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Aula 07

Filosofia p/ ENEM 2016


Professores: Rafael D. Ferreira, Sergio Henrique

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Ciências Humanas e
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Filosofia.
Tema: Ética e estética.
Professor: Sérgio Henrique
SUMÁRIO
00. Bate papo inicial. Pág. 02
1. Ética e estética. Pág. 03
2. Exercícios Resolvidos. Pág. 16
3. Exercícios Propostos. Pág. 24
4. Considerações finais. Pág. 61

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Tema: Ética e estética.
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00. BATE PAPO INICIAL

Olá amigo estudante. É com muita alegria que o recebo novamente


para falarmos de filosofia. Estudar as aulas anteriores, é fundamental
para que você possa compreender muitas das coisas que vamos tratar
aqui. Leia com atenção seu texto de apoio e assista as vídeo-aulas. Leia
e releia e pratique exercícios. Aos poucos o conteúdo básico vai ficar
retido na sua memória. Claro que para isso é muito importante você fazer
suas próprias anotações, ou em forma de resumo ou anotações nos
exercícios, não importa, você escolhe. O importante é estudarmos
bastante e nos concentrarmos nos estudos. Estimule sua disciplina e
procure motivação pensando em seus sonhos. Bons estudos.

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Tema: Ética e estética.
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1. ÉTICA E ESTÉTICA.

Ética:
A palavra ética é derivada do grego éthos, que significa caráter,
índole, maneira de ser de uma pessoa ou de uma comunidade. A ética é
a área do conhecimento filosófico que se dedica a refletir sobre as ações
humanas em relação à vida de cada um e à vida em comunidade. Diz
respeito às ações refletidas, nas quais se pensa e sobre as quais se decide
de acordo com o temperamento e caráter de quem executa. Os gregos
antigos tinham uma outra palavra que muito se aproximava, éthos da
qual se originou o termo moral, tendo por sentido “costume”, “uso”,
“hábito”. Logo remete-se a ações que não são refletidas pelos indivíduos,
por serem orientados por costumes e hábitos do cotidiano compartilhado
pelos membros de determinada comunidade.
Para pensarmos na ética, podemos utilizar a ideia de Aristóteles,
que dividiu a elaboração de seu pensamento em dois grandes campos, as
ciências teoréticas produzidas por teorias e pela contemplação na qual
não criam seus objetos, mas sim se dispõe a pensar sobre os objetos já
existentes, e as ciências práticas que tem por objetivo conhecer as ações
humanas, criando seus próprios objetos de pesquisa e estudo, pois
segundo Aristóteles a ação humana depende do pensamento e só agimos
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quando pensamos. Para esse filósofo a ação humana é algo natural


baseado no caráter, que é definido pelo temperamento. O temperamento
é o modo como cada um tempera os quatro elementos básicos (quente,
frio, seco e úmido) e os quatro humores (sangue, fleuma, a bílis amarela
e a negra), na qual esses elementos se misturam havendo a

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predominância de um sobre os demais dando assim origem ao caráter
(sanguíneo, fleumático, colérico e melancólico).
Para Aristóteles o ser humano é dotado de apetite e desejo, sendo
que usa da racionalidade para direcionar essas características a ações que
o dará prazer. O apetite se equivale a uma paixão (passividade) algo que
vai em oposição a ação (atividade), logo a ética é o meio que utilizamos
para evitarmos o vício (desmedida) e assim atingirmos a virtude
(equilíbrio) conquistada pelo exercício da prudência. Segundo Aristóteles,
usando da racionalidade, esse é o meio pelo qual seremos felizes.
O pensamento de Aristóteles afirma que o papel da ética é o de
ensinar bons costumes baseados no bom caráter, logo considera a moral,
pois o fato de não nascermos virtuosos ou viciosos, torna-se papel da
ética tornar nossas práticas parte de nossos hábitos.
Outro filósofo que contribuiu para estudos sobre ética foi Immanuel
Kant, filósofo alemão nascido no século XVIII influenciado pela filosofia
iluminista, baseou sua concepção de ética na ideia de que as ações
humanas são orientadas por intenções, essas embasadas pela ideia de
dever, como devo agir? Ou como devo fazer?
Dentro de sua produção intelectual há dois conceitos centrais, o da
razão teórica (especulativa) voltada para o conhecimento, para o
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processo de cognição e a razão prática quando se faz o uso prático da


razão, relacionada ao agir, à determinação da vontade, logo essa razão
consiste na capacidade de estabelecer limites sobre a vontade, impondo-
lhe normas que conduzem à moral. Para Kant a vontade é algo racional,
resultado do exercício da razão.

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O exercício da razão pode nos levar à vontade de nos tornarmos
seres livres, pois a vontade é resultado da razão. A liberdade segundo
Kant, nos remete a ideia de autonomia, essa que é a capacidade de si
governar sem obedecer a outro, administrando seus próprios meios de
vida. Contudo essa ideia não se refere ao ato de não se submeter a uma
autoridade, para Kant quando uma autoridade é sancionada pela razão e
exercida de modo que os cidadãos compreendam seus motivos e
concordem com eles, isso não significa perda da autonomia. Essa questão
receberá o nome de Esclarecimento na qual os indivíduos livres podem
constituir uma sociedade livre onde todos são iguais.
Embora a ética consista na compreensão das ações individuais, Kant
parte do princípio de que é necessário a existência de um princípio
universal, já que seria impossível viver em uma sociedade onde os
indivíduos seguem suas próprias regras. Ele afirma que esse algo comum
é a prática da razão, a lei que produzimos no exercício da autonomia.
Logo sendo a razão pensada da mesma forma por todos, as regras e
hábitos também serão, o que consistirá em uma moral. Essa questão só
será garantida por meio da razão prática. Por isso uma lei que serve a
todos deve ser apresentada na forma de um imperativo categórico,
uma fórmula que ordena de forma incondicional entre os indivíduos. Em
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sua obra Fundamentos da metafísica dos costumes, Kant elaborou três


formulações de imperativo, que nos leva sempre a ter um princípio de
ação universal, e não uma finalidade:
 Age unicamente de tal forma que sua ação possa se converter em
lei universal.

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 Age de modo que sua regra de conduta possa ser convertida em lei
universal da natureza.
 Age de acordo com princípios que façam com que trate a
humanidade sempre como um fim e nunca como um meio.

Logo para Kant devemos agir segundo o princípio da razão e não


de nossos hábitos e tradições.

Estética.
Salões de beleza, corpos esculturais, programas de TV,
propagandas dando formulas de como deixar o corpo perfeito, entre
outros mecanismos sociais geralmente são ligados a ideia de estética.
Contudo, na filosofia, esse termo consiste em outra definição.
A palavra “estética” é uma criação do século XIX, a partir do Grego
AISTHETHIKÓS, de AISTHÉTES, “aquele que nota, que percebe”, de
AISTHÁNESTHAI, “perceber”, sendo assim, dentro da filosofia o tema
estética é norteado por questões que envolvem Beleza, Gosto e Arte.
Ligado a esses temas podemos desenvolvem assuntos relacionadas à
diferentes ideias ligadas a arte como definição, função, diferentes formas
artísticas, questões políticas, sociais e econômicas além de debates sobre
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seu conceito ao longo da história, demonstrando assim a amplitude do


tema.

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A questão da Beleza.

A obra As três graças, de Peter Paul


Rubens,1636-1638 nos remete a um
determinado padrão de beleza,
podemos então afirmar que as
mulheres presentes na obra são
belas? Se enquadram em que padrão
de beleza? O que seu autor quis
demonstrar? Qual a época de sua
produção?
Essas são questões na qual o tema
estética busca desenvolver.

Podemos afirmar que os padrões de beleza, sejam eles em uma


obra de arte ou no corpo humano, mudam com o passar do tempo junto
com as transformações dos padrões sociais.
A Estética irá se preocupar com a elaboração de questões e
reflexões relacionadas as produções humanas podendo ser ligadas ao
trabalho, à magia ou a arte, sendo essas relacionadas com o mundo
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sensível e o modo como as representações da sensibilidade dizem sobre


o ser humano. A preocupação da discussão estética não está ligada a
elaboração de um padrão normativo daquilo que é certo ou errado, mas
o contrário, preocupa-se em elaborar elementos do conhecimento que nos
levem a entender como se dá o funcionamento do nosso gosto e

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sentimento entorno da beleza em uma perspectiva que vale e seja comum
a todos, ou seja, de forma geral e universal.

A ideia de Belo entre os Gregos.


A reflexão sobre o belo teve início entre os gregos antigos, já que
naquele contexto e sociedade a arte estava atrelada a alguma função
moral, política e social, na qual não tinha uma identidade própria.
Na perspectiva de Sócrates (470/469 a.C. – 399 a.C.) a ideia de
belo estava ligada ao útil, ou seja, um objeto resultado da produção
humana que cumprisse uma função cotidiana era considerado algo belo.
A estética nesse caso está ligada a ideia de utilitária e funcional.

Para Sócrates uma imagem ou


estátua que não tivesse utilidade ou
função não seria considero algo belo.

Já para Platão (427 – 348 a.C.) a


concepção de Belo não está nos objetos
presentes no plano material, mas a um
ideal de beleza, ou seja, em um plano
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perfeito, imutável, atemporal e supra-


sensível que remete ao abstrato e
contemplativo. “Quando se der a ocorrência de belos traços da alma que
correspondam e se harmonizem com um exterior impecável, por
participarem do mesmo modelo fundamental, não constituirá isso o mais
belo espetáculo para quem tiver olhos de ver?” (PLATÃO, 1997, p. 22)

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A característica fundamental nessa determinação do belo é a
proporção do quanto um objeto consegue imitar o ideal de beleza; então
pode-se caracterizá-lo como belo. A contemplação dessa beleza ideal
também deve elevar a alma deixando o cidadão livre de suas paixões e
dos prazeres do mundo material, afinal “... o mais belo é também o mais
amável...”. (Ibidem)
Outro filósofo chamado pelo nome de Aristóteles (384 – 322 a.C.)
buscou demonstrar que o belo está na realidade, na qual por meio de
suas obras Poéticas visa expor como o belo se apresenta nas diversas
artes. Tendo por preferência a tragédia objetivou demonstrar que por
meio da imitação das ações humanas (boas ou más) era possível a
reprodução de catarses, isto é, uma purificação dos maus sentimentos a
partir da visualização da arte. Para esse filósofo o belo estava atrelado a
ideia de bom, logo as artes tinham uma função moral e social na medida
em que levava as pessoas a se tornarem melhores tendo por
consequência criar fortes laços dentro da comunidade.
A perspectiva de belo dos gregos antigos, será retomada a partir do
contexto do final da idade Média começo do Renascimento. No caso das
esculturas gregas nota-se a busca de imitar as formas “perfeitas” do ser
humano, a valorização da 04178253905
força física, da virilidade e da
proporcionalidade, as quais ressaltam o equilíbrio e a unidade entre corpo
e espírito, entre homem e cosmos, razão e sentimento, o que culminava
na busca dessas formas consideradas perfeitas, nessas figuras
idealizadas.

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O Doríforo, de Policleto, período clássico.

Na Idade Média:
Ocorrem mudanças sobre a visão grega do corpo durante o
surgimento da Idade Média. A partir do século X, após o fim das invasões
bárbaras, a Europa passa por um processo de reorganização, tendo o
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cristianismo como um dos principais elementos culturais dessa sociedade.


A noção do corpo humano se diferenciou da Grécia Antiga por ser
associado ao material e aos valores terrenos, o que acarretou ao desprezo
pela Igreja Católica. Os valores defendidos pelo cristianismo estavam
ligados ao mundo espiritual tendo como base a fé, a religiosidade e a
espiritualidade. O predomínio da visão espiritual sobre a material

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caracterizava o corpo como símbolo do pecado e do erro, na qual o
martírio e o sacrifício corporal eram tidos como formas de purificação do
corpo. Sendo assim dentro das obras medievais a valorização do corpo
era expressada com pouca ênfase através de formas retilíneas ou
triangulares apontando para o céu.

No Renascimento:
Nesse período, o movimento cultural ocorreu a partir do século XV,
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retomando a produção artística a partir dos padrões da Grécia antiga. As


produções envolvendo o corpo tem por objetivo expressar a unidade entre
o físico e o espiritual, fazendo referência ao mito grego de Dionísio. A
ideia de belo tinha por objetivo a imitação da natureza e da realidade
concreta, na perspectiva de representar o espiritual e o divino buscando
a perfeição por meio da forma perfeita, da proporção e da harmonia.

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Podemos destacar a produção de Leonardo da Vinci, esse que
utilizando da matemática e da geometria da natureza, buscou através de
pesquisas científicas, compreender a estrutura anatômica do corpo
humano, fato que influenciou na criação de suas obras de arte. O corpo
passa a ser entendido como uma máquina que pode ser concertada e
aperfeiçoada.

Obra: Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci. A obra demonstra


a presença de estudos anatômicos do corpo humano. Repare a
relação entre a geometria e o homem.
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No Mundo Contemporâneo:
As transformações histórico-sociais ocorridas a partir do século XIX
nos traz o advento da sociedade industrial e o desenvolvimento de uma
nova realidade urbana, fato que influenciara no ideal de beleza e na
produção das artes, já que aparecem temas que envolvem a estrutura
social, a exploração do trabalho, guerras entre outros.

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O aparecimento dos meios de comunicação em massa provoca
transformações em relação aos ideais e padrões de beleza, pois tornam-
se cada vez mais uniformizados e voltados para o consumo. Essa nova
estrutura social provoca estímulos voltados à comercialização dos padrões
de beleza, levando o corpo a se tornar um objeto de propaganda e
consumo. A criação dessa perspectiva sobre o corpo produz discursos que
visam controle e poder.
Na medida em que o corpo ganha espaço dentro das reflexões
ocorrem novas perspectivas em relação ao entendimento da sensibilidade
voltada aos sentidos ligados ao corpo. No decorrer da Idade Moderna
enquanto filósofos se prendiam ao conhecimento voltado para o
pensamento, a classe dominante composta por reis, nobres e clero se
voltava para a apropriação do conhecimento em torno de sentimentos da
população para então garantir seu poder dominando de forma conceitual,
teórica e abstrata, garantindo um sistema político de Monarquia
Absolutista. Podemos dar como exemplo o discurso de predestinação
propagado pela classe dominante para garantir a dominação da população
e a estrutura social.
Nesse mesmo contexto histórico, forma-se um novo grupo social
chamado de burguesia. Esse grupo social defendia os ideais iluminista na
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qual tinham por características a liberdade comercial, política, de


expressão e filosófica, passando a questionar a ordem até então imposta
pelos monarcas absolutistas e assim buscaram implantar uma nova forma
de organização e legitimação do poder. Essa perspectiva de pensamento
remete a uma nova concepção sensível do corpo no cotidiano social dos
indivíduos, ou seja, uma nova estética. O marco histórico do fim do

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sistema absolutista e o advento da burguesia ao poder se deu após a
concretização das revoluções de caráter burguês, a Francesa e a
Industrial, contudo, a nova estrutura social europeia ia de encontro às
propostas das ideias iluministas. O conhecimento sobre o corpo
proporcionou à burguesia o entendimento, como objeto possível de ser
adaptado as diferentes esferas do processo produtivo nas fábricas, fato
que levou ao controle e a repressão sobre os corpos. Cria-se aqui uma
organização e autoridade fundamentada na sensibilidade comum e não
mais apenas a um indivíduo.
É nesse contexto que alguns filósofos vão privilegiar abstrações e
sínteses de ideias para a compreensão de uma visão de mundo, ou seja,
a elaboração de uma teoria. Uma supervalorização dessas teorias leva-as
a ter uma espécie de existência própria. Devido a isso foi criado dentro
da filosofia elabora o que conhecemos como metafísica, essa uma
extensão do saber na qual relaciona a existência de uma esfera entre a
razão e o sensível, aquilo que está para além do físico.
Dentro desse contexto político e social o filósofo alemão Schiller
busca expor que a valorização da racionalidade ao dar ênfase ao aspecto
intelectual, deixou de lado a função cognitiva das sensações, o que levou
o homem a não realizar sua completude e dignidade. Schiller defende a
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ideia de que o homem possui duas dimensões distantes entre si, uma
sendo o estado passivo da sensação relacionado às determinações física
e biológicas segundo as leis da natureza (instinto), e a outra o estado
ativo do pensamento que age pelo espírito e mente. Entre esses dois
estados há um intermediário, o estético onde função é fazer a passagem
da determinação completa da natureza para a liberdade do pensamento.

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Logo essa passagem nunca é completa, porém temos percepções
limitadas, sensível e física, mas podemos pensar e decidir sobre a vida, o
que nos dá a liberdade moral que nos leva a ter acesso à verdade. Devido
a isso, Schiller diz que estamos sobre o comando da imaginação, essa
que coloca o indivíduo em contato mais próximo com os outros e com as
coisas, impedindo de cairmos na mais pura abstração do mundo e assim
nos perdermos nas divagações abstratas não elimina as relações com a
realidade.

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2. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.
1. (Enem 2014) Panayiotis Zavos “quebrou” o último tabu da clonagem
humana – transferiu embriões para o útero de mulheres, que os gerariam.
Esse procedimento é crime em inúmeros países. Aparentemente, o
médico possuía um laboratório secreto, no qual fazia seus experimentos.
“Não tenho nenhuma dúvida de que uma criança clonada irá aparecer em
breve. Posso não ser eu o médico que irá criá-la, mas vai acontecer”,
declarou Zavos. “Se nos esforçarmos, podemos ter um bebê clonado
daqui a um ano, ou dois, mas não sei se é o caso. Não sofremos pressão
para entregar um bebê clonado ao mundo. Sofremos pressão para
entregar um bebê clonado saudável ao mundo.”

CONNOR, S. Disponível em: www.independent.co.uk. Acesso em: 14 ago.


2012 (adaptado).

A clonagem humana é um importante assunto de reflexão no campo da


bioética que, entre outras questões, dedica-se a
a) refletir sobre as relações entre o conhecimento da vida e os valores
éticos do homem.
b) legitimar o predomínio da espécie humana sobre as demais espécies
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animais no planeta.
c) relativizar, no caso da clonagem humana, o uso dos valores de certo e
errado, de bem e mal.
d) legalizar, pelo uso das técnicas de clonagem, os processos de
reprodução humana e animal.

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e) fundamentar técnica e economicamente as pesquisas sobre células-
tronco para uso em seres humanos.

Resposta:
[A]

A alternativa [A] é a única correta. Bioética corresponde ao


campo de estudo que se coloca exatamente na interface entre a
vida e a ética. Problemas como as pesquisas de célula-tronco,
clonagem, manipulação genética, eutanásia e aborto põem em
questão verdades morais dos seres humanos. As reflexões
bioéticas tentam, exatamente, refletir sobre até que ponto é
eticamente plausível de se interferir na vida ou não.

2. (Enem 2012) Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade,


da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer
uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o
próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na
falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de
si mesmo sem a direção de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu
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próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. A preguiça e a


covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens,
depois que a natureza de há muito os libertou de uma condição estranha,
continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida.

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KANT, I. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Petrópolis: Vozes,
1985 (adaptado).

Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental para a


compreensão do contexto filosófico da Modernidade. Esclarecimento, no
sentido empregado por Kant, representa
a) a reivindicação de autonomia da capacidade racional como expressão
da maioridade.
b) o exercício da racionalidade como pressuposto menor diante das
verdades eternas.
c) a imposição de verdades matemáticas, com caráter objetivo, de forma
heterônoma.
d) a compreensão de verdades religiosas que libertam o homem da falta
de entendimento.
e) a emancipação da subjetividade humana de ideologias produzidas pela
própria razão.

Resposta:
[A]

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Como diz Kant em Resposta à pergunta: “O que é


Iluminismo?” (1784), a palavra de ordem deste movimento de
renovação cultural é “Sapere aude!”, isto quer dizer basicamente
que os homens deveriam deixar sua menoridade, da qual são
culpados, e direcionarem seu entendimento a partir de suas
próprias forças, sem a guia de outro.

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(Para uma noção geral sobre o assunto:
<http://www.youtube.com/watch?v=9a9kWxpnjWk>.)
Esta posição perante o mundo possibilitou um movimento
em busca da liberdade e de um ideal de independência política,
econômica e intelectual. Desta busca nasce, entre muitos outros
movimentos, a Independência americana, a Independência
haitiana e a Revolução francesa (esta última influenciada pelo
pensamento do filósofo Jean-Jacques Rousseau). E sendo uma
posição opositora dos regimes absolutistas, o Iluminismo almeja
a libertação da riqueza e de tudo mais dos mistérios divinos tão
presentes no pensamento medieval e influentes neste tipo de
Estado absoluto. Tudo passa a ser problema resolvível se o
entendimento do homem se empenhar de maneira metodológica.
Nada é misterioso. Desta confiança na razão nasce uma reflexão
sobre a riqueza e sua administração – Adam Smith, A riqueza das
nações (1776), por exemplo. Neste contexto Montesquieu
também é importante, na sua obra O Espírito das Leis temos um
tratado sobre as relações do poder administrativo e uma
teorização sobre a tripartição deste poder (executivo, legislativo
e judiciário) de modo 04178253905
a serem separados, porém
interdependentes.

3. (Enem 2011) O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos


e morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela
pesquisa. Se o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas

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dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com
Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto)

FRAGA, P. Ninguém é inocente. Folha de S. Paulo. 4 out. 2009 (adaptado).

O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é


moral constitui uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas
morais são
a) decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas.
b) parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação.
c) amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las
integralmente.
d) criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se
submeter.
e) cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente a observar as
normas jurídicas.

Resposta:
[D]

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O texto publicado na Folha de São Paulo intitula-se


“Ninguém é inocente” e se refere à ambiguidade inerente à
moralidade, indicando o evidente distanciamento entre
“reconhecer” e “cumprir” a norma moral. O princípio ético – a
norma moral – resulta da idealização do comportamento, ou seja,

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ele postula o comportamento ideal, aquele que corresponde o que
deveria ser.

4. (Enem 2010) Na ética contemporânea, o sujeito não é mais um sujeito


substancial, soberano e absolutamente livre, nem um sujeito empírico
puramente natural. Ele é simultaneamente os dois, na medida em que é
um sujeito histórico-social. Assim, a ética adquire um dimensionamento
político, uma vez que a ação do sujeito não pode mais ser vista e avaliada
fora da relação social coletiva.
Desse modo, a ética se entrelaça, necessariamente, com a política,
entendida esta como a área de avaliação dos valores que atravessam as
relações sociais e que interliga os indivíduos entre si.

SEVERINO. A. J. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992 (adaptado).

O texto, ao evocar a dimensão histórica do processo de formação da ética


na sociedade contemporânea, ressalta
a) os conteúdos éticos decorrentes das ideologias político-partidárias.
b) o valor da ação humana derivada de preceitos metafísicos.
c) a sistematização de valores desassociados da cultura.
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d) o sentido coletivo e político das ações humanas individuais.


e) o julgamento da ação ética pelos políticos eleitos democraticamente.

Resposta:
[D]

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A alternativa D é a única correta. Ao se referir à dimensão
política da ética, o texto não está tratando de questões polítco-
partidárias (alternativa A) ou do comportamento ético dos
políticos eleitos democraticamente (alternativa E) e sim do
impacto da ação individual no meio social, isto é, do seu efeito
coletivo e de seu significado político. Deste modo, também, o
texto não está ressaltando as afirmações que constam nas
alternativas B e C.

5. (Enem 2ª aplicação 2010) “A ética exige um governo que amplie a


igualdade entre os cidadãos. Essa é a base da pátria. Sem ela, muitos
indivíduos não se sentem “em casa”, experimentam-se como estrangeiros
em seu próprio lugar de nascimento”.

SILVA, R. R. “Ética, defesa nacional, cooperação dos povos”. In:


OLIVEIRA, E. R. (Org.). Segurança & defesa nacional: da competição à
cooperação regional. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina,
2007 (adaptado).

Os pressupostos éticos são essenciais para a estruturação política e


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integração de indivíduos em uma sociedade. De acordo com o texto, a


ética corresponde a
a) valores e costumes partilhados pela maioria da sociedade.
b) preceitos normativos impostos pela coação das leis jurídicas.
c) normas determinadas pelo governo, diferentes das leis estrangeiras.
d) transferência dos valores praticados em casa para a esfera social.

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e) proibição da interferência de estrangeiros em nossa pátria.

Resposta:
[A]

A alternativa A é a única correta, pois identifica o sentido


correto da noção de ética para o autor, que não a restringe a
preceitos normativos (alternativas B e C) e sim a relaciona com
modos de viver. Na alternativa D é mal interpretado uso da
expressão “em casa”, pois no texto ela tem sentido figurado,
significando uma identificação com o lugar de nascimento, bem
como a referência a estrangeiros na citação nada tem a ver com o
que é afirmado na alternativa E.

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3. EXERCÍCIOS PROPOSTOS.
1. (Ufsm 2015) A necessidade de conviver em grupo fez o homem
desenvolver estratégias adaptativas diversas. Darwin, num estudo sobre
a evolução e as emoções, mostrou que o reconhecimento de emoções
primárias, como raiva e medo, teve um papel central na sobrevivência.
Estudos antigos e recentes têm mostrado que a moralidade ou
comportamento moral está associado a outros tipos de emoções, como a
vergonha, a culpa, a compaixão e a empatia. Há, no entanto, teorias
éticas que afirmam que as ações boas devem ser motivadas
exclusivamente pelo dever e não por impulsos ou emoções. Essa teoria é
a ética
a) deontológica ou kantiana.
b) das virtudes.
c) utilitarista.
d) contratualista.
e) teológica.

2. (Unesp 2015) A fonte do conceito de autonomia da arte é o


pensamento estético de Kant. Praticamente tudo o que fazemos na vida
é o oposto da apreciação estética, pois praticamente tudo o que fazemos
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serve para alguma coisa, ainda que apenas para satisfazer um desejo.
Enquanto objeto de apreciação estética, uma coisa não obedece a essa
razão instrumental: enquanto tal, ela não serve para nada, ela vale por
si. As hierarquias que entram em jogo nas coisas que obedecem à razão
instrumental, isto é, nas coisas de que nos servimos, não entram em jogo
nas obras de arte tomadas enquanto tais. Sendo assim, a luta contra a

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autonomia da arte tem por fim submeter também a arte à razão
instrumental, isto é, tem por fim recusar também à arte a dimensão em
virtude da qual, sem servir para nada, ela vale por si. Trata-se, em suma,
da luta pelo empobrecimento do mundo.

(Antônio Cícero. “A autonomia da arte”. Folha de São Paulo, 13.12.2008.


Adaptado.)

De acordo com a análise do autor,


a) a racionalidade instrumental, sob o ponto de vista da filosofia de Kant,
fornece os fundamentos para a apreciação estética.
b) um mundo empobrecido seria aquele em que ocorre o esvaziamento
do campo estético de suas qualidades intrínsecas.
c) a transformação da arte em espetáculo da indústria cultural é um
critério adequado para a avaliação de sua condição autônoma.
d) o critério mais adequado para a apreciação estética consiste em sua
validação pelo gosto médio do público consumidor.
e) a autonomia dos diversos tipos de obra de arte está prioritariamente
subordinada à sua valorização como produto no mercado.
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3. (Uel 2015) Leia o texto a seguir.

As leis morais juntamente com seus princípios não só se distinguem


essencialmente, em todo o conhecimento prático, de tudo o mais onde
haja um elemento empírico qualquer, mas toda a Filosofia moral repousa

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inteiramente sobre a sua parte pura e, aplicada ao homem, não toma
emprestado o mínimo que seja ao conhecimento do mesmo
(Antropologia).
KANT, I. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Trad. de Guido A.
de Almeida. São Paulo: Discurso Editorial, 2009. p.73.

Com base no texto e na questão da liberdade e autonomia em Immanuel


Kant, assinale a alternativa correta.
a) A fonte das ações morais pode ser encontrada através da análise
psicológica da consciência moral, na qual se pesquisa mais o que o
homem é, do que o que ele deveria ser.
b) O elemento determinante do caráter moral de uma ação está na
inclinação da qual se origina, sendo as inclinações serenas moralmente
mais perfeitas do que as passionais.
c) O sentimento é o elemento determinante para a ação moral, e a razão,
por sua vez, somente pode dar uma direção à presente inclinação, na
medida em que fornece o meio para alcançar o que é desejado.
d) O ponto de partida dos juízos morais encontra-se nos “propulsores”
humanos naturais, os quais se direcionam ao bem próprio e ao bem do
outro. 04178253905

e) O princípio supremo da moralidade deve assentar-se na razão prática


pura, e as leis morais devem ser independentes de qualquer condição
subjetiva da natureza humana.

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4. (Ufsm 2015) O biólogo Edward Wilson sustenta que a teoria da
evolução explica não apenas a evolução das características físicas
predominantes em uma espécie, mas também a evolução de traços
sociais (como a divisão social do trabalho, a evolução da linguagem e da
moralidade). Se isso é verdade, então aquilo que hoje tendemos a
considerar moralmente correto pode ser um produto de nosso passado
evolutivo. Se nosso passado evolutivo tivesse sido diferente, é possível
que nossa sensibilidade moral hoje também fosse diferente.

Observe as afirmações a seguir, considerando as que são compatíveis


com o enunciado da questão.

I. O fato de hoje tendermos a valorizar atos de bondade e compaixão e a


desvalorizar atos de crueldade é um traço biológico de nossa espécie
que deve ter trazido vantagens adaptativas aos nossos antepassados.
II. Há um conjunto de normas morais que não mudam e que sempre
foram adotadas universalmente.
III. A evolução moral está correlacionada com a capacidade adaptativa
dos indivíduos e grupos ao ambiente em que vivem.

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Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas I e III.
d) apenas II e III.
e) I, II e III.

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5. (Pucpr 2015) A preocupação sobre o futuro da natureza e a ação da
civilização tecnológica apresenta-se como traços constitutivos do
pensamento de Hans Jonas. Neste sentido, o princípio responsabilidade
pretende superar as éticas tradicionais, as quais o autor chama de “éticas
da similitude”. A respeito da reflexão ética de Hans Jonas, assinale a
alternativa INCORRETA.
a) A responsabilidade não tem nenhuma implicância e relevância com
relação às futuras gerações, associando- se, assim, com a ética de Kant.
b) A responsabilidade adquire uma nova dimensão pela técnica que as
éticas tradicionais (por exemplo, a ética aristotélica) não comportam,
uma vez que estas não apontam para as consequências futuras.
c) As éticas tradicionais primam pelo antropocentrismo, tornando-se,
assim, um problema, pois não buscam um fim imanente também na
natureza.
d) A responsabilidade pelas futuras gerações e pelo todo orgânico são
elementos fundamentais na proposta ética de Hans Jonas.
e) A responsabilidade não pode ser uma relação recíproca, uma vez que
tal relação se move incidindo numa ética futurista.

6. (Unesp 2014) A condenação à violência pode ser estendida à ação dos


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militantes em prol dos direitos animais que depredaram os laboratórios


do Instituto Royal, em São Roque. A nota emocional é difícil de contornar:
178 cães da raça beagle, usados em testes de medicamentos, foram
retirados do local. De um lado, por mais que seja minimizado e
controlado, há o sofrimento dos bichos. Do outro lado, está nosso bem
maior: nas atuais condições, não há como dispensar testes com animais

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para o desenvolvimento de drogas e medicamentos que salvarão vidas
humanas.

(Direitos animais. Veja, 25.10.2013.)

Sob o ponto de vista filosófico, os valores éticos envolvidos no fato


relatado envolvem problemas essencialmente relacionados
a) à legitimidade do domínio da natureza pelo homem.
b) a diferentes concepções de natureza religiosa.
c) a disputas políticas de natureza partidária.
d) à instituição liberal da propriedade privada.
e) aos interesses econômicos da indústria farmacêutica.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Observe a figura a seguir e responda à(s).

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A figura mostra Atenas na atualidade. Observam-se as ruínas da Acrópolis


– onde ficavam os templos como o Parthenon –, o Teatro de Dionísio e a
Asthy – com a Ágora (Mercado/Praça Pública) e as casas dos moradores.

7. (Uel 2014) Leia o texto a seguir.

Para Aristóteles, a boa convivência entre os habitantes da cidade ideal


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não seria nunca obtida com a mera apathia (ausência de paixões)


platônica, mas somente através de uma boa medida entre razão e
afetividade. Enfim, a arte não apenas é capaz de nos trazer saber, ela
tem também uma função edificante e pedagógica.

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(FEITOSA, C. Explicando a filosofia com arte. Rio de Janeiro: Ediouro,
2004, p.123.)

Com base na figura, no texto, nos conhecimentos sobre Aristóteles e na


ideia de que os espaços do Teatro, da Ágora, dos Templos na cidade de
Atenas foram imprescindíveis para a vocação formativa da arte na Grécia
Clássica, considere as afirmativas a seguir.

I. A catarse propiciada pelas obras teatrais trágicas apresentadas na


cidade grega operava uma transformação das emoções e tornava
possível que os cidadãos se purificassem e saíssem mais elevados dos
espetáculos.
II. A obra poética educava e instruía o cidadão da cidade grega, e isso
acontecia por consequência da satisfação que este sentia ao imitar os
atos dos grandes heróis que eram encenados no teatro.
III. O poeta demonstrava o universal como possível ao criar modelos de
situações exemplares, que permitem fortalecer o sentimento de
comunidade.
IV. O belo nas diversas artes, como nos poemas épicos, na tragédia e na
comédia, desvinculava--se dos laços morais e sociais existentes na
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polis, projetando-se em um mundo idealizado.

Assinale a alternativa correta.


a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

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d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

8. (Ufsm 2013) Leonardo Boff inclui a generosidade como uma pilastra


de um modelo adequado de sustentabilidade. Ele a caracteriza do
seguinte modo: Generoso é aquele que comparte, que distribui
conhecimentos e experiências sem esperar nada em troca. Já os clássicos
da filosofia política, como Platão e Rousseau, afirmavam que uma
sociedade não pode fundar-se apenas sobre a justiça. Ela se tomaria
inflexível e cruel. Ela deve viver também da generosidade dos cidadãos,
de seu espírito de cooperação e de solidariedade voluntária.

Considere as seguintes afirmações:

I. Segundo o texto, generosidade e justiça podem ser complementares


uma à outra.
II. Segundo o texto, se uma sociedade é inflexível e cruel, então ela está
fundada apenas sobre a justiça.
III. Já na ética aristotélica, a generosidade é uma virtude e a
extravagância e a avareza são os vícios correlacionados a ela.
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Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas I e III.
d) apenas II e III.

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e) I, II e III.

9. (Unioeste 2013) “... a função própria do homem é um certo modo de


vida, e este é constituído de uma atividade ou de ações da alma que
pressupõem o uso da razão, e a função própria de um homem bom é o
bom e nobilitante exercício desta atividade ou a prática destas ações [...]
o bem para o homem vem a ser o exercício ativo das faculdade da alma
de conformidade com a excelência, e se há mais de uma excelência, em
conformidade com a melhor e a mais completa entre elas. Mas devemos
acrescentar que tal exercício ativo deve estender-se por toda a vida, pois
uma andorinha só não faz verão (nem o faz um dia quente); da mesma
forma, um dia só, ou um curto lapso de tempo, não faz um homem bem-
aventurado e feliz”.

Aristóteles.

Considerando o texto citado e o pensamento ético de Aristóteles, seguem


as afirmativas abaixo:

I. O bem mais elevado que o ser humano pode almejar é a eudaimonia


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(felicidade), havendo uma concordância geral de que o bem supremo


para o homem é a felicidade, e que bem viver e bem agir equivale a ser
feliz.
II. A eudaimonia (felicidade) é sempre buscada por si mesma e não em
função de outra coisa, pois o ser humano escolhe o viver bem como a
mais elevada finalidade e por nada além do próprio viver bem.

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III. Definindo a eudaimonia (felicidade) a partir da função própria da alma
racional e do exercício ativo das faculdades da alma em conformidade
com a excelência (virtude) conclui-se que, aos seres humanos, só é
possível levar uma vida constituída por momentos de felicidade
decorrentes da satisfação dos desejos e paixões que não se subordinam
à atividade racional.
IV. A eudaimonia (felicidade) é um certo modo de vida constituído de uma
atividade ou de ações por via da razão e conforme a ela, sendo o bem
melhor para o homem o exercício ativo das faculdades da alma em
conformidade com a excelência (virtude), que deve estender-se por
toda a vida.
V. A excelência (virtude) humana, como realização excelente da tarefa
humana, reside no exercício ativo da racionalidade, pois a função
própria de um homem bom é o bom e nobilitante exercício desta
atividade ou na prática destas ações em conformidade com a virtude,
sendo este o bem humano supremo e a última finalidade desiderativa
humana.

Das afirmativas feitas acima


a) somente a afirmação I está incorreta.
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b) somente a afirmação III está incorreta.


c) as afirmações III e V estão corretas.
d) as afirmações I e III estão corretas.
e) as afirmações II, III e IV estão corretas.

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10. (Ufsm 2013) A economia verde contém os seguintes princípios para
o consumo ético de produtos: a matéria-prima dos produtos deve ser
proveniente de fontes limpas e não deve haver desperdício dos produtos.
O Estado, entretanto, não impõe, até o presente momento, sanções
àqueles cidadãos que não seguem esses princípios.

Considere as seguintes afirmações:

I. Esses princípios são juízos de fato.


II. Esses princípios são, atualmente, uma questão de moralidade, mas
não de legalidade.
III. A ética epicurista, a exemplo da economia verde, propõe uma vida
mais moderada.

Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas I e II.
c) apenas III.
d) apenas II e III.
e) I, II e III. 04178253905

11. (Ufsj 2013) Sobre “as qualidades úteis da mente”, descritas por David
Hume, é CORRETO afirmar que
a) “são aquilo que se pode primeiramente experimentar na arte de
raciocinar”.

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b) “elas são retratadas no sentido vulgar, pois são diametralmente
opostas ao poder e ao bom senso ou razão”.
c) “determinam que as virtudes, como a simpatia, por exemplo, tenham
a força ideal a posteriori para o bem-estar das sociedades humanas”.
d) “essas virtudes formam a principal parte da moral”.

12. (Ufsj 2013) Para David Hume, “os homens são, em grande medida,
governados pelo interesse” e isso é perfeitamente visível, já que
a) “tradicionalmente o interesse tem sido visto de dentro para fora, como
algo que observamos em nós mesmos, mais do que alguma coisa que
outros possam exibir”.
b) “mesmo quando estendem suas preocupações para além de si
mesmos, não as levam muito longe; na vida corrente não é muito
comum olhar para além dos amigos mais próximos e dos conhecidos”.
c) “vão traduzindo a necessidade que eles têm de se relacionar a partir
de um interesse particular, e isso vem somar-se à sua capacidade para
a socialização para o seu próprio bem-estar”.
d) “as suas atitudes morais traduzem as suas condutas solipsistas votadas
aos mais distintos interesses materiais e espirituais”.

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13. (Uel 2013) Leia o texto a seguir.

A questão não está mais em se um homem é honesto, mas se é


inteligente. Não perguntamos se um livro é proveitoso, mas se está bem
escrito. As recompensas são prodigalizadas ao engenho e ficam sem

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glórias as virtudes. Há mil prêmios para os belos discursos, nenhum para
as belas ações.

(ROUSSEAU, J. J. Discurso sobre as ciências e as artes. 3.ed. São Paulo:


Abril Cultural, 1983. p.348. Coleção Os Pensadores.)

O texto apresenta um dos argumentos de Rousseau à questão colocada


em 1749, pela Academia de Dijon, sobre o seguinte problema: O
restabelecimento das Ciências e das Artes terá contribuído para aprimorar
os costumes?
Com base nas críticas de Rousseau à sociedade, assinale a alternativa
correta.
a) As artes e as ciências geralmente floresceram em sociedades que se
encontravam em pleno vigor moral, em que a honra era a principal
preocupação dos cidadãos.
b) A emancipação advém da posse e do consumo exclusivo e diferenciado
de bens de primeira linha, uma vez que o luxo concede prestígio para
quem o possui.
c) Os envolvidos com as ciências e as artes adquirem, com maior grau de
eficiência, conhecimentos que lhes permitem perceber a igualdade entre
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todos.
d) O amor-próprio é um sentimento positivo por meio do qual o indivíduo
é levado a agir moralmente e a reconhecer a liberdade e o valor dos
demais.
e) O objetivo das investigações era atingir celebridade, pois os indivíduos
estavam obcecados em exibir-se, esquecendo-se do amor à verdade.

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14. (Ufsj 2013) O romantismo, movimento cultural que se iniciou no
final do século XVIII e in cio do século XIX, influenciou diretamente a
filosofia no
a) moralismo humeano.
b) racionalismo cartesiano.
c) idealismo alemão.
d) imoralismo kantiano

15. (Ufsm 2013) Os filósofos Ame Naess e George Sessions propuseram,


em 1984, diversos princípios para uma ética ecológica profunda, entre os
quais se encontra o seguinte:

O bem-estar e o florescimento da vida humana e não humana na Terra


têm valor em si mesmos. Esses valores são independentes da utilidade
do mundo não humano para finalidades humanas.

Considere as seguintes afirmações:

I. A ética kantiana não se baseia no valor de utilidade das ações.


II. “Valor intrínseco” é um sinônimo para “valor em si mesmo”.
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III. A ética utilitarista rejeita a concepção de que as ações têm valor em


si mesmas.

Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas II.

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c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) I, II e III.

16. (Ufu 2013) Autonomia da vontade é aquela sua propriedade graças


à qual ela é para si mesma a sua lei (independentemente da natureza dos
objetos do querer). O princípio da autonomia é, portanto: não escolher
senão de modo a que as máximas da escolha estejam incluídas
simultaneamente, no querer mesmo, como lei universal.
KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução
de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 1986, p. 85.

De acordo com a doutrina ética de Kant:


a) O Imperativo Categórico não se relaciona com a matéria da ação e com
o que deve resultar dela, mas com a forma e o princípio de que ela
mesma deriva.
b) O Imperativo Categórico é um cânone que nos leva a agir por
inclinação, vale dizer, tendo por objetivo a satisfação de paixões
subjetivas.
c) Inclinação é a independência da faculdade de apetição das sensações,
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que representa aspectos objetivos baseados em um julgamento


universal.
d) A boa vontade deve ser utilizada para satisfazer os desejos pessoais
do homem. Trata-se de fundamento determinante do agir, para a
satisfação das inclinações.

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17. (Ufsj 2013) “Os leitores de jornais dizem: este partido foi destruído
devido a esta ou aquela falta que cometeu. Minha política superior
contesta: um partido que comete esta ou aquela falta agoniza, não possui
a segurança do instinto”.

Esse comentário é emblemático e foi propalado por


a) Joaquim Barbosa, ao condenar cinco réus na sua primeira leitura no
escândalo político do mensalão, que assombra o país desde 2005.
b) Friedrich Nietzsche, ao buscar a explicação para o erro da confusão
entre a causa e o efeito.
c) Jean-Paul Sartre, referindo-se ao partido comunista do início do século
XX.
d) Thomas Hobbes, ao defender o unipartidarismo absoluto.

18. (Ufsj 2013) Na filosofia de Friedrich Nietzsche, é fundamental


entender a crítica que ele faz à metafísica. Nesse sentido, é CORRETO
afirmar que essa crítica
a) tem o sentido, na tradição filosófica, de contentamento, plenitude.
b) é a inauguração de uma nova forma de pensar sem metafísica através
do método genealógico. 04178253905

c) é o discernimento proposto por Nietzsche para levar à supressão da


tendência que o homem tem à individualidade radical.
d) pressupõe que nenhum homem, de posse de sua razão, tem como
conceber uma metafísica qualquer, que não tenha recebido a chancela
da observação.

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19. (Ufsj 2013) “A Filosofia a golpes de martelo” é o subtítulo que
Nietzsche dá à sua obra Crepúsculo dos ídolos. Tais golpes são dirigidos,
em particular, ao(s)
a) conceitos filosóficos e valores morais, pois eles são os instrumentos
eficientes para a compreensão e o norteamento da humanidade.
b) existencialismo, ao anticristo, ao realismo ante a sexualidade, ao
materialismo, à abordagem psicológica de artistas e pensadores, bem
como ao antigermanismo.
c) compositores do século XIX, como, por exemplo, Wolfgang Amadeus
Mozart, compositor de uma ópera de nome “Crepúsculo dos deuses”,
parodiada no título.
d) conceitos de razão e moralidade preponderantes nas doutrinas
filosóficas dos vários pensadores que o antecederam e seus
compatriotas e/ou contemporâneos Kant, Hegel e Schopenhauer.

20. (Ufsj 2013) Ao declarar que “a moral e a religião pertencem


inteiramente à psicologia do erro”, Nietzsche pretendeu
a) destruir os caminhos que “a psicologia utiliza para negar ou afirmar a
moral e a religião”.
b) criticar essa necessidade humana de se vincular a valores e instituições
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herdados, já que “o Homem é forjado para um fim e como tal deve


existir”.
c) denunciar o erro que tanto a moral quanto a religião cometem ao
confundir “causa com efeito, ou a verdade com o efeito do que se
considera como verdade”.

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d) comprovar que “a moral e a religião estão no imaginário coletivo, mas
para se instalarem enquanto verdade elas precisam ser avalizadas por
uma ciência institucionalizada”.

21. (Unioeste 2013) “Quando dizemos que o homem se escolhe a si


mesmo, queremos dizer que cada um de nós se escolhe a si próprio; mas
com isso queremos também dizer que, ao escolher-se a si próprio, ele
escolhe todos os homens. Com efeito, não há de nossos atos um sequer
que, ao criar o homem que desejamos ser, não crie ao mesmo tempo uma
imagem do homem como julgamos que deve ser. Escolher isto ou aquilo
é afirmar ao mesmo tempo o valor do que escolhemos, porque nunca
podemos escolher o mal, o que escolhemos é sempre o bem, e nada pode
ser bom para nós sem que o seja para todos. Se a existência, por outro
lado, precede a essência e se quisermos existir, ao mesmo tempo em que
construímos a nossa imagem, esta imagem é válida para todos e para a
nossa época. Assim, a nossa responsabilidade é muito maior do que
poderíamos supor, porque ela envolve toda a humanidade”.

Sartre.

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Considerando o texto citado e o pensamento sartreano, é INCORRETO


afirmar que
a) o valor máximo da existência humana é a liberdade, porque o homem
é, antes de mais nada, o que tiver projetado ser, estando “condenado
a ser livre”.

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b) totalmente posto sob o domínio do que ele é, ao homem é atribuída a
total responsabilidade pela sua existência e, sendo responsável por si,
é também responsável por todos os homens.
c) o existencialismo sartreano é uma moral da ação, pois o homem se
define pelos seus atos e atos, por excelência, livres, ou seja, o “homem
não é nada além do conjunto de seus atos”.
d) o homem é um “projeto que se vive subjetivamente”, pois há uma
natureza humana previamente dada e predefinida, e, portanto, no
homem, a essência precede a existência.
e) por não haver valores preestabelecidos, o homem deve inventá-los
através de escolhas livres, e, como escolher é afirmar o valor do que é
escolhido, que é sempre o bem, é o homem que, através de suas
escolhas livres, atribui sentido a sua existência.

22. (Upe 2013) A filosofia, no que tem de realidade, concentra-se na vida


humana e deve ser referida sempre a esta para ser plenamente
compreendida, pois somente nela e em função dela adquire seu ser
efetivo.

VITA, Luís Washington. Introdução à Filosofia, 1964, p. 20.


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Sobre esse aspecto do conhecimento filosófico, é CORRETO afirmar que


a) a consciência filosófica impossibilita o distanciamento para avaliar os
fundamentos dos atos humanos e dos fins aos quais eles se destinam.
b) um dos pontos fundamentais da filosofia é o desejo de conhecer as
raízes da realidade, investigando-lhe o sentido, o valor e a finalidade.

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c) a filosofia é o estudo parcial de tudo aquilo que é objeto do
conhecimento particular.
d) o conhecimento filosófico é trabalho intelectual, de caráter
assistemático, pois se contenta com as respostas para as questões
colocadas.
e) a filosofia é a consciência intuitiva sensível que busca a compreensão
da realidade por meio de certos princípios estabelecidos pela razão.

23. (Uel 2013) Leia o texto a seguir.

O modo de comportamento perceptivo, através do qual se prepara o


esquecer e o rápido recordar da música de massas, é a desconcentração.
Se os produtos normalizados e irremediavelmente semelhantes entre si,
exceto certas particularidades surpreendentes, não permitem uma
audição concentrada, sem se tornarem insuportáveis para os ouvintes,
estes, por sua vez, já não são absolutamente capazes de uma audição
concentrada. Não conseguem manter a tensão de uma concentração
atenta, e por isso se entregam resignadamente àquilo que acontece e flui
acima deles, e com o qual fazem amizade somente porque já o ouvem
sem atenção excessiva. 04178253905

(ADORNO, T. W. O fetichismo na música e a regressão da audição. In:


Adorno et all. Textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1978, p.190.
Coleção Os Pensadores.)

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As redes sociais têm divulgado músicas de fácil memorização e com forte
apelo à cultura de massa.
A respeito do tema da regressão da audição na Indústria Cultural e da
relação entre arte e sociedade em Adorno, assinale a alternativa correta.
a) A impossibilidade de uma audição concentrada e de uma concentração
atenta relaciona-se ao fato de que a música tornou-se um produto de
consumo, encobrindo seu poder crítico.
b) A música representa um domínio particular, quase autônomo, das
produções sociais, pois se baseia no livre jogo da imaginação, o que
impossibilita estabelecer um vínculo entre arte e sociedade.
c) A música de massa caracteriza-se pela capacidade de manifestar
criticamente conteúdos racionais expressos no modo típico do
comportamento perceptivo inato às massas.
d) A tensão resultante da concentração requerida para a apreciação da
música é uma exigência extramusical, pois nossa sensibilidade é
naturalmente mais próxima da desconcentração.
e) Audição concentrada significa a capacidade de apreender e de repetir
os elementos que constituem a música, sendo a facilidade da repetição
o que concede poder crítico à música.

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Gabarito:

Resposta da questão 1:
[A]

A ética das virtudes é uma ética aristotélica onde a ação é guiada


para um bem maior movido pela reflexão pessoal, desenvolvida pela
busca da auto realização e felicidade de toda a cidade. A ética utilitarista
estabelece que nossas ações são guiadas pela maior quantidade de
felicidade que podemos gerar no convívio social. Assim, os homens agem
devido a um interesse maior imposto exteriormente. Na ética
contratualista, devido a necessidade de conviver juntos, como melhor
alternativa para sobrevivência, os homens estabelecem leis que visam
garantir uma não agressão mútua. Assim, suas ações são guiadas por
uma conveniência, um pacto ou contrato estabelecido. Na ética teológica
as ações são guiadas por princípios divinos que ultrapassam a esfera
humana e se inserem no plano transcendental. Assim, as ações humanas
são guiadas pelo medo em relação ao transcendente. Diferentemente, na
ética Kantiana ou deontológica, os homens agem de forma deliberada na
medida em que utilizam a razão para adquirirem consciência. Por meio do
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conhecimento obtido com o uso da razão o homem torna-se livre para


agir. Assim, a ação guiada pela razão faz com que o homem tenha o dever
de estender essa razão a todos os homens. Isto se dá através da criação
de máximas (leis universalmente aceitas) que se convertem em
imperativos para agir. Estes imperativos poder ser utilizados por todos os
homens racionais e não são dados por inclinações naturais ou por meio

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de princípios transcendentais, mas pela consciência do dever em relação
a si e aos que os cercam. Portanto, esta lei moral representa o dever de
todo ser racional e se coloca como maior do que os sentimentos
individuais e egoístas.

Resposta da questão 2:
[B]

Não pode ser submetida aos mesmos critérios que regem a razão,
diferentemente da autonomia libertária na qual o uso da razão conduz o
indivíduo para um fim. Este fim é intencional e serve para tornar o homem
mais consciente de si e promover sua independência racional, criando
assim, condições para agir de forma direcionada e intencional. Já
autonomia estética não possui um fim em si, ela serve como forma de
fruição, ou seja, sua apreciação não direciona a uma elevação, a uma
intenção para algo. Desta forma, quando tornamos a arte racional,
desprovemo-la de suas qualidades intrínsecas e a tornamos um
instrumento que não promove uma autonomia por si. Quando se direciona
a arte por meio da razão instrumental, descaracteriza-se sua fruição. Em
outras palavras, para que a arte seja preservada, não submeter à arte ao
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mercado (razão instrumental), pois se tem aí o empobrecimento de sua


capacidade representativa e expressiva.

Resposta da questão 3:
[E]

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Em sua obra “Crítica da Razão Pura”, Immanuel Kant discorre sobre
o uso da razão enquanto a consciência do indivíduo sobre o conjunto de
leis morais vigentes na sociedade. Para ele não se adquire esta
consciência por meio da intuição natural, pelo contrário, este
conhecimento depende de uma intuição intelectual. E, outras palavras o
conhecimento das leis morais se dá pelo uso deliberado da razão no
reconhecimento da moralidade vigente, isto é, por uma razão pura. A
autonomia para o autor é a liberdade que o ser humano faz no uso positivo
de sua razão, motivado apenas por sua vontade.
A liberdade, o livre arbítrio, permite autonomia na medida em que
a consciência do indivíduo atue, por meio da razão, sem condicionantes,
apenas por sua vontade própria, na busca de um conhecimento que lhe
amplie a consciência de sua condição de liberdade. Para isto, o uso da
razão deve ser deliberado. Não há um impulso natural, sentimentos no
ser humano que o conduza para uma ação moral em concordância com a
lei moral vigente, mas sim um processo livre, autônomo e consciência no
uso de sua liberdade.

Resposta da questão 4:
[C] 04178253905

Com relação ao enunciado da questão, o argumento desenvolvido


pelo autor aborda o tema da evolução em dois aspectos: o biológico e o
social.

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Em relação ao aspecto biológico, a evolução física, vemos que o
homem busca se adaptar ao meio em decorrência das modificações físicas
e temporais do espaço.
Em relação ao aspecto social vemos que a evolução ocorre devido
as transformações históricas e temporais, exigindo assim que as normas
e valores utilizados em determinado período sejam revistas e adaptadas
para melhor servirem como orientação nas ações que são desenvolvidas.
Assim, o item [II] está errado, pois estabelece que as normas
morais são estáticas e não mudam com a evolução social, estando em
contradição com o argumento do texto.
Os itens [I] e [III] correspondem, respectivamente, a evolução
biológica e social, estando em concordância com o enunciado descrito.

Resposta da questão 5:
[A]

Hans Jonas ao formular sua reflexão ética preocupa-se com a o


resultado da desconstrução e reconstrução da tecnologia e o modo como
esta afeta o homem e o meio ambiente. Jonas coloca que a nova ciência
produz um conhecimento anônimo, que não é feito mais para despertar a
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consciência do ser humano na busca de uma melhor qualidade da vida.


Este conhecimento desenvolvido pela tecnologia acaba determinando o
homem, fragmentando e fazendo com que este perca sua aquilo que lhe
identifica sua capacidade de construir o melhor para si. Neste sentido os
homens são responsáveis não só por si próprios, mas também pelos
outros e pela natureza, sendo que esta lhes permite alcançar a realização.

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Portanto, todos os homens possuem responsabilidade para com sigo e
com os demais. Para que exista esta responsabilidade deve existir um
sujeito consciente na busca de um desenvolvimento futuro em prol de
toda a humanidade. Desta forma, como cada ser humano possui
responsabilidade indissociável com todos os demais, este ser possui uma
solidariedade que o liga aos outros e a natureza. Assim sendo, o futuro,
por meio do desenvolvimento tecnológico não pode criar um
determinismo para o ser humano, mas abrir possibilidades para a
construção de consciências individuais que atuem na busca de uma
permanência humana genuína.
A alternativa [A] é a única que não se encaixa na descrição da teoria
explicitada.

Resposta da questão 6:
[A]

A questão aborda a discussão da questão ética, mais


especificamente da Bioética, relacionando dois pontos principais: a busca
de alternativas para possibilitar uma melhor condição de vida aos
humanos e o uso dos seres e elementos da natureza para a obtenção de
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um fim proposto. Aristóteles justifica a ética como a prática da virtude na


busca do “Bem Maior”. A realização plena do homem, somente acontece
na vida da cidade, sendo necessário submeter àquilo que é exterior ao
homem, neste caso, a natureza, a um domínio, a um fim para alcançar
uma melhor qualidade de vida a todos. Desta maneira, o domínio da
natureza tem de enfrentar situações que geram debates sobre sua

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validade e viabilidade. Porém deve-se considerar que para aqueles que,
no caso, militam em favor dos direitos dos animais, somente puderam
tomar esta atitude, devido ao seu enquanto seres humanos. Isto só foi
possível devido às intervenções realizadas na natureza. Portanto, se
considerarmos o argumento exposto anteriormente aliado à capacidade
racional do ser humano, que se revela pela ação de pensar sua própria
existência e mudar aquilo que consideram essencial para sua realização,
encontramos motivos mais que suficientes para justificar o domínio do
meio.

Resposta da questão 7:
[D]

Inicialmente, vale lembrar que Platão não nunca afirmou que o


cidadão deveria ser apático, o filósofo afirmava que o cidadão e a cidade
ideais eram aqueles cuja razão dominava a parte da alma relativa aos
desejos. Se Platão triparte a alma, e uma dessas partes é a parte
desiderativa, então como ele poderia negar a existência dessa parte
dizendo que o homem deve ser apático? O homem deveria amputar sua
alma? E, também, Platão nunca negou a importância do amor e o seu
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páthos. Em segundo lugar, lembremos que a teoria política de Aristóteles


não preconiza exatamente uma cidade ideal, pois ele argumenta que cada
agrupamento possui suas peculiaridades próprias e necessita das leis
mais convenientes segundo a ciência política.

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Resposta da questão 8:
[C]

Essa questão possui inúmeras imprecisões. No texto citado, a tese


e a caracterização de uma parte importante da tese estão perfeitas: a
generosidade é uma pilastra da sustentabilidade e generoso é aquele que
compartilha sem esperar ou exigir algo em troca. Porém, a expectativa
de uma contraposição – estabelecida pelo uso da palavra “já” – é
completamente desfeita pelo uso dos clássicos da filosofia para
simplesmente reafirmar aquilo enunciado anteriormente. Não sendo
bastante a falta de coerência do texto, há também uma enorme
imprecisão quando se diz, por exemplo, que Platão não considerava a
justiça como algo suficiente para constituição de uma cidade feliz, boa.
Ora, isso é completamente absurdo, pois a justiça é para Platão a virtude
necessária e suficiente para o estabelecimento de uma cidade feliz (cf. A
República). E Rousseau estabelece que o contrato social nasça da vontade
geral e a sociedade deve sempre subordinar-se a esta vontade geral, de
modo que a justiça é também suficiente para manter a saúde de uma
sociedade, isso enquanto ela for o reflexo da vontade geral.
Além disso, a afirmação “II. segundo o texto, se uma sociedade é
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inflexível e cruel, então ela está fundada apenas sobre a justiça” parece-
nos correta, pois “os clássicos da filosofia política, como Platão e
Rousseau, afirmavam que uma sociedade não pode fundar-se apenas
sobre a justiça. Ela se tomaria inflexível e cruel”. Discordamos, portanto,
do gabarito.

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A afirmação III poderia se servir de uma citação, pois não está
muito claro onde Aristóteles define a generosidade como uma virtude
importante.

Resposta da questão 9:
[B]

A felicidade é a atividade da alma conforme a mais elevada virtude,


conforme a excelência da atividade racional. Esta virtude é adquirida
através do hábito bem dirigido pela ciência política. Consequentemente,
a felicidade é algo divino, pois ela é o que de melhor existiria no mundo,
afinal, ela é a realização da felicidade de todos os cidadãos – felicidade
atingida através da boa direção da alma de cada um deles. Esse hábito
bem dirigido, o pensador adiciona, deve ser persistente de tal modo que
o acaso não interfira no todo da vida fazendo do homem feliz apenas em
ocasiões fortuitas e brevíssimas.

Resposta da questão 10:


[D] 04178253905

Um juízo de fato é um juízo que diz respeito à disposição da


realidade, isto é, se o enunciado estivesse descrevendo a situação atual
do consumo: “consumimos produtos de origens de fontes sujas segundo
a informação ‘x’ e pela estatística ‘y’ demonstramos que desperdiçamos
exageradamente nossa produção”, então ele seria um juízo de fato. No

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caso, o enunciado expõe um juízo de valor, isto é, de acordo com o que
se constata nos fatos deveríamos garantir fontes limpas como matéria-
prima da produção e evitar o desperdício desta produção. Como esse juízo
de valor ainda não foi avaliado e regulado pelo Estado, então ele é um
juízo meramente moral, que reflete unicamente a escolha do sujeito sobre
a melhor maneira de organizar seus hábitos.
A ética aristotélica, a ética epicurista, basicamente toda a ética
antiga, defendia, cada uma a sua maneira, a moderação como uma
virtude muitíssimo importante.

Resposta da questão 11:


[D]

“A maioria das pessoas concordará prontamente que as qualidades


úteis da mente são virtuosas justamente por causa da sua utilidade” (D.
Hume, T, III, III, IV, 2). O pensamento moral de Hume é baseado na
motivação, isto é, a ação moral é motivada pelos sentimentos morais que
estabelecem as razões deste comportamento; a moral excita as paixões
prevenindo ou motivando as ações e a razão sozinha é incapaz de
defender a necessidade de qualquer ação correta.
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Resposta da questão 12:


[B]

Para Hume, nada orienta mais efetivamente as ações dos homens


que suas opiniões. Certamente, os homens são governados pelo seu

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interesse, sua razão é refém de suas paixões, e a construção de uma
opinião define em geral o comportamento de um indivíduo. A opinião
sobre o que é relevante aos seus e seus próximos constitui a motivação
básica da ação moral de um homem.

Resposta da questão 13:


[E]

Rousseau alega que os perigos das artes e das ciências provêm do


fato de elas serem resultantes de nossos vícios. A astronomia provém de
nossa superstição; a eloquência de nossa ambição, ódio, bajulação e
falsidade; geometria da avareza, física da nossa vã curiosidade; todas,
até a filosofia moral, do nosso orgulho humano. E as próprias artes e
ciências falham em contribuir qualquer coisa positiva para a moralidade.
A ciência rouba tempo das atividades realmente importantes como: amor
ao país, aos amigos e aos menos afortunados. As artes incentivam o
egocentrismo contaminando o artista com a mera vontade de ser
aplaudido. A ciência falha em produzir qualquer conhecimento que guie o
comportamento do homem na direção da virtude cívica, a ciência cria
unicamente o desejo no homem pelo luxo e faz-se somente um meio para
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facilitar nossas vidas e transformá-las em algo mais prazeroso, porém


não moralmente melhor. As artes promovem a competição e a
necessidade de ser superior ao próximo, as artes fazem a sociedade
enfatizar os talentos em vez das virtudes como a coragem, a
generosidade e a temperança.

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Resposta da questão 14:
[C]

A noção de idealismo sustenta que as coisas percebidas não são, na


percepção, compostas por algo existente no objeto, porém elas são
compostas por algo que existe propriamente naquele que as percebe, no
sujeito. O idealismo alemão é uma tradição que começa com Kant a partir
da sua obra Crítica da razão pura, segundo a qual se enuncia o idealismo
transcendental – que difere, por exemplo, do idealismo de Berkeley. O
idealismo kantiano descreve as condições a priori segundo as quais o
sujeito toma conhecimento do fenômeno. Em tradições posteriores essa
elucidação sobre aquilo que é estrutural no ato de perceber e conhecer se
torna radical e até noções como a coisa em si deixam de ser relevantes,
pois o sujeito passa a ser a realidade absoluta. Essa elevação total do
sujeito está absolutamente vinculada à tradição romântica, segundo a
qual aquilo que é verdadeiro não pode ser percebido, porém está
completamente imerso na interioridade. O mundo exterior é o universo
das sombras, para o romantismo.

Resposta da questão 15: 04178253905

[E]

A ética kantiana não é utilitarista, a ética kantiana é usualmente


classificada como deontológica, isto é, a ética kantiana propõe que as
ações dos homens precisam ser guiadas por um senso de dever, elas
precisam de um caráter necessário para serem boas e corretas. Já a ética

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utilitarista propõe que uma ação boa e correta é aquela que maximiza a
felicidade geral; Jeremy Bentham e John Stuart Mill são seus maiores
teóricos.

Resposta da questão 16:


[A]

Em terminologia kantiana, a boa vontade é aquela cujo


voluntarismo é totalmente determinado por demandas morais ou, como
o filósofo normalmente se refere a isso, pela Lei Moral. Kant distingue
dois tipos de lei produzidos pela razão. Dado certo fim que nós
gostaríamos de alcançar, a razão pode proporcionar um imperativo
hipotético – uma regra contingente e circunstancial como fundamento da
ação – ou um imperativo categórico – uma regra necessária e universal
como fundamento da ação. Como uma Lei Moral não pode ser meramente
hipotética, pois uma ação moral não pode ser fundada sobre um propósito
circunstancial, a moralidade exige uma afirmação incondicional do dever
de um indivíduo, ou seja, a moralidade exige uma regra para ação que
seja necessária e universal, ela exige um imperativo categórico.

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Resposta da questão 17:


[B]

O partido comete a falta porque já estava primeiramente destruído.


A verdadeira educação moral leva à segurança do instinto. Seguindo o
corpóreo como fio condutor, Nietzsche crê descrever o processo fisiológico

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mesmo. E isso em vista da espiritualização da paixão, como se essa
decorresse naturalmente dos processos fisiológicos. Com o conceito de
espiritualização ele retorna ao problema da moral numa moralização
afirmadora. A vontade de poder como moral pode ser compreendida como
uma moralização positiva dos impulsos, do instinto.

Resposta da questão 18:


[B]

O método genealógico de Nietzsche impõe em última instância que


nada é sagrado, isto é, nada é separado deste mundo e tudo possui uma
origem artificial e artificiosa. Desse modo, não há maneira de afirmar
nenhuma espécie de transcendental; tudo possui uma origem imanente e
se afirma a si mesmo. A genealogia expõe essas origens e desmascara os
dogmatismos disfarçados de verdade última que desvela a realidade do
mundo.

Resposta da questão 19:


[D]

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O indivíduo soberano, diz Nietzsche, deve livrar-se da moralidade,


das coerções sociais. Um indivíduo assim se move de acordo com o seu
instinto e sua natureza; ele não se submete à consciência que reprime
seus impulsos desiderativos. O soberano se livra da consciência
destruindo sua memória e alcança a liberdade através do esquecimento.

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Com marteladas, a ética pode ser fundada com o esquecimento do
moralismo.

Resposta da questão 20:


[C]

O erro da confusão de causa e consequência está em toda tese


formulada pela moral e pela religião, quer dizer, a razão doente considera
erroneamente que o procedente está antes do precedente, por exemplo,
a causa da felicidade é a vida virtuosa – diz a moral e a religião –, quando,
ao contrário, a felicidade mesma é quem permite o sujeito agir
virtuosamente.

Resposta da questão 21:


[D]

O homem está condenado à liberdade. Durante sua vida, ele não


pode deixar de escolher, e ao fazer escolhas ele irá sempre escolher aquilo
que considera o melhor. Desse modo, o homem ao se posicionar também
posiciona todos os outros homens, pois define, juntamente com a sua
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escolha, quem são seus semelhantes e dessemelhantes. Se a sua posição


não considerar isto, então ela irá criar confrontos dos quais foi desde sua
primeira escolha responsável. Assim, em cada escolha nos
responsabilizamos pela humanidade que escolhemos.

Resposta da questão 22:

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[B]

A filosofia, para cumprir o seu intuito de explorar o real, não pode


afastar-se do homem, pois afinal o real é verbalizado somente pelo
homem. A filosofia é a insistência no ato reflexivo e, nesse sentido, ela
não é exatamente um conhecimento, mas sim um saber compulsivo sobre
si mesmo, um reconhecimento recorrente das próprias capacidades de
conhecer do homem.

Resposta da questão 23:


[A]

A arte organiza-se pelo sistema capitalista e, consequentemente,


funciona como peça através da qual se manipula o interesse do público e
se justifica como a reprodução de um estilo de vida. Essa arte deixa de
servir a si mesma e passa a servir, como qualquer coisa industrial, à
geração incessante de cifras. A indústria cultural deve, então, ser vista
através de crítica severa, pois apenas assim se libertaria a Arte desta
necessidade financeira e a transformaria em algo que serve o seu
propósito social emancipatório. Isto quer dizer que a Arte precisa se
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liberar das reproduções sistêmicas próprias de uma indústria capitalista.


O conformismo e a passividade do espectador devem ser, por
conseguinte, superados para que a crítica aconteça.

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Ciências Humanas e
suas tecnologias
Filosofia.
Tema: Ética e estética.
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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Muito bem, querido estudante. Se chegou até aqui é um bom sinal:
o de que tentou praticar todos os exercícios. Não se esqueça da
importância de ler a teoria completa e sempre consultá-la. Não esqueça
dos seus objetivos e dedique-se com toda a força para alcança-los. Você
sabe que com uma boa nota no ENEM poderá escolher uma ótima
universidade e também seu curso dos sonhos. Lembre-se sempre de suas
motivações: ter um bom emprego, estudar numa instituição de prestigio
e várias coisas mais, pois elas vão te dar a energia que você precisa para
encarar o desafio de estudar muito e fazer uma excelente nota no ENEM.
Sonhe alto, pois “quem sente o impulso de voar, nunca mais se
contentará em rastejar”. Te encontro na nossa próxima aula.

Bons estudos, um grande abraço e foco no sucesso.

Até logo...

Prof. Sérgio Henrique Lima Reis.


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