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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E DA EDUCAÇÃO – FAED


CURSO DE BIBLIOTECONOMIA COM HABILITAÇÃO EM GESTÃO DA
INFORMAÇÃO

GABRIELA VIEIRA DA CUNHA PRATES

BIBLIOTECAS ESCOLARES DO SÉCULO XXI:


implementando makerspaces

FLORIANÓPOLIS
2018
GABRIELA VIEIRA DA CUNHA PRATES

BIBLIOTECAS ESCOLARES DO SÉCULO XXI:


implementando makerspaces

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Disciplina de Elaboração de Trabalho de Conclusão
de Curso de Biblioteconomia com Habilitação em
Gestão da Informação, do Centro de Ciências
Humanas e da Educação, como requisito para
obtenção do grau de Bacharel em Biblioteconomia.

Orientador: Prof. Dr. Jordan Paulesky Juliani


Coorientadora: Prof.ª MSc. Ketry Gorete Farias
dos Passos

FLORIANÓPOLIS
2018
P912b
Prates, Gabriela Vieira da Cunha, 1993-.
Bibliotecas escolares do século XXI : implementando makerspaces /
Gabriela Vieira da Cunha Prates. -- Florianópolis, 2018.
168 f. : il.

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade do Estado


de Santa Catarina, Centro de Ciências Humanas e da Educação,
Departamento de Biblioteconomia e Gestão da Informação, 2018.

Orientação: Professor Dr. Jordan Paulesky Juliani


Coorientação: Professora MSc. Ketry Gorete Farias dos Passos

1. Makerspace. 2. Biblioteca escolar. 3. Makerspaces em bibliotecas


escolares. 4. Educação. 5. Tecnologia. 6. Inovação. I. Titulo. II. Juliani,
Jordan Paulesky. III. Passos, Ketry Gorete Farias dos. IV. Universidade do
Estado de Santa Catarina. Curso de Biblioteconomia.

Ficha catalográfica elaborada pela autora.


GABRIELA VIEIRA DA CUNHA PRATES

BIBLIOTECAS ESCOLARES DO SÉCULO XXI

IMPLEMENTANDO MAKERSPACES

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado como requisito para obtenção do grau de


Bacharel no curso de graduação em Biblioteconomia com Habilitação em Gestão da
Informação da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Banca Examinadora:

Orientador: ____________________________________________________
Professor Dr. Jordan Paulesky Juliani
Universidade do Estado de Santa Catarina

Cooriendadora: ____________________________________________________
Professora MSc. Ketry Gorete Farias dos Passos
Universidade Federal de Santa Catarina

Membro: ____________________________________________________
Professora Dra. Ana Maria Pereira
Universidade do Estado de Santa Catarina

Florianópolis, 11 de dezembro de 2018.


A minha família, que sempre me apoiou e
esteve presente em todos os momentos da
minha vida. Aos meus professores, que
fizeram me apaixonar pela profissão. Aos
meus amigos, que me ajudaram nesta
caminhada. Aos bibliotecários inovadores
que nos inspiram a provar novos desafios.
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente aos meus pais, Nilton e Fernanda. Obrigada pelos


sacrifícios feitos para que fosse possível me proporcionar uma boa educação neste
país, que infelizmente não consegue cumprir a sua obrigação constitucional de
educação para todos. Graças a todos os apertos que vocês passaram para poder me
proporcionar os melhores estudos, eu pude ter um acesso privilegiado à informação e
ao conhecimento, berço da minha profissão que me realiza e me fará muito feliz. Muito
obrigada! Vocês são tudo na minha vida.
Agradeço também aos meus irmãos, Renata, Felipe, Raphael e Camila que
sempre proporcionaram conversas e reflexões que contribuíram para me tornar quem
eu sou, futura bibliotecária! Muito obrigada, amo vocês!
Agradeço especialmente à Mila, que mesmo hoje estando um pouco longe,
SEMPRE está por perto. Obrigada por todas as ajudas no TCC antes da tua viagem
e à distância. Obrigada pelas ajudas, conversas e risadas na vida. É difícil estar longe
depois de dividir a barriga da mãe contigo, mas em breve estaremos juntas de novo!
Nunca seria quem sou se não fosse por ti. Eu te amo mais que tudo. Twins love never
ends!
Agradeço também ao meu melhor amigo e cunhado, Iago. Muito obrigada por
todas as ajudas artísticas nesse TCC. Muito obrigada pelo tempo precisoso gasto me
ajudando a fazer meus slides em plena viagem. Muito obrigada por todos os balcony
talks de nossas vidas e por estar sempre por perto. Muito obrigada por fazer parte da
nossa família. A tua amizade transformou nossas vidas. Te amo!
Agradeço, e muito, a minha avó, que me proporcionou as aulas de inglês que
fizeram com que fosse possível fazer esta pesquisa. Se não fosse por ti, vó,
provavelmente não conseguiria chegar onde cheguei e onde pretendo chegar. Muito
obrigada!
Agradeço a minha outra avó, por todas as bienais, viagens e livros
compartilhados, que contribuíram para aumentar ainda mais a minha paixão pela
profissão. Obrigada vó!
Agradeço também ao Di, que me proporcionou momentos inesquecíveis. Muito
obrigada pelos Maurícios, Ziraldos, Loyolas, Cortellas... Muito obrigada pela
oportunidade em uma das bibliotecas mais fantásticas que já conheci. Não posso
escrever aqui, mas você sabe que você é...
Agradeço a Quita, que me ajudou muito com as revisões em cima da hora!
Muito obrigada por tudo! Agradeço aos meus sobrinhos, Maria Fernanda e João
Pedro, que são a minha alegria. Amo vocês!
Agradeço aos meus primos Jonatas e Matias que me ajudaram muito nas dicas
e conversas sobre o TCC durante nossa viagem. Agradeço também a todos os meus
outros familiares, que sempre me ajudaram em tudo e me deram muito amor!
Agradeço aos meus colegas e amigos da graduação: Nikolly, Jonathan,
Khaterin, Juliane e Daniela que fizeram desta caminhada algo mais leve.
Agradeço, e muito, aos meus professores, que sempre me atenderam com
grande dedicação e carinho. Considero vocês como grandes amigos. Agradeço
especialmente ao meu orientador, Jordan, que topou embarcar nesta caminhada
comigo e a Ana Maria, por ter aceitado avaliar este trabalhão.
Agradeço também, especialmente, a minha coorientadora e amiga Ketry.
Professora, muito obrigada por acreditar em mim. Ter te conhecido e sido a sua
monitora fez com que novas portas e oportunidades se abrissem em minha mente.
Muito obrigada por todos os ensinamentos, ajudas e risadas. Obrigada pela luz ao me
ajudar a escolher o meu tema, que é apaixonante. Enfim, obrigada por tudo! Menos
pelas fotos acidentais de caretas nos perfis de redes sociais! Te espero na Alemanha!
Makerspaces come in all shapes and sizes,
but they all serve as a gathering point for
tools, projects, mentors and expertise. A
collection of tools does not define a
makerspace. Rather, we define it by what it
enables: making.
(The makerspace playbook)
RESUMO

Esta pesquisa objetiva definir os recursos necessários para a implementação de


makerspaces em bibliotecas escolares. Discute a inovação no processo de ensino e
aprendizagem e o uso de tecnologias. Define a origem, os conceitos e derivações dos
makerspaces. Apresenta o movimento e cultura maker. Conceitua os makerspaces
educacionais e valida as vantagens do vínculo deste espaço com as bibliotecas
escolares. Mapea as bibliotecas escolares que implementaram estes espaços ao
redor do mundo. Expõe o perfil e competências dos bibliotecários que implementaram
makerspaces em bibliotecas escolares americanas. Explica o processo de
planejamento e financiamento e espaço. Elenca os hardwares, materiais de consumo
e materiais de makerspace utilizados nas escolas estudadas. Elenca os recursos
necessários para implementar makerspaces em bibliotecas escolares, dividindo-os
em recursos em relação ao espaço, recursos materiais, recursos tecnológicos,
recursos humanos e recursos financeiros. Adequa os resultados da pesquisa à
realidade brasileira através de inferências. Conclui enfatizando a importância da
inovação nas bibliotecas escolares. Sugere novas pesquisas na área.

Palavras-chave: Makerspace. Biblioteca Escolar. Makerspaces em Bibliotecas


Escolares. Educação. Tecnologia. Inovação.
ABSTRACT

This research aims to define the resources needed to implement makerspaces in


school libraries. Argues the teaching and learning process inovation and the
technology usage. Defines the origin and concepts and derivations of makerspaces.
Presents the maker movement and culture. Concepts the educational makerspaces
and validates the advantages to the bond to school libraries. Maps the school library
makerspaces around the world. Exposes the profile and skills of librarians whom
implemented makerspaces in American school libraries. Explains the process of
planning and funding and space design. Sets the hardware, consumable and
makerspace materials used by the studied schools. Sets the resources needed to
implement makerspaces in school libraries dividing it into resources regarding space,
material, technological, human and financial resources. Fits the research results to the
Brasilian reality through infering. Concludes emphasizing the importance of innovation
on school libraries. Sugests new researches on the topic.

Key words: Makerspace. School Library. School Library Makerspaces. Education.


Technology. Innovation.
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Makerspace em bibliotecas escolares: levantamento em Português...... 19


Quadro 2 - Etapas da pesquisa ................................................................................. 55
Quadro 3 - Localização das escolas dos respondentes ............................................ 62
Quadro 4 - Fontes de informação .............................................................................. 64
Quadro 5 - Makerspaces inspiradores....................................................................... 67
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Resumo das Gerações em 2018............................................................. 26


Figura 2 - Tendências Chave: seis anos do Relatório NMC/CoSN Horizon Report: K-
12 Edition................................................................................................ 30
Figura 3 - Desafios Significativos: seis anos do Relatório NMC/CoSN Horizon Report:
K-12 Edition ............................................................................................ 31
Figura 4 - Desenvolvimentos da Tecnologia: seis anos do Relatório NMC/CoSN
Horizon Report: K-12 Edition .................................................................. 32
Figura 5 - Lista de Desenvolvimentos Tecnológicos .............................................. 33
Figura 6 - Tendências Chave: aceleração da adoção de tecnologia na Educação
Básica ..................................................................................................... 34
Figura 7 - Desafios Significativos: impedimento da adoção da tecnologia
na Educação Básica ............................................................................... 35
Figura 8 - Desenvolvimentos na tecnologia educacional para a Educação Básica 36
Figura 9 - Qr Code: Vídeo sobre a cultura maker................................................... 41
Figura 10 - Qr Code: Vídeo do makerspace educacional do Colégio Mopi.............. 49
Figura 11 - Qr Code: Vídeo do makerspace educacional do Colégio Elvira
Brandão .................................................................................................. 49
Figura 12 - Qr Code: Vídeo sobre as vantagens e avaliações dos
makerspaces educacionas ..................................................................... 52
Figura 13 - Qr Code: Levantamento dos Makerspaces ............................................. 57
Figura 14 - Mapa dos makerspaces .......................................................................... 58
Figura 15 - Qr Code: Acesso ao Mapa de Makerspaces Educacionais .................... 59
Figura 16 - Hardware ................................................................................................. 81
Figura 17 - Materiais de Makerspace ........................................................................ 86
Figura 18 - Mobiliário de makerspaces...................................................................... 89
LISTA DE ABREVIATURAS

TIC - Tecnologias da Informação e Comunicação


MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts
DIY - Do It Yourself (Faça você mesmo)
DIWO - Do It With Others (Faça com outros)
STEAM - Science, Technology, Engeneering, Art and Mathematics (Ciências,
Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática)
STEM - Science, Technology, Engeneering and Mathematics (Ciência, Tecnologia,
Engenharia e Matemática)
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
NAIS - National Association of Independent Schools - Associação Nacional de
Escolas Independentes
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.............................................................................................. 15
1.1 PERGUNTA DE PESQUISA......................................................................... 17
1.2 OBJETIVOS .................................................................................................. 17
1.2.1 Objetivo Geral ............................................................................................. 17
1.2.2 Objetivos Específicos................................................................................. 17
1.3 JUSTIFICATIVA ............................................................................................ 18
1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO ..................................................................... 20
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................... 22
2.1 BIBLIOTECA ESCOLAR............................................................................... 22
2.1.1 As gerações sociais e a biblioteca escolar .............................................. 24
2.2 INOVAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM ................. 27
2.2.1 Ferramentas e tecnologias para o processo de ensino e aprendizagem
de acordo com o Relatório NMC/CoSN Horizon Report.......................... 29
2.3 ORIGEM DO MAKERSPACE ....................................................................... 36
2.3.1 Etimologia.................................................................................................... 37
2.4 O QUE É MAKERSPACE? ........................................................................... 38
2.5 DERIVAÇÕES DO MAKERSPACE .............................................................. 39
2.5.1 FabLabs e TechShops ................................................................................ 40
2.5.2 Hackerspace ................................................................................................ 40
2.6 CULTURA E MOVIMENTO MAKER............................................................. 41
2.7 MAKERSPACE EDUCACIONAL .................................................................. 43
2.7.1 Por que vincular o makerspace às bibliotecas escolares? .................... 46
2.7.2 Vantagens obtidas com a implementação de makerspaces .................. 49
2.7.3 Barreiras para a implementação de makerspaces .................................. 52
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ..................................................... 54
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA ........................................................... 54
3.2 ETAPAS ADOTADAS NA PESQUISA E RESULTADOS ESPERADOS ..... 55
3.3 UNIVERSO E ATORES DA PESQUISA....................................................... 57
3.4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS .................................................. 59
3.5 METODOLOGIA DE ANÁLISE DOS DADOS .............................................. 60
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS.................................................................... 61
4.1 SEU PERFIL ................................................................................................. 61
4.2 PLANEJAMENTO ......................................................................................... 63
4.3 FINANCIAMENTO ........................................................................................ 67
4.4 PESSOAL & QUALIFICAÇÃO ...................................................................... 72
4.5 ESPAÇO ....................................................................................................... 77
4.6 HARDWARE ................................................................................................. 79
4.7 MATERIAIS DE CONSUMO ......................................................................... 82
4.8 MATERIAIS DE MAKERSPACE................................................................... 85
5 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .............................................................. 87
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 91
REFERÊNCIAS ............................................................................................ 94
APÊNDICE A – CARTA DE APRESENTAÇÃO DA PESQUISA .............. 104
APÊNDICE B – RESEARCH PRESENTATION LETTER ......................... 105
APÊNDICE C – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E
ESCLARECIDO .......................................................................................... 106
APÊNDICE D – FREE INFORMED TERM OF CONSENT ........................ 107
APÊNDICE E – EMAIL PORTUGUÊS E INGLÊS ..................................... 108
APÊNDICE F - QUESTIONÁRIO ............................................................... 109
APÊNDICE G - SURVEY............................................................................ 126
APÊNDICE H – RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO ................................ 142
APÊNDICE I – SURVEY ANSWERS ......................................................... 156
15

1 INTRODUÇÃO

Hoje em dia, faz-se necessária a inovação de serviços em unidades de


informação. A sociedade atual, com diversas necessidades e diferentes perfis de
consumo informacional, precisa cada vez mais ser atraída para estes ambientes. Com
o acesso à informação facilitado pelas novas tecnolgias, cada vez menos os serviços
tradicionais serão procurados nas bibliotecas.
De acordo com Lankes (2016), o potencial das bibliotecas nunca será
concretizado se suas fronteiras forem rígidas. Em seu livro, Expect More, o autor
demonstra a importância das bibliotecas para a sociedade, defendendo a construção
de uma nova Biblioteconomia, que seja baseada no conhecimento e na comunidade,
e não seja mais somente baseada em livros e no acervo. Para esta construção, faz-
se necessária a inovação, que vem de toda a parte e deve ser adaptada a cada
universo.
Ao adaptar as inovações ao universo da biblioteca escolar, deve-se ter em
mente a sua missão. Ela deve promover serviços que apoiem a aprendizagem, e dar
acesso a livros e obras que permitam o desenvolvimento do pensamento crítico e o
uso efetivo da informação pela comunidade escolar (IFLA, 2000). A comunidade
escolar atual, composta por professores, alunos e funcionários, difere-se das de
antigamente, pelas novas necessidades informacionais e perfis de aprendizagem.
Para conseguir atingir a missão de transformar estudantes em cidadãos
responsáveis, as bibliotecas escolares precisam se atualizar e investir na inovação de
serviços de informação. Sendo assim, é necessário que o bibliotecário conheça seus
usuários. É por meio de uma ligação formada entre bibliotecários, professores e
alunos que se desperta, nestes interagentes, o interesse em buscar o ambiente da
biblioteca.
Com seu público formado pelos chamados nativos digitais, fica cada vez mais
necessário inovar e integrar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) ao
contexto da biblioteca. Esta geração, nascida praticamente imersa na tecnologia,
precisa de métodos de aprendizagem que consigam suprir suas necessidades
informacionais (LEMOS, 2009).
De acordo com Kenski (2003), esta geração precisa de uma nova metodologia
de ensino, que motive os alunos a expressarem a sua opinião, incentivando a
cooperação. Os professores devem proporcionar um processo de descoberta, para
16

que os alunos produzam seu próprio conhecimento. Essa nova educação deve
proporcionar desafios constantes que promovam o trabalho coletivo e a troca de
opiniões.
A partir dessa reflexão, entende-se que os makerspaces se apresentam como
uma forma de atrair novas gerações de alunos. Para Brown (2012 apud Daley; Child,
2015, p. 43, tradução nossa, grifo nosso), “o debate, o questionamento, a crítica e a
necessidade humana de investigar e resolver problemas estão no cerne do
aprendizado baseado em questionamentos e formam a base do Movimento Maker”.
Incorporando o Movimento Maker, a biblioteca escolar procura fazer com que
os alunos passem por experiências de “colocar a mão na massa”, onde podem
desenvolver projetos que envolvam a construção de artefatos físicos. Com isso, os
alunos passam por experiências de construção do conhecimento de forma
independente, através do processo ativo de descoberta (DALEY; CHILD, 2015).
Ao criar um makerspace na biblioteca escolar, o bibliotecário institucionaliza
esse movimento, desenvolvendo parcerias pedagógicas com a comunidade escolar,
contribuindo para a construção de projetos. Com este espaço, aumentam-se as
oportunidades de aprendizagem, habilidades e conhecimentos dos alunos, por meio
da construção de uma comunidade dentro do ambiente escolar (DALEY; CHILD,
2015).
Mais comum no contexto de bibliotecas universitárias ou públicas, ou de
contextos fora de ambientes de ambientes de informação, os makerspaces em
bibliotecas escolares são pouco abordados na literatura brasileira. Apesar de ser uma
tendência no exterior, esta temática ainda possui pouca representatividade no nosso
país.
Não é um fato surpreendente, já que as bibliotecas escolares brasileiras, de
modo geral, possuem pouco investimento e são pouco valorizadas. Mesmo que a Lei
12.244/10 (BRASIL, 2010), determine a criação de bibliotecas em todas as escolas
brasileiras, até o ano de 2020, esta realidade ainda está longe de ser alcançada
(CANUTO, 2017).
Assim sendo, a realidade da implementação de um makerspace em uma
biblioteca escolar brasileira parece distante. Com as dificuldades já enfrentadas por
estas bibliotecas, como encontrar apoio para desenvolver um espaço como esse?
Quais os benefícios que este espaço pode trazer para a comunidade escolar? Como
17

adaptar esta temática para a realidade brasileira? Realmente vale a pena investir em
iniciativas como essa?
Como já comentado anteriormente, as bibliotecas escolares precisam se
reinventar para que não percam sua função. Os makerspaces podem ser o ponto de
partida para trazer esta inovação e atrair os usuários para o ambiente da biblioteca.
Esta pesquisa apresenta o conceito de makerspace e o adequa ao contexto da
biblioteca escolar. Ao apresentar e analisar casos de sucesso de implementação
destes espaços em bibliotecas escolares ao redor do mundo, torna-se possível
adaptar à realidade brasileira. Serve, portanto, como inspiração para a construção
destes espaços que já são tendência mundial.

1.1 PERGUNTA DE PESQUISA

Como abordado na introdução, para que a biblioteca escolar continue


contribuindo para a formação de cidadãos críticos e responsáveis, é necessário
investir em inovações. Ao atender usuários nativos digitais, a implementação de
makerspaces nas bibliotecas auxilia na construção do conhecimento dos alunos, de
forma independente.
Com isso surge, então, a pergunta de pesquisa: Quais são os recursos
necessários para implementar makerspaces em bibliotecas escolares?

1.2 OBJETIVOS

Esta seção é reservada para a apresentação dos objetivos gerais e específicos


elencados para esta pesquisa.

1.2.1 Objetivo Geral

O objetivo geral desta pesquisa é de estabelecer os recursos necessários para


implementar makerspaces em bibliotecas escolares.

1.2.2 Objetivos Específicos

Para alcançar o objetivo geral desta pesquisa, foram elencados os seguintes


objetivos específicos:
a) Compreender o conceito de makerspaces;
18

b) Validar a importância e vantagens do vínculo dos makerspaces com as


bibliotecas escolares;
c) Listar os makerspaces educacionais ao redor do mundo;
d) Selecionar os makerspaces que possuem vínculo com a biblioteca
escolar;
e) Produzir um mapa dos makerspaces educacionais listados;
f) Apresentar o perfil de bibliotecários que desenvolveram makerspaces
em bibliotecas escolares;
g) Descrever como foi o planejamento e financiamento destes
makerspaces;
h) Apresentar o pessoal responsável pelo makerspace e a sua qualificação,
o espaço, os hardwares, os materiais de consumo e os materiais de
makerspace.

1.3 JUSTIFICATIVA

A realidade das bibliotecas escolares brasileiras muito se difere das


estrangeiras. Por isso, o comprometimento dos bibliotecários em tornarem este
espaço mais dinâmico, inovador e valorizado é essencial. Por meio da apresentação
de espaços que já trouxeram diversos benefícios e reconhecimento ao redor do
mundo, pode-se agregar valor à imagem da biblioteca escolar, incentivando novos
investimentos na área.
Apesar de ser um conceito novo, a ideia por trás do makerspace não é uma
novidade. De acordo com Daley e Child (2015, p. 43, tradução nossa, grifo nosso):

A ideia de fazer, reparar, projetar e criar não é nova – na realidade, é tão


antiga como o próprio tempo. A maioria dos indivíduos e comunidades
possuem um desejo inato de tinker1, inventar e melhorar a maneira como
as coisas funcionam em seus ambientes.

A partir desta afirmação, fica clara a importância da implementação de espaços


que propiciem estas atividades. De acordo com Houston (2013), os makerspaces são

1
Não há uma palavra em português que possa passar a ideia do significado desta palavra no
contexto utilizado nos makerspaces. Por isso, foi definido que esta palavra seria utilizada na
sua forma original, do inglês, que representa alguém sem habilidades específicas que tenta
reparar ou consertar coisas de forma experimental. Tinkering, palavra derivada de tinker
vai ao encontro deste mesmo significado, mas refere-se ao ato de fazer uma pequena
mudança em algo para tentar melhorar ou reparar.
19

espaços comunitários que fornecem instalações, ferramentas e conhecimento para


que os seus usuários criem novos produtos. Sendo assim, um espaço dedicado ao
Movimento Maker na biblioteca escolar, promoveria uma transformação do ambiente,
tornando-o um lugar de investigação prática e aprendizagem participativa
(HOUSTON, 2013).
Do ponto de vista pedagógico, o makerspace é extremamente relevante. De
acordo com Lamb (2015), ele proporciona aos alunos um espaço para criar, construir
e expressar ideias, por meio de produtos individuais e colaborativos. Ele promove a
sociabilidade entre alunos de diferentes grupos sociais, que não teriam a oportunidade
de trabalhar juntos e construir projetos fora deste espaço (KURTI, R.; KURTI, D.;
FLEMING, 2014c).
Em relação à implementação de makerspaces no Brasil, de acordo com Gomes
et al. (2017, p. 304, grifo nosso):

Poucas são as referências sobre como adotar atividades maker em


escolas no Brasil e as dúvidas sobre o investimento, espaço, faixa etária
atendida, riscos envolvidos, planejamento pedagógico, avaliação e
relação com o currículo estão apenas começando a ser respondidas.

Confirmando o viés acima, realizamos uma pesquisa no dia 16 de março de


2018, a qual constatou que “makerspaces em bibliotecas escolares” é uma temática
pouco firmada no Brasil. Utilizando os termos em português “makerspace AND
biblioteca escolar” ou “espaço maker AND biblioteca escolar” nas bases de dados do
Google Acadêmico, Scielo e Portal de Peródicos da Capes, foram recuperados 51
itens. Analisando-os foi possível perceber que apenas cinco destes itens abordavam
diretamente a temática, sendo estes elencados no Quadro 1 abaixo.

Quadro 1 - Makerspace em bibliotecas escolares: levantamento em Português (Continua)


Autor (ano) Título Objetivo
SANTOS NETO, João Biblioteca escolar com
Investiga a inclusão de
Arlindo dos; makerspace: um estudo
um makerspace numa
ZANINELLI, Thais Batista de caso na Biblioteca
biblioteca escolar
(2017) Abraham Lincoln
Discutir sobre o
makerspace no
Bibliotecas com
ZANINELLI, Thais Batista; contexto dos ambientes
Makerspaces: tendência
SANTOS NETO, João informacionais e
ou necessidade de
Arlindo dos (2017) evidenciar as
inovação?
vantagens associadas
a este conceito.
20

Quadro 1 - Makerspace em bibliotecas escolares: levantamento em Português (Conclusão)


Educação Maker SESI-
CORDOVA, Tania; Apresentar a Educação
SC: inspirações e
VARGAS, Ingobert (2016) Maker do SESI-SC2.
concepção
Mediação da informação
Estudar a dinamização
em biblioteca escolar por
do processo de
RIBEIRO, Jean Libório meio da Cultura Maker:
mediação dentro de uma
(2017) uma análise dos projetos
biblioteca, por meio da
desenvolvidos pela
cultura Maker.
Biblioteca do CCBEU
Oferecer subsídios para
reestruturação da
biblioteca escolar e para
a reformulação de
cursos de formação de
GASQUE, Kelley Cristine base e formação
Gonçalves Dias; Bibliotecas escolares: continuada dos
CASARIN, Helen de Castro tendências globais bibliotecários atuantes
Silva (2016) em escolas;
Planejar novos produtos
e serviços e consolidar o
papel da biblioteca
escolar no novo cenário
educacional.
Fonte: elaborado pela autora (2018).

A partir do levantamento realizado, pode-se constatar a escassez de


publicações sobre o assunto em Português, sendo necessário recorrer à literatura
internacional. Desta forma, a presente pesquisa disponibiliza um referencial teórico
traduzido, que auxilia o desenvolvimento de makerspaces em bibliotecas escolares
brasileiras, apresentando as principais tendências e recursos utilizados na
implementação destes espaços no exterior.

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO

O trabalho está estruturado em seis seções. A seção 1 aborda a introdução


deste trabalho, composta pelas subseções de pergunta de pesquisa; objetivos;
justificativa; e estrutura do trabalho.
A seção 2 aborda a fundamentação teórica deste trabalho, composta pelas
subeseções de biblioteca escolar; inovação no processo de ensino e aprendizagem;

2
A descrição do objetivo deste artigo foi elaborada pela autora do presente trabalho, já que o
artigo em questão não explicita claramente o seu objetivo.
21

origem dos makerspaces; o que é makerspace; derivações do makerspace; cultura e


Movimento Maker; e makerspaces educacionais.
A seção 3 apresenta os procedimentos metodológicos da pesquisa. Esta seção
é composta pela caracterização da pesquisa; etapas adotadas na pesquisa e
resultados esperados; universo e atores da pesquisa; instrumento de coleta de dados
e metodologia de análise dos dados.
A seção 4 desta pesquisa apresenta a análise dos resultados, dividida nas
seções de perfil, planejamento, financiamento, pessoal e qualificação, espaço,
hardware, materiais de consumo e materiais de makerspacce. A seção 5 é composta
pela discussão dos resultados e a 6 pelas considerações finais.
No decorrer do trabalho poderão ser encontrados Qr Codes, que são códigos
de barras bidimensionais, que ao serem escaneados por um leitor são imediatamente
convertidos, dando acesso à informação ali contida. Eles serão utilizados para
disponibilizar informações adicionais a respeito de um tópico, remetendo o leitor a
vídeos disponibilizados no YouTube, dando acesso a arquivos, etc. Para ter acesso
você precisa acessar a câmera do seu dispositivo móvel ou ter um leitor de Qr Code3
instalado.

3
Caso você não possua um Leitor de Qr Code e a câmera do seu celular não capte o código
automaticamente, você pode fazer o download gratuito do App para Android ou IPhone
disponibilizado no site <https://www.unitag.io/qrcode/app>.
22

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Esta seção é reservada para a apresentação da fundamentação teórica desta


pesquisa, abordando as bibliotecas escolares, as inovações na educação e os
makerspaces.

2.1 BIBLIOTECA ESCOLAR

“Give the pupils something to do, not something to


learn; and the doing is of such a nature as to demand
thinking; learning naturally results.”
(John Dewey)

A biblioteca escolar é uma instituição que atua como mediadora, cooperando


com o desenvolvimento cultural da comunidade escolar, e dando suporte ao currículo
da escola. Ela tem a função de incentivar a leitura e auxiliar os alunos a desenvolver
a competência de “aprender a aprender”, facilitando o acesso e uso dos serviços de
informação (VÁLIO, 1990).
Milanesi (1986) afirma que muitas escolas fazem parte de um sistema de
ensino em que não há lugar para a biblioteca. Esta visão é reafirmada por Lanzi, Vidotti
e Ferneda (2013), os quais comentam que é comum encontrar escolas que desativam
o espaço reservado para a biblioteca escolar, para usá-lo como sala de aula ou para
outros tipos de atividades. Para os autores:

O descaso com a biblioteca e a sua subutilização evidenciam o


desinteresse pelo seu emprego, que deve começar na educação de base,
em que o professor, a pretexto de cumprir o “programa curricular”, não utiliza
os recursos disponíveis em seu acervo, ou não compartilha com o
bibliotecário ideias, interesses e projetos para a disseminação do
conhecimento, transformando-se, ele e o livro didático, nas únicas fontes
de conhecimento. Enquanto isso, a biblioteca, que nesse contexto é
considerada como um “apêndice” da escola, vê-se fadada ao fracasso,
sem professores, sem alunos, entregue às mãos de pessoas que, em muitos
casos, não têm compromisso nem o mínimo de formação na área, que foram
“sorteadas” para tomar conta dela. Seu espaço é utilizado como lugar de
punição, de castigo, ou é o espaço onde os alunos vão para copiar
verbetes de enciclopédias ou consultar os computadores para uma pesquisa
baseada no “copiar e colar”. O resultado é a redução das pesquisas
escolares a meras reproduções de textos para cumprir as exigências do
professor (LANZI; VIDOTTI; FERNEDA, 2013, p. 30, grifo nosso).
23

Desta forma, torna-se essencial incitar mudanças que tragam a biblioteca para
o contexto escolar, melhorando este cenário. A biblioteca escolar deve ser planejada
para ser um ambiente colaborativo e dinâmico, que promova o processo de ensino-
aprendizagem das tecnologias. Ela deve atender ao novo tipo de sociedade, que
surgiu a partir da evolução das TIC, que possui o seu enfoque na informação,
conhecimento e comunicação (LANZI; VIDOTTI; FERNEDA, 2013).
Para Silva (1995), a biblioteca escolar precisa ser um espaço democrático, que
permite o acesso aos bens materiais construídos coletivamente. Para isso, de acordo
com Lanzi, Vidotti e Ferneda (2013), a biblioteca escolar deve ser capaz de oferecer
propostas inovadoras para o desenvolvimento do aluno, transformando os professores
em apoiadores e modificando o cenário comum, no qual eles geralmente são as únicas
fontes de informação.
De acordo com Nóbrega (1995, p. 14 apud Lanzi; Vidotti; Ferneda, 2013) a
biblioteca precisa ser um espaço atraente, no qual os usuários frequentem por prazer,
e não obrigação. Silva (1989) vai ao encontro a esta visão, ao afirmar que as
bibliotecas devem se adequar aos usuários, e não o contrário. Portanto, o bibliotecário
no contexto escolar da sociedade da informação deve ir além de fornecer diversos
recursos informacionais, ele deve colaborar com os professores, em busca conjunta
pelo desenvolvimento do processo de aprendizagem (KUHLTHAU, 2006).
Para Vidotti Filho, Santos e Vidotti (1998), as estruturas tradicionais das
bibliotecas escolares dificultam a inovação e enfraquecem a criatividade, pois são
muito rígidas e poucas focam no usuário. Desta forma, o bibliotecário escolar deve
elaborar alternativas pedagógicas inovadoras, que mudem esta realidade, motivando
as crianças e jovens a aprenderem, mesmo que informalmente (LANZI; VIDOTTI;
FERNEDA, 2013).
Campello (2002) defende um ensino no qual o professor não é um mero
transmissor do conhecimento, mas sim um orientador, que guia o aluno a buscar seu
próprio conhecimento. Para a autora, a biblioteca escolar é um espaço onde os alunos
podem desenvolver experiências criativas de uso de informação, aproximando-os da
sua realidade cotidiana como profissional e cidadão.
Para Castro (2003), a biblioteca escolar cumpre um papel essencial na
aprendizagem dos alunos, afetando o seu entorno social e cultural. Lanzi, Vidotti e
Ferneda (2013, p. 45) argumentam que “[...] as crianças e os jovens de hoje precisam
24

aprender a pensar de forma lógica e criativa, a solucionar problemas, a usar


informações e comunicar-se de modo efetivo”.
Desta forma, os autores supracitados sugerem que as correntes pedagógicas
construtivistas são ideais para preparar os alunos que vivem na sociedade da
informação, já que incentivam os alunos a construir seu conhecimento, a partir de suas
próprias experiências. A inovação é um processo essencial para que as bibliotecas
escolares se mantenham ativas, sendo necessário que os seus gestores desenvolvam
ações e estratégias que atendam os usuários atuais, chamados nativos digitais
(SANTOS NETO; ZANINELLI, 2017).

2.1.1 As gerações sociais e a biblioteca escolar

“Inteligence is the ability to adapt to change.”


(Stephen Hawking)

Tapscott (2010) afirma que o contexto histórico e social influencia as ações e


visão de mundo da sociedade, por isso a necessidade de dividir esta sociedade em
gerações. De acordo com Tapscott (2010), Ceretta e Froemming (2011), Oliveira
(2014) e Raddar Digital Media (2015), temos as seguintes gerações:
a) Silver Strakers (antes de 1946): uma geração completamente conservadora,
inclusive em relação às suas economias;
b) Baby Boomers (1946-1964): esperançosos e otimistas com o término da
Segunda Guerra Mundial, foram estimulados a construir famílias, resultando em uma
explosão de nascimentos, apoiados pela forte economia. Nesta época, a televisão
tornou-se parte do cotidiano das pessoas, deu-se início à discussão sobrer o papel da
mulher, quebraram-se barreiras políticas e a juventude começou a pregar o amor, a
paz e o sexo livre;
c) Geração X (1965-1976): foi uma geração transgressora, que não trazia a
liberdade pregada pela geração anterior. Eles eram contrários à filosofia hippie e
sentiam-se excluídos da sociedade. Nesta época, o número de nascimentos diminuiu,
já que enfrentavam grandes taxas de desemprego, com os salários mais baixos desde
a Depressão da Década de 1930. Para esta geração, a rádio, a TV, o cinema e a
internet eram mídias não especializadas disponíveis para que todos possam acumular
25

informações. Esta geração é composta por comunicadores agressivos e


extremamente centrados na mídia;
d) Geração Y (Nativos Digitais) (1977-1997): na época do vazamento do
petroleiro Exxon Valdez, da Guerra do Golfo, da descoberta da Aids, começam as
gerações conhecidas como nativos digitais. Com a ascensão do computador, internet
e outras tecnologias, surge a primeira geração imersa em bits. Nesta geração as
pessoas são ligadas umas às outras por interesses em comum, e não pela geografia.
Inicia-se aqui um pensamento não linear e a internet programável (interativa);
e) Geração Z (Nativos Digitais) (1998-2009): com o Massacre de Columbine, o
11 de setembro e a Guerra do Iraque, a geração anterior é intensificada, apresentando
características próprias. Jovens do mundo todo passam a se tornar cada vez mais
parecidos. Para estes jovens, a tecnologia é como o ar: é tão natural quanto respirar.
Eles nunca viveram em um mundo sem computador, chats e celulares. É uma geração
considerada silenciosa, com pouca expressividade na comunicação verbal. Sempre
de fones de ouvido, é a geração que escuta pouco e tende ao egocentrismo, mais
voltada para games e mais interessada em estar do que ser;
f) Geração Alpha (Nativos Digitais) (a partir de 2010): é uma geração que ainda
não possui uma definição, mas sim um hábito de comportamento, eternamente
conectado e preocupado com questões ecológicas e de meio ambiente. Esta geração
será caracterizada pela sua instrução e educação.
Ao observar a Figura 1 a seguir, podemos perceber que a biblioteca escolar
atualmente precisa se adequar para atender às necessidades dos seus usuários,
atualmente compostos pela Geração Z e Alpha.
26

Figura 1 - Resumo das Gerações em 2018

Fonte: Adaptado de Raddar Digital Mídia (2015)

Para Sierra (2017), as bibliotecas escolares do século XXI devem ir além da


leitura. Elas devem ser preparadas para o futuro, funcionar como um centro de
atividades e diversão. Elas precisam se adequar para atender os alunos desta
geração. Os alunos precisam se sentir pertencentes à biblioteca.
De acordo com Santos Neto e Zaninelli (2017), esta geração nova não é atraída
por um espaço frio, desconfortável e inflexível, que sempre exige silêncio. Para os
autores, esta geração, chamada de nativos digitais, que sempre teve a tecnologia
presente em suas vidas, são adeptos à cultura do do it yourself (faça você mesmo).
Para atender estes usuários, o bibliotecário precisa ir além do conteúdo
aprendido na Universidade. Ele precisa procurar capacitações que permitam criar
ambientes inovadores de aprendizagem (THE ISCHOOL AT ILLINOIS, [20--]a). Criar
estes diferentes ambientes, desenvolver mentes reflexivas e questionadoras, aplicar
a tecnologia, e promover o compromisso com o atendimento pleno dos usuários são
as missões básicas de um bibliotecário do século XXI (THE ISCHOOL AT ILLINOIS,
[20--]b).
27

De acordo com Anderson [20--], a biblioteca está constantemente crescendo e


mudando, assim como os estudantes que a frequentam. Sendo assim, o profissional
da biblioteca escolar precisa saber antecipar as mudanças sociais e tecnológicas,
além de saber como avaliar e desenvolver novos serviços (THE ISCHOOL AT
ILLINOIS, [20--]b).
Stephens (2013) defende que muitas pessoas desta nova geração são
hackademics. Este termo refere-se a alguém que toma controle da sua própria
educação, escolhendo o que, como e quando aprende. Para o autor, pessoas que
possuem este perfil muitas vezes se frustram com o sistema escolar, que geralmente
é engessado. Portanto, para atender esta nova geração, a inovação e integração de
tecnologias é imprescindível.

2.2 INOVAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

“Never be afraid to try something new. Remember


amateurs built the ark, professionals built the Titanic.”
(Unknown)

Como afirma Stephens (2013), as pessoas acreditam que a educação objetiva


treinar habilidades de trabalho dos estudantes, ou ajudá-los a se tornar cidadãos que
irão contribuir para o mundo. No entanto, para o autor, a educação é um processo de
transformação e crescimento interior, que deve capacitar os alunos a tomar suas
próprias decisões.
O maior objetivo da educação é melhorar a versão de nós mesmos,
incentivando a autonomia do pensamento de cada um. A extensão do nosso sucesso
é determinada pela nossa capacidade de aprender, adaptar, e tomar decisões. E para
isso, é preciso deixar a educação convencional, que foca em adequar as pessoas ao
mercado de trabalho, sem muita liberdade de escolha, de lado (STEPHENS, 2013).
De acordo com o autor supracitado, hoje os alunos vão para a escola e
aprendem por obrigação. A educação tradicional não é divertida. Ensinar as pessoas
como aprender, ao invés do que aprender, estimula os estudantes a se dedicarem ao
aprendizado ao longo da vida. Para o autor, o futuro da educação não será resolvido
28

pela tecnologia, mas sim pela construção do entendimento que aprender pode ser
algo agradável.
No entanto, para Daley e Child (2015), a incorporação de novas tecnologias é
fundamental para uma aprendizagem participativa e informal, já que o seu uso
expande a experiência dos alunos para além dos métodos tradicionais. Nas palavras
das autoras:

As novas tecnologias, que muitos de nós carregamos em nossos bolsos,


têm a capacidade de transformar os atuais alunos em contadores de
histórias, jornalistas, compositores de música, produtores de rádio e
animadores (DALEY; CHILD, 2015, p. 44, tradução nossa, grifo nosso).

Conforme Ribeiro (2016), o uso de novas tecnologias a partir do modelo


pedagógico antigo não trará novos resultados. Não é possível construir um novo fazer
pedagógico utilizando velhas práticas, independente das novas ferramentas de apoio.
É necessário promover uma prática pedagógica que estimule o Pensamento
Reflexivo, através da aprendizagem prática centrada no estudante. As tecnologias são
facilitadoras para esta conquista, que somente será obtida por meio de uma mudança
do entendimento pedagógico.
Sob o ponto de vista de Drucker (1985) e Koulopoulos (2011) apud Ribeiro
(2016), a inovação e a criatividade são a base da sociedade contemporânea em rede.
Elas permitem mudanças importantes, por meio de novas experiências, que
proporcionam a mudança de comportamento e geração de valor às ideias. Portanto,
a inovação transforma o cotidiano das pessoas. A partir desta afirmação, Ribeiro
(2016), defende que a escola deve ser um espaço que proporcione práticas
colaborativas e compartilhadas de conhecimento.
Para Kurti, R., Kurti, D. e Fleming (2014b, p. 8, tradução nossa), "Inovação é
fundamentalmente uma atividade inspirada, e o ambiente certo tem o potencial de
inspirar novos pensamentos e esforços criativos". Analisando esta afirmação e o
documento da Associação Americana de Padrões de Bibliotecários Escolares para
Alunos do Século XXI (The American Association of School Librarians Standards for
21st Century Learners), que conforme Houston (2013, p. 26, tradução nossa) "enfatiza
a importância de desenvolver habilidades de pesquisa em um ambiente colaborativo
que é rico em ferramentas de informação e recursos", podemos citar a biblioteca
escolar como um ambiente certo para o desenvolvimento do potencial criativo de seus
usuários.
29

De acordo com Loertscher (2012), os bibliotecários escolares podem abraçar a


inovação e transformar o ambiente da biblioteca, ou ignorá-la e esperar que a
inovação exclua o nosso espaço. É essencial que os profissionais a frente destas
unidades de informação se dediquem ao crescimento e fortalecimento do espaço,
abrindo caminhos novos para seus usuários.
Gasque e Casarin (2016) afirmam que novas concepções sobre a
aprendizagem colaboraram para desenvolver a ideia de uma biblioteca escolar que
forneça um espaço de aprendizagem comum (Learning Commons). O Learning
Commons é um espaço onde a aprendizagem é partilhada, já que a comunidade
escolar contribui e participa dos programas e projetos. Transformar a biblioteca
escolar em um espaço como este é o passo inicial para a implementação de um
makerspace, que tem como princípio a inovação e o trabalho colaborativo. Na visão
de Rodrigues, Câmara e Nunes (2016, p. 3, grifo nosso), “O Movimento Maker
possibilita o surgimento de novas formas de ensinar e aprender”.
Desta forma, o movimento maker contribui para que novos serviços sejam
desenvolvidos na biblioteca, atendendo assim, as necessidades informacionais das
gerações atuais da comunidade escolar.

2.2.1 Ferramentas e tecnologias para o processo de ensino e aprendizagem


de acordo com o Relatório NMC/CoSN Horizon Report

Para Lauth (2017), implementar tecnologias no ensino proporciona o


empoderamento dos alunos, que passam a pensar de forma crítica, colaborativa e a
desenvolver soluções criativas para problemas. Para ela, já está mais do que clara a
necessidade de ir além das provas padronizadas. É nessário focar nos conceitos e
habilidades que os estudantes precisam para começar suas carreiras.
A autora afirma, ainda, que os alunos precisam aprender a resolver problemas
do mundo real, com estratégias do mundo real. Ela defende que, para tanto,
precisamos oferecer um ambiente de aprendizagem propício para isto. Portanto,
escolas que adotam uma cultura de inovação conseguem oferecer uma aprendizagem
mais profunda:

Ao adotar este tipo de mentalidade em um nível cultural, escolas começarão


a perceber que professores são mais engajados com o que eles estão
ensinando, e que eles estão entregando um tipo de aprendizagem que
eventualmente levará os estudantes a se apropriarem de quão
30

profundamente eles pesquisam uma área de interesse (LAUTH, 2017, p. 3,


tradução nossa, grifo nosso).

A partir desta visão, fica clara a importância de estudos como o Relatório


NMC/CoSN Horizon Report, que disponibilizem informações para os profissionais da
educação, demonstrando os impactos e as vantagens que a implementação de novas
ferramentas e tecnologias podem trazer à área.
O NMC/CoSN Horizon Report: 2017 K–12 Edition é um relatório, reconhecido
internacionalmente, que possui mais de 15 anos de pesquisas e publicações. Ele
analisa as tecnologias emergentes que podem impactar o ensino, aprendizagem e
questionamento crítico nas escolas de ensino básico mundiais (FREEMAN et al.,
2017).
O relatório é dividido em três partes, onde são apresentadas as tendências
chave, os desafios significativos e os desenvolvimentos das tecnologias para a
educação. Antes de apresentar os dados referentes ao ano de 2017, o relatório
apresenta um resumo dos últimos seis anos de dados coletados.
A Figura 2 apresenta as tendências chave na educação, nos últimos seis anos
do relatório:

Figura 2 - Tendências Chave: seis anos do Relatório NMC/CoSN Horizon Report: K-12 Edition

Fonte: Freeman et al. (2017, p. 6, tradução nossa).


31

Ao analisar esta figura, podemos perceber que as abordagens de Deep


Learning, o redesenho de espaços de aprendizagem, a alfabetização em
programação e o aprendizado STEAM são tendências educacionais que têm se
destacado nos últimos anos.
Já tendências como o repensar o papel dos educadores, a proliferação de
recursos educacionas abertos, a promoção do ˜traga o seu próprio dispositivo˜, a
rápida aceleração da tecnologia intuitiva, os impactos das mídias sociais na
escolaridade e na educação, e a importância das habilidades tecnológicas, têm obtido
menos ênfase.
A Figura 3 apresenta os desafios significativos enfrentados pela educação, nos
últimos seis anos:

Figura 3 - Desafios Significativos: seis anos do Relatório NMC/CoSN Horizon Report: K-12 Edition

Fonte: Freeman et al. (2017, p. 7, tradução nossa).

Ao analisar esta figura, podemos perceber que os desafios significativos na


educação estão mudando com o tempo. Questões como as barreiras institucionais, a
melhora da alfabetização digital, a competição de novos modelos de educação, a
segurança dos dados dos estudantes, a relevância da educação formal, a falta de
mídia digital para avaliação formativa, o desenvolvimento profissional contínuo para
professores e a mistura da aprendizagem formal e informal, antes consideradas
32

desafios na educação já não são mais destaque desde o final de 2014. Isso pode
demonstrar tanto um avanço na educação, fazendo com que estes desafios fossem
selecionados, como simplesmente uma alteração no foco educacional de acordo com
as necessidades informacionais da comunidade escolar.
A Figura 4 apresenta os desenvolvimentos das tecnologias para a educação
nos últimos seis anos:

Figura 4 - Desenvolvimentos da Tecnologia: seis anos do Relatório NMC/CoSN Horizon Report: K-12
Edition

Fonte: Freeman et al. (2017, p. 7, tradução nossa).

Observando a figura acima, podemos perceber que diversos desenvolvimentos


tecnológicos começaram a perder força no contexto educacional. Hoje, tecnologias
como a computação na nuvem, jogos e gamificação, mobile learning, conteúdo aberto,
laboratórios virtuais e remotos, realidade aumentada, interfaces naturais do usuário,
ambientes de aprendizagem pessoal, e tablets já estão consolidados no ambiente
educacional, abrindo espaço para que novos desenvolvimentos tecnológicos se
destaquem.
33

Makerspaces, tecnologia vestível, tecnologia analítica, inteligência artificial,


robótica, realidade virtual e internet das coisas são desenvolvimentos tecnológicos
que têm ganhado cada vez mais força na educação, de acordo com o relatório.
Após esta breve análise retrospectiva de edições anteriores do relatório foram
apresentados os dados do Relatório de 2017, desenvolvido por um painel de
especialistas, composto por 61 profissionais da educação. Estes especialistas que
compõem o painel de 2017 da Edição K-12 são de diversos lugares do mundo:
Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Irlanda, Egito, Reino Unido, Austrália, Dinamarca,
Indonésia, África do Sul, Noruega, Japão, China, Israel, Espanha, Qatar, Sérvia e
Brasil. As participantes brasileiras da pesquisa são:
a) Cristina Assumpção: profissional do Colégio Bandeirantes;
b) Giselle Santos: profissional da Cultura Inglesa do Rio de Janeiro, Distrito
Federal, Espírito Santo, Goiás e Rio Grande do Sul.

Para chegar aos resultados deste relatório foi utilizada a metodologia Delphi,
composta por ciclos de votação acompanhados de rodadas de pesquisas, discussões
e refinamentos de tópicos. Os especialistas elencaram as tecnologias a partir de uma
lista de desenvolvimentos tecnológicos, elencados na Figura 5:

Figura 5 - Lista de Desenvolvimentos Tecnológicos

Fonte: Freeman et al. (2017, p. 39, tradução nossa)

A partir desta lista de desenvolvimentos tecnológicos foram separadas três


categorias: tendências chave, desafios significativos e desenvolvimentos na
tecnologia educacional.
34

A Figura 6 apresenta as tendências chave que aceleram a adoção da


tecnologia na educação. Para elencar estas tendências4, o painel de especialistas
chegou a um consenso sobre o que poderia conduzir o planejamento tecnológico e a
tomada de decisões dos próximos cinco anos. Elas foram divididas de acordo com a
estimativa de tempo de aplicação na educação: curto, médio ou longo prazo.

Figura 6 - Tendências Chave: aceleração da adoção de tecnologia na Educação Básica

Fonte: Freeman et al. (2017, p. 5, tradução nossa).

Analisando a figura acima, percebemos que a alfabetização em programação


e a promoção do aprendizado STEAM serão tendências para os próximos dois anos
na educação. Já as tendências de aumento no foco de medição da aprendizagem e
de redesenhar os espaços de aprendizagem serão destaque durante 3 a 5 anos. O
avanço nas culturas de inovação e as abordagens de Deep Learning são tendências
educacionais de longo prazo, que devem estar em destaque nos próximos 5 anos ou
mais.

4
Foram dimensionados a partir de três metadimensões:
a) Política: se refere às leis formais, regulamentos, regras e diretrizes que governam as
escolas;
b) Liderança: é o produto da visão dos especialistas em relação ao futuro da aprendizagem,
baseado na pesquisa e consideração profunda;
c) Prática: onde novas ideias e pedagogias agem nas escolas e contextos relacionados.
35

A Figura 7 apresenta os desafios significativos que impedem a adoção da


tecnologia na educação. Para elencar estes desafios5, os especialistas chegaram a
um consenso sobre o que está impedindo a adoção das novas tecnologias nas
escolas, dividindo-os em três categorias: solucionável, difícil e perverso.

Figura 7 - Desafios Significativos: impedimento da adoção da tecnologia na Educação Básica

Fonte: Freeman et al. (2017, p. 5, tradução nossa).

Os desafios solucionáveis são aqueles que precisam apenas de tempo e


dedicação para serem superados. Já os desafios difíceis são aqueles que que o
problema já é conhecido, mas ainda não foram pensadas e desenvolvidas ações que
possam ajudar a solucioná-los. Os desafios perversos são aqueles que temos
consciência que existem, mas não sabemos exatamente como explicá-los e muito
menos solucioná-los.
Na Figura 8, os especialistas listaram os desenvolvimentos tecnológicos que
podem trazer mudanças para a educação, desenvolvendo pedagogias progressistas
e estratégias de aprendizado, organização do trabalho dos professores, etc. Muitas
das tecnologias aqui listadas não foram desenvolvidas especialmente para a
educação, porém possuem aplicações claras para este campo.

5
Foram dimensionados a partir de três metadimensões:
a) Política: se refere às leis formais, regulamentos, regras e diretrizes que governam as
escolas;
b) Liderança: é o produto da visão dos especialistas em relação ao futuro da aprendizagem,
baseado na pesquisa e consideração profunda;
c) Prática: onde novas ideias e pedagogias agem nas escolas e contextos relacionados.
36

Figura 8 - Desenvolvimentos na tecnologia educacional para a Educação Básica

Fonte: Freeman et al. (2017, p. 5, tradução nossa).

Ao analisar esta figura, podemos constatar o destaque aos makerspaces no


meio educacional, do qual os especialistas do relatório prevém a sua adoção em 1
ano ou menos. Podemos inferir, portanto, que os makerspaces são considerados
desenvolvimentos tecnológicos emergentes para a educação e a sua implementação
no ambiente escolar já possui grande destaque.

2.3 ORIGEM DO MAKERSPACE

De acordo com Ribeiro (2016), o Movimento Maker surgiu a partir da iniciativa


de Dewey (1979) que tinha o objetivo de promover o desenvolvimento da criatividade
através da valorização do conhecimento prévio do indivíduo. Desta maneira estimula-
se a autoria e a autonomia na produção do conhecimento.
Este movimento coloca o educador em um papel de animador dos processos
de criação e gestor de criatividade. O fomento à curiosidade traz grandes benefícios,
já que o estudante aprende a controlar sua própria aprendizagem de forma
independente, por meio do desenvolvimento do Pensamento Reflexivo. As atividades
provenientes de um makerspace abordam situações problemas, incitando o estudante
a buscar, avaliar e utilizar informações para resolvê-las, estimulando o aprendizado
ao longo da vida e ampliando a sua capacidade crítica (RIBEIRO, 2016).
Originados nos Estados Unidos, os makerspaces, de modo geral, têm ganhado
espaço ao redor do mundo, inclusive no Brasil (SANTOS NETO; ZANINELLI, 2017).
De acordo com Daley e Child (2015), as ideias que compõe o conceito de makerspace
(comunidade e tinkering6, engenharia e invenções) não são novas. Porém, a união
destas ideias em um único espaço proporciona o desenvolvimento destas habilidades
que estão sendo perdidas na nossa sociedade atual.

6
Ver Nota de Rodapé 1.
37

Martinez e Stager (2013 apud Ribeiro, 2016) afirmam que o Movimento Maker
surgiu pela esperança de uma educação progressista, propagada pelo Instituto de
Tecnologia de Massachusetts (MIT) e pelos centros de tecnologias no Vale do Silício,
nos Estados Unidos.
Para Schrock (2014), os makerspaces surgiram de redes de interesse em
comum, que tinham o intuito de manter um espaço para trabalho individual e coletivo.
Gilbert (2017) afirma que o sucesso dos makerspaces levou à sua incorporação em
contextos mais formais. Hoje, podemos encontrar estes espaços em museus,
bibliotecas, instituições diversas, escolas e universidades. Para a autora, isso ocorre
devido à identificação de conexões entre o conceito do espaço e os objetivos da
educação.
Ribeiro (2016) liga o Movimento Maker ao pensamento de Papert (1996).
Papert, por sua vez, comenta que as ideias de Dewey7 passam a ser mais acessíveis
com o desenvolvimento dos computadores - tecnologia que não estava disponível ao
autor. Papert foi o fundador do Construcionismo, que defende a aprendizagem através
do fazer, do uso da tecnologia, do erro, e do aprender a aprender. A partir destas
visões, Ribeiro (2016) conclui que o Movimento Maker surgiu como uma estratégia de
ação para o desenvolvimento do Pensamento Reflexivo, resultando em um aprendiz
ao longo da vida e independente. Atualmente, o relatório internacional NMC Horizon
Project lista o makerspace como uma das tendências chave para a aceleração da
adoção de tecnologias nas escolas, como pôde ser observado na seção 2.2.1 deste
trabalho.

2.3.1 Etimologia

O Dicionário Online da Cambridge define o makerspace como “um lugar onde


as pessoas podem se unir para criar ou inventar coisas, seja usando artesanato
tradicional ou tecnologia” (MAKERSPACE, 2018).
De acordo com Martin (2015), o termo making se tornou popular devido à Make
Magazine, fundada em 2005, e a Maker Fair (Feira Maker) realizada em San Mateo
(Califórnia) em 2006. Marsh et al. (2017) comentam que o fundador da Make

7
Dewey acreditava no Pensamento Reflexivo, uma mudança que faria com que as escolas
deixassem de ser salas de aula autoritárias e com noções abstratas do ambiente e passassem
a ser um aprendizado através da experimentação, prática e exposição ao mundo real.
38

Magazine, Dale Dougherty, trocou o nome da revista, que originalmente seria Hack
Magazine, porque sua filha sugeriu o termo Make, que conseguiria refletir a
popularidade da atividade de construir coisas.
Santos Neto e Zaninelli (2017) explicam que o termo makerspace, advindo do
inglês é formado pelas palavras “maker” + “space”, que significa espaço do criador,
ou espaço do inventor. O fato de utilizarem a palavra “maker” ao invés de “make”
direciona o significado ao indivíduo e ao que ele é capaz de fazer.

2.4 O QUE É MAKERSPACE?

Creativity, collaboration and risk-taking are at the heart


of the MakerLab. We always design first, built, test and
rebuilt. It’s about precision and flexibility, design and
function, and breaking down complex challenges into
solvable parts.
(Bruce Lemoine)

Canino-Fluit (2014, p. 22, tradução nossa) afirma que um makerspace “não é


apenas um clube de artesanato repaginado”. Hoje vivemos em uma sociedade onde
as tecnologias são aperfeiçoadas a cada dia. Isso resulta em uma sociedade
descartável, já que assim que saímos de uma loja, já estamos com um produto
“desatualizado”. Por isso, cada vez mais habilidades de engenharia e tinkering
precisam ser desenvolvidas. É nisso que reside a ideia dos makerspaces: um local
para inventar, compartilhar habilidades, questionar, consertar, reinventar, criar e
pensar (DALEY; CHILD, 2015).
Para Santos Neto e Zaninelli (2017), o makerspace é um espaço para criar
projetos individuais ou coletivos a partir de tecnologias e ferramentas que são
disponibilizadas. Rivas (2014) descreve os makerspaces como espaços físicos
operados pela comunidade, que criam projetos a partir da filosofia do “faça você
mesmo”. Ou seja, são espaços que disponibilizam ferramentas e equipamentos como
impressoras 3-D, cortadores a laser, ferros de solda, materias artísticos e artesanatos,
onde as pessoas aprendem juntas e colaboram em projetos.
39

Makerspaces permitem que pessoas trabalhem em projetos por meio do


compartilhamento de recursos e conhecimento (GILBERT, 2017). De acordo com
Cooper (2013), o diferencial do makerspace é que o seu propósito não é especializar
ou desenvolver habilidades específicas de disciplinas, mas sim nutrir a colaboração,
a diversidade e incentivar o uso de diferentes materiais, técnicas e conhecimentos.
Sendo assim, para Gilbert (2017), making é uma ação diferenciada das
atividades individuais gerais de tinkering ou invenção. Samagaia e Delizoicov Neto
(2015) comentam que o Movimento Maker vai além do compartilhamento de
equipamentos, construindo uma identidade a partir de valores voltados ao bem
comum e ao prazer nas tranformações de objetos.
Segundo Gasque e Casarin (2016), um makerspace é a união de Learning
Commons (espaços de aprendizagem comum, onde a aprendizagem é partilhada) e
iCenters (centro de disponibilização de informação, tecnologia, aprendizagem e
necessidades de ensino apoiados por especialistas de informação qualificados).
Para Daley e Child (2015), nem sempre as oportunidades de aprendizado
disponibilizadas em um makerspace dependem de alta tecnologia. Diversas
atividades podem ser desenvolvidas com materiais artísticos, de artesanato,
recicláveis e cartolinas. Blakemore (2018) afirma que estações de trabalho
abastecidas com materiais e ferramentas para criar, construir, prototipar e aprender –
os chamados makerspaces – estão se tornando cada vez mais comuns nas escolas
e bibliotecas escolares.
Houston (2013) afirma que makerspaces são centros que fornecem
ferramentas e conhecimento para criar produtos novos e inovadores. Para a autora,
de modo geral, os makerspaces não costumam ser gratuitos e abertos ao uso público.
Ao desenvolver estes espaços na biblioteca escolar, é possível promover a
transformação do ambiente para além de um depósito de livros e materiais
audiovisuais, resultando em um local de investigação prática e aprendizagem
participativa.

2.5 DERIVAÇÕES DO MAKERSPACE

Makerspace, FabLab, TechShop, Hackerspace. Todos estes espaços possuem


o objetivo de criar, colaborar, aprender e compartilhar, mas possuem diferenças.
40

2.5.1 FabLabs e TechShops

De acordo com o site Makerspaces.com [201-], FabLabs e TechShops são tipos


particulares de makerspaces. Geralmente os dois espaços disponibilizam
equipamentos como impressoras 3D, cortadores a laser, máquinas CNC, entre outros.
A maior diferença entre eles é que os FabLabs são governados por uma fundação
(Fab Foundation) e os TechShops pela corporação de mesmo nome. Ou seja, são
marcas registradas, franquias (CAVALCANTI, 2013).
A TechShop é um espaço com fins lucrativos iniciado na Califórnia, em 2006.
O sustento do espaço é proveniente de taxas mensais pagas pelos membros do
estúdio de prototipagem e centro de aprendizado (MAKERSPACES.COM, [201-]). De
acordo com Cavalcanti (2013), este espaço apareceu antes mesmo da difusão do
termo makerspace ou hackerspace. A TechShop fornecia acesso público a
equipamentos de fabricação por meio de taxas de associação. No entanto, de acordo
com Woods (2017), no final de 2017 a empresa declarou falência e fechou as portas.
Já os FabLabs, iniciados pelo professor Neil Gershenfeld do MIT, são oficinas
de pequena escala que oferecem fabricação digital (MAKERSPACES.COM, [201-]).
O princípio básico de um FabLab é acreditar que existem um conjunto de ferramentas
que permite que amadores desenvolvam praticamente qualquer coisa, a partir de uma
breve introdução a questões de engenharia e design. Em sua maioria, estes espaços
são franquias administradas por organizações sem fins lucrativos e precisam seguir
regras específicas determinadas pela Fab Foundation (CAVALCANTI, 2013).
De acordo com Câmera (2016), um FabLab precisa ter ao menos 5 tipos de
equipamentos: impressoras 3-D, cortadoras à laser, cortadora de vinil, CNC de
precisão de pequeno porte e CNC de grande porte. A Fab Foundation exige um dia
aberto ao público, para que não-membros possam conhecer o espaço.

2.5.2 Hackerspace

Cavalcanti (2013), afirma que o conceito de hakerspace surgiu na Europa, em


1995 e diz respeito a um espaço físico compartilhado por programadores. Câmera
(2016) explica que os makerspaces nasceram dentro dos hackerspaces.
A principal diferença entre estes dois conceitos é a cultura: a hacker se associa
a valores de libertarianismo e coletivismo, modificando coisas para que elas
41

funcionem inesperadamente. Já a maker geralmente cria coisas novas, não sendo


obrigatória a relação com eletrônica ou programação (CÂMERA, 2016).
Hackerspaces são mais focados em readaptar hardwares, componentes
eletrônicos e programação. Estes espaços possuem um processo democrático radical
para tomada de decisões. Já os makerspaces, por terem ferramentas diferentes e
incluir artesanatos, possibilitam que qualquer pessoa, amador ou não, utilize o espaço
(CAVALCANTI, 2013).

2.6 CULTURA E MOVIMENTO MAKER

“To invent, you just need a good imagination and a pile


of junk.”
(Thomas Edison)

Santos Neto e Zaninelli (2017) colocam a cultura maker como condição


primordial para que os makerspaces atinjam seus objetivos. De acordo com Hatch
(2014 apud GILBERT, 2017, p. 81, tradução nossa, grifo nosso), a cultura maker
possui diversos valores, entre os quais “o comprometimento com o compartilhamento
e colaboração com outros makers, o foco em criar ao invés de consumir produtos já
existentes, e uma agenda para mudança pessoal e social”.
Bagley (2013) constata que a filosofia do Figura 9 - Qr Code: Vídeo sobre
a cultura maker
empoderamento faz parte da cultura maker, já que
através da criatividade e da inovação os indivíduos
internalizam e reconhecem a sua capacidade de pensar
e agir. Para a autora, os makerspaces encorajam seus
usuários a tomar iniciativa, aprender e criar. Sendo
assim, os usuários saem do espaço conscientes de suas
capacidades. Para mais informações sobre a cultura
maker, assista ao vídeo disponibilizado no Qr Code da
Fonte: YouTube (2018)
Figura 9.
Martinez e Stager (2013 apud Ribeiro, 2016) consideram que o Movimento
Maker é ancorado na teoria do Construtivismo de Piaget. Esta teoria defende que
apesar da aprendizagem ocorrer de forma interna no indivíduo, ela se fortalece a partir
42

de atividades que façam com que ele realmente sinta a tarefa de aprender e a veja
como algo compartilhável. Ela estabelece uma postura de como a aprendizagem
ocorre, sem precisar estabelecer um currículo ou um conjunto de regras, de forma a
garantir a autonomia do aprendiz.
O Movimento Maker parte do pressuposto de desenvolver ações de criação, as
quais incentivam o maker a controlar e se responsabilizar pela sua própria
aprendizagem. Desta forma, transforma-se o aprendiz em protagonista do seu
processo educacional. Com isso, a aprendizagem social dos makers parte das
construções criativas desencadeadas por brincadeiras e as construções colaborativas
partem da experimentação, curiosidade e criatividade (MARTINEZ; STAGER, 2013
apud RIBEIRO, 2016).
Samagaia e Delizoicov Neto (2015) defendem que o Movimento Maker foi
originado a partir da tradição do DIY (Do It Yourself – Faça você mesmo), que vem
evoluindo para o conceito complementar do DIWO (Do It With Others – Faça com
outros). O Movimento Maker é estruturado a partir do compartilhamento máximo das
ideias, projetos e concepções. Os recursos (tecnologias) utilizados pelos makers, no
entanto, não precisam ser detalhadamente conhecidos.
De acordo com Ribeiro (2016), o Movimento Maker contempla a abordagem de
jardim de infância proposta por Resnick (2007). Esta abordagem engloba a
criatividade, a inovação, o surgimento de novas ideias, o protagonismo e o
empoderamento na construção do conhecimento.
A autora defende que as ações descritas acima fortalecem o Pensamento
Reflexivo e colaboram com o repensar do processo de formação dos professores,
tornando possível compreender, construir e firmar a sua identidade profissional no
novo contexto de aprendizagem.
Ribeiro (2016) explica que através deste movimento, é possível fortalecer as
competências dos aprendizes em informação, mídia e tecnologia. Para compreendê-
lo é necessário compreender o Pensamento Reflexivo de Dewey (já explicado
anteriormente) como um caminho para o desenvolvimento e construção do
conhecimento e o Pensamento Complexo de Morin como uma estrutura para a
construção da informação e do saber na atualidade.
Para Morin (2005), é necessário compreender a complexidade daquilo que é
real, de modo holístico, para que se possa transformar a informação em
conhecimento. O autor afirma que o Pensamento Complexo pode ser um dos
43

caminhos para repensar a educação, já que ele almeja um saber não segmentado e
vê o conhecimento com um status permanente inacabado e incompleto.
Para Ribeiro (2016), este pensamento de Morin reflete a realidade dos cidadãos
da sociedade em rede, onde o conhecimento é hipertextual, não linear, imprevisível,
caótico e está em uma permanente descontrução. Na visão de Santaella (1990), é
fundamental o engajamento vivo, concreto e real na busca do conhecimento. Com a
definição estática o conhecimento morre, já que a inquietação e a curiosidade que nos
impulsionam se extinguem.
Ribeiro (2016, p. 125, grifo nosso) afirma que:

Uma das formas de estimular a inquietação e a curiosidade pelo saber,


sem erradicar o conhecimento, é a prática do Pensamento Reflexivo
(DEWEY, 1979). Esse pensamento apresenta duas fases bem delineadas:
um estado de dúvida, hesitação e perplexidade, que origina o ato de
pensar; e um ato de pesquisa, procura, inquirição, na busca por material
que resolva o primeiro estado. A abordagem reflexiva conduz à ação
(sua principal característica) e a um processo de aprendizagem, por meio da
experiência, ao longo da vida. Em face dessas características, a abordagem
reflexiva promove o avanço da atividade cognitiva, potencializando a
aprendizagem e despertando a inquietação e a curiosidade pelo
conhecimento.

Gasque (2008) afirma que as atividades que proporcionam o Pensamento


Reflexivo possuem um grande potencial para promover a educação transformadora.
Esta abordagem resulta em uma educação emancipatória, autônoma, responsável e
ética, já que ela considera as experiências, tanto dos estudantes, quanto dos
educadores e da própria comunidade. Ribeiro (2016) constata que esta percepção é
alinhada a pedagogia por projetos de Dewey (1979), que defende que a escola não
seria a preparação para a vida, mas sim a própria vida.

2.7 MAKERSPACE EDUCACIONAL

Educational leaders, particularly school adminstrators


need to be ‘the crazy ones, the misfits, the rebels, the
trouble makers, the round pegs in the square holes…’
that create energizing experiences for all that walk into
their schools.
(Maker Ed.)
44

Para Kurti, R., Kurti, D. e Fleming (2014a, p. 11, tradução nossa, grifo nosso),
um “makerspace educacional é mais um discurso motivacional sem palavras do que
uma sala de aula”. Graves (2014) afirma que habilidades de pensamento criativo e
resolução de problemas são essenciais para ingressar no mercado de trabalho no
mundo atual. Para ela, os makerspaces são projetos que proporcionam o
desenvolvimento dessas atividades, fazendo com que os alunos pensem por eles
mesmos e resolvam problemas.
Gershenfeld (2005 apud Houston, 2013, p.26) argumenta que muitos
educadores acreditam nos benefícios trazidos por ambientes informais, como os
makerspaces. Para o autor, a informalidade pode apoiar a aprendizagem em
disciplinas STEAM (Science, Technology, Engeneering, Art and Mathematics –
Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) de uma forma mais profunda
e significativa em comparação às informações recebidas por meio de livros didáticos
ou palestras formais.
De acordo com Britton (2012b apud Houston, 2013, p.26), ao permitir uma
aplicação técnica dos conceitos de disciplinas como ciências, tecnologia, engenharia,
artes e matemática, cada vez mais jovens são atraídos para atuar nesses campos. Os
makerspaces podem tornar a aprendizagem de disciplinas STEAM mais fácil de ser
compreendida, já que as torna menos abstratas.
Conforme Kurti, R., Kurti, D. e Fleming (2014a), os makerspaces fora do
contexto educacional não possuem a aprendizagem como seu objetivo primário, eles
funcionam mais como um playground para adultos. Trazendo para o contexto
educacional, esta visão de playground se mantém, porém é usado com o intuito de
promover um aprendizado mais profundo através dos questionamentos aprofundados.
Para os autores, a premissa da educação maker é a autonomia do aluno. O foco é
numa abordagem onde os alunos são guiados, através das ferramentas e tecnologias
disponibilizadas estrategicamente pelos professores, para criar o seu próprio
aprendizado por suas próprias razões. Esta atuação coadjuvante do professor permite
que os alunos desenvolvam diversos questionamentos, curiosidade e um pensamento
mais crítico, permitindo que os alunos descubram os conceitos que o professor
pretende que eles aprendam.
Kurti, R., Kurti, D. e Fleming (2014a) ressaltam que os makerspaces
educacionais podem revolucionar o ensino e a aprendizagem através de sua filosofia
construcionista, onde os professores incentivam o aluno a questionar e produzir suas
45

próprias respostas. Para Gomes et al. (2017), a abordagem construcionista


acompanha e valoriza todo o processo de construção do conhecimento experenciado
pelo aluno. Esta abordagem desenvolvida por Papert (1980) é baseada no
protagonismo do estudante, que cria algum objeto que pode ser socializado (GOMES
et al., 2017).
Para Dougherty (2012 apud Gomes et al., 2017), o Construcionismo permite
inovar o método de avaliação do aluno, já que podemos perceber o que os estudantes
sabem fazer com o conhecimento adquirido através da socialização do objeto
construído. Simplesmente testar o conhecimento dos estudantes torna-se ineficiente,
já que “o objeto provê a evidência da aprendizagem”. (DOUGHERTY, 2012, p.5 apud
GOMES et al., 2017, p.304).
Rodrigues, Câmara e Nunes (2016) diferenciam a abordagem Construcionista
de Papert (1980) da Construtivista através das pesquisas de Fino (2004), onde ele
afirma que o Construcionismo enfatiza as construções particulares do indivíduo,
enquanto o Construtivismo de Piaget coloca o indivíduo como um construtor ativo e é
contra os métodos de aprendizagem passivos.
Ribeiro (2016) comenta que o Movimento Maker chegou às escolas K-12
americanas em 2008, com a criação de laboratórios de produção digital, chamados
FabLabs@School (FabLabs nas escolas). De acordo com Martinez e Stager (2013
apud Ribeiro, 2016), Paulo Blikstein, pesquisador brasileiro da Universidade de
Stanford, foi o responsável pela construção do primeiro FabLab em uma escola.
Blikstein tinha o intuito de experimentar novos projetos K-12 nestes laboratórios, que
seriam desenvolvidos por um curso para estudantes de graduação e professores.
Lamb (2015) ressalta que, inicialmente, o Movimento Maker nas escolas era
ligado às disciplinas STEM (Science, Technology, Engeneering and Mathematics –
Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Com o passar do tempo, os
makerspaces passaram a ser associados aos padrões para o aluno do século XXI.
Canino-Fluit (2014) afirma que os makerspaces permitem o desenvolvimento de
habilidades e estratégias dispostas pelo AASL’s 21st Century Standards. Ao
disponibilizar esses espaços em bibliotecas, abre-se a oportunidade para que os
alunos adquiram, utilizem e compartilhem informação de diferentes formas, além dos
clubes de leitura ou pesquisas.
Para Canino-Fluit (2014, p.21, tradução nossa, grifo nosso), os makers são:
46

[...] pessoas que fazem coisas ao invés de simplesmente usá-las. [...]


Makers são resolvedores de problemas, idealizadores; eles são tinkers,
hackers e customizam produtos e materiais para servi-los da melhor
forma. Os makers vivem o aprendizado ao longo da vida. Eles vêem
problema ou algo que não esteja funcionando para eles e pesquisam formas
de resolver este problema e experimentar, levando-os ao limite, até que eles
estejam satisfeitos.

Sendo assim, Kurti, R., Kurti D. e Fleming (2014a) salientam que um


makerspace educacional inspira uma aprendizagem mais profunda, no qual os
estudantes dominam o seu próprio conhecimento. Os autores afirmam que para iniciar
um makerspace em uma biblioteca escolar, não é necessário ser nenhum especialista.
Kurti, R., Kurti, D. e Fleming (2014b) consideram que, para iniciar um makerspace
educacional, é essencial conhecer os interesses dos alunos. Desta maneira, eles se
tornam realmente envolvidos, sendo eles os especialistas que buscarão suas próprias
respostas.
Graves (2014) vê os makerspaces educacionais como espaços para crianças
e adolescentes aprenderem em comunidade através da experiência prática. Para
Lamb (2015), o segredo de um bom makerspace educacional é a abordagem centrada
no aluno, onde ele é o centro da ação.
Britton (2012a apud Ribeiro, 2016) enxerga os makerspaces como extensões
naturais dos serviços da biblioteca, já que o seu propóstito é ser um ambiente onde
as pessoas possam se juntar para compartilhar recursos informacionais. A autora
defende que as bibliotecas devem ir além do incentivo à leitura e à escrita. Ela deve
inovar e criar serviços que permitam o desenvolvimento de usuários criativos,
consumidores de serviços e conhecimentos.

2.7.1 Por que vincular o makerspace às bibliotecas escolares?

A criatividade, de acordo com Robinson (2006), é tão importante na educação


quanto a alfabetização, já que traz autonomia, reflexão e ação consciente no processo
de tomada de decisão. O palestrante afirma que as escolas não estimulam a
criatividade dos alunos porque se baseiam na busca por respostas certas. Com isso,
os alunos não passam por situações que os preparem para estarem errados. E se
você não está preparado para isso, você nunca terá uma ideia original. Estamos cada
vez mais educando as pessoas para serem menos criativas. Ele afirma ainda que:
47

Em praticamente qualquer sistema existe uma hierarquia dentro das artes.


Arte e música normalmente têm uma importância maior nas escolas do
que o teatro e a dança. Não existe um sistema no mundo que ensine
dança diariamente para as crianças, da mesma forma que ensina
matemática. Se você pensar, todo o sistema de educação pública ao redor
do mundo é uma extensão do processo de ingresso à Universidade. A
consequência disso é que muitas pessoas altamente talentosas,
brilhantes e criativas, pensam que não são, porque aquilo que elas eram
boas na escola não era valorizado, ou era até estigmatizado. (ROBINSON,
2006, informação verbal, tradução nossa)8.

De acordo com Ribeiro (2016), o senso comum defende que para ser criativo é
necessário criar algo completamente novo. Desta forma, muitas pessoas acreditam
que a criatividade é herança genética, e acabam perdendo a oportunidade de
desenvolver ações criativas. A Teoria do Investimento da Criatividade, desenvolvida
por Sternberg (2006) define a criatividade como ações para resolver problemas de um
modo inteligente e distinto.
Para Sternberg (2006), as crianças são mais criativas que os adultos porque
ainda não tiveram o seu potencial criativo oprimido pela sociedade. Kleon (2013, p.
145) afirma que “aqueles que estarão à frente serão aqueles que souberem o que
deixar de fora, para assim poderem se concentrar no que realmente é importante”.
Portanto, o educador contemporâneo precisa ter a capacidade de atender a sociedade
em rede, afogada na sobrecarga de informações, através de habilidades de curadoria
da informação (RIBEIRO, 2016).
De acordo com Kuhlthau (2010, p. 17, tradução nossa, grifo nosso),

Bibliotecas escolares são um componente essencial para as escolas da


era da informação. Os bibliotecários escolares são parceiros vitais na
criação de escolas que permitam aos alunos aprender através de vastos
recursos e múltiplos canais de comunicação. Os professores não podem
fazer isso sozinhos. Os bibliotecários escolares são agentes primários nas
escolas dos alunos do século XXI. As bibliotecas escolares são centros de
aprendizagem dinâmicos em escolas da era da informação.

Para a autora, a aprendizagem baseada na investigação desenvolve novas


habilidades e competências que apoiam o ensino do uso de tecnologias de forma
criativa. O papel das bibliotecas escolares segue a evolução das mudanças da
educação na era da informação.

8
Palestra fornecida por Ken Robinson na Conferência Anual TED2006 (Technology,
Enterteinment, Design): The Future We Will Create, em Monterey, Califórnia.
48

Sendo assim, os bibliotecários escolares apoiam os professores e alunos na


mudança para este novo modelo de aprendizagem, auxiliando no processo
colaborativo de busca e entendimento da informação (TODD, 2006 apud DALEY;
CHILD, 2015, p. 43).
Para Lamb (2015, p. 56, tradução nossa), “[...] a biblioteca sempre foi um lugar
para criar e compartilhar ideias”. Assim, os makerspaces surgiram como uma recente
reinvenção do ambiente da biblioteca, que permite o desenvolvimento da criatividade.
Daley e Child (2015) defendem que as bibliotecas escolares são o ambiente natural
dos makerspaces educacionais, já que possuem bibliotecários escolares
especializados em encontrar informações, que podem auxiliar no processo de busca
de seus usuários. Ou seja, para as autoras, os makerspaces são parceiros ideais das
bibliotecas.
Graves (2014) afirma que as bibliotecas sempre tiveram programas onde os
usuários poderiam criar algo. A diferença que o makerspace traz é um espaço
dedicado para projetos e criações que encorajam o desenvolvimento de habilidades
de resolução de problemas através da conexão com a comunidade em geral.
A partir do momento que uma biblioteca escolar incorpora o Movimento Maker,
ela propicia um lugar onde os alunos podem fazer a tecnologia, ao invés de apenas
usá-la. Desta forma, as bibliotecas escolares passam a ser vistas como algo a mais
que um depóstito de livros. Elas passam a ser vistas como um local que vai além do
aprendizado e que permite criar e inventar. Os alunos passam a se sentir pertencentes
ao espaço da biblioteca e curadores do seu próprio conhecimento. Com isso, a
biblioteca se transforma, tornando-se movimentada, e passa a ser considerada como
o coração da escola (GRAVES, 2014).
Os makerspaces em bibliotecas escolares conectam o making e a
alfabetização. Antes de iniciar as atividades no makerspace, os alunos podem
escrever as suas propostas, reflexões sobre o processo ou seus próprios manuais de
instruções. Uma das grandes vantagens de inserir o makerspace no ambiente da
biblioteca escolar é a disponibilização de uma grande quantidade de literatura infantil
de alta qualidade, já que o acesso a esta literatura pode inspirar a criação
(BLAKEMORE, 2018).
Para conhecer alguns makerspaces educacionais em escolas brasileiras,
assista aos vídeos disponibilizados no Qr Code das Figura 10 e Figura 11.
49

Figura 10 - Qr Code: Vídeo do makerspace Figura 11 - Qr Code: Vídeo do makerspace


educacional do Colégio Mopi educacional do Colégio Elvira Brandão

Fonte: YouTube (2018)


Fonte: YouTube (2018)

2.7.2 Vantagens obtidas com a implementação de makerspaces

Negative results are just what I want. They’re just as


valuable to me as positive results. I can never find the
thing that does the job best until I find the ones that
don’t.
(Thomas Edison)

O serviço promovido nos makerspaces atraem as crianças para as novas


tecnologias avançadas disponíveis no mundo. Estes espaços permitem que as
crianças e adolescentes criem, construam, produzam e façam projetos pessoais e
produtos colaborativos. Os alunos que se engajam nestes espaços se tornam
interdisciplinares, compartilham recursos e desenvolvem um desejo de visualizar e
criar seu próprio mundo (LOERTSCHER, 2012).
Santos Neto e Zaninelli (2017) sustentam a hipótese de que os makerspaces
em bibliotecas escolares desperta o interesse dos alunos em frequentar mais este
ambiente, já que eles podem ir além do que é tradicionalmente ofertado. Para Gasque
e Casarin (2016), os makerspaces permitem que as bibliotecas disponibilizem um
espaço aos estudantes que querem ir além do adquirir a informação. Eles querem
usá-la e criar algo.
Rivas (2014) pontua que esse espaço colabora para que professores ofereçam
oportunidades de criação e desenvolvimento de ideias para seus alunos. De acordo
50

com Lamb (2015), diversos produtos individuais e colaborativos são construídos,


proporcionando um espaço instigante para imaginar, projetar, criar, construir e
expressar ideias.
Como já comentado na justificativa deste trabalho, Kurti, R., Kurti D. e Fleming
(2014c) argumentam que alunos de diferentes grupos sociais encontram nos
makerspaces uma oportinidade de trabalhar juntos e construir projetos, que
geralmente não é proporcionada em outros espaços. Santos Neto e Zaninelli (2017)
afirmam que os usuários destes espaços criam valor e conhecimento tanto individual
quanto coletivo. Desta forma, para os autores, os usuários podem desenvolver ainda
mais suas habilidades.
Sierra (2017) torce para que os makerspaces continuem sendo espaços que
oportunizem uma aprendizagem divertida, que enriqueça a vida dos alunos,
preparando-os para o futuro. Canino-Fluit (2014) salienta que ao oferecer
makerspaces em bibliotecas, os alunos deixam de ser usuários e consumidores e
passam a ser pessoas que têm a capacidade de fazer coisas e melhorá-las. Para a
autora, os makerspaces em bibliotecas ajudam os alunos a identificar os problemas
que eles querem resolver e as coisas que eles querem criar.
Para Gilbert (2017) os makerspaces trazem diversos benefícios educacionais.
Eles proporcionam uma ruptura com as pedagogias convencionais, enfocando em
desenvolver habilidades necessárias para o século XXI, preparando os alunos para o
futuro. Além disso, para a autora, estes espaços fazem com que os alunos aprendam
de uma forma mais profunda, especialmente em disciplinas STEM.
Kurti, R., Kurti D. e Fleming (2014b) ressaltam que os métodos tradicionais não
atendem mais as demandas informacionais atuais. Para os autores, o pensamento
linear trazido por esses métodos deve ser superado, já que as melhores mentes
técnicas, dignas de Prêmios Nobel, desenvolvem uma busca criativa e artística.
Portanto, as iniciativas educacionais precisam ir além de incentivar a
experiência em disciplinas STEM, elas precisam englobar a arte, já que ao transformar
as disciplinas em STEAM, a criatividade será realmente incentivada (KURTI, R.;
KURTI, D.; FLEMING, 2014b).
A criatividade é essencial para desenvolver métodos de resolução de
problemas. Como prova deste argumento, Kurti, R., Kurti D. e Fleming (2014b) citam
dois grandes cientistas, como Einstein e Richard Feynman, enaltecendo o seu
51

sucesso graças às suas habilidades artísticas (de Einstein com a música e de


Feynman com o desenho).
Houston (2013) afirma que as bibliotecas escolares atendem de forma gratuita
às necessidades de educação e informação da comunidade escolar. Desta forma, ao
incluir makerspaces em seus ambientes, podem trazer a inclusão ao disseminar o
interesse nas disciplinas STEAM para todos os jovens, independente de sua classe
social, oportunizando que eles sigam carreira nestas áreas.
Daley e Child (2015) apontam que os makerspaces têm diversos benefícios.
Além de vários já listados aqui, eles chamam a atenção para o bônus adicional que o
movimento traz: o da sustentabilidade. Ao trabalhar com experiências práticas, que
envolvem aprimorar, reutilizar, consertar e reinventar produtos, incentiva-se os alunos
a desenvolver soluções sustentáveis.
Martinez (2016) afirma que os makerspaces proporcionam o empoderamento
das pessoas, que passam pela experiência de dar sentido ao mundo, tornando-o um
lugar melhor. Neste mesmo contexto, Canino-Fluit (2014) defende que ao
proporcionar espaços como este, estamos empoderando os alunos para que eles se
vejam como algo além de consumidores, tornando-os autônomos em suas decisões
e construindo a sua independência.
Rivas (2014) assegura que as meninas que participam do seu makerspace
desenvolvem confiança, instigando-as a correr riscos e elaborarem suas próprias
ideias. Para a autora, elas se tornaram independentes e passaram a buscar por
projetos que antes pareciam impossíveis para elas. Desta forma, Rivas vê o
makerspace como um local que proporciona o avanço das ciências.
De acordo com Kurti, R., Kurti D. e Fleming (2014b, p. 8, tradução nossa, grifo
nosso), “um bom makerspace educacional motiva mais perguntas do que respostas,
pois fazer as perguntas certas leva a um entendimento mais profundo”. Para os
autores, os alunos passam a se apropriar do seu próprio conhecimento e a aprofundar
o seu pensamento.
Em seu outro artigo, Kurti, R., Kurti D. e Fleming (2014c) afirmam que os
makerspaces entusiasmam os alunos a aprender, trazendo-lhes confiança e
enfocando nos hábitos naturais da colaboração. Desta forma, os alunos acabam se
tornando especialistas em seus projetos, desenvolvendo experiências relevantes para
eles, saindo do ensino tradicional e valorizando um aprendizado autêntico.
52

Para informações adicionais sobre as vantagens dos makerspaces


educacionais, assista ao vídeo da palestra de Paulo Blikstein no evento Transformar
de 2015, disponibilizado no Qr Code da Figura 12.

Figura 12 - Qr Code: Vídeo sobre as vantagens e avaliações dos makerspaces educacionas

Fonte: YouTube (2018)

2.7.3 Barreiras para a implementação de makerspaces

“When you have exhausted all possibilities, remember


this: you haven’t.”
(Thomas Edison)

Blikstein e Krannich (2013) afirmam que a implementação destas teconologias


em espaços escolares ainda está no início. Logo os resultados começarão a ser
cobrados e as escolas irão avaliar estes espaços e seus custos-benefício. Para que
os makerspaces sobrevivam, é necessário que os educadores e professores se
preparem para isso, elaborando boas atividades, métodos de pesquisa, e abrangentes
programas de desenvolvimento profissional.
Bartmas (2018) comenta que os makerspaces podem encontrar dificuldades de
financiamento. A autora também afirma que alguns projetos desenvolvidos acabam
ocupando muito espaço dentro da escola. Ela coloca algumas dificuldades que os
makerspaces podem encontrar, como a necessidade de orientação e surpevisão no
uso de algumas ferramentas e o fato que estes espaços podem acabar se tornando
uma grande bagunça.
53

Em encontro à visão da autora citada anteriormente, Armour (2017) elenca os


seguintes problemas encontrados pelos makerspaces:
a) O espaço nas dependências das escolas pode ser limitado;
b) Organizar um makerspace pode custar caro;
c) Ferramentas que são utilizadas em um makerspace podem ser perigosas
para os alunos;
d) Professores podem mudar o propósito de um makerspace, coreografando
os experimentos ao invés de deixar os alunos experimentarem por eles
mesmos.
54

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A metodologia, de acordo com Rodrigues (2014), é composta pelas técnicas e


processos utilizados para investigar e resolver problemas que contribuem para o
desenvolvimento do conhecimento científico. Visa, portanto, explicitar os caminhos
utilizados para atingir os objetivos desta pesquisa.
Esta seção é composta por cinco subseções: caracterização da pesquisa;
etapas adotadas na pesquisa e resultados esperados; universo e atores da pesquisa;
instrumento de coleta de dados e metodologia de análise dos dados.

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

Esta pesquisa é classificada como uma pesquisa exploratória, bibliográfica e


de abordagem qualitativa. De acordo com Prodanov e Freitas (2013), a pesquisa
exploratória proporciona mais informações sobre o assunto pesquisado, de um modo
que permite definí-lo e delineá-lo. Para Rodrigues (2014), este tipo de pesquisa
objetiva buscar informações sobre um assunto ou tema, delimitando-o, definindo seus
objetivos ou formulando hipóteses. Almeida (2014) afirma, ainda, que as pesquisas
exploratórias permitem considerar diferentes aspectos do foco de estudo, geralmente
envolvendo levantamento bibliográfico e a análise de exemplos.
Quanto aos procedimentos técnicos adotados, trata-se de uma pesquisa
bibliográfica. Prodanov e Freitas (2013) descrevem a pesquisa bibliográfica como uma
pesquisa elaborada a partir de materiais já publicados, fazendo com que o
pesquisador possua contato direto com todo o material já escrito sobre o tema. A
estratégia de pesquisa utilizada na fundamentação teórica do presente trabalho está
descrita na seção 1.3 Justificativa.
Esta pesquisa possui uma abordagem qualitativa, que de acordo com
Rodrigues (2014), é utilizada quando os procedimentos estatísticos não conseguem
englobar a complexidade do problema, composto por opiniões, comportamentos,
atitudes, entre outros. Ela não pode ser traduzida em números, ou seja, não possui
uma abordagem estatística. Neste tipo de abordagem da pesquisa, os dados são
analisados de forma indutiva, apresentando a interpretação dos fenômenos e a
atribuição de significados (PRODANOV; FREITAS, 2013).
55

3.2 ETAPAS ADOTADAS NA PESQUISA E RESULTADOS ESPERADOS

O Quadro 2 abaixo detalha as etapas adotadas na pesquisa, para alcançar os objetivos geral e específicos.

Quadro 2 – Etapas da pesquisa (Continua)


Etapa Ações Objetos de análise Objetivos específicos
Analisar e apresentar a literatura Sites; blogs; wikis; publicações científicas;
1 Conceituar os makerspaces
sobre a temática livros...
Encontrar e apresentar textos e
Validar a importância e vantagens
autores que defendem o vínculo Sites; blogs; wikis; publicações científicas;
2 do vínculo dos makerspaces com
dos makerspaces com a biblioteca livros...
as bibliotecas escolares
escolar

Analisar fontes de informação que Makerspaces citados no Google Groups9;


apresentam makerspaces artigos utilizados na revisão de literatura; Listar os makerspaces
3
educacionais e fazer uma planilha NAIS10; Google Maps personalizado educacionais ao redor do mundo
listando-os Makerspaces11; Makerdirectory12; CTE13

9
<https://groups.google.com/forum/#!topic/k-12-fablabs/zowAdO4C6S0%5B76-100%5D>.
10
<https://naisac15.wordpress.com/interactive-maker-space/maker-space-gallery/>.
11
<https://www.google.com/maps/d/viewer?ll=-3.81666561775622e-14%2C-
127.60506650000002&spn=56.066911%2C354.375&msa=0&mid=1e8htdNQ22XtK2OrqjY9dnl3op28&z=1>.
12
<https://www.makerdirectory.com/makerspace-directory/>.
13
<http://www.ctemakeoverchallenge.com/winners/>.
56

Quadro 2 – Etapas da pesquisa (Conclusão)

Identificar os makerspaces Selecionar os makerspaces que


4 escolares que são vinculados à Planilha desenvolvida na etapa 3 possuem vínculo com a biblioteca
biblioteca escolar
Personalizar um mapa do Google
Produzir um mapa dos
Maps inserindo os endereços dos
5 Planilha desenvolvida na etapa 3 makerspaces educacionais
makerspaces educacionais
listados
levantados
Descobrir o perfil dos
bibliotecários, como foi o
planejamento, financiamento,
Produzir um questionário e enviá- Bibliotecas escolares com makerspaces
quem são as pessoas e como
6 lo por e-mail para os elencadas na planilha desenvolvida na
foram qualificadas, como é o
bibliotecários etapa 3
espaço, os hardwares, os
materiais de consumo e de
materiais de makerspaces
Apresentar o perfil de
Analisar as respostas referentes
bibliotecários que desenvolveram
7 ao perfil do bibliotecário escolar Resultados do questionário
makerspaces em bibliotecas
respondente
escolares
Analisar as respostas referentes Descrever como foi o
8 aos módulos de planejamento e Resultados do questionário planejamento e financiamento
financiamento destes makerspaces
Apresentar o pessoal responsável
Analisar as respostas referentes
pelo makerspace e a sua
aos módulos de pessoal e
qualificação, o espaço, os
9 qualificação, espaço, hardware, Resultados do questionário
hardwares, os materiais de
materiais de consumo e materiais
consumo e os materiais de
de makerspace
makerspace.
Fonte: elaborado pela autora (2018).
57

3.3 UNIVERSO E ATORES DA PESQUISA

O universo da pesquisa, também chamado de população diz respeito à


totalidade de indivíduos com as mesmas características abordados pelo estudo. Nesta
pesquisa, portanto, o universo é composto pelas escolas que possuem makerspaces.
Já a amostra, diz respeito a uma seleção, a partir de uma regra ou plano, de parte do
universo (PRODANOV; FREITAS, 2013). Neste contexto, a amostra é composta por
escolas que possuem makerspaces vinculados às bibliotecas escolares.
Trata-se de uma amostra não probabilística intencional, já que não se apoia em
cálculos estatísticos e é selecionada com base nas informações disponíveis, de forma
que represente um "bom julgamento" do universo (PRODANOV; FREITAS, 2013).
Para determinar o universo desta pesquisa foram utilizadas 6 diferentes fontes
de informação para levantar os makerspaces educacionais ao redor do mundo:
a) Google Groups sobre Makerspaces Educacionais: foram selecionados os
makerspaces de escolas citados no Post de Apresentação (página 1 a 19);
b) Revisão de Literatura: foram selecionados os makerspaces de escolas
citados nos artigos e textos da revisão de literatura desde trabalho;
c) NAIS (National Association of Independent Schools – Associação Nacional
de Escolas Independentes): foram incluidas todas as escolas da lista;
d) Google Maps Personalizado – Makerspaces: foram selecionados todos os
makerspaces de escolas;
e) Makerdirectory: foi pesquisada a palavra chave “school” e selecionados os
makerspaces;
f) CTE Makeover Challenge (Desafio da Reforma CTE): foram selecionadas
as escolas ganhadoras do desafio.
Figura 13 - Qr Code: Levantamento
dos Makerspaces
Neste levantamento foram encontrados 211
makerspaces em escolas, sendo 51 localizados
dentro da biblioteca escolar (ver Figura 13). Por tanto,
o universo desta pesquisa são os 211 makerspaces
listados e a amostra são os 51 makerspaces das
bibliotecas escolares.

Fonte: elaborado pela autora (2018)


58

O mapa a seguir ilustra a localização dos makerspaces listados, sendo os marcadores roxos representantes dos makerspaces
em bibliotecas escolares (ver Figura 14).

Figura 14 - Mapa dos makerspaces

Fonte: elaborado pela autora (2018).


59

Para ter acesso ao mapa com todas as informações, acesse o Qr Code da


Figura 15.

Figura 15 - Qr Code: Acesso ao Mapa de Makerspaces Educacionais

Fonte: elaborado pela autora (2018).

3.4 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS

Foi elaborado um questionário online através da plataforma LimeSurvey. Esta


plataforma foi escolhida por se tratar de um software livre que possui processamento
estatístico, facilitando assim a análise dos dados. A versão utilizada foi a
personalizada e disponibilizada pelo LabTecGC (Laboratório de Tecnologias de
Gestão do Conhecimento da FAED).
Parafraseando Gil (1989), o questionário serve como um instrumento de coleta
de dados que objetiva conhecer opiniões, crenças, etc. Para Lakatos (2003), o
questionário é construído por perguntas ordenadas que são respondidas por escrito e
sem a necessidade da presença do entrevistador.
O questionário ficou disponível para os respondentes durante o período de 14
dias (23/10/2018 a 05/11/2018). Ele possui um total de 51 perguntas, divididas em 9
módulos:
a) Seu perfil;
b) Planejamento;
c) Financiamento;
d) Pessoal e qualificação;
e) Espaço;
f) Hardware;
g) Materiais de consumo;
60

h) Materiais de makerspace;
i) Módulo de agradecimento.

O questionário foi enviado por e-mail para as 51 bibliotecas escolares


mapeadas. Juntamente com ele foi enviada uma carta de apresentação da pesquisa
(ver Apêndice A para versão em Português e Apêndice B para versão em Inglês) e o
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (ver Apêndice C para versão em
Português e Apêndice D para versão em Inglês). O texto do e-mail pode ser acessado
no Apêndice E. O questionário completo em português pode ser acessado no
Apêndice F. Já a versão em inglês pode ser consultada no Apêndice G.

3.5 METODOLOGIA DE ANÁLISE DOS DADOS

Para tabular e analisar os dados foram utilizadas as estatísticas proporcionadas


pela plataforma LimeSurvey, que foi exportada para uma planilha eletrônica do
Microsoft Excel. A partir desta ferramenta foram configurados quadros, tabelas e
gráficos que representam as respostas dos entrevistados, para que facilite a
construção de inferências.
Para facilitar a interpretação dos dados, a análise dos resultados foi organizada
pelos módulos do questionário. Posteriormente, a discussão dos resultados apresenta
uma análise unindo todos os módulos e fazendo inferências para adaptar as respostas
ao contexto brasileiro.
61

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

Esta seção é reservada para a análise dos resultados do questionário desta


pesquisa. Possui o intuito de apresentar os dados de forma sistemática para que seja
possível obter inferências. Para esclarecimentos sobre o desenvolvimento do
questionário e/ou atores da pesquisa, consulte as seções 3.3 e 3.4 desta pesquisa.
O questionário foi aplicado de forma online com bibliotecários escolares que
implementaram makerspaces. Estes bibliotecários foram contatados a partir da lista
de e-mails proveniente do levantamento dos makerspaces educacionais, como
mostrado na seção 3.3 deste trabalho. Obteve-se o retorno de 7 profissionais que
responderam a pesquisa por completo, chamados de respondentes.
Esta análise foi dividida de acordo com os módulos do questionário enviado
aos respondentes, que pode ser consultado no Apêndice F. As respostas completas
do questionário estão disponibilizadas no Apêndice H (Português) e Apêndice I
(Inglês).

4.1 SEU PERFIL

Este módulo caracteriza o respondente, por meio das seguintes perguntas:


a) Você é um bibliotecário escolar?
b) Como você conheceu a temática dos makerspaces?
c) Onde a sua escola é localizada (cidade, estado e país)?
d) Há quanto tempo você trabalha na sua escola atual?

Na análise das respostas, identificou-se que todos os respondentes são


bibliotecários escolares. É importante observar que por mais que o questionário tenha
sido enviado para diversos bibliotecários ao redor do mundo, todos os respondentes
são dos Estados Unidos.
O levantamento das escolas que possuem makerspace em bibliotecas
escolares, que pode ser consultado na seção 3.3 desta pesquisa, mostra que esta
temática já é uma tendência no sistema de ensino americano, porém não é tão
frequente em outras partes do mundo.
Mesmo as escolas de outros países, como escolas da Austrália, Canadá e até
mesmo China, possuem um sistema de ensino americano ou similar, com grande foco
nas chamadas disciplinas STEM/STEAM. Portanto, podemos verificar a grande
influência do sistema educacional americano no desenvolvimento destes espaços
62

dentro das bibliotecas escolares. O Quadro 3 mostra a localização das escolas dos
respondentes:

Quadro 3 - Localização das escolas dos respondentes


País Estado Cidade
Estados Unidos da América Tennessee Nashville
Estados Unidos da América New York West Henrietta
Estados Unidos da América Maine South Portland
Estados Unidos da América Florida Tampa
Estados Unidos da América California Burlingame
Estados Unidos da América Arkansas El Dorado
Estados Unidos da América Georgia Marietta
Fonte: elaborado pela autora (2018).

A maioria dos respondentes (43%) conheceu a temática por meio de palestras


e eventos da área de Biblioteconomia, como pode ser visto no Gráfico 1.
Gráfico 1 - Conhecendo a temática

Como você conheceu a temática dos


makerspaces?

2
29% Palestras e eventos da área
3
43%
Eu vi outros bibliotecários
implementando
Outros

2
28%

Fonte: elaborado pela autora (2018).

Foi considerada, nesta mesma categoria, os respondentes que afirmaram ter


conhecido a temática através de cursos e disciplinas na universidade.
Em relação a categoria outros, um dos respondentes conheceu a temática a
partir da sua irmã, que já trabalhava com makerspaces em outros espaços, fazendo
com que enxergasse a oportunidade de trazê-lo para dentro da escola. Outro
63

respondente constumava trabalhar como professor de tecnologia e sempre desejou


trabalhar com a temática dentro da biblioteca escolar.
Sobre o tempo de atuação, todos os respondentes trabalham há pelo menos 1
ano na instituição que implementaram o makerspace (ver Gráfico 2). Com isso,
podemos inferir que é necessária a construção de uma confiança entre o bibliotecário
e a administração da escola onde ele atua, para que se abra espaço para a
implementação de projetos como este.

Gráfico 2 - Tempo de atuação na escola

Há quanto tempo você trabalha na sua escola


atual?

1
14% 2
Menos de 1 ano
28%
1-2 anos
3-4 anos
2
29% 5-6 anos
Mais de 6 anos
2
29%

Fonte: elaborado pela autora (2018).

É necessário observar também, que os dois respondentes que assinalaram


atuar entre 1 e 2 anos na escola, são pessoas renomadas na área. Por já terem
implementado makerspaces em outras bibliotecas escolares, o desenvolvimento da
confiança entre o profissional e a instituição é facilitado, já que as experiências
pessoais prévias mostram resultado e facilitam na elaboração do projeto, evitando
erros que já foram conhecidos em outras etapas.

4.2 PLANEJAMENTO

Este módulo analisa a etapa do planejamento do projeto de implementação dos


makerspaces, por meio das seguintes perguntas:
a) Você planejou a implementação do makerspace?
64

b) Quais fontes de informação/conhecimento você utilizou para desenvolver o


projeto?
c) A alta administração da escola apoiou o projeto desde o início?
d) Em que ano você iniciou o projeto para implementação do makerspace em
sua biblioteca?
e) Quanto tempo levou para implementar?
f) Você utilizou a técnica de benchmarking para planejar o makerspace?
g) Quais makerspaces inspiraram você?

Todos os respondentes foram responsáveis pela implementação do espaço em


suas bibliotecas. Quanto às fontes de informação utilizadas, a maioria dos
respondentes cita visitas e pesquisas em outros makerspaces, além de conversas
com outros profissionais bibliotecários, como identificado no Quadro 4).

Quadro 4 - Fontes de informação


Que fontes de informação/conhecimento você utilizou para desenvolver
ID
o makerspace?
16 Visitas a outras escolas
Experiência pessoal (já fui responsável por clubes makers em escolas que
17 trabalhei anteriormente). Eu também reuni uma lista de recursos em
colaboração com outros bibliotecários envolvidos com Making.
Eu usei artigos da revista School Library Journal, informações do meu curso
20 enquanto estava ganhando o meu diploma, conversei com outros
bibliotecários da área, e tentativa e erro.
Eu planejei o makerspace da minha escola anterior em janeiro de 2014.
Procurei exemplos de makerspaces em bibliotecas públicas ou sem fins
23 lucrativos. Na época existiam pouquíssimos makerspaces escolares, então,
improvisei e fui junto. Na minha escola atual, estou usando o conhecimento e
experiência que construí na minha escola anterior.
25 Revista Make, diversos livros de Making etc etc
26 http://wmslibrarymediacenter.weebly.com/blog/makerspace
Conhecimento existente das aulas e workshops comunitários da escola de
Educação de Artes e Tecnologia Industrial.
Visitei makerspaces locais e pesquisei outros fora da minha região.
27
Estudei o Manual do Makerspace, como publicado pela Make: magazine
Estudei abordagens para makerspaces escolares que foram compartilhadas
pela Associação Americana de Bibliotecas Escolares.
Fonte: elaborado pela autora (2018).

Todos os respondentes afirmaram ter tido apoio da alta administração da


escola desde o início da idealização do projeto. A maioria dos respondentes levou
65

aproximadamente um semestre para implementar o makerspace (ver Gráfico 3). No


entanto, o respondente ID 17, por exemplo, levou apenas um mês para implementar.

Gráfico 3 - Tempo total de implementação do projeto

Quanto tempo demorou para implementar?

1 1
14% 14%

Menos de um mês
Aproximadamente um trimestre
2 Aproximadamente um semestre
29% Aproximadamente um ano
3
43%

Fonte: elaborado pela autora (2018).

Ao analisar estas duas vertentes, podemos verificar que o desenvolvimento de


um projeto como este, leva sim, um tempo considerável e muita dedicação,
principalmente quando a pessoa que está desenvolvendo ainda não teve experiências
práticas. No caso do respondente ID 17, que já possuía experiências pessoais com
clubes makers em outras escolas, não foi necessário tanto tempo. Porém, mesmo já
tendo conhecimento prévio, outro fator que contribuiu para que o tempo de
implementação fosse tão curto, foi que se trata de uma nova biblioteca, permitindo
que o makerspace já fosse parte do projeto da biblioteca desde o seu início.
Ao observar os anos de implementação dos makerspaces dos respondentes,
podemos perceber que 2014 foi o ano que deu início a tendência da construção destes
espaços dentro das bibliotecas escolares (ver Gráfico 4).
66

Gráfico 4 - Ano de início do projeto

Que ano você iniciou o projeto para


implementar um makerspace na sua
biblioteca?

1
14% 2
29% 2014
1
2015
14%
2016
2017

3
43%

Fonte: elaborado pela autora (2018).

Como argumentado pela respondente ID 23, no quadro anterior, eram


pouquíssimas as escolas que possuíam makerspaces na época. Quatro anos depois,
já podemos verificar uma grande explosão destes espaços. No levantamento desta
pesquisa, encontramos 211 escolas com makerspaces ao redor do mundo, sendo 51
dentro das bibliotecas.
Apesar da maioria dos respondentes (4; 57%) afirmar não ter utilizado a técnica
do benchmarking para a implementação do makerspace, podemos chegar a uma
outra conclusão ao analisar outras respostas do questionário; 3 dos 4 dos
respondentes que afirmaram não ter feito benchmarking, citaram outros makerspaces
como fonte de informação para o desenvolvimento de seus projetos.
Portanto, podemos considerar que os respondentes não estão familiarizados
com o termo e a explicação na questão do questionário não foi suficiente. Desta forma,
podemos recalcular as estatísticas, considerando que 6 respondentes utilizaram
técnicas de benchmarking para desenvolver seus projetos, conforme mostrado no
Gráfico 5.
67

Gráfico 5 - Benchmarking

Você utilizou o benchmarking para planejar


o makerspace?

1
14%

Sim (Y)
Não (N)
6
86%

Fonte: elaborado pela autora (2018).

Alguns dos makerspaces que inspiraram estes bibliotecários podem ser


encontrados no Quadro 5.

Quadro 5 - Makerspaces inspiradores


ID Quais makerspaces inspiraram você?
17 Os makerspaces em muitas bibliotecas públicas.
King Library em San Jose, outras escolas grandes com maker spaces
25 implementados fora das suas bibliotecas - Castileja em Palo Alto, Seaview
em Pacifica
Freeside Atlanta
https://wiki.freesideatlanta.org/fs/Info
Marietta Makerstation – coincidentemente, este estabelecimento estava em
27
desenvolvimento ao mesmo tempo que o meu. Eu fui em diversas reuniões
iniciais deles e segui seus progressos mantendo contato com seus líderes.
https://wiki.themakerstation.com/Main_Page
Fonte: elaborado pela autora (2018).

4.3 FINANCIAMENTO

Este módulo definiu custos e formas de financiamento, por meio das seguintes
perguntas:
a) Qual foi o custo para implementar o makerspace?
68

b) Qual o custo para manter o makerspace funcionando por um ano?


c) Você obteve algum apoio financeiro de terceiros para implementar o
makerspace?
d) Que apoio financeiro foi este? Fale sobre ele.
e) Como a implementação do makerspace foi financiada?
f) Agora que o makerspace já está funcionando, como ele será mantido?

É importante considerar que o custo citado pelos respondentes condiz com a


realidade americana. Ou seja, por mais que os valores sejam convertidos de dólares
para real, deve-se considerar que os valores podem ser diferenciados quando trazidos
para a realidade brasileira.
Por tanto, por mais que esta pesquisa especifique e estime os valores
necessários para a implementação dos makerspaces em bibliotecas escolares, ao
iniciar o seu planejamento, o bibliotecário brasileiro deve fazer um orçamento
detalhado, analisando as nuances atuais do contexto social e econômico brasileiro.
O custo de implementação de um makerspace foi calculado por meio da média
dos gastos totais com cada uma das seguintes categorias:
a) Pessoal;
b) Reformas;
c) Equipamentos Tecnológicos;
d) Suprimentos;
e) Softwares;
f) Mobibliário.

Esta média foi calculada de duas formas. Na primeira calculou-se a média


considerando 6 respondentes (ver Tabela 1), já que um deles não se sentiu confortável
para inserir valores, ou não tinha os dados disponíveis, e preencheu todos os custos
“0”. Na segunda, o cálculo foi feito excluindo discrepâncias (ver Tabela 2), ou seja,
excluindo o valor mais alto e o valor mais baixo, dividindo, por tanto, entre quatro para
determinar a média.
69

Tabela 1 - Custo para implementação de makerspace (com discrepâncias)


Categoria Média (U$) Média (R$) Respondentes
Pessoal 6889,67 25877,60
Reformas 8441,67 31706,91
Equipamento Tecnológico 8516,67 31988,61
Suprimentos 2300,00 8638,80 6
Softwares 425,00 1596,30
Mobiliário 1691,67 6353,91
TOTAL 28264,68 106162,13
Fonte: elaborado pela autora (2018).

Tabela 2 - Custo para implementação de makerspace (excluindo discrepâncias)


Categoria Média (U$) Média (R$) Respondentes
Pessoal 334,50 1256,38
Reformas 162,50 610,35
Equipamento Tecnológico 5150,00 19343,40
Suprimentos 2125,00 7981,50 4
Softwares 12,50 46,95
Mobiliário 37,50 140,85
TOTAL 7822,00 29379,43
Fonte: elaborado pela autora (2018).

O respondente que menos teve custos para a implementação gastou um total


de apenas U$1138 (R$4274,33). Já o que mais investiu teve um total de U$137500
(R$516450,00).
Em relação ao custo para manter o makerspace pelo período de 1 ano, as
médias foram calculadas da seguinte maneira:
a) Média com discrepância: foram considerados todos os respondentes (7), já
que todos responderam esta questão (ver Tabela 3);
b) Média excluindo discrepâncias: foram desconsiderados o valor mais alto e
o valor mais baixo, totalizando uma média de 5 respondentes (ver Tabela
4).

Tabela 3 - Mantendo o makerspace por um ano (com discrepâncias)


Categorias Média (U$) Média (R$) Respondentes
Pessoal 3577,14 13435,74
Suprimentos 657,14 2468,22
Manutenção de Equipamento 214,29 804,87 7
Assinatura de Softwares 364,29 1368,27
TOTAL 4812,86 18077,10
Fonte: elaborado pela autora (2018).
70

Tabela 4 - Mantendo os makerspaces por 1 ano (excluindo discrepâncias)


Categorias Média (U$) Média (R$) Respondentes
Pessoal 8,00 30,05
Suprimentos 300,00 1126,80
Manutenção de Equipamento 100,00 375,60 5
Assinatura de Softwares 10,00 37,56
TOTAL 418,00 1570,01
Fonte: elaborado pela autora (2018).

A maioria dos respondentes (5; 71%) não considerou gastos com pessoal, por
considerar que o makerspace é um trabalho intrínseco às atividades da biblioteca. Por
tanto, o gasto com o pessoal já está incluso nos gastos totais da biblioteca, não sendo
necessário prever orçamento extra. O respondente com menores gastos anuais
totalizou uma média de U$100 (R$375,60). Já o que mais gasta totalizou U$31500
(R$118314,00) anuais.
Ao serem questionados como a implementação do makerspace foi custeada, a
maioria dos respondentes (6; 86%) afirmou que a escola foi responsável pelo
financiamento do projeto. Os respondentes também afirmaram que a biblioteca possui
um orçamento próprio, que foi utilizado para a concepção do espaço (ver Gráfico 6).

Gráfico 6 - Implementação do makerspace: métodos de custeio

Como a implementação do makerspace foi


custeada?
PARTE FOI FIANANCIADA POR TERCEIROS 1

FOI TODA FINANCIADA POR TERCEIROS 0

A BIBLIOTECA POSSUI ORÇAMENTO PRÓPRIO 4

A ESCOLA FINANCIOU 6

0 1 2 3 4 5 6 7

Fonte: elaborado pela autora (2018).

Como ilustrado no Gráfico 7, 43% dos respondentes tiveram apoio financeiro


de fontes externas à escola.
71

Gráfico 7 - Você teve algum apoio financeiro de fontes externas?

Você teve algum apoio financeiro de terceiros


para implementar o makerspace?

3
43%
Sim
Não
4
57%

Fonte: elaborado pela autora (2018).

Ao serem questionados sobre quais eram estas fontes, responderam da


seguinte forma (ver Gráfico 8):

Gráfico 8 - Apoio financeiro de fontes externas

Que apoio fianceiro foi este?

2 2
33% 33% Doação de Pais/Família
Doação/Apoio do Governo
Doação de Empresas
Concursos e Prêmios
0 Outros
0%
1 1
17% 17%

Fonte: elaborado pela autora (2018).


72

Na categoria “outros” foram citados editais e o Projeto DonorsChoose14. Este


projeto foi fundado em 2000 e permite que professores de escolas públicas
americanas façam pedidos de materiais necessários ou de recursos para promover
experiências para seus alunos. Ou seja, os professores criam projetos com pedidos e
o doador escolhe o projeto que o inspira, doando qualquer valor, que pode deduzido
do imposto de renda.
Para manter o makerspace em funcionamento, 89% dos respondentes
afirmaram que será utilizado o orçamento da escola e o orçamento independente da
biblioteca (ver Gráfico 9).

Gráfico 9 - Como o makerspace será mantido

Agora que o makerspace já está funcionando,


como é/será o seu financiamento?

1
11%
Orçamento da escola
4
45%
Orçamento Independente da
Biblioteca
Doações
4
44%

Fonte: elaborado pela autora (2018).

4.4 PESSOAL & QUALIFICAÇÃO

Este módulo definiu a qualificação e o pessoal responsável pelos makerspaces


nas bibliotecas escolares por meio das seguintes perguntas:
a) Quem é responsável por desenvolver as atividades e projetos no
makerspace?
b) Quanto tempo você investe em atividades do makerspace?

14
https://www.donorschoose.org/
73

c) Você acredita ser possível implementar um makerspace em uma biblioteca


escolar que possui apenas um bibliotecário?
d) Como?
e) A equipe da biblioteca foi oficialmente qualificada para utilizar as tecnologias
do makerspace?
f) Como eles aprenderam a utilizá-las então?
g) Os professores foram oficialmente qualificados para utilizar as tecnologias
do makerspace?
h) Como eles aprenderam a utilizá-las então?
i) Que competências um bibliotecário responsável por um makerspace
precisa ter?

Para a maioria dos respondentes, a pessoa responsável por desenvolver as


atividades e projetos no makerspace são eles mesmos, como bibliotecários (ver
Gráfico 10). No entanto, em uma das escolas, o responsável afirma que os estudantes
são completamente independentes, sendo eles mesmos os resposáveis por
desenvolver suas atividades. Em outra escola, o desenvolvimento das atividades é
feito em conjunto, pelos professores, alunos e bibliotecários. Já para outro
respondente, sempre depende do projeto, podendo ser desenvolvido pelos alunos,
professores ou bibliotecário.

Gráfico 10 - Responsável por desenvolver atividades no makerspace

Quem é responsável por desenvolver as


atividades e projetos no makerspace?
Você, como bibliotecário

1
14% Os alunos desenvolvem os seus
próprios projetos
1
14%
É um trabalho em grupo.
4 Professores, alunos e bibliotecários
1 57%
15% desenvolvem em conjunto
Depende do projeto, pode ser
qualquer uma das opções

Fonte: elaborado pela autora (2018).


74

Analisando estes dados, podemos verificar que o bibliotecário tem um grande


papel pedagógico na atuação dos makerspaces. Este papel é muito bem defindo nos
Estados Unidos, onde a maioria das escolas exige certificação de professor regional
para que o bibliotecário possa atuar em bibliotecas de escolas. Ser apenas um
bibliotecário tecnicista, não supre as necessidades dos usuários encontrados em
escolas. Os alunos precisam de um suporte pegagógico, inclusive em ambientes
informacionais, que precisam ir além da simples disponibilização da informação. A
parceria entre bibliotecários e professores também se mostra essencial.
Em relação ao tempo no desenvolvimento de atividades do makerspace,
identificou-se que nenhum respondente precisa dedicar mais do que 15 horas
semanais (ver Gráfico 11). Ou seja, se a biblioteca funciona de segunda à sexta, estes
bibliotecários dedicam no máximo 3 horas diárias ao makerspace, sobrando 5 horas
para o desenvolvimento de outras atividades na biblioteca (considerando uma jornada
de trabalho de 8 horas).

Gráfico 11 - Tempo investido em atividades do makerspace

Quanto tempo você investe em atividades do


makerspace?

1
14%
3
43% Menos de 5 horas por semana
6-10 horas por semana
11-15 horas por semana
3
43%

Fonte: elaborado pela autora (2018).

Os bibliotecários que dedicam até 10 horas semanais ao makerspace,


conseguem investir 6 horas diárias em outras atividades da biblioteca. Para o
respondente que afirmou que os alunos possuem total independência e
responsabilidade para o desenvolvimento dos projetos, é necessário investir apenas
1 hora diária ao makerspace.
75

Ao serem questionados se seria possível implementar um makerspace em uma


biblioteca escolar que possui apenas um bibliotecário, todos os respondentes
afirmaram que sim. É importante salientar que esta pergunta foi feita devido às
diferenças culturais, já que pode ser comum encontrar escolas americanas que
possuem uma equipe de profissionais responsável pela biblioteca.
Como sugestão para tornar isto possível, os respondentes afirmaram que o
auxílio e parcerias com professores pode ser uma saída. Além disso, outro
respondente afirma que um dos princípios do makerspace é que os alunos trabalhem
de forma independente, não sendo um problema ter apenas um bibliotecário para
auxiliar. Apesar de ser frequente encontrar bibliotecas escolares americanas que
possuem uma equipe, como explicado anteriormente, 4 dos 7 respondentes afirmaram
trabalhar sozinhos, e obtiveram sucesso.
Em relação à qualificação para utilizar as tecnologias disponíveis no
makerspace, 4 respondentes (57%) afirmam terem sido formalmente qualificados. Os
que não foram (3; 43%), utilizaram outros meios para aprender a mexer nos
equipamentos (ver Gráfico 12).

Gráfico 12 - Equipe da biblioteca: aprendendo informalmente a utilizar as tecnologias

Como a equipe da biblioteca aprendeu a


utilizar as tecnologias do makerspace?

1 1 Pesquisando e assistindo vídeos na


20% 20% Internet
Alguém da equipe já sabia utilizar e
ensinou os outros

1 Nós aprendemos sozinhos, com


20% nossos erros e acertos
2 Os alunos nos ajudaram a descobrir
40% como utilizá-las

Fonte: elaborado pela autora (2018).


76

Já os professores, somente duas escolas (29%) qualificaram-os formalmente


para utilizar os equipamentos. Nas outras escolas (5; 71%), os professores
aprenderam a mexer nos equipamentos por meios informais (ver Gráfico 13).

Gráfico 13 - Professores: aprendendo informalmente a utilizar as tecnologias

Como os professores aprenderam a utilizar as


tecnologias do makerspace?

1 Pesquisando e assistindo vídeos na


2 Internet
8%
17%
2 A equipe da biblioteca ensinou
17%
Eles aprenderam sozinhos, com
erros e acertos

4 Os alunos os ajudaram a descobrir


3 33%
como utilizá-las
25% Outros

Fonte: elaborado pela autora (2018).

Um dos respondentes, inclusive, afirmou que nem toda a equipe da biblioteca


sabe utilizar todos os equipamentos, mas pelo menos uma pessoa da equipe sabe
utilizar tudo. Ele afirma também que os professores foram ensinados a utilizar alguns
dos equipamentos de forma suficiente para que eles consigam trabalhar de forma
independente no makerspace.
Observando estes dados, constatamos que pelo fato dos makerspaces serem
centrados no ambiente da biblioteca, as escolas investem em qualificação formal para
os bibliotecários, que ficam responsáveis por repassar informações e ensinar os
professores e alunos.
Ao serem questionados sobre as competências necessárias para um
bibliotecário escolar implementar um makerspace, os respondentes escolheram entre
diversas opções. Além das opções pré-estabelecidas, também era possível incluir
novas competências na categoria “outros”.
Dois respondentes incluíram competências na categoria “outros”, como:
a) Marketing;
77

b) Trabalhar com outros para promover atividades;


c) Aprender novas aplicações de forma independente;
d) Utilizar novos equipamentos de forma independente.

Analisando o Gráfico 14, podemos verificar que desenvolver atividades maker


e planejar lições é a competência unânime entre todos os respondentes. A
competência menos recorrente é a de especificar política de uso de hardware.

Gráfico 14 - Competências necessárias para gerir um makerspace

Que competências o bibliotecário responsável


pelo makerspace deve ter?
OUTROS 2
DESENVOLVER ATIVIDADES MAKER E PLANOS DE LIÇÃO 7
ESPECIFICAR POLÍTICAS DE USO DE HARDWARE 2
COMPRAR HARDWARE 6
ESPECIFICAR/IDENTIFICAR HARDWARES PARA O MAKERSPACE 6
TREINAR OS USUÁRIOS PARA USAR HARDWARE 5
INSTALAR E CONFIGURAR HARDWARE 4
ESPECIFICAR POLÍTICAS DE USO DE SOFTWARE 5
ESPECIFICAR/IDENTIFICAR SOFTWARES PARA O MAKERSPACE 6
TREINAR OS USUÁRIOS PARA USAR SOFTWARE 5
INSTALAR E CONFIGURAR SOFTWARE 5

0 1 2 3 4 5 6 7 8

Fonte: elaborado pela autora (2018).

4.5 ESPAÇO

Este módulo definiu questões a respeito do epaço ideal para implementar um


makerspace por meio das seguintes perguntas:
a) O makerspace fica dentro da biblioteca?
b) É um espaço aberto na biblioteca ou uma sala?
c) Qual o tamanho do espaço?
d) Você acredita que o espaço de trabalho é suficiente para atender à
demanda dos alunos?
78

Todos os respondentes afirmaram que o makerspace se encontra dentro da


biblioteca. Na maioria dos casos, são espaços abertos dentro da biblioteca. Apenas
duas escolas possuem sala (ver Gráfico 15).

Gráfico 15 - Espaço do makerspace

É um espaço aberto na biblioteca ou uma


sala?

2
29%
Espaço aberto (sem paredes)
Sala na biblioteca
5
71%

Fonte: elaborado pela autora (2018).

Quanto ao espaço, não foi possível chegar a uma conclusão do tamanho ideal,
devido ao baixo número de respondentes: 4 respondentes acreditam que o espaço
atual não consegue suprir a demanda dos alunos, enquanto 3 respondentes afirmam
ser o suficiente.
Ao calcular o tamanho do espaço em relação à quantidade de alunos de cada
escola, não foi possível chegar a uma média de m2 ideal por aluno. Foi identificada
uma falha ao deixar de perguntar no questionário qual a média de alunos que
realmente utiliza o espaço, já que houve casos em que duas escolas possuíam o
makerspace com o mesmo tamanho, sendo uma delas com maior quantidade de
alunos e considerava o espaço suficiente, enquanto a com menos alunos considerava
o espaço insuficiente.
79

4.6 HARDWARE

Este módulo definiu os hardwares recomendados para a implementação dos


makerspaces, por meio das seguintes perguntas:
a) Que tipos de atividades podem ser desenvolvidas em um makerspace que
não possui equipamentos de alta teconolgia, como impressoras 3D e
cortadoras a laser?
b) Quais equipamentos/tecnologias você considera extremamente importantes
para um makerspace na biblioteca escolar?
c) Há algum outro equipamento que você acredita ser extremamente
necessário e não foi citado na questão anterior?
d) Qual?

Os respondentes elencaram as seguintes atividades não tecnológicas para


serem desenvolvidas em um makerspace:
a) Atividades de Artes;
b) Atividades de Artesanato;
c) Atividades de costura, bordado e tricô;
d) Construções com Legos e papelão;
e) Atividades com madeira.

A Tabela 5 representa os principais hardwares necessários em um


makerpsace. Para elaborará-la foram selecionados os hardwares que somassem igual
ou maior que quatro (mais da metade dos respondentes) nas categorias
“extremamente necessário”, “necessário” e “pouco necessário”.

Tabela 5 – Hardware (Continua)


Extremamente Pouco
Hardware Necessário Desnecessário
Necessário Necessário
Impressora 3D 2 3 0 2
Arduino 2 4 0 1
Cortador de Vinil 1 2 2 2
Máquina de
1 3 1 2
Costura
Impressora de
1 2 1 3
Foto
80

Tabela 5 - Hardware (Conclusão)


Realidade
0 1 4 2
Aumentada
Realidade Virtual 0 2 3 2
Cortador a Laser 0 3 1 3
Fonte: elaborado pela autora (2018).

A Figura 16 a seguir ilustra os hardwares citados na tabela acima.


81

Figura 16 - Hardware

Fonte: elaborado pela autora, com fotos do Google Imagens (2018).


82

4.7 MATERIAIS DE CONSUMO

Este módulo determinou os materiais de consumo essenciais para os


makerspaces, por meio das perguntas:
a) Com que intesidade você utiliza cada um dos materiais de consumo abaixo?
b) Existe algum material de consumo que você utiliza sempre e não foi citado
nas questões anteriores?
c) Por favor, liste-os.

Ao serem questionados sobre a intensidade de uso de diversos materiais de


consumo utilizados nos makerspaces, os respondentes elencaram os materiais
descritos na Tabela 6 como os mais importantes. Para chegar a esta tabela, foram
selecionados os materiais de consumo que somassem igual ou maior que quatro
(mais da metade dos respondentes) nas categorias “usamos sempre”, “usamos com
frequência” e “usamos às vezes”.
83

Tabela 6 - Materiais de Consumo (Continua)


Não Nunca usamos/ Usamos Usamos com Usamos
Materiais de Consumo
conhecemos Não temos às vezes frequência sempre
Papel (Artesanato/Desenhos, etc) 0 0 0 2 5
Fita Condutora de Cobre 0 1 3 0 3
Cartolina 0 0 2 2 3
Pilhas 0 0 2 2 3
Bastão de Cola Quente 0 0 1 3 3
Tinta Acrílica 0 2 1 1 3
LEDs 0 0 4 1 2
Bateria 0 1 4 0 2
Fita Crepe Especial para Pintura 0 0 3 2 2
Fita Adesiva 0 0 2 3 2
Lápis 1 0 2 2 2
Tecido 0 1 2 2 2
Corda / Fio 0 0 1 4 2
Binder Clips – Prendedor de papel 0 0 5 1 1
Palito de dente 0 0 5 1 1
Mod Podge (cola de decupagem) 0 1 5 0 1
Clipes 0 1 4 1 1
Canudos de Plástico 0 2 4 0 1
Elásticos 0 0 3 3 1
Fio Condutor 0 3 3 0 1
Fita Transparente 0 0 2 4 1
Super Bonder 0 3 2 1 1
Cano de PVC 0 3 2 1 1
Fechos (zipper) 0 1 6 0 0
84

Tabela 6 - Materiais de Consumo (Conclusão)


Palito de Madeira de Picolé para Artesanato 0 1 5 1 0
Placa de espuma 0 2 5 0 0
Pratos e Copos de Papel 0 1 4 2 0
Velcro 0 2 4 1 0
Fita Dupla Face 0 2 4 1 0
Solda (sem chumbo) 0 2 4 1 0
Folhas de Espuma de EVA 0 3 4 0 0
Ímãs de Neodímio 0 3 4 0 0
Fio Eletroluminescente & Inversor 0 3 4 0 0
Linha de Pesca 0 3 4 0 0
Espetos de Bambu (churrasco) 0 3 3 1 0
Gorilla Glue (cola multi-uso para madeira, pedra,
0 3 3 1 0
metal, cerâmica, espuma, vidro, concreto, etc)
Madeira Balsa 0 3 2 2 0
Spray Adesivo 0 3 1 3 0
Miçangas
Marcadores
Sucata
Suprimentos de impressão de tela
Plotter de Vinil Estes materiais foram inseridos na opção “outros”
Filamento para impressora 3D
Madeira
Couro
Folha de Plástico
Fonte: elaborado pela autora (2018).
85

4.8 MATERIAIS DE MAKERSPACE

Este módulo determinou os materiais de makerspaces, por meio das perguntas:


a) Com que intesidade você utiliza cada um dos materiais a seguir?
b) Existe algum material de makerspace que você utiliza sempre e não foi citado nas questões anteriores?

Ao serem questionados sobre a intensidade de uso de diversos materiais de makerspaces, os respondentes elencaram os
materiais descritos na Tabela 7 como os mais importantes. Para chegar a esta tabela, foram selecionados os materiais que
somassem igual ou maior que quatro (mais da metade dos respondentes) nas categorias “usamos sempre”, “usamos com frequência”
e “usamos às vezes”.

Tabela 7 - Materiais de Makerspace


Não Nunca usamos/ Usamos às Usamos com
Materiais de Makerspace Usamos sempre
conhecemos Não temos vezes frequência
LEGOs 0 2 1 0 4
Scratch 0 1 0 3 3
littleBits 0 3 1 1 2
Sphero 0 3 0 2 2
K’NEX 0 3 1 1 2
Arduino 0 1 2 2 2
Clipes de Crocodilo 0 2 3 0 2
Makey Makey 0 1 4 1 1
Raspberry Pi 0 1 3 2 1
Suporte de Bateria 1 2 3 0 1
Play-Doh 0 3 3 1 0
Lego Mindstorms 0 3 2 2 0
Google Cardboard – Realidade Virtual 0 2 4 1 0
Fonte: elaborado pela autora (2018).
86

A Figura 17 reúne imagens de todos os materiais citados na tabela acima.

Figura 17 - Materiais de Makerspace

Fonte: elaborado pela autora, com fotos do Google Imagens (2018).


87

5 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Grande parte dos bibliotecários responsáveis pela implementação do


makerspaces trabalham sozinhos, na mesma realidade dos bibliotecários brasileiros.
Fica claro, portanto, que as premissas “seria impossível implementar um projeto como
este sem uma equipe” e “não posso abrir um makerspace na minha biblioteca pois
não tenho tempo” não foram confirmadas nesta pesquisa.
Os bibliotecários trabalham com informação, organização e planejamento.
Podemos, sim, nos dedicar a projetos deste porte. Basta vontade, determinação, e
vontade de inovar. No início é necessário mais tempo de dedicação. Porém, depois
que o espaço começa a deslanchar, o bibliotecário pode investir cada vez menos
tempo, incentivando os alunos a desenvolver projetos de forma independente e/ou
com seus professores. Por tanto, ao organizar-se adequadamente, as barreiras
“tempo” e “equipe” se desfazem.
O grande desafio para os bibliotecários escolares brasileiros seria o de
desenvolver este espírito inovador necessário para se engajar em um projeto como
este. Poucos são os bibliotecários escolares com este perfil no Brasil, e ainda temos
a situação, como já comentado anteriormente nesta pesquisa, de que muitas
bibliotecas escolares não são geridas por um bibliotecário.
Outro grande desafio seria o de se inspirar em visitas a outros makerspaces, já
que estes não são tão comuns aqui no Brasil. Teriam que se limitar a visitas em
makerspaces comerciais, clubes, ou a alguns makerspaces encontrados em algumas
poucas escolas (não em bibliotecas escolares) ao redor do país.
O acesso à internet, porém, não faz disso uma grande barreira. É cada vez
mais fácil se comunicar com profissionais experientes em diversas áreas ao redor do
mundo, e até mesmo conhecer os espaços virtualmente. É necessário apenas um
pouco mais de pesquisa, habilidade intrínseca à nossa profissão.
Percebemos que em todas as escolas que participaram do questionário, a
administração esteve sempre presente, apoiando desde o início. Na realidade
brasileira, muitas vezes este cenário não será encontrado. Será necessário convencer
a administração sobre as vantagens da implementação de um espaço como este.
Para isso, é necessária a apresentação de um projeto formal, burocrático e muito bem
estruturado. Com isso, provavelmente o tempo de elaboração do projeto até a sua
implementação levaria mais do que os 6 meses levados pela maioria dos alunos.
88

No que diz respeito as formas de financiamento possíveis, aqui no Brasil temos


diversas oportunidades com a Lei Rouanet. Além disso, podemos recorrer às
vaquinhas online, pedidos de doações da comunidade escolar e do entorno, etc.
Em relação as tecnologias, todos os bibliotecários afirmaram ser possível abrir
um makerspace sem equipamentos caros. O custo das tecnologias, portanto, não
pode ser considerado uma barreira para inovar. Até porque, ao fazer um orçamento
dos equipamentos, citados na Tabela 5, percebe-se que estes atualmente tornaram-
se mais acessíveis (ver Tabela 8).

Tabela 8 - Custo de equipamentos tecnológicos no Brasil


Tecnologia Preço
Impressora 3D (Flashforge Finder) R$3000,00
Arduino (1 Kit) R$40,00
Cortador de Vinil R$2700,00
Máquina de Costura R$300,00
Impressora de Fotos R$800,00
Realidade Virtual: Google Cardborard (Kit com 20) R$500,00
Mini Cortador a Laser R$5000,00
TOTAL R$12340,00
Fonte: elaborado pela autora (2018).

Observando a tabela acima, podemos perceber que com aproximadamente 15


mil reais já é possível adquirir todas as tecnologias citadas como principais pelos
respondentes. Este valor pode ser arrecadado através de doações, parcerias, ou de
um projeto aprovado pela Lei Rouanet.
Uma grande barreira a ser considerada é a questão do espaço. As bibliotecas
brasileiras, em sua maioria, possuem pouco espaço. Para driblar esta barreria,
recomenda-se investir em mobílias compactas e portáteis, que podem ser usadas
tanto por usuários do makerspace quanto os da própria biblioteca.
Nos Estados Unidos encontra-se facilmente mobiliários como este. A Figura 18
a seguir mostra algumas destas mobílias e seus respectivos preços em reais. Deve-
se considerar mais valores em relação a taxas de importação, ou até mesmo avaliar
a possibilidade de produzir móveis sob medida inspirados nestes modelos.
89

Figura 18 - Mobiliário de makerspaces

Fonte: elaborado pela autora, com fotos do Google Imagens (2018).

Os materiais de consumo e de makerspace podem ser facilmente encontrados


a venda no Brasil. Estimou-se que para a implementação do makerspace seria
necessário o investimento de aproximadamente 8 mil reais para os materiais de
consumo e de 18 mil reais para os materiais de makerspace. Esta estimativa considera
90

o valor de todos os materiais de consumo e de makerspace citados pelos


respondentes.
Concluindo, os gastos para a implementação de um makerspace, incluindo
materiais de consumo, de makerspace, mobiliário e equipamentos tecnológicos
totaliza aproximadamente 50 mil reais. É importante destacar que este é o valor total
considerando a compra de todos os materiais recomendados, inclusive dos aparelhos
tecnológicos. Pode-se começar com um orçamento muito mais modesto, analisando
quais itens deve-se dar preferência para aquisição, de acordo com a demanda
informacional dos usuários de cada escola/biblioteca.
Resumindo, os recursos necessários para a implementação de um makerspace
em uma biblioteca escolar são:
a) Recursos em relação ao espaço: mobiliário compacto e portátil (ver seção
4.5);
b) Recursos materiais: materiais de consumo e materiais de makerspaces (ver
seções 4.7 e 4.8);
c) Recursos tecnológicos: hardware (ver seção 4.6);
d) Recursos humanos: não há necessidade de aumentar estes recursos para
além do que a biblioteca já é contemplada atualmente. Em relação ao tempo
de dedicação do profissional dedicado ao espaço, não há necessidade de
investir mais de 15 horas semanais (ver seção 4.4);
e) Recursos financeiros: aproximadamente 50 mil reais para alcançar o
makerspace já em sua forma plena (ver seção 4.3).
91

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta pesquisa pretende contribuir para a área das bibliotecas escolares


brasileiras, encorajando bibliotecários a investirem e se dedicarem a projetos
inovadores. Propagado pelo MIT e pelos centros de tecnologia no Vale do Silício, o
Movimento Maker é uma tendência que facilita a adoção da tecnologia nas escolas.
Ele contribui para o desenvolvimento de abordagens pedagógicas que incentivam o
aprendizado autêntico, a inovação, a colaboração e o pensamento crítico,
consideradas importantes habilidades para os alunos do século XXI.
É preciso desenvolver e implementar a cultura maker na escola, antes mesmo
de implementar o makerspace. Deve se despertar o interesse pelo novo e pelo
aprendizado autônomo dos alunos, mostrando que o incentivo para que o aluno
construa o seu próprio conhecimento não faz com que os professores percam o seu
espaço. Pelo contrário, faz com que eles atinjam a sua missão maior, de formar
cidadãos preparados para o mundo.
Os bibliotecários, incentivadores do acesso à informação, podem apresentar
esta cultura nas escolas e participar ativamente do seu desenvolvimento e da
implementação dos makerspaces, acompanhando a evolução da educação.
É dever do bibliotecário mudar a visão negativa que a comunidade escolar e a
sociedade brasileira construíram a respeito das bibliotecas. Para que isso ocorra, é
essencial apresentar novas abordagens, acompanhando as evoluções da sociedade
e das abordagens pedagógicas. Os makerspaces podem ser utilizados para
redesenhar o ambiente, estimulando os alunos a utilizar o espaço e agregando valor
à biblioteca, fazendo com que ela deixe de ser vista como um depósito de livros e
passe a ser vista como colaboradora ativa da educação. No entanto, apenas trazê-los
para este ambiente não é suficiente.
É preciso desenvolver atividades maker que englobem os materiais da
biblioteca. Para isso, é necessário que o bibliotecário possua uma participação ativa
no desenvolvimento e planejamento destas atividades. Desta forma, os alunos,
professores e toda a comunidade escolar poderão perceber o valor e a importância
da biblioteca, indo muito além da disponibilização do acervo.
O makerspace pode transformar a comunidade escolar, já que é um ambiente
que promove o empoderamento, confiança, inclusão, sustentabilidade e o
aprendizado autêntico. Além disso, os benefícios pedagógicos podem ir além dos
92

efeitos nas disciplinas chamadas STEAM. Este espaço torna possível a


interdisciplinaridade entre quaisquer disciplinas do currículo.
Diversas atividades podem ser desenvolvidas, englobando tópicos de
disciplinas além das STEAM, como História, Geografia, Português, Sociologia,
Filosofia, etc. Basta apenas o envolvimento dos professores destas disciplinas em
conjunto com o bibliotecário para a elaboração dos mais diversos tipos de atividades.
Ao analisar as barreiras enfrentadas pelos makerspaces podemos considerar
o financiamento como uma das mais complicadas para superar, já que a sua resolução
vai além dos esforços do bibliotecário. Mesmo assim, este problema pode ser
resolvido aos poucos, principalmente depois do espaço estar funcionando e dando
resultados.
Barreiras financeiras não devem ser usadas como o motivo para não inovar.
Afinal, a inovação é uma habilidade essencial para o bibliotecário no século XXI, e a
criatividade para trabalhar com pouco orçamento ou buscar financiamento em fontes
externas faz parte desta habilidade. Os makerspaces educacionais preparam os
alunos para viver no mundo do futuro.
Por meio da revisão de literatura atingimos os objetivos específicos de
compreender o conceito de makerspaces e validar a importância e as vantagens do
vínculo dos makerspaces com as bibliotecas escolares.
Os objetivos específicos de listar os makerspaces educacionais, selecionar os
makerspaces vinculados com a biblioteca escolar e produzir um mapa destes
makerspaces foram alcançados por meio do levantamento feito em seis diferentes
fontes de informação descritas na seção 3.3 deste trabalho.
O questionário desenvolvido permitiu chegar aos objetivos específicos de
apresentar os perfis dos bibliotecários, descrever o planejamento e financiamento dos
makerspaces, apresentar o pessoal e sua qualificação, o espaço, os hardwares,
materiais de consumo e os de makerspace.
Com a análise dos dados foi possível estabelecer os recursos necessários para
implementar um makerspace na biblioteca escolar atingindo, portanto, o objetivo geral
desta pesquisa. A discussão dos resultados relacionou a realidade americana e
brasileira, permitindo inferências para adaptar os resultados da pesquisa às nossas
demandas e realidades.
Recomenda-se novas pesquisas na área, já que, como mostrado
anteriormente, a literatura brasileira sobre a temática de makerspaces em bibliotecas
93

escolares ainda é muito escassa. Sugere-se que sejam feitas adequações no


questionário da pesquisa para nova aplicação, com mais respondentes, para que se
possa obter respostas com validação estatística.
Sugere-se também o desenvolvimento de pesquisas que se aprofundem nas
questões de custos e orçamentos para a realidade brasileira. Outra sugestão é uma
pesquisa que apresente um manual de implementação de makerspaces em
bibliotecas escolares brasileiras como produto.
94

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104

APÊNDICE A - CARTA DE APRESENTAÇÃO DA PESQUISA

Meu nome é Gabriela Prates. Sou uma pesquisadora de graduação em


Biblioteconomia do Brasil. Para colar grau eu preciso desenvolver um trabalho de
conclusão de curso. O tema que escolhi foi ‘Makerspaces em bibliotecas escolares’.
Nem todas as escolas têm bibliotecas aqui. E aquelas que têm, a sua maioria
não possui profissionais qualificados. Temos uma lei que determina que até 2020
todas as escolas devem ter bibliotecas e ser gerenciadas por profissionais
bibliotecários. Faz 10 anos que esta lei foi aprovada. Temos uma forte convicção de
que ela não será cumprida a tempo.
Infelizmente, bibliotecas escolares não são uma prioridade aqui. A própria
educação não é uma prioridade. Com o passar do tempo os bibliotecários brasileiros
precisam provar a sua importância e provar o quanto eles podem fortalecer a nossa
sociedade. Eu encontrei nos makerspaces um caminho para que a biblioteca se
defenda e mostre para a nossa sociedade como podemos transformar nossas
crianças e adolescentes em líderes e resolvedores de problemas.
Poucas são as escolas (privadas ou públicas) que realmente investem em suas
bibliotecas. E poucos são os profissionais que pensam fora da caixa para trazer coisas
novas e desenvolver novas atividades, para mostrar para a administração da escola
que vale a pena investir.
Pesquisando sobre makerspaces eu encontrei uma grande oportunidade de
trazer crianças e adolescents de volta para a biblioteca. Makespaces trazem vida à
biblioteca. Como podemos trazer esta experiência de primeiro mundo para a nossa
realidade?
O objetivo do meu trabalho de conclusão de curso é definir os recursos
necessários para abrir um makerspace na biblioteca escolar. Para poder atingir este
objetivo eu desenvolvi este questionário que você está sendo convidado a participar.
Utilizando 6 diferentes fontes de informação eu conheci 211 diferentes makerspaces
edicacionais. 51 deles fazem parte da biblioteca escolar. Você pode ter acesso a lista
aqui.
Nos ajude a descobrir mais sobre isso respondendo este questionário! Leva
aproximadamente 10 minutos para responder e estará disponível até o dia 5 de
novembro. Mais informações ou dúvidas? Nos envie um email!

Atenciosamente,

Gabriela Prates Dr. Jordan Paulesky Juliani


Undergrad Library Science Student Professor and Thesis Advisor
gabriela.prates@edu.udesc.br jordan.juliani@udesc.br
105

APÊNDICE B - RESEARCH PRESENTATION LETTER

My name is Gabriela Prates. I am an Undergraduate Library Science researcher


from Brazil. To get my undergrad degree, I need to develop a research thesis. The
topic I’ve chosen is ‘Makerspaces in School Libraries’.
Not all schools have libraries here. And the ones that do, most do not have
qualified professionals. We have a law that states that by 2020 all schools must have
libraries and be managed by Library Science professionals. It's been 10 years since
this law was approved. We are pretty sure we won't be able to fulfill it in time.
Unfortunately, school libraries are not a priority here. Education itself is not a
priority. As the days go by, Brazilian Library Science professionals need to prove their
importance and how much they can strengthen our society. I found in makerspaces a
way to get the library stand out for itself and show our people how we can transform
our kids and teens into problem solvers and leaders.
Few are the schools (private or public) that really invest in their libraries. And
few are the professionals that think outside the box to bring new things and develop
different activities to show the school administration they are worth investing.
Researching about makerspaces I found a great opportunity to bring kids and
teens back to the library. Makerspaces bring life to the library. To be able to attract our
students, that's exactly what we need. How we can bring this 1st world experience to
our reality?
My undergraduate thesis goal is to describe the resources necessary to open
a makerspace in the school library. To be able to reach this goal I developed this
survey you’re being invited to take part in. Using 6 different information sources I’ve
came to know 211 different school makerspaces. 51 of them are part of the school
library. You can get access to the list here.
Help us find out more about it answering this survey! It takes about 10 minutes
to respond and it will be available until November 5th.
Any doubts or further information? Send us an email!

Sincerely,

Gabriela Prates Dr. Jordan Paulesky Juliani


Undergrad Library Science Student Professor and Thesis Advisor
gabriela.prates@edu.udesc.br jordan.juliani@udesc.br
106

APÊNDICE C - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Você está sendo convidado para participar de uma pesquisa de graduação entitulada “Makerspaces
em bibliotecas escolares” que possui o objetivo de definir os recursos necessários para abrir um
makerspace em uma biblioteca escolar.
Você não terá despesas e não será remunerado por participar da pesquisa. Todas as despesas
decorrentes da sua participação serão reembolsadas. No caso de danos resultantes da pesquisa, uma
indenização será garantida. A sua identidade será preservada, já que todos os respondentes serão
identificados por números.
As pessoas que acompanharão os procedimentos serão os pesquisadores Gabriela Vieira da Cunha
Prates- estudante de graduação de Biblioteconomia da UDESC e Dr. Jordan Paulesky Juliani -professor
de Biblioteconomia da UDESC.
Você pode se retirar do estudo a qualquer momento, sem qualquer constrangimento.
Nós solicitamos a sua autorização para o uso dos dados coletados para produzir artigos técnicos e
científicos. A sua privacidade será mantida, não identificando o seu nome.
Ao clicar no link da pesquisa você declara concordar com os termos.

Gabriela Vieira da Cunha Prates


gabriela.prates@edu.udesc.br
+55 48 99145-9222
Servidão Abaeté, 67 – Campeche/Florianópolis (SC) CEP: 88048364

Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos – CEPSH/UDESC


Av. Madre Benvenuta, 2007 – Itacorubi – Florianópolis – SC -88035-901
Fone/Fax: (48) 3664-8084 / (48) 3664-7881 - E-mail: cepsh.reitoria@udesc.br / cepsh.udesc@gmail.com
CONEP- Comissão Nacional de Ética em Pesquisa
SRTV 701, Via W 5 Norte – lote D - Edifício PO 700, 3º andar – Asa Norte - Brasília-DF - 70719-040
Fone: (61) 3315-5878/ 5879 – E-mail: conep@saude.gov.br
107

APÊNDICE D - FREE INFORMED TERM OF CONSENT

You are being invited to participate in an undergrad survey titled “Makerspaces in School Libraries”
which has the goal to describe the resources necessary to open a makerspace in a school library.
You will not have expenses nor will be remunerated by the participation in the research. All expenses
arising from your participation will be reimbursed. In case of damages resulting from the research, the
indemnity will be guaranteed. Your identity will be preserved as everyone will be identified by a number.
The people who will follow the procedures will be the researchers Gabriela Vieira da Cunha Prates-
Undergrad student of UDESC Library Science with Qualification in Information Management- and Dr. Jordan
Paulesky Juliani -UDESC Library Science Professor.
You may withdraw from the study at any time, without any embarrassment.
We request your authorization for the use of your data to produce technical and scientific articles.
Your privacy will be maintained by not identifying your name.
By clicking on the survey link you declare you agree to the terms.

Gabriela Vieira da Cunha Prates


gabriela.prates@edu.udesc.br
+55 48 99145-9222
Servidão Abaeté, 67 – Campeche/Florianópolis (SC) CEP: 88048364

Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos – CEPSH/UDESC


Av. Madre Benvenuta, 2007 – Itacorubi – Florianópolis – SC -88035-901
Fone/Fax: (48) 3664-8084 / (48) 3664-7881 - E-mail: cepsh.reitoria@udesc.br / cepsh.udesc@gmail.com
CONEP- Comissão Nacional de Ética em Pesquisa
SRTV 701, Via W 5 Norte – lote D - Edifício PO 700, 3º andar – Asa Norte - Brasília-DF - 70719-040
Fone: (61) 3315-5878/ 5879 – E-mail: conep@saude.gov.br
108

APÊNDICE E - EMAIL PORTUGUÊS E INGLÊS

Prezado Sr./Sra.
Meu nome é Gabriela Prates. Sou estudante de graduação de Biblioteconomia no Brasil.
Estou pesquisando sobre makerspaces em bibliotecas escolares e o objetivo da minha pesquisa
é definir os recursos necessários para implementar um makerspace na biblioteca escolar.
Levantando os makerspaces educacionais ao redor do mundo, encontrei 51 que eram
dentro do espaço da biblioteca. Pesquisando mais profundamente sobre a sua biblioteca,
considero a sua participação na pesquisa de extrema importância.
Você pode contribuir ainda mais para a temática ao responder esta pesquisa. Leva
aproximadamente 10 minutos para responder. Você pode salvar e terminar a submissão a
qualquer momento. O link estará disponível para respostas até o dia 5 de novembro.
Mais informações sobre a pesquisa podem ser encontradas aqui.
O questionário é entitulado: Makerspaces em bibliotecas escolares
Para participar, por favor, clique no link abaixo. Ao clicar no link, você concorda com o
Termo de Concentimento Livre e Esclarecido
Link do questionário: http://www.labtecgc.udesc.br/limesurvey/index.php/599294?lang=en
Sinta-se à vontade para enviar um email solicitando quaisquer informações ou perguntas.
Atenciosamente,
Gabriela Prates
gabriela.prates@edu.udesc.br
____________________________
Dear Mr./Ms./Mrs.
My name is Gabriela Prates. I am an undergraduate student of Library Science in Brazil. I
am researching about Makerspaces in School Libraries, and my research goal is to define the
resources needed to implement a makerspace in the school library.
By raising the educational makerspaces around the world, I found 51 that are within the
school library space. Delving deeper into your library, I consider your participation on the survey
extremely important.
You can contribute even more to the theme by answering this survey. It takes about 10
minutes to answer it. You can save it and finish submitting it at any time. The link will be available
to answers until November 5th.
More information about the research can be found here.
The survey is titled: Makerspaces in School Libraries
To take part, please click on the link below. By doing so you agree to the Free Informed
Term of Consent
Survey Link: http://www.labtecgc.udesc.br/limesurvey/index.php/599294?lang=en
Feel free to send us an email requesting any further information or questions.
Sincerely,
Gabriela Prates
gabriela.prates@edu.udesc.br
109

APÊNDICE F - QUESTIONÁRIO

SEU PERFIL
1) Você é um bibliotecário escolar?
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não
Obrigada pela sua disposição em participar da pesquisa, porém, para que possamos
alcançar nosso objetivo, precisamos que os respondentes sejam bibliotecários
escolares.
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Não' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)

2) Obrigada por sua disposição em participar da pesquisa, mas precisamos


que bibliotecários escolares respondam para que possamos atingir nosso
objetivo.
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Não' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)

3) Como você conheceu a temática dos makerspaces?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Escolha uma das seguintes respostas:
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Palestras/Eventos da área • O diretor/administrador da escola
• Eu vi outros bibliotecários me falou sobre
implementando • Outros
• Professores me falaram sobre

4) Em que país a sua escola está localizada?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Escolha uma das seguintes respostas:
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Austrália • Brasil
110

• Canadá • Singapura
• China • Coréia do Sul
• Costa Rica • Estados Unidos da
• França América
• Itália • Outros

5) Onde a sua escola é localizada?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Por favor, insira o nome do seu estado e cidade por extenso (sem abreviações)

6) Há quanto tempo você trabalha nesta escola?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Escolha uma das seguintes respostas:
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Menos de 1 ano • 5-6 anos
• 1-2 anos • Mais de 6 anos
• 3-4 anos

PLANEJAMENTO
7) Você planejou a implantação do makerspace?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

8) Quais fontes de informação/conhecimento foram utilizadas para


desenvolver o projeto do makerspace?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '7 [PL001]' (Você planejou a implantação do
makerspace?)
111

9) A alta administração da escola apoiou o desenvolvimento do projeto para o


makerspace na biblioteca desde o início?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

10) Que ano o projeto para implementar um makerspace na sua biblioteca teve
início?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Somente um valor inteiro pode ser informado neste campo.
• Ano ________
Considere desde a primeira vez que começou a ser discutido com a administração da
escola. Por favor, responda o ano utilizando 4 dígitos.

11) Quanto tempo levou para ser implementado?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Escolha uma das seguintes respostas:
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Menos de um mês • Aproximadamente um ano e meio
• Aproximadamente um trimestre • Aproximadamente 2 anos
• Aproximadamente um semestre • Mais de 2 anos
• Aproximadamente um ano • Ainda não inauguramos
Considere o tempo que levou entre a primeira reunião com a administração da escola
e o dia da inauguração

12) Você usou da técnica de benchmarking no planejamento do makerspace (se


baseou em projetos de makerspaces existentes)?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
112

A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A


resposta foi 'Sim' na questão '7 [PL001]' (Você planejou a implantação do
makerspace?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

13) Em quais makerspaces você se inspirou?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '12 [PL006]' (Você usou da técnica de benchmarking no
planejamento do makerspace (se baseou em projetos de makerspaces existentes)?)

FINANCIAMENTO
14) Qual foi o custo para abrir o makerspace?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Apenas números podem ser preenchidos nestes campos.
• Pessoal (Considere pessoas que investiram o seu tempo para fazer a
implementação acontecer, como você, professores, consultorias, etc)
• Reformas
• Equipamentos Tecnológicos (Impressoras 3D printers, Cortadoras a
laser…)
• Suprimentos (Materiais de artesanato, Filamentos de plástico da
impressora 3D, e qualquer outro material de consumo utilizado para a
inauguração do seu makerspace)
• Softwares
• Mobiliário
Por favor, responda de acordo com o orçamento do seu projeto para cada uma das
opções da questão. Se você não estimou o custo de alguma das opções, preencha
com um zero. A opção de suprimentos deve ser respondida de acordo com o que você
investiu para abrir o makerspace pela primeira vez.
113

15) Houve algum outro investimento que não foi citado na questão anterior?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

16) Descreva este investimento e o seu custo, seguindo o padrão da questão


anterior
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '15 [FU01O]' (Houve algum outro investimento que não
foi citado na questão anterior?)
Preencha o valor total do custo em Reais

17) Quanto custa para manter o makerspace por um ano?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Apenas números podem ser preenchidos nestes campos.
• Pessoal
• Suprimentos (Material de artesanato, Filamento de plástico para
impressora 3D, e qualquer outro material de consumo usado no
makerspace)
• Manutenção de equipamentos
• Assinatura de Softwares
Se você não estimou o custo para alguma das opções, preencha com um zero

18) Houve algum outro investimento que não foi citado na questão anterior?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não
114

19) Descreva este investimento e o seu custo, seguindo o padrão da questão


anterior
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '18 [FU02O]' (Houve algum outro investimento que não
foi citado na questão anterior?)
Preencha o valor total do custo em Reais

20) Houve algum financiamento de terceiros para implementar o makerspace?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não
Considere financiamento de terceiros qualquer suporte financeiro que não tenha vindo
dos fundos da escola ou da biblioteca

21) Que financiamento foi este?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '20 [FU03]' (Houve algum financiamento de terceiros
para implementar o makerspace?)
Escolha a(s) que mais se adeque(m)
Por favor, escolha as opções que se aplicam:
• Doação de Pais/Família • Doação de Empresas
• Editais/Doações do • Prêmios de Concursos
Governo • Outros:

22) Descreva o processo desenvolvido para conseguir este fianciamento


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '20 [FU03]' (Houve algum financiamento de terceiros
para implementar o makerspace?)
115

23) Como a implementação do makerspace foi financiada?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Escolha a(s) que mais se adeque(m)
Por favor, escolha as opções que se aplicam:
• A escola financiou • Toda a implementação foi
• A biblioteca possui orçamento financiada por terceiros
próprio • Parte da implementação foi
financiada por terceiros

24) Agora que o makerspace já está funcionando, como ele é financiado? (Ou
será financiado, em caso de ainda não ter sido inaugurado)
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Escolha a(s) que mais se adeque(m)
Por favor, escolha as opções que se aplicam:
• Orçamento da Escola • Doações
• Orçamento Independente • Suporte do Governo
da Biblioteca • Outros:

PESSOAL & QUALIFICAÇÃO


25) Quem é responsável por desenvolver as atividades e projetos no
makerspace?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Escolha uma das seguintes respostas:
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Você, como bibliotecário • É um trabalho em equipe.
• A equipe da biblioteca Professores, bibliotecários e
• Os professores estudantes desenvolvem todos
• Os alunos desenvolvem seus os projetos em conjunto
próprios projetos • Outros
• Depende do projeto, pode ser
qualquer uma das opções acima
116

26) Quanto tempo você investe em atividades do makerspace?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Escolha uma das seguintes respostas:
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Menos de 5 horas/semana • 26-30 horas/semana
• 6-10 hora/semana • 31-35 horas/semana
• 11-15 horas/semana • 36-40 horas/semana
• 16-20 horas/semana • Mais de 40 horas/semana
• 21-25 horas/semana
Considere o desenvolvimento de projetos, auxílio aos alunos, auxílio aos professores,
organização, listagem se suprimentos, pesquisa de novos recursos ou qualquer outra
atividade desenvolvida para manter o espaço

27) Você acredita ser possível implementar um makerspace em uma biblioteca


escolar que possui apenas um bibliotecário?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

28) Por que?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Não' na questão '27 [PQ03]' (Você acredita ser possível implementar um
makerspace em uma biblioteca escolar que possui apenas um bibliotecário?)

29) Como?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '27 [PQ03]' (Você acredita ser possível implementar um
makerspace em uma biblioteca escolar que possui apenas um bibliotecário?)
117

30) A equipe da biblioteca foi oficialmente qualificada para utilizar as


tecnologias do makerspace?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

31) Como eles aprenderam a utilizá-las então?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Não' na questão '30 [PQ04]' (O time da biblioteca foi oficialmente
qualificado para utilizar as tecnologias do makerspace?)
Escolha a(s) que mais se adeque(m)
Por favor, escolha as opções que se aplicam:
• Pesquisando e assistindo vídeos • Nós aprendemos por nós
na Internet mesmos, através de erros e
• Alguém da equipe da biblioteca acertos
já sabia como utilizar e ensinou • Os alunos nos ajudaram a
aos outros descobrir como se utiliza
• Outros:

32) Os professores foram oficialmente qualificados para utilizar as tecnologias


do makerspace?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

33) Como eles aprenderam a utilizá-las então?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
118

A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A


resposta foi 'Não' na questão '32 [PQ05]' (Os professores foram oficialmente
qualificados para utilizar as tecnologias do makerspace?)
Escolha a(s) que mais se adeque(m)
Por favor, escolha as opções que se aplicam:
• Pesquisando e assistindo vídeos • Eles aprenderam por eles
da Internet mesmos, com erros e acertos
• A equipe da biblioteca ensinou- • Os próprios alunos ajudaram
os a usar eles a descobrir como utilizar
• Outros:

34) Que competências um bibliotecário responsável por um makerspace precisa


ter?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Escolha a(s) que mais se adeque(m)
Por favor, escolha as opções que se aplicam:
• Instalar e Configurar Software • Especificar/identificar hardwares
• Treinar os usuários para usar para makerspace
software • Comprar Hardware
• Especificar/identificar softwares • Especificar políticas de uso de
para makerspace hardware
• Especificar políticas de uso de • Desenvolver atividades maker e
software planejar lições
• Instalar e Configurar Hardware • Outros:
• Treinar os usuários para usar
hardware

ESPAÇO
35) O makerspace fica dentro da biblioteca?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
119

• Sim • Não

36) Onde ele é localizado, então?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Não' na questão '35 [SP01]' (O makerspace fica dentro da biblioteca?)
Escolha uma das seguintes respostas:
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:

• Em uma sala ao lado da • Em um espaço aberto na escola


biblioteca • Apesar de ser gerenciado pela
• Em uma sala próxima à biblioteca, o espaço é localizado
biblioteca em um espaço diferente na
• Em um laboratório próximo à escola
biblioteca • Outros

37) É um espaço aberto na biblioteca ou uma sala?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '35 [SP01]' (O makerspace fica dentro da biblioteca?)
Escolha uma das seguintes respostas:
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Espaço Aberto (Sem Paredes) • Sala na Biblioteca

38) Qual o tamanho do espaço?


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Apenas números podem ser usados nesse campo.
Por favor, coloque sua resposta aqui:
______________ m2

39) Você acredita que o espaço de trabalho é suficiente para atender à demanda
dos alunos?
120

Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:


A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

HARDWARE
40) Que tipos de atividades podem ser desenvolvidas em um makerspace que
não possui equipamentos de alta teconolgia, como impressoras 3D e
cortadoras a laser?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)

41) Quais equipamentos/tecnologias você considera extremamente importantes


para um makerspace na biblioteca escolar?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Por favor, escolha a resposta adequada para cada item:
Extremamente Pouco Não é
Necessário
Necessário necessário necessário
Impressora 3D
Impressora de
Resina
Impressora de
Foto
Realidade
Virtual
Realidade
Aumentada
CNC Roteador
Cortador a
Laser
Cortador de
Vinil
Máquina de
Costura
Arduino

42) Há algum outro equipamento que você acredita ser extremamente


necessário e não foi citado na questão anterior?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
121

A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)


Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

43) Qual?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '42 [HR03]' (Há algum outro equipamento que você
acredita ser extremamente necessário e não foi citado na questão anterior?)
MATERIAIS DE CONSUMO
44) Com que intesidade você utiliza cada um dos materiais de consumo abaixo?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Por favor, escolha a resposta adequada para cada item:
Nunca
Usamos
Não usamos Usamos Usamos
com
conhecemos /Não às vezes sempre
frequência
temos
Cartolina
Fita Adesiva
Fita Crepe
Especial para
Pintura
Fita Transparente
Palito de Madeira
de Picolé para
Artesanato
Canudos de
Plástico
Clipes
Binder Clips
Velcro
Tecido Condutor
Fio Condutor
Pratos e Copos
de Papel
Folhas de
Espuma de EVA
Placa de espuma
Tubo Termo
Retrátil
Ímãs de
Neodímio
122

Bateria
Pilhas
Elásticos
LEDs
Fita Condutora
de Cobre
Fio
Eletroluminescen
te & Inversor
Mod Podge (cola
de decupagem)
Fita Dupla Face
Silicone (para
moldes)
Linha de Pesca
Espetos de
Bambu
(churrasco)
Madeira Balsa
Model Magic
(composto de
modelagem
semelhante à
argila)
Latas de Altoids
Extrusão de Liga
de Alumínio
80/20
Lápis
Solda (sem
chumbo)
Super Bonder
Gorilla Glue (cola
multi-uso para
madeira, pedra,
metal, cerâmica,
espuma, vidro,
concreto, etc)
Bastão de Cola
Quente
Spray Adesivo
Palitos de Dente
Instamorph –
(plástico
moldável)
Cano de PVC
Tinta Acrílica
Fechos (zipper)
Corda / Fio
123

Tecido
Prendedores de
Papel
Papel
(Artesanato/Dese
nhos, etc)
Aglomerado

45) Existe algum material de consumo que você utiliza sempre e não foi citado
nas questões anteriores?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

46) Por favor, liste-os


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '45 [SS03]' (Existe algum material de consumo que você
utiliza sempre e não foi citado nas questões anteriores?)

MATERIAIS DE MAKERSPACE
47) Com que intesidade você utiliza cada um dos materiais a seguir?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Por favor, escolha a resposta adequada para cada item:
Nunca Usamos Usamos
Não Sempre
usamos/Não às com
conhecemos usamos
temos vezes frequência
Makey
Makey
littleBits
Cubelets
Adesivos de
Circuitos
(Chibitronics)
Sphero
Squishy
Circuits
LEGOs
124

Snap Circuits
Play-Doh
Goldie Blox
Makeblock
Dot & Dash
Qubits
Lego
Mindstorms
K’NEX
Sugru
Scratch
Raspberry Pi
Arduino
VEX
Robotics
Engino
Ozobot
Keva Planks
Bee-Bot /
Blue-Bot
Bloxels
Ardusat
Hummingbird
Robotics
HyperDuino
Makedo
Intel Edison
Magformers
OWI Robots
Kinetic Sand
Strawbees
Electric Paint
– Bare
Conductive
Circuit Scribe
EverBlock
Do Ink
LilyPad
Switch
Google
Cardboard –
VR
Hobby Motor
– DC
Finch Robot
ArcBotics
LEGO Wall
Baseplate
LightUp
125

PLY 90
Vibration
Motor
Piezo Buzzer
Plastic
Syringe w
Tubing
Sewable
Battery
Holder
Rigamajig
Alligator
Clips
Minecraft
Education
Edition

48) Existe algum material de makerspace que você utiliza sempre e não foi
citado nas questões anteriores?
Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?)
Favor escolher apenas uma das opções a seguir:
• Sim • Não

49) Por favor, liste-os


Só responder essa pergunta sob as seguintes condições:
A resposta foi 'Sim' na questão '1 [YP01]' (Você é um bibliotecário escolar?) e A
resposta foi 'Sim' na questão '48 [RS02]' (Existe algum material de makerspace que
você utiliza sempre e não foi citado nas questões anteriores?)

AGRADECIMENTO
50) Se você desejar receber os resultados da pesquisa, insira o seu email
abaixo.

51) Sinta-se à vontade para deixar uma mensagem ou sugestão


126

APÊNDICE G - SURVEY

YOUR PROFILE
1) Are you a school librarian?
Please choose only one of the following:
• Yes • No
Consider yes if you are a media specialist, teacher librarian, etc

2) Thank you for your willingness to take part in the survey, but we need school
librarians to answer it to reach our goal.
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'No' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)

3) How did you come to know about makerspaces?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Choose one of the following answers
Please choose only one of the following:
• Lectures/Events of the area • The school director/administrator
• I saw other librarians implementing told me about it
• Teachers told me about it • Other

4) In what country is your school located?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Choose one of the following answers
Please choose only one of the following:
• Australia • Italy
• Brazil • Singapore
• Canada • South Korea
• China • United States of America
• Costa Rica • Other
• France
127

5) Where is your school located?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please enter the unabbreviated name of the State and City

6) How long have you worked in your current school?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian? )
Choose one of the following answers
Please choose only one of the following:
• Less than 1 year • 5-6 years
• 1-2 years • More than 6 years
• 3-4 years

PLANNING
7) Have you planned the makerspace implementation?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian? )
Please choose only one of the following:
• Yes • No

8) Which information/knowledge sources have you used to develop


the makerspace project?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '7 [PL001]' (Have you planned the makerspace implementation?)

9) Has the school administration supported the makerspace project from the
beginning?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose only one of the following:
• Yes • No
128

10) What year did the project to implement a makerspace in your library begin?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Only an integer value may be entered in this field.
Year ________
Consider since the first time it started to be discussed with school administration.
Please enter the year with a 4-digit number

11) How long did it take to fully implement it?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Choose one of the following answers
Please choose only one of the following:
Less than a month
• Approximately a trimester • Approximately 2 years
• Approximately a semester • More than 2 years
• Approximately a year • We haven't opened yet
• Approximately a year and a half
Consider the time it took between the first meeting with school administration and the
inauguration day

12) Have you used benchmarking to plan the makerspace (was based on
projects of existing makerspaces)?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '7 [PL001]' (Have you planned the makerspace implementation? )
Please choose only one of the following:
• Yes • No

13) Which makerspaces have inspired you?


Only answer this question if the following conditions are met:
129

Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '12 [PL006]' (Have you used benchmarking to plan
the makerspace (was based on projects of existing makerspaces)?

FUNDING
14) How much did it cost to open the makerspace?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Only numbers may be entered in these fields.
• Personnel (Consider people that invested their time to make it happen, such as
yourself, teachers, consulting firms, etc)
• Renovations
• Tech Equipment (3D printers, laser cutters…)
• Supplies (Crafting materials, 3D printer plastic filaments, and any other
consumable material used in your makerspace)
• Softwares
• Furniture
Please answer accordingly to your project budget to each of the options. If you haven’t
estimated the cost for one of the question options, fill in with a zero. Answer the
supplies option according to what you’ve invested to first open the makerspace

15) Were there any other investments that weren’t quoted on the previous
question?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose only one of the following:
• Yes • No

16) Describe this investment and its cost, using the pattern on the previous
question
Only answer this question if the following conditions are met:
130

Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '15 [FU01O]' (Were there any other investments that weren’t quoted
on the previous question?)
Fill in the total cost amount in U$

17) How much does it cost to keep the makerspace running for one year?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Only numbers may be entered in these fields.
Please write your answer(s) here:
• Personnel
• Supplies (Crafting materials, 3D printer plastic filaments, and any other
consumable material used in your makerspace)
• Equipment maintenance
• Software Subscription
If you haven’t estimated the cost for one of the options, fill in with a zero

18) Were there any other investments that weren’t quoted on the previous
question?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose only one of the following:
• Yes • No

19) Describe this investment and its cost, using the pattern on the previous
question
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '18 [FU02O]' (Were there any other investments that weren’t quoted
on the previous question?)
Fill in the total cost amount in U$
131

20) Did you have any outsourced financial support


to implement the makerspace?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian? )
Please choose only one of the following:
• Yes • No

Consider outsourced financial support any support that didn't come from the school or
the library fund

21) What financial support was that?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '20 [FU03]' (Did you have any outsourced financial support
to implement the makerspace?)
Check all that apply
Please choose all that apply:
• Parents/Family donation • Contest Prize
• Government donation/support • Other:
• Companies donation

22) Tell us the process to get this funding


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '20 [FU03]' (Did you have any outsourced financial support
to implement the makerspace?)

23) How was the makerspace implementation funded?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Check all that apply
Please choose all that apply:
• School funded it • Library has its own budget
132

• The hole implementation was • Part of the implementation was


outsource funded (outsource outsource funded (outsource
financial support) financial support)

24) Now that the makerspace is fully running, how is it funded? (Or how will it
be, if it hasn’t been inaugurated yet)
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Check all that apply
Please choose all that apply:
• School Budget • Government Support
• Independent Library Budget • Other:
• Donations

PERSONNEL & QUALIFICATION


25) Who is responsible for developing the activities and projects on
the makerspace?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Choose one of the following answers
Please choose only one of the following:
• You, as a librarian • Depends on the project, it can be
• The library team any of the options above
• Teachers • It’s a team work. Teachers,
• The students develop their own librarians and students develop
projects all projects together
• Other
26) How much time do you invest on makerspace activities?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian? )
Choose one of the following answers
Please choose only one of the following:
• Less than 5 hours a week • 6-10 hours a week
133

• 11-15 hours a week • 31-35 hours a week


• 16-20 hours a week • 36-40 hours a week
• 21-25 hours a week • More than 40 hours a week
• 26-30 hours a week
Consider developing projects, helping students, helping teachers, organizing, listing
supplies, researching new resources or any other activity to sustain the space

27) Do you believe it is possible to implement a makerspace in a school library


where there is only one librarian?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose only one of the following:
• Yes • No
Brazilian school libraries usually don’t have a team to work with. Most of schools have
only one librarian responsible for all library activities such as descriptive
representation, thematic representation, organization, storytelling, cultural action,
library lessons, etc

28) Why?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'No' at question '27 [PQ03]' (Do you believe it is possible
to implement a makerspace in a school library where there is only one librarian?)

29) How?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '27 [PQ03]' (Do you believe it is possible
to implement a makerspace in a school library where there is only one librarian?)

30) Has the library team been officially qualified on the techs used at
the makerspace?
Only answer this question if the following conditions are met:
134

Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian? )
Please choose only one of the following:
• Yes • No
Consider officially qualified as taking courses to learn how to use high tech equipment,
software and tools

31) How did they learn how to use it then?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'No' at question '30 [PQ04]' (Has the library team been officially qualified on the techs
used at the makerspace?)
Check all that apply
Please choose all that apply:
• Researching and watching • We’ve learned by ourselves, with
videos in the Internet our rights and wrongs
• Somebody on the library team • The students help us figure out
already knew how to use it and how to use it
taught the others • Other:

32) Have teachers been officially qualified on the techs used at the makerspace?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian? )
Please choose only one of the following:
• Yes • No
Consider officially qualified as taking courses to learn how to use high tech equipment,
software and tools

33) How did they learn how to use it then?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'No' at question '32 [PQ05]' (Have teachers been officially qualified on the techs used
at the makerspace?)
Check all that apply
135

Please choose all that apply:


• Researching and watching • They’ve learned by themselves,
videos in the Internet with their rights and wrongs
• The library team taught them • The students help them figure
how to use it out how to use it
• Other:

34) What skills does a librarian responsible for the makerspace need to have?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Check all that apply
Please choose all that apply:
• Installing and Configuring • Train users to use Hardware
Software • Specify / identify hardwares for
• Train users to use software the makerspace
• Specify / identify softwares for • Buy Hardware
the makerspace • Specify hardware usage policies
• Specify software usage policies • Develop maker activities and
• Installing and Configuring lesson plans
Hardware • Other:

SPACE
35) Is the makerspace inside the library?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose only one of the following:
• Yes • No

36) Where is it located then?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'No' at question '35 [SP01]' (Is the makerspace inside the library?)
Choose one of the following answers
136

Please choose only one of the following:


• In a room next to the library • Although it is managed by the
• In a classroom near the library library, the space is located in a
• In a lab near the library different space of the school
• In an open space in the school • Other

37) Is it an open space in the library or is it a room?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '35 [SP01]' (Is the makerspace inside the library?)
Choose one of the following answers
Please choose only one of the following:
• Open Space (No walls) • Room inside the library

38) What’s the space size?


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Only numbers may be entered in this field.
______________ Square feet

39) Do you believe the workspace is enough to fulfill the students' demand?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose only one of the following:
• Yes • No

HARDWARE
40) What kind of activities can you propose on a makerspace with no high-tech
equipment such as 3D printers and laser cutters?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
137

41) Which equipment/technologies do you consider extremely necessary on a


school library makerspace?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose the appropriate response for each item:
Extremely Needed Little Not
Needed Needed Needed
3D Printer
Resin Printer
Photo Printer
Virtual Reality
Augmented
Reality
CNC Routers
Laser Cutter
Vinyl Cutter
Sewing Machine
Arduino

42) Is there any other equipment you think is extremely needed and wasn’t
quoted on the previous question?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose only one of the following:
• Yes • No

43) Which?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '42 [HR03]' (Is there any other equipment you think is extremely
needed and wasn’t quoted on the previous question?)

CONSUMABLE MATERIALS
44) How intensely do you use the consumable materials below?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose the appropriate response for each item:
138

We We never We use We use it


Sometimes
don't use it/We it very all the
we use it
know it don’t have it often time
Cardboard
Duct Tape
Painter’s Tape
Transparent Tape
Wood Craft Sticks
Plastic Drinking
Straws
Paper Clips
Binder Clips
Hook & Loop (Velcro)
Conductive Fabric
Conductive Thread
Paper Cups & Plates
EVA Foam Sheets
Foam Board
Heat Shrink
Neodymium Magnets
Battery Pack
Batteries
Rubber Bands
LEDs
Conductive Copper
Tape
EL Wire & Inverter
Mod Podge
Double-Sided Tape
Silicone (Mold
Making)
Fishing Line
Bamboo Skewers
Balsa Wood
Model Magic
Altoids Tins
80/20 Aluminum
Extrusion
Graphite Pencil
Solder (Lead Free)
Super Glue
Gorilla Glue
Hot Glue Sticks
Spray Adhesive
Toothpicks
Instamorph –
(Moldable Plastic)
PVC Pipe
Acrylic Paint
139

Zip Ties
String / Yarn
Fabric
Brass Fasteners
Paper
(Craft/Construction)
Chipboard

45) Is there any consumable material you always use in


your makerspace activities and wasn’t quoted on the previous question?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose only one of the following:
• Yes • No

46) Please list them


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '45 [SS03]' (Is there any consumable material you always use in
your makerspace activities and wasn’t quoted on the previous question?)

MAKERSPACE MATERIALS
47) How intensely do you use the following makerspace materials?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose the appropriate response for each item:
We We never We use We use
Sometimes
don't use it/We it very it all the
we use it
know it don’t have it often time
Makey Makey
littleBits
Cubelets
Circuit Stickers
(Chibitronics)
Sphero
Squishy Circuits
LEGOs
Snap Circuits
Plat-Doh
Goldie Blox
140

Makeblock
Dot & Dash
Qubits
Lego Mindstorms
K’NEX
Sugru
Scratch
Raspberry Pi
Arduino
VEX Robotics
Engino
Ozobot
Keva Planks
Bee-Bot / Blue-Bot
Bloxels
Ardusat
Hummingbird Robotics
HyperDuino
Makedo
Intel Edison
Magformers
OWI Robots
Kinetic Sand
Strawbees
Electric Paint – Bare
Conductive
Circuit Scribe
EverBlock
Do Ink
LilyPad Switch
Google Cardboard – VR
Hobby Motor – DC
Finch Robot
ArcBotics
LEGO Wall Baseplate
LightUp
PLY 90
Vibration Motor
Piezo Buzzer
Plastic Syringe w
Tubing
Sewable Battery Holder
Rigamajig
Alligator Clips
Minecraft Education
Edition
141

48) Is there any other makerspace materials you always use and wasn’t quoted
on the previous questions?
Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?)
Please choose only one of the following:
• Yes • No

49) Please list them


Only answer this question if the following conditions are met:
Answer was 'Yes' at question '1 [YP01]' (Are you a school librarian?) and Answer was
'Yes' at question '48 [RS02]' (Is there any other makerspace materials you always use
and wasn’t quoted on the previous questions?)

THANK YOU
50) Would you like to receive the survey results? If so, please enter you email

51) Feel free to leave a message or any suggestions


142

APÊNDICE H - RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO

1) Você é um bibliotecário escolar? Contagem Porcentagem


Sim 7 100,00%
Não 0 0,00%

3) Como você conheceu a temática dos


Contagem Porcentagem
makerspaces?
Palestras/Eventos da área 1 14,29%
Eu vi outros bibliotecários implementando 2 28,57%
Professores me falaram sobre 0 0,00%
O diretor/administrador da escola me falou sobre 0 0,00%
Outros 4 57,14%
ID 3-A) Como você conheceu a temática dos makerspaces? (Outros)
Minha irmã estava envolvida com o movimento Maker e eu vi uma oportunidade
17
para trazê-lo ao ambiente escolar.
20 Cursos da Universidade
26 Mestrado
Como um antigo professor de tecnologia, é algo que eu sempre imaginei em
27
uma biblioteca escolar/centro de mídia.

4) Em que país a sua escola está localizada? Contagem Porcentagem


Austrália 0 0,00%
Brasil 0 0,00%
Canadá 0 0,00%
China 0 0,00%
Costa Rica 0 0,00%
França 0 0,00%
Itália 0 0,00%
Singapura 0 0,00%
Coréia do Sul 0 0,00%
Estados Unidos da América 7 100,00%
Outros 0 0,00%

5) Onde a sua escola é localizada?


Estado Cidade
Tennessee Nashville
Nova York West Henrietta
Maine South Portland
Flórida Tampa
Califórnia Burlingame
Arkansas El Dorado
Geórgia Marietta

6) Há quanto tempo você trabalha nesta escola? Contagem Porcentagem


Menos de 1 ano 0 0,00%
1-2 anos 2 28,57%
3-4 anos 2 28,57%
5-6 anos 2 28,57%
143

Mais de 6 anos 1 14,29%

7) Você planejou a implantação do makerspace? Contagem Porcentagem


Sim 7 100,00%
Não 0 0,00%

8) Quais fontes de informação/conhecimento foram utilizadas para


ID
desenvolver o projeto do makerspace?
16 Visitas a outras escolas
Experiência pessoal (já fui responsável por clubes makers em escolas que
17 trabalhei anteriormente). Eu também reuni uma lista de recursos em colaboração
com outros bibliotecários envolvidos com Making.
Eu usei artigos da revista School Library Journal, informações do meu curso
20 enquanto estava ganhando o meu diploma, conversei com outros bibliotecários
da área, e tentativa e erro.
Eu planejei o makerspace da minha escola anterior em janeiro de 2014. Procurei
exemplos de makerspaces em bibliotecas públicas ou sem fins lucrativos. Na
23 época existiam pouquíssimos makerspaces escolares, então, improvisei e fui
junto. Na minha escola atual, estou usando o conhecimento e experiência que
construí na minha escola anterior.
25 Revista Make, diversos livros de Making etc etc
26 http://wmslibrarymediacenter.weebly.com/blog/makerspace
Conhecimento existente das aulas e workshops comunitários da escola de
27
Educação de Artes e Tecnologia Industrial.

9) A alta administração da escola apoiou o


desenvolvimento do projeto para o Contagem Porcentagem
makerspace na biblioteca desde o início?
Sim 7 100,00%
Não 0 0,00%

10) Que ano o projeto para implementar um makerspace na sua biblioteca teve
início?
Ano Porcentagem
2014 2
2015 3
2016 1
2017 1

11) Quanto tempo levou para ser implementado? Contagem Porcentagem


Menos de um mês 1 14,29%
Aproximadamente um trimestre 2 28,57%
Aproximadamente um semestre 3 42,86%
Aproximadamente um ano 1 14,29%
Aproximadamente um ano e meio 0 0,00%
Aproximadamente 2 anos 0 0,00%
Mais de 2 anos 0 0,00%
Ainda não inauguramos 0 0,00%
144

12) Você usou da técnica de benchmarking no


planejamento do makerspace (se baseou em Contagem Porcentagem
projetos de makerspaces existentes)?
Sim 3 42,86%
Não 4 57,14%

ID 13) Em quais makerspaces você se inspirou?


17 Os makerspaces em muitas bibliotecas públicas.
King Library em San Jose, outras escolas grandes com maker spaces
25 implementados fora das suas bibliotecas - Castileja em Palo Alto, Seaview em
Pacifica
Freeside Atlanta
https://wiki.freesideatlanta.org/fs/Info
Marietta Makerstation – coincidentemente, este estabelecimento estava em
27
desenvolvimento ao mesmo tempo que o meu. Eu fui em diversas reuniões
iniciais deles e segui seus progressos mantendo contato com seus líderes.
https://wiki.themakerstation.com/Main_Page

ID 14-A) Qual foi o custo para abrir o makerspace? [Pessoal]


16 40000
17 1000
20 38
23 0
25 0
26 300
27 0
ID 14-B) Qual foi o custo para abrir o makerspace? [Reformas]
16 50000
17 0
20 0
23 0
25 0
26 150
27 500
14-C) Qual foi o custo para abrir o makerspace? [Equipamento
ID
Tecnológico]
16 30000
17 500
20 600
23 0
25 12000
26 500
27 7500
ID 14-D) Qual foi o custo para abrir o makerspace? [Suprimentos]
16 5000
17 2500
145

20 500
23 0
25 5000
26 300
27 500
ID 14-E) Qual foi o custo para abrir o makerspace? [Softwares]
16 2500
17 50
20 0
23 0
25 0
26 0
27 0
ID 14-F) Qual foi o custo para abrir o makerspace? [Mobiliário]
16 10000
17 50
20 0
23 0
25 0
26 0
27 100

15) Houve algum outro investimento que não foi


Contagem Porcentagem
citado na questão anterior?
Sim 1 14,29%
Não 6 85,71%

16) Descreva este investimento e o seu custo, seguindo o padrão da


ID
questão anterior
Esa biblioteca é completamente nova, então eu comprei os móveis da biblioteca
17 com o makerspace em mente. Isso significa dar preferência por cadeiras flexíves
e espaços reconfiguráveis. Mas também significa um sacrifício no espaço.

ID 17-A) Quanto custa para manter o makerspace por um ano? [Pessoal]


16 25000
17 0
20 40
23 0
25 0
26 0
27 0
17-B) Quanto custa para manter o makerspace por um ano?
ID
[Suprimentos]
16 3000
17 300
20 100
146

23 100
25 500
26 300
27 300
17-C) Quanto custa para manter o makerspace por um ano?
ID
[Manutenção de Equipmento]
16 1000
17 0
20 0
23 0
25 500
26 0
27 0
17-D) Quanto custa para manter o makerspace por um ano? [Assinatura
ID
de Software]
16 2500
17 50
20 0
23 0
25 0
26 0
27 0

18) Houve algum outro investimento que não foi


Contagem Porcentagem
citado na questão anterior?
Sim 1 14,29%
Não 6 85,71%

19) Descreva este investimento e o seu custo, seguindo o padrão da


ID
questão anterior
Eu não incluí o salário dos funcionários do Centro de Mídia, já que operar e
27
manter o Makerspace faz parte do trabalho!

20) Houve algum financiamento de terceiros para


Contagem Porcentagem
implementar o makerspace?
Sim 3 42,86%
Não 4 57,14%

21) Que financiamento foi este? Contagem Porcentagem


Doação de Pais/Família 2 66,67%
Editais/Doações do Governo 1 33,33%
Doação de Empresas 0 0,00%
Prêmios de Concursos 1 33,33%
Outros: 2 66,67%
ID 21-A) What financial support was that? (Outros)
23 Editais, DonorsChoose
27 Edital
147

ID 22) Descreva o processo desenvolvido para conseguir este fianciamento


Eu criei diversos projetos DonorsChoose que foram financiados durante a
23 criação do meu makerspace na minha primeira escola. Eu também recebi editais
para mobília, livros e tecnologia.
Um pedido de doação de alguns tipos de materiais resultou emu ma doação
25
generosa de ferramentas e lã para projetos de feltragem com agulha.
O distrito da nossa escola oferece um “Edital de Inovação” – Eu inscrevi a escola
e recebi $1500 para comprar alguns itens adicionais, na sua maioria livros. O
27
texto do edital está impresso aqui (role para baixo)...
https://www.marietta-city.org/Page/2287

23) Como a implementação do makerspace foi


Contagem Porcentagem
financiada?
A escola financiou 6 85,71%
A biblioteca possui orçamento próprio 4 57,14%
Toda a implementação foi financiada por terceiros 0 0,00%
Parte da implementação foi financiada por terceiros 1 14,29%

24) Agora que o makerspace já está funcionando,


como ele é financiado? (Ou será financiado, em Contagem Porcentagem
caso de ainda não ter sido inaugurado)
Orçamento da Escola 4 57,14%
Orçamento Independente da Biblioteca 4 57,14%
Doações 1 14,29%
Suporte do Governo 0 0,00%
Outros: 0 0,00%

25) Quem é responsável por desenvolver as


Contagem Porcentagem
atividades e projetos no makerspace?
Você, como bibliotecário 4 57,14%
A equipe da biblioteca 0 0,00%
Os professores 0 0,00%
Os alunos desenvolvem seus próprios projetos 1 14,29%
Depende do projeto, pode ser qualquer uma das
1 14,29%
opções acima
É um trabalho em equipe. Professores, bibliotecários
e estudantes desenvolvem todos os projetos em 1 14,29%
conjunto
Outros 0 0,00%

26) Quanto tempo você investe em atividades do


Contagem Porcentagem
makerspace?
Menos de 5 horas por semana 3 42,86%
6-10 horas por semana 3 42,86%
11-15 horas por semana 1 14,29%
16-20 horas por semana 0 0,00%
21-25 horas por semana 0 0,00%
26-30 horas por semana 0 0,00%
148

31-35 horas por semana 0 0,00%


36-40 horas por semana 0 0,00%
Mais de 40 horas por semana 0 0,00%

27) Você acredita ser possível implementar um


makerspace em uma biblioteca escolar que Contagem Porcentagem
possui apenas um bibliotecário?
Sim 7 100,00%
Não 0 0,00%

ID 29) Como?
16 O bibliotecário poderia liderar e depois recrutar professors para ajudar
Eu coordenei um Makerspace no contraturno ou no horário de almoço na minha
17 escola anterior. O espaço/recursos estão disponíveis para os alunos o tempo
todo, mas espera-se que eles trabalhem de forma independente.
Eu utilize espaços e materiais já existentes o máximo que posso, e trabalhei
sozinha para abrir o makerspace. Nós temos algumas impressoras 3D e um
20
makerspace de carrinho, que possui algumas atividades rotativas que mudam
todo o mês.
Eu era sozinha na minha escola anterior e continuo sozinha na minha nova
escola. Para mim, makerspaces fazem parte programa maior da biblioteca. Eles
23 podem ser passivos durante o horário escolar e não precisam de muita
supervisão, e eles podem ser mais ativos quando trabalhados com uma aula ou
um clube.
Apenas se o bibliotecário não tiver responsabiblidades de Ensino. Eu coordeno
o makerspace sozinha – não é extenso nem intensivo. Nós apresentamos um
25 projeto simples a mais ou menos cada três semanas, que fica disponível em
qualquer horário para os alunos. Ocasionalmente, durante o ano, eu dou
algumas pequenas aulas, mas poucas.
26 Eu sou apenas uma bibliotecária e consegui!
Seria difícil, mas possível. Depende totalmente do que as funções dos
27
bibliotecários incluem atualmente.

30) A equipe da biblioteca foi oficialmente


qualificada para utilizar as tecnologias do Contagem Porcentagem
makerspace?
Sim 4 57,14%
Não 3 42,86%

31) Como eles aprenderam a utilizá-las então? Contagem Porcentagem


Pesquisando e assistindo vídeos na Internet 1 33,33%
Alguém da equipe da biblioteca já sabia como utilizar
1 33,33%
e ensinou aos outros
Nós aprendemos por nós mesmos, através de erros e
2 66,67%
acertos
Os alunos nos ajudaram a descobrir como se utiliza 1 33,33%
Outros: 0 0,00%
149

32) Os professores foram oficialmente qualificados


Contagem Porcentagem
para utilizar as tecnologias do makerspace?
Sim 1 14,29%
Não 6 85,71%

33) Como eles aprenderam a utilizá-las então? Contagem Porcentagem


Pesquisando e assistindo vídeos da Internet 2 33,33%
A equipe da biblioteca ensinou-os a usar 4 66,67%
Eles aprenderam por eles mesmos, com erros e
3 50,00%
acertos
Os próprios alunos ajudaram eles a descobrir como
2 33,33%
utilizar
Outros: 2 33,33%
ID 33-A) Como eles aprenderam a utilizá-las então? (Outros)
25 Curso formal na faculdade da comunidade local
Nem todos nós da equipe da biblioteca sabemos como usar TODO o
equipamento / tecnologia, mas pelo menos um de nós sabe como usar tudo. E
27 sim, alguns professores e administradores aprenderam a usar alguns dos
equipamentos, o suficiente para trabalharem independentemente no
Makerspace.

34) Que competências um bibliotecário


Contagem Porcentagem
responsável por um makerspace precisa ter?
Instalar e Configurar Software 5 71,43%
Treinar os usuários para usar software 5 71,43%
Especificar/identificar softwares para makerspace 6 85,71%
Especificar políticas de uso de software 5 71,43%
Instalar e Configurar Hardware 4 57,14%
Treinar os usuários para usar hardware 5 71,43%
Especificar/identificar hardwares para makerspace 6 85,71%
Comprar Hardware 6 85,71%
Especificar políticas de uso de hardware 2 28,57%
Desenvolver atividades maker e planejar lições 7 100,00%
Outros: 2 28,57%
34-A) Que competências um bibliotecário responsável por um
ID
makerspace precisa ter? (Outros)
Eventos de publicidade e marketing, e trabalhar com outros para promover
25
atividades
Capacidade de aprender de forma independente novos aplicativos e usar
27
novos equipamentos

35) O makerspace fica dentro da biblioteca? Contagem Porcentagem


Sim 7 100,00%
Não 0 0,00%

37) É um espaço aberto na biblioteca ou uma sala? Contagem Porcentagem


Espaço Aberto (Sem Paredes) 5 71,43%
Sala na Biblioteca 2 28,57%
150

ID 38) Qual o tamanho do espaço?


16 300
17 20
20 1360
23 200
25 300
26 200
27 224

39) Você acredita que o espaço de trabalho é


Contagem Porcentagem
suficiente para atender à demanda dos alunos?
Sim 3 42,86%
Não 4 57,14%

40) Que tipos de atividades podem ser desenvolvidas em um makerspace


ID que não possui equipamentos de alta teconolgia, como impressoras
3D e cortadoras a laser?
16 Artes e artesanatos, costura, ferramentas elétricas/carpintaria
17 Construção de papelão, artesanato de papel, tricô, costura, construção de blocos
20 Legos e construção, competições de papelão, programação de robôs
A maioria das atividades que eu fiz no início eram com pouca tecnologia. Nós
23 tínhamos projetos de artes e artesanatos, Legos, K'nex, construção com
papelão, etc.
Criar cartões de LED, criaturas de feltro, etc. Tirar criaturas do cartão (veja Rob
Ives.com), Desafios de design com papelão, (fazer um novo estilo de sapato, ou
25
fazer uma grande noz ou uma pequena lixeira (esses são, em parte, trabalhos
de artes)
Adoramos usar o BlocksCAD para incorporar habilidades matemáticas e
26
habilidades de resolução de problemas na criação de objetos 3D.
Você ainda pode construir uma guitarra elétrica com ferramentas para trabalhar
madeira e um ferro de solda.
Nós não temos um cortador a laser, CNC router / cortador. Esses itens eram
muito caros! A sala é muito pequena também - queríamos criar o espaço com
um orçamento limitado e dedicação para determinar seu uso justificaria o
investimento em dinheiro e espaço. Desde o estabelecimento do Makerspace,
foi provado que um espaço maior é justificado, e seria necessário adicionar
27 outras máquinas grandes, como um cortador a laser e um roteador CNC,
equipamentos que gostaríamos de adicionar.
NOTA: Nós não temos uma serra de mesa, nem equipamento de solda. Tomei
a decisão de não incluir nenhum equipamento que pudesse facilmente matar /
mutilar um aluno. Sim, você pode perder um dedo em uma serra de fita, mas tem
que se esforçar bastante para que isso aconteça.
Vale a pena compartilhar aqui que sim, os alunos devem ter um formulário
assinado por seus pais antes de trabalhar no Makerspace.
151

41) Quais
equipamentos/
tecnologias você
considera Extremamente Pouco Não é
Necessário
extremamente Necessário necessário necessário
importantes para
um makerspace na
biblioteca escolar?
Impressora 3D 2 3 0 2
Arduino 2 4 0 1
Realidade Aumentada 0 1 4 2
CNC Roteador 0 0 3 4
Cortador a Laser 0 3 1 3
Impressora de Foto 1 2 1 3
Impressora de Resina 0 2 0 5
Máquina de Costura 1 3 1 2
Cortador de Vinil 1 2 2 2
Realidade Virtual 0 2 3 2

42) Há algum outro equipamento que você acredita


ser extremamente necessário e não foi citado Contagem Porcentagem
na questão anterior?
Sim 6 85,71%
Não 1 14,29%

ID 43) Qual?
17 Papelão, materiais recicláveis.
20 Suprimentos para artesanato
Qualquer equipamento ou suprimento que sirva às necessidades dos seus
23
alunos.
25 Muitas LEDs e fita de cobre ou fio condutor e feltro.
- Contas de miçangas
- Pintura/Artesanato
- Pegboard Wall (usado para criar máquinas de mármore!)
- Robôs (Sphero, Ollie, MIP)
- Legos
- K’nex
- Magnet Wall (usado para criar máquinas de mármore!)
26
- Osmo
- Máquinas Rube Goldburg
- Rokenboks
- Strawbees
- Pulley Systems
- Engrenagens, engrenagens, engrenagens
- Conjuntos de ímãs
Ferramentas de carpintaria - serra de fita, furadeira, lixadeira de cinta.
27 Ferramentas manuais - chaves de fenda, limas, chaves inglesas, rebites e
grampos, grampos, ferramentas manuais, lixa, etc.
152

As impressões 3D não saem perfeitamente - os furos precisam ser usinados e


as partes precisam ser lixadas / modeladas.
Ferramentas para tecido e artesanato em couro
Equipamento de impressão de tela
Ferro de solda e outras ferramentas para trabalhar com circuitos eletrônicos

44) Com que intesidade


Não Nunca Usamos
você utiliza cada um Usamos Usamos
conhe- usamos/ com
dos materiais de às vezes sempre
cemos Não temos frequência
consumo abaixo?
Cardboard 0 0 2 2 3
Duct Tape 0 0 2 3 2
Painter’s Tape 0 0 3 2 2
Transparent Tape 0 0 2 4 1
Wood Craft Sticks 0 1 5 1 0
Plastic Drinking Straws 0 2 4 0 1
Paper Clips 0 1 4 1 1
Binder Clips 0 0 5 1 1
Hook & Loop (Velcro) 0 2 4 1 0
Conductive Fabric 0 4 2 0 1
Conductive Thread 0 3 3 0 1
Paper Cups & Plates 0 1 4 2 0
EVA Foam Sheets 0 3 4 0 0
Foam Board 0 2 5 0 0
Heat Shrink 0 6 1 0 0
Neodymium Magnets 0 3 4 0 0
Battery Pack 0 1 4 0 2
Batteries 0 0 2 2 3
Rubber Bands 0 0 3 3 1
LEDs 0 0 4 1 2
Conductive Copper Tape 0 1 3 0 3
EL Wire & Inverter 0 3 4 0 0
Mod Podge 0 1 5 0 1
Double-Sided Tape 0 2 4 1 0
Silicone (Mold Making) 0 4 3 0 0
Fishing Line 0 3 4 0 0
Bamboo Skewers 0 3 3 1 0
Balsa Wood 0 3 2 2 0
Model Magic 0 4 2 1 0
Altoids Tins 0 5 2 0 0
80/20 Aluminum Extrusion 2 5 0 0 0
Graphite Pencil 1 0 2 2 2
Solder (Lead Free) 0 2 4 1 0
Super Glue 0 3 2 1 1
Gorilla Glue 0 3 3 1 0
Hot Glue Sticks 0 0 1 3 3
153

Spray Adhesive 0 3 1 3 0
Toothpicks 0 0 5 1 1
Instamorph – (Moldable
1 4 2 0 0
Plastic)
PVC Pipe 0 3 2 1 1
Acrylic Paint 0 2 1 1 3
Zip Ties 0 1 6 0 0
String / Yarn 0 0 1 4 2
Fabric 0 1 2 2 2
Brass Fasteners 0 4 1 1 1
Paper (Craft/Construction) 0 0 0 2 5
Chipboard 0 5 2 0 0

45) Existe algum material de consumo que você


utiliza sempre e não foi citado nas questões Contagem Porcentagem
anteriores?
Sim 3 42,86%
Não 4 57,14%

ID 46) Por favor, liste-os


20 Miçangas, canetinhas
Itens scrap junk para agir como peso ou inspiração. Pequenos motores e baterias
25
associadas.
Suprimentos de impressão de tela; plotter de cortador de vinil; filamento de
27
impressora 3D printer; madeira; couro; folha de plástico

Nunca Usamos
47) Com que intesidade Não
usamos/ Usamos às com Sempre
você utiliza cada um conhe
Não vezes frequên usamos
dos materiais a seguir? cemos
temos cia
Makey Makey 0 1 4 1 1
littleBits 0 3 1 1 2
Cubelets 1 4 2 0 0
Adesivos de Circuitos
0 4 3 0 0
(Chibitronics)
Sphero 0 3 0 2 2
Squishy Circuits 0 7 0 0 0
LEGOs 0 2 1 0 4
Snap Circuits 1 4 1 1 0
Play-Doh 0 3 3 1 0
Goldie Blox 1 5 1 0 0
Makeblock 1 5 0 0 1
Dot & Dash 1 4 0 1 1
Qubits 1 6 0 0 0
Lego Mindstorms 0 3 2 2 0
K’NEX 0 3 1 1 2
154

Sugru 0 5 1 1 0
Scratch 0 1 0 3 3
Raspberry Pi 0 1 3 2 1
Arduino 0 1 2 2 2
VEX Robotics 1 5 0 0 1
Engino 1 6 0 0 0
Ozobot 1 3 0 2 1
Keva Planks 1 4 0 0 2
Bee-Bot / Blue-Bot 1 6 0 0 0
Bloxels 1 5 0 0 1
Ardusat 2 5 0 0 0
Hummingbird Robotics 1 4 0 0 2
HyperDuino 2 5 0 0 0
Makedo 2 3 1 1 0
Intel Edison 1 6 0 0 0
Magformers 2 5 0 0 0
OWI Robots 2 5 0 0 0
Kinetic Sand 0 6 1 0 0
Strawbees 2 3 1 0 1
Electric Paint – Bare
1 5 1 0 0
Conductive
Circuit Scribe 2 5 0 0 0
EverBlock 2 5 0 0 0
Do Ink 2 4 0 1 0
LilyPad Switch 1 5 0 1 0
Google Cardboard – VR 0 2 4 1 0
Hobby Motor – DC 1 5 0 0 1
Finch Robot 2 5 0 0 0
ArcBotics 2 5 0 0 0
LEGO Wall Baseplate 1 4 1 0 1
LightUp 2 5 0 0 0
PLY 90 2 5 0 0 0
Vibration Motor 1 4 1 1 0
Piezo Buzzer 1 4 2 0 0
Plastic Syringe w Tubing 2 5 0 0 0
Sewable Battery Holder 1 2 3 0 1
Rigamajig 2 5 0 0 0
Alligator Clips 0 2 3 0 2
Minecraft Education Edition 0 4 2 0 1

48) Existe algum material de makerspace que você


utiliza sempre e não foi citado nas questões Contagem Porcentagem
anteriores?
Sim 1 14,29%
Não 6 85,71%
155

ID 49) Por favor, liste-os


Não me entenda mal, alguns dos itens listados acima podem ser usados para
fabricar protótipos ou para testar ideias, e tudo pode ser uma ótima ferramenta
27 de aprendizado e pode fornecer inspiração para novas idéias, mas ainda assim,
muitas delas são essencialmente brinquedos, e não são realmente para
"making".
156

APÊNDICE I - SURVEY ANSWERS

2) Are you a school librarian? Count Percentage


Yes 7 100,00%
No 0 0,00%

14) How did you come to know about makerspaces? Count Percentage
Lectures/Events of the area (A2) 1 14,29%
I saw other librarians implementing it (A3) 2 28,57%
Teachers told me about it (A4) 0 0,00%
The school director/administrator told me about it (A5) 0 0,00%
Other 4 57,14%
ID 3-A) How did you come to know about makerspaces? (Other)
17 My sister was involved in the Maker moment and I saw an opportunity to bring it
to a school setting.
20 University courses
26 graduate school
27 As a former Technology Teacher, t's something I've always envisioned in a
school media center/library.

15) In what country is your school located? Count Percentage


Australia (A2) 0 0,00%
Brazil (A3) 0 0,00%
Canada (A4) 0 0,00%
China (A5) 0 0,00%
Costa Rica (A6) 0 0,00%
France (A7) 0 0,00%
Italy (A8) 0 0,00%
Singapore (A9) 0 0,00%
South Korea (A10) 0 0,00%
United States of America (A11) 7 100,00%
Other 0 0,00%

16) Where is your school located?


State City
Tennessee Nashville
New York West Henrietta
Maine South Portland
Florida Tampa
California Burlingame
Arkansas El Dorado
Georgia Marietta

17) How long have you worked in your current school? Count Percentage
Less than 1 year (A2) 0 0,00%
1-2 years (A3) 2 28,57%
3-4 years (A4) 2 28,57%
5-6 years (A5) 2 28,57%
157

More than 6 years (A6) 1 14,29%

18) Have you planned the makerspace implementation? Count Percentage


Yes 7 100,00%
No 0 0,00%

19) Which information/knowledge sources have you used to develop


ID
the makerspace project?
16 VIsiting other schools
Personal experience (having run after-school maker clubs at previous schools).
17 I also put together resources list in collaboration with other librarians involved in
Making.
I used articles from School Library Journal, information from my coursework
20 when earning my degree, talking to other librarians in the area, and trial and
error.
I planned my previous school's makerspace in January 2014. I looked to the
examples of non-profit and public library makerspaces. At the time, there were
23
very few school makerspaces, so I improvised as I went along. For my current
school, I am using the knowledge and experience I built at my previous school.
25 Make magazine, various Making books etc etc
26 http://wmslibrarymediacenter.weebly.com/blog/makerspace
Existing knowledge of school Industrial Arts/Technology Education classrooms
and community workshops.
Toured local Makerspaces and researched others outside my region.
27
Studied the Makerspace Playbook as published by Make: magazine
Studied approaches to school Makerspaces as shared by the American
Association of School Libraries.

20) Has the school administration


supported the makerspace project from the Count Percentage
beginning?
Yes 7 100,00%
No 0 0,00%

21) What year did the project to implement a makerspace in your library begin?
Year Count
2014 2
2015 3
2016 1
2017 1

22) How long did it take to fully implement it? Count Percentage
Less than a month (p1) 1 14,29%
Approximately a trimester (p2) 2 28,57%
Approximately a semester (p3) 3 42,86%
Approximately a year (p4) 1 14,29%
Approximately a year and a half (p5) 0 0,00%
Approximately 2 years (p6) 0 0,00%
More than 2 years (p7) 0 0,00%
158

We haven't opened yet (p8) 0 0,00%

23) Have you used benchmarking to


plan the makerspace (was based on Count Percentage
projects of existing makerspaces)?
Yes 3 42,86%
No 4 57,14%

ID 24) Which makerspaces have inspired you?


17 The maker spaces at many public libraries.
King Library in San Jose, Other larger schools with maker spaces implemented
25
outside of their libraries - Castileja in Palo Alto, Seaview in Pacifica
Freeside Atlanta
https://wiki.freesideatlanta.org/fs/Info
Marietta Makerstation - coincidentally, this facility was in development at the
27
same time as mine. I attended several of their initial meetings and followed their
progress by keeping in touch with their leaders.
https://wiki.themakerstation.com/Main_Page

ID 14-A) How much did it cost to open the makerspace? [Personnel]


16 40000
17 1000
20 38
23 0
25 0
26 300
27 0
ID 14-B) How much did it cost to open the makerspace? [Renovations]
16 50000
17 0
20 0
23 0
25 0
26 150
27 500
ID 14-C) How much did it cost to open the makerspace? [Tech Equipment]
16 30000
17 500
20 600
23 0
25 12000
26 500
27 7500
ID 14-D) How much did it cost to open the makerspace? [Supplies]
16 5000
17 2500
159

20 500
23 0
25 5000
26 300
27 500
ID 14-E) How much did it cost to open the makerspace? [Softwares]
16 2500
17 50
20 0
23 0
25 0
26 0
27 0
ID 14-F) How much did it cost to open the makerspace? [Furniture]
16 10000
17 50
20 0
23 0
25 0
26 0
27 100

17) Were there any other investments that weren’t quoted


Count Percentage
on the previous question?
Yes 1 14,29%
No 6 85,71%

18) Describe this investment and its cost, using the pattern on the
ID
previous question
This is a brand new library, so I purchased the library furniture with the
17 makerspace in mind. That mean a preference for flexible seating, and
reconfigurable spaces. But it means a sacrifice in space.

17-A) How much does it cost to keep the makerspace running for one
ID
year? [Personnel]
16 25000
17 0
20 40
23 0
25 0
26 0
27 0
17-B) How much does it cost to keep the makerspace running for one
ID
year? [Supplies]
16 3000
17 300
160

20 100
23 100
25 500
26 300
27 300
17-C) How much does it cost to keep the makerspace running for one
ID
year? [Equipment maintenance]
16 1000
17 0
20 0
23 0
25 500
26 0
27 0
17-D) How much does it cost to keep the makerspace running for one
ID
year? [Software Subscription]
16 2500
17 50
20 0
23 0
25 0
26 0
27 0

28) Were there any other investments that weren’t


Count Percentage
quoted on the previous question?
Yes 1 14,29%
No 6 85,71%

29) Describe this investment and its cost, using the pattern on the
ID
previous question
I did not include the salary of the Media Center staff, as operating and
27
maintaining the Makerspace is just part of the job!

30) Did you have any outsourced financial support


Count Percentage
to implement the makerspace?
Yes 3 42,86%
No 4 57,14%

31) What financial support was that? Count Percentage


Parents/Family donation (SQ002) 2 66,67%
Government donation/support (SQ003) 1 33,33%
Companies donation (SQ004) 0 0,00%
Contest Prize (SQ005) 1 33,33%
Other 2 66,67%
ID 21-A) What financial support was that? (Other)
23 Grants, DonorsChoose
161

27 Grant

ID 32) Tell us the process to get this funding


I created several DonorsChoose projects that were funded throughout the
23 creation of my makerspace at my first school. I also received grants for
furniture, books and technology.
A request for donations of in kind materials resulted in a generous donation of
25
tools and one of Wool for needlefelting projects
Our school district offers an "Innovation Grant" - I applied and received $1500 to
purchase a few additional items, mostly books.
27
The text of the grant is reprinted here (scroll down)...
https://www.marietta-city.org/Page/2287

33) How was the makerspace implementation funded? Count Percentage


School funded it (SQ002) 6 85,71%
Library has its own budget (SQ003) 4 57,14%
The hole implementation was outsource funded (outsource
0 0,00%
financial support) (SQ004)
Part of the implementation was outsource funded (outsource
1 14,29%
financial support) (SQ005)

34) Now that the makerspace is fully running, how is it


funded? (Or how will it be, if it hasn’t been Count Percentage
inaugurated yet)
School Budget (SQ002) 4 57,14%
Independent Library Budget (SQ003) 4 57,14%
Donations (SQ004) 1 14,29%
Government Support (SQ005) 0 0,00%
Other 0 0,00%

35) Who is responsible for developing the activities and


Count Percentage
projects on the makerspace?
You, as a librarian (A02) 4 57,14%
The library team (A03) 0 0,00%
Teachers (A04) 0 0,00%
The students develop their own projects (A05) 1 14,29%
Depends on the project, it can be any of the options above
1 14,29%
(A06)
It’s a team work. Teachers, librarians and students develop
1 14,29%
all projects together (A07)
Other 0 0,00%

36) How much time do you invest


Count Percentage
on makerspace activities?
Less than 5 hours a week (A02) 3 42,86%
6-10 hours a week (A03) 3 42,86%
11-15 hours a week (A04) 1 14,29%
16-20 hours a week (A05) 0 0,00%
21-25 hours a week (A06) 0 0,00%
162

26-30 hours a week (A07) 0 0,00%


31-35 hours a week (A08) 0 0,00%
36-40 hours a week (A09) 0 0,00%
More than 40 hours a week (A10) 0 0,00%

37) Do you believe it is possible


to implement a makerspace in a school library Count Percentage
where there is only one librarian?
Yes 7 100,00%
No 0 0,00%

ID 36) How?
16 LIbrarian could lead the charge and then enlist teachers to help
I ran the Makerspace after-school or during lunch hours at my previous school.
17 The space/resources are available all the time but students are expected to
work independently.
I use existing space and materials as much as possible, and worked on my own
20 to open the maker space. We have a few 3D printers and a "cart style" maker
space that has a few rotating activities that come out every month.
I was solo at my previous school and I'm solo at my new one. To me,
makerspaces are a part of the larger library program. They can be passive
23
throughout the school day and not need much supervision, and they can be
more active when I'm working with a class or a club.
Only if the librarian has no teaching responsibilities to speak of. I run this on my
own - it is neither extensive nor intensive. We introduce a simple project once
25
each three weeks or so, which is available at any time for students. I run one-
shot lessons occasionally through the year, but little else.
26 I am only one librarian and I did it!
It would be difficult, but it's possible. It totally depends on what the librarians
27
duties currently include.

37) Has the library team been officially qualified on the


Count Percentage
techs used at the makerspace?
Yes 4 57,14%
No 3 42,86%

38) How did they learn how to use it then? Count Percentage
Researching and watching videos in the Internet 1 33,33%
Somebody on the library team already knew how to use it
1 33,33%
and taught the others
We’ve learned by ourselves, with our rights and wrongs 2 66,67%
The students help us figure out how to use it 1 33,33%
Other 0 0,00%

39) Have teachers been officially qualified on the techs


Count Percentage
used at the makerspace?
Yes 1 14,29%
No 6 85,71%
Sem Answer 0 0,00%
163

40) How did they learn how to use it then? Count Percentage
Researching and watching videos in the Internet (SQ002) 2 33,33%
The library team taught them how to use it (SQ003) 4 66,67%
They’ve learned by themselves, with their rights and wrongs
3 50,00%
(SQ004)
The students help them figure out how to use it (SQ005) 2 33,33%
Other 2 33,33%
ID 33-A) How did they learn how to use it then? (Other)
25 Formal coursework at local community college
Not all of us on the library team know how to use ALL of the
equipment/technology, but at least one of us knows how to use everything. And
27 yes, some teachers and administrators have been taught to use some of the
equipment, sufficiently enough they are able to work independently in the
Makerspace.

41) What skills does a librarian responsible for


Count Percentage
the makerspace need to have?
Installing and Configuring Software (SQ002) 5 71,43%
Train users to use software (SQ003) 5 71,43%
Specify / identify softwares for the makerspace (SQ004) 6 85,71%
Specify software usage policies (SQ005) 5 71,43%
Installing and Configuring Hardware (SQ006) 4 57,14%
Train users to use Hardware (SQ007) 5 71,43%
Specify / identify hardwares for the makerspace (SQ008) 6 85,71%
Buy Hardware (SQ009) 6 85,71%
Specify hardware usage policies (SQ010) 2 28,57%
Develop maker activities and lesson plans (SQ011) 7 100,00%
Other 2 28,57%
34-A) What skills does a librarian responsible for the makerspace need to
ID
have? (Other)
Advertising and marketing events, and working with others to promote
25
activities
27 Ability to independently learn new applications and to use new equipment.

42) Is the makerspace inside the library? Count Percentage


Yes 7 100,00%
No 0 0,00%

50) Is it an open space in the library or is it a room? Count Percentage


Open Space (No walls) (A2) 5 71,43%
Room inside the library (A3) 2 28,57%

ID 51) What's the space size?


16 300
17 20
20 1360
164

23 200
25 300
26 200
27 224

52) Do you believe the workspace is enough to fulfill the


Count Percentage
students' demand?
Yes 3 42,86%
No 4 57,14%

53) What kind of activities can you propose on a makerspace with no high-
ID
tech equipment such as 3D printers and laser cutters?
16 arts and crafts, sewing, power tools/woodworking
17 Cardboard construction, papercrafting, knitting, sewing, block building
20 Legos and building, cardboard competitions, programmable robots
Most of the makerspace activities I did in the beginning were low-tech. We had
23
arts and crafts projects, LEGOs, K'nex, cardboard construction, etc.
create LED cards, felt creatures etc. stylus creation out of card. Moving
creatures out of card (see Rob Ives.com), Design challenges with cardboard,
25
(make a new style of shoe, or make a big nut or a small trash can (those are
partly art works though)
We love to use BlocksCAD to incorporate math skills and problem solving skills
26
into creating 3D objects.
You can still build an electric guitar with woodworking tools and a soldering iron.
We do not have a laser cutter, CNC router/cutter. These items were too
expensive! The room is too small, too - we wanted to create the space on a
limited budget and dedication to determine its usage would justify the
investment in money and space. Since establishing the Makerspace, it has
been proven that a larger space is justified, and would be required to add
additional large machines such as a laser cutter and CNC router, equipment we
27
would like to add.
NOTE: We do not have a table saw, nor welding equipment. I made the
decision not to include any equipment that could easily kill/maim a student. Yes,
you can lose a finger on a bandsaw, but you have to try pretty hard to make that
happen.
It's worth sharing here that yes, students must have a form signed by their
parents before working in the Makerspace.

54) Which equipment/technologies


do you consider extremely Extremely Little Not
Needed
necessary on a school Needed Needed Needed
library makerspace?
3D Printer 2 3 0 2
Arduino 2 4 0 1
Augmented Reality 0 1 4 2
CNC Routers 0 0 3 4
Laser Cutter 0 3 1 3
Photo Printer 1 2 1 3
165

Resin Printer 0 2 0 5
Sewing Machine 1 3 1 2
Vinyl Cutter 1 2 2 2
Virtual Reality 0 2 3 2

55) Is there any other equipment you think is extremely


Count Percentage
needed and wasn’t quoted on the previous question?
Yes 6 85,71%
No 1 14,29%

ID 56) Which?
17 Cardboard, recycled/reclaimed materials.
20 Craft supplies
23 Whatever equipment or supplies best serve the needs of your students.
25 Lots of LEDs and copper tape or conductive thread and felt.
- Pearler Beads
- Coloring/ Crafts
- Pegboard Wall (used to create Marble Machines!)
- Robots (Sphero, Ollie, MIP)
- Legos
- Kinex
- Magnet Wall (used to create Marble Machines)
26
- Osmo
- Rube Goldburg Machines
- Rokenboks
- Strawbees
- Pulley Systems
- Gears, Gears, Gears
- Magnet sets
Woodworking tools - bandsaw, drill press, belt sander.
Hand tools - screwdrivers, files, wrenches, rivet and staple guns, clamps, hand-
held power tools, sandpaper, etc.
3D prints don't come out perfectly - holes need to be machined and parts
27
need to be sanded/shaped clean.
Tools for fabric and leathercraft
Screen printing equipment
Soldering iron, and other tools for working with electronic circuitry

We
57) How intensely do you We We never We use
Sometimes use it
use the consumable don't use it/We it all the
we use it very
materials below? know it don’t have it time
often
Cardboard 0 0 2 2 3
Duct Tape 0 0 2 3 2
Painter’s Tape 0 0 3 2 2
Transparent Tape 0 0 2 4 1
Wood Craft Sticks 0 1 5 1 0
Plastic Drinking Straws 0 2 4 0 1
166

Paper Clips 0 1 4 1 1
Binder Clips 0 0 5 1 1
Hook & Loop (Velcro) 0 2 4 1 0
Conductive Fabric 0 4 2 0 1
Conductive Thread 0 3 3 0 1
Paper Cups & Plates 0 1 4 2 0
EVA Foam Sheets 0 3 4 0 0
Foam Board 0 2 5 0 0
Heat Shrink 0 6 1 0 0
Neodymium Magnets 0 3 4 0 0
Battery Pack 0 1 4 0 2
Batteries 0 0 2 2 3
Rubber Bands 0 0 3 3 1
LEDs 0 0 4 1 2
Conductive Copper Tape 0 1 3 0 3
EL Wire & Inverter 0 3 4 0 0
Mod Podge 0 1 5 0 1
Double-Sided Tape 0 2 4 1 0
Silicone (Mold Making) 0 4 3 0 0
Fishing Line 0 3 4 0 0
Bamboo Skewers 0 3 3 1 0
Balsa Wood 0 3 2 2 0
Model Magic 0 4 2 1 0
Altoids Tins 0 5 2 0 0
80/20 Aluminum Extrusion 2 5 0 0 0
Graphite Pencil 1 0 2 2 2
Solder (Lead Free) 0 2 4 1 0
Super Glue 0 3 2 1 1
Gorilla Glue 0 3 3 1 0
Hot Glue Sticks 0 0 1 3 3
Spray Adhesive 0 3 1 3 0
Toothpicks 0 0 5 1 1
Instamorph – (Moldable
1 4 2 0 0
Plastic)
PVC Pipe 0 3 2 1 1
Acrylic Paint 0 2 1 1 3
Zip Ties 0 1 6 0 0
String / Yarn 0 0 1 4 2
Fabric 0 1 2 2 2
Brass Fasteners 0 4 1 1 1
Paper (Craft/Construction) 0 0 0 2 5
Chipboard 0 5 2 0 0
167

58) Is there any consumable material you always use in


your makerspace activities and wasn’t quoted on the Count Percentage
previous question?
Yes 3 42,86%
No 4 57,14%

ID 59) Please list them


20 Beads, markers
scrap junk items to act as weights, or inspiration. Small motors and battery
25
packs associated with these.
Screen printing supplies; Vinyl cutting plotter; 3D printer filament; wood; leather;
27
plastic sheet

We We never
60) How intensely do you We use We use
don't use it/We Sometimes
use the following it very it all the
know don’t we use it
makerspace materials? often time
it have it
Makey Makey 0 1 4 1 1
littleBits 0 3 1 1 2
Cubelets 1 4 2 0 0
Circuit Stickers (Chibitronics) 0 4 3 0 0
Sphero 0 3 0 2 2
Squishy Circuits 0 7 0 0 0
LEGOs 0 2 1 0 4
Snap Circuits 1 4 1 1 0
Play-Doh 0 3 3 1 0
Goldie Blox 1 5 1 0 0
Makeblock 1 5 0 0 1
Dot & Dash 1 4 0 1 1
Qubits 1 6 0 0 0
Lego Mindstorms 0 3 2 2 0
K’NEX 0 3 1 1 2
Sugru 0 5 1 1 0
Scratch 0 1 0 3 3
Raspberry Pi 0 1 3 2 1
Arduino 0 1 2 2 2
VEX Robotics 1 5 0 0 1
Engino 1 6 0 0 0
Ozobot 1 3 0 2 1
Keva Planks 1 4 0 0 2
Bee-Bot / Blue-Bot 1 6 0 0 0
Bloxels 1 5 0 0 1
Ardusat 2 5 0 0 0
Hummingbird Robotics 1 4 0 0 2
HyperDuino 2 5 0 0 0
Makedo 2 3 1 1 0
168

Intel Edison 1 6 0 0 0
Magformers 2 5 0 0 0
OWI Robots 2 5 0 0 0
Kinetic Sand 0 6 1 0 0
Strawbees 2 3 1 0 1
Electric Paint – Bare
1 5 1 0 0
Conductive
Circuit Scribe 2 5 0 0 0
EverBlock 2 5 0 0 0
Do Ink 2 4 0 1 0
LilyPad Switch 1 5 0 1 0
Google Cardboard – VR 0 2 4 1 0
Hobby Motor – DC 1 5 0 0 1
Finch Robot 2 5 0 0 0
ArcBotics 2 5 0 0 0
LEGO Wall Baseplate 1 4 1 0 1
LightUp 2 5 0 0 0
PLY 90 2 5 0 0 0
Vibration Motor 1 4 1 1 0
Piezo Buzzer 1 4 2 0 0
Plastic Syringe w Tubing 2 5 0 0 0
Sewable Battery Holder 1 2 3 0 1
Rigamajig 2 5 0 0 0
Alligator Clips 0 2 3 0 2
Minecraft Education Edition 0 4 2 0 1

61) Is there any other makerspace materials you always


Count Percentage
use and wasn’t quoted on the previous questions?
Yes 1 14,29%
No 6 85,71%

ID 62) Please list them


Don't get me wrong, some of the items listed above can be used to fabricate
prototypes or for testing ideas, and all can be great learning tools and can
27
provide inspiration for new ideas, but still, they're many of them are essentially
toys, and aren't really for "making".