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Estado de Santa Catarina

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAQUARI


ADM: 2013/2016

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAQUARI – SC

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) E DE


GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PMGIRS)

PRODUTO K
VOLUME 8 – Relatório da prospectiva e planejamento estratégico,
dos programas, projetos e ações; Plano de execução; Minuta do
projeto de lei; Relatório sobre os indicadores de desempenho;
Sistema de informações para auxílio à tomada de decisão.

Fundação Nacional de Saúde (FUNASA)


SAUS, Quadra 4, Bloco “N”, Brasília
(61) 3314-6121
www.funasa.gov.br

Prefeitura Municipal de Araquari


Rua Coronel Almeida, nº 60, bairro Centro, Araquari
(47) 3447- 7700
www.araquari.sc.gov.br

Universidade do Extremo Sul Catarinense/Parque Científico e Tecnológico


Rod. Jorge Lacerda, Km 4,5, bairro Sangão, Criciúma
(48) 3444-3702
www.unesc.net

Prospectiva, Planejamento Estratégico, Programas, Projetos, Ações, Plano de Execução,


Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE – UNESC

PARQUE CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO DA UNESC – IPARQUE

INSTITUTO DE PESQUISAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS – IPAT

Prof. Dr. Gildo Volpato


Reitor

Prof. Dr. Marcos Back


Diretor do IPARQUE

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAQUARI

João Pedro Woitexem


Prefeito Municipal

Clenilton Carlos Pereira


Vice-Prefeito

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EQUIPE TÉCNICA
Coordenação Geral: Engº Civil e Agrimensor Vilson Paganini Bellettini
Engº. Ambiental MSc. Sérgio Luciano Galatto
Engª Ambiental MSc. Morgana Levati Valvassori
Engº Ambiental Esp. Eder Costa Cechella
Engº Civil Geovani de Costa
Engº Civil Tiago Rosso Urbano
Engº Agrimensor Tales Garcia Antunes
Engº Agrimensor Joao Paulo Casagrande da Rosa
Engº Agrimensor Jori Ramos Pereira
Engº Ambiental Ives Fiegenbaun
Engª Ambiental Cristiane Bardini Dal Pont
Engº Ambiental Fernando Basquiroto de Souza
Assistente Ambiental Bruna Borsatto Lima
Assistente Ambiental Adrielli da Silva Oenning
Assistente Ambiental Nicole Chini Colonetti
Assistente Ambiental Émilin de Jesus Casagrande de Souza
Assistente Ambiental Beatriz Milioli Vieira
Engº Químico MSc. José Alfredo Dallarmi da Costa
Arquiteta Raquel Stoltz Back
Bióloga Esp. Tamiles Borsatto Patricio
Biólogo MSc. Jader Lima Pereira
Matemático e Estatístico Andrigo Rodrigues
Economista MSc. Amauri de Souza Porto Junior
Assistente Social Lutiele da Silva Ghelere
Assistente de Pesquisa Lucas Lima Pereira
Assistente de Pesquisa Nicole Victor Gomes
Assistente de Pesquisa Lydia Maria Comin Cardoso
Assistente de Pesquisa Cleidiane Aparecida de Quadra
Assistente de Pesquisa Mateus Cândido Zadroski
Advogado Daniel Ribeiro Preve
Cadista Amarildo Silva

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Cadista Jonas Darolt Mangili


Cadista Gabriela Justino Machado
Cadista Monique Machado de Luca
Cadista Claudia Nara Dela Bruna Zeferino
Cadista Guilherme Fabris de Souza
Assistente Felipe de Farias Milak
Assistente Diones Delfino Selau
Secretária Executiva Suzete Eyng

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Responsáveis técnicos

Eng.º Civil e Agrimensor Vilson Paganini Bellettini


Coordenador geral
CREA/SC 023260-8

Coordenador do PMSB no município

Josenei Soares
Fundação Municipal do Meio Ambiente (FUNDEMA)

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SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO .................................................................................................. 21
2 METODOLOGIA..................................................................................................... 24
3 OBJETIVOS ........................................................................................................... 30
4 PRINCÍPIOS........................................................................................................... 31
5 DIRETRIZES .......................................................................................................... 33
6 CONCEITOS .......................................................................................................... 35
6.1 MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DRENAGEM URBANA ............................. 35
6.2 ABASTECIMENTO DE ÁGUA .......................................................................... 36
6.3 ESGOTAMENTO SANITÁRIO ......................................................................... 37
6.4 LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ............................ 38
6.5 CONTROLE DE VETORES ............................................................................. 39
7 METODOLOGIA PARA IDENTIFICAÇÃO DOS PROBLEMAS E ALTERNATIVAS
DE SOLUÇÕES ........................................................................................................ 41
7.1 SISTEMA DE MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DRENAGEM URBANA ...... 42
7.2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ................................................... 47
7.3 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO ................................................... 53
7.4 SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS ... 58
7.4.1 Aspectos Gerais – Perspectivas para a gestão associada ......................... 64
7.4.2 Modelo Tecnológico e de Gestão para Manejo de Resíduos Sólidos ........ 65
7.4.3 Análise de Cenários Futuros ...................................................................... 66
7.4.4 Compostagem domiciliar ............................................................................ 89
7.4.5 Alternativa para Ponto de Entrega Voluntária (PEV) e Área de Triagem e
Transbordo (ATT) ................................................................................................ 90
7.4.6 Mecanismos para criação de fontes de negócios, emprego e renda,
mediante a valorização de resíduos .................................................................... 98
7.4.6 Acordos Setoriais ..................................................................................... 100
7.5 SOCIAL – SAÚDE – CONTROLE DE VETORES .......................................... 105
8. ELABORAÇÃO DOS CENÁRIOS DE CRESCIMENTO DO MUNICIPIO ............ 110
8.1 METODOLOGIA ............................................................................................. 110
8.2 EXPANSÃO URBANA DO TERRITÓRIO ...................................................... 111
8.2.1 Ocupação Pré-Colonial ............................................................................ 112
8.2.2 Processo de Colonização ......................................................................... 113
8.3.3 Aspectos econômicos............................................................................... 118
8.3.4 Outras denominações .............................................................................. 118
8.3.5 O Distrito .................................................................................................. 118
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8.3.6 A Vila ........................................................................................................ 119


8.3.7 A extinção do município ........................................................................... 120
8.3.8 Ramal ferroviário ...................................................................................... 121
8.3.9 BR-101 e SC-280 ..................................................................................... 122
8.3.10 Ocupação Territorial ............................................................................... 124
8.3 NOVOS EMPREENDIMENTOS, PROJETOS DE PARCELAMENTO E
URBANIZAÇÃO ................................................................................................... 131
8.4 OCUPAÇÃO DO SOLO E SERVIÇOS DE SANEAMENTO ........................... 134
8.5 CENÁRIOS DE CRESCIMENTO DO MUNICÍPIO ......................................... 136
8.5.1 Cenário Tendencial .................................................................................. 138
8.5.2 Cenário Exploratório ................................................................................. 148
9. PROJEÇÃO POPULACIONAL, PROJEÇÕES DE DEMANDAS E
PROSPECTIVAS TÉCNICAS ................................................................................. 150
9.1 PROJEÇÃO POPULACIONAL ....................................................................... 150
9.2 PROJEÇÕES DE DEMANDAS E PROSPECTIVAS TÉCNICAS ................... 156
9.2.1 Sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana .................... 156
9.2.2 Sistema de Abastecimento de Água......................................................... 163
9.2.3 Sistema de Esgotamento Sanitário .......................................................... 175
9.2.4 Sistema de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos ................... 189
10 POTENCIAL DE ARRECADAÇÃO PELA COBRANÇA DE TAXAS E TARIFAS
................................................................................................................................ 213
10.1 PROJEÇÃO DE RECEITA DE ARRECADAÇÃO DO SISTEMA DE
ABASTECIMENTO DE ÁGUA .............................................................................. 213
10.2 PROJEÇÃO DE RECEITA DE ARRECADAÇÃO PARA GESTÃO E MANEJO
DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS ................................................................. 217
11 PLANO DE METAS EMERGENCIAIS, DE CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO
................................................................................................................................ 221
11.1 SISTEMA DE MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DRENAGEM URBANA .. 222
11.1.1 Estruturação do Setor de Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais
.......................................................................................................................... 224
11.2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ............................................... 234
11.2.1 Programa de metas institucionais e jurídico-legais ................................ 234
11.2.2 Programa de identificação, proteção e controle de mananciais superficiais
e subterrâneos .................................................................................................. 234
11.2.3 Programa de ampliação, manutenção e modernização SAA ................. 236
11.2.4 Programa de controle de perdas e uso racional da água ....................... 237
11.2.5 Programa de monitoramento de qualidade e dos padrões de potabilidade
da água ............................................................................................................. 237

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11.3 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO ............................................... 243


11.3.1 Programa de Implantação, operação, manutenção e ampliação do
Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) ......................................................... 243
11.3.2 Programa de orientação da população em relação à implantação de SES
.......................................................................................................................... 243
11.3.3 Programa de monitoramento de sistemas individuais de tratamento de
esgoto em área sem SES.................................................................................. 243
11.4 SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESIDUOS SóLIDOS... 248
11.4.1 Programa de gerenciamento dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) ..... 248
11.4.2 Saneamento para as comunidades indígenas ....................................... 251
11.4.3 Programa de Coleta Seletiva .................................................................. 252
11.4.4 Programa de Educação Ambiental ......................................................... 253
11.4.5 Programa gestão de resíduos em prédios públicos................................ 253
11.4.6 Programa de fiscalização e capacitação ................................................ 254
11.4.7 Programa de limpeza urbana ................................................................. 254
11.4.8 Programa de estruturação de secretaria de gestão de resíduos sólidos 255
11.5 SISTEMA SOCIAL........................................................................................ 265
12 IDENTIFICAÇÃO DE POSSÍVEIS FONTES DE FINANCIAMENTO PARA AS
METAS DOS SETORES DE SANEAMENTO ......................................................... 268
13 INDICADORES E SISTEMA DE INFORMAÇÕES ............................................. 279
13.1 INDICADORES DO SISTEMA DE ÁGUAS PLUVIAIS E DRENAGEM
URBANA .............................................................................................................. 282
13.2 INDICADORES DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA e
esgotamento sanitário .......................................................................................... 285
13.4 INDICADORES DO SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE
RESÍDUOS SÓLIDOS .......................................................................................... 294
13.4.1 Memorial de cálculo dos indicadores de desempenho ........................... 299
13.4 INDICADORES SOCIAIS ............................................................................. 311
13.5 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES .................................................................. 315
14 AÇÕES DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIAS .............................................. 317
14.1 AÇÕES EMERGENCIAIS PARA O SISTEMA DE manejo de águas pluviais e
drenagem urbana ................................................................................................. 320
14.2 AÇÕES EMERGENCIAIS PARA O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE
ÁGUA ................................................................................................................... 324
14.2.1 Diretrizes para formulação do Plano de Segurança da Água ................. 327
14.3 AÇÕES EMERGENCIAIS PARA O ESGOTAMENTO SANITÁRIO ............. 332
14.4 AÇÕES EMERGENCIAIS PARA O SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E
MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS .................................................................... 334

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15 MECANISMOS PARA DIVULGAÇÃO, ACESSO AOS PLANOS E


PARTICIPAÇÃO SOCIAL........................................................................................ 337
16 DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS E AÇÕES DE
EDUCAÇÃO AMBIENTAL ....................................................................................... 345
16.1 ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO .......................................................... 349
16.1.1 Estratégia de comunicação na gestão dos resíduos sólidos e coleta
seletiva .............................................................................................................. 350
16.2 CANAIS DE COMUNICAÇÃO: ESTRATÉGIAS E MEIOS ........................... 353
16.2.1 Canais de comunicação para gestão dos resíduos sólidos e coleta
seletiva .............................................................................................................. 355
17 ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS DE GESTÃO E PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS
................................................................................................................................ 362
17.1 PRESTAÇÃO DIRETA DOS SERVIÇOS ..................................................... 366
17.2 EMPRESA ESTADUAL ................................................................................ 366
17.3 CONCESSÃO MEDIANTE LICITAÇÃO ....................................................... 367
17.4 PROJETOS PPP .......................................................................................... 367
18 COMPATIBILIZAÇÃO DO PMSB COM AS POLÍTICAS E PLANOS DE
RECURSOS HÍDRICOS ......................................................................................... 367
19 RECOMENDAÇÕES PARA REVISÃO DO PLANO ........................................... 375
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 377

ANEXOS
ANEXO I – MAPAS DO PLANO
Mapas do Diagnóstico do Saneamento
Mapa georreferenciado Cód. PMSB-PRO-ARI-001
Mapa georreferenciado Cód. PMSB-PRO-ARI-002

ANEXO II – SISTEMA DE INFORMAÇÕES

ANEXO III – DOCUMENTOS DE REGISTRO DAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS

ANEXO IV – ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA

ANEXO V – MINUTA DE PROJETO DE LEI

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LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Curso de capacitação do Plano Municipal de Saneamento Básico.......... 24
Figura 2 – Reunião realizada em Florianópolis, com a presença da FUNASA,
UNESC e municípios participantes do Convênio. ..................................................... 25
Figura 3 - Reuniões ocorridas entre os técnicos da Consultoria e a equipe técnica da
Prefeitura na Fundação do Meio Ambiente de Araquari (FUNDEMA). ...................... 27
Figura 4 - Mapa de delimitação das UTAP. ............................................................... 28
Figura 5 – Mapa de declividade de Araquari. ............................................................ 42
Figura 6 - Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados ao sistema
de manejo de águas pluviais e drenagem urbana. .................................................... 45
Figura 7 - Fluxograma dos objetivos estabelecidos para o sistema de manejo de
águas pluviais e drenagem urbana. .......................................................................... 45
Figura 8 - Fluxograma das ações propostas para o sistema de manejo de águas
pluviais e drenagem urbana. ..................................................................................... 46
Figura 9 – Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados ao sistema
de abastecimento de água. ....................................................................................... 50
Figura 10 – Fluxograma dos objetivos estabelecidos para o sistema de
abastecimento de água. ............................................................................................ 51
Figura 11 – Fluxograma das ações propostas para o sistema de abastecimento de
água. ......................................................................................................................... 52
Figura 12 – Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados ao sistema
de esgotamento sanitário. ......................................................................................... 55
Figura 13 – Fluxograma dos objetivos estabelecidos para o sistema de esgotamento
sanitário. .................................................................................................................... 56
Figura 14 – Fluxograma das ações propostas para o sistema de esgotamento
sanitário. .................................................................................................................... 57
Figura 15 – Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados aos
resíduos sólidos urbanos........................................................................................... 61
Figura 16 – Fluxograma dos Objetivos para gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos.
.................................................................................................................................. 61
Figura 17 – Fluxograma das ações propostas para resíduos sólidos urbanos.......... 62
Figura 18 – Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados aos
resíduos sólidos especiais......................................................................................... 62
Figura 19 – Fluxograma dos objetivos para gestão dos resíduos sólidos especiais. 63
Figura 20 – Fluxograma das ações para a gestão dos resíduos sólidos especiais. .. 63
Figura 21 – Ordem de prioridade para gestão dos resíduos sólidos, conforme Lei
12.305/2010. ............................................................................................................. 66
Figura 22 - Etapas física e biológica do processo de tratamento de compostagem. . 82
Figura 23 – Etapas de funcionamento de um centro de compostagem. ................... 84
Figura 24 - Tipos de resíduos usualmente recebidos em PEV.................................. 92
Figura 25 - Modelo de PEV. ...................................................................................... 93
Figura 26 – Modelo de ATT. ...................................................................................... 95
Figura 27 - Prioridade dos tratamentos e formas de valorização de resíduos. ......... 99
Figura 28- Ciclo de vida dentro da logística reversa. .............................................. 101
Figura 29 - Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados ao sistema
social. ...................................................................................................................... 107
Figura 30 - Fluxograma dos objetivos estabelecidos para o sistema social. ........... 108
Figura 31 - Fluxograma das ações propostas para o sistema social....................... 109
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Figura 32 - Principais acessos ao município de Araquari. ....................................... 112


Figura 33 - Território de São Francisco do Sul, ao qual pertencia o atual território de
Araquari. .................................................................................................................. 113
Figura 34 - Tratado de Tordesilhas sobre a América do Sul. .................................. 115
Figura 35 - Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, construída em 1699, localizada
no centro de São Francisco do Sul. ........................................................................ 117
Figura 36 - Divisão territorial de Araquari (antiga Paraty), que pertencia
anteriormente a São Francisco do Sul. ................................................................... 120
Figura 37 - Trajeto do Ramal Ferroviário, ligando ao porto de São Francisco do Sul.
................................................................................................................................ 121
Figura 38 - Antiga Estação Ferroviária de Araquari, localizada no centro do
município. ................................................................................................................ 122
Figura 39 - Mapa com divisão político-administrativa de Santa Catarina em 1965. 123
Figura 40 - Identificação das macrozonas: de ocupação intensiva e de ocupação
rarefeita. .................................................................................................................. 125
Figura 41 - Mapa de Zoneamento – Anexo 06 do Plano Diretor de Araquari. ......... 127
Figura 42 - Estratégia de Estruturação Urbana – Anexo 03 do Plano Diretor de
Araquari. .................................................................................................................. 129
Figura 43 - Localização das APP e áreas verdes do município de Araquari. .......... 130
Figura 44 - Motivos e consequências da instalação da fábrica da empresa BMW em
Araquari. .................................................................................................................. 132
Figura 45 - Localização do Complexo Intermodal Catarinense. .............................. 133
Figura 46 - Projeto de Implantação do Complexo Intermodal Catarinense. ............ 133
Figura 47 - Localização das empresas BMW, Hyosung e do Complexo Intermodal.
................................................................................................................................ 134
Figura 48 - Centro de Araquari em 1957. ................................................................ 139
Figura 49 - Centro de Araquari em 1978. ................................................................ 140
Figura 50 - Centro de Araquari em 2010. ................................................................ 140
Figura 51 - Mapa de Zoneamento de Araquari: região Central. .............................. 141
Figura 52 - Região do bairro Itinga, em 1978. ......................................................... 142
Figura 53 - Região do bairro Itinga, em 2010. ......................................................... 143
Figura 54 - Mapa de Zoneamento de Araquari: região Itinga. ................................. 143
Figura 55 - Região do bairro Rainha, em 1978. ...................................................... 144
Figura 56 - Região do bairro Rainha, em 2010. ...................................................... 145
Figura 57 - Mapa de Zoneamento de Araquari: região Rainha. .............................. 146
Figura 58 - Região da Barra do Itapocu, em 1978. ................................................. 146
Figura 59 - Região da Barra do Itapocu, em 2010. ................................................. 147
Figura 60- Mapa de Zoneamento de Araquari: região Barra da Itapocu. ................ 148
Figura 61 - Cenário Exploratório a nível municipal – vetores de crescimento. ........ 149
Figura 62 – Estimativa da população residente de Araquari (1997-2035)............... 152
Figura 63 – Estimativa da população urbana e rural (2000-2035)........................... 155
Figura 64 - Estimativa de dimensão para o volume de RSU gerados em Araquari. 194
Figura 65 - Dispersão entre as variáveis do modelo. .............................................. 214
Figura 66 - Dispersão entre as variáveis do modelo. .............................................. 218
Figura 67 - Modelo de lixeira comunitária para o município de Araquari. ................ 249
Figura 68 - Caminhos para captação de recursos. .................................................. 269
Figura 69 – Objetivos dos indicadores. ................................................................... 280
Figura 70 – Menu inicial do sistema de informações do município de Araquari. ..... 317
Figura 71 - Fluxograma de ações e comunicações em situações de emergência. . 319
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Figura 72 – Objetivos do PSA. ................................................................................ 328


Figura 73 - Etapas para o desenvolvimento de um Plano de Segurança da Água. 331
Figura 74 – Registro da audiência pública na UTAP Centro em Araquari. .............. 339
Figura 75 – Registro da audiência pública na UTAP Itapocu em Araquari. ............. 341
Figura 76 – Segunda rodada de audiência pública da UTAP Centro. ..................... 343
Figura 77 – Segunda rodada de audiência pública da UTAP Itapocu. .................... 343
Figura 78 - Terceira rodada de audiência pública da UTAP Centro. ....................... 344
Figura 79 - Terceira rodada de audiência pública da UTAP Itapocu. ...................... 344
Figura 80 – I Conferência Municipal de Saneamento. ............................................. 345
Figura 81 - Estratégia de envolvimento da população na elaboração do Plano. ..... 348
Figura 82 - Folder (frente) utilizado para campanha educativa de coleta seletiva porta
a porta em Garibaldi – RS. ...................................................................................... 358
Figura 83 - Folder (verso) utilizado para campanha educativa de coleta seletiva porta
a porta em Garibaldi – SC. ...................................................................................... 359
Figura 84 - Folder utilizado para campanha educativa de coleta seletiva porta a porta
em Goiânia – GO. ................................................................................................... 359
Figura 85 - Folder utilizado para coleta seletiva do Cirsures. .................................. 360
Figura 86 - Folders utilizados para campanha educativa de coleta seletiva em Pontos
de Entrega Voluntária – PEV nas cidades de Goiânia – GO e Campo Bom – RS. . 360
Figura 87 - Folders utilizados pra campanha educativa de coleta seletiva em
Uruguaiana- RS....................................................................................................... 361
Figura 88 - Mascote da coleta seletiva Seletinho – Campinas (SP) e Zecológico –
São Gonçalo – RJ. .................................................................................................. 361
Figura 89 – Limite da bacia do rio Itapocu e municípios que a compõem. .............. 372
Figura 90 – Sub-bacias do rio Itapocu..................................................................... 373

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LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Relação de UTAP, bacias e microbacias hidrográficas. ........................... 29
Tabela 2 - Custos diferenciados por porte e por região geográfica para implantação
de PEV. ..................................................................................................................... 94
Tabela 3 – Custos de implantação de PEV na região Nordeste................................ 94
Tabela 4 – Custos diferenciados por porte e por região geográfica para implantação
de ATT e aterros. ...................................................................................................... 98
Tabela 5 – Estimativa de população residente de Araquari (1997-2035). ............... 150
Tabela 6 – Estimativa das populações urbana e rural (2008-2035). ....................... 154
Tabela 7 – Estimativa de pavimentação das vias urbanas da UTAP Centro e Itapocu,
seguindo a projeção de 5% ao ano. ........................................................................ 162
Tabela 8 – Estimativa da necessidade de produção de água. ................................ 167
Tabela 9 - Estimativa de evolução do número de economias e ligações. ............... 168
Tabela 10 - Estimativa da necessidade de reservação do SAA. ............................. 169
Tabela 11 - Estimativa de investimento em reservação de água. ........................... 170
Tabela 12 - Estimativa das necessidades da rede de distribuição. ......................... 171
Tabela 13 - Estimativa de investimento em rede de distribuição............................. 172
Tabela 14 - Estimativa da necessidade de atendimento da população rural em SAA.
................................................................................................................................ 173
Tabela 15 - Estimativa de investimento em SAA na área rural. .............................. 174
Tabela 16 - Estimativa de população atendida e rede implantada por projetos SES.
................................................................................................................................ 179
Tabela 17 - Estimativa de investimentos em rede coletora de esgotamento sanitário.
................................................................................................................................ 180
Tabela 18 - Estimativa de evolução do número de economias e ligações de SES. 181
Tabela 19 - Estimativa de investimentos em ETE. .................................................. 182
Tabela 20 - Estimativa de investimentos em projetos SES. .................................... 183
Tabela 21 - Estimativa de investimentos em SES. .................................................. 184
Tabela 22 - Estimativa de evolução das vazões de contribuição sanitária. ............. 185
Tabela 23 - Estimativa da necessidade de atendimento da população rural. ......... 186
Tabela 24 - Estimativa de eficiência de remoção de carga orgânica. ..................... 187
Tabela 25 – Estimativa de geração de resíduos sólidos urbanos. .......................... 191
Tabela 26 – Estimativa de custos com o serviço de coleta dos resíduos sólidos
urbanos. .................................................................................................................. 193
Tabela 27 - Indicadores de densidade dos RSU. .................................................... 194
Tabela 28 – Estimativa do volume de RSU encaminhados para aterros sanitários.
................................................................................................................................ 196
Tabela 29 – Estimativa de custos com serviço de coleta seletiva e valorização dos
RSU. ........................................................................................................................ 198
Tabela 30 – Estimativa de resíduos valorizáveis a depositar em aterro sanitário. .. 201
Tabela 31 - Estimativa de arrecadação e despesas com a o sistema de reciclagem e
deposição em aterro sanitário. ................................................................................ 204
Tabela 32 – Estimativa de volume de RSU para coleta e disposição final com
reciclagem. .............................................................................................................. 207
Tabela 33 – Estimativa de custo com a destinação final dos RSU, com reciclagem.
................................................................................................................................ 209
Tabela 34 – Comparativo de custos. ....................................................................... 211
Tabela 35 - Fonte de dados. ................................................................................... 212
15
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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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Tabela 36 - Modelo de regressão linear múltipla para a previsão da receita


operacional direta de água. ..................................................................................... 215
Tabela 37 - Projeção para a receita operacional direta de água. ............................ 215
Tabela 38 - Projeção para a receita operacional direta de esgoto. ......................... 216
Tabela 39 - Modelo de regressão linear múltipla para a previsão da receita de
arrecadação para gestão e manejo de resíduos sólidos urbanos. .......................... 219
Tabela 40 - Projeção para a receita de arrecadação para gestão e manejo de RSU.
................................................................................................................................ 220
Tabela 41 – Programas, projetos, ações para o sistema de manejo de águas pluviais
de drenagem urbana. .............................................................................................. 232
Tabela 42 – Programas, projetos, ações para o sistema de abastecimento de água.
................................................................................................................................ 239
Tabela 43 – Programas, projetos, ações para o sistema de esgotamento sanitário.
................................................................................................................................ 245
Tabela 44 – Programas, projetos, ações para o sistema de limpeza urbana e manejo
de resíduos sólidos. ................................................................................................ 256
Tabela 45 - Programas, projetos e ações para o sistema social. ............................ 267
Tabela 46 – Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Ministério
das Cidades. ........................................................................................................... 271
Tabela 47 - Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Ministério
das Cidades (SNSA). .............................................................................................. 273
Tabela 48– Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Agência
Nacional de Águas (ANA)........................................................................................ 274
Tabela 49 – Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Ministério da
Integração Nacional. ............................................................................................... 274
Tabela 50 - Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Fundação
Nacional de Saúde. ................................................................................................. 275
Tabela 51 – Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Ministério da
Ciência e Tecnologia. .............................................................................................. 276
Tabela 52 – Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Ministério do
Meio Ambiente. ....................................................................................................... 276
Tabela 53 – Fontes de financiamento para os setores do saneamento – BNDES. . 277
Tabela 54 – Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Caixa
Econômica Federal. ................................................................................................ 277
Tabela 55 – Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Ministério do
Trabalho e Emprego. ............................................................................................... 278
Tabela 56 – Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Ministério da
Justiça. .................................................................................................................... 278
Tabela 57 – Fontes de financiamento para os setores do saneamento – Secretaria
Geral da Presidência da República. ........................................................................ 279
Tabela 58 - Indicadores de desempenho. ............................................................... 283
Tabela 59 – Indicadores de desempenho para os sistemas de abastecimento de
água e esgotamento sanitário. ................................................................................ 286
Tabela 60 - Indicadores propostos para o sistema de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos urbanos......................................................................................... 303
Tabela 61 – Indicadores sociais. ............................................................................. 312
Tabela 62 - Cabeçalho do banco de dados. ............................................................ 316
Tabela 63 – Cabeçalho dos indicadores. ................................................................ 316

16
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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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Tabela 64 - Principais temas da gestão de resíduos sólidos e os benefícios que


poderão ser recebidos com o programa de educação ambiental. ........................... 351
Tabela 65 - Planejamento para implementação da coleta seletiva nas escolas...... 352

17
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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Bairros e localidades pertencentes a cada UTAP. .................................. 29
Quadro 2 - Cenários propostos para a coleta convencional. ..................................... 67
Quadro 3 - Cenários propostos para a coleta seletiva e central de triagem. ............. 71
Quadro 4 - Cenários propostos para a logística operacional da coleta seletiva. ....... 76
Quadro 5 - Cenários propostos para a gestão do centro de compostagem. ............. 84
Quadro 6 - Cenários propostos para a destinação final. ........................................... 88
Quadro 7 - Classes em que devem ser enquadrados os RCC triados. ..................... 96
Quadro 8 - Itens de custo para implantação de PEV e ATT. ..................................... 97
Quadro 9 - Situação da implantação da logística reversa das cadeias. .................. 103
Quadro 10 – Causas de alagamentos na drenagem urbana do município. ............ 158
Quadro 11 – Causas de inundações no município. ................................................. 159
Quadro 12 – Conceituação das diretrizes estabelecidas para o sistema de drenagem
urbana. .................................................................................................................... 223
Quadro 13 - Indicadores ambientais/ecológicos...................................................... 295
Quadro 14 – Indicadores Sociais. ........................................................................... 296
Quadro 15 – Indicadores político/institucional. ........................................................ 297
Quadro 16 - Alternativas para evitar paralisação do sistema de drenagem urbana.
................................................................................................................................ 321
Quadro 17 – Alternativas para evitar a paralisação do sistema de abastecimento de
água. ....................................................................................................................... 325
Quadro 18 – Etapas para elaboração de PSA. ....................................................... 328
Quadro 19 - Alternativas para evitar paralisação do sistema de esgotamento
sanitário. .................................................................................................................. 332
Quadro 20 - Alternativas para evitar paralisação do sistema de resíduos sólidos. . 335
Quadro 21 - Temas que podem ser levantados e discutidos no seminário técnico de
resíduos sólidos. ..................................................................................................... 357
Quadro 22 – Possibilidades institucionais de prestação de serviços em saneamento.
................................................................................................................................ 363

18
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LISTA DE SIGLAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
AGESAN – Agência Reguladora de Serviços de Saneamento do Estado de Santa
Catarina
ATT - Área de Transporte e Transbordo
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
CASAN – Companhia Catarinense de Água e Saneamento
EA – Educação Ambiental
ETA – Estação de Tratamento de Água
ETE – Estação de Tratamento de Esgoto
EPI – Equipamento de Proteção Individual
EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
FUCRI – Fundação Educacional de Criciúma
FUNASA – Fundação Nacional de Saúde
FUNDEMA – Fundação de Meio Ambiente
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor
IPAT – Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas
LEV – Locais de Entrega Voluntária
MASP – Método de Análise e Soluções de Problemas
MDL – Mecanismos de Desenvolvimento Limpo
MMA – Ministério do Meio Ambiente
NBR – Associação Brasileira de Normas Técnicas
OMS – Organização Mundial da Saúde
PEV – Ponto de Entrega Voluntária
PLANSAB – Plano Nacional de Saneamento Básico
PMA – Prefeitura Municipal de Araquari
PMSB – Plano Municipal de Saneamento Básico
PNDR – Politica de Desenvolvimento Regional
PNRS – Politica Nacional de Resíduos Sólidos
PMRR – Plano Municipal de Áreas de Riscos
PPP – Parceria Público Privado
PRAD – Projeto de Recuperação de Áreas Degradas
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PNS – Plano Nacional de Saúde


PSA – Plano de Segurança da Água
PNEA – Plano Nacional de Educação Ambiental
PIB – Produto Interno Bruto
PNRH – Plano Nacional de Recursos Hídricos
RSU – Resíduos sólidos Urbanos
RCC – Resíduos de Construção Civil
SAA – Sistemas de Abastecimento de Água
SABESP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
SAC – Sistema Alternativo Coletivo
SAMAE – Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto
SDS – Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável
SES – Sistemas de Esgotamento Sanitário
SESAI - Secretaria Especial de Saúde Indígena
SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento
SINDEC - Sistema Nacional de Defesa Civil
SEDEC - Secretaria Nacional de Defesa Civil
TR – Termo de Referência
UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense
UTAP – Unidade Territorial de Análise e Planejamento
ZEE – Zoneamento Econômico e Ecológico

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1 APRESENTAÇÃO

O Convênio nº 0496/2013 firmado entre a Fundação Educacional de


Criciúma (FUCRI), mantenedora da Universidade do Extremo Sul Catarinense
(UNESC), e a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) apresenta como um dos
objetos a elaboração de Plano Municipal de Saneamento Básico para municípios
com população inferior a 50.000 habitantes.
O município de Araquari foi beneficiado por este convênio.
A elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico de Araquari
seguiu as orientações do Termo de Referência da FUNASA de 2012, que delimita a
elaboração de 11 produtos:
a) Cópia do ato público do poder executivo com definição dos membros
dos comitês;
b) Plano de Mobilização Social;
c) Relatório do Diagnóstico técnico-participativo;
d) Relatório da prospectiva e planejamento estratégico;
e) Relatório dos programas, projetos e ações para alcance do cenário de
referência;
f) Plano de execução;
g) Minuta do Projeto de Lei do Plano Municipal de Saneamento;
h) Relatório dos indicadores de desempenho do PMSB;
i) Sistema de Informações para auxílio à tomada de decisão;
j) Relatório mensal simplificado do andamento das atividades
desenvolvidas;
k) Relatório final do Plano Municipal de Saneamento.
O Produto K foi dividido em oito volumes, sendo estes:
1) Decreto com nomeação dos comitês (Produto A);
2) Plano de Mobilização Social (Produto B);
3) Diagnóstico do Sistema de Abastecimento de Água e Esgotamento
Sanitário (Produto C);
4) Diagnóstico do Sistema de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos
Sólidos (Produto C);
5) Diagnóstico do Sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem
21
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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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Urbana (Produto C);


6) Diagnóstico Socioeconômico, Cultural, Ambiental e de Infraestrutura
(Produto C);
7) Relatórios mensais do andamento das atividades desenvolvidas
(Produto J);
8) Relatórios dos Produtos D, E, F, G, H e I.
Este documento representa o conteúdo relativo ao Volume 08.
Conforme texto elaborado pela Secretaria Nacional de Saneamento
Ambiental (SNSA), o Plano Municipal de Saneamento Básico assume posição
central na política para a prestação dos serviços, sendo sua elaboração importante
para:
- A validade de contratos de delegação da prestação dos serviços;
- Definição dos planos de investimentos e projetos dos prestadores, que
devem estar compatíveis com o PMSB;
- O exercício das atividades da entidade reguladora e fiscalizadora, a
quem cabe verificar o cumprimento do Plano por parte dos prestadores de serviços;
- O acesso a recursos públicos federais e aos financiamentos com
recursos da União ou geridos por órgãos ou entidades da União (BRASIL, 2011).
Saneamento Ambiental pode ser definido como o conjunto de ações que
objetivem a melhoria da salubridade abrangendo os serviços de abastecimento de
água com qualidade e quantidade, a coleta, tratamento e disposição final de
resíduos sólidos e esgoto doméstico, a drenagem das águas pluviais, a promoção
da disciplina sanitária do uso e ocupação do solo, o controle de vetores
transmissores de doenças, a fim de promover a saúde, o bem estar e a cidadania da
população (MORAES, 2001).
No Brasil, a Constituição Federal estabelece ser de competência da
União, a elaboração de diretrizes para o setor de saneamento visando o
desenvolvimento urbano. No entanto, estabelece aos municípios a responsabilidade
de organizar e prestar os serviços públicos de interesse local.
Desta forma, a partir de 2007, o país passou a dispor de um marco
regulatório para o setor, com a sanção da Lei Federal nº 11.445, a chamada Política
do Saneamento. Dentre demais atribuições, esta lei estabelece a Política Pública de
Saneamento Básico e institui aos municípios a obrigatoriedade de elaboração do
22
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Plano Municipal de Saneamento Básico.


A elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) tem
como objetivo a posterior formulação de um instrumento legal, norteador das
políticas de saneamento básico do município e transformador social, por meio da
universalização dos serviços públicos de saneamento. Para tanto, compreende o
planejamento dos serviços, contemplando basicamente cenários de crescimento do
município, objetivos e metas de curto, médio e longo prazo para universalização do
atendimento; programa, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e
metas; ações de emergência e contingência; mecanismos e procedimentos para
avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas.
Em 2010 foi sancionada a Lei nº 12.305 de 02 de agosto de 2010 que
institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos dispondo sobre princípios, objetivos,
instrumentos e diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de
resíduos sólidos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos
instrumentos econômicos aplicáveis. O art. 18 da lei estabelece como condição para
os municípios terem acesso a recursos da União destinados a empreendimentos e
serviços relacionados à limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos a elaboração
do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS).
No § 1º do artigo 19 que determina o conteúdo mínimo do Plano, consta
que o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) pode
estar inserido no Plano de Saneamento, respeitando o conteúdo determinado. Este
documento apresenta, portanto os dois planos integrados: Plano Municipal de
Saneamento Básico e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.
Cumprindo as determinações e princípios da Lei Federal nº 11.445/2007,
o município deve instituir a Política Municipal de Saneamento. A agência reguladora
a qual o município de Araquari é conveniado é a Agência Reguladora de Serviços de
Saneamento Básico do Estado de Santa Catarina (AGESAM). As atribuições da
entidade são de regulação e fiscalização de todas as atividades do saneamento
básico: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo dos resíduos sólidos
e limpeza urbana e drenagem pluvial.

23
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2 METODOLOGIA

Para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico e de Gestão


Integrada de Resíduos Sólidos seguiu-se as diretrizes do Termo de Referência da
FUNASA do ano de 2012. O prazo para elaboração do Plano foi de novembro de
2014 a novembro de 2015.
Conforme determina o termo de referência, durante a elaboração e
desenvolvimento do Plano deve haver reuniões entre a contratante, a contratada e o
município participante.
O primeiro encontro aconteceu no evento de capacitação para a
elaboração do Plano, onde estavam presentes membros da FUNASA, UNESC e dos
municípios participantes do convênio. O evento teve duração de três dias, ocorridos
nos dias 18, 19 e 20 de novembro de 2014 no município de Criciúma.
A Figura 1 apresenta imagens da capacitação para a elaboração do Plano
Municipal de Saneamento Básico.

Figura 1 – Curso de capacitação do Plano Municipal de Saneamento Básico.

Fonte: IPAT/UNESC, 2014.


24
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Em maio de 2015, a Contratada realizou uma reunião (Figura 2), com a


FUNASA, com o objetivo de discutir o andamento dos diagnósticos, o cronograma e
as dificuldades encontradas. A reunião aconteceu em Florianópolis (SC), estando
presentes a equipe da FUNASA, UNESC e municípios participantes do convênio.

Figura 2 – Reunião realizada em Florianópolis, com a presença da FUNASA,


UNESC e municípios participantes do Convênio.

Fonte: IPAT/UNESC, 2015.

Na continuidade, o município de Araquari constituiu os comitês de


coordenação e execução, nomeados através do Decreto nº 23 de 16 de março de
2015, correspondendo ao Produto A do PMSB.
A principal atribuição do Comitê de Coordenação, composto por
representantes de diferentes segmentos da sociedade, é discutir e aprovar todos os
produtos elaborados pelo Comitê Executivo, que é composto pelos técnicos da
prefeitura e da consultoria.
O Produto B, que representa o Plano de Mobilização Social, foi elaborado
e entregue. Esse apresenta a metodologia utilizada para envolvimento da sociedade
no processo de construção do PMSB, contando com descrição das datas e locais
das audiências públicas, meios de comunicação e atores sociais envolvidos. Este
produto foi entregue em abril e aprovado pelo comitê de coordenação em sua versão
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final em 13 de novembro de 2015.


O Produto C – Relatório dos Diagnósticos foi elaborado no período de
novembro de 2014 a junho de 2015, sendo o conteúdo aprovado pelo comitê de
coordenação em reunião no dia 13 de novembro de 2015. Foram realizados quatro
diagnósticos, contemplando:
- Sistema de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário;
- Sistema de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos;
- Sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana;
- Diagnóstico Socioeconômico, Cultural, Ambiental e de Infraestrutura.
Ressalta-se que os quatro relatórios estão separados deste documento,
nomeados como Volumes III, IV, V e VI, respectivamente.
Os diagnósticos setoriais foram elaborados para subsidiar a elaboração
deste Plano, que prevê ações a serem implementadas, com o intuito de buscar a
solução gradual e global dos problemas encontrados. Desta forma, a metodologia
utilizada nas diversas etapas incluiu tanto a tomada de decisões relativas aos
aspectos conceituais quanto ao desenvolvimento de trabalhos específicos.
Foram realizadas seis audiências públicas durante a elaboração do PMSB
e mais uma conferência ao final do processo. Nestas reuniões, a população
conheceu as etapas de elaboração do Plano de Saneamento, complementou as
informações dos diagnósticos e propôs metas e programas a serem instituídos. Mais
detalhes são apresentados no Capítulo 15 “Mecanismos para Divulgação, Acesso
aos Planos e Participação Social”.
Foram realizadas reuniões técnicas para integração dos dados entre os
técnicos da consultoria e a equipe técnica da prefeitura (Figura 3).

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Figura 3 - Reuniões ocorridas entre os técnicos da consultoria e a equipe técnica da


Prefeitura na Fundação do Meio Ambiente de Araquari (FUNDEMA).

.
Fonte: IPAT/UNESC, 2015.

Os produtos D, E, F, G, H e I estão contemplados neste volume.


Para elaboração deste estudo e dos diagnósticos foram utilizados dados
primários levantados em campo pela equipe técnica, dados secundários coletados
em instituições públicas e privadas, as quais possuem informações cadastrais
relacionadas à prestação de serviços do saneamento, além de consultas em livros e
publicações especializadas.
Dentre as instituições consultadas, cita-se: I) Prefeitura Municipal de
Araquari (PMA); II) Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC); III) Recicle
Catarinense de Coleta de Lixos e Entulhos LTDA; IV) Recicle Catarinense de
Resíduos LTDA; V) Preservar Tecnologia em Resíduos LTDA – ME; VI) Catarinense
Coleta de Resíduos Hospitalares; VII) Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento (SNIS); VIII) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); IX)
Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN).
De acordo com as orientações da Política Nacional de Saneamento
Básico, instituída pela Lei n° 11.445/2007, deve-se estabelecer como unidade
espacial de planejamento a bacia hidrográfica. Para facilitar a elaboração dos
relatórios técnicos, o planejamento das ações e a participação popular, o município
foi dividido por microbacias elementares, denominadas Unidades Territoriais de
Análise e Planejamento (UTAP), para assim abranger o território municipal como um
todo.
Para a definição das UTAP (Figura 4), foram utilizados mapas
disponibilizados pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, juntamente
com mapa planialtimétrico/hidrográfico da bacia do rio Itapocu, proveniente do
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Comitê da Bacia do rio Itapocu, permitindo a constituição de um banco de dados e o


cruzamento dos diferentes temas estudados no projeto. Foram coletados os
seguintes dados cartográficos:
- Mapa Planialtimétrico da bacia do rio Itapocu (Comitê da Bacia do rio
Itapocu, 2015);
- Mapa Urbano de Araquari (Prefeitura Municipal de Araquari);
- Aerolevantamento 2010 (Prefeitura Municipal de Araquari).

Figura 4 - Mapa de delimitação das UTAP.

Fonte: IPAT/UNESC, 2015.

Conforme apresenta a Figura 4, o município está dividido em duas UTAP,


sendo elas:
- UTAP Centro: agrupando as microbacias do rio Parati, Araquari,
Paranaguá-mirim e das Areias;

28
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- UTAP Itapocu: agrupando as microbacias dos rios Una, Preto, Piraí e


Itapocu.
De acordo com a delimitação proposta, os bairros e localidades estão
agrupados conforme mostra o Quadro 1.

Quadro 1 - Bairros e localidades pertencentes a cada UTAP.


Bairro/Localidade
UTAP Centro UTAP Itapocu
1- Itinga 1- Corveta
2- Porto Grande 2- Rainha

3- Colégio Agrícola 3- Itapocu


4- Centro 4 - Barra do Itapocu
5- Areias Pequenas 5 - Guamiranga
6- Volta Redona 6 - Morro Grande
Fonte: IPAT/UNESC, 2015.

A hidrografia do município caracteriza-se pela bacia do rio Itapocu.


A Tabela 1 apresenta a relação de UTAP, bacia e microbacias
hidrográficas de Araquari.

Tabela 1 - Relação de UTAP, bacias e microbacias hidrográficas.


Bacia Área da bacia Área das
UTAP Microbacias
hidrográfica (Km2) microbacias (Km²)
Rio Paranagua-Mirim 7,637
Rio Parati 68,333
Centro Rio Itapocu 107,45
Rio Araquari 0,345
Rio das Areias 2,596
Rio Una 7,408
Rio Preto 1,548
Itapocu Rio Itapocu 267,71
Rio Piraí 107,243
Rio Itapocu 15,036
Fonte: IPAT/UNESC, 2015.

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3 OBJETIVOS

Os objetivos do Plano de Saneamento Básico do município de Araquari,


conforme estabelecem a Política Federal de Saneamento Básico são:
1) Contribuir para o desenvolvimento e a redução das desigualdades
locais, a geração de emprego e de renda e a inclusão social;
2) Priorizar planos, programas e projetos que visem à implantação e
ampliação dos serviços e ações de saneamento básico nas áreas ocupadas por
populações de baixa renda;
3) Proporcionar condições adequadas de salubridade sanitária às
populações rurais e de pequenos núcleos urbanos isolados;
4) Assegurar que a aplicação dos recursos financeiros administrados pelo
poder público aconteça segundo critérios de promoção da salubridade sanitária, de
maximização da relação benefício-custo e de maior retorno social;
5) Incentivar a adoção de mecanismos de planejamento, regulação e
fiscalização da prestação dos serviços de saneamento básico;
6) Promover alternativas de gestão que viabilizem a sustentabilidade
econômica e financeira dos serviços de saneamento, com ênfase na cooperação
com os governos estadual e federal;
7) Fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico, a adoção de
tecnologias apropriadas e a difusão dos conhecimentos gerados de interesse para o
saneamento básico;
8) Apresentar diagnósticos da situação local referente ao abastecimento
de água e esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana,
manejo das águas pluviais e drenagem urbana, socioeconômico, cultural, ambiental
e de infraestrutura, além da caracterização física do município;
9) Elaborar cenários de crescimento para auxiliar no planejamento
estratégico das ações a serem executadas nos setores que compõem o
saneamento;
10) Fixar metas para a universalização do acesso aos serviços de
saneamento básico com qualidade, integralidade, segurança, sustentabilidade
ambiental, social e econômica, regularidade e continuidade baseadas no perfil do
déficit de saneamento básico e nas características locais;
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11) Definir programas, projetos, ações e propostas de intervenção;


12) Apresentar programação física, financeira e institucional para o
cumprimento das metas;
13) Estabelecer instrumentos de avaliação e monitoramento das ações
em saneamento;
14) Definir critérios para a priorização dos investimentos, em especial
para o atendimento à população de baixa renda;
15) Estabelecer estratégias e ações para promover a saúde ambiental,
salubridade ambiental, a qualidade de vida e a educação ambiental nos aspectos
relacionados ao saneamento básico;
16) Estabelecer condições técnicas e institucionais para a garantia da
qualidade e segurança da água para consumo humano e os instrumentos para a
informação da qualidade da água à população;
17) Definir ações para promover a redução na geração de resíduos
sólidos, estabelecendo práticas de reutilização e soluções de reciclagem;
18) Definir ações para promoção da coleta seletiva e a inclusão social e
econômica de catadores de materiais recicláveis;
19) Definir ações para o manejo sustentável das águas pluviais urbanas
de acordo com as normas de ocupação do solo;
20) Apresentar ações de emergências e contingências;
21) Assegurar o controle social garantindo à sociedade informações,
representações técnicas e participação nos processos de formulação de políticas, de
planejamento e de avaliação.

4 PRINCÍPIOS

A garantia de acesso a todos os cidadãos à salubridade ambiental deve


ser vista como uma prioridade, o que direciona a prestação de serviços de
saneamento básico para uma ótica menos mercadológica e mais social. Isso não
significa que o serviço deva ser estatizado ou prestado de forma gratuita, gerando
ônus, mas deve possibilitar a inserção das camadas populares de baixa renda a
serviços de qualidade.
Partindo destes pressupostos, os princípios básicos que norteiam a

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elaboração do Plano de Saneamento e que são apresentados pela Lei Federal nº


11.445/2007, pelo Ministério das Cidades, Ministério Público Estadual são:
- Universalização no atendimento da população em relação ao
abastecimento de água tratada, esgoto tratado e coleta de resíduos sólidos, além da
progressiva resolução dos problemas relacionados à drenagem pluvial e a
erradicação dos vetores de proliferação de doenças, visando melhorar a qualidade
de vida da população de Araquari;
- Integralidade: compreendida como o conjunto de todas as atividades e
componentes de cada um dos diversos serviços de saneamento básico, propiciando
à população o acesso na conformidade de suas necessidades e maximizando a
eficácia das ações e resultados;
- Equidade: igualdade de qualidade dos serviços;
- Prestação dos serviços de forma adequada à saúde pública e à proteção
do meio ambiente, à segurança da vida e do patrimônio público e privado,
habilitando a cobrança de tributos;
- Integração das infraestruturas e serviços com a gestão eficiente dos
recursos hídricos;
- Eficiência e sustentabilidade econômica;
- Articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de
habitação, de combate à pobreza e sua erradicação, de proteção ambiental, de
promoção da saúde e outras de relevante interesse social, voltadas para a melhoria
da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator determinante;
- Utilização de tecnologias apropriadas, considerando a capacidade de
pagamento dos usuários e a adoção de soluções graduais e progressivas;
- Transparência das ações, baseada em sistemas de informações e
processos decisórios institucionalizados;
- Salubridade ambiental como um direito social e patrimônio coletivo;
- Assegurar o controle social garantindo à sociedade informações,
representações técnicas e participação nos processos de formulação de políticas, de
planejamento e de avaliação.

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5 DIRETRIZES

As diretrizes que devem nortear o processo, que inicia com o


planejamento do setor de saneamento como um todo e deve culminar com a
concretização gradativa dos princípios estabelecidos, estão elencadas em conjunto
com as ações realizadas no Plano de Saneamento Básico.
Quanto aos processos participativos:
- Assegurar o controle social garantindo à sociedade informações e
participação nos processos de formulação de políticas, de planejamento e de
avaliação;
- Elaboração do PMSB através de processo democrático e participativo de
forma a incorporar as necessidades da sociedade e atingir função social dos
serviços prestados;
- Divulgação dos diagnósticos e das propostas do PMSB, inclusive com a
realização de audiências públicas;
- Definição de canais e instrumentos para a participação popular no
processo de elaboração do PMSB;
- Definição de estratégias de comunicação e canais de acesso às
informações, com linguagem acessível a todos os segmentos sociais;
- Prever o acompanhamento e participação no processo de elaboração do
plano de representantes do comitê de bacia hidrográfica.
Quanto à Integralidade e intersetorialidade:
- Integração de diferentes componentes da área de Saneamento
Ambiental;
- Orientação pela Bacia Hidrográfica – os diagnósticos foram realizados
por microbacias, bem como, a participação popular e a elaboração das propostas de
intervenção;
- Promover a compatibilização do Plano de Saneamento com o Plano de
Bacia Hidrográfica;
- Promover a integração das propostas do Plano aos demais planos locais
e regionais das políticas de saúde, habitação, mobilidade, meio ambiente, recursos
hídricos, prevenção de riscos e inclusão social.

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Quanto aos diagnósticos:


- Identificação das condições de acesso aos serviços e os impactos da
situação nas condições de vida da população, utilizando indicadores sanitários,
epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos, apontando as causas das
deficiências detectadas;
- Contemplar a perspectiva dos técnicos e da sociedade;
- Reunir e analisar, quando disponíveis, informações e diretrizes de outras
políticas correlatas ao saneamento básico.
Quanto ao processo de aprovação:
- Prever acompanhamento e aprovação pelo comitê de coordenação;
- Prever a formalização do PMSB por decreto do executivo municipal ou
por lei discutida e aprovada na câmara municipal;
- Adotar horizontes de planejamento emergencial, de curto, médio e longo
prazo para definição dos objetivos e metas, prevendo revisão do PMSB a cada
quatro anos, de forma a orientar o plano plurianual do município.
Quanto às propostas do PMSB:
- Definir objetivos e metas para a universalização dos serviços de
saneamento básico de qualidade à população, admitidas soluções graduais e
progressivas, prevendo tecnologias apropriadas à realidade local;
- Promoção da saúde pública – por meio de obras e informação definidas
como propostas de intervenção e programas;
- Promoção da educação sanitária e ambiental que vise à construção da
consciência individual e coletiva e de uma relação mais harmônica entre o homem e
o ambiente;
- Conceber programas, projetos e ações para o investimento e a
prestação de serviços;
- Prever a sustentabilidade da prestação dos serviços de saneamento;
- Prever mecanismos e procedimentos para avaliação sistemática da
eficiência, efetividade e eficácia das ações programadas.

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6 CONCEITOS

Para facilitar a compreensão dos termos técnicos empregados neste


PMSB, serão apresentados os principais conceitos empregados na área do
saneamento.

6.1 MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DRENAGEM URBANA

1) Sistema de drenagem urbana é o conjunto integrado dos processos


ambientais, tecnológicos e institucionais que objetivam minimizar os riscos a que as
populações estão sujeitas, diminuir os prejuízos causados por inundações e,
contribuir para o desenvolvimento urbano de forma harmônica, articulada e
sustentável (TUCCI, 1997).
2) Drenagem é o termo empregado na designação das instalações
destinadas a escoar o excesso de água, seja em rodovias, na zona rural ou na
malha urbana.
3) Alagamento é um evento caracterizado por acúmulo de água
decorrente da ausência ou precariedade do sistema de drenagem urbana.
4) Enchente corresponde a uma vazão relativamente grande de
escoamento superficial.
5) Inundação é o extravasamento do canal natural do rio para áreas
marginais habitualmente não ocupadas pelas águas.
6) Tempo de concentração (Tc) é o tempo necessário para que a água
precipitada no ponto mais distante da bacia participe na vazão do fundo do vale.
7) Período de retorno é entendido como o tempo no qual é provável que
ocorra pelo menos uma cheia de tal ordem ou outras que lhe superem a grandeza.
8) Microdrenagem consiste em um sistema de condutos pluviais, ou seja,
estruturas locais coletoras das águas pluviais. Estas estruturas são projetadas para
atender a drenagem com precipitações de riscos moderados, assim sendo,
promovem o escoamento das águas das chuvas que caem nas áreas urbanas,
assegurando o trânsito público e protegendo as pessoas e seus bens contra
inundações. Os dispositivos utilizados nos sistemas de microdrenagem são: sarjetas
e vias públicas; bocas-de-lobo; tubos de ligação ou ramais; poços de visita; caixas
de passagem e canalizações.
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9) Macrodrenagem: constituída de sistemas que envolvem áreas de pelo


menos 2 Km², relativo aos canais e galerias de escoamento final das águas pluviais
provenientes do sistema de microdrenagem, representando os grandes troncos
coletores. As estruturas de macrodrenagem visam melhorias nas condições de
escoamento das águas, de forma a neutralizar problemas como erosões,
assoreamento e inundações ao longo dos principais talvegues.
Os sistemas de macrodrenagem podem ser de canal fechado, o qual
consiste basicamente em estruturas de concreto, margeadas por interceptores de
esgotos de ambos os lados; de canal aberto que são canalizações abertas no meio
de avenidas, e, de leito preservado, o qual pode ser considerado quando a área em
questão ainda não é densamente povoada, sendo uma alternativa de menor
agressão à estética e paisagística aos fundos de vale, realizando uma menor
intervenção nos cursos d’água, evitando o emprego de obras estruturais.

6.2 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

1) Bacia Hidrográfica pode ser entendida como a região limitada pela área
de drenagem de um corpo d’água, servindo como limites os divisores de água.
2) Sistema de Abastecimento de Água (SAA): unidades operacionais
compostas por captação, estação de recalque de água bruta, adutora de água bruta,
estação de tratamento, reservatórios, subadutoras de água tratada, estação de
recalque de água tratada, redes de distribuição de água e ramal predial.
3) Água tratada: água submetida a um tratamento prévio, através de
processos físicos, químicos e biológicos com a finalidade de torná-la potável para o
consumo humano.
4) Estação de Tratamento de Água (ETA): unidade operacional do
sistema de abastecimento de água, constituída de equipamentos e dispositivos que
permitem tratar através de processos físicos, químicos e biológicos a água bruta
captada, transformando-a em água potável para consumo humano.
5) Manancial de água: corpo d’água utilizado para abastecimento público,
primordialmente para o consumo humano.
6) Mata ciliar: faixa de vegetação que nasce às margens dos rios e dos
lagos, que tem grande importância na proteção dos mananciais.

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7) Tabela tarifária: documento oficial da Prestadora de Serviços, que rege


as práticas de preços para as diversas faixas de consumo e categoria de usuários.
8) Reservatório de compensação: construído à jusante da ETA para
compensar os picos de demanda e de reservação de água tratada. Este reservatório
desempenha o papel de pulmão: enche quando a vazão produzida pela ETA é maior
que a vazão bombeada, e esvazia quando a vazão produzida pela ETA é menor que
a vazão bombeada.
9) Reservatórios de acúmulo: construídos após as adutoras principais de
água tratada que permitem reservação de água para bairros e localidades, tendo em
vista qualquer obstrução a montante deste reservatório.

6.3 ESGOTAMENTO SANITÁRIO

1) Esgoto sanitário é toda e qualquer água servida oriunda de instalações


domiciliares, comerciais, hospitalares e industriais.
2) Estação de Tratamento de Esgotos (ETE): uma unidade operacional do
sistema de esgotamento sanitário, constituída de equipamentos e dispositivos que
permitem tratar os esgotos sanitários, através de processos físicos, químicos e
principalmente biológicos, transformando-os de forma a atender os padrões
estabelecidos pela legislação.
3) Sistema de Esgotamento Sanitário (SES): unidades operacionais
compostas por coletor predial, rede coletora de esgotos, interceptores, estações
elevatórias, linhas de afastamento, estação de tratamento de esgoto e emissários
destinados a promover saúde, conforto, qualidade de vida e o desenvolvimento
sustentável.
4) Despejos domésticos: resíduos líquidos resultantes do uso da água
pelo homem, em seus hábitos higiênicos e necessidades fisiológicas, bem como em
atividades de limpeza doméstica e de trabalho.
5) Coletor predial é o trecho de tubulação compreendido entre a última
inserção de subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga, ou caixa de inspeção geral
e o coletor público ou sistema particular.
6) Coletor público é a tubulação da rede coletora que recebe contribuição
de esgoto dos coletores prediais em qualquer ponto ao longo do seu comprimento.

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7) Corpo receptor: local ou curso d’água destinado para o lançamento de


efluentes tratados.
8) Esgoto pluvial é o despejo líquido, proveniente de águas de chuva.
9) Tarifa de esgoto é o valor estabelecido pela prestadora de serviços
referente a prestação dos serviços de esgotamento sanitário.

6.4 LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

1) Define-se resíduos sólidos aqueles encontrados nos estados sólido e


semi-sólido que resultam de atividades da comunidade, de origem industrial,
doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos
nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles
gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como
determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na
rede pública de esgotos ou corpos d’água, ou exijam para isto soluções técnicas e
economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.
2) Resíduos domiciliar são os gerados nas atividades diárias das
residências, comércios, órgãos públicos, de prestação de serviços, igrejas, clubes,
bem como áreas não críticas de hospitais e outros similares, exceto aqueles
perigosos e infectantes. A responsabilidade da coleta e disposição final é da
Prefeitura Municipal.
3) Resíduos de serviços de saúde são os gerados em estabelecimentos
hospitalares, bancos de sangue, farmácias e drogarias, postos e centros de saúde,
clínicas médicas e veterinárias, laboratórios de análise e pesquisa, consultórios
médicos e odontológicos, necrotérios, ambulatórios, sanitários incluindo culturas,
vacinas vencidas, sangue e hemoderivados, órgãos, tecidos, perfurocortantes,
resíduos farmacêuticos, resíduos químicos, resíduos comuns entre outros.
4) Resíduos industriais: provêm de atividades de pesquisa e produção de
bens, bem como os provenientes das atividades de mineração e aqueles gerados
em áreas de utilidades e manutenção dos estabelecimentos industriais. O
tratamento e a disposição final são de responsabilidade do gerador.
5) Resíduos de construção civil são os gerados em construções,
demolições, implosões, reformas, infraestrutura urbana, entre outros, compostos

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principalmente por areia, argamassa, tijolos, cerâmica e madeira, sendo grande


parte passível de ser reciclada ou reutilizada.
6) Resíduos públicos são os gerados na varrição dos logradouros
públicos, da limpeza de bocas de lobo e lixeiras públicas.
7) Conceitua-se manejo de resíduos sólidos as atividades de separação,
acondicionamento, armazenamento, coleta e transporte para fins de processamento,
tratamento e disposição final.
8) Reutilização consiste no aproveitamento do resíduo sem que este seja
submetido a um processo de transformação.
11) Reciclagem é o processo de reprocessamento dos resíduos sólidos,
transformando-os em produtos novamente comerciáveis, normalmente com
características e funções diferentes do produto inicial.
12) O manejo de resíduos sólidos possui como princípios: i) a não
geração; ii) a minimização da geração; iii) reutilização; iv) reciclagem; v) o
tratamento; vi) a disposição final; vii) cooperação entre o Poder Público, setor
produtivo e sociedade civil. Qualquer forma de tratamento dos resíduos sólidos
deverá atender à legislação e normas ambientais vigentes.
13) Aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos no
solo sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os
impactos ambientais através de técnicas de engenharia. Deve possuir licença
ambiental.
14) Compostagem: processo biológico de decomposição da matéria
orgânica encontrada em restos de vegetais que forma um composto que pode ser
utilizado como fertilizante.
15) O gerenciamento e a destinação final dos resíduos sólidos industriais,
de serviços de saúde (instituições privadas), de construção civil e outros especiais
são de responsabilidade dos geradores.

6.5 CONTROLE DE VETORES

1) Endemia é a presença contínua de uma doença ou um agente


infeccioso em uma área geográfica determinada.
2) Epidemia é a manifestação de um número de casos de alguma doença,

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que excede claramente a incidência prevista, em um período de tempo determinado,


em uma coletividade ou região.
3) Morbidade é a ocorrência de uma doença em uma população. Os
indicadores são as taxas de incidência e prevalência.
4) Taxa de mortalidade é a medida de frequência de óbitos em uma
população durante um determinado período, normalmente um ano.
5) Taxa bruta de mortalidade inclui os óbitos por todas as causas na
população geral.
6) Taxa de mortalidade específica inclui somente os óbitos por uma
determinada causa ou grupo de idade, ou sexo, em uma população específica.
7) Reservatório de agentes infecciosos: qualquer ser humano, animal,
artrópode, solo, matéria, ou uma combinação deles, nos quais normalmente vive e
se multiplica um agente infeccioso do qual depende para sua sobrevivência, de
maneira que possa ser transmitido a um hospedeiro suscetível.
8) Risco para a saúde pública significa a probabilidade de que se produza
um evento que possa afetar adversamente a saúde das populações humanas,
considerando em particular a possibilidade de que se propague internacionalmente
ou possa implicar um perigo grave e direto.
9) Surto é a ocorrência de dois ou mais casos de um evento de saúde
vinculados epidemiologicamente.
10) Vetor é um ser vivo (inseto ou outro animal) que assegura a
transmissão de um agente infeccioso.
11) Vigilância epidemiológica é o conjunto de atividades que
proporcionam informações indispensáveis para conhecer, detectar ou prever
qualquer mudança na ocorrência das doenças ou nos fatores condicionantes do
processo saúde-doença, com a finalidade de recomendar, oportunamente, as
medidas indicadas que conduzam à prevenção e ao controle de doenças.
12) Virulência é o grau de patogenicidade de um agente infeccioso,
indicado pelas taxas de letalidade, ou por sua capacidade de invadir e lesar os
tecidos do hóspede ou por ambos os parâmetros.
13) Zoonose: Infecção ou doença infecciosa transmissível, em condições
naturais, dos animais vertebrados para os humanos.

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7 METODOLOGIA PARA IDENTIFICAÇÃO DOS PROBLEMAS E ALTERNATIVAS


DE SOLUÇÕES

Na primeira fase da elaboração do Plano Municipal de Saneamento foram


realizados quatro diagnósticos abordando os Sistemas de Abastecimento de Água e
Esgotamento Sanitário, Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos, Manejo das
Águas Pluviais e Drenagem Urbana e Socioeconômico, Cultural, Ambiental e de
Infraestrutura. O mapa do diagnóstico do saneamento do município é apresentado
no Anexo I.
Com intuito de facilitar a compreensão dos problemas apresentados
detalhadamente nos diagnósticos, este capítulo apresenta uma metodologia
denominada Metodologia para Identificação do Problema e Procura de Soluções
(MASP), amplamente utilizada para planejamento estratégico em diferentes níveis
organizacionais. Esta metodologia é apresentada como ferramenta para análise da
situação do saneamento e planejamento das ações que atendam às necessidades
sociais a partir da percepção geral dos níveis de problemas, efeitos, causas e
soluções.
O uso do MASP possibilita também uma abordagem lógica e estruturada
na solução de problemas. Permite visualizar o problema em um processo por
etapas, simplificando o entendimento.
A metodologia apresentada por Monteiro (2001) utilizada neste trabalho
baseia-se no trabalho desenvolvido por Héctor Sanín Angel “Guia Metodológica
General para la Preparación y Evaluación de Proyectos de Inversión Social” de
1995.
Para cada setor do saneamento são apresentados fluxogramas que
determinam: 1) Efeitos e Causas dos problemas; 2) Objetivos para gestão; 3) Ações
propostas.
Ressalta-se que esta metodologia substitui a Análise SWOT e a
metodologia de cenários, objetivos e metas solicitadas no TR da FUNASA (2012),
sem excluir o conteúdo mínimo exigido. Sendo assim, o MASP contextualiza a
realidade, identifica os desafios, propondo objetivos e, alternativas de melhorias em
consonância com as metas estabelecidas, baseadas nas aspirações da comunidade
e nas leis vigentes.

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7.1 SISTEMA DE MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DRENAGEM URBANA

No município de Araquari, as principais classes de solo são cambissolos,


argissolos, gleissolos, neossolos e organossolos. Considerando estas classes de
solos, as áreas mais suscetíveis à erosão são àquelas em áreas com altas
declividades. A Figura 5 apresenta os locais com maiores declividades.

Figura 5 – Mapa de declividade de Araquari.

Fonte: Adaptado da Mapoteca Epagri (http://ciram.epagri.sc.gov.br/mapoteca/).


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As maiores declividades encontram-se em morros localizados no bairro


Itinga, Corveta, Itapocu e na localidade de Guamiranga. Há ainda processos
erosivos nas margens dos rios, ocorrendo usualmente em taludes íngremes e sem
cobertura vegetal.
Na UTAP Centro foram diagnosticados 36 pontos críticos de alagamento
e/ou inundação e na UTAP Itapocu 12 pontos críticos de alagamento e/ou
inundação.
Mais detalhes podem ser obtidos no volume “Diagnóstico do Sistema de
Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana”.
Como principais medidas preventivas para alagamentos e inundações
recomenda-se o controle do uso e ocupação do solo e a necessidade de elaborar
mapeamento que impeça a ocupação de áreas impróprias, direcionando o
crescimento para áreas mais adequadas como prevê a Lei nº 50/2006 que institui o
Plano Diretor de Araquari em seu artigo 56 detalha as ações de regularização
fundiária e da habitação de interesse social.
Outras propostas previstas no plano diretor são:
- O monitoramento de eventos climáticos em parceria com a Defesa Civil;
- Aumento de área permeável diminuindo o volume do deflúvio superficial;
- Aumento da extensão e ampliação da rede de galeria pluvial existente;
- Estudos correspondentes à contenção das margens dos rios e a
estabilização de transportes e deposição de sedimento;
- Análise de custos dos investimentos na implantação das obras de
engenharia bem como custos com desapropriação das áreas de risco e operação e
manutenção do sistema;
- Realização de estudos específicos de regularização fundiária;
- Desenvolver o sistema municipal de informações.
Como sugestão às propostas apresentadas para o plano diretor, cita-se:
- Fiscalizar a instalação de rede de drenagem nos loteamentos a serem
implantados com escoamento superficial e sistema de coleta por tubulação com
dispositivos coletores.
Recomenda-se também a intensificação da equipe de manutenção e
limpeza e o estabelecimento de rotina de limpeza de bocas de lobo e sarjetas,
também incentivando a elaboração e apoio das ações de educação ambiental
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voltadas à população para evitar que resíduos sejam lançados diretamente na


drenagem pluvial.
Em relação às inundações nas áreas urbanas, podem-se fracionar os
recursos em ações diretas como projetos e execução de obras de engenharia,
recuperação e limpeza de drenagem; ações indiretas de coleta e análise de dados
(caracterização física, cadastro de redes e obras de engenharia, entre outras),
pesquisa e desenvolvimento tecnológico, fiscalização, comunicação social e
educação ambiental; e nos instrumentos de apoio como normalização técnica,
legislação e regulação, instrumentos de avaliação de resultados, eficácia das
medidas e eficiência dos sistemas.
A população também precisa estar ciente da importância do seu papel
para evitar ações que gerem efeitos adversos que representam sérios prejuízos à
saúde, segurança e bem estar.
Conclui-se que o manejo e a drenagem das águas pluviais, tanto na área
urbana como na área rural, deve ser estruturado e planejado. As normas e
legislações específicas precisam ser criadas e principalmente fiscalizadas.
O MASP sobre o Sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem
Urbana é apresentado através da Figura 6 - Efeitos e Causas, Figura 7 - Objetivos e
Figura 8 - Ações.

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Figura 6 - Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados ao sistema de manejo de águas pluviais e drenagem urbana.

Figura 7 - Fluxograma dos objetivos estabelecidos para o sistema de manejo de águas pluviais e drenagem urbana.

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Figura 8 - Fluxograma das ações propostas para o sistema de manejo de águas pluviais e drenagem urbana.

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7.2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

O município de Araquari é atendido pela CASAN através dos Sistemas de


Abastecimento de Água ETA I – Centro, ETA II – Icaraí, ETA III – Ponto Alto e ETA
IV – Itinga. Totalizando uma produção de 24,5 L/s. Essa produção, com auxílio da
água importada da ETA CASAN Barra do Sul e Águas de Joinville, supre atualmente
60% da população urbana, isto é, 18.567 habitantes (BADOP/outubro/2014).
Conforme dados do Relatório BADOP, base outubro/2014, a população
atendida de 18.567 habitantes, tem um consumo per capita de 183,52 L/hab.dia,
com demanda média de 39,4 L/s ou 3.407 m3/dia (referente a 60% da população).
A vazão média do sistema é de apenas 8,83 L/s, volume captado de
16.360 m3, volume importado de 89.273 m3, volume disponibilizado de 105.633 m3.
Indicando que 84% do volume disponibilizado é feito a partir de volume importado
(CASAN Balneário Barra do Sul e Águas de Joinville). Considerando ainda que a
população urbana é de 30.593 habitantes e o atendimento da CASAN é de 18.567
habitantes há um atendimento de 60% da população urbana. Para tanto, tem-se
como meta implantar sistemas que atendam plenamente, e sem volume importado,
100% da população urbana (BADOP/2014).
Para atendimento da população urbana de 30.593 habitantes e adotando
um consumo per capita de 160 L/hab.d, haveria uma demanda média de 56,65 L.s -1,
demanda de consumo máximo diário de 67,98 L.s -1 e demanda de consumo máximo
horário de 101,97 L.s-1. Para suprir esta demanda, há necessidade de implantação
em prazo imediato de uma ETA com capacidade mínima de 100 L.s-1.
Considerando a população de 30.593 habitantes e utilizando consumo per
capita de 183,52 L/hab.dia, K1 (coeficiente de vazão máxima diária) de 1,2 e K2
(coeficiente de vazão máxima horária) de 1,5, há uma previsão de demanda máxima
horária de 117 L/s. Portanto, propõe-se como meta, implantação de ETA com
capacidade de 100 L/s, com previsão de ampliação para 150 L/s devido à baixa
capacidade atual instalada de produção de água potável (24,5 L/s) a partir de quatro
sistemas de baixa capacidade de produção de água perante demanda.
Conforme informado por funcionários da Prefeitura Municipal e cidadãos,
há um projeto de ETA com captação do rio Piraí com capacidade de 100 L/s (1ª

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etapa) + 100 L/s (2ª etapa) para atender a necessidade do município. O manancial
superficial rio Piraí tem grande potencial para suprir demanda atual e futura de
captação devido à elevada vazão, no entanto, apresenta turbidez e recebe
contaminações de atividades agrícolas e esgoto sanitário.
Estão previstas em curto prazo ações de controle de despejos de esgoto
sanitário, resíduos sólidos e de atividades agrícolas para manter a integridade do
entorno do manancial rio da Rua das Carpas.
Considerando limitações atuais de atendimento dos planos de
monitoramento dos SAA ETA I, ETA II, ETA III, ETA IV à Portaria nº 2.914/2011,
sugere-se como meta a instalação de laboratório de controle analítico de turbidez,
cor, cloro residual livre, pH, fluoreto, coliformes totais e fecais.
Considerando limitações atuais operacionais dos sistemas SAA ETA II,
ETA III, ETA IV, sugere-se como meta: instalação de agitador mecânico em tanque
de preparo/dosagem de suspensão de hipoclorito de cálcio para homogeneização
constante da suspensão em todas as ETA.
A UTAP Itapocu engloba os bairros Corveta, Rainha, Itapocu, Barra do
Itapocu, Morro Grande e Guamiranga onde apenas Barra do Itapocu é atendida pela
CASAN Barra do Sul.
Os bairros Corveta e Rainha estão inseridos na zona urbana, com
população abastecida com sistemas individuais por ponteiras rasas.
A localidade de Guamiranga, localizada na zona rural, tem sua população
abastecida com dois poços profundos e rede de distribuição simplificada para
comunidade, sendo a região mais afastada do município.
O bairro Barra do Itapocu, inserido na zona litorânea, tem 500 residências
atualmente atendidas por abastecimento da ETA Barra do Sul (CASAN).
A localidade de Morro Grande, inserida na zona rural, é abastecida com
sistemas individuais por ponteiras rasas. No entanto, a água contém elevado
residual de ferro, sendo executada uma adutora de água da ETA Barra do Sul
através da adutora de Barra do Itapocu para atendimento do Morro Grande. O
atendimento por concessionária é a solução mais adequada para este bairro.
No bairro Itapocu as residências atendidas com ponteiras rasas de água
com qualidade inadequada, necessitando atendimento por SAA.
Deve-se ter como meta imediata projeto e implantação de SAA para
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atendimento dos bairros Corveta, Rainha, Itapocu, Morro Grande e Barra do Itapocu.
Conforme dados obtidos do SESAI - Secretaria Especial de Saúde
Indígena, no município de Araquari existem seis aldeias indígenas, totalizando 210
habitantes.
O sistema de abastecimento de água das comunidades indígenas de
Ivapuru, Jaboticabeira, Tarumã BR, Tarumã Mirin e Tiaraju, são chamados de
Sistemas Provisórios. A captação nesses sistemas é realizada por poço subterrâneo,
e a água bruta é conduzida até um reservatório de 20 m³, onde é adicionada uma
solução de hipoclorito de sódio para desinfecção, servindo também como um tanque
de contato. Na aldeia de Pindoti, o SAA é chamado de Sistema Definitivo. A
captação é realizada por poço subterrâneo e a água bruta é conduzida até um filtro
de pressão, onde recebe cloração por bomba dosadora e a água tratada é
encaminhada até um reservatório.
O MASP referente ao sistema de abastecimento de água é apresentado
através da Figura 9 - Causas e Efeitos, Figura 10 - Objetivos e Figura 11 - Ações.

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Figura 9 – Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados ao sistema de abastecimento de água.

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Figura 10 – Fluxograma dos objetivos estabelecidos para o sistema de abastecimento de água.

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Figura 11 – Fluxograma das ações propostas para o sistema de abastecimento de água.

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7.3 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Conforme dados do IBGE, em 2014, Araquari possui 31.030 habitantes,


com um déficit de atendimento em sistemas de esgotamento sanitário (SES) de
100%. Não há rede urbana de coleta de esgoto ativa atualmente, embora já tenham
sido elaborados projetos de SES.
Tendo em vista a redução do déficit de 100% de atendimento em
esgotamento sanitário, a Divisão de Projetos de Esgoto da CASAN (DIPE/GPR),
elaborou projetos para implantação em etapas de dois SES para Araquari. Um
projeto visa atender a região central de Araquari e outro a região do bairro Itinga
(CASAN, 2012).
No Bairro Rainha, os moradores manifestaram interesse pela elaboração
e execução de SES. Segundo os mesmos, o problema principal é que o esgoto das
residências passa por fossa e depois sumidouro, contaminando o lençol freático, e a
água neste bairro, é captada através de ponteiras.
No Bairro Barra do Itapocu, moradores reclamam da necessidade de
implantar SES.
Quanto às fossas sépticas, não há menção se estas atendem aos
requisitos da Norma ABNT NBR 7229/92, referente a aspectos construtivos e de
limpeza periódica.
Dados do Censo Demográfico de 2010 indicam que 29,1% das
instalações sanitárias são através de fossa séptica, 26,7% através de fossa
rudimentar, 35,9% com esgotamento através de rede pluvial e 8,3% através de vala
ou lançamento a céu aberto.
Referente às instalações sanitárias, devem também ser seguidas as
diretrizes da Lei n° 694 de 23 de maio de 1985, que institui o Código de Obras,
conforme detalhado no Produto C.
Cabe a Prefeitura Municipal e CASAN, através de campanhas de
conscientização, orientar a população para implantação de sistema de tratamento de
esgoto doméstico individual, anterior à ligação de esgoto doméstico com a rede
pluvial até a execução de projeto de SES. Bem como, campanhas de orientação
para correta manutenção e limpeza dos sistemas.

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No caso da elaboração de uma lei para zoneamento do uso do solo,


recomenda-se que a mesma contemple a regularização dos novos loteamentos com
redes de coleta de esgoto sanitário e outras recomendações para adequação a este
PMSB.
Cabe à CASAN implantar sistemas de rede coletora e tratamento de
esgoto sanitário, bem como participar junto à prefeitura em procedimentos de
aprovação de condomínios e loteamentos junto ao órgão competente da prefeitura
através da análise e aprovação destes projetos.
Para as áreas rurais, com densidade populacional de até dois habitantes
por hectare, recomenda-se à Prefeitura Municipal, através de Programas de
Educação Ambiental, orientar a população rural a implantar sistema de tratamento
individual.
Recomenda-se para a Prefeitura Municipal e CASAN que realizem
estudos de viabilidade técnica e econômica para implantação de SES – Sistemas de
Coleta e Tratamento de Esgoto Sanitário por tanque séptico + filtro anaeróbio, para
comunidades de até 250 habitantes, de bairros periféricos e/ou rurais não atendidos.
O MASP referente ao sistema de esgotamento sanitário é apresentado
através da Figura 12 - Efeitos e Causas, Figura 13 - Objetivos e Figura 14 - Ações.

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Figura 12 – Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados ao sistema de esgotamento sanitário.

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Figura 13 – Fluxograma dos objetivos estabelecidos para o sistema de esgotamento sanitário.

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Figura 14 – Fluxograma das ações propostas para o sistema de esgotamento


sanitário.

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7.4 SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

Em análise da qualidade dos serviços de gestão dos resíduos sólidos,


deve-se incluir todos os componentes neles envolvidos e, buscar identificar nesses
processos os aspectos que são capazes de provocar impactos e consequentemente
afetar o meio ambiente e a prestação dos serviços a comunidade. Frente a esta
tratativa busca-se implantar e manter soluções para neutralizar as ações danosas do
aspecto levantado e alcançar a qualidade e eficiência de todos os serviços.
Diante deste princípio, o diagnóstico de Sistema de Limpeza Urbana e
Manejo de Resíduos (Produto C) buscou sistematizar através do MASP as
problemáticas envolvidas neste sistema, o qual compreende o conjunto de ações
exercidas, diretamente ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte,
transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada.
Embasado no contexto supracitado, o objetivo deste capítulo é avaliar as
reais necessidades do município e elencar os objetivos propostos e as ações a
serem implantadas para a melhoria da gestão dos resíduos.
A PMA passou a concessão dos serviços de coleta, transbordo,
transporte, e disposição final dos resíduos sólidos urbanos (RSU) à empresa Recicle
Catarinense de Coleta de Lixos e Entulhos LTDA. Após a coleta dos resíduos, os
mesmos são encaminhados para a área de transbordo, de propriedade da Prefeitura
Municipal e operada pela empresa Recicle. No serviço de coleta e transporte, os
principais problemas detectados estão relacionados à falta de uso de equipamentos
de segurança pela guarnição e a falta de Licença Ambiental de Operação (LAO) na
área de transbordo.
Um problema recorrente refere-se à forma de armazenamento temporário
dos resíduos domiciliares nas residências antes da coleta pública. Uma grande
quantidade de residências não possui lixeiras e os resíduos são colocados no chão;
ou as mesmas são precárias, sem padronização ou subdimensionadas,
atrapalhando os serviços de coleta pública, prejudicando a estética do município e
possibilitando a geração de vetores.
A PMA realiza a coleta seletiva em uma parcela do município e terceiriza
os serviços da central de triagem dos resíduos recicláveis com a empresa Preservar
Tecnologia em Resíduos LTDA – ME. A coleta seletiva apresenta deficiência em sua

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divulgação, onde em determinados dias o serviço não é realizado. No serviço de


coleta e transporte, os principais problemas detectados estão relacionados à falta de
uniforme e do uso de equipamentos de proteção individual pela guarnição. O
caminhão coletor também não apresenta as medidas de segurança em acordo com
a legislação em vigor.
O serviço de limpeza urbana é realizado pela Prefeitura Municipal,
contemplando uma parcela do território com os serviços de varrição, poda e roçada.
Outros problemas detectados estão relacionados à disposição incorreta
de resíduos de construção civil e podas em terrenos baldios e áreas impróprias.
Araquari não possui Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil
(PGRCC).
Em relação aos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) de
responsabilidade do município, a PMA terceiriza o serviço de coleta, transporte e
destinação final com a empresa Catarinense Coleta de Resíduos Hospitalares LTDA
gerados em nove unidades de saúde. No acondicionamento dos resíduos, os
principais problemas detectados são: falta de lixeiras com sistema de abertura sem
contato manual, lixeiras sem padronização, lixeiras em má conservação, lixeira sem
identificação ou com identificação precária e ausência de armazenamento externo
em três unidades de saúde e abrigos existentes em desacordo com a Norma
Regulamentadora. O município não possui Plano de Gerenciamento de Resíduos de
Serviços de Saúde (PGRSS). Enfatiza-se, ainda, a falta de fiscalização por parte dos
órgãos responsáveis do município e de treinamentos para a correta gestão dos RSS.
Através do levantamento técnico realizado in loco durante o diagnóstico,
detectou-se no gerenciamento dos RSU a falta de conscientização e sensibilização
da população quanto ao armazenamento e destinação dos resíduos gerados,
carência da estrutura física e técnica para gerenciar os sistemas de gestão de
resíduos e a falta de fiscalização no cumprimento das ações previstas em Lei. Estes
fatores levam a população dos diferentes bairros/localidades realizarem a disposição
irregular de resíduos domiciliares e de construção civil em terrenos baldios e vias
públicas.
A Figura 15 apresenta os efeitos e causas dos problemas relacionados
aos RSU e sequencialmente na Figura 16 e Figura 17 os objetivos e ações
propostos para gestão destes.
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Na Figura 18, Figura 19 e Figura 20 apresentam-se os fluxogramas com


efeitos e causas, objetivos e ações para gestão de resíduos sólidos especiais (de
construção civil e de serviços de saúde). Ressalta-se que tais resíduos devem ser
gerenciados de forma diferenciada, baseada em normas e leis específicas.
Para maiores detalhes sobre o gerenciamento de resíduos sugere-se
consulta ao “Diagnóstico do Sistema de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos
Sólidos”.

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Figura 15 – Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados aos resíduos sólidos urbanos.

Figura 16 – Fluxograma dos objetivos para gestão dos resíduos sólidos urbanos.

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Figura 17 – Fluxograma das ações propostas para resíduos sólidos urbanos.

Figura 18 – Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados aos resíduos sólidos especiais.

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Figura 19 – Fluxograma dos objetivos para gestão dos resíduos sólidos especiais.

Figura 20 – Fluxograma das ações para a gestão dos resíduos sólidos especiais.

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7.4.1 Aspectos Gerais – Perspectivas para a gestão associada

A realidade de muitos municípios brasileiros é a dificuldade em gerenciar


os resíduos sólidos gerados de sua competência, não dispondo de recursos
suficientes e de corpo técnico capacitado. Diante deste cenário, a formação de
consórcios públicos municipais pode proporcionar ganhos de escala na gestão dos
resíduos e no rateio das despesas (BRASIL, 2012).
Conforme o Ministério do Meio Ambiente (BRASIL, 2012), a gestão
associada possibilita aos municípios a redução de custos.

O ganho de escala no manejo de resíduos conjugado à implantação da


cobrança de taxas, tarifas ou preços públicos pela prestação dos serviços,
prevista na Lei de Saneamento Básico, assegura a sustentabilidade
econômica da gestão, além de permitir a manutenção de um corpo técnico
qualificado (BRASIL, 2012).
Para o Governo Federal, é importante que os municípios se articulem,
com o intuito de construírem políticas públicas de resíduos sólidos integradas e que
complementem a Política Nacional, buscando alternativas que otimizem recursos e
se traduzam em oportunidades de negócios com promoção de emprego e renda e
também receitas para os municípios.
O art. 14 da Lei 11.445/2007 caracteriza a prestação regionalizada de
serviços públicos de saneamento básico por:
I - Um único prestador do serviço para vários municípios, contíguos ou
não;
II - Uniformidade de fiscalização e regulação dos serviços, inclusive de
sua remuneração;
III - Compatibilidade de planejamento.
No artigo 15 consta que na prestação regionalizada, as atividades de
regulação e fiscalização poderão ser exercidas também por consórcio público de
direito público integrado pelos titulares dos serviços.
Segundo o artigo nº 18 da Lei 12.305/2010, a elaboração do Plano
Municipal de gestão integrada de resíduos sólidos é condição para os municípios
terem acesso a recursos da União, sendo priorizados os municípios que optarem por
soluções consorciadas intermunicipais para a gestão dos resíduos sólidos.
No artigo 45 da mesma lei, consta que os consórcios públicos
constituídos, nos termos da Lei nº 11.107/2005, com o objetivo de viabilizar a
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descentralização e a prestação de serviços públicos que envolvam resíduos sólidos,


têm prioridade na obtenção dos incentivos instituídos pelo Governo Federal.
Este apoio é afirmado pelo Ministério do Meio Ambiente, que em material
educativo distribuído em todo Brasil afirma que o Governo Federal tem privilegiado a
aplicação de recursos na área de resíduos sólidos por meio de consórcios públicos,
visando superar a fragilidade técnica, racionalizar e ampliar a escala no manejo dos
resíduos sólidos. Conforme o governo, o planejamento é essencial. Os pequenos
municípios, quando associados, podem ter um órgão preparado tecnicamente para a
gestão, inclusive operando unidades de processamento de resíduos, garantindo sua
sustentabilidade.

7.4.2 Modelo Tecnológico e de Gestão para Manejo de Resíduos Sólidos

O modelo de gestão apresentado segue o recomendado pelo Ministério


do Meio Ambiente, o qual privilegia a minimização da geração e o manejo
diferenciado dos resíduos sólidos, com a triagem e a recuperação dos resíduos que
constituem bem econômico, valor social; e a disposição final exclusivamente dos
rejeitos, de forma ambientalmente correta. Considera a necessidade de inclusão
social e formalização do papel dos catadores que devem trabalhar de forma legal e
segura, com uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais
e de saúde pública. Além disso, o poder público fica dispensado de licitação para
contratação de serviços prestados por catadores organizados em associações ou
cooperativas (art. 57, Lei 11.445/2007).
A Figura 21 apresenta a ordem de prioridade que deve ser seguido pelos
gestores dos resíduos sólidos.

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Figura 21 – Ordem de prioridade para gestão dos resíduos sólidos, conforme Lei
12.305/2010.

Fonte: MMA/ICLEI (2012).

7.4.3 Análise de Cenários Futuros

Os cenários futuros para a gestão dos resíduos sólidos descrevem


hipóteses de situações possíveis ou desejáveis, permitindo uma reflexão sobre as
alternativas de futuro. São propostos com o intuito de auxiliar no planejamento
estratégico das ações a serem executadas, apontando possibilidades,
condicionantes, vantagens e desvantagens para cada modelo apresentado.
O principal objetivo da metodologia proposta de cenarização é apresentar,
propor e indicar subsídios técnicos para a tomada de decisões por parte dos
gestores públicos. Entende-se que para cada cenário pode-se estabelecer diversas
condicionantes, tendo em vista a complexidade em vários aspectos da gestão dos
resíduos sólidos. Para sintetizar e facilitar a compreensão, são apresentadas as
principais, baseadas no diagnóstico e nas discussões com grupo técnico e com a
população nas audiências públicas.
Para estabelecer os cenários condicionantes foram observadas, como
aspectos gerenciais, normativos, de segurança do trabalho, considerando também o
preconizado no artigo 58 da Lei nº 12.305/2010, a qual determina que os planos de
gerenciamento de resíduos sólidos podem prever a participação de cooperativas ou
associações de catadores de materiais recicláveis no gerenciamento dos resíduos
quando:
I - Houver cooperativas ou associações capazes técnica e
operacionalmente de realizar o gerenciamento dos resíduos sólidos;

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II - Utilização de cooperativas e associações for economicamente viável;


III- Não houver conflito com a segurança operacional do empreendimento.
Os cenários são propostos para cada tipo de serviço, como a coleta
convencional, coleta seletiva, centro de triagem, compostagem e ecopontos.
Ressalta-se que os modelos apresentados são propostos dentro de um
planejamento de 20 anos, aperfeiçoando-se conforme a evolução da implantação a
cada quatro anos, prazo legal máximo para realizar a atualização do PMSB.

7.3.3.1 Coleta Convencional

Buscando alternativas para a realização da coleta convencional e


transporte dos resíduos no município, a Quadro 2 apresenta três cenários propostos
para a gestão da coleta convencional, tendo como condicionantes quem realiza,
estrutura gerencial, vantagens e desvantagens do cenário, mão de obra e a
responsabilidade em relação aos investimentos e aquisição de equipamentos.

Quadro 2 - Cenários propostos para a coleta convencional.


Condicionantes Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3
Empresa
Quem realiza Município Consórcio intermunicipal
terceirizada
Empresa
Estrutura gerencial Município Consórcio intermunicipal
terceirizada
Custos reduzidos Otimização da equipe
Autonomia na Controle das
Economia com mão de obra
gestão dos RSU informações
Controle
contratual e legal
Vantagens dos serviços Custo com
prestados equipamentos/maquinários e
Geração de
funcionários dividido entre
empregos Mantimento do os municípios participantes
sistema do consórcio municipal
operacional
existente

Risco de descontinuidade da
Falta de
Custos mais política pública com o
Desvantagens confiabilidade da
elevados término ou cancelamento do
população
Consórcio Intermunicipal

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Condicionantes Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3


Risco de
descontinuidade
da política pública
Informações da Não formalização dos
com o término ou
gestão dos RSU direitos e deveres de cada
cancelamento do
não cadastradas município (inadimplência)
contrato de
prestação de
serviço
Risco de não
Risco de cumprimento de
descontinuidade contrato Distância entre os
com a troca de (prestação do municípios
mandato/governo serviço
inadequado)
Empresa
Mão de obra Município Consórcio Intermunicipal
terceirizada
Empresa
Investimentos/equipamentos Município Consórcio Intermunicipal
terceirizada

Cenário 1
Neste cenário o município administra a gestão da coleta e transporte dos
RSU, possuindo total autonomia do serviço, tanto para a resolução de problemas
como para a proposição de soluções. Além disso, os custos são reduzidos, pois não
há a margem de lucro instituída pelas empresas terceirizadas. A geração de
empregos também se torna uma vantagem para o município.
Como principal desvantagem destaca-se a falta de cadastro por parte da
prefeitura sobre as informações referentes à gestão dos RSU, ficando esses dados
geralmente restritos ao conhecimento de uma pessoa do setor responsável. Outra
desvantagem é o risco de descontinuidade dos serviços com a troca de
mandato/governo.
Neste Cenário os funcionários atuantes na coleta e transporte dos RSU
são integrantes do corpo de funcionários da PMA. Frente a este panorama, o
município deve realizar capacitação e treinamento da guarnição, disponibilizar e
fiscalizar o uso dos equipamentos de proteção individual, manter os veículos nos
padrões de segurança e se adequar a todas as normas e legislações específicas
deste eixo.
Em relação aos investimentos, o município é o responsável pela captação
dos recursos, responsabilizando-se pela aquisição e manutenção da frota de
veículos e equipamentos.
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Cenário 2
Neste cenário o município terceiriza os serviços de coleta e transporte dos
RSU, mantendo, portanto, o sistema operacional atual.
Como vantagens deste modelo cita-se a otimização/minimização da
equipe, controle de informações, controle contratual e legal dos serviços prestados e
o mantimento do sistema operacional existente. Ressalta-se que dentro deste
Cenário o município deve registrar em contrato todos os parâmetros e leis a serem
adotados durante o processo operacional.
Como desvantagens, podem-se citar os custos mais elevados, devido à
margem de lucro adotada pelas empresas, e o risco de não cumprimento de contrato
e prestação do serviço inadequado, o que geraria inúmeros problemas para a
administração pública.
Neste modelo a empresa terceirizada controla toda a mão de obra e
realiza todos os investimentos em equipamentos e veículos necessários. Salienta-se
que cabe à gestão pública, neste caso, acompanhar e fiscalizar os procedimentos
operacionais e o atendimento legal a todos os princípios da gestão de resíduos
sólidos por parte da contratada.

Cenário 3
Neste Cenário o município integra um consórcio intermunicipal, onde os
serviços de coleta, transporte e estrutura gerencial dos resíduos sólidos urbanos são
realizados pela equipe do consórcio.
Neste contexto o município não precisa contratar funcionários para
realizar as atividades, uma vez que esta obrigação sobressai ao consórcio. Ademais,
toda a parte de investimentos e custos com equipamentos e maquinários é de
responsabilidade do mesmo, o qual pode ser dividido entre os municípios
integrantes ou ser buscado através de fontes de financiamento.
No entanto, pode ocorrer uma grande quantidade de inadimplência,
devido a não formalização dos direitos e deveres de cada município. Além disso, o
município corre o risco com o término ou cancelamento do consórcio.

7.3.3.2 Coleta Seletiva e Centro de Triagem

A implantação da coleta seletiva dentro de um município tange


69
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conjuntamente com a estruturação de um centro de triagem para realização do


processo de separação dos materiais. Este modelo tende a impactar diretamente na
redução da exploração de matérias-primas renováveis e não renováveis, diminuição
dos gastos dentro dos processos produtivos, minimização dos custos com
destinação final dos resíduos em aterro sanitário e aumento da vida útil deste.
Fundamentado nas previsões que devem constar no gerenciamento dos
resíduos sólidos e embasado no artigo 36 da Lei nº 12.305/2010, que fortalece a
inclusão social das pessoas de baixa renda, criou-se para Araquari cenários ideais
que devem contemplar a coleta seletiva.
O Quadro 3 apresenta cinco cenários de gestão, de acordo com o que foi
solicitado pela população nas audiências públicas e o que pode ser viável
tecnicamente.
A avaliação do cenário que melhor se adequar ao município deve ser
realizada pelos gestores dos serviços de manejo de resíduos, avaliando os prós e
contras das opções detalhadas abaixo.

70
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Quadro 3 - Cenários propostos para a coleta seletiva e central de triagem.


Condicionantes Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5

O município realiza
O município realiza a coleta a coleta seletiva e O Consórcio
O município realiza a Empresa terceirizada
seletiva e implanta um centro integra um Intermunicipal realiza
coleta dos materiais realiza a coleta
Quem realiza de triagem através da formação consórcio a coleta seletiva e
recicláveis e vende para seletiva e opera a
de cooperativa ou associação intermunicipal para opera a central de
empresa terceirizada central de triagem
de catadores operar a central de triagem
triagem

Prefeitura em parceria com Prefeitura e


Prefeitura e empresa Consórcio
Estrutura gerencial cooperativa ou associação de Empresa terceirizada consórcio
terceirizada intermunicipal
catadores intermunicipal

Integra no processo de coleta Economia com Centralização das informações de


Controle das
seletiva pessoas de baixa investimentos em resíduos coletados e resíduos
informações
renda e catadores do município equipamentos aproveitados

Maior controle operacional e auxílio


Economia com mão de obra Otimização da equipe técnico dos gestores do consórcio as
cooperativas ou associações de catadores

Controle contratual e
Priorização na obtenção de Economia com implantação, manutenção e
Vantagens legal dos serviços
recursos Controle das gestão dos resíduos recicláveis
prestados
informações

Otimização da equipe
Adequação das diretrizes da Padronização dos
Política Nacional de Resíduos procedimentos
Sólidos (PNRS) Controle contratual e operacionais
Minimização dos riscos e impactos
legal dos serviços
ambientais
prestados

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Condicionantes Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5

Favorecimento de tecnologias mais


avançadas

Falta de confiabilidade da Risco de descontinuidade dos serviços com o Risco de descontinuidade da política
população quanto aos serviços término ou cancelamento do contrato de pública com o término ou cancelamento do
prestados pelo município prestação de serviços consórcio intermunicipal

Elevado custo inicial para a Não formalização dos direitos e deveres


compra dos equipamentos de cada município (inadimplência)

Desvantagens Quando não há


comprometimento e auxílio dos
Falta de inclusão social de pessoas de baixa
gestores públicos a cooperativa Distância entre os municípios
renda e catadores do município
ou associação de catadores
enfrentam problemas de gestão

Elevado custo com


A possível não adesão dos catadores
manutenção e combustível dos
devido à localização da central de triagem
veículos

Cooperativa ou associação de
Prefeitura e Prefeitura e
catadores com Prefeitura e empresa
Mão de obra Empresa terceirizada consórcio consórcio
auxílio/supervisão da equipe terceirizada
intermunicipal intermunicipal
técnica da prefeitura
Cooperativa ou associação de
Investimentos/ Prefeitura e Prefeitura e
catadores investem conforme Prefeitura e empresa
Empresa terceirizada Consórcio consórcio
Equipamentos arrecadação e prefeitura capta terceirizada
Intermunicipal intermunicipal
recursos através de projetos

72
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Cenário 1
No Cenário 1 propõe-se que o município realize a coleta seletiva e opere
a central de triagem, através da criação de uma cooperativa ou associação de
catadores. Este modelo fortalece o trabalho dos catadores do município e
proporciona opções de trabalho e renda, seguindo as diretrizes estabelecidas na
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Este é um cenário possível
pensando-se a médio e longo prazo, através do crescimento da população.
Deverá ser prevista a construção de um local adequado para instalação
do Centro de Triagem, bem como os equipamentos necessários – esteira, tulha,
prensa, entre outros, além do licenciamento ambiental do local e outras autorizações
que se fizerem necessárias. Para isso, a prefeitura deve elaborar projetos e solicitar
recursos junto ao governo, e trabalhar para reunir e capacitar os catadores.
Deve-se ressaltar que fica sob a responsabilidade da prefeitura captar
recursos para a estruturação do centro de triagem, bem como dar suporte a
cooperativa ou associação na parte administrativa, financeira e técnica, além de
capacitá-los e gerir os conflitos internos.
Como dificuldade a ser encontrada, ressalta-se o elevado custo para a
compra dos equipamentos, manutenção e combustível dos veículos. Além disso,
deverá haver um grande comprometimento e auxílio dos gestores públicos, caso
contrário, a cooperativa ou associação de catadores poderá enfrentar problemas de
gestão.

Cenário 2
No cenário 2 propõe-se que o município realize a coleta seletiva e venda
os resíduos recicláveis para empresa de reciclagem.
Nesse cenário a Prefeitura detém a responsabilidade administrativa e
financeira do processo de coleta e transporte dos resíduos recicláveis, no entanto,
após o encaminhamento dos mesmos, todos os procedimentos, custos e
investimentos competem à empresa terceirizada. Ressalta-se que mesmo
terceirizando o serviço, o município possui responsabilidade sobre a correta
destinação dos resíduos. Sendo assim, é de suma importância que seja exigido o
cumprimento das legislações, bem como o acompanhamento periódico da empresa
de reciclagem.
73
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As desvantagens estão associadas ao risco de descontinuidade dos


serviços com o término ou cancelamento do contrato de prestação de serviços e a
falta de inclusão social de pessoas de baixa renda e catadores do município.

Cenário 3
No Cenário nº 3 propõe-se a terceirização dos serviços de coleta e
transporte dos materiais recicláveis e a operacionalização da central de triagem.
Neste contexto, o município se exime da operacionalização dos serviços, pagando
assim pela realização deste. No entanto, é de suma importância que a equipe
municipal responsável pelo sistema de gerenciamento de resíduos sólidos
acompanhe e fiscalize o cumprimento de todos os procedimentos operacionais, a fim
de garantir a qualidade da coleta seletiva.
Esse modelo de gestão tem como vantagem o controle e centralização
das informações, a otimização da equipe e o controle contratual e legal dos serviços
prestados.
Como desvantagens ressaltam-se o risco de não cumprimento das
cláusulas do contrato e a descontinuidade dos serviços com o término ou
cancelamento do contrato de prestação de serviço. A possível falta de inclusão
social de catadores e pessoas de baixa renda do município no processo de coleta
seletiva, sendo outra desvantagem que se apresenta, já que os mesmos podem ser
contratados pela empresa terceirizada, porém, perderão a autonomia sobre o
serviço de triagem e venda de materiais, tornando-os apenas empregados da
empresa contratada, o que vem a desmotivar sua integração no processo.
Enfatiza-se nesse cenário a necessidade de adequação do modelo de
gestão conforme diretrizes dos governos municipais, estaduais e federais,
incentivando o trabalho dos catadores na central de triagem, da melhor forma
possível.

Cenário 4
Neste cenário o setor responsável pela gestão dos resíduos sólidos
gerencia o processo de coleta seletiva dentro do município, o qual será executado
com equipamentos e funcionários da mesma. Sendo que o processo de triagem dos
resíduos recicláveis é realizado por um consórcio intermunicipal, ou seja, o
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município de Araquari pode consolidar em parceria com municípios vizinhos um


consórcio para compartilhar uma central de triagem.
Têm-se como vantagens a redução dos gastos com investimentos em
equipamentos e construção de um galpão, bem como a economia com a mão de
obra. Entretanto, há o risco de descontinuidade com o término do consórcio e
consequentemente paralização dos serviços.
A distância entre Araquari e o centro de triagem, caso este não esteja
localizado no território do município, pode ser uma dificuldade encontrada pela
gestão pública, pois dependendo da localização do galpão e a situação das vias de
acesso, custos altos com combustível e manutenção dos caminhões podem ser
encontrados. A distância também poderá comprometer a integração dos catadores
do município no processo de coleta seletiva, já que muitos não terão meios de ir até
o centro de triagem e outros não se motivarão a trabalhar fora de seu município.
Conforme mencionado no cenário 3, a não formalização dos direitos e
deveres de cada município com as suas respectivas penalidades (inadimplência) é
uma desvantagem já que pode vir a comprometer todo o sistema de gestão dos
resíduos de coleta seletiva.

Cenário 5
No cenário 5 o município integra um consórcio intermunicipal para realizar
a coleta seletiva e operar a central de triagem.
Este modelo apresenta como vantagens a centralização dos resíduos
coletados, maior controle operacional e auxilio técnico dos gestores do consórcio as
cooperativas ou associações, a divisão das despesas com os municípios
participantes, a otimização da equipe e a economia com implantação, manutenção e
gestão dos resíduos recicláveis. Além disso, pode favorecer o uso de tecnologias
mais avançadas devido à divisão dos investimentos.
Outra vantagem, é que por meio dos consórcios, as cooperativas ou
associações de catadores tem a possibilidade de receber maior apoio técnico de
gestão, em comparação quando implantadas pelos municípios. Ressaltando
também, o apoio social aos catadores e pessoas de baixa renda que, geralmente,
são integradas no processo de triagem dos materiais recicláveis, o que vem a
contribuir com o bom funcionamento do centro de triagem.
75
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Assim como o cenário 4, a distância entre o município e o centro de


triagem, caso este não esteja localizado no território do município, pode ser uma
dificuldade encontrada pela gestão pública. A distância também poderá
comprometer a integração dos catadores do município. Além disso, a não
formalização dos direitos e deveres de cada município pode caracterizar-se como
uma desvantagem, pois pode comprometer todo o sistema de gestão devido às
inadimplências.

7.3.3.2.1 Logística Operacional da Coleta Seletiva

O Quadro 4 apresenta três cenários propostos para a logística


operacional da coleta seletiva, tendo como condicionantes a forma de execução,
acondicionamento e disposição para coleta, acondicionamento dos resíduos,
frequência, vantagens, desvantagens e mão de obra.

Quadro 4 - Cenários propostos para a logística operacional da coleta seletiva.


Coleta Seletiva – Logística operacional

Condicionantes Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3


Forma de Coleta porta a porta nos Prefeituras disponibilizam
execução, coletores já existentes coletores coletivos (LEV– Coleta porta a porta nos
acondicionamento nas residências em dias Locais de Entrega coletores já existentes
e disposição para diferenciados da coleta Voluntária) para nas residências
coleta convencional recicláveis
Coletores coletivos
Sacolas utilizadas instalados pelos Distribuição de sacos e
Acondicionamento
comumente pela municípios por tipologia sacolas específicas
dos resíduos
população (podem ser contêineres) para a coleta seletiva
(LEV)
Pode ocorrer nos
Dias alternados com a Conforme capacidade dos
Frequência mesmos dias da coleta
coleta convencional coletores
convencional
Dispensa o transporte
A instalação de LEV dá
por parte do usuário dos Torna fácil a
maior visibilidade ao
resíduos até o local da identificação dos
programa de coleta
coleta, permitindo maior materiais recicláveis
seletiva
participação

Vantagens Aglutinam os moradores e


Mantêm a mesma
associações comunitárias
relação existente para a
no seu entorno Agiliza o processo de
coleta convencional
promovendo maior coleta seletiva por parte
entre o serviço público
sensibilização e dos coletores
de manejo de resíduos
mobilização dos
sólidos e o usuário
beneficiários
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Coleta Seletiva – Logística operacional

Condicionantes Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3


Permite correção da
segregação mais de
perto pela possibilidade
Melhora a qualidade do material triado na fonte
de contato direto do
agente da coleta com o
morador
A própria população,
suficientemente motivada,
Cria um vínculo entre o
Permite medir a adesão deposita seus materiais
usuário do programa de
da população ao recicláveis em pontos
coleta seletiva e a
programa, identificando predeterminados pela
prestadora do serviço
as adesões administração pública,
de coleta
onde são acumulados
para remoção posterior
Simplifica os
procedimentos para a Estimula novos hábitos
coleta seletiva por parte para a população
da população Facilita a coleta seletiva
e inibe a ação de
Não demanda maiores catadores autônomos
Custos menores com
investimentos em
combustível, reduzindo a
coletores maiores e
rota de coleta
sacolas especiais
Os custos de transporte Aumenta os custos
Facilita ação de catadores
são mais elevados e a operacionais
autônomos, prejudicando
produtividade por (transporte e
a cooperativa ou
quilômetro percorrido é sacos/sacolas
associação
muito baixa. específicas)
Requer maior mobilização
Maior risco dos resíduos
social e divulgação pelas Dificuldades pela falta
orgânicos serem
dificuldades pela falta de de conhecimento por
misturados aos
conhecimento por parte da parte da população
recicláveis
população
Desvantagens
Se não houver Maior custo com
participação da instalação e manutenção
população e divulgação de coletores e locais de
das datas e horários da entrega voluntária
coleta seletiva, podem
Maior risco de não ter
ser coletados os Risco de haver menor continuidade da coleta
resíduos orgânicos junto número de coletores do
aos recicláveis, que o necessário por falta
prejudicando o trabalho de recursos financeiros
de triagem dos por parte da prefeitura
catadores
Cooperativa ou Cooperativa ou
Cooperativa ou
associação de associação de
Mão de obra associação de catadores
catadores ou catadores ou
ou contratados
contratados contratados

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Cenário 1
No cenário 01 propõe-se que o município realize a coleta seletiva porta a
porta nas residências em dias alternados da coleta convencional. Os resíduos
devem ser armazenados em sacolas plásticas utilizadas comumente pela população
(sacolas de supermercados).
Como vantagem, há a maior participação da população, tendo em vista
que esse modelo dispensa o transporte dos resíduos por parte do usuário até o local
da coleta, mantém a mesma relação existente para a coleta convencional e não
demanda investimentos em coletores e sacolas especiais.
Para o município esse cenário apresenta custos mais elevados, tendo em
vista os altos investimentos com transporte e pequena produtividade por quilômetro
percorrido. Além disso, se não houver uma participação efetiva da população e
divulgação das datas e horários da coleta seletiva, os resíduos orgânicos podem ser
colocados junto aos recicláveis, prejudicando o trabalho de triagem dos catadores e
não tornando o programa eficiente.

Cenário 2
Neste cenário propõe-se que o município disponibilize Locais de Entrega
Voluntária (LEV) para os recicláveis. Nessa situação, a população deposita seus
resíduos recicláveis em pontos predeterminados pela administração pública, onde
são acumulados para remoção posterior, conforme a capacidade dos coletores.
Esse modelo apresenta maior visibilidade ao programa de coleta seletiva,
devido à instalação de pontos de entrega, melhora a qualidade do material triado na
fonte, reduz custos com combustível e estimula novos hábitos para a população.
No entanto, o sistema pode prejudicar a cooperativa ou associação de
catadores existente, devido a fácil ação de catadores autônomos. O modelo exige
maior mobilização social e divulgação pelas dificuldades na falta de conhecimento
por parte da população e maior custo com instalação e manutenção de coletores e
LEV, o que pode levar a um número insuficiente de coletores e LEV.

Cenário 3
No cenário 3 propõe-se que o município realize a coleta seletiva porta a
porta nas residências, podendo ocorrer nos mesmos dias da coleta convencional,
porém com um caminhão preparado e identificado para a coleta seletiva. No entanto,
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para diferenciar da coleta convencional, os resíduos recicláveis devem ser


armazenados em sacos e/ou sacolas específicas.
Como vantagem desse modelo, há a maior agilidade no processo de
coleta, tendo em vista a fácil identificação dos materiais recicláveis por parte dos
coletores. A identificação dos resíduos recicláveis permite uma melhora significativa
na qualidade do material triado na fonte, tendo em vista que não será enviado para a
Central de Triagem, resíduos não identificados como recicláveis.
No entanto, esse modelo apresenta custos operacionais mais elevados,
devido aos altos investimentos com transporte e sacos/sacolas especiais. Os
investimentos possibilitam a não continuidade do programa.

7.3.3.3 Centro de Compostagem

A compostagem é a decomposição aeróbia dos resíduos orgânicos de


origem animal ou vegetal - através de processos físicos, químicos e biológicos –
promovido por uma colônia mista de microrganismos na presença de oxigênio e,
portanto, precisa de condições físicas e químicas adequadas para levar à formação
de um produto de boa qualidade (BARROS, 2012).
Associado a outros programas que estimulem a agricultura familiar e a
implementação de hortas domésticas, os nutrientes produzidos podem ser utilizados
em jardins, hortas, substratos para plantas e na adubação de solo para produção
agrícola em geral, devolvendo para a terra os nutrientes que necessita, aumentando
sua capacidade de retenção de água, permitindo o controle de erosão e evitando o
uso de fertilizantes sintéticos.
Com a utilização deste método e a produção do composto, reduz-se a
quantidade de matéria orgânica disposta em aterros, diminuindo os custos com
transporte e disposição adequada, volume de chorume e metano produzidos e
proporcionando o aumento da vida útil do aterro.
Além de restos de comida presente nos resíduos sólidos urbanos, podem
ser compostados também restos de lavouras e capineiras, estercos de animais,
aparas de grama, folhas, galhos, resíduos de agroindústrias, como: restos de
abatedouros, cama de aviário e farinha de ossos. Carne, peixe, laticínios, gorduras,
queijo, manteiga, excrementos de animais, resíduos de jardim tratados com

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pesticidas, plantas doentes ou infestadas com insetos, cinzas de carvão, têxteis,


tintas, pilhas, vidro, metal, óleo, couro, plástico e medicamentos não devem ser
utilizados para fazer compostagem.
O artigo 36 da Lei nº 12.305/2010 determina que no âmbito da
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, cabe ao titular dos
serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, observado o
plano de gestão integrada de resíduos sólidos, implantar compostagem para
resíduos sólidos orgânicos e articular com os agentes econômicos e sociais formas
de utilização do composto produzido.
De acordo com os dados levantados, Araquari possui uma geração média
mensal em 2014 de 565,07 toneladas de resíduos e, conforme estudo de
composição gravimétrica realizado, 25,87% dos resíduos gerados correspondem à
fração orgânica, correspondendo a 146,18 toneladas mensais de resíduos
orgânicos. Essa quantidade de resíduo, através da compostagem, pode virar um
composto orgânico e diminuir os gastos com disposição final em aterro sanitário.
Para atendimento da Lei nº 12.305/10, Araquari deve implantar um centro
de compostagem para tratar corretamente os resíduos orgânicos gerados.
Conforme MMA (2010), as vantagens na adoção de sistema de
reciclagem orgânica de resíduos sólidos urbanos (industrial e doméstico) e rurais
são:
- No processo de decomposição em compostagem ocorre somente a
formação de CO2, H2O e biomassa (húmus). O processo de fermentação, na
presença de oxigênio (aeróbico), permite que não ocorra a formação do gás metano
(CH4), considerado muito mais agressivo e nocivo ao meio ambiente do que o gás
carbônico, em termos de aquecimento global;
- Redução do lixo destinado a aterro e consequente economia com os
custos de disposição e aumento de sua vida útil;
- Revalorização e aproveitamento agrícola da matéria orgânica;
- Reciclagem de nutrientes para o solo;
- Eliminação de patógenos devido à alta temperatura atingida no
processo;
- Economia no tratamento de efluentes.
Conforme modelo de planejamento indicado pelo MMA (2010), para
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implantar a compostagem deve-se atentar para duas etapas: planejamento e


implantação.
A etapa de planejamento compreende:
- Diagnóstico da situação dos resíduos sólidos gerados;
- Definição de objetivos e metas para a compostagem;
- Definição de programas, projetos e ações necessárias para atingir os
objetivos e as metas traçadas;
- Definição da estrutura física e gerencial necessária;
- Programas e ações de capacitação técnica e de educação ambiental,
voltados para sua implementação e operacionalização da compostagem;
- Investimentos necessários e sistema de cálculo dos custos da atividade
de compostagem dos resíduos orgânicos, bem como a forma de cobrança;
- Sistema de monitoramento e avaliação sistemática da eficiência e
eficácia das ações programadas, por meio de indicadores de desempenho
operacional e ambiental;
- Ações para emergências e contingências.
A etapa de implantação compreende:
- Elaboração de projetos;
- Realização de obras;
- Aquisição de equipamentos e materiais;
- Sensibilização e mobilização dos geradores;
- Capacitação das equipes envolvidas;
- Articulação de parcerias;
- Negociação para venda do composto;
- Operação da coleta diferenciada;
- Operação das unidades.
De acordo com Barros (2012), o processo de tratamento ocorre em duas
fases distintas, a física e a biológica. A etapa física consiste no preparo dos resíduos
(triagem, trituração e homogeneização), resultando no composto cru e, a biológica é
a fase onde ocorre a degradação e a digestão microbiológica, resultando no
composto curado (bioestabilizado).
As duas etapas estão apresentadas e descritas no fluxograma abaixo.

81
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Figura 22 - Etapas física e biológica do processo de tratamento de compostagem.

Fonte: BARROS, 2012.

A recepção/estocagem deve ser realizada em piso pavimentado (concreto


ou massa asfáltica), preferencialmente impermeabilizado, possuir sistema de
drenagem pluvial e permitir a incidência solar em toda a área.
No dimensionamento do pátio, deve-se prever espaço entre as leiras para
circulação de caminhões, pás carregadeiras ou máquinas de revolvimento, e
também áreas para estocagem do composto orgânico pronto.
A etapa de triagem é realizada para separar o material a ser compostado
dos demais materiais, podendo ocorrer de forma manual e/ou mecânica; a trituração
tem como objetivo diminuir o tamanho das partículas, aumentando sua área
superficial e acelerando o tempo/processo de decomposição.

8.3.3.3.1 Rotina de operação

A rotina de operação do centro de compostagem requer procedimentos


diários, mensal, semestral ou anual. Abaixo, seguem os procedimentos:
82
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Procedimentos diários:
- Fazer uso rigoroso de EPI. Os funcionários devem utilizar respirador
individual, luvas, botas e aventais, e trocar os uniformes a cada dois dias, ou antes,
se necessário;
- Verificar a umidade das leiras. Havendo excesso de umidade, adicionar
palha ou materiais fibrosos, cobrindo-as com uma camada fina de composto
maturado e, em período chuvoso, com lona. Se o material estiver muito seco,
adicionar água;
- Identificar as leiras até os 120 dias de compostagem, com placas
numeradas;
- Ler e anotar a temperatura diária das leiras durante a fase de
degradação ativa (90 dias) e durante a fase de maturação (30 dias), até completar o
ciclo de 120 dias de compostagem;
- Promover a aeração a cada reviramento (a cada três dias). Se o material
estiver muito compactado, adicionar material fibroso, aumentando os vazios;
- Retirar durante os reviramentos os inertes presentes nas leiras;
- Atentar para a presença dos nutrientes essenciais ao processo;
- Garantir o tamanho de até 05 cm das partículas a compostar;
- Eliminar as moscas, cobrindo as leiras novas com uma camada de
composto maturado e dedetizando as canaletas;
- Impedir o armazenamento de resíduos e sucatas no pátio;
- Retirar qualquer vegetação produzida nas leiras.
Procedimentos mensais:
- Limpar os ralos e as canaletas de drenagem;
- Verificar as condições de impermeabilização do piso do pátio e das
juntas de dilatação;
- Testar o funcionamento e substituir, caso necessário, a torneira e a
mangueira que abastecem o pátio de compostagem.
Procedimentos semestral ou anual:
- Promover a poda da vegetação no entorno do pátio de compostagem a
fim de evitar qualquer sombreamento.
A Figura 23 apresenta as etapas do funcionamento de um pátio de
compostagem.
83
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Figura 23 – Etapas de funcionamento de um centro de compostagem.

Fonte: IPAT/UNESC, 2015.

O Quadro 5 apresenta três cenários propostos para a gestão do centro de


compostagem.

Quadro 5 - Cenários propostos para a gestão do centro de compostagem.


Compostagem

Condicionantes Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3


Estrutura
Prefeitura Consórcio Intermunicipal Prefeitura
gerencial
Implantação de uma
unidade de
Implantação de uma Compostagem
processamento de
Quem realiza unidade de processamento doméstica e/ou
resíduos orgânicos
de resíduos orgânicos comunitária
através de consórcio
intermunicipal
Redução do volume e
Redução de custos com disposição final no aterro resíduos orgânicos
Vantagens coletados
Utilização do composto na Redução de custos para Difusão e resgate de

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Compostagem

Condicionantes Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3


jardinagem das praças rateamento entre as técnicas simples de
públicas e na agricultura Prefeituras valoração da fração
familiar orgânica
Centralização dos
procedimentos,
diminuindo erros
operacionais
Não há gasto com Utilização do composto
transporte até o aterro Minimização dos riscos e produzido em hortas e
sanitário impactos ambientais jardins e na agricultura
Favorecimento da familiar
adoção de tecnologias
mais avançadas
Aumento da vida útil do aterro sanitário
Maior custo para a prefeitura Disponibilizar área
próxima ao aterro para
Dificuldade em encontrar
construção de um centro
área disponível
de valorização da fração
orgânica
Risco de
descontinuidade da
política pública com o Disponibilidade de
término ou tempo e espaço junto às
cancelamento do hortas domésticas para
Desvantagens Adquirir área e implantar
consórcio confecção de leiras
usina/central de
compostagem Distância entre os
municípios do consórcio
Não formalização dos
direitos e deveres de
cada município
(inadimplência)
Necessidade de capacitação, treinamento e orientação sobre o processo de
compostagem
Cada gerador em sua
Mão de obra Prefeitura Consórcio intermunicipal
residência
Investimentos/ Solução tecnológica
Prefeitura Consórcio intermunicipal
Equipamentos simples de baixo custo

Cenário 1
No cenário 1 o município é o responsável por implantar uma unidade de
processamento de resíduos orgânicos. A presença da unidade de compostagem no
município reduziria os custos com transporte e disposição final dos resíduos
orgânicos em aterro sanitário, o que acarretaria no aumento da vida útil do mesmo.
Ainda cabe destacar que o composto gerado pode ser utilizado nas praças públicas

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e na agricultura familiar.
Entre as dificuldades está a de o governo municipal encontrar um local
adequado para a instalação da unidade, bem como, arcar com todos os custos
gerados para a implantação e operacionalização do sistema. Também seria de
responsabilidade da prefeitura a contínua capacitação, treinamento e orientação dos
envolvidos sobre o processo de compostagem.

Cenário 2
Neste cenário, a unidade de processamento de resíduos orgânicos é
implantada em parceria com outros municípios (consórcio intermunicipal).
Esse modelo apresenta como vantagem à centralização dos
procedimentos, maior controle operacional, a divisão das despesas com os
municípios participantes, a diminuição dos custos com aterro sanitário e o
consequente aumento da vida útil do aterro sanitário (menor quantidade de resíduos
enviados para o aterro). Além disso, a união dos municípios permite a minimização
dos riscos e impactos ambientais e favorece o uso de tecnologias mais avançadas,
devido à divisão dos custos de investimentos.
Entretanto, há o risco de descontinuidade com o término do consórcio e
consequentemente paralização dos serviços.
A distância entre o município e o centro de compostagem, caso este não
esteja localizado no território do município, pode ser uma dificuldade encontrada,
pois dependendo da localização do mesmo e a situação das vias de acesso, custos
altos com combustível e a manutenção dos caminhões podem ser encontrados. A
não formalização dos direitos e deveres de cada município com as suas respectivas
penalidades (inadimplência) é uma desvantagem já que pode vir a comprometer
todo o sistema de gestão.
Além disso, há a necessidade de se realizar capacitação, treinamento e
orientação contínua sobre o processo de compostagem a todos os funcionários
envolvidos no processo de compostagem.

Cenário 3
O cenário 3 sugere que a Prefeitura Municipal incentive a compostagem
doméstica e/ou comunitária. Tal programa tem a vantagem de difundir e resgatar
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técnicas simples de valoração da fração orgânica, sendo que o composto produzido


nas residências seria reaproveitado em hortas, jardins e na agricultura familiar, vindo
a contribuir para a redução do volume e resíduos orgânicos coletados.
As desvantagens estão relacionadas à disponibilidade de tempo e espaço
junto às hortas domésticas para confecção de leiras, tendo em vista que Araquari
apresenta uma pequena parcela do território caracterizado como área rural.
Salienta-se a contínua necessidade de capacitação, treinamento e orientação sobre
o processo de compostagem para a população.

7.3.3.4 Destinação Final

A destinação final dos resíduos sólidos se refere à distribuição dos


rejeitos em aterro sanitário, observando-se as normas operacionais especificas para
evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos
ambientais adversos.
Contemplando o atendimento as soluções ideais, propuseram-se dois
cenários potenciais (adotar Quadro 6).
Ressalta-se que não foram apontadas áreas para disposição final de
resíduos sólidos urbanos (aterro sanitário) e aterro de resíduos sólidos de
construção civil e resíduos inertes dentro do município, pois este informou que não
conhece, segundo Plano Diretor, áreas para essas finalidades.
Entretanto enfatiza-se a importância do poder público realizar estudo para
verificação de viabilidade econômica e técnica para implantação dessas áreas.
Conforme Monteiro (2001) a seleção de um lugar adequado para a
localização de uma unidade de tratamento, processamento e disposição final dos
resíduos sólidos depende de alguns critérios. Alguns parâmetros excluem
absolutamente a possibilidade de construção em uma área determinada. Outros têm
que ser considerados como fatores negativos, quando se avalia a situação de um
local, especialmente, os estudos relacionados à hidrologia, geologia, geotecnia,
principalmente, quando seleciona-se uma área para aterro sanitário.
A construção de uma aterro sanitário deve atender ao disposto nas NBR:
NBR 15849 de 2010 - resíduos sólidos urbanos – aterros sanitários de pequeno
porte – diretrizes para localização, projeto, implantação, operação e encerramento;

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NBR 8419 de 1992 - apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos


sólidos urbanos; NBR 13896 de 1997 - Aterro de resíduos não perigosos – critérios
para projeto, implantação e operação. Além de atender aos requisitos solicitados
pelo órgão ambiental licenciador.
Em relação a implantação de aterro de resíduos inertes, deve-se
considerar os critérios estabelecidos na NBR 15.113/2004.

Quadro 6 - Cenários propostos para a destinação final.


Condicionantes Cenário 1 Cenário 2
Quem realiza Consócio intermunicipal Empresa Terceirizada
Estrutura gerencial Consócio intermunicipal Empresa Terceirizada
Menor custo para destinação
Otimização de funcionários
final
Vantagens Otimização de funcionários Controle das informações
Controle contratual e legal dos Controle contratual e legal dos
serviços prestados serviços prestados

Encerramento do consórcio Custos mais elevados

Risco de descontinuidade da
política pública com o término
Desvantagens ou cancelamento do contrato de
Risco de descontinuidade com a prestação de serviços
troca de governo
Risco de não cumprimento de
contrato (prestação do serviço
inadequado)
Mão de obra Consócio intermunicipal Empresa terceirizada
Investimentos/
Consócio intermunicipal Empresa terceirizada
equipamentos

Cenário 1
Neste cenário o município integra um consórcio intermunicipal, onde
municípios próximos constroem um aterro sanitário que receberá o rejeito gerado
pelos municípios integrantes deste.
Nesse contexto, tem-se a vantagem da diminuição de custos com a
destinação final, bem como o acompanhamento das atividades e participação na
tomada de decisões relacionadas à operacionalização e melhoria continuada do
aterro sanitário.
Entretanto, um dos municípios participantes terá que ceder uma área para
construção do aterro, bem como com o fechamento deste ficará com um passivo
ambiental.
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Cenário 2
Nesta alternativa todo o rejeito coletado é destinado para empresa
terceirizada, a qual é responsável por toda operacionalização, administração e
controle ambiental do aterro sanitário.
Atualmente, esse cenário é adotado pelo município de Araquari.

7.4.4 Compostagem domiciliar

Mesmo após a instalação do pátio de compostagem, a prefeitura deve


incentivar, através de campanhas de educação ambiental, a compostagem
domiciliar. Como vantagem, a prefeitura economiza com a coleta dos resíduos
orgânicos e com os gastos de operação do pátio de compostagem.
A compostagem domiciliar é uma técnica simples, melhora a estrutura do
solo atuando como um adubo natural. Um método bastante simples para aderir a
compostagem é a construção de uma composteira, utilizando quatro paletes do
mesmo tamanho (LIPOR, 2013).
A leira deve possuir uma base de cerca de 1,2 a 1,5m de largura e uma
altura de 0,8 a 1,2m. Uma composteira pode ser de tamanhos, formas e materiais
diversos. O tamanho da composteira deve ser adequado à área disponível e
recomenda-se um volume não maior que 1 m³. O aterramento deve ser feito em
buraco não mais profundo que 30 cm.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (2002), para ter uma boa
eficiência no processo de compostagem domiciliar, deve-se tomar alguns cuidados e
seguir alguns procedimentos, tais como:
- Adicionar materiais de cozinha e de jardim durante o processo;
- Evitar a formação de camadas espessas de um único tipo de material;
- Procurar colocar o lixo de jardim por último, para servir como material de
cobertura. Caso haja pouco material de jardim, procurar cobrir o material de
cozinhas com terra ou serragem;
- Cuidar com a origem da serragem, às vezes ela pode estar contaminada
com cupins e isso poderia causar problemas posteriores;
- Nas composteiras, adicionar material até atingir a sua capacidade. No

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caso das pilhas ou das leiras, deve-se diminuir sua largura à medida que ela se
eleve em forma de um cone para as pilhas, ou de um triângulo com comprimento
longitudinal, de acordo com a disponibilidade do terreno, para as leiras. Estas formas
favorecem o escoamento de águas de chuva;
- Quando a composteira estiver cheia ou a pilha/leira estiver na altura
recomendada, deve-se parar de colocar material fresco, cobri-la e iniciar o
enchimento de uma nova composteira ou formação de uma nova pilha/leira;
- Quanto menor o tamanho e mais diversificado o material, melhor será
para o processo de decomposição pelos microrganismos;
- Material úmido deve ser misturado com material seco, de estrutura
grande com o de estrutura fina, material pobre em nitrogênio com material rico em
nitrogênio. Quantidades grandes de um único material não devem nunca ser
reunidas, como, por exemplo, grama e folhas;
- A decomposição de matéria orgânica facilmente putrescível, como o lixo
de cozinha, favorece a formação de uma camada de material compactado que
impede a aeração natural. Por isso, recomenda-se que seja intercalada com uma
camada de material picado de jardim (denominado material de estrutura) para criar
espaços vazios, evitando assim a compactação;
- Lixo de cozinha deve ser coberto com composto maduro, solo ou folhas
de coqueiros ou bananeira. Isso ajuda a evitar o mau cheiro, a presença de moscas
ou de outros tipos de insetos;
- Materiais muito grandes, como galhos, devem ser picados antes de ser
compostado. Se o material estiver muito seco, umedecê-lo;
- O revolvimento é importante, especialmente para a aeração do material,
que é fonte de oxigênio para os microrganismos que atuam na compostagem.

7.4.5 Alternativa para Ponto de Entrega Voluntária (PEV) e Área de Triagem e


Transbordo (ATT)

A seguir será descrito o funcionamento e as características de um PEV e


de uma ATT.

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7.3.5.1 Pontos de Entrega Voluntária

Estes locais, também chamados de ecopontos, servem para a


acumulação temporária de resíduos da construção civil, resíduos volumosos, da
coleta seletiva (recicláveis) e resíduos com logística reversa.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente:

A implantação dos pontos de entrega deve ocorrer de forma gradativa,


concomitante com dois outros processos: o primeiro, dedicado à
recuperação de todos os locais de deposição irregular presentes na bacia
de captação, possibilitando o resgate da qualidade urbanística; o segundo,
dedicado à promoção de informação concentrada, seguida de fiscalização
renovada, com vistas à alteração de cultura e adesão de todos ao
compromisso com o correto descarte e destinação dos resíduos (BRASIL,
2010, p. 12).
Segundo a NBR 15112:2004, o PEV é uma área de transbordo e triagem
de pequeno porte, integrante do sistema público de limpeza urbana, destinada a
entrega voluntária de pequenas quantidades de Resíduos de Construção Civil (RCC)
e Resíduos Volumosos (RV).
Segundo Schneider; Ribeiro; Salomoni (2013) este tipo de instalação já é
usada em alguns países, como França e Chile. Na França, por exemplo, em 2001,
estavam em operação 2.856 instalações destinadas à recepção de diversos tipos de
materiais recicláveis ou perigosos, como expressão de uma política de prevenção de
deposição irregular de RCC e RV e de facilitação da logística reversa de diversos
outros materiais.
A partir de 2002, destacou-se no Brasil o estabelecimento de políticas
públicas, normas, especificações técnicas e instrumentos econômicos, voltados ao
equacionamento dos problemas resultantes do manejo inadequado de RCC, que
tem nos PEV a sua expressão. No mesmo ano foi aprovada a Resolução CONAMA
307, que definiu responsabilidades e deveres para as administrações municipais e
grandes geradores privados (SCHNEIDER; RIBEIRO; SALOMONI, 2013).
Os PEV representam uma maneira econômica e eficiente para armazenar
e encaminhar corretamente os resíduos que geralmente representam um problema
tanto para a população como para o poder público. Permitem transformar resíduos
difusos em resíduos concentrados, propiciando a definição da logística de
transporte, com equipamentos adequados e custos suportáveis.
Nesses locais deve haver espaço para armazenamento de resíduos de

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podas, madeiras, concreto e alvenaria, volumosos e leves (tais como geladeiras,


sofás, fogões, móveis em geral, entre outros) que geralmente são dispostos em
terrenos baldios e rios de forma inadequada (este tipo de resíduo citado pode ser
triado, se possível restaurado para ser doado às pessoas carentes).
A Figura 24 mostra os materiais que são usualmente recebidos.

Figura 24 - Tipos de resíduos usualmente recebidos em PEV.

Fonte: Schneider; Ribeiro; Salomoni, 2013.

Também pode ser reservado local para que as comunidades e empresas


entreguem os resíduos recicláveis destinados à coleta seletiva. Do PEV este
material deve seguir para uma associação ou cooperativa.
A instalação deve ser dotada, segundo a NBR 15.112, de portão e
cercamento no perímetro da área da operação, construídos de forma a impedir o
acesso de pessoas estranhas e animais e anteparo para proteção quanto aos
aspectos relativos à vizinhança, ventos dominantes e, estética, como por exemplo,
cerca arbustiva ou arbórea no perímetro de instalação (SCHNEIDER; RIBEIRO;
SALOMONI, 2013).
Ainda segundo os autores a área deve ter na entrada identificação visível,
quanto às atividades desenvolvidas; iluminação e energia; local de armazenamento
temporário dos resíduos recebidos, que serão classificados pela natureza e
acondicionados em locais diferenciados segundo suas características; equipamentos
de combate a incêndio e revestimento primário do piso das áreas de acesso;
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operação e estocagem, executados, e, mantidos de maneira a permitir a utilização


sob quaisquer condições climáticas.
A Figura 25 mostra um esquema de como deve ser implantado.

Figura 25 - Modelo de PEV.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente (BRASIL, 2012).

Além dos locais para depósito temporário dos resíduos citados na Figura
25, sugere-se também um local específico para armazenar resíduos perigosos que
eventualmente podem ser encaminhados pela população.
No PEV os resíduos volumosos como móveis e eletrodomésticos devem
ser triados e, se possível, reformados para novo uso, ou então, desmontados para
posterior encaminhamento à ATT. Por exemplo: um sofá – deve-se desmontá-lo,
separando madeira (que pode ser doada) e o tecido (como rejeito, segue para o
aterro sanitário).
A estimativa de custos de implantação e operação do PEV é feita a partir
da concepção e dimensionamento dessa instalação, que consta no documento do
MMA, intitulado de Termo de Referência para prestação de serviços: elaboração do
projeto básico e executivo completo e licenciamento ambiental de Pontos de Entrega
Voluntária e Área de Transbordo e Triagem para resíduos da construção e resíduos
volumosos. O PEV apresenta, segundo o documento, três áreas distintas: área
operacional para RCC e RV, área para resíduos domiciliares secos da coleta
seletiva e infraestrutura administrativa e de apoio operacional. A Tabela 2 apresenta
custos de implantação de PEV por regiões geográficas.

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Tabela 2 - Custos diferenciados por porte e por região geográfica para implantação
de PEV.
Instalação Sul Sudeste Centro-oeste Norte Nordeste
PEV 62.561,98 57.258,03 68.313,25 49.991,59 54.162,48
PEV Central 97.063,08 89.827,40 106.431,17 81.159,40 85.056,42
PEV Simplificado 44.024,85 40.819,53 47.880,20 37.165,23 38.862,10
Fonte: MMA, BRASIL (2010). Custo SINAPI, base junho 2008.

Na Tabela 3, para comparativo, mostra os custos de implantação de PEV


na região Nordeste no ano de 2013, segundo levantamento de SCHNEIDER;
RIBEIRO; SALOMONI (2013). Observa-se que houve um aumento em relação ao
ano de 2008 para a região Nordeste.

Tabela 3 – Custos de implantação de PEV na região nordeste.


ITEM R$
1. Locação 2.158,54
2. Limpeza de Terreno 308,37
3. Cercamento 17.490,84
4. Portões 2.147,48
5. Edificação de Apoio – Área molhada 6.137,03
6. Edificação de Apoio – Área seca 5.666,66
7. Baias de Madeira 11.955,24
8. Cobertura 3.542,99
9. Arrimos de Contenção do Pátio 2.599,24
10. Execução de Platô 2.527,59
11. Instalações Externas 1.179,13
12. Placa de Identificação 2.447,48
13. Tratamento Paisagístico 6.479,19
Total (sem BDI) 64.639,81
Fonte: Schneider; Ribeiro; Salomoni, 2013.

7.3.5.2 Áreas de Triagem e Transbordo

Para a estruturação do modelo pretendido, exige-se a construção de


áreas de triagem e transbordo para que a população possa encaminhar
gratuitamente os resíduos que não são coletados pelos caminhões de coleta
convencional e seletiva.
Desta maneira, propõe-se a instalação de uma área de triagem e
transbordo de resíduos da construção civil, resíduos volumosos e resíduos com

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logística reversa. Este local tem como objetivo principal receber os resíduos
depositados no PEV do município, e a partir dos acordos setoriais, destinar
corretamente os resíduos de logística reversa e os demais resíduos armazenados.
A Figura 26 mostra um modelo de ATT.

Figura 26 – Modelo de ATT.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente (BRASIL, 2012).

Conforme recomendação do Ministério do Meio Ambiente são


características importantes da ATT (BRASIL, 2010):
Receber exclusivamente resíduos originados da ação pública, ou seja,
com exceção dos materiais recicláveis, que podem ser doados aos catadores, os
órgãos privados devem destinar corretamente seus resíduos, atendendo às leis
ambientais e arcando com todos os custos;
Todos os resíduos recebidos nessas áreas devem ser integralmente
triados para posterior deslocamento à destinação adequada, em cumprimento à Lei
12.305/2010 e à NBR 15.112/2004.
De acordo com MMA (BRASIL, 2010) o serviço público prestado para a
coleta dos pequenos volumes necessita ser organizado de forma a atender a toda
área do município. Os pontos de entrega devem ser utilizados como alternativa para
a implantação ou expansão da coleta seletiva dos resíduos recicláveis (papéis,
plásticos, vidros e metais) o que dá resultados de maior alcance para os
investimentos destinados à implantação dessas instalações. A exigência de
estabelecimento da logística reversa para alguns materiais torna-se facilitada com a
existência de pontos de entrega, pois desde que estabelecidos os acordos setoriais
com o setor produtivo, viabiliza-se de imediato o caminho logístico para as
lâmpadas, pilhas e baterias, eletroeletrônicos e pneus.

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Além da ATT, sugere-se também a implantação de um aterro de resíduos


da construção civil – Classe A, conforme normas da ABNT – NBR 15.114, para
destinar corretamente os resíduos de construção e demolição coletados. Frente a
este, o município pode buscar parceria com outros municípios vizinhos, buscando
assim minimizar os gastos empregados na manutenção e sustentação do aterro.
O Quadro 7 mostra os integrantes das classes de RCC e a forma correta
de disposição final.

Quadro 7 - Classes em que devem ser enquadrados os RCC triados.


Classe Integrantes Destinação

Resíduos reutilizáveis ou recicláveis como Deverão ser reutilizados ou reciclados na


aagregados, tais como componentes forma de agregados; ou encaminhados a
cerâmicos, argamassa, concreto e outros, áreas de aterro de resíduos da constrição
A inclusive resíduos recicláveis para outras civil. Estes deverão ser dispostos de modo a
destinações, tais como plásticos, papel e permitir sua posterior reciclagem, ou a futura
papelão, metais, vidros, madeira e outros utilização, para outros fins, da área aterrada

b Deverão ser reutilizados, reciclados ou


Resíduos recicláveis para outras destinações,
encaminhados a áreas de armazenamento
tais como plásticos, papel e papelão, metais,
B temporário, sendo dispostos de modo a
vidros, madeiras, gesso e outras
permitir a sua utilização ou reciclagem futura

c Resíduos para os quais não foram Deverão ser armazenados, transportados e


desenvolvidas tecnologias ou aplicações receber destinação adequada, em
C economicamente viáveis para reciclagem ou conformidade com as normas técnicas
recuperação. específicas

Resíduos perigosos oriundos da construção,


taisd como tintas, solventes, óleos e outros, Deverão ser armazenados, transportados,
como o amianto, ou aqueles efetiva ou reutilizados e receber destinação adequada,
D potencialmente contaminados, oriundos de em conformidade com a legislação e as
obras em clínicas radiológicas, instalações normas técnicas específicas
industriais e outras.
Fonte: MMA, BRASIL (2010).
OBS: Conforme definições da Resolução 307/2002 e Resolução 431/2011 do CONAMA.

Junto à ATT sugere-se também que seja instalado um britador visando


recuperar os resíduos de construção civil (areia, concreto, tijolo) para reutilização em
obras públicas, como em base e manutenção de estradas, por exemplo, de acesso
ao aterro.
Conforme Brasil (2010):

A implantação da rede de pontos de entrega de pequenas quantidades e da


rede de áreas para manejo de grandes quantidades (áreas de triagem e
transbordo, áreas de reciclagem e aterros definitivos de resíduos da
construção) cria as condições de infraestrutura para o exercício das
responsabilidades a serem definidas no novo modelo de gestão. O objetivo
é facilitar o descarte do RCC sob condições e em locais adequados; o
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disciplinamento dos atores e dos fluxos; e o incentivo à minimização da


geração e à reciclagem, a partir da triagem obrigatória dos resíduos
recolhidos (BRASIL, 2010, p. 14).
Para realização do orçamento para implantação dos PEV e da ATT, o
Ministério do Meio Ambiente elenca as variáveis a serem consideradas,
apresentadas no Quadro 8.

Quadro 8 - Itens de custo para implantação de PEV e ATT.


Ponto de Entrega Voluntária Área de Triagem e Transbordo

Locação da obra Locação da obra


Limpeza do terreno Limpeza do terreno
Movimento de terra Movimento de terra
Cercamento Cercamento
Portões pilares Portões pilares
Mureta de contenção Mureta de contenção
Edificações de apoio Edificações de opoio
Baias e cobertura Baias para material triado
Revestimento de talude com briquete Cobertura para RCC
Instalações elétricas e telefônicas Instalações elétricas e telefônicas
Instalações de água Instalações de água
Instalações de esgoto Instalações de esgoto
Prevenção a incêndio Prevenção a incêndio
Cobertura do pátio Cobertura do pátio
Totem de identificação Totem de identificação
Tratamento paisagístico Tratamento paisagístico
Fonte: MMA, BRASIL (2010).

Um diferencial de custo é também apresentado pelo MMA (BRASIL,


2010) para as diferentes regiões geográficas brasileiras considerando-se instalações
de diversos portes destinadas ao recebimento de resíduos em PEV, à triagem em
ATT e à disposição em aterros de RCC Classe A (Tabela 4).
Salienta-se que, em regra geral, os valores de investimentos necessários
à implantação das ações públicas do novo sistema de gestão de resíduos sólidos
são amortizados rapidamente pela significativa redução dos custos operacionais
(BRASIL, 2010).

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Tabela 4 – Custos diferenciados por porte e por região geográfica para implantação
de ATT e aterros.
Instalação Sul Sudeste Centro-oeste Norte Nordeste
ATT - 70 m³/dia 50.499,60 45.514,63 41,652,47 46.058,34 44.922,30
ATT - 135 m³/dia 53.571,22 48.484,97 44.335,09 49.135,90 47.888,38
ATT - 270 m³/dia 141.080,74 124.373,31 113.487,31 124.799,79 117.639,46
ATT - 540 m³/dia 159.361,39 140.932,40 128.618,21 141.209,97 133.292,66
Aterro – 56 m3/dia 14.090,07 12.138,42 13.284,59 16.467,34 14.317,76
Aterro – 108 m3/dia 17.891,40 15.447,27 16.904,66 20.757,73 18.298,64
Aterro – 216 m3/dia 19.981,02 17.266,17 18.894,64 23.116,19 20.486,96
Aterro – 432 m3/dia 26.472,18 22.916,37 25.076,28 30.442,47 27.284,72
Fonte: MMA, BRASIL (2010). Custo SINAPI, base junho 2008.

Todas as orientações necessárias estão descritas no “Manual para


implantação de Sistema de Gestão de Resíduos de Construção Civil em Consórcios
Públicos”. As principais normas técnicas para consulta na elaboração dos projetos
são a NBR 15.112 e 15.113.

7.4.6 Mecanismos para criação de fontes de negócios, emprego e renda,


mediante a valorização de resíduos

A Lei 12.305/2010 fomenta o reconhecimento dos resíduos reutilizáveis e


recicláveis como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e
preconiza em seu art. 16, inciso XXI, a criação de mecanismos para a criação de
fontes de negócios, emprego e renda mediante a valorização dos resíduos sólidos.
A hierarquia das opções de gestão de resíduos definida pelo modelo
apresentado na Figura 27 determina a prioridade dos tratamentos e formas de
valorização dos resíduos. De acordo com este modelo, os resíduos são encarados
como recursos. A prioridade deve ser a prevenção. Quando não for possível
minimizar a geração, devem-se reutilizar os materiais e posteriormente reciclá-los. A
disposição final em aterros deve ser a última opção, quando as outras formas de
tratamento não forem mais possíveis (LIPOR, 2009).

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Figura 27 - Prioridade dos tratamentos e formas de valorização de resíduos.

Fonte: LIPOR (2009).

Uma forma de valorização dos resíduos é a multimaterial, que através de


um centro de triagem os materiais são segregados e ganham valor no mercado,
sendo encaminhados para a indústria recicladora, onde viram matéria prima para
novos produtos.
Para o funcionamento de um centro de triagem de resíduos sólidos
urbanos alguns equipamentos são necessários, como: empilhadeira, carrinho
especial para fardos, balança, prensa hidráulica vertical, esteira, mesa de
separação, funil receptor, bags, entre outros, dependendo da capacidade do mesmo.
Existem algumas técnicas ou equipamentos podem ser utilizados pelas
associações ou cooperativas de materiais recicláveis visando agregar valor aos
resíduos. A coleta seletiva é primordial para valorização dos resíduos, pois quando
os resíduos são segregados na fonte geradora evitam a contaminação de alguns
materiais, como papéis e plásticos, que acabam perdendo valor no mercado da
reciclagem se estiverem contaminados.
É importante também os catadores passarem por processo de
capacitação e treinamento, com a finalidade de aumentar a capacidade operacional
e segregar os materiais em subclasses, sempre visando agregar valor ao material
para a venda.
Para valorar o material triado alguns equipamentos podem ser adquiridos,
como: triturador de vidros, fragmentador industrial de papel, além dos equipamentos
necessários para o beneficiamento de plásticos (moinho granulador, tanque de
lavagem e roda secadora, moto-bomba, centrífugas, secadores, exaustor, silo
dosador e afiador de navalhas).
Outro tipo de valorização muito importante para os RSU, pois a fração
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orgânica representa a parcela mais significativa da massa de resíduos gerados, é a


valorização orgânica. Esta pode ser alcançada através da compostagem, que gera
um composto orgânico rico em nutrientes, ou pela biometanização (gera gás e
fertilizante). Também deve-se destacar a importância da valorização energética,
para aproveitamento do gás gerado nos aterros devido à decomposição da fração
orgânica, cadastrado em projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).

7.4.6 Acordos Setoriais

No cenário atual do mercado, as empresas estão deixando de lado a


postura passiva frente às questões ambientais, e tornando suas obrigações legais
em oportunidades de negócio, como fonte adicional de eficiência. Ou seja, as
empresas atuam diretamente nas questões de redução de custos, e para isso,
muitas começaram a controlar a geração de resíduos sólidos, bem como realizar a
triagem dos materiais para encaminhá-los ao destino ambientalmente correto
(LORA, 2000; apud SHIBAO, 2010).
Para Rogers; Tibben-Lembke, 1998 (apud Shibao, 2010), esta busca de
crescimento das empresas dentro do mercado, foi também favorecida pela logística
reversa dos materiais, através da ferramenta de gerenciamento. Ademais, a Lei
12.305/2010, que atribui maior responsabilidade aos produtores, se dissemina pelas
diferentes regiões do país e torna ainda maior a responsabilidade do fabricante
sobre o produto, desde a fabricação até o final de sua vida útil.
Segundo Schneider (2013), a logística reversa é um mecanismo no qual
fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produto passam a ser
responsáveis por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a
viabilizar a coleta, restituição e reaproveitamento dos resíduos sólidos, em seu ciclo
ou em outro ciclo produtivo, de forma a dar o destino final adequado.
Portanto, a logística reversa impõe ao setor empresarial, implantar e
aplicar a estruturação para coleta e destinação final dos resíduos enquadrados
dentro deste manejo.
No processo de logística reversa, as centrais de processamento recebem
a matéria prima e fazem a conversão, para assim os produtos serem inseridos no
mercado. Após o consumo esses materiais voltam para os centros de varejo,

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fazendo desta forma o ciclo reverso. Ressalta-se que uma parcela deste material
não segue esta logística, devido ao descarte incorreto dos cidadãos.
A Figura 28 apresenta o ciclo de vida dos produtos dentro do processo de
logística reversa.

Figura 28- Ciclo de vida dentro da logística reversa.

Fonte: Ciclo Vivo, 2010.

O artigo 33 da Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de


Resíduos Sólidos, estabelece que a logística reversa deve ser implementada e
estruturada, para que haja obrigatoriamente o retorno dos produtos após haver o
consumo dos mesmos, independentemente da existência do serviço público de
limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.
O sistema de logística reversa obrigatório é aplicável aos seguintes
produtos: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos
cuja embalagem, após o uso constitua resíduo perigoso; pilhas e baterias; pneus;
óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor
de sódio e mercúrio e de luz mista; e produtos eletroeletrônicos e seus
componentes.
A Lei nº 12.305/2010 dedicou especial atenção à logística reversa e
definiu três diferentes instrumentos que poderão ser usados para a sua implantação:
regulamento, acordo setorial e termo de compromisso.
Os acordos setoriais são atos de natureza contratual, firmados entre o
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Poder Público e os fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes,


visando a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do
produto.
Nos incisos 4, 5, 6 e 7 do artigo 33, fica definido que os consumidores
deverão efetuar a devolução dos produtos e embalagens após o uso, aos
comerciantes ou distribuidores, sendo estes obrigados a devolverem aos fabricantes
ou aos importadores.
Após este processo, os responsáveis devem efetuar a destinação
ambientalmente adequada aos produtos e as embalagens reunidos ou devolvidos,
sendo o rejeito encaminhado para a disposição final ambientalmente adequada, na
forma estabelecida pelo órgão competente do SISNAMA e, se houver, pelo PNRS.

Se o titular público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, por


acordo setorial ou termo de compromisso firmado com o setor empresarial,
encarregar-se de atividades de responsabilidade dos fabricantes,
importadores, distribuidores e comerciantes nos sistemas de logística
reversa dos produtos e embalagens a que se refere este artigo, as ações do
poder público serão devidamente remuneradas, na forma previamente
acordada entre as parte (Lei 12.305/2010).
Nesse contexto o Governo Federal criou o Comitê Orientador para
implementação da logística reversa, que é formado pelos ministérios do Meio
Ambiente, da Saúde, da Fazenda, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no qual possuem a finalidade de
definir as regras para devolução dos resíduos à indústria, para reaproveitamento, em
seu ciclo ou em outros ciclos produtivos. Além disso, este tem como objetivo central,
elaborar propostas de modelagem da Logística Reversa e subsídios para o edital de
chamamento para o acordo setorial (MMA, 2013).
Para estudar e buscar soluções de modelagem e governança para cada
uma das cadeias de produtos escolhidas como prioritárias pelo Comitê Orientador
foram criados cinco Grupos de Trabalho Temáticos (GTT): embalagens plásticas de
óleos lubrificantes; lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz
mista; produtos eletroeletrônicos e seus componentes; embalagens em geral; e
resíduos de medicamentos e suas embalagens (SINIR, 2015).
Atualmente, o MMA realizou o chamamento dos fabricantes e todas as
partes envolvidas, para elaborar as propostas dos acordos setoriais visando à
implantação do sistema de logística reversa de abrangência nacional.

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O Quadro 9 mostra a situação da implantação da logística reversa das


cadeias.

Quadro 9 - Situação da implantação da logística reversa das cadeias.


Sistemas de Logística Reversa em Implantação
Cadeias Status atual
Acordo setorial assinado em 19/12/2012 e
Embalagens plásticas de óleos lubrificantes
publicado em 07/02/2013.
Duas propostas de acordo setorial recebidas em
novembro de 2012. Proposta unificada recebida
em 2013.
Lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e
Consulta Pública finalizada
mercúrio e de luz mista.
(www.governoeletronico.gov.br).
Acordo setorial assinado em 27/11/2014.
Publicado em 12/03/2015.
Quatro propostas de acordo setorial recebidas
entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013,
sendo três consideradas válidas para
Embalagens em geral negociação.
Consulta Pública da proposta da Coalizão
finalizada (www.governoeletronico.gov.br). Em
análise.
Dez propostas de acordo setorial recebidas até
junho de 2013, sendo quatro consideradas
Produtos eletroeletrônicos e seus componentes válidas para negociação. Proposta unificada
recebida em janeiro de 2014. Em negociação
Próxima etapa - Consulta Pública.
Três propostas de acordo setorial recebidas até
Descarte de medicamentos. abril de 2014. Em negociação.
Próxima etapa – Consulta Pública.
Fonte: SINIR, 2015.

Ressalta-se que os acordos setoriais deveriam estar prontos em 2012,


entretanto a dificuldade encontrada com a dispersão dos materiais dentro do
comércio varejista e também a importação ilegal, torna ainda mais difícil a gestão
destes, uma vez que o custo com a disposição final caberá diretamente às empresas
englobadas na logística reversa do país, não voltando assim para o local de origem.
Apesar de alguns acordos setoriais não estarem prontos, os fabricantes
de pneus através do programa RECICLANIP, atuam em todo o território nacional
com o recolhimento dos pneus inservíveis.
A RECICLANIP foi criada em março de 2007 pelos fabricantes de pneus
novos Bridgestone, Goodyear, Michelin e Pirelli. Em 2010, a Continental juntou-se à
entidade, e em 2014 a Dunlop. Ao longo dos anos, o programa foi ampliando, o que

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levou os fabricantes a criar uma entidade voltada exclusivamente para a coleta e


destinação de pneus (RECICLANIP, 2015).
O projeto teve início em 1999, com o Programa Nacional de Coleta e
Destinação de Pneus Inservíveis implantado pela Associação Nacional da Indústria
de Pneumáticos (ANIP), entidade que representa os fabricantes de pneus novos no
Brasil.
O convênio realizado com a empresa pode ser feito por municípios com
mais de 100 mil habitantes ou com consórcios de municípios com menor população.
O processo de recolhimento acontece sempre que tiver uma carga com 2.000 pneus
de passeio ou 300 pneus de carga.
Destaca-se para o município de Araquari, a importância de buscar
parceria com os governos dos municípios vizinhos na implantação de um ponto de
coleta de pneus. Desta forma, rateiam-se os custos com o programa e dar-se-á o
destino correto aos pneus, minimizando os impactos ambientais causados pela
disposição inadequada.
Quanto às embalagens de agrotóxicos, recomenda-se que a prefeitura,
através do setor responsável, instrua todos os agricultores que ao fim do uso dos
produtos, leve-os nos locais de comercialização para que estas sejam destinadas de
forma correta aos fabricantes. Com os pneus, as empresas de produção de
agrotóxico já atuam no mercado recolhendo as embalagens.
Em relação ao descarte das lâmpadas fluorescentes, conforme o acordo
setorial, alguns municípios com mais de 25.000 habitantes terão pontos de entrega
para recebimento e armazenamento temporário das lâmpadas descartadas. Estando
previsto para o município de Araquari um ponto de entrega e dois recipientes de
armazenamento. Para atender aos municípios cuja população é menor de 25 mil
habitantes, que não foram discriminados no acordo, será criado, de forma
progressiva e consideradas as necessidades locais, sistema específico para a coleta
periódica de lâmpadas.
Para os demais resíduos pertencentes ao sistema de logística reversa,
deve-se aguardar os acordos setoriais para definir quais estratégias de gestão
deverão ser tomadas.

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7.5 SOCIAL – SAÚDE – CONTROLE DE VETORES

Durante o período de realização do Diagnóstico Socioeconômico,


Cultural, Ambiental e de Infraestrutura do PMSB de Araquari foram diagnosticadas
ações necessárias para a universalização do serviço público de saneamento básico,
com serviços e produtos de qualidade.
O principal problema destacado pela população nas audiências é a
grande população de animais abandonados nas ruas, principalmente cães e gatos,
os quais acabam rasgando sacolas e espalhando resíduos. Além disso, aumenta o
risco de acidentes envolvendo meios de transporte. Há ainda a procriação sem
controle, aumento do risco de transmissão de determinadas zoonoses, como pulgas,
bichos de pé e carrapatos e risco de ocorrências de mordidas e eventuais ataques.
No ano de 2014, houve 92 casos de atendimento antirrábico, ou seja,
atendimento recomendado a toda pessoa que for mordida por cachorro ou gato,
mesmo se o animal estiver vacinado contra a raiva. Para que esta situação seja
evitada, recomenda-se que a Prefeitura busque parcerias com clínicas veterinárias e
associações de proteção aos animais para promover cuidados de prevenção com os
cães e gatos soltos, como também mutirões de castração, microchipagem, cuidados
com os animais abandonados e, promoção de feiras de adoção.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (1999), um controle
populacional de animais eficaz deve utilizar três estratégias: restrição da liberdade
ao movimento, controle de habitat e controle da reprodução.
De acordo com Amaku et al. (2009), com base em modelos matemáticos
e considerando não haver introdução de animais de outras áreas, a esterilização
contínua pode reduzir a densidade populacional, chegando a atingir 20% ao longo
de cinco anos, já que tais animais se reproduzem rápido.
Para Garcia (2009), a simples utilização de programas gratuitos de
esterilização, sem nenhuma ação conjunta de educação em guarda responsável,
serão irrelevantes para solucionar o problema com descontrole da população de
cães e gatos. É de suma importância que as ações educativas sejam paralelas.
Tendo em vista que não há no município um estudo da população felina e
canina, foi adotada como base para estimar a população destes animais a
metodologia de estudos correlatos que consideram como parâmetro o número de

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habitantes, onde foi estabelecida uma relação de quatro habitantes para cada cão
existente no município e um gato a cada catorze habitantes (DIAS APUD KOTVISKI;
BURGARDT, 2014).
Para que tais medidas sejam adotadas é necessário que o município crie
políticas públicas visando o levantamento da população animal que vive nas ruas.
A população também precisa estar ciente da importância do seu papel de
cidadão, denunciando abandono e maltrato aos animais. Para aqueles que possuem
animais em casa, é necessário vacinar, castrar e cuidar para que o animal não ande
nas ruas.
No Programa ESF, observou-se a falta de informações sobre as famílias,
como problemas de saúde não identificados e também deficiências no
acompanhamento de patologias ocorridas. É necessário que haja um
acompanhamento correto visando à prevenção. Dessa forma, recomenda-se
promover cursos de capacitação dos agentes de saúde.
A população também precisa estar ciente da importância do seu papel
para evitar ações que gerem efeitos adversos que representam sérios prejuízos à
saúde, segurança e ao seu bem-estar.
Conclui-se que o sistema social deve ser estruturado e planejado. As
normas e legislações específicas precisam ser criadas e principalmente fiscalizadas
pelos órgãos municipais.
O MASP sobre o sistema social é apresentado através da Figura 29 -
Efeitos e Causas, Figura 30 - Objetivos e Figura 31 - Ações.

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Figura 29 - Fluxograma de efeitos e causas dos problemas relacionados ao sistema social.

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Figura 30 - Fluxograma dos objetivos estabelecidos para o sistema social.

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Figura 31 - Fluxograma das ações propostas para o sistema social.

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8. ELABORAÇÃO DOS CENÁRIOS DE CRESCIMENTO DO MUNICIPIO

Os cenários de crescimento municipal constituem um instrumento para o


estabelecimento de metas nas diversas áreas da gestão municipal. Além disso,
representam subsídio fundamental para auxiliar no planejamento estratégico das
ações nos setores que compõem o saneamento básico. O esforço consiste em
identificar questões-chave do desenvolvimento socioeconômico em termos
territoriais do município, a fim de referenciar e caracterizar a evolução dos sistemas
de saneamento.
O objetivo da elaboração de cenários de crescimento é identificar
possíveis vetores pelos quais a expansão territorial possa ocorrer. Trata-se de
equacionar e ponderar fatores admissíveis de desenvolvimento. Neste trabalho será
considerado o período de 20 anos de planejamento a partir do ano de 2016.

8.1 METODOLOGIA

O cruzamento das informações cartográficas legais e temáticas,


associadas a indicadores populacionais e socioeconômicos, bem como, as
informações de órgãos públicos de planejamento do município, possibilitaram uma
análise acerca dos possíveis cenários de crescimento da ocupação territorial do
município de Araquari considerando um horizonte de 20 anos (até 2035). Entre os
recursos que auxiliaram na elaboração dos cenários destacam-se:
- Indicadores socioeconômicos e de crescimento populacional
apresentados no Diagnóstico Socioeconômico, Cultural, Ambiental e de
Infraestrutura;
- Recursos visuais do Google Earth;
- Plano e leis de planejamento da ocupação territorial do município de
Araquari;
- Ortofotos de 1957, 1978 e 2010;
- Dissertações, teses, livros;
- Setores censitários IBGE do Censo Demográfico.
Para a melhor compreensão do desenvolvimento de Araquari e sua
estrutura urbana, através dos recursos mencionados, foram estudados os seguintes
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temas:
- Expansão urbana e ocupação do território;
- Principais carências de planejamento físico-territorial;
- Novos empreendimentos, projetos de parcelamento e urbanização;
- Ocupação do solo e serviços de saneamento.
Com base nos dados obtidos e na análise dos materiais criados, foram
elaborados os cenários prospectivos, indicando a situação atual de ocupação do
município e as principais direções do desenvolvimento urbano. A partir disso, foram
elaboradas projeções de crescimento da ocupação no território municipal, de acordo
com dois cenários admissíveis pautados nas seguintes condições:
- Cenário tendencial (conservador): a partir dos dados existentes, foi
elaborada uma projeção refletindo a tendência recente de crescimento da ocupação
municipal;
- Cenário exploratório: a partir da situação atual foi elaborada uma
projeção que contém níveis de crescimento da ocupação municipal acima da
situação tendencial, levando em conta fatores exógenos e endógenos que
estimulem o aumento da ocupação.
Desta forma, podem ser vislumbradas situações que necessitariam de
propostas de intervenção em relação aos setores do saneamento analisados no
Plano Municipal de Saneamento Básico, principalmente no que se refere à sua
incidência espacial específica no território do município.
Os cenários de crescimento foram elaborados inicialmente por UTAP
podendo assim se obter um nível maior de detalhamento.

8.2 EXPANSÃO URBANA DO TERRITÓRIO

Reconstituir o percurso espaço-temporal de uma cidade é passo


fundamental para compreendê-la em sua totalidade. A simples ocupação dos
variados lugares leva a adaptações ambientais e culturais heterogêneas. Segundo
Spósito (2007), “A cidade de hoje, é o resultado cumulativo de todas as outras
cidades de antes, transformadas, destruídas, reconstruídas”. Para isso, é necessário
conhecer, a sua origem, a definição do núcleo inicial, e a sua evolução até a
atualidade.

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Os principais acessos (Figura 32) correspondem à BR-101, SC-280 e pela


SC-301 (também denominada SC-418). A BR-101 constitui em importante via de
conexão do município com o norte do estado (em direção ao território Paranaense),
bem como com o sul do estado de Santa Catarina. A SC-280 liga o município de São
Francisco do Sul a Jaraguá do Sul, e conecta-se também à SC-301(SC-418)
interligada com o município de Joinville.
A malha urbana da região central de Araquari é organizada a partir da
BR-280 e limitada pelo rio Parati. Nesta região a malha urbana foi se expandindo e
consolidando, sofrendo forte influência do ramal ferroviário que corta o município e
conecta o Porto de São Francisco do Sul à Joinville.

Figura 32 - Principais acessos ao município de Araquari.

Fonte: IPAT/UNESC (2015) adaptado Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina.

8.2.1 Ocupação Pré-Colonial

O litoral norte de Santa Catarina já era ocupado antes dos primeiros


colonizadores europeus chegarem. As ocupações mais antigas da região referem-se
às sociedades de pescadores-coletores-caçadores, cujo registro até agora
conhecido é obtido de um sítio arqueológico do tipo sambaqui, cuja datação é de
aproximadamente 4.500 anos antes do presente. Uma sociedade denominada pela
Arqueologia como Tradição Guarani teria chegado ao litoral mais recentemente, há

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cerca de aproximadamente 500 anos atrás, migrando da região amazônica. Estes


grupos foram encontrados pelos colonizadores europeus a partir do século XVI
(ARAQUARI, 2001).

Descendentes destas populações vivem ainda em Santa Catarina, na sua


maioria em reservas indígenas (Bandeira, 1997). No litoral norte de Santa
Catarina existem vários aldeamentos, como o de Corveta em Araquari, em
que vivem índios Guaranis (ARAQUARI, 2001, p.42).

8.2.2 Processo de Colonização

Para compreensão deste processo é fundamental entender como ocorreu


à ocupação e colonização de São Francisco do Sul, já que Araquari e Balneário
Barra do Sul originaram-se do desmembramento deste. Estes municípios, embora
com data de emancipação bastante recente, foram apropriados já no século XVII por
imigrantes europeus. São Francisco do Sul é considerada uma das cidades mais
antigas do Brasil (GUEDES; FINDLAY; HEINZELMANN, 2004).
A Figura 33 apresenta o território de São Francisco do Sul.

Figura 33 - Território de São Francisco do Sul, ao qual pertencia o atual território de


Araquari.

Fonte: Santa Catarina, 2013.

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Apesar da região ter sido apropriada por colonizadores de forma


consistente apenas no século XVII, o primeiro contato de imigrantes com o local
ocorreu em 1504, quando o navegador francês Paulmier Gonneville aportou na
região de São Francisco do Sul, na embarcação conhecida como Espoir (THIAGO,
2014).
Durante o período em que os navegantes franceses estiveram aportados,
fazendo reparos no Espoir e convivendo com os carijós - que eram chefiados pelo
indígena de nome Arosca -, puderam conquistar a confiança da tribo (THIAGO,
2014).
Após Goneville, o navegador espanhol João Diaz de Solis, cuja presença
data de 1515, deixou seu nome marcado na ponta de terra que forma um morro que
se prolonga até o mar, conhecida como Cabo João Dias. Também há relatos da
passagem do espanhol Álvaro Nuñez Cabeza de Vaca pela região, por volta de
1541 (THIAGO, 2014).
O navegador espanhol Álvaro Nunes Cabeza de Vaca aportou onde hoje
é Barra Velha e incentivou a exploração da região norte, até então habitada por
indígenas. A expedição reuniu 250 homens da confiança de Cabeza de Vaca, 40
cavalos, alguns escravos e um grupo de índios catequizados pelos jesuítas. Um mês
depois, chegavam a Araquari, que chamaram primeiro de Paranaguá Mirim
("enseada pequena", em tupi-guarani) e depois de Paraty (ARAQUARI, 2015b).
Thiago (2014) afirma que em 1547 houve uma tentativa dos espanhóis de
povoar a ilha de São Francisco, devido a discordâncias sobre a posição da Linha de
Tordesilhas (Figura 34). No reinado de Carlos V, os espanhóis, com propósito de
estabelecerem o seu domínio no Brasil, tentaram entrar na posse das terras que os
portugueses deixaram por algum tempo em estado de abandono.

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Figura 34 - Tratado de Tordesilhas sobre a América do Sul.

Fonte: Quandt apud Thiago, 2014.

Para a execução desta ação, a Casa de Castela concedeu no ano de


1547 francos poderes ao espanhol D. João de Senábria, para organizar uma
expedição destinada a povoar a ilha de São Francisco, onde seria formado um
núcleo orientado pelos castelhanos, por esse lugar possuir um grande porto. Porém,
D. João Senábria faleceu antes de deixar a Espanha (THIAGO, 2014).

Os pioneiros dessa tentativa de expansão espanhola vagaram pelos mares


e terras de 1550 até 1556, e os que instalaram na ilha de São Francisco as
bases de uma povoação, como desejava a Espanha, não permaneceram
por muito tempo (THIAGO, 2014, p. 32).
No que diz respeito ao povoamento de São Francisco, existem diferentes
versões apontadas por autores distintos.
De acordo com Pereira (1984), Manoel Lourenço de Andrade foi o
povoador de São Francisco em 1641, quando trouxe consigo, para a região, sua
esposa, filhos, seu genro, além de muitos agregados, escravos, instrumentos
agrícolas e ferramentas, visando à exploração de minas, no entanto não
corresponde ao local onde hoje está situada a cidade.

Só depois de conhecidos os inconvenientes que ofereciam os pontos em


que tentaram localizar-se [...] é que se transferiram para o local em que se
fixaram definitivamente, prosperando a incipiente povoação com a indústria
de cordoaria, o preparo de peixe seco, a construção de barcos e a cultura
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de cana-de-açucar, do algodão, e, sobretudo, da mandioca para o fabrico


da farinha, cuja exportação era vultuosa, “fazendo a base de todo o seu
comércio” (PEREIRA, 1984, p.43).
Segundo Thiago (2014) foi em 1658 que a cidade de São Francisco foi
fundada oficialmente, no local onde se fixaram definitivamente, por bandeirantes
paulistas comandados por Manuel Lourenço de Andrade.
Conforme mencionado por Glück (2014) e Pereira (1984) estima-se que a
comunidade tenha sido elevada à categoria de vila em 1660, passando a receber a
denominação de Vila Nossa Senhora da Graça.
Ainda segundo Glück (2014), anterior a isto, em 1642, houve a tentativa
de colonização através da concessão da sesmaria a Antônio Fernandes para povoar
a vila que se ia fundar em São Francisco, mas o feito da povoação já era atribuído a
Manoel Lourenço.
Sesmaria era a concessão de terras públicas em Portugal, com o intuito
de desenvolver quaisquer culturas de reaproveitamento do solo. Ganhava de um
lado, o arrendatário (como a “facilidade” de obter terras); de outro, a Coroa, que
povoava a seu favor, garantindo glebas sob seu domínio e abastecimento (VIEIRA,
2007).
Outros autores reconhecem Gabriel de Lara como fundador da Vila de
São Francisco, por volta de 1640. Outros, ainda, defendem que o mesmo teria
chegado por volta de 1649 ao rio São Francisco, “para nele fundar vila ou, talvez,
somente erguer o pelourinho como símbolo de justiça e jurisdição” (PEREIRA, 1984,
p.43).
No entanto, o reconhecimento da povoação da, posteriormente
denominada, Vila Nossa Senhora da Graça por Manoel Lourenço de Andrade, é a
mais aceita dentre os referidos autores.
Com a morte de Manoel Lourenço de Andrade, o comando da vila ficou
por conta de Domingos Francisco Francisques, personagem conhecido como
“Cabecinha”, o qual se popularizou pelas suas maldades, crimes e postura
autoritária. Ele passou a ser odiado pelos moradores, sendo deposto e condenado à
morte (THIAGO, 2004).

Depois da queda e do desaparecimento do famigerado “Cabecinha”, o


desenvolvimento da vila teve prosseguimento acentuado, e uma nova prova
concreta dessa afirmativa está demonstrada na construção do grande e
majestoso templo católico, que é atualmente o Santuário de Nossa Senhora

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da Graça, o qual permanece na sua imponência como a ressaltar a


existência de gente feliz no passado (THIAGO, 2014, p. 45).
A Figura 35 apresenta a Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça.

Figura 35 - Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, construída em 1699, localizada


no centro de São Francisco do Sul.

Fonte: SANTUR, 2015.

São Francisco do Sul foi povoado principalmente por portugueses que já


haviam se instalado anteriormente na região de São Vicente (São Paulo), porém
outros lusitanos vindos dos arquipélagos dos Açores e da Madeira também se
acomodaram, mas em número menor, por volta de 1748 a 1756. A produção de
farinha impulsionava a economia, em função de seus muitos engenhos, que foram
aprimorados e mantidos pelos portugueses e seus descendentes (GLÜCK, 2014, p.
26).
De acordo com pesquisas e documentos que embasaram o Diagnóstico
socioambiental das Ilhas de Araquari, o primeiro registro de morador em Araquari
data de 1806, quando Manoel de Oliveira Cercal assume a posse de terras às
margens do Rio Parati, recebendo a comunidade o nome de Paranaguá-mirim
(ARAQUARI, 2001, p.45).
Segundo Farias (2001, p. 126 e 127), estima-se que a primeira ocupação
do município de Araquari “no início do século XX foram às margens dos rios Parati e
Cubatão, onde junto à sede do município, ainda hoje, existem ruínas de casarios
antigos, próximas ao local onde outrora funcionava um porto”.
Em 06 de outubro de 1813 ocorreu a doação de uma grande área de
frente para o rio Cubatão, totalizando 1.500 braças e foi dada a Salvador Dias do

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Rosário (FARIAS, 2001).


Com isto, apontam que a ocupação das terras de Araquari já estava
ocorrendo de forma sistemática no início do século XIX. Os fundadores foram luso-
brasileiros que moravam em São Francisco do Sul e estavam interessados em
explorar os recursos naturais existentes da região. Mais tarde desenvolveram
atividades comerciais com a Colônia Dona Francisca (atual Joinville),

[...] face já possuir atividades econômicas estabilizadas em torno da


agricultura, coleta e pesca, impulsionaram seu desenvolvimento, atraindo
inclusive parte destes colonos para seu território (FARIAS, 2001).

8.3.3 Aspectos econômicos

A economia de São Francisco, durante o século XVIII ao início do século


XX, era impulsionada pela produção de farinha, em razão da presença de muitos
engenhos que foram aperfeiçoados e mantidos pelos portugueses e seus
descendentes (GLÜCK, 2014, p.26).
Muitos dos estrangeiros que se estabeleceram na região, vieram através
do porto de São Francisco do Sul.

Devido aos acontecimentos ligados ao desenvolvimento econômico e ao


próprio contexto histórico, o porto foi sendo direcionado a ser um porto de
cargas e ainda hoje é um grande gerador de mão de obra direta e indireta
(GLÜCK, 2014, p.26).

8.3.4 Outras denominações

Araquari teve outros nomes antes do atual: Paranaguá-Mirim


(denominação indígena); Senhor Bom Jesus do Parati, assim intitulado quando da
criação da paróquia/freguesia em 1854; e Parati, quando da criação do município
(vila) em 1880. O nome atual permanece desde 1943, significa “Rio de refúgio dos
pássaros” na língua tupi-guarani, dado em função da expressiva quantidade e
variedade de pássaros que habitavam o banhado do canal que serve de divisa entre
Araquari e São Francisco do Sul (FARIAS, 2001).

8.3.5 O Distrito

Assim, a atual Araquari pertencia à “vila de Nossa Senhora das Graças do


Rio São Francisco”, quando a comunidade “foi elevada à categoria de freguesia
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(Distrito) pela Lei Provincial nº 375, de 08 de junho de 1854, assinada pelo


presidente da província, com o nome de freguesia de São Sebastião de Parati, com
os limites identificados na lei de sua criação” (FARIAS, 2001, p.127).

Lei Provincial nº 375, de 8 de junho de 1854.


Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Legislativa
Provincial decretou e eu sancionei a Lei seguinte:
Art. 1º O território compreendido entre os rios Cubatão e Itapocu no
município de São Francisco, fica desmembrado da Paróquia de Nossa
Senhora da Graça, para formar uma nova Freguesia, com a invocação do
Senhor Bom Jesus do Parati.
[...] Art. 2º Os moradores do território [...] construirão à sua custa a Igreja,
que tem que servir de Matriz da Freguesia, em terrenos para este fim
doados pelo cidadão Manoel Pereira Lima e sua mulher, e também
construirão a sua custa o Cemitério.
[...] Art 3º A Freguesia terá por limites a Norte, a margem direita do rio
Cubatão, e ao Sul, a margem esquerda do rio Itapocu, ficando o Presidente
da Província authorizado a designar os limites do interior.
[...] Província de Santa Catarina, aos oito dias do mês de junho de mil
oitocentos e cinquenta e quatro, trigésimo terceiro da Independência e do
Império.
João José Coutinho. (FARIAS, 2001, p. 127).

Segundo Farias (2001), a justificativa para elevação à condição de vila,


em 1880, encontra-se descrita no mapa da população da província de Santa
Catarina, de 1866:

Em 1866 a população total era de 2536 habitantes, distribuídos por 451


famílias, o que dá uma média de 5,6 pessoas por família, mostrando que o
número de filhos por famílias era em torno de 4 indivíduos. A população era
formada por 2473 nacionais e 63 estrangeiros. Todos católicos. Havia 1167
adultos e 1369 menores. Desta população 1834 eram solteiros; 601
casados e 101 viúvos. Os homens somavam 1195 e as mulheres 1347. Na
época eram classificados quanto à cor em brancos – 1885; pardos – 331 e
pretos – 320. Havia escravidão. [...] Quanto ao aspecto econômico tem-se,
no tocante à ocupação (profissão): 4 funcionários públicos; 20 comerciantes;
806 lavradores (agricultores); 25 artistas (alfaiates, sapateiros, pedreiros,
seleiros, calefeteiros, etc.) [...] (FARIAS, 2001, p. 128 e 129).

8.3.6 A Vila

Farias (2001) afirma que as transformações político-administrativas


ocorridas em Santa Catarina no fim do século XIX, fruto do progresso alcançado por
muitas comunidades, dentre elas Parati, justificam sua elevação à categoria de vila
(município) através da Lei Provincial 901, de 5 de abril de 1876, sendo efetivamente
instalado o município em 5 de janeiro de 1877.
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Em 14 de novembro de 1922, pelo Decreto Legislativo Estadual 959, foi


criada a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Itapocu (Barra do
Sul ou Barra Velha), pertencente à vila de Araquari, ainda pertencente ao
município de Araquari na qualidade de distrito.
Pela Lei Estadual nº 1.451, de 30 de agosto de 1923, foi o município
suprimido e incorporado a São Francisco do Sul.
[...] Parati recuperou a condição de município em 1926, permanecendo
nesta condição até hoje, com área territorial de 341km².
Dos municípios de Araquari foram desmembrados os municípios de Barra
Velha, em 7 de dezembro de 1961, e Barra do Sul, em 9 de janeiro de 1992.
(FARIAS, 2001, p. 129).

A Figura 36 apresenta a divisão territorial de Araquari.

Figura 36 - Divisão territorial de Araquari (antiga Paraty), que pertencia


anteriormente a São Francisco do Sul.

Fonte: Santa Catarina, 2013.

8.3.7 A extinção do município

A extinção do município de Araquari, em 1923, foi uma medida defendida


pelos representantes dos municípios de Blumenau e de Joinville, a fim de que
fossem anexadas aos seus municípios as excelentes terras da região de
Massaranduba e do núcleo Rio Branco, que passaram a constituir o município de
Guaramirim. A parte territorial que não interessava a Blumenau nem a Joinville, onde
estava instalada a sede do município extinto, foi anexada a São Francisco do Sul.
Compreendia a área, o território do distrito de Barra Velha, que foi transformado em
município após a restauração de Araquari (THIAGO, 2014).

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Não se tornou fácil para o município de São Francisco do Sul cuidar dessa
grande parte territorial anexada aos seus domínios, por motivo de carência
de verba destinada à conservação, principalmente, de apreciável extensão
de estradas de rodagem. Por isso, os dirigentes do município acrescido de
novas terras resolveram, de acordo com os habitantes do 3° distrito, fazer a
restauração do município de Parati (atual Araquari) [...] (THIAGO, 2014,
p.93).

8.3.8 Ramal ferroviário

A implantação do ramal ferroviário do São Francisco, ligando o porto de


São Francisco (atual São Francisco do Sul) à Joinville, no início do século XX
contribuiu para o desenvolvimento da região de Araquari neste período.
A linha do São Francisco teve o primeiro trecho entregue pela E. F. São
Paulo-Rio Grande em 1906, ligando o porto de São Francisco (hoje do Sul) a
Joinville. Em 1910, a linha foi prolongada até Hansa (Corupá), em 1913 até Três
Barras, e finalmente em 1917 atinge Porto União da Vitória, de onde deveria
continuar até atingir Foz do Iguaçu. Este último trecho jamais foi construído
(ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS, 2015).
A Figura 37 apresenta o trajeto do ramal ferroviário, ligado ao porto de
São Francisco do Sul.

Figura 37 - Trajeto do Ramal Ferroviário, ligando ao porto de São Francisco do Sul.

Fonte: FAVARETTO,2012.

A finalidade da linha do São Francisco era de conectar a cidade de Porto


União ao Porto de São Francisco, percorrendo assim o interior do Estado de Santa
Catarina, “acompanhando o rio Iguaçu, o rio Negro e descendo a serra do Mar até
encontrar o litoral norte catarinense na região de Joinville e em seguida o porto de
São Francisco” (ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS, 2015).
A estação ferroviária de Araquari (Figura 38), situada na região central, foi
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inaugurada em 1910, e serviu como trem a vapor turístico. Atualmente a edificação é


a sede do corpo de bombeiros do município (ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS, 2015).

Figura 38 - Antiga Estação Ferroviária de Araquari, localizada no centro do


município.

Fonte: Estações Ferroviárias, 2015.

8.3.9 BR-101 e SC-280

A prosperidade da região também foi alavancada com implantação da BR-


101 em Santa Catarina, por volta de 1950.

Em torno de 1950 iniciou-se a implantação da BR-101 em Santa Catarina,


estando continuamente em processo de evolução e ampliação. As décadas
de 1950 e 1960, fase de implantação e pavimentação da BR-101, foi um
período de criação de diversos municípios, ao longo do litoral norte e centro-
norte: Penha (1958), Barra Velha (1961), Navegantes (1962), Itapema
(1962), Garuva (1963), Piçarras (1963) e Balneário Camboriú (1964)
(FAVARETTO, 2012, p.86).
Segundo Favaretto (2012), em 1970 toda a extensão da a BR-101 estava
completa, desta forma a conclusão das obras representou um aumento na qualidade
da infraestrutura rodoviária, que refletiram em ganhos econômicos e
desenvolvimento para a região.
Já o trecho da atual SC-280, que liga São Francisco do Sul à Araquari,
estima-se que tenha sido construído entre 1927 e 1954, conforme mapas do Estado
de Santa Catarina presentes no Atlas Geográfico de Santa Catarina (SANTA
CATARINA, 2013).
A Figura 39 apresenta o mapa com divisão político-administrativo de

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Santa Catarina em 1965.

Figura 39 - Mapa com divisão político-administrativa de Santa Catarina em 1965.

Fonte: Santa Catarina, 2013.

Segundo Farias (2001, p.130) a população do município de Araquari


(Parati) em 1866 era de 2.536 pessoas, em 1970 já residiam 9.374 pessoas e em
1996 este número aumentou para 13.807 moradores.
Estes dados estão vinculados a importantes acontecimentos, como o
período de 1866, corresponde ao ano em que a Colônia Dona Francisca foi
desmembrada de São Francisco, tornou-se município (atual Joinville);
Já no período compreendido entre 1969 à 1974, foi implantado o primeiro
Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), conhecido como o milagre econômico,
quando o PIB cresceu consideravelmente, com destaque para incentivos no setor
industrial, agropecuário, mineral e infraestrutura. Neste momento a população de
Araquari era predominantemente rural, dos 9.374 residentes do município, 78%
concentravam-se no âmbito rural e apenas 22% na área urbana.
E em 1996 (SEBRAE, 2010), a maior concentração populacional era em
área urbana, e a economia do município era alavancada pelos setores de serviço e
industrial.
Estes dados confirmam o atual contexto do município, ou seja, o
crescimento da população residente, inserida predominantemente na área urbana, e
ainda a importância da atuação do setor de serviços e industrial na economia de
Araquari, potencializando o desenvolvimento deste.
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8.3.10 Ocupação Territorial

Os principais eixos, rodoviários e ferroviários, que cortam o município,


determinaram a ocupação territorial de Araquari, contribuindo também para a
apropriação do território a proximidade com o porto de São Francisco do Sul, bem
como a proximidade com o município Joinville.
O município se divide em duas macrozonas que determinam regras
fundamentais para o ordenamento territorial: Macrozona de Ocupação Intensiva e
Macrozona de Ocupação Rarefeita.
A Macrozona de Ocupação Intensiva, concentrada principalmente na
porção norte do município, e ainda às margens da BR-101, bem como em faixa
correspondente ao sul do limite territorial de Araquari, caracteriza-se como região de
ocupação prioritária para fins de urbanização, conciliando a proteção de áreas
caracterizadas como patrimônio ambiental presentes nesta Macrozona. Corresponde
à área urbana do município.
A Macrozona de Ocupação Rarefeita compreende as áreas de
preservação ambiental bem como as áreas com restrição de ocupação, com isso
destinam-se à preservação e recuperação ambiental, aliadas ao desenvolvimento
econômico sustentável e coerente. Possui características de baixa densificação,
onde são admitidas atividades compatíveis com o desenvolvimento da produção
primária, correspondendo, assim, à área rural do município.

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Figura 40 - Identificação das macrozonas: de ocupação intensiva e de ocupação


rarefeita.

Fonte: Prefeitura Municipal de Araquari (2006).

O Mapa de Zoneamento, Figura 41, determina os locais onde a


densificação da ocupação urbana é desejada em função das características
específicas de cada região, relacionados de acordo com potencialidades como
infraestrutura existente, potencial turísticos, além de áreas onde a vocação de
atividades industriais e de serviços é eminente, inseridos na Macrozona de
Ocupação Intensiva.
O mesmo mapa estabelece, dentre as áreas compreendidas na
Macrozona de Ocupação Rarefeita:
• Zona de Produção Primária - que possui características de baixa
densidade populacional e ocupação dispersa, destinadas aos usos agrícola,

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pecuário e outros usos compatíveis;


• Zona de Preservação Permanente (ZPP) - que corresponde às Áreas
de Preservação Permanente presentes ao longo dos rios Itapocu, Piraí, Parati,
Paranaguá-Mirim e seus afluentes, definidas também nas áreas de mangue, nas
ilhas e topos de morro, onde objetiva-se remover gradativamente as ocupações
existentes, além de evitar novas ocupações;
• Zona Interesse Ambiental (ZIA) - estabelecida em áreas em que
buscam à manutenção da qualidade ambiental e a conservação dos recursos
naturais disponíveis nestas áreas;
• Zona de Uso Sustentável (ZUS) - com características de baixa
densidade populacional, abrangendo área de mananciais e vegetação significativa.

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Figura 41 - Mapa de Zoneamento – Anexo 06 do Plano Diretor de Araquari.

Fonte: Prefeitura Municipal de Araquari (2006).


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O Plano Diretor do município estabelece a “Estratégia de Estruturação


Urbana” através da qual busca “promover a estruturação do espaço urbano, sua
articulação com a área rural e a integração com a Região Metropolitana
Norte/Nordeste de Santa Catarina” (ARAQUARI, 2006, p.15).
Assim, elenca os elementos referenciais de organização do território,
responsável pela estruturação do município, como: Área de Diversidade Urbana,
Corredor de Centralidade, Corredor de Urbanidade, Parque Linear, Parque Urbano,
Parque de Lazer e Eventos, Eixo de Integração com o Mercosul, Eixo de Integração
Portuária, Eixo de Integração Metropolitana, Eixo de Integração da Barra do Itapocu
e Eixo de Integração Municipal (ARAQUARI, 2006, p.17). Através da estratégia
adotada é possível identificar os locais com potencial de desenvolvimento,
estimulados pelo Poder Público Municipal.

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Figura 42 - Estratégia de Estruturação Urbana – Anexo 03 do Plano Diretor de


Araquari.

Fonte: Prefeitura Municipal de Araquari (2006).

Em razão da disponibilidade dos recursos hídricos presentes em território


municipal, as áreas onde as características naturais devem ser preservadas, devido
sua importância na garantia da qualidade de vida da população e do ecossistema,
estão delimitadas no mapa de “Estratégia de Qualificação Ambiental” (Figura 43).
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O município possui, dispersas pelo território, grande quantidade de área


verde, além de Áreas de Proteção Permanente (APP), estas concentradas
principalmente às margens de cursos d’água. No entanto algumas destas regiões
possuem ocupação irregular, ou seja, divergem do zoneamento estabelecido pelo
município, e ainda de outras leis em vigência, como o Código Florestal.

Figura 43 - Localização das APP e áreas verdes do município de Araquari.

Fonte: Prefeitura Municipal de Araquari (2006).


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8.3 NOVOS EMPREENDIMENTOS, PROJETOS DE PARCELAMENTO E


URBANIZAÇÃO

O setor de serviços e o setor industrial têm alavancado a economia do


município de Araquari, a presença de importantes rodovias como a BR-101 e a SC-
280, e somando-se ainda o fato do município estar situado próximo a Joinville e ao
Porto de São Francisco do Sul, vem atraindo muitos investidores (ARAQUARI,
2015).
A proximidade com o município de Joinville, por muitos anos fez com que
Araquari tomasse características de “cidade-dormitório”, este fator impulsionou a
ocupação da localidade Itinga, próxima a Joinville. No entanto, outros fatores,
estimulados pelo poder público, vêm invertendo este cenário. Em entrevista para o
Jornal Estadão, o prefeito João Pedro Woitexem fala a esse respeito:

Nós sempre seguramos o crescimento populacional, não liberamos


loteamentos. Agora vamos fazer o contrário. Já estamos liberando as
construções, e vamos inverter essa lógica de Araquari como cidade
dormitório (ESTADÃO, 2013).
Neste contexto a expectativa é de que a população de Araquari aumente
consideravelmente, chegando a 130 mil habitantes. Este cenário vem atraindo a
instalação de muitas indústrias no município, com destaque para empresa
multinacional sul-coreana Hyosung, fabricante de elastano, e a empresa
multinacional do ramo automobilístico, BMW (ESTADÃO, 2013).
Outras empresas estão se instalando na cidade para atender a demanda
da montadora BMW. Este empreendimento, além de importante polo de emprego,
vem atraindo outras empresas, bem como importantes investimentos no município.
Na Figura 44, estão elencados os motivos apontados que levaram à escolha do
município para instalação da montadora.

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Figura 44 - Motivos e consequências da instalação da fábrica da empresa BMW em


Araquari.

Fonte: Diário Catarinense, 2013.

Outro empreendimento de grande porte a se instalar em Araquari é o


Complexo Intermodal Catarinense, apresentado através do Projeto de Lei nº
0064/10, de autoria do Governo do Estado de Santa Catarina, e inclui projeto de
construção do aeroporto internacional da região da localidade Rainha.
O complexo poderá abarcar:
I – acesso rodoviário privilegiado;
II – complexo industrial multidisciplinar;
III – terminal logístico para armazenamento de cargas;
IV – terminal ferroviário com ligação aos portos da região;
V – terminal marítimo para cargas e passageiros;
VI – zona de processamento de exportação – ZPE;
VII – terminal aeroviário para cargas e passageiros; e
VIII – outras obras de infraestrutura necessárias (A COR DA TERRA, 2010).

As Figura 45 e Figura 46 apresentam a localização do Complexo


Intermodal Catarinense e o Projeto de Implantação do Complexo Intermodal
Catarinense, respectivamente. A Figura 47 apresenta a localização das empresas
BMW, Hyosung e do Complexo Intermodal.

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Figura 45 - Localização do Complexo Intermodal Catarinense.

Fonte: Tripulação, 2010.

Figura 46 - Projeto de Implantação do Complexo Intermodal Catarinense.

Fonte: A cor da Terra, 2010.

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Figura 47 - Localização das empresas BMW, Hyosung e do Complexo Intermodal.

Fonte: IPAT (2015) adaptado do Google Maps 2015.

O setor industrial e o de serviços vêm se desenvolvendo


significativamente, contribuindo de maneira crescente na economia do município.
Esse potencial é evidencialmente constatado através da significativa quantidade de
indústrias e pavilhões distribuídos pelo território, situadas principalmente às margens
da BR-101 e da SC-280.
Esses empreendimentos, além de impulsionar a economia do município,
tendem a estimular a concentração urbana em seu entorno, caracterizando-se como
importantes polos de trabalho.

8.4 OCUPAÇÃO DO SOLO E SERVIÇOS DE SANEAMENTO

Entre 1950 e 2000 o Brasil passou de um país predominantemente rural


para um país de características urbanas, já que 33 milhões de brasileiros viviam no
meio rural e 19 milhões no meio urbano na década de 50 e, segundo o IBGE, em
2000, 81% da população (170 milhões de pessoas) habitavam as cidades (BRASIL,
2015a).
Esse processo de urbanização acelerada além de suscitar a transferência
populacional da área rural para a urbana congregou uma parcela significante dos
fluxos migratórios em poucos territórios.

O expoente máximo deste rápido processo de urbanização brasileiro, é a


cidade de São Paulo, que por volta de 1886 possuía cerca de 50 mil
habitantes e chegou a 1922 com uma população estimada em 580 mil
pessoas. Vinte anos mais tarde a cidade já se encontrava com 1,3 milhões
de habitantes (ROLNIK, 1997: 19) e, segundo dados do IBGE (Censo IBGE,
134
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2000), a população estimada é de 10,5 milhões (BRASIL, 2015a, p.1).


No entanto, o rápido incremento das áreas urbanas não ocorreu
exclusivamente em grandes cidades, acontecendo paralelamente o crescimento
populacional e do número de municípios e a emergência de novas áreas urbanas.
“O processo de inchamento populacional das cidades não foi, entretanto,
acompanhado por um incremento na infraestrutura disponível, comprometendo as
condições de vida oferecidas à população” (BRASIL, 2015a, p1).

O surgimento de novas áreas urbanas, sujeitas às disposições de mercado


e seguindo as tendências de modernização e de progresso, é um
acontecimento natural na história de formação de nossas cidades. Contudo,
isso não quer dizer necessariamente que, assumindo lugar de destaque no
cenário urbano, estas novas centralidades destituem totalmente o centro de
suas antigas atividades e características (BRASIL, 2015c, p.1).
Dessa forma, a ampliação dos limites urbanos provocou uma “distorção
no processo de urbanização”, já que antes da consolidação de um local, com o
provimento de “todos os equipamentos que são necessários à qualidade de vida da
população, os investimentos que ali deveriam estar sendo feitos para que o
processo de urbanização se completasse são fragmentados e diluídos na ocupação
de novas áreas” (BRASIL, 2015b, p.2).

Nesta perspectiva, a urbanização brasileira se desdobrou com forte pressão


sobre o solo, os equipamentos e os serviços urbanos de cidades que não
tinham condições imediatas de atendimento às demandas sociais impostas
(BRASIL, 2015e, p.5).
Nesse sentido, a falta de planejamento urbano, bem como a falta de
articulação deste com as ações executadas, as políticas públicas e a participação
popular, pode levar a adversidades estruturais, notadamente no saneamento básico.
Edificações ilegais surgem quando da falta de fiscalização e da inter-relação entre
poder público e sociedade e acirram a inadequação de infraestrutura.
Para o atendimento das funções sociais da cidade e da propriedade bem
como da gestão democrática e da fruição do direito à cidade, o crescimento
populacional precisa ser pensado de forma que esse incremento seja recebido com
qualidade de vida, considerando a urgência no abastecimento de água e
esgotamento sanitário, limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos, a resolução da
drenagem e manejo de águas pluviais. Evitar a degradação ambiental é princípio
fundamental para a sustentabilidade municipal, levando em conta áreas
urbanizáveis, de risco e de expansão urbana.

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Concerne ao município ponderar as necessidades e capacidades do


sistema de saneamento básico da cidade para a criação de um espaço ordenado,
justo e economicamente viável através do planejamento. É nesse quadro que se
insere o estudo dos cenários de crescimento do município e como as soluções de
saneamento básico vão se interligar com essas demandas.

8.5 CENÁRIOS DE CRESCIMENTO DO MUNICÍPIO

Conforme dados do IBGE, em 2010, Araquari contava com um total de


24.810 habitantes e densidade demográfica de 64,61 hab./km². O meio urbano
dispunha de 94,13% dos moradores (23.353 pessoas), enquanto que a área rural,
de 5,87% (1.457 pessoas).
A ocupação urbana de Araquari concentra-se principalmente no Centro,
próximo a São Francisco do Sul e na localidade Itinga, próxima ao município de
Joinville.
A área correspondente a UTAP Centro, situada ao norte do território
municipal, conforme análise feita no tópico Unidades Territoriais de Análise e
Planejamento do Diagnóstico Socioeconômico, Cultural, Ambiental e de
Infraestrutura (ARAQUARI, 2015a), possui cerca de 107,47Km² de extensão, possui
uma densidade demográfica de 152,20 pessoas por Km², superior à do município
(64,61hab/Km²), residindo nesta região cerca de 16.357 pessoas (65,93% da
população total do município).
Já a UTAP Itapocu, situada ao sul do território, possui uma área de
aproximadamente 267,69Km², com densidade demográfica de aproximadamente
31,58 pessoas por Km², residem 8.453 pessoas, o que representa 34,07% da
população total de Araquari, segundo a análise mencionada anteriormente.
No período de 1970 a 2010, em referência aos censos demográficos,
verificou-se o contínuo aumento da população do município, que deixou de ser
considerado predominantemente rural, tornando-se urbano, entre os anos de 1970 e
1980, quando a população urbana passou de 2.068 a 7.384 respectivamente, e a
rural de 7.306 passou a 2.290 pessoas. Inversamente à situação da área urbana,
que apresenta crescimento contínuo, a área rural vem apresentando pequena
variação e nos últimos 30 anos, de maneira geral vem decrescendo, acompanhando

136
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a tendência nacional.
Ainda de acordo com o IBGE, houve um acréscimo estimado em 25,07%
na população de 2010 a 2014, passando de 24.810 habitantes em 2010, para
31.030 habitantes em 2014 (ARAQUARI, 2015a).
O Diagnóstico Socioeconômico, Cultural, Ambiental e de Infraestrutura,
através do modelo auto-regressivo integrado de média móvel (ARIMA 4, 1, 4),
levando em consideração dados oficiais do DATASUS, expõe um incremento de
aproximadamente 727 residentes por ano, chegando a 42.989 habitantes em 2035
(com 95% de chance de ser algum valor dentro do intervalo entre 39.285 e 46.693
habitantes). Esta previsão despreza fatores exógenos que possam alterar a trajetória
de crescimento populacional estimada, e, através dela, percebe-se que entre 2010 e
2035 deve haver um aumento de 18.179 habitantes, ou seja, de 73,27%
(ARAQUARI, 2015a).
Desta forma a projeção é que a população residente em meio urbano, que
era de 22.816 (94,13%) em 2010, passe para 41.630 (96,84% da população total)
em 2035. Quanto a população residente na porção rural do município, que em 2010
significava 1.423 pessoas (5,87%), a projeção para o ano de 2035 representa
regressão populacional passando a 1.359 pessoas (3,16%) (ARAQUARI, 2015a).
Outra possibilidade de identificar as tendências de crescimento é diante
da análise das características econômicas do município. Desta forma, observou-se
que de 2000 a 2010 as atividades do setor de serviços impulsionaram o crescimento
do PIB. Tais atividades representaram um aumento de 50,16% quando analisado o
ano de 2010 em relação a 2009, alcançando um total de R$ 332.842.976,08 em
2010, enquanto atividades do setor industrial representavam R$ 188.751.779,24 do
PIB no mesmo ano. No entanto, o setor industrial vem crescendo gradativamente, já
o setor de serviços tem apresentado queda significativa. Em 2011 o setor industrial
alcançou em total de R$ 284.485.949,85, refletindo um aumento de 50,72%,
enquanto o setor de serviços alcançou R$ 286.536.851,57, representando um
decréscimo de 13,91% em relação ao ano anterior. Desta forma, atualmente apesar
do setor de serviços ainda ser mais representativo no PIB do município, o setor
industrial vem demonstrando crescimento constante, ao continuar neste sentido, se
tornará o mais representativo em breve.
Em 2011 o município de Araquari contabilizou um aumento de 6,19% no
137
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PIB, correspondendo a R$ 667.086.344,54. O setor de serviços é responsável por


42,95% deste valor, seguido pelo setor industrial (42,64%), enquanto o setor
agropecuário movimentou cerca de 3,45% do PIB (os outros 10,96% são referentes
aos impostos).
Outra ferramenta importante para determinar o crescimento para os
próximos 20 anos é a análise de ortofotos e imagens de satélite. Neste caso, foram
utilizadas ortofotos de 1957, 1978, e 2010. Neste intervalo de 53 anos, é possível
visualizar os vetores de crescimento formados.
Deve-se considerar, no entanto, que o crescimento será de
aproximadamente 18.179 pessoas (ARAQUARI, 2015a). O mapeamento considera
apenas possíveis locais de expansão.
Dessa forma, é possível estimar os impactos no município. Para isto,
importantes condições devem nortear as medidas que preveem a universalização
dos serviços de saneamento: (1) a tendência do aumento da área de ocupação das
áreas industriais, com destaque para ocupação nas margens das vias BR-101, SC-
280 e SC-301; (2) o adensamento populacional; (3) a expansão da área urbana; (4)
a preservação de Áreas de Proteção Ambiental (APA).
A preservação dos recursos naturais está prevista nas legislações
municipal, Estadual e Federal. Mais importante que a projeção de crescimento, a
forma como o município conduzirá a ocupação do território determinará a inserção
de novos moradores. Essa condição estimula a reflexão acerca dos resultados
obtidos, cabendo uma intensa fiscalização em loteamentos para que a pressão
imobiliária não venha desconfigurar a paisagem local.

8.5.1 Cenário Tendencial

Nesse cenário optou-se pela utilização das UTAP, com base em


características locais, o que se mostrou uma rica fonte de informações
desagregadas, as quais permitem a análise intramunicipal com o maior número
possível de informações sociais, econômicas e demográficas.
O Cenário tendencial do município de Araquari apresenta:

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8.5.1.1 UTAP Centro

Localizada na região centro-norte do município, sua delimitação


compreende a sede administrativa, bem como a maior concentração de residentes.
Engloba seis bairros e localidades, dentre elas: Itinga, Porto Grande, Colégio
Agrícola, Centro, Areias Pequenas e Volta Redonda.
De modo geral, o crescimento na UTAP Centro deverá ocorrer,
preenchendo os vazios urbanos inseridos principalmente no perímetro urbano, mas
também na área rural, além da intensificação da ocupação às margens das vias: BR-
101, SC-280 e SC-301.

8.5.1.1.1 Centro

A região Central, conforme imagem de 1957 (Figura 48), já apresentava o


núcleo central em processo de consolidação, às margens do rio Parati. Destaca-se o
traçado do ramal ferroviário e a estação, que tiveram papel fundamental no
desenvolvimento do município. Na mesma imagem, o traçado da SC-280 apresenta-
se consolidado, esta via promove a ligação direta de Araquari com São Francisco do
Sul e Guaramirim, conectando-se ainda às importantes vias, como a BR-101, SC-
301 e SC-415, estas correspondem às vias estruturadoras da ocupação urbana,
além disso, promovem a conexão com outros municípios, como é o caso de Joinville.

Figura 48 - Centro de Araquari em 1957.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

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Na imagem de 1978 (Figura 49), observa-se a complementação do núcleo


urbano inicial, não apresentando expansão da ocupação quando comparada à
imagem de 1957.

Figura 49 - Centro de Araquari em 1978.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

A região Central, através da imagem de 2010 (Figura 50), mostra-se de


forma consolidada, apesar de apresentar consideráveis vazios urbanos. É notável,
ainda, a intensificação da ocupação atual em relação a 1978, bem como a expansão
da ocupação ao norte, e nas bordas da SC-280.

Figura 50 - Centro de Araquari em 2010.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

No cenário tendencial esta região tende à ocupação dos espaços vazios


na região determinada como Zona de Diversidade Urbana I – Centro (ZDU1),
englobando usos de natureza residencial, comércio varejista, a prestação de
serviços, visando o fortalecimento da principal centralidade de Araquari. Na ZDU1

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são admitidas construções de até seis pavimentos, indicando tendência ao maior


adensamento desta área.
Situada às margens do rio Parati está localizada a Zona de Interesse
Cultural, que corresponde à região mais antiga de urbanização do município, nela
estão presentes edificações antigas consideradas patrimônio cultural do município.
Estas edificações tendem a ser preservadas, no entanto para os demais imóveis
inclusos nesta área serão permitidas edificações de até quatro pavimentos,
indicando a tendência ao adensamento desta área, em menor proporção quando
comparada à ZDU1.
Os vetores de crescimento partem da SC-280, onde está estabelecido o
corredor de serviços (CSER), que visa o incentivo das atividades industriais de
pequeno e médio porte, além de atividades comerciais e de prestação de serviços
de médio e grande porte e de apoio ao transporte rodoviário. Desta forma deve
ocorrer grande ocupação às margens da SC-280, onde são permitidas edificações
de até quatro pavimentos. Ao sul da rodovia concentra-se área com estímulo a
ocupação industrial, Zona de Produção Industrial (ZPIND) sem restrição quanto ao
porte, porém com restrição em relação ao uso habitacional, nela são permitidas,
também, construções de até quatro pavimentos (podendo chegar a oito quando a
edificação se destinar para atividades industriais).
A Figura 51 apresenta o Mapa de Zoneamento do município de Araquari:
região Central.

Figura 51 - Mapa de Zoneamento de Araquari: região Central.

Fonte: IPAT (2015) adaptado de Mapa de Zoneamento Anexo 06 Plano Diretor de Araquari (2006).

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8.5.1.1.2 Itinga

A região do bairro Itinga corresponde à continuação da ocupação central,


acompanhando a SC-280 e seguindo em direção ao município de Joinville, tendo
sua concentração na porção territorial mais próxima deste.
Na imagem de 1978 (Figura 52), observa-se a região pouco ocupada,
com apenas algumas edificações pulverizadas pela região. Aparecem de forma
consolidada a SC-280 (que conecta São Francisco do Sul à Guaramirim) e a SC-
301(que conecta Araquari à Joinville).

Figura 52 - Região do bairro Itinga, em 1978.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

Na imagem de 2010 (Figura 53), observa-se a grande evolução da


ocupação urbana em relação à imagem de 1978. É possível constatar que a região
se desenvolveu, principalmente junto a SC-301 em direção ao município de Joinville,
ocupação atraída por este. No entanto a região apresenta ainda grandes vazios, que
tendem a ser ocupados nos próximos anos.
Nesta região predomina a Zona de Diversidade Urbana II (ZDU2), hoje o
bairro possui características de média densidade, no entanto, com o atual
zoneamento, tende a haver o maior adensamento da ocupação, visto que nesta
região são permitidas edificações de até quatro pavimentos. Às margens da SC-280
tem-se a continuação do corredor de serviços, presente no recorte centro, onde as
edificações podem atingir o gabarito de quatro pavimentos.

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Figura 53 - Região do bairro Itinga, em 2010.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

O cenário tendencial desta região segue na ocupação dos vazios


existentes, e também de regiões ainda não urbanizadas entre os parcelamentos
existentes, em função do estímulo gerado pela Rodovia SC-301, conectando
Araquari ao município - Polo Regional – Joinville. O mesmo acontece com a
ocupação às margens da SC-280, onde está estabelecido corredor de serviços,
mencionado anteriormente, além da expansão urbana, com tendência a ocupação,
predominantemente, em direção ao sul da rodovia.
A Figura 54 apresenta o Mapa de Zoneamento do município de Araquari:
região Itinga.

Figura 54 - Mapa de Zoneamento de Araquari: região Itinga.

Fonte: IPAT (2015) adaptado de Mapa de Zoneamento Anexo 06 Plano Diretor de Araquari (2006).

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8.5.1.2 UTAP Itapocu

Localizada na porção sul do município, sua delimitação compreende


menor concentração de residentes. Engloba seis bairros e localidades: Corveta,
Rainha, Itapocu, Barra do Itapocu, Morro Grande e Guamiranga.
De modo geral, o adensamento na UTAP Itapocu deverá ocorrer de forma
menos significativa em relação à UTAP Centro. No entanto, o crescimento mais
representativo desta região corresponde aos setores industriais e de serviços, em
função da fixação de grandes empreendimentos industriais às margens da BR-101.
Desta forma, o crescimento deve seguir preenchendo os vazios urbanos inseridos
principalmente no perímetro urbano, e também refletindo em ocupações
pulverizadas pela área rural.

8.5.1.2.1 Rainha

O bairro Rainha apresentava poucas ocupações em 1978 (Figura 55). A


comunidade se desenvolveu em local relativamente afastado do atual traçado da
BR-101, já presente na imagem do mesmo ano.

Figura 55 - Região do bairro Rainha, em 1978.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

Na imagem de 2010 (Figura 56), observa-se o aumento da ocupação e a


projeção de novos loteamentos, com grandes áreas ainda vazias, assim, houve o
aumento da ocupação às margens da rodovia e expandindo-a para regiões
contíguas, principalmente ao encontro da região que estava ocupada em 1978,
conforme Figura 55.

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Figura 56 - Região do bairro Rainha, em 2010.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

No cenário tendencial na região tende ocorrer o aumento da ocupação,


com o preenchimento das áreas vazias do loteamento existente, bem como de
outras regiões já consolidadas. A BR-101, importante via de conexão a nível federal,
estimula o potencial para desenvolvimento de suas bordas, onde grandes indústrias
estão se estabelecendo.
Assim, a tendência segue no sentido de maior adensamento, incitado,
inclusive, pelo zoneamento proposto para esta região, composto pelo Corredor
Industrial (CIND) estabelecido às margens da BR-101, Zona de Produção Industrial
(ZPIND) e Zona de Diversidade Urbana III (ZDU3).
Na região correspondente ao Corredor Industrial são permitidas
construções de até quatro pavimentos, incentiva a implantação de indústrias, sem
restrição quanto ao porte, mas restringe a ocupação habitacional. O mesmo
acontece na Zona de Produção Industrial, onde é estabelecido o gabarito de quatro
pavimentos, no entanto este pode chegar a oito pavimentos quando a edificação se
destinar às atividades industriais.
Já na Zona de Diversidade Urbana III (ZDU3), hoje com características de
baixa densidade, o município busca estimular a vida de bairro, com uso
predominante residencial de média densidade, a ser complementado por atividades
não residenciais, como comércio, serviço e indústrias, estas últimas controladas
quanto ao porte e ao impacto ambiental. São permitidas construções de até quatro
pavimentos, porém quando se tratar de edifícios residenciais multifamiliares com
finalidade turística (hotelaria), serão permitidas edificações de até oito pavimentos.
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O zoneamento adjacente aos apresentados corresponde à Zona de


Produção Primária (ZPPRI), com características de baixa densidade populacional,
localizam-se fora do perímetro urbano. Nestas áreas são admitidas construções de
até dois pavimentos, e taxa de ocupação de 30%.
A Figura 57 apresenta o Mapa de Zoneamento do município de Araquari:
região Rainha.

Figura 57 - Mapa de Zoneamento de Araquari: região Rainha.

Fonte: IPAT (2015) adaptado de Mapa de Zoneamento Anexo 06 Plano Diretor de Araquari (2006).

8.5.1.2.2 Barra do Itapocu

A região da Barra do Itapocu apresentava poucas ocupações em 1978, no


entanto, já estava presente o traçado da SC-415, que liga ao Balneário Barra do Sul,
desmembrado de Araquari (Figura 58).

Figura 58 - Região da Barra do Itapocu, em 1978.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

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Em 2010, a região apresenta-se bastante consolidada com o aumento da


ocupação às margens da Lagoa do Itapocu (Figura 59), estendendo-se até a rodovia
SC-415, e expandindo a ocupação para regiões contíguas (inseridas em ZPPRI).
A região da Barra do Itapocu está inserida na Zona Turística Cultural da
Barra do Itapocu (ZTCBI), caracterizada por priorizar a implantação de
equipamentos turísticos. Nesta área os lotes devem ter área mínima de 600 m²,
onde são permitidas construções de até dois pavimentos. Trata-se de região
ambientalmente sensível, onde a ocupação urbana deve ser controlada.

Figura 59 - Região da Barra do Itapocu, em 2010.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

No cenário tendencial, com a presença da SC-415, a região apresenta


potencial para desenvolvimento das bordas da rodovia e o preenchimento dos
vazios urbanos. A tendência segue no sentido de conter o adensamento,
estimulando a diversidade urbana com uso predominante residencial de baixa
densidade, complementado por atividades de comércio, serviço e aquelas
vinculadas ao ecoturismo e ao turismo rural.
A Figura 60 apresenta o Mapa de Zoneamento do município de Araquari:
região Barra do Itapocu.

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Figura 60- Mapa de Zoneamento de Araquari: região Barra da Itapocu.

Fonte: IPAT (2015) adaptado de Mapa de Zoneamento Anexo 06 Plano Diretor de Araquari (2006).

8.5.2 Cenário Exploratório

Considerando um modelo exploratório de crescimento (Figura 61), com


fatores que gerariam um nível de crescimento acima da tendência, são observados o
preenchimento de vazios urbanos, a expansão da malha urbana e a ocupação de
áreas menos dinâmicas ao redor das manchas urbanas atuais. No entanto, devem
ser consideradas as limitações de expansão da ocupação, sejam elas de ordem
natural ou antrópica – como é o caso das Áreas de Proteção Ambiental e da Zona
Rural.
Neste Cenário, como a interação entre as UTAP será intensa, decidiu-se
apresentá-las de maneira simultânea. É importante ressaltar que o crescimento
previsto neste cenário, se dá principalmente sob a influência das atividades
industriais estimuladas sensivelmente pela BR-101 e SC-280, e a conexão com o
município de Joinville, bem como influenciado pela proximidade de Araquari com
São Francisco do Sul.
De maneira geral, o crescimento será constante, e além da invasão do
perímetro rural, haverá significativo desenvolvimento empresarial/industrial
(motivado por incentivos e investimentos neste segmento), acarretando na
supervalorização de algumas áreas, no que diz respeito ao mercado imobiliário.

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Figura 61 - Cenário Exploratório a nível municipal – vetores de crescimento.

Fonte: Secretaria do Estado do Planejamento de Santa Catarina modificado por IPAT (2015).

Neste contexto, a UTAP Centro deverá sofrer com a supervalorização, de


acordo com o mercado imobiliário. Especialmente nas regiões estabelecidas no
entorno da SC-280 e SC-301, compreendendo: Centro, Colégio Agrícola, Porto
Grande, Itinga. Nestas áreas os espaços vazios serão ocupados e o gabarito das
edificações poderá aumentar significativamente, amparado pelo zoneamento
municipal. Os vetores de crescimento coincidem com os apresentados no Cenário
Tendencial, apontando, no entanto, um aumento de intensidade.
A porção sul do município - UTAP Itapocu - tende a manter suas
características rurais, com ocupações distribuídas pelo território, com tendência a
intensificação da ocupação na região do bairro Rainha, Itapocu (ocupação
predominantemente residencial, com presença de usos comercial e de serviços),
bem como nas bordas da BR-101 (uso predominantemente industrial), atraindo a
ocupação em seu entorno.

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9. PROJEÇÃO POPULACIONAL, PROJEÇÕES DE DEMANDAS E


PROSPECTIVAS TÉCNICAS

9.1 PROJEÇÃO POPULACIONAL

As projeções da população foram elaboradas com vistas a estimar o


número total de habitantes em um horizonte de vinte anos, a partir de 2014, levando
em consideração dados oficiais do DATASUS.
Estes números foram obtidos por meio de modelos estatísticos e podem
sofrer inúmeras interferências, visto a dinamicidade de um município como Araquari,
cuja atividade econômica vem apresentando sinais claros de mudança ao longo dos
últimos anos. Portanto, o objetivo é apresentar uma base, considerando a trajetória
da evolução populacional durante o período 1997-2013.
Os resultados da estimativa são apresentados na Tabela 5 e ilustrados na
Figura 62.

Tabela 5 – Estimativa de população residente de Araquari (1997-2035).


População População
Ano Erro Padrão Limite Inferior Limite Superior
DATASUS Estimada
1997 18241
1998 18804 18955
1999 19367 19519
2000 19933 20061
2001 17208 20648
2002 17923 18107
2003 18671 18081
2004 20242 19910
2005 21111 22208
2006 21974 22078
2007 21278 22204
2008 22467 22087
2009 23080 23644
2010 24814 24239
2011 25860 25728
2012 26875 26639
2013 29593 27910
2014 29833 895 28079 31587
2015 31057 1212 28681 33433

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População População
Ano Erro Padrão Limite Inferior Limite Superior
DATASUS Estimada
2016 31027 1621 27851 34203
2017 30883 1826 27304 34462
2018 31298 1849 27675 34922
2019 32062 1864 28409 35714
2020 32632 1873 28960 36304
2021 33205 1885 29510 36900
2022 33812 1886 30115 37509
2023 34536 1888 30836 38236
2024 35205 1888 31504 38905
2025 35908 1889 32205 39610
2026 36581 1889 32878 40284
2027 37307 1889 33603 41010
2028 37998 1889 34295 41701
2029 38721 1890 35018 42425
2030 39415 1890 35711 43119
2031 40141 1890 36437 43845
2032 40840 1890 37136 44544
2033 41564 1890 37860 45268
2034 42266 1890 38561 45970
2035 42989 1890 39285 46693
Fonte: Elaborado a partir de dados publicados pelo DATASUS.

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Figura 62 – Estimativa da população residente de Araquari (1997-2035).

Fonte: Elaborado a partir de dados publicados pelo DATASUS.

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Dentre os modelos estatísticos estimados, concluiu-se que o melhor


resultado obtido foi o de um modelo auto-regressivo integrado de média móvel
(ARIMA 4, 1, 4). O modelo adotado permite estimar i) a previsão para a população
residente do município de Araquari e ii) os limites superior e inferior para a projeção
dessa população em um intervalo de confiança de 95%.
Da regressão estimada conclui-se que a população residente crescerá a
uma taxa de aproximadamente 685 habitantes por ano até 2035. A projeção
calculada para a população em 2035 será de 42.989 habitantes, com 95% de
chance de ser algum valor dentro do intervalo entre 39.285 e 46.693 habitantes.
Naturalmente a previsão ignora fatores exógenos que possam alterar a
trajetória de crescimento populacional estimada, pois o cálculo considera apenas o
ritmo de crescimento dessa população observada no período 1997-2014. Elementos
exógenos como, por exemplo, a instalação de empresas de grande porte, com alta
demanda de mão-de-obra não residente no município, podem afetar essa trajetória
estimada.
A projeção das populações urbana e rural consiste em cálculo realizado
conforme os dados calculados para a população total estimada, portanto adota-se
uma metodologia mais simples, baseada em uma progressão aritmética para a
proporção das populações urbana e rural. A equação característica da proporção da
população urbana é definida por:
𝑈𝑡 = 𝑎 + 𝑏𝑡
Sendo:
𝑈𝑡 : Proporção da população urbana no ano 𝑡.
𝑎: Intercepto calculado.
𝑏: Coeficiente angular calculado.
𝑡: Ano.
A proporção da população rural consistirá na simples diferença entre um
(equivalente a 100%) e a proporção da população urbana calculada. A equação
característica da proporção da população rural é definida por:
𝑅𝑡 = 1 − 𝑈𝑡
Sendo: 𝑅𝑡 : Proporção da populaçao rural no ano 𝑡.
Segundo dados dos Censos do IBGE para os anos 2000 e 2010, a
proporção da população urbana de Araquari correspondia à 93,04% em 2000 e
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94,13% em 2010 (IBGE, 2014). A proporção da população rural, por sua vez,
correspondia à 6,96% em 2000 e 5,87% em 2010. O cálculo da equação
característica da proporção da população urbana resultou em:
𝑈𝑡 = −1,23845 + 0,00108𝑡
Os resultados da projeção das populações urbana e rural são
apresentados na Tabela 6 e ilustrados na Figura 63.

Tabela 6 – Estimativa das populações urbana e rural (2008-2035).


População
Ano Urbana Rural Urbana Rural
Estimada
2008 93,91% 6,09% 22087 20742 1345
2009 94,02% 5,98% 23644 22230 1414
2010 94,13% 5,87% 24239 22816 1423
2011 94,24% 5,76% 25728 24245 1483
2012 94,34% 5,66% 26639 25133 1507
2014 94,45% 5,55% 27910 26361 1548
2014 94,56% 5,44% 29833 28210 1623
2015 94,67% 5,33% 31057 29402 1655
2016 94,78% 5,22% 31027 29407 1620
2017 94,89% 5,11% 30883 29303 1579
2018 94,99% 5,01% 31298 29732 1566
2019 95,10% 4,90% 32062 30492 1570
2020 95,21% 4,79% 32632 31069 1562
2021 95,32% 4,68% 33205 31651 1554
2022 95,43% 4,57% 33812 32267 1546
2023 95,54% 4,46% 34536 32995 1541
2024 95,65% 4,35% 35205 33672 1533
2025 95,75% 4,25% 35908 34383 1525
2026 95,86% 4,14% 36581 35068 1514
2027 95,97% 4,03% 37307 35804 1503
2028 96,08% 3,92% 37998 36508 1490
2029 96,19% 3,81% 38721 37245 1476
2030 96,30% 3,70% 39415 37955 1460
2031 96,40% 3,60% 40141 38697 1443
2032 96,51% 3,49% 40840 39416 1424
2033 96,62% 3,38% 41564 40160 1404
2034 96,73% 3,27% 42266 40884 1382
2035 96,84% 3,16% 42989 41630 1359
FONTE: Elaborado a partir de dados do IBGE (2000, 2010).
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Figura 63 – Estimativa da população urbana e rural (2000-2035).

FONTE: Elaboração própria a partir de dados do IBGE (2000, 2010).

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9.2 PROJEÇÕES DE DEMANDAS E PROSPECTIVAS TÉCNICAS

9.2.1 Sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana

O município está inserido na bacia hidrográfica do rio Itapocu. Sendo


drenado pelas microbacias do rio Parati, Araquari, das Areias, Paranaguá-mirim,
Una, Preto, Piraí e Itapocu. Possuindo em sua totalidade uma área de sub-bacias de
3.152,02 km², dentro do território catarinense.
O sistema de drenagem urbana é composto por drenagem superficial e
subterrânea, captado através de bocas de lobo e caixas com grelhas na sarjeta, que
encaminham as águas para os cursos de água naturais.
A pavimentação com asfalto (CBUQ) e blocos de concreto está presente
em 17,78% das vias do município. Na UTAP Centro, que compreende grande parte
da área urbana do município, a pavimentação está presente em 28,81% das vias e
as redes de microdrenagens estão presentes em 100% das vias urbanas. Na UTAP
Itapocu, que compreende grande parte da área rural, a pavimentação está presente
em apenas 10,46% e parte das vias apresentam sistemas de microdrenagens.
Na maioria das vias pavimentadas existem microdrenagens, sendo
observado dispositivo de drenagens nas ruas principais da área urbana e travessia
de vias.
O sistema de macrodrenagem não conta com nenhum dispositivo de
detenção ou amortecimento de vazão das águas pluviais. Em épocas de
precipitações extremas o transbordamento das calhas dos corpos hídricos se
deposita no leito maior na área rural representado principalmente por pastagens,
agricultura e residências.
A manutenção realizada pela equipe de profissionais da Secretaria de
Obras e Serviços Públicos acontece de acordo com as necessidades e sem uma
frequência definida, conforme informação repassada pelo Secretário. São
executados os seguintes serviços: limpeza e desobstrução de bocas de lobo,
tubulações e galerias; e varrição e limpeza de vias.
Recomenda-se que o município, através da Secretaria de Obras e
Serviços Públicos, institua uma equipe exclusiva destinada a realizar os serviços de
conservação e manutenção dos sistemas de micro e macrodrenagem, que deverão

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ser executadas de acordo com um plano de manutenção a ser elaborado, baseado


em rotinas e procedimentos aplicados nos equipamentos dos sistemas.

9.2.1.1 Caracterização de Áreas com Risco de Alagamento ou Inundação

9.2.1.1.1 Problemas identificados na microdrenagem

De acordo com os dados levantados em campo e com o auxílio dos


técnicos da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, os principais problemas no
sistema de microdrenagem encontrados, são de estrangulamento das redes de
drenagem existentes, que resultam em alagamentos pontuais, principalmente devido
ao subdimensionamento ou inexistência dos sistemas de drenagem como
tubulações, bueiros, bocas de lobo e galerias, com função de travessia de via
pública.
O crescimento urbano intenso sem planejamento, a falta de estudos
hidrológicos para caracterização das vazões máximas das bacias do município,
lançamento de resíduos sólidos nas redes de microdrenagem, a predominância da
manutenção corretiva sobre a preventiva nas redes de drenagem e a falta de
pavimentação, são fatores que contribuem para os problemas de alagamento do
município.
Grande parte da área rural não possui pavimentação, bem como
microdrenagens, sendo o escoamento realizado pelos córregos existentes. Os
problemas encontrados, vão desde o assoreamento dos corpos hídricos,
estrangulamentos nos bueiros e pontes, em travessias de vias públicas e a
ocupação irregular em áreas de preservação permanente, que configura o leito
maior dos rios.
Na zona rural, o deflúvio pluvial é realizado através de rios, córregos e
áreas de infiltração pertencente ao sistema de macrodrenagem local, o que acentua
a necessidade da preservação destes sistemas naturais, além da manutenção e se
necessário, a construção de estruturas que garantam a eficiência do mesmo.
Todo deflúvio originário das precipitações ocorridas na área urbana na
UTAP Centro segue em direção aos rios e córregos da região que desembocam no
rio Parati, desaguando na baía da Babitonga.
Na UTAP Centro, a qual pertence grande parte da área urbana do
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município, os alagamentos provenientes das chuvas intensas nos pontos críticos


ocorrem devido ao subdimensionamento das redes de drenagens existentes, que
não suportam a vazão da enchente, alagando as ruas pavimentadas e invadindo as
residências.
Conforme a Lei nº 50/2006, referente ao Plano Diretor de Araquari, em
seu artigo 28º, dispõe sobre as diretrizes do saneamento ambiental do município, a
garantia do sistema de drenagem pluvial, por meio de sistemas físicos naturais e
construídos, do escoamento das águas pluviais em toda a área ocupada do
município, de modo a propiciar a recarga dos aquíferos, a segurança e o conforto
aos seus habitantes.
O Quadro 10 apresenta as causas dos alagamentos identificados, de
acordo com o Diagnóstico do Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana.

Quadro 10 – Causas de alagamentos na drenagem urbana do município.

SETOR PROBLEMA CAUSA

Sistema de microdrenagem subdimensionado

Inexistência de drenagem

Aumento da impermeabilização do solo, aumento das


Alagamentos em vazões máximas e sua frequência
Drenagem Urbana pontos isolados
e Manejo de Predominância da manutenção corretiva sobre a
Águas Pluviais preventiva
Lançamento de resíduos sólidos no sistema de
microdrenagem
Falta de pavimentação
Erosão da Tubulações danificadas que permitem a infiltração do
Pavimentação solo arenoso

9.2.1.1.2 Problemas identificados na macrodrenagem

Com o crescimento intenso da urbanização, os sistemas de


macrodrenagem vêm sendo canalizados por estruturas artificiais que contribuem
para a diminuição da vazão, pois o confinamento do fluxo das águas dos corpos
hídricos sem os devidos estudos hidrológicos impede o escoamento, provocando o
transbordamento do sistema construído, principalmente nas macrodrenagens na
área urbana do município.
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Os leitos dos corpos d’água dentro das áreas urbana e rural apresentam-
se assoreados, por vegetações nativas ou sedimentos oriundos de enchentes
ocorridas ao longo do tempo, tendo em vista a identificação da falta de limpeza dos
rios, como demonstrado no Diagnóstico de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem
Urbana.
A falta de vegetação ciliar ao longo das macrodrenagens faz com que
sedimentos se desprendam das margens provocando o alargamento da seção e
tornando as águas mais rasas, o que por sua vez, acarreta em épocas de enchentes
o carregamento e deposição de sedimentos em pontos específicos como bueiros,
pontes e galerias do sistema de drenagem.
No caso do rio Itapocu, que cruza a área rural do município, existem
problemas relacionados à inundação do rio que atingem as margens e córregos
existentes em várias localidades.
O Quadro 11 apresenta as causas das inundações encontradas no
município.

Quadro 11 – Causas de inundações no município.

SETOR PROBLEMA CAUSA

Ocupação do solo do leito maior dos rios e


córregos

Desmatamento da cobertura vegetal nas Áreas


Drenagem Urbana e Inundações de áreas de Preservação Permanente (APP)
Manejo de Águas Pluviais ribeirinhas
Problemas estruturais como obstruções ao
escoamento em pontes, drenagens, galerias e
córregos.

Macrodrenagens assoreadas

9.2.1.1.3 Problemas identificados na pavimentação

Através do Diagnóstico de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana


pode-se identificar a carência de pavimentação nas UTAP e vias com pavimentação
precária, necessitando manutenção. A falta da pavimentação e redes de
microdrenagens prejudica o escoamento do volume precipitado, ocorrendo
alagamentos em pontos isolados.

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9.2.1.2 Demandas da drenagem

De acordo com levantamento realizado em campo e descrito no


Diagnóstico de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana o município possui
redes de drenagens subdimensionadas em algumas ruas pavimentadas, resultando
em alagamentos pontuais na UTAP Centro.
Há a necessidade de realizar estudo hidrológico para redimensionar as
redes de tubulação existentes em algumas vias na área urbana para eliminar os
atuais alagamentos.

9.2.1.3 Demandas da pavimentação

As demandas referentes à pavimentação foram construídas considerando


a disponibilidade de estruturas de drenagem em vias pavimentadas para as áreas
urbanizadas do município, o incremento de novas vias a serem implantadas e a
implantação de rede de drenagem nestas vias.
Atualmente, o município conta com aproximadamente 432.910 metros de
vias municipais, dos quais aproximadamente 76.990 metros possuem pavimentação,
representando 17,78% da totalidade de vias.
A UTAP Centro possui 49.780 metros de vias com asfalto e lajotas
(28,81%). Na UTAP Itapocu a pavimentação está presente em 10,46%, que
equivalem a 27.210 metros de vias.
Através do diagnóstico ficou evidenciada a ineficiência dos sistemas de
drenagem subterrâneo e dispositivos coletores em grande parte da área urbana, que
servem para escoar os eventos de precipitação para os córregos e rios existentes. É
necessário o redimensionamento das microdrenagens existentes em vias principais.
A maioria dos alagamentos verificados deve-se ao fato das vias não
possuírem pavimentação, dificultando o escoamento superficial. Na maior parte das
vias pavimentadas as microdrenagens estão presentes. Nas vias com drenagens
subterrâneas há alagamentos devido ao subdimensionamento das tubulações.
Para a estimativa de crescimento de novas vias nas áreas urbana e rural,
foi utilizada a relação entre a extensão total de vias e o número de habitantes. Dessa
forma, para o município de Araquari, esta relação é de 13,94 metros/habitante.
A projeção populacional para o PMSB estima o aumento de crescimento
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populacional nas áreas urbana e rural, sendo que a população urbana reside nas
duas UTAP. Portanto, a projeção de crescimento de novas vias para o município
contempla as duas UTAP no cenário ideal, seguindo a projeção de crescimento
populacional para a malha viária do município no horizonte do PMSB.
No cenário adotado para o Plano de Saneamento Básico busca-se obter o
atendimento completo da pavimentação e drenagem urbana para as vias atuais e as
que porventura venham a ser criadas ao longo do horizonte do PMSB.
Cabe salientar que para o surgimento de novas vias o município criou,
através da Lei nº 50/2006, em seu artigo 199º, a infraestrutura mínima para
implantação de novos loteamentos, a execução de vias de circulação devidamente
ensaibradas e compactadas com no mínimo 5 cm com colocação de meio-fio,
sistema de escoamento de águas pluviais e implantação completa de tubulação da
rede de esgoto.
A estimativa de crescimento demográfico foi parâmetro para estimar o
crescimento das vias no município. Seguindo esta tendência adotou-se um
percentual de 5% ao ano como meta para pavimentar as vias da zona urbana de
acordo com o Plano Diretor participativo de desenvolvimento territorial de Araquari,
pois se considerou que a maior parte da população urbana encontra-se nesta
unidade territorial.
O objetivo é garantir que o órgão público atenda os anseios da população,
pavimentando 100% das ruas da área urbana. A Tabela 7 apresenta a estimativa de
ruas pavimentadas com sistema de microdrenagem para cada período.
É necessário, junto com a pavimentação das vias, implantar as
microdrenagens, para que ocorra o bom deflúvio em épocas de precipitação intensa.

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Tabela 7 – Estimativa de pavimentação das vias urbanas da UTAP Centro e Itapocu,


seguindo a projeção de 5% ao ano.
Percentual das Vias
Vias Pavimentadas
Vias Vias Sem
Período Pavimentadas com Sistema
Ano Prazos Pavimentadas Pavimentação
Plano com Sistema de de
(m) (m)
Microdrenagem Microdrenagem
(%) no Período (m)
0 2015 70.110 164.950 0,00%
1 2016 78.358 156.703 5,00%
Emergencial 24.743
2 2017 86.605 148.455 5,00%
3 2018 94.853 140.208 5,00%
4 2019 103.100 131.960 5,00%
5 2020 111.348 123.713 5,00%
6 2021 Curto 119.595 115.465 5,00% 41.238
7 2022 127.843 107.218 5,00%
8 2023 136.090 98.970 5,00%
9 2024 144.338 90.723 5,00%
10 2025 152.585 82.475 5,00%
Médio 32.990
11 2026 160.833 74.228 5,00%
12 2027 169.080 65.980 5,00%
13 2028 177.328 57.733 5,00%
14 2029 185.575 49.485 5,00%
15 2030 193.823 41.238 5,00%
16 2031 202.070 32.990 5,00%
Longo 65.980
17 2032 210.318 24.743 5,00%
18 2033 218.565 16.495 5,00%
19 2034 226.813 8.248 5,00%
20 2035 235.060 0 5,00%
100,00% 164.950
Fonte: Elaboração própria a partir de dados dos Setores Censitários/Censos Demográficos do IBGE,
2000-2010 e Diagnóstico do Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana.

Os valores estimados para pavimentar as vias existentes na zona urbana


consideram o reajuste anual, conforme Índice de Reajustamento de Obras
Rodoviários do DNIT - item Pavimentação - e as tabelas de referência do DNIT e
SINAPI.
Grande parte da UTAP Itapocu é composta pela população rural,
existindo também a necessidade de pavimentação na grande parte das vias nos
loteamentos existentes, com a implantação de drenagens nas travessias de vias e
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pontes. O escoamento se dá superficialmente nas vias pelas macrodrenagens


existentes as margens das ruas sem pavimentação, que seguem em direção aos
corpos d’água receptores. Para o PMSB não foi estimada a pavimentação na zona
rural do município.

9.2.2 Sistema de Abastecimento de Água

Para as projeções de demanda para o sistema de abastecimento de água


foram considerados os seguintes fatores: produção de água, ligações de água e
hidrometração, reservação de água, rede de distribuição e licenciamento ambiental.

9.2.2.1 Produção de água

Conforme detalhado na Tabela 8, as projeções de produção de água


foram definidas a partir de dados de projeção populacional nas áreas urbana e rural,
índices de atendimento do sistema público, índice de perdas, produção atual,
capacidade de produção das ETA 1, ETA 2, ETA 3, ETA 4 e ETA Piraí, com o
objetivo de estimar ocorrências de déficit ou superávit de produção e
consequentemente necessidades de ampliação dos SAA.
Conforme dados da CASAN, o atendimento em 2014 dos SAA era de
63,15% da população urbana, 0% da população rural e 59,78% da população total.
Deve ocorrer a universalização do atendimento do SAA em 20 anos (2016-2035). O
sistema de abastecimento de água deve atender 100% da população em prazo
imediato.
Os índices de perdas estão diretamente associados à qualidade da
infraestrutura e da gestão dos sistemas, conforme SNIS (2012) (BRASIL, 2014).
De acordo com SNIS (2012), para investigar as causas de perdas de
água em patamares acima do aceitável, algumas hipóteses podem ser levantadas,
tais como:
- Falhas na detecção de vazamentos;
- Redes de distribuição funcionando com pressões muito altas;
- Problemas na qualidade da operação dos sistemas;
- Dificuldades no controle das ligações clandestinas e na
aferição/calibração dos hidrômetros;
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- Ausência de programa de monitoramento de perdas.


De acordo com SNIS (2012), dados nacionais de índices de perdas se
apresentam muito elevados, indicando a necessidade dos prestadores de serviços
atuarem em ações relacionadas à eficiência de administração, no tocante ao
gerenciamento de perdas de águas, sustentabilidade da prestação de serviços,
modernização de sistemas e qualificação dos trabalhadores. Ações contínuas de
redução e controle de perdas asseguram benefícios em curto, médio e longo prazos,
com eficiência e eficácia. O índice de perdas na distribuição (IN049) dos prestadores
de serviço participantes do SNIS 2012 indicou IN049 de 34,76% para Santa Catarina
e 36,35% como média brasileira (BRASIL, 2014).
O índice de perdas de distribuição (IN049) dos SAA em Araquari
apresentou valor de 35% (BRASIL, 2014), sendo proposta redução de perdas reais
na distribuição para 25% em curto prazo, 15% em médio prazo e 10% em longo
prazo, conforme detalhado em Tabela 8.
Como critérios de dimensionamento, foram considerados dados de
capacidade de produção de todos os SAA de 24,50 L.s-1, demanda média de 39,44
L.s-1 e coeficientes K1 e K2 de 1,2 e 1,5, respectivamente, conforme Tabela 8. Há
estimativa de aumento de capacidade de produção imediata para 124,50 L.s-1,
atendendo a demanda média. Com esta estimativa de aumento a partir de
projeto/implantação de ETA Piraí, a planilha de necessidade de produção de água
deverá apresentar déficit ou superávit de produção ao longo do plano com
necessidade de ampliação de mais 50 L.s-1 em médio prazo.

9.2.2.2 Ligações de Água

A partir de dados de população atendida e número de economias ativas


residenciais, Araquari possui uma taxa de ocupação de 3,16 hab./economia e 3,4
hab./ligação, conforme apresenta a Tabela 9.
Tendo em vista que o município tem índice de hidrometração de 100%
das ligações, referente à estimativa de evolução do número de economias e ligações
ao longo do horizonte do plano, a Tabela 9 indica um incremento de 7.180 novas
ligações com hidrômetro, sendo também estabelecido um índice de substituição de
hidrômetros de 15% ao ano. Este índice se baseia em comparativo com índice

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médio da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP).


Segundo a SABESP, a vida útil de um hidrômetro é de oito anos e a idade
média dos hidrômetros na Grande São Paulo é de 3,8 anos. O prazo médio de troca
é de seis anos. No município de Araranguá, conforme dados do SAMAE, o período
médio de troca adotado é de cinco anos.
O índice economia/ligação se apresenta no valor de 1,07 ao longo do
plano e a participação das economias residenciais de água no total das economias é
de 92,37%.

9.2.2.3 Reservação de Água

Para verificação da capacidade de reservação necessária, adotou-se


como padrão de atendimento condicionante ao volume disponível igual ou superior a
1/3 da vazão máxima diária.
De acordo com a Tabela 10, a reservação existente atual dos SAA é de
2.320 m3, com previsão estimada de 3.320 m3 em longo prazo. A reservação
necessária atual é de 1.362,97 m3, com previsão estimada de 3.155,73 m3, com
déficit de reservação, sendo proposta ampliação de 500 m3 em curto prazo e 500 m3
em longo prazo, totalizando incremento de 1.000 m3 em 20 anos, conforme dados da
Tabela 10.
De acordo com Tabela 11, está previsto um investimento em reservação
de água de R$ 702.700,00 em curto prazo e R$ 1.006.500,00 em longo prazo.
Totalizando um investimento de R$ 1.709.200,00 ao longo do plano.

9.2.2.4 Rede de Distribuição

Tendo em vista dados de extensão de rede de distribuição de 34,20 km


(índice AG005) conforme SNIS (2012), a Tabela 12 indica 34,198 Km de rede de
distribuição para o SAA global, conforme dados atualizados de CASAN (Relatório
BADOP/2014).
Adotou-se índice anual de 1% para substituição de redes de distribuição,
relação de extensão de rede/ligação de 7 metros/ligação e 1,84 metros/habitante.
Conforme a Tabela 12, até 2035, estima-se 50.259 metros de incremento de rede,
13.903 m de substituição de rede, com total de 64.162 metros de rede de
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distribuição e investimento de R$ 6.263.740,59, com custo médio de R$ 63,70/metro


de rede, conforme custo de R$/metro tub. PVC 100 mm de R$ 63,70, conforme
tabela SINAPI (20.08.2015) e adotado índice de reajuste dos valores anuais dos
custos de obras de saneamento, conforme Índice Nacional da Construção Civil
(DNIT) de 6,757% ao ano.
Quanto à estimativa de investimento na área rural, estão previstos 25.129
metros de incremento de rede, 207 metros de substituição de rede, com total de
25.337 metros e investimentos de R$ 2.644.868,10 (Tabela 14 e Tabela 15).
Para a área rural está sendo adotado, para redes de distribuição, uma
relação de extensão de rede de água/ligação de 60,30 metros e custo médio de R$
63,70/metro de rede, conforme tabela SINAPI.

9.2.2.5 Licenciamento Ambiental

Estão previstos licenciamentos ambientais dos sistemas de tratamento de


água para prazo imediato, conforme Planilha de SAA.

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Tabela 8 – Estimativa da necessidade de produção de água.


Índice de atendimento Sistema Público
Demanda Índice Vazão Demanda Demanda Cap. Cap. Cap. Cap. Cap. Superavit Ampliação
Período Pop. Pop. Pop. Pop. Pop. Pop. Produção Cap. Deficit de
média de de máxima máxima Produção Produção Produção Produção Produção de de
Plano Ano total urbana rural urbana rural total atual Produção produção
CASAN perdas perdas diária horária ETA 1 ETA 2 ETA 3 ETA 4 ETA Piraí produção produção
(anos) (hab)* (hab)* (hab)* atendida % atendida % atendida % (L/s) total (L/s) (L/s)
(L/s) (%)** (L/s) (L/s) (L/s) (L/s)*** (L/s)*** (L/s)*** (L/s)*** (L/s)*** (L/s) (L/s)
CASAN CASAN CASAN
(hab)** (hab)** (hab)**

1 2016 31.027 29.407 1.620 29.407 100 0 0,00 29.407 94,78 62,46 35 21,86 74,95 112,43 62,46 3,00 1,50 5,00 15,00 100,00 124,50 12,07 -12,07 100,00
2 2017 30.883 29.303 1.579 29.303 100 0 0,00 29.303 94,89 62,24 35 21,78 74,69 112,04 62,24 3,00 1,50 5,00 15,00 100,00 124,50 12,46 -12,46 0,00
3 2018 31.298 29.732 1.566 29.732 100 500 31,92 30.232 96,59 64,21 35 22,47 77,06 115,59 64,21 3,00 1,50 5,00 15,00 100,00 124,50 8,91 -8,91 0,00
4 2019 32.062 30.492 1.570 30.492 100 500 31,85 30.992 96,66 65,83 30 19,75 78,99 118,49 65,83 3,00 1,50 5,00 15,00 100,00 124,50 6,01 -6,01 0,00
5 2020 32.632 31.069 1.562 31.069 100 500 32,00 31.569 96,74 67,06 30 20,12 80,47 120,70 67,06 3,00 1,50 5,00 15,00 100,00 124,50 3,80 -3,80 0,00
6 2021 33.205 31.651 1.554 31.651 100 500 32,18 32.151 96,83 68,29 25 17,07 81,95 122,92 68,29 3,00 1,50 5,00 15,00 100,00 124,50 1,58 -1,58 0,00
7 2022 33.812 32.267 1.546 32.267 100 500 32,35 32.767 96,91 69,60 25 17,40 83,52 125,28 69,60 3,00 1,50 5,00 15,00 100,00 124,50 -0,78 0,78 0,00

8 2023 34.536 32.995 1.541 32.995 100 750 48,66 33.745 97,71 71,68 15 10,75 86,01 129,02 71,68 3,00 1,50 5,00 15,00 100,00 124,50 -4,52 4,52 0,00
9 2024 35.205 33.672 1.533 33.672 100 750 48,93 34.422 97,78 73,11 15 10,97 87,74 131,61 73,11 3,00 1,50 5,00 15,00 100,00 124,50 -7,11 7,11 0,00

10 2025 35.908 34.383 1.525 34.383 100 750 49,19 35.133 97,84 74,62 15 11,19 89,55 134,32 74,62 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 40,18 -40,18 50,00
11 2026 36.581 35.068 1.514 35.068 100 1.000 66,07 36.068 98,60 76,61 15 11,49 91,93 137,90 76,61 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 36,60 -36,60 0,00

12 2027 37.307 35.804 1.503 35.804 100 1.000 66,53 36.804 98,65 78,17 15 11,73 93,81 140,71 78,17 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 33,79 -33,79 0,00
13 2028 37.998 36.508 1.490 36.508 100 1.000 67,12 37.508 98,71 79,67 10 7,97 95,60 143,41 79,67 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 31,09 -31,09 0,00
14 2029 38.721 37.245 1.476 37.245 100 1.000 67,74 38.245 98,77 81,24 10 8,12 97,48 146,22 81,24 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 28,28 -28,28 0,00

15 2030 39.415 37.955 1.460 37.955 100 1.000 68,50 38.955 98,83 82,74 10 8,27 99,29 148,94 82,74 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 25,56 -25,56 0,00
16 2031 40.141 38.697 1.443 38.697 100 1.000 69,29 39.697 98,90 84,32 10 8,43 101,18 151,78 84,32 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 22,72 -22,72 0,00
17 2032 40.840 39.416 1.424 39.416 100 1.424 100,00 40.840 100,00 86,75 10 8,67 104,10 156,14 86,75 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 18,36 -18,36 0,00
18 2033 41.564 40.160 1.404 40.160 100 1.404 100,0 41.564 100,00 88,29 10 8,83 105,94 158,91 88,29 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 15,59 -15,59 0,00
19 2034 42.266 40.884 1.382 40.884 100 1.382 100,0 42.266 100,00 89,78 10 8,98 107,73 161,60 89,78 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 12,90 -12,90 0,00
20 2035 42.989 41.630 1.359 41.630 100 1.359 100,0 42.989 100,00 91,31 10 9,13 109,57 164,36 91,31 3,00 1,50 5,00 15,00 150,00 174,50 10,14 -10,14 0,00

*Obs.: Estimativa de população urbana e rural elaborada com base em IBGE (2000, 2010).
**Obs.: População atendida com base em dados CASAN (BADOP/2014).
***Obs.: Capacidade de produção conforme dados CASAN e metas.

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Tabela 9 - Estimativa de evolução do número de economias e ligações.


Economias Incremento de Total de
Período Pop. Pop. total Economias ativas Ligações Índice de Substituição
total ligações CASAN Deficit de ligações
Plano Ano total atendida residencial CASAN totais CASAN hidrometração de
CASAN com hidrômetros hidrômetros CASAN com
(anos) (hab)* CASAN (hab)** (un.)** (un.)** (%) hidrômetros
(un.)** (un.) hidrômetros
1 2016 31.027 29.407 8.598 9.306 8.649 3185 100 0 8.649 1.297
2 2017 30.883 29.303 8.568 9.273 8.619 -30 100 0 8.619 1.293
3 2018 31.298 30.232 8.840 9.567 8.892 273 100 0 8.892 1.334
4 2019 32.062 30.992 9.062 9.807 9.115 224 100 0 9.115 1.367
5 2020 32.632 31.569 9.231 9.990 9.285 170 100 0 9.285 1.393
6 2021 33.205 32.151 9.401 10.174 9.456 171 100 0 9.456 1.418
7 2022 33.812 32.767 9.581 10.369 9.637 181 100 0 9.637 1.446
8 2023 34.536 33.745 9.867 10.679 9.925 288 100 0 9.925 1.489
9 2024 35.205 34.422 10.065 10.893 10.124 199 100 0 10.124 1.519
10 2025 35.908 35.133 10.273 11.118 10.333 209 100 0 10.333 1.550
11 2026 36.581 36.068 10.546 11.414 10.608 275 100 0 10.608 1.591
12 2027 37.307 36.804 10.761 11.647 10.825 216 100 0 10.825 1.624
13 2028 37.998 37.508 10.967 11.870 11.032 207 100 0 11.032 1.655
14 2029 38.721 38.245 11.183 12.103 11.249 217 100 0 11.249 1.687
15 2030 39.415 38.955 11.390 12.328 11.457 209 100 0 11.457 1.719
16 2031 40.141 39.697 11.607 12.562 11.676 218 100 0 11.676 1.751
17 2032 40.840 40.840 11.941 12.924 12.012 336 100 0 12.012 1.802
18 2033 41.564 41.564 12.153 13.153 12.225 213 100 0 12.225 1.834
19 2034 42.266 42.266 12.358 13.375 12.431 206 100 0 12.431 1.865
20 2035 42.989 42.989 12.570 13.604 12.644 213 100 0 12.644 1.897
Total 7.180 18.983 32.349
*Obs.: Estimativa de população urbana e rural, base em IBGE (2000, 2010). **Obs.: População atendida com base em dados CASAN (BADOP/2014).

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Tabela 10 - Estimativa da necessidade de reservação do SAA.


Incremento em reservação
Pop. total Demanda Demanda (m³)
Período Reservação Reservação
atendida média máxima
Plano Ano necessária existente Déficit de Ampliação em
CASAN CASAN diária
(anos) SAA (m³) SAA (m³) reservação reservação
(hab)* (L/s) (L/s)
(m³) (m³)
1 2016 29.407 62,46 74,95 2.158,70 2.320,00 -161,30 0
2 2017 29.303 62,24 74,69 2.151,11 2.320,00 -168,89 0
3 2018 30.232 64,21 77,06 2.219,24 2.320,00 -100,76 0
4 2019 30.992 65,83 78,99 2.275,04 2.320,00 -44,96 0
5 2020 31.569 67,06 80,47 2.317,44 2.320,00 -2,56 0
6 2021 32.151 68,29 81,95 2.360,13 2.820,00 -459,87 500
7 2022 32.767 69,60 83,52 2.405,33 2.820,00 -414,67 0
8 2023 33.745 71,68 86,01 2.477,14 2.820,00 -342,86 0
9 2024 34.422 73,11 87,74 2.526,82 2.820,00 -293,18 0
10 2025 35.133 74,62 89,55 2.579,04 2.820,00 -240,96 0
11 2026 36.068 76,61 91,93 2.647,65 2.820,00 -172,35 0
12 2027 36.804 78,17 93,81 2.701,68 2.820,00 -118,32 0
13 2028 37.508 79,67 95,60 2.753,39 2.820,00 -66,61 0
14 2029 38.245 81,24 97,48 2.807,50 2.820,00 -12,50 0
15 2030 38.955 82,74 99,29 2.859,64 3.320,00 -460,36 500
16 2031 39.697 84,32 101,18 2.914,11 3.320,00 -405,89 0
17 2032 40.840 86,75 104,10 2.997,98 3.320,00 -322,02 0
18 2033 41.564 88,29 105,94 3.051,13 3.320,00 -268,87 0
19 2034 42.266 89,78 107,73 3.102,63 3.320,00 -217,37 0
20 2035 42.989 91,31 109,57 3.155,73 3.320,00 -164,27 0
Total 1000
*Obs.: População atendida com base em dados CASAN (BADOP/2014).

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Tabela 11 - Estimativa de investimento em reservação de água.


Período Pop. total Investimento
Ampliação de Investimento no
Plano Ano atendida Prazo em produção
reservação (m³) período (R$)
(anos) CASAN (hab)* de água (R$)*

Anual Período
1 2016 29.407
imediato ou
2 2017 29.303
emergencial
3 2018 30.232
4 2019 30.992
5 2020 31.569
6 2021 32.151 curto 500 702.700,00 702.700,00
7 2022 32.767
8 2023 33.745
9 2024 34.422
10 2025 35.133
médio
11 2026 36.068
12 2027 36.804
13 2028 37.508
14 2029 38.245
15 2030 38.955 1.006.500,00
16 2031 39.697
Longo 500 1.006.500,00
17 2032 40.840
18 2033 41.564
19 2034 42.266
20 2035 42.989
Total 1000 1.709.200,00 1.709.200,00
1.000/m3
*Obs.: adotado custo de reservação de R$
*Obs.: para índice de reajuste dos valores anuais dos custos de obras de saneamento, adotado
Índice Nacional da Construção Civl (DNIT) 6,757% ao ano.

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Tabela 12 - Estimativa das necessidades da rede de distribuição.


Pop. total Economias Economias Ligações Extensão Incremento Incremento +
Período Plano Incremento Substituição
Ano atendida ativas residencial total CASAN totais CASAN total de rede de rede Substituição de
(anos) de ligações (m)
CASAN (hab)* CASAN (un.)** (un.)** (un.)** (m) (m)** rede (m)
1 2016 29.407 8.598 9.306 8.649 3185 56.493 22.295 565 22.860
2 2017 29.303 8.568 9.273 8.619 -30 56.281 -213 563 350
3 2018 30.232 8.840 9.567 8.892 273 58.192 1.911 582 2.493
4 2019 30.992 9.062 9.807 9.115 224 59.756 1.565 598 2.162
5 2020 31.569 9.231 9.990 9.285 170 60.946 1.189 609 1.799
6 2021 32.151 9.401 10.174 9.456 171 62.143 1.197 621 1.819
7 2022 32.767 9.581 10.369 9.637 181 63.411 1.268 634 1.902
8 2023 33.745 9.867 10.679 9.925 288 65.425 2.014 654 2.668
9 2024 34.422 10.065 10.893 10.124 199 66.818 1.393 668 2.062
10 2025 35.133 10.273 11.118 10.333 209 68.282 1.464 683 2.147
11 2026 36.068 10.546 11.414 10.608 275 70.207 1.924 702 2.627
12 2027 36.804 10.761 11.647 10.825 216 71.722 1.515 717 2.232
13 2028 37.508 10.967 11.870 11.032 207 73.173 1.450 732 2.182
14 2029 38.245 11.183 12.103 11.249 217 74.690 1.517 747 2.264
15 2030 38.955 11.390 12.328 11.457 209 76.152 1.462 762 2.224
16 2031 39.697 11.607 12.562 11.676 218 77.680 1.528 777 2.305
17 2032 40.840 11.941 12.924 12.012 336 80.032 2.352 800 3.152
18 2033 41.564 12.153 13.153 12.225 213 81.523 1.491 815 2.306
19 2034 42.266 12.358 13.375 12.431 206 82.967 1.444 830 2.274
20 2035 42.989 12.570 13.604 12.644 213 84.457 1.489 845 2.334
Total 7.180 528.652 50.259 13.903 64.162
*Obs.: População atendida com base em Relatório BADOP CASAN (setembro/2013). **Obs.: Extensão da rede de água por ligação (7 m/lig.) (SNIS/2012)

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Tabela 13 - Estimativa de investimento em rede de distribuição.


Extensão de rede (m) Investimento em rede (R$)*
Período
Plano Ano Prazo Incremento Substituição de Total
(anos) Anual Período
de rede (m) rede (m) (m)

1 2016 22.295 565 22.860 1.556.557,40


imediato ou
2 2017 -213 563 350 25.307,08 1.772.847,93
emergencial
3 2018 1.911 582 2.493 190.983,45
4 2019 1.565 598 2.162 174.966,84
5 2020 1.189 609 1.799 153.288,02
6 2021 curto 1.197 621 1.819 162.821,79 931.370,60
7 2022 1.268 634 1.902 178.458,06
8 2023 2.014 654 2.668 261.835,89
9 2024 1.393 668 2.062 211.190,25
10 2025 1.464 683 2.147 229.197,21
médio 989.563,20
11 2026 1.924 702 2.627 291.663,84
12 2027 1.515 717 2.232 257.511,89
13 2028 1.450 732 2.182 261.106,52
14 2029 1.517 747 2.264 280.669,35
15 2030 1.462 762 2.224 285.238,95
16 2031 1.528 777 2.305 305.514,30
Longo 2.569.958,87
17 2032 2.352 800 3.152 431.487,17
18 2033 1.491 815 2.306 325.554,48
19 2034 1.444 830 2.274 330.815,14
20 2035 1.489 845 2.334 349.572,96
Total 50.259 13.903 64.162 6.263.740,59 6.263.740,59
*Obs.: custo R$/metro tub. PVC 100 mm = R$ 63,70 conforme tabela SINAPI (20.08.2015)
*Obs.: para índice de reajuste dos valores anuais dos custos de obras de saneamento, adotado Índice
Nacional da Construção Civl (DNIT) 6,757% ao ano.

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Tabela 14 - Estimativa da necessidade de atendimento da população rural em SAA.


Pop. Índice Incremento
Pop. Índice Índice Pop. Incremento
Período rural pop. rural de
Pop. Total rural pop. pop. rural rural não anual de
Plano Ano atendida não atendimento
(hab)* total rural atendida atendida atendimento
(anos) CASAN atendida acumulado
(hab)* (%) (%) (hab) (hab)
(hab)** (%) (hab)
1 2.016 31.027 1.620 5,22 0 0,00 1.620 100 0 0
2 2.017 30.883 1.579 5,11 0 0,00 1.579 100 0 0
3 2.018 31.298 1.566 5,01 500 31,92 1.066 68 500 500
4 2.019 32.062 1.570 4,90 500 31,85 1.070 68 0 500
5 2.020 32.632 1.562 4,79 500 32,00 1.062 68 0 500
6 2.021 33.205 1.554 4,68 500 32,18 1.054 68 0 500
7 2.022 33.812 1.546 4,57 500 32,35 1.046 68 0 500
8 2.023 34.536 1.541 4,46 750 48,66 791 51 250 750
9 2.024 35.205 1.533 4,35 750 48,93 783 51 0 750
10 2.025 35.908 1.525 4,25 750 49,19 775 51 0 750
11 2.026 36.581 1.514 4,14 1.000 66,07 514 34 250 1.000
12 2.027 37.307 1.503 4,03 1.000 66,53 503 33 0 1.000
13 2.028 37.998 1.490 3,92 1.000 67,12 490 33 0 1.000
14 2.029 38.721 1.476 3,81 1.000 67,74 476 32 0 1.000
15 2.030 39.415 1.460 3,70 1.000 68,50 460 31 0 1.000
16 2.031 40.141 1.443 3,60 1.000 69,29 443 31 0 1.000
17 2.032 40.840 1.424 3,49 1.424 100,00 0 0 424 1.424
18 2.033 41.564 1.404 3,38 1.404 99,98 0 0 -20 1.404
19 2.034 42.266 1.382 3,27 1.382 99,99 0 0 -22 1.382
20 2.035 42.989 1.359 3,16 1.359 99,99 0 0 -23 1.359
Total 1.359
*Obs.: Estimativa de população urbana e rural elaborada com base em IBGE (2000, 2010).
**Obs.: População atendida com base em dados CASAN (BADOP/2014).

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Tabela 15 - Estimativa de investimento em SAA na área rural.


Período Pop. rural Incremento Incremento de Investimento em rede (R$)***
Ligações rurais Substituição Total
Plano Ano Prazo atendida de ligações extensão de rede
CASAN (un.) de rede (m) (m) Anual Período
(anos) CASAN (hab)* (un.) (m)**
1 2016 0 0 0 0 0 0,00
imediato ou
2 2017 0 0 0 0 0 0,00 682.753,71
emergencial
3 2018 500 147 147 8.824 88 8.912 682.753,71
4 2019 500 147 0 0 0 0,00
5 2020 500 147 0 0 0 0,00
6 2021 curto 500 147 0 0 0 0,00 432.942,67
7 2022 500 147 0 0 0 0 0,00
8 2023 750 221 74 4.412 4.412 432.942,67
9 2024 750 221 0 0 0 0 0,00
10 2025 750 221 0 0 0 0 0,00
médio 494.809,24
11 2026 1.000 294 74 4.412 44 4.456 494.809,24
12 2027 1.000 294 0 0 0 0 0,00
13 2028 1.000 294 0 0 0 0 0,00
14 2029 1.000 294 0 0 0 0 0,00
15 2030 1.000 294 0 0 0 0 0,00
16 2031 1.000 294 0 0 0 0 0,00
longo 1.034.362,48
17 2032 1.424 419 125 7.482 75 7.557 1.034.362,48
18 2033 1.404 413 0 0 0 0 0,00
19 2034 1.382 406 0 0 0 0 0,00
20 2035 1.359 400 0 0 0 0 0,00
Total 25.129 207 25.337 2.644.868,10 2.644.868,10
*Obs.: População atendida com base em dados CASAN (BADOP/2014). **Obs.: adotado extensão de rede de água na área rural de 60 m/ligação. ***Obs.:
custo R$/metro tub. PVC 100 mm = R$ 63,70 conforme tabela SINAPI (20.08.2015). ***Obs.: para índice de reajuste dos valores anuais dos custos de obras
de saneamento, adotado Índice Nacional da Construção Civil (DNIT) 6,757% ao ano.

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9.2.3 Sistema de Esgotamento Sanitário

Para as projeções das demandas referentes ao Sistema de Esgotamento


Sanitário (SES), foram considerados parâmetros, como economias, ligações e
população atendida por SES, rede coletora requerida, rede coletora implantada,
investimentos em projetos de SES, rede coletora e ETE, índice de cobertura, índice
de economias e ligações de esgoto, evolução das vazões de contribuição sanitária,
atendimento da população rural, eficiência de remoção de carga orgânica.

9.2.3.1 Estimativa de ligações de esgoto, população atendida e rede implantada por


projetos de SES

Conforme dados apresentados na Tabela 16 e Tabela 18, tem-se a


estimativa de economias e população atendida por projetos SES ao longo do
horizonte do plano. De acordo com dados estimativos de atendimento em SES, há
uma estimativa de atendimento de 6.082 ligações de esgoto em prazo imediato e
12.644 ligações em longo prazo, e população atendida de 20.678 habitantes em
prazo imediato e 42.989 habitantes em longo prazo.
Tendo em vista a redução do déficit de 100% de atendimento em
esgotamento sanitário, a Divisão de Projetos de Esgoto da CASAN (DIPE/GPR),
elaborou projetos para implantação em etapas de dois SES para Araquari. Um para
atender a região central de Araquari e outro para atender a região do bairro Itinga. A
estimativa de rede coletora implantada para a região central é de 13.025 metros a
prazo imediato, e para a região do bairro Itinga de 21.761 metros, também no prazo
imediato. Está sendo prevista também implantação do SES no bairro Rainha, com
estimativa de rede coletora implantada de 1.400 metros em prazo imediato,
conforme Tabela 16.

9.2.3.2 Estimativa de investimentos em rede coletora de esgotamento sanitário

A Tabela 17 detalha os dados de estimativas de investimentos em rede


coletora de esgotamento sanitário. Os investimentos em rede coletora dos projetos
de SES Centro, Itinga e bairro Rainha totalizam R$ 21.322.121,89 em prazo
imediato. Os investimentos em rede coletora dos projetos SES Centro e Itinga em
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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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médio prazo totalizam R$ 23.527.476,99. Em longo prazo totalizam R$


17.426.610,74. De acordo com a Tabela 17, para a rede coletora de esgoto de
Araquari foi adotado 7 metros de extensão de rede por ligação ou economia e
adotado custo unitário linear de R$ 550,00/metro.

9.2.3.3 Estimativa de investimento em projetos de SES

Conforme Tabela 20, esta se refere à estimativa de investimento em


projetos de SES. Os investimentos em projetos de SES Centro, Itinga e bairro
Rainha totalizam R$ 2.738.398,08 em prazo imediato. Está sendo adotado para
projeto de SES o montante de 10% do valor total de investimentos em SES.
Em função da topografia e concentração urbana do município de
Araquari, foram previstos três projetos de SES específicos por áreas urbanas,
estando estes dentro da própria microbacia hidrográfica. Conforme detalhes de
projetos de SES, não há viabilidade técnica e econômica de tratamento de esgoto de
forma centralizada ou fora da bacia hidrográfica específica para cada SES.

9.2.3.4 Estimativa de Investimentos em ETE

Conforme Tabela 19, referente à estimativa de investimentos em estações


de tratamento de esgoto, está previsto investimentos em prazo imediato de R$
6.061.858,92 em ETE dos projetos de SES Centro, Itinga e bairro Rainha. Em médio
prazo, estão previstos investimentos de R$ 9.780.824,49 para ampliação de ETE
dos projetos de SES Centro e Itinga. Está sendo adotado para implantação de ETE
o montante de 20% do valor total de investimentos em SES.

9.2.3.5 Estimativa de Investimentos em SES

A Tabela 21 refere-se à estimativa de investimentos em SES. Estão


previstos investimento em prazo imediato de R$ 27.383.980,81 em implantação de
SES Centro, SES Itinga e SES bairro Rainha. Em médio prazo, estão previstos
investimentos de R$ 33.308.301,48 para ampliação de SES Centro e SES Itinga e
em longo prazo R$ 17.426.610,74. Está sendo adotado como valor de investimento
em SES, a soma de investimentos em implantação de redes coletoras com
investimento de implantação de ETE.
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9.2.3.6 Estimativa de evolução das vazões de contribuição sanitária

A Tabela 22 detalha a estimativa de evolução das vazões de contribuição


sanitária, com estimativa de capacidade de vazão em prazo imediato de 12 L/s para
ETE Centro, 30 L/s para ETE Itinga e 1,18 L/s para ETE bairro Rainha, totalizando
capacidade de tratamento de 43,18 L/s. Há estimativa de aumento da capacidade
total de vazão para 85,18 L/s em médio prazo, para atendimento da necessidade da
população. Conforme dados preliminares dos projetos do SES, está sendo
considerada contribuição per capita de esgoto de 128 L/hab.dia e coeficiente de
infiltração de 0,2 L/s.km.

9.2.3.7 Sistemas Alternativos de Tratamento de Esgotos Sanitários

A Tabela 23 detalha a cobertura de atendimento em áreas rurais não


atendidas. Está prevista a forma de intervenção pelo município, podendo ser
implantados sistemas de tratamento coletivo ou por domicílio de fossa séptica
seguida de filtro anaeróbio ou sistemas de infiltração no solo, tais como vala de
infiltração ou sumidouro, conforme ABNT NBR 7229:1992 e NBR 13969:1997.
Áreas não atendidas pelo sistema público de esgotamento sanitário
devem ser contempladas pelo Plano Municipal de Saneamento Básico. A Lei nº
11.445/2007 preconiza universalização de atendimento de SES às comunidades
rurais, seja por ampliação de rede coletora urbana ou ações específicas para
garantia de saneamento básico através de adequação do tratamento de esgoto
sanitário.

9.2.3.8 Projeção da eficiência de remoção de carga orgânica de esgoto sanitário

A Tabela 24 detalha a estimativa de eficiência de remoção de carga


orgânica para população urbana e total, tendo em vista que o Projeto de Sistema de
Esgotamento Sanitário a ser executado em duas etapas contempla a área urbana.
Para cálculo da carga orgânica em termos de DBO 5 (Demanda
Bioquímica de Oxigênio), foi multiplicado a população atendida pela taxa per capita
de 45 g DBO5/dia.hab., valor adotado conforme parâmetros de projetos executivos
de SES. Considerando que os projetos atenderão a população total ao final do

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horizonte do plano, haverá 100% de remoção da carga orgânica do esgoto gerado


por toda população, conforme detalhado na Tabela 24.
De acordo com a Tabela 24, a remoção de carga orgânica em termos de
DBO5 para população urbana atendida por SES será de 926 kg/dia e de 1.926 kg/dia
para início e final do plano, respectivamente.

9.2.3.9 Considerações sobre comparação de alternativas de tratamento local dos


esgotos (na bacia) ou centralizado (fora da bacia) utilizando ETE

Considerando sistemas unifamiliares, utilizando sistema tipo fossa séptica


+ filtro anaeróbio seguindo para rede de drenagem pluvial urbana ou seguindo para
sumidouro, ambos têm limitações sanitárias e ambientais devido à dificuldade de se
exigir a implantação adequada e manutenção e limpeza correta destes sistemas,
além de elevado risco dos sumidouros em contaminar o lençol freático,
principalmente em áreas urbanas.
A Lei N° 11.445/2007 preconiza o tratamento de esgoto sanitário através
de rede coletora específica com tratamento adequado em estações de tratamento de
esgoto que atendam plenamente as legislações ambientais federais. Por questões
de custo per capita de coleta e tratamento de esgoto e capacidade de pagamento
destas taxas pela população, se opta por tratamento centralizado ou fora da bacia,
adequando o tratamento em conjunto de diversas bacias.
Portanto, todas as áreas urbanas do município devem ser contempladas
com rede coletora e tratamento de esgoto.

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Tabela 16 - Estimativa de população atendida e rede implantada por projetos SES.


Pop. Pop.
Pop. total Ligações Pop. Pop. Rede coletora Incremento
urbana atendida Pop. Ligações Rede coletora Rede coletora Rede
Período atendida totais atendida atendida Incremento implantada de rede Substituição
atendida Proj. SES atendida atendidas implantada implantada coletora
Plano Ano Prazo água água Proj. SES Proj. SES de ligações Proj. SES coletora de de rede
água bairro SES total esgoto Proj. SES Proj. SES implantada
(anos) CASAN CASAN Centro Itinga esgoto (un.) bairro esgoto (m) esgoto
CASAN Rainha (hab) (un.) Centro (m) *** Itinga (m) *** total (m)
(hab)* (un.)* (hab) ** (hab) ** Rainha*** ***
(hab)* (hab)
1 2016 29.407 29.407 8.649 7.443 12.435 800 20.678 6.082 6.082 13.025 21.761 1.400 36.187 36.187 0
imediato ou
2 2017 29.303 29.303 8.619 7.443 12.435 800 20.678 6.082 0 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0
emergencial
3 2018 30.232 30.232 8.892 7.443 12.435 800 20.678 6.082 0 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0
4 2019 30.992 30.992 9.115 7.443 12.435 800 20.678 6.082 0 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0
5 2020 31.569 31.569 9.285 7.443 12.435 800 20.678 6.082 0 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0
6 2021 curto 32.151 32.151 9.456 7.443 12.435 800 20.678 6.082 0 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0
7 2022 32.767 32.767 9.637 7.443 12.435 800 20.678 6.082 0 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0
8 2023 33.745 33.745 9.925 7.443 12.435 800 20.678 6.082 0 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0
9 2024 34.422 34.422 10.124 7.443 12.435 800 20.678 6.082 0 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0
10 2025 35.133 35.133 10.333 7.443 12.435 800 20.678 6.082 0 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0
médio
11 2026 36.068 36.068 10.608 13.400 20.500 800 34.700 10.206 4.124 23.450 35.875 1.400 60.725 24.539 0
12 2027 36.804 36.804 10.825 13.400 20.500 800 34.700 10.206 0 23.450 35.875 1.400 60.725 0 0
13 2028 37.508 37.508 11.032 13.400 20.500 800 34.700 10.206 0 23.450 35.875 1.400 60.725 0 0
14 2029 38.245 38.245 11.249 13.400 20.500 800 34.700 10.206 0 23.450 35.875 1.400 60.725 0 0
15 2030 38.955 38.955 11.457 16.000 22.000 800 38.800 11.412 1.206 28.000 38.500 1.400 67.900 7.175 0
16 2031 39.697 39.697 11.676 16.000 22.000 800 38.800 11.412 0 28.000 38.500 1.400 67.900 0 0
longo
17 2032 40.840 40.840 12.012 16.000 22.000 800 38.800 11.412 0 28.000 38.500 1.400 67.900 0 0
18 2033 41.564 41.564 12.225 16.000 22.000 800 38.800 11.412 0 28.000 38.500 1.400 67.900 0 0
19 2034 42.266 42.266 12.431 16.000 22.000 800 38.800 11.412 0 28.000 38.500 1.400 67.900 0 0
20 2035 42.989 42.989 12.644 18.089 24.100 800 42.989 12.644 1.232 31.656 42.175 1.400 75.231 7.331 0
Total 12.644 75.231
*Obs.: População atendida com base em dados CASAN (BADOP/2014).
**Obs.: Dados conforme projetos CASAN
***Obs.: baseado em extensão de rede de água por ligação (7 m/lig.) (SNIS/2012)

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Tabela 17 - Estimativa de investimentos em rede coletora de esgotamento sanitário.


Investimento Investimento Investimento
Rede Rede coletora Rede Investimento Investimento
Rede coletora em rede em rede em rede
Período coletora implantada coletora total em rede em rede
implantada Incremento coletora Proj. coletora Proj. coletora Proj.
Plano Ano Prazo implantada Proj. SES total coletora esgoto coletora esgoto
Proj. SES de rede (m) SES Centro SES Itinga SES bairro
(anos) Proj. SES bairro implantada (R$) (R$)
Centro (m) * (R$)** (R$)** Rainha (R$)**
Itinga (m) * Rainha* (m)
Anual Período
1 2016 13.025 21.761 1.400 36.187 36.187 7.647.951,38 12.777.411,71 896.758,80 21.322.121,89
imediato ou
2 2017 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0,00 0,00 0,00 0,00
emergencial
3 2018 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0,00 0,00 0,00 0,00
4 2019 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0,00 0,00 0,00 0,00
5 2020 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0,00 0,00 0,00 0,00
6 2021 curto 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0,00 0,00 0,00 0,00 0
7 2022 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0,00 0,00 0,00 0,00
8 2023 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0,00 0,00 0,00 0,00
9 2024 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0,00 0,00 0,00 0,00
10 2025 13.025 21.761 1.400 36.187 0 0,00 0,00 0,00 0,00
médio 23.527.476,99
11 2026 23.450 35.875 1.400 60.725 24.539 9.995.234,66 13.532.242,33 0,00 23.527.476,99
12 2027 23.450 35.875 1.400 60.725 0 0,00 0,00 0,00 0,00
13 2028 23.450 35.875 1.400 60.725 0 0,00 0,00 0,00 0,00
14 2029 23.450 35.875 1.400 60.725 0 0,00 0,00 0,00 0,00
15 2030 28.000 38.500 1.400 67.900 7.175 5.038.908,88 2.907.062,81 0,00 7.945.971,69
16 2031 28.000 38.500 1.400 67.900 0 0,00 0,00 0,00 0,00
longo 17.426.610,74
17 2032 28.000 38.500 1.400 67.900 0 0,00 0,00 0,00 0,00
18 2033 28.000 38.500 1.400 67.900 0 0,00 0,00 0,00 0,00
19 2034 28.000 38.500 1.400 67.900 0 0,00 0,00 0,00 0,00
20 2035 31.656 42.175 1.400 75.231 7.331 4.727.871,80 4.752.767,25 0,00 9.480.639,05
Total 75.231 27.409.966,72 33.969.484,11 896.758,80 62.276.209,63 62.276.209,63
*Obs.: Extensão da rede de água por ligação (7 m/lig.) (SNIS/2012). **Obs.: Dados conforme projetos CASAN. **Obs.: adotado custo unitário linear de R$ 550,00/metro para rede
de esgoto. **Obs.: para índice de reajuste dos valores anuais dos custos de obras de saneamento, adotado Índice Nacional da Construção Civl (DNIT) 6,757% ao ano.

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Tabela 18 - Estimativa de evolução do número de economias e ligações de SES.


Período Pop. total Economias Ligações totais Pop. atendida Ligações atendidas Índice de Incremento
Plano Ano Prazo atendida água total água água CASAN SES total esgoto conforme cobertura ligações de ligações
(anos) CASAN (hab)* CASAN (un.)** (un.)** (hab)*** projetos SES (un.)** esgoto (%) esgoto (un.)
1 2016 29.407 9.306 8.649 20.678 6.082 70 6.082
imediato ou
2 2017 29.303 9.273 8.619 20.678 6.082 71 0
emergencial
3 2018 30.232 9.567 8.892 20.678 6.082 68 0
4 2019 30.992 9.807 9.115 20.678 6.082 67 0
5 2020 31.569 9.990 9.285 20.678 6.082 66 0
6 2021 curto 32.151 10.174 9.456 20.678 6.082 64 0
7 2022 32.767 10.369 9.637 20.678 6.082 63 0
8 2023 33.745 10.679 9.925 20.678 6.082 61 0
9 2024 34.422 10.893 10.124 20.678 6.082 60 0
10 2025 35.133 11.118 10.333 20.678 6.082 59 0
médio
11 2026 36.068 11.414 10.608 34.700 10.206 96 4.124
12 2027 36.804 11.647 10.825 34.700 10.206 94 0
13 2028 37.508 11.870 11.032 34.700 10.206 93 0
14 2029 38.245 12.103 11.249 34.700 10.206 91 0
15 2030 38.955 12.328 11.457 38.800 11.412 100 1.206
16 2031 39.697 12.562 11.676 38.800 11.412 98 0
longo
17 2032 40.840 12.924 12.012 38.800 11.412 95 0
18 2033 41.564 13.153 12.225 38.800 11.412 93 0
19 2034 42.266 13.375 12.431 38.800 11.412 92 0
20 2035 42.989 13.604 12.644 42.989 12.644 100 1.232
Total 12.644
*Obs.: População atendida com base em Relatório BADOP CASAN (setembro/2013). **Obs.: População atendida com base em dados CASAN
(BADOP/2014). ***Obs.: Dados conforme projetos CASAN

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Tabela 19 - Estimativa de investimentos em ETE.


Período Investimento Investimento Investimento Investimento em ETE (R$)
Plano Ano Prazo ETE Centro ETE Itinga ETE bairro
(anos) (R$)* (R$)* Rainha (R$) Anual Período
1 2016 3.027.748,63 2.809.110,29 225.000,00 6.061.858,92
imediato ou
2 2017 6.061.858,92
emergencial
3 2018
4 2019
5 2020
6 2021 curto 0,00
7 2022
8 2023
9 2024
10 2025
11 2026 médio 5.073.598,38 4.707.226,11 9.780.824,49 9.780.824,49
12 2027
13 2028
14 2029
15 2030
16 2031
17 2032 longo
18 2033
19 2034
20 2035
Total 15.842.683,41 15.842.683,41
*Obs.: para índice de reajuste dos valores anuais dos custos de obras de saneamento, adotado
Índice Nacional da Construção Civl (DNIT) 6,757% ao ano.

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Tabela 20 - Estimativa de investimentos em projetos SES.


Investimento Investimento em projetos SES
Período Investimento Investimento
Projeto SES (R$)
Plano Ano Prazo Projeto SES Projeto SES
bairro
(anos) Centro (R$)* Itinga (R$)* Anual Período
Rainha (R$)
1 2016 1.067.570,00 1.558.652,20 112.175,88 2.738.398,08
imediato ou
2 2017 2.738.398,08
emergencial
3 2018
4 2019
5 2020
6 2021 curto 0,00
7 2022
8 2023
9 2024
10 2025
0,00
11 2026 médio
12 2027
13 2028
14 2029
15 2030
16 2031
17 2032 Longo
18 2033
19 2034
20 2035
Total 2.738.398,08 2.738.398,08
*Obs.: para índice de reajuste dos valores anuais dos custos de obras de saneamento, adotado
Índice Nacional da Construção Civl (DNIT) 6,757% ao ano.

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Tabela 21 - Estimativa de investimentos em SES.


Período Investimento Investimento Investimento Investimento total em SES (R$)
Plano Ano Prazo SES Centro SES Itinga SES bairro
(anos) (R$)* (R$)* Rainha (R$) anual período
1 2016 10.675.700,01 15.586.522,00 1.121.758,80 27.383.980,81
imediato ou
2 2017 27.383.980,81
emergencial
3 2018
4 2019
5 2020
6 2021 curto 0,00
7 2022
8 2023
9 2024
10 2025
11 2026 médio 15.068.833,04 18.239.468,44 33.308.301,48 33.308.301,48
12 2027
13 2028
14 2029
15 2030 5.038.908,88 2.907.062,81 7.945.971,69
16 2031
17 2032 longo 17.426.610,74
18 2033
19 2034
20 2035 4.727.871,80 4.752.767,25 9.480.639,05
Total 35.511.313,73 41.485.820,51 78.118.893,04 78.118.893,04
*Obs.: para índice de reajuste dos valores anuais dos custos de obras de saneamento, adotado
Índice Nacional da Construção Civl (DNIT) 6,757% ao ano.

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Tabela 22 - Estimativa de evolução das vazões de contribuição sanitária.

*Obs.: População atendida com base em Relatório BADOP CASAN (setembro/2013). **Obs.: População atendida com base em dados CASAN (BADOP/2014). ***Obs.: Dados conforme projetos CASAN. ****Obs.: adotado contribuição
de infiltração = 0,20 L/km

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Tabela 23 - Estimativa da necessidade de atendimento da população rural.


Pop. rural a ser Índice pop. rural
Período Plano Pop. rural
Ano Prazo atendida a ser atendida
(anos) (hab)*
CASAN (hab) SES (%)

1 2016 1.620 0 0
imediato ou
2 2017 1.579 0 0
emergencial
3 2018 1.566 0 0
4 2019 1.570 157 10
5 2020 1.562 156 10
6 2021 curto 1.554 311 20
7 2022 1.546 309 20
8 2023 1.541 462 30
9 2024 1.533 460 30
10 2025 1.525 610 40
médio
11 2026 1.514 605 40
12 2027 1.503 752 50
13 2028 1.490 745 50
14 2029 1.476 886 60
15 2030 1.460 876 60
16 2031 1.443 1.010 70
longo
17 2032 1.424 997 70
18 2033 1.404 1.123 80
19 2034 1.382 1.244 90
20 2035 1.359 1.359 100
*Obs.: Estimativa de população rural elaborada com base em IBGE (2000, 2010).

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Tabela 24 - Estimativa de eficiência de remoção de carga orgânica.


Carga Remoção de Remoção de
Índice de Ligações
Período Pop. total Pop. atendida orgânica carga orgânica carga
cobertura atendidas esgoto
Plano Ano Prazo atendida água SES total DBO pop. DBO pop. urbana orgânica
urbana ligações conforme projeto
(anos) CASAN (hab)* (hab) total atendida SES DBO da pop.
esgoto (%) SES (un.)
(kg/dia)** (kg/dia) total (%)
1 2015 29.407 20.678 70 4.085 1.317 926 70
imediato ou
2 2016 29.303 20.678 71 4.085 1.313 926 71
emergencial
3 2017 30.232 20.678 68 4.085 1.354 926 68
4 2018 30.992 20.678 67 5.935 1.388 926 67
5 2019 31.569 20.678 66 7.785 1.414 926 66
6 2020 curto 32.151 20.678 64 9.635 1.440 926 64
7 2021 32.767 20.678 63 11.486 1.468 926 63
8 2022 33.745 20.678 61 13.336 1.512 926 61
9 2023 34.422 20.678 60 14.612 1.542 926 60
10 2024 35.133 20.678 59 15.889 1.574 926 59
médio
11 2025 36.068 34.700 96 17.165 1.616 1.555 100
12 2026 36.804 34.700 94 18.442 1.649 1.555 100
13 2027 37.508 34.700 93 18.442 1.680 1.555 100
14 2028 38.245 34.700 91 18.442 1.713 1.555 100
15 2029 38.955 38.800 100 18.442 1.745 1.738 100
16 2030 longo 39.697 38.800 98 18.442 1.778 1.738 100
17 2031 40.840 38.800 95 18.442 1.830 1.738 100
18 2032 41.564 38.800 93 18.442 1.862 1.738 93
19 2033 42.266 38.800 92 18.442 1.893 1.738 92

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Carga Remoção de Remoção de


Índice de Ligações
Período Pop. total Pop. atendida orgânica carga orgânica carga
cobertura atendidas esgoto
Plano Ano Prazo atendida água SES total DBO pop. DBO pop. urbana orgânica
urbana ligações conforme projeto
(anos) CASAN (hab)* (hab) total atendida SES DBO da pop.
esgoto (%) SES (un.)
(kg/dia)** (kg/dia) total (%)
20 2034 42.989 42.989 100 18.983 1.926 1.926 100
Total
*Obs.: População atendida com base em Relatório BADOP CASAN (setembro/2013).
**Obs.: adotado consumo per capita de 128 L/hab.d e DBO 350 mg/L.

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9.2.4 Sistema de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos

O gerenciamento dos resíduos sólidos dos municípios baseia-se na


integração de ações normativas, operacionais e financeiras, que sejam planejadas e
desenvolvidas estrategicamente pelo município, a fim de compreender e executar
soluções voltadas para a coleta, segregação, tratamento e destinação final.
A geração de resíduos tem crescido de forma acentuada em função da
urbanização crescente nas últimas décadas, diante disso faz-se necessário a
ampliação dos serviços de gestão de resíduos sólidos paralelamente ao
planejamento estratégico, a fim de garantir a efetiva universalidade, integralidade e
equidade de todos os serviços à população.
Buscando estabelecer as projeções para o município de Araquari,
considerando a melhoria consistentemente mantida durante a progressão dos anos,
elaborou-se os cenários, com foco principal nos serviços regulares de coleta e
destinação final adequada, incluindo neste sistema o processo de valorização dos
materiais recicláveis/reutilizáveis.
Contemplando todos esses princípios, realizou-se a projeção para os
resíduos sólidos do município.
Todos os valores projetados foram ajustados anualmente através do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), onde o valor empregado para o
ajuste foi de 6,31%, média encontrada entre os meses de janeiro de 2011 a maio de
2015.
A Tabela 25 apresenta a estimativa da geração dos Resíduos Sólidos
Urbanos (RSU) do município de Araquari para os próximos 20 anos, empregando
indicadores utilizados para a base de cálculos.
A coluna do índice de atendimento aponta a percentagem da população
total atendida pela coleta convencional de RSU. A quinta e a sexta colunas indicam
o número da população residente na área urbana e rural. As três últimas colunas
apresentam a estimativa de geração de resíduos sólidos por dia, mês e ano em
toneladas.
Para os cálculos da projeção da população, realizado pelo IPAT/UNESC,
baseou-se em um modelo auto-regressivo integrado de média móvel para a

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proporção das populações urbana e rural do município.


Durante o período de 20 anos, a população residente do município tende
a ter um crescimento de 38,55%, o que corresponde a um aumento de 11.962
habitantes. Salienta-se que a população da área rural do município sofre um
decréscimo de 16,11%, o que corresponde a 261 habitantes.
No cálculo de geração de RSU, utilizou-se como dado inicial a geração
per capita de 0,50 kg/hab.dia, encontrada para o município no ano de 2014.
Conforme cita Barros (2013), a geração de resíduos tende a subir
aproximadamente 1% ao ano, devido ao aumento de renda e consequentemente do
consumo dos habitantes. Sendo assim, considerou-se este aumento para base de
cálculos.

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Tabela 25 – Estimativa de geração de resíduos sólidos urbanos.


Período do plano Índice de atendimento (%) População atendida (hab) Geração de resíduos (t)
Ano
(anos) População urbana População rural Urbana Rural Diária Mensal Anual
1 2016 100 100 29407 1620 19,62 596,88 7.162,54
2 2017 100 100 29303 1579 19,73 600,03 7.200,36
3 2018 100 100 29732 1566 20,19 614,19 7.370,32
4 2019 100 100 30492 1570 20,89 635,48 7.625,74
5 2020 100 100 31069 1562 21,48 653,22 7.838,68
6 2021 100 100 31651 1554 22,07 671,36 8.056,34
7 2022 100 100 32267 1546 22,70 690,49 8.285,89
8 2023 100 100 32995 1541 23,42 712,31 8.547,69
9 2024 100 100 33672 1533 24,11 733,37 8.800,40
10 2025 100 100 34383 1525 24,84 755,49 9.065,90
11 2026 100 100 35068 1514 25,56 777,37 9.328,43
12 2027 100 100 35804 1503 26,32 800,70 9.608,44
13 2028 100 100 36508 1490 27,08 823,69 9.884,27
14 2029 100 100 37245 1476 27,87 847,76 10.173,06
15 2030 100 100 37955 1460 28,65 871,58 10.458,95
16 2031 100 100 38697 1443 29,47 896,49 10.757,84
17 2032 100 100 39416 1424 30,29 921,24 11.054,91
18 2033 100 100 40160 1404 31,13 946,95 11.363,39
19 2034 100 100 40884 1382 31,97 972,57 11.670,87
20 2035 100 100 41630 1359 32,85 999,10 11.989,21
TOTAL 186.243,25

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Considerando o crescimento socioeconômico da população e paralelo a


este, o aumento no consumo e geração de resíduos sólidos, constata-se que o
quantitativo produzido pelos habitantes de Araquari ao longo dos 20 anos chegará a
um total de 186.243,25 toneladas de material bruto.
O município de Araquari passou a concessão dos serviços de coleta,
transporte, transbordo e destinação final dos RSU à empresa Recicle Catarinense de
Coleta de Lixos e Entulhos LTDA firmado através do Contrato nº 84/2011 para 25
anos. O valor total do contrato é de R$ 83.429.999,04. Este foi dividido
proporcionalmente para os 20 anos projetados.
O valor apresentado anualmente é fixo, pois a empresa não repassou o
valor pago por tonelada ou o valor mensal e/ou anual cobrado (Tabela 26). Portanto,
para os próximos 20 anos, não se considerou os reajustes.
Para conhecer o gasto médio por tonelada foi dividido o total de resíduos
gerados em 2014 (6.780,86 toneladas) por 1/25 do valor total do contrato, obtendo-se
R$ 492,15 por tonelada de resíduos.

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Tabela 26 – Estimativa de custos com o serviço de coleta dos resíduos sólidos urbanos.
Custo com serviço de coleta e destinação final (R$)
Período do plano (ano) Ano Prazos Produção mensal (t) Produção anual (t)
Anual Período
1 2016 596,88 7.162,54 3.337.199,96
Imediato ou
2 2017 600,03 7.200,36 3.337.199,96 10.011.599,88
emergencial
3 2018 614,19 7.370,32 3.337.199,96
4 2019 635,48 7.625,74 3.337.199,96
5 2020 653,22 7.838,68 3.337.199,96
6 2021 Curto 671,36 8.056,34 3.337.199,96 16.685.999,81
7 2022 690,49 8.285,89 3.337.199,96
8 2023 712,31 8.547,69 3.337.199,96
9 2024 733,37 8.800,40 3.337.199,96
10 2025 755,49 9.065,90 3.337.199,96
Médio 13.348.799,85
11 2026 777,37 9.328,43 3.337.199,96
12 2027 800,70 9.608,44 3.337.199,96
13 2028 823,69 9.884,27 3.337.199,96
14 2029 847,76 10.173,06 3.337.199,96
15 2030 871,58 10.458,95 3.337.199,96
16 2031 896,49 10.757,84 3.337.199,96
Longo 26.697.599,69
17 2032 921,24 11.054,91 3.337.199,96
18 2033 946,95 11.363,39 3.337.199,96
19 2034 972,57 11.670,87 3.337.199,96
20 2035 999,10 11.989,21 3.337.199,96
TOTAL 66.743.999,23
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Para realizar a projeção do volume encaminhado para aterro sanitário no


período de vinte anos, calculou-se a produção anual (m³) sem compactação e com
compactação, considerando para o primeiro indicador o valor de densidade
encontrado com a composição gravimétrica realizada no município em 2014. Para a
estimativa do volume compactado, aderiu-se o valor de densidade de resíduos
sólidos estabilizados, proposto por Barros (2013).
Os indicadores de densidade dos RSU estão apresentados na Tabela 27.

Tabela 27 - Indicadores de densidade dos RSU.


Indicador Valor
Densidade do resíduo sólido recém-compactado (t/m³) 0,11
Densidade de resíduos sólidos estabilizados (t/m³) 0,60
Fonte: IPAT, 2015; BARROS, 2013.

Segundo Barros (2013), em um aterro sanitário o material empregado


para cobertura dos resíduos deve ser aproximadamente 15% do volume depositado
no turno de trabalho. Assim, para o cálculo da estimativa do volume de cobertura,
utilizou-se este indicador.
Estima-se que a quantidade de resíduos gerados no horizonte do plano
ocupe depois de compactados e estabilizados um volume de 356.966,22 m³ (Tabela
28). Esse montante corresponde a uma área de aproximadamente 357 metros de
comprimento por 100 metros de largura, com uma camada de resíduos de 10 metros
de espessura, conforme pode ser verificado na Figura 64. Ressalta-se que as
dimensões acima especificadas são determinadas para efeito de visualização do
tamanho e espaço que o volume de resíduos tende a ocupar.

Figura 64 - Estimativa de dimensão para o volume de RSU gerados em Araquari.

357 m
Fonte: IPAT/UNESC, 2015.

Considerando a quantidade de resíduos gerados, destaca-se a


importância e o desafio do município em conscientizar os cidadãos, técnicos e
planejadores para a necessidade de reduzir o volume produzido, bem como de
194
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implantar mecanismos de valorização dos materiais, visando à diminuição do volume


a ser encaminhado para aterro sanitário, bem como contribuir para o aumento do
tempo de vida deste.
Abaixo segue o memorial de cálculo utilizado para estimar o volume de
RSU encaminhado para aterro sanitário:
 𝑷𝒓𝒐𝒅𝒖çã𝒐 𝑨𝒏𝒖𝒂𝒍:
𝑃𝑎𝑛
𝑉𝑟 =
𝑑𝑟
Onde:
Vr = produção anual de RSU recém compactados (m3 )
Pan = produção anual de resíduos (t)
dr = densidade dos RSU recém compactados (t/m³)

𝑃𝑎𝑛
𝑉𝑐𝑜𝑚 =
𝑑𝑒
Onde:
Vcom = produção anual de RSU compactados e estabilizados (m3 )
Pan = produção anual de resíduos (t)
de = densidade dos RSU estabilizados (t/m³)

 𝑴𝒂𝒕𝒆𝒓𝒊𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝑪𝒐𝒃𝒆𝒓𝒕𝒖𝒓𝒂:

15 ∗ 𝑉𝑐𝑜𝑚
𝑉𝑐𝑜𝑏 =
100
Onde:
Vcob = material de cobertura (m3 )
Vcom = produção anual de RSU compactados e estabilizados (m³)

 𝑽𝒐𝒍𝒖𝒎𝒆 𝒂 𝒂𝒕𝒆𝒓𝒓𝒂𝒓:

𝑉𝑎𝑡 = 𝑉𝑐𝑜𝑚 + 𝑉𝑐𝑜𝑏


Onde:
Vat = volume a aterrar (m3 )
Vcom = produção anual de RSU compactados e estabilizados (m³)
Vcob = material de cobertura (m³)

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Tabela 28 – Estimativa do volume de RSU encaminhados para aterros sanitários.


Produção anual - resíduos
Período do plano Produção anual Material de Volume a Volume
Ano Produção anual (t) sólidos compactados e
(ano) (m³) cobertura (m³) aterrar (m³) acumulado (m³)
estabilizados (m³)
1 2016 7.162,54 65.114,00 11.937,57 1.790,64 13.728,20 13.728,20
2 2017 7.200,36 65.457,80 12.000,60 1.800,09 13.800,69 27.528,89
3 2018 7.370,32 67.002,95 12.283,87 1.842,58 14.126,46 41.655,34
4 2019 7.625,74 69.324,92 12.709,57 1.906,44 14.616,00 56.271,35
5 2020 7.838,68 71.260,77 13.064,47 1.959,67 15.024,15 71.295,49
6 2021 8.056,34 73.239,43 13.427,23 2.014,08 15.441,31 86.736,81
7 2022 8.285,89 75.326,29 13.809,82 2.071,47 15.881,29 102.618,10
8 2023 8.547,69 77.706,31 14.246,16 2.136,92 16.383,08 119.001,18
9 2024 8.800,40 80.003,68 14.667,34 2.200,10 16.867,44 135.868,62
10 2025 9.065,90 82.417,26 15.109,83 2.266,47 17.376,31 153.244,93
11 2026 9.328,43 84.803,89 15.547,38 2.332,11 17.879,49 171.124,42
12 2027 9.608,44 87.349,43 16.014,06 2.402,11 18.416,17 189.540,59
13 2028 9.884,27 89.856,98 16.473,78 2.471,07 18.944,85 208.485,43
14 2029 10.173,06 92.482,39 16.955,10 2.543,27 19.498,37 227.983,80
15 2030 10.458,95 95.081,36 17.431,58 2.614,74 20.046,32 248.030,12
16 2031 10.757,84 97.798,59 17.929,74 2.689,46 20.619,20 268.649,33
17 2032 11.054,91 100.499,14 18.424,84 2.763,73 21.188,57 289.837,89
18 2033 11.363,39 103.303,56 18.938,99 2.840,85 21.779,83 311.617,73
19 2034 11.670,87 106.098,81 19.451,45 2.917,72 22.369,16 333.986,89
20 2035 11.989,21 108.992,86 19.982,02 2.997,30 22.979,33 356.966,22
TOTAL 356.966,22

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Na Tabela 29 tem-se a estimativa dos custos a serem empregados na


operação destinada para realizar a coleta e transformação dos resíduos recicláveis,
considerando os diversos processos empregados na valorização.
Na coluna quatro da Tabela 29 é apresentado o percentual (%) da
população do município atendida pela coleta seletiva, com estimativa de crescimento
anual para este serviço, conforme a elaboração das metas do Plano.
Em Araquari, a PMA realiza a coleta e transporte dos materiais recicláveis
e terceiriza os serviços de operacionalização com fiscalização, supervisão e
gerenciamento da central de triagem dos RSU com a empresa Preservar Tecnologia
em Resíduos LTDA – ME em aproximadamente 50% do território. O valor
empregado em 2014 com a coleta e transporte foi de R$ 177.072,67 e R$241.932,00
para os serviços de operacionalização da Central de Triagem, totalizando R$
473.551,26.
Considerando os reajustes anuais (IPCA), o montante a ser destinado
neste serviço é de R$ 18.011.665,13 (em 20 anos), considerando o crescimento
gradativo no atendimento do serviço de coleta seletiva para a população.
Ressalta-se que esta estimativa considera o custo com a coleta e
transporte (realizado pela PMA) e os custos de valorização com os serviços de
operacionalização da central de triagem (realizado pela empresa Preservar).
Ressalta-se que no Contrato nº 51/2009 existente entre a Prefeitura e a empresa
Preservar, os resíduos recicláveis resultantes dos procedimentos de triagem
pertencerão à empresa Preservar.
Sobreposto à diminuição dos custos relacionados na tabela abaixo,
relaciona-se ao município o incentivo à população quanto à diminuição da geração
dos resíduos sólidos secos bem como dos rejeitos.

197
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Tabela 29 – Estimativa de custos com serviço de coleta seletiva e valorização dos RSU.
Índice de Custo total com atividade de
Custo com serviço de coleta de Custos com atividade de
Período do atendimento dos coleta de materiais recicláveis e
Ano Prazos materiais recicláveis (R$) valorização (R$)
plano (ano) serviços coleta valorização (R$)
seletiva (%) Anual Período Anual Período Anual Período
1 2016 50 200.124,28 273.427,10 473.551,37
Imediato ou
2 2017 55 212.752,12 639.053,17 290.680,35 873.129,72 503.432,46 1.512.182,89
emergencial
3 2018 60 226.176,78 309.022,28 535.199,05
4 2019 65 240.448,53 328.521,58 568.970,11
5 2020 70 255.620,83 349.251,29 604.872,13
6 2021 Curto 75 271.750,51 1.363.845,26 371.289,05 1.863.403,38 643.039,56 3.227.248,64
7 2022 80 288.897,96 394.717,39 683.615,35
8 2023 85 307.127,43 419.624,06 726.751,48
9 2024 90 326.507,17 446.102,34 772.609,50
10 2025 95 347.109,77 474.251,39 821.361,16
Médio 1.434.926,41 1.960.520,59 3.395.446,99
11 2026 100 369.012,39 504.176,66 873.189,05
12 2027 100 392.297,08 535.990,20 928.287,28
13 2028 100 417.051,02 569.811,18 986.862,21
14 2029 100 443.366,94 605.766,27 1.049.133,21
15 2030 100 471.343,40 643.990,12 1.115.333,52
16 2031 100 501.085,16 684.625,90 1.185.711,06
Longo 4.173.960,58 5.702.826,03 9.876.786,61
17 2032 100 532.703,64 727.825,79 1.260.529,43
18 2033 100 566.317,24 773.751,60 1.340.068,84
19 2034 100 602.051,86 822.575,33 1.424.627,18
20 2035 100 640.041,33 874.479,83 1.514.521,16
TOTAL 18.011.665,13
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A Tabela 30 apresenta a quantidade do material que tende a ser


encaminhado para aterro sanitário com a implantação/ampliação da coleta seletiva.
Na eficiência do atendimento (%) à população para os serviços de coleta
seletiva e compostagem, tem-se o indicativo do percentual da população que recebe
o serviço, com estimativa de crescimento anual para este, conforme a elaboração
das metas do Plano.
Na coluna de composição dos resíduos foi realizada a estimativa do
volume de material reciclável, orgânico e rejeito presente na fração de resíduos da
população atendida, ou seja, a fração do material foi estimada em cima do volume
de resíduo produzido pela população atendida pela coleta seletiva, sendo que o
volume considerado para os cálculos é do montante de RSU sem ser triado. Cabe
lembrar que a porcentagem de cada tipo de material foi estabelecida na composição
gravimétrica realizada.
O total valorizado é determinado pela quantidade de material reciclável e
orgânico que tende a ser recolhido.
Quanto aos resíduos a depositar no aterro, considera-se apenas o
material que não possui valor econômico/mercado.
Subtraindo a massa total a ser valorizada, teve-se um resultado de
124.709,98 toneladas de rejeito a ser depositada no aterro sanitário. Destaca-se que
esta massa é proveniente da parcela de resíduos gerada pela população atendida
pela coleta seletiva e pelo serviço de compostagem.
Além disso, é importante frisar que a composição dos resíduos pode
sofrer variação, devido à abrangência do sistema pelos cidadãos, ou seja, quanto
maior o número de domicílios aderirem aos programas e melhor for à triagem na
fonte geradora, menor será a massa de rejeito, bem como os materiais terão melhor
qualidade, devido a não contaminação pelos rejeitos.
Abaixo segue o memorial de cálculo utilizado para estimar a quantidade
de RSU valorizáveis e volume a depositar em aterro sanitário:
 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒐𝒔𝒊çã𝒐 𝒅𝒐𝒔 𝒓𝒆𝒔í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒓𝒆𝒄𝒊𝒄𝒍á𝒗𝒆𝒊𝒔:
𝑃𝑡𝑠 + 𝐺𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙
( )
𝑉𝑟𝑒𝑐 = 𝑝𝑟𝑒𝑐 ∗ 𝑃
100
Onde:
Vrec = massa dos resíduos recicláveis (t)
199
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prec = percentagem de material reciclável encontrado na composição gravimétrica (%)


Pts = população atendida pela coleta seletiva (habitantes)
t
Ganual = geração anual de RSU ( )
ano
P = população total da área urbana e rural (habitantes)

 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒐𝒔𝒊çã𝒐 𝒅𝒐𝒔 𝒓𝒆𝒔í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒐𝒓𝒈â𝒏𝒊𝒄𝒐𝒔:


𝑃𝑡𝑠 + 𝐺𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙
( )
𝑉𝑜𝑟𝑔 = 𝑝𝑜𝑟𝑔 ∗ 𝑃
100
Onde:
Vorg = massa de resíduos orgânicos (t)
porg = percentagem de material orgânico encontrado na composição gravimétrica (%)
Pts = população atendida pela coleta seletiva (habitantes)
t
Ganual = geração anual de RSU ( )
ano
P = população total da área urbana e rural (habitantes)

 𝑪𝒐𝒎𝒑𝒐𝒔𝒊çã𝒐 𝒅𝒆 𝒓𝒆𝒋𝒆𝒊𝒕𝒐𝒔:
𝑃𝑡𝑠 + 𝐺𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙
( )
𝑉𝑟𝑒𝑗 = 𝑝𝑟𝑒𝑗 ∗ 𝑃
100
Onde:
Vrej = massa de rejeito (t)
prej = percentagem de rejeito encontrado na composição gravimétrica (%)
Pts = população atendida pela coleta seletiva (habitantes)
t
Ganual = geração anual de RSU ( )
ano
P = população total da área urbana e rural (habitantes)

 𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 𝒗𝒂𝒍𝒐𝒓𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐:
𝑇𝑣𝑎𝑙 = 𝑉𝑟𝑒𝑐 + 𝑉𝑜𝑟𝑔
Onde:
Tval = total valorizado (t)
Vrec = massa dos resíduos recicláveis (t)
Vorg = massa dos resíduos orgânicos (t)

 𝑹𝒆𝒔í𝒅𝒖𝒐 à 𝒅𝒆𝒑𝒐𝒔𝒊𝒕𝒂𝒓 𝒆𝒎 𝒂𝒕𝒆𝒓𝒓𝒐:


𝑉𝑑 = 𝐺𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙 − 𝑇𝑣𝑎𝑙
Onde:
Vd = resíduo à depositar em aterro sanitário (t)
t
Ganual = geração anual de RSU ( )
ano
Tval = total valorizado (t)
200
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Tabela 30 – Estimativa de resíduos valorizáveis a depositar em aterro sanitário.


Eficiência no Eficiência no Composição dos resíduos (t)
Total Resíduo a
Período do Produção atendimento a atendimento a população Recicláveis Orgânicos Rejeito
Ano valorizado depositar
plano (ano) anual (t) população para coleta para o serviço de
23% 26% 42% (t) em aterro (t)
seletiva (%) compostagem (%)
1 2016 7.162,54 50 15 823,69 279,34 1504,13 1.103,03 6.059,51
2 2017 7.200,36 55 30 910,85 561,63 1663,28 1.472,47 5.727,88
3 2018 7.370,32 60 32 1017,10 613,21 1857,32 1.630,32 5.740,01
4 2019 7.625,74 65 35 1140,05 693,94 2081,83 1.833,99 5.791,75
5 2020 7.838,68 70 37 1262,03 754,08 2304,57 2.016,11 5.822,57
6 2021 8.056,34 75 40 1389,72 837,86 2537,75 2.227,58 5.828,76
7 2022 8.285,89 80 42 1524,60 904,82 2784,06 2.429,42 5.856,47
8 2023 8.547,69 85 45 1671,07 1000,08 3051,53 2.671,15 5.876,54
9 2024 8.800,40 90 47 1821,68 1075,41 3326,55 2.897,09 5.903,31
10 2025 9.065,90 95 50 1980,90 1178,57 3617,29 3.159,47 5.906,43
11 2026 9.328,43 100 52 2145,54 1261,20 3917,94 3.406,74 5.921,69
12 2027 9.608,44 100 53 2209,94 1324,04 4035,54 3.533,98 6.074,45
13 2028 9.884,27 100 54 2273,38 1387,75 4151,39 3.661,13 6.223,14
14 2029 10.173,06 100 55 2339,80 1454,75 4272,69 3.794,55 6.378,51
15 2030 10.458,95 100 56 2405,56 1522,82 4392,76 3.928,38 6.530,57
16 2031 10.757,84 100 57 2474,30 1594,31 4518,29 4.068,62 6.689,23
17 2032 11.054,91 100 58 2542,63 1667,08 4643,06 4.209,71 6.845,20
18 2033 11.363,39 100 59 2613,58 1743,14 4772,62 4.356,72 7.006,67
19 2034 11.670,87 100 60 2684,30 1820,66 4901,76 4.504,96 7.165,91
20 2035 11.989,21 100 60 2757,52 1870,32 5035,47 4.627,84 7.361,38
TOTAL 124.709,98
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Em relação à arrecadação convertida com a valorização dos materiais


passíveis de reciclagem ou reaproveitamento, apresenta-se a Tabela 31.
Para o cálculo foram utilizadas as seguintes fórmulas:

 𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝒂𝒓𝒓𝒆𝒄𝒂𝒅𝒂𝒅𝒐 𝒂𝒏𝒖𝒂𝒍𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒄𝒐𝒎 𝒎𝒂𝒕𝒆𝒓𝒊𝒂𝒍 𝒓𝒆𝒄𝒊𝒄𝒍á𝒗𝒆𝒍:


𝑇𝑟𝑒𝑐 = 𝑇𝑚é𝑑𝑟 + 𝑉𝑟𝑒𝑐
Onde:
Trec = valor arrecadado anualmente com os materiais recicláveis (R$)
R$
Tmédr = valor médio da tonelada do material reciclável ( )
t
Vrec = massa dos resíduos recicláveis (t)

 𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝒂𝒓𝒓𝒆𝒄𝒂𝒅𝒂𝒅𝒐 𝒂𝒏𝒖𝒂𝒍𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒄𝒐𝒎 𝒎𝒂𝒕𝒆𝒓𝒊𝒂𝒍 𝒐𝒓𝒈â𝒏𝒊𝒄𝒐:


𝑇𝑜𝑟𝑔 = 𝑇𝑚é𝑑𝑜 + 𝑉𝑜𝑟𝑔
Onde:
Torg = valor arrecadado anualmente com os materiais orgânicos processados (R$)
R$
Tmédo = valor médio da tonelada do material orgânico ( )
t
Vrec = massa dos resíduos orgânicos (t)

Observação: Quando o município não possuir serviço de compostagem, o cálculo acima deve ser
realizado buscando apontar o gasto total para dispor este em aterro sanitário. Sendo assim, o T org
será o valor total pago para coleta e disposição em aterro sanitário, T médo o valor pago por tonelada
coletada e depositada e Vorg o volume dos resíduos orgânicos a serem depositados durante o período
de um ano.

 𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒅𝒊𝒔𝒑𝒐𝒔𝒊çã𝒐 𝒅𝒆 𝒓𝒆𝒔í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒆𝒎 𝒂𝒕𝒆𝒓𝒓𝒐 𝒔𝒂𝒏𝒊𝒕á𝒓𝒊𝒐:


𝑇𝑟𝑒𝑗 = 𝑇𝑚é𝑑𝑟 + 𝑉𝑟𝑒𝑗
Onde:
Trej = valor pago para disposição dos resíduos em aterro sanitário (R$)
R$
Tmédr = valor pago para coleta e disposição dos RSU ( )
t
Vrej = massa dos rejeitos (t)

 𝑺𝒂𝒍𝒅𝒐 𝒂𝒅𝒒𝒖𝒊𝒓𝒊𝒅𝒐 𝒄𝒐𝒎 𝒂 𝒗𝒂𝒍𝒐𝒓𝒊𝒛𝒂çã𝒐 𝒅𝒐𝒔 𝒎𝒂𝒕𝒆𝒓𝒊𝒂𝒊𝒔:


𝑇𝑣 = 𝑆𝑎 − 𝑆𝑝
Onde:
Tv = saldo adquirido com a valorização dos materiais (R$)
Sa = soma dos valores arrecadados (R$)

202
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Sp = soma dos valores pagos (R$)

Seguindo paralelamente a visão de arrecadação e custos com os


serviços, é estabelecido o valor médio arrecadado com os materiais
recicláveis/reaproveitáveis, bem como para o valor pago na coleta, transporte e
disposição dos resíduos não valorados.
Nas últimas duas colunas da mesma tabela, são realizadas análise de
custo/benefício que a valorização dos materiais tende a proporcionar ao município,
onde os valores empregados nesse processo são somados aos valores pagos para
disposição do rejeito.
É importante destacar que o valor arrecadado na coleta seletiva não está
somado ao salto adquirido, pois este está ligado diretamente com o montante que a
Prefeitura Municipal tende a economizar com o serviço, isso porque o valor obtido
com a venda dos materiais fica com a empresa responsável pela central de triagem
existente no município.

203
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Tabela 31 - Estimativa de arrecadação e despesas com a o sistema de reciclagem e deposição em aterro sanitário.
Resíduos
Recicláveis Orgânicos Rejeitos
Período do
plano Ano Prazos Custos (coleta / transporte Custos (coleta / transporte Saldo adquirido com a
Arrecadação (R$) Custo (coleta/transporte) R$
(ano) /tratamento) R$ Quantidade /disposição final) R$ valorização dos materiais
Quantidade (t) Quantidade (t)
(t)
Anual Período Anual Período Anual Período Anual Período Anual Período

1 2016 910,85 501.224,89 473.551,37 279,34 140.714,91 1.504,13 836.627,45 -1.450.893,72


Imediato ou
2 2017 910,85 532.852,18 1.666.637,43 503.432,46 1.512.182,89 561,63 300.767,72 790.596,10 1.663,28 983.526,16 2.987.718,80 -1.787.726,35 -5.290.497,79
emergencial
3 2018 1.017,10 632.560,35 535.199,05 613,21 349.113,47 1.857,32 1.167.565,19 -2.051.877,71
4 2019 1.140,05 753.760,87 568.970,11 693,94 420.004,74 2.081,83 1.391.274,29 -2.380.249,14
5 2020 1.262,03 887.061,11 604.872,13 754,08 485.202,62 2.304,57 1.637.316,76 -2.727.391,51
6 2021 Curto 1.389,72 1.038.449,44 5.301.644,16 643.039,56 3.227.248,64 837,86 573.125,85 2.909.463,66 2.537,75 1.916.745,82 9.785.651,49 -3.132.911,23 -15.922.363,79
7 2022 1.524,60 1.211.127,29 683.615,35 904,82 657.983,50 2.784,06 2.235.470,59 -3.577.069,45
8 2023 1.671,07 1.411.245,45 726.751,48 1.000,08 773.146,96 3.051,53 2.604.844,02 -4.104.742,46
9 2024 1.821,68 1.635.512,78 772.609,50 1.075,41 883.843,15 3.326,55 3.018.791,45 -4.675.244,10
10 2025 1.980,90 1.890.677,25 821.361,16 1.178,57 1.029.745,04 3.617,29 3.489.768,09 -5.340.874,28
Médio 8.087.102,77 3.395.446,99 4.392.519,63 14.926.986,21 -22.714.952,83
11 2026 2.145,54 2.177.035,51 873.189,05 1.261,20 1.171.479,70 3.917,94 4.018.321,51 -6.062.990,26
12 2027 2.209,94 2.383.877,24 928.287,28 1.324,04 1.307.451,74 4.035,54 4.400.105,16 -6.635.844,18
13 2028 2.273,38 2.607.052,58 986.862,21 1.387,75 1.456.831,96 4.151,39 4.812.037,01 -7.255.731,18
14 2029 2.339,80 2.852.535,83 1.049.133,21 1.454,75 1.623.527,72 4.272,69 5.265.144,29 -7.937.805,22
15 2030 2.405,56 3.117.752,00 1.115.333,52 1.522,82 1.806.739,35 4.392,76 5.754.674,13 -8.676.747,00
16 2031 2.474,30 3.409.203,26 1.185.711,06 1.594,31 2.010.914,76 4.518,29 6.292.628,09 -9.489.253,92
Longo 29.077.685,38 9.876.786,61 17.390.595,55 53.670.915,39 -80.938.297,55
17 2032 2.542,63 3.724.403,73 1.260.529,43 1.667,08 2.235.376,38 4.643,06 6.874.417,78 -10.370.323,59
18 2033 2.613,58 4.069.901,02 1.340.068,84 1.743,14 2.484.859,11 4.772,62 7.512.128,65 -11.337.056,59
19 2034 2.684,30 4.443.786,16 1.424.627,18 1.820,66 2.759.118,24 4.901,76 8.202.237,14 -12.385.982,56
20 2.757,52 4.853.050,81 1.514.521,16 1.870,32 3.013.228,03 5.035,47 8.957.648,30 -13.485.397,49
TOTAL 44.133.069,75 18.011.665,13 25.483.174,94 81.371.271,89 -124.866.111,95

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Com a efetiva realização e ampliação da coleta seletiva, é sabível que o


volume a ser encaminhado ao aterro sanitário tende a diminuir.
Considerando o volume a ser desviado do montante de resíduos para o
sistema de valorização e comparando a Tabela 28 e a Tabela 32 houve o
decréscimo de 33,09% do volume total. É possível afirmar que o aterro sanitário
receberá durante o período de vinte anos aproximadamente 238.860,42 m³. Este
fator influência diretamente na área necessária a ser destinada a esta atividade.
Para o cálculo dos parâmetros utilizou-se as seguintes fórmulas:

 𝑹𝒆𝒔í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒅𝒊𝒔𝒑𝒐𝒔𝒊çã𝒐 𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍:


𝑅𝑡 = 𝐺𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙 − 𝑉𝑟𝑒𝑐
Onde:
Rt = resíduo para disposição final (t)
t
Ganual = geração anual de RSU ( )
ano
Vrec = volume dos resíduos recicláveis (t)

 𝑹𝒆𝒔í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒂 𝒅𝒆𝒑𝒐𝒔𝒊𝒕𝒂𝒓:
𝑅𝑡
𝑅𝑑 =
𝑑𝑟
Onde:
Rd = resíduo a depositar (m³)
Rt = resíduo para disposição final (t)
t
dr = densidade do RSU recém compactados ( 3 )
m

 𝑹𝒆𝒔í𝒅𝒖𝒐 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒂𝒄𝒕𝒂𝒅𝒐:
𝑅𝑡
𝑅𝑐 =
𝑑𝑒
Onde:
Rc = resíduo compactado (m³)
Rt = resíduo para disposição final (t)
t
de = densidade de resíduos sólidos estabilizados ( 3 )
m

 𝑴𝒂𝒕𝒆𝒓𝒊𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒃𝒆𝒓𝒕𝒖𝒓𝒂:
15 ∗ 𝑉𝑐𝑜𝑚
𝑉𝑐𝑜𝑏 =
100
Onde:
Vcob = material de cobertura (m³)
Vcom = produção anual de RSU compactados e estabilizados (m³)
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 𝑴𝒂𝒕𝒆𝒓𝒊𝒂𝒍 𝒂 𝒆𝒏𝒕𝒆𝒓𝒓𝒂𝒓:
𝑉𝑎𝑡 = 𝑅𝑐 + 𝑉𝑐𝑜𝑏
Onde:
Vat = volume a aterrar (m³)
Rc = resíduo compactado (m³)
Vcob = material de cobertura (m³)

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Tabela 32 – Estimativa de volume de RSU para coleta e disposição final com reciclagem.
Período do Resíduos para Resíduos a Resíduo compactado Material de cobertura Volume a aterrar Volume acumulado
Ano
plano (ano) disposição final (t) depositar (m³) (m³) (m³) (m³) (m³)

1 2016 5.972,36 54.294,15 9.953,93 1.493,09 11.447,02 11.447,02


2 2017 5.727,88 52.071,68 9.546,47 1.431,97 10.978,45 22.425,46
3 2018 5.740,01 52.181,90 9.566,68 1.435,00 11.001,68 33.427,15
4 2019 5.791,75 52.652,27 9.652,92 1.447,94 11.100,85 44.528,00
5 2020 5.822,57 52.932,50 9.704,29 1.455,64 11.159,93 55.687,94
6 2021 5.828,76 52.988,73 9.714,60 1.457,19 11.171,79 66.859,73
7 2022 5.856,47 53.240,62 9.760,78 1.464,12 11.224,90 78.084,62
8 2023 5.876,54 53.423,09 9.794,23 1.469,13 11.263,37 89.347,99
9 2024 5.903,31 53.666,47 9.838,85 1.475,83 11.314,68 100.662,67
10 2025 5.906,43 53.694,85 9.844,06 1.476,61 11.320,66 111.983,33
11 2026 5.921,69 53.833,51 9.869,48 1.480,42 11.349,90 123.333,23
12 2027 6.074,45 55.222,31 10.124,09 1.518,61 11.642,70 134.975,94
13 2028 6.223,14 56.573,96 10.371,89 1.555,78 11.927,68 146.903,61
14 2029 6.378,51 57.986,46 10.630,85 1.594,63 12.225,48 159.129,09
15 2030 6.530,57 59.368,80 10.884,28 1.632,64 12.516,92 171.646,01
16 2031 6.689,23 60.811,16 11.148,71 1.672,31 12.821,02 184.467,03
17 2032 6.845,20 62.229,07 11.408,66 1.711,30 13.119,96 197.586,99
18 2033 7.006,67 63.696,98 11.677,78 1.751,67 13.429,45 211.016,44
19 2034 7.165,91 65.144,67 11.943,19 1.791,48 13.734,67 224.751,11
20 2035 7.361,38 66.921,62 12.268,96 1.840,34 14.109,31 238.860,42
TOTAL 238.860,42

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Considerando que o cenário ideal atenda ao crescimento da valorização


dos materiais, o valor a ser empregado para a coleta e disposição final dos resíduos
domiciliares (rejeito) é de R$ 61.333.123,44 (vide Tabela 33).
Analisando a Tabela 26 e a Tabela 33, é possível afirmar que haverá uma
redução de R$ 5.410.875,79 com os serviços de coleta, transporte, transbordo e
destinação final dos resíduos sólidos urbanos encaminhados para aterro sanitário.
Abaixo o memorial de cálculo utilizado para estimar os custos com o
serviço de coleta e destinação final dos RSU com reciclagem prévia.

 𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝒄𝒐𝒎 𝒔𝒆𝒓𝒗𝒊ç𝒐 𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒍𝒆𝒕𝒂:


𝐶𝑐𝑠 = 𝑅𝑡 + 𝑇𝑚é𝑑𝑐
Onde:
R$
Ccs = custo com serviço de coleta ( )
t
Rt = resíduo para disposição final (t)
R$
Tmédc = valor pago para coleta dos RSU ( )
t

 𝑪𝒖𝒔𝒕𝒐 𝒅𝒂 𝒅𝒆𝒔𝒕𝒊𝒏𝒂çã𝒐 𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍:


𝐶𝑑𝑓 = 𝑅𝑡 + 𝑇𝑚é𝑑𝑑
Onde:
R$
Cdf = custo com a disposição final em aterro sanitário ( )
t
Rt = resíduo para disposição final (t)
R$
Tmédd = valor pago para disposição em aterro sanitário ( )
t

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Tabela 33 – Estimativa de custo com a destinação final dos RSU, com reciclagem.
Resíduos para disposição Custos com serviço de coleta e destinação final (R$)
Período do plano (ano) Ano Prazos
final (t) Anual Período
1 2016 5.972,36 2.939.295,04
2 2017 Imediato ou emergencial 5.727,88 2.818.978,52 8.583.219,03
3 2018 5.740,01 2.824.945,46
4 2019 5.791,75 2.850.409,79
5 2020 5.822,57 2.865.580,18
6 2021 Curto 5.828,76 2.868.624,35 14.359.014,03
7 2022 5.856,47 2.882.260,83
8 2023 5.876,54 2.892.138,89
9 2024 5.903,31 2.905.314,72
10 2025 5.906,43 2.906.851,14
Médio 11.716.066,23
11 2026 5.921,69 2.914.357,95
12 2027 6.074,45 2.989.542,43
13 2028 6.223,14 3.062.716,05
14 2029 6.378,51 3.139.183,88
15 2030 6.530,57 3.214.019,07
16 2031 6.689,23 3.292.103,52
Longo 26.674.824,16
17 2032 6.845,20 3.368.863,80
18 2033 7.006,67 3.448.331,44
19 2034 7.165,91 3.526.704,23
20 2035 7.361,38 3.622.902,17
TOTAL 61.333.123,44

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Buscando estimar um cenário ideal para a gestão dos resíduos sólidos


urbanos, elaboraram-se todas as planilhas baseadas na melhoria continua da gestão
dos resíduos, elevando o nível de importância relativo às diretrizes legais em vigor e
as recomendações das normas técnicas brasileiras.
A partir desses pontos, estabeleceu-se o comparativo de custos entre o
sistema de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos sem a valorização dos
materiais e com a valorização (Tabela 34).
Sabe-se que o custo com a implantação/ampliação do programa de coleta
seletiva, tende aumentar os investimentos da prefeitura municipal, entretanto a
recuperação desses materiais e da fração orgânica comportável é uma atividade
obrigatória a ser realizada pelos municípios, segundo o Plano Nacional de Resíduos
Sólidos.
Ademais, o programa de valorização dos materiais traz elencado a si,
muitos benefícios ambientais e sociais. A começar, esta atividade tende a minimizar
a poluição dos recursos naturais através da deposição irregular, além de aumentar a
vida útil do aterro sanitário e diminuir a exploração dos recursos naturais renováveis
e não renováveis.
Encadeado a estes fatores cita-se também a melhoria da saúde pública,
por meio da diminuição de micro e macro vetores e pela minimização indireta de
possíveis contaminações e proliferações de doenças que podem ser desenvolvidas
a partir do mau gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos.

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Tabela 34 – Comparativo de custos.


Serviço sem valorização
Serviço com valorização (R$)
(R$)
Período do Diferença dos serviços
Ano Total coleta e Valorização dos resíduos Total coleta e
plano (ano) Total coleta e destinação Coleta seletiva com e sem valorização
destinação e destinação final do destinação final
final e valorização
final rejeito com valorização
1 2016 3.337.199,96 2.939.295,04 473.551,37 -1.450.893,72 4.863.740,14 -1.526.540,18
2 2017 3.337.199,96 2.818.978,52 503.432,46 -1.787.726,35 5.110.137,34 -1.772.937,38
3 2018 3.337.199,96 2.824.945,46 535.199,05 -2.051.877,71 5.412.022,23 -2.074.822,26
4 2019 3.337.199,96 2.850.409,79 568.970,11 -2.380.249,14 5.799.629,04 -2.462.429,08
5 2020 3.337.199,96 2.865.580,18 604.872,13 -2.727.391,51 6.197.843,81 -2.860.643,85
6 2021 3.337.199,96 2.868.624,35 643.039,56 -3.132.911,23 6.644.575,13 -3.307.375,17
7 2022 3.337.199,96 2.882.260,83 683.615,35 -3.577.069,45 7.142.945,63 -3.805.745,67
8 2023 3.337.199,96 2.892.138,89 726.751,48 -4.104.742,46 7.723.632,84 -4.386.432,88
9 2024 3.337.199,96 2.905.314,72 772.609,50 -4.675.244,10 8.353.168,32 -5.015.968,36
10 2025 3.337.199,96 2.906.851,14 821.361,16 -5.340.874,28 9.069.086,58 -5.731.886,62
11 2026 3.337.199,96 2.914.357,95 873.189,05 -6.062.990,26 9.850.537,26 -6.513.337,30
12 2027 3.337.199,96 2.989.542,43 928.287,28 -6.635.844,18 10.553.673,89 -7.216.473,92
13 2028 3.337.199,96 3.062.716,05 986.862,21 -7.255.731,18 11.305.309,44 -7.968.109,47
14 2029 3.337.199,96 3.139.183,88 1.049.133,21 -7.937.805,22 12.126.122,32 -8.788.922,36
15 2030 3.337.199,96 3.214.019,07 1.115.333,52 -8.676.747,00 13.006.099,58 -9.668.899,62
16 2031 3.337.199,96 3.292.103,52 1.185.711,06 -9.489.253,92 13.967.068,50 -10.629.868,54
17 2032 3.337.199,96 3.368.863,80 1.260.529,43 -10.370.323,59 14.999.716,81 -11.662.516,85
18 2033 3.337.199,96 3.448.331,44 1.340.068,84 -11.337.056,59 16.125.456,87 -12.788.256,91
19 2034 3.337.199,96 3.526.704,23 1.424.627,18 -12.385.982,56 17.337.313,98 -14.000.114,01
20 2035 3.337.199,96 3.622.902,17 1.514.521,16 -13.485.397,49 18.622.820,82 -15.285.620,86
TOTAL 66.743.999,23 61.333.123,44 18.011.665,13 -124.866.111,95 204.210.900,52 -137.466.901,29

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Memorial de cálculo para o comparativo de custos dos serviços de coleta


e disposição final de resíduos, com e sem valorização (Tabela 35).
Tabela 35 - Fonte de dados.
Dado Fonte

Serviço sem
Coleta domiciliar e disposição final Tabela 26– coluna 6
valorização
Coleta seletiva e valorização Tabela 29 – coluna 9
Serviço com
valorização Valorização dos resíduos e destinação final do
Tabela 31 – coluna 15
rejeito

𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 𝒄𝒐𝒍𝒆𝒕𝒂 𝒆 𝒅𝒆𝒔𝒕𝒊𝒏𝒂çã𝒐 𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍:


𝑇𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙𝑠 = 𝐶1 + 𝐶2
Onde:
Ttotals = total coleta e destinação final (𝑅$)
C1 = coleta domiciliar (R$)
C2 = destinação final em atero (R$)

𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 𝒄𝒐𝒍𝒆𝒕𝒂 𝒆 𝒅𝒆𝒔𝒕𝒊𝒏𝒂çã𝒐 𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍 𝒄𝒐𝒎 𝒗𝒂𝒍𝒐𝒓𝒊𝒛𝒂çã𝒐:

𝑇𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙𝑐 = (𝐷1 + 𝐷2 + 𝐷3) − 𝐷4


Onde:
Ttotalc = total coleta e destinação final com valorização (𝑅$)
D1 = coleta domiciliar (R$)
D2 = coleta seletiva e valorização (R$)
D3 = destinação final em aterro (R$)
D4 = venda de recicláveis e destinação final do rejeito (R$)

𝑫𝒊𝒇𝒆𝒓𝒆𝒏ç𝒂 𝒅𝒐𝒔 𝒔𝒆𝒓𝒗𝒊ç𝒐𝒔 𝒄𝒐𝒎 𝒆 𝒔𝒆𝒎 𝒗𝒂𝒍𝒐𝒓𝒊𝒛𝒂çã𝒐:

𝐷𝑖𝑓 = 𝑇𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙𝑠 − 𝑇𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙𝑐


Onde:
Dif = diferença dos serviços com e sem valorização (R$)
Ttotals = total coleta e destinação final (R$)
Ttotalc = total coleta e destinação final com valorização (R$)

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10 POTENCIAL DE ARRECADAÇÃO PELA COBRANÇA DE TAXAS E TARIFAS

10.1 PROJEÇÃO DE RECEITA DE ARRECADAÇÃO DO SISTEMA DE


ABASTECIMENTO DE ÁGUA

A projeção para a receita operacional direta de água foi realizada através


da estimativa de um modelo de regressão linear múltipla, pelo método dos mínimos
quadrados ordinários. Para tanto, foram utilizados os dados publicados pelo Sistema
Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), vinculados ao Ministério das
Cidades.
A base de dados utilizada é composta por 3478 observações realizadas
para 352 municípios brasileiros ao longo de 17 anos (período 1997-2013), em um
painel de dados não equilibrado. Foram utilizadas as variáveis que mensuram o total
arrecadado com o serviço de distribuição de água desses municípios - FN001 -
Receita operacional direta total (R$/ano), o valor médio da tarifa cobrada nesses
municípios - IN005 - Tarifa média de água (R$/m³), o consumo per capita médio -
IN022 - Consumo médio per capita de água (l/hab./dia), e a população atendida pelo
serviço de distribuição de água - AG001 - População total atendida com
abastecimento de água (habitantes).
As variáveis monetárias FN001 e IN005 foram deflacionadas ao nível de
preços do ano de 2014, corrigidas pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor
(INPC). Da base de dados foram descartadas as observações que apresentavam
valores inferiores a R$ 1,0 milhão/ano para a variável FN001, com objetivo de
minimizar possíveis efeitos de viés para inclusão de observações falsas contidas na
base de dados.
Dos modelos estimados, o que apresentou o melhor desempenho foi o
modelo estimado pela equação abaixo:
𝑦̂𝑖 = 𝛽0 + 𝛽1 𝑥1𝑖 + 𝛽2 𝑥2𝑖 + 𝛽3 𝑥3𝑖

Sendo:
𝑦̂:
𝑖 Valor estimado para a variável FN001 - Receita operacional direta total

(R$/ano) em logaritmo natural.


𝛽0, 𝛽1, 𝛽2, 𝛽3: Coeficientes estimados no modelo.
𝑥1𝑖 : Logaritmo natural dos valores observados para a variável IN005 -

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Tarifa média de água (R$/m³).


𝑥2𝑖 : Logaritmo natural dos valores observados para a variável IN022 -
Consumo médio per capita de água (l/hab./dia).
𝑥3𝑖 : Logaritmo natural dos valores observados para a variável AG001 -
População total atendida com abastecimento de água (Habitantes).
A Figura 65 apresenta os gráficos de dispersão das variáveis
mencionadas (IN005, IN022 e AG001) contra a variável FN001.

Figura 65 - Dispersão entre as variáveis do modelo.

Fonte: Elaboração própria através dos dados pubicados pelo SNIS.

O modelo estimado, por conter observações de vários municípios do


Brasil, reflete a média esperada para qualquer município brasileiro, sendo então
adequado para projeções da receita operacional direta de água.
A Tabela 36 sumariza os parâmetros β estimados para as variáveis
explicativas, bem como os intervalos de confiança para os estimadores, e a chance
de rejeição da hipótese nula 𝐻0 : 𝛽𝑖 = 0.

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Tabela 36 - Modelo de regressão linear múltipla para a previsão da receita


operacional direta de água.
MQO, usando as observações 1-3478 (n = 3219)
Observações ausentes ou incompletas foram ignoradas: 259
Variável dependente: FN001_Valor_Real_INPC
Coeficiente Erro Padrão razão-t p-valor
const -0,489376 0,0888924 -5,5053 <0,00001 ***
tar_media_in005 0,880749 0,0104227 84,5034 <0,00001 ***
cons_capita_in022 0,859152 0,0158927 54,0597 <0,00001 ***
pop_atend_ag001 1,06043 0,00402567 263,4157 <0,00001 ***

Média var. dependente 16,02081 D.P. var. dependente 1,458261


Soma resíd. quadrados 214,0978 E.P. da regressão 0,258057
R-quadrado 0,968714 R-quadrado ajustado 0,968684
F(3, 3215) 33181,76 P-valor(F) 0,000000
Log da verossimilhança -205,1855 Critério de Akaike 418,3710
Critério de Schwarz 442,6783 Critério Hannan-Quinn 427,0830
Teste de White para a heteroscedasticidade -
Hipótese nula: sem heteroscedasticidade
Estatística de teste: LM = 195,154
com p-valor = P(Qui-quadrado(9) > 195,154) = 3,4329e-037
Fonte: Elaboração própria através dos dados pubicados pelo SNIS.

A Tabela 37 apresenta o cálculo da projeção de receita operacional direta


de água para o município de Araquari para o intervalo de anos entre 2015-2035.

Tabela 37 - Projeção para a receita operacional direta de água.


Receita Operacional
Consumo per População atendida
Ano Direta de Água Tarifa R$/m3 (IN005)
capita/dia (IN022) (AG001)
(FN001)
2015 3.451.209,61 3,66 102,50 18.567
2016 5.620.127,71 3,66 102,50 29.407
2017 5.599.180,59 3,66 102,50 29.303
2018 5.787.426,01 3,66 102,50 30.232
2019 5.941.829,26 3,66 102,50 30.992
2020 6.059.334,26 3,66 102,50 31.569
2021 6.177.765,09 3,66 102,50 32.151
2022 6.303.314,29 3,66 102,50 32.767
2023 6.503.037,15 3,66 102,50 33.745
2024 6.641.434,67 3,66 102,50 34.422
2025 6.787.053,17 3,66 102,50 35.133

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Receita Operacional
Consumo per População atendida
Ano Direta de Água Tarifa R$/m3 (IN005)
capita/dia (IN022) (AG001)
(FN001)
2026 6.978.690,38 3,66 102,50 36.068
2027 7.129.787,92 3,66 102,50 36.804
2028 7.274.598,01 3,66 102,50 37.508
2029 7.426.260,57 3,66 102,50 38.245
2030 7.572.595,06 3,66 102,50 38.955
2031 7.725.652,50 3,66 102,50 39.697
2032 7.961.634,81 3,66 102,50 40.840
2033 8.111.406,20 3,66 102,50 41.564
2034 8.256.655,60 3,66 102,50 42.266
2035 8.406.582,71 3,66 102,50 42.989
Fonte: Elaboração própria através dos dados pubicados pelo SNIS.

Segundo a Sanepar (2013), para uma estimativa de contribuição das


vazões sanitárias ao longo do plano, devem ser utilizadas como referência a vazão
média de 80% do consumo de água, o coeficiente de infiltração de 0,05 L/s.km e
para coeficiente de infiltração de 0,2 L/s.km. Subentende-se então que a receita
operacional de esgoto do município corresponde a 80% do valor da receita
operacional direta de água do município. A Tabela 38 apresenta o cálculo da receita
operacional direta de esgoto.

Tabela 38 - Projeção para a receita operacional direta de esgoto.


Ano Receita operacional direta de esgoto
2015 2.760.967,69
2016 4.496.102,16
2017 4.479.344,47
2018 4.629.940,81
2019 4.753.463,41
2020 4.847.467,41
2021 4.942.212,07
2022 5.042.651,43
2023 5.202.429,72
2024 5.313.147,74
2025 5.429.642,53
2026 5.582.952,30
2027 5.703.830,34
2028 5.819.678,41

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Ano Receita operacional direta de esgoto


2029 5.941.008,45
2030 6.058.076,05
2031 6.180.522,00
2032 6.369.307,84
2033 6.489.124,96
2034 6.605.324,48
2035 6.725.266,17
Fonte: Elaboração própria através dos dados publicados pelo SNIS.

10.2 PROJEÇÃO DE RECEITA DE ARRECADAÇÃO PARA GESTÃO E MANEJO


DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS

A projeção para a receita de arrecadação para gestão e manejo de


Resíduos Sólidos Urbanos foi realizada através da estimativa de um modelo de
regressão linear múltipla, pelo método dos mínimos quadrados ordinários. Para
tanto, foram utilizados dados publicados pelo Sistema Nacional de Informações
sobre Saneamento (SNIS), vinculados ao Ministério das Cidades.
A base de dados utilizada no presente trabalho é composta por 563
observações realizadas para 208 municípios brasileiros ao longo de nove anos
(período 2005-2013), em um painel de dados não equilibrado.
Foram utilizadas variáveis que mensuram o total arrecadado com o
serviço nos municípios. As variáveis obtidas no SNIS são: 1) FN222 - Receita
arrecadada com taxas e tarifas referentes à gestão e manejo de RSU (R$/ano); 2)
CO119 - Quantidade total de RDO e RPU coletada por todos os agentes
(tonelada/ano); e 3) CO164 - População total atendida no município (habitantes).
A variável monetária FN222 foi deflacionada ao nível de preços do ano de
2014, corrigida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC). Da base de
dados foram descartadas as observações que apresentavam valores inferiores a R$
1,0 milhão/ano para a variável FN222, com objetivo de minimizar possíveis efeitos
de viés para inclusão de observações falsas contidas na base de dados.
Dos modelos estimados, o que apresentou o melhor desempenho foi o
modelo estimado pela equação abaixo:
𝑦̂𝑖 = 𝛽0 + 𝛽1 𝑥1𝑖 + 𝛽2 𝑥2𝑖

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Sendo:
𝑦̂:
𝑖 Valor estimado para a variável FN222 - Receita arrecadada com taxas

e tarifas referentes à gestão e manejo de RSU (R$/ano) em logaritmo natural;


𝛽0, 𝛽1, 𝛽2: Coeficientes estimados no modelo;
𝑥1𝑖 : Logarítimo natural dos valores observados para a variável CO119 -
Quantidade total de RDO e RPU coletada por todos os agentes (tonelada/ano);
𝑥2𝑖 : Logarítimo natural dos valores observados para a variável CO164 -
População total atendida no município (habitantes).
Abaixo seguem os gráficos de dispersão das variáveis mencionadas
(CO119 e CO164) contra a variável FN222:

Figura 66 - Dispersão entre as variáveis do modelo.

Fonte: Elaboração própria através dos dados pubicados pelo SNIS.

A Tabela 39 abaixo sumariza os parâmetros β estimados para as


variáveis explicativas bem como os intervalos de confiança para os estimadores e a
chance de rejeição da hipótese nula 𝐻0 : 𝛽𝑖 = 0.

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Tabela 39 - Modelo de regressão linear múltipla para a previsão da receita de


arrecadação para gestão e manejo de resíduos sólidos urbanos.
Modelo 1: MQO, usando 563 observações
Variável dependente: l_receita_tot_reais_ano_FN222.
Coeficiente erro padrão razão-t p-valor
Const 8,53156 0,342931 24,88 1,39e-092 ***
l_coleta_tot_ton~ 0,233946 0,0624824 3,744 0,0002 ***
l_pop_atend_CO164 0,349422 0,0696992 5,013 7,19e-07 ***

Média var. dependente 14,96373 D.P. var. dependente 0,775940


Soma resíd. quadrados 190,2642 E.P. da regressão 0,582887
R-quadrado 0,437705 R-quadrado ajustado 0,435697
F(2, 560) 217,9591 P-valor(F) 9,77e-71
Log da verossimilhança 493,4726 -Critério de Akaike 992,9451
Critério de Schwarz 1005,945 Critério Hannan-Quinn 998,0200

Teste de White para a heteroscedasticidade -


Hipótese nula: sem heteroscedasticidade
Estatística de teste: LM = 40,9807
com p-valor = P(Qui-quadrado(5) > 40,9807) = 9,46752e-008
Teste de Chow para a falha estrutural na observação 574 -
Hipótese nula: sem falha estrutural
Estatística de teste: F(3, 557) = 282,84
com p-valor = P(F(3, 557) > 282,84) = 1,63887e-111
Teste da normalidade dos resíduos -
Hipótese nula: o erro tem distribuição Normal
Estatística de teste: Qui-quadrado(2) = 0,606695
com p-valor = 0,738342
Fonte: Elaboração própria através dos dados publicados pelo SNIS.

A Tabela 40 apresenta o cálculo da projeção de receita de arrecadação


para gestão e manejo de RSU para o intervalo de anos entre 2015-2035.

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Tabela 40 - Projeção para a receita de arrecadação para gestão e manejo de RSU.


Quantidade total de RDO e
Receita arrecadada para
RPU coletada por todos os População total atendida no
Ano gestão e manejo de Resíduos
agentes (Tonelada/ano) município (CO164)
Sólidos Urbanos (FN222)
(CO119)
2015 1.499.110,12 7.098,48 31.057
2016 1.501.756,96 7.162,54 31.027
2017 1.501.149,13 7.200,36 30.882
2018 1.516.438,69 7.370,32 31.298
2019 1.541.508,89 7.625,74 32.062
2020 1.561.039,17 7.838,68 32.631
2021 1.580.675,33 8.056,34 33.205
2022 1.601.218,91 8.285,89 33.813
2023 1.624.882,11 8.547,69 34.536
2024 1.647.000,11 8.800,40 35.205
2025 1.669.990,12 9.065,90 35.908
2026 1.692.139,97 9.328,43 36.582
2027 1.715.612,60 9.608,44 37.307
2028 1.738.120,49 9.884,27 37.998
2029 1.761.433,27 10.173,06 38.721
2030 1.783.930,08 10.458,95 39.415
2031 1.807.201,77 10.757,84 40.140
2032 1.829.775,26 11.054,91 40.840
2033 1.852.937,42 11.363,39 41.564
2034 1.875.491,19 11.670,87 42.266
2035 1.898.555,07 11.989,21 42.989
Fonte: Elaboração própria através dos dados publicados pelo SNIS.

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11 PLANO DE METAS EMERGENCIAIS, DE CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO

O Plano de Saneamento indica formas para execução dos programas,


projetos e ações. As metas ou ações são os resultados mensuráveis que contribuem
para que os objetivos sejam alcançados de forma gradual (BRASIL, 2009).
Para alcançar os objetivos propostos e os princípios básicos de
universalização, integralidade e equidade, foram estipuladas as metas do Plano
Municipal de Saneamento Básico e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
partindo de pontos fundamentais:
- Discussões técnicas embasadas nos diagnósticos dos setores
integrantes do saneamento municipal, considerando a realidade das entidades
envolvidas no processo;
- Reuniões comunitárias para possibilitar a participação social. As
reivindicações da população foram consideradas nas tomadas de decisões.
Os programas, projetos e ações para o saneamento municipal estão
subdivididos pelos setores:
- Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário;
- Sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana;
- Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos;
- Socioeconômico, Cultural, Ambiental e de Infraestrutura;
- Controle de Vetores.
A programação da execução dos programas, projetos e ações é
desenvolvida considerando metas em períodos diferentes, totalizando 20 anos,
sendo:
- Emergencial – até 03 anos;
- Curto prazo – entre 04 a 08 anos;
- Médio prazo – entre 09 a 12 anos;
- Longo prazo – entre 13 a 20 anos.
Para cada ação proposta estima-se o custo para o período, o custo total
estimado para 20 anos, os setores responsáveis diretamente pela execução e
possíveis fontes de financiamento. Além disso, são estabelecidas as prioridades
para os programas e ações, sendo considerados os níveis I (mais importante), II e
III. A hierarquização dos programas e ações considerou o atendimento das
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legislações vigentes, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos e o conhecimento da


equipe técnica da prefeitura e contratante, considerando a realidade e
peculiaridades do município.
As metas para o município de Araquari têm por objetivo a universalização,
a integralidade e a equidade dos serviços de saneamento, contemplando diversas
ações, tais como obras de micro e macrodrenagem, aquisição de equipamentos,
implantação de rede e estação de tratamento de esgoto, desenvolvimento de
campanhas educativas, de capacitação entre outras.
Apresenta-se uma programação financeira estimada em trabalhos
semelhantes realizados na região e orçamentos realizados com base no Custo
Unitário Básico de Edificações residenciais, comerciais e industriais (CUB); Índices
da construção civil (SINAPI); Manuais do Ministério das Cidades – Dimensionamento
das necessidades de investimentos para a universalização dos serviços de
abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgotos sanitários no Brasil;
Consulta à SAMAE de Araquari.
Ressalta-se que valores exatos de determinadas ações podem variar
conforme elaboração de projetos básicos de engenharia, que consideram muito mais
fatores do que os abordados pelo PMSB, bem como de definições futuras quanto à
forma de execução e obtenção de recursos junto aos órgãos de fomento.
Considerando que o PMSB deverá ser revisto em prazo não superior a
quatro anos, os projetos previstos para implantação dentro deste período devem ser
desenvolvidos inicialmente. No processo de revisão do PMSB poderá haver
mudanças em alguns projetos propostos devido ao desempenho dos serviços
implantados e dos resultados alcançados mediante engajamento da população,
como por exemplo, programa de coleta seletiva (FUNASA, 2012).

11.1 SISTEMA DE MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DRENAGEM URBANA

O setor de manejo de águas pluviais e drenagem urbana, devendo


atender metas específicas para sua estruturação, havendo o controle dos sistemas
seguindo as seguintes diretrizes:
- Universalização dos sistemas de microdrenagens nas regiões urbanas e
rurais;

222
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- Atendimento adequado dos serviços de manejo de águas pluviais e


drenagem nas áreas do município;
- Promover a coleta e disposição final das águas pluviais urbanas
atendendo aos dispositivos legais vigentes ou aqueles que venham a ser fixados
pela administração do sistema;
- Prevalência da manutenção preventiva em relação à manutenção
corretiva dos serviços drenagem urbana;
- Priorizar a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados a
qualquer tempo, atendendo aos padrões mínimos, dispositivos legais ou aqueles
que venham a ser fixados pela administração do sistema;
- Disponibilizar sistema de geração de informações com dados coletados
em campo que venham a alimentar as variáveis dos sistemas;
- O município deve atuar com isonomia na prestação de serviços
apurando e promovendo a solução das reclamações dos usuários, quando julgadas
procedentes;
- Capacitação técnica e pessoal dos profissionais envolvidos nos
trabalhos buscando a melhoria contínua do desempenho profissional.
Dentro das diretrizes elencadas anteriormente, o Quadro 12 apresenta de
forma sucinta e clara o conceito e diretrizes estabelecidas para o plano.

Quadro 12 – Conceituação das diretrizes estabelecidas para o sistema de drenagem


urbana.
DIRETRIZES CONCEITO
Universalização do sistema de Disponibilidade do serviço de coleta das águas
drenagem pluviais em toda área urbana
As redes de drenagem pluvial nas vias urbanas não
Eficiência das microdrenagens
apresentem problemas com alagamentos
Sem ocorrência de inundações nas áreas ribeirinhas
Eficiência das macrodrenagens
dos corpos hídricos
Sem ocorrência de ligações clandestinas de esgoto
Água pluvial com qualidade
sanitário e a disposição de resíduos sólidos
Promover a formação continuada de profissionais para
Capacitação técnica e pessoal
os serviços
Atendimento das solicitações dos munícipes nos
Eficiência na prestação do serviço
prazos fixados em leis
Prestação do serviço atendendo às expectativas da
População satisfeita
população local

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11.1.1 Estruturação do Setor de Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais

O município não dispõe de um Plano Diretor de Drenagem Urbana, que é


o conjunto de diretrizes que determinam a gestão do sistema de drenagem,
dificultando as ações reguladoras no setor em nível municipal.
Também não dispõe de um setor exclusivo de serviços de drenagem
urbana. Os mesmos são executados pela Secretaria de Obras e Serviços Públicos, o
que dificulta as ações referentes à fiscalização e controle de obras.
Segundo Silva e Pruski (2005), o Plano Diretor de Drenagem é um
instrumento de planejamento dinâmico, articulado com as políticas de
desenvolvimento regional e que objetiva planejar e propor, em seu âmbito espacial,
prioridades de ações espaciais e temporais escalonadas, com custos devidamente
avaliados, a fim de compor o modelo de gerenciamento integrado destes recursos da
bacia hidrográfica sob a visão do desenvolvimento sustentável. Tem caráter
vinculante com o setor público envolvido, indicativo para o setor privado e deve ter
caráter participativo nas distintas fases do processo.
O Plano deverá criar ações de gestão, planejamento e projeto na
drenagem urbana com objetivo de minimizar a intervenção humana no espaço de
forma a não aumentar os riscos de impactos sobre a sociedade e meio ambiente e
mitigar os existentes, por meio da adequada distribuição da água no tempo e no
espaço e redução dos poluentes gerados pela população.
A finalidade da estruturação do setor é de dotar o órgão público de
subsídios técnicos e institucionais que permitam reduzir os impactos dos
alagamentos e inundações no meio ambiente e criar as condições para uma gestão
sustentável da drenagem urbana.
Para Pinto e Pinheiro (2006) deve-se objetivar a minimização de impactos
ambientais e sociais decorrentes do escoamento das águas pluviais, de possíveis
inundações, deslizamentos e demais impactos associados à gestão de águas
pluviais.

11.1.1.1 Sistemas de Manejo de Águas Pluviais

Devido ao relevo da região, o município apresenta de baixa a média


declividade dos corpos d’águas que tem consequência direta sobre a disponibilidade
224
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de energia para o transporte das águas sobre a superfície dos terrenos, fazendo
com que os escoamentos gerados fluam de forma mais lenta.
Cabe ressaltar o fato de sua infraestrutura de drenagem ter sido
implantada ao longo dos anos sem maiores critérios técnicos, sem a caracterização
das bacias hidrográficas, sem adoção de cadastro das redes de drenagem,
ocupação e uso do solo com taxas de impermeabilização maiores que os previstos
nos instrumentos do planejamento urbano e sem controle do funcionamento dos
sistemas de drenagem através de indicadores socioambientais.
Desta forma, o aumento da população acompanhado do aumento do
número de edificações e consequente impermeabilização das áreas urbanas,
acabam provocando um subdimensionamento dos sistemas implantados com o
aumento da velocidade dos escoamentos superficiais, acarretando nos alagamentos
existentes no município.
Fatores relacionados ao crescimento urbano como o aumento do grau de
impermeabilização do solo, dos desmatamentos para usos urbanos e agricultura, da
erosão, das ocupações indevidas de locais sob a influência das águas (fundos de
vales, leitos secundários de rios e córregos), entre outros, vem a contribuir para o
agravamento e o mau funcionamento do sistema de drenagem urbana.
Os maiores conflitos identificados na área urbana referem-se ao
subdimensionamento das redes de microdrenagens existentes que em épocas de
precipitação intensa ocasiona alagamentos pontuais nas vias do município e a
inundação dos rios principais que demandam um grande volume de água no meio
urbano atingindo vias públicas, comércio local e residências.
A adoção de soluções que favoreçam o armazenamento, a infiltração e a
percolação, na fonte ou a jusante, com medidas de controle para evitar as cheias
nos locais de maior adensamento populacional no município, devem ser estimuladas
pelo poder público.
As medidas para o controle da inundação podem ser do tipo estrutural,
aquelas que modificam o sistema fluvial evitando os prejuízos decorrentes das
enchentes. Como tais medidas propostas para o município de Araquari, podemos
citar:
 Reservatórios: construído para laminar cheias, lamina a onda de
cheia, retendo parte do volume hídrico durante a fase de
225
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crescimento da onda, e restituindo tal volume ao corpo hídrico


durante a fase da recessão da cheia ou logo após a onda da cheia
ter passado. O reservatório deve permanecer sempre vazio
esperando a próxima onda de cheia. Estes reservatórios podem ser
usados nas fontes ou a jusante;
 Caixa de expansão: uma caixa de expansão é indicada para a área
alagável destinada a exercitar um efeito de decapitação da onda de
cheia que se propaga ao longo de um curso d’água. A função de
uma caixa de expansão é similar a de um reservatório de
laminação de cheia. As caixas de expansões geralmente são
executadas no pé da montanha ou na zona de planície, em série,
em paralelo ou de modo misto a respeito ao curso d’água. Muitas
planícies funcionam como caixa de expansão natural, pois no
momento das enchentes elas são inundadas, armazenando grande
volume d’água, que retorna ao rio principal quando as águas
começam a baixar;
 Melhoramentos do canal: tem o escopo de diminuir o tirante hídrico
do rio para uma mesma vazão. Isto pode ser obtido aumentando a
área da seção transversal do rio através do alargamento da calha
ou do aprofundamento do canal, ou ainda através do aumento da
velocidade. O aumento da velocidade pode ser obtido através da
diminuição da rugosidade, aumento da declividade do rio,
eliminação de obstruções. Estas medidas devem der adotadas com
cautela, porque são frequentes causas de profundas alterações na
dinâmica da modelação do canal e do equilíbrio das águas
superficiais e subterrâneas;
 Canais de desvios: um canal de desvio serve para desviar parte da
vazão da cheia do curso d’água principal, diminuindo assim a
vazão do rio na zona que se deseja proteger. Neste tipo particular
de obra em geral a água desviada não retorna mais ao canal
principal, mas sim para um lago, ou outro curso d’água ou
diretamente ao mar. O inconveniente deste tipo de obras está no
fato que, subdividindo a vazão entre mais de um ramo, a
226
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velocidade d’água diminui, e, portanto, se reduz também a força de


transporte dos materiais.

11.1.1.2 Cadastro Técnico de Microdrenagens

O cadastramento da drenagem urbana do município deverá ser elaborado


por meio de um sistema corporativo de geoprocessamento que identificará e
armazenará os dados relativos às microdrenagens existentes.
O geoprocessamento é uma abordagem multidisciplinar que combina
diferentes áreas do conhecimento, como a tecnologia de informação, métodos
matemáticos, cartografia e geografia.
As técnicas e metodologias aplicadas no geoprocessamento estão
relacionadas à aquisição, armazenamento, tratamento de dados e representações
de dados e informações georreferenciadas, isto é, dados e informações
referenciados a um sistema de coordenadas conhecidas.
Ao ser aplicado na administração pública, o objetivo principal de um
sistema de geoprocessamento é a centralização das diferentes bases de dados
existentes, contribuindo na integração das informações. Outro fator importante está
no auxílio de tomada de decisão, de forma rápida e eficiente, configurando-se em
um suporte fundamental para o planejamento urbano em suas diversas dimensões.

11.1.1.3 Manutenção das Redes de Micro e Macrodrenagens

O município deve elaborar um programa para desassoreamento e


manutenção dos sistemas de micro e macrodrenagem, abrangendo a desobstrução
de córregos, rios, canais, bueiros e tubulações e os dispositivos que compõem a
microdrenagem. Esta medida visa à remoção de todos os detritos (areia,
pedregulhos, rochas em decomposição, restos de vegetação, dentre outros)
depositados ao longo do sistema de drenagem, principalmente em pontos onde
causa obstrução na passagem das águas pluviais em períodos de chuvas intensas.
Deve propor a promoção da limpeza urbana, da reciclagem de rejeitos e do
reaproveitamento de resíduos sólidos para reduzir o descarte nos cursos d´água;
Como prevê a Lei Municipal nº 50/2006, que instituiu o Plano Diretor, em
seu artigo 29º, parágrafo 2º e inciso III, que tem como ações estratégicas a
227
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implantação de medidas não estruturais de prevenção de inundações, tais como


controle de erosão, especialmente em movimentos de terra, controle de transporte e
deposição de entulho e lixo, combate ao desmatamento, assentamentos
clandestinos e a outros tipos de invasões nas áreas com interesse para drenagem,
desassoreamento, limpeza e manutenção dos cursos d’ água, canais e galerias do
sistema de drenagem.
O programa de manutenção preventiva terá prevalência sobre o programa
de manutenção corretiva, refletindo em um sistema de drenagem eficiente, evitando
a ocorrência de alagamentos em pontos isolados na cidade.
O programa deverá garantir a manutenção preventiva da rede de
drenagem pluvial e seus dispositivos de coleta, ao menos duas vezes ao ano. Caso
ocorram pontos de alagamentos isolados em locais onde a manutenção preventiva
foi realizada de forma adequada, deverão ser realizados estudos complementares
para verificar se a rede está subdimensionada.

11.1.1.4 Redimensionamento dos Dispositivos Existentes

Na fase do diagnóstico de drenagem urbana, foram detectadas carências


relacionadas às microdrenagens. Em período de extrema precipitação impedem o
deflúvio ocasionando alagamentos em pontos isolados. O PMSB sugere que sejam
feitos estudos para verificar a eficiência das atuais redes de drenagem possibilitando
a elaboração de projeto para o redimensionamento das tubulações existentes,
procurando eliminar os atuais problemas encontrados.

11.1.1.5 Ampliação das Redes de Microdrenagens

O programa trata da implantação de redes de drenagem em conjunto com


a pavimentação das vias urbanas não atendidas. Seguindo o princípio da
universalização do sistema considera-se que ao longo do PMSB todas as ruas
existentes em área urbana, e aquelas que forem criadas, sejam atendidas com
execução de sistema de microdrenagem, promovendo a eficiência do setor.
De acordo com o Plano Diretor de Araquari, em seu artigo 28º, são
diretrizes do saneamento ambiental a complementação da rede coletora de águas
pluviais e do sistema de drenagem nas áreas urbanizadas do território, de modo a
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minimizar a ocorrência de alagamentos.


Para os novos loteamentos, o mesmo estabelece, em seu artigo 199º, a
obrigatoriedade de implantação do sistema viário com drenagem e revestimento
primário em todas as vias, implantação da rede de drenagem pluvial e sistema de
tratamento de esgoto sanitário. No horizonte do PMSB é prevista a universalização
da pavimentação e redes de microdrenagens nas vias existentes.

11.1.1.6 Mapeamento das Áreas de Risco

A implantação deste programa trata da definição das áreas ocupadas nas


margens do leito de inundação das macrodrenagens e das zonas de
regulamentação quando existirem. Deve estabelecer a adequação ao que está na
legislação vigente (Lei nº. 12.608/12), devendo ser aplicada para a proteção das
margens de rios e suas matas ciliares.
O objetivo principal é fornecer ações para identificar, caracterizar e
orientar a tomada de decisões para a redução dos danos resultantes desses
processos, principalmente dos escorregamentos, erosões diversas, assoreamento e
inundações, com prejuízo a infraestrutura existente e populações sujeitas a estes
riscos.
Na Lei Municipal nº 50/2006, artigo 157º, fica vedado o parcelamento de
solo para fins urbanos, o uso e a ocupação de terrenos alagadiços e sujeitos a
inundação.
A Lei nº 12.608/2012, que institui a Política Nacional de Proteção e
Defesa Civil, obriga os municípios a criarem o Plano Municipal de Áreas de Risco
(PMRR), cujo objetivo é mapear as áreas com riscos e posteriormente planejar
ações a serem implantadas para redução dos problemas gerados com os desastres
causados pelas enchentes, escorregamentos de encostas, erosões.
O mapeamento dos riscos é considerado um instrumento essencial no
registro da atual situação e no acompanhamento de transformações futuras,
identificando a problemática das áreas a serem feitas intervenções, criando cadastro
socioeconômico das famílias que residem nestas áreas.
O PMSB dará ao gestor municipal ferramentas para conhecer a evolução
das áreas de risco do seu município, elaborando e readequando as leis que regem o

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planejamento urbano.

11.1.1.7 Desassoreamento das Macrodrenagens

A proteção contra o assoreamento é caracterizada pela boa cobertura de


mata ciliar nas margens dos rios. Sem essa proteção ocorrem diversos prejuízos
ecológicos, entre eles, a dificuldade de operação no tratamento de água para
abastecimento humano, entupimento das tubulações de captação e assoreamento
dos cursos d’água, diminuindo sua seção de escoamento.
A ausência de mata ciliar aumenta gradativamente a taxa de escoamento
superficial, diminuindo a infiltração no solo. Essa situação contribui com os índices
de alagamento, e a qualidade da água do corpo hídrico possui profunda relação com
as condições de proteção do mesmo, uma vez que a erosão e o assoreamento do
rio prejudicam o correto desenvolvimento da flora e da fauna aquática, que
contribuem com a diminuição do índice de qualidade da água.
Esse programa sugere que seja realizado um efetivo controle dos
processos erosivos e do assoreamento dos cursos d’água, incluindo o
acompanhamento da evolução do estado de erosão e sedimentação nos corpos
hídricos próximos a área urbana, prevendo a identificação e erradicação de
ocupação em áreas de risco.
As diretrizes a serem adotadas no PMSB para reduzir o assoreamento
dos corpos d’água em regiões urbanizadas podem ser verificadas nos itens
seguintes:
 melhoria da qualidade da água, estabelecendo uma política
permanente para despoluição gradual dos córregos urbanos;
 busca da manutenção da morfologia natural do curso d´água;
 incentivo à preservação de áreas permeáveis nos lotes e utilização
de pavimentos permeáveis;
 orientação da expansão urbana, visando à proteção dos cursos
d´água;
 articulação do planejamento e da gestão de recursos hídricos com
o uso e ocupação do solo urbano;

230
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 manutenção dos cursos d´água em terreno natural, quando


possível, ou a sua conformação, buscando reduzir a velocidade
das águas e recuperar as condições naturais da morfologia do
curso d´água, o que possibilitará a revitalização de ecossistemas;
 construção de coletores, interceptores, emissários e estações
elevatórias e de tratamento de esgotos;
 construção de parques lineares, centros esportivos e áreas de lazer
nos fundos de vale;
 reflorestamento das margens dos rios localizados em terrenos de
propriedade pública;
 difusão à educação ambiental.

11.1.1.8 Cadastramento e Preservação de Nascentes

O município deverá promover ações para cadastrar todas as nascentes


existentes nas bacias integrantes do município criando programa de apoio à
preservação dos corpos hídricos.
Na Lei Municipal nº 50/2006, artigo 20º, orienta as ações estratégicas
permitindo criar mecanismos de incentivo à preservação das áreas naturais do
município.
A Tabela 41 apresenta os programas, projetos e as ações com seus
respectivos custos para o Sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem
Urbana.

231
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Tabela 41 – Programas, projetos, ações para o sistema de manejo de águas pluviais de drenagem urbana.
AÇOES/PRAZOS/CUSTOS (R$) Pri Responsáv
Priorid Custo total das Fontes de
Setor Programa Projeto orid el pelo
ade Emerg. Custo (R$) Curto Custo (R$) Médio Custo (R$) Longo Custo (R$) ações (R$) Financiamento
ade Programa
Elaborar
Plano Diretor
dispositivos
Municipal de Secretaria
legais para Recursos
Manejo de de Obras e
implantação e 30.000,00 I 30.000,00 próprios do
Águas Pluviais e Serviços
conservação município
Drenagem Públicos
da drenagem
Urbana
Estruturação urbana
I
do Setor Elaborar
Cadastro cadastro
Secretaria
Técnico da técnico Recursos
de Obras e
Microdrenagem georreferencia 58.875,82 I 58.875,82 próprios do
Serviços
do das redes município
SISTEMA DE MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DRNAGEM URBANA

do município Públicos
de drenagens
Existentes
Limpeza e
Limpeza e Limpeza e Limpeza e
conservação
conservação conservação das conservação Secretaria
Manutenção das das Recursos
das tubulações, tubulações, das tubulações, de Obras e
Redes de tubulações, 578.055,26 1.634.014,25 2.049.348,05 6.601.352,61 I 10.862.770,18 próprios do
caixas caixas caixas Serviços
Microdrenagens caixas município
receptoras e receptoras e receptoras e Públicos
receptoras e
sarjeta sarjeta sarjeta
sarjeta
Ministério das
Manutenção e
Redimensiona Redimensionar Cidades
Universalizaçã Redimensionam Secretaria
r as redes de as redes de (Secretaria
o das Redes ento das de Obras e
I drenagens nos 36.873,18 drenagens nos 74.817,87 I 111.691,05 Nacional de
de microdrenagens Serviços
locais de locais de Saneamento
Microdrenagen existentes Públicos
alagamentos alagamentos Ambiental)
s
(SNSA)
Ministério das
Ampliar
Substituir as Cidades
substituir as Secretaria
Substituição das redes de (Secretaria
redes de de Obras e
Redes de microdrenage 744.738,87 1.570.573,68 I 2.315.312,55 Nacional de
microdrenagem Serviços
Microdrenagem m nas ruas Saneamento
nas ruas Públicos
pavimentadas. Ambiental)
pavimentadas.
(SNSA)
Mapear áreas
Agência
Mapeamento com riscos de
Secretaria Nacional das
das Áreas de inundação ao
de Obras e Águas (OGU –
riscos de longo dos rios 128.100,00 I 128.100,00
Serviços Orçamento
Inundação/desli principais e
Públicos Geral da
Manejo de zamentos deslizamentos
União)
águas Pluviais I em encostas
Remoção de Remoção de Remoção de Remoção de Agência
Desassoreamen material material material material Secretaria Nacional das
to das assoreado e assoreado e assoreado e assoreado e de Obras e Águas (OGU –
2.420.703,87 4.911.751,26 2.978.646,36 8.021.380,54 I 18.332.482,03
Macrodrenagen conservação conservação conservação dos conservação Serviços Orçamento
s dos corpos dos corpos corpos hídricos dos corpos Públicos Geral da
hídricos do hídricos do do município hídricos do União)

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município município município

Redimensionam Ministério das


Redimensiona Redimensionar/
ento/ Cidades
r/ substituir as Substituir as Secretaria
(Secretaria
Substituição das galerias das galerias das de Obras e
30.532,35 56.192,25 I 86.724,60 Nacional de
galerias das macrodrenage macrodrenagen Serviços
Saneamento
macrodrenagen ns nos locais s nos locais de Públicos
Ambiental)
s de inundação inundação
(SNSA)
Agência
Elaborar Elaborar
Fundação Nacional das
Cadastramento Cadastro Cadastro
Municipal Águas (OGU –
e Preservação técnico das 369.220,80 técnico das 749.170,83 II 1.118.391,63
do Meio Orçamento
de Nascentes nascentes no nascentes no
Ambiente Geral da
município município
União)
Campanha de Campanha de Campanha de
Campanha de
conscientizaçã conscientização conscientização
conscientização
o para evitar para evitar para evitar
para evitar Fundação
Não ocupação ocupação de ocupação de ocupação de Recursos
ocupação de Municipal
de Áreas de áreas de APP 36.447,51 áreas de APP 62.853,69 52.520,72 áreas de APP 111.437,45 II 263.259,37 próprios do
áreas de APP ou do Meio
Risco ou ou ou município
especialmente Ambiente
especialmente especialmente especialmente
protegidas por
protegidas por protegidas por protegidas por
lei
lei lei lei
Campanha de
Campanha de Campanha de
conscientizaçã Campanha de
conscientização conscientização
o para conscientização
para para
preservação para Secretaria
Educação preservação dos preservação dos Recursos
II dos preservação dos de Obras e
Ambiental 36.447,51 dispositivos de 62.853,69 52.520,72 dispositivos de 111.437,45 II 263.259,37 próprios do
dispositivos de dispositivos de Serviços
microdrenagem microdrenagem município
microdrenage microdrenagem Públicos
e e
me e
Preservação macrodrenagen macrodrenagen
Macrodrenage macrodrenagens
das Macro e s s
ns
Microdrenagens
Campanha de
conscientizaçã Campanha de Campanha de Campanha de
Secretaria
o para conscientização conscientização conscientização Recursos
de Obras e
reutilização e 36.447,51 para reutilização 62.853,69 para reutilização 52.520,72 para reutilização 111.437,45 II 263.259,37 próprios do
Serviços
retenção das e retenção das e retenção das e retenção das município
Públicos
águas da águas da chuva águas da chuva águas da chuva
chuva

Ministério das
Pavimentação Cidades (PAC
Implantação da Pavimentação Pavimentação Pavimentação Secretaria
Pavimentação de todas as 3–
Pavimentação 33.564.546,2 de todas as vias 68.104.448,6 de todas as vias de todas as vias 167.120.962,2 336.589.996,1 de Obras e
das Vias II vias da área 67.800.038,94 II Pavimentação
nas Vias 5 da área urbana 8 da área urbana da área urbana 8 4 Serviços
Municipais urbana do e Qualificação
Urbanas do município do município do município Públicos
município de Vias
Urbanas)

38.070.988,9 77.289.529,8 182.078.007,7


CUSTO TOTAL (R$) 72.985.595,51 R$ 370.424.122,10
3 7 9

233
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11.2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Os programas, projetos e ações apresentados estão referenciados a partir


das necessidades e carências descritas no Diagnóstico do Sistema de
Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário, com base em informações da
CASAN de Araquari, tendo em vista a principal fonte de financiamento a própria
concessionária de serviços de água e esgoto.

11.2.1 Programa de metas institucionais e jurídico-legais

Como ação emergencial desse programa, está a fiscalização contínua nas


áreas de proteção de mananciais superficiais para coibir contaminação destes
devido a esgoto sanitário, resíduos sólidos e atividades agrícolas. Conforme Lei nº
12.651/2012 (art. 4º, incisos I e IV), que dispõe sobre a proteção da vegetação
nativa e área de preservação permanente.

11.2.2 Programa de identificação, proteção e controle de mananciais


superficiais e subterrâneos

Este programa inclui Projeto de ações de controle de despejos de esgoto


sanitário e resíduos sólidos e de atividades agrícolas para manter a integridade do
entorno do manancial rio da Rua das Carpas conforme Inciso II do artigo 4º da Lei nº
12.651 de 25 de maio de 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa e
Área de Preservação Permanente (APP), inserindo ações de curto prazo para
controle de contaminantes em mananciais superficiais.
Principais mananciais subterrâneos e superficiais passíveis de utilização
para o abastecimento de água na área de planejamento
Segue descrição dos principais mananciais subterrâneos e superficiais
utilizados para abastecimento de água, sendo alternativas de mananciais para
atendimento da área de planejamento. As captações subterrâneas e superficiais
descritas não apresentam dados de outorga de uso, sendo necessário providenciar
emissão de outorga junto à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico
Sustentável (SDS), processo de licenciamento ambiental, sendo as alternativas
técnicas de engenharia existentes para atendimento da demanda calculada.

234
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ETA I – Centro, que abastece bairros Centro e Areias Pequenas, com


capacidade estimada de 3 L/s, tem captação de água subterrânea através de três
(03) poços artesianos tubulares, denominados P1, P2 e P4, com profundidades de
100, 100 e 120 metros respectivamente, conforme dados da CASAN.
ETA II – Icaraí opera com uma capacidade estimada de 1,5 L.s-1, sendo
responsável pelo abastecimento de água do Loteamento Icaraí, localizado no Bairro
Porto Grande, com captação de água subterrânea em um (01) poço artesiano
tubular, denominado P6, com profundidade de 200 metros, conforme dados da
CASAN.
ETA III – Ponto Alto opera com capacidade estimada de 5 L.s-1 e tem
captação de água subterrânea feita a partir de dois (02) poços artesianos tubulares,
denominados P9 e P10, com profundidades de 200 e 50 metros, respectivamente,
conforme dados da CASAN.
ETA IV – Itinga opera com capacidade estimada de 15 L.s -1, sendo 8 L.s-1
proveniente de captação de água subterrânea é realizada a partir de um (01) poço
artesiano tubular, denominado P11 com profundidade de 200 metros, e 7 L.s-1 de
captação superficial captada diretamente do manancial superficial rio das Carpas,
conforme dados da CASAN.
A produção de água da CASAN atualmente atende apenas 60% da
população urbana, sendo necessário investimento para construção de estações de
tratamento de água, que venham suprir a demanda total de população urbana.
Considerando dados de CASAN (Relatório BADOP/2014) a população
urbana de 30.593 habitantes e consumo per capita adotado de 160 L/hab.d, haveria
demanda média de 56,65 L.s-1, demanda de consumo máximo diário de 67,98 L.s-1 e
demanda de consumo máximo horário de 101,97 L.s-1. Para suprir esta demanda,
haveria necessidade de implantação de uma ETA com capacidade de 100 L.s-1.
Conforme informado por funcionários da Prefeitura Municipal e cidadãos, haveria um
projeto de ETA com captação do rio Piraí e capacidade de 100 L/s (1ª etapa) + 100
L/s (2ª etapa) para atender a necessidade do município. Haveria previsão de
implantação da ETA Piraí em local próximo ao Loteamento Industrial VTO, ao lado
da FORTLEV. O manancial superficial rio Piraí tem grande potencial para suprir
demanda atual e futura de captação devido à elevada vazão, no entanto, apresenta
turbidez e recebe contaminações de atividades agrícolas, esgoto sanitário.
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De acordo com dados do site da CASAN (09.09.2014), haveria obras


estruturais para construção de duas novas estações de tratamento de água, ETA
Divisa Barra do sul com capacidade de 25 L/s e outra de 50 L/s. Não foram
fornecidos pela CASAN quaisquer dados de projeto e implantação de ETA de 25 L/s
(Divisa Barra do Sul) bem como apenas uma citação neste site referente a outra
ETA de capacidade de 50 L/s a ser abastecida provavelmente com água do rio Piraí.
Portanto, o rio Piraí oferece capacidade de vazão adequada à demanda
necessária para atender a área de planejamento. No entanto, necessitando de
avaliação de qualidade da água para abastecimento e tecnologia compatível para
implantação de ETA, vazão outorgável e licenciamento ambiental específico.
Nascentes dos rios Icaraí e Parati podem ser investigadas tendo em vista a
avaliação de qualidade de água e capacidade de vazão, visto a carência em
produção de água de abastecimento deste município.

11.2.3 Programa de ampliação, manutenção e modernização SAA

A partir dos dados de projeções de demanda e prospectivas técnicas e de


informações oriundas dos diagnósticos (dados primários e secundários),
recomendações técnicas, bibliografias especializadas e recomendações legais foram
definidos projetos de ampliação, manutenção e modernização dos SAA.
Este programa inclui projetos de ampliação, manutenção e modernização
dos SAA ETA I – Centro, ETA II – Icaraí, ETA III – Ponto Alto, ETA IV – Itinga, bem
como projeto e implantação de novas ETA, tais como ETA Piraí para ampliar
capacidade de tratamento de água.
Considerando limitações atuais de atendimento dos planos de
amostragens dos sistemas SAA ETA I, ETA II, ETA III, ETA IV à Portaria nº
2.914/2011, sugere-se como metas a elaboração de plano de amostragens que
atendam à Portaria n° 2.914 e à autoridade municipal de saúde pública e a
instalação de um laboratório de controle analítico de turbidez, cor, cloro residual
livre, pH, fluoreto, coliformes totais e fecais para melhor atendimento a este plano de
amostragens das SAA.
Considerando limitações atuais operacionais de processos de
desinfecção dos sistemas SAA ETA II, ETA III, ETA IV, sugere-se como meta:

236
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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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Instalação de agitador mecânico em tanque de preparo/dosagem de suspensão de


hipoclorito de cálcio para homogeneização constante da suspensão.
Considerando limitações atuais operacionais de processos de
desinfecção dos sistemas SAA ETA II, ETA IV, sugere-se como meta: instalação de
casa de química com cobertura para operação de tanque de preparo/dosagem de
suspensão de hipoclorito de cálcio para homogeneização constante da suspensão.
Procedimentos de qualidade e gestão ambiental em SAA, Ampliação e
substituição de redes também estão incluidos.

11.2.4 Programa de controle de perdas e uso racional da água

Este programa inclui projeto de redução do índice de perdas totais na


rede de distribuição de água, tendo em vista reduzir perdas de distribuição para 10%
no final do PMSB.
Realizar campanhas de combate a fraudes em ligações de água e do uso
consciente da água incentivando a redução do desperdício doméstico de água
tratada através de distribuição de informativos à população com procedimentos para
detecção de vazamentos em elementos da instalação hidráulica, tais como válvulas
e torneiras, extravasores (torneira da boia) em caixas d´água, válvulas de vaso
sanitário.

11.2.5 Programa de monitoramento de qualidade e dos padrões de potabilidade


da água

Este programa inclui campanhas contínuas de conscientização para:


- incentivo à redução do desperdício doméstico de água tratada através
de distribuição de informativos à população com procedimentos para detecção de
vazamentos em elementos da instalação hidráulica, tais como válvulas e torneiras,
extravasores (torneira da bóia) em caixas d´água, válvulas de vaso sanitário; e
- incentivo à redução de contaminações em caixas d’água através da
distribuição de informativos à população com procedimentos para limpeza e
higienização destes reservatórios. Campanhas de consumo de água tratada para
prevenção de doenças de veiculação hídrica e riscos de consumo de água não
tratada.

237
Prospectiva, Planejamento Estratégico, Programas, Projetos, Ações, Plano de Execução,
Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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A Tabela 42 apresenta os programas, projetos e as ações com seus


respectivos custos para o sistema de abastecimento de água.

238
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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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Tabela 42 – Programas, projetos, ações para o sistema de abastecimento de água.


Ações/Prazo/Custos (R$) Priori Responsável
Se- dade Custo total das Fontes de
Programa Priori Projeto pelo
Tor Emergencial Custo Curto Custo Médio Custo Longo Custo ações (R$) financiamento
dade programa
Fiscalização
Fiscalização
contínua nas FUNDEMA, FUNDEMA,
contínua nas
Metas áreas de proteção Prefeitura Prefeitura
I áreas de I
institucionais e de mananciais Municipal e Municipal e
proteção de
jurídico-legais superficiais Câmara de Câmara de
mananciais
conforme Lei nº Vereadores Vereadores
superficiais
12.651/2012
Programa de Ações de Ações de
identificação, controle de controle de
proteção e despejos e contaminantes
I
controle de contaminantes em mananciais 15.000,00 15.000,00 CASAN CASAN
mananciais I em mananciais subterrâneos
superficiais e conforme Lei nº conforme Lei nº
subterrâneos 12.651 12.651 (1)
Projeto e
implantação de
ETA Divisa Barra
I
do Sul, compacta CEF/OGU/AF
Sistema de Abastecimento de Água

700.000,00 700.000,00 CASAN


convencional, D/JICA
capacidade 25
L/s, captação rio
Conquista
Instalação de
agitador 3.500,00
mecânico no
I
tanque de
CASAN CASAN
preparo/dosagem 3.500,00
hipoclorito de
cálcio - ETA II –
Projeto de Icaraí (2)
ampliação,
manutenção e Instalação de
modernização casa de química – 7.000,00 I 7.000,00 CASAN CASAN
do SAA ETA II – Icaraí (3)
Instalação de
agitador
mecânico no
3.500,00 I
tanque
3.500,00 CASAN CASAN
preparo/dosagem
Programa de hipoclorito de
ampliação, cálcio, ETA III –
manutenção e Ponto Alto (4)
modernização Instalação de
do Sistema de agitador
Abastecimento mecânico no
de Água (SAA) 3.500,00 I 3.500,00 CASAN CASAN
tanque
preparo/dosagem
hipoclorito de
cálcio, ETA IV –

239
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Ações/Prazo/Custos (R$) Priori Responsável


Se- dade Custo total das Fontes de
Programa Priori Projeto pelo
Tor Emergencial Custo Curto Custo Médio Custo Longo Custo ações (R$) financiamento
dade programa
Itinga (5)
Instalação de
Casa de Química 7.000,00 I 7.000,00 CASAN CASAN
– ETA IV – Itinga
(6)
Instalação de
sistema de 3.000,00 3.000,00
I
macromedição na CASAN CASAN
I
saída da ETA IV –
Itinga.
Instalação de
laboratório de
controle analítico
I 150.000,00
de turbidez, cor, 150.000,00 CASAN CASAN
cloro residual
livre, pH, fluoreto,
bacteriológico (7);
Projeto e Ampliação de
implantação de ETA
ETA convencional convencional
1.000.000,00 CEF/OGU/AF
com captação do 2.000.000,00 com captação CASAN
I 3.000.000,00 D/JICA
rio Piraí e do rio Piraí e
capacidade de capacidade de
100 L/s (8); 150 L/s;
Obtenção de
licenciamento
ambiental da ETA CASAN CASAN
convencional (rio 5.000,00 I 5.000,00
Piraí);
Projeto e
implantação de 300.000,00
Estação de CEF/ OGU/
CASAN
Tratamento de I 300.000,00 AFD/ JICA
Lodo (ETL) da
ETA Rio (9);
Adequações de
amostragens de
parâmetros de
saída do sistema
de tratamento das I CASAN CASAN
ETA I, II, III, IV,
para atendimento
à Portaria nº
2914/2011;
Obtenção de
licenciamento 20.000,00 20.000,00 CASAN CASAN
ambiental das I
ETA I, II, III, IV;

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Ações/Prazo/Custos (R$) Priori Responsável


Se- dade Custo total das Fontes de
Programa Priori Projeto pelo
Tor Emergencial Custo Curto Custo Médio Custo Longo Custo ações (R$) financiamento
dade programa
Implantação de
rede de
abastecimento
500.000,00 I
dos bairros
500.000,00 CASAN CASAN
Corveta, Rainha,
Itapocu, Barra do
Itapocu e Morro
Grande;
Implantação do
cadastro técnico
100.000,00 100.000,00 CASAN CASAN
georreferenciad II
o do SAA (10);
Implantar
procedimentos
de qualidade e
100.000,00 III 100.000,00 CASAN CASAN
gestão
ambiental em
SAA (11);

Estimativa de Estimativa de Estimativa de Estimativa de


Ampliação e
ampliação e ampliação e ampliação e ampliação e
substituição de 1.772.847,93 931.370,60 989.563,20 2.569.958,87 II CASAN CASAN
substituição de substituição de substituição de substituição de 6.263.740,60
redes
redes redes redes redes

Ampliação e Estimativa de Estimativa de Estimativa de Estimativa de


substituição de ampliação e ampliação e ampliação e ampliação e
682.753,71 432.942,67 494.809,24 1.034.362,48 II 2.644.868,10 CASAN CASAN
redes na área substituição de substituição de substituição de substituição de
rural redes redes redes redes
Programa de Reduzir índice Reduzir índice
Redução do Reduzir índice de
controle de de perdas de perdas
índice de perdas físicas de 100.000,00 100.000,00 100.000,00 300.000,00 CASAN CASAN
perdas e uso II físicas de 25% físicas de 15% II
perdas 35% para 25%
racional da água para 15% para 10%
Programa de
monitoramento Melhorar
Campanha Campanha Campanha Campanha
de qualidade e campanhas de
contínua de 15.000,00 contínua de 25.000,00 contínua de 20.000,00 contínua de 40.000,00 II 100.000,00 CASAN CASAN
dos padrões de II consumo de
conscientização conscientização conscientização conscientização
potabilidade da água tratada
água
Total 6.273.101,64 1.604.313,30 2.604.372,44 3.744.321,35 14.226.108,70
Obs.:
Resumo de Projeto ou Ação Projeto ou Ação detalhado
(1) Ações de controle de contaminantes em mananciais Ações de controle de despejos de esgoto sanitário e resíduos sólidos e de atividades agrícolas para manter a integridade do entorno do
superficiais conforme Lei nº 12.651 manancial rio da Rua das Carpas conforme Inciso II do Art. 4º da Lei nº 12.651 de 25 de maio de 2012, que dispõe sobre a proteção da
vegetação nativa e Área de Preservação Permanente (APP).
(2) Instalação de agitador mecânico no tanque de Instalação de agitador mecânico no tanque de preparo/dosagem de suspensão hipoclorito de cálcio para homogeneização constante da
preparo/dosagem hipoclorito de cálcio - ETA II – suspensão de cloro na ETA II – Icaraí;
Icaraí;
(3) Instalação de casa de química – ETA II – Icaraí; Instalação de casa de química para tanque de preparo/dosagem de suspensão de hipoclorito de cálcio na ETA II – Icaraí;

241
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(4) Instalação de agitador mecânico no tanque de


Instalação de agitador mecânico no tanque de preparo/dosagem de suspensão hipoclorito de cálcio para homogeneização constante da
preparo/dosagem hipoclorito de cálcio - ETA III –
suspensão de cloro na ETA III – Ponto Alto;
Ponto Alto;
(5) Instalação de agitador mecânico no tanque de
Instalação de agitador mecânico no tanque de preparo/dosagem de suspensão hipoclorito de cálcio para homogeneização constante da
preparo/dosagem hipoclorito de cálcio - ETA IV –
suspensão de cloro na ETA IV – Itinga;
Itinga;
(6) Instalação de Casa de Química – ETA IV – Itinga; Instalação de Casa de Química para tanque de preparo/dosagem de suspensão de hipoclorito de cálcio na ETA IV – Itinga;
(7) Instalação de laboratório de controle analítico de
Instalação de laboratório de controle analítico de turbidez, cor, cloro residual livre, pH, fluoreto, bacteriológico para atendimento da
turbidez, cor, cloro residual livre, pH, fluoreto,
Portaria nº 2.914/2011;
bacteriológico;
(8) Projeto e implantação de ETA convencional com Projeto e implantação de ETA convencional com captação do rio Piraí e capacidade de 100 L/s (1ª etapa) + 100 OL/s (2ª etapa) para
captação do rio Piraí e capacidade de 100 L/s; atender demanda do município com previsão de implantação em local próximo aos fundos do Loteamento Industrial VTO e FORTLEV.
(9) Projeto e implantação de Estação de Tratamento de Projeto e implantação de Estação de Tratamento de Lodo (ETL) de ETA Rio Piraí sendo previsto tratamento e destinação final do lodo do
Lodo (ETL) de ETA Rio; efluente de lavagem dos filtros e de descarga do fundo dos decantadores para atendimento à legislação ambiental.
(10) Implantação do cadastro técnico georreferenciado do
Implantação do cadastro técnico georreferenciado do SAA (redes de abastecimento de água).
SAA
(11) Implantar procedimentos de qualidade e gestão Implantar procedimentos de qualidade e gestão ambiental em SAA conforme certificações ISO 9001:2000 e ISO 14001:2004,
ambiental em SAA respectivamente.

242
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11.3 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Os programas, projetos e ações apresentados estão referenciados a partir


das necessidades e carências descritas no Diagnóstico do Sistema de
Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário com base em informações da
CASAN de Araquari, tendo em vista a principal fonte de financiamento a própria
concessionária de serviços de água e esgoto.

11.3.1 Programa de Implantação, operação, manutenção e ampliação do


Sistema de Esgotamento Sanitário (SES)

Este programa inclui projetos para implantação de sistemas de


esgotamento sanitário (SES) com ações emergenciais, curto, médio e longo prazo,
adequação legal dos SES com ações de prazo imediato e médio e longo prazo;
gestão e qualidade dos SES com ações de longo prazo.

11.3.2 Programa de orientação da população em relação à implantação de SES

Este programa inclui implantação de campanhas de orientação de


interligação correta da rede coletora e cobrança de tarifas após implantação dos
SES e de orientação quanto aos transtornos causados pelas obras de implantação
de redes coletoras e ligações domiciliares.

11.3.3 Programa de monitoramento de sistemas individuais de tratamento de


esgoto em área sem SES

Este programa inclui ações de fiscalização contínua dos domicílios sem


instalação adequada de sistemas de tratamento individuais em área urbana sem
SES; fiscalização contínua dos domicílios sem instalação adequada de sistemas de
tratamento individuais em área rural sem SES; campanha contínua para orientação
quanto à remoção com segurança sanitária e correta disposição final dos resíduos
de fossas sépticas e filtros anaeróbios; campanha contínua para orientação de
correta manutenção e limpeza de caixas de gordura, tanques sépticos e filtros
anaeróbios; campanha contínua para orientação de implantação de sistemas de
tratamento individuais em áreas rurais.
243
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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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A Tabela 43 apresenta os programas, projetos e ações com seus


respectivos custos para o sistema de esgotamento sanitário.

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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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Tabela 43 – Programas, projetos, ações para o sistema de esgotamento sanitário.


Se Priori Ações/Prazo/Custos (R$) Priorida Custo total das Responsável pelo Fontes de
Programa Projeto
tor dade Emergen-Cial Custo Curto Custo Médio Custo Longo Custo de ações (R$) programa financiamento

Projeto e
Projeto e
implantação Implantação
implantação da 15.068.833,0 CEF/OGU/AFD/
da 1ª etapa do 11.743.270,01 de rede de 9.812.491,15 I 36.578.883,73 CASAN
2ª etapa do SES 4 JICA
SES Centro, esgoto
Centro (2);
cap. 12 L/s (1);
Projeto e Projeto e
implantação implantação da Implantação
18.239.468,4 CEF/OGU/AFD/
da 1ª etapa do 17.145.174,20 2ª etapa do SES de rede de 7.466.025,88 I 43.044.472,71 CASAN
4 JICA
SES Itinga, Itinga, cap. 30 esgoto
cap. 30 L/s (3); L/s (4)
Projeto e
Implantar implantação
Sistema de de SES
Esgotamento incluindo rede
Sanitário (SES) coletora, CEF/OGU/AFD/
1.233.934,68 I 1.233.934,68 CASAN
emissário e JICA
ETE tipo
compacta para
Implantação, atender bairro
Rainha;
Sistema de Esgotamento Sanitário

operação,
manutenção
Implantar
e ampliação
sistema de
do Sistema I
esgotamento
de CEF/OGU/AFD/
sanitário 1.000.000,00 I 1.000.000,00 CASAN
Esgotamento JICA
(SES) em
Sanitário
todo o
(SES)
município;
Obtenção de
outorgas de
lançamento de 4.000,00 II 4.000,00 CASAN CASAN
esgoto tratado
Adequação (5)
legal do Sistema
de Esgotamento Obtenção de
Sanitário (SES) Licenciamento
s Ambientais
32.000,00 II 32.000,00 CASAN CASAN
de SES Centro
e SES Itinga
(6)
Implantar
Gestão e
procedimento
Qualidade do
s de
Sistema de 100.000,00 III 100.000,00 CASAN CASAN
qualidade e
Esgotamento
gestão
Sanitário (SES)
ambiental
Programa de Campanha de Campanha de
orientação 5.000,00 5.000,00 II 10.000,00 CASAN CASAN
Implantação de orientação (7) orientação (7)
da população
II campanhas de
em relação à
orientação Campanha de Campanha de
implantação 5.000,00 5.000,00 II 10.000,00 CASAN CASAN
do SES. orientação (8) orientação (8)

245
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Se Priori Ações/Prazo/Custos (R$) Priorida Custo total das Responsável pelo Fontes de
Programa Projeto
tor dade Emergen-Cial Custo Curto Custo Médio Custo Longo Custo de ações (R$) programa financiamento

Fiscalização
Fiscalização Fiscalização
Fiscalização contínua dos
contínua dos contínua dos
contínua dos domicílios
domicílios sem domicílios sem Vigilância Vigilância
domicílios sem sem
instalação instalação I Sanitária Sanitária
instalação instalação
adequada em adequada em Municipal Municipal
adequada em adequada em
área urbana área urbana
Implantação de área urbana (9). área urbana
(9) (9)
fiscalização (9)
contínua de Fiscalização
domicílios Fiscalização Fiscalização Fiscalização contínua dos
contínua dos contínua dos contínua dos domicílios
Vigilância Vigilância
domicílios sem domicílios sem domicílios sem sem
I Sanitária Sanitária
instalação instalação instalação instalação
Municipal Municipal
adequada em adequada em adequada em adequada em
área rural (10) área rural (10) área rural (10) área rural
(10)
Programa de
monitoramen Campanha Campanha Campanha
Campanha
to de contínua de contínua de contínua de
contínua de Vigilância Vigilância
sistemas orientação orientação orientação
15.000,00 15.000,00 orientação para 15.000,00 15.000,00 I 60.000,00 Sanitária Sanitária
individuais Implantação de para para para
disposição de Municipal Municipal
de campanha disposição de disposição de disposição de
resíduos (11)
tratamento contínua de resíduos (11) resíduos (11) resíduos (11)
de esgoto limpeza de Campanha
em área sem instalações e Campanha Campanha
Campanha contínua de
Sistema de disposição final contínua de contínua de
contínua de orientação Vigilância Vigilância
Esgotamento de resíduos orientação orientação
15.000,00 15.000,00 orientação para 15.000,00 para 15.000,00 I 60.000,00 Sanitária Sanitária
Sanitário para para
manutenção e manutenção Municipal Municipal
(SES) manutenção e manutenção e
limpeza (12) e limpeza
limpeza (12) limpeza (12)
(12)
I
Implantação de Campanha Campanha Campanha
Campanha
campanha contínua para contínua para contínua para
contínua para
contínua para orientação de orientação de orientação de
orientação de Vigilância Vigilância
orientação de implantação implantação implantação
implantação de I Sanitária Sanitária
implantação de de tratamentos de tratamentos de tratamento
tratamentos Municipal Municipal
tratamentos individuais em individuais em individuais
individuais em
individuais em áreas rurais áreas rurais em áreas
áreas rurais (13)
áreas rurais (13) (13) rurais (13)
Serviço Serviço Serviço
Implantação de
contínuo de contínuo de Serviço contínuo contínuo de
serviço contínuo Vigilância Vigilância
regularização regularização de regularização regularização
de regularização I Sanitária Sanitária
de empresas de empresas de empresas de de empresas
de empresas de Municipal Municipal
de limpa fossa de limpa fossa limpa fossa (14) de limpa
limpa fossa
(14) (14) fossa (14)
Total 30.162.378,89 76.000,00 33.338.301,5 18.408.517,03 81.985.197,42

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Obs.:
Resumo de Projeto ou Ação Projeto ou Ação detalhado
(1) Projeto e implantação da 1ª etapa do Projeto e implantação da 1ª etapa do SES Centro, incluindo 4.510 m rede de esgoto, 526 ligações, 7.443 hab., estações elevatórias, emissário e ETE tipo
SES Centro, cap. 12 L/s compacta, cap. 12 L/s para atender região central de Araquari. Fonte: Divisão de Projetos de Esgoto da CASAN (DIPE/GPR).
(2) Projeto e implantação da 2ª etapa do Projeto e implantação da 2ª etapa do SES Centro, incluindo 4.516 m rede coletora, 301 ligações, estações elevatórias, emissário e ETE tipo compacta. Fonte:
SES Centro, Divisão de Projetos de Esgoto da CASAN (DIPE/GPR).
(3) Projeto e implantação da 1ª etapa do Projeto e implantação da 1ª etapa do SES Itinga, incluindo 20.261 m rede de esgoto, 1.692 ligações, 12.435 hab., estações elevatórias, emissário e ETE tipo
SES Itinga, cap. 30 L/s compacta, cap. 30 L/s para atender bairro Itinga. Fonte: Divisão de Projetos de Esgoto da CASAN (DIPE/GPR).
(4) Projeto e implantação da 2ª etapa do Projeto e implantação da 2ª etapa do SES Itinga, incluindo 24.465 m rede de esgoto, 1.942 ligações, estações elevatórias, emissário e ETE tipo compacta, cap.
SES Itinga, cap. 30 L/s 30 L/s para atender bairro Itinga. Fonte: Divisão de Projetos de Esgoto da CASAN (DIPE/GPR).
(5) Obtenção de outorgas de lançamento Obtenção de outorgas de lançamento de esgoto tratado em corpo hídrico de SES Centro e SES Itinga junto à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável
de esgoto tratado (SDS)
(6) Obtenção de Licenciamentos Obtenção de Licenciamentos Ambientais de SES Centro e SES Itinga atendendo as condições de validade do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES)
Ambientais de SES Centro e SES Itinga
(7) Campanha de orientação Campanha de orientação de interligação correta da rede coletora e cobrança de tarifas após implantação do SES.
(8) Campanha de orientação Campanha de orientação quanto aos transtornos causados pelas obras de implantação de redes coletoras e ligações domiciliares.
(9) Fiscalização contínua dos domicílios Fiscalização contínua dos domicílios sem instalação adequada de sistemas de tratamento individuais em área urbana sem SES. Local com rede pluvial: fossa
sem instalação adequada em área séptica + filtro anaeróbio; Local sem rede pluvial: fossa séptica + filtro anaeróbio + sumidouro, conforme ABNT NBR 7229/93 e NBR 13969/97.
urbana
(10) Fiscalização contínua dos domicílios Fiscalização contínua dos domicílios sem instalação adequada de sistemas de tratamento individuais em área rural sem SES. Local sem rede pluvial: fossa
sem instalação adequada em área rural séptica + filtro anaeróbio + sumidouro, conforme ABNT NBR 7229/93 e NBR 13969/97.
(11) Campanha contínua de orientação para Campanha contínua para orientação quanto à remoção com segurança sanitária e correta disposição final dos resíduos de fossas sépticas e filtros anaeróbios.
disposição de resíduos
(12) Campanha contínua de orientação para Campanha contínua para orientação de correta manutenção e limpeza de caixas de gordura, tanques sépticos e filtros anaeróbios conf. ABNT NBR 7229/93 e
manutenção e limpeza NBR 13969/97.
(13) Campanha contínua para orientação de Campanha contínua para orientação de implantação de sistemas de tratamento individuais (tipo fossa séptica e filtro anaeróbio) em áreas rurais conforme
implantação de tratamento individuais ABNT NBR 7229/93 e NBR 13969/97 onde não há sistema de esgotamento sanitário (SES).
em áreas rurais

(14) Serviço contínuo de regularização de Serviço contínuo de cadastro, regularização, licenciamento ambiental e fiscalização de empresas de limpa fossa que atuam no município.
empresas de limpa fossa

247
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11.4 SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESIDUOS SÓLIDOS

O sistema de manejo de resíduos sólidos, quando gerenciado


inadequadamente, favorece a proliferação de problemas na ordem sanitária, que
tendem a refletir na qualidade de vida da população. A solução destes problemas
constitui-se em medidas e ações desempenhadas para promover a gestão dos
resíduos sólidos.
Desta forma, o alcance dos objetivos e metas propostos no PMSB foi
englobado dentro de Programas que devem ser implantados durante o período de
vinte anos. Oito Programas foram estabelecidos e seguem detalhados.
Esses programas foram divididos em projetos e ações, apresentados na
Tabela 44 e detalhados na sequência.

11.4.1 Programa de gerenciamento dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU)

Este programa tem como finalidade o gerenciamento correto dos resíduos


sólidos urbanos gerados no município, englobando desde o acondicionamento até a
destinação final dos mesmos.
Partindo do princípio de qualidade dos serviços, e conhecido que o bom
gerenciamento inicia na fase de acondicionamento adequado dos resíduos, projetou-
se a implantação de novas lixeiras públicas para o município (conjunto de duas
lixeiras de 50L com suporte de fixação, sendo uma para rejeito e uma para resíduos
recicláveis), com o objetivo de armazenar corretamente os resíduos, melhorar a
estética do município e diminuir os vetores que proliferam doenças.
Para o cálculo do número das lixeiras, utilizou-se como base referências
de implantações de lixeiras públicas localizadas a cada 100 metros, utilizando para
isso, a projeção populacional e o número de residências de Araquari.
Em caráter emergencial (3 anos) projetou-se a implantação de 300
conjuntos de lixeiras; em período curto (5 anos) 400 conjuntos; em período médio (4
anos) 280 conjuntos e em período longo (8 anos) 540 conjuntos. As lixeiras devem
ser utilizadas para expandir a quantidade e/ou fazer a troca das danificadas. Deve-
se, ainda, priorizar a implantação dessas lixeiras em locais com grande fluxo de
pedestres, como em praças públicas, igrejas, escolas, avenidas, passeios e órgãos
248
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públicos, dentre outros.


Nas localidades rurais, priorizando as que as residências não ficam em
aglomerados, projetou-se a implantação de 200 lixeiras de madeira de 400L. A
colocação de lixeiras comunitárias evita o destino inadequado dos resíduos e facilita
a coleta dos mesmos pela coleta pública.
A Figura 67 apresenta um modelo de lixeira comunitária de madeira de
400L que pode ser utilizada no município.

Figura 67 - Modelo de lixeira comunitária para o município de Araquari.

Fonte: IPAT/UNESC, 2015.

Para a segregação dos resíduos na origem, sugeriu-se que o município


crie leis específicas que estabeleçam a padronização das lixeiras nas residências.
Entretanto, para que o cumprimento da exigência seja efetivamente atendido, é
fundamental a fiscalização das residências e obras.
Na coleta, o serviço deve ser de qualidade e atender toda a população.
Os equipamentos de segurança e os caminhões devem estar de acordo com a
legislação específica, citada detalhadamente no diagnóstico do Sistema de Limpeza
Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos (PRODUTO C).
A fim de facilitar a todos os cidadãos a destinação correta para os
resíduos não coletados pela coleta pública, indicou-se a implantação de três pontos
de entrega voluntária (um PEV Central e dois PEV Simplificados), uma área de
transbordo e triagem (ATT) e uma área de manejo de RCC. Sugere-que o PEV
central, a área de manejo de RCC e a ATT sejam instalados no bairro Itinga, local de
maior contingência populacional do município, e os dois PEV Simplificados nos
249
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bairros Centro e Rainha, para atender o restante da população. Além das


implantações citadas acima, estabeleceu-se que o município regularize a situação
da área de transbordo existente, obtendo a Licença Ambiental de Operação (LAO)
do local. Deve-se considerar a possibilidade de consórcio intermunicipal para a
utilização em comum da ATT e da área de manejo de RCC e, assim, a divisão das
despesas.
O diagnóstico apontou que 26% do montante dos resíduos gerados no
município são compostos de matéria orgânica. Legalmente, conforme a Política
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os municípios não podem mais enviar para
aterro sanitário materiais passíveis de reciclagem e/ou reutilização. Para tanto se
estabeleceu a implantação de uma unidade de compostagem para receber o
material orgânico e podas e gerar composto orgânico. Orçou-se, além da unidade de
compostagem, uma pá carregadeira, uma peneira rotativa, kit de ferramentas, um
triturador de galhos e o licenciamento ambiental. Deve-se considerar a possibilidade
de Consórcio Intermunicipal para a utilização em comum da unidade de
compostagem e divisão dos custos.
Outro projeto é referente à sustentabilidade financeira da gestão dos
resíduos, no qual incube a revisão da Taxa de Coleta de Lixo, afirmando a garantia e
manutenção da qualidade dos serviços públicos e a estabilidade financeira da
concessionária. Essa ação deve ocorrer juntamente com a Agência Reguladora de
Serviços de Saneamento Básico do Estado de Santa Catarina (AGESAN).
Quanto aos resíduos de construção civil, se faz necessário a elaboração
do Plano de Gerenciamento dos RCC, que embasará o sistema de gestão desde o
acondicionamento até a destinação final. Através do diagnóstico, verificou-se a
existência de áreas com disposição irregular de RCC. Estabeleceu-se assim que
essas áreas e todas as outras que estiverem irregulares sejam cadastradas e
subsequentemente recuperadas. Para auxiliar os geradores particulares, sugeriu-se
que a prefeitura realize a identificação e o cadastro de empresas para atuar na
coleta de RCC.
Para a área de passivo ambiental deve-se realizar o PRAD e executar os
monitoramentos ambientais.
No tocante aos resíduos do serviço de saúde tem-se em estância
emergencial a elaboração do Plano de Gerenciamento dos RSS, que trata dos
250
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subsídios para a gestão destes resíduos. Além disso, recomenda-se a substituição,


padronização e identificação dos coletores de RSS nas unidades de saúde.
Considerando que o município possui dez unidades de Saúde e um Pronto
Atendimento, projetou-se a colocação de 34 novos coletores devidamente
identificados por unidade de saúde ao longo dos vinte anos. No entanto, enfatiza-se
que os coletores temporários devem ser colocados conforme a necessidade de cada
unidade de saúde.
Estabeleceu-se ainda a construção de três abrigos externos nas unidades
de saúde que não possuem e a adequação dos existentes. Ademais, o município
deve prover a regularização contratual de prestação de serviço de coleta para a
abrangência de todas as unidades de saúde. Sugere-se ainda que a prefeitura
realize a identificação e o cadastro dos estabelecimentos privados geradores de
resíduos de saúde, registrando dados de quantidade, tratamento e destino final dos
mesmos.
Com relação à gestão dos resíduos sujeitos à logística reversa,
recomenda-se que o município incentive os comerciantes e distribuidores a
instalarem locais de recebimento desses resíduos, bem como, estabeleça a
obrigatoriedade aos agricultores quanto à apresentação anual do comprovante de
devolução de embalagens de agrotóxicos utilizadas dentro do município.

11.4.2 Saneamento para as comunidades indígenas

Possuindo modos de cultura que vão entre semelhanças e diferenças, o


índio brasileiro possui rituais, mitos, religião, práticas esportivas, criatividade, arte,
educação, línguas, tipos de alimentação e estilos próprios.
Embora o objetivo do PMSB não seja mudar as tradições culturais, se faz
necessário à implantação de medidas para promover a universalização do acesso
aos serviços de saneamento básico com qualidade, integralidade, segurança,
sustentabilidade ambiental, social e econômica.
Com relação à gestão dos resíduos sólidos nas aldeias indígenas,
estabeleceu-se que o município amplie a coleta convencional para as áreas onde
estão localizadas as aldeias e instale 48 lixeiras comunitárias. Recomenda-se, ainda,
que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) implante campanha para

251
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divulgação/conscientização dos procedimentos de coleta convencional e seletiva e


promova educação ambiental nas aldeias, a fim de sensibilizar os índios quanto ao
correto armazenamento e destino final dos resíduos gerados.

11.4.3 Programa de Coleta Seletiva

Esse programa é constituído por três projetos: implantação da coleta


seletiva, execução da coleta seletiva e inclusão de catadores.
Projetou-se a elaboração de um Plano que vise estabelecer as diretrizes a
serem seguidas no gerenciamento da coleta seletiva e o processo de ampliação da
mesma, de forma gradual, conforme projeções apresentadas neste documento. A
ampliação da coleta seletiva prevê a aquisição de dois caminhões (um em período
curto e um em período médio) com carroceria compartimentada para a coleta dos
resíduos recicláveis, pois a compartimentação da carroceria possibilita o transporte
dos materiais recicláveis sem misturá-los, facilitando a triagem final e diminuindo a
quantidade de rejeitos e perdas.
Recomenda-se ao município a elaboração e aprovação de instrumentos
legais para a formalização do programa.
Sabe-se que a eficiência da coleta seletiva está diretamente ligada a
qualidade dos materiais recebidos na central de triagem. Assim, sugere-se que a
cada revisão do PMSB (quatro anos) seja realizada uma campanha trimestral para
realização da composição gravimétrica dos resíduos gerados pelos munícipes
(período de um ano para abranger as quatro estações), proporcionando a
atualização dos percentuais dos materiais gerados. Além disso, a atual empresa
responsável pela Central de Triagem deve se adequar ao contrato vigente e
legislações aplicáveis.
A Prefeitura de Araquari, responsável pela coleta e transporte dos
resíduos recicláveis, possui como obrigação fornecer os EPI adequados aos
coletores e vistoriar o uso correto e frequente dos mesmos. Sendo assim, projetou-
se a aquisição de um kit de EPI inicial para cada funcionário no primeiro ano,
incluindo dois sapatos antiderrapantes, seis pares de luva anti-corte, três uniformes
(camisa de manga comprida e calça de brim com faixa reflexiva e jaleco), dois
bonés, um óculos de proteção UV, seis máscaras contra odor e dois protetores

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solares. Para os anos seguintes, a cada seis meses, projetou-se um kit renovação
que inclui seis luvas anticorte, óculos de proteção UV, seis máscaras contra odor e
um protetor solar.
Ademais, a PMA deve realizar estudo de rota e frequência da coleta
seletiva, e realizar o cadastro dos catadores de materiais recicláveis do município,
além de estruturar os mesmos em forma de associações ou cooperativas,
incentivando e apoiando tecnicamente.

11.4.4 Programa de Educação Ambiental

Sabe-se que a eficiência dos programas de coleta pública (convencional e


seletiva) é resultado de uma conscientização estruturada e bem efetuada com a
população – público alvo do programa. Para isso, o projeto de implantação de
campanhas informativas visa à divulgação dos procedimentos, locais e frequência da
coleta pública e ainda o incentivo a realização da compostagem domiciliar.
Para a divulgação da campanha, sugeriu-se a contratação de cinco
estagiários para entrega de panfletos com abordagem porta a porta. Recomendou-
se também quatro divulgações mensais em rádio e uma divulgação mensal em jornal
local para os vinte anos projetados. Caso a população não esteja sendo efetiva
quanto à participação, se faz necessário maiores divulgações e sensibilização.
Recomenda-se que o município implante e realize uma campanha anual
de conscientização sobre o correto descarte de RCC, com entrega de panfletos e
abordagem porta a porta. Faz-se necessário também uma divulgação mensal em
rádio e uma em jornal local para os 20 anos projetados.
Sugere-se que a prefeitura municipal realize educação ambiental nas
escolas e comunidades, apresentando programas com ações voltadas para a
sustentabilidade ambiental, social, ética, cultural, econômica, espacial e política,
buscando sensibilizar os envolvidos para a proteção, preservação e conservação
ambiental. Ressalta-se que essas ações devem ser contínuas e devem englobar
toda a população envolvida.

11.4.5 Programa gestão de resíduos em prédios públicos

Todo o óleo utilizado na frota de veículos da Prefeitura de Araquari,


253
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quando descartado, deve ser armazenado adequadamente e destinado para locais


legalmente licenciados para o recebimento.

11.4.6 Programa de fiscalização e capacitação

Este programa foi subdividido em dois projetos: fiscalização da gestão dos


resíduos e treinamentos para gestão de resíduos.
Recomenda-se que o município fiscalize as áreas de disposição irregular
de resíduos sólidos, coibindo e punindo os infratores. Sugere-se a fiscalização do
uso correto dos EPI pela guarnição da coleta pública e dos equipamentos de
segurança do caminhão coletor.
Estabeleceu-se, ainda, que a prefeitura realize a fiscalização dos
contratos relacionados à gestão dos resíduos sólidos com empresas terceirizadas, a
fim de verificar o cumprimento das cláusulas, bem como, vistorie a atuação das
empresas prestadoras de serviço de coleta de RCC e dos locais utilizados para
destinação final dos resíduos.
Além disso, após a aprovação da legislação municipal referente à
padronização de lixeiras públicas, será necessário que a prefeitura realize a
fiscalização e verifique o cumprimento da legislação municipal.
O último projeto de fiscalização trata-se da implantação de um sistema
que realize a cobrança dos planos de gerenciamento de resíduos dos geradores,
onde todo gerador será obrigado a elaborar e implantar o Plano de Gerenciamento
de Resíduos conforme a Lei 12.305/2010.
Com relação à capacitação dos funcionários da prefeitura, a mesma deve
realizar o treinamento dos funcionários da limpeza urbana sobre o correto manuseio
dos resíduos provenientes do serviço. Recomenda-se também a capacitação dos
funcionários das unidades de saúde sobre o correto gerenciamento dos RSS e a
elaboração de procedimentos operacionais na gestão dos resíduos de serviços de
saúde.

11.4.7 Programa de limpeza urbana

Este programa propõe a elaboração de estudo para verificar a


necessidade de implantação/ampliação dos serviços de varrição de rua, poda e
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limpeza das vias públicas nos bairros/localidades; e definir os tipos de serviços


realizados, elaborando um cronograma de execução das atividades que estejam
disponíveis para a comunidade.

11.4.8 Programa de estruturação de secretaria de gestão de resíduos sólidos

Para que o sistema de gestão de resíduos sólidos do município esteja


bem estruturado e definido, é necessário que a prefeitura determine o setor e a
equipe técnica responsável pela gestão dos resíduos sólidos. Se necessário, a
mesma deverá ampliar o número de fiscais atuantes no município.
Ademais, sugere-se a divulgação anual no site da prefeitura de um
relatório sobre as informações do gerenciamento dos resíduos sólidos de Araquari,
bem como os indicadores de todos os eixos do saneamento.
A Tabela 44 apresenta os programas, projetos, ações com respectivos
custos para o Sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos do município
de Araquari.

255
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Tabela 44 – Programas, projetos, ações para o sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
Ações/Prazo/Custos R$
Setor

Priori Custo total das Responsável pelo Fontes de


Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo
Dade Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Prioridade ações (R$) programa financiamento
3 Anos 5 Anos 4 Anos 8 Anos
Ampliar o Ampliar o Ampliar o
número de número de número de Secretaria de
Implantação Ampliar o número
lixeiras públicas lixeiras públicas lixeiras públicas Obras e Serviços Parceria Pública
de lixeiras de lixeiras 101.482,49 173.264,35 159.507,75 444.256,72 I 878.511,31
e/ou substituir e/ou substituir e/ou substituir Públicos/FUNDE Privada (PPP)
públicas públicas
lixeiras lixeiras lixeiras MA
danificadas danificadas danificadas
Ampliar o Ampliar o Ampliar o
número de número de número de
Implantação Secretaria de
Instalar lixeiras lixeiras lixeiras lixeiras
de lixeiras Obras e Serviços Parceria Pública
comunitárias na 38.319,38 comunitárias na 27.259,97 comunitárias na 14.340,35 comunitárias na 41.713,69 I 121.633,39
comunitárias Públicos/FUNDE Privada (PPP)
área rural área rural e/ou área rural e/ou área rural e/ou
na área rural MA
substituir as substituir as substituir as
danificadas danificadas danificadas
Ampliar a coleta Ampliar a coleta Ampliar a coleta Ampliar a coleta Concessionária/
Ampliação da convencional nas convencional convencional convencional Secretaria de Recursos
coleta áreas de nas áreas de nas áreas de nas áreas de I - Obras e Serviços próprios do
convencional expansão expansão expansão expansão Públicos/FUNDE município
territorial (1) territorial (1) territorial (1) territorial (1) MA
Estabelecer por
Secretaria de
Lei a obrigação
Obras e Serviços
da implantação Recursos
Horas Públicos/
Projeto de Lei de lixeiras II - próprios do
Técnicas FUNDEMA/
domiciliares e a município
Câmara de
padronização
Vereadores
Gerenciamen destas (2)
to dos Banco Nacional
Resíduos de
I 1 PEV Central, Secretaria de
Sólidos PEV, ATT e Desenvolviment
Implantar 1 PEV 1 ATT e 1 área Implantar 1 PEV Obras e Serviços
Urbanos Manejo de 44.024,85 700.634,30 71.827,51 II 816.486,66 o Econômico
Simplificado de manejo de Simplificado Públicos/FUNDE
(RSU) RCC Social (BNDES),
RCC l MA
Governo
Federal
Realizar Realizar Realizar Realizar
Composição Recursos
composição composição Horas composição Horas composição Horas
Gravimétrica 1.600,00 II 1.600,00 FUNDEMA próprios do
gravimétrica dos gravimétrica dos Técnicas gravimétrica dos Técnicas gravimétrica dos Técnicas
dos RSU município
RSU (3) RSU (2) RSU (2) RSU (2)
Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos

Realizar estudo
Estudo de de viabilidade
viabilidade técnica-
Recursos
para econômica para
70.000,00 II 70.000,00 FUNDEMA próprios do
implantação implantação de
município
de aterro aterro sanitário
sanitário de gestão
municipal
Obter Licença
Ambiental de Recursos
Área de Concessionária/F
Operação (LAO) I - próprios do
Transbordo UNDEMA
da área de município
transbordo (4)
Banco Nacional
Implantar e
de
Unidade de Licenciar
597.085,04 II 597.085,04 FUNDEMA Desenvolviment
Compostagem Unidade de
o Econômico
Compostagem
Social (BNDES),
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Ações/Prazo/Custos R$
Setor

Priori Custo total das Responsável pelo Fontes de


Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo
Dade Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Prioridade ações (R$) programa financiamento
3 Anos 5 Anos 4 Anos 8 Anos
Governo
Federal

Concessionária/S
ecretaria de
Obras e Serviços
Sustentabilida Revisar a Taxa de Públicos/FUNDE
Recursos
de financeira Coleta de Horas MA/ Agência
I - próprios do
da gestão de Resíduos Sólidos Técnicas Reguladora de
município
resíduos (2) Serviços de
Saneamento
Básico do Estado
de SC (AGESAN)
Elaborar Plano de Recursos
Revisar o Plano Horas Revisar o Plano Horas Revisar o Plano Horas
Gerenciamento 46.000,00 I 46.000,00 FUNDEMA próprios do
(2) Técnicas (2) Técnicas (2) Técnicas
de RCC município
Realizar cadastro
Recursos
das áreas de Horas Manter cadastro Horas Manter cadastro Horas Manter cadastro Horas
II - FUNDEMA próprios do
depósito irregular Técnicas atualizado (2) Técnicas atualizado (2) Técnicas atualizado (2) Técnicas
município
de resíduos (2)
Realizar limpeza Realizar limpeza Realizar limpeza
Realizar limpeza
Gerenciament das áreas de das áreas de das áreas de
das áreas de Secretaria de Recursos
o de Resíduos Horas descarte Horas descarte Horas descarte Horas
descarte irregular I - Obras e Serviços próprios do
de Construção Técnicas irregular e Técnicas irregular e Técnicas irregular e Técnicas
e eliminar estes Públicos município
Civil (RCC) eliminar estes eliminar estes eliminar estes
pontos (2)
pontos (2) pontos (2) pontos (2)
Realizar a
identificação e o Manter Manter Manter
cadastro de atualizado o atualizado o atualizado o
empresas para cadastro de cadastro de cadastro de Recursos
Horas Horas Horas Horas
atuar na coleta de empresas para empresas para empresas para III - FUNDEMA próprios do
Técnicas Técnicas Técnicas Técnicas
RCC de atuar na coleta atuar na coleta atuar na coleta município
geradores de RCC de de RCC de de RCC de
particulares do geradores (2) geradores (2) geradores (2)
município (2)
Concluir a
execução do
Recursos
Passivo PRAD existente e
I - FUNDEMA próprios do
Ambiental realizar os
município
monitoramentos
necessários (5)
Elaborar Plano de Secretária de Recursos
Revisar o Plano Horas Revisar o Plano Horas Revisar o Plano Horas
Gerenciamento 30.276,76 I 30.276,76 Saúde/ próprios do
(2) Técnicas (2) Técnicas (2) Técnicas
de RSS FUNDEMA município
Gerenciament Construir abrigos
Realizar Realizar Realizar
o de Resíduos externos para
manutenção manutenção manutenção
dos Serviços armazenamento
periódica dos periódica dos periódica dos Recursos
de Saúde temporário de Secretaria de
16.605,00 abrigos para abrigos para abrigos para I 16.605,00 próprios do
(RSS) RSS nas Saúde
atendimento da atendimento da atendimento da município
Unidades de
NBR NBR NBR
Saúde, conforme
12.809/1993 (6) 12.809/1993 (6) 12.809/1993 (6)
NBR 12.809/1993

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Ações/Prazo/Custos R$
Setor

Priori Custo total das Responsável pelo Fontes de


Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo
Dade Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Prioridade ações (R$) programa financiamento
3 Anos 5 Anos 4 Anos 8 Anos
Adequar os
abrigos externos
Realizar Realizar Realizar
existentes para
manutenção manutenção manutenção
armazenamento
periódica dos periódica dos periódica dos Recursos
temporário de Secretaria de
abrigos para abrigos para abrigos para I - próprios do
RSS nas Saúde
atendimento da atendimento da atendimento da município
unidades de
NBR NBR NBR
saúde, conforme
12.809/1993 (6) 12.809/1993 (6) 12.809/1993 (6)
NBR 12.809/1993
(6)
Substituir,
padronizar e Ampliar a Ampliar a Ampliar a
identificar quantidade quantidade quantidade
adequadamente conforme a conforme a conforme a Recursos
Secretaria de
os coletores de 16.442,88 necessidade e 17.545,91 necessidade e 9.230,19 necessidade e 26.849,07 I 70.068,05 próprios do
Saúde
RSS, conforme substituir as substituir as substituir as município
normas técnicas e lixeiras lixeiras lixeiras
legislação danificadas danificadas danificadas
específica
Realizar alteração
no contrato de
prestação de
serviço de coleta Recursos
Horas Secretaria de
de RSS para II - próprios do
Técnicas Saúde
abrangência de município
todas as
Unidades de
Saúde (2)

Identificar e
cadastrar os
estabelecimentos
privados,
geradores de
Recursos
resíduos de Horas Manter cadastro Horas Manter cadastro Horas Manter cadastro Horas Secretaria de
II - próprios do
saúde, Técnicas atualizado (2) técnicas atualizado (2) técnicas atualizado (2) técnicas Saúde
município
registrando dados
de quantidade,
tratamento e
destino final dos
mesmos (2)

Manter o Manter o Manter o


Incentivar os incentivo aos incentivo aos incentivo aos
comerciantes e comerciantes e comerciantes e comerciantes e
distribuidores a distribuidores a distribuidores a distribuidores a
instalarem locais instalarem instalarem instalarem Recursos
Gestão dos Horas Horas Horas Horas
de recebimento locais de locais de locais de III - FUNDEMA próprios do
resíduos Técnicas Técnicas Técnicas Técnicas
de resíduos recebimento de recebimento de recebimento de município
sujeitos à
passíveis de resíduos resíduos resíduos
logística
logística reversa passíveis de passíveis de passíveis de
reversa
(2) logística reversa logística reversa logística reversa
(2) (2) (2)
Estabelecer a Recursos
Horas
obrigatoriedade II - FUNDEMA próprios do
Técnicas
de apresentação município
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Ações/Prazo/Custos R$
Setor

Priori Custo total das Responsável pelo Fontes de


Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo
Dade Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Prioridade ações (R$) programa financiamento
3 Anos 5 Anos 4 Anos 8 Anos
anual do
comprovante de
devolução de
embalagens de
agrotóxicos
utilizadas dentro
do município (2)
Ampliar a coleta Concessionária/
convencional para Secretaria de Recursos
as áreas da I - Obras e Serviços próprios do
comunidade Públicos/FUNDE município
indigena (10) MA
Banco Nacional
Aumentar o Aumentar o Aumentar o
Instalar lixeiras do
número de número de número de Secretaria de
comunitárias Desenvolviment
lixeiras públicas lixeiras públicas lixeiras públicas Obras e Serviços
próximo as 21.657,96 26.021,95 17.667,72 45.134,33 I 110.481,96 o Econômico e
e/ou substituir e/ou substituir e/ou substituir Públicos/FUNDE
entradas das Social (BNDES)/
lixeiras lixeiras lixeiras MA/SESAI
aldeias indígenas Governo
danificadas danificadas danificadas
Federal
Saneamento Coleta de RSU Implantar
Banco Nacional
para as nas campanha para
I do
Comunidade Comunidades divulgação/consci
Desenvolviment
s indigenas indígenas entização dos
I - SESAI o Econômico e
procedimentos de
Social (BNDES)/
coleta
Governo
convencional e
Federal
seletiva (11)
Promover
Banco Nacional
educação
do
ambiental quanto
Desenvolviment
ao correto
I - SESAI o Econômico e
armazenamento e
Social (BNDES)/
destinação final
Governo
dos resíduos
Federal
sólidos (11)
Elaborar Plano de Recursos
Revisar o Plano Horas Revisar o Plano Horas Revisar o Plano Horas
Gerenciamento 70.000,00 I 70.000,00 FUNDEMA próprios do
(2) Técnicas (2) Técnicas (2) Técnicas
de Coleta Seletiva município
Ampliar a coleta
Secretaria de
60% 85% 100% seletiva Recursos
Ampliar Coleta Ampliar coleta Ampliar coleta Obras e Serviços
1.512.182,8 3.227.248,6 3.395.446,9 conforme 9.876.786,61 I 18.011.665,13 próprios do
Seletiva (7) seletiva seletiva Públicos/FUNDE
9 4 9 crescimento do município
MA
município
Aquisição de um Aquisição de um
Coleta Ampliação da Secretaria de
I caminhão com caminhão com Recursos
Seletiva Coleta Seletiva Obras e Serviços
carroceria 161.000,00 carroceria 161.000,00 II 322.000,00 próprios do
Públicos/FUNDE
compartimentad compartimentad município
MA
a a
Elaborar e Secretaria de
aprovar Obras e Serviços
Recursos
instrumentos Públicos/
II - próprios do
legais para a FUNDEMA/
município
formalização do Câmara de
programa de Vereadores
259
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Ações/Prazo/Custos R$
Setor

Priori Custo total das Responsável pelo Fontes de


Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo
Dade Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Prioridade ações (R$) programa financiamento
3 Anos 5 Anos 4 Anos 8 Anos
coleta seletiva e
reciclagem (2)
Adequar a Central
de Triagem
Secretaria de Empresa
conforme contrato
Obras/Empresa Terceirizada/Re
vigente e II -
terceirizada/FUN cursos Próprios
legislação
DEMA do município
ambiental e de
segurança (8)
Realizar estudo Secretaria de
Recursos
de rotas e Horas Obras e Serviços
I - próprios do
frequência da Técnicas Públicos/FUNDE
município
coleta seletiva (2) MA
Fornecer EPI aos
Manter o Manter o Manter o
funcionários da
fornecimento e fornecimento e fornecimento e Secretaria de
coleta seletiva e Recursos
renovação de renovação de renovação de Obras e Serviços
renovar o kit a 4.537,66 8.636,21 11.357,89 39.645,85 I 64.177,61 próprios do
EPI aos EPI aos EPI aos Públicos/FUNDE
cada seis meses município
funcionários da funcionários da funcionários da MA
Execução da ou conforme
coleta pública coleta pública coleta pública
Coleta Seletiva necessidade
Secretaria de
Manter a vistoria Manter a vistoria Manter a vistoria Recursos
Vistoriar o uso HorasTécni Horas Horas Horas Obras e Serviços
do uso correto do uso correto do uso correto I - próprios do
correto do EPI (2) cas Técnicas Técnicas Técnicas Públicos/FUNDE
do EPI do EPI do EPI município
MA
Realizar
Realizar Realizar Realizar
composição Recursos
composição Horas composição Horas composição Horas
gravimétrica dos 1.600,00 II 1.600,00 FUNDEMA próprios do
gravimétrica dos Técnicas gravimétrica dos Técnicas gravimétrica dos Técnicas
resíduos município
RSU (2) RSU (2) RSU (2)
recicláveis (3)
Manter Manter Manter
Realizar cadastro
atualizado o atualizado o atualizado o
dos catadores de Recursos
Horas cadastro dos Horas cadastro dos Horas cadastro dos Horas
materiais II - FUNDEMA próprios do
Técnicas catadores de Técnicas catadores de Técnicas catadores de Técnicas
recicláveis do município
materiais materiais materiais
município (2)
recicláveis (2) recicláveis (2) recicláveis (2)
Inclusão de
Manter Manter Manter
catadores Estruturar
estruturado os estruturado os estruturado os
potenciais grupos
grupos de grupos de grupos de Recursos
de catadores em Horas Horas Horas Horas
catadores em catadores em catadores em III - FUNDEMA próprios do
forma de Técnicas Técnicas Técnicas Técnicas
forma de forma de forma de município
associações ou
associações ou associações ou associações ou
cooperativas (2)
cooperativas (2) cooperativas (2) cooperativas (2)

Implantar Manter Manter Manter


campanha para campanha para campanha para campanha para
divulgação dos divulgação dos divulgação dos divulgação dos
Secretaria de
Implantação procedimentos, procedimentos, procedimentos, procedimentos, Recursos
Educação Obras e Serviços
I de campanhas locais e 166.708,68 locais e 341.351,52 locais e 360.711,66 locais e 1.056.016,01 I 1.924.787,87 próprios do
Ambiental Públicos/
informativas frequência das frequência das frequência das frequência das município
FUNDEMA
coletas coletas coletas coletas
convencional e convencional e convencional e convencional e
seletiva seletiva seletiva seletiva

260
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Ações/Prazo/Custos R$
Setor

Priori Custo total das Responsável pelo Fontes de


Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo
Dade Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Prioridade ações (R$) programa financiamento
3 Anos 5 Anos 4 Anos 8 Anos

Manter Manter Manter


Implantar
campanha de campanha de campanha de Secretaria de
campanha de Recursos
conscientização conscientização conscientização Obras e Serviços
conscientização 155.969,56 333.991,32 352.967,87 1.033.490,62 I 1.876.419,37 próprios do
sobre o correto sobre o correto sobre o correto Públicos/
sobre o correto município
descarte de descarte de descarte de FUNDEMA
descarte de RCC
RCC RCC RCC

Implantar Manter Manter Manter


Secretaria de
campanha para campanha de campanha de campanha de Recursos
Obras e Serviços
incentivar a incentivo a incentivo a incentivo a I - próprios do
Públicos/
compostagem compostagem compostagem compostagem município
FUNDEMA
domiciliar (9) domiciliar domiciliar domiciliar

Secretaria de
Educação,
Cultura e
Realizar Realizar Realizar Realizar
Desporto/FUNDE
educação educação educação educação Recursos
Educação MA/Secretaria de
ambiental nas 21.941,04 ambiental nas 46.825,81 ambiental nas 49.266,28 ambiental nas 143.307,37 I 261.340,50 próprios do
Ambiental Saúde/Secretaria
escolas e escolas e escolas e escolas e município
de Agricultura e
comunidades comunidades comunidades comunidades
Pesca/Secretaria
de Obras e
Serviços Públicos
Coletar e Coletar e Coletar e
Coletar e destinar
destinar destinar destinar
Coleta de Óleo adequadamente o Parceria Pública
Gestão de adequadamente adequadamente adequadamente Secretaria de
utilizado na óleo lubrificante Privada (PPP),
Resíduos em óleo lubrificante óleo lubrificante óleo lubrificante Obras e Serviços
II frota de gerado na 319,33 1.022,25 1.434,04 4.171,37 II 6.946,99 Recursos
Prédios gerado na gerado na gerado na Públicos/
veículos da manutenção dos próprios do
Públicos manutenção dos manutenção dos manutenção dos FUNDEMA
Prefeitura veículos da frota município
veículos da frota veículos da frota veículos da frota
municipal
municipal municipal municipal
Manter equipe Manter equipe Manter equipe
Definir equipe de de fiscalização de fiscalização de fiscalização
fiscalização para para coibir para coibir para coibir
coibir disposição disposição disposição disposição
irregular de irregular de irregular de irregular de
Recursos
resíduos sólidos Horas resíduos sólidos Horas resíduos sólidos Horas resíduos sólidos Horas
I - FUNDEMA próprios do
em terrenos Técnicas em terrenos Técnicas em terrenos Técnicas em terrenos Técnicas
município
baldios, margens baldios, baldios, baldios,
de estrada e em margens de margens de margens de
Fiscalização Fiscalização áreas de estrada e em estrada e em estrada e em
e I da gestão de preservação (2) áreas de áreas de áreas de
Capacitação resíduos preservação (2) preservação (2) preservação (2)
Manter Manter Manter
fiscalização fiscalização fiscalização
Fiscalizar o uso
quanto o uso quanto o uso quanto o uso
correto dos EPI
correto dos correto dos correto dos Recursos
da guarnição na Horas Horas Horas Horas Concessionária/F
equipamentos equipamentos equipamentos I - próprios do
coleta pública, Técnicas Técnicas Técnicas técnicas UNDEMA
mínimos de mínimos de mínimos de município
conforme NBR
segurança da segurança da segurança da
12.980/1993 (2)
guarnição guarnição guarnição
conforme NBR conforme NBR conforme NBR
261
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Ações/Prazo/Custos R$
Setor

Priori Custo total das Responsável pelo Fontes de


Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo
Dade Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Prioridade ações (R$) programa financiamento
3 Anos 5 Anos 4 Anos 8 Anos
12.980/1993 (2) 12.980/1993 (2) 12.980/1993 (2)

Manter equipe Manter equipe Manter equipe


de fiscalização de fiscalização de fiscalização
Fiscalizar os
quanto aos quanto aos quanto aos
equipamentos de
equipamentos equipamentos equipamentos Recursos
segurança do Horas Horas Horas Horas Concessionária/F
de segurança de segurança de segurança I - próprios do
caminhão coletor, Técnicas Técnicas Técnicas técnicas UNDEMA
do caminhão do caminhão do caminhão município
conforme NBR
coletor, coletor, coletor,
12.810/1993 (2)
conforme NBR conforme NBR conforme NBR
12.810/1993 (2) 12.810/1993 (2) 12.810/1993 (2)
Implantar sistema Manter sistema Manter sistema Manter sistema
de fiscalização de fiscalização de fiscalização de fiscalização
dos contratos dos contratos dos contratos dos contratos Recursos
Horas Horas Horas Horas
relacionados à relacionados à relacionados à relacionados à I - PMA/AGESAN próprios do
Técnicas Técnicas Técnicas técnicas
gestão dos gestão dos gestão dos gestão dos município
resíduos sólidos resíduos sólidos resíduos sólidos resíduos sólidos
(2) (2) (2) (2)
Manter e/ou Manter e/ou Manter e/ou
Definir equipe de
ampliar equipe ampliar equipe ampliar equipe
fiscalização para
de fiscalização de fiscalização de fiscalização
verificar a
para verificar a para verificar a para verificar a Secretaria de
implantação das Recursos
Horas implantação das Horas implantação das Horas implantação das Horas Obras e Serviços
lixeiras II - próprios do
Técnicas lixeiras Técnicas lixeiras Técnicas lixeiras técnicas Públicos/FUNDE
domiciliares de município
domiciliares de domiciliares de domiciliares de MA
acordo com
acordo com acordo com acordo com
legislação
legislação legislação legislação
municipal (2)
municipal (2) municipal (2) municipal (2)
Vistoriar a
atuação das
Manter vistoria
empresas Manter vistoria Manter vistoria
das empresas e
prestadoras de das empresas e das empresas e
dos locais Recursos
serviço de coleta Horas dos locais Horas Horas dos locais Horas
utilizados para II - FUNDEMA próprios do
de RCC e dos Técnicas utilizados para Técnicas Técnicas utilizados para Técnicas
destinação final município
locais utilizados destinação final destinação final
dos resíduos
para destinação dos resíduos (2) dos resíduos (2)
(2)
final dos resíduos
(2)
Implantar sistema Manter sistema Manter sistema Manter sistema
de fiscalização e de fiscalização e de fiscalização e de fiscalização e
cobrança dos cobrança dos cobrança dos cobrança dos
planos de planos de planos de planos de
gerenciamento de gerenciamento gerenciamento gerenciamento Recursos
Horas Horas Horas Horas
resíduos dos de resíduos dos de resíduos dos de resíduos dos I - FUNDEMA próprios do
Técnicas técnicas técnicas Técnicas
geradores, geradores, geradores, geradores, município
conforme art. 20 conforme art. 20 conforme art. 20 conforme art. 20
da Lei da Lei da Lei da Lei
12.305/2010 12.305/2010 12.305/2010 12.305/2010
(2) (2) (2) (2)

262
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Ações/Prazo/Custos R$
Setor

Priori Custo total das Responsável pelo Fontes de


Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo
Dade Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Prioridade ações (R$) programa financiamento
3 Anos 5 Anos 4 Anos 8 Anos
Realizar Manter Manter Manter
treinamento e treinamento e treinamento e treinamento e
capacitação dos capacitação dos capacitação dos capacitação dos
funcionários da funcionários da funcionários da funcionários da Secretaria de
Recursos
limpeza urbana Horas limpeza urbana Horas limpeza urbana Horas limpeza urbana Horas Obras e Serviços
I - próprios do
sobre o correto Técnicas sobre o correto Técnicas sobre o correto Técnicas sobre o correto Técnicas Públicos/FUNDE
município
manuseio dos manuseio dos manuseio dos manuseio dos MA
resíduos resíduos resíduos resíduos
provenientes do provenientes do provenientes do provenientes do
serviço (2) serviço (2) serviço (2) serviço (2)
Realizar Manter Manter Manter
treinamento e treinamento e treinamento e treinamento e
Treinamento capacitação dos capacitação dos capacitação dos capacitação dos
para gestão de funcionários das funcionários das funcionários das funcionários das Recursos
Horas Horas Horas Horas Secretaria de
resíduos Unidades de Unidades de Unidades de Unidades de I - próprios do
Técnicas Técnicas Técnicas Técnicas Saúde
Saúde sobre o Saúde sobre o Saúde sobre o Saúde sobre o município
correto correto correto correto
gerenciamento gerenciamento gerenciamento gerenciamento
dos RSS (2) dos RSS (2) dos RSS (2) dos RSS (2)
Manter Manter Manter
Elaborar
atualizado os atualizado os atualizado os
procedimentos
procedimentos procedimentos procedimentos
operacionais na Recursos
Horas operacionais na Horas operacionais na Horas operacionais na Horas Secretaria de
gestão dos I - próprios do
Técnicas gestão dos Técnicas gestão dos Técnicas gestão dos Técnicas Saúde
resíduos de município
resíduos de resíduos de resíduos de
serviços de saúde
serviços de serviços de serviços de
(2)
saúde (2) saúde (2) saúde (2)
Elaborar estudo
para verificar a
necessidade de
Recursos
implantação/ampli Horas Secretaria de
II - próprios do
ação do serviço Técnicas Obras/FUNDEMA
município
de limpeza
urbana nos
Estruturação
Limpeza bairros (2)
I da limpeza
Urbana Definir os tipos de
urbana
serviços
realizados por
Recursos
bairro/localidade Horas Secretaria de
II - próprios do
e elaborar um Técnicas Obras/FUNDEMA
município
cronograma de
execução das
atividades (2)
Determinar setor
Estruturação
e equipe técnica
da gestão dos
responsável pela Horas
resíduos PMA
gestão dos técnicas
Estruturação sólidos no
resíduos sólidos
de Secretaria município
(2)
de Gestão de
I Divulgar Manter a Manter a Manter a
Resíduos
anualmente no divulgação divulgação divulgação
Sólidos do
site da prefeitura anual no site da anual no site da anual no site da Recursos
município Informação a Horas Horas Horas Horas
municipal um PMA sobre as PMA sobre as PMA sobre as I - FUNDEMA próprios do
população técnicas técnicas técnicas técnicas
relatório sobre as informações do informações do informações do município
informações do gerenciamento gerenciamento gerenciamento
gerenciamento dos resíduos dos resíduos dos resíduos
263
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Ações/Prazo/Custos R$
Setor

Priori Custo total das Responsável pelo Fontes de


Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo
Dade Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Custo (R$) Prioridade ações (R$) programa financiamento
3 Anos 5 Anos 4 Anos 8 Anos
dos resíduos sólidos (2) sólidos (2) sólidos (2)
sólidos, bem
como os
indicadores de
todos os eixos do
saneamento (2)

VALOR (R$) 2.249.668,48 5.731.887,27 4.604.758,25 12.711.371,64 25.976.685,64

Fonte: IPAT/UNESC, 2015.


(1) Não foram considerados custos referentes à ampliação da coleta convencional nas áreas de expansão territorial, pois essa meta tende a ser implantada conforme o crescimento do município ao longo dos anos.
(2) Não foram considerados custos, pois esta atividade deve fazer parte do escopo das Secretarias do município.
(3) Este custo deverá ser desconsiderado, caso a prefeitura municipal já possua os equipamentos necessários para a realização da composição gravimétrica.
(4) A prefeitura municipal é isenta de taxas.
(5) O custo para finalização do PRAD deverá ser obtido através do estudo, bem como, os monitoramentos necessários.
(6) Os custos para adequação dos abrigos externos dependerá das mudanças necessárias para adequação (NBR 12.809/1993).
(7) Custos retirados com base nas projeções realizadas para o município.
(8) Os custos para adequação da central de triagem será realizado pela empresa terceirizada.
(9) Os custos com a implantação da compostagem domiciliar estão inclusos na campanha para divulgação dos procedimentos, locais e frequência das coletas convencional e seletiva.
(10) Não foi possível estimar os custos, pois o serviço de coleta convencional é realizado por empresa terceirizada.
(11) Não foi possível estimar os custos, pois o SESAI deve avaliar a melhor forma de divulgação e conscientização quanto aos programas de coleta de resíduos (convencional e seletivo) de acordo com a cultura mantida pela aldeia.

264
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11.5 SISTEMA SOCIAL

Os programas, projetos e ações para o sistema social estão subdivididos


pelos setores:
- Controle de animais abandonados, principalmente gatos e cachorros;
- Campanha de adoção e fiscalização;
Controle de zoonoses (doenças naturalmente transmissíveis entre os
animais e os seres humanos);
- Treinamento com os profissionais da saúde;
Criação de um banco de dados das CID;
- Construção e/ou reformas em residências em situações inadequadas
(sem banheiros).
O projeto controle de animais abandonados tem como objetivo diminuir
em longo prazo a população de animais abandonados, principalmente gatos e
cachorros. A existência desses animais tende a propiciar o espalhamento de
resíduos sólidos nas ruas, uma vez que estes rasgam as sacolas de resíduos em
busca de alimento, gerando assim poluição visual e ambiental, bem como a
obstrução das drenagens pluviais pelo carregamento dos materiais através da água
da chuva. Além disso, estes animais quando soltos na rua, aumentam o risco de
acidentes envolvendo meios de transporte.
Sendo assim, faz-se necessário que o município realize campanhas de
conscientização à população sobre os problemas que esses animais soltos causam,
além de conscientizar a população da importância de cuidar de seu animal para não
adquirir zoonoses e doenças parasitárias. Bem como, a realização de campanhas de
adoção e de fiscalização.
Ainda no projeto controle de animais abandonados, sugere-se a
realização de parcerias com o centro de zoonoses de São Francisco do Sul, além de
buscar parcerias com associações de proteção aos animais e ONG.
O projeto de controle de zoonoses tem como objetivo controlar a
população de animais que causam doenças transmissíveis ao homem (ratos,
moscas, baratas, dentre outros). Dentre as zoonoses de importância para a saúde
pública e incidente em áreas urbanas, destacam-se a raiva, leptospirose,

265
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Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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tuberculose, brucelose, toxoplasmose, entre outros. Dessa forma, a Prefeitura tem


como função fiscalizar diretamente a proliferação de vetores em terrenos baldios e
demais locais do município. Esta ação não requer custo adicional, pois faz parte da
rotina da equipe de saúde.
Ainda no projeto controle de zoonoses, sugere-se que se realizem
campanhas junto aos cidadãos para instruí-los sobre a prevenção de doenças
causadas por vetores, capacitando servidores públicos para a educação em saúde,
com palestras e distribuições de materiais informativos. Esta etapa do projeto deverá
ser realizada em curto, médio e longo prazo.
O treinamento com os profissionais da saúde tem como objetivo capacitar
os agentes comunitários, bem como a criação de um banco de dados de acordo com
a classificação internacional das doenças, tendo como principal objetivo cadastrar as
famílias, bem como suas patologias, a fim de acompanhar tais doenças,
diagnosticando e tratando cada família de acordo com o problema.
Considerando que o Plano deverá ser revisto em prazo não superior a
quatro anos, os projetos previstos para implantação dentro deste período devem ser
desenvolvidos inicialmente. No processo de revisão do PMSB poderá haver
mudanças em alguns projetos propostos devido ao desempenho dos serviços
implantados e dos resultados alcançados mediante engajamento da população
(FUNASA, 2012).
A Tabela 45 apresenta os programas, projetos e ações com seus
respectivos custos para o sistema social.

266
Prospectiva, Planejamento Estratégico, Programas, Projetos, Ações, Plano de Execução,
Indicadores, Sistema de Informações, Minuta Projeto de Lei
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Tabela 45 - Programas, projetos e ações para o sistema social.


Ações/Prazo/Custos R$
Custo total Responsável Fontes de
Setor Programa Projeto Emergencial Curto Médio Longo Prioridade
das ações pelo programa financiamento
Custo R$ Custo R$ Custo R$ Custo
3 Anos 5 anos 4 anos 8 anos
Buscar parceria com Buscar parceria com
Buscar parceria com Buscar parceria com
ONGs e Centro Bem ONGs e Centro Bem
ONGs e Centro Bem Estar ONGs e Centro Bem Recursos do
Estar de São Francisco Estar de São Francisco Parcerias com
de São Francisco do Sul Estar de São Francisco Governo
do Sul para promover do Sul para promover ONGs e
para promover cuidado 119.619,64 do Sul para promover 199.366,07 159.492,86 318.985,71 797.464,28 I federal,
cuidado com os cães e cuidado com os cães e Técnicos da
com os cães e gatos de cuidado com os cães e estadual e
gatos de rua gatos de rua PMA
rua (castração, adoção, gatos de rua (castração, municipal
(castração, adoção, (castração, adoção,
tratamento) adoção, tratamento)