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“Os Símbolos dirigem o homem, a ele se impõem tornando o

feliz ou miserável; por toda parte encontra-se ele delimitado por


símbolos, reconhecidos ou não. O próprio universo não passa de um
imenso símbolo divino. E que é o próprio homem, senão um
símbolo de Deus ?”
Thomas Carlyle
Meus IIr.:
Durante as instruções, tanto de Aprendiz como também de
Companheiro foi-me oportunizado obter vários conhecimentos sobre
Simbolismo e Símbolos, o que despertou meu interesse em
aprofundar-me um pouco mais neste universo.
Com a permissão dos IIr.: passarei a relatar sucintamente
alguns dados que obtive pesquizando a literatura maçônica, e mais
precisamente a obra - Estudos Maçônicos Sobre Simbolismo - de
Nicola Aslan.
Inicialmente quero mencionar que Nicola Aslan foi autor de
diversas obras da literatura maçônica, nasceu em 1906 na Grécia e
radicou-se no Brasil em 1929. Ingressou na Maçonaria em 1956, já
com 50 anos de idade, em Niterói na Loja Evolução nº 2, do Grande
Oriente do Estado do Rio, depois Grande Loja do mesmo Estado.
Filiado à Loja Libertação, de Niterói, atingiu o cargo de Venerável
Mestre em 1960. Em 1964 filiou-se à Loja Rei Salomão, da Grande
Loja do então Estado da Guanabara ocupando também a cadeira nº
6 da Academia Maçônica de Letras.
O simbolismo foi incontestavelmente a ciência mais antiga do
mundo e também o método de instrução geralmente adotado nos
tempos primitivos. E realmente, os primeiros conhecimentos dos
homens consistiram principalmente em símbolos e foi por meio
deles que se ministrou a primeira instrução. Por isso toda a sabedoria
dos povos e dos filósofos da antiguidade que até nós chegou é
simbólica.
As instruções maçônicas inglesas definem a Maçonaria como
um “sistema peculiar de moralidade, velado por alegorias e ilustrado
por símbolos”. Segundo a “Encyclopaedia” de Mackey, entretanto,
a definição seria mais correta se fosse expressa nos seguintes
termos: A Maçonaria é um sistema de moralidade desenvolvido e
inculcado pela ciência do simbolismo”. Esta ciência trata da
investigação do significado dos símbolos, aplicando a sua
interpretação a um ensinamento moral, religioso e filosófico.
Além da Maçonaria, a Igreja católica talvez seja a única
instituição que, ainda hoje, cultiva o sistema do simbolismo.
Entretanto, o que para ela é simplesmente acidental e mero produto
do seu desenvolvimento, para a Maçonaria – que nasceu tendo o
simbolismo como alma e alicerce – este sistema possui um valor
vital tão grande que se lhe fosse retirado haveria de transformá-la
num corpo sem alma e não existiria conteúdo que o substituisse nem
argumento que conseguisse revigorar a Instituição.
Cansados e saturados por dois séculos de guerras político-
religiosas, desiludidos das religiões, ditas reveladas, que as tinham
provocado, produzindo um verdadeiro caos nos costumes morais e
religiosos do povo inglês, os Maçons especulativos, surgidos
princípios do século XVIII, voltaram as vistas para o simbolismo
das religiões da antiguidade, tentando redescobrir os símbolos do
passado e seu conteúdo doutrinário e iniciático deturpado,
desfigurado e velado pela ignorância eclesiástica medieval e pelos
sofismas dos doutores escolásticos.
Em consequencia dos estudos empreendidos pelos estudiosos,
formou-se a Simbólica maçônica. Nela são compreendidos símbolos
das mais variadas origens e procedências, que podem ser divididos
em cinco classes principais:
a) Símbolos místicos e religiosos tradicionais: entre os quais o
Triângulo, o Delta luminoso, os três pontos – sempre
evocando a idéia de Deus.
b) Símbolos tirados da arte da construção: os símbolos dos
Macons operativos
o Compasso – medida na pesquisa;
o Esquadro – retidão na ação;
o Malho – vontade na aplicação;
o Cinzel – discernimento na investigação;
a Perpendicular – profundeza na observação;
o Nível – emprego correto dos conhecimentos e a igualdade;
a Régua – precisão na execução;
a Alavanca – poder da vontade;
a Trolha – benevolência para com todos;
o Avental – trabalho constante, etc.
c) Símbolos herméticos e alquímicos:
o Sol e a Lua;
as Colunas B e J;
Ar, Água, Terra e Fogo, entre outros.
d) Símbolos possuindo um significado particular:
a Romã – os Maçons unidos entre sí por um ideal comum;
a Cadeia de União – a união fraternal que liga por uma
cadeia indissolúvel todos os Maçons do globo, sem
distinção de seitas e condições;
a Estrela flamejante – a iluminação;
a letra G – o conhecimento, e outros.
e) Outros símbolos tradicionais:
Pitagóricos, cabalísticos, geométricos, religiosos e todos
aqueles que se prestarem a um significado maçônico.

O Malhete é o símbolo da autoridade e personifica a


disciplina nos trabalhos que todo Maçon é obrigado a
admitir.

Meus IIr.:, o estudo dos Simbolos e do Simbolismo é muito


rico e interessante e recomendo a todos que tenham afeição
pelo assunto.

Ir.: Alidor Hass


Companheiro Maçom
28/09/2005