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MyCannabis

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health, technology and science


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Prezado cliente,
Este é o seu laudo do teste MyCannabisCode da iPROPRIUM.

Este laudo está dividido nas seguintes seções:

• Resumo personalizado dos resultados (p. 3)


• Recomendação personalizada de produtos (p. 4)
• Introdução sobre canabinóides, o sistema endocanabinóide e a Cannabis (página 5)
• Informações sobre o teste genético (página 9)
• Resultados do seu metabolismo de fitocanabinóides (página 11)
• Resultados sobre o impacto de fitocanabinóides no seu bem estar (página 17)
• Resultados sobre a sua predisposição para utilização crônica de fitocanabinóides (página 23)
• Informações técnicas (página 25)
• Referências (página 28)
No seu pdf, você pode acessar qualquer seção abaixo através de um click, que o documento irá para a página correta.

PARA O PACIENTE:

• Seção 1: fornece um resumo de seus resultados


• Seção 2: contém recomendações personalizadas de produtos
• Seções 4.4, 4.5 e 4.6: são as mais relevantes, contendo seus resultados

• Seção 3: leia caso você queira saber mais sobre canabinóides e o sistema endocanabinóide
• Seção 4: leia caso queira saber quais os genes analisados em cada uma das áreas contempladas
neste teste genético

• Seções 5 – 6: contêm informações técnicas e mais específicas sobre a metodologia utilizada, assim
como as referências científicas que servem de suporte à geração deste relatório

PARA O MÉDICO:

• Todas as seções devem ser lidas com atenção.


• Seção 1: fornece um resumo dos resultados
• Seção 2: contém recomendações personalizadas de produtos

• Seção 4: contém informações sobre o teste genético, como por exemplo, os genes analisados
• Seções 4.4, 4.5 e 4.6: contêm os resultados do seu paciente
• Seção 3: leia caso você queira saber mais sobre canabinóides, o sistema endocanabinóide e testes
genéticos

• Seções 5 – 6: contêm informações técnicas e mais específicas sobre nossa metodologia, assim
como as referências científicas que servem de suporte à geração deste laudo

Entre em contato conosco se você tiver qualquer dificuldade para acessar ou entender os resultados deste laudo.

Teste genético: CNBHG1


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1. MYCANNABISCODE: SEU RESUMO PERSONALIZADO

Os índices abaixo foram construídos levando em consideração a sua susceptibilidade aos principais efeitos colaterais potenciais
da Cannabis. A barra apresentada é o resultado de um algoritmo de análise que leva em consideração diversos fatores genéticos
envolvidos no risco de ocorrência dos vários tipos de efeitos adversos. Na prática, a barra está dividida em três segmentos de
tamanho igual: o primeiro indica um risco reduzido, o segundo um risco intermediário e o terceiro um risco aumentado.

Importante ressaltar que estas informações são apenas de cunho genético. O padrão de uso (tipo de produto, dose administrada e
frequência de uso) são determinantes na ocorrência ou não dos efeitos listados abaixo.

Impacto no cotidiano Estado psicológico e comportamental


Risco intermediário Risco reduzido

0% 25% 50% 75% 100% 0% 25% 50% 75% 100%

Função cognitiva Utilização crônica de fitocanabinóides


Risco reduzido Risco intermediário

0% 25% 50% 75% 100% 0% 25% 50% 75% 100%

Metabolismo

MR = muito reduzido, R = reduzido, PR = parcialmente reduzido, N = normal, PA = parcialmente aumentado, A = aumentado

1.1. INTERPRETAÇÃO

Seu perfil genético é adequado ao consumo de canabinóides, por nistração oral. Com a inalação, espera-se que os efeitos durem
isso você pode usar estas substâncias com relativa segurança. pouco menos de 1 h, enquanto por via oral eles podem durar até
Seu metabolismo é alterado para um dos componentes majoritá- 6 h. Apesar do seu metabolismo do THC ser normal, é esperado
rios da planta e você não tem propensão para apresentar efeitos que sinta necessidade de aumentar a dose ao longo do tempo.
adversos comportamentais com o consumo de Cannabis.
Seu perfil biológico propicia uma resiliência aos efeitos adversos
Seu metabolismo para o canabinóide THC pode ser considerado da Cannabis. Convém mencionar que essas características po-
normal, e o do CBD é mais rápido do que o normal. Isso sig- dem se manifestar com o consumo exagerado. Você não possui
nifica que deve experienciar os efeitos psicoativos da Cannabis risco particular em qualquer âmbito pesquisado por esse teste,
normalmente. Em uma situação típica, os efeitos da Cannabis mas convém alertar que o uso de Cannabis pode eventualmente
são perceptíveis 20-30 min após a inalação e 1-2 h após admi- resultar em efeitos adversos passageiros.

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2. MYCANNABISCODE: RECOMENDAÇÃO PERSONALIZADA DE PRODUTOS

Baseado no seu resultado global, consideramos que você pode optar por produtos contendo THC ou CBD em qualquer proporção.
Não há qualquer restrição para o consumo de produtos contendo majoritariamente ou exclusivamente CBD.

O médico prescritor vai lhe recomendar o produto mais indicado para o seu uso, dentre as categorias listadas abaixo. Em qualquer
circunstância, sugerimos que inicie com doses menores e vá aumentando, conforme for adequado e recomendado pelo seu médico.

Abaixo, exemplos de produtos recomendados ao seu perfil genético:

LINHA CARACTERÍSTICAS PRODUTO

Produtos psicoativos contendo alto teor de THC como princípio ativo


principal. Devem ser usados principalmente por pacientes com genética
favorável e/ou experiência prévia positiva com produtos de Cannabis.
Exemplos: óleos com cerca de 20 mg/ml de THC, flores com cerca de
15-20% de THC (ou mais), cápsulas com até 10 mg de THC, sem teores
relevantes de CBD.

Produtos psicoativos contendo teor intermediário de THC como princípio


ativo principal, que devem ser usados principalmente por pacientes com
genética favorável e/ou experiência prévia positiva com produtos de
Cannabis. Exemplos: óleos com cerca de de 10 mg/ml de THC, flores
com cerca de 8-13% de THC, sem teores relevantes de CBD.

Produtos que proporcionam experiência equilibrada, contendo


proporções semelhantes de THC e CBD, que devem ser usados por
pacientes que precisam dos efeitos medicinais do THC e estão sendo
introduzidos a esta terapêutica, ou possuem susceptibilidade a efeitos
adversos desta substância. Exemplos: óleos com cerca de de 10 mg/ml
de THC, flores com cerca de 8-13% de THC, e cápsulas com até 10 mg
de THC, todos contendo teores equivalentes de CBD.

Produtos que proporcionam experiência suave, contendo CBD em


proporção maior do que o THC, que podem ser usados por praticamente
qualquer indivíduo, desde que respeitadas as doses máximas sugeridas
de THC. Exemplos: óleos com 20 mg/ml de CBD, flores com cerca de
10-15% de CBD, e cápsulas com 20 mg de CBD (ou mais), com baixos
teores de THC.

Produtos não psicoativos contendo exclusivamente CBD, que podem ser


usados por praticamente qualquer indivíduo, sem restrições. Exemplos:
óleos com 20 mg/ml de CBD, flores com cerca de 10-15% de CBD, e
cápsulas com 20 mg de CBD (ou mais), sem teor detectável de THC.

* A dose dos produtos deve ser ajustada conforme as instruções quanto ao seu metabolismo individual.

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3. INTRODUÇÃO CIENTÍFICA

3.1. O QUE SÃO CANABINÓIDES?

Canabinóide é um termo genérico utilizado para descrever substâncias, naturais ou artificiais, que ativam os
receptores canabinóides do tipo 1 ou 2 (CB1 ou CB2), presentes no nosso organismo. Estes incluem:
• os fitocanabinóides, compostos encontrados em plantas do gênero Cannabis;
• os endocanabinóides, compostos produzidos de forma endógena nos sistemas nervoso e imunológico de
animais e seres humanos;
• os canabinóides sintéticos.
Dentre os fitocanabinóides, já existem mais de 100 compostos identificados [1, 2], os mais comuns estão
apresentados na Figura 1.

CBN
Canabinol

Figura 1: Esquema ilustrativo dos tipos de fitocanabinóides mais comuns. Os fitocanabinóides existentes em plantas do gênero
Cannabis encontram-se destacados em verde. Os compostos obtidos através de processos de aquecimento e/ou envelhecimento das
plantas encontram-se em vermelho e em amarelo, respectivamente.

De todos os fitocanabinóides, o delta-9 tetrahidrocanabinol (∆9-THC) e o canabidiol (CBD) são os mais estu-
dados pela comunidade científica e conhecidos pela população em geral [3]. O ∆9-THC e os seus derivados
destacam-se por proporcionar um efeito psicoativo nos seres humanos. O canabinol (CBN) e o delta-8 tetrahi-
drocanabinol (∆8-THC) são menos potentes por serem produtos da oxidação do ∆9-THC. Todos os outros
fitocanabinóides não apresentam propriedades psicoativas [4].

Os fitocanabinóides ∆9-THC e o CBD têm sido aplicados com sucesso na prática clínica.  Em contexto tera-
pêutico, estas substâncias podem ser apresentadas e administradas isoladamente, combinadas em diferentes
proporções, ou em composições mais complexas, como os extratos obtidos da Cannabis. A utilização destes
extratos tem apresentado melhor tolerabilidade e vantagens terapêuticas em relação às substâncias isoladas
da Cannabis [5]. Estes benefícios são devidos a um ”efeito sinergético”entre os fitocanabinóides e outros tipos
de substâncias que compõem cada extrato, como por exemplo os terpenos [6].

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3.2. SISTEMA ENDOCANABINÓIDE E A CANNABIS

3.2.1 O QUE É O SISTEMA ENDOCANABINÓIDE?

O sistema endocanabinóide é responsável pelo re-


estabelecimento da harmonia biológica (homeostase)
frente a perturbações externas. Os principais en-
docanabinóides conhecidos são a anandamida e o
2-araquidonil-glicerol (2-AG), ambos derivados de lipí-
dios. A sua ação depende da ligação aos receptores
CB1 ou CB2 [7], presentes em diversos órgãos do corpo
humano [8, 9] (ver Figura 2).

O CB1 é mais abundante no sistema nervoso central


e periférico, estando envolvido na regulação da neu-
rotransmissão. A ligação de endocanabinóides a CB1
suprime a liberação excessiva de neurotransmissores
e regula a adaptação temporal da neurotransmissão
a diferentes estímulos (neuroplasticidade), fazendo
com que os endocanabinóides tenham uma grande
importância na neuromodulação [10, 11].

O CB2 é comumente encontrado em células do sistema


Glândulas
Suprarrenais imunológico, regulando efeitos associados a processos
inflamatórios e imunidade do organismo [10, 11].

Entre as funções conhecidas do sistema endocanabi-


nóide, tem-se a regulação de apetite/saciedade, humor,
temperatura corporal, resposta à dor, capacidades
motoras, resposta ao stress, sono, cognição e memória
[4, 11, 12]. Por ser responsável por tantas funções
fundamentais do organismo, o mau funcionamento do
sistema endocanabinóide está intrinsicamente ligado a
diversas patologias e, portanto, a sua modulação tem
um enorme potencial terapêutico.

A ativação dos receptores CB1 e CB2 pelos fitocanabi-


nóides pode resultar em benefícios terapêuticos, desde
que administrados de forma correta. Por outro lado, o
uso inadequado ou exagerado de fitocanabinóides pode
interferir prejudicialmente com o sistema endocanabi-
nóide, particularmente reduzindo a sua efetividade num
processo que é conhecido como tolerância, ou adapta-
Figura 2: Distribuição dos receptores CB1 e CB2 no organismo. ção farmacológica [13].

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3.2.2 QUAL A IMPORTÂNCIA DA CANNABIS?

A Cannabis é composta por várias moléculas farmacologicamente semelhantes aos endocanabinóides, os


fitocanabinóides, capazes de mimetizar os seus efeitos. Isto significa que os fitocanabinóides têm a capacidade
de interagir com os mesmos alvos celulares que os endocanabinóides, os receptores CB1 e CB2. 

Os efeitos do ∆9-THC [14, 15] (ver Figura 3) resultam majoritariamente da sua interação com os receptores
canabinóides [16]. O CBD tem uma fraca afinidade para CB1 e CB2 [17], mas aumenta indiretamente os níveis
de endocanabinóides por inibir sua degradação e interage com outros receptores não-canabinóides, como os de
serotonina e adenosina [4, 18]. Além disso, existe também evidência que o CBD pode inibir a ligação do ∆9-THC
ao receptor CB1 [19], conduzindo à atenuação dos efeitos psicoativos do ∆9-THC e consequente redução do
risco dos receptores CB1 desenvolverem tolerância farmacodinâmica. Por este motivo, o CBD é frequentemente
utilizado em associação com o ∆9-THC. A utilização de CBD tem vindo a ser associada a efeitos terapêuticos
como os listados na Figura 4 [4, 20].

Figura 3: Efeitos positivos e negativos da utilização do ∆9-THC.

Figura 4: Efeitos positivos e negativos da utilização do CBD.

* Usualmente não existem efeitos negativos associados. Os efeitos negativos aqui apresentados são relativos a altas doses
(iguais ou maiores a 600 mg/dia). Estes sintomas são sentidos em menos de 10% dos pacientes [21].

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3.3. POR QUE REALIZAR UMA ANÁLISE DE DNA?

O DNA é uma estrutura molecular complexa, que armazena a informação necessária para o desenvolvimento,
a sobrevivência e a reprodução dos organismos vivos. É transmitido à descendência, pelo que existe uma
herança da informação nele contida. Apesar da maioria da sequência do DNA ser conservada entre indivíduos,
existe uma pequena fração variável que é responsável pela diversidade de características. Por sua vez, esta
diversidade estende-se à forma como o organismo de cada indivíduo responde à exposição aos fitocanabinóides.
Por este motivo, o estudo de marcadores específicos no DNA permite inferir acerca da capacidade individual
de metabolização destas substâncias e também da predisposição para determinados efeitos secundários
resultantes da exposição. O conhecimento da informação genética é determinante para melhorar a experiência
de utilização de fitocanabinóides.

Este teste tem como objetivo apresentar recomendações a respeito da composição de produtos, doses dos
princípios ativos e vias de administração mais adequadas ao paciente, considerando o seu perfil genético. Trata-
se de uma abordagem conhecida como medicina personalizada, aplicada ao uso terapêutico de fitocanabinóides.

A necessidade da utilização de fitocanabinóides vai depender do seu uso terapêutico, de modo que essa decisão
deve ser tomada com assistência médica.

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4. O SEU RELATÓRIO

CASO INDEX INSTITUIÇÃO CLIENTE


Nome: N.A. Nome do médico: N.A.

Gênero: N.A. Referência: N.A.

Data de nascimento: N.A. Local de coleta: N.A.

Idade: N.A. Instituição: N.A.

Etnia: N.A.
Número de processo: N.A.
Motivo: N.A.
Propósito do teste: Farmacogenética Data de requisição: N.A.

Tipo de amostra: N.A. Data de entrega: N.A.

4.1. O QUE É ANALISADO NESTE TESTE GENÉTICO?

Este teste genético analisa 55 variantes genéticas em 29 genes associados à utilização de fitocanabinóides. O
teste identifica o seu perfil genético e informa sobre como a utilização de fitocanabinóides pode lhe impactar.
Os genes avaliados encontram-se discriminados abaixo.

Metabolismo Bem-estar Utilização crônica


ABCB1, CYP2C19, CYP2C9, AKT1, BDNF, CLTC, CNR1, ABCB1, CADM2, CNR1, EPHX2,
CYP3A4, UGT1A1, UGT1A3, COL25A1, COMT, DBH, DRD2, FAAH, MGLL, NCAM1, NRG1,
UGT1A9, UGT2B7 FAAH, MAPK14, S100A10 RP11206M117, S100B, SDK1,
SLC35G1, SMG6

4.2. AVISO LEGAL

Este teste genético foi desenvolvido para ser utilizado como uma ferramenta de trabalho do seu médico ou
profissional de saúde. Os resultados obtidos poderão orientar na definição de uma terapêutica personalizada,
tendo sempre como foco o aumento da eficácia do tratamento, assim como a diminuição do risco de experien-
ciar efeitos adversos.

Os resultados apresentados neste teste não se destinam a fornecer um diagnóstico médico ou a fornecer
recomendações médicas, deverão ser considerados apenas como informativos. A realização deste teste, assim
como os resultados obtidos, não podem ser utilizados como substitutos de aconselhamento e tratamento
médico profissional. Os resultados do teste genético não dependem da condição física, clínica ou terapêutica
utilizada pelo indivíduo testado. É importante que consulte o seu médico antes de utilizar qualquer produto à
base de fitocanabinóides.

A empresa iPROPRIUM não se responsabiliza por eventuais efeitos secundários causados pela utilização de
Cannabis sendo que recomenda que procure ser consultado por um profissional de saúde especializado em Can-
nabis medicinal antes de tentar substituir os medicamentos que lhe são regularmente prescritos por produtos
à base de fitocanabinóides.

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4.3. O QUE ESTE TESTE GENÉTICO PERMITE SABER?

A análise dos vários marcadores genéticos encontra-se dividida em três grandes áreas: 1) Metabolismo de
fitocanabinóides; 2) O impacto dos fitocanabinóides no seu bem-estar; 3) A sua predisposição para a utilização
crônica de fitocanabinóides. Nas páginas seguintes do relatório, você irá encontrar os seus resultados para cada
uma destas áreas.

Metabolismo de fitocanabinóides: Qual o seu tipo?


A genética de cada indivíduo influencia a maneira e a velocidade que o ∆9-THC e o CBD
são metabolizados e excretados pelo organismo. Nesta área estão apontados: 1) a sua
capacidade de metabolizar cada uma das substâncias referidas; 2) as recomendações em
termos de quantidades, frequências de exposição e vias de administração.
Estas informações podem ser encontradas na seção 4.4, página 11.

Bem-estar: Qual o impacto dos fitocanabinóides?


A utilização correta de fitocanabinóides está associada a benefícios para a saúde e bem-
estar de cada indivíduo. No entanto, uma utilização inadequada pode resultar em efeitos
indesejados, principalmente em indivíduos predispostos para tais efeitos. Vários estudos
realizados indicam associações entre marcadores genéticos e a predisposição individual
a problemas psicológicos, comportamentais e cognitivos com o uso de fitocanabinóides.
A informação apresentada nesta área fará com que você se conheça melhor, permitindo
uma melhor utilização da Cannabis para fins terapêuticos.
Esta informação pode ser encontrada na seção 4.5, página 17.

Utilização crônica de fitocanabinóides: Qual a sua predisposição?


Estudos científicos relatam que indivíduos que possuem fatores genéticos de risco têm
uma maior predisposição para desenvolver um certo grau de dependência ao princípio
ativo ∆9-THC, embora não seja frequente. Descubra qual o risco associado ao seu perfil
genético e como você pode usar a Cannabis com o melhor equilíbrio entre riscos e bene-
fícios.
Esta informação pode ser encontrada na seção 4.6, página 23.

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4.4. METABOLISMO DE FITOCANABINÓIDES

Os fitocanabinóides ∆9-THC e CBD são maioritariamente metabolizados no fígado [22], à semelhança do


que acontece com outras substâncias que não são produzidas pelo próprio organismo. A sua metabolização
consiste em transformá-los quimicamente, com o objetivo de promover a sua eliminação do organismo atra-
vés das fezes e da urina [23]. Para tal, é necessária a intervenção de enzimas de forma a facilitar a sua excreção.

Dentre as diversas enzimas que participam deste processo, as principais fazem parte das famílias citocromo
P450 (CYP450), como a CYP2C9, a CYP2C19 e a CYP3A4, responsáveis pela hidroxilação e oxidação, e
UDP-glucuronosiltransferase (UGT), como a UGT1A1, a UGT1A3, a UGT1A9 e a UGT2B7, que catalisam a
conjugação com o ácido glucorônico [7, 22, 24, 25]. Estas modificações químicas alteram as propriedades dos
fitocanabinóides. No caso do ∆9-THC, por exemplo, alguns passos de metabolização resultam na perda de
efeito psicoativo [25].

Algumas alterações nos genes responsáveis pela produção destas enzimas resultam numa capacidade de me-
tabolização alterada, impactando a capacidade do organismo degradar e eliminar os fitocanabinóides e, conse-
quentemente, alterando o efeito produzido por estes [7]. O estudo de alterações genéticas permite inferir a
capacidade de metabolização individual e ajustar a exposição aos fitocanabinóides de forma a melhorar a expe-
riência de utilização, influenciando a escolha da via de administração, a frequência da exposição e as doses mais
apropriadas de ∆9-THC e CBD.

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THC

O ∆9-THC é o princípio ativo presente na planta da Cannabis que causa efeitos psicoativos. Enzimas presentes
no fígado irão transformar o ∆9-THC no metabólito 11-OH ∆9-THC, que por sua vez também é uma substân-
cia psicoativa. A substância 11-OH ∆9-THC é posteriormente desativada, também no fígado, dando lugar à
substância não-psicoativa 11-COOH ∆9-THC [26, 27]. Paralelamente a estas transformações, o organismo tem
a capacidade de converter as substâncias 11-OH ∆9-THC e 11-COOH ∆9-THC de modo que facilitará a sua
excreção [27]. As principais vias de excreção são as fezes, no caso do 11-OH ∆9-THC, e a urina, no caso do
11-COOH ∆9-THC [22].

RESUMO DOS SEUS RESULTADOS E RECOMENDAÇÕES

MR = muito reduzido, R = reduzido, PR = parcialmente reduzido, N = normal, PA = parcialmente aumentado, A = aumentado

Dose diária inicial de ∆9-THC


recomendada

Dose diária máxima de ∆9-THC


recomendada

Inalação

Ingestão

OBSERVAÇÃO: Estas recomendações são diretamente extrapoladas dos resultados genéticos. Deve ser lida a informação mais detalhada nas seções seguintes
e devem ser tidos em conta outros fatores não-genéticos.

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INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

A análise do seu perfil genético indica que possui um metabolismo normal para o ∆9-THC, um metabolismo normal para o
11-OH ∆9-THC e um metabolismo parcialmente reduzido para o 11-COOH ∆9-THC.

• A substância 11-COOH ∆9-THC poderá permanecer no seu organismo por um período de tempo superior ao normal.

• O gene ABCB1 codifica a Glicoproteína-P e influencia a biodisponibilidade do ∆9-THC. Os seus resultados estão associa-
dos a um aumento da função da Glicoproteína-P, levando à diminuição da biodisponibilidade e do tempo de permanência
do ∆9-THC nos tecidos. Em utilizadores frequentes de Cannabis, a diminuição da biodisponibilidade nos tecidos origina
níveis mais elevados de ∆9-THC em circulação, uma vez que o organismo utiliza a corrente sanguínea como via de
eliminação da substância [28].

ESTRATÉGIA DE ADMINISTRAÇÃO

• É recomendado que inicie a utilização de ∆9-THC com doses diárias de 10 mg.


• Na ausência de efeitos secundários, poderá aumentar gradualmente a dose diária de ∆9-THC em intervalos de 5 mg,
sendo que o máximo diário deverá ficar entre os 15 mg e os 20 mg de ∆9-THC.

• Doses maiores de 20 mg de ∆9-THC provocam efeitos psicoativos substanciais e só devem ser administradas após
experiência inicial, e em decorrência de tolerância aos efeitos farmacológicos do ∆9-THC.
Os valores apresentados são indicativos. Dependendo da finalidade, o seu médico assistente poderá fazer alterações à poso-
logia referida. Assim, é aconselhado que mantenha uma comunicação ativa com o seu médico.

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

O seu perfil genético indica que poderá se beneficiar da utilização de ∆9-THC, administrado por inalação ou por ingestão oral.

Pela via inalada:

• A ação do ∆9-THC poderá ser sentida, em média, entre 20 a 40 minutos após a utilização.
• O efeito do ∆9-THC é experienciado de um modo intenso, contudo menos duradouro, visto que o ∆9-THC entra em
contato com o cérebro mais rapidamente e o organismo tem a capacidade de degradar esta substância durante a primeira
hora após exposição.

• A substância 11-COOH ∆9-THC poderá permanecer no seu organismo até 24 horas.


Pela via oral:

• O efeito do ∆9-THC poderá ser sentido de um modo mais duradouro, durante 2 a 6 horas, essencialmente devido à
formação do metabolito 11-OH ∆9-THC.

• A excreção total da substância 11-COOH ∆9-THC do seu organismo acontecerá após 24 horas.
• A absorção do ∆9-THC pode ser aumentada através da sua ingestão com alimentos ricos em gorduras saturadas como
carnes, laticínios e nozes.

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Para obter mais informação que o ajude a decidir acerca das quantidades de ∆9-THC a utilizar, explore a seção 4.5. Aqui poderá
perceber o impacto que a utilização de fitocanabinóides poderá ter no seu bem-estar.

COMPOSIÇÃO DOS PRODUTOS

Optar por produtos com CBD na sua composição poderá ser benéfico na atenuação dos efeitos psicoativos do ∆9-THC.
Veja os seus resultados referentes à metabolização de CBD para tomar uma decisão mais informada.

INFORMAÇÃO ADICIONAL

Tendo em conta os seus resultados, a ingestão de água após o consumo de fitocanabinóides poderá ser particularmente
vantajosa, uma vez que irá ajudar a aumentar a excreção renal deste tipo de substância.

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CBD

O CBD é o princípio ativo presente na planta da Cannabis que não causa efeitos psicoativos. Esta substância
tem sido utilizada como antipsicótico, ansiolítico e antiepilético, anti-inflamatório e na melhora do sono [4].
Dependendo da finalidade, o seu médico assistente pode prescrever diferentes posologias e frequências de
administração. O CBD é metabolizado no fígado dando lugar à substância 7- OH CBD [29]. Por sua vez, o 7-OH
CBD, sofrerá uma transformação que facilitará a sua excreção do organismo através da urina [30, 31].

RESUMO DOS SEUS RESULTADOS

MR = muito reduzido, R = reduzido, PR = parcialmente reduzido, N = normal, PA = parcialmente aumentado, A = aumentado

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

A análise do seu perfil genético indica que possui um metabolismo aumentado para o CBD e um metabolismo aumentado
para o 7-OH CBD.

• Os efeitos terapêuticos do CBD poderão ser sentidos de modo mais brando. Considere usar doses maiores dos produtos
contendo unicamente esta substância.

ESTRATÉGIA DE ADMINISTRAÇÃO

• É possível que você necessite de doses mais elevadas de CBD e/ou realize administrações mais frequentes.
Qualquer alteração à posologia e frequência de exposição deve ser acompanhada pelo seu médico assistente.

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

Poderá sentir efeitos com diferentes intensidades e tempos de duração, dependendo do modo de administração pelo qual
opte.

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• A inalação é muito eficaz para o tratamento de sintomas agudos sendo que irá experienciar os efeitos do CBD de forma
quase imediata, contudo, menos duradoura.

• Por via oral, os efeitos do CBD demoram mais tempo a ser sentidos mas são mais duradouros do que pela via inalada.
A biodisponibilidade do CBD pode ainda ser aumentada pela sua ingestão com alimentos ricos em gorduras saturadas
como carnes, laticínios e nozes, entre outros.

• A via sublingual proporciona uma maior biodisponibilidade do CBD do que por ingestão oral.

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4.5. O IMPACTO DOS FITOCANABINÓIDES NO SEU BEM-ESTAR

Através dos inúmeros estudos científicos desenvolvidos nesta área, é possível inferir acerca de alguns dos
efeitos adversos que possam surgir através da utilização de fitocanabinóides [32, 33] (ver Figura 5). Contudo, é
importante referir que estes efeitos não são experienciados por todos os usuários, existindo uma relação entre
a predisposição genética e a suscetibilidade de cada indivíduo para os potenciais efeitos subjacentes ao uso de
fitocanabinóides. A identificação do impacto que a utilização de fitocanabinóides terá no seu bem-estar permitirá
com que faça uma escolha segura e efetiva em relação à composição dos produtos à base de Cannabis, dose e
frequência de administração.

Figura 5: Potenciais efeitos adversos associados à utilização de Cannabis.

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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MyCannabis
Code
example
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Impacto no cotidiano

Com o objetivo de avaliar o impacto da Cannabis em várias áreas da vida cotidiana, foi desenvolvida pela comu-
nidade científica uma escala de 19 itens para que o utilizador crônico de Cannabis identifique potenciais efeitos
negativos resultantes da sua utilização [34, 35]. Esses 19 itens foram escolhidos com base nos relatos de
indivíduos que procuram ajuda para a utilização indevida de Cannabis e abrangem várias áreas, das quais são
exemplos a saúde física, as relações sociais, a motivação, a produtividade, a memória e o trabalho [35]. A pon-
tuação final na escala será tão mais elevada quanto mais negativo for o impacto da Cannabis nos vários itens
considerados. Poderá fazer a sua própria avaliação com o auxílio de um profissional de saúde. As evidências
científicas mostram uma frequência mais elevada de marcadores genéticos específicos nos indivíduos com pon-
tuação elevada nesta escala [36]. Através desta informação, é possível identificar indivíduos mais suscetíveis
a experienciar efeitos negativos no cotidiano, o que possibilita uma gestão mais personalizada da utilização de
Cannabis.

0% 25% 50% 75% 100%

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Os seus resultados mostram uma predisposição aumentada para um impacto negativo da Cannabis na vida cotidiana.

É recomendado que se mantenha vigilante aos possíveis impactos da terapêutica à base de Cannabis no seu cotidiano. Tal
como explicado na introdução desta área, existe uma escala para avaliação do potencial risco de desenvolvimento de problemas
associados à Cannabis durante o uso crônico. Tendo em conta o seu perfil genético, é recomendado que responda a esta escala
com o auxílio do seu médico para avaliar o custo-beneficio deste tratamento e possivelmente reajustar a dose e frequência de
utilização.

O esquema seguinte ilustra os genes com impacto para este parâmetro, dentre todos os avaliados:

FAAH

Com impacto Neutro

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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MyCannabis
Code
example
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Estado psicológico e comportamental

O uso de derivados de Cannabis, mais especificamente de produtos contendo a substância psicoativa ∆9-THC,
pode provocar alterações do estado psicológico e comportamental nos indivíduos suscetíveis. A nível com-
portamental, pode ser observado um aumento na agressividade do indivíduo, assim como da propensão para
desenvolver comportamentos sexuais de risco [37, 38, 39]. Os efeitos psicológicos podem ir desde o desenvol-
vimento de sintomatologias de depressão e apatia, e transtorno de personalidade antissocial, até a episódios
de psicose [40, 41, 42]. É de notar que todos estes efeitos não acontecem imediatamente mas podem surgir
após o uso de quantidades excessivas e continuadas [43]. As alterações descritas podem ser agravadas pela
existência de patologia psiquiátrica [44]. Outros fatores que podem aumentar a probabilidade do indivíduo expe-
rienciar tais alterações estão relacionados com a predisposição para desenvolvimento de sintomas de ansiedade,
depressão e/ou impulsividade, mesmo que não diretamente associados ao uso prévio de fitocanabinóides.

0% 25% 50% 75% 100%

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

O seu perfil genético indica que possui uma predisposição baixa para desenvolver alterações psicológicas e de comportamento
como consequência da utilização de Cannabis.

Mesmo tendo um perfil considerado seguro, sugerimos que faça uma auto-avaliação contínua do seu estado psicológico e
comportamental.

INTERPRETAÇÃO DETALHADA DOS RESULTADOS

O impacto associado à utilização de fitocanabinóides foi calculado tomando em consideração as seguintes especificidades:

• Portadores da mesma variante de AKT1 que foi identificada no seu genoma apresentam maior propensão ao desenvol-
vimento de psicose, em resposta à exposição diária a Cannabis [45, 46, 47].

Outros fatores específicos do seu genoma que podem influenciar, indiretamente, a sua resposta ao uso de Cannabis encontram-
se relacionados com as seguinte particularidades:

• Os seus resultados mostram a presença de uma variante específica do gene CNR1 associada a maior impulsividade,
em indivíduos expostos a um ambiente de adversidade psicossocial no início da sua infância [48]. Esta associação foi
determinada no período da adolescência e não existem informações sobre a sua extensão à vida adulta. Considere-se
sob risco aumentado se experimentou episódios de transtorno psiquiátrico, delinquência ou se os demais fatores estão
presentes em sua família: baixo nível de educação dos pais, famílias uniparentais, gravidez não desejada, discordância

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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MyCannabis
Code
example
HD8.1-1-g6e13ba4

marital ou paternidade precoce [48].

• O seu perfil genético mostra um genótipo de COMT que influencia positivamente os sintomas resultantes da exposição
a Cannabis [49]. Esta variante predispõe, portanto, para uma experiência de utilização mais positiva.

• Os seus resultados mostram a presença de uma variante do gene FAAH associada a uma predisposição para comporta-
mentos de menor ansiedade (ansiolíticos), particularmente para uma diminuição da resposta ao medo e da sensibilidade
a ameaças [50, 51]. Portadores desta variante poderão ter, assim, maior tendência a correr riscos.

RECOMENDAÇÕES GERAIS

• Caso experience sintomas psicóticos, é importante que os reporte ao seu médico. Os principais sintomas de psicose são
alucinações e delírios. Alucinações acontecem quando se ouve, vê e, em alguns casos, sente, cheira ou prova algo que
não existe. Delírios são caracterizados por uma crença inequivoca em situações inexistentes, por exemplo, crença de ser
alvo de perseguição ou de uma conspiração.

• Caso tenha problemas psicológicos ou antecedentes na família e/ou esteja a tomar medicamentos psicotrópicos, estará
mais propenso a transtornos deste tipo. Tenha especial cuidado na utilização de produtos que contenham ∆9-THC. O
CBD, por outro lado, tem um papel importante na redução da ansiedade e prevenção de ocorrência de episódios de
psicose.

• No seu caso, é ainda recomendado que:

1. Consulte o seu médico para reavaliação da dose e frequência de exposição ao ∆9-THC;


2. Não conduza sob o efeito da Cannabis;
3. O uso de Cannabis seja realizado num local seguro e que reconheça, de preferência em casa;
4. Evite usar produtos derivados de Cannabis sozinho. É importante fazer-se acompanhar por alguém que o possa
auxiliar no caso de experienciar sintomas passageiros como alucinações, após a utilização de produtos à base de
Cannabis.

O esquema seguinte ilustra os genes com impacto para este parâmetro, dentre todos os avaliados:

AKT1 BDNF CLTC CNR1 COL25A1 COMT DRD2

FAAH S100A10

Com impacto Com impacto indirecto Neutro

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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MyCannabis
Code
example
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Função cognitiva

A cognição é a capacidade de assimilar e processar os dados que chegam de diferentes vias, como a percepção
e a experiência, e convertê-los em conhecimento. A função cognitiva engloba diferentes processos que fazem
parte do desenvolvimento intelectual. Entre eles podem ser enumerados a aprendizagem, a atenção, a memó-
ria, o raciocínio e a tomada de decisões [52]. A utilização inadequada de fitocanabinóides, particularmente de
∆9-THC, encontra-se relacionada com a redução da função cognitiva [15, 42].

0% 25% 50% 75% 100%

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

O seu perfil genético indica que possui uma predisposição baixa para desenvolver problemas relacionados com a sua função
cognitiva, como consequência da utilização de Cannabis.

INTERPRETAÇÃO DETALHADA DOS RESULTADOS

O impacto associado à utilização de fitocanabinóides foi calculado tomando em consideração as seguintes especificidades:

• É portador de uma variante específica do gene AKT1 associada a uma diminuição do desempenho cognitivo em res-
posta à utilização de Cannabis, particularmente com predisposição a um maior tempo de resposta e menor precisão no
desempenho de tarefas cognitivas [53].

• O seu genótipo do gene COMT sugere menor capacidade de manter a atenção em resposta ao ∆9-THC [54, 55].

RECOMENDAÇÕES GERAIS

• Dada a sua predisposição genética para uma redução da velocidade de processamento e/ou atenção, recomenda-se que:

1. Não dirija sob efeito da Cannabis;


2. Não opere máquinas sob efeito da Cannabis;
3. Faça a utilização de Cannabis após o período de trabalho, estudo ou outras tarefas que impliquem tomadas de

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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MyCannabis
Code
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decisão importantes.

O esquema seguinte ilustra os genes com impacto para este parâmetro, dentre todos os avaliados:

AKT1 CNR1 COMT DBH DRD2 MAPK14

Com impacto Neutro

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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4.6. A SUA PREDISPOSIÇÃO PARA UTILIZAÇÃO CRÔNICA DE FITOCANABINÓIDES

Tal como acontece com outras substâncias, a utilização continuada de elevadas quantidades de Cannabis leva
a que o cérebro sofra um processo de adaptação e reduza não só a produção de endocanabinóides como a
sua sensibilidade à ação destes. Nesta situação, a sinalização do sistema endocanabinóide entra em défice
ao ser interrompida a utilização de Cannabis (abstinência). Como consequência, podem ser experienciados
vários sintomas, como perturbações do sono e apetite, náuseas, dores de cabeça e irritabilidade. Estes cessam
espontaneamente, ao ser restaurada a produção normal de endocanabinóides. De modo a evitar experienciar
sintomas, é frequente a continuação da utilização de Cannabis, da qual resulta a exposição crônica.

Estudos científicos têm vindo a demonstrar que o ∆9-THC é responsável pelo desenvolvimento de sintomas
de abuso de Cannabis, particularmente em indivíduos geneticamente suscetíveis, por afetar a regulação dos
sistemas biológicos de recompensa. A utilização de produtos com níveis elevados de ∆9-THC aumenta,
portanto, o risco de desenvolvimento de dependência e de sintomatologia agressiva após o cessar abrupto da
utilização crônica.

As seguintes manifestações podem ser indicativas de uma situação de dependência:

• desejo compulsivo e recorrente de utilizar a substância;


• vontade reduzir ou parar, mas não conseguir;
• negligência face a outras partes da sua vida, como o trabalho;
• utilização continuada da substância, mesmo que cause problemas nos relacionamentos pessoais, profissi-
onais, etc.;

• toma da substância em quantidades maiores ou por mais tempo do que deveria.

O CBD, por outro lado, não apresenta características aditivas. Inclusive, o seu extracto puro tem demonstrado
potencial terapêutico na prevenção de recaídas, em indivíduos que se encontrem em recuperação após um longo
período de abuso de Cannabis [56, 57].

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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Utilização crônica de fitocanabinóides

As evidências científicas demonstram que a utilização crônica e excessiva de Cannabis é uma característica he-
reditária, ou seja, influenciada pela genética. Por este motivo, é relevante a avaliação de marcadores genéticos
com associação demonstrada a esta dependência. Com base nesta informação, é possível identificar utilizadores
propensos a uma utilização inadequada, devendo o uso de Cannabis, nestes indivíduos, ser especialmente mo-
nitorado. Particularmente relevante em indivíduos com esta predisposição, a utilização inadequada é o principal
fator associado ao desenvolvimento de efeitos adversos, pelo que é aconselhada a integração dos resultados
presentes nesta seção com os apresentados nas seções anteriores.

0% 25% 50% 75% 100%


Risco baixo Risco alto

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

O seu perfil genético está associado a uma predisposição intermediária para a dependência de Cannabis.

Tendo em conta o seu resultado, é importante que aumentos de dose e/ou da frequência de exposição sejam discutidos
com um profissional de saúde. A sua realização voluntária pode resultar numa utilização inadequada e, em último lugar, no
desenvolvimento de dependência. É aconselhada a realização de pausas na utilização de Cannabis. Estas pausas devem
ser discutidas e planejadas em conjunto com o profissional de saúde e permitem reduzir o risco de dependência e evitar
fenômenos de tolerância às substâncias associadas à planta, nomeadamente ao ∆ − 9 THC. Evitando a tolerância, o
organismo continuará a reagir à dose e frequência definidas como terapêuticas.

O esquema seguinte ilustra os genes com impacto para este parâmetro, dentre todos os avaliados:

ABCB1 CADM2 CNR1 EPHX2 FAAH MGLL NCAM1

NRG1 RP11206M117 S100B SDK1 SLC35G1 SMG6

Com impacto Neutro

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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example
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5. INFORMAÇÃO TÉCNICA

5.1. METODOLOGIA
1. A extração de DNA é realizada no equipamento de extração automática MagNA Pure Compact (ROCHE) pela utilização do kit MagNA Pure
Compact Nucleic Acid Isolation Kit I (ROCHE). A avaliação da concentração e qualidade de DNA é feita usando o espectrofotômetro MultiskanGo
(Thermo Scientific).
2. A genotipagem foi realizada pelo estudo de 55 variantes genéticas, em 29 genes, descritas como associadas à utilização de fitocanabinóides.
3. A genotipagem foi realizada utilizando um Microchip de DNA numa plataforma de alta vazão, que faz uso da tecnologia iPLEX® MassARRAY®
(Agena Bioscience, Inc.). O Microchip de DNA permite uma análise genética otimizada, combinando uma reação de PCR específica para cada
variante alélica, pela extensão de primer, com a espectrometria de massa MALDI-TOF. As diferentes massas obtidas são convertidas em
informação genética.
4. De acordo com a brochura da tecnologia iPLEX® da Agena Bioscience, o sistema MassARRAY® realiza a genotipagem de SNPs com um elevado
nível de precisão e reprodutibilidade (em ensaios validados, demonstrou uma taxa de atribuição de genótipo com uma precisão superior a 99%).

5.2. PAINEL GENÉTICO


ABCB1 ATP binding cassette subfamily B member 1 | NC_000007.14
MAPK14 mitogen-activated protein kinase 14 | NC_000006.12
AKT1 AKT serine/threonine kinase 1 | NC_000014.9
MGLL monoglyceride lipase | NC_000003.12
BDNF Brain Derived Neurotrophic Factor | NM_001143805.1
NCAM1 neural cell adhesion molecule 1 | NC_000011.10
CADM2 cell adhesion molecule 2 | NC_000003.12
NRG1 neuregulin 1 | NC_000008.11
CLTC clathrin heavy chain | NC_000017.11
RP11206M117 RP11206M117 antisense transcript | NC_000003.12
CNR1 cannabinoid receptor 1 | NC_000006.12
S100A10 S100 calcium binding protein A10 | NC_000001.11
COL25A1 collagen type XXV alpha 1 chain | NC_000004.12
S100B S100 calcium binding protein B | NC_000021.9
COMT catechol-O-methyltransferase | NC_000022.11
SDK1 sidekick cell adhesion molecule 1 | NM_152744.4
CYP2C19 cytochrome P450 family 2 subfamily C member 19 | NC_000010.11
SLC35G1 solute carrier family 35 member G1 | NM_001134658.3
CYP2C9 cytochrome P450 family 2 subfamily C member 9 | NM_000771.3
SMG6 SMG6 nonsense mediated mRNA decay factor | NC_000017.11
CYP3A4 cytochrome P450 family 3 subfamily A member 4 | NC_000007.14
UGT1A1 UDP glucuronosyltransferase family 1 member A1 | NM_000463.2
DBH dopamine beta-hydroxylase | NM_000787.3
UGT1A3 UDP glucuronosyltransferase family 1 member A3 | NM_019093.2
DRD2 dopamine receptor D2 | NC_000011.10
UGT1A9 UDP glucuronosyltransferase family 1 member A9 | NM_021027.2
EPHX2 epoxide hydrolase 2 | NC_000008.11
UGT2B7 UDP glucuronosyltransferase family 2 member B7 | NM_001074.2
FAAH fatty acid amide hydrolase | NM_001441.3

5.3. RISCOS E LIMITAÇÕES


A HeartGenetics, Genetics and Biotechnology SA utiliza um rigoroso controle de qualidade não excluindo, no entanto, a possibilidade de erro que possa
influenciar o resultado. A confiabilidade dos resultados está garantida sempre e quando tenham sido seguidas as recomendações da HeartGenetics,
Genetics and Biotechnology SA, para a realização deste teste genético. Os resultados do presente relatório estão limitados ao conhecimento científico
existente até a data de desenvolvimento deste exame. Assumiram-se como verdadeiras as declarações relativas à identidade do doente e médico,
propósito do estudo, caso índex e a natureza e identificação dos produtos biológicos analisados.

5.4. GESTÃO DA QUALIDADE

A HeartGenetics, Genetics and Biotechnology SA é uma empresa com Sistema de Gestão da Qualidade com certificação ISO 9001 e
ISO 13485, e que aplica um Programa de Avaliação Externa da Qualidade do UK NEQAS. O laboratório que realiza os testes genéticos
compromete-se, em qualquer momento, a cumprir todas as certificações e leis aplicáveis no seu território.

5.5. INFORMAÇÃO GENÉTICA


Na tabela abaixo identificam-se as variantes genéticas que foram identificadas como tendo impacto na definição de um plano
terapêutico à base de fitocanabinóides. Os resultados são descritos de acordo com a nomenclatura HGVS (http:www.hgvs.org)
consultada à data de 1 de fevereiro de 2020.
Referência da alteração genética
Gene Alteração nucleotídica 1 Alteração aminoacídica Resultado
HGMD Ensembl
ABCB1 CM000496 rs1045642 g.87509329A>G p.Ile1145= AG
AKT1 – rs2494732 g.104772855T>C – C
CADM2 – rs1448602 g.85731304A>G – G
CADM2 – rs2875907 g.85469430A>G – GA
CADM2 – rs7651996 g.85008198G>T – GT
CNR1 CM074755 rs1049353 g.88143916C>T p.Thr453= T
COMT CM960420 rs4680 g.19963748G>A p.Val158Met G
CYP2C19 CR067132 rs12248560 g.94761900C>T – CT
CYP2C19 CS941458 rs4244285 g.94781859G>A p.Pro227= G

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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MyCannabis
Code
example
HD8.1-1-g6e13ba4

CYP2C19 CM942096 rs4986893 g.94780653G>A p.Trp212Ter G


CYP2C19 CR109898 rs7902257 c.-1041G>A – G
CYP2C9 CM960481 rs1057910 c.1075A>C p.Ile359Leu A
CYP2C9 CM994193 rs1799853 c.430C>T p.Arg144Cys C
CYP2C9 CM056574 rs28371685 c.1003C>T p.Arg335Trp C
CYP2C9 CM1213133 rs7900194 c.449G>A p.Arg150His G
CYP3A4 CR119345 rs35599367 g.99768693G>A – G
FAAH – rs11576941 c.1175+197G>T – GT
FAAH CM023913 rs324420 c.385C>A p.Pro129Thr CA
FAAH – rs4141964 c.196-2723T>C – CT
NCAM1 – rs4471463 g.113112873C>T – TC
SDK1 – rs10085617 c.299-24001A>T – TA
SMG6 – rs17761723 g.2203796C>T – T
UGT1A1 CM930722 rs4148323 c.211G>A p.Gly71Arg G
UGT1A3 – rs2008595 c.861+34681C>T – TC
UGT1A3 CM042128 rs3821242 c.31T>C p.Trp11Arg TC
UGT1A3 CM042129 rs45625338 c.133C>T p.Arg45Trp C
UGT1A3 – rs61764030 c.473C>T p.Ala158Val C
UGT1A9 – rs17868322 c.855+34471G>A – G
UGT1A9 – rs2741045 c.855+34117C>T – CT
UGT1A9 CM033677 rs72551330 c.98T>C p.Met33Thr T
UGT2B7 CM077880 rs12233719 c.211G>T p.Ala71Ser G
UGT2B7 CS086286 rs28365062 c.735A>G p.Thr245= A
UGT2B7 CS086287 rs4348159 c.1062C>T p.Tyr354= C
UGT2B7 CS086285 rs62298861 c.722-314A>G – A
UGT2B7 CR042177 rs73823859 c.-138G>A – G
UGT2B7 CR045948 rs7438135 c.-900G>A – AG

1
A identificação numérica associada a cada variante está ligada a uma sequência de referência obtida no banco de dados do Ensembl (http://www.ensembl.org/
index.html).

Haplótipos identificados: CYP2C19: *1/*17; CYP2C9: *1/*1; CYP3A4: *1/*1; UGT1A1: *1/*1; UGT1A3: *1/*3; UGT1A9: *1/*1
Nota: Os haplótipos *1 são considerados na ausência dos alelos variantes avaliados neste teste.

Na tabela seguinte são apresentadas as variantes genéticas identificadas no seu genoma que não estão, até à data, identificadas
como tendo impacto na definição de um planejamento terapêutico à base de fitocanabinóides.
Referência da alteração genética
Gene Alteração nucleotídica 1 Alteração aminoacídica Resultado
HGMD Ensembl
AKT1 CM081515 rs1130233 g.104773557C>T p.Glu242= C
BDNF CM020369 rs6265 g.27658369C>T p.Val66Met C
CLTC – rs12944716 g.59618631A>G – GA
CNR1 CR073542 rs12720071 g.88141462T>C – T
CNR1 – rs1406977 g.88175102C>T – T
CNR1 – rs2023239 g.88150763T>C – T
CNR1 – rs806368 g.88140381T>C – T
COL25A1 – rs13134663 g.108919403A>G – A
DBH CR014914 rs1611115 c.-979T>C – C
DRD2 CS076613 rs1076560 g.113412966C>A – C
MAPK14 – rs12199654 g.36041718A>G – GA
MGLL – rs604300 g.127724009A>G – G
NRG1 – rs17664708 g.32579499C>T – C
RP11206M117 – rs143244591 g.149296148G>A – G
S100A10 – rs72993629 g.151996263G>T – G
S100B – rs186825689 g.46586140A>C – A
SLC35G1 – rs146091982 c.360-551A>G – A

1
A identificação numérica associada a cada variante está ligada a uma sequência de referência obtida no banco de dados do Ensembl (http://www.ensembl.org/
index.html).

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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Code
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HD8.1-1-g6e13ba4

Direção científica
PROPRIUM Portugal Lda.

Fabrício Pamplona Farmacologista, PhD Chief Scientific Officer


(Responsabilidade pelo conteúdo científico)

Direção técnica
HeartGenetics, Genetics and Biotechnology SA
Cantanhede, N.A.
Portugal

Susana Rodrigues Santos


Helena Vazão Daniel Luís
Especialista em Genética Humana; Bióloga
Bióloga Molecular, PhD Biólogo Molecular, MSc
Molecular, PhD
Diretora de Operações Diretor científico
Diretora de Laboratório
(Responsabilidade da operação)
(Responsabilidade da validação)

Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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MyCannabis
Code
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6. REFERÊNCIAS
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[4] A. A. Izzo, F. Borrelli, R. Capasso, V. Di Marzo, and R. Mechoulam, Trends in pharmacological sciences 30, 515 (2009).
[5] S. Vučković, D. Srebro, K. S. Vujović, Č. Vučetić, and M. Prostran, Frontiers in pharmacology 9, 1259 (2018).
[6] E. B. Russo, British journal of pharmacology 163, 1344 (2011).
[7] S. Hryhorowicz, M. Walczak, O. Zakerska-Banaszak, R. Słomski, and M. Skrzypczak-Zielińska, European journal of drug metabolism and pharmacokinetics 43, 1
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[8] A. C. Howlett and M. E. Abood, in Advances in Pharmacology, Vol. 80 (Elsevier, 2017) pp. 169–206.
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[13] J. A. López-Moreno, G. González-Cuevas, G. Moreno, and M. Navarro, Addiction biology 13, 160 (2008).
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Teste genético: CNBHG1


Referência da amostra: 91 – EXAMPLE
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O conteúdo constante do relatório é fornecido objetivamente em função da amostra biológica analisada, sem qualquer interpretação pessoal dirigida a um indivíduo concreto e determinado.

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Teste genético: CNBHG1


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