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06/11/2019 Lei Ordinária 2864 2017 de Duque de Caxias RJ

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LEI Nº 2864 DE 01 DE NOVEMBRO DE 2017.

A CÂMARA MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Esta Lei disciplina a gestão democrá ca da educação pública no Município de Duque de Caxias,
conforme dispõe o art. 9º da Lei Federal nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprovou o Plano
Nacional de Educação.

TÍTULO I
DA GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Capítulo I
DOS ÓRGÃOS COLEGIADOS

Seção I
Da Formação dos Conselheiros

Fica assegurada a ampliação dos programas de apoio e formação aos conselheiros do Conselho
Art. 2º
do FUNDEB, do Conselho Municipal de Alimentação Escolar e do Conselho Municipal de Educação.

Parágrafo único. As formações dos conselheiros ocorrerão duas vezes por ano, cabendo a organização aos
Conselhos conjuntamente com a Secretaria Municipal de Educação, sendo realizada, no primeiro
semestre, uma formação integrada entre os Conselhos e, no segundo semestre, uma formação própria.

Art. 3º Fica assegurado espaço sico próprio para o funcionamento dos Conselhos, em até 2 (dois) anos
da publicação desta Lei.

Seção II
Dos Recursos Financeiros dos Conselhos

Art. 4º Ficam criados os Fundos dos Conselhos Municipais, en dades contábeis e sem personalidade
jurídica, que terão como obje vo garan r recursos financeiros aos Conselhos a eles atrelados, a seguir:

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I - Fundo do Conselho Municipal de Educação - FCME;

II - Fundo do Conselho Municipal de Alimentação Escolar - FCMAE;e

III - Fundo do Conselho Municipal do FUNDEB - FCMFUNDEB.

Art. 5º Cons tuem receitas dos Fundos dos Conselhos criados no art. 4º:

I - as receitas provenientes de aplicações financeiras;

II - o resultado operacional próprio;

III - a transferência de recursos mediante convênios ou ajustes com En dades de Direito Público Interno
ou Organismos Privados;

IV - as doações e contribuições de qualquer natureza, de pessoas sicas ou jurídicas; e

V - as dotações orçamentárias.

§ 1º A receita oriunda de dotação orçamentária a que se refere o inciso V deve ser calculada de modo a
assegurar ao FCME, no mínimo, 0,3% (zero vírgula três por cento) do montante des nado à SME; ao
FCMAE, no mínimo, 0,2% (zero vírgula dois por cento) do montante des nado à SME; e ao FCMFUNDEB,
no mínimo, 0,1% (zero vírgula um por cento) do montante des nado à SME.

§ 2º Cons tuem receita do FCME, ainda, as multas que eventualmente forem aplicadas nas unidades
escolares da rede par cular, nos termos da lei.

Art. 6º Os Fundos citados no art. 4º serão gerenciados pela Secretaria Municipal de Educação e a
deliberação sobre a aplicação dos recursos é de competência dos Conselhos, que deverão prestar contas
de seu uso.

Art. 7ºOs recursos dos Fundos previstos no art. 4º deverão estar em consonância com os critérios
estabelecidos pelos seus respec vos Conselhos para seu uso e deverão ser aplicados em:

I - programas e a vidades de interesse dos Conselhos;

II - apoio e promoção de eventos educacionais relacionados aos Conselhos;

III - formação con nuada dos conselheiros e dos demais integrantes que atuam nos Conselhos, sendo
realizada dentro do exercício do mandato e com obje vos exclusivamente ligados aos Conselhos; e

IV - compras e serviços essenciais para o funcionamento dos Conselhos.

§ 1º Os bens adquiridos com recursos dos Fundos Municipais serão incorporados ao patrimônio
municipal, registrando-se a fonte de aquisição, bem como serão controlados e administrados pela
Secretaria Municipal de Educação.

§ 2º A Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento emi rá os controles contábeis e financeiros da


movimentação dos recursos dos Fundos Municipais, conforme o disposto na Lei Federal nº 4.320, de 17

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de março de 1964, bem como realizará a tomada de contas dos recursos aplicados.

Art. 8ºA Secretaria Municipal de Educação prestará contas aos Conselhos interessados sobre os seus
Fundos, dará vistas e prestará informações sempre que solicitada.

Art. 9º Os recursos des nados aos Fundos Municipais criados nesta Lei serão contabilizados para o
cômputo do percentual mínimo de aplicação de receitas municipais de impostos, compreendidas as
provenientes de transferências do Estado e da União, na manutenção e desenvolvimento do ensino
público.

Seção III
Dos Conselhos Escolares

Em toda ins tuição pública de ensino de Duque de Caxias funcionará um Conselho Escolar, órgão
Art. 10
de par cipação e fiscalização na gestão escolar.

Art. 11 Decreto disporá sobre o Regimento Interno dos Conselhos Escolares, prevendo o tempo de
mandato dos conselheiros e a representação dos segmentos, garan da a representação dos grêmios
estudan s, dos profissionais da educação e de pais, mães e responsáveis.

Art. 12 São assegurados programas de formação aos Conselheiros do Conselho Escolar, que ocorrerão
duas vezes ao ano, cabendo a organização à Secretaria Municipal de Educação, sendo realizado, no
primeiro semestre, um programa de formação geral e, no segundo semestre, outro regional de escolas.

Seção IV
Dos Grêmios Estudan s

Art. 13 A livre organização dos estudantes é expressão de um direito cons tucional e os grêmios
estudan s são instrumentos fundamentais para a construção da cidadania e da democracia em nossa
sociedade, representando os interesses e expressando os pleitos dos discentes.

Art. 14 É assegurada a livre organização estudan l, nos estabelecimentos públicos de ensino, e a


cons tuição e organização de Grêmios Estudan s, en dades autônomas representa vas dos interesses
dos estudantes,com finalidades polí cas,educacionais,culturais, despor vas e sociais.

§ 1º É de competência exclusiva dos estudantes a organização, o funcionamento, a eleição e as a vidades


dos Grêmios, que serão estabelecidos nos seus estatutos, aprovados em Assembleia Geral do corpo
discente de cada estabelecimento de ensino convocada para este fim, em cada Unidade Escolar - UE - nos
termos desta Lei.

§ 2º O tempo de mandato da direção do Grêmio deverá ser, no máximo, de até 3 (três) anos.

Art. 15 São asseguradas a livre circulação e expressão dos Grêmios Estudan s nas escolas e nas salas de
aula, previamente acordadas com o gestor escolar.

Art. 16 Caberá às Unidades de Ensino Públicas assegurar espaço ou mural em locais de grande
visibilidade, para divulgação das a vidades e informações de interesse dos Grêmios Estudan s, inclusive

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em suas páginas na internet, blogs e demais canais de comunicação da unidade, além de garan r:

I - a livre divulgação dos jornais e de outras publicações dos Grêmios Estudan s;

II - a u lização dos espaços sicos das escolas para realização de a vidades dos Grêmios e das en dades
representa vas dos estudantes, desde que não haja outras a vidades anteriormente marcadas; e

III - uma sala própria para o Grêmio Estudan l, com tamanho que possibilite a reunião de sua diretoria.

Art. 17 Os Grêmios Estudan s poderão u lizar praças, teatros, lonas culturais, bibliotecas e outros
aparelhos espor vos, culturais e educacionais para suas a vidades, respeitando, quando exis rem, suas
regras específicas de funcionamento.

Art. 18 O Grêmio Estudan l poderá requerer à direção, secretarias ou outros órgãos, por meio de o cio,
informações sobre a sua UE.

Parágrafo único. Os requerimentos de informações deverão ser respondidos no prazo máximo de 30


(trinta) dias.

Art. 19 O Grêmio Estudan l terá direito de par cipar das reuniões de conselho de classe e outros
similares nas escolas.

Art. 20Cada unidade de ensino deverá reservar um dia do calendário escolar, por semestre, para
a vidades organizadas pelo seu Grêmio Estudan l.

Art. 21 É garan da a rematrícula dos membros dos Grêmios Estudan s nas mesmas unidades em que
estejam matriculados, salvo por livre opção do aluno ou do responsável.

Art. 22Os Grêmios deverão estar organizados em cada UE e com seu Estatuto elaborado, em até 2 (dois)
anos da publicação desta Lei.

Art. 23 No caso de novas Unidades Escolares, os Grêmios deverão ser ins tuídos em até 2 (dois) anos
após a criação da Unidade.

Seção V
Das Associações de Pais, Mães e Responsáveis

Art. 24 É assegurada a par cipação dos pais, mães e responsáveis na prá ca escolar, por meio da
divulgação de informação, inclusive em material impresso, formação e o uso do espaço escolar para
encontros de pais, preferencialmente em dias e horários alterna vos e previamente acordados com o
gestor escolar.

Art. 25 A Secretaria Municipal de Educação, em parceria com as associações de pais, organizará


encontros de pais, mães e responsáveis, ao menos uma vez ao ano.

Art. 26 É assegurada a par cipação dos pais, mães e responsáveis na avaliação do trabalho pedagógico
das unidades escolares (de docentes, gestores e demais profissionais), tendo tal avaliação caráter

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diagnós co, não podendo implicar em penalidades aos profissionais da educação ou vincular o
recebimento de gra ficações.

Seção VI
Do Fórum Permanente Municipal de Educação

Art. 27 Fica criado o Fórum Municipal de Educação, de caráter permanente com o obje vo de coordenar,
convocar e organizar as Conferências Municipais de Educação e efetuar o acompanhamento da execução
do Plano Municipal de Educação.

Parágrafo único. A coordenação do Fórum a que se refere o caput caberá à comissão composta de forma
paritária entre Governo e Sociedade Civil Organizada, assegurada a representação de en dade de classe
dos profissionais da educação, en dade de pais, mães ou responsáveis de alunos da rede Municipal de
Ensino e en dade de estudantes.

A Conferência Municipal de Educação, que precederá a Conferência Nacional de Educação, terá


Art. 28
como obje vo avaliar a execução do Plano Municipal de Educação.

§ 1º A Conferência Municipal de Educação deverá estar, preferencialmente, ar culada com a Conferência


Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

§ 2º A Conferência Municipal de Educação deverá ocorrer a cada 2 (dois) anos, sendo a próxima em 2017.

Capítulo II
DA AUTONOMIA PEDAGÓGICA, ADMINISTRATIVA E DE GESTÃO FINANCEIRA NOS ESTABELECIMENTOS DE
ENSINO

Seção I
Da Autonomia Pedagógica

Art. 29 Aos Estabelecimentos de Ensino é garan da a autonomia pedagógica e administra va, por meio
das elaborações dos seus Projetos Polí co-Pedagógicos e Regimentos Internos, em consonância com as
diretrizes da Secretaria Municipal de Educação, garan da a par cipação da comunidade escolar.

Parágrafo único. Cabe à unidade escolar, considerada a sua iden dade e de sua comunidade escolar,
ar cular o Projeto Polí co-Pedagógico com os planos nacional e municipal de educação.

Seção II
Da Autonomia Administra va

Art. 30 A autonomia administra va dos estabelecimentos de ensino, observada a legislação vigente e as


diretrizes da Secretaria Municipal de Educação, será garan da por:

I - formulação, aprovação e implementação do Projeto de Gestão da UE;

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II - gerenciamento dos recursos oriundos da descentralização financeira; e

III - reorganização do seu calendário escolar nos casos de reposição de aulas.

Seção III
Da Autonomia Financeira

Art. 31 Cons tuem recursos das unidades executoras das unidades escolares os repasses e
descentralização de recursos financeiros, as doações e subvenções que lhes forem concedidas pela União,
pelo Estado ou Município por pessoas sicas e jurídicas, en dades públicas, associações de classe e entes
comunitários.

Art. 32 Para garan r a implementação da gestão democrá ca, a Secretaria Municipal de Educação
regulamentará, em normas específicas, a descentralização de recursos necessários à administração das
unidades escolares.

Capítulo III
DA CONSULTA PÚBLICA PARA ESCOLHA DE DIRETORES

Seção I
Dos Diretores e Vice-Diretores

Art. 33 São atribuições do Diretor:

I - representar a escola, responsabilizando-se pelo seu funcionamento;

II - executar as polí cas públicas para a educação, asseguradas a qualidade, a equidade e a par cipação
dos segmentos envolvidos;

III - coordenar a implementação do Projeto Pedagógico da Escola, assegurando sua unidade e o


cumprimento do currículo e do calendário escolar;

IV - submeter ao Conselho Escolar, para apreciação e aprovação, o Plano de Aplicação dos recursos
financeiros;

V - organizar o quadro de recursos humanos da escola com as devidas especificações, mantendo o


respec vo cadastro atualizado, assim como os registros funcionais dos servidores lotados na escola;

VI - coordenar o processo de avaliação das ações pedagógicas e técnico-administra vo-financeiras


desenvolvidas na escola, assegurando a transparência desses processos;

VII - apresentar, anualmente, à Secretaria Municipal de Educação e à comunidade escolar a avaliação do


cumprimento das metas estabelecidas no Projeto de Gestão, além de propostas que visem à melhoria da
qualidade do ensino e às estratégias para o alcance das metas estabelecidas;

VIII - zelar pela conservação da escola e de seu patrimônio;

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IX - dar conhecimento à comunidade escolar das diretrizes e normas emanadas dos órgãos do Sistema
Municipal de Ensino;

X - cumprir e fazer cumprir a legislação vigente; e

XI - es mular os esforços da cole vidade para garan a da eficiência e eficácia do Projeto de Gestão e da
proposta pedagógica.

Art. 34 O Diretor ou o Vice-Diretor serão exonerados nos casos em que se comprove:

I - a não conclusão do Curso de Gestão;

II - ato de irregularidade administra va, financeira ou pedagógica relacionado ao cargo que ocupam
apurado em sindicância, observado o devido processo legal;

III - condenação em Processo Penal, com sentença transitada em julgado; e

IV - o descumprimento por parte do Diretor ou do Vice-Diretor das atribuições referentes ao cargo,


assegurados o contraditório e o amplo direito de defesa.

Art. 35 Ocorrendo a vacância do cargo de Diretor, o Vice-Diretor será nomeado para o cargo,
completando o mandato.

Parágrafo único. Em caso de vacância do cargo de Vice-Diretor, antes de findo o período de vigência da
sua nomeação, o Diretor indicará subs tuto a ser referenciado pelo Conselho Escolar, observadas,
respec vamente, as disposições desta Lei.

Art. 36 Cabe à SME encaminhar a indicação para exoneração do Diretor ou do Vice-Diretor, nos casos
previstos nesta Lei, ou em caso de descumprimento do Projeto de Gestão ou das deliberações emanadas
pela SME.

Art. 37 A gestão das Unidades Escolares será desempenhada pela chapa eleita, cujo cargo e função do
Diretor e Vice-Diretor, este quando previsto no lotacionograma, serão providos por ato do Prefeito
Municipal.

Art. 38 A vacância do cargo de Diretor e de Vice-Diretor ocorrerá em casos de:

I - renúncia;

II - exoneração;

III - aposentadoria;

IV - abandono; e

V - falecimento.

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Art. 39O afastamento do Diretor por período superior a 4 (quatro) meses consecu vos, excetuando-se o
caso de Licença Gestação, implicará na exoneração do cargo.

Seção II
Da Convocação e Divulgação

Art. 40 A Secretaria Municipal de Educação convocará por edital o Processo de Consulta Pública para o
cargo de Diretor e Vice-Diretor, por meio da apresentação do Projeto de Gestão da Chapa, considerando
em sua elaboração o Projeto Polí co Pedagógico - PPP.

I - O Edital de Convocação do Processo de Consulta Pública deve conter, obrigatoriamente:

a) orientações para inscrição das chapas; e


b) cronograma de realização das etapas do Processo de Consulta Pública.

II - Ficam a Subsecretaria de Ensino e a Subsecretaria de Administração e Gestão de Pessoas incumbidas


de veicular as informações junto às escolas, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias do início das
inscrições.

Seção III
Dos Requisitos

Art. 41São candidatos naturais ao Processo de Consulta Pública para os cargos de Diretor e Vice-Diretor,
todos os Profissionais da Educação, detentores de cargo efe vo que preencham os seguintes requisitos:

I - comprovar um mínimo de 5 (cinco) anos de exercício na Rede Pública Municipal de Ensino de Duque de
Caxias;

II - ter, no mínimo, 2 (dois) anos de efe vo exercício da UE até a data da inscrição;

III - possuir curso superior completo, a saber:

a) Graduação em Pedagogia;
b) Licenciatura Plena;e
c) Graduação em outra área com Pós-Graduação em Gestão Escolar.

IV - possuir disponibilidade para cumprir a carga horária de 40 horas (quarenta horas) semanais,
distribuídas em 5 (cinco) dias;

V - para Vice-Diretor a carga horária de 30 (trinta) horas semanais, distribuídas em 5 (cinco) dias;

VI - não estar em débito com prestação de contas de recursos financeiros recebidos, em virtude do cargo;

VII - o Diretor e o Vice-Diretor só poderão concorrer por 2 (dois) pleitos consecu vos na mesma unidade
escolar; e

VIII - a chapa de Diretor e Vice-Diretor não poderá ser composta por cônjuges, companheiros ou parentes

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em linha reta, colateral ou por afinidade até o terceiro grau.

§ 1º A inscrição na Consulta Pública para escolha de Diretor e Vice-Diretor fica restrita a uma única UE da
Rede Municipal de Ensino.

§ 2º O exercício do cargo de Diretor ou de Vice-Diretor da unidade escolar é incompa vel com mandato
ele vo dos Poderes Legisla vo e Execu vo.

Art. 42 O Diretor e o Vice-Diretor escolhidos par ciparão obrigatoriamente do curso de gestão oferecido
pela SME, seguindo suas diretrizes, sendo exigida dos par cipantes a frequência mínima de 75% (setenta
e cinco por cento) da carga horária.

Art. 43 No ato da posse, será ra ficado o Projeto eleito e apresentada a carta de próprio punho
declarando possuir carga horária compa vel com a exigida ao cargo.

Seção IV
Das Etapas

Art. 44 O Processo de Consulta Pública de candidatos ao cargo de Diretor e Vice-Diretor constará de:

I - inscrição em formulário próprio;

II - entrega de Curriculum Vitae:

III - entrega do Projeto de Gestão para análise e homologação pela Comissão Técnica de Análise, de
acordo com o Edital; e

IV - o projeto apresentado que ob ver o maior número de votos pela Comunidade Escolar será
considerado vencedor e os seus representantes eleitos para o cargo de Gestor Escolar.

Art. 45 O Projeto de Gestão de que trata o inciso III do art. 44 desta Lei é condição indispensável à
habilitação dos candidatos às eleições de Diretor e Vice-Diretor e será defendido pelas chapas, após sua
homologação, pela Comissão de Análise Técnica.

Parágrafo único. Não havendo apresentação de Projeto de Gestão por parte dos profissionais lotados na
unidade escolar, a SME irá indicar o Diretor, que também apresentará, posteriormente, o Projeto de
Gestão a ser analisado e homologado.

Art. 46 A escolha do Projeto de Gestão será realizada em duas etapas:

I - apresentação prévia à Comissão Técnica de Análise para homologação; e

II - apresentação à Comunidade Escolar para escolha do Projeto.

Art. 47 O candidato que par cipar do Processo de Consulta Pública deverá atender aos requisitos
previstos nesta Lei e no Edital até a data da inscrição da chapa.

Seção V

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Da Votação

Art. 48 A Consulta Pública para escolha do cargo de Diretor e Vice-Diretor dar-se-á por meio do voto
direto, secreto e faculta vo, proibido o voto por representação, podendo votar:

I - o professor concursado em devido exercício na unidade escolar;

II - os profissionais administra vos detentores de cargo efe vo em exercício na UE;

III - o pai, a mãe ou representante legal (um único voto por família) pelo aluno até o 4º ano de
escolaridade;

IV - alunos regularmente matriculados na unidade escolar a par r do 5º ano de escolaridade, bem como
todos os alunos da EJA; e

V - fica facultado ao aluno com deficiência ou seu responsável votar no pleito.

§ 1º O profissional da educação que ver filhos matriculados na escola onde está lotado votará apenas
uma vez.

§ 2º O profissional da educação que ocupa mais de um cargo na escola votará apenas uma vez.

§ 3º O profissional de educação que complementa carga horária em mais de uma unidade escolar votará
em ambas.

§ 4º O pai ou mãe ou responsável legal que tenha filhos matriculados em mais de uma unidade escolar
poderá exercer o direito em todas elas.

§ 5º O direito de voto deverá ser exercido somente uma vez em cada unidade escolar.

§ 6º Ficam impedidos de par cipar do processo eleitoral os servidores que se encontrarem em Regime de
Aula-Extra, em licença para tratamento de saúde, por mo vos de doença de pessoa da família, ambas por
mais de 30 (trinta) dias, bem como em licença maternidade, especial, para tratar de interesse par cular
ou para estudo.

Art. 49 A Consulta Pública será considerada válida se ver quórum de, no mínimo, 30% (trinta por cento)
de pais, mães ou responsáveis legais e alunos e 50% (cinquenta por cento) de profissionais da educação.

§ 1º Não sendo alcançado o percentual de par cipação em quaisquer dos segmentos previstos neste
ar go, processar-se-á nova Consulta Pública dentro de 10 (dez) dias.

§ 2º Se ainda assim, não for a ngido o percentual mínimo necessário à Consulta Pública, a Secretaria
Municipal de Educação indicará o Diretor e o Vice-Diretor, de acordo com parágrafo único do art. 45.

Art. 50A Chapa que ob ver o maior número de votos apurados será escolhida para o cargo de Diretor e
Vice-Diretor, não computados os votos brancos e nulos.

Parágrafo único. Em caso de empate, a Secretaria Municipal de Educação u lizará os critérios na seguinte

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ordem:

I - o candidato a Diretor que ver o maior tempo de efe vo exercício na unidade escolar; e

II - o candidato a Diretor que ver o maior tempo de serviço público neste Município.

Seção VI
Da Organização

Art. 51A Secretaria Municipal de Educação criará uma Comissão Eleitoral Geral - CEG - para
acompanhamento do processo de escolha dos gestores, que será composta por:

I - 8 (oito) representantes da SME;

II - 1 (um) representante governamental do Conselho Municipal de Educação;

III - 1 (um) representante da sociedade civil do Conselho Municipal de Educação;

IV - 5 (cinco) representantes da en dade sindical representa va dos servidores da carreira do Magistério


deste Município;

V - 1 (um) representante da associação de pais, mães ou responsáveis pelos estudantes; e

VI - 1 (um) representante de en dade representa va dos estudantes da Rede Municipal.

§ 1º Os representantes da CEG serão indicados por seus respec vos órgãos e en dades.

§ 2º Em sua primeira reunião, a Comissão escolherá entre seus membros um presidente, um vice-
presidente, um secretário e um segundo secretário.

§ 3º As decisões tomadas em reunião extraordinária ou ordinária só terão validade se aprovadas com a


presença de 4 (quatro) membros do governo e sociedade civil organizada.

Art. 52 Compete à CEG o acompanhamento do Processo de Consulta Pública para o cargo de Diretor e
Vice-Diretor pela Comunidade Escolar, além das seguintes atribuições:

I - atuar como instância final para julgamento de recursos inerentes ao Processo de Consulta Pública;

II - zelar pelo cumprimento do Processo de Consulta Pública pela Comunidade Escolar, operacionalizando
suas ações no âmbito da Rede Municipal de Ensino;

III - orientar as Comissões Locais de Acompanhamento do Processo de Consulta Pública do cargo de


Diretor e Vice-Diretor pela Comunidade Escolar;

IV - divulgar as informações do processo;

V - assegurar a legalidade e transparência do processo de escolha do Diretor;

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VI - garan r a par cipação igualitária das candidaturas inscritas no processo;

VII - lavrar, em ata, as ocorrências que alterem a normalidade do processo; e

VIII - instruir e julgar os recursos interpostos, as impugnações, o pedido de anulação de escolha e a


proclamação do resultado.

Art. 53 Haverá em cada UE uma Comissão Eleitoral Local - CEL - para conduzir o Processo de Consulta
Pública do candidato a Diretor e Vice-Diretor, cons tuída em Assembleia Geral convocada pelo Conselho
Escolar, que deverá ser realizada em horário que possibilite a par cipação ampla da Comunidade Escolar,
preferencialmente fora do horário de aula.

Art. 54 Deverá compor a CEL, que se encarregará do processo de escolha do cargo de Diretor e Vice-
Diretor:

I - 1 (um) representante dos professores especialistas e 1 (um) suplente;

II - 2 (dois) representantes dos professores e 1 suplente;

III - 2 (dois) representantes dos responsáveis de alunos e 1 (um) suplente;

IV - 1 (um) representante dos funcionários efe vos não docentes e 1 (um) suplente; e

V - 1 (um) representante dos alunos maiores de 14 (quatorze) anos e 1 (um) suplente, quando houver.

§ 1º Os representantes da CEL serão eleitos em Assembleia Geral da unidade escolar pelos respec vos
segmentos, em data, hora e local, obedecido o Calendário do Processo Eleitoral da Rede Municipal e
amplamente divulgado para a Comunidade Escolar.

§ 2º A CEL, uma vez cons tuída, elegerá entre seus membros maiores de 18 (dezoito) anos, um
presidente, um vice-presidente e um secretário.

§ 3º O membro da Comissão que pra car qualquer ato lesivo às normas que regulam o processo será
subs tuído pelo seu suplente após comprovação de irregularidade.

§ 4º O subs tuto do presidente, na sua função, será o vice-presidente, e este úl mo subs tuído pelo
suplente, que não assumirá a função de presidente.

§ 5º Não poderá compor a CEL:

I - qualquer candidato, seu cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade,
até o terceiro grau; e

II - o servidor em exercício no cargo de Diretor e Vice-Diretor.

§ 6º O diretor em exercício em exercício na escola deverá colocar à disposição da CEL os recursos


humanos e materiais necessários ao desempenho de suas atribuições.

Art. 55 A CEL terá as seguintes atribuições:

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I - planejar, organizar, coordenar e presidir o processo eleitoral na UE, em consonância com esta Lei e as
decisões da CEG;

II - divulgar amplamente as normas e os critérios rela vos ao processo de seleção;

III - promover o espírito democrá co e o pleno conhecimento das propostas das chapas, através de
exposições orais, debates abertos a toda a comunidade escolar e visitas aos alunos em sala de aula, sem
que estas atrapalhem o co diano da UE e o aproveitamento escolar dos discentes;

IV - definir critérios igualitários para as campanhas eleitorais;

V - providenciar material de votação, lista de votantes por segmentos e as respec vas urnas;

VI - credenciar até (dois) fiscais indicados pelos candidatos iden ficando-os por meio de crachás;

VII - lavrar e assinar as atas de todas as reuniões e decisões em livro próprio, enviando cópia para a
Secretaria Municipal de Educação;

VIII - credenciar e instruir os componentes das mesas receptoras e escru nadoras;

IX - acondicionar as cédulas e fichas de votação, bem como listagem dos votantes em envelopes lacrados
e rubricados por todos os membros, arquivando na escola por um prazo de 120 (cento e vinte) dias, após
os quais, deverá proceder à incineração;

X - divulgar o resultado final da eleição e enviar documentação à CEG; e

XI - acolher e deliberar sobre as solicitações de impugnação das chapas.

Art. 56 É vedado à chapa:

I - distribuição de panfletos promocionais e de brindes de qualquer espécie como objetos de propaganda


ou de aliciamento de votantes;

II - realização de festas na escola, que não estejam previstas no seu calendário;

III - atos que impliquem em oferecimento, promessas inviáveis ou vantagens de qualquer natureza;

IV - fazer referência em meios de comunicação ou afins a membros de outras chapas;

V - u lização de símbolos, frases ou imagens associadas ou semelhantes às empregadas por órgão do


governo; e

VI - boca de urna e uso de carro de som.

Parágrafo único. Caso o candidato possua apelido pelo qual é conhecido, poderá usá-lo para a divulgação
de sua candidatura junto à Comunidade Escolar.

Art. 57 Fica estabelecido que na infração de qualquer um dos critérios do art. 56 o candidato terá sua

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chapa impugnada.

Art. 58No ato da votação, o votante deverá apresentar documento de iden ficação com foto à mesa
receptora que comprove sua legi midade.

Art. 59 O votante com iden dade comprovada, cujo nome não conste em nenhuma lista, poderá votar
em uma lista em separado.

Art. 60 Poderão permanecer no recinto des nado à mesa receptora apenas os seus membros e os fiscais.

Art. 61 Nenhuma autoridade estranha à mesa poderá intervir, sob pretexto algum, em seu lugar de
funcionamento, exceto o presidente da Comissão e, caso seja considerada per nente a subs tuição será
feita pelo suplente.

Art. 62Os eventuais pedidos de impugnação dos mesários, devidamente fundamentados, serão dirigidos
ao presidente da Comissão e, caso sejam considerados per nentes a subs tuição será feita pelo suplente.

Parágrafo único. O candidato que não solicitar a impugnação ficará impedido de arguir sobre este
fundamento, a nulidade do processo.

Art. 63 O voto será posto em cédula única, contendo carimbo iden ficador da escola, devidamente
assinado pelo presidente e secretário da CEL.

Art. 64 O secretário da mesa deverá lavrar a ata circunstanciada dos trabalhos realizados, a qual deverá
ser assinada por todos os mesários.

Art. 65 A apuração dos votos dar-se-á imediatamente após o úl mo dia e horário de votação.

Art. 66 Serão considerados votos nulos:

I - registrados em cédulas que não correspondam ao modelo padrão;

II - que indiquem mais de uma chapa;

III - que contenham expressões ou outra manifestação além daquela que exprime o voto; e

IV - em cédulas que não estejam devidamente assinadas pela CEL.

Art. 67 Concluídos os trabalhos de escru nação, lavrada a ata do resultado final de todo o processo e
assinada pelos componentes da mesa escru nadora, todo material será entregue ao Presidente da mesa
da comissão que se reunirá com os demais membros para:

I - verificar toda a documentação;

II - decidir sobre eventuais irregularidades; e

III - divulgar o resultado final da votação.

Art. 68 No período de transmissão de cargo, o Diretor em exercício na unidade escolar deverá apresentar

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prestação de contas dos recursos financeiros recebidos, fazer a entrega do balanço do acervo documental
e do inventário do material, dos equipamentos e do patrimônio existentes na unidade escolar.

§ 1º Caso o Diretor em exercício seja o candidato escolhido, este deve apresentar à Comunidade Escolar
em Assembleia Geral a prestação de contas da gestão anterior, no momento da posse.

§ 2º A transmissão do cargo deverá ocorrer em Assembleia Geral com a Comunidade Escolar.

Art. 69 Concluído o processo de escolha, desfaz-se automa camente a CEL criada para este fim.

O Diretor e Vice-Diretor escolhidos serão nomeados para um mandato de 2 (dois) anos, permi da
Art. 70
uma única recondução sucessiva.

Seção VII
Das Inscrições

Art. 71 Os interessados em par cipar do Processo de Consulta Pública para o cargo de Diretor e Vice-
Diretor deverão se inscrever pessoalmente na SME/DC, apresentando os itens previstos nos incisos I, II e
III do art. 41 desta Lei.

Parágrafo único. O prazo para inscrição perdurará por 10 (dez) dias, a contar da data de sua divulgação.

Art. 72 Os interessados em par cipar do Processo de Consulta Pública como candidatos ao cargo de
direção e vice-direção deverão entregar a inscrição à Comissão Eleitoral Local que após conferir os
documentos, emi rá o recibo de entrega e deverá encaminhá-los, por o cio para a Comissão Eleitoral
Geral que validará ou não, a inscrição das candidaturas.

Art. 73 Após a divulgação da listagem final dos candidatos aptos a par cipar do Processo de Consulta
Pública do cargo de Diretor e Vice-Diretor, o Projeto de Gestão deverá ser exposto na unidade escolar
durante todo o processo eleitoral para a apreciação da comunidade, sob responsabilidade da Comissão
Local.

TÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 74 Não havendo candidatos inscritos nem aprovados na consulta pública, a Secretaria Municipal de
Educação indicará servidor que atenda aos requisitos estabelecidos nesta Lei.

Parágrafo único. Na hipótese de criação de unidade escolar na Rede Municipal de Educação, observar-se-á
o seguinte:

I - antes da realização de processo de Consulta Pública, a indicação do Diretor e do Vice-Diretor dar-se-á


nos termos do caput deste ar go; e

II - para o primeiro processo de Consulta Pública, fica excepcionado o requisito do inciso II do art. 41 desta
Lei.

Art. 75 Os casos omissos relacionados ao Processo de Consulta Pública serão julgados e decididos pela

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Comissão Eleitoral Geral.

Os atuais diretores, que estão cumprindo o mandato 2016-2017, só poderão exercer mais um
Art. 76
mandato consecu vo.

Art. 77 Os recursos orçamentários des nados aos Fundos criados pelo art. 4º desta Lei deverão contar na
Lei Orçamentária Anual de 2018.

Art. 78 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PREFEITURA MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS, em 01 de novembro de 2017.

WASHINGTON REIS DE OLIVEIRA


Prefeito Municipal

Data de Inserção no Sistema LeisMunicipais: 30/11/2017

Nota: Este texto disponibilizado não subs tui o original publicado em Diário Oficial.

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