa relativa estabilidade do Índice de
Gini. De forma mais concreta, no terceiro trimestre de 2019, a renda domiciliar do
trabalho da faixa de renda alta era 30,5 vezes maior que a da faixa de renda muito
baixa, mesmo razão entre rendimentos observada no segundo trimestre.

GRÁFICO 29
Indicadores de desigualdade do rendimento habitual
de todos os trabalhos – renda individual e domici- GRÁFICO 30
liar - deflator Indicador Ipea de Inflação por Faixa Índice de Gini da renda do trabalho domiciliar
de Renda Taxa de variação interanual
(Índice de Gini) (Em%)

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


0,54
0,53 1,95 1,92

0,52 1,40
1,32
1,18
0,51 1,01 1,04
0,79
0,50 0,74
0,46 0,41
0,49 0,19 0,16 0,22 0,15 0,11
0,05
0,48
-0,07
0,47 -0,17 -0,23
-0,44
0,46 -0,54
-0,71
-0,53

-0,87
0,45 -1,10
-0,95
2012.1
2012.2
2012.3
2012.4
2013.1
2013.2
2013.3
2013.4
2014.1
2014.2
2014.3
2014.4
2015.1
2015.2
2015.3
2015.4
2016.1
2016.2
2016.3
2016.4
2017.1
2017.2
2017.3
2017.4
2018.1
2018.2
2018.3
2018.4
2019.1
2019.2
2019.3

2013.1

2013.3

2014.1

2014.3

2015.1

2015.3

2016.1

2016.3

2017.1

2017.3

2018.1

2018.3

2019.1

2019.3
renda individual renda domiciliar

Fonte: PNAD Contínua/IBGE Fonte: PNAD Contínua/IBGE


Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Apêndice

O quadro A.1 descreve as faixas de renda utilizadas para a construção do Indicador


Ipea de Inflação por Faixa de Renda, que foram definidas de acordo com a renda
domiciliar mensal, expressas a preços de janeiro de 2009, período de referência
da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/2009. As duas primeiras
faixas de renda captam domicílios de baixa renda, e as três faixas seguintes captam
domicílios de médio-baixa, média e média-alta renda. A última faixa, por sua vez,
contém os domicílios de alta renda. Esses valores são atualizados através do Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e com isso se obtém as faixas de renda
domiciliar que são utilizadas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios
Contínua (PNAD Contínua). O quadro A.1 apresenta também as faixas de renda a
preços de fevereiro de 2019, período de referência do último trimestre disponível
da PNAD Contínua.

O quadro A.2 mostra a distribuição de domicílios entre as faixas de renda para


os terceiros trimestres de 2014, 2016, 2018 e 2019, Destaca-se um aumento dos
domicílios que declararam não possuir renda do trabalho e dos domicílios de renda
do trabalho muito baixa.

22
QUADRO 1
Faixas de renda mensal domiciliar
Faixa de renda Renda domiciliar (R$ jan/2009) Renda domiciliar (R$ ago/2019)
1 - Renda muito baixa menor que R$ 900 menor que R$ 1643,78
2 - Renda baixa entre R$ 900 e R$ 1350 entre R$ 1643,78 e R$ 2461,02
3 - Renda média-baixa entre R$ 1350 e R$ 2250 entre R$ 2461,02 e R$ 4110,60
4 - Renda média entre R$ 2250 e R$ 4500 entre R$ 4110,60 e R$ 8221,20
5 - Renda média-alta entre R$ 4500 e R$ 9000 entre R$ 8221,20 e R$ 16442,40
6 - Renda alta maior que R$ 9000 maior que R$ 16442,40
Fonte: PNAD Contínua.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

QUADRO 2
Proporção de domicílios por faixas de renda (do trabalho)
(Em %)
Faixa de renda 3º tri 2014 3º tri 2016 3º tri 2018 3º tri 2019
Sem renda do trabalho 19,2 21,2 21,9 22,2
Renda muito baixa 29,6 28,3 29,5 29,6
Renda baixa 12,4 15,4 12,3 11,8
Renda média-baixa 17,9 15,5 16,2 17,2

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


Renda média 13,6 12,8 12,9 12,4
Renda média-alta 5,0 4,7 5,0 4,7
Renda alta 2,2 2,1 2,1 2,1
Fonte: PNAD Contínua.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

QUADRO 3
Renda média individual por faixa de renda – deflator Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda
(Em R$ de maio de 2019)
Renda média individual por faixa de renda
Trimestre
Renda muito baixa Renda baixa Renda média-baixa Renda média Renda média-alta Renda alta
2012.1 804,20 1.260,40 1.603,10 2.537,00 5.003,20 12.761,20
2012.2 803,50 1.271,20 1.614,90 2.539,90 5.074,10 12.481,70
2012.3 808,20 1.258,40 1.606,00 2.532,20 5.017,20 12.892,40
2012.4 810,80 1.246,80 1.614,70 2.549,70 5.070,80 12.853,00
2013.1 816,40 1.275,40 1.644,60 2.567,90 5.127,60 13.019,40
2013.2 815,70 1.283,00 1.646,80 2.546,10 5.079,20 13.299,90
2013.3 822,90 1.276,30 1.649,60 2.540,90 5.032,80 12.908,80
2013.4 810,10 1.271,70 1.656,30 2.561,00 4.996,40 12.530,20
2014.1 876,50 1.300,50 1.746,90 2.611,80 5.188,50 12.993,00
2014.2 831,20 1.286,00 1.731,90 2.582,80 5.148,20 13.092,70
2014.3 809,10 1.284,70 1.716,50 2.584,20 5.106,90 13.137,50
2014.4 836,40 1.284,90 1.703,40 2.602,60 5.171,70 12.910,30
2015.1 843,20 1.289,50 1.709,70 2.597,20 5.188,20 13.227,80
2015.2 833,50 1.247,00 1.695,70 2.612,50 5.223,70 13.786,50
2015.3 823,00 1.341,00 1.648,40 2.611,50 5.226,20 13.499,30
2015.4 795,90 1.316,40 1.630,60 2.578,90 5.154,90 13.327,50
2016.1 803,10 1.312,60 1.675,10 2.632,80 5.316,40 13.383,00
2016.2 790,10 1.301,80 1.660,70 2.620,10 5.320,10 13.011,70
2016.3 787,20 1.302,30 1.674,70 2.595,10 5.298,90 12.989,40
2016.4 783,30 1.303,90 1.675,50 2.620,20 5.232,20 13.071,30
2017.1 797,40 1.331,80 1.672,20 2.621,10 5.236,30 13.160,30
2017.2 836,10 1.287,00 1.657,50 2.611,40 5.469,20 13.633,30
2017.3 835,70 1.277,70 1.661,00 2.602,50 5.412,80 13.676,00
2017.4 828,60 1.274,90 1.656,50 2.601,90 5.411,20 13.897,90
2018.1 835,30 1.304,70 1.673,00 2.625,90 5.374,80 13.569,10
2018.2 827,80 1.302,00 1.676,80 2.629,30 5.448,50 13.655,30
2018.3 811,00 1.276,30 1.650,90 2.616,20 5.339,90 14.088,60
2018.4 824,60 1.272,90 1.725,20 2.718,10 5.405,20 14.050,20
2019.1 830,80 1.300,80 1.740,30 2.722,70 5.466,70 14.220,50
2019.2 810,50 1.272,90 1.710,00 2.650,70 5.386,80 14.251,50
2019.3 805,50 1.270,80 1.710,20 2.668,10 5.390,20 14.074,00
Fonte: PNAD Contínua.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

23
QUADRO 4
Renda média individual por faixa de renda – deflator Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda
(Em R$ de maio de 2019)
Renda média individual por faixa de renda
Trimestre
Renda muito baixa Renda baixa Renda média-baixa Renda média Renda média-alta Renda alta
2012.1 804,20 1.260,40 1.603,10 2.537,00 5.003,20 12.761,20
2012.2 803,50 1.271,20 1.614,90 2.539,90 5.074,10 12.481,70
2012.3 808,20 1.258,40 1.606,00 2.532,20 5.017,20 12.892,40
2012.4 810,80 1.246,80 1.614,70 2.549,70 5.070,80 12.853,00
2013.1 816,40 1.275,40 1.644,60 2.567,90 5.127,60 13.019,40
2013.2 815,70 1.283,00 1.646,80 2.546,10 5.079,20 13.299,90
2013.3 822,90 1.276,30 1.649,60 2.540,90 5.032,80 12.908,80
2013.4 810,10 1.271,70 1.656,30 2.561,00 4.996,40 12.530,20
2014.1 876,50 1.300,50 1.746,90 2.611,80 5.188,50 12.993,00
2014.2 831,20 1.286,00 1.731,90 2.582,80 5.148,20 13.092,70
2014.3 809,10 1.284,70 1.716,50 2.584,20 5.106,90 13.137,50
2014.4 836,40 1.284,90 1.703,40 2.602,60 5.171,70 12.910,30
2015.1 843,20 1.289,50 1.709,70 2.597,20 5.188,20 13.227,80
2015.2 833,50 1.247,00 1.695,70 2.612,50 5.223,70 13.786,50

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


2015.3 823,00 1.341,00 1.648,40 2.611,50 5.226,20 13.499,30
2015.4 795,90 1.316,40 1.630,60 2.578,90 5.154,90 13.327,50
2016.1 803,10 1.312,60 1.675,10 2.632,80 5.316,40 13.383,00
2016.2 790,10 1.301,80 1.660,70 2.620,10 5.320,10 13.011,70
2016.3 787,20 1.302,30 1.674,70 2.595,10 5.298,90 12.989,40
2016.4 783,30 1.303,90 1.675,50 2.620,20 5.232,20 13.071,30
2017.1 797,40 1.331,80 1.672,20 2.621,10 5.236,30 13.160,30
2017.2 836,10 1.287,00 1.657,50 2.611,40 5.469,20 13.633,30
2017.3 835,70 1.277,70 1.661,00 2.602,50 5.412,80 13.676,00
2017.4 828,60 1.274,90 1.656,50 2.601,90 5.411,20 13.897,90
2018.1 835,30 1.304,70 1.673,00 2.625,90 5.374,80 13.569,10
2018.2 827,80 1.302,00 1.676,80 2.629,30 5.448,50 13.655,30
2018.3 811,00 1.276,30 1.650,90 2.616,20 5.339,90 14.088,60
2018.4 824,60 1.272,90 1.725,20 2.718,10 5.405,20 14.050,20
2019.1 830,80 1.300,80 1.740,30 2.722,70 5.466,70 14.220,50
2019.2 810,50 1.272,90 1.710,00 2.650,70 5.386,80 14.251,50
2019.3 805,50 1.270,80 1.710,20 2.668,10 5.390,20 14.074,00
Fonte: PNAD Contínua.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

24
QUADRO 5
Taxa de Desocupação por Unidades da Federação
(Em %)
3° T. 4° 1° T. 2° T. 3° T. 4° T. 1° T. 2° T. 3° T. 4° T. 1° T. 2° T. 3° T.
UF
2016 T.2016 2017 2017 2017 2017 2018 2018 2018 2018 2019 2019 2019
Rondônia 8,46 7,85 8,07 8,96 8,11 7,69 10,42 8,20 8,62 8,98 8,93 6,73 8,23
Acre 12,08 11,67 15,90 14,91 13,55 12,19 14,44 13,55 13,11 13,13 18,03 13,59 12,83
Amazonas 13,58 14,85 17,73 15,50 16,03 13,52 13,93 14,21 13,13 14,41 15,92 13,87 13,28
Roraima 9,71 9,22 10,34 10,84 8,91 9,36 10,31 11,22 13,48 14,02 14,99 14,92 14,95
Pará 10,97 12,67 13,81 11,39 11,12 10,66 12,18 11,18 10,91 10,18 11,49 11,18 11,18
Amapá 14,87 16,75 18,48 17,10 16,57 18,75 21,46 21,27 18,28 19,64 20,17 16,85 16,74
Tocantins 10,75 13,07 12,61 11,71 11,82 10,47 11,03 11,33 9,76 10,39 12,35 11,43 10,50
Maranhão 11,86 12,95 14,97 14,60 14,37 13,28 15,60 14,32 13,74 14,04 16,29 14,56 14,14
Piauí 9,38 8,83 12,58 13,52 12,03 13,28 13,17 13,33 12,31 12,26 12,71 12,77 12,75
Ceará 13,05 12,41 14,25 13,24 11,76 11,05 12,85 11,71 10,64 10,07 11,42 10,89 11,28
Rio Grande do
14,12 14,67 16,33 15,62 13,70 12,25 14,91 13,14 12,78 13,40 13,84 12,55 13,40
Norte
Paraíba 12,77 11,94 13,21 11,43 10,77 10,06 11,73 10,95 10,74 10,96 11,09 11,93 11,23
Pernambuco 15,33 15,61 17,10 18,85 17,90 16,84 17,74 16,89 16,72 15,45 16,09 16,04 15,85
Alagoas 14,76 14,75 17,50 17,82 15,87 15,51 17,71 17,31 17,08 15,91 15,98 14,61 15,36
Sergipe 14,24 14,97 16,08 14,08 13,60 13,44 17,08 16,83 17,49 14,98 15,45 15,28 14,68

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


Bahia 15,91 16,65 18,56 17,48 16,70 15,00 17,94 16,52 16,17 17,38 18,30 17,30 16,78
Minas Gerais 11,21 11,11 13,67 12,18 12,29 10,65 12,63 10,79 9,74 9,66 11,16 9,55 9,90
Espírito Santo 12,73 13,61 14,46 13,37 13,00 11,62 12,53 12,04 11,24 10,19 12,14 10,95 10,56
Rio de Janeiro 12,10 13,44 14,51 15,65 14,48 15,07 15,04 15,37 14,58 14,81 15,29 15,13 14,52
São Paulo 12,78 12,41 14,23 13,50 13,24 12,71 13,95 13,64 13,09 12,42 13,48 12,83 11,99
Paraná 8,49 8,05 10,33 8,92 8,47 8,28 9,61 9,07 8,62 7,82 8,88 8,97 8,94
Santa Catarina 6,36 6,16 7,87 7,51 6,74 6,35 6,52 6,48 6,18 6,36 7,21 6,02 5,78
Rio Grande do Sul 8,24 8,26 9,15 8,42 8,05 7,99 8,52 8,33 8,17 7,43 7,99 8,23 8,83
Mato Grosso do
7,66 8,16 9,78 8,86 7,91 7,30 8,45 7,55 7,19 6,98 9,49 8,27 7,54
Sul
Mato Grosso 8,95 9,49 10,47 8,62 9,38 7,33 9,28 8,51 6,73 6,89 9,12 8,27 8,00
Goiás 10,47 11,21 12,70 11,04 9,25 9,38 10,26 9,47 8,93 8,20 10,66 10,50 10,83
Distrito Federal 12,00 13,87 14,12 13,15 12,33 13,24 14,01 12,21 12,64 12,07 14,08 13,68 13,18
Fonte: PNAD Contínua.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

25
QUADRO 6a
PNADC – Indicadores do Mercado de Trabalho
(Taxa de variação interanual, em %)
PO PEA
2017 2018 2019 2017 2018 2019
1º 2º 3º 4º 1º 2º 3º 3º 4º 1º 2º 3º 4º 1º 2º 3º
3º tri. 4º tri.
tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri.
Brasil 1,6% 2,0% 1,9% 1,2% 1,5% 1,1% 1,8% 2,6% 1,6% 2,4% 1,8% 1,2% 0,5% 0,9% 0,8% 1,3% 2,2% 1,5%

Centro_Oeste 1,9% 4,0% 3,9% 2,7% 2,2% 3,2% 2,5% 2,7% 1,9% 3,7% 1,5% 2,1% 1,4% 1,4% 2,2% 2,9% 3,6% 3,3%
Nordeste -0,2% -0,2% 0,9% 0,6% 1,5% -0,1% 1,5% 2,5% 0,4% 0,7% 0,7% 0,5% -0,6% 1,0% 0,5% 0,8% 2,3% 0,5%
Norte 2,0% 1,9% 3,8% 1,6% 2,2% 1,0% 1,6% 2,7% 2,0% 2,9% 2,6% 2,0% 1,1% 1,5% 1,4% 1,9% 2,4% 2,2%
Sudeste 1,8% 2,0% 2,3% 1,8% 2,0% 1,4% 1,8% 2,6% 2,1% 3,3% 2,5% 1,8% 1,3% 1,1% 0,8% 1,1% 1,7% 1,4%
Sul 4,0% 1,8% 0,5% -0,5% -0,4% 0,5% 1,7% 2,8% 1,6% 1,8% 1,6% -0,4% -0,8% -0,4% 0,1% 1,4% 2,6% 2,0%

Masculino 0,4% 0,4% 1,1% 0,5% 1,2% 0,7% 1,4% 2,0% 1,1% 1,1% 0,8% 0,5% 0,0% 0,6% 0,2% 0,7% 1,3% 0,6%
Feminino 3,2% 3,2% 3,0% 2,0% 1,9% 1,6% 2,2% 3,4% 2,2% 4,1% 3,2% 2,1% 1,3% 1,2% 1,6% 2,1% 3,3% 2,5%

de14a24anos -2,3% 2,2% 1,3% -1,4% -0,1% -1,9% -0,4% 2,2% -1,1% 3,5% 2,1% 0,1% -2,4% -1,4% -1,9% -1,4% 1,1% -1,0%
de25a39anos -1,1% 0,1% 1,0% 0,1% 0,3% -0,1% 0,4% 1,5% 1,0% 0,7% 0,0% 0,0% -0,6% 0,0% -0,2% 0,3% 1,1% 0,7%
de40a59anos -0,3% 1,6% 1,9% 2,0% 2,0% 2,2% 2,7% 3,3% 2,4% 2,4% 2,5% 1,7% 1,8% 1,5% 2,1% 2,4% 2,9% 2,6%
maisde59anos 3,7% 9,1% 8,1% 7,9% 8,0% 6,4% 7,8% 5,5% 5,3% 9,9% 8,1% 8,1% 7,8% 8,2% 6,1% 7,7% 6,0% 5,4%

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


Não Chefe
0,7% 3,4% 2,8% 1,5% 1,5% 0,5% 1,8% 3,6% 3,0% 4,1% 2,8% 1,6% 0,4% 0,6% 0,4% 1,1% 2,8% 2,4%
Familia
Chefe Familia -2,0% -0,3% 1,0% 0,9% 1,5% 1,7% 1,8% 1,5% 0,0% 0,4% 0,7% 0,7% 0,7% 1,2% 1,4% 1,5% 1,4% 0,3%

Fundamental
-6,1% -2,7% -0,8% -2,9% -2,5% -4,6% -4,4% -2,4% -2,6% -0,8% -0,5% -1,1% -3,5% -3,0% -4,4% -5,2% -2,9% -2,4%
incompleto
Fundamental
-12,4% -7,0% -7,7% -2,9% -3,8% -5,1% -0,6% -1,6% -2,3% -2,1% -3,9% -8,0% -4,3% -5,2% -5,2% -1,6% -1,4% -2,0%
completo
Médio
13,8% 14,0% 8,2% -0,1% 0,9% 1,0% 1,3% 3,7% 2,5% 7,5% 5,1% 5,4% -1,0% 0,7% 0,1% 1,4% 3,0% 2,2%
incompleto
Médio
1,6% 1,2% 2,1% 1,4% 2,9% 2,6% 3,3% 4,5% 3,4% 2,3% 1,9% 1,3% 0,8% 2,0% 2,4% 2,9% 3,9% 3,0%
completo
Superior 4,7% 7,9% 6,8% 7,3% 6,2% 7,4% 7,2% 6,6% 4,5% 7,0% 5,9% 6,3% 7,4% 6,1% 7,1% 7,1% 6,2% 4,4%

Região
-1,0% 1,5% 1,7% 1,3% 1,4% 1,5% 1,9% 3,0% 2,3% 2,6% 2,0% 1,5% 1,0% 1,1% 1,1% 1,4% 2,3% 1,9%
Metropolitana
Não Região
-0,1% 1,8% 2,1% 1,1% 1,6% 0,7% 1,7% 2,4% 1,1% 2,3% 1,7% 1,0% 0,2% 0,7% 0,6% 1,2% 2,0% 1,2%
Metropolitana
Fonte: PNAD Contínua.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

QUADRO 6b
PNADC – Indicadores do Mercado de Trabalho
(Taxa de variação interanual, em %)
PIA Taxa de Participação
2017 2018 2019 2017 2018 2019
3º 4º 1º 2º 3º 4º 1º 2º 3º 3º 4º 1º 2º 3º 4º 1º 2º 3º
tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri. tri.
Brasil 1,4% 1,2% 1,0% 1,1% 1,0% 1,0% 1,2% 1,0% 0,8% 61,8 61,8 61,7 61,4 61,7 61,7 61,7 62,1 62,1

Centro_Oeste 2,4% 2,3% 2,3% 1,9% 1,5% 1,0% 1,1% 1,1% 1,2% 65,7 65,1 65,1 65,4 65,7 65,9 66,2 67,0 67,0
Nordeste 1,2% 0,9% 0,6% 0,9% 0,9% 0,7% 1,0% 0,7% 0,6% 54,7 54,9 54,6 53,9 54,8 54,8 54,5 54,7 54,7
Norte 3,1% 2,8% 2,6% 2,7% 2,3% 2,1% 1,8% 1,2% 1,1% 60,2 60,4 59,6 59,4 59,7 60,0 59,7 60,1 60,4
Sudeste 1,2% 0,9% 0,9% 0,8% 0,9% 0,9% 1,3% 1,0% 0,9% 64,9 64,8 65,0 64,9 65,1 64,7 64,9 65,4 65,4
Sul 0,9% 1,0% 0,7% 0,9% 0,8% 0,9% 0,9% 0,9% 0,9% 64,5 64,6 64,0 63,6 63,8 64,1 64,3 64,6 64,4

Masculino 1,0% 0,8% 0,6% 0,7% 0,9% 0,9% 1,2% 0,9% 0,6% 72,0 72,0 71,9 71,5 71,8 71,5 71,6 71,7 71,8
Feminino 1,7% 1,6% 1,4% 1,5% 1,1% 1,0% 1,2% 1,0% 1,0% 52,5 52,5 52,3 52,2 52,5 52,8 52,8 53,4 53,3

de14a24anos 0,0% -0,4% -1,4% -2,2% -2,0% -2,2% -1,8% -1,4% -2,0% 50,9 51,0 51,4 50,6 51,2 51,1 51,6 51,9 51,7
de25a39anos -0,1% -0,5% -0,2% -0,2% -0,1% -0,3% 0,0% 0,3% 0,3% 82,3 82,4 82,1 82,0 82,5 82,5 82,3 82,7 82,8
de40a59anos 2,0% 2,0% 1,5% 1,7% 1,1% 1,5% 1,6% 1,5% 1,8% 73,1 73,1 72,8 72,8 73,3 73,5 73,4 73,9 73,9
maisde59anos 4,5% 4,5% 5,1% 5,9% 6,0% 5,6% 5,6% 3,7% 3,2% 23,4 23,5 23,3 23,4 23,8 23,7 23,8 23,9 24,3

Não Chefe Familia 1,4% 0,9% 0,4% 0,4% 0,2% 0,0% 0,4% 0,4% 0,2% 58,6 58,6 58,7 58,4 58,8 58,9 59,1 59,8 60,1
Chefe Familia 1,4% 1,6% 1,8% 2,0% 2,1% 2,3% 2,3% 1,8% 1,8% 66,4 66,2 65,8 65,5 65,8 65,6 65,3 65,3 64,9

Fundamental incompleto -0,6% -0,7% -0,5% -0,9% -1,3% -1,8% -2,3% -2,3% -1,5% 44,8 44,8 45,0 44,1 44,1 43,6 43,7 43,8 43,6
Fundamental completo -3,5% -3,4% -7,1% -4,0% -4,1% -4,8% -1,0% -0,6% -1,0% 57,7 57,5 56,4 56,6 57,0 57,2 56,0 56,1 56,4
Médio incompleto 3,9% 1,1% 1,6% -1,2% -0,4% 0,3% 1,2% 0,4% 1,4% 57,1 58,1 56,2 56,2 57,8 58,0 56,3 57,6 58,2
Médio completo 2,1% 2,3% 2,1% 1,8% 2,4% 2,5% 2,6% 3,0% 2,4% 75,6 75,4 74,6 74,7 75,3 75,3 74,9 75,4 75,7
Superior 6,4% 6,3% 6,8% 7,9% 6,9% 7,5% 6,9% 5,4% 3,6% 80,3 80,1 79,6 79,7 79,7 79,8 79,7 80,3 80,3

Região Metropolitana 1,3% 1,2% 1,2% 1,2% 1,2% 1,1% 1,1% 0,9% 0,8% 64,8 64,7 64,7 64,5 64,8 64,7 64,8 65,4 65,4
Não Região Metropolitana 1,5% 1,2% 0,9% 1,0% 0,9% 0,9% 1,2% 1,0% 0,8% 59,7 59,7 59,5 59,1 59,5 59,5 59,5 59,7 59,7
Fonte: PNAD Contínua.
Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

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Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac)

José Ronaldo de Castro Souza Júnior – Diretor


Francisco Eduardo de Luna e Almeida Santos – Diretor Adjunto

Grupo de Conjuntura

Equipe Técnica:

Estêvão Kopschitz Xavier Bastos


Leonardo Mello de Carvalho
Marcelo Nonnenberg
Maria Andréia Parente Lameiras
Mônica Mora Y Araujo de Couto e Silva Pessoa
Paulo Mansur Levy
Sandro Sacchet de Carvalho

Carta de Conjuntura | 45 | 4˚ trimestre de 2019


Equipe de Assistentes:

Ana Cecília Kreter


Augusto Lopes dos Santos Borges
Felipe dos Santos Martins
Felipe Moraes Cornelio
Felipe Simplicio Ferreira
Helena Nobre de Oliveira
Janine Pessanha de Carvalho
Leonardo Simão Lago Alvite
Pedro Mendes Garcia

As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não
exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou
do Ministério da Economia.
É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte.
Reproduções para fins comerciais são proibidas.

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