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1.

RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo falar sobre a importância da família no processo de
aprendizagem dos aluno da Escola Maria de Nazaré Oliveira, no qual aborda a importância da
parceria entre escola-família em prol de um ensino de qualidade, hoje é comum em nossas escolas a
não participação da família na vida escolar da criança, percebemos que isso acontece por vários
motivos, seja ele por falta de interesse ou por falta de projetos ofertados pela escola no qual possam
criar elos entre ambos. O conceito de que a educação é responsabilidade da escola é errôneo e só
contribui para que esses dois eixos da sociedade sejam cada vez mais distanciados. Os resultados
mostram que a parceria escola-família exerce grande importância na formação da criança, visto que
é a na família que são trabalhadas as primeiras formações morais e na escola são consolidadas de
forma sistematizada. Conclui-se que é necessária a união família-escola na condução do processo
educacional das crianças como objetivo comum a estas instituições.
PALAVRAS-CHAVE: Família. Aprendizagem. Parceria. Formação. Escola
ABSTRACT
This paper aims to discuss the importance of family in the learning process of students of School
Mary of Nazareth Oliveira, which addresses the importance of partnership between schools and
families for the sake of quality education, is now common in our schools not family participation in
school life of the child, we realize that this happens for several reasons, be it for lack of interest or
lack of projects offered by the school in which to create links between them. The concept that
education is the school's responsibility and wrong and only adds to these two pillars of society are
increasingly distant. The results show that the partnership school- family has great importance in
the formation of the child, as it is in the family that are worked the first moral training and school
are committed systematically. We conclude that the family-school union in conducting the
educational process of children the common goal of these institutions is required.
KEYWORDS: Family. Learning. Partnership. Formation. School.

2. INTRODUÇÃO
Os temas com enfoque em escola e família são alvos de pesquisas e trabalhos de diversos
pesquisadores, com a finalidade de contribuir com informações necessárias para a realidade atual da
nossa sociedade.
O interesse em pesquisar esta temática surgiu ao tentarmos compreender a Importância da família
no processo de ensino-aprendizagem dos alunos da Escola Maria de Nazaré Oliveira.
Buscando com esta pesquisa fazer uma abordagem sobre a importância da integração Escola e
Família no processo pedagógico para uma educação de qualidade e o pleno desenvolvimento
dos alunos, explicar qual a importância da família e como esta vem ocorrendo dentro da escola.
Verificar as responsabilidades atribuídas aos professores nessa parceria e discutir a integração da
família no processo pedagógico.
Para isso, faremos pesquisa em literatura especializada, no qual buscaremos explicar de forma
sucinta a formação familiar e o conceito de infância.
Assim no primeiro capitulo faremos, um contexto histórico da infância, fazendo uma viagem
histórica de como ela vem evoluindo gradativamente a partir da idade média até a contemporânea,
bem como mostrar o conceito de família no século XXI.
Já no segundo capitulo, discorreremos sobre a importância da família no processo de aprendizagem
da criança.
É de fundamental importância que se crie laços entre escola e família, para que juntos possam
formar pessoas mais comprometidas com o bem comum e estejam preparados para viver em
sociedade.
Podemos observar que hoje a educação passa por grandes transformações, e se não houver
comprometimento, parceria e envolvimento das partes interessadas a educação que tanto almejamos
não será de qualidade.
Os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos, tanto escolar quanto familiar, é
dever da família conduzir a criança para uma vida que aspire melhorias, para que isso de fato possa
acontecer é necessário a participação da família em todas as etapas da vida da criança, quando a
criança percebe a presença e o interesse dos pais por aquilo que elas fazem se sente mais seguras e
responsáveis apresentando como resposta um bom desempenho escolar.
No terceiro capitulo, abordaremos a caracterização do local de estudo e sua localização geográfica.
O quarto capitulo foi reservado para análises de dados e resultado da pesquisa, no qual foram
utilizados como instrumentos de coletas de dados questões abertas onde os envolvidos puderam
responder de acordo com suas possibilidades e conhecimentos.
No quinto tópico será feita a conclusão de todas as atividades desenvolvidas e tiveram como foco
inicial mostrar aos professores a importância da família no processo de aprendizagem dos alunos.

3. CAPÍTULO I - CONTEXTO HISTÓRICO DA INFÂNCIA


E FORMAÇÃO FAMILIAR
3.1. CONCEITO DE INFÂNCIA
Para compreendermos o momento atual é necessário fazermos um percurso reflexivo com base em
dados da história sobre a infância e as suas transformações durante os séculos. Assim como a
família o conceito de ser criança também vem sofrendo constante transformações.
Na idade média, não existia distinção entre adultos e crianças, ambos eram vistos de maneira igual.
De acordo com Aries (1981), as crianças eram vistas como um adulto em miniatura, não existia
sentimento de família, ou seja, não havia laços afetivos entre eles, o único objetivo era manter os
bens e ajudar-se mutuamente para tentar sobreviver.
Portanto, elas não tinham tempo de ser criança, por que entendiam que a infância era apenas uma
fase da vida que logo passava, e que era necessário aprender viver entre os mais velhos para
adquirir conhecimentos pela experiência, participando de todos os grupos sociais e acontecimentos
da época no qual recebiam o mesmo tratamento de um adulto.
As obras de artes da era medieval retratam perfeitamente essa época, as figuras que representam
crianças têm os traços de adulto, em tamanho reduzido, não parecem com as pinturas de hoje.
Para mostrar esta realidade, (ARIÈS, 1981, p.50) expõe de forma explícita a pintura com o tema “a
cena do evangelho”
O tema é a cena do evangelho em que Jesus pede que se deixe vir a Ele as
Criancinhas, [...] ora o miniaturista agrupou em torno de Jesus oito
verdadeiros
homens, sem nenhuma das características da infância: eles foram
simplesmente reproduzidos numa escala menor. Apenas seu tamanho os
distingue dos adultos.
A realidade da infância na era medieval era bastante difícil, não havia uma relação de afetividade
onde a criança pudesse viver de maneira digna elas eram praticamente inexistentes.
O único laço que os unia era a mão de obra, quando a criança começava a andar e entender a vida
em sociedade passava a ser tratada como um adulto em miniatura, e já passava a trabalhar no campo
junto com os pais.
Portanto, se formos explicar o ser criança como uma fase da vida, vamos chegar à conclusão que
biologicamente ela sempre esteve presente na sociedade, mais o conceito mesmo de infância que
usamos hoje, foi sendo construído paulatinamente no decorrer dos séculos.
Era comum os pais entregarem seus filhos a outras famílias para que pudessem trabalhar e aprender
alguma função na qual mais tarde fossem capazes de assumir a responsabilidade dos adultos da
casa.
Como podemos observar a idade cronológica da criança não correspondia a fase que ela estava
vivenciando, e sim o papel que estava desempenhando na sociedade.
Na idade moderna entre os séculos XVI a XVII, este cenário ganha novas formas, começa a surgir
algumas mudanças referente a infância, a criança ganha espaço na família e passa a ser vista como
alguém que precisa de cuidados e que tem vida totalmente diferenciada dos adultos.
As famílias começam se organizar e a criança torna-se o centro de atenção dentro deste novo
espaço, e os cuidados com a criança se tornam maiores. Com esse novo formato de família surge
alguns problemas, as crianças se tornam mal-educadas, com isso surgiu a proposta da educação e
moralização destas crianças fora da família.
Podemos observar que a partir dessa época, começaram a surgir algumas pinturas que representava
a criança próximos de alguns brinquedos como se representasse a fase do brincar.
Logo depois surgiram novas pinturas de meninos aprendendo ler ou segurando livros onde
representava a idade escolar e as meninas apareciam retratando o ato de fiar.
Estudos mostram que o interesse pela infância é algo novo, que surgiu pelo avanço da sociedade,
tanto na parte econômica quanto demográficas, provenientes do acelerado avanço de urbanização,
no qual tem início no século XIX, com a revolução industrial e que persiste até hoje, onde muda à
forma de disseminação e atualização buscando profissionais qualificados que dessem conta da
demanda e que fosse acessível a todos os segmentos satisfazendo de uma forma geral aos interesses
daqueles que a buscam.
Diante dessas mudanças já no século XX, é preciso uma nova postura pela situação da infância no
mundo, e a criança passa a ser preocupação do estado, pelo crescimento exacerbado da população.
Faria (1997, p.9) ressalta que “a criança será percebida pela sociedade de forma diversificada ao
longo dos tempos, conforme as determinações das relações de produção vigentes em cada época”.
Como podemos analisar, o conceito de infância passou por diversas mudanças até chegar nos dias
atuais, hoje com o avanço tecnológico a criança está inserida num mundo diferente do que vivia a
séculos atrás, hoje participa ativamente de diversos seguimentos da sociedade, num ambiente mais
voltado para a tecnologia, escola e lazer, vive num mundo vasto de informações que vão muito além
da família e escola.

3.2. CONCEITO DE FAMÍLIA NO SÉCULO XXI


A sociedade atual em que estamos inseridos vive momentos históricos no que se refere a revolução
do conhecimento e da crescente era tecnológica. Apesar deste grande crescimento presenciamos
uma extensa desigualdade social no qual afeta diretamente a célula da sociedade que é a família.
Podemos observar que o conceito de família sofreu grandes mudanças no decorrer dos anos, a
família de hoje é totalmente diferente daquela que conhecemos há alguns séculos atrás, onde era
formada pelo pai, mãe e filhos, na qual cada membro tinha seu papel definido.
Hoje se pararmos para analisar os papeis estão se invertendo, a figura do pai como chefe da família
e como responsável pelo sustento da casa, na sociedade atual fica na maioria das vezes a cargo da
mulher.
De acordo com a Constituição promulgada em 1988, no seu Artigo227,
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao
adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária,
além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração e opressão. (BRASIL, 1988, p.148).
A família assumiu uma nova estrutura, onde é constituída por qualquer grupo de pessoas que se
unem e vão viver juntos e que tem afinidades entre si. E se houver criança neste grupo, deve haver
amor, afeto e acima de tudo seu direito devem ser respeitados.
É grande o número de famílias em que a mulher assume a direção, por mais que o pai ainda faça
parte do lar mais as responsabilidades são compartilhadas isso é garantido por lei a divisão de
responsabilidade na criação dos filhos.
Neste sentido (PIRES, 2009, p.14) afirma que
Filhos adotivos, gerados por inseminação artificial ou criados por casais
homossexuais não modificam o principal objetivo da família: ser um espaço
que proporciona a convivência, o amor e a segurança entre seus integrantes.
De acordo com o autor a sociedade é formada por diferentes modelos de família, muito distante da
constituição nuclear. Apesar de tomar caminhos diferenciado da vida conjugal comum, buscam os
mesmos objetivos, isto é, alicerçar a família pautada no amor, respeito, afeto e companheirismo
onde todos possam se sentir acolhidos e seguros.
Para (PIRES, 2009, p.12), “desde que a criança saiba qual o lugar dela dentro desse novo núcleo
familiar e sinta – se segura para solicitar o que precisa e o mais importante tenha a sua
individualidade respeitada”
Hoje, as famílias tomaram novos direcionamentos, muitos casais após a separação se dividem em
novas famílias, isso significa que aqueles casais que tinham filhos, no decorrer do tempo é comum
que construam outros lares, com outras pessoas até então desconhecidas.
Desde que a criança seja respeitada, amada e tenha seu espaço neste novo lar, não há problema
nenhum, vivemos num mundo moderno onde as famílias são constituídas de várias formas, não
cumprindo um padrão definido pela sociedade.
Osório (1996, p.14) afirma que:
[...] a família não é uma expressão passível de conceituação, mas tão
somente de descrições; ou seja; é possível descrever as várias estruturas ou
modalidades assumidas pela família através dos tempos, mas não defini-la
ou encontrar algum elemento comum a todas as formas com que se
apresenta este agrupamento humano.
Segundo o autor, podemos descrever a família tal qual está estruturada, porém, não será possível
definir as relações estabelecias dentro das mesmas de maneira concreta.
Enfim, a relação de afetividade que existe na família é de grande importância para o
desenvolvimento de aprendizagem de uma criança, principalmente quando a mesma tem dificuldade
para aprender. Assunto este, que abordaremos no próximo capitulo.

4. CAPITULO II - A IMPORTANCIA DA FAMILIA NO


PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA CRIANÇA
Neste capítulo, falaremos da importância da família no processo de aprendizagem da criança e
como a escola pode contribuir para esta aproximação.
Como podemos constatar no tópico anterior, a formação familiar sofreu grandes mudanças em sua
constituição no decorrer dos anos e atualmente aquela imagem de família que tínhamos de pai, mãe
e filhos ficou no século passado.
É importante salientar que o termo “família” descrito no texto se refere a todos os responsáveis pela
criança de acordo com a formação familiar na qual a mesma está inserida.
A escola precisa estar preparada para receber as famílias do século XXI, de modo que ambas
possam criar relações de respeito e companheirismo em prol da educação da criança e de um
diálogo constante.
Diante desta perspectiva tiba (1996, p.140), afirmou que:
O ambiente escolar dever ser de uma instituição que complete o ambiente
familiar do educando, os quais dever ser agradáveis e geradores de afeto. Os
pais e a escola devem ter princípio muito próximos para o benefício do
filho/aluno. (1996, p.140)
O papel que a família exerce na vida da criança é de grande relevância para seu desenvolvimento
escolar, isso em hipótese alguma pode ser desconsiderado.
A família tem o dever de acompanhar o desempenho escolar da criança, com a responsabilidade de
intermediar sua pratica no dia a dia.
A escola vai apenas completar o ambiente familiar, uma vez que os primeiros incentivos devem
surgir na família, acompanhando diariamente as dificuldades e os avanços e estimulando para que
possam aprender cada vez mais.
Esta parceria entre família e escola vai depender da relação e da proposta da escola para inserir a
família no ambiente escolar.
A construção do projeto político pedagógico da escola, seria uma maneira de fazer esta
aproximação entre escola e família, incentivando a participação para que de fato entendam a
proposta e se sintam membros da escola, onde possam firmar compromissos na educação das
crianças.
A família tem um papel muito importante na vida escolar dos filhos, isso é consenso entre
professores.
É importante que os pais estejam cientes da proposta pedagógica da escola, participando de sua
elaboração e efetivação. É necessário propor ações que tragam a família para a escola, distanciando
a barreira existente entre elas.
Os pais devem ter um contato mais próximo com os professores, não somente em reuniões e datas
comemorativa, mais em outros momentos que possam participar ativamente contribuído com a
escola no processo de aprendizagem das crianças.
Os pais que participam ativamente da educação dos filhos têm resultados satisfatórios no final do
ano letivo, infelizmente em nossas escolas não há ações que aproximem as famílias do ambiente
escolar, a falta de políticas públicas e planejamento acabam afetando essa aproximação.
A maioria dos pais são cientes de seu papel e de sua responsabilidade, porém, tem dificuldades de
assumir esta responsabilidade junto com a escola, por não saber como fazê-la.
Içami tiba (2012, p116) diz que:
Os pais sabem de suas responsabilidades quanto ao futuro de seus filhos.
Quando se sentem incapazes-incluindo aqui um certo conforto-, tendem a
delegar a educação de seus filhos a terceiros: escola, psicólogos, psiquiatras,
assistentes sociais, babás, funcionários, avós tios dos filhos etc.
O processo educativo da criança começa no momento que ela nasce e a responsabilidade é toda da
família, até porque é o primeiro contato da criança.
A escola tem o desejo de que a família esteja mais próxima, para que juntas possam dividir os
problemas e as dificuldades, porém, na maioria das vezes a família delega esta responsabilidade a
outras pessoas, quando algo dar errado a responsabilidade recai sobre a escola.
Teoricamente, a família teria a responsabilidade pela formação do indivíduo,
e a escola, por sua informação. A escola nunca deveria tomar o lugar dos
pais na educação, pois os filhos são para sempre filhos e os alunos ficam
apenas algum tempo vinculados às instituições de ensino que frequentam.
(TIBA, 1996, p. 111).
Tanto a escola quanto a família, são imprescindíveis ao indivíduo, quanto mais forte a parceria entre
elas, os resultados serão mais eficazes no desenvolvimento do ser humano, essa parceria deve ser
constante quando uma complementa a outra.
É de suma importância compartilhar as experiências vivenciadas no dia a dia, seja ela positiva ou
negativa sem fazer julgamento daquilo que não deu certo, mais sim procurar melhorar cada vez
mais para que se tenha resultados satisfatórios no final.
A escola não deveria assumir o lugar dos pais uma vez que fica pouco tempo com a criança, porém,
o fazem porque alguns pais tem o discurso pronto de que trabalham e não sobra tempo para educá-
los.
A escola acaba tomando para si a total responsabilidade de educar, deixando de realizar seu
verdadeiro papel que é nortear os caminhos de uma vida profissional para este futuro adulto e
consequentemente um futuro cidadão de bem com a responsabilidade de transformar a nação em um
país, dando-lhe autonomia e com um caráter marcantemente decisivo para dar a próxima geração
um país melhor e amenizando os problemas de nossa atual sociedade.
Chalita (2001, pp. 17 e 18) diz que:
Por melhor que seja essa escola, por mais bem preparados que estejam seus
professores, nunca a escola vai suprir a carência deixada por uma família
ausente. Pai, mãe, avó ou avô, tios, quem quer que tenha a responsabilidade
pela educação da criança deve participar efetivamente sob pena de a escola
não conseguir atingir seu objetivo.
Hoje temos escolas que trabalham em tempo integral com estruturas para receber a criança, por
melhor que seja esta escola se não houver parceria com a família os resultados serão sempre abaixo
do esperado.
Quando pai e mãe acreditam que a escola por terem professores qualificados dão conta da educação
total de seus filhos eles estão se isentando da responsabilidade de educar.
Sem a presença da família a criança fica desamparada e não consegue acompanhar as informações
necessárias para seu desenvolvimento cognitivo.
A família e a escola atualmente vivem em um turbilhão de problemas no qual ambas transferem a
responsabilidade uma para outra, os pais esperam que a escola resolva os problemas corriqueiros de
todos os dias e a escola diz que a responsabilidade é da família.
Sem dúvida que a família é responsável pela educação formal e informal dos filhos, porém se os
filhos não sentirem afetividade e amor pouco desenvolverão esses valores.

5. CAPÍTULO III - CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE


ESTUDO E SUA LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA.
Este trabalho foi realizado no município de Breves, localizado ao norte do Estado do Pará, na
mesorregião de Marajó, porção sudoeste da Ilha de Marajó, na microrregião dos furos que é
formado por um imenso número de ilhas separadas por inúmeros igarapés, furos, canais e estreitos,
por onde passam as águas do rio Amazonas, e que ao contornarem o sul da Ilha de Marajó acabam
se unindo às águas do rio Tocantins.
Essa região do delta do Amazonas, nas proximidades do município de Breves, possui uma
navegação extremamente difícil, pela enorme quantidade de ilhas e canais. A cidade de Breves
localiza-se a uma Latitude 01º40’56 Sul e a uma Longitude 50º28'49 Oeste, estando a uma altitude
aproximada de 40 metros acima do nível do mar. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), a população de Breves, em 2009, era de 101.094 habitantes,
distribuídos nas Zonas Urbana e Rural sendo, portanto, a maior e principal cidade da ilha de
Marajó.
Por isso, a cidade de Breves é reconhecida pelo título “Capital das Ilhas”. O município de Breves
limita-se geograficamente com os seguintes municípios: Afuá e Anajás (ao Norte); Melgaço (ao
Sul); Anajás, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista (a Leste); Melgaço e Gurupá (a Oeste). A
área do município de Breves é de 9.346 Km². O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do
município é igual a 0,63, que corresponde a um médio desenvolvimento humano, medido por
indicadores relacionados à saúde, à longevidade e à renda da população.
O acesso à Breves pode se dar a partir de Belém, capital do Estado do Pará, por meio fluvial e
aéreo. Por meio fluvial, a viagem tem duração aproximada de 12 horas, partindo de 08 (oito) Portos
localizados ao longo da Estrada Nova, Bairro Caés, que são: (1) Porto Bom Jesus, (2) Porto São
Domingos, (3) Porto Custódio, (4) Porto Tamandaré, (5) Porto Comercial, (6) Portos Mundurucus,
(7) Porto Ankel e (8) Porto Leão do Marajó. Por meio de transporte aéreo, a viagem tem duração
aproximada de 30 minutos saindo de avião bimotor do aeroporto Júlio César de Belém, ou com
cerca de 45 minutos por voos fretados com avião monomotor.
O clima predominante no município de Breves é o Equatorial úmido, com temperatura média de 33º
C apresentando pluviosidade elevada nos seis primeiros meses do ano (período das chuvas) e com
período de estiagem nos seis últimos meses do ano (período da seca).1

5.1. HISTÓRICO NO TERRITÓRIO ONDE SE LOCALIZA O MUNICÍPIO


Os primeiros habitantes da região foram os índios da tribo dos Bocas. Em 19 de novembro de 1738,
o capitão geral do Pará, João de Abreu Castelo Branco, concedeu aos irmãos portugueses Manuel
Breves Fernandes e Ângelo Fernandes Breves uma sesmaria, localizada às proximidades do rio
Parauhaú.
No local de suas terras, Manuel Maria Fernandes Breves construiu um engenho que denominou
Santana, além de fazer, também, plantação de roças, ficando o sítio conhecido como "Lugar dos
Breves".
O município de Breves foi criado pela Resolução nº 200, de outubro de 1851, com a elevação da
Freguesia de Nossa Senhora dos Breves à condição de Vila. Atualmente, o município é constituído
pela sede e distritos de Antônio Lemos, Curumu e São Miguel dos Macacos.
A denominação do município vem do sobrenome dos irmãos portugueses Manoel Maria Fernandes
Breves e Ângelo Fernandes Breves.2

1
2
5.2. CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE PESQUISA ESCOLA MARIA DE
NAZARÉ OLIVEIRA, MUNICIPIO DE BREVES-PA.
Escola Municipal de Educação Infantil Prof.ª. Maria de Nazaré Oliveira
A Escola Municipal de Educação Infantil Prof.ª Maria de Nazaré Oliveira, localiza-se na Avenida
Melgaço nº 1528, perímetro compreendido entre a Rua Sebastião Amado e a Rua Antônio
Fulgêncio, Bairro do Aeroporto Município de Breves-Pá. Foi fundada em 15 de abril de 2002 pelo
Coordenador do Conselho Tutelar na época, José Avelino Costa Leite, a partir de um problema
constatado no bairro, que consistia em um número elevado de crianças sem Certidão de Nascimento
e por isso estavam fora da escola.
O nome da escola foi escolhido pela Secretária Municipal de Educação na época Professora Maria
do Socorro Cunha, em homenagem a Profª. Maria de Nazaré Oliveira, que teve um trabalho cultural
significativo em nosso município, tornando-se assim uma referência em Breves.
Á princípio a escola tinha como público alvo crianças que estavam fora da escola por não possuírem
Certidão de Nascimento e mais tarde foi anexada a Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª.
Maria de Lourdes. Somente em 29/12/2004 a escola deixa de ser anexa e passa a ser
“independente”, recebendo assim somente crianças da educação infantil.
A Escola trabalha no sentido de promover a inclusão e desenvolver no aluno os aspectos: físico,
social, intelectual e motor. Partindo da filosofia da escola que é educar, brincar e Crescer
desenvolve-se uma educação a partir do lúdico.
Atualmente a referida escola está sendo direcionada pela Srtª Olena Maria Pereira Machado, tendo
como vice-diretora a Sr.ª Francinete Costa Balby e conta com um quadro de: diretora, vice-diretora,
coordenadores pedagógicos, professores, secretária, assistentes administrativos, agentes de
alimentação, agentes de limpeza, agentes de portaria, zeladores e vigias. Atende aproximadamente
360 alunos. A escola funciona em dois turnos e tem12 turmas divididas entre maternal, Jardim I e
Jardim II.
A escola possui no seu espaço físico: 01 salas de Direção, 01 salas de Coordenação, 01 secretaria,
01 arquivo, 01 sala de professores, 01 sala do AEE (Atendimento Educacional Especializado), 06
salas de aula, 01 salão de reuniões, 01 refeitório, 01 copa com área de serviço, 01 depósito de
merenda, 05 banheiros e 01 área verde.

6. CAPITULO IV - ANALISE DE DADOS E RESULTADOS


DA PESQUISA REALIZADA NA ESCOLA MARIA DE
NAZARÉ OLIVEIRA.
A pesquisa realizada na Escola Municipal de Educação infantil Maria de Nazaré Oliveira no
município de Breves no Estado do Pará, no primeiro semestre do ano de 2016 foi do tipo descritiva.
De acordo com Gil (2008), as pesquisas descritivas possuem como objetivo a descrição das
características de uma população, fenômeno ou de uma experiência. Entretanto, as pesquisas
descritivas geralmente assumem a forma de levantamentos. Quando o aprofundamento da pesquisa
descritiva permite estabelecer relações de dependência entre variáveis, é possível generalizar
resultados.
 A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário dirigido a direção, aos professores e
pais, Para Marconi e Lakatos (2005, p. 203) "questionário é um instrumento de coleta de dados,
constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito sem a
presença do entrevistador"
No primeiro momento, com a intenção de embasar nossas hipóteses realizamos a pesquisa
bibliográfica a qual teve como base referências teóricas, as quais podem ser encontradas em
diversos tipos de instrumentos como livros, artigos, documentos etc.
Também utilizamos a pesquisa de campo para observarmos os fatos e fenômenos exatamente como
ocorrem no local.
Depois realizamos a análise e interpretação dos dados das entrevistas que teve como base pais de
alunos, professores e direção da referida escola. Foram utilizados como instrumentos de coletas de
dados questões abertas onde os envolvidos puderam responder de acordo com suas possibilidades e
conhecimentos.

6.1. A VISÃO DA DIREÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA


APRENDIZAGEM DOS ALUNOS.
PERGUNTA 1. Em que situações a escola está aberta à participação dos pais e/ou responsáveis?
VICE-DIREÇÃO: “A escola está aberta à participação dos pais e/ou responsáveis em várias
situações como por exemplo: reuniões, palestras, eventos e outros.Os pais têm total liberdade para
procurarem a escola.
Contudo sabe-se que muitas famílias não participam efetivamente do cotidiano escolar dos filhos e,
consequentemente, influenciam negativamente no desenvolvimento do aluno em sala de aula.
Apesar dos esforços, nem sempre os pais comparecem nestes eventos, frustrando as expectativas da
escola. ”
PERGUNTA 2: A seu ver, qual a relação entre a participação dos pais e/ou responsáveis no processo
de aprendizagem do aluno?
VICE-DIREÇÃO: “A participação dos pais no cotidiano escolar dos filhos é um fator determinante
para o desempenho do aluno na escola, tornando a família a instituição importante no processo
ensino-aprendizagem.
A participação dos pais na escola indica possibilidades para uma relação mais próxima para o
desenvolvimento do aluno e que ambos devem buscar maneiras para estimular o aluno.”
PERGUNTA 3: A família é motivada a participar na construção do Projeto Político Pedagógico,
Projeto Curricular, Plano Anual de Atividades, Regulamento Interno, entre outros?
VICE-DIREÇÃO: “Sim, talvez não como deveria, mas sempre estamos buscando a participação dos
pais em tudo na escola.
Devido à grande ausência dos mesmos na instituição, talvez a mesma já esteja desestimulada a
convidar os pais para participarem de certos momentos na escola.”
PERGUNTA 4: A escola possibilita e dá importância à participação dos pais nas atividades da
escola?
VICE-DIREÇÃO: “Sim, a família exerce o principal papel na modificação da conduta dos filhos no
meio social. É nela que a criança adquiri conhecimentos para se adaptar em diferentes meios,
independentemente da cultura e das regras impostas, pois a família é responsável por educar os
indivíduos para viver em sociedade.
Contudo, muitos pais veem a escola como local de depósito de crianças, vão, matriculam seus filhos
e só aparecem na escola quando seus filhos estão com problemas, baixo desempenho ou quando o
professor ou a coordenação manda chamá-lo.
Percebe-se também que muitos pais veem as reuniões na escola como uma ação repetitiva e acabam
não participando e deixando de lado o que a escola queria repassar, compartilhar com os mesmos. ”
Diante das respostas fornecidas pela direção da escola, podemos dizer que a participação dos pais é
essencial para o desempenho da criança no que se refere a aprendizagem e a convivência com os
demais membros da comunidade escolar.
De acordo com (FREIRE, 1987, p. 68). “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os
homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. ”
Paulo Freire afirma que, a família sendo o primeiro contato da criança é dela a total
responsabilidade no seu desenvolvimento, é onde a criança aprende os primeiros valores éticos e
cristãos, tendo como princípios valores, respeito e cultura.
É essencial que a família prepare sua criança para a educação formal, os pais sendo os responsáveis
pela educação da criança e de grande importância sua participação na vida escolar dos mesmos.
Depois da família a escola é o segundo grupo social que a criança participa onde oferece todos os
conceitos educacionais, culturais e formativos necessários para a vida escolar da criança.
Sabemos que é responsabilidade da família de educar, amar e ensinar valores éticos e cristãos ás
crianças, mesmo que hoje em dia não tenhamos mais um modelo padrão de família, mas a essência
não pode ser distorcida. Pois, é na família que a criança encontra sua identidade, é onde acontece os
primeiros ensinamentos para só depois ter contato social e experiências educacionais.
Sendo assim, é de suma importância a participação e colaboração da família no ambiente escolar,
pois quando isso acontece na vida do aluno o professor participa de maneira objetiva, favorecendo o
aprendizado tão almejado por ambas as partes.

6.2. A VISÃO DOS PROFESSORES SOBRE A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA


NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS.
PERGUNTA 1: A família está desempenhando sua função social na educação dos filhos? Como?
PROFESSOR 1: Em alguns casos há a nítida falta de participação dos pais na vida social e
educacional dos filhos, pois, percebe-se em sala de aula crianças que não respeitam e muito menos
limites. Nesses casos identifica-se vários fatores que levam a criança a essa formação humana
como: pais que separam, pais analfabetos, violência doméstica, abuso sexual infantil, exploração
infantil, etc.
PROFESSOR 2: Muito pouco, algumas famílias até se preocupam em acompanhar o
desenvolvimento e educar seu filho para viver em sociedade.
PROFESSOR 3: Algumas famílias procuram educar seus filhos desempenhando a função social de
ensinar-lhes as boas condutas, regras para se viver em sociedade, além de carinho, amor, atenção
entre outras funções da família.
Isso acontece, a partir da convivência e das regras estabelecidas dentro da sua comunidade familiar,
como: o que pode ou não, limites, disciplina.
Infelizmente essa regra não comtempla grande percentual das famílias, porque o que vemos hoje
são pais que não conseguem educar suas crianças, o que acaba interferindo negativamente na
formação de futuros cidadãos.
PERGUNTA 2: A família influencia no processo ensino aprendizagem?
PROFESSOR 1: Sim, pois, a mesma deve repassar os valores sociais, educacionais, as crianças
desde quando convive com os pais nos primeiros anos de vida. Quando os filhos não tem essa
educação primogênita em casa percebe-se o comportamento social dessa criança diferenciado das
outras.
PROFESSOR 2: Sim, pois a família é parte importante da vida da criança, e com participação da
família há melhor desempenho.
PROFESSOR 3: Sim, quando a família tem desempenhado seu verdadeiro papel ela influencia
positivamente porque é parceira da escola.
PERGUNTA 3: Qual a importância da família e como esta vem ocorrendo dentro da escola Maria
de Nazaré Oliveira?
PROFESSOR 1: É de suma importância que pais ou responsáveis venham a acompanhar seus filhos
no ambiente escolar, pois, quando há presença dos pais na escola, geralmente esta criança obtém
melhor desenvolvimento em seu ensino-aprendizado. No entanto, aqui na escola Nazaré Oliveira
ainda há ausência de pais que não se atentam para a importância de estar acompanhando seus filhos
na escola.
PROFESSOR 2: O papel da família no desempenho social na educação dos filhos é de grande
importância. Sendo que na escola a participação das famílias tem sido o mínimo, pois muitos pais
acabam achando que a responsabilidade está totalmente na escola, ou seja, nas mãos do professor.
PROFESOR 3: A família é importante porque ela é a base, é nela que a criança recebe seus
primeiros ensinamentos, atenção, carinho, cuidados. Há pouco mais de um ano que trabalho na
escola e pelo que vejo, há muitas famílias em contato com a escola diariamente, mas grande parte
dessas famílias não está desempenhando a função que deveria na formação de suas crianças. Muitas
estão lá pelo simples fato de se tratar de crianças que precisam da ajuda dos familiares para ir e vim
da escola. Na verdade quando se trata da formação podemos observar que não há muito interesse
em saber como as crianças estão na escola, e nem se preocupam em saber o que cada um pode e
deve fazer para colaborar nessa formação.
PREGUNTA 4: Quais as responsabilidades atribuídas aos professores nesta parceria entre família
escola?
PROFESSOR 1: Aos professores em geral, sempre nos é informando em nossas reuniões
particulares, que conversemos com os pais sobre a importância desse acompanhamento no espaço
escolar de seus filhos. Infelizmente, nem todos os pais participam das reuniões na escola,
dificultando muito esse diálogo entre professores e pais.
PROFESSOR 2: Além do processo ensino-aprendizagem, os professores assumem o papel de pai
para educar, de forma que muitos pais estão deixando de lado a educação de seus filhos, pois muitas
famílias estão perdendo seus valores por falta de muitas vezes de não ter a total responsabilidade de
educar e repassar os valores morais e éticos.
PROFESSOR 3: “Penso que as famílias estão deixando parte de suas responsabilidades a serviço
dos professores, situação que interfere no trabalho do mesmo, pois, nossa função de criar e oferecer
situações de aprendizagem fica de lado quando temos que desempenhar o papel que os pais
deveriam fazer que é de educar, ensinar regras, limites. Em alguns casos até mesmo o de dar
carinho, atenção, amor fica a cargo dos professores. ”
Embasado nas respostas dadas pelos professores da referida escola, percebe-se que poucas são as
famílias que estão realmente preocupados com a aprendizagem de seus filhos, sendo que, é na
família que esta criança deve aprender sobre valores, comportamento e tudo o que é preciso para
viver em sociedade.
Na escola Maria de Nazaré Oliveira a família tem total liberdade para com os professores se
quiserem tirar dúvidas, perguntar sobre suas crianças, entre outros. Mas, muitas famílias acreditam
que é responsabilidade do professor formar a criança para a vida, tirando totalmente o compromisso
de si.
Se a família estivesse realmente comprometida com a educação de seus filhos poderíamos esperar a
formação de cidadãos éticos, críticos e com isso garantir um futuro brilhante embasado nos valores
morais envolvidos no amor e respeito ao próximo.
Vejamos o que está descrito na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB (Lei
9.394/96) afirma:
"A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. (LDB/1996. art. 2º).
É dever da família e do Estado assegurar educação gratuita e de qualidade para a criança, sendo
neste caso total responsabilidade da família de proteger, amar, cuidar e de dar uma formação e
amparo para que a mesma tenha segurança de conviver em sociedade.
A presença da família é primordial para o pleno desenvolvimento da criança, é aí que começa os
primeiros ensinamentos. A educação formal é necessária para complementar a formação do ser
humano. É importante que os pais se preocupem com a educação de seus filhos, só assim a família
poderá confiar em inserir sua criança no mundo em que vivemos.

6.3. A VISÃO DOS PAIS E OU/RESPONSÁVEIS SOBRE A IMPORTÂNCIA


DA FAMÍLIA NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS.
PERGUNTA 1: De que maneira você participa da aprendizagem de seu filho?
PAI/RESPONSÁVEL 1: Ajudando nas tarefas escolares, e ensinando como se comportar na escola,
e prestar atenção nas aulas.
PAI/RESPONSÁVEL 2: Participo de maneira geral ajudando nos trabalhos, frequentando a escola
para contribuir de maneira satisfatória para que meus filhos aprendam e melhorem cada vez mais.
PAI/RESPONSÁVEL 3: Ensinando e ajudando com o dever da escola.
PAI/RESPONSÁVEL 4: Ajudando com os deveres de casa, passando atividades extras de acordo
com os temas abordados na escola.
PAI/RESPONSÁVEL 5: Primeiramente prestando atenção no seu desenvolvimento nas atividades
escolares e participando dos eventos e compromissos que cabem a nós pais.
PAI/RESPONSÁVEL 6: Quando tem dever de casa falo pra ele fazer bem feito porque é para o bem
dele, isso ele vai levar para a vida toda.
PAI/RESPONSÁVEL 7: Incentivando-o a ir todos os dias à escola. Ajudando-o a fazer o dever de
casa, indo sempre nas reuniões e também conversando muito com ele.
PAI/RESPONSÁVEL 8: De maneira que posso fazer com que meu filho queira mais estudar, queira
aprender mais, então eu incentivo ele.
PAI/RESPONSÁVEL 9: Participo da aprendizagem do meu filho, ajudando e incentivando a fazer
as tarefas escolares, procuro saber como está o desempenho escolar e indo nas reuniões.
PAI/RESPONSÁVEL 10: Participo de maneira que, ajudo meu filho nas tarefas e deveres e
exercícios que ele traz da escola, então eu ajudo ele como posso.
PAI/RESPONSÁVEL 11: Observando todas as formas que ele possa aprender e aplicando o
método. Porque ele aprende de forma não convencionais, pelo menos pelo que constatamos até o
momento.
PAI/RESPONSÁVEL 12: Incentivando ele nas atividades escolares, nos eventos realizados na
escola, nas ações em casa mesmo fazendo muitas leituras com ele.
PAI/RESPONSÁVEL 13: Tirando dúvidas nos exercícios de casa, ajudando acessar os meios
tecnológicos para pesquisa.
PERGUNTA 2: Com que frequência você participa das ações realizadas na escola de seu filho?
PAI/RESPONSÁVEL 1: Nas reuniões que tem na escola, indo lá de vez enquanto saber como a
minha filha está se comportando na escola.
PAI/RESPONSÁVEL 2: Mensalmente nas reuniões, em outros momentos que as professoras pedem
a presença dos pais no âmbito escolar, frequentemente.
PAI/RESPONSÁVEL 3: Como eu tenho filho pequeno a minha frequência na participação das
ações na escola é pouca.
PAI/RESPONSÁVEL 4: Participo sempre que é possível das palestras e das culminâncias. Obs:
(das reuniões todas).
PAI/RESPONSÁVEL 5: Eu participo com frequência à todas as reuniões, eventos da escolas.
PAI/RESPONSÁVEL 6: Quando tem reunião na escola, quando tem comemorações de algo,
quando não posso ir mando outra pessoa no meu lugar.
PAI/RESPONSÁVEL 7: Estando sempre por dentro de todos os eventos que acontece na escola.
PAI/RESPONSÁVEL 8: Sempre participo, acho essencial que os pais procurem saber como seus
filhos estão na escola.
PAI/RESPONSÁVEL 9: Sempre que tem ações, procuro participar.
PAI/RESPONSÁVEL 10: Não participo muito da ações realizadas na escola do meu filho porque
trabalho mas, minha filha me representa e também quando posso eu frequento a escola, para saber
como está o aprendizado dele.
PAI/RESPONSÁVEL 11: Pouca, em virtude do trabalho. Contudo procuramos contribuir ao
máximo com o que podemos.
PAI/RESPONSÁVEL 12: Na maioria das vezes, nem sempre vou nas ações realizadas na escola.
PAI/RESPONSÁVEL 13: Sempre que posso, procuro estar sempre presente, mas infelizmente as
vezes o trabalho me impede.
PERGUNTA 3: Você acha que sua participação na escola influencia no desenvolvimento de sua
criança?
PAI/RESPONSÁVEL 1: Eu acho que sim.
PAI/RESPONSÁVEL 2: Sim, pois posso direcionar minha ajuda no que for necessário para que
meus filhos desenvolvam suas habilidades e compartilhem conhecimentos.
PAI/RESPONSÁVEL 3: Sim, a participação dos pais na escola é muito importante.
PAI/RESPONSÁVEL 4: Sim, pois os pais devem ser exemplo para os filhos.
PAI/RESPONSÁVEL 5: Sim, porque a educação de nossas crianças começa primeiramente em casa
e se dá continuação dentro da sala de aula.
PAI/RESPONSÁVEL 6: Sim, porque é importante participar para que eu saiba do que está
acontecendo na escola onde meu filho estuda.
PAI/RESPONSÁVEL 7: Na minha opinião sim, pois com meu incentivo ele se sente mais seguro.
PAI/RESPONSÁVEL 8: Sim, porque podemos ajudar eles a se adaptarem na escola.
PAI/RESPONSÁVEL 9: Com certeza.
PAI/RESPONSÁVEL 10: Com certeza, porque assim eu motivo ele a querer aprender mais.
PAI/RESPONSÁVEL 11: A participação da família é sempre importante em todas as atividades.
PAI/RESPONSÁVEL 12: Sim, ele fica mais ativo pra participar das atividades na escola e em casa
mesmo com minha participação.
PAI/RESPONSÁVEL 13: Sem dúvidas se dedicará mais ainda ao ver em seu ambiente escolar que
seus pais estejam presentes, conhecendo seu colegas e professores.
PERGUNTA 4: As famílias são incentivadas a participar nas atividades escolares?
PAI/RESPONSÁVEL 1: Sim, a maneira que pode colaborar é com alguns materiais que falta na
escola, com alguns recursos que a minha filha precisa pra ter uma boa aprendizagem.
PAI/RESPONSÁVEL 2: Sim, através de reuniões, palestras que são importantes para a boa relação
entre escola e comunidade.
PAI/RESPONSÁVEL 3: Sim.
PAI/RESPONSÁVEL 4: Sim.
PAI/RESPONSÁVEL 5: Às vezes sim as vezes não. Porque as vezes tem eventos que somente as
crianças participam e os pais não.
PAI/RESPONSÁVEL 6: Sim, para saber sobre o comportamento dos filhos, se eles estão fazendo
seus deveres que os professores fazem.
PAI/RESPONSÁVEL 7: Sim, pois sempre que há alguma mudança na escola, ou para dar algum
comunicado os pais sempre recebem um bilhete avisando antes.
PAI/RESPONSÁVEL 8: Sim, mas nem todos participam.
PAI/RESPONSÁVEL 9: Sim, as famílias são incentivadas a participar.
PAI/RESPONSÁVEL 10: Sim.
PAI/RESPONSÁVEL 11: Na escola Nazaré Oliveira existe toda uma preocupação de integrar a
família as atividades escolares.
PAI/RESPONSÁVEL 12: Na maioria das vezes sim.
PAI/RESPONSÁVEL 13: Sim, mas ainda é um incentivo muito fraco.
PERGUNTA 5: A família poderia colaborar mais com a aprendizagem de seu filho? De que
maneira?
PAI/RESPONSÁVEL 1: Sim, a maneira que pode colaborar é com alguns materiais que falta na
escola, com alguns recursos que a minha filha precisa pra ter uma boa aprendizagem.
PAI/RESPONSÁVEL 2: Sim, dependendo do que a escola necessitar podemos colaborar sim.
PAI/RESPONSÁVEL 3: Sim, indo nas reuniões, participando das atividades escolares, saber como
o seu filho está indo na sala de aula.
PAI/RESPONSÁVEL 4: A minha família colabora como pode pois, todos incentivam as atividades
escolares.
PAI/RESPONSÁVEL 5: Na minha opinião é participando mais das atividades juntamente com os
seus filhos.
PAI/RESPONSÁVEL 6: Sim, participando das reuniões, dos eventos da escola.
PAI/RESPONSÁVEL 7: Na minha opinião não há limite quando o assunto for ajudar o filho na
escola, e o apoio da família é fundamental.
PAI/RESPONSÁVEL 8: Sim, de maneira com que as crianças queiram aprender mais. Porque
poderíamos incentivar.
PAI/RESPONSÁVEL 9: Sim, procurando saber junto com o filho o que faz na escola, e como foi a
sua aula, o que ele mais gosta de fazer dentro da sala de aula. Sempre conversando e mostrando
para a criança a importância dos estudos em nossa vida.
PAI/RESPONSÁVEL 10: Poderia sim, de maneira que os pais ajudassem seus filhos nas tarefas
escolares.
PAI/RESPONSÁVEL 11: Para crianças especiais a participação da família no processo de
aprendizagem é determinante. O repasse de informações aos professores sobre as habilidades e
limitações da criança, é um exemplo.
PAI/RESPONSÁVEL 12: Sim, indo nos eventos realizados na escola e participando das reuniões
escolares e ações realizadas pela escola.
PAI/RESPONSÁVEL 13: Conhecendo pessoalmente os professores e fazendo um acompanhamento
com cada um sobre o desenvolvimento do meu filho.
Com base nos depoimentos dos pais, podemos observar que todos são cientes de sua colaboração e
participação durante a vida escolar da criança e que esta parceria se faz necessário, e podemos
confirmar isso de acordo com o resultado da pesquisa na qual foi possível observar que a família
ajuda a criança no que está ao seu alcance, dando atenção e ajudando nas atividades de casa,
participando da reuniões e projetos da escola.
Essa participação influencia de maneira positiva na aprendizagem da criança sendo que, a mesma
sente-se segura e tem apoio para seguir em frente com sua vida escolar.
A escola preocupada com o desenvolvimento de suas crianças promove eventos, culminâncias,
reuniões entre outros para haver uma aliança para que juntas possam alavancar o interesse da
mesma pela aprendizagem.
Uma vez que a família é responsável em formar o cidadão responsável e apto a transformar o meio
em que vive, do outro lado temos uma escola comprometida com o presente e o futuro de cada
criança que ali estuda, recebendo a família de alma e braços abertos para que de fato os direitos que
lhe são assegurados sejam enfim executados.
Para Tiba (1996, p.178) “É dentro de casa, na socialização familiar, que um filho adquire, aprende e
absorve a disciplina para, num futuro próximo, ter saúde social.”
O que se espera alcançar entre família e escola é a integração dessas duas esferas importantes da
sociedade, pois só assim tudo o que diz respeito ao aprendizado da criança envolvendo amor, afeto,
carinho, respeito entre outros podemos afirmar que existe de fato uma educação de qualidade. E só
assim ele estará inserido e seguro para viver em sociedade.
Todo projeto dentro da escola precisa da participação e incentivo da família, precisa também de
uma participação fervorosa como: perguntando, pesquisando, debatendo e valorizando tudo o que a
criança carrega de aprendizagem da escola para a sua casa. A família deve acompanhar tudo o que
acontece na sala de aula, é muito importante esse interesse na aprendizagem de seu filho.
Enfim, a família precisa se envolver na vida escolar de seu filho motivando-os ao aprendizado
efetivo. A educação formal não depende somente de bons prédios e bons professores, mas precisa
do apoio da família para continuar o aprendizado e ter certeza que está garantindo o presente
pensando no futuro desses pequenos cidadãos.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao final deste estudo podemos concluir que a participação da família é de suma importância no
processo de ensino aprendizagem. A família é e sempre será à base de todos os avanços e a
concretude da vida em sociedade.
A escola é o ambiente cosmopolita que deve proporcionar as mudanças sociais necessárias a uma
vida justa e livre de todas as mazelas sociais; a criança surge neste turbilhão de ideias e de
informações que nem sempre está em consonância com uma vida social justa e com avanços para a
nação que tanto necessita de ética e justiça social.
A família é a instituição mais importante onde a criança está inserida, sendo ela responsável pelo
cuidado e plena formação deste cidadão. É na família que ela encontrará apoio para se desenvolver
nos aspectos cognitivo, social, entre outros.
Toda criança aprende a partir da observação sobre o comportamento e atitudes de seus responsáveis,
sendo assim a criança reproduzirá toda e qualquer atitude que vier aprender no seio familiar.
Se tivermos famílias agressivas teremos crianças consequentemente agressivas, é muito comum nos
dias de hoje ver crianças tendo comportamento adulto, ou seja, atitudes não esperada de uma
criança. Mas sabemos que isso é reflexo do que é visto em casa.
De acordo com o resultado da pesquisa de campo, foi possível perceber que tanto a escola quanto a
família sentem-se responsáveis pela educação das crianças, porém, a família alega que só não
participa mais efetivamente porque tem outras responsabilidades como trabalho, casa, filhos etc.
O principal objetivo da família é proteger a criança encaminhando-o para que seja um exemplo na
sociedade. A família exerce um poder grande na vida do aluno porque é ela que vai dar início aos
valores morais que os acompanharão por toda a vida.
A educação deveria começar em casa mais infelizmente nossa realidade é outra, a família está
transferindo para a escola a total responsabilidade, a participação dos pais na vida escolar dos filhos
vai muito além de apenas levar os filhos no portão da escola.
Diante deste fato a escola acaba assumindo o papel que é da família, e a responsabilidade de
preparar a criança tanto para a vida quanto para a sociedade.
Portanto, a criança sendo o centro desses dois segmentos, não pode ficar sem assistência por parte
de nenhum dessas duas esferas da sociedade.

8. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ÀRIES, Philippe. História social da criança e da família. 2 ed. Rio de Janeiro: LTC, 1981.
BRASIL. Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, Centro
Gráfico, 1988.
FARIA, Sonimar C. de. História e política da educação infantil. In: FAZOLO, Eliane.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. São Paulo, Paz e Terra, 1987.

CHALITA, Gabriel B. I. Educação: A solução está no afeto. São Paulo: Editora Gente, 2001.
EVANGELISTA, F; GOMES, P. de T. (org.) Educação para o pensar. Campinas: Alínes, 2003.
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB ((Lei 9.394/96)
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos da metodologia
científica. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2005, p. 203
MALDONADO, Maria T. Comunicação entre pais e filhos: a linguagem do sentir. São Paulo:
Saraiva 1997.
OSÓRIO, Luiz Carlos. Família hoje. Porto Alegre: Artmed, 1996.
PIRES, K.M. Os seus, os meus, os nossos. IN: A&E Atividades e Experiências – Especial Família,
ano 10, p. 12-15, no 09, setembro, 2009.
RAUEN, Fábio José. Elementos da iniciação à pesquisa. Rio do Sul: Nova Era, 1999
TIBA, Içami. Pais e Educadores de alta Performance. - 2ª Edição. São Paulo: integrare Editora,
2012.
TIBA, Içami. Disciplina, limite na medida certa. - 1ª Edição. São Paulo: Editora Gente, 1996.

9. ANEXOS

FACULDADE INTEGRADA DE GOIAIS


PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR E INTEGRADA
PÓLO BREVES-PARÁ
QUESTIONARIO 01 DIREÇÃO
1: Em que situações a escola está aberta à participação dos pais e/ou responsáveis?
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2: A seu ver, qual a relação entre a participação dos pais e/ou responsáveis no processo de
aprendizagem do aluno?
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3: A família é motivada a participar na construção do PPP, Projeto Curricular, Plano Anual de
Atividades, Regulamento Interno, entre outros?
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4: A escola possibilita e dá importância à participação dos pais nas atividades da escola?
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FACULDADE INTEGRADA DE GOIAIS


PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR E INTEGRADA
PÓLO BREVES-PARÁ
QUESTIONARIO 2 PROFESSORES
1- A família está desempenhando sua função social na educação dos filhos? Como?
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
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2- A família influencia no processo ensino aprendizagem?
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______________________________________________________________
______________________________________________________________
3- Qual a importância da família e como esta vem ocorrendo dentro da escola Maria de Nazaré
Oliveira?
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________________________________________________________________________________
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4- Quais as responsabilidades atribuídas aos professores nesta parceria entre família escola?
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
__________________________

FACULDADE INTEGRADA DE GOIAIS


PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR E INTEGRADA
PÓLO BREVES-PARÁ
QUESTIONARIO 03 PAIS
1- De que maneira você participa da aprendizagem de seu filho?
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________
2- Com que frequência você participa das ações realizadas na escola de seu filho?
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________
3- Você acha que sua participação na escola influencia no desenvolvimento de sua criança?
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________
4- As famílias são incentivadas a participar nas atividades escolares?
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________
5- A família poderia colaborar mais com a aprendizagem de seu filho? De que maneira?
________________________________________________________________________________
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