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1º Bimestre - Unidade 1.

1
Evolução Conceitual de Desenvolvimento Sustentável

Gestão Sustentável
João Roberto Mendes
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Tuiuti do Paraná.
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Divisão Acadêmica
Marlei Gomes da Silva Malinoski

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Reitoria Analuce Barbosa Coelho Medeiros
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Avaliação Flávio Taniguchi
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Neilor Pereira Stockler Junior
Pró-Reitoria Acadêmica
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Haydée Silva Guibor

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


Biblioteca “Sydnei Antonio Rangel Santos”
Universidade Tuiuti do Paraná

M538 Mendes, João Roberto.


Gestão sustentável / João Roberto Mendes. - Curitiba:
Universidade Tuiuti do Paraná, 2014.
181p.

ISBN 978-85-7968-061-8
ISBN 978-85-7968-062-5 - Disponível em: http://ead.utp.edu.br

1. Desenvolvimento sustentável. 2. Gestão ambiental.
3. Impacto ambiental. 4. Educação ambiental. I. Título.

CDD - 363.7
NOTAS SOBRE O AUTOR
Graduado em Geografia pela Universidade Federal do Paraná (1998).
Participação como bolsista em projetos de extensão universitária
relacionados às Tecnologias da Informação e da Comunicação - TICs
durante a graduação. Especialização em Magistério Superior (1999).
Mestre em Tecnologia pela Universidade Tecnológica Federal do
Paraná - UTFPR (2002). Doutor em Geografia pela UFPR (2012).
Professor das Faculdades OPET (Tutor AVA); e Professor Adjunto dos
Cursos de Pedagogia e de Tecnologia em Logística da Universidade
Tuiuti do Paraná - UTP. Trabalha com as disciplinas: Tecnologias
de Comunicação e Informação, Sistemas de Informação, Interação
Humano Computador, Tecnologia da Informação e Metodologia do
Ensino de Geografia. Autor de livros e materiais didáticos para a EAD;
Ensino de Geografia e Educação Ambiental.

3
ORIENTAÇÃO PARA LEITURA

Citação Referencial

Destaque

Dica do Professor

Explicação do Professor

Material On-Line

Para Reflexão

4
APRESENTAÇÃO
Educação a Distância Instrumentalizando e
Otimizando a Extensão
A educação à distância, EAD tem sido tema da agenda de
inúmeras organizações (acadêmicas, sociais e políticas), em virtude
do seu impacto em todas as dimensões do homem moderno. Bem
mais do que meras discussões em relação à importância, aos
desafios e a própria história do tema, iniciativas concretas e projetos
com abrangência internacional, nacional, regional e local estão
sendo executada. Desta forma a EAD deixa de ser apenas um
tópico nas discussões para adquirir forma e consistência no cenário
em foco nem crescimento exponencial.
O crescimento da EAD na extensão se faz mais forte graças
ao e-learning, o qual conta com o apoio das redes de comunicação,
em especial, a internet, que está a alavancar, a desenvolver e
transformar o modelo educacional vigente a desafiar professores,
técnicos e alunos a desempenharem novos papéis diante das
necessidades de uma prática pedagógica, a qual se encontra em
fase de descoberta e de estruturação.
A operacionalização da EAD na extensão tem sido observada
em todo o mundo em especial no Brasil, principalmente nos cursos
de Extensão Universitária os quais são voltados, preferencialmente,
para os acadêmicos de qualquer curso de graduação que queiram
aprofundar os conhecimentos já adquiridos em sala de aula ou,
que desejam ampliar seu foco de estudos, possibilitando assim,
uma aproximação maior com o cenário profissional futuro, além de
contribuir para aquisição de novos conhecimentos, a EAD na extensão
pode ser usada pela Instituição para atender percentual exigido pelo
currículo no tocante a questão Atividade Complementar.
No referente a educação continuada ela visa capacitar
quadros e atender as exigências do mercado de massa crítica
qualificada.
Além destes aspectos positivos a EAD aplicada à extensão
apresenta inúmeras vantagens, entre estas se nomina: o fomento da
educação continuada, o novo conceito de sala de aula, de professor e
de aluno, a perspectiva política e social desta modalidade educativa,
vez que além de democratizar o acesso ao mundo do ensino,
capacita o trabalhador, permitindo ao mesmo que se mantenha ou
adentre no mercado de trabalho.
5
Destaca-se ainda, a flexibilidade da legislação no tocante
à sua execução, vez que pode ser executada,sem o preconizado
pelas Portarias e Decretos Regulatórios tais como o Decreto 5622,
e a Portaria 2/2007, editada pelo Ministério da Educação, a qual
segundo o próprio Secretário e muito restritiva no concemente à
criação dos pólos e a exigê ncia de avaliações presenciais.
Estas vantagens talvez sejam responsáveis pela proliferação
de cursos de extensão na modalidade de educação a distância,
capacitando recursos humanos, investindo em novas tecnologias
e pesquisas que, certamente, proporcionarão à comunidade uma
participação ativa no processo, ocupando oportunidades de trabalho
e adquirindo condições para formação continuada e aprendizado
por toda vida.
No entanto, é preciso destacar que, para que os cursos
de extensão na modalidade EAD tenham o sucesso esperado é
necessário que a Instituição alie a vontade política à pedagógica,
ou que implica que a Instituição assegure uma infra-estrutura
tecnológica, pedagógica e administrativa de qualidade; é necessário
que haja um bom gestor deste sistema, com competência para
assegurar que integração do ensino com a pesquisa e com a
extensão, seja mediada pelas tecnologias de comunicação e de
informação; é preciso que haja um Planejamento Estratégico que
unifique os demais tipos de planejamento e garanta a participação
de todos, bem como um fluxo comunicacional multidirecional de
qualidade.
A EAD deve oportunizar a reescrita da história institucional e
a manutenção de sua memória, além de possibilitar o fomento do
e-learning na instituição, o qual possibilitará por sua vez a abertura
de novas parcerias com empresas e serviços regionais, nacionais e
internacionais.
Pelo exposto pode se constatar que a educação a distância
representa indiscutivelmente um dos temas atuais da sociedade
globalizada, sendo objeto de interesse da empresa, do Estado e
alvo de incentivos materiais e financeiros para projetos inovadores,
os quais por sua vez representam excelentes oportunidades de
trabalho e aprendizado.

Pró-Reitoria de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão

6
SUMÁRIO

Unidade 1.1

EVOLUÇÃO CONCEITUAL DE DESENVOLVIMENTO


SUSTENTÁVEL
INTRODUÇÃO AO ESTUDO ........................................................ 8
OBJETIVOS DO ESTUDO ............................................................ 9
PROBLEMATIZAÇÃO ................................................................... 10
CONCEITUAÇÃO DO TEMA ........................................................
11
Evolução Conceitual de Desenvolvimento SustentáveL ...............
11
1 Desenvolvimento Sustentável ....................................................
11
1.1 O conceito de Natureza ..........................................................
12
1.1.1 Uma visão contemporânea da natureza ...............................
13
1.2 O conceito de Meio Ambiente .................................................
15
2 O impulso aos debates sobre Desenvolvimento Sustentável ....
15
2.1 Desenvolvimento sustentável: um conceito em evolução .......
16
2.2 Desenvolvimento Sustentável: estágio atual ...........................
21

REFERÊNCIAS ............................................................................. 24

7
INTRODUÇÃO AO ESTUDO

Neste capítulo busca-se contribuir para o esclarecimento do


conceito de desenvolvimento sustentável e suas aplicabilidades.
Para isso, será apresentada uma abordagem histórica enfocando
os avanços nos debates sobre os termos desenvolvimento +
sustentável evidenciando a relação contínua entre eles.

8
OBJETIVOS DO ESTUDO

Refletir sobre os conceitos de desenvolvimento sustentável


destacando os avanços e os limites de suas concepções.

9
PROBLEMATIZAÇÃO

Em nosso cotidiano nos deparamos com debates sobre a


necessidade de ações tendo em vista a superação dos problemas
ambientais, das desigualdades sociais e da apropriação da
natureza como objeto de exploração e consumo. Diversas são as
evidências de como os efeitos dessa exploração pode atingir não
só os seres humanos, que as produzem, como também outras
espécies e as futuras gerações.
Nesse contexto, destaca-se o desenvolvimento
sustentável como uma busca de soluções. Para refletir sobre
esse tema, é importante ter em mente questões como: O que é
desenvolvimento sustentável? Por que, no exercício das práticas
profissionais, é necessário estar atualizado quanto a esse tema?
Que avanços a perspectiva sustentável trouxe para a sociedade
e para a natureza? Quais desafios se colocam para a efetivação
do desenvolvimento sustentável?
Questões como essas causam certas inquietações para
profissionais de várias áreas do conhecimento.

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CONCEITUAÇÃO DO TEMA

Evolução Conceitual de
Desenvolvimento Sustentável
1 Desenvolvimento Sustentável

Nessa unidade, busca-se apresentar a evolução conceitual


sobre esse tema de forma a subsidiar a você estudante, quanto
às relações entre os termos desenvolvimento e sustentabilidade,
que desde a década de 1980, vem sendo direcionado a uma
concepção qualitativa, acompanhada de uma perspectiva
preocupada com a posterioridade, somando a esse conceito o
termo sustentável.
Ressalta-se que este debate, por ocorrer em nível
internacional, é permeado por pontos de vistas diferentes
de acordo com a realidade socioeconômica dos diferentes
países. Isso evidencia a necessidade de uma sistematização
da problemática que envolve esses termos, destacando seus
avanços e limites.
Neste capítulo, busca-se contribuir para o esclarecimento do
conceito de desenvolvimento sustentável e suas aplicabilidades.
Para isso, apresentamos uma abordagem histórica enfocando
os avanços nos debates sobre os termos desenvolvimento +
sustentável evidenciando a relação contínua entre eles.
Trata-se de uma temática que provoca debates e reflexões
importantes sobre aos impactos ambientais advindos da forma

11
de interação entre sociedade e natureza, que passaram a se
intensificar a partir de meados do século XIX, com a Revolução
Industrial. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de
conhecimentos sobre meio ambiente por parte dos profissionais
que atuam mais diferentes áreas, tendo em vista a busca de
soluções e desafios da sociedade como um todo.
Na evolução conceitual do tema principal deste capítulo:
“desenvolvimento sustentável”, faz-se necessário a compreensão
de dois conceitos-chave para o entendimento das diferentes
perspectivas pelas quais os debates já passaram. Dessa
forma, apresenta-se a seguir, os conceitos de Natureza e Meio
Ambiente.

1.1 O conceito de Natureza

Ao se referir ao conceito de natureza, Gonçalves (2006, p.


23), afirma que “toda sociedade, toda cultura cria, inventa, institui
uma determinada ideia do que seja natureza. Nesse sentido, o
conceito de natureza não é natural, sendo na verdade criado e
instituído pelos homens”. O termo natureza, conforme Backes et
al (2009), teve origem na Idade Média, mais precisamente no
século XIII e é originário de natura significa “fonte”, com conotação
de algo “natural” ou “natura”, sendo relacionado ao verbo nascer
em latim – (nascor, nasceris, natus, sum, nasci).
Destaca-se nessa conotação da natureza, sua visão
de algo mítico. Com o tempo, conforme Oliveira (2006, 114),
nas sociedades “civilizadas”, passa-se da concepção da mãe
natureza mágica encantada, em que “a terra não pertence ao
homem; é o homem que pertence a terra”, visando sempre uma
harmonia e equilíbrio entre ambos, para uma visão do homem
como sujeito de direito, dando origem a uma nova concepção.
Essa conotação de separação entre homem e natureza “é uma
característica marcante do pensamento que tem dominado o
chamado mundo ocidental”. (GONÇALVES, 2006, p. 28)
Assim, a natureza adquiriu diferentes conotações, como:
conjunto de todas as coisas possíveis, incluindo os seres humanos,

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os vegetais, os animais, os astros e os minerais. Nesse conjunto,
os seres humanos se destacam como agentes que, possuindo
domínio técnico interagem com a natureza, resultando desse
processo profundas transformações na superfície terrestre. De
acordo com Oliveira (2006, p. 115),

A emergência da ciência [a partir do século XV] traz


consigo um a nova concepção da natureza. De uma
concepção da natureza mãe, mágica, deus a ou
morada dos deuses passa-se a uma concepção da
natureza como máquina, regida por leis universais
que urgem serem conhecidas pelo homem para que
ele possa dominá-la.

Em nossa sociedade, a natureza é vista, segundo Gonçalves


(2006, p. 27), como “um objeto a ser dominado por sujeito, o
homem, muito embora saibamos que nem todos os homens são
proprietários da natureza. Assim, são poucos homens que dela
verdadeiramente se apropriam”.
Diante desse cenário, faz-se necessária uma reflexão
contínua sobre as consequências que o avanço da ciência e
da técnica vem provocando na natureza, o que pode induzir os
seres humanos à tomada de consciência da diversificação e da
multiplicidade dos fenômenos. (BACKES, et al, 2009)
Nessa perspectiva, o desafio na contemporaneidade
é buscar uma concepção de natureza que considere suas
fragilidades, os impactos sofridos pela ação do homem e, que
ao mesmo tempo, atenda às necessidades e os interesses dos
seres humanos.

1.1.1 Uma visão contemporânea da natureza

Nesse início de milênio, ao analisar as características da


natureza, o que se apresenta é a atuação de uma civilização
impulsionada pelas forças do capitalismo. Como resultado desse
sistema econômico, que se baseia na visão de que a natureza é
simplesmente um bem a ser explorado, detectam-se problemas
ambientes em diferentes níveis de intensidade em, praticamente,
toda a Terra.

13
Capitalismo (sob a ótica econômica): sistema
baseado na legitimidade dos bens privados e na
irrestrita liberdade de comércio e indústria, com
o principal objetivo de adquirir lucro; Sob a ótica
social: sistema em que o capital está em mãos de
empresas privadas ou indivíduos que contratam
mão-de-obra em troca de salário. (HOUAISS,
2008)

Destaca-se ainda que essa visão de natureza é aquela


imposta pelos países desenvolvidos, sendo que também é
causa desse processo de exploração, as desigualdades sociais.
Um exemplo dessa desigualdade é citado por Protásio (2008),
comparando o quadro socioeconômico da África e dos Estados
Unidos.
Enquanto a África possui cerca de 800 milhões de habitantes
e tem extensas reservas de petróleo; jazidas de minérios com alto
valor comercial; diversas matérias primas inexistentes em outros
continentes; é mesmo assim responsável por apenas 1% do
Produto Interno Bruno (PIB) mundial. Nesse continente a grande
maioria da população vive com menos de um dólar por dia; conflitos
armados matam milhares todos os anos; o continente tem dois
terços dos portadores de HIV do mundo; a mortalidade infantil mata
milhares de crianças todos os anos; cerca de 40% da população é
analfabeta; entre outros graves problemas. (PROTÁSIO, 2008)
Os Estados Unidos, por outro lado, com cerca de 300
milhões de habitantes, possui empresas que consomem metade
dos recursos ambientais do planeta. São responsáveis por ¼
da poluição atmosférica global e mesmo assim, não ratificou o
protocolo de Quioto, não se comprometendo assim, a diminuir as
emissões de gases poluentes na atmosfera. Isso sob a alegação
de que o país não pode colocar em risco suas tacas de crescimento
do PIB. (PROTÁSIO, 2008)
No entanto, mesmo com esse quadro de desigualdades
sociais, o consumo de produtos que agridem a natureza é crescente
em todo o mundo, o que intensificam os impactos ambientais,
sendo que as soluções para esse quadro são ainda incertas.

14
1.2 O conceito de Meio Ambiente

Para os ambientalistas mais contemporâneos, o emprego


do termo meio ambiente parece ter se tornado incômodo. Carlos
Walter Porto Gonçalves (1990), propõe o abandono do termo
meio ambiente, principalmente pela necessidade de tratar o
ambiente integralmente e não somente pela parte dele, considera
tal proposta como bem pertinente. Tal incômodo se deve ao fato
de a palavra meio também significa metade, parte ou porção, o
que converge para a abordagem tradicional sobre o tema que,
normalmente, exclui os aspectos sociais.

Neste contexto, o grande desafio para as novas


gerações de profissionais é inserir em suas práticas a
abordagem ambiental na perspectiva humana, ou seja,
social, econômica e cultural. Desse modo, os debates
a respeito do tema passam a ser mais abrangentes.

Também, sobre essa abordagem, Suertegaray (2009),


destaca que as tendências mais atuais tendem a pensar o ambiente
sem negar as tensões sob as suas diferentes dimensões. E,
nessa perspectiva enfocam um pensamento de conjunto em que
meio ambiente vai sendo pensando como ambiente por inteiro e
não somente por uma parte. Ainda conforme a autora, isso ocorre
na medida em que sua análise exige a compreensão das práticas
sociais, das ideologias e das culturas envolvidas.

2 O impulso aos debates sobre


Desenvolvimento Sustentável
Em nossos dias, pode-se afirmar que a sociedade, de forma
geral, está mais consciente em relação à sua interdependência
quanto ao meio ambiente. Desse modo, os gestores vêm
modificando suas percepções e atuações em consonância com o
entendimento coletivo. (POLONSKY, 1994).
No meio acadêmico e político, a importância dos debates
sobre meio ambiente se intensificaram a partir da segunda metade

15
do século XIX, em escala mundial, o que deu origem a diversas
linhas de pesquisas relacionadas às questões ambientais.
O marco do início desses debates internacionais foi o ano de
1945, a partir da fundação da Organização das Nações Unidas
(ONU), quando os problemas ambientais foram reconhecidos
oficialmente como emergenciais e que a busca de solução para
eles envolvia ações integradas entre ações a serem direcionadas
pelas nações e suas populações.
Nessa perspectiva, os termos desenvolvimento e
sustentável, então emergentes, passaram a fazer parte das
preocupações dos governantes, o que levou ao entendimento
da necessidade e importância do planejamento para o
desenvolvimento global equilibrado e ecológico. (MELO NETO &
BRENNAND, 2004)
Nesse contexto, intensificaram-se as preocupações
em preservar os recursos naturais como forma de garantir o
desenvolvimento das futuras gerações e o entendimento das
inter-relações das questões ambientais e sociais com as formas
de planejar ações humanas. Dessa forma, o debate sobre as
relações entre os conceitos: desenvolvimento e sustentável
ganharam impulso sob diferentes perspectivas, o que impulsionam
a sua evolução.

2.1 Desenvolvimento sustentável: um conceito em


evolução

Os debates sobre a problemática do desenvolvimento


sustentável vêm ocorrendo desde a fundação da ONU em 1945.
Dessa forma, a fundação dessa organização é considerada
o ponto de partida para os debates relacionados à defesa do
meio ambiente no contexto do desenvolvimento sustentável,
principalmente com a criação do Programa das Nações Unidas
para o Meio Ambiente (PNUMA).
Evidencia-se então, que os debates sobre as relações
entre meio ambiente, natureza e desenvolvimento sustentável
não é um tema novo, embora, não tenham se destacado na

16
década de 1950. Já na década de 1960, o marco dos debates
foram: a publicação de Primavera Silenciosa, por Rachel Carson;
o surgimento do Clube de Roma e a formulação da Política
Ambiental Americana NEPA (National Environmental Policy Act).
(DIAS, 2006).
Em 1962, com a publicação do livro de Rachel Carson,
considerado uma referência para o movimento ambientalista no
mundo, propondo o debate sobre as indústrias químicas trouxe o
conceito de ecologia e as bases do direito à informação e à vida.
(RIBEIRO, 2012)
No ano de 1968, foi fundado na Itália o Clube de Roma,
formado por diversos profissionais entre cientistas, educadores,
economistas e industriais, tendo como objetivo o debate global
sobre a preservação dos recursos naturais. Esse evento marcou
o início da busca pela sensibilização em nível global tendo em
vista o desenvolvimento da consciência ambiental internacional
considerando os graves problemas ambientais. (CAMARGO, 2003)
Com o “Clube de Roma”, ficou exposta a preocupação com
o desequilíbrio ambiental, o qual foi relacionado ao crescimento
demográfico centrado nos países subdesenvolvidos e ao emprego
de tecnologias interferentes no sistema ecológico terrestre.

O Clube de Roma (atualmente uma Organização não


governamental - ONG) teve diversos opositores que
compararam esse documento, que expôs as ideias
do grupo, a um retorno à tese de Malthus1 sobre
crescimento ilimitado da população mundial versus
esgotamento de recursos.
1

Em 1969, houve a formulação da Política Ambiental


Americana (National Environmental Policy Act), sendo essa,
1 Thomas Malthus (1766-1834), demógrafo e economista inglês, defendeu a teoria
populacional segundo a qual, “a tendência natural da população é para crescer
em ‘progressão Geométrica’, ao passo que os meios de subsistência não podem
aumentar a um ritmo mais rápido daquele que resulta da ‘progressão aritmética’:
o seu argumento principal para dar conta desta assimetria de taxas de
crescimento é que os acréscimos da produção agrícola vão sendo gradualmente
menores com a entrada em exploração de novas superfícies cultivadas, em
virtude da menor fertilidade dos solos marginais”. (SCHWARZ, 2009, p. 42)

17
conforme Braum (2005), uma das primeiras leis oficiais sobre o
meio ambiente, o que incentivou a formulações de legislações
ambientais.
Em abril de 1970, houve um evento chamado
comemoração do Dia da Terra, que pode foi considerado como
a maior manifestação ambientalista até aquele momento. Foi a
partir da década de 1970 que os movimentos em prol do meio
ambiente se intensificaram, o que expandiu o debate sobre o
conceito de sustentabilidade e que levou a criação de organismos
internacionais, as agências estatais de meios ambientes e
as regulamentações e mecanismos de controles ambientais.
(CAMARGO, 2003)
Em 1972, foi publicado pelo Clube de Roma o documento
denominado “Limites do Crescimento” (Limits to Growth),
elaborado por cientistas do Massachusetts Institute of Tecnology
(MIT), tornando-se um referencial para o debate sobre o meio
ambiente. A publicação desse relatório motivou a realização da
Conferência das Nações Unidas em Estocolmo, no mesmo ano.
Nessa conferência foram debatidos problemas resultantes
da contaminação do ar e das águas pelo aumento significativo
das indústrias. De acordo com Ribeiro (1995), duas teses
foram discutidas nessa reunião: a do crescimento zero contra
a desenvolvimentista. Os países em desenvolvimento como
o Brasil (na época, sob o regime da ditadura militar) queriam
o desenvolvimento, mesmo que este trouxesse problemas
ambientais. Sob esse aspecto e, numa demonstração de total
desconhecimento dos problemas ambientais, consta que um
representante brasileiro tenha afirmado: “Venham (as indústrias)
para o Brasil. Nós ainda não temos poluição”.
O evento, embora criticado, teve efeitos positivos, tais
como a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente – PNUMA (UNEP); a institucionalização do Dia Mundial
do Meio Ambiente (cinco de junho) o Seminário Internacional
sobre Educação Ambiental, na Iugoslávia, em 1975 (Workshop de
Belgrado); e a Conferência Intergovernamental sobre Educação
ambiental, organizada pela UNESCO e o Programa das Nações

18
Unidas para o Meio Ambiente, em Tbisili (Geórgia, da ex-União
Soviética), no ano de 1977.
Na conferência de Estocolmo em 1972, emergiu uma das
primeiras versões do conceito de desenvolvimento sustentável,
ainda denominado ecodesenvolvimento. Na definição de
ecodesenvolvimento se partia do pressuposto de que a produção
deveria atender as necessidades fundamentais da maioria da
população. Conforme Sachs (1986), a produção deveria se
basear na economia de recursos naturais como forma de garantir
às gerações futuras a possibilidade de desenvolvimento.
Em 1980, o termo desenvolvimento sustentável foi utilizado
de forma inédita no documento A Estratégia Mundial para a
Conservação, sendo este elaborado pela União Internacional
para a Conservação da Natureza. A partir da publicação desse
documento, passou-se então a difundir o desenvolvimento
sustentável como princípios a integração entre natureza e
desenvolvimento humanos. Essa perspectiva inclui questões
como equiparação de rendas, justiça social, autodeterminação
social, diversidade cultural e a manutenção da integridade
ecológica. (RAYNAUT; ZANONI, 1993).
Em 1983, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e
Desenvolvimento (CMMAD) foi criada pelo Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), tendo como objetivo
reavaliar e buscar soluções para os problemas referentes à
exploração da natureza e ao desenvolvimento mundial.
No Brasil, em 1986 com a criação do Conselho Nacional
de Meio Ambiente (CONAMA) passou-se a exigir o EIA
(Estudo de Impacto Ambiental) como instrumento obrigatório
para o licenciamento de atividades que pudessem alterar
significativamente as condições ambientais.
Em 1987, a publicação do documento “O Nosso Futuro
Comum”, também conhecido como “Relatório Brundtland”, pela
Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento –
CMMAD -, fez críticas ao modelo de desenvolvimento adotado
pelos países industrializados, o qual era seguido pelas nações
em desenvolvimento. Esse documento ressalta os riscos de uso

19
excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade
de reposição dos ecossistemas. A globalização da economia,
efetivando-se na década de 1990, determinou igualmente, a
disseminação de conceitos de gestão, que levou à ampliação da
adoção da série ISO 9 0002, como referência de qualidade de
produtos e serviços.
No Rio de Janeiro, em 1992, ocorreu a Rio-92 que foi
uma conferência, organizada pela Assembléia Geral das Nações
Unidas para avaliar os avanços nas resoluções acordadas na
Conferência de Estocolmo. A Rio-92, conforme Valle (2002),
representa um marco para instituir a questão ambiental como
uma preocupação de toda a humanidade. Como principais
resultados dessa conferência, destacam-se: a consagração do
princípio de desenvolvimento sustentável e a implantação de
estruturas institucionais para tomada das decisões e ações em
níveis nacionais e internacionais.
Em 1996, foram aprovadas as normas ISO 14 000, ou seja,
o consenso mundial sobre gestão ambiental. Essas duas séries,
a ISO 9 000 (qualidade) e a ISO 14 000 (proteção ambiental)
apresentam normas que estão se incorporando à cultura
daquelas empresas que, de alguma maneira, interferem no meio
ambiente.
A Rio-92 foi complementada pelo Fórum Global 92 e
pela elaboração do documento Agenda 21, debatendo sobre a
busca de soluções globais para o desenvolvimento sustentável
e definindo diferentes responsabilidades (BRAUN, 2005). A partir
de 1992, os debates ocorridos na Rio-92 e os resultados da
Agenda 21 vem sendo periodicamente reavaliados a cada cinco
anos, aproximadamente.
Em 1997, em Nova York, aconteceu o evento Rio+5, sendo
que neste mesmo ano foi assinado o Protocolo de Kioto, no
2 A ISO, cuja sigla significa International Organization for Standardization, conforme
Israelian et al (1996), é uma entidade não governamental criada em 1947 com
sede em Genebra - Suiça. Tem como objetivo promover o desenvolvimento da
normatização e da qualidade em nível internacional. As normas da ISO foram
oficializadas em 1987, baseadas em normas já existentes e podem ser utilizadas
por qualquer tipo de empresa, seja ela grande ou pequena, de caráter industrial,
prestadora de serviços ou mesmo uma entidade governamental.

20
Japão, segundo o qual os países signatários concordaram em
reduzir a emissão de gases de efeito estufa até 2012. Em 2002,
em Johanesburgo, ocorreu o encontro Rio+10.
Já em 2012, ocorreu uma nova conferência denominada
Rio+20, também sediada no Rio de Janeiro, da qual resultou um
documento final que reafirma as decisões da Rio-92. Nas análises
realizadas na Rio+20, reconhece-se que pouco se avançou em
relação às questões da sustentabilidade no intervalo de tempo
entre a ocorrência das duas conferências. Conforme o exposto, o
conceito de sustentabilidade vem se modificando ao longo desse
tempo, tendo em vista acrescentar aos debates questões sociais,
econômicas e políticas.

2.2 Desenvolvimento Sustentável: estágio


atual

Num levantamento realizado por Willians e Millington


(2004), foram identificados cerca de oitenta diferentes, e por
vezes contraditórias, abordagens desse conceito, sendo que na
maioria deles o termo desenvolvimento estava sendo utilizado
como sinônimo de crescimento econômico.
Em função dessa perspectiva de desenvolvimento atrelado
ao crescimento econômico, o Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD) propôs o conceito de Desenvolvimento
Humano Sustentável (DHS)

... resgatando idéias importantes para a humanidade.


Segundo esse conceito, o ser humano é a razão de
ser do desenvolvimento, e no ser humano devem
estar centrados tanto o processo quanto os resultados
inerentes ao desenvolvimento (OLIVEIRA, 2005, p.2).

Assim, além do crescimento econômico, enfatiza-se a


erradicação da pobreza, a promoção da equidade e inclusão
social, da igualdade de gênero e étnica, a sustentabilidade
ambiental, a participação política e os direitos humanos. E, para
a sua mensuração, foram criados alguns índices, tais como: o

21
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o IDH Municipal
(IDHM), o Índice de Pobreza Humana (IPH), o Índice de
Desenvolvimento Humano ajustado por Gênero (IDG) e a Medida
de Empoderamento de Gênero (MEG).
Essas concepções de desenvolvimento sustentável
ocorreram no bojo da revolução técnico-científica que influenciou
o cenário político e econômico internacional do final do século XX
e se acentua no início do século XXI. Esse contexto, conforme
Custódio (2004, p. 57), coloca

à disposição do homem saberes e recursos nunca


antes imaginados, a questão ambiental emerge como
nova ordem social e política. Aos debates sobre os
limites do crescimento com os quais a questão se
coloca em todos os relevantes encontros para a
discussão da temática ambiental (Estocolmo/72,
ECO/92, Johanesburgo/02) impõem-se, hoje,
discussões relativas à superação desses limites por
meio de tecnologias alternativas movidas pela busca
da adequação entre potencial de recursos e produção
social.

Numa análise do conceito de desenvolvimento sustentável,


Dias (2003, p. 48), o apresenta de forma mais ampla:

Embora seja um conceito amplamente utilizado, não


existe uma visão única do que seja o desenvolvimento
sustentável. Para alguns, alcançar o desenvolvimento
sustentável é obter o crescimento econômico contínuo
por meio de manejo mais racional dos recursos
naturais e a utilização de tecnologias mais eficientes
e menos poluentes. Para outros, o desenvolvimento
sustentável é antes de tudo um projeto social e político
destinado a erradicar a pobreza, elevar a qualidade
de vida e satisfazer às necessidades básicas da
humanidade que oferece os princípios e orientações
para o desenvolvimento harmônico da sociedade,
considerando a apropriação e a transformação
sustentável dos recursos ambientais.

Avaliando-se esses diversos eventos e as fases relativas


às questões ambientais, verifica-se que tanto no Brasil, como em
boa parte dos demais países, muito se fala em meio ambiente, há

22
muitos projetos, muitas propostas, mas poucas ações efetivas,
existindo, pois uma grande distância entre a possibilidade de
interferência técnica e a vontade política de viabilizar as ações
necessárias.
Tal situação, mais do que uma incapacidade é, em
essência, uma característica do modelo econômico vigente,
principalmente nos países em desenvolvimento e dependentes,
nos quais se considera a degradação ambiental como necessária
ao desenvolvimento.
Considerar a evolução das ações visando o desenvolvimento
sustentável e os desafios que esse processo envolve é de
fundamental importância para pensar a Gestão Ambiental, cujas
características e peculiaridades serão apresentadas na próxima
unidade.

23
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