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CEBRASPE – SLUDF – Aplicação: 2019

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julgue o item CERTO; ou o campo designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. A ausência de marcação ou a
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situação hipotética deverão ser considerados premissa(s) para o julgamento da assertiva proposta.
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poderão ser utilizados para anotações, rascunhos etc.

-- CONHECIMENTOS BÁSICOS --
Texto CB1A1-I projetarem a l uz s olar e m d iversas direções, ca usam
incômodo à visão de quem visita o local.
\t/1 Como em todas as tardes abafadas de Americana, JUSTIFICATIVA - CERTO. I nfere-se d a af irmação d e q ue as
no interior de São Paulo, o paranaense Adílson dos Anjos pilhas (de s ucata) “ refletem os ra ios de s ol d e form a di fusa e
circula entre velhas placas de computador, discos rígidos provocam um incessante piscar de olhos” (ℓ. 7 e 8) que os
equipamentos eletrônicos depositados no local projetam a luz solar
4 quebrados, estabilizadores de energia enferrujados,
em diversas direções, o que causa incômodo à visão de quem visita
monitores com tubos queimados e outras velharias do o local.
mundo da informática. Ao ar livre, as pilhas, que alcançam
7 um metro de altura, refletem os raios de sol de forma 3 Infere-se do texto que, diferentemente das fraldas
difusa e provocam um incessante piscar de olhos. Por trás descartáveis, a sucata eletrônica é passível de reciclagem e,
delas, um corredor estreito, formado por antigos por isso, já ultrapassou aquelas em volume em circulação.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. O texto informa tão somente que o
10 decodificadores d e t elevisão a cab o, s e es conde s ob uma
ser humano, atualmente, descarta mais lixo eletrônico que fraldas
poeira fina que sobe do chão. infantis, de modo que aquele (eletrônico) corresponde a um volume
Com uma chave de fenda na mão direita, Adílson maior do lixo (resíduos sólidos) produzido pelo ser humano.
13 mantém, de joelhos, uma linha de produção repetitiva.
Desparafusa as partes mais volumosas de uma CPU Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto
carcomida, crava sua ferramenta em fendas CB1A1-I, julgue os itens seguintes.
16 predeterminadas e, com os dedos da outra mão, faz 4 Sem p rejuízo para os s entidos e p ara a c orreção g ramatical
vergar parte do alumínio do aparelho. Com um do texto, a forma verbal “alcançam” (ℓ.6) poderia ser
solavanco, arranca do corpo da máquina uma chapa fina substituída por chegam à.
19 e es verdeada co nhecida co mo p laca-mãe. Com zelo, JUSTIFICATIVA - ERRADO. E mbora s emanticamente a
deposita-a pe rto dos pé s. O r esto f az voa r por c ima de substituição pu desse s er a dequada, c om e la ha veria e rro no
sua cab eça: com u m r uído es tridente, tudo s e es patifa emprego do s inal i ndicativo de c rase, já qu e seria incorreto o
22 metros atrás. emprego de artigo definido feminino antes da expressão “um metro
Há cerca de um ano, Adílson vive com os cerca de de altura” (ℓ.7).
600 reais que ganha por mês coletando, separando e 5 A s upressão da ví rgula e mpregada l ogo a pós o vocábulo
25 revendendo sobras de computadores, que recebem o nome “estreito” (ℓ.9) alteraria os sentidos originais do texto, mas
de e-lixo. Todos os meses, ele transforma 20 toneladas de manteria sua correção gramatical.
sucata eletrônica em quilos e quilos de alumínio, ferro, JUSTIFICATIVA - ERRADO. O t recho fi caria gra maticalmente
28 cobre, plástico e até mesmo ouro. incorreto com a supressão da vírgula presente após “estreito” (ℓ.9),
Não há dados no Brasil a respeito do número de porque i sso i mplicaria a i nterposição de um a ví rgula (e mpregada
pessoas que vivem do mercado de sucata eletrônica, nem após “cabo” (ℓ.10)) entre sujeito e predicado.
31 do volume de dinheiro que ele movimenta. A falta de 6 O trecho “Desparafusa (...) sua cabeça” (ℓ. 14 a 21) detalha a
dados e a consequente ausência de projetos voltados para o “linha de produção repetitiva” (ℓ.13) mantida por Adílson no
bom aproveitamento dos detritos eletrônicos atestam que o trabalho com o e-lixo.
34 e-lixo brasileiro ainda se move pela sombra. JUSTIFICATIVA - CERTO. A s equência d e açõ es d esignadas
Na E uropa e no s E stados Un idos, estudos s obre pelas formas verbais “Desparafusa” (ℓ.14), “crava” (ℓ.15), “faz
o assunto atestam que o montante de lixo digital em vergar” (ℓ.16), “arranca” (ℓ.17), “deposita” (ℓ.19) e “faz voar”
(ℓ.20) é, precisamente, o detalhamento da “linha de produção”
37 circulação na Terra cresce 5% ao ano. A sucata
(ℓ.13) mencionada.
eletrônica, sozinha, já abocanha uma fatia maior do que
a das fraldas infantis no bolo de resíduos sólidos gerados 7 Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto,
40 pelo ser humano. o t recho “ O r esto f az voar p or ci ma d e s ua ca beça”
(ℓ. 20 e 21) poderia ser reescrito da seguinte maneira:
Cristina Tardáguila. Ruínas eletrônicas. Internet:
<www.piaui.folha.uol.com.br> (com adaptações). As outras partes arremessa por cima da própria cabeça.
!FimDoTexto!
JUSTIFICATIVA - CERTO. O sujeito da forma verbal “faz voar”
Com relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os itens a seguir. (ℓ.20) está oculto e refere-se a Adílson, o a gente que “ faz voa r”
1 Depreende-se do primeiro período do texto que Adílson dos (ℓ.20) o resto das partes da CPU que ele desmonta. O objeto dessa
forma verbal é “O resto” (ℓ.20), que apresenta o mesmo sentido de
Anjos ha bitualmente f requenta o depósito de s ucata
As outras partes no período. Do mesmo modo, arremessar é um
eletrônica descrito no texto. sinônimo a dequado pa ra fazer voar . A inda, na propos ta de
JUSTIFICATIVA - CERTO. N o pri meiro pe ríodo do t exto, o reescrita, foram mantidos o m odo e o t empo verbais. Por fim, “sua
emprego tanto da expressão “Como em todas as tardes abafadas de cabeça” (ℓ.20) e própria cabeça remetem igualmente à cab eça de
Americana” (ℓ.1) quanto dos verbos no presente do indicativo Adílson. Logo, a proposta de reescrita apresentada no item mantém
mostra que A dílson dos A njos fre quenta o depósito d e l ixo os sentidos originais do texto e a sua correção gramatical.
eletrônico com assiduidade.
8 O elemento “que”, em “que recebem o nome de e-lixo”
2 Depreende-se do trecho “Ao ar (...) de olhos” (ℓ. 6 a 8) que
(ℓ. 25 e 26), retoma o termo “sobras de computadores” (ℓ.25).
os equipamentos eletrônicos depositados no local, ao JUSTIFICATIVA - CERTO. O pronome relativo “que” (ℓ.24) retoma

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a expressão “sobras de computadores” (ℓ.24), que aparece na oração 10 Ao afirmar q ue s ão i núteis as at ividades ap resentadas no
imediatamente anterior. Esse recurso permite a interpretação de que trecho “ir ao cinema (...) vendo séries” (ℓ. 3 a 6), o autor do
as sobras de computadores são denominadas de e-lixo. texto sugere que elas não devem ser realizadas de segunda a
9 Infere-se do emprego do termo “consequente” (ℓ.32) que sexta-feira.
a existência d e pr ojetos de dicados a o a proveitamento d a JUSTIFICATIVA - ERRADO. Diante do fato de que as atividades
sucata el etrônica no B rasil d epende de i nformações mencionadas são tipicamente realizadas nos fins de semana, o autor
quantitativas a respeito desse material. conclui, i ronicamente, que e las de veriam s er c onsideradas i núteis.
JUSTIFICATIVA - CERTO. O trecho “ A fa lta de da dos ( ...) pe la Em nenhum trecho cabe a inferência de que o autor sugere que elas
sombra” (ℓ. 30 a 33) informa que a ausência de projetos de não devam ser realizadas durante os chamados dias úteis.
aproveitamento de e-lixo deve-se, p recisamente, à au sência de 11 O t exto ap resenta o t recho “p essoas que cu ltivam l aços
informações a re speito da qua ntidade de pe ssoas e de di nheiro familiares e sociais são mais estáveis, seguras e resilientes no
envolvidos nesse mercado. Portanto, o termo “consequente” (ℓ.31) trabalho” (ℓ. 14 e 15) como possível argumento para a defesa
introduz informação a respeito de uma implicação da falta de dados
da utilidade do piquenique com os filhos e da cerveja com os
sobre o mercado do e-lixo. Por extensão de sentido, entende-se que
a existência desses dados viabilizaria os projetos a q ue se refere o
amigos.
JUSTIFICATIVA - CERTO. O autor defende o piquenique com os
período.
filhos ou a cerveja c om os a migos por m eio do a rgumento de que
Texto CB1A1-II pessoas q ue cultivam l aços f amiliares e s ociais são m ais es táveis,
seguras e resilientes no trabalho.
\t/1 Se aceitamos que, de segunda a sexta-feira, os dias 12 O autor afirma explicitamente no texto ser contrário à lógica
são úteis, devemos necessariamente aceitar que sábado e segundo a qual ex periências cu lturais e relações afetivas
domingo são dias inúteis. É inútil, portanto: ir ao cinema e somente são úteis quando resultam em contrapartida laboral.
JUSTIFICATIVA - CERTO. O au tor s e co loca em p osição
4 ao teatro, fazer piquenique no parque com os filhos,
antagônica à queles que d efendem o va lor da s atividades de l azer
almoçar com a família, tomar cerveja com os amigos, ler por suas supostas vantagens e benefícios à vida profissional. O que
um livro, passar a madrugada acordado vendo séries. ele d efende é, justamente, a ex istência d e v alores d iferentes e m
7 De fato, todas as atividades supracitadas são inúteis cada u m d esses as pectos da v ida s ocial. Is so está e xplícito n a
afirmação “ Prefiro t entar e ncontrar o que há de út il no
se medidas pela régua da produtividade. Claro que se supostamente inútil a enxergar o que há de inútil no útil” (ℓ. 19 a
podem defender filmes, séries, peças e livros afirmando-se 21), be m c omo na s de mais ideias de senvolvidas no t erceiro
10 que o enriquecimento cultural faz de você um melhor parágrafo do texto.
profissional. A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto
Também é possível defender o piquenique com os CB1A1-II, julgue os itens que se seguem.
13 filhos ou a cerveja com os amigos afirmando-se que 13 O segmento “Se aceitamos que, de segunda a s exta-feira, os
pessoas que cultivam laços familiares e sociais são mais dias são úteis” (ℓ. 1 e 2) expressa uma hipótese real, ou seja,
estáveis, seguras e resilientes no trabalho. Mas a lógica que expressa um fato existente.
JUSTIFICATIVA – CERTO. O pe ríodo f ormado por um a
16 avalia as experiências culturais e as relações afetivas por condicional e u ma pri ncipal d enomina-se pe ríodo hi potético. Há
seus incrementos à carreira, que justifica a própria três t ipos d e hi pótese, e ntre a s qua is, a hi pótese re al, qu e oc orre
felicidade por sua contrapartida laboral, é a lógica dos que quando a c ondição é um fa to e xistente (caso do t exto, j á que , de
fato, ch amam-se ú teis o s d ias d e s egunda a s exta-feira) e xpresso
19 batizaram os “dias úteis”. Prefiro tentar encontrar o que há
com verbo no indicativo.
de útil no supostamente inútil a enxergar o que há de inútil
14 O nível d e f ormalidade d o t exto s eria al terado cas o a
no útil. expressão “faz de você” (ℓ.10) fosse substituída por lhe
22 Embora o senhor ou a senhora certamente tornam, mas os sentidos originais e a correção gramatical do
discordem, são absolutamente inúteis. Não se ofendam, eu texto seriam mantidos.
também s ou. Daqui a ci nquenta, cem , mil, d ez m il an os, JUSTIFICATIVA - ERRADO. Na acepção de ‘passar de um estado
a outro’, que é o sentido expresso por “faz de você” (ℓ.10) no texto,
25 ninguém vai se lembrar de nós. Talvez, inclusive, porque, tornar exigiria complemento direto (“o”), e não indireto (“lhe”): “a
daqui a cinquenta, cem, mil, dez mil anos, já não haja mais tinta t ornou azul a á gua”; “ o e studo t ornou os meninos m aus e m
ninguém aqui para se lembrar de coisa alguma, pois a bons”. Além disso, ocorreria um erro de concordância verbal com o
emprego de tornam, já que o sujeito de “faz” (ℓ.10) é um termo
28 humanidade pode já ter se extinguido. A humanidade, singular (“o enriquecimento cultural” (ℓ.10)), sendo, portanto,
aliás, também é inútil. imotivada a flexão verbal na proposta de reescrita.
Às vezes eu penso no cara que inventou o 15 O a utor e mpregou a expressão “ab solutamente
31 aramezinho de fechar pacote de pão. Imagino-o esbaforido inúteis” (ℓ.23) em referência ao conceito de dias úteis,
pelos c orredores d e uma d e s uas fábricas, dizendo p ara a visando criticá-lo.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. O a utor qua lifica “ o s enhor ou a
secretária l igar p ara a s ua es posa e av isar que não v olta senhora” (ℓ.22), referentes do sujeito oculto da oração principal do
34 para jantar, t em u ma r eunião cr ucial p ara seu i mpério d e período (“[vocês] são absolutamente inúteis” (ℓ.23)). A ideia pode
aramezinho de fechar pão. Um gênio ele devia se achar. E ser comprovada por m eio da compreensão do p eríodo seguinte, em
que o a utor s e iguala à c ondição do s enhor e da s enhora: “Não s e
cada u m d e n ós t em s eu ar amezinho de f echar pão e s e
ofendam, eu também sou [inútil]” (ℓ. 23 e 24).
37 dedica de segunda a sexta a essa missão tão crucial e inútil
16 Os sentidos e a correção gramatical do texto s eriam
para o futuro do cosmos. preservados caso a expressão “cada um de nós” (ℓ.36) fosse
Antonio Prata. O araminho de fechar pão. Internet: substituída por todos nós.
!FimDoTexto!
<www1.folha.uol.com.br> (com adaptações). JUSTIFICATIVA - ERRADO. Para que o p eríodo s e m antivesse
gramaticalmente correto, a substituição de “cada um de nós” (ℓ.36)
Com relação às ideias do texto CB1A1-II, julgue os próximos itens. por todos n ós deveria s er aco mpanhada d e a lteração d a f orma

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verbal “tem” (ℓ.36), da forma pronominal “seu” (ℓ.36) e da forma 19 Ao propor, na linha 23, que a indignação “Arrebata a alma” e
verbal “se dedica” (ℓ. 36 e 37), que deveriam ser referentes à “enfurece as vísceras”, o au tor d o t exto af irma q ue es se
primeira pessoa do plural (temos, nosso e nos dedicamos, sentimento p rovoca as m esmas al terações f isiológicas q ue
respectivamente). certas drogas.
17 Com a af irmação d e que “cad a u m d e n ós tem seu JUSTIFICATIVA - ERRADO. N o t recho, o autor e numera os
aramezinho de fechar pão” (ℓ.36), o texto sugere que tanto o efeitos, s obretudo ps íquicos, da i ndignação, qu e, m etaforicamente,
autor q uanto os l eitores t êm a tividades profissionais que, remetem aos efeitos da embriaguez pelo consumo de uma droga. O
quando avaliadas objetivamente e c om cuidado, mostram-se candidato deve perceber que a analogia proposta pelo autor do texto
totalmente desnecessárias ao mundo. não diz respeito às propriedades das drogas ou da indignação em si
JUSTIFICATIVA - ERRADO. O que o t exto propõ e é , próprias, mas sim aos efeitos sentidos psíquica e somaticamente por
precisamente, q ue as atividades h umanas t êm as pectos ú teis e aqueles que as experimentam.
aspectos i núteis, e que é pre ciso obs ervá-los c om mais l ucidez e 20 De acordo com o texto, quando estamos indignados e
leveza. sozinhos, elaboramos mentalmente grandes argumentações
contra aquilo que definimos como alvo da nossa revolta.
Texto CB1A1-III JUSTIFICATIVA - CERTO. O item traduz de forma clara e
\t/1 Não faz muito tempo, fui assistir à ópera As Bodas objetiva o que está posto metaforicamente no trecho “Quando
de Fígaro, de Mozart. Aproximando-se o final do estamos sozinhos, a indignação nos embriaga como se fosse uma
espetáculo, o personagem mais importante, Fígaro, faz um droga. (...) A solidão indignada faz grandes discursos interiores
4 comentário cr uel a r espeito d as m ulheres. N a m ontagem contra aquilo que erigimos como inimigo. Serve para dar boa
consciência. É um prazer solitário. Exaltados, arquitetamos
que vi, o diretor de cena teve a ideia de acender as luzes da
vinganças e reparações. Depois, o balão murcha, sobrando apenas
plateia durante o canto de Fígaro, que saiu do palco e nossa miserável impotência” (ℓ. 21 a 30).
7 dirigiu-se aos homens presentes.
Logo atrás de mim, uma senhora furiosa 21 Infere-se d o t exto q ue a i ndignação m anifestada
levantou-se. Fez o sinal de “não” nas fuças do pobre cantor solitariamente é m enos n ociva que a m anifestada
10 e retirou-se protestando em voz alta. Pensei que ela poderia publicamente.
ter prestado mais atenção. O tema nuclear de As Bodas de JUSTIFICATIVA - ERRADO. Q uanto à m anifestação da
indignação, solitária ou coletivamente, o autor não estabelece uma
Fígaro é atual: trata-se de desmascarar, denunciar e p unir
relação de comparação no que concerne aos malefícios de cada uma
13 um poderoso aristocrata que é violento predador sexual. dessas form as. P ortanto, a i nferência de q ue um a form a de
Aquela senhora f uriosa r evoltou-se antes do tempo manifestação da indignação é mais nociva que a outra extrapola as
e não viu a condenação do conde brutal. Tal ideias do texto.
16 suscetibilidade, decorrente da situação inferior em que, do
modo mais injusto, as mulheres são mantidas em nossas A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto
sociedades, é compreensível. Mas indignou-se cedo CB1A1-III, julgue os itens subsecutivos.
19 demais. 22 Em “dirigiu-se” (ℓ.7), a colocação do pronome “se” antes da
Indignação: eis o problema. Nunca tive simpatia por forma v erbal — se d irigiu — prejudicaria a c orreção
essa palavra. Pressupõe cólera e desprezo. Quando estamos gramatical do texto.
22 sozinhos, a indignação nos embriaga como se fosse uma JUSTIFICATIVA - ERRADO. A próclise do pr onome no re ferido
droga. Arrebata a alma, enfurece as vísceras, dilata os contexto seria adequada, haja vista a presença da conjunção aditiva
pulmões e nos faz acreditar na veemência do nosso ódio. “e”, que constitui fator de atração de pronomes oblíquos átonos.
25 Viramos heróis justiceiros diante de nós mesmos. 23 O deslocamento do termo “furiosa” (ℓ.8) para imediatamente
A solidão indignada faz grandes discursos interiores
após a forma verbal “levantou-se” (ℓ.9) manteria a coerência
contra aquilo que erigimos como inimigo. Serve para dar
do texto.
28 boa consciência. É um prazer solitário. Exaltados, JUSTIFICATIVA - CERTO. H á a mbiguidade no t exto (a pa lavra
arquitetamos vinganças e reparações. Depois, o balão “furiosa” pode s er c lassificada c omo pre dicativo ou a djunto
murcha, sobrando apenas nossa miserável impotência. adnominal) e o deslocamento m anteria a co erência, u ma v ez q ue
31 Ao se manifestar na presença de outra pessoa, ou de deixaria clara a interpretação como predicativo.
duas, ou em um pequeno grupo, a indignação leva ao 24 No período em que aparece, o termo “nuclear” (ℓ.11) tem o
descontrole. Nervosos, falamos alto e dizemos coisas que,
mesmo sentido de central.
34 na calma, jamais pronunciaríamos. Porque não somos mais JUSTIFICATIVA - CERTO. A palavra “nuclear” (ℓ.11) assume, no
nós que falamos, mas algo que está em nós e que ocupou período, o mesmo sentido de central, fundamental, essencial.
nosso corpo esvaziado de qualquer poder reflexivo: a
37 indignação. 25 A oração “não viu a condenação do conde brutal” (ℓ.15)
exprime o motivo, a cau sa p or q ue a s enhora f uriosa
Jorge Coli. A indignação enfurece as vísceras e nos embriaga como se
fosse droga. Internet: <www.folha.com.br> (com adaptações). revoltou-se antes do tempo.
!FimDoTexto!
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A oração em ap reço ex prime fato
Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue os itens consecutivo a o f ato d e a s enhora t er-se re voltado, por isso nã o h á
seguintes. como atribuir a essa oração uma noção de causa/motivo.
18 Na linha 16, o autor emprega o termo “suscetibilidade” para Com relação a aspectos geográficos e políticos do Distrito
questionar a de sigualdade de gê nero enfrentada pelas Federal (DF), julgue os itens a seguir.
mulheres c omo motivo que justificasse a r eação da s enhora
26 O DF é uma unidade federativa cuja organização territorial e
na ópera.
política apresenta diferenças com relação às demais unidades
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Ao contrário do que afirma o i tem,
o a utor r econhece que a d esigualdade de g ênero e nfrentada p elas federativas que compõem o território brasileiro: o DF não é
mulheres impeliu a senhora a reagir daquela forma. Ele considera a município ne m e stado, m as é r egido por l ei o rgânica, t al
reação precipitada não pelo motivo, mas pelo tempo: a senhora não como os municípios b rasileiros; a lém di sso, possui
esperou o f im da peça para compreender que se tratava exatamente governador, mas não vereadores.
de uma crítica ao machismo. JUSTIFICATIVA - CERTO. O D F é um a un idade incomum da
Federação, porq ue, e m ve z d e municípios, di vide-se e m re giões
administrativas. O DF não é município nem estado. Como entidade

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federativa única no país, é regido por lei orgânica, típica de produção primária e agroindustrial com distintos níveis e formas de
municípios. Além disso, o DF tem apenas governador, e não integração às funcionalidades metropolitanas.
vereadores. 32 A R IDE-DF é c onsiderada uma r egião m etropolitana que
27 As r egiões ad ministrativas, p opularmente conhecidas co mo integra a penas os núc leos u rbanos d o D F e os municípios
cidades satélites, possuem autonomia político-administrativa limítrofes do estado de Goiás.
semelhante à dos municípios brasileiros. JUSTIFICATIVA - ERRADO. Com um a i nstitucionalização
JUSTIFICATIVA - ERRADO. As R As n ão t êm a utonomia formal, s em c ontrapartidas f inanceiras, p olíticas e t écnicas
político-administrativa: s ão c omandadas por a dministradores suficientes dos órgã os que ne la a tuam pa ra prom over o
submetidos ao GDF. desenvolvimento re gional pr econizado, a RI DE-DF t em si do
Brasília foi projetada para abrigar de 500 mil a 700 mil habitantes. frequentemente tomada c omo c om um e spaço metropolitano. Na
Segundo o proj eto, s omente s e e sse l imite f osse ul trapassado, realidade, s eria mais a propriado c onsiderar que há um a m etrópole
seriam cr iadas ci dades s atélites. Mas a popul ação pre vista dentro d essa r egião, q ue, p or s ua v ez, abarca u m es paço m aior e
rapidamente foi ultrapassada, atingindo, em 2010 (último Censo do apresenta out ras di nâmicas. A RIDE-DF i ntegra t rês uni dades da
IBGE) 2.690.959 habitantes. Entretanto, as cidades satélites, Federação — Minas G erais, G oiás e D istrito F ederal — e s eu
previstas p ara de pois do adensamento, s urgiram a inda na recorte t erritorial e i nstitucional foi r ecentemente a mpliado e
construção d e Bra sília, poi s, desde o i nício, ocorreu um fort e transformado em região metropolitana do Distrito Federal.
aumento de pop ulação, d evido à bus ca d e t rabalho na s obr as da
construção e à pe rmanência de ope rários que t rabalhavam ne ssas A tabela seguinte mostra dados de 2015 a respeito da realidade
obras, que pa ssaram a m orar e m a ssentamentos provi sórios. Os étnica e social do DF.
assentamentos populacionais d eram ori gem à s c idades s atélites, população total população negra população não
que, mais tarde, foram denominadas regiões administrativas (RAs). grupos de (habitantes) (habitantes) negra (habitantes)
renda
28 Os administradores das regiões administrativas são indicados absoluto absoluto % absoluto %
pelo governador do DF. alta 375.002 123.024 32,81 251.978 67,19
JUSTIFICATIVA - CERTO. A s RA s i ntegram o gove rno do D F, média alta 917.646 484.560 52,80 433.086 47,20
sendo s eus re presentantes e scolhidos pe lo gov ernador. P ossuem média baixa 1.299.361 852.718 65,63 446.643 34,37
estruturas func ionais própri as à s s uas a tividades e c ompetências, baixa 314.289 223.305 71,05 90.984 28,95
para que atendam à demanda dos seus habitantes. Das 31 regiões total 2.906.298 1.683.606 57,93 1.222.692 42,07
administrativas, apenas 19 RAs, criadas até 1994, estão com as
poligonais demarcadas e aprovadas pela Câmara Legislativa do DF. CODEPLAN. Pesquisa distrital por amostra de domicílios – PDAD-DF, 2015 (com adaptações).
Em c omparação a os e stados fe derativos, a autonomia da s RA s é
superior à dos bairros, mas é menor que a das cidades que orbitam a Considerando essa tabela, julgue os itens seguintes.
volta das capitais estaduais.
33 Os dados referidos na tabela indicam que a população negra
Com relação à Região Integrada de Desenvolvimento do DF e no DF concentra-se p rincipalmente n o es trato d e renda
Entorno (RIDE-DF), julgue os próximos itens. média baixa.
JUSTIFICATIVA - CERTO. Entre todos os grupos de renda, o de
29 A organização t erritorial t anto de Br asília q uanto da maior c oncentração popul acional é o de re nda média ba ixa, s endo
RIDE-DF reflete desigualdades socioespaciais características 65,63% desse grupo composto de população negra.
da ur banização b rasileira. A s diferenças o cupacionais e d e 34 Conforme os dados apresentados, a população não negra do
renda en tre as d iversas r egiões ad ministrativas d o D F e os DF é m enor q ue a p opulação negra e os pa drões de
municípios g oianos e m ineiros i ntensificam u ma e xpansão distribuição das f aixas d e renda e ntre es sas p opulações s ão
urbana dispersa e desigual. considerados equivalentes.
JUSTIFICATIVA - CERTO. E mbora m udanças na form a da
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Os dados da CODEPLAN indicam
metrópole c ontemporânea gl obalizada, i ncluindo-se o cr escimento
que a população não negra é, em termos populacionais, menor que a
disperso, tenham sido atribuídas, em larga medida, à flexibilização
população qu e s e de clara n egra, poré m a di stribuição d esta
de proc essos i ndustriais, em Bra sília, c idade gove rnamental e
população nas faixas de renda apresenta desigualdades: embora em
terciária, esse não poderia ser o caso. Em um contexto de elevada
maior número, a população negra tem padrão de renda bem inferior
valorização da terra e dos i móveis na área c entral e de gra nde
ao da população não negra.
disparidade na distribuição d e renda, e stabeleceu-se, a partir d a
construção da c idade, um a orga nização espacial pol inucleada. Na 35 A participação expressiva da população negra no DF é
fase atual, em que diferenças ocupacionais e de renda acentuam as resultado dos fluxos migratórios internos no território
desigualdades e a s egregação s ocioespacial, i ntensifica-se u ma brasileiro e reflexo da composição étnica da população
expansão urbana dispersa. brasileira como um todo, uma vez que o Brasil possui um
30 Brasília é o centro polarizador da RIDE-DF e é cl assificada dos maiores contingentes de negros fora da África.
pelo Instituto B rasileiro d e Geografia e E statística ( IBGE) JUSTIFICATIVA - CERTO. O Brasil é o país com maior
como metrópole nacional. população negra fora do continente africano, resultado do intenso
JUSTIFICATIVA - CERTO. Brasília, centro polarizador da RIDE- tráfico de africanos para o trabalho escravo durante o período
DF, é classificada como metrópole nacional pelo estudo das regiões colonial e imperial do país. Além desse fato, as migrações de
de i nfluência d as c idades (RE GIC) do In stituto Bra sileiro de população negra brasileira de outras regiões e estados para o
Geografia e Estatística (IBGE, 2008). Distrito Federal culminaram nesse contingente populacional negro
expressivo.
31 A R IDE-DF é f ormada p ela cap ital ad ministrativa e
política do p aís, Brasília, caracterizada p redominantemente Com referência ao disposto na Lei Orgânica do DF e em suas
por a tividades t erciárias e q uaternárias, e p or p arte alterações, julgue os itens subsecutivos.
de um corredor dinâmico de base a gropecuária, o e ixo 36 A ad oção de p olíticas p úblicas d e ed ucação p reventiva do
Brasília-Anápolis-Goiânia. suicídio constitui um dos objetivos prioritários do DF.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. E nglobando u ma va sta área, a JUSTIFICATIVA - CERTO.
RIDE-DF inclui a capital administrativa e política do país, Brasília, LODF
que se caracteriza de forma predominante por a tividades terciárias. Art. 3.º São objetivos prioritários do Distrito Federal:
Abrange, também, parte de um corredor dinâmico de base agrícola (...)
e i ndustrial, o e ixo Bra sília-Anápolis-Goiânia, e, ai nda, ár eas d e XIII - valorizar a vi da e a dotar pol íticas públ icas de s aúde, d e

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assistência e de educação preventivas do suicídio. (Inciso acrescido escolar e o da unidade administrativa, sem prejuízo do exercício do
pela Emenda à Lei Orgânica n.º 103, de 2017) cargo;
37 Na e xecução d o s eu programa de desenvolvimento (...)
econômico-social, o D F deverá b uscar a i ntegração co m a § 2. o Nos casos dos incisos III e IV, é exigida do servidor a
compensação de horário na unidade administrativa, de modo a
região do entorno de seu espaço físico-geográfico.
cumprir integralmente o regime semanal de trabalho.
JUSTIFICATIVA - CERTO.
LODF 42 Embora a Presidência da República Federativa do Brasil
Art. 9.º O Distrito Federal, na execução de seu programa de tenha a prerrogativa de requisitar que determinado servidor
desenvolvimento e conômico-social, b uscará a i ntegração com a estável do DF seja colocado à disposição de algum de seus
região do entorno do Distrito Federal. órgãos, o afastamento do servidor do cargo efetivo somente
38 No DF, a cr iação d e uma r egião ad ministrativa s e dá poderá ocorrer se estipulados a finalidade e o prazo para tal.
mediante de creto d o governador, e nquanto a extinção de JUSTIFICATIVA - ERRADO. Quando há requisição da
região ad ministrativa d everá s er es tabelecida p or l ei Presidência da República, não se aplica o § 2.o do art. 157 da LC
aprovada pela maioria absoluta dos deputados distritais. 840/2011.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Lei Complementar n.º 840/2011
LODF Art. 157 O servidor estável, sem prejuízo da remuneração ou
Art. 13 A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá subsídio e dos d emais di reitos r elativos a o c argo e fetivo, pod e s er
mediante l ei a provada p ela maioria absoluta dos D eputados colocado à disposição de outro órgão ou entidade para o exercício
Distritais. de atribuições específicas, nos seguintes casos:
I - interesse do serviço;
De acordo com o Código de Ética dos Servidores e Empregados II - deficiência de pe ssoal e m órgã o, a utarquia ou funda ção s em
Públicos Civis do Poder Executivo ― Decreto n.º 37.297/2016 quadro próprio de servidores de carreira;
III - requisição da Presidência da República;
―, julgue os itens que se seguem.
(...)
39 O r ecebimento, po r servidor do DF , de ingresso pa ra § 2. o No c aso d os i ncisos I e II do caput, o a fastamento do c argo
participar de congresso ou de show em r azão d e efetivo restringe-se ao âmbito do m esmo Poder e só pode ser para
contrapartida de c onvênio não é c onsiderado va ntagem de fim determinado e a prazo certo.
natureza indevida. 43 Servidor p úblico q ue cometer infração d isciplinar f icará
JUSTIFICATIVA - CERTO. É l egal o re cebimento de i ngresso sujeito a responder pe nal, civil e a dministrativamente p ela
para show ou atividade, s e for por c ontrapartida de c ontrato infração e, no caso d e ele ser ab solvido n a esfera penal por
administrativo ou convênio. falta d e p rova, a s ua r esponsabilidade ad ministrativa s erá
Decreto n.º 37.297/2016
Art. 10 O s ervidor ou e mpregado públ ico n ão de ve, di reta ou
afastada.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A re sponsabilidade a dministrativa
indiretamente, solicitar, insinuar, aceitar ou receber bens, benefícios
somente é af astada em c aso d e ab solvição p enal que n egue a
ou qua isquer va ntagens m ateriais ou i materiais, pa ra s i ou pa ra
existência do fato ou sua autoria.
outrem, em razão do exercício de suas atribuições, cargo, função ou
Lei Complementar n.º 840/2011
emprego público.
Art. 181 O servidor responde penal, civil e administrativamente
(...)
pelo exercício irregular de suas atribuições.
§ 2.º Não serão considerados como bens e vantagens de natureza
§ 1. o As sanções civis, penais e administrativas podem cumular-se,
indevida:
sendo independentes entre si.
(...)
§ 2. o A r esponsabilidade a dministrativa do s ervidor é a fastada no
IV - ingressos para pa rticipação e m a tividades, shows, ev entos,
caso d e ab solvição p enal q ue negue a existência d o f ato o u sua
simpósios, c ongressos ou c onvenções, de sde que a justados e m
autoria, com decisão transitada em julgado.
contrapartida de contrato administrativo ou convênio.
40 A sanção prevista para servidor que infringir norma ética do 44 A r edistribuição c onsiste no de slocamento da l otação de
referido código é a demissão do serviço público. servidor, no mesmo ó rgão e n a m esma car reira, d e uma
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A sanção ética é a de censura ética, localidade para outra.
e não a demissão. JUSTIFICATIVA - ERRADO. O i tem a presenta o c onceito de
Decreto n.º 37.297/2016 remoção, que é o de slocamento da lotação do s ervidor, no mesmo
Art. 12 A vi olação a os di spositivos e stabelecidos no pre sente órgão e na mesma carreira, de uma localidade para outra.
Código e nseja a o s ervidor ou e mpregado públ ico infrator a Lei Complementar n.º 840/2011
aplicação de censura ética. Art. 41 Remoção é o deslocamento da lotação do servidor, no
mesmo órgão, autarquia ou fund ação e na mesma carreira, de uma
Com base nas disposições do Regime Jurídico dos Servidores localidade para outra.
Públicos Civis do DF, das Autarquias e das Fundações (...)
Públicas Distritais ― Lei Complementar n.º 840/2011 e suas Art. 43 Redistribuição é o deslocamento do cargo, ocupado ou
vago, para outro órgão, autarquia ou fundação do mesmo Poder.
alterações ―, julgue os itens a seguir.
45 Servidor público estável que esteja em gozo de licença para
41 Ao s ervidor público m atriculado e m c urso de e ducação
tratar d e i nteresses particulares p oderá ex ercer outro car go
superior poderá s er c oncedido h orário e special de t rabalho,
ou o utro e mprego público, d esde que e ste s eja c umulável
caso s ua grade h orária n o c urso s eja i ncompatível c om o
com seu cargo ou emprego de origem.
horário da unidade onde e le t rabalha, de sde que não h aja JUSTIFICATIVA - CERTO. N o pe ríodo d a licença pa ra t ratar de
prejuízo ao exercício das funções do cargo e que o servidor interesses pa rticulares, o s ervidor s omente nã o pode e xercer c argo
cumpra integralmente o regime semanal de trabalho. ou emprego público inacumulável com o de origem.
JUSTIFICATIVA - CERTO. O s ervidor pode t er horá rio e special Lei Complementar n.º 840/2011
para cursar a educação superior, sem prejuízo do cargo, mas deverá Art. 144 A critério da administração pública, pode ser concedida ao
cumprir integralmente o regime semanal de trabalho. servidor es tável l icença p ara t ratar d e as suntos p articulares, p elo
Lei Complementar n.º 840/2011 prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração (...)
Art. 61 Pode ser concedido horário especial ao servidor: § 2. o O servidor não pode exercer cargo ou emprego público
(...) inacumulável durante a licença de que trata este artigo.
III - matriculado em cu rso d a ed ucação b ásica e d a educação
superior, qu ando c omprovada a i ncompatibilidade e ntre o horá rio

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46 Servidor p úblico que c ometer infração disciplinar a o Art. 277 Ao servidor efetivo que sofrer redução da capacidade
proceder com conduta profissional classificada como erro de laboral, co mprovada em i nspeção m édica, d evem s er
procedimento s erá s ubmetido a s anção di sciplinar s e a proporcionadas a tividades c ompatíveis com a limitação sofrida,
conduta f or c aracterizada c umulativamente p elo prejuízo respeitada a habilitação exigida no concurso público.
Parágrafo ún ico. O s ervidor re adaptado n ão s ofre pre juízo em s ua
moral, seja este relevante ou irrelevante. remuneração ou subsídio.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Fica i sento de s anção di sciplinar o
servidor c uja c onduta func ional configure erro d e proc edimento e
Espaço livre
seja caracterizada cumulativamente pelo prejuízo moral irrelevante.
Lei Complementar n.º 840/2011
Art. 210 F ica i sento de s anção di sciplinar o s ervidor c uja c onduta
funcional, cl assificada como e rro de proc edimento, s eja
caracterizada, cumulativamente, por:
(...)
IV - prejuízo moral irrelevante;
47 Servidor p úblico q ue t iver sido e xonerado de s eu c argo
permanecerá r esponsável administrativamente p elos at os
praticados no exercício de sse cargo, ob servado o pr azo
prescricional.
JUSTIFICATIVA - CERTO. Após a exoneração, o servidor ainda é
responsável administrativamente pelos atos praticados no e xercício
do cargo.
Lei Complementar n.º 840/2011
Art. 186 A responsabilidade administrativa, apurada na forma desta
Lei Com plementar, re sulta de i nfração di sciplinar c ometida p or
servidor no e xercício de s uas a tribuições, e m ra zão de las ou c om
elas incompatíveis.
§ 1. o A re sponsabilidade administrativa do s ervidor, obs ervado o
prazo pr escricional, pe rmanece em re lação a os atos pra ticados no
exercício do cargo:
I após a exoneração;
48 Em s e t ratando de s ervidor que e steja r espondendo a
processo a dministrativo d isciplinar e m r azão d o
cometimento de i nfração d isciplinar, e ventual pe dido de
exoneração do c argo ou de a posentadoria v oluntária
apresentado antes da conclusão do prazo para a defesa escrita
deverá ser indeferido.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A a utoridade i nstauradora de
processo di sciplinar pode autorizar exoneração a pe dido ou
aposentadoria voluntária.
Lei Complementar n.º 840/2011
Art. 221 Salvo quando autorizado pela autoridade instauradora,
é v edado d eferir ao s ervidor acusado, d esde a instauração do
processo disciplinar até a conclusão do prazo para defesa escrita:
(...)
III - exoneração a pedido;
IV - aposentadoria voluntária.
49 Em c aso de s ervidor público que t enha s e a cidentado em
serviço e n ecessite d e tratamento es pecializado d isponível
exclusivamente e m i nstituição p rivada, o go verno d o DF
poderá ser responsabilizado pelo custeio desse tratamento.
JUSTIFICATIVA - CERTO. O s ervidor a cidentado pode re ceber
tratamento e specializado e m i nstituição pri vada, às ex pensas d o
Distrito Federal.
Lei Complementar n.º 840/2011
Art. 276 O servidor acidentado em serviço que necessite de
tratamento especializado pode ser tratado em instituição privada, às
expensas do Distrito Federal.
Parágrafo único. O tratamento referido neste artigo constitui medida
de e xceção e s omente é admissível qua ndo i nexistirem m eios e
recursos adequados em instituição pública.
50 Servidor público c oncursado q ue s ofrer a cidente que l he
reduza a ca pacidade de t rabalho, s endo es sa co ndição
comprovada em inspeção médica, deverá ser readaptado para
exercer at ividades c ompatíveis c om a s ua l imitação,
conforme ha bilitação do c oncurso p úblico que h ouver
prestado, sem diminuição de sua remuneração.
JUSTIFICATIVA - CERTO. A redução d a c apacidade l aboral, s e
comprovada em inspeção médica, implica a readaptação do servidor
em atividades compatíveis com a limitação sofrida.
Lei Complementar n.º 840/2011

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-- CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS --
bioma B.
Julgue os itens a seguir, a respeito dos pacotes computacionais de JUSTIFICATIVA - CERTO. O Cerrado, identificado pela letra B, é
sistema de informações geográficas (SIG), que permitem o b ioma b rasileiro q ue ap resenta a m aior t axa an ual d e
diferentes tipos de armazenamento, interpolação e visualização desmatamento.
de dados espaciais e tabulares. 58 A produtividade primária bruta média anual da vegetação
51 A o peração d enominada ál gebra d e m apas p ermite co rrigir natural do bioma F é maior que a do bioma C.
erros d e ar mazenamento d e d ados, co mo d uplicidade d e JUSTIFICATIVA - ERRADO. A produtividade primária bruta
linhas, polígonos sem fechamento e sobreposição de bordas média anual da Caatinga (C) é maior que a do Pampa (F).
de dois polígonos adjacentes. Figura
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Correção t opológica é a o peração
que permite corrigir erros de armazenamento de dados.
52 A t riangulação d e D elaunay baseia-se e m cr itérios d e
distância e d ireção p ara ef etuar i nterpolação d e dados
espaciais.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A t riangulação d e Delaunay u tiliza
apenas critérios de distância.
53 Diferentes ca madas ( layers) ou pl anos de i nformações
podem s er v isualizadas co njuntamente e m um p acote
computacional de SIG, mesmo que não apresentem a mesma
estrutura de armazenamento de dados. Considerando a figura precedente, que representa o fluxo de
JUSTIFICATIVA - CERTO. É p ossível s obrepor e v isualizar energia, em cal⋅cm2⋅ano, de determinada área de estudo, julgue o
camadas com diferentes estruturas de armazenamento de dados; por
item subsequente.
exemplo, é possível sobrepor um polígono de desmatamento (dado
vetorial) em uma imagem de satélite (dado matricial). 59 O n ível t rófico co m menor ef iciência eco lógica é o d os
autótrofos.
Julgue os itens a seguir, referentes a sensores imageadores e seus JUSTIFICATIVA - CERTO. Eficiência ecológica é a p orcentagem
modos de imageamento. de en ergia t ransferida d e u m n ível t rófico pa ra o out ro e m u ma
54 TM (thematic mapper), ETM+ (enhanced thematic mapper cadeia alimentar. Assim:
plus) e O LI (operational l and i mager) sã o s ensores autótrofos: 120/120.000 × 100 = 0,1%;
herbívoros: 12/120 × 100 = 10%; e
componentes de satélites da série Landsat. carnívoros: 6/12 × 100 = 50%.
JUSTIFICATIVA - CERTO. TM e E TM+ s ão s ensores que O nível trófico com menor eficiência é o dos autótrofos.
estavam a bordo dos satélites Landsat-5 e Landsat-7, enquanto OLI
é o sensor que está a bordo do satélite Landsat-8. Julgue os próximos itens, a respeito das imagens de satélite de
55 RadarSat-2 e ALOS-2 são s atélites d e r adar q ue o peram na recursos terrestres e sua classificação em função da faixa
faixa espectral de 5 cm. espectral de operação, do número de bandas espectrais e da
JUSTIFICATIVA - ERRADO. RadarSat-2 opera na faixa espectral periodicidade.
de 5 cm, e o ALOS-2 opera na faixa espectral de 23 cm.
60 Imagens d e r adar s ão o btidas n a f aixa d e micro-ondas, em
Figura visada l ateral e co m en ergia polarizada h orizontalmente o u
verticalmente.
JUSTIFICATIVA - CERTO. I magens d e r adar o peram n a faixa
espectral que varia de 1 mm a 1 m, conhecida como faixa de micro-
ondas, com visada lateral em vez de visada vertical e co m energia
polarizada horizontalmente ou verticalmente.
61 Sensores imageadores multiespectrais geralmente o peram
com mais de uma centena de bandas espectrais, nas faixas do
visível e do infravermelho de ondas curtas.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Sensores que operam com centenas
de bandas espectrais são denominados de hiperespectrais.
62 Se o Landsat-8 operasse com quatro satélites equidistantes e
em uma mesma órbita, sua periodicidade seria de dois dias.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A pe riodicidade d o L andsat-8,
nessas condições, seria de quatro dias (16 dias/4 satélites = 4 dias).

Julgue os próximos itens, relativos a hidráulica, meteorologia e


climatologia.
Com base nessa figura, que mostra a subdivisão do Brasil em seis 63 Em um líquido qu e flui e m uma t ubulação, s e o v etor
biomas distintos (A, B, C, D, E, F), julgue os itens subsecutivos. velocidade v aria d e p onto a p onto a t odo i nstante, o
56 O b ioma D ap resenta a tualmente a menor p orcentagem d e escoamento é denominado não permanente.
remanescentes d e cobertura v egetal n atural d o território JUSTIFICATIVA - ERRADO. No escoamento não permanente, as
brasileiro. propriedades e car acterísticas hidráulicas em cada ponto do espaço
JUSTIFICATIVA - CERTO. A Mata A tlântica, i dentificada p ela variam no tempo. Se o vetor velocidade variar de ponto a ponto, em
letra D , é o b ioma b rasileiro co m a menor p orcentagem d e um instante qualquer, o escoamento é dito não uniforme.
remanescentes de cobertura vegetal natural. 64 A velocidade de atrito de um líquido em escoamento sob
57 As maiores taxas anuais de remoção da cobertura vegetal pressão através de uma tubulação, independentemente do
natural no território brasileiro encontram-se atualmente no tipo de regime de escoamento e da rugosidade das paredes da

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tubulação, é definida s empre pela mesma equação, que contenha agentes patogênicos é considerado um perigo, ao passo
considera t anto a t ensão d e ci salhamento q uanto a massa que o fornecimento dessa água à população traria um risco, que
específica do fluido. poderia ser quantificado e expresso em termos de probabilidade.
JUSTIFICATIVA - CERTO. A estimativa d a velocidade d e at rito 70 Havendo al gas e m uma e stação d e t ratamento d e á gua,
engloba somente a tensão de cisalhamento e a massa específica do deve-se a umentar a q uantidade d e co agulantes e mpregada e
fluido, s endo definida s empre pe la mesma e quação, utilizar um auxiliador de floculação, para evitar que os flocos
independentemente d o r egime de es coamento s er l aminar o u formados flutuem.
turbulento e da parede da tubulação ser lisa ou rugosa. JUSTIFICATIVA - CERTO. Na manutenção d e es tações d e
65 Pressão atmosférica, velocidade do vento e u midade relativa tratamento de água, a presença de algas é indicativo da necessidade
do ar s ão f atores climáticos utilizados para a descrição das de au mento d o co nsumo d e co agulantes e d e al calinizantes,
condições at mosféricas e m determinado l ocal, e m d ado devendo-se usar um auxiliar de floculação para evitar que os flocos
instante. formados flutuem, uma vez que as algas os deixam mais leves.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. P ressão at mosférica, velocidade do 71 Na filtração e m múltiplas etapas, o uso de mantas sintéticas
vento e u midade r elativa d o ar s ão el ementos cl imáticos, e n ão em conjunto com areia fina é desaconselhado porque impede
fatores climáticos. Esses elementos são grandezas que caracterizam taxas de filtração maiores que as comumente utilizadas. Em
o estado da atmosfera, assim como a radiação solar, a t emperatura, lugar d a manta s intética, r ecomenda-se o car vão at ivo
a d ireção d o v ento e a p recipitação. E sse co njunto de v ariáveis granular, q ue, q uando as sociado à ar eia f ina, f avorece a
descrevem as condições atmosféricas em dado local e instante.
remoção de matéria orgânica dissolvida.
Fatores cl imáticos s ão a gentes cau sais q ue co ndicionam o s
JUSTIFICATIVA - ERRADO. N a f iltração em m últiplas etapas
elementos c limáticos, como la titude, a ltitude,
(FiME), podem-se utilizar mantas sintéticas em conjunto com areia
continentalidade/oceanalidade, tipo de corrente oceânica.
fina, por que i sso p ossibilita a ad oção de t axas d e f iltração m ais
Acerca de ciclo hidrológico, balanço hídrico e bacias elevadas. O e mprego d e car vão at ivado granular em co njunto com
hidrográficas, julgue os itens subsequentes. areia fina favorece a remoção de matéria orgânica dissolvida, o que
não ocorre se somente a areia fina é utilizada.
66 A estabilidade do clima e do ciclo hidrológico é favorecida
72 Em u m s istema d e ab astecimento d e ág ua d otado d e
pela interação entre oceanos e atmosfera, visto que cerca de reservatório el evado e d e r eservatório en terrado, a
metade do CO 2 natural é ab sorvida n o p rocesso de capacidade d a t orre n o r eservatório el evado d eve s er
fotossíntese das algas nos oceanos.
suficiente p ara ev itar frequentes p artidas e p aradas d as
JUSTIFICATIVA - CERTO. A energia calorífica do sol somente é
aproveitada de vido a o e feito e stufa na tural c ausado pe lo v apor de
bombas, be m c omo pa ra garantir u ma r eserva mínima e m
água e C O 2 , que impede a perda total de calor emitida pela terra cota elevada.
originada pela radiação solar recebida. Cerca de metade do CO 2 JUSTIFICATIVA - CERTO. N o s istema de di stribuição de á gua,
natural é absorvida no processo de fotossíntese das algas dos quando existir reservatórios elevados e en terrados, a capacidade da
oceanos, assim é bastante importante a interação entre os oceanos e torre é es tabelecida d e modo a e vitar u ma frequência excessiva d e
a atmosfera para a estabilidade do clima e do ciclo hidrológico. partidas e paradas das bombas e a g arantir uma reserva mínima em
cota elevada, para o caso de possíveis interrupções no fornecimento
67 Em condições naturais e com atrito, quanto maior for o de energia elétrica.
volume de água na bacia hidrográfica, menor será a carga
hidráulica necessária para que seu escoamento ocorra. Com relação a tecnologias de tratamento de efluentes sanitários e
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A conformação do hidrograma de de redes de esgotamento sanitário, julgue os itens que se seguem.
saída de bacia hidrográfica é o fenômeno hidráulico do
73 Ao co ntrário d a cl oração, as l agoas d e es tabilização p ara
armazenamento. Em condições naturais e com atrito, quanto maior
o volume a escoar na bacia, maior será a carga hidráulica necessária tratamento d e e fluentes s anitários s ão e ficientes n a
para haver esse escoamento, portanto, tanto maior será o volume eliminação de ovos de helmintos.
armazenado temporariamente na bacia. JUSTIFICATIVA - CERTO. E m g eral, n enhum d os si stemas
biológicos d e t ratamento d e ef luentes s anitários, co m e xceção d as
68 O balanço hídrico climatológico aplica-se à caracterização de lagoas d e es tabilização, é e ficiente n a el iminação d e o vos d e
secas, e o b alanço h ídrico s equencial, ao aco mpanhamento helmintos, por não ter tempo de detenção apropriado e por produzir
da di sponibilidade de á gua no s olo, t anto e m t empo r eal, lodo onde esses ovos se concentram.
como ao longo de vários anos. A cloração deixa totalmente ilesa a maioria dos ovos de helminto.
JUSTIFICATIVA - CERTO. Aplicações do ba lanço hídrico 74 As lagoas anaeróbias se caracterizam por receber uma carga
climatológico:
de aplicação de demanda bioquímica de oxigênio mais baixa
• disponibilidade hídrica regional;
• caracterização de secas; que as cargas fixadas para lagoas facultativas.
• zoneamento agroclimático; JUSTIFICATIVA - ERRADO. As lagoas anaeróbias caracterizam-
• determinação das melhores épocas de semeadura. se p or r eceber u ma c arga d e aplicação d e d emanda b ioquímica d e
Aplicações do balanço hídrico sequencial: oxigênio ( DBO) muito m ais a lta que a quelas f ixadas pa ra l agoas
• acompanhamento e m t empo r eal da di sponibilidade de água no facultativas, o que resulta em maior área de implantação.
solo; 75 Se as tubulações de esgoto forem dimensionadas em regime
• acompanhamento da disponibilidade de água no solo ao longo de de escoamento permanente e uniforme, a vazão não mudará
vários anos e sua comparação com um ano médio (normal). ao longo do tempo.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Mesmo que as tubulações de esgoto
A respeito de qualidade da água, poluição hídrica, tecnologia de sejam di mensionadas e m r egime p ermanente e u niforme, a v azão
tratamento de água e sistemas de abastecimento de água, julgue varia ao longo do tempo.
os itens a seguir. 76 O t raçado da r ede de e sgotamento s anitário do t ipo l eque é
69 O l ançamento d e es gotos domésticos e m mananciais é indicado para cidades com terrenos acidentados, enquanto o
considerado um perigo, pois implica a presença de patógenos traçado do tipo radial é indicado para cidades planas.
na água para consumo humano. JUSTIFICATIVA - CERTO. O s t raçados d e r edes d e es goto
JUSTIFICATIVA - CERTO. O lançamento de esgotos domésticos dependem grandemente da topografia do terreno. Assim, existem os
em um manancial é c onsiderado um pe rigo, e nã o um r isco. O seguintes tipos de rede:
perigo é uma característica intrínseca de uma substância ou de uma • perpendicular: u tilizado em ci dades at ravessadas o u ci rcundadas
situação. P or exemplo, um a água pa ra c onsumo h umano qu e por cursos de água;

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• leque: próprio para terrenos acidentados, como o da cidade de São 83 O pl ano di retor é u ma di sposição c onstitucional, por ém
Paulo, por exemplo; somente com a p romulgação d o E statuto d a C idade el e foi
• radial ou distrital: sistema de rede característico de cidades planas. regulamentado, co m a d efinição d e c onceitos e f ormas d e
A respeito de tecnologias de tratamento e gerenciamento de concretização de seus objetivos.
JUSTIFICATIVA - CERTO. S omente treze an os d epois d a
resíduos sólidos e drenagem urbana, julgue os itens subsecutivos.
promulgação da C onstituição F ederal de 198 8, c om a e dição do
77 Um at erro s anitário s erá co nsiderado d esativado s omente Estatuto da Cidade — Lei n.º 10.257/2001 —, foram estabelecidas
quando não mais receber resíduos e a r ecomposição do solo regras gerais em termos de política urbana, visando-se à r egulação
sobre as células estiver concluída. do us o da pr opriedade e m pr ol do be m c oletivo, d a s egurança,
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A d esativação d e u m at erro do bem-estar dos cidadãos e do equilíbrio ambiental.
sanitário compreende apenas o f im do r ecebimento de resíduos no 84 Uma d as maiores co ntribuições d o E statuto d a C idade é a
local. N o entanto, atividades como r ecomposição do s olo s obre as regulamentação de instrumentos de ordenação de uso e
células e monitoração d as á guas s uperficiais e s ubterrâneas, co m ocupação do solo a partir da democratização d a gestão d as
frequência semestral, d evem t er co ntinuidade. Portanto, a
cidades.
recomposição d o s olo s obre as c élulas n ão p recisa es tar co ncluída
JUSTIFICATIVA - CERTO. U ma d as m aiores co ntribuições d o
para se considerar o aterro sanitário desativado.
Estatuto da C idade n o p lanejamento t erritorial é a b usca p ela
78 Em l ocais dos aterros s anitários o nde n ão há o xigênio, a democratização d o s olo u rbano, a f im d e se garantir u ma
primeira fase no processo de degradação dos resíduos sólidos democracia participativa e inclusiva na aplicação da política urbana.
é a h idrólise, p or m eio d a q ual m ateriais o rgânicos 85 Com a aprovação do E statuto da Cidade, os planos diretores
dissolvidos m ais s imples s ão convertidos em m aterial passaram a s er el aborados e ad ministrados p or t écnicos e
particulado mais complexo. especialistas em gestão urbana, o que limitou a p articipação
JUSTIFICATIVA - ERRADO. N a d ecomposição d e r esíduos popular nesse processo.
sólidos ur banos n os a terros s anitários, e m l ocais o nde não haja JUSTIFICATIVA - ERRADO. Com a a provação do E statuto da
presença d e o xigênio, bactérias acet ogênicas facultativas e Cidade, h ouve u m au mento n a p articipação p opular, co m av anços
anaeróbias r ealizam o p rocesso d e d egradação, q ue p ode s er na ad oção de i niciativas i nclusivas e d ialógicas n o p lanejamento
subdividido e m qua tro f ases s equenciais: h idrólise, a cidogênese, territorial, de modo a f ortalecer a g estão d emocrática, a p romoção
acetogênese e metanogênese. A hidrólise consiste na conversão do do direito à c idade ( direito de uso e a propriação) e s ua f unção
material orgânico particulado complexo em compostos dissolvidos social.
mais s imples q ue p ossam at ravessar as p aredes cel ulares d as
bactérias. Com relação a unidades de conservação, julgue os itens que se
79 No aterro em valas, no aterro sanitário simplificado e no seguem.
aterro manual, os resíduos sólidos ficam confinados e os 86 Estações eco lógicas s ão u nidades d e posse e de d omínio
procedimentos operacionais são simplificados e permitem o público, p orém é vedada a d esapropriação d e ár eas
uso de métodos de escavação por trincheiras. particulares q ue e stejam d entro d os li mites te rritoriais d e
JUSTIFICATIVA - CERTO. Em municípios de pequeno porte, uma es tação eco lógica se t ais ár eas forem p reexistentes à
podem-se utilizar o aterro em valas, o aterro sanitário simplificado e
o aterro manual para a destinação final de resíduos sólidos urbanos.
criação dessa unidade de conservação.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A p osse e o d omínio d as es tações
O principal objetivo dessas técnicas é a confinação de resíduos
ecológicas são, d e fato, p úblicos, e é p ossível a d esapropriação de
sólidos associada a procedimentos operacionais simplificados e ao
áreas p articulares p resentes e m seus d omínios, d e aco rdo co m a
uso de métodos de escavação por trincheiras.
legislação q ue r ege o S istema N acional d e U nidades de
80 Nos estudos de drenagem urbana em bacias hidrográficas de Conservação da Natureza.
médio p orte, normalmente s e utilizam t écnicas baseadas na 87 Nos parques nacionais, são permitidos a visitação pública e o
teoria do h idrograma unitário, n ão s endo r ecomendada a uso sustentável de parcela de seus recursos naturais.
adoção do método racional nesses estudos. JUSTIFICATIVA - ERRADO. Os parques nacionais são unidades
JUSTIFICATIVA - CERTO. Nos estudos de drenagem urbana em de conservação de proteção integral, onde não é permitido o uso
bacias hidrográficas de pequeno e médio porte, a escolha do método sustentável de parcela dos seus recursos naturais. A visitação é
de cál culo das v azões d e ch eia t em r elevância. E m b acias de permitida, mas fica sujeita às normas e restrições estabelecidas no
pequeno porte, us a-se o m étodo r acional; nas de m édio por te, plano de manejo da unidade.
utilizam-se normalmente técnicas baseadas na teoria do hidrograma
unitário. O m étodo r acional não é r ecomendado para b acias d e 88 As florestas n acionais s ão áreas co m co bertura florestal d e
médio porte, porque superestima as vazões de pico. espécies predominantemente nativas, com algumas exceções,
e destinam-se principalmente à pesquisa científica, co m
Acerca do Estatuto da Cidade e dos instrumentos de controle de ênfase na exploração sustentável.
uso e ocupação do solo, julgue os itens a seguir. JUSTIFICATIVA - CERTO. F lorestas na cionais s ão u m t ipo de
81 O p lano d iretor é f undamental p ara modificações d a unidade de c onservação o cupada p redominantemente p or es pécies
nativas e t êm c omo um dos s eus pr incipais obj etivos a pe squisa
paisagem u rbana, pode ndo r estringir ou i nduzir o uso e a
científica da exploração sustentável.
ocupação do solo nas cidades.
JUSTIFICATIVA - CERTO. O plano diretor, como instrumento de 89 As áreas de proteção ambiental são unidades, em geral,
política p ública, d eve co nter d iretrizes; ad equar co nceitos; extensas, com certa porcentagem de ocupação humana, e
estabelecer padrões e es truturas adequados às condições da cidade; cujas finalidades básicas são proteger a diversidade biológica
e c ontribuir c om mudanças de natureza s ocioeconômica o u d e e disciplinar o processo de ocupação humana do solo.
valores ur banísticos c ulturais e a mbientais, r egulando o us o e a JUSTIFICATIVA - CERTO. Em geral, as áreas de proteção
ocupação do solo nas cidades. ambiental são unidades extensas e apresenta certa ocupação
82 Os municípios brasileiros, mesmos aqueles com menos de humana. Alguns de seus principais objetivos são proteger a
vinte mil habitantes, são obrigados a dispor de plano diretor. diversidade biológica e disciplinar o processo de ocupação humana.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Segundo a Constituição Federal de 90 As r eservas p articulares d o p atrimônio natural são u nidades
1988 e o Estatuto das Cidades, é optativo aos municípios com de co nservação co nstituídas d e ár eas p rivadas e, p or es sa
menos de 20 mil habitantes ter um plano diretor. razão, seus proprietários são dispensados de elaborar planos
de manejo.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Todas as unidades de conservação,
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mesmo as reservas particulares do patrimônio natural, são obrigadas Uma e mpresa do r amo e xtrativista d esmatou, s em a
por lei a dispor de planos de manejo. Esse tipo de unidade ainda necessária l icença a mbiental, u ma ár ea d e q uinze hectares d e
conta com ajuda dos órgãos integrantes do Sistema Nacional de
floresta e stacional semidecidual d e M ata Atlântica. E m v istoria
Unidades de Conservação da Natureza, que, sempre que possível e
oportuno, prestam orientação técnica e científica ao proprietário da
do ór gão a mbiental c ompetente, foram i dentificados di versos
área onde fica a reserva. danos ambientais em decorrência desse desmatamento, entre eles:

Com relação ao Sistema Nacional de Defesa Civil e ao I alteração na composição e na estrutura da vegetação;
gerenciamento de desastres, ameaças e riscos, julgue os itens II morte de espécies endêmicas raras e ameaçadas de
subsecutivos. extinção;
91 A gestão de risco de desastres compreende o planejamento, a III desenvolvimento e intensificação de processos erosivos.
coordenação e a ex ecução d e açõ es p ara r eduzir e ev itar Considerando essa situação hipotética, julgue os itens a seguir, a
riscos de desastres. respeito da valoração dos danos ambientais citados.
JUSTIFICATIVA - CERTO. O risco d e d esastre é o p otencial d e
98 O v alor do da no I pode s er obt ido por m eio do v alor
ocorrência de ameaça de desastre em um cenário socioeconômico e
ambiental vulnerável. P ara evitar ou diminuir e sse r isco, s ão referente ao uso direto do produto florestal madeireiro.
necessárias ações d e p lanejamento, co ordenação e ex ecução JUSTIFICATIVA - CERTO. Esse tipo de valoração é c hamado de
componentes da gestão de risco. valor d e u so direto e co rresponde ao v alor r eferente a b ens e
serviços a mbientais a propriados di retamente da e xploração do
92 A i ntensidade d e u m d esastre n atural r elaciona-se recurso, consumido no presente, como extrativismo madeireiro, não
principalmente a d uas v ariáveis: a magnitude do f enômeno madeireiro e ecoturismo.
adverso e o fator gerador do fenômeno. 99 É impossível valorar o dano II, pois não há como mensurar a
JUSTIFICATIVA - ERRADO. O f ator g erador t em p ouca
real p erda d e es pécies en dêmicas r aras e a meaçadas d e
importância n a i ntensidade d o d esastre n atural, j á q ue es ta
independe da origem do f enômeno e está mais relacionada ao grau extinção.
de v ulnerabilidade d o c enário do desastre e do g rupo s ocial JUSTIFICATIVA - ERRADO. Ex istem v árias m etodologias que
atingido. podem s er u tilizadas p ara v alorar es se t ipo d e dano, t ais c omo o
valor de opção e o valor de existência.
93 Os desastres relacionados com o rompimento de barragens e
100 A identificação do valor de uso indireto referente ao serviço
os riscos de i nundação a j usante são classificados co mo de
origem mista. ambiental d a mata d esmatada é u ma maneira d e v alorar o
JUSTIFICATIVA - ERRADO. De acordo com o Sistema Nacional dano III.
de D efesa C ivil, o s d esastres relacionados ao r ompimento d e JUSTIFICATIVA - CERTO. O valor d e u so i ndireto é r eferente a
barragens e o s r iscos d e i nundação s ão classificados co mo d e bens e s erviços a mbientais q ue s ão g erados d evido a f unções
origem humana e são relacionados à construção civil. ecossistêmicas e a propriados e c onsumidos no pr esente, c omo a
estocagem de c arbono, a pr oteção do s olo, a manutenção do c iclo
94 Para o g erenciamento d e r iscos, mesmo q ue o r isco s eja hidrológico, a proteção contra erosão, entre outros.
gerenciado e( ou) r eduzido co m medidas d e mitigação,
sempre haverá um risco residual. Com relação aos impactos do crescimento populacional, do
JUSTIFICATIVA - CERTO. O risco r esidual é o r isco que ai nda desmatamento e da poluição sobre a saúde pública, julgue os
permanece e m u m l ocal m esmo após a i mplantação d e programas itens subsequentes.
de redução de risco.
101 A p oluição q uímica e b iológica d a água e stá d iretamente
A respeito de riscos ambientais e de possíveis danos ambientais relacionada a v árias d oenças l etais e ndêmicas no B rasil,
em decorrência da instalação de empreendimento, julgue os como a malária e a doença de Chagas.
próximos itens. JUSTIFICATIVA - ERRADO. Malária e doença de Chagas não são
as d oenças mais frequentes e l etais d o B rasil, n em s ão d oenças
95 Obras de contenção, de drenagem e de proteção superficial associadas diretamente à poluição da água.
geram r isco p otencial d e d iminuição d a cap acidade de
102 O crescimento desordenado das cidades facilita a
autodepuração dos c orpos d’água pa ra os qu ais f orem
proliferação de criadouros do Aedes aegypti, mosquito vetor
destinados os resíduos resultantes dessas obras.
da dengue, da chikungunya e da zika.
JUSTIFICATIVA - CERTO. Em obras de contenção, de drenagem
JUSTIFICATIVA - CERTO. O cr escimento d esordenado d as
e d e p roteção s uperficial, mesmo co m t odas as medidas d e
cidades facilita a proliferação de criadouros potenciais do mosquito
mitigação dos riscos, deve-se atentar para o f ato de que o m ínimo
Aedes a egypti, q ue é co nsiderado o p rincipal v etor cap az d e
de r esíduos di recionados a os corpos d’água p ode c ausar u ma
transmitir os vírus causadores da dengue, da chikungunya e da zika.
diminuição n a s ua cap acidade d e au todepuração, acel erando-se a
poluição do corpo d’água. 103 No B rasil, i nsetos v etores d e d oenças p arasitárias co mo a
96 A movimentação d e solo e d e r ochas p ara i mplantação d e malária e a l eishmaniose t egumentar a mericana t êm s ido
empreendimento gera risco de diminuição tanto dos recursos identificados em áreas urbanas devido a ações antrópicas que
naturais disponíveis quanto da estabilidade do solo. reduzem o t amanho d e s eu h ábitat natural, co mo
JUSTIFICATIVA - CERTO. Q uando s e f az n ecessária a desmatamentos d e grandes á reas v egetais, o q ue t em s ido
movimentação d e s olo e d e r ocha n a f ase d e i mplantação d e u m correlacionado ao au mento n a incidência d essas d oenças no
empreendimento, um a da s maiores pr eocupações c oncentra-se n a meio urbano.
manutenção d a es tabilidade d o s olo e dos r ecursos naturais JUSTIFICATIVA - CERTO. V ários es tudos n a l iteratura t êm
disponíveis no local. demonstrado a co rrelação en tre d esmatamento d e g randes ár eas
97 A geração de resíduos sólidos devido à implantação de vegetais e aumento n a i ncidência d e d oenças p arasitárias n o m eio
empreendimento tem grande potencial de afetar a qualidade urbano. T anto a m alária q uanto a l eishmaniose s ão co nsideradas
doenças parasitárias causadas por protozoários, e os desmatamentos
da água, mas não a qualidade do solo ou do ar, por serem
de áreas vegetais facilitam o contato do homem com insetos vetores
estes pouco suscetíveis à poluição por esse tipo de resíduo. dos parasitos.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Quando há geração de resíduos
sólidos, tanto os recursos hídricos quanto o solo e o ar são afetados. Tabela para os itens de 4 a 6
leishmaniose visceral humana (2016)
Brasil DF

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casos confirmados 3.455 27 Geraldo, a o c olocar f ogo no l ixo a cumulado e m sua


óbitos pela doença 272 3 residência perdeu o controle da situação: além do enorme volume
Ministério da Saúde (com adaptações). de fumaça, as chamas causaram destruição da vegetação de
cerrado próxima ao local. Devido à poluição do ar, a população
Considerando esses dados, referentes à incidência da vizinha dessa área afetada teve de ser retirada do local.
leishmaniose visceral humana no Brasil e no Distrito Federal Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens a
(DF), em 2016, e tendo em vista que, nesse mesmo ano, a seguir.
população estimada para o Brasil era de 206.114.067 habitantes e
109 Geraldo d everá r esponder pelo cr ime d e p oluição n a
a estimada para o DF era de 2.977.216 habitantes, julgue os itens
modalidade culposa, com pena de detenção de até seis anos.
a seguir. JUSTIFICATIVA - ERRADO. A pesar d e s e t ratar d e co nduta de
104 Em 2016, o risco de ocorrência de leishmaniose visceral no dolo eventual, a pena será de 1 a 5 anos. Além disso, não se trata de
DF era superior ao risco identificado no Brasil. caso de detenção, mas de reclusão.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. O r isco e xpresso por m eio do Cf. Art. 54 da L ei nº 9. 605/98: “ Causar pol uição de q ualquer
coeficiente d e i ncidência f oi, p ara o B rasil, d e 1,68 casos po r natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à
100.000 habitantes (3.455/206.114.067) e, para o DF, de 0,91 casos saúde h umana, ou que provoquem a mortandade de a nimais ou a
por 1 00.000 ha bitantes ( 27/2.977.216). P ortanto, o r isco d e destruição significativa da flora: (...)§ 2º Se o crime: II causar
ocorrência de leishmaniose visceral no DF era inferior ao do Brasil. poluição at mosférica q ue p rovoque a r etirada, ai nda q ue
105 Em 2016, o r isco de morte e m decorrência da leishmaniose momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos
visceral n a p opulação b rasileira er a s uperior ao r isco d e diretos à saúde da população; Pena - reclusão, de 1 a 5 anos.
morte por essa doença na população do DF. 110 A ação p enal d o cr ime d e p oluição cau sado p or G eraldo é
JUSTIFICATIVA - CERTO. O risco de morrer expresso por meio pública incondicionada.
do c oeficiente d e m ortalidade p or leishmaniose f oi, p ara o B rasil, JUSTIFICATIVA - CERTO. C onforme o a rt. 26 da Lei 9. 605/98,
de 0,13 óbitos por 100.000 habitantes (272/206.114.067), enquanto, “Art. 26. Nas infrações penais previstas nesta Lei, a ação penal é
para o DF, foi de 0,10 óbitos por 100.000 habitantes (3/2.977.216). pública incondicionada.”
Portanto, o c oeficiente de mortalidade br asileiro ( risco) s uperou o 111 A co nduta d e G eraldo car acteriza i nfração ad ministrativa
apresentado no DF. ambiental, sujeita a multa, conforme tipificação prevista no
106 Em 2016, o c oeficiente de l etalidade p or l eishmaniose Decreto n.º 6.514/2008.
visceral n o DF superou o coeficiente de letalidade por essa JUSTIFICATIVA - CERTO. C f. A rt. 70 da L ei nº 9. 605/98.
doença registrado no Brasil. Considera-se i nfração ad ministrativa a mbiental t oda aç ão o u
JUSTIFICATIVA - CERTO. O coeficiente de letalidade, calculado omissão que v iole a s r egras j urídicas de us o, g ozo, pr omoção,
por meio da fórmula (número de óbitos ÷ número de doentes), foi proteção e recuperação do m eio ambiente. Conforme o D ecreto nº
maior no DF (3/27 = 11,11%) que no Brasil (272/3.455 = 7,87%). 6.514/08: “Art. 61. Causar poluição de qualquer natureza em níveis
tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou
Com relação a determinantes de doenças associadas ao ambiente que pr ovoquem a mortandade de a nimais ou a de struição
de trabalho, julgue os próximos itens. significativa da bi odiversidade: multa de R $ 5. 000,00 ( cinco m il
reais) a R $ 50. 000.000,00 ( cinqüenta milhões de r eais). P arágrafo
107 O u so co rreto d e máscaras d e p roteção r espiratória p or
único. A s multas e demais p enalidades d e q ue t rata o cap ut s erão
trabalhadores ex postos continuamente à poeira d e sílica aplicadas a pós l audo t écnico elaborado pelo órgão a mbiental
constitui uma medida preventiva eficaz contra a silicose, já competente, i dentificando a di mensão do da no decorrente d a
que es se eq uipamento d e p roteção ev ita a ex posição d o infração e e m c onformidade c om a g radação do i mpacto. A rt. 62.
trabalhador ao ag ente n ocivo e d ispensa o utras medidas d e Incorre nas mesmas multas do art. 61 quem: (...) II causar
controle desse tipo de ambiente laboral. poluição at mosférica q ue p rovoque a r etirada, ai nda q ue
JUSTIFICATIVA - ERRADO. O u so de m áscaras d e p roteção momentânea, dos habitantes das áreas afetadas ou que provoque, de
respiratória de ve s er a dotado e nquanto a s m edidas de c ontrole d o forma r ecorrente, s ignificativo desconforto r espiratório ou olfativo
ambiente são adotadas. Portanto, embora i mportante, não dispensa devidamente atestado pelo agente autuante;”
outras medidas ambientais. 112 Geraldo deverá responder pela reparação do dano ambiental
108 O plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde causado, independentemente da existência de culpa.
deve especificar ações de proteção ao meio ambiente e à JUSTIFICATIVA - CERTO. Cf. Art. 14, § 1º da Lei n.º 6.938/81:
saúde pública e do trabalhador a serem adotadas desde a “§ 1º Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo,
geração desses resíduos até o seu descarte final. é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a
JUSTIFICATIVA - CERTO. Segundo a ANVISA (2018), o indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a
gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde consiste em um terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União
“conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados e dos Estados terá legitimidade para propor ação de
a partir de bases científicas, técnicas, normativas e legais, com o responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio
objetivo de minimizar a geração de resíduos e proporcionar um ambiente.”
encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos 113 A v egetação d e cer rado d estruída p elo i ncêndio é o bjeto d e
trabalhadores e a preservação da saúde pública, dos recursos proteção diferenciada, pelo fato de o Cerrado ser considerado
naturais e do meio ambiente”. Deve comtemplar todas as etapas do área de preservação permanente.
gerenciamento dos resíduos, da geração ao descarte final. JUSTIFICATIVA - ERRADO. C onforme o Art. 4º da L ei n. º
12.651/12, a v egetação de c errado n ão s e c onfigura co mo área
de Preservação Permanente.

Determinada e mpresa, s em q ualquer r egistro pr évio, i niciou ope rações de i mportação de n ovos pr odutos a grotóxicos pa ra
serem utilizados na agricultura brasileira.
A partir dessa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.
114 A e mpresa d everia t er r egistrado es ses novos p rodutos a grotóxicos nos ó rgãos co mpetentes e t er at endido às d iretrizes e
exigências dos órgãos federais responsáveis que atuam nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e relações exteriores.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Os ó rgãos s ão o de s aúde, meio a mbiente e a gricultura, não relações ex teriores e e ducação. C f. Lei n .º
7.802/89: “Art. 4º As pessoas físicas e jurídicas que sejam prestadoras de serviços na aplicação de agrotóxicos, seus componentes e afins, ou

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que os produzam, importem, exportem ou comercializem, ficam obrigadas a promover os seus registros nos órgãos competentes, do Estado ou
do Município, atendidas as diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis que atuam nas áreas da saúde, do meio ambiente e da
agricultura.”
115 Antes d e i niciar a o peração d e i mportação, a e mpresa d everia t er s olicitado r egistro e special t emporário d e i mportação d e
agrotóxicos para o Brasil, mesmo que a compra dos produtos tenha sido registrada no exterior.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. O registro especial temporário para agrotóxicos não se presta à importação, ficando restrito às atividades
de pesquisa e experimentação. Cf. Lei n.º 7.802/89: “Art. 3º Os agrotóxicos, seus componentes e afins, de acordo com definição do art. 2º desta
Lei, só poderão ser produzidos, exportados, importados, comercializados e u tilizados, se previamente registrados em órgão federal, de acordo
com as diretrizes e ex igências dos órgãos federais responsáveis pelos setores da saúde, do meio ambiente e da agricultura. § 1º Fica criado o
registro especial temporário para agrotóxicos, seus componentes e afins, quando se destinarem à pesquisa e à experimentação.”
116 A empresa poderá sofrer sanção de reparação de dano por contaminação hídrica por agrotóxico, caso seus produtos gerem dano.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. A sanção de reparação de dano por contaminação hídrica por agrotóxico não existe conforme sanções do art.
72 da Lei n.º 9.605/98. A reparação civil do dano não se confunde com a sanção administrativa conforme o § 3º do art. 225.
117 Tanto a e mpresa c omo os demais i mportadores de a grotóxicos s ão o brigados a e struturar e i mplementar sistema d e lo gística
reversa, mediante r etorno da s e mbalagens qu e, a pós o u so do pr oduto, c onstitua r esíduo pe rigoso, de f orma i ndependente do
serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.
JUSTIFICATIVA - CERTO. Conforme art. 33 da Lei n.º 12.305/10: São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa,
mediante r etorno dos pr odutos após o us o pe lo c onsumidor, de f orma i ndependente d o s erviço públ ico de l impeza ur bana e de manejo dos
resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: I -agrotóxicos, seus r esíduos e em balagens, assim co mo o utros
produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei
ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas;
118 A at ividade d e i mportação d a r eferida e mpresa é r egulamentada p ela C onvenção d e R oterdã, q ue t rata d as f ormulações d e
agrotóxicos perigosos, da gestão de resíduos sólidos, de materiais radioativos, produtos farmacêuticos para seres humanos e de
uso veterinário, entre outros.
JUSTIFICATIVA - ERRADO. Conforme Art. 3º Escopo da Convenção 1. A presente Convenção se aplica a: a) Substâncias químicas proibidas
ou s everamente r estritas, e b ) F ormulações d e ag rotóxicos s everamente p erigosas. 2 . A p resente C onvenção não s e ap lica a: a) Drogas
narcóticas e substâncias psicotrópicas;
b) M ateriais r adioativos; c) R esíduos; d) A rmas q uímicas; e) P rodutos f armacêuticos, i nclusive m edicamentos p ara s eres h umanos e d e u so
veterinário; f ) S ubstâncias q uímicas us adas c omo a ditivos e m a limentos; g ) A limentos; h) S ubstâncias quí micas em qua ntidades qu e
provavelmente não a fetem a s aúde humana ou o meio a mbiente, desde que i mportados: ( i) P ara fins de pesquisa ou a nálise; ou ( ii) P or u m
indivíduo para seu uso pessoal em quantidades compatíveis com tal uso;

A respeito de educação ambiental, julgue os itens subsecutivos.


119 A Política Nacional de Educação Ambiental deve ser executada pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de
Meio Ambiente (SISNAMA), sendo necessária sua articulação com entidades não governamentais, entidades de classe e meios de
comunicação.
JUSTIFICATIVA - CERTO. Art. 2o da Lei n.º 9.795/99: A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional,
devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal.
Conforme o Decreto n.º 4.281/02: Art. 1o A Política Nacional de Educação Ambiental será executada pelos órgãos e entidades integrantes do
Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, pelas instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino, pelos órgãos
públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, envolvendo entidades não governamentais, entidades de classe, meios de
comunicação e demais segmentos da sociedade.”
120 Uma das diretrizes do CONAMA a respeito de campanhas, projetos e ações de educação ambiental defende uma abordagem que
contextualize as questões socioambientais em suas dimensões histórica, econômica, cultural, política e ecológica e nas diferentes
escalas individual e coletiva.
JUSTIFICATIVA - CERTO. Conforme a Resolução CONAMA n.º 422/10: “Art. 2o São diretrizes das campanhas, projetos de comunicação e
educação ambiental: I quanto à linguagem: a) adequar-se ao público envolvido, propiciando a fácil compreensão e o acesso à informação aos
grupos social e ambientalmente vulneráveis; e b) promover o acesso à informação e ao conhecimento das questões ambientais e científicas de
forma clara e transparente. II quanto à abordagem: a) contextualizar as questões socioambientais em suas dimensões histórica, econômica,
cultural, política e ecológica e nas diferentes escalas individual e coletiva;”

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