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Instituto Estadual Parque do Trabalhador

R. Henrique Lopes, 768 - 810 - Vicentina, São Leopoldo – RS


Telefone: (51) 3590-4221

Componentes Curriculares: Ensino Religioso


Ano: 6ºAno
Nome do professor: Edielson Cruz Silva

Tarefa 1 – Ler, copiar ou imprimir e colar no caderno

A união faz a força


por Eugênio Mussak | fotos André Spinola e Castro | produção Silvia Goichman

A vida em sociedade fica mais fácil se entendermos que dependemos uns dos outros para viver melhor
Cooperação pelo bem Exemplos de força retirada da união contam-se aos milhares. Um deles é uma cidade inteira: São
Roque de Minas, uma pequena localidade da região centro-oeste de Minas Gerais, plantada próximo da serra da
Canastra, exatamente onde nasce, tímido, o rio São Francisco. Localizada em uma região tradicionalmente pobre, São
Roque vivia da agricultura e, principalmente, da produção de queijo canastra, o orgulho daqueles mineiros. A pequena
economia era administrada pela agência da Minas Caixa, até que veio um golpe fatal: um dia o banco simplesmente
fechou as portas, alegando falta de movimento financeiro que justificasse sua permanência. O impacto não poderia ser
maior: não havia mais onde compensar cheques, receber pagamentos, aposentadorias, pagar contas, depositar
poupanças. Esse fato decretou a morte de São Roque.
Começou o êxodo. Todos tentavam vender suas propriedades, só que não havia para quem, mas mesmo assim
a debandada foi grande, reduzindo a cidade quase à metade. Foi nessa época que um filho do lugar, chamado João
Carlos Leite, que havia ido estudar agronomia, voltou para casa. Como tantos outros, ele parecia ter só uma alternativa:
arrumar as malas e procurar oportunidade na cidade grande. Mas aquele jovem de 26 anos recusou-se a virar as costas
à sua terra natal. Propôs a criação de uma cooperativa de crédito, para substituir o banco que se fora, no melhor estilo
da união criando a força.
Passada uma década, hoje São Roque de Minas é detentora de indicadores invejáveis de desenvolvimento
humano, pois conseguiu uma economia estável, baseada na produção do queijo canastra, só que agora de forma
conjunta, com os produtores colaborando uns com os outros, utilizando a cooperativa como o promotor de seu bem-
estar. Não sentem saudades do banco que se foi, porque agora a cidade tem seu próprio banco, cujos donos são todos
os correntistas, ou seja, os filiados à cooperativa. A história de São Roque está contada no livro A Cidade Morria Devagar
- O Romance de uma Cooperativa, de André Carvalho e João Leite (Editora Armazém de Ideias).
Conversa de mineiro? Não. Mas, se você gosta dos causos do povo das Gerais, aqui vai um deles: um próspero
fazendeiro lá de Minas estava gravemente enfermo. Preocupado com a desarmonia entre seus quatro filhos, resolveu
dar-lhes uma lição. Chamou-os, mostrou-lhes um feixe de gravetos amarrados e disse: "Como vocês sabem, estou
doente e posso morrer a qualquer momento. Aquele que conseguir quebrar estes gravetos só com as mãos será meu
único herdeiro. Os filhos estranharam, mas aceitaram o desafio. Entretanto, nenhum deles conseguiu quebrar os
gravetos. Indignados com a tarefa impossível proposta pelo pai, puseram-se a reclamar. Foi quando o fazendeiro pediu o
feixe e anunciou que ele mesmo iria quebrá-lo. Incrédulos, os filhos lhe alcançaram os gravetos e, atônitos, assistiram ao
pai que, deitado, foi retirando os gravetos e quebrando-os um a um, para depois concluir: “Vocês são como este feixe.
Enquanto estiverem unidos, sempre poderão contar com o apoio um do outro. Porém, separados, vocês são tão frágeis
quanto cada um destes gravetos.”
Trata-se apenas de uma fábula, como tantas outras que pregam essa mesma moral: a união faz a força. Mas, se
abrirmos os olhos e observarmos ao nosso redor, podemos perceber que essa é uma das verdades menos
questionáveis.

Juntos, mas nem tanto


Há outra fábula que parece mostrar o caminho das pedras. Durante a era glacial, a maioria dos animais não
resistia à baixa temperatura que se instalara na Terra e simplesmente congelava e morria. Foi quando uma manada de
porcos-espinhos percebeu que, para se manterem vivos, seus membros deveriam ficar juntos para conservar a
temperatura e a vida. Dessa forma, o calor de um aquecia o corpo do outro, evitando desperdício térmico, agasalhando-
se mutuamente.
A solução parecia perfeita, entretanto um inconveniente veio para atrapalhar o plano: quanto mais juntos
ficavam, mais aquecidos se sentiam, mas também mais se feriam com os espinhos uns dos outros. Magoados com as
espetadas mútuas, voltaram a separar-se. Separados, começaram a morrer de frio. Foi então que, premidos pela
necessidade do convívio, tiveram que aprender a coexistir. Mantiveram a ideia da aglutinação, mas agora respeitando
um pequeno espaço entre eles, o suficiente para que seus espinhos não ferissem uns aos outros.
O ser humano e os diferentes grupos que criou para viver, como a família, a cidade, a empresa, o condomínio, o
clube e a própria sociedade em si, não são diferentes disso. Só conseguimos viver unidos, mas não sabemos muito bem
como fazer isso, pois com o tempo nos irritamos com os espinhos - as pequenas diferenças -, que naturalmente existem.
Conservar o pequeno espaço vital parece ser a solução. Temos que aprender com os porcos-espinhos da era glacial.

A força do conjunto
Lembra-se da história do beija-flor que, ao presenciar um incêndio na floresta, passou a encher o biquinho de
água para tentar apagar o fogo? Obviamente sua boa intenção não valeu de nada e a floresta transformou-se em um
amontoado de cinzas. Não podemos deixar de admirar a nobreza do passarinho, sua obstinação e sua esperança, mas
fica claro que seu esforço só teria surtido efeito se ele tivesse contado com a ajuda dos outros animais.
As ações individuais são essenciais, mas na maior parte das vezes é necessário um pouco mais do que isso
para que se observem os grandes resultados. Aliar-nos aos outros nos faz mais fortes e nos deixa mais perto da vitória.
Somos frágeis demais para desdenhar o apoio dos outros e desprezar a força do conjunto.

ATIVIDADES

1. Exemplifique uma situação que você presenciou e que a união fez a força, a diferença:

2. Você já viveu algum momento em que apesar dos diferentes grupos a que pertence, você preferiu se distanciar das
pessoas devido às diferenças existentes? Comente com os colegas como aconteceu:

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