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I

o mundo e ruidoso. continuamente ruidoso, o mar e uma maquina com seus movimentos
gerando ruidos prenhes de frequencias diversas, uma massa sonora advinda do embate
entre milhoes de combinações de pulsos aleatorios. Partes minimas de agua gerando
ondas minimas de som que se misturam e ressoam em simultaneo. Maquina destinada a
repetir esse embate consigo pela eternidade em uma cadeia de sons e movimentos. No
mar caotico coexistem em um tempo de paralelos milhoes de singularidades e forças
onde nenhuma pequena onda e igual a outra em uma fricção incessante, seu mundo
próprio de forças e ruidos, superficie fractal que sua uniformidade aparente abriga
a uniao entre as diferenças de seus fragmentos de agua e som.

sua natureza e ser o laboratorio dinamico de toda essa entropia maquinica.

insuperavel no seu gigantismo, as sucessoes de choques simultaneos e movimentos


indeterminados do mar formam o principal ruido do mundo que esta presente em todos
os continentes. Sua ubiquidade incessante nos lembra a presença da vida na terra.

II

a natureza nao tem intencao , ela e puro devir que se expressa em radiações e
ruidos e nos oferece o espetaculo de seus fenômenos fisicos, formados por
diferentes tipos de ondas de frequencias especificas cada qual portadora de
comportamentos particulares.

III

Na alvorada, ao virar do mundo em direção a incandescencia, quando a energia


radiante do sol cobre a superfície da terra vivemos em unissono com todas as formas
de vida o espetaculo radiante da luminosidade e das cores, ondas eletromagneticas e
não mecanicas como as minusculas vagas marinhas em eterno movimento e friccao, luz
e som são ondas de necessidades distintas, ambas presentes nos fenômenos que
contemplamos e a radiação luminosa independe da materia para se propagar adiante,
rompendo limites na sua trajetoria e atravessa o espaço para iluminar a terra e
lembrar aos seres da presença da vida.

os fenômenos que contemplamos, independentemente de suas verdades cientificas são


formas subjetivas de representação do real, nos afetam,

profundidade e superficie a segunda atua como pele e possui a possibilidade de


roçar no outro

conversao das diferencas

transformar se no outro

artifiice maestria do dominio das ferramentas

prazer de construçao

a partir de premissas teoricas e figuras de linguagem se impoe a ferramenta e


repensa seus limites
onde as superficies roçam e s edilaceram

se fundem no descsentro sem questionar

se regeneram revezando suas frequencias singulares e incompativeis

e transformam a rugosidade do bruir em sutileza e alteridsade