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Universidade Politécnica

A POLITÉCNICA

Programa Curricular do Curso de Engenharia Ambiental (EA)

Carlos Manuel Serra


Hafido Abacassamo

Maputo, Agosto de 2013, revisto em Dezembro de 2014

1
Índice

INTRODUÇÃO...............................................................................................................................5

OBJECTO D’A POLITÉCNICA....................................................................................................5

MISSÃO D’A POLITÉCNICA.......................................................................................................6

OBJECTIVOS DO CURSO............................................................................................................6

PERFIL DO GRADUADO.............................................................................................................7

SAIDAS PROFISSIONAIS ………………………………………………………………………8

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E DURAÇÃO DO CURSO....................................................8

ÁREAS CIENTÍFICAS...................................................................................................................9

PRECEDÊNCIAS..........................................................................................................................10

ESTRATÉGIAS E MÉTODOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM...........................................11

AVALIAÇÃO................................................................................................................................11

FORMAS DE CULMINAÇÃO DO CURSO...............................................................................12

PLANO DE ESTUDOS.................................................................................................................13

PROGRAMAS TEMÁTICOS.......................................................................................................16

1º Ano............................................................................................................................................17

MATEMÁTICA APLICADA I.................................................................................................17

QUÍMICA INORGÂNICA........................................................................................................19

BIOLOGIA.................................................................................................................................21

PRINCÍPIOS DE GENÉTICA E MICROBIOLOGIA..............................................................23

PROBLEMÁTICA AMBIENTAL............................................................................................25

MÉTODOS DE PESQUISA......................................................................................................25

MATEMÁTICA APLICADA II................................................................................................27

2
QUÍMICA ORGÂNICA............................................................................................................31

ESTATÍSTICA E PROBALIDADE..........................................................................................31

AMBIENTE E QUESTÕES SOCIAIS......................................................................................35

FÍSICA.......................................................................................................................................37

2º Ano............................................................................................................................................39

FISIOLOGIA VEGETAL E ANIMAL .....................................................................................39

BIOQUÍMICA............................................................................................................................41

HIDRÁULICA E MECÂNICA DE FLUÍDOS.........................................................................43

ECOLOGIA................................................................................................................................41

URBANISMO E TRANSPORTE..............................................................................................47

HISTÓRIA DAS IDEIAS ECONÓMICAS E DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO....45

GESTÃO COSTEIRA................................................................................................................52

MONITORIZAÇÃO DE SISTEMAS AMBIENTAIS..............................................................52

GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU)........................................................54

IMPACTO AMBIENTAL EM PROJECTOS DE EXTRACÇÃO............................................56

GESTÃO DOS RECURSOS NATURAIS E DO AMBIENTE................................................60

TÉCNICAS LABORATORIAIS EM AMBIENTE ..................................................................60

3º Ano............................................................................................................................................64

SISTEMA DE INFORMAÇÕES GIS E CARTOGRAFIA.......................................................66

GESTÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS E PERIGOSOS.....................................................68

SOLOS E POLUIÇÃO DE SOLOS...........................................................................................68

ABASTECIMENTOS E TRATAMENTO DE ÁGUAS...........................................................72

PROCESSOS EM AMBIENTE E ENERGIA...........................................................................74

ECOLOGIA MARINHA E DE ÁGUAS INTERIORES...........................................................76

ECONOMIA DO AMBIENTE..................................................................................................78

3
AMBIENTE, SAÚDE E SEGURANÇA...................................................................................78

PLANEAMENTO FÍSICO E ORDENAMENTO TERRITORRIAL.......................................82

POLUIÇÃO DE ÁGUA.............................................................................................................86

LICENCIAMENTO AMBIENTAL E AVALIAÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL………84

PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL EM ORGANIZAÇÕES ……………………………...86

4.° Ano...........................................................................................................................................88

AUDITORIA E MONITORIA AMBIENTAL..........................................................................84

POLUIÇÃO SONORA..............................................................................................................90

SISTEMAS DE CONTROLO DE POLUIÇÃO........................................................................90

ENERGIA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS..............................................................................92

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E MODELAÇÃO EM AMBIENTE....................................94

METODOLOGIA DE PESQUISA PARA TRABALHOS CIENTÍFICOS..............................96

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA.................................................................................................101

DIREITO DO AMBIENTE......................................................................................................103

ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS, TERRESTRES E INTERFACES.....................................105

TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS E DRENAGEM................................................107

ESTÁGIO..................................................................................................................................110

TRABALHO DE FIM DE CURSO..........................................................................................111

4
INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, Moçambique tem vindo a conhecer uma tendência de crescimento económico
acelerado, destacando-se a expansão de áreas de desenvolvimento de actividades agrícolas, bem
como de extracção mineral e hidrocarbonetos. Por outro lado, regista-se um aumento
exponencial da população, acompanhado por fluxos migratórios do campo para as cidades.

O crescimento económico e demográfico tem vindo a traduzir-se, em muitos casos, numa


tendência para situações de desequilíbrio ecológico em muitas regiões/locais e em componentes
ambientais determinados. No entanto, além destas alterações drásticas ligadas à temática
ambiental, denota-se um baixo nível de consciência ambiental e ausência de conhecimento
técnico e científico sobre os diversos problemas ambientais.

Já a nível global e regional observa-se que a temática ambiental tem vindo a assumir maior
protagonismo que se destaca pelo aumento da consciência do agravamento da problemática
ambiental, produto principalmente da pegada ecológica dos seres humanos no planeta, da
deterioração do equilíbrio ecológico e do crescimento demográfico.

Como resultado do aumento demográfico, ocorre um aumento de pressão em relação aos


recursos, assim como aumenta o nível de degradação do meio e aumento da poluição de todos os
tipos (atmosférica, das águas, dos solos, sonora, etc.), tendência que se deve contrariar, caso
contrário, periga a existência da humanidade.

Com isso, o curso em Engenharia Ambiental da Universidade Politécnica assume especial


importância, considerando o processo de investimento em curso nos mais diversos sectores de
actividade, a intensificação da exploração de recursos naturais, os impactos ambientais
registados, incluindo as mudanças climáticas e os desafios colocados por um desenvolvimento
que se pretende sustentável (e que passa necessariamente pelo equilíbrio entre os três pilares que
compõem o conceito – económico, social e ambiental, com respeito pelas necessidades não
apenas das gerações presentes, como fundamentalmente das gerações futuras).

OBJECTO D’A POLITÉCNICA

A Politécnica tem por objecto desenvolver actividades nos domínios de ensino, da investigação
científica e tecnológica e da extensão, para além de poder desenvolver, também, actividades
subsidiárias e complementares desse objecto.

5
MISSÃO D’A POLITÉCNICA

A Politécnica tem por missão contribuir para a elevação do nível educacional, técnico-científico
e cultural dos moçambicanos, perseguindo os mais altos padrões de qualidade do ensino
ministrado aos seus estudantes e da formação dos seus docentes e investigadores, perspectivando
uma abordagem teórico-prática e profissionalizante das matérias, tendo em vista,
particularmente, o seguinte:

i. Promover os valores de humanidade, igualdade e liberdade;


ii. Promover os valores de democracia, paz e justiça social;
iii. Contribuir para a elevação da consciência cívica e ética das pessoas, grupos e da
sociedade no seu todo;
iv. Contribuir para o reforço da cidadania;
v. Participar activamente na vida política, económica, social, cultural, desportiva e artística;
vi. Participar no desenvolvimento científico e tecnológico do país com resultados dos seus
programas e projectos;
vii. Contribuir para a formação superior dos seus discentes e para o aperfeiçoamento e
especialização dos seus docentes e investigadores;
viii. Estimular o intercâmbio técnico-científico com entidades nacionais e estrangeiras
pertinentes;
ix. Estimular o desenvolvimento do ensino técnico-profissional no país, em particular a
nível superior;
x. Promover a extensão universitária, nomeadamente, através de programas ou projectos de
ensino e de investigação;
xi. Promover a ligação Universidade-comunidade numa interacção dinâmica que se traduza
na permanente inspiraçãona comunidade para que esta possa ser melhor servida pela
Universidade;
xii. Contribuir para a elevação da qualidade de vida dos cidadãos, através dos meios ao seu
dispor, nomeadamente, educando e formando.

OBJECTIVOS DO CURSO

A Licenciatura em Engenharia Ambiental tem como objectivo formar técnicos capazes de


diagnosticar, caracterizar, prevenir, mitigar e solucionardiversosproblemas ambientais.

O plano curricular do curso reflecte os seguintes objectivos:

O curso objectiva-se proporcionar a formação de profissionais em metodologias que vão permitir


a avaliação da grandeza, diversidade e complexidade dos problemas ambientais causados pelas
mais diversas actividades humanas.

Nesta perspectiva, o profissional formado com o grau de Licenciatura em Engenharia Ambiental


deverá possuir conhecimentos técnicos sólidos que o habilitem a adoptaro desenvolvimento de
acções de diagnóstico e caracterização do meio ambiente, monitoria e controle da qualidade

6
ambiental, de recuperação ambiental e de acções visando preservar, mitigar e melhorar a
qualidade ambientalà escala local (incluindo as variáveis urbana e rural), regional, nacional e
global.

O Licenciado em Engenharia Ambiental deverá possuir formação académico-profissional


multidisciplinar que o habilite a implementar e monitorar programas de minimização dos
impactos ambientais e de recuperação de áreas ou ambientes degradados; analisar de forma
crítica processos industriais recomendando medidas e intervenções orientadas para a sua
operacionalidade com base nos requisitos de preservação ambiental e, de forma particular,
participar em estudos de:

I. Caracterização e análise crítica do estado do ambiente;


II. Análise de susceptibilidade e vocações naturais do ambiente;
III. Avaliação de impacto ambiental e auditoria ambiental;
IV. Elaboração de planos de gestão ambiental, para implementação e monitorização de
medidas de mitigação dos impactos ambientais;
V. Implementação de tecnologias limpas e ambientalmente benignas;
VI. Avaliação crítica da conformidade de processos de investimento nos diversos
ramos/sectores de actividade com a legislação ambiental específica em vigor;
VII. Licenciamento em sistemas de gestão ambiental.

PERFIL DO GRADUADO

Constituem competências do perfil do graduado:


i. Analisar, desenvolver e monitorar soluções para qualquer tipo de projecto que vai em
linha com o conceito de desenvolvimento sustentável/sustentabilidade ambiental;
ii. Propor soluções que respeitem sempre o equilíbrio das três componentes do conceito
de desenvolvimento sustentável (social, ambiental e económica);
iii. Aplicar as técnicas essenciais relacionadas com a área de conhecimento do curso;
iv. Identificar os problemas de poluição junto dos diversos componentes ambientais
(água, solos e ar) e propor medidas de mitigação de maneira a respeitar os valores
definidos pela legislação nacional e internacional;
v. Elaborar e implementar planos de gestão ambiental, incluindo procedimentos técnicos
específicos para as diversas situações características de cada projecto;
vi. Conceber, propor e gerir projectos sustentáveis;
vii. Conhecer, planear gerir, monitorar e fiscalizar a exploração de recursos naturais;
viii. Assessorar os gestores públicos e privados no processo de tomada de decisão;

7
ix. Tomar decisões tendo a eficiência e eficácia como pontos de orientação, bem como os
princípios de ética e responsabilidade social;
x. Propor opções para projectos industriais em conformidade com o princípio de
produção limpa (que privilegiando a redução água, energia e recursos naturais,
diminuindo a produção de resíduos tanto em quantidade como em toxicidade).

SAÍDAS PROFISSIONAIS

O licenciado em Engenharia Ambiental pode exercer funções como:

▪ Tratamento de efluentes e análise de qualidade de ar,


▪ Gestão de resíduos
▪ Higiene, segurança e saúde do trabalho
▪ Avaliação, gestão e diagnóstico de impacto ambiental
▪ Planeamento e ordenamento do território
▪ Gestão de recursos hídricos,
▪ Gestão de ecossistemas;

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E DURAÇÃO DO CURSO

A Licenciatura em Engenharia Ambiental apresenta uma estrutura monofásica com a duração de


quatro anos, o que corresponde a oito semestres.

A carga horária total de contacto durante o curso é de 2792 horas. A carga horária anual deve
ter, no mínimo, 1.500 horas, de acordo com o estabelecido nas orientações da Reforma do
Ensino Superior em curso, repartidos da seguinte forma:

 40% de aulas presenciais;


 10% de actividades opcionais relevantes para a formação em Engenharia Ambiental:
Jornadas Científicas, Palestras, Seminários, cursos de curta duração, Estágio. etc.;

8
 50% de trabalho individual e outros.

Ao conjunto desta carga horária, quando realizada com sucesso, serão atribuídos 240 créditos,
distribuídos por 8 semestres (30x8=240).

O plano de estudo deste curso distingue três tipos de disciplinas: nucleares (espinha dorsal do
curso), complementares (disciplinas que completam a formação do estudante) e opcionais
(disciplinas que oferecem outros conhecimentos).

O estágio previsto nas actividades de culminação do curso coloca o estudante em contacto com a
realidade do mercado e contribui para sua rápida integração.

ÁREAS CIENTÍFICAS

A formação tem em atenção a assinalável multidisciplinaridade e transversalidade dos problemas


ambientais, bem como, principalmente, das suas soluções. Por outro lado, terá em atenção às
dimensões ambiental, social e económica do princípio do desenvolvimento sustentável, que hoje
se encontra consagrado nos diversos instrumentos programáticos do Governo.

Esses problemas situam-se fundamentalmente ao nível da contaminação biológica e físico-


química dos vários componentes ambientais (água, ar, solo, flora, fauna), resultante da emissão
de poluentes provenientes das mais diversas fontes emissores.

Assim as áreas científicas que constam do plano de estudo são:

Ciências da Natureza e do Ambiente (CNA): orientadas para o desenvolvimento de


competências pessoais no que concerne ao meio ambiente e aos fenómenos naturais;

Métodos Quantitativos (MQ): permitem dotar o graduado de conhecimentos sobre as


propriedades dos números de modo a melhor aplicar as ciências da natureza e do ambiente;

Ciências Sociais (CS): com vista a permitir que o graduado entenda as interecções entre a
sociedade e o meio ambiente;

9
Ciências Económicas (CE): visam transmitir ao graduado a perspectiva económica que governa
a tomada de decisões com impacto ambiental;

Ciências de Gestão (CG): que permitem transmitir ao graduado conhecimento de gestão para o
auxiliar na tomada de decisão ambiental.

Ciências Cartográficas (CC): proporcionam ao graduado uma visão do relevo da crosta


terrestre, do movimento das populações sobre ela, e do seu impacto no ambiente;

Ciências Jurídicas (CJ): dotam o graduado de uma visão do impacto das leis sobre o meio
ambiente, o direito dos povos sobre os recursos ambientais bem como formas de gestão do
ambiente que não colidam com as leis estabelecidas;

Ciências Tecnológicas (CTE): permitem dotar o graduado de conhecimentos de aplicações


informáticas que permitem armazenar, modelar, visualizar e produzir de conhecimento duma
forma mais rápida, barata e eficaz dados com relevância em engenharia ambiental;

Química (Q): permite dotar o estudantes de conhecimentos necessários de como a matéria e as


substâncias se encontram na natureza e como reagem e interagem entre si na sua estrutura macro
e molecular;

Física (F): prepara o estudante para interprtar e perceber as orcas naturais nas propriedades
físicas e mecânicas e as leis que regem o mundo em que vivmos nas suas escalsa macro e micro;

Hidráulica (H): permite dotar o estudante de conhecimentos necessários para perceber leis
hidráulicas, nomeadamente, as que se aplicam a escoamenos de superfície e a sua aplicabilidade
nos sistemas de abastecimento para consumo e utilidade humana.

PRECEDÊNCIAS

No curso de Engenharia Ambiental, há apenas uma precedência: Matemática Aplicada I.

Para a aprovação, o estudante deve seguir as normas da instituição que constam do Regulamento
de Avaliação.

10
ESTRATÉGIAS E MÉTODOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Os métodos e os meios de ensino deverão assentar no seguinte:

i. Utilização de meios audiovisuais, de modo a melhorar a capacidade de retenção das


matérias leccionadas;

ii. Recorrência com maior frequência ao método de resolução de problemas, através de


“estudos de caso” no modelo de Trabalhos Anuais, de modo a aumentar a capacidade de
análise, discussão e interpretação dos dados ao dispor, permitindo a elaboração de
soluções mais fiáveis e sustentadas aos problemas identificados;

iii. Utilização de meios informáticos, incluindo software apropriado, como elemento de


suporte ao tratamento da informação relevante à solução dos problemas identificados;

iv. Desenvolvimento de programas científicos e Informativos periódicos tais como palestras,


seminários e workshops, versando temas candentes do interesse do curso, com a
participação de empresários, académicos e outros, de modo a colocar os discentes perante
situações reais e aprimorá-los a reflectirem sobre formas de os solucionar.

AVALIAÇÃO

A metodologia de avaliação consistirá nas formas tradicionais de verificação da apreensão e


aplicação dos conhecimentos por parte dos estudantes.

Assim sendo, a metodologia de avaliação assenta nos seguintes instrumentos:

 Testes escritos.

 Resolução de estudos de caso.

 Trabalhos de pesquisa e redacção do respectivo relatório.

 Exames Escritos.

Os critérios usados para a operacionalização destes instrumentos deverão estar dependentes das
normas científico-pedagógicas adoptadas pela Universidade Politécnica e da especificidade do
curso e respectivas áreas científicas.
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FORMAS DE CULMINAÇÃO DO CURSO

A culminação do curso obedecerá as modalidades em vigor na instituição. Actualmente,


privilegiam-se o Relatório de Estágio e a Monografia.

 O Estágio realiza-se numa empresa sob a supervisão de um docente d’ A Politécnica e


supervisor da Empresa. A aprovação será condicionada a elaboração e apresentação de
um Relatório de Estágio, que será avaliado e defendido.

 A Monografia consiste na elaboração de um trabalho que desenvolve a prática da


pesquisa e estimula a criatividade, através da busca de soluções para problema de
interesse e consequente publicação dos resultados, ou pesquisa bibliográfica com
apresentação sintética dos conceitos e ideias encontrados e análise crítica e comparativa
do material.

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PLANO DE ESTUDOS DO CURSO DE LICENCIATURA EM ENGENHARIA
AMBIENTAL (2015)
SEMESTRE I Contacto Área
Semanal Tota Científica NC
Disciplinas
l
C Matemática Aplicada I 4:00 64 MQ 6
N Química Inorgânica 4:00 64 Q 6
C Biologia 3:00 48 CNA 6
C Princípios de Genética e 4:00 4
64 CNA
Microbiologia
N Problemática Ambiental 4:00 64 CNA 6
C Métodos de Pesquisa 2:00 32 CS 2
TOTAL 21:00 336 30
SEMESTRE II Contacto Área
Semanal Tota Científica NC
Disciplinas
l
C Matemática Aplicada II 4:00 64 MQ 6
N Química Orgânica 4:00 64 Q 6
C Estatística e Probabilidade 3:00 48 MQ 4
N Ambiente e Questões Sociais 4:00 64 CS 6
C Física 4:00 64 F 6
O 1.30 24 2
TOTAL 21:30 344 30
SEMESTRE III Contacto Área
Semanal Tota Científica NC
Disciplinas
l
N Fisiologia Vegetal e Animal 4:00 64 CNA 6
N Bioquímica 4:00 64 Q 6
C Hidráulica e Mecânica de Fluídos 4:00 64 H 4
N Ecologia 4:00 64 CNA 6
C Urbanismo e Transporte 4:00 64 CS 4
C História das Ideias Económicas e 3:00 4
48 CE
do Pensamento Contemporâneo
TOTAL 23:00 368 30
SEMESTRE IV Contacto Área
Semanal Tota Científica NC
Disciplinas
l
C Gestão Costeira 4:00 64 CNA 6
N Monitorização de Sistemas 4:00 64 6
CNA
Ambientais
C Gestão de Resíduos Sólidos 4:00 64 4
CG
Urbanos (RSU)
Impacto Ambiental em Projectos
N de Extracção 4:00 64 CNA 6

C Gestão dos Recursos Naturais e 3:00 48 CNA 4

13
do Ambiente
N Técnicas Laboratoriais em 3:00 48 4
CNA
Ambiente
TOTAL 22:00 352 30

SEMESTRE V Contacto Área


Semana Total Científica NC
Disciplinas
l
C GIS e Cartografia 4:00 64 CC 6
Gestão de Resíduos Industriais e
C 4:00 64 CG 4
Perigosos
N Solos e Poluição de Solos 4:00 64 CNA 6
Abastecimento e Tratamento de
N 4:00 64 CNA 6
Águas
N Processos em Ambiente e Energia 3:00 48 CNA 4
Ecologia Marinha e Águas
N 3:00 48 CNA 4
Interiores
TOTAL 22:00 352 30

SEMESTRE VI Contacto Área


Semana Total Científica NC
Disciplinas
l
C Economia do Ambiente 4:00 64 CE 6
N Ambiente, Saúde e Segurança 4:00 64 CS 6
Planeamento Físico e Ordenamento
C 3:00 48 CNA
territorial 4
N Poluição da Água 4:00 64 CNA 4
N Licenciamento Ambiental e 4:00 6
64 CJ
Avaliação do Impacto Ambiental
Plano de Gestão Ambiental em
N 3:00 48 CG 4
Organizações
TOTAL 22:00 352 30

SEMESTRE VII Contacto Área


Semana Total Científica NC
Disciplinas
l
N Auditoria e Monitoria Ambiental 4:00 64 CCont 6
N Poluição Sonora 4:00 64 CNA 4
N Sistemas de Controlo de Poluição 3:00 48 CNA 4
C Energia e Mudanças Climáticas 3:00 48 CNA 4
C Sistemas de Informação e
4:00 64 CTE 6
Modelação em Ambiente
C Metodologia de Pesquisa para
4:00 64 CS 6
Trabalhos Científicos

14
TOTAL 22:00 352 30

SEMESTRE VIII Contacto Área


Semana Total Científica NC
Disciplinas
l
N Poluição Atmosférica 3:00 48 CNA 4
C Direito do Ambiente 4:00 64 CJ 6
N Ecossistemas Aquáticos, Terrestres
3:00 48 CNA 4
e Interfaces
N Tratamento de Águas Residuais e 48
3:00 CNA 4
Drenagem
N Estágio 4:00 64 6
Trabalho de Fim do Curso 4:00 64 6
TOTAL 21:00 336 30

Legenda: N= Nuclear; C= Complementar; CNA= Ciências da Natureza e do Ambiente; MQ=


Métodos Quantitativos; CS= Ciências Sociais; CE= Ciências Económicas; CG= Ciências de
Gestão; CC= Ciências Cartográficas; CJ= Ciências Jurídicas; CTE= Ciências Tecnológicas; Q=
Química; F= Física; CCont= Ciências Contábeis

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PROGRAMAS TEMÁTICOS

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1º ANO
1º SEMESTRE
DISCIPLINA MATEMÁTICA APLICADA I
1º ANO 1º SEMESTRE ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA HORÁRIA SEMESTRAL:
CRÉDITOS: 6
SEMANAL: 4.00 64.00
ÁREA CIENTÍFICA MÉTODOS QUANTITATIVOS

INTRODUÇÃO

O estudo da disciplina de Matemática Aplicada I contribuirá para a aplicação das diferentes


técnicas de gestão, respeitantes às distintas funções da empresa, como elemento de apoio e
assessoria na implementação das decisões operacionais de gestão, potenciando a criação de
condições de optimização para de seguida proceder-se à resolução de problemas económicos.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Explicar a noção de função e sua aplicação na Economia e Gestão.


ii. Analisar e interpretar funções e gráficos, compreendendo a relação entre as variáveis.
iii. Operar com matrizes e calcular determinantes.
iv. Aplicar matrizes na concepção de modelos lineares na Economia.
v. Resolver sistemas lineares usando diferentes métodos: exclusão de Gauss, substituição,
Cramer.
vi. Aplicar sucessões em problemas de Matemática Comercial.
vii. Derivar, directamente, funções elementares, derivar usando as regras de cadeia, do
produto e do quociente.
viii. Aplicar a derivação para obtenção de grandezas marginais na Economia.
ix. Fazer o estudo completo de uma função e esboçar o seu respectivo gráfico.
x. Criar as condições de optimização de primeira e segunda ordens e aplicá-las na resolução
de problemas económicos.

PLANO TEMÁTICO

Nº TEMA TEMA HORAS POR


TEMA
1 Introdução à matemáticaaplicada 8
2 Álgebra matricial e modelos lineares 20
3 Sucessão. Limite de sucessão 6
4 Limite e continuidade de função 10
5 Cálculodiferencialem R 20
TOTAL 64

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ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A exposição das diferentes matérias será feita nas aulas teórico-práticas. Nas aulas práticas serão
resolvidos exemplos práticos.

Tratando-se da cadeira de aplicação dos modelos e ferramentas matemáticas para a área da


Engenharia Ambiental, todos os exemplos que serão objectos de estudo serão aplicados a
cenários e situações que sejam o mais próximo das funções do Engenheiro Ambiental.

BIBLIOGRAFIA
 K. Sydsaeter e P. Hammond (2005).Matemática Essencial para Análise Económica, Parte
I, Moçambique Editora, Maputo.
 K. Sydsaeter e P. Hammond (2007).Matemática Essencial para Análise Económica, Parte
II, Texto Editores, Maputo.
 L. Hoffman. (1996).Cálculo. Um Curso Moderno e suas Aplicações,Vol.I,Livros
Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro.
 S. Tan. (2001).Matemática Aplicada à Administração e Economia, ThomsonLearning,
Brasil.
 R. Stutely. (1993).Guia dos Números. A Interpretação dos Números na Economia e nos
Negócios, Editorial Caminho, AS, Lisboa.
 M. Rosser. (1993). Basic Mathematics for Economists, EditoraRoutledge, Londres.

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DISCIPLINA QUÍMICA INORGÂNICA
ANO: 1º SEMESTRE: 1º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
4.00 HORAS 64.00 HORAS
SEMANAL SEMESTRAL
ÁREA CIENTÍFICA QUÍMICA CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO

Nesta disciplina, pretende-se conhecer os conceitos fundamentais sobre a química inorgânica,


fazendo a ligação dos conceitos leccionados com aplicações práticas de fertilidade dos solos.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Ter uma compreensão elementar de química inorgânica;


ii. Consolidar conhecimentos sobre reacções químicas;
iii. Estar preparado para relacionar conceitos teóricos com temas seleccionados de fertilidade
do solo.

PLANO TEMÁTICO

Nº TEMA TEMA HORAS POR


TEMA
1 Configuração electrónica e ligação química 4
2 Reacções químicas e equilíbrio químico 4
3 Termodinâmica química 12
4 Ácidos e bases e reacções de neutralização 10
5 Sais insolúveis e reacções de precipitação 8
6 Sais solúveis, condutividade e potencial osmótico 8
7 Complexos e quelatos 12
8 Química na Atmosfera 6
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A exposição das diferentes matérias será feita nas aulas teórico-práticas. Nas aulas práticas, serão
resolvidos exemplos práticos.

Tratando-se da cadeira de aplicação muito generalizada, todos os exemplos que serão objectos de
estudo serão aplicados a cenários e situações que sejam os mais próximos das funções do
Engenheiro Ambiental.

19
BIBLIOGRAFIA

 Atkins, P. e Jones, L. (1999).Chemical Principles: The Quest for Insight, W. H. Freeman


and Company, Nova York.
 Atkins, P. W. e Beran, J. A. (1992).General Chemistry, 2ª Ed., W. H. Scientific American
Books, Nova York.
 Atkins, P. W. e Jones, L. (1997).Chemistry: molecules, matter, and change, 3ª Ed., W. H.
Freeman and Company, Nova York.
 Chang, R. (2005).Química, 8ª Ed., McGraw-Hill, Lisboa,
 Huheey, J. E. (1978).Inorganic Chemistry: principles of structure and reactivity, 2ª Ed.,
HarperInternational Edition, Nova York.
 Quelhas dos Santos, J. (1991). Fertilização Fundamentos da Utilização dos Adubos. 3ª
Edição. Ed. Europa-América.
 Reger, D., Goode, S. e Mercer, E. (1997).Química: Princípios e Aplicações, Fundação
Calouste Gulbenkian, Lisboa.

20
DISCIPLINA BIOLOGIA
ANO: 1º SEMESTRE: 1º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 48.00 CRÉDITOS 4
SEMANAL: 3.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO AMBIENTE

INTRODUÇÃO

A Biologia é a ciência responsável pelo estudo da vida: desde o seu surgimento, composição e
constituição; até mesmo à sua história evolutiva, aspectos comportamentais e relação com outros
organismos e com o ambiente. Assim, a Biologia tem como objecto de estudo os seres vivos.
Tais organismos se diferenciam dos demais por serem constituídos, predominantemente, de
moléculas de carbono, oxigénio, hidrogénio e nitrogénio; e por apresentarem constituição
celular, necessidade de se nutrirem, capacidade reprodutiva e de reacção a estímulos.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o aluno será capaz de:


i. Explicar os diversos sistemas biológicos, grandes grupos de seres vivos (mamalia, aves,
repteis entre outros), os diversos grupos e subgrupos do reino vegetal, a partir dos
organismos mais simples, unicelulares aos mais complexos;
ii. Introduzir os conceitos básicos de genética, microbiologia, bioquímica.

PLANO TEMÁTICO

HORAS
Nº TEMA
POR TEMA
Biologia Celular (antiga citologia): estuda os aspectos
1 6
relacionados às células, tais como sua estrutura e funcionamento;
2 Histologia: estudo dos tecidos que constituem os seres vivos. 4
3 Anatomia: estudo dos órgãos e sistemas dos seres vivos. 6
4 Botânica: estudo das plantas. 6
5 Zoologia: estudo dos animais. 6
6 Micologia: estudo dos fungos. 4
7 Introdução à Microbiologia: estudo dos micro-organismos 4
Introdução à Ecologia: estudo das relações dos seres vivos entre si
8 4
e com seu ambiente.
9 Introdução à Evolução: estuda o surgimento de novas espécies. 4
Introdução à Genética: estudo dos aspectos inerentes à
10 4
hereditariedade
TOTAL 48

21
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aula Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Panno Joseph (2005). The Cell: evolution of the first organism, new York, facts on file
2005.
 Margulis Lynn (1998). Five kingdoms: an illustrated guide to the phyla of life on earth W
H freeman & Co.
 Campbell, Neil (2000). Biology Concepts and Connection, Benjamin/Cummigs.
 Soares José Luís (1999). Biologia no Terceiro Milénio 1 Editora Scipione.

22
DISCIPLINA PRINCÍPIOS DE GENÉTICA E MICROBIOLOGIA
ANO: 1º SEMESTRE: 2º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 4.00
64.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 6
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

A genética é a ciência que estuda a transmissão hereditária dos seres vivos através da
reprodução, é a maneira o forma que os reprodutores passam aos seus descendentes as
características que eles possuem, (herança genética) qualquer característica de um ser vivo que
seja susceptível de ser transmitida a seus descendentes denomina-se “carácter hereditário”.

A Microbiologia, por sua vez, é o ramo da biologia que estuda os microrganismos, que inclui
eucariotas unicelulares, procariotas, tais como bactérias, fungos, vírus,protozoários, epode
enfatizar o estudo de patologia, uma vez que grande parte dos microrganismos são patológicos,
assim como os benefícios destes organismos, tais como tratamentos de resíduos, medicamentos,
sector alimentar, tratamento genético etc.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Ter um entendimento claro de hereditariedade;


ii. Ter um domínio e fazer uso das leis de Mendel;
iii. Poder determinar características hereditárias ao longo de gerações;
iv. Poder entender as consequências de mutações resultantes de mudanças ou impactos
ambientais;
v. Poder diferenciar os vários grupos de microrganismos, seus benefícios e impactos
negativos;
vi. Uso dos mesmos para fins medicinais, ambientais entre outros.

23
PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Cruzamentos, Genótipo e Fenótipo, conceito de cromossoma,
1 10
DNA, RNA , homozigoto, heterozigoto
Núcleo, divisão celular, mitose, meiose, mutações e alterações
2 genéticas (eliminação, duplicação, trisonomia de par, 10
entrecruzamento, inversões)
3 Transmissão genética do sexo, factores ligados ao sexo, 10
4 Clonagem, modificação genética 10
Introdução aos diversos grupos de microrganismos (bactérias,
5 12
fungos, vírus) suas características e propriedades
Questões ambientais e de saúde ligada a certos grupos de
6 12
microrganismos, toxinas, micotoxinas.
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:


Aulas expositivas;
Seminários (Aula Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 GRIFFITHS A J F, S R WESSLER, R C LEWONTIN & S B CARROLL(2008)


Genética, McGraw – hill.
 KLUG W S & CUMMINGS M R, (1998), conceito de genética, 5ª edição, Prentice hall,
Espanha.
 TORTORA, G,J; FUNKE, B.R; CASE CL – microbiologia. 10 ed, porto alegre: Artmed
2010.
 PELCZAR JR; CHAN E.C.S, KREG n.R – Microbiology, concepts and applications,
Makrons books 1996.
 PRESCOTT, L M, HARLEY J P, KLEIN D A (1999). Microbiology, McGRAW-HILL
interamericana.

24
DISCIPLINA PROBLEMÁTICA AMBIENTAL
ANO: 1º SEMESTRE: 1º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
3.00 HORAS 48.00 HORAS
SEMANAL SEMESTRAL
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO
Com esta disciplina, pretende-se conhecer os aspectos fundamentais da problemática ambiental,
destacando as principais causas mediatas e imediatas, bem como os respectivos impactos a curto,
médio e longo prazo, e as principais medidas para prevenção, adaptação e mitigação.

OBJECTIVOS
No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Identificar os principais problemas ambientais à escala local, nacional e internacional


ii. Definir as principais causas de cada problema, tendo presente as respectivas
combinações;
iii. Identificar as principais consequências a curto, médio e longo prazo de cada problema
ambiental;
iv. Definir as medidas de prevenção, adaptação e mitigação dos problemas ambientais.

PLANO TEMÁTICO

Nº TEMA TEMA HORAS POR


TEMA
1 Do crescimento ao desenvolvimento sustentável 2
2 O aquecimento global: A maior ameaça jamais enfrentada 4
pela humanidade
3 A destruição da camada de ozono 2
4 A água – Um desafio fundamental para a humanidade 4
5 O império das máquinas e respectivos impactos 4
6 O mar como caixote de lixo planetário 4
7 Inundando o nosso mundo com resíduos 4
8 Ameaçando a biodiversidade 4
9 A questão energética 4
10 População e ambiente 2
11 Agricultura e degradação dos solos 2
12 Pobreza e segurança alimentar e nutricional 4
13 Viver em cidades: problemas e desafios 4
14 A desconstrução de uma falsa ideia e a passagem das 4
palavras à acção
TOTAL 48

25
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A exposição das diferentes matérias será feita nas aulas teórico-práticas. Nas aulas práticas serão
resolvidos exemplos práticos.

BIBLIOGRAFIA

 Barlow, Maude (2009), Água, Pacto Azul – A crise global da água e a batalha pelo
controle da água potável no mundo, M.Books, São Paulo.
 BOUGUERRA, Mohamed Larbi (2005), As Batalhas da Água – Por um Bem Comum da
Humanidade, Questões Mundiais, Moçambique Editora.
 BROWN, Lester R. (2003), Eco-economia, Publicações UMA (Universidade Livre da
Mata Atlântica)/Worldwatch, Salvador, disponível em www.worldwatch.org.br.
 ENGELMAN, Robet/HALWEIL, Brian/NIERENBERG, Danielle, Repensando
Populações, Melhorando Vidas, In. Estado do Mundo 2002, Disponível em
www.wordwatch.org.br.
 FLANNERY, Tim (2006), Os Senhores do Tempo – O Impacto do Homem nas
Alterações Climáticas e no Futuro do Planeta, Editorial Presença, Lisboa.
 FLANNERY, Tim (2008), O Clima está nas nossas mãos – História do Aquecimento
Global, Estrela Polar.
 GORE, Al (2009), A Terra à Procura de um Equilíbrio – Ecologia e Espírito Humano,
Incursões, Estrela Polar, Alfragide.
 GORE, Al (2006), Uma Verdade Inconveniente – A emergência planetária do
aquecimento global e o que podemos fazer em relação a isso, 2.ª Edição, Esfera do Caos,
Lisboa.
 HARTMANN, Thom (2002), As Últimas Horas da Antiga Luz do Sol, Colecção Outro
Olhar, Sinais do Tempo, Cascais.
 MILLER Jr, G. Tyler (2007), Ciência Ambiental, 11.ª Edição, ThomsonLearning, São
Paulo, 2007, p. 190.
 SERRA, Carlos Manuel (2012), Da Problemática Ambiental à Mudança Rumo a um
Mundo Melhor, Escolar Editora, Maputo.
 SERRA, Carlos/MOURANA, Benilde (2010), 20 Passos para Sustentabilidade Florestal,
CIP/Amigos da Floresta, Maputo.
 STRAHAN, David (2008), A última crise do Petróleo – O Manual de Sobrevivência para
a Extinção Iminente do Homem do Petróleo, Biblioteca das Ideias, Publicações Europa-
América, 2008.
 YUN, João (2008), Como Arrefecer o Planeta, Editorial Presença, Lisboa, 2008.

26
DISCIPLINA MÉTODOS DE PESQUISA
ANO: 1º SEMESTRE: 1º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 2.00 HORAS SEMESTRAL: 32.00 HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS SOCIAIS CRÉDITOS 2

INTRODUÇÃO

Ao dar início a vida universitá ria, o estudante dá-se conta que se encontra diante de exigências
específicas pró prias da etapa do ensino superior. Novas posturas diante de novas tarefas sã o-lhe
logo solicitadas. Daí a necessidade de assumir prontamente essa nova situaçã o e de tomar medidas
apropriadas para enfrentá -la.

A formaçã o universitá ria acarreta quase sempre actividades prá ticas, de laborató rio ou de campo,
culminando no fornecimento de algumas habilidades profissionais pró prias de cada á rea.

Assim, a disciplina de Métodos de Pesquisa possibilita ao estudante uma aprendizagem efectiva


através de métodos e técnicas de optimizaçã o de concentraçã o nas aulas e de anotaçã o
(apontamentos), métodos de gestã o e planificaçã o do tempo de estudo, métodos de memorizaçã o
através da compreensã o e de elaboraçã o de fichas, mapas e esquemas, bem como, de preparaçã o
para as provas escritas de avaliaçã o individual. Ainda nesta disciplina, o estudante será levado a
confrontar-se com as diversas metodologias com vista ao desenvolvimento de trabalhos
académicos que congreguem, o estudo, a pesquisa, capacidade de consulta de vá rias fontes e de
selecçã o de informaçã o relevante, resumos, sínteses, citaçã o correcta e referenciaçã o bibliográ fica,
rigor, clareza, boa capacidade de organizaçã o, sistematizaçã o, criatividade e de argumentaçã o.

OBJECTIVOS

Pretende-se, através desta disciplina criar e desenvolver no estudante a necessidade da adopção de


métodos, técnicas e procedimentos que possam potencializar o seu estudo e estimular o processo de
pesquisa na busca, produção e expressão do conhecimento, despertando no estudante o interesse e
valorização desta na sua vida académica, pessoal e profissional bem como o aprimoramento de
iniciativas e práticas adequadas por ele adoptadas. Especificamente, a disciplina pretende alcançar os
seguintes objectivos:

 Desenvolver habilidades de leitura, de sistematização de dados, de investigação da realidade de


acordo com as exigências da área do conhecimento científico do curso.
 Permitir o conhecimento de conceitos básicos de metodologia de pesquisa para a produção de
trabalhos académicos e científicos compatível com a sua área de formação.

27
PLANO TEMÁTICO

Nº TEMA HORAS

1 A organização da vida de estudos na Universidade 4

2 Métodos e Técnicas de Estudo 6

3 As diferentes formas de conhecimento 4

4 Ciência e método 4

5 Pesquisa académica 6

6 Trabalhos científicos 4

7 Normalizações básicas do trabalho científico 4

TOTAL 32

ESTRATÉGIA E MÉTODO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

No início de cada sessã o, o docente apresentará os tó picos essenciais do tema. Os estudantes


produzirã o trabalhos escritos, discussõ es em grupo e sua apresentaçã o e defesa. Esta relaçã o de
trabalho conjunto é sempre antecedida de uma exposiçã o do docente.

BIBLIOGRAFIA
 BASTOS, Cleverson e KELLER, Vicente (1992) Aprendendo a aprender; introdução à
metodologia científica. Editora Vozes, Petrópolis (3ª edição);
 DEMO, Pedro (1995) Metodologia Científica em Ciências Sociais, Editora Atlas, S.A. (3ª edição);

 FERNANDO, A F. (1990) Como aprender melhor. Rio de Janeiro: Agir;

 FRADA, J.J. Cúdio (1994) Guia Prático para elaboração e apresentação de Trabalhos Científicos,
Edições Cosmos;

 GIL, António Carlos (1999) Métodos e Técnicas de Investigação Social, Editora Atlas, S.A. (5ª
edição);

 GONZALO, Suzada (1999) Como Estudar, Editorial Estampa, Lda, Lisboa;

 LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. A. (1991) Fundamentos de Metodologia Científica. 3a ed. São


Paulo: Atlas;

 RUIZ, João Alvaro, (1976). Metodologia científica; guia para eficiência nos estudos. Editora Atlas,
São Paulo.

28
2° SEMESTRE

DISCIPLINA MATEMÁTICA APLICADA II


ANO: 1º SEMESTRE: 2º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 SEMESTRAL: 64.00
HORAS HORAS
ÁREA CIENTÍFICA MÉTODOS QUANTITATIVOS CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO

A disciplina de Matemática Aplicada II servirá como base de suporte para a análise da tomada de
decisões com menor grau de risco. A aplicação das séries geométricas no cálculo do valor actual
do investimento contribuirá para o domínio de mais um instrumento importante no sentido de
garantir a optimização dos investimentos empresariais

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Derivar funções de várias variáveis;


ii. Criar as condições de optimização de primeira e segunda ordens, para funções de várias
variáveis, e aplicá-las na resolução de problemas económicos;
iii. Calcular integrais de funções elementares;
iv. Aplicar o cálculo integral para obtenção de grandezas totais na Economia;
v. Aplicar o integral impróprio no cálculo do valor presente de um fluxo perpétuo;
vi. Resolver principais tipos de equações diferenciais de primeira esegunda ordens;
vii. Expandir funções elementares numa série de Taylor;
viii. Aplicar as séries geométricas no cálculo do valor actual do investimento.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Funções de várias variáveis 18
2 Cálculo integral 18
3 Equações diferenciais 18
4 Séries numéricas e séries de potências 18
TOTAL 64

29
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:


Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 HOFFMAN, L. (1996) Cálculo. Um Curso Moderno e suas Aplicações,Vol.I, Livros


Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro;
 ROSSER M. (1993) Basic Mathematics for Economists, EditoraRoutledge, Londres;
 STUTELY R. (1993) Guia dos Números. A Interpretação dos Números na Economia e
nos Negócios, Editorial Caminho, AS, Lisboa;
 SYDSAETER K., HAMMOND P. (2007) Matemática Essencial para Análise
Económica, Parte II, Texto Editores, Maputo;
 TAN, S. (2001) Matemática Aplicada à Administração e Economia, ThomsonLearning,
Brasil.

30
DISCIPLINA QUÍMICA ORGÂNICA
ANO: 1° SEMESTRE: 2º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00
SEMESTRAL: 64.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA QUIMICA CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO

A Química Orgânica é também conhecida por química do carbono. Nesta disciplina, pretende-se
conhecer os conceitos fundamentais sobre a química orgânica, fazendo a ligação dos conceitos
leccionados com aplicações práticas de engenharia ambiental.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:


i. Ter uma compreensão elementar de química orgânica;
ii. Poder entender a importância e propriedades do carbono, elemento fundamental para a
vida;
iii. Conhecer as diversas funções orgânicas álcoois, aminas, amidas, cetonas, aldeídos,
éteres, entre outras, e como elas se caracterizam

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Conceitos, historia e definições sobre química orgânica, 8
1 características e propriedades do carbono, aplicação da química
orgânica
Cadeias carbónicas -Alifáticas, Cíclicas, Saturadas, Insaturadas 4
2
(duplas, triplas), Homogéneas, Heterogénea.
Compostos orgânicos, Nomenclatura dos compostos orgânicos 6
3
(Prefixo, Infixos,Sufixos), IUPAC e Química
Grupos funcionais, Famílias de compostos orgânicos 22
4 (hidrocarbonetos, álcoois, fenóis, éteres, aldeídos, esteres,
epóxidos, aminas, cetonas, ácidos carboxilos ,aromáticos
Reacções em química orgânica (reacção de substituição, 8
5
reacção de halogenação)
6 Isomeria 4
TOTAL 64

31
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:


Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 BLEI, I., & ODIAN, G. (2000) Organic and Biochemistry – Connecting Chemistry to
Your Life. New York: W. H. Freeman and Company;
 BOYD, R. N., & MORRISSON, R. D. (1990) Química Orgânica (9ª ed.). Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian;
 CARNEIRo, A. (Julho-Setembro de 2006). “Elementos da História da Química do Século
XVIII”. Revista da Sociedade Portuguesa de Química, Nº 102, pp. 25-31.
 CHASSOT, A. I. (Maio de 1995). “Alquimiando a química”. Química Nova na Escola,
Nº 1, pp. 20-22;
 DIAS, A. R., & RAMOS, J. J. (1992) Química e Sociedade. Lisboa: Escolar Editora e
Sociedade Portuguesa de Química;
 FELTRE, R. (1995) Química Orgânica. Volume 3, São Paulo: Editora Moderna;
 FERREIRA, E. S., HULME, A. N., McNab, H., & Quye, A. (2004) “The natural
constituents of historical textile dyes”. Chemical Societyreviews, 329 -336;
 FRYHLE, C., & SOLOMONS, G. (2000) Organic Chemistry (7ª ed.). New York: John
Wiley & Sons;
 FURNISS, B. S., HANNAFORD, A. J., SMITH, P.W., & TATCHELL, A. R. (1989)
Textbook of Pratical Organic Chemistry (Fifth Edition ed.). London: Longman;
 HEROLD, B. J. (Janeiro -Março de 2006). “Trabalhar a História da Química em
Portugal”. Revista da Sociedade Portuguesa de Química, Nº 100, pp. 62-65;
 KIEFER, D. M. (1993) “Organic Chemicals' Mauve Beginning" Chem. Eng. News
Archive, , vol.71, pp 22–23;
 LLINGER, N. L., CAVA, M. P., & JONGH, D. C. (1986) Química Orgânica. Rio de
Janeiro: Prentice Hall do Brasil.Bensaude;
 REGER, D., GOODE, S., MERCER, E. (1997) Química: Princípios e Aplicações,
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa;
 VOLLHARDT, K. P., & SCHORE, N. E. (1999) Organic Chemistry – Struture and
Function (third Edition ed.). New York: W. H. Freeman and Company.

32
DISCIPLINA ESTATÍSTICA E PROBALIDADE
ANO: 1º SEMESTRE: 2º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 3.00
48.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA MÉTODOS QUANTITATIVOS CRÉDITOS 4

INTRODUÇÃO

A Estatística é a ciência que cuida da recolha, da organização, da apresentação e da análise de


dados. Os dados consistem em informações provenientes de observações, contagens, medições
ou respostas.

Esta ciência fornece-nos as técnicas para extrair informação de dados, os quais são muitas vezes
incompletos, na medida em que não nos dão informação útil sobre o problema em estudo, sendo
assim, é objectivo da Estatística extrair informação dos dados para obter uma melhor
compreensão das situações que representam.

A estatística é considerada ciência no sentido do estudo de uma população. É considerada como


método quando utilizada na perspectiva de instrumento por outra ciência.

Constituem ramos básicos da Estatística: (i) a descritiva (ou dedutiva), que cuida basicamente da
descrição de dados observados, sem estabelecimento de testes de hipóteses sobre o conjunto
estudado; (ii) a Inferência (ou indutiva), como ramo da estatística no qual, através do estudo de
informações da amostra, são definidas e testadas hipóteses acerca da população estudada, através
do cálculo de probabilidades.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Entender os conceitos essenciais da teoria de probabilidade e suas implicações na


estatística;
ii. Resolver problemas simples de probabilidade;
iii. Compreender conceitos da variável aleatória;
iv. Compreender o teorema do limite central e ser capaz de utiliza-lo nas aplicações
estatísticas.

33
PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Princípios básicos de análise combinatória 8
Definição de probabilidade condicional e independência,
2 14
Variáveis aleatórias.
Princípios de distribuição: de Bernoulli, binominal, de poisson,
3 14
geométrica, hipergeométrica, uniforme, de cauchy, exponencial.
Teorema central de limite, consequência do teorema central de
4 12
limite
TOTAL 48

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:


Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Dantas, C. (2008) Probabilidade: um curso introdutório, 3 ed Ver São Paulo Edusp;


 Meyer P. L. (1983) Probabilidade: aplicações à Estatística. 2 edição do Rio de Janeiro,
livros técnicos e científicos;
 Ross, S. M. Probabilidade; um curso moderno com aplicação.

34
DISCIPLINA AMBIENTE E QUESTÕES SOCIAIS
ANO: 1º SEMESTRE: 2º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 HORAS SEMESTRAL: 64.00 HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS SOCIAIS CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO
Um dos pilares do conceito de sustentabilidade é a parte social dos projectos que, infelizmente,
muitas vezes, tem sido relegada a segundo plano. Nesta disciplina, pretende-se abordar as
questões legais assim como de direitos dos diversos intervenientes nos projectos de maneira a
garantir o respeito, os direitos e deveres das diversas partes, por isso, incluirá, dentre outros
assuntos, o processo de reassentamento e deslocação de populações seus efeitos sociais e
económicos. Deve-se dar especial importância às questões culturais.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:


i. Entender a necessidade de sempre incorporar as questões sociais na análise de projectos;
ii. Coordenar processos de reassentamento e realocação de populações;
iii. Avaliar as questões de compensações materiais e não só de pessoas afectadas por
projectos.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 A interacção entre as questões ambientais e sociais 10
Processos de consultas públicas, procedimentos e directivas
2 10
legais
3 Processos de análise e avaliação de bens 10
Processos de reassentamentos e avaliação de compensações
4 12
justas e efectivas
5 Avaliação de efeitos socioeconómicos de reassentamentos 12
Intervir ambientalmente promovendo a melhoria das condições
6 10
sociais
TOTAL 64

35
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 ADORNO, Sérgio (org.) (1993) A Sociologia entre a Modernidade e a


Contemporaneidade. Porto Alegre: Editora da Universidade - UFRGS, 84p.
 BURIOL, Juarez (2001). Desenvolvimento Local Sustentado Diagnóstico como Base
para o Planejamento Estratégico, Tese de Mestrado. Universidade de Santa Maria-RS
(mimeo). 163p.
 GUNTER, Pauli. (1998) Upsizing: como gerar mais renda, criar mais postos de trabalho
e eliminar a poluição. Porto Alegre: Fundação Zeri Brasil/L&PM, 221p.

36
DISCIPLINA FÍSICA
ANO: 1º SEMESTRE: 2º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 SEMESTRAL: 64.00
HORAS HORAS
ÁREA CIENTÍFICA FÍSICA CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO

Esta disciplina vai ajudar a conhecer as leis básicas de física como suporte das suas aplicações
em Engenharia Ambiental.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Ter uma compreensão elementar dos processos em física;


ii. Consolidar conhecimentos de mecânica;
iii. Estar preparado para temas seleccionados de mecânica de fluidos;
iv. Dominar conceitos básicos do estudo de física, entre elas velocidade, massa, diversos
tipos de forças, electromagnetismo, electricidade, princípios de termodinâmica, óptica,
noções básicas de meteorologia, teoria de relatividade, radioactividade.

PLANO TEMÁTICO

Nº TEMA TEMA HORAS POR


TEMA
1 Unidades e grandezas físicas 4
2 Operações com vectores 6
3 Cinemática (massa, velocidade) 12
4 Electricidade, electromagnetismo e óptica 10
5 Trabalho e energia 8
6 Hidrostática 10
7 Hidrodinâmica e termodinâmica 14
TOTAL 64

37
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A exposição das diferentes matérias será feita nas aulas teórico-práticas. Nas aulas práticas, serão
resolvidos exemplos práticos.

Tratando-se da cadeira de aplicação muito generalizada, todos os exemplos que serão objectos de
estudo serão aplicados a cenários e situações que sejam as mais próximas às funções do
Engenheiro Ambiental.

BIBLIOGRAFIA

 Cutnell, J., Johnson, K.W. (1989). Physics. John Wiley & Sons eds., New York;
 Halliday, Resnick. (1989) Fundamentals of Physics. John Wiley & Sons eds., 2ª ed., New
York;
 Marion, J.B. (1980) Physics and the Physical Universe. John Wiley & Sons eds., 3ª ed.,
New York;
 McKelvey, J.P., Grotch, H. (1978) Física. Ed. Harper & Row do Brasil, 2ª ed.(1982), S.
Paulo, Vol.1 e 2;
 Young, H. D. & Freedman R. A. (2003) Física. Addison Wesley, 12ª ed., São Paulo.
ISBN: Vol. I e II.

38
2º ANO
3º SEMESTRE
DISCIPLINA FISIOLOGIA VEGETAL E ANIMAL
ANO: 2º SEMESTRE: 3º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 SEMESTRAL: 64.00
HORAS HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 6
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

A disciplina de Fisiologia Vegetal e Animal estuda a vida das plantas e dos animais nas suas
dimensões funcionais, tendo em conta os aspectos estruturais, a relação entre estrutura e função
das plantas e animais. A função depende fortemente da estrutura, porque, às vezes, é preciso
entender a estrutura e as propriedades químicas de uma unidade celular, a fim de destacar esta
relação.

A primeira parte desta disciplina trata da nutrição mineral e carbono e do crescimento e


desenvolvimento das plantas; na segunda parte, aborda-se a fisiologia dos principais sistemas ou
aparelhos do organismo animal e da fisiologia comparativa entre o animal e fisiologia vegetal.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

 Compreender em termos físicos e bioquímicos, os mecanismos que intervém nos


organismos vivos
 Compreender os princípios gerais de fotossíntese
 Assimilar os Processos de respiração vegetal e animal
 Ciclo de carbono- planta – animal.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Nutrição mineral e carbono 16
2 Crescimento e desenvolvimento das plantas 16
Fisiologia dos principais sistemas ou aparelhos do organismo
3 16
animal
4 Fisiologia comparativa entre o animal e fisiologia vegetal 16
TOTAL 64

39
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Berkaloff, A. Biologia e fisiologia celular, editora Edgar Blucher.


 Remi Rakotondradona, Fisiologia vegetal e animal -African Virtual University
 Taiz, Lincoln, Zeiger, Eduardo, Fisiologia vegetal, editora Húmida.

40
DISCIPLINA BIOQUÍMICA
ANO: 2º SEMESTRE: 3º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 SEMANAL: 64.00
HORAS HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 6
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

Os conteúdos da disciplina de Bioquímica pretendem explicar os fundamentos teóricos da


bioquímica como base do funcionamento dos sistemas biológicos.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Conhecer os fundamentos da química orgânica e da bioquímica;


ii. Conhecer os mecanismos do metabolismo celular.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Hidratos de carbono, lípidos, aminoácidos, péptidos e proteínas 14
2 Enzimologia e cinética enzimática 10
3 Hormonas 8
4 Introdução à Bioquímica do Metabolismo 16
5 Biossíntese e degradação de metabolitos 10
6 O fluxo de energia e a integração do metabolismo 6
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

41
BIBLIOGRAFIA

 Campos, L. (1987) Guia dos compostos Orgânicos e Bioquímicos – estrutura e


nomenclatura. Europress. Coleção Universidades. Odivelas;
 Campos, L. (2005) Entender a Bioquímica, 4ª edição. Escolar Editora, Lisboa;
 McKee, T & McKee, J. (2003) Biochemistry: The molecular Basis of Life, 3nd ed.,
McGraw-Hill, London;
 Quintas A., Freire, A. P., Halpern, M. J. (2008) Bioquímica – Organização Molecular da
Vida, Edições Lidel, Lisboa;
 Streyer, L. (1995) Biochemistry, 4th ed., WH Freeman and Company, New York;
 Strong, F. & Koch, G. (1981) Biochemistry Laboratory Manual. 3rd Ed., Wm. C. Brown
Publisher, Dubuque;
 Voet, D., Voet, J. G & Pratt, C.W. (2005) Fundamentals of Biochemistry, 2nd ed., John
Wiley & Sons, Inc., New York;
 Zeidan, M. (1996) Experimental Approaches in Biochemistry and Molecular Biology.
Wm. C. Brown Publisher, Dubuque;
 Zubay, G.L., Parson, W.& Vance, D. (1995) Principles of Biochemistry. Wm. C. Brown
Publishers, Dubuke.

42
DISCIPLINA HIDRÁULICA E MECÂNICA DE FLUÍDOS
ANO: 2º SEMESTRE: 3º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 4.00
64.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA HIDRÁULICA CRÉDITOS 4

INTRODUÇÃO

Hidráulica é uma parte da física que se dedica a estudar o comportamento dos fluidos em
movimento e em repouso. É responsável pelo conhecimento das leis que regem o transporte, a
conversão de energia, a regulação e o controle do fluido agindo sobre suas variáveis (pressão,
vazão, temperatura, viscosidade, etc.).

A Hidráulica pode ser dividida em: teórica e prática. A Hidráulica teórica também é conhecida
na física como Mecânica dos Fluidos, dentre as aplicações da hidráulica, destacam-se as
máquinas hidráulicas (bombas e turbinas), as grandes obras de saneamento, fluviais ou
marítimas, como as de barragens hidroeléctricas, diques, quebra-mares, portos, vias navegáveis,
emissários submarinos, estações de tratamento de água e de esgotos, etc.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Analisar e compreender a fenomenologia dos problemas em dinâmica dos fluidos;


ii. Desenvolver modelos de comportamentos de fluidos;
iii. Entender usar a lei de hidrodinâmica;
iv. Entender a dinâmica de partículas em dissipação.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Propriedades dos fluidos 10
2 Força hidrostática sobre as superfícies 10
Princípio de Arquimedes, estabilidade de corpos submergidos e
3 10
flutuantes
4 Trasladação e rotação de massas líquidas 12
5 Análise dimensional e semelhanças hidráulicas 12
6 Fundamentos de fluxo de fluidos 10
TOTAL 64

43
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:


Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Fox McDonald, Introdução à Mecânica dos Fluídos, LTC editora.


 Ranald V Giles, Teoria e 75 problemas resolvidos – Mecânica de fluidos e hidráulica
Universidade Politécnica de Catalunha.
 Weisstein, Eric W, Fluid Mechanics World of Physics.

44
DISCIPLINA ECOLOGIA
ANO: 2º SEMESTRE: 3º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 HORAS SEMESTRAL: 64.00 HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 6
DO AMBIENTE

INTRODUÇÃO

A Ecologia é uma ciência (ramo da Biologia) que estuda os seres vivos e suas interacções com o
meio ambiente onde vivem.

A disciplina pretende explicar os conceitos básicos da Ecologia no estudo das características e do


funcionamento dos ecossistemas e a integração destes em escalas espaciais mais amplas
(paisagem, biomas) e fornecer as ferramentas para efectuar uma análise crítica da interferência
humana na dinâmica da biosfera.

OBJECTIVOS GERAIS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Conhecer os conceitos básicos da Ecologia;


ii. Conhecer as características e o funcionamento dos ecossistemas;
iii. Integrar a ecologia em escalas espaciais mais amplas;
iv. Ter uma análise crítica da interferência humana na dinâmica da biosfera.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Populações e suas interacções 14
2 Comunidades e sua dinâmica 16
Os processos ao nível dos ecossistemas: fluxos e balanços de 8
3
energia
4 Os processos ao nível dos ecossistemas: fluxos biogeoquímicos 8
5 Biomas da terra e do território moçambicano 6
6 Implicações da ecologia: modificações globais na biosfera 6
7 Implicações da ecologia: desenvolvimento sustentável 6
TOTAL 64

45
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aula Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Cain, Bowman, Hacker (2011) Ecology (2nd edition). Sinauer Associates.


 Bernardo, J.M. (1995) Ecologia das Populações e das Comunidades.UniversidadeAberta,
Lisboa
 Krebs, C.J. (1978) Ecology: the Experimental Analysis of Distribution and Abundance.
2ªed., Harper & Row, N.Y.
 Margalef, R. (1974) Ecologia. Ediciones Ómega, Barcelona.
 Odum, E.P. (1983) Basic Ecology. Holt-Saunders International Editions.
 Vieira da Silva, J. (1979) Introduction à la Théorie Écologique. Masson, Paris.

46
DISCIPLINA URBANISMO E TRANSPORTE
ANO: 2º SEMESTRE: 3º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 SEMESTRAL: 64.00
HORAS HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS SOCIAIS CRÉDITOS 4

INTRODUÇÃO
A presente disciplina visa reforçar a ideia de que é necessário realizar projectos para as pessoas,
ao invés de objectos em movimento. Para isso é interessante considerar: a realidade física do
local e o que as pessoas fazem. 

Entendendo que o transporte é uma necessidade, porém também sabendo que representa uma
grande fonte de poluição, deve-se focar a necessidade de se responder à necessidade de acesso ao
transporte sem descurar o equilíbrio ambiental, o valor da paisagem e a possibilidade de se poder
usar meios alternativos e saudáveis.

Pretende-se, pois, incutir nos estudantes que o principal meio de transporte nas cidades não é
apenas o automóvel, chamando a atenção para as opções mais sustentáveis.

OBJECTIVOS
No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:
i. Analisar e compreender a organização e o funcionamento dos sistemas urbanos e os
modos de produção da cidade;
ii. Entender a questão de mobilidade, uso de terra interacção entre as actividades urbanas e
suas implicações no ambiente.

PLANO TEMÁTICO

HORAS
Nº TEMA POR TEMA
1 Estudo de aglomerados urbanos – seu comportamento ambiental 12
Organização espacial das funções urbanas, estruturação física e
2 funcional das cidades, modelos de estruturação urbana e 12
sustentabilidade
Gestão urbana sustentável, transportes urbanos sustentáveis, design
3 14
urbano sustentável, construção urbana sustentável
Relação entre ordenamento de aglomerados espaciais e o sistema de
4
transporte, implicações ambientais dos diferentes tipos de transporte
5 Gestão de mobilidade sustentável, a cidade e o tecido social 14
os espaços públicos, os grandes e pequenos equipamentos colectivos,
6 12
os espaços verdes públicos, criação de centralidades
TOTAL 64

47
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Comissão Europeia (1994) City and Environment Brussels and Luxemburg.


 Rogers, Richard, Ed. Gustavo Gil (2001) Cidades para um pequeno planeta, Barcelona.
 Ed. Barton , Hugh (2000) Sustainable communities – the potential for eco-
neighborhoods, Earthscan publication, London.

48
HISTÓRIA DAS IDEIAS ECONÓMICAS E
DISCIPLINA COMPLEMENTAR
DO PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO
ANO: 2º SEMESTRE: 3º
CARGA HORÁRIA SEMANAL: 3:00 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 48:00
HORAS HORAS
N.º DE CRÉDITOS: 4 ÁREA CIENTÍFICA: CIÊNCIAS ECONÓMICAS

INTRODUÇÃO

A HIEPC faz parte das disciplinas das Ciências Económicas, leccionadas em todos os cursos de
gestão, de economia e de engenharias d’ A Politécnica, com o importante papel de dotar o
estudante do sentido da historicidade da economia e do pensamento em torno da sua existência
no mundo ao qual pertence. A forte formação profissional acompanha sempre uma sólida
formação universalista em que o saber (conhecimento), saber fazer (habilidades) e saber ser
(preparação para a vida) devem conjugar-se como um todo.

A disciplina de HIEPC serve, deste modo, como base do conhecimento teórico da forma e dos
contextos da evolução do pensamento e das ideias económicas que determinam ao longo do
processo histórico da humanidade a adopção de determinadas atitudes, políticas e estratégias
com vista ao desenvolvimento socio-económico, tomando em consideração que o pensamento e
as ideias vão para além da própria política. É a partir das mentalidades científicas e sociais que
os Estados e as sociedades assumem uma determinada postura perante a conjuntura prevalecente.

OBJECTIVOS

Pretende-se que os estudantes saibam:

 Identificar e analisar a presença do pensamento económico na Antiguidade


 Conhecer a evolução das ideias econónmicas na Idade Média
 Dotar ao futuro economista conhecimentos de Mercantilismo e Cameralismo
 Criar nos alunos uma base de conhecimento sobre a Escola Histórica no século XIX e a
evolução do Marginalismo e do Subjetivismo Económico.
 Conhecer a Economia como Ciência de Ordem natural
 Dotar ao estudante a capacidade de análise crítica por forma a enquadrar factores
relacionados com a História Económica
 Capacitar o estudante na análise das teorias de Keynes e a evolução da Macroeconomia.

49
PLANO TEMÁTICO

NH/T
TEMA
Platão:
A organização económica, instrumento da salvação das almas;
Aristóteles:
6:00
A organização económica adaptada á finalidade própria do ser humano;
O declínio do pensamento político e económico no mundo romano e na
Idade Média.
O nascimento da economia política e a afirmação da doutrina liberal:
- Mercantilismo e utopia na época do Renascimento;
6:00
- A primeira crítica do mercantilismo;
- Adam Smith.
A economia polìtica perante os efeitos da Revolução Industrial:
-As consequências da Revolução Industrial na situação dos trabalhadores
ingleses; 6:00
- O optimismo de Jean-Baptiste Say ;
- A economia política ricardiana.
A economia política neoclássica:
- A economia política clássica posta em questão 6:00
- A nova teoria do valor e da repartição dos rendimentos
A evolução geral do pensamento económico na época do recrudescimento
do imperialismo das guerras mundiais:
12:00
- A evolução económica e social
- O liberalismo keynesiano
Grandes eixos de desenvolvimento do pensamento económico no mundo
actual:
- O futuro do capitalismo
12:00
- Os modelos matemáticos do crescimento a longo prazo
-Os recentes desenvolvimentos do pensamento económico na União
Soviética
TOTAL 48:00 h
NH/T: Número de Horas por Tema

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM


Explicação clara e concreta dos principais conceitos a serem leccionados na disciplina e da
importância da mesma no processo de ensino aprendizagem.
A componente teórica será repartida entre exposições do professor e exposições dos estudantes,
preparadas sob orientação do professor.
Para além das aulas teóricas, serão leccionadas também aulas práticas.

50
BIBLIOGRAFIA
DEANE, Phillys (1980) A evolução das ideias económicas.Rio de Janeiro: Zahar;
DILLARD, Dudley (1993) A teoria económica de John Maynard Keynes: Teoria de uma
economia monetária. São Paulo: Pioneira;
FEIJÓ, Ricardo (2001) História do Pensamento Económico, Editorial Atlas S.A.;
IGLESIA, Jesus de la (1994) Ensayo sobre pensamento económico. McGraw Hill;
SILVA, Marcos (1991) Teoria Geral: uma interpretação pós- keynesiana.Tese (Doutoramento)
– IPE, Universidade de São Paulo, São Paulo;
SKIDELSKY, Robert (1999) Keynes.Rio de Janeiro: Zahar.

51
4º SEMESTRE
DISCIPLINA GESTÃO COSTEIRA
ANO: 2º SEMESTRE: 4º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00
SEMESTRAL: 64.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 6
DO AMBIENTE

INTRODUÇÃO

A zona costeira define-se como sendo áreas compreendidas entre o limite interior, terrestre ou
continental de todos os distritos costeiros, incluindo os distritos limítrofes dos lagos e albufeira,
até 12 milhas mar dentro. Porque esta área possui uma elevada diversidade de habitats
extremamente sensíveis: dunas, recifes de coral, praias arenosas, praias rochosas, tapetes de
ervas marinhas, mangais, baías e sistemas estuarinos e pantanosos, existe a necessidade de os
estudantes dominarem o conceito de gestão assim como formas de gestão dos mesmo para que
não ocorra um desenvolvimento insustentável, entendendo que são zonas com densidades
populacionais altas e que necessitam de meios para a sua sobrevivência, como saber equilibrar
esta necessidade.

Os recursos costeiros existentes, são de uma importância primordial, não só para a economia do
País em geral, como também para a subsistência de quase metade da população moçambicana.
Pode-se afirmar que a costa moçambicana é um recurso natural muito valioso e vulnerável.

OBJECTIVOS
No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Propor, analisar, coordenar acções de gestão ambiental integrado nos sistemas marinhos e
costeiros;
ii. Caracterizar e diagnosticar sistemas marinhos e costeiros;
iii. Planear e gerir ambientalmente sistemas marinhos e costeiros.

PLANO TEMÁTICO
HORAS
Nº TEMA
POR TEMA
1
Avaliação de impactos ambientais costeiros 10
2
Contaminação costeira e indicadores de qualidade ambiental 10
Dinâmica socio ambiental de zonas costeiras, economia ambiental
3 12
costeira
4 Ecologia de paisagens costeiras, 12
5 Introdução a oceanografia 10
6 Planeamento territorial – costeiro 10
TOTAL 64

52
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Alves Mª de Fátima (2006) Gestão sustentável da zona costeira. Contributos para um


modelo de avaliação. Aveiro;
 Clark John (1992) Integrated management of coastal zones, FAO Fisheries technical
paper;
 Kay R Alder, J. (1999) Coastal planning and management E&FN sponRoutledge,
London;
 Munoz Juan (1996) La ordenacion, planificacion y gestionintegrada de las zonas úmidas
de la bahia de Cadiz. OIKOS – TAU universidade de Barcelona.

53
DISCIPLINA MONITORIZAÇÃO DE SISTEMAS AMBIENTAIS
ANO: 2º SEMESTRE: 4º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00
SEMESTRAL: 64.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 6
DO AMBIENTE

INTRODUÇÃO
O monitoramento Ambiental é estruturado de forma a fazer-se um acompanhamento periódico
nas áreas “objecto de estudo”, sendo ela um Posto de abastecimento, uma Indústria, uma
Refinaria ou outra área passível de ser monitorada com periodicidade pré-estabelecida.

Esta disciplina irá preparar os estudantes a organizar uma monitoria assim como ira providenciar
informação sobre como realizar a colheita de amostras, sólidas, gasosas e líquidas, assim como a
interpretação dos resultados.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Entender os princípios e conceitos gerais;


ii. Compreender a ligação entre monitorização e planeamento;
iii. Distinguir os conceitos de “outputs” e “outcome” nos planos de monitorização.
iv. Elaborar planos de monitoria de sistemas ambientais;

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Conceitos gerais: tipos de sistema e variabilidade, objectivos de
1 22
monitorização, amostragem
Enquadramento na legislação ambiental, em particular a lei do
2 20
ambiente (gestão costeira)
Desenvolvimento de planos de monitorização, para a qualidade
3 22
da água e ecologia.
TOTAL 64

54
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Berthouex P M and LC Brown (1994) Statistics for environmental engineers, Lewis


publishers, Roca Raton;
 Ferreira et al (2011) Overview of eutrophication indicators to assess environmental
status within European marine strategy framework directive. Estuarine coastal and shelf
science;
 Gilbert R O. (1987) Ecological numeracy: quantitative analysis of environmental issue,
John Willey & sons inc. New York;
 Ott W. R. (1995) Environmental statistics and data analysis, Lewis publisher, Boca
Raton.

55
DISCIPLINA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS (RSU)
ANO: 2º SEMESTRE: 4º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00
SEMESTRAL: 64.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS DE GESTÃO CRÉDITOS 4

INTRODUÇÃO
Nesta disciplina, abordam-se todas as questões ligadas à gestão de RSU, nomeadamente tipos de
resíduos, recolha, transporte, acondicionamento, transferência, tipo de aproveitamento e
tratamento, deposição final(aterros).

Irão também abordar-se questões relativas a reciclagem, compostagem, incineração e outras


formas de tratamento.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Definir sistemas de gestão nas diferentes áreas de assentamentos;


ii. Cálculo de quantidades, volume;
iii. Escolha de equipamento;
iv. Assessorar estudos de tratamento de resíduos, incineração, aterros, compostagem etc.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Conceitos gerais, definições e características, recolha e analise
1 10
de dados
Sistema de recolha, Pré-tratamento, SeparaçãoeArmazenamento
2 de RSU 10

3 Remoção, transferência e transporte de RSU 12


Reciclagem, compostagem, tratamentos térmico, tratamento de
4 12
biomédicos
5 Centros de triagem, tratamentos 10
6 Deposição final 10
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM


56
A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Amaral J. (2004) Valocar. A gestão;


 US Environmental Protection Agency (1989) Solid Waste and Emergency Response.
 Collection of Municipal Solid Waste in Developing Countries – (UN-HABITAT);
 Levy e Cabeças (2006) Sistemas de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

57
IMPACTO AMBIENTAL EM PROJECTOS DE
DISCIPLINA
EXTRACÇÃO (AIA)
ANO: 2º SEMESTRE: 4º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 SEMESTRAL: 64.00
HORAS HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 6
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

O processo de impacto ambiental (AIA) e processos de extracção devido à sua especificada de


apresentar fases de investigação, levantamentos e o próprio projecto, segue um ciclo diferente de
projectos normais.

Este tipo de projecto também pela sua envergadura e pelo seu impacto tem como característica
efeitos sociais, ambientais com abrangências muito grande, e com duração de impacto longo,
geralmente durante todo o processo.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:


i. Implementar especificamente o processo de AIA para projectos de extracção, tendo em
consideração as diferenças com o processo normal de AIA;
ii. Coordenar os processos sociais relativos a este tipo de projectos que tem como
característica, processos de compensação e reassentamentos de grande dimensão, e gestão
de expectativas;
iii. Identificar os principais impactos, relativos a qualidade de ar, solos e água, identificando
alternativas e medidas de mitigação.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Introdução de processos de extracção a céu aberto de minerais
1 12
(areia, carvão e outros)
2 Introdução de processos de extracção de minerais subterrâneos 12
Processos de extracção e transporte de gás, métodos, impactos
3 20
sobre ar, solos e água
Processos de extracção e transporte de petróleo, métodos,
4 20
impactos no ambiente
TOTAL 64

58
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Dudka and Domy C. Adriano (1997) “Environmental Impacts of Metal Ore Mining and
Processing” A Review, Stanislaw, Vol. 26 No. 3, p. 590-602 Received: Jan 20, 
Published: May;
 Earle A. Ripley, Robert E. Redmann, Adèle A. Crowder (1996) Environmental Effects of
Mining, CRC Press;
 Ledin M., Pedersen K., The environmental impact of mine wastes — Roles of
microorganisms and their significance in treatment of mine wastes, Göteborg University,
Lundberg Laboratory, Department of General and Marine Microbiology, Medicina
regatan 9C, S-413 90 Göteborg, Sweden;
 Roderick G. Eggert (1994) Mining and the Environment: International Perspectives on
Public Policy, Resources for the Future;
 Sengupt M. (1993) Environmental Impacts of Mining: monitoring, Restoration, and
Control, Lewis Publishers;
 Warhurst Alyson (2000) Lewis, Environmental Policy in Mining: Corporate Strategy and
Planning for Closure.

59
GESTÃO DOS RECURSOS NATURAIS E DO
DISCIPLINA
AMBIENTE
ANO: 2º SEMESTRE: 4º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 3.00 SEMESTRAL:
HORAS 48.00 HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS DE GESTÃO CRÉDITOS 4

INTRODUÇÃO

A Gestão dos Recursos Naturais e do Ambiente encontra-se, actualmente, numa encruzilhada


onde se confrontam e se encontram os objectivos associados ao desenvolvimento e ao
ordenamento e aqueles voltados para a conservação da natureza e para a preservação da
qualidade ambiental.

Esta disciplina deve perspectivar estrategicamente o desenvolvimento a longo prazo, atribuindo-


lhe um significado.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Avaliar projectos de varia ordem e identificar os impactos e suas respectivas medidas de


mitigação;
ii. Conseguir identificar o equilíbrio entre as componentes sociais, ambientais e económicas
dos projectos, de maneira a implementar o projecto sem descurar as outras duas vertentes;
iii. Assegurar a integração da gestão de recursos no processo de desenvolvimento
económico;
iv. Respeita as interacções entre recursos e condições de reprodução do meio ambiente;
v. Interpretar o conjunto de ISO (9000, 14000 e OHSAS – 18001) e sua aplicação;
vi. Levar a cabo auditoria ambientais e elaborar PGA.

60
PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Conceitos, princípios e definições 4
Principais fontes de degradação dos recursos naturais, formas
2 6
de poluição ambiental
Fundamentos e técnicas de controlo de redução da poluição
3 10
hídrica, atmosférica e edáfica.
Princípios e conceitos de economia ambiental - entender os
4 8
recursos como bens
5 Conceitos sobre efeito de estufa, métodos de compensação 8
6 Sistemas de gestão ambiental – ISO´s e OSHAS 6
7 Auditoria ambiental e processos de certificação 6
TOTAL 48

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 David Pearce, Kerry Turner (1989) Economics of Natural Resources and the
Environment, Prentice Hall;
 Nigel Cross & Bjorn Stingson (2002) Breaking New Ground. Mining, minerals and
sustainable development, MMSD, Earth scan publication;
 Per Sparre & SiebrenVenema (1997) Introdução à Avaliação de Mananciais de Peixes
Tropicais, FAO, Roma.

61
DISCIPLINA TÉCNICAS LABORATORIAIS EM AMBIENTE
ANO: 2º SEMESTRE: 4º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 3.00
SEMESTRAL: 48.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

Como forma de obter dados concretos, verificar as conformidades dos empreendimentos em


relação ao plasmado na legislação assim como todo o processo de performance dum projecto
específico as análises laboratoriais jogam um papel importante.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Ter domínio de técnicas de analise química de amostras ambientais;


ii. Dominar as técnicas analíticas que podem ser utilizadas para tomada de decisões;
iii. Apoio na resolução de problemas reais dos projectos.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Conceitos, definições, amostragem, tipos de amostra ambientais 6
2 Selecção de métodos analíticos, normas de qualidade 6
Técnicas de amostragem, manuseamento e tratamento de
3 6
amostras, técnicas de extracção e concentração de analitos.
Avaliação de dados analíticos, detecção de erros e sua
4 determinação, formas de minimização de erros, análise 8
estatística dos resultados.
Análise química, analise volumétrica, neutralização,
5 complexação, oxidação-redução, analise gravimétrica, 8
determinação de humidade em sólidos e sólidos em líquidos.
Métodos instrumentais- turbidimetria, cromatografia,
6 6
espectrometria, colorimetria.
Fundamentos teóricos e interesse na determinação de pH,
7 condutividade, cor, turvação, CQO, CBO, ferro, magnésio, 6
cloro residual.
TOTAL 48

62
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 APHA/AWWA/WEF (1998) Standard Methods for Examination of Water and


Wastewater, 20 edUSA;
 Harris D.C. (2001) Exploring Chemical Analysis, Freeman USA;
 Quevaulier P. (2001) Quality Insurance for Water Analysis, Water Quality
Measurements Series, European Commission John Wilwy & sons, UK.

63
3º ANO
5º SEMESTRE
DISCIPLINA SISTEMA DE INFORMAÇÕES GIS E CARTOGRAFIA
ANO: 3º SEMESTRE: 5º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 SEMANAL: 64.00
HORAS HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS CARTOGRÁFICAS CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO
O Sistema de Informações Geográficas (GIS) é um sistema de maneio de base de dados
computadorizados projectados para recolha, armazenagem, análise e visualização de dados
espaciais.

A Cartografia é a ciência da representação gráfica da superfície terrestre, tendo como produto


final o mapa. Ou seja, é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo
dos mapas. Na cartografia, as representações de área podem ser acompanhadas de diversas
informações, como símbolos, cores, entre outros elementos. A cartografia é essencial para o
ensino da Geografia e tornou-se muito importante na educação contemporânea, tanto para as
pessoas atenderem às necessidades do seu quotidiano quanto para estudarem o ambiente em que
vivem.

A disciplina irá introduzir os estudantes nas técnicas de GIS assim como na interpretação dos
diversos tipos de mapas.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Usar instrumentos de localização geográfica e trabalhar em mapas;


ii. Incorporar camadas para a visualização de objectos para a análise tridimensional, macro e
micro de uma determinada área;
iii. Recolher, analisar, armazenar e visualizar dados espaciais;
iv. Entender o conceito de geoprocessamento.

64
PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Fundamentos teóricos, historia dos sistemas de informação,
1 12
projecção de mapas, funções do SIG.
Introdução de dados, operação e visualização de dados,
2 12
geometria computacional.
3 Modelos numéricos de terreno e álgebra de mapas 14
4 Análise espacial de dados geográficos 14
Introdução a geoinformação- representações computacionais,
5 12
noções básicas de cartografia
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA

 F Rojo, V Rodrigues, J Bosque, Aplicaciones de la úmidasca e la geografia


y úmidas sociais.
  Joaquim Alves Gaspar, Cartas e projecções cartográficas.
  Robinson, Ahur H, Morrisson, Joel, C Muercke, Philip, Elements of Cartography.
 William e Huxhold, Na introduction to urban geographic information system.

65
DISCIPLINA GESTÃO DE RESIDUOS INDUSTRIAIS E PERIGOSOS
ANO: 3º SEMESTRE: 5º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00
SEMESTRAL: 64.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS DE GESTÃO CRÉDITOS 4

INTRODUÇÃO
Esta disciplina visa abordar a classificação dos resíduos industriais e perigosos, suas
características de risco, detalhes sobre o seu manuseamento, transporte, reciclagem e
reaproveitamento, assim como o seu tratamento final.

Irá abordar também especificamente a questão de resíduos biomédicos (hospitalares


contaminados) em especial, o tipo de resíduos, sua proveniência, seus impactos e métodos de
tratamento.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:


i. Identificar os resíduos perigosos, diferenciado dos resíduos comuns;
ii. Conhecer as características de risco que definem os resíduos perigosos;
iii. Conhecer os tratamentos existentes para resíduos perigosos;
iv. Ter domínio dos acordos multilaterais globais sobre a matéria de resíduos perigosos.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Conceitos, definições, características de risco 10
2 Formas de determinação de resíduos perigosos 10
Resíduos biomédicos, conceitos, definições e tratamento de
3 12
resíduos biomédicos
Tratamento de resíduos industriais e perigosos, incineração,
4 12
tratamento químico, aterros.
Conceito de risco, avaliação de risco, efeito dos resíduos
5 10
perigosos em seres humanos
Prevenção de poluição e métodos de limpeza de locais
6 10
contaminados
TOTAL 64

66
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Gibbons Gail (1992) Recycle A handbook for kids, Boston Little Brown;
 Knopf, Alfred A. (1971) Commoner Barry – the closing circle; New York;
 UNEP. Convenção de Basileia sobre Movimento Transfronteiriço de Resíduos Perigosos.

67
DISCIPLINA SOLOS E POLUIÇÃO DE SOLOS
ANO: 3º SEMESTRE: 5º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 4.00
64.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 6
AMBIENTE

INTRODUÇÃO
Esta disciplina irá abordar as fases de formação do solo, tipos de solo, suas características físico-
químicas, sua importância como componente ambiental, ira também abordar os tios de poluição
da mesma e formas de tratamento desta poluição.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Identificar os diversos tipos de solo;


ii. Identificar os vários tipos de poluição dos solos;
iii. Métodos de prevenção de contaminação do solo;
iv. Dominar técnicas de controlo de processos erosivos;
v. Entender os processos de salinização e desertificação;
vi. Descontaminação de solos.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Solos, conceito, definições, formação de solos, tipos de solos,
1 10
uso do solo.
2 Processos erosivos, desertificação e salinização 14
Tipos de contaminação, Principais fontes e causas de poluição
3 14
de solos- lixeiras, agro-químicos,
Métodos de recuperação e tratamento de solos contaminados,
4 descontaminação de solos (in.situ, ex-situ, on-site e off-site) 14
Bio remediação e bio estimulação
Controlo de poluição de solos – redução de uso de pesticidas,
5 12
reflorestamento, gestão de RSU.
TOTAL 64

68
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Mirsal, Ibrahim A. Soil Pollution: origin, monitoting and remediation, Springer;


 Misra, Dinesh (2009) Soil Pollution, APH publisher;
 Nangia, Sushil K. (1978) Industrial Contaminated Land.

69
DISCIPLINA ABASTECIMENTO E TRATAMENTO DE ÁGUAS
ANO: 3º SEMESTRE: 5º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 4.00
64.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 6
AMBIENTE

INTRODUÇÃO
Sendo vital para a existência da humanidade, é importante entender a necessidade de
providenciar a água em qualidade e em quantidade. Esta disciplina irá abordar toda a cadeia de
tratamento de água para o consumo, incluindo os diversos sistemas de tratamento, armazenagem
e distribuição, como as questões de saúde pública ligada à água.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Entender os processos de abastecimento e tratamento de águas;


ii. Conceitos de água potável;
iii. Sistemas de captação e distribuição de água potável.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Definições, conceitos de sistemas de tratamento e distribuição
1 de água.Distribuição de Água no Planeta,O Ciclo Hidrológico e 6
a Sustentação da Vida
2 Características da Água; A Água na Natureza 10
Sistemas de tratamento e distribuição de água – floculação,
3 10
decantação, filtração desinfecção.
4 Sistema de captação e distribuição – captação, adução, ETA, 10
5 Fontes de agua – poços, mananciais superficiais e subterrâneos, 10
Principais usos da Água; Requisitos de qualidade para os
6 diversos usos; Padrões de potabilidade e Classificação das 10
águas
Redes de distribuição, canalização interna. Questões de
7 8
ambiente e saúde ligadas à água
TOTAL 64

70
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Ozone in Water and Waste Water Treatment, Water Resource Scientific Information
Center, Washington DC;
 Richter, Carlos A (2009) Água, Métodos e Tecnologias de Tratamento, Editora Edgard
Blucher.

71
DISCIPLINA PROCESSOS EM AMBIENTE E ENERGIA
ANO: 3º SEMESTRE: 5º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 3.00 SEMESTRAL: 48.00
HORAS HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

Esta disciplina visa analisar o equilíbrio de massa e sobre o ciclo de energia na natureza que
influencia e se relaciona com todo um conjunto de fenómenos, atmosféricos, clima, calotas
polares vulcões, entre outros.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Entender a ligação dos diversos processos climáticos;


ii. Assumir a influência das componentes climáticas, no sistema de transporte de nutrientes,
poluição a nível global.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Introdução a questões de energia e balanço energético da crosta
1 6
terrestre, ventos, etc
Processos climáticos ligados a processos de circulação de
2 energia, correntes marinhas e influencia no clima ( El Ninho, La 12
Ninha etc.)
3 Vulcões e processos relativos a placas tectónicas. 10
4 Processos polares ligados a circulação de correntes marinhas 10
Processo de reflectividade da terra e ligação ao aquecimento
5 10
global
TOTAL 48

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

72
A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Cahalan, R. (s.d.) Solar and Earth Radiation. Accessed December 12, 2008;
 Hansen, J., Nazarenko, L., Ruedy, R., Sato, M., Willis, J., Del Genio, A., Koch, D.,
Kushnir, Y. (2000). Solar Radiation and the Earth’sEnergy Balance. Published on The
Climate System, complete online course material from the Department of Earthand
Environmental Sciences at Columbia University. Accessed December 12, 2008;
 Lacis, A., Lo, K., Menon,S., Novakov, T., Perlwitz, J., Russell, G., Schmidt, G.A., and
Tausnev, N. (2005) Earth’s Energy Imbalance: Confirmation and Implications. Science,
(308) 1431.1435;
 Marshall, J., and Plumb, R.A. (2008) Chapter 2: The global energy balance. In
Atmosphere, Ocean, and Climate Dynamics: an Introductory Text (pp. 9.22);
 Marshall, J., and Plumb, R.A. (2008) Chapter 4: Convection. In Atmosphere, Ocean, and
Climate Dynamics: an Introductory Text (pp. 31.60);
 Peixoto, J., and Oort, A. (1992) Chapter 6: Radiation balance. In Physics of Climate (pp.
91.130). Woodbury, NY: American Institute of Physics Press;
 Peixoto, J., and Oort, A. (1992) Chapter 14: The Ocean.atmosphere heat engine. In
Physics of Climate (pp. 365.400).Woodbury, NY: American Institute of Physics Press.

DISCIPLINA ECOLOGIA MARINHA E DE ÁGUAS INTERIORES

73
ANO: 3º SEMESTRE: 5º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 3.00 SEMANAL: 48.00
HORAS HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO
Esta disciplina irá abordar as questões ligadas aos equilíbrios marinhos, incluindo as questões
económicas ligadas à exploração piscatória e cadeia alimentar.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

 Entender e poder explicar o conceito de habitat marinho e costeiro;


 A interacção entre os organismos e o ambiente circundante incluindo abióticos, (factores
químicos e físicos não vivos);
 Interacção com factores bióticos.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Ecologia fisiológica, ecologia comportamental, ecologia da
1 4
população
Ecologia da comunidade, ecologia global, fluxo de energia e
2 8
matéria
Oceanos – interconectividade do oceano e a sistemas físicos e
3 8
humanos da terra
Ecossistemas marinhos e biodiversidade – transferência de
4 10
energia através da cadeia alimentar
5 Relações simbióticas nos ecossistemas marinhos 10
6 Impactos do homem nos oceanos 8
TOTAL 48

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

74
A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Barange M, Field JG, Marine ecosystems and global change, Oxford university press;
 Levner e Linkov and Proth J. (2005) Strategic Management of Marine Ecosystems,
Springer volume 50;
 National Geographic Education, Marine Ecology, Human Impact & Conservation.

6º SEMESTRE

75
DISCIPLINA ECONOMIA DO AMBIENTE
ANO: 3º SEMESTRE: 6º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 SEMESTRAL: 64
HORAS HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS ECONÓMICAS CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO

A Economia Ambiental é uma disciplina que pertence à área das Ciências Económicas, que
relaciona o crescimento económico com as questões do meio ambiente.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Analisar o conceito de economia com sustentabilidade;


ii. Preparar os estudantes para a compreensão da evolução do papel do meio ambiente
dentro das teorias económicas, visando a sustentabilidade como requisito para o
desenvolvimento e buscando soluções para melhorar as condições de vida das
pessoas;
iii. Providenciar bases para a análise dos impactos ambientais causados por
externalidades.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Conceitos, definições, classificação dos recursos, renováveis e
1 12
não renováveis
Classificação de MacKelvey, regra de Hotteling e suas
2 12
implicações
3 Análise de Solow 14
4 Teoria dos recursos renovaveis 14
Estudo dos modelos de Gordon-Schafer e Beverton-Hold;
5 12
Fischer e Fausman; e Gordon-Schafer-Clark
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

76
A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 BERMEJO, Roberto (1994) Manual para una Economía Ecológica. Bilbao, Madrid:
Bakeaz-Los libros de la catarata;
 CARPINTERO REDONDO, Oscar (2006) La Bio Economia de Georgescu-Roegen.
Montesinos;
 CAUGHLEY, G., and SINCLAIR A. R. E. (1994) Wildlife Ecology and Management.
BlackwellScience,Cambridge, Massachusetts, USA;
 CUETO MIR, Miguel y RAMOS GOROSTIZA, José Luis (2000) Economia y
Naturaleza. Una historía de las ideas. Madrid: Síntesis;
 DUERR, W.A. (1960) Fundamentos da Economia Florestal. Lisboa, Fundação Calouste
Gulbenkian;
 GREGORY, G.R. (1972) Forest Resources Economics. New York, Ronald Press;
 HILL, K., J. Padwe, BEJYVAYI C., BEPURANGI A., JAKUGI F., TYKUARANGI R.,
and TYKUARANGI T. (1997) Impact of hunting on large vertebrates in the Mbaracayu
Reserve, Paraguay. ConservationBiology 11: 1339-1353;
 LEEUWENBERG, F and ROBINSON J. G. In Press. Community management of
hunting: the search for sustainability by a Xavante community in central Brazil;
 MARTÍNEZ ALIER, Joan (1998) La Economía Ecológica como Ecologia Humana.
Lanzarote, Fundación César Manrique;
 ROMERO, Carlos (1994) Economía de Los Recursos Ambientales y Naturales. Madrid:
Alianza Economía;  
 SAAR van Haudermeiren (1998) Manual de Economía Ecológica. Instituto de Ecologia
Política. Pp. 97, citando José Manuel Naredo, (1992).

DISCIPLINA AMBIENTE, SAÚDE E SEGURANÇA

77
ANO: 3º SEMESTRE: 6º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 4.00
64.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS SOCIAIS CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO
Nesta disciplina tem-se em vista preparar os estudantes a fazerem análises de riscos referentes a
questões de segurança, saúde e ambiente e com base nestas análises prepara os procedimentos e
programas de segurança, saúde e ambiente a serem implementados nos diversos projectos.

Irá envolver a criação de abordagens sistemáticas para a gestão de resíduos, respeito a legislação
ambiental, assim como redução da pegada de carbono do projecto, mas também integra assuntos
de ergonomia, qualidade do ar e outros aspectos de segurança nos locais de trabalho que possam
afectar o bem-estar e a saúde dos trabalhadores.

OBJECTIVOS
No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:
i. Avaliar riscos;
ii. Identificar questões que possam perigar a saúde dos trabalhadores, acidentes ambientais e
poluição;
iii. Interpretar os OSHAS assim como sua implementação;
iv. Coordenar programas de auditoria;
v. Desenvolver procedimentos relativos a questões de saúde, segurança e ambiente nos
diversos projectos;
vi. Definir estratégias para prevenir perdas humanas, financeiras, materiais e imateriais.

PLANO TEMÁTICO

HORAS
Nº TEMA
POR TEMA
1 Avaliação e gestão de riscos, analise de incidentes e acidentes 8
2 Operação e manutenção – práticas seguras de manutenção 8
Gestão de informação, gestão de mudança, comunicação e
3 10
contingência
4 ISO 9000, 14000 e OSHA 18000 10
5 Ergonomia, medicina do trabalho 10
6 Psicologia do trabalho, sociologia do trabalho 10
Prevenção e controlo de perdas, prevenção de desastres e resgate
7 8
ocupacional
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

78
A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 MohaiSzabo Junior, Adalberto (2013) Manual de Segurança, Higiene e Medicina de


Trabalho, 5ª Edição, Editora Rideel;
 Levile, Antoine (2004) Ergonomia. IJE & HF;
 Moraes, Giovann, GVC – Sistema de gestão integrada de segurança, meio ambiente e
saúde ocupacional 5 livros;
 Worldbank (2007) EHS Guidelines.

79
PLANEAMENTO FÍSICO E ORDENAMENTO
DISCIPLINA
TERRITORIAL
ANO: 3º SEMESTRE: 6º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 3.00 SEMANAL: 48.00
HORAS HORAS
CIÊNCIAS NATURAIS E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

O objectivo primordial de qualquer política territorial é o desenvolvimento, no qual o


crescimento assume importância essencial e instrumental. Em termos de metodologia das
políticas, o desenvolvimento será um fim, já o crescimento assume-se como um meio.

Objectivamente, o desenvolvimento exprime-se através do acesso físico e económico (condições


materiais de vida) aos bens, serviços e equipamentos que permitem a satisfação das necessidades
básicas, nelas se compreendendo, entre outras, a habitação, o emprego, a educação, o lazer, a
saúde e o bem-estar, como oportunidades de benefício, mas também de participação activa na
construção da coesão social. O desenvolvimento, por inerência conceptual, exige preocupações
de eficiência, de sustentabilidade e de equidade (justiça social, equilíbrio harmonia).

A forma como o espaço se organiza interfere no desenvolvimento, porquepraticamente toda a


actividade humana é localizada. Por isso, o espaço ésimultaneamente factor e sujeito do
desenvolvimento.

Nesse sentido, o ordenamento do território, a organização espacial das sociedades humanas e das
suas actividades, a todos os níveis ou patamares, é um pressuposto essencial para o
desenvolvimento. E daqui decorre, naturalmente, a necessidade e a importância das políticas
territoriais que dão corpo ao planeamento e gestão do território.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Compreender a importância social do ordenamento, do planeamento e da gestão


territorial;
ii. Identificar e dominar os princípios fundamentais de ordenamento do território e
estabelecer a relação com as normas dirigidas à sua implementação;
iii. Conhecer os principais sistemas e instrumentos do planeamento e ordenamento territorial
à escala nacional, provincial, distrital e municipal;
iv. Desenvolver e orientar a elaboração de planos de ordenamento do território.

80
PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Conceitos fundamentais na intervenção no território 2
Os principais desafios e perspectivas do planeamento e
2 4
ordenamento territorial ao longo da história,
3 Princípios e objectivos de ordenamento do território 4
Sistemas e instrumentos de ordenamento territorial à escala
4 16
nacional, provincial, distrital e municipal
5 Regime dos instrumentos de ordenamento territorial 14
6 Execução dos instrumentos do ordenamento territorial 4
Direitos, deveres e garantias dos particulares, do Estado e das
7 4
Autarquias Locais
TOTAL 48

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:


Aulas expositivas;
Seminários (Aula Práticas).

BIBLIOGRAFIA
 Almendinger P. (2001) Planning theory (planning, environment, cities), Basingstoke:
Palgrave Macmillan;
 Asher F (2010) Novos princípios do urbanismo, Lisboa: Livros Horizonte;
 Birch E. (ed) (2008) The urban and regional planning reader, Londres: Routledge;
 Goitia F C. (1982) Breve história do urbanismo, colecção dimensões. Lisboa: editorial
presença. (226 P);
 Larsson G (2006) Spatial Planning Systems in Western Europe, delft: Delft university
press.

81
DISCIPLINA POLUIÇÃO DA ÁGUA
ANO: 3º SEMESTRE: 6º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 4.00
64.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO
Um dos maiores problemas ambientais actuais é a poluição da água, sendo assim esta disciplina
irá debruçar-se sobre os tipos de poluição de água, suas principais fontes e medidas a serem
tomadas para evitar ou minimizar estes problemas.

Correntemente, a poluição de água representa um dos maiores problemas ambientais, a questão


agrava-se devido ao facto de a quantidade de água potável disponível continuar a reduzir, devido
à poluição em virtude da inexistência de tratamento de esgotos, do não tratamento de resíduos
sólidos entre outros.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:


i. Entender o que é poluição de água;
ii. Causas principais de poluição da água;
iii. Formas de evitar poluição de água e medidas de mitigação e formas de tratamento de
poluição de água.

PLANO TEMÁTICO

HORAS
Nº TEMA
POR TEMA
1 Conceitos definições sobre poluição de água 10
2 Como prevenir a poluição da água, como é tratada a poluição da agua, 10
Quais os perigos da poluição da água- impactos na saúde, ambiente e
3 10
economia
O que causa a poluição da água, -sistema de esgotos, resíduos
4 industriais, poluição com óleos, deposição atmosférica, aquecimento 10
global
Processos de eutrofização, causas e impactos, lixiviados, acidificação
5 12
e assoreamento
Tratamento de Efluentes Domésticos;Tratamentos Alternativos; Fossa
6 12
Séptica; Zona de Raízes; Tratamento de Efluentes Industriais
TOTAL 64

82
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Burk, A. R. (2005) Water Pollution, New Research Nova Science Publisher;


 Kumar, Arvind, Water Pollution, APH publishing;
 Rhonda, Lucas Donald (2002) Water Pollution, Scholastic Library Publishing;
 S K Agarwal (2005) Water Pollution, APH Publishing.

83
LICENCIAMENTO AMBIENTAL E AVALIAÇÃO DO
DISCIPLINA
IMPACTO AMBIENTAL
ANO: 3º SEMESTRE: 6º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 4.00
64.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS JURÍDICAS CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO
A Lei do Ambiente (Lei n.º 20/97, de 1 de Outubro) estabeleceu que o licenciamento e o registo
de actividades que, pela sua natureza, localização, ou dimensão, sejam susceptíveis de provocar
impactos significativos sobre o ambiente, são feitos de acordo com um regulamento específico –
o Regulamento de Avaliação do Impacto Ambiental (aprovado pelo Decreto n.° 45/2004, de 29
de Setembro).

Por sua vez, o legislador proclamou que “a emissão da licença ambiental é baseada numa
avaliação do impacto ambiental da proposta de actividade e precede a emissão de quaisquer
outras licenças legalmente exigidas para cada caso”.

Esta cadeira irá abordar e discutir o processo de licenciamento ambiental, sua composição, fases
assim como a discussão da directiva para a elaboração do estudo de impacto ambiental (EIA),
discutindo principalmente a questão de balanço que define a viabilidade ou não de uma proposta.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Entender a necessidade de proceder com AIA;


ii. Entender o processo de avaliação de impacto ambiental;
iii. Fazer parte de equipas de estudo de impacto ambiental de projectos.

84
PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Licenciamento Ambiental e Avaliação de Impactos ambientais -
1 4
conceitos e definições, introdução, histórico.
Impactos ambientais – Tipologia e natureza dos impactos; 8
2 Etapas do processo de AIA 4
Pré-avaliação do projecto; Categorização das actividades;
3 4
Preparação dos Termos de Referência
Estudos Ambientais – Estudo de Pré-Viabilidade Ambiental;
4 16
Estudo de Impacto Ambiental; Estudo Ambiental Simplificado
5 Participação pública – Audiências e Consultas Públicas 10
6 Revisão técnica dos estudos 8
7 Decisão sobre a viabilidade ambiental 4
Licenciamento ambiental;Plano de Gestão Ambiental;
8 Incentivos à produção, instalação de equipamentos e novas 6
tecnologias
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas Práticas).

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

 FORNASARI FILHO, N.;  BRAGA, T.O.; BATISUCCI, S.G.G. & MONTANHESI,


M.O.R. (1994) Auditoria e Sistema de Gerenciamento Ambiental (ISO 14000). In:
Simpósio Sul-Americano, 1, Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas, 2,
Curitiba. Anais...Curitiba, p.25-30;
 LEITE, C.A.G.; FORNASARI FILHO, N. & BITAR, O.Y (1990) Estudos de Impacto
Ambiental: algumas reflexões sobre metodologia para o caso da mineração. In: BITAR,
O.Y. (Coord.). O meio físico em estudos de impacto ambiental. Publicação Instituto de
Pesquisas Tecnológicas (IPT), São Paulo, boletim 56, cap.02, p.04-08;
 SERRA, Carlos, CUNHA, Fernando (2008) Manual de Direito do Ambiente, 2.ª Edição,
CFJJ, Maputo.

85
DISCIPLINA PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL EM ORGANIZAÇÕES
ANO: 3º SEMESTRE: 6º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 3.00
48.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS DE GESTÃO CRÉDITOS 4

INTRODUÇÃO
Os planos de gestão ambiental são, de facto, o conjunto de procedimentos que cada uma
organização prepara para lidar com o seu dia-a-dia no que concerne à gestão de resíduos comuns
e perigosos, gestão de uso de água, energia, matéria-prima, ruído.

A disciplina irá providenciar a formação de maneira que os estudantes possam analisar situações
específicas e preparar procedimentos para a redução do consumo de energia, água, matéria-prima
assim como a redução da produção de resíduos entre outras questões de maneira que a empresa,
projecto possam cumprir com o legislado ou simplesmente serem ambientalmente responsáveis.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Desenvolver programas de gestão ambiental de empresas e organizações


ii. Identificar processos e actividades não sustentáveis em empresas
iii. Coordenar programas de melhoramento de gestão ambiental
iv. Preparar e desenvolver programas de eco-eficiência

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Conceitos e definições. Questões ambientais na perspectiva da
1 8
organização
2 Impactos das questões ambientais na organização 8
3 Sistemas de gestão ambiental - Seu historial, 8
Certificação e acreditação em SGA, eco-gestão e esquema de
4 8
auditoria
5 Sustentabilidade no processo de aquisições, avaliação de risco 8
6 Desenvolvimento de produtos ecológicos, 8
TOTAL 48

86
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 BRADY, John (2012) Environmental Management in Organizations. Routledge;


 DONAIRE, Denis (1995) Gestão Ambiental na Empresa. São Paulo: Atlas;
 KINLAW, Dennis C (1997) Empresa Competitiva e Ecológica. São Paulo: Makron
Books;
 MAIMON, Dalia (1996) Passaporte Verde: gerência ambiental e competitividade. Rio
de Janeiro: Qualitymark;
 PORTER, Michael e LINDE, Class Van Der (1995) "Green and competitive: ending the
stalemate". HBR – Harvard Business Review. Set./out., pgs. 120-134.

87
4.° ANO
7º SEMESTRE
DISCIPLINA AUDITORIA E MONITORIA AMBIENTAL
ANO: 4º SEMESTRE: 7º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00 SEMESTRAL 64.00
HORAS HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS CONTÁBEIS CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO

Segundo a Lei do Ambiente, a auditoria ambiental é um instrumento de gestão e de avaliação


sistemática, documentada e objectiva do funcionamento e organização de sistema de gestão e dos
processos de controlo e protecção do ambiente. Pode ser pública ou privada, estando regulada
através do Regulamento do Processo de Auditoria Ambiental, aprovado pelo Decreto n.°
25/2011, de 15 de Junho.

Por sua vez, o Regulamento de Avaliação do Impacto Ambiental define a Monitorização


(Monitoria) como a medição regular e periódica das variáveis ambientais representativas da
evolução, dos impactos ambientais da actividade após o início da implantação do mesmo para
documentar as alterações que foram causadas, com o objectivo de verificar a ocorrência dos
impactos previstos e a eficácia das respectivas medidas mitigadoras.

Nesta disciplina, ir-se-á abordar a questão de monitoria ambiental como processo de


melhoramento contínuo das empresas no que concerne ao seu comportamento ambiental, bem
com auditoria ambiental, conduzida por entidades privadas ou pelo Ministério para a
Coordenação de Acção Ambiental. Isto quer dizer que a presente disciplina pretende preparar os
estudantes de maneira a terem a capacidade de, com base na documentação aprovada para cada
empreendimento, puderem preparar um processo de auditoria, assim como identificar não
conformidades.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:


i. Levar a cabo auditorias ambientais;
ii. Desenvolver planos de acção em resposta a auditorias ambientais;
iii. Desenvolver procedimentos de melhoria contínua nas organizações com vista a resposta a
obrigações de gestão ambiental;
iv. Conhecimentos sobre sistemas de gestão ambiental;
v. Conhecimentos sobre aspectos ambientais/impactos e performance.

88
PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Conceitos e definições de auditoria ambiental, diferenças entre
1 4
auditoria ambiental e fiscalização ambiental
As modalidades de auditoria ambiental – privada e pública –
2 16
objectivos e conteúdos
Planificação e preparação -Desenvolvimento de pré-
3 questionários, metodologia de visita aos locais, metodologia 14
sobre entrevistas
Análise de dados da auditoria, questões de priorização, métodos
4 10
de escrita de relatórios de auditoria.
Identificação de não conformidades e desenvolvimento de
5 10
recomendações para acções correctivas
A definição, desenvolvimento e implementação de acções de
6 10
monitoria ambiental
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Edwards, Felicity Nan (1992) Environmental auditing: the challenge of the 1990´s,
University of Calgary Press, Business & Economics;
 Rovere, Emilio Lebre La, Manual de Auditoria Ambiental, 3.ª Edição,
Editora: Qualitymark;
 Shrivastava A. K. (2003) Environmental Auditing, APH Publishing.

89
DISCIPLINA POLUIÇÃO SONORA
ANO: 4º SEMESTRE: 7º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 4.00
64.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO
A presente disciplina irá abordar o conceito de som, suas características, efeitos na saúde e,
consequentemente, o que se considera poluição.

A poluição sonora refere-se ao efeito danoso provocado por sons em determinado volume que
supera os níveis considerados normais para os seres humanos, por não deixar resíduos, ter um
raio de acção reduzido e não ser transportado por fontes naturais e ser detectado somente por
audição os seus efeitos são, muitas vezes, subestimados.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:


i. Entender o processo de produção e propagação de ruído
ii. Identificar medidas de mitigação para os mesmos;
iii. Ter a capacidade de identificar medidas para a não produção ou minimização de ruídos.
iv. Efeitos na saúde dos problemas de ruído.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Introdução aos conceitos de som, som e suas características 12
2 Som e a natureza, o ouvido humano 12
3 Movimentos oscilatórios e ondulatórios, ondas sonoras 12
4 Aspectos de saúde e ambiente ligados à poluição sonora 14
Controlo de poluição sonora na indústria, controlo da poluição
5 14
no trânsito
TOTAL 64

90
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Barreiro, Jesus, Sánchez, Mercedes, Viladrich-Grau, Montserrat (2005) How much are
people willing to pay for silence? A contingent valuation study, Applied Economics, 37
(11).
 Field, J.M. (1993) Effect of personal and situational variables upon noise annoyance in
residential areas, Journal of the Acoustical Society of America, 93: 2753-2763;
 Karl D. Kryter (1985) The Effects of Noise on Man, Academic Press;
 Murgel, Eduardo, Fundamentos de Acústica Ambiental, Editora: Senac;
 Rosen, S., Olin, P. (1965) Hearing Loss and Coronary Heart Disease, Archives of
Otolaryngology, 82:236;
 Rosenhall U, Pedersen K, Svanborg A (1990) Presbycusis and noise-induced hearing
loss. Ear Hear11 (4): 257–63. doi:10.1097/00003446-199008000-00002. PMID 2210099.

91
DISCIPLINA SISTEMAS DE CONTROLO DE POLUIÇÃO
ANO: 4º SEMESTRE: 7º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 3.00
48.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS NATURAIS E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBENTE

INTRODUÇÃO

A prevenção e controlo de poluição é um conjunto de métodos físicos e químicos com a


finalidade de reduzir ou emitir descargas poluentes de forma controlada, com vista a minimizar
os respectivos impactos ambientais e na saúde humana.

Nesta disciplina, ir-se-ão abordar as diferentes técnicas disponíveis para o controlo de poluição
em relação às três componentes, no que se refere a emissão de poluentes gasosos ou líquidos,
bem como formas de tratamento.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Desenvolver projectos, implantar, operar e monitorar equipamento e sistemas de controlo


de poluentes;
ii. Planeamento e coordenação de monitoramento de qualidade ambiental;
iii. Realizar actividades de laboratório.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Conceitos, definições de sistemas de controlo de poluição 6
2 Controlo de poluição de solos 10
3 Controlo de poluição de água 12
4 Controlo de poluição atmosférica 10
5 Controlo de poluição acústica/sonora 10
TOTAL 48

92
ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Derisio J. C. (1992) Introdução do Controlo de Poluição Ambiental, São Paulo CETESB-


SP;
 Seinfeld, J. H, Pandis, S. N. (1998) Atmosferic chemistry and physics, New York Wiley
Interscience;
 Spencer M. Prto, Nucci, M. N., Eigers Juliano, (2002) Introdução à Engenharia
Ambiental, Prentice Hall, São Paulo;
 Stern, A. C., Boudel R. W. (1984) Fundamentals of Air Pollution, Academic Press, 2ª
ed.;
 Stern, A C. (1976) Air Pollution, vol 1 Air Pollutants, their Transformation and
Transport, Academic Press, new York, USA.

93
DISCIPLINA ENERGIA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
ANO: 4º SEMESTRE: 7º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 3.00
SEMESTRAL: 48.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO
A produção de energia no mundo está baseada na sua maioria, nas fontes tradicionais não
renováveis tais como petróleo, carvão mineral e gás natural que representam acima de 60% da
produção total de energia. Estas fontes têm como grande desvantagem contribuírem para o
aquecimento global através da emissão de gases de efeito de estufa.

A disciplina irá abordar questões diversas ligadas ao ambiente, seja de ordem natural ou
antropogénica e como esta mesma actuação interfere no sistema de equilíbrio energético da
natureza e as consequências, nomeadamente a questão de produção de energia para consumo e
suas consequências, no ambiente, entendimento do fenómeno de aquecimento global e as
diversas medidas e procedimentos para o seu controlo e redução.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:


i. Entender o ciclo de energia global;
ii. Entender os processos naturais e antropogénicos que afectam o aquecimento global;
iii. Assimilar a produção de energia e seus impactos;
iv. Conceber opções sustentáveis de energia.

PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Conceitos e definições de tipos de energia 6
Produção de energia, tipos de fonte de energia, renováveis e não
2 10
renováveis, impactos dos diversos tipos de produção de energia
3 Energias renováveis - pros e contra 10
Aquecimento global, - definição e razões. Impactos do
4 10
aquecimento global
5 Medidas de mitigação e soluções para o aquecimento global. 12
TOTAL 48

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM


94
A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA
 FLANNERY, Tim (2006) Os Senhores do Tempo – O Impacto do Homem nas
Alterações Climáticas e no Futuro do Planeta, Editorial Presença, Lisboa;
 FLANNERY, Tim (2008) O Clima está nas nossas mãos – História do Aquecimento
Global, Estrela Polar;
 GORE, Al. (2009) A Terra à Procura de um Equilíbrio – Ecologia e Espírito Humano,
Incursões, Estrela Polar, Alfragide;
 GORE, Al. (2006) Uma Verdade Inconveniente – A emergência planetária do
aquecimento global e o que podemos fazer em relação a isso, 2.ª Edição, Esfera do Caos,
Lisboa;
 PEARCE, Fred, O Aquecimento Global, série mais ciência, editora Publifolha;
 VEIGA, Jose Eli, Aquecimento Global, Senac São Paulo;
 YUN, João (2008) Como Arrefecer o Planeta, Editorial Presença, Lisboa.

95
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E MODELAÇÃO EM
DISCIPLINA
AMBIENTE
ANO: 4º SEMESTRE: 7º ESTATUTO COMPLEMENTAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 4.00
SEMESTRAL: 64.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO

A modelação ambiental é o ramo da modelagem matemática que visa prever eventos ou


fenómenos ambientais a partir de princípios gerais. Modelagem Ambiental é, basicamente,
modelagem computacional, utilizando modelos matemáticos, aplicada a situações relativas ao
meio natural ou a situações criadas pelo Homem ao alterar o meio ambiente.

O principal objectivo é a geração de diagnósticos e prognósticos para gerir o meio ambiente de


forma sustentável.

A disciplina constitui a continuação da cadeira de estatística e probabilidade, porém irá abordar


concretamente as questões relativas à modelação e dispersão de poluentes, entre outras, a
dispersão de partículas gasosas no meio dependendo das diversas variáveis tais como altura da
chaminé, turbidade, etc, dispersão dos poluentes em rios, estuários e mares, assim como a
velocidade de percolação de determinado produto no solo.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

 Analisar e criar sistemas de informação e modelo de simulação;


 Analisar e compreender os sistemas ambientais;
 Comunicar informação com técnicos decisores e público;
 Simular o comportamento futuro e passado dos sistemas ambientais;
 Desenvolver capacidades para construir, calibrar e validar uma aplicação informática
capaz de modelar um sistema ambiental;
 Consolidar conhecimentos e praticar com uma linguagem de programação;
 Aprender métodos matemáticos e a utilização de ferramentas necessárias para a
modelação;
 Tomar contacto com alguns modelos existentes para a simulação ambiental.

96
PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Sistemas de informação: desenvolvimento de sítios de internet,
1 12
sensores ambientais
Aplicações dinâmicas utilizando o Google Earth, aplicação de
2 12
Google Earth ao ambiente.
Métodos numéricos, métodos estatísticos, métodos de
3 12
verificação de modelos.
Representações tri-dimensionais, sistemas de informação na
4 14
web em ambiente
Sistema de informação na web, modelação ambiental,
5 14
programação em Excel de aplicações ambientais,
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Chapra, Steven (1997) Surface Water Quality Modelling, McGraw-Hill;


 Christofoletti, Antonio (1999) Modelagem de Sistemas Ambientais. Editora Edgar
Bluched;
 Kofler, Michael (2000) Definitive Guide to Excel VBA, Apress;
 Lewis, Roy (1997) Dispersion in Estuaries and Coastal Waters, John Willey & Sons;
 Valiela, Ivan (1995) Marine Ecological Processes, Springer Verlag;
 Xexeo, Geraldo (2007) Modelagem de Sistemas de Informação.

97
METODOLOGIA DE PESQUISA PARA DISCIPLINA COMPLEMENTAR
TRABALHOS CIENTÍFICOS

ANO: 4º SEMESTRE VII

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 4 H CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 64 H

Nº DE CRÉDITOS: 6 ÁREA CIENTÍFICA: CIÊNCIAS


SOCIAIS

INTRODUÇÃO

A disciplina de Metodologia de Pesquisa para Trabalhos Científicos é transversal a todos os


cursos de Licenciatura na Universidade Politécnica. É uma disciplina de Seminário que visa a
aplicação integrada do saber interdisciplinar adquirido ao longo do curso.

A realização desta disciplina pressupõe a consolidação de um conjunto de conhecimentos e de


competências, com especial relevância para o domínio – selecção e utilização – de métodos e
técnicas de pesquisa e para a análise qualitativa e quantitativa da informação recolhida.

OBJECTIVOS

Pretende-se que os estudantes sejam capazes de:


 Desenvolver a capacidade de diagnóstico, avaliação e de elaboração de pesquisa
 Desenvolver a capacidade de elaboração de relatórios de pesquisa
 Caracterizar e relacionar componentes da prática científica
 Seleccionar e rever literatura pertinente para a construção do objecto de estudo
 Avaliar, elaborar e aplicar os instrumentos de observação pertinentes para a avaliação do
modelo de análise
 Tratar quantitativa e qualitativamente os resultados da investigação.

PLANO TEMÁTICO

98
TEMAS HORAS
1 Relação teoria \ prática na investigação científica 6
2 Os actos e as etapas da investigação científica 10
3 A problemática e a construção do modelo de 12
análise
4 A validação do conhecimento científico: a 12
observação
5 A análise do conteúdo 8
6 O relatório de investigação 16
TOTAL 64

ESTRATÉGIAS E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

 Aulas expositivas
 Aulas práticas de trabalho independente sob a orientação do docente
 Aulas práticas de interacção em grupos

BIBLIOGRAFIA

Babbie, E. (2005) The Basics of Social Research. Belmont: Thomson Wadsworth;


Bryman, A & Bell. E. (2007) Business Research Methods. 2nd Edition Oxford University Press.
UK;
Cogholan, D. & Brannick, T. (2002) Doing Action Research in your own Organization. London:
Sage;
Dawson, C. (2010) Introduction to Research Methods. How to Books Ltd. Oxford, UK;
Easterby-Smith, M. Thorpe, R. & Lowe, A. (2002) Management Research: An Introduction.
London. UK;
Emory, C. W. & Cooper, D. R. (1995) Business Research Methods. Boston: Irwin;
Everett, K. (1999) Multimethodology For sustained Process Improvement. July 1999. London,
UK;
Ghiglione, Rodolphe & Matalon, Benjamim (1993) O Inquérito – Teoria e Pratica, Oeiras: Celta
Editores;
Hussey, J. & Hussey, R. (1997) Business Research: A Practical Guide for Undergraduate and
Post Graduate Students. Houndmills: Macmillan Press;
Leedy, P. D. & Ormrod, J. E. (2001) Practical Research. New Jersey: Merrill Printice Hall;

99
Marconi, Mariana e A & Lakatos, Eva Maria (2001) Metodologia do Trabalho Científico, S.
Paulo: Atlas;
Remenyi, D. Williams, B. Money, A. & Swartz, E. (2002) Doing Research in Business
Management. London: Sage;
Saunders, M. N. K. Lewis, P. & Thornhill, A. (2000) Research Methods for Business Students.
Edinburgh Gate: Pearson Edition;
Steyn, P. (2000) Project management for sustained Improvement. New York: Wiley;
Vicente, Paula et al. (1996) A Amostra como factor Decisivo da Qualidade, Lisboa: Editora
Silabos;
Wegner, T. (2003) Applied Business statistics. Lansdowne: Juta;

Yin, R. K. (2003) Case Study Research: Design and Methods. Sage: Thousand Oakes.

8º SEMESTRE
DISCIPLINA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

100
ANO: 4º SEMESTRE: 8º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 3.00
SEMESTRAL: 48.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

A poluição atmosférica significa uma introdução antropogénica, directa ou indirectamente, de


substâncias ou energia para o ar, resultando em efeitos prejudiciais de modo a pôr em perigo a
saúde humana, danos nos recursos vivos e nos ecossistemas assim como nos bens materiais, para
além de pôr em risco ou prejudicar os valores estéticos e as outras legítimas utilizações do
ambiente.

A influência dos contaminantes, ou substâncias poluentes, no grau de poluição depende da sua


composição química, concentração na massa de ar ou mesmo dependendo das condições
climatéricas, que podem influenciar a sua dissipação, ou os mecanismos reaccionais que podem
dar origem a novos poluentes.

A poluição atmosférica refere-se a mudanças da atmosfera susceptíveis de causar impacto a nível


ambiental ou de saúde humana, através da contaminação por gases, partículas sólidas, líquidos
em suspensão, material biológico ou energia.

As principais causas desse fenómeno são a eliminação de resíduos por certos tipos de indústrias
(siderúrgicas, petroquímicas, de cimento, etc.) e a queima de carvão e petróleo e transporte.

A disciplina irá abordar os tipos de poluição atmosférica, componentes químicos da poluição


atmosférica, efeito de estufa, aquecimento global, inversão térmica entre outros.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

 Identificar as principais fontes de poluição atmosférica assim como medidas de


mitigação;
 Identificar alternativas de produção que reduzam a poluição atmosférica;
 Método de controlo e redução de poluição atmosférica;
 Entender as causas da poluição;
 Consequências, ambientais, sociais e na saúde resultantes da poluição atmosférica.

101
PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Conceitos e definições de poluição atmosférica, padrões de
1 4
emissão e descargas
2 Classificação de poluentes primários e secundários 4
Óxidos de nitrogénio NOx – química e consequências na saúde
3 6
e ambiente,
Óxidos de enxofre SOx – química e efeitos no ambiente e
4 6
saúde,
5 Chuvas ácidas 6
Monóxido e dióxidos de Carbono, compostos orgânicos
6 6
voláteis, material particulado
7 Dioxinas e furanos ,PCB´s 6
Sistemas de tratamento de gases e equipamentos de controlo-
8 lavadores húmidos e secos, electrofiltros, filtros de manga, 10
ciclones
TOAL 48

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Bond, R. G. (1972) Air Pollution, US Council on Environmental Quality;


 Duflo, E., Greenstone, M., Hanna, R. (2008) Indoor air pollution, health and economic
well-being;
 Lawrence, Berkeley (2013) Health Effects of Air Pollution. National Laboratory, US
Department of Energy;
 World Health Organization. Polluted Cities: The Air Children Breathe.
 Zoidis, John D. (1999) The Impact of Air Pollution on COPD. RT: for DecisionMakers in
Respiratory Care.
DISCIPLINA DIREITO DO AMBIENTE
ANO: 4º SEMESTRE: 8º ESTATUTO COMPLEMENTAR

102
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 4.00
64.00 HORAS
HORAS
ÁREA CIENTÍFICA CIÊNCIAS JURÍDICAS CRÉDITOS 6

INTRODUÇÃO

O Direito do Ambiente assume-se como um dos mais recentes direitos da história do Direito,
tendo a doutrina situando o seu nascimento entre os anos de 1968 e 1972.

É, sem dúvida, um dos novos direitos que, em Moçambique, mais tem vindo a merecer uma
atenção especial, tendo presente todo o acervo legislativo aprovado pela Assembleia da
República, pelo Conselho de Ministros e pelos inúmeros ministérios que compõem o Governo;
pela adesão ou ratificação de uma série de instrumentos internacionais por parte do nosso país;
pela inclusão da disciplina em inúmeros programas curriculares das faculdades de direito e,
fundamentalmente, pela assunção da importância da problemática ambiental, tendo presente a
ocorrência de inúmeros e complexos problemas ambientais, como a poluição, o
desflorestamento, a erosão, a destruição das espécies de fauna bravia e pesqueiras, entre outros.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Assumir importância da necessidade de protecção do ambiente, desenvolvendo neste uma


capacidade crítica em relação aos principais problemas ambientais à escala mundial,
nacional e local;
ii. Dominar e aplicar dos princípios e normas jurídicas de protecção do ambiente no
ordenamento jurídico moçambicano, em função dos principais problemas ambientais que
afectam o País.

PLANO TEMÁTICO

103
HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
1 Da consciência ambiental ao Direito Internacional do Ambiente 6
2 Direito Constitucional do Ambiente 4
3 Direito do Ambiente em Moçambique 4
4 Órgãos de Gestão Ambiental 4
5 Instrumentos de Prevenção Ambiental 12
6 O tratamento da poluição no ordenamento jurídico-ambiental 10
A protecção da biodiversidade o ordenamento jurídico-
7 10
ambiental
8 A protecção do ambiente marinho e costeiro 10
9 Acesso à justiça ambiental 4
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA
 ANTUNES, Paulo de Bessa (2004) Direito Ambiental, 7. ª Edição, Lúmen Júris, Rio de
Janeiro;
 CANOTILHO, José Joaquim Gomes Canotilho (1998) Introdução ao Direito do Ambiente,
Universidade Aberta;
 MACHADO, Paulo Afonso (2004) Direito Ambiental Brasileiro, 12.ª Edição, Malheiros
Editores;
 SALOMÃO, Alda (2006) Lei Comentada do Ambiente, CFJJ, Maputo;
 SERRA, Carlos /CUNHA, Fernando (2008) Manual de Direito do Ambiente, 2.ª Edição,
CFJJ, Maputo;
 SERRA, Carlos (2011) Colectânea de Legislação do Ambiente, 4.ª Edição, CFJJ, Maputo;
 SERRA/CarlosManuel (2012) Da Problemática Ambiental à Mudança Rumo a um Mundo
Melhor, Escolar Editora, Maputo.

DISCIPLINA ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS, TERRESTRES E INTERFACES


ANO: 4º SEMESTRE: 8º ESTATUTO COMPLEMENTAR

104
CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA
SEMANAL: 3.00 SEMESTRAL: 48.00
HORAS HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

O mundo aquático e o mundo terrestre, na interface que junta a massa de água dos mares e
oceanos ao volume terrestre dos continentes e ilhas, são necessariamente diferentes mas cheios
de vida animal própria e bem adaptada aos seus habitats.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Caracterizar e comparar os ecossistemas aquáticos, terrestres e suas interfaces;


ii. Para ambientes marinhos e terrestres deverá explicar como actuam os factores físicos
sobre a estrutura dos mesmos e sua consequente actuação sobre as comunidades;
iii. Caracterizar os ecossistemas aquáticos continentais (naturais e artificiais): rios, lagos,
reservatórios; interfaces;
iv. Entender a sucessão de espécies. Clímax e equilíbrio nos ecossistemas.

PLANO TEMÁTICO

HORAS
Nº TEMA
POR TEMA
Conceito de ecossistema, Estrutura do ecossistema, classificação dos
1 4
ecossistemas
2 Caracterização de ambientes lóticos, lênticos e estuarinos 4
Caracterização dos ecossistemas: aquáticos continentais, (naturais e
artificiais): rios, lagos, reservatórios; interfaces, Caracterização do
3 10
ecossistema marinho e interfaces, caracterização dos ecossistemas
terrestres e interfaces.
4 Produção primária e ciclo de nutrientes 10
Ciclos de materiais nos ecossistemas ecológicos (aquáticos
5 continentais, marinho e terrestre e interfaces), Populações e 10
comunidades em gradientes geográficos; ecotones; efeito de borda
Estratégias de desenvolvimento dos ecossistemas, sucessão de
6 10
espécies, clímax e equilíbrio nos ecossistemas.
TOTAL 48

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

105
A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:

Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Gergel, S.E. (2002) Cumulative impact of levees and dams on the duration of temporary
floodplain ponds: a terrain model approach for assessing multiple disturbances at broad
scales. Ecological Applications 12(6):1740-1754;

 Gergel, S.E., M.D. Dixon and M.G. Turner (2002). Effects of altered disturbance
regimes: levees, floods and floodplain vegetation on the Wisconsin River. Ecological
Applications 12(6):1755-1770;

 Gergel, S.E., M.G. Turner, J.R. Miller, E.H. Stanley, and J.M. Melack (2002) Landscape
indicators of human impacts to riverine systems. Aquatic Sciences 64:118-128.

 Gergel, S.E. and M.G. Turner, editors. (2001). Learning Landscape Ecology: A Practical
Guide to Concepts and Techniques. Springer-Verlag, New York. 316 pp.;

 McClain, M.E., E.W. Boyer, C.L. Dent, S.E. Gergel, N.B. Grimm, P.M. Groffman, S.C.
Hart, J.W. Harvey, C.A. Johnston, E. Mayorga, W.H. McDowell, G. Pinay. In Press.
Biogeochemical hot spots and hot moments at the interface of aquatic and terrestrial
ecosystems. Ecosystems. In Press.

106
DISCIPLINA TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS E DRENAGEM
ANO: 4º SEMESTRE: 8º ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:
SEMANAL: 3.00
48.00 HORAS
HORAS
CIÊNCIAS DA NATUREZA E DO
ÁREA CIENTÍFICA CRÉDITOS 4
AMBIENTE

INTRODUÇÃO

Os sistemas de esgotos e águas residuais constituem em grande parte do mundo um dos


principais contribuintes para a degradação do meio, nomeadamente poluição de lençóis freáticos,
águas superficiais assim como contaminação dos solos. Por outro lado, contribuem grandemente
para a degradação da saúde pública,através do surgimento de doenças tais como cólera, malária e
outras,

Esta disciplina inclui a identificação de métodos de tratamento de águas residuais assim como
diversas alternativas para o tratamento em locais em que não existam sistemas convencionais de
tratamento de esgotos.

OBJECTIVOS

No final da disciplina, o estudante deve ser capaz de:

i. Planificar sistemas de tratamento baseados no tipo de contaminação da água;


ii. Entender o saneamento básico, necessário para cada situação;
iii. Compreender a importância do tratamento das águas residuais;
iv. Identificar e descrever as várias etapas do tratamento convencional de águas residuais
 pré-tratamento, tratamentos físico-químicos, tratamentos biológicos, tratamento de
lamas;
v. Identificar soluções inovadoras e as suas vantagens para o tratamento de águas residuais,
Coagulantes de origem vegetal, floculantes de origem vegetal;
vi. Identificar a legislação aplicável ao sector.

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PLANO TEMÁTICO

HORAS POR
Nº TEMA
TEMA
Introdução, A importância do tratamento das águas residuais,
1 4
Conceitos básicos
Tratamento de águas residuais – Processos convencionais, Pré-
2 10
tratamento, - Gradagem, Desarenamento, Desengorduramento
Processos físico-químicos -Correcção de pH, Coagulação,
3 8
Floculação
Tratamentos biológicos - Lamas activadas, Leitos percoladores,
4 8
Lagunagem.
Decantação, Flotação, Filtração, Desinfecção, Tratamento de
5 8
lamas.
Tratamento de águas residuais – Soluções inovadoras e suas
6 vantagens, Coagulantes de origem vegetal, Floculantes de 10
origem vegetal
TOTAL 48

  ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A disciplina será ministrada através da combinação de 2 (dois) métodos:


Aulas expositivas;
Seminários (Aulas práticas).

BIBLIOGRAFIA

 Agência Europeia de Ambiente (1998) Sistemas de Águas Residuais Urbanas – Um Guia


Para Não especialistas;
 American Water Works Association, American Society Of Civil Engineers (2000) Water
Quality and Treatment – A Handbook of Community Water Supplies, 5ª Ed., McGraw
Hill, Inc., New York;
 American Water Works Association, American Society Of Civil Engineers (1998) Water
Treatment Plant Design, 3ª Ed., McGraw Hill, Inc., New York;

108
 J. M. Montgomery Consulting Engineers INC. (1985) Water Treatment Principles and
Design , John Wiley & Sons, Inc., New York;
 Kadlec R. H, Knight R.L. (1996) Treatment Wetlands. Lewis Publishers;
 Kawamura, Susumu (2000) Integrated Design and Operation of Water Treatment
Facilities, 2ª Ed., John Wiley & Sons, Inc., New York;
 Metcalf And Eddy, Inc. (2003) Wastewater Engineering, Treatment and Reuse , 4ª ed.,
McGraw-Hill, Inc., New York;
 Nemerow, Nelson L. Van Nostrand Reinhold (1991) Industrial and Hazardous Waste
Treatment, New York;
 Weber, Walter J. (1972) Physicochemical Processes for Water Quality Control, Wiley-
InterScience, New York;
 Wesley, W. (2000) Industrial Pollution Control, Eckenfelder, 2ª Ed., McGraw-Hill, Inc.,
New York.

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ESTÁGIO NUCLEAR

8°SEMESTRE Nº DE CRÉDITOS: 6

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 4 HORAS CARGA HORÁRIA TOTAL: 64 HORAS

OBJECTIVO
Com o Estágio, pretende-se que os estudantes tenham experiências pré-profissionais durante a fase
formal de graduação em Engenharia Ambiental.
ESTÁGIO

FASES DO ESTÁGIO HORAS


Plano de Actividades
10

Actividades de Estágio
46

Avaliação do Estágio
08

TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM


O Estágio consistirá na execução de actividades previstas no plano previamente elaborado. Este deve
ser realizado numa instituição/empresa, na área em que o estudante pretende realizar o seu trabalho de
fim de curso.

O Estágio deve ser acompanhado por um docente da Universidade Politécnica que, juntamente com o
especialista da instituição/empresa, avaliará o desempenho do estudante durante o Estágio.

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BIBLIOGRAFIA

 Depende da área de trabalho.

4º ANO
8º SEMESTRE
DISCIPLINA TRABALHO DE FIM DE CURSO
4° ANO 8º SEMESTRE ESTATUTO NUCLEAR
CARGA HORÁRIA
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 64.00 CRÉDITOS: 6
SEMANAL: 4.00
ÁREA CIENTÍFICA ENGENHARIA AMBIENTAL

INTRODUÇÃO

A elaboração da monografia ou relatório de estágio proporcionará ao estudante sistematizar


conhecimentos.

OBJECTIVOS

Desenvolver uma monografia, caso de estudo ou estágio profissionalizante numa das áreas do
ramo agro-alimentar.

PLANO TEMÁTICO

Nº TEMA TEMA HORAS POR


TEMA
1 A definir com o orientador 64
TOTAL 64

ESTRATÉGIA E MÉTODOS DE ENSINO APRENDIZAGEM

A definir com o orientador. Obrigatoriedade de apresentação de relatório final.

BIBLIOGRAFIA

A definir com o orientador.

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