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Juliano Lourenço Ramos RGM 1818393951

Educação Física a sua história


Falando mais especificamente de práticas corporais na educação física no Brasil,
resgatamos cinco tendências da Educação Física Brasileira:

Educação Física Higienista​, foi à tendência predominante no final do império e no período


da primeira república, preocupada em formar homens saudáveis, uma sociedade livre de
doenças.

Educação Física Militar​, preocupada em formar soldados, objetivo em traçar padrões de


conduta disciplinar a classe trabalhadora, formação do cidadão soldado, capaz de obedecer
e de servir de exemplo para o restante da juventude”.

Educação Física Pedagogicista​, a educação é incorporada a ginástica, a dança, o desporto,


são meios de aceitar as regras do convívio democrático e de preparar as novas gerações
para o altruísmo, o culto as riquezas nacionais”.

Competitivista​, com objetivo de ganhar medalhas, o ensino voltado para os esportes de alto
rendimento, período também conhecido na história da educação física como tecnicismo, o
aluno é confundido com atleta.

Educação Física Popular​, compromisso com a lúdicidade a cooperação da classe


trabalhadora, na tarefa de construção de uma sociedade efetivamente democrática.

Concepções de aulas abertas


Os objetivos das aulas assumem a busca da autonomia e da emancipação do aluno:
valorizar a participação, propiciando momentos em que possam questionar e opinar;
possibilitar a construção coletiva do conhecimento, a partir de decisões tomadas em
conjunto professor e alunos estimulando a criatividade e o pensar dos alunos trabalhando o
aspecto das relações aluno/aluno, no que tange a incentivar a cooperação e socialização.

Crítico Emancipatória
A pedagogia crítico-emancipatória deverá oportunizar aos alunos perceberem a coerção
auto-imposta de que padecem, conseguindo com isto, dissolver o “poder” ou a
“objetividade” dessa coerção e assumindo um estado de maior liberdade e conhecimento de
seus verdadeiros interesses, ou seja, esclarecimento e emancipação, é preciso que o
professor crie situações para que os alunos possam aprender esportes, por exemplo,
aprendendo além das habilidades e técnicas, mas sim a interação social e a integração por
meio da linguagem.

Concepção Educação Física e Saúde


Nessa perspectiva, a função proposta aos professores de educação física é a de
alcançarem metas voltadas para educação para a saúde.
Então, a idéia é incorporar nas aulas de educação física escolar, conceitos e referências
teóricas sobre a questão da educação e saúde. O professor deve adquirir um
comportamento voltado para praticar este tipo de abordagem.

Esportivizadora
O professor, nesta pedagogia, assume um caráter de técnico esportivo, com o intuito de
melhorar a eficiência motora e física do aluno com ênfase nas técnicas esportivas, e
também, formar e selecionar futuros atletas que venham possivelmente a representar a
nação. O trabalho, as dimensões inumanas do esporte de rendimento, faz referência da
especialização precoce, crianças e adolescentes, estão sendo conduzidas cada vez mais
cedo e com mais intensidade ao esporte.

Crítico Superadora
Nestá concepção o indivíduo é incentivado a problematizar as relações sociais em que se
insere, ao invés de aceitá-las passivamente como modelos, a superação ocorre quando o
trato com o conhecimento reflete a sua direção epistemológica e informa os requisitos para
selecionar, organizar e sistematizar os conteúdos de ensino que emergem dos conteúdos
culturais universais, que são indissociáveis e significados humana e socialmente.

Conclusão
O professor de Educação Física deve sempre garantir condições de aprendizado, fazendo
adaptações, de modo a possibilitar participação de todos alunos, sempre visando todas as
possibilidades que favoreçam o princípio da inclusão, pois cada aluno precisará de suporte
diferente para estar participando ativamente das aulas. Na medida em que os alunos
passam a observar as diversidades como algo natural, também terão uma convivência
social e uma qualidade de vida melhor fora do contexto escolar.

A metodologia adotada deve ser a pesquisa de campo com informações coletadas nas
escolas e nos bairros próximos, onde moram os alunos, analisando de forma quantitativa e
qualitativa os dados, de modo seja possível responder os objetivos propostos no projeto
político pedagógico.

A partir das informações obtidas podemos elaborar o plano de aula de forma que atenda as
demandas da turma, se todos estão conseguindo realizar as atividades propostas e o
aprendizado dos alunos, se a didática não for eficiente à aplicação da aula, a demanda de
tempo será maior, e isso implica nas diversas formas de ensino. Por esse motivo, o
professor deve reconhecer a individualidade as necessidades de cada aluno e da turma,
buscando promover o respeito e atender a cada um sem objetivar a homogeneidade da
turma.

Referências

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do Ensino da Educação Física. São Paulo: Cortez.


1992.
GUEDES, D. Educação Para a saúde mediante programas de educação física escolar.
Motriz, volume 5, numero 1, junho. 1999.
GUIRALDELLI JR, Paulo. Educação Física Progresista: a pedagogia crítico-social dos
conteúdos e a educação física brasileira. São Paulo: Loyola, 1988.
HILDEBRANT, R & LAGING, R. (1986) Concepções Abertas no Ensino da Educação Física.
Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico.
KUNZ, E. (1991) Educação Física: Ensino & Mudanças. Ijuí: Unijuí.

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