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O tema deste curso são as atividades que estimulam o engajamento e o pensamento

crítico a respeito da arte. 


Mas em que consiste uma boa atividade? Neste vídeo vamos mergulhar em alguns
critérios que 
adotamos ao desenvolver e avaliar a efetividade das atividades de arte. 
Mantenha esses pontos em mente e você estará no caminho certo para promover o
engajamento e 
viver experiências memoráveis com os seus alunos. 
Uma boa atividade fornece instruções e expectativas claras. 
Ao propor uma atividade, certifique-se de estabelecer expectativas claras a respeito do
que os alunos devem fazer 
e faça pausas para ter certeza de que todos estão no mesmo patamar. Uma maneira de
fazer issso é 
simplesmente perguntar: "Quem pode repetir para mim quais são as instruções?" 
Essas rotinas estabelecem um foco poderoso e claro para a aprendizagem, e oferecem
uma estrutura inequívoca 
sobre como interagir no interior do tecido físico e social da visita. No MoMA, 
essa orientação começa antes mesmo que os alunos coloquem os pés nas galerias. Não
importa 
a idade ou o tipo de aprendiz com o qual você trabalha, reserve um tempo para uma prévia
das atividades 
e envolvimentos que virão. 
Os educadores do MoMA também iniciam cada atividade introduzindo o grande foco
temático da visita. 
A maneira como introduzimos a atividade também pode dar o tom sobre como queremos
que os alunos 
se envolvam e participem. Por exemplo, se você quer que os estudantes falem em voz
alta, 
encoraje esse comportamente pedindo que eles façam perguntas e comentários desde o
começo. 
Fale com energia e abuse do gestual. O seu próprio comportamento se torna o modelo 
que eles vão seguir. 
Uma boa atividade incorpora uma ou mais abordagens e habilidades, além do diálogo. As
atividades
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experienciais ou corporificadas envolvem múltiplas modalidades de expressão, além da
linguagem ou discurso. 
Durante este curso, vamos demonstrar atividades dirigidas às diferentes 
modalidades de cada aprendiz individual por incorporar todos os sentidos, por encorajar a
expressão 
para além da fala ou do texto, e por se basear nas habilidades tanto sociais quanto
conceituais. 
Uma boa atividade parte da experiência e do conhecimento próprio do estudante. As
abordagens pedagógicas que adotamos no MoMA se baseiam numa teoria fundamental:
os aprendizes constroem conhecimento 
Nossas abordagens de ensino no MoMA são baseadas em uma teoria fundamental: que
os alunos constroem o conhecimento 
estabelecendo conexões entre a obra de arte e a vida deles. Por exemplo, 
se você está ensinando sobre uma obra de arte que mostra uma cena de rua num lugar
distante no tempo ou no espaço, 
você pode começar pedindo aos estudantes que comparem e contrastem aquilo que estão
vendo com sua própria 
experiência da rua. Não forneça a informação, simplesmente; faça perguntas que ajudem
os alunos a 
se relacionar com a obra de arte. 
Uma boa atividade está claramente relacionada com a obra de arte 
Obras de arte podem ser ferramentas de ensino preciosas, porque existem no mesmo
espaço físico que nós. 
Não são específicas de um grupo etário ou audiência e, ao contrário da palavra escrita, 
nos convidam a usar todo os sentidos. Uma boa arte-atividade vai encorajar os alunos a se
envolver 
diretamente com a obra de arte e fazer interpretações e hipóteses com base em
evidências sensoriais. 
A atividade certa pode iluminar o processo e a intenção do artista, aprofundando 
a compreeensão que o observador tem do trabalho. 
Uma boa atividade está claramente relacionada com o tema abrangente ou o objetivo da
aula 
Ao invés de abordar obras de arte isoladas, crie um tema abrangente ou um objetivo de
aula que seja capaz de amarrar conceitualmente todos os trabalhos. Não forneça fatos;
conte uma história que 
amarre conceitualmente todas as obras de arte. Não fale de fatos, conte uma história que 
se relacione com a experiência dos alunos e da qual eles possam partir usando sua
capacidade 
de observação. No MoMA, conectamos obras e atividades através de temas como
Identidade, 
Espaços & Lugares, Sociedade & Política ou Narrativa & Arte. 
Uma boa atividade dá aos estudantes tempo para pensar 
O pensamento pede tempo, seja quando você está parado em frente a uma obra de arte,
seja na sala de aula. 
Ao desenvolver ou facilitar uma atividade, certifique-se de oferecer bastante tempo para
que os seus alunos 
examinem múltiplas perspectivas, pesem as diferentes teorias, discutam e cheguem a
conclusões originais. 
Às vezes, isso significa que você vai precisar tomar decisões difíceis com relação ao
conteúdo que pode ser 
coberto durante qualquer atividade. Ao invés de promover um envolvimento superficial
com 
dez obras de arte, tente um envolvimento profundo com três ou cinco delas. 
Tendo dito isso, acontecerão exceções. Por exemplo, alguns jogos podem ser rápidos, 
ou vão impor restrições de tempo. Nesses casos, é bom prever um tempo de
acompanhamento 
dedicado à reflexão sobre o que eles levam da atividade. 
Uma boa atividade suporta múltiplos resultados 
Uma boa atividade é aberta o suficiente para permitir resultados divergentes, 
não apenas aqueles que esperamos ou desejamos. Ainda que todos alunos sigam as
mesmas instruções, 
a estrutura da atividade deve ser flexível o suficiente para suportar diferentes maneiras de
pensar 
e modos de expressão variáveis. 
Como planejadora e intérprete em museus, sei que todas as exposições são organizadas 
tendo em mente uma visão muito específica. Curadores, educadores e designers
trabalham por muitos meses, 
às vezes anos, numa exposição e de certa forma é compreensível que desejemos que os
visitantes 
saiam da visita levando na memória a mesma narrativa tão cuidadosamente construída.
Podemos até mesmo 
encarar como um fracasso quando aquilo que o visitante leva embora não corresponde à
intenção original. 
Na nossa ânsia de impor resultados de aprendizagem específicos, pode ser fácil regredir
ao século 19 
em termos de visão sobre a aprendizagem. 
Mas lembre-se que a aprendizagem é mais significativa quando baseada nas conexões e
observações 
pessoais. Se o estudante não repete o seu conjunto de conhecimentos, isso não quer
dizer 
que ele não está aprendendo. Na verdade, nosso objetivo como educadores deveria ser
facilitar uma cultura 
do pensamento, em que os estudantes se sintam empoderados para desenvolver ideias
originais e chegar às suas 
próprias conclusões.