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PROJUDI - Processo: 0018327-57.2013.8.16.0182 - Ref. mov. 1.

2 - Assinado digitalmente por Andriessa Ortega


01/07/2013: JUNTADA DE PETIÇÃO DE INICIAL. Arq: Petição Inicial

Documento assinado digitalmente, conforme MP nº 2.200-2/2001, Lei nº 11.419/2006, resolução do Projudi, do TJPR/OE
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO __ JUIZADO
ESPECIAL CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO

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METROPOLITANA DE CURITIBA – PR.

KARINA BITTENCOURT MEDEIROS, brasileira, solteira, médica,


portadora da Cédula de Identidade n.º 9.711.518-4, SSP-PR, inscrita no CPF n.º
066.132.809-09, domiciliada à Rua Gardenio Scorzato, n.° 1746, CEP 82.100-
240, Bairro Vista Alegre, Curitiba – Paraná, por intermédio de sua advogada
infra-assinada, documento de procuração anexo, com escritório profissional sito
à Rua Florisval Lanconi, n.º 235, Bairro Tarumã, CEP 82800-120, Curitiba -
Paraná, onde recebe notificações e intimações, vem, respeitosamente, à
presença de Vossa Excelência, propor, com fulcro na Lei n.º 8.078/1990.

AÇÃO DE RESSARCIAMENTO DE VALORES DE BEM PATRIMONIAL


C/C COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS

em face de J.E Noivas Ltda., Rua Padre Antonio, n.º 273, CEP 80.030-100,
Bairro Alto da Glória, Curitiba-Pr, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no
CNPJ n.º 01701831-0001/53, Inscrição Estadual nº 7079003420544, pelos
fundamentos que expõe a seguir.

I - DOS FATOS

A Autora firmou contrato de prestação de serviços junto à Empresa Ré em


de 23 de fevereiro de 2012, para locação de um vestido social, frente única,
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evase, em tons de azul, o qual usaria em seu baile de formatura, no Curso de
Medicina, da Universidade Federal do Paraná.

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A escolha da Empresa ora em comento, deu-se pelo fato da autora já
conhecer o trabalho de seu estilista, o qual confeccionou o vestido de casamento
de sua irmã. À época do referido evento, não tiveram nenhum problema, fato
esse que a motivou a procurá-los.

Desta feita, cerca de um ano antes da formatura, a Requerente se dirigiu


ao atelier, onde escolheu o modelo o qual gostaria de usar. O acordo
estabelecido entre partes foi de que o vestido seria confeccionado e a Autora
faria a primeira locação do traje social pelo valor de R$ 2.500,00 (dois mil e
quinhentos reais), o qual foi pago, integralmente, em 28 de fevereiro de 2012
(documento anexo).

Assim, durante o ano de 2012, foram realizadas todas as provas, sendo o


vestido retirado, apenas, em 17 de janeiro de 2013, quando a Autora assinou
uma Nota Promissória no valor de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais), (doc. anexo),
a título de caução, conforme estipulado na cláusula 03 do contrato de locação.

Acontece que, no dia mais importante de sua vida — vale dizer — o do


seu baile de formatura no curso de Medicina, a Autora foi surpreendida com algo
que jamais poderia imaginar. Isso porque, já ao sair de casa, quando entrou em
seu carro, a Autora começou a perceber que o vestido apresentava problemas.

Durante a valsa, a Autora percebeu que a parte de trás de sua roupa


estava se abrindo, tendo constatado, em seguida, que o zíper colocado no
vestido, foi apenas alinhavado.

Note-se que, em virtude disso, a Autora ficou com as costas e as nádegas


de fora, o que lhe causou intensa vergonha perante aos seus colegas e
convidados.

Diante disso, sem sombra de dúvidas, seu mundo começou a desabar,


pois se sentiu tão constrangida que nada mais parecia ter graça. Assim, sua
mãe e irmã — compadecidas de toda a situação humilhante pela qual a filha
passava — por intuição a levaram até o banheiro, onde tentou — fazendo uso de
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materiais de costura que, por acaso, tinha levado — costurar a peça para que a
sua filha conseguisse, ao menos, voltar ao salão de baile e aproveitar o restante

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da festa.

Entrementes, em que pese os esforços, de tanto chorar a maquiagem,


que também foi paga, já estava toda borrada e, como era de se esperar, após
horas no banheiro tentando remendar o vestido, ao voltar ao salão, a Autora já
havia perdido os principais momentos da festa, dentre eles, a oportunidade de
tirar fotos com seus convidados, sendo que muito deles viajaram de outros
estados exclusivamente para o evento, e, principalmente, com seus amigos de
faculdade, os quais se reuniram pela última vez naquele evento.

Não bastasse a autora ter ficado, literalmente, de “bunda de fora” na


frente de todos, fato é que ao chegar a sua casa, percebeu que além de o zíper
não ter sido costurado, o Requerido deixou a estrutura de metal que sustentava
o vestido desencapada, o que provocou ferimentos no corpo da Autora,
consoante se depreende das fotos colacionadas ao presente petitório.(doc.
anexo).

Deveras, lamentável tal situação, pois não permitiu que a formanda


vivenciasse, junto aos seus familiares e amigos, um dos momentos mais
importantes de sua vida. Frise-se que, em razão do ato irresponsável do
Requerido, a festa para ela foi abreviada por uma situação extremamente
constrangedora — repita-se — a de ficar com a “bunda de fora” perante
centenas de pessoas.

Insta salientar, que a Autora, antes de procurar esse judiciário, tentou um


acordo com o Requerido, por meio do qual pretendia — ao menos — a
devolução do dinheiro pago pela locação do vestido. Contudo, lhe foi oferecido,
tão somente, a quantia de R$ 1.000,00 (um mil reais), o qual, sem qualquer laivo
de dúvida, não se mostra razoável para ressarcir os danos de alguém que, em
virtude de um trabalho mal feito, perdeu momentos de sua história que jamais
retornarão (foto anexo).

II – DO DIREITO
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Pois bem. Inicialmente, destaque-se que inexistem dúvidas quanto à
aplicabilidade das regras insculpidas no Código de Defesa do Consumidor aos

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fatos, justamente porquê discute-se, in casu, relações de consumo, conforme
consta — expressamente — nos artigos 2º e 3º, ambos da legislação
consumerista.

Consoante ensina Carlos Alberto Bittar, em sendo causado dano a


outrem:

“(...) surge a necessidade de reparação, como imposição natural da vida em


sociedade e, exatamente, para a sua própria existência e o desenvolvimento normal
das potencialidades de cada ente personalizado. É que investidas ilícitas ou
antijurídicas ou circuito de bens ou de valores alheios perturbam o fluxo tranqüilo
das relações sociais, exigindo, em contraponto, as reações que o Direito engendra
e formula para a restauração do equilíbrio rompido.” (in. Carlos Alberto Bittar).

Na demanda sub examine, resta claro que dois foram os danos


decorrentes do ato da Empresa Ré — vale dizer — o patrimonial, decorrente da
impossibilidade de a Autora utilizar, em sua plenitude, o bem que locou da
Requerida, bem como os morais, já que além de ser humilhada perante várias
pessoas, por ter ficado “de bunda de fora” durante a sua festa de formatura,
perdeu a oportunidade de tirar fotos com seus familiares e amigos e, assim,
eternizar este momento tão importante de sua vida.

1 – DO BEM PATRIMONIAL — RESSARCIMENTO DE VALORES

Da Responsabilidade do Fabricante

Com efeito, dispõe o artigo 12 do Código de Defesa do Consumidor que

“Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o


importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação
dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto,
fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou
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acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou
inadequadas sobre sua utilização e riscos.

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§ 1º O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele
legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes,
entre as quais: (...)” – grifamos.

Sublinhe-se que, de acordo com o que se observa da narrativa supra,


diante do fato da autora não ter conseguido utilizar o serviço prestado pela
Empresa Ré , em virtude de defeito no produto, o qual, inclusive, causou-lhe
ferimentos, forçosa se faz a reparação do dano causado.

Deveras, o objeto do contrato ora discutido era a locação de um vestido


social, que seria usado no baile de sua formatura no curso de medicina. Note-se
que o defeito no zíper do traje — repita-se, mais uma vez — que deixou a Autora
com parte do corpo de fora, frustrou todos os seus sonhos, pois além de ter
despendido anos de dedicação e estudo, a Requerente economizou por largo
tempo, centavo por centavo,o valor para conseguir um vestido de baile e, ao final
dos seis anos de estudo, pretendia realizar o sonho de dançar a valsa com seu
pai no baile de formatura. Contudo, o que era sonho, tornou-se pesadelo, pois o
descomprometimento da Requerida culminou num grande vexame perante o
público presente no evento.

Por outro lado, a Autora — apesar de todo o problema criado pela Ré —


tentou de forma amigável recuperar seu investimento frustrado, no entanto, sua
tentativa restou infrutífera, já que a Requerida, por intermédio de seu
representante, ofereceu valor irrisório, incapaz de ressarcir o grave prejuízo
patrimonial causado.

Comprovado está, portanto, que a Autora sofreu danos materiais no


tocante à prestação de serviço efetuado, pois não pôde utilizar o produto para o
fim a que se destinava. Realmente, ficar horas no banheiro tentando remendar o
vestido, para tentar voltar à festa, por si só, se mostra circunstância suficiente a
demonstrar que além de o traje não ter atendido à sua finalidade, acabou
causando uma perda irrecuperável de um dos momentos mais importante na
vida de uma pessoa, reafirmando, o “baile de formatura no curso de medicina
pela Universidade Federal do Paraná” (doc. anexo).
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Fato é que a Requerente não se interessa pela substituição do produto
ou o abatimento no preço do mesmo, haja vista que o vestido se destinava,

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apenas, àquela data, o qual não voltará mais.

Resta, então, a aplicação do artigo 18, §1º, inciso II, do Código de


Defesa do Consumidor, que determina “a restituição imediata da quantia
paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e
danos” (grifo próprio).

Posto isto, tendo em vista que o serviço não fora prestado


adequadamente e que o vestido não pôde ser utilizado da forma como entregue
pela ré, requer a devolução do valor de R$ 2.500,00 (Dois mil e quinhentos
reais), com juros e correção monetária (doc. anexo).

2 – DO DANO MORAL

A moderna doutrina entende que o dano moral ocorre quando há


agressão injusta aos bens imateriais da pessoa, seja ela física ou jurídica.
Destarte, ele se torna insuscetível de quantificação pecuniária, porém não
deixando de ser indenizável, respeitando a finalidade de satisfazer a vítima,
coibir o agressor de novas práticas, bem como ser exemplo para a sociedade,
seja no sentido de inibir os atos ilícitos, seja no sentido de obter a tutela dos
seus direitos constitucionalmente garantidos, conforme expressa o artigo 5º da
Constituição Federal:

“Art.5º V – É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da


indenização por dano material, moral ou à imagem;X - são invioláveis a intimidade, a
vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização
pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; (...)”

Nesse diapasão, temos que o dano moral, enquanto lesão aos diretos
personalíssimos dispensa comprovação, já que reflete diretamente no íntimo das
pessoas. Basta então, a demonstração do ilícito, já que o abalo moral é in re
ipso. Ademais, constata-se que o novo Código Civil acolhe de forma mais
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expressiva a possibilidade de reparação dos danos causados a alguém,
consoante se pode verificar do disposto no artigo 186, in verbis:

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"Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito."

Por esta norma, ressalte-se que o sistema positivo concede a devida


proteção ao dano moral, decorrente também de lesão à honra e a dignidade das
pessoas.

Em análise a esta norma, diz o constitucionalista JOSÉ AFONSO DA


SILVA:

"A Constituição empresta muita importância à moral como valor ético-social da


pessoa e da família, que se impõe respeito dos meios de comunicação social
(art. 22). Ela, mais que as outras, realçou o valor da moral individual, tornando-a
mesmo um bem indenizável (art. 5º, V e X). A moral individual sintetiza a honra
da pessoa, o bom nome, a boa fama, a reputação que integram vida humana
como dimensão imaterial. Ela e seus componentes são atributos sem os quais a
pessoa fica reduzida a uma condição de animal de pequena significação. Daí
porque o respeito à integridade moral do indivíduo assume feição fundamental.
Por isso é que o Direito Penal tutela a honra contra a calúnia, a difamação e a
injúria." (Curso de Direito Constitucional Positivo, 9ª edição, 2ª tiragem. Editora
Malheiros. São Paulo, p. 184).

O eminente Desembargador Clayton Reis, tem como escólio o seguinte:

"(...) há circunstâncias em que o ato lesivo afeta a personalidade do indivíduo,


sua honra, sua integridade psíquica, seu bem-estar íntimo, suas virtudes, enfim,
causando-lhe mal-estar ou uma indisposição de natureza espiritual - pateme
d'animo - na expressão dos tratadistas italianos." (DANO MORAL. Forense, Rio
de Janeiro, 1991, p. 4).

Ele ainda diz:

"A constatação da existência de um patrimônio moral e a conseqüente


necessidade de sua reparação, na hipótese de dano, constituem marco
importante no processo evolutivo das civilizações. Isto porque representa a
defesa dos direitos do espírito humano e dos valores que compõem a
personalidade do homo sapiens." Obra citada, p. 7.36. Verifica-se, então, que a
norma constitucional e doutrina fornecem o amparo à existência do dano moral,
e à sua reparabilidade” (op.cit.).

No mesmo sentido, a jurisprudência pátria tem entendido:

“CÍVEL. RECURSO INOMINADO. LOCAÇÃO DE TRAJE SOCIAL. VESTIDO


QUE APRESENTA DEFEITO NO ZÍPER. IMPOSSIBILIDADE DE USO.
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NECESSIDADE DE AQUISIÇÃO DE NOVO TRAJE. DANOS MORAIS
CONFIGURADOS. INDENIZAÇÃO DEVIDA. VALOR ADEQUADAMENTE
FIXADO. SENTENÇA MANTIDA. 1. DECISÃO : Ante o exposto, esta Turma

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Recursal resolve, por unanimidade de votos, CONHECER E NEGAR
PROVIMENTO ao recurso, nos exatos termos da ementa” (TJPR - 1ª Turma
Recursal - 20110003436-9 - Maringá - Rel.: GIANI MARIA MORESCHI - - J.
07.07.2011).

“RESPONSABILIDADE CIVIL. DEFEITO. VESTIDO. A impossibilidade de plena


utilização de vestido especialmente confeccionado para a festa da passagem de
quinze anos gera a possibilidade de caracterização de dano moral indenizável.
Constrangimento evidente. Negado provimento ao recurso” (Recurso Cível Nº
71003052040, Terceira Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator:
Eduardo Kraemer, Julgado em 10/11/2011)

De fato, o dano moral no caso sub examine é evidente, devido ao fato de


o zíper ter se descosturado, a Requerente ficou com partes de seu corpo
expostas, o que lhe constrangeu demais, já que a expôs de forma vexatória
perante seu amigos, familiares e convidados dos demais formandos.

Verifica-se, in casu, a negligência da ré perante a autora, vez que,


ocasionou um enorme abalo em sua imagem, pois agora a vê-se compelido a
ingressar com ação judicial visando a reparação de seu dano sofrido.

Além da vergonha sofrida, a qual já seria suficiente para ensejar a


indenização por danos morais, não se pode olvidar que a perda, justamente dos
registros fotográficos, constitui algo gravíssimo, já que não terá a sua disposição,
recursos para, no futuro, relembrar, daquele, que seria um dia de muita
comemoração pela conquista.

Logo, o objetivo maior desta peça exordial, é o restabelecimento do


equilíbrio jurídico desfeito pela lesão, traduzido numa importância em dinheiro,
visto não ser possível a recomposição do status quo ante.

III. DOS PEDIDOS

Deste modo, requer:

a) A citação do réu, no seu endereço retro apontado, para, no prazo legal,


querendo, contestar a presente ação, e acompanhá-la em todos os
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seus ulteriores termos até sentença final; 285 e 319 do Código de
Processo Civil;

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b) pela produção de todas as provas em direito admitidas, especialmente
pelo depoimento pessoal do réu, sob pena de confissão, documental,
testemunhal e todas as demais que se fizerem necessárias ao deslinde
da demanda .

c) que, ao final, julgue totalmente procedente os pedidos desta peça


vestibular para então;

c.1) declarar a devolução da quantia paga pela locação no valor de R$


2.500,00, com juros e correção monetária

c.2) condenar a ré ao pagamento de indenização pelos danos morais


sofridos a importância de R$ 18.000,00 (Dezoito mil reais); valor esse que
autora teria pago se nãocumprisse o contrato;

d) Seja a Ré condenada a pagar as despesas e custas processuais, bem


como honorários advocatícios no montante de 20%.

Dá-se à causa o valor de R$ 20.500,00 (Vinte mil e quinhentos reais)

Nestes termos,

Pede deferimento.

Curitiba, 27 de junho de 2013.

Andriessa Ortega

OAB/PR n.º 59.592


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