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RECONTO ANATÓMICO

• O aparelho Reprodutor Feminino se divide para o seu estudo 3


partes:
• os genitais externos, os internos e as mamas.

• GENITALES EXTERNOS:
• VULVA e VAGINA
• A parte visivel no exterior, pela simple observação,conhecida como
a vulva, se extiende desde o pubis até o períneo e está formada
pelo: monte de Venus, os grandes e pequenos labios, o clítoris, o
vestíbulo .Com o orificio uretral e o orificio vaginal, que em caso das
vírgens é chamado orificio do himen e termina no centro do perineo
a frente do anus. Estão presentes também os orificios das glándulas
de Skene (parauretrais) e de Bartholino.
• Atrás do clitoris se encontra o orificio externo da
uretra e atrás deste o orificio Vaginal.
• Dentro dos grandes labios e paralelos a eles se
encontram os pequenos labios ou ninfas, são uns
pregues cutáneos delgados, sem gordura no seu
interior;
• Continuam para frente para unir-se e fechar num
capuchão ao clitoris (prepucio).
• O clítoris é o órgão eréctil da mulher e tem uma
estrutura cavernosa parecida a do penis.
• Os pequenos labios se unem a atrás formando
a comissura posterior no centro do períneo
que separa a vulva do anus. Nas márgens
laterais do orificio vaginal e dentro dos
pequenos labios, se encontram a cada lado os
orificios de excreción das glándulas de
Bartholino ou vestibulares, cuja função é a
lubrificação dos genitais durante o coito. A
ambos lados do orificio externo da uretra se
encontram os orificios de excreção das
glándulas de Skene.
Fig. 2.1. Vulva. Tomado de FH Netter, Colección Ciba de ilustraciones
médicas, Tomo II, 1982.
• A vagina é um órgão tubular, aplanado em sentido
antero-posterior em condições normais, que apresenta
uma cavidade virtual.
• A parede anterior é mais curta, (6 a 8 cm) e a posterior
mais comprida, (8 a 10 cm). O diámetro da vagina É de 3 a 4
cm, o que se evidencia quando se distende com
espéculo; durante o parto sofre uma distensão que
pode aumentar o seu diámetro até 10 a 12 cm para
permitir o passo do feto
MAMAS

• As mamas se encontram na parte anterior do tórax


e estão formadas pela glándulas de secreção externa,
rodeadas de tecido adiposo e recobertas pela pele;
se extendem predominantemente entre a terceira e
sexta costelas e entre a línha axilar anterior e a
paraesternal ou a línha media nas muito volumosas.
MAMAS
• Na maiorio das mulheres existe uma ligeira
assimetria entre as duas mamas e o seu tamanho
varia de acordo a constituição fisica ou bitipo e, sofre
variações ao longo da vida da mulher, as gravidezes e
muitas vezees mudanças no estado nutricional.

• Cada mama tem de 10 a 20 lóbulos, que pela sua vez


estão constituidos por lobulinhos que se encontram
separados pelos tecidos conjuntivo.
MAMAS
• A zona mais prominente da mama é o mamilo,
onde desembocam os condutos galactóforos
rodeados defibras musculares e tecido
conjuntivo, sobre as quais actua a oxitocina.
Está rodeado por uma areola ou zona de pele
mais escura, com prominencias, chamadas
glándulas de Morgagni (glándulas sebáceas),
que no periodo da gravidez aumentam de
volume e são denominadas tubérculos de
Montgomery. A coloração do mamilo e da
areola aumenta muito mais na gestação.
• GENITAIS INTERNOS
• Se encontram situados na pelvis menor, que
• constitui a parte inferior da pelvis, formada
pelos ossos coxais e o sacro. O limite superior
da pelvis menor segue o bordo superior do
pubis, a línha innominada do coxal e o bordo
superior da primeira vértebra sacra.
• O limite inferior chamado solo pelviano
• está constituido por 3 planos musculares, dos
quais o mais importante é o profundo.
• Genitais Internos: ovarios, trompas e útero
(fig. 2.2). Excepto os ovarios (únicos órgãos
não cobertos pelo peritoneo), tanto os
genitais internos como os outros orgãos
• pelvianos estão cobertos pelo peritoneo. Os
• genitais internos se relacionam com a bexiga a
frente, os uréteres lateralmente e o recto-
sigmoide atrás
• Fig. 2.2.
• OVARIO
• Órgão par e simétrico situado na pelvis menor,
• Na fosseta ovárica, limitada atrás pelos
• vasos ilíacos internos; a frente, pelo ligamento
• Infundibulo-pelviano, e a cima pela línnha
innominada do coxal. Fica um pouco atrás e ao
lado do útero, ao qual está unido pelo ligamento
utero-ovárico, e lateralmente unido ao ligamento
largo pelo meso-ovario,continuando com o
ligamento infundibulo-pelviano.
O ovario tem forma ovoide, aplanada, com
um diámetro longitudinal de 3 a 5 cm, o
transversal de 2 a 3 cm e o espessor de 1 a 2
cm. Estes diámetros são menores nas meninas
, aumentam na pubertade, na idade adulta e
diminui na menopausa.
• TROMPA
• Órgão par que se encontra a ambos os lados
do útero, com o qual se comunica ao nivel do
corno uterino e que se extende lateralmente
até o ovario, cerca do qual termina.
• Longitude de 9 a 12 cm e forma de tuba ou
trompeta.
• 4 porções: intersticial (a través da parede
uterina), ístmica (a saida do útero), ampolar
(intermedia e mais extensa) e fímbrica ou
pavalhão (lingüetas do extremo livre
abdominal).
• Diámetro da lume tubaria 1 mm na porção
• intersticial, algo mais na ístmica e de 4 mm na
• ampular.
• ÚTERO
• Órgão único, situado no centro da pelvis e fixo
à pelvis ósea pelos ligamentos laterais ou de
• Mackenrodt como elementos fundamentais, e
secundariamente pelos ligamentos utero-
sacros atrás, e em menor grau, pelas fibras
que o unem à bexiga ao pubis a frente
(ligamento utero-vesico-pubiano).
• Os ligamentos redondos servem como
• elemento de orientação.
• O útero está separado de pubis pela bexiga e
a cavidade abdominal a frente, e da excavação
sacra pelo recto-sigmoide, e as vezes pelas
ansa iliais atrás.
• Forma de pera invertida , aplanada em
sentido antero-posterior e se divide para seu
• estudo em 2 porções: corpo e colo.
• A porção superior ou corpo, de 4 a 5 cm de
diámetro longitudinal, apresenta uma cavidad
triangular isósceles de base superior, cujos
ángulos coincidem com o inicio das trompas,
coberta pelo endometrio e com uma
capacidade de 4 a 6 mL, a qual pode aumentar
em multíparas.
• A porção inferior ou colo, de 3 cm de
comprimento com um conduto de 3 a 5 mm
de diámetro, tem um limite superior (orificio
cervical interno) que o comunica com a
cavidade uterina, e outro inferior (orificio
cervical externo) que o comunica com a
vagina.
• Existe uma zona de transição entre o colo e o
• corpo, algo acima do orificio cervical interno,
• denominada istmo de útero, de grande
importancia na gestação e no parto, já que da
lugar ao segmento inferior.
• A cúpula vaginal ou límite superior da vagina
une ao colo abaixo dos ligamentos que se
• fixam na região ístmica, deixam abaixo uma
porção vaginal do colo, chamada exocérvix,
• SOLO PELVICO
• Para completar o conhecimento básico da
anatomía relacionada com aparelho genital é
importante lembrar a constituição do solo
pelvico, fechado pelas estruturas musculo-
aponeuróticas, que deixam passo às porções
terminais dos tractos urogenital e digestivo,
constituido por 3 planos: superficial, medio
profundo.
• PLANO SUPERFICIAL: Está constituido por 3
pares de músculos que formam um triángulo a
cada lado da vulva, e são:
• 1. Bulbocavernoso
• 2. Isquiocavernoso
• 3. Transverso superficial de perineo
• Existe um quarto músculo, o esfínter externo
do anus, que vai desde o rafe tendinoso do
perineo para atrás, rodeando o anus, para
fixar-se no cóccix.
• PLANO MEDIO
• Está constituido pelo músculo transverso
profundo do períneo com disposição similar
ao superficial, que
• se prolonga para frente em forma de um
diafragma fibroso que se inserta nos ramos
isquiopubicos, acima dos músculos isquio-
cavernosos. También se chama fascia uro-
genital ou diafragma uro-genital, recobre
• (esfínter estriado da uretra)
• PLANO PROFUNDO: Se encontra formado pelo músculo
elevador do anus ou diafragma pelvico principal. Está
composto por 3 fibras musculares a cada lado: o primero e
mais externo, vai desde o rafe anus-coccígeo e o cóccix, se
abre em abanico(leque) para frente e para fora até insertar-
se na tuberosidade isquiática (fibras isquio-coccígeo);
• O segundo se dirige para o arco tendinoso que se forma da
fascia do músculo obturador
• (Fibras ileo-coccígeo), e o último, que vai para frente, para
o pubis (Fibras pubo-coccígeo)
RECONTO FISIOLÓGICO
• A fisiología da maturação sexual é um
processo gradual, dependente da maturação
progressiva do sistema nervoso central no
transito da infancia à adultez da mulher.
• A corteza cerebral,o hipotálamo e a
denohipófise intervêm na regulação
neuroendocrina do ciclo sexual na mulher.
• No hipotálamo se acumulam progresivamente
• substâncias que comportam como trasmisores
• adrenérgicos e colinérgicos que viajam a
través dos trajectos nervosos para o
hipotalamo posterior na região do núcleo
arcuato, relacionado com a produção
• de factores ou hormonas libertadoras de
gonadotropinas (GnRH).
• Quando a acumulação destas substâncias
alcanza um determinado límite, variavel de
uma mulher a outra, se produz a estimulação
sobre a hipófise, a qual actuará sobre o ovario
a través das gonadotropinas, estimulando a
produção das hormonas ováricas, que pela
sua vez actuarão sobre os distintos efectores
• que formam parte do aparelho reprodutor,
dando assim as mudanças puberais e a
menarca.
• CICLO MENSTRUAL: EIXO SNC HIPOTÁLAMO-
• HIPÓFISE-OVARIO
• E A SUA INTERAÇÃO HORMONAL
• Partindo do inicio da menstruação e pela
• ação dos fatores libertadores que
• actuam sobre a hipófise, esta actúa sobre o
ovario por intermedio da hormona foliculo-
estimulante (HFE ou FSH),
• que como expressa o seu nome, estimula o
crescimento e desenvolvimento de varios
folículos e a produção estrogénica destes, que
irá em aumento progressivo.
• Quando o tenor de estrogenios e de FSH no
sangue ultrapassa um determinado limite, se
produz por retro-alimentação a ação sobre o
hipotálamo estimulando a libertação da
hormona luteinizante (LH) e inhibição da FSH
• Estas 2 hormonas participam conjuntamente
no mecanismo da ruptura folicular e posta
ovular (ovulação), que ocorre 14 días antes da
próxima menstruação (em ciclos de 28 días).
Na ruptura folicular intervem a diminuição do
rego sanguineo na mais superficial do folículo,
junto com a vasoconstrição produzida pelas
prostaglandinas, para formar o estigma, a
través do qual se produz a ovulação.
• A hormona luteinizante estimula a
transformação luteínica do foliculo, desde
antes de romper-se e mais intensamente
despois de roto, para convertí-lo em corpo
• amarelo, o qual produz progesterona e
estrogenios em pouca quantidade.
• Estas 2 hormonas inhibirão por
retroalimentação o hipotálamo posterior para
travar a libertação de FSH e LH.
• Em esta inhibição participam, por outra via,
as propias gonadotropinas, pelo que a ação
luteinizante e a função corpo amarelo
declinarão até chegar a deprivação hormonal
• estrogenios-progesterona, que desencadeia o
complexo mecanismo da menstruação e
estimula a secreção de FSH, que iniciará o
• crescimento de novos folículos para o ciclo
siguiente ou consecutivo.
• A GnRH (gonadotropin releasing hormon ou
• factor de libertação de gonadotropinas) é
secretada de forma intermitente e num rango
crítico. A Mudança da frequencia da
intermitencia intervem na secreção de FSH e
LH na circulação. A infusão continua de GnRH
suspende a sua libertação. Os análogos de
GnRH podem ser usados para diminuir a
formação de gonadotropinas cíclicas chegada
a maturidade sexual.
• No ovario se produz mudança fundamentais
que iniciam a função germinativa (produção
de óvulos) e todas as mudanças fisiológicas
que caracterizam o ciclo bifásico ou normal.
Pela estimulação da hormona hipofisaria FSH,
começarão a crescer e desenvolver-se varios
folículos no ovario, e um deles chegará a etapa
de maturidade ou folículo de De Graaf, o qual
contem um óvulo preparado para ser
libertado e possivelmente fecundado.
• Para chegar a este estadio, previamente o
folículo atravesará as etapas de primario,
secundario e terciario.
• De inicio, as ovogonias, que constituiem os
folículos primordiais, aumentam de tamanho e
se circundam de varias filas concéntricas de
células epiteliais cuboideias de pequeno
tamanho, com pouco citoplasma e núcleo, que
• recebem o nome de camada granulosa.
• Fora de esta capa está disposto em forma
concéntrica o tecido conjuntivo, denominado
teca, e fica assim constituido o folículo
primario.
• Ao iniciar-se a maturação, as células epiteliais
planas se transformam em cilíndricas, suas
dimensões aumentam, por segmentação e
mitosis se originam varias camadas
superpostas, e se forma assim o folículo
secundario.
Este folículo emigra para superficie do
• ovario e como consequencia dum processo de
secreção se origina uma cavidade cheia de
líquido a expensas das camadas foliculares
internas.
• Dentro desta cavidade há células que
circundan o óvulo e formam uma prominencia
(cúmulo ovígero) cujas dimensões aumentam
progressivamente; de este modo, o folículo
• primitivo se transforma em secundario.
Finalmente se transforma em em terciario e ao
mesmo tempo se aproxima a superficie
do ovario.
• O óvulo contido no folículo abre-se passo ao
exterior ao produzir-se a ruptura folicular
(ovulação ou posta ovular). Neste fato
intervem a ação conjunta de FSH e LH com a
participação da prostaglandina, colagenasa e
plasmina na posta ovular.
• Ao produzir-se a expulsão do óvulo, a
membrana granulosa prega-se e no interior da
cavidade folicular tem lugar uma hemorragia.
Começa neste momento a formação do corpo
amarelo.
• O corpo amarelo converte-se numa glándula
de secreção interna típica, produtora de
progesterona e em menor quantidade de
estrogenios.
• Eta estrutura terá uma actividade funcional de
8 a 10 días, se o óvulo não for fecundado, e
decrescerá paulatinamente na sua secreção
até desaparecer.
• Depois se produzirá a degeneração grasosa
das células luteínicas e a proliferación do
tecido conjuntivo com a transformação hialina
e como resultado se formará o corpo branco
ou albicans.
• Resumo: O ciclo ovárico compreende a
maturação de um folículo primordial e a
constituição do corpo amarelo.
• A sua duração é de 4 semanas e a ovulação
marca a sua divisão em 2 periodos: a fase
folicular ou estrogénica, de 14 dias de
duração, e o segundo, posovulatorio ou fase
luteínica, de 14 días de duración
• Num cliclo de 28 días.
Fig. 2.11. Ciclo menstrual ou genital: hipotálamo-hipófise, ciclo ovárico,
endometrial ou uterino. Tomado de FH Netter, op. cit.
\
• CICLO UTERINO E MECANISMO
• ÍNTIMO DA MENSTRUAÇÃO
• Simultáneamente com as mudanças que
ocorrem durante o ciclo ovárico, se produz
outros no útero, especialmente no
endometrio.
• Este consta microscópicamente de 2
camadas: basal e funcional.
• A camada basal, constituida por estroma,
glándulas e vasos, em conexão directa com o
miometrio e insinuada entre as fibras
musculares, forma os fundos de sacos
glandulares, e as suas glándulas são
cilíndricas.
• O estroma interglandular constituido por
fibras conjuntivas dispostas em malhas
estreitas, células fusiformes e vasos.
• Em cada menstruação se elimina
• a camada funcional e não asim a basal, que
por estímulo estrogénico prolifera para
reconstruir a camada funcional,
• que é onde se realizam as modificações
periódicas que caracterizam o ciclo (fig. 2.11).
• A camada funcional cresce rápidamente ao
iniciarse a secreção estrogénica no ovario.
• Os niveis circulantes de estradiol produzem a
cicatrização da superficie cruenta que ficou
depois da descamação endometrial, e chega a
exceder depois em 3 ou 5 veces
• a espessura da camada basal, tem um estroma
mais esponjoso e as suas glándulas, de
direção vertical, vão fazendo-se mais altas,
mostram abundantes mitose no seu epitelio
com núcleos escuros e proliferam o estroma
• E os vasos.
• O crescimento do estroma se atrasa em
relação às glándulas e aos vasos, pelo que as
glándulas començam a pregar-se adaptam
uma disposição em encaixe e os vasos uma
disposição em espiral.
• O estroma cresce como 1, as glándulas como 2
e os vasos como 3. Esta etapa, que dura 14
días, coincide com a etapa do crescimento do
folículo ovárico e se chama fase de
proliferação ou estrogénica.
• Ao produzir-se a ovulação no endometrio se
• iniciam transformações secretoras, as
glándulas dilatam-se pelo produto da sua
secreção e tornam-se tortuosas, o estroma é
mais laxo e edematoso, nos núcleos cessam as
mitoses e as glándulas pregam-se ainda mais;
aparecem vacuolos nas suas células, os
núcleos tornam-se basais e apresentam
aspeto de seudo-estratificação do epitelio
glandular.
• Nesta fase de secreção ou progesterónica
nota-se a presença de glucogénio e gorduras
nas glándulas e se sintetizam prostaglandinas
no endometrio.
• Se não ocorre a fecundação a implantação do
• ovo no endometrio, que pelo estímulo da
• gonadotropina coriónica manteria o corpo
amarelo cíclico e o transformaría em gravídico,
se producirá no final deste ciclo a deprivação
hormonal que desendesencadeia mecanismo
complexo da menstruação.
• Primero encolhem-se as células endometriais,
se produzem progresivamente o
adelgazamento endometrial e autólise celular,
com libertação de prostaglandinas e a
• consigueinte vasoconstrição arteriolar e
diminuição de seu calibre que produzem focos
isquemicos, necroses e a descamação.
• A perda de líquido do estroma aplana
• ou redz ainda mais o endometrio, agrava a
estase sanguínea e provoca a ruptura dos
seios venosos. Posteriormente, ocorre a
vasoconstrição das arterias espirais na sua
origem e no miometrio, a qual cessa
transitoriamente e se produz o sangramento
menstrual que, junto com a descamação
endometrial, constitui a perda cíclica chamada
menstruação.
• O endometrio secretor pode alimentar ao
zigoto cedo na etapa de mórula desde 2º a 3º
dias depois da fecundação.
• Éste cresce neste ambiente durante uns 6 dias
• por um procedimento simple de difusão e
logo começa a placentação e implantação no
endometrio aproveitando a rica vascularização
periglandular.
• HORMONAS CORTICOSUPRARRENAIS
• Ao analizar e explicar os fenómenos do ciclo
sexual na mulher, há que ter em conta a
glándula suprarrenal e as suas secreções, não
só referente as suas hormonas específicas de
destino metabólico e a sua participação nas
reações de estrés (alarma e adaptação), senão
também na elaboração de hormonas sexuales
que reforçam a função generativa e que está
assignada à zona sexual ou zona X (fuchinófila).
• É provavel que a principal ação de estas
hormonas se produça na gravidez como
protectora ou substitutiva as vezes da função
lútea.

• A LH hipofisaria exerce o controlo sobre esta


zona suprarrenal.
• HORMONAS DO OVARIO:
• Os estrogenios,
• A progesterona,
• Os androgenios,
• A relaxina, Os sexágenos
• A inhibina
• São as hormonas ovaricas connhecidas até o
momento.
• 1. As funções dos Estrogenios) :
• a) Estimulam o crescimento do aparelho genital
femenino em todas as suas partes.
• b) Estimulam o crescimento da glándula
• mamaria, em especial o desenvolvimento dos
condutos galactóforos.
• c) Inhibem a linha de crescimento ósseo lineal
aceleram o fecho epifisario.
• d) Produzem a retenção moderada de NaCL e água
• e) São responsaveis do depósito da gordura
nas ancas e nos glúteos, e determinam o
“contorno femenino”.
• f) Ajudam ao crecimiento dos pelos axilar e
pubiano.
• g) Exercem ação estimulante ou supresora do
• hipotálamo e a libertação das hormonas
gonadotrópicas, segundo se encontrem em
pequenas ou grandes quantidades no
organismo.
• h) Mantêm a acidez do medio vaginal.
• i) Favorecem a produção e a filancia do muco
• cervical.
• j) Aumentam a sensibilidade do ovario à acção
de LH.
• 2. As Funções da Progesterona :
• a) Actúa sobre os tecidos e os órgãos
previamente influidos no seu crescimiento
pelos estrogenios.
• b) Sobre a vagina: diminui o número de
células superficiaias e as agrupa.
• c) Sobre o endocérvix: inhibe a ação
estrogénica, pelo qual o muco torna-se mais
denso ou compacto.
• d) Sobre o endometrio: estimula a diferenciação
• das células do estroma e é responsavel da
tortuosidade das glándulas. Favorece a
cumulação de glucogenio nas células e lumens
• glandulares; é responsavel da fase secretora
• do endometrio. Induz a formação da decidua
• Na gravidez.
• e) Sobre o miometrio: se opõe à
hipercontractilidade provocada pelos
estrogenios; tem acção relaxante da musculatura
uterina.
f) Sobre o ovario: modifica a sua função
inhibindo a ovulação e restringir o
desenvolvimento folicular.
g) Sobre as mamas: favorece o
desenvolvimento alveolar
actuando sobre os acinis glandulares.
h) Pela sua acção termorreguladora, é
responsavel da elevação d temperatura de 0,8
a 1 °C depois da ovulação e no inicio da
gravidez.
• CICLO CERVICAL
• As mudanças que ocorrem no endocérvix são
paralelos às mudanças das características do
muco cervical, o qual é mais abundante,
fluido e filante (6 a 10 cm) a medida que
avança a fase proliferativa,e se o extendemos
numa lámina e o deixamos secar, cristaliza
• em forma de folhas de helecho, tudo o qual
ocorre a expensas do fluxo dos estrógenios.
• Na segunda fase do ciclo diminui rápidamente
a filancia, a fluidez, a cristalização e a
penetrabilidade do muco cervical,
• inibindo a progesterona a acção dos
estrógenios sobre dito muco .
CICLO VAGINAL

• o estímulo estrogénico activa o crecimiento, a


• Maturação e a descamação do epitelio vaginal
e exocervical, pelo que durante a fase
proliferativa aumentam progresivamente a
descamação epitelial, a acidez vaginal, a
quantidade de células maduras da camada
superficial o grossor do epitelio.
CICLO VAGINAL
• Esto se evidencia através estudo cíclico do
conteudo vaginal e pode representar-se pelas
curvas de cornificação ou de tanto por cento
de células superficiales, cariopicnóticas e pelo
índice acidófilo.
• Quando se realiza o estudo do conteudo
vaginal na primera fase do ciclo, as células se
vem dispersas e isoladas, o número de
leucocitos é reduzido e o extendido vaginal
“limpio”.
CICLO VAGINAL
• Na segunda fase do ciclo, as células desprendidas
se agrupam e constituem
• verdaderos grumos, adoptan formas especiales,
pregadas ou em forma de barquinhos, disminui
algo a descamação,
• aumentam os leucocitos e predominam as
• células de tipo intermedio; o extendido se ve
“sujo”, sobre tudo na fase premenstrual e
disminuiem o índice cariopicnótico e o acidófilo.
ANATOMIA DO APARELHO REPRODUTOR
FEMININO

Fig. 2.2. Contenido pelviano visto desde arriba y atrás. Tomado de


FH Netter, op. cit.
ANATOMIA DO APARELHO REPRODUTOR
FEMININO

Fig. 2.3. Plano superficial del suelo pelviano. Tomado de FH Netter, op.
cit.
ANATOMIA DO APARELHO REPRODUTOR
FEMININO

Fig. 2.4. Planos medio y profundo del suelo pelviano. Tomado de FH


Netter, op. cit.

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