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ALTO RISCO OBSTETRICO

DR JULIO NAMFANTCHE
MD, GINECOOBSTRETRA, DSEGPS*
CURSO DE SAUDE MATERNA
ESCOLA NACIONAL DA SAÚDE

BISSAU, ABRIL DE 2015


• PLANO:
• OBJETIVOS
• INTRODUÇÃO
• CONCEITO
• CLASSIFICAÇÃO
• CONDUTA SEGUDO O NIVEL DE ARO
• CONCLUSÃO
• OBJECTIVOS

• Conhcer o conceito de ARO

• Saber classificar as gravidas em gravidas de


Alto e de Baixo Risco Obstetrico

• Saber encaminar as gravidas de acordo ao


nivel de Risco
• INTRDUÇÃO:
• A gravidez é um estado intermedio entre a saúde
e doença, por isso merece uma atenção especial
porque ela leva consigo um risco tanto para a
vida da mãe como para o seu futuro bebe.

O objectivo de cuidados da gravida é de minimizar


este risco de morbidade mortalidade materna e
fetal que este processo leva implicito.
• CONCEITO:
• Risco é a probabilidade de sofrer um dano.
• A noção qualitativa inicial, isto é, a ausecia ou
presença de risco tem evoluido para outra
quantitativa:
• Alto Risco
• Baixo Risco
• Gestante de alto risco é aquela em que a mãe
e o feto ou recém-nascido estão ou estarão
expostos a maiores perigos para vida que
numa gravidez normal.

• O risco é uma medida que reflete a


probabilidade de que se produça um facto ou
dano à saúde.
• O enfoque de risco basia-se na mesuração de
essa probabilidade.
• Factor de risco é toda característica ou
circonstancia observavel numa pessoa,
associada com uma maior probabilidade de
experimentar um dano à sua saúde.

• A maior importância dos factores de risco


consiste em que são observaveis ou
identificaveis antes da ocorrencia do facto.
• Fala-se da utilização do enfoque de risco com
fins preventivos quando é conhecida a
probabilidade e se trata de uma doença, um
acidente ou uma morte evitavel ou reduzivel
se se tomam as acções antes de que ocorram
• O grau da associação determina-se mediante o “risco
relativo” que expressa o número de vezes que o dano
aparece nas pessoas que apresentam o factor quando se
compara com o seu aparecimento nas pessoas que
apresentam o factor de risco. Representa o risco individual.

• A frequencia de factor de risco na comunidade serve de


base para a detrminação de risco atribuivel o qual expressa
o risco dentro da comunidade . O seu conhecimento é
muito importante para os responsaveis de área de saúde,
Região sanitária quando devem reduzir a relevancia de
factores de risco na população.
• A relação entre um factor de risco e um dano à saúde
pode ser:

• 1. Relação causal. O factor de risco desencadeia o


processo morboso. Ex.: a placenta previa origina a
morte fetal por anoxia; a rubeola durante o primer
trimestre da gravidez causa malformações
congénitas.
• 2. Relação favorecedora. Nela existe uma franca
relação entre o factor de risco e a evolução do
processo (mas não é a causa directa). Ex.: a grande
multiparidade favorece a situação transversa esta o
prolapso ou procedêcia de cordão umbilical.
• 3. Relação predictiva ou associativa. Se
expressa em sentido estatístico, mas não se
conhece a natureza de essa relação. Ex.: a
mulher que tem perdido já um feto ou um
recém-nascido corre mais perigo de perder o
seu próximo filho.
• Nem todos os factores de risco são causais. Os
factos que precedem a outros factos não
necessariamente os causam.
• Na realidade , a maioria dos factores de risco têm
uma relação favorecedora, de maneira que entre
o factor de risco e o resultado final (dano) deve
aparecer um resultado intermedio sem o qual
não chegaria a produzir-se o dano. A detecção
prococe e/ou a prenvenção deste resultado
intermedio é o objetivo da consulta prenatal das
pacientes com factores de risco.
• A prioridade de detecção de determinados riscos, faz-se em
função da magnitude destes, assim como a vulnerabilidade
real relativamente a sua modificação; pode ser antes de
começar uma gestação por ter sido planificada pelo parceiro ou
pela mulher ou no inicio na captação, medindo uma negociação
com o parciro ou concretamente com a mulher.

• Priorizam para este plano de acção:

• Mulheres com a idade inferior a 20 anos


• Mulheres com a idade >30 anos
• Diabéticas
• Hipertensas.
• Desnutridas.
• Infecções urinarias silentes e conhecidas.
• Cardiópatas e asmáticas.
• Risco de tromboembolismo.
• Outras concebidas no diagnóstico de saúde local
como prioridade na base da estratificação local
do risco. (Cada territorio tem as suas
particularidades, relativamente a risco, como são
os antecedentes obstétricos desfavoraveis, os
antecedentes de filhos de baixo peso à nasceça,
nado mortos e outros).
• NOVO ENFOQUE METODOLOGICO PARA A ATENÇÃO AO RISCO
OBSTETRICO PERINATAL, QUE INCLUI MUDANÇAS NOS
PROCESSOS E PRIORIZA :

• Jovens e adolescentes: aumentam em 20 % os nascimentos.


• Desnutridas e anémicas: presente em mais de 30% das
gestantes.
• Diabéticas: elevado risco perinatal, e aumento da diabetes
gestacional associada a idade materna superior aos 30 anos.
• Mulhers maiores de 30 años: mais de 55% de todas as
gravidezes esperadas até despois de 2012.
• Hipertensas: aumentam nas maiores de 30 anos e nas
adolescentes.
• Sepsis urinaria silentes e conhecidas:
frequencia elevada em gestantes maiores de
30 anos.
• Cardiópatas: o risco aumenta nas gestantes
maiores de 30 anos.
• Riscos de trombo-embolismo: maior
posibilidade de que ocorra este evento nas
gestantes maiores de 30 anos).
• Outros riscos relevantes resultantes do
exercicio da estratificação local.
• Diagnóstico

• O diagnóstico de alto ou baixo risco pode começar


antes da gestação e continuar até depois de parto
inclusive preve as complicações no puerperio.

• Em muitas gestantes a atenção ao risco e a sua


modificação vem desde a su clasificação na consulta de
atenção pre-concepcional, com a mesma equipa de
saúde, línha de desenvolvimento que se pretende
generalizar como atenção de qualidade para o mediano
e alto risco obstétrico.

• As consultas ulteriores, em caso do grupo de alto
risco, devem incluir todo o necessario para melhorar o
ambiente materno e fetal e realizar um controlo
cuidadoso do bem-estar de ambos.

• Logo do exame inicial e a clasificação dos factores de
risco, as consultas posteriores servirão, entre outros
objetivos, para controlar o aparicimento dos factores
de risco que não foram evidentes em a primeira
consulta ou que, pelo seu carácter, são de
aparicimento mais tardío durante a gravidez.
• ENQUANTO DURA A GRAVIDEZ SE FAZ O DIAGNÓSTICO DE RISCO.

• Assim pois, continua a detecção de este ou a sua


complementação diagnóstica durante toda a gestação, o
trabalho de parto e o parto e, inclusive, durante o
puerperio.

• Detecção do alto risco durante as consultas pre-natais.

• guia para a clasificação do risco nas consultas pre-natais ou


nos principais momentos da atendimento obstétrico e para
a reclassificação em gestantes com risco pre-concepcional
• Baixo risco
• Déficit nutricional III e IV
• Antecedente de morte perinatal
• Incompetencia ístmico-cervical
• Parto pre-térmo e/ou baixo peso previos.
• Parto previo com isoinmunização
• Antecedentes de Pre-eclâmpsia-eclâmpsia
• Antecedentes de descolamento prematuro da
placenta
• Cesariana anterior uo operação uterina
• Alto risco
Tumor de ovario
• Hipertensão arterial
• Doença renal
• Diabetes mellitus
• Cardiopatía
• Processos malignos
• Anemia por hemacias falciformes
• Pneumopatías
• Doença de tiroides
• Hepatopatías
• Epilepsia
• CONDIÇÕES A VIGIAR NO CONSULTORIO
• Idade< de 18 ou ≥ 35 anos
• Paridade > 3
• Intervalo ínter-genésico < 1 ano
• Déficit socio cultural
• Déficit nutricional II
• Hábitos tóxicos
• Aborto habitual e abortos voluntarios a repetição
• Recién-nascido anterior com mais de 4 200
gramas de peso
• Citologia vaginal anormal
• Malformação anterior ou transtornos genéticos
• Atraso mental
• Estatura < 150 cm.
• Presão arterial de 120/80 na primeira metade da
gravidez
• Retinopatía (corresponde habitualmente a diabetes
ou hipertenão)
• Transtornos circulatorios periféricos
• Infecções cérvico-vaginais
• AVALIAÇÃO DURANTE A GRAVIDEZ

• Cada visita pre-natal é uma oportunidade


para descubrir uma anomalía que pode
originar dificultade para a mãe, o produto ou
ambos e constituir um factor de risco.
• Baixo risco
Infecções virais
• Ganho de peso inadequado
• Tabagismo e alcoolismo
• Sinal de mais (Útero grande com relação a
idade gestacional
• Anemia (Hb < 110 g/L)
• Alto risco

• Transtornos hipertensivos da gravidez


• Infecção urinaria
• Doença hemolítica perinatal
• Diabetes mellitus pregestacional e gestacional
• Gestorragias
• Polihidramnios ou oligoamnios
• Doença tromboembólica
• Gravidez multipla
• Rotura prematura das membranas ovulares
• Infecção ovular o genital
• Discordancia AU/EG com sinal de menos
• Gestação de 41 semanas ou mais
• Problemas cirúrgicos agudos
• Resultados patológicos das Provas de Biem-estar
Fetal.
• Niveis de atendimento segundo risco no parto
• os transtornos que damos continuação aumentam o
risco no trabalho de parto. Deve estabelecer-se os
niveis de atendimento siguintes:
Nivel I (sem risco)
Gestação de 37 a 42 semanas
• Progresião normal do parto
• Idade > 16 años
• Apresentação cefálica
• Liquido amniótico claro
• Nivel II

• Doença hipertensiva da gestação sem sinais


de agravamento
• Doença materna compensada
• Macrosomía fetal
• Idad gestacional ≥ 42 semanas, líquido claro
• Gravidez pre-termo, entre 32 e 35 semanas
• Primigrávida ≤ de 16 anos
• Idad gestacional duvidosa, liquido claro
• Meconio fluido
• Nivel III R.C.I.U.
Duas ou mais condições do Doença materna asociada
nivel II
a gravidez,
• Alterações da frequencia
cardiaca fetal descompensada
• Meconio con alterações da • Gestorragias
frequencia cardiaca fetal • H.T.A induzida pela
• Trabalho de parto gravidez grave
prolongado
• Febre intraparto • Óbito fetal
• Pre-termo < de 32 • Indução ou condução
semanas do parto
• Apresentação pelvica • Prova de trabalho de
parto
• O nivel I será atendido pelos médicos residentes
de primer año, internos ou enfermeras obstétras
(parteiras) , o nivel II por residentes de segundo e
terceiro ano e o nivel III por especialistas ou por
quem designe o chefe do Grupo Basico de
Trabalho.
• RISCO MATERNO NO PARTO
• GERALMENTE ESTÁ RELACIONADO COM A
ANALGESIA E A ANESTESIA.

• Perfusão placentaria insuficiente por hipotensão

devida a anestesia regional

• Síndrome supin-hipotensor

• Choque hipovolemico ou descompensação cardiaca


• Sobre-dosagem de anestesia geral, ventilação ou
oxigenação pulmonar inadequada.
• Administração de medicamentos que afectam de
forma adversa ao feto ou ao recem-nascido
• Traumatismos: parto podálico, instrumentado e
distocia de ombros
• Intervalo prolongado entre o diagnóstico de estado
fetal intranquilizante e a cesariana ( ≥ 30 minutos), si
não fosse possivel a reanimação uterina.
• RISCO MATERNO DESPOIS DO PARTO

• prevenir as complicações siguintes:


Hemorragias
• Inversão
• Infecção puerperal
• Convulsões
• FACTORES DE RISCO NEO-NATAL INMEDIATO

• Índice de Apgar < 7
• Peso à nascença < 2 500 g ou ≥ 4 200 g.
• Anomalias congénitas importantes, incluindo
arteria umbilical única.
• Palidez (anemia ou shock)
• Hipotermia
• Calofrios
• Infecção fetal manifestada por hepatomegalia,
ictericia e petequias
• Diátesis hemorrágica fetal (petequias ou equímose)
• Hipoglicemia ( < 3,6 mmol/L ); de vez enquando ha
tremores, apneia, cianose e convulsões.
• Síndrome de insuficiencia respiratoria (taquipneia,
retracção intercostal, jadeio, grunhido).
• Características dismórficas
• CONSULTAS ESPECIALIZADAS PARA GESTANTES DE
ARO NO NIVEL PRIMARIO E/ OU SECUNDARIO DE
ATENDIMENTO.

Hipertensão arterial na gravidez


• Factor Rh negativo sensibilizado
• Diabetes ou endocrinopatías na gravidez
• Nutrição
• Restrição do Crecimiento Intrauterino
• Cardiopatías
• Hemoglobinopatías
• CONCLUSÃO:
• Todas as gravidas são de risco

• Merecem cuidados medicos

• Os riscos têm diferentes niveis de acordo a sua


envergadura.

• O atendimento pre-natal deve ser focalizado


MERCI POUR VOTRE AIMABLE
ATTENTION
• MUITO OBRIGADO PELA VOSSA
ATENÇÃO
• ABENE
• DJARAMA BUI
• ALBARKA
• DJEREDIEUF

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