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MELHORAMENTO GENÉTICO DO

FEIJOEIRO COMUM

Profª Patríca Guimarães Santos Melo


CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA
• Classe: Dicotyledoneae
• Ordem: Rosales
• FAMÍLIA: Leguminosae
• TRIBO: Phaseoleae
• GÊNERO: Phaseolus + de 30 espécies
Espécie domesticadas: Phaseolus vulgaris
P, coccineus, P, polyanthus, P, acutifolius, P, lunatus
Origem e domesticação
Mesoamericana ou A, sul (andina)
– Americana (México e América Central) – Primário - Vavilov
– Peru – secundário
– 7000 a 10000 anos
Três centros de domesticação (Gepts e Debouck, 1991)

1,México e A, central: sementes pequenas e faseolina tipo S

<25g/100 sementes
2, Sul dos Andes: sementes grandes e faseolina tipo T (A,C, E H)
>40g/100 sementes
3,Colômbia: sementes pequenas e faseolina tipo B
• Feijão no Brasil
Sementes pequenas (S) Ex: carioca
Sementes grandes (T) Ex: Jalo
• Conjuntos gênicos
• Singh (1991) = 12 conjuntos gênicos (seis de
cada um dos centros primários de
domesticação)
• Características: semente,folha, vagem e
hábito de crescimento e Regiões ecológicas
12 conjuntos divididos em 6 raças:

• 1,2,3 e 4 raça M (Mesoamérica)


• 5 raça D (durango)
• 6 raça J (Jalisco)
• 7,8 e 9 raça N (Nueva Granada)
• 10 raça C (Chile)
• 11 e 12 raça P (Peru)
Principais características das raças de feijoeiro,
Centro de Conjunto Hábito de Características da
Domesticação Raça Gênico Faseolina Crescimento1 semente

Mesoamérica 1,2,3,4 S, Sb, B I, II, III e IV Pequena, oval,


cilíndrica

Durango 5 S, Sd III Média,


Meso-América romboédrica

Média, redonda,
Jalisco 6 S IV cilíndrica, oval

Nova Granada Média e grande,


7,8,9 T I, II, III
cilíndrica

Chile 10 C, H III Média, redonda,


Sul dos Andes oval

Peru 11,12 T,C,H IV Média e grande,


redonda

Fonte: Adaptado de Singh, Gepts e Debouck (1991),


1/I – hábito de crescimento determinado; II – hábito de crescimento indeterminado com guias curtas;

III – hábito de crescimento indeterminado com guias longas; IV – hábito de crescimento indeterminado,
prostrado ou trepador,
Grupos comerciais
Grupos comerciais de feijão e exemplo de cultivares
que os caracterizam
Grupo comercial
Fradinho - Seus grãos têm "umbigo" preto, são
pequenos e beges, Não deve ser confundido com o
feijão-de-corda,
Roxinho
Ótimo acompanhamento para o arroz, também é
adequado para o uso em sopas e saladas,
Preto
Uma “entidade” na mesa do brasileiro, é o ingrediente
básico para a feijoada, É muito popular no Rio de
Janeiro,
Rajado
Grão com fundo róseo e listras e pintas mais escuras,
Não deve ser confundido com o rajadinho fresco,
Sabor levemente adocicado, cozinha fácil e é indicado
para ensopados, Seu caldo é muito saboroso
Carioca
Às vezes confundido com o rajado, o carioca tem
grãos menores, mais claros, com tom mais próximo do
bege,
,’
Rosinha
Ao lado do tipo roxinho, é um dos mais consumidos
pelo brasileiro, Pequenos e rosados, absorvem muito
bem os temperos para seu preparo
Grupo comercial
Jalo
Tem grãos ligeiramente alongados e uma cor entre o
bege e o amarelo, com "umbigo" arroxeado, Ótimo
para ensopados ou cozidos, Também absorve bem a
adição de temperos,
Branco
Feijão de grãos grandes, se adapta bem tanto a pratos
mais pesados como o cassoulet, uma espécie de
feijoada branca, como a sopas e saladas,
Mulatinho
Grãs de cor marrom

Especiais: Cranberrry – grãos bege com estrias e


pontuações vermelho escuras (tendência a roxo) peso
de 76g/100 sementes

Especiais: vermelho escuro grande (Dark Red Kidney )


mercado internacional – grãos são grandes (70g/100
sementes) de cor vermelho escura
Preferências de consumo:
Feijão-de-corda (macaçar)
Mulatinho
Fradão Fradinho
Carioca

Carioca
Rosinha Preto (RJ)
Carioquinha (SP)
Jalo (MG)
Preto (RS)
Branco (SC)
Cavalo (PR) (Unifeijão)
Situação da cultura
• A primeira safra:“águas”
Outubro a novembro
Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
Paraná, São Paulo e a região de Irecê na
Bahia, que planta de outubro a dezembro,
Em geral essa safra responde por 1/3 da
oferta anual e serve de balizamento de
mercado para a segunda safra,
A segunda safra ‘seca’
Fevereiro/março e abril
• Sul-Sudeste, e é usada como rotação para as áreas
de cultivo de soja e milho,
• Norte, Centro-Oeste e Nordeste, é a primeira e única
safra do ano,
• Destacam-se na produção os estados de Rondônia,
Ceará, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, São
Paulo e Goiás,
• 50% do total anual de feijão,
A terceira safra “inverno”
junho/julho

• São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia


(Barreiras)
• sistema irrigado com pivô-central
• alta produtividade
• abastecendo o mercado entre o final da
comercialização da segunda safra e o
início da primeira,
Produtividade
Águas 1,251 kg ha-1

Seca 912 kg ha-1

Inverno 2,297 kg ha-1

Rendimento médio nacional de 1,160 kg ha-1


Evolução da área cultivada, produção e produtividade de feijão comum
(Phaseolus vulgaris ) no Brasil

4500000 1200

4000000
1000
3500000

3000000 800

2500000

kg/ha
ha, t

600
2000000

1500000 400

1000000
200
500000

0 0
85
86
87
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90
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95
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02
03
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05
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Fonte: Elaborado pela Ano
Embrapa com dados do
IBGE Produção (t) Área (ha) Produtividade (kg/ha)
Desenvolvimento da cultura do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L,) no Brasil,
Safras 2000/2001 a 2008/2009, Fonte: IBGE - Levantamento Sistemático
da Produção Agrícola, dez, 2009, (Elaborado na Embrapa Arroz e Feijão por Silva, O, F, da)
Principais estados produtores de feijão no Brasil
Principais estados produtores de feijão no Brasil, com 76% da produção total
na safra 2009/2010,

Produção Área plantada Produtividade


Estado
(toneladas) (hectares) (kg/ha)
Paraná 752,670 (25,9%) 633,993 1,187

Minas Gerais 602,379 (20,7%) 415,999 1,448

São Paulo 325,943 (11,2%) 195,600 1,666

Bahia 266,867 (9,2%) 383,731 695

Goiás 261,929 (9,0%) 113,930 2,299

Brasil 2,909,024 2,508,487 1,160

Fonte: adaptado de Levantamento Sistemático da Produção Agrícola - IBGE (1985-2009) e modificado na Embrapa Arroz e Feijão,
• Maiores produtores mundiais: Brasil, Índia,
China, Myanmar e México
• Maiores produtores:PR, MG e GO
• Brasil: mundial (20%)
• Importador
• Consumo per capita:
– Década de 60 :>22kg
– Década de 90: 15 kg
• média atual: 17 kg
Regiões para realização de ensaios de feijoeiro comum e porcentagem
da produção e área plantada de cada região, em relação ao total no
Brasil,
Fonte: Feijão (2010),
Oferta e demanda – 2007/08 – 2012/13
Importações – 2006 - 2012
Fonte: Fiesp 2013
Biologia Floral
• Autógama
• diplóide 2n=2x=22
• Taxa de fecundação cruzada:
– Brasil: 0,2 a 6% / 0 A 1,4%
– Antunes (1973) RS – 0,2 x 0,2 m = 10,57%
– 0,8 x 0,8 m = 6,2 %
– Porto Rico: 0,2 até 39%
– EUA 85% (insetos)

ISOLAMENTO DOS CAMPOS DE SEMENTES


5M – BRASIL
GRÃ-BRETANHA- 45M
ZAIRE – 60 M
AUSTRÁLIA - 90 A 270 M (DOENÇAS)
• Flores em cachos nas axilas
• Flor:
– Cálice coberto por brácteas grandes
– Corola – 5 pétalas ( branca, rosa, violeta)
• Maior – estandarte
• Duas médias – asa
• Duas fundidas – quilha (órgãos fem, e masc,)
• Feminino: ovário estreito e alongado (5 a 10
óvulos); estilete e estigma recurvado provido de
pêlos)
• Masculino: dez estames (nove unidos e um livre)
• Hábito de crescimento:
– I: determinado
– II: indeterminado com ramos eretos
– III: indeterminado com planta prostrada
– IV: indeterminado com planta trepadeira

– Florescimento
– Hábito I: flores aparecem do ápice para base
e o tempo de floração é mais curto
– Hábito II: aparecimento da base para ápice e
o tempo de floração é maior
BANCO DE GERMOPLASMA

• CIAT:38,000 acessos (87% P, vulgaris)


• Embrapa: 20,000 acesso de P, vulgaris
– 4,448:cultivares tradicionais ou regionais

• 1,530 acessos silvestres (CIAT)


• IAC : 2100 acessos
Controle genético
• Cor do halo: gene J (halo amarelo, acelera
processo de escurecimento, aumenta
tempo de cozimento e reduz
digestibilidade)
• Gene dominante Are – resistência a
antracnose
• Mancha angular – resistência: um alelo
recessivo
Melhoramento genético no Brasil

• Adaptação ampla – 13% utilização de


sementes
• Decomposição

Matos, Ramalho
e Abreu, 2007
Pereira et al, (2010a): Feijão Carioca GO/DF

GxE e GxA
Interações mais
expressivas
Pereira et al, (2010b): Feijão Carioca PR/SC
GxL e GxA
Interações mais
expressivas

Importância de novos estudos!


Torga (2011)
• As interações mais importantes para os
Estado de GO e DF: GxE e GxA
• Para os Estados do PR e SC foi GxA
seguida por GxL (1,9%)
Trabalhos com a decomposição da interação GxA para o feijoeiro
comum,

Estados Safras Interação GxA1 Autores

MG (2 L2) S3 e I4(1989-90) G5 x Saf,6 Ramalho et al, (1993)

MG (3 L) S e I (1994-1995) GxA7 e GxSaf, Ramalho et al, (1998)

MG (3 L) Ag8, S e I (2001) G x Saf, Ramalho et al, (2002)

MG (16 L) Ag, S e I (1974-2004) GxL Matos et al, (2007)

PR/SC (4 L) Ag e S (2003-04) GxE9 Pereira et al, (2010a)

GO/DF (6 L) Ag e I (2003-04) GxE Pereira et al, (2011)

GO/DF (7 L) Ag e I (2003-04) GxE e GxA Torga et al, (2013)

1Efeitomais importantes da interação; 2Locais; 3Seca; 4Inverno; 5Genótipos; 6Safra;


7Anos; 8Águas; 9Epocas,
Trabalhos realizados em redes de ensaios utilizando
procedimentos de estratificação ambiental

Período Metodologia Autores

1985-86 Horner & Frey Duarte & Zimmermann (1991)


1990-93 Horner & Frey Carbonell & Pompeu (1997)

2002-03 Oliveira et al, (2005)


Lin trad, e Murakami & Cruz
2001-02 Cruz (2001) Del Peloso et al, (2005)

2001-02 Cruz (2001) Melo et al, (2005)

2004-07 Dist, Mahalanobis Bertoldo et al, (2009)


Lin, Cuz & Castoldi;
Pereira et al, 2010c, 2010d; Torga,
2003-04 correlação de Pearson;
2011
Wricke; Murakami & Cruz
• Tipo de grão (tamanho, cor)
– Preto: Sul, RJ,ES Zona da Mata mineira
– Nordeste: mulatinho
– Demais: Carioca
• Doenças: antracnose (mais importante, qualitativa),
mancha angular (quantitativa,seca),ferrugem, mofo
branco (quantitativa), mosaico dourado (transgênico),
crestamento bacteriano (quantitativa) e murcha de
curtobacterium,
• Arquitetura da planta: porte ereto (associado a
sementes pequenas)
• Precocidade
• Qualidade
• Outras: fixação de N, teor de Fe e Zn, tolerância a
seca
Tolerância a seca
Ganho genético (%/ano) em 22 anos de melhoramento genético
do feijoeiro-comum Faria (2011)

Caráter Carioca Preto

Produtividade 0,72* 1,1**

Arquitetura 2* 0,7**

Acamamento 2* 1,7*

Qualidade de grão 3,9* --

Massa de 100 g --- 0,7*


Estimativas de ganho genético com a cultura do feijoeiro no Brasil,

Ganho médio anual


Estado Método Período Autores
Kg/ha %
Regressão com Abreu et al,
Minas Gerais 14,5 1,9 dados originais 1972-1990 (1994)
Regressão médias Fonseca Júnior
18,6 1,4 1977-1995
Paraná ajustadas (1997)
Regressão médias Fonseca Júnior
22,1 1,6 1977-1995
Paraná ajustadas (1997)
Regressão médias
Santa Catarina 16,1 1,2 1979-1999 Elias et al, (1999)
ajustadas
Vencovsky et al, Ribeiro et al,
Rio Grande do Sul 18,1 0,9 1998-2002
(1986) (2002)

São Paulo 23,4 1,8 Direto 1960-1999 Pompeu (2002)


Regressão com
54,3 4,4 1974-2004 Matos (2005)
Minas Gerais dados originais
Regressão médias
8,3 0,6 1974-2004 Matos (2005)
Minas Gerais ajustadas
Regressão médias
4,4 0,25 1989-2007 Chiorato (2008)
São Paulo ajustadas

Média 20,0 1,56 – – –

Fonte (Faria, 2011)


Revisão de literatura

Estudo de adaptabilidade e estabilidade fenotípica para a qualidade de grãos em


feijoeiro-comum

AUTORES METODOLOGIA CARÁTER

Buratto et al,, 2009 Eberhart & Russel (1966) Teores de proteína

Perina et al,, 2010 Carneiro (1998) Teores de água, o valor


protéico e os parâmetros
de qualidade tecnológica
dos grãos
Mofo Branco

Foto: Lênio Urzeda


BRS Estillo
2013
Pernambuco

Foto: Helton Santos Pereira


Pérola – Pernambuco 2013 – Perda por antracnose

Foto: Helton Santos Pereira


Escurecimento lento
Fernanda e Renata
Descrição resumida dos doze genitores utilizados nos cruzamentos,
Genótipo Origem Ciclo Porte
Grupo I
BRSMG Madrepérola UFV/UFLA/Epamig/Embrapa Normal Prostrado

BRS Requinte Embrapa Normal Semi-ereto

Grupo II
BRS 9435 Cometa Embrapa Semi-precoce Ereto

BRS Estilo Embrapa Normal Ereto


BRSMG Majestoso UFLA/UFV/Epamig/Embrapa Normal Semi-ereto

BRS Pontal Embrapa Normal Prostrado


BRS Notável Embrapa Semi-precoce Ereto

CNFC 10429 Embrapa Normal Ereto


IAC Alvorada IAC Normal Semi-ereto
IPR Saracura Iapar Normal Ereto
IPR Siriri Iapar Semi-precoce Ereto

Pérola Embrapa Normal Semi-ereto


Escala de notas para avaliação do escurecimento do grão:
1 - a cor do fundo do grão muito claro, 2 - medianamente claro
3- claro, 4 -medianamente escuro e 5 - muito escuro (Fonte: Silva, 2007),

ADAPTADA
1 - grãos com a cor do tegumento muito clara; 2 - grãos com a cor do
tegumento intermediária tendendo para clara; 3 - grãos com a cor do
tegumento intermediária sem tendência; 4 - grãos com a cor do
tegumento intermediária tendendo para escura e; 5 - grãos com a cor
do tegumento muito escura (Silva, 2012)
• 220 famílias F5:6 da 4 melhores populações:
– Escurecimento
– Arquitetura
– Produtividade
• Avaliação do marcador nas famílias
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

Marcador molecular codominante microssatélite Pvsd-1158, em sequência:


1 – SDP, 2 – Stampede, 3 – BRSMG Madrepérola, 4 e 5 – linhagens, 6 – BRS Estilo, 7 – linhagem,
8 – BRS Notável e 9 a 13 – linhagens,
Escurecimento acelerado
Biofortificação
- FEIJÃO (Silva, 2011):

- rico em Ferro;
30-126,90 mg/kg

-rico em Zinco;
10-87,90 mg/kg
Resultados – Poliana 2014
POPULAÇÃO Teor de CEC Teor de Zinco (mg/kg) CEC
Ferro
(mg/kg)
BRS Cometa x Porto Real 52,00 b 4,781* 35,57 c -2,93*
BRS Cometa x BRS Requinte 34,03 b -15,73* 38,47 c 0,56ns
BRS Cometa x BRSMG Majestoso 48,23 c 3,87* 40,70 b 2,57*
BRS Cometa x G 2358 56,10 b -2,20ns 41,37 b -0,53ns
BRS Cometa x G 1438 54,77 b 9,29* 38,00 c 0,32ns
Porto Real x BRS Requinte 57,90 b 3,48* 36,47 c -1,83*
Porto Real x BRSMG Majestoso 48,43 c -0,57ns 40,77 b 2,24*
Porto Real x G 2358 59,07 b -3,88* 43,83 a 1,52*
Porto Real x G 1438 46,33 c -3,79* 39,07 c 0,99ns
BRS Requinte x BRSMG Majestoso 42,63 c -8,92* 35,83 c -2,08*
BRS Requinte x G 2358 82,17 a 16,66* 45,70 a 3,99*
BRS Requinte x G 1438 57,20 b 4,52* 36,83 c -0,63ns
BRSMG Majestoso x G 2358 62,63 b 2,53ns 38,40 c -3,51*
BRSMG Majestoso x G 1438 50,37 c 3,10* 38,47 c 0,78ns
G 2358 x G 1438 48,10 c -13,11* 40,00 b -1,46ns
Fixação de nitrogênio -
Polyanna
Genótipos Média Pi (x103) C Pif (x103) C Pid (x103) C
BRS Esteio 2734 a 58 1 67 1 47 3
CNFP 10794 2662 a 110 2 177 2 29 2
BRS Esplendor 2536 b 206 4 302 3 90 7
CNFP 15171 2512 b 218 5 388 7 15 1
CNFP 15174 2477 b 198 3 315 4 58 4
BRS Campeiro 2432 c 228 6 329 5 107 9
IPR Uirapuru 2397 c 242 7 358 6 102 8
CNFP 15177 2382 c 317 10 526 12 67 5
CNFP 15178 2352 c 288 8 460 10 82 6
CNFP 15193 2335 c 313 9 457 9 140 10
CNFP 15194 2312 c 345 11 443 8 228 12
CNFP 15207 2298 c 358 12 461 11 234 13
CNFP 15188 2095 d 492 15 645 15 309 15
CNFP 15198 2250 d 376 13 555 14 162 11
CNFP 15208 2165 d 415 14 534 13 273 14

Lin e Binns modificado por Carneiro


Pinto bean - EUA

Foto: Renata C Alvares


Foto: Renata C Alvares
Foto: Renata C Alvares
Métodos de melhoramento

• Introduções
CIAT: cultivares: Rico 23, Rudã, Fortuna,,,,
• Seleção de linhas puras
– Variabilidade dentro de material em uso pelos
agricultores
– Maior sucesso do melhoramento: carioca
(cultivada a quase 30 anos)
– Melhoramento do feijão roxo – UFLA
– Seleção – carioca (lavoura 3ha)
Bulk ou população

• Pouco utilizado
• Vantagem: seleção natural
• Sucesso: 15 gerações:ganhos de
3%/geração: UFLA
• Ex: cultivar Esal 506
• Bulk dentro de F2 ou F3: avaliação em
ensaios com repetições: UFLA e Embrapa
arroz e feijão’
Genealógico ou pedigree

• Mais utilizando: grande número de


cultivares
• Restrições: grande número de anotações
e baixa eficiência da seleção visual
SSD

• Muito utilizado
• Vantagens: redução perdas de
amostragem e avanço rápido de
populações segregantes, menor trabalho
Aspecto + frequente Frequente Modera/F Pouco F

Métodos Genealógico SSD e SPD Bulk dentro Seleção


de F2 gamética

Genitores Cultivares Linhagens Inter-raciais Acessos de


Comerciais melhoradas germoplasma

cruzamentos Simples Duplos Múltiplos Triplos

Objetivos Rendimento Resistência a Arquitetura Tolerância a


de grãos e doenças frio
qualidade de
sementes
Tempo (anos) 5 a 8 >12 8-12 <5
Comparação de métodos – Raposo et al (2000)
Silva (2009)
Resultados Silva (2009)

Avaliação Método Média (%) s2F C,V, (%)


SSD F4:5 21,15 2,7466 7,83
10
melhores Bulk F4:5 23,29 2,3524 6,58
Bulk dentro de
F2 23,22 1,3246 4,96
SSD F4:5 20,34 2,0375 7,02
20
melhores Bulk F4:5 22,85 2,6586 7,13
Bulk dentro de
F2 22,92 1,7382 5,75
SSD F4:5 12,55 1,1361 8,49
10 piores Bulk F4:5 17,61 1,9467 7,92
Bulk dentro de
F2 17,98 1,2480 6,21
SSD F4:5 13,37 1,2631 8,40
20 piores Bulk F4:5 18,05 2,9793 9,56
Bulk dentro de
F2 18,20 1,5289 6,79
Geração/ Nº, de famílias Nº, de famílias
superiores à média superiores ao
Método dos genitores melhor genitor
F2 74 (70,7%) 34

SSD 16 (11,76%) 1

Bulk 105 (70%) 4

Bulk Dentro de
77 (51,68%) 0
F2
Seleção recorrente (Ramalho, 1997)

Genitores
1 2 3 ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, 20

C-0 (1x5) (2x6) (3x7) ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,(20x4)

F1

F2(S0)

S0:1
1 2 20 1 2 20

S0:2

1 2 20 1 2 20
A melhor família é
Identificada e utilizada
Na recombinação para
Obtenção da próxima geração
C-I (1,5)x(9,13) (2,6)x(10,14) (3,7)x(11,15),,,,,,,,,,(20,4)x(5,9)

F1

F2(S0)

S0:1
1 2 20
1 2 20
S0:2

1 2 20 1 2 20
A melhor família é
Identificada e utilizada
Na recombinação para
Obtenção da próxima geração

O processo é repetido nas sucessivas gerações


• Ganho de 7,2% (4 ciclos de seleção)
• BRSMG Talismã – MG e PR
– BAT 477, IAPAR 14; FT 84-29,JALO EEP, A
252; A 77, OJO DE LIEBRE; ESAL 645,
PINTADO e CARIOCA,
40
30
20
10
0
-10
-20
-30
0 4 8 12 16 20 24 28 32 36
Simulação de 36 ciclos de seleção recorrente pra um caráter com
Herdabilidade de 10% (Bearzotti,1996)