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FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA POSITIVA E IE

“Diga-me, e eu esqueço. Ensine-me, e eu me lembro. Envolva-me, e eu


aprendo.”
(Benjamin Franklin)

Seja bem-vindo a essa formação que vai mexer com você e com suas
emoções, já que para o aprendizado ocorrer nós precisamos ir ao encontro
dele com movimento, provando e experimentando, usando todos os nossos
sentidos e nos emocionando juntos. A Psicologia Positiva unida a Inteligência
emocional, a neurociência, ao Coaching e a PNL possibilita uma maior
consciência de como o ser humano funciona, reage e de como podemos
potencializar os nossos resultados e autodesenvolvimento. Os limites não são
rígidos e a multidisciplinariedade é fundamental para o crescimento e
florescimento do ser humano.

MÓDULO 1

A PSICOLOGIA POSITIVA

As pesquisas da Psicologia positiva foram iniciadas no final da década de 1990


pelo Dr. Martin E. P. Sligman, grande líder, psicólogo, ex-presidente da APA
(American Phsychological Association) e professor da Universidade da
Pensilvânia, que decidiu resgatar uma das missões da Psicologia que havia
ficado em segundo plano após a segunda guerra mundial, voltando o foco
assim no bem estar e florescimento humano.

A Psicologia positiva distingue-se de outras áreas da Psicologia pois em vez de


focar em síndromes e distúrbios, seu foco é tudo aquilo que contribui para
tornar uma pessoa emocionalmente saudável e feliz e quando aplicada,
enfatiza a identificação e a aplicação das forças e talentos do ser humano para
gerar bem-estar, realização e a manutenção de estados emocionais positivos e
consequentemente mais felicidade e conquistas.

Em 2002, Seligman tornou públicas suas primeiras pesquisas ao lançar o livro


Authentic Happiness, traduzido para o português, em 2004, como Felicidade
Autêntica. A partir daí um grande movimento levou pesquisadores, professores,
psicólogos a realizar pesquisas e desenvolver técnicas que estão sendo
testados no mundo todo, com o apoio de diversas universidades e instituições.
As descobertas das pesquisas vêm sendo utilizadas para:

- Aumento da satisfação de vida;


- Gerenciamento de emoções positivas;
- Florescimento humano;
- Funcionamento otimizado;
- Produtividade, vitalidade e saúde;
- Desenvolvimento pleno na família e no trabalho...

Os estudos tratam de toda a gama de assuntos relevantes para a elevação do


nível de felicidade e bem-estar.

A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Inteligência Emocional é um conceito da Psicologia que descreve a capacidade


de reconhecer e avaliar as suas próprias emoções a as dos outros, assim como
a capacidade de lidar com elas. Ou seja, é a competência responsável por boa
parte do sucesso e da capacidade de liderança de um ser humano. Presente
na Psicologia e criado pelo psicólogo americano Daniel Goleman. Um indivíduo
emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar as suas
emoções com mais facilidade.
Uma das grandes vantagens das pessoas com inteligência emocional é a
capacidade de se automotivar e seguir em frente, mesmo diante de frustrações
e desilusões. Entre as características da inteligência emocional está a
capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações
adequadas, praticar a gratidão e motivar as pessoas, além de outras
qualidades que possam ajudar a encorajar outros indivíduos.

De acordo com Goleman, a inteligência emocional pode ser subdivida em cinco


habilidades específicas:

 Autoconhecimento emocional;
 Controle emocional;
 Automotivação;
 Empatia;
 Desenvolver relacionamentos interpessoais (habilidades sociais)

PSICOLOGIA POSITIVA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Enquanto o foco da Psicologia Positiva é estudar e compreender tudo o que


leva o ser humano a sentir bem estar e a florescer, o foco da IE é levar o ser
humano através da compreensão de suas emoções a aprender a lidar melhor
com elas e consequentemente com as pessoas ao seu redor. E é aqui que elas
se interligam. Está em ambas a preocupação em:

 Entender as emoções (positivas e negativas)


 Compreender o que leva o ser humano a se engajar (automotivação)
 Encontrar sentido e propósito (conexão com valores e forças)
 Melhoria e saúde dos relacionamentos positivos (empatia, habilidades
sociais)
 O que leva o ser humano a sentir-se realizado (autoconhecimento)
1) Entendendo as 4 emoções básicas

MEDO - O Medo é uma das emoções mais primitivas e é disparado na parte do


Cérebro Límbico, onde se localizam as emoções. Quando a pessoa se depara
com um evento perigoso, a Amígdala dispara o comando para as glândulas
supra-renais liberarem no organismo a Adrenalina. O corpo recebe energia
para obter força para lutar ou fugir em alta velocidade. Os animais também têm
medo, sendo que um réptil, por exemplo, é dotado das emoções do medo e
raiva.

 A primeira emoção sentida por um ser humano no útero materno;


 Garante a preservação do ser humano;
 Nos protege de situações de ameaça ou perigo;
 Nos impulsiona a fugir ou paralisar diante de uma situação de risco;
 Ajuda a liberar a energia criativa;
 Em situações de risco ou pressão, gera uma intensa força que nos faz
agir instintivamente para preservar a vida.

MEDOS IMPORTANTES PARA A VIDA - São aqueles associados a situações


que oferecem riscos reais. Esses medos são agentes protetores, pois, quando
se manifestam, o organismo se prepara para uma possível e importante
reação.

MEDOS QUE NÃO FAZEM SENTIDO PARA A VIDA - Despertam insegurança


e geralmente estão relacionados a um sentimento de incapacidade,
inferioridade e não merecimento. Medo de passar por alguma situação que
possa provocar prejuízos emocionais, como fracasso, frustração, crítica ou
abandono, ou seja: o medo de ser rejeitado. Medo de falar em público, medo
de ficar sozinho, medo da velhice, medo de não ser capaz, medo de receber
um não, medo de ser rejeitado em uma venda, etc.

RAIVA - A Raiva, assim como o Medo, também é uma das emoções mais
primitivas e é disparada na parte do Cérebro Límbico, onde se localizam as
emoções. Quando a pessoa se depara com um evento perigoso, a Amígdala
dispara o comando para as glândulas suprarrenais liberarem no organismo a
Adrenalina. Além deste hormônio, os homens produzem a Testosterona que
potencializará a decisão de lutar em vez de fugir. As mulheres também têm
este hormônio, mas aproximadamente 20 vezes menos. A união, então, da
Adrenalina com a Testosterona gerará o impulso para o combate.

 Nos impulsiona às mudanças e nos coloca em um estado defensivo;


 Nos coloca em movimento para alterar uma situação de frustração;
 Em situações de perigo, impulsiona o ser humano a enfrentar, lutar e se
defender;
 Nos faz estabelecer limites e nos dá energia para mudar uma situação
em que nos sentimos injustiçados.

A RAIVA PRODUTIVA - Nos coloca em movimento para mudar uma situação


ou para nos defender/proteger. Não perdemos o controle, nem machucamos
alguém ao expressá-la. Utilizamos para provar a nós mesmos e ao mundo que
somos capazes de fazer algo. Nos permite fazer mais, realizar mais, executar
mais as coisas importantes da nossa vida.

A RAIVA NEGATIVA - Se manifesta por meio da agressividade, com o outro


ou com nós mesmos. O calor das emoções afeta significativamente a função
racional, e agimos de forma primitiva agredindo verbalmente ou até
fisicamente.

TRISTEZA - A Tristeza não tem neurotransmissores, não tem hormônios. A


Tristeza é ausência de Alegria, Prazer, Satisfação, Motivação, Ação, Amor,
Carinho, Paz, Perseverança, etc. Essa emoção é menos primitiva, ou seja,
podemos encontrá-la nos animais mais desenvolvidos como as aves e
mamíferos, por exemplo. É possível ver nos olhos de um cachorrinho a
tristeza?! É possível entender que um pássaro quando para de cantar significa
que está em estado de tristeza?! Na maior parte das vezes ela se manifesta
por perdas e prisões do passado. Surge quando perdemos pessoas ou coisas
com o qual mantínhamos um forte vínculo emocional;

 Aparece também quando agimos de forma incongruente no passado


infringindo nossos valores, trazendo sentimento de culpa, angústia;
 Eventos que nos fizeram sentir decepções, humilhações, abandono,
críticas, injustiças, traições, agressões, rejeições através das ações de
outras pessoas;
 Nos ensina a lidar com as perdas e decepções da vida;
 Propicia um ajustamento a uma perda, permite-nos descansar,
recuperar as energias e nos ajuda a deixar ir o que já perdemos, abrindo
espaço para novas experiências. Fechando ciclos antigos e abrindo
novos;
 Quando a tristeza é profunda, aproximando-se da depressão, a
velocidade metabólica do corpo fica reduzida;
 Quando compartilhada, traz alivio.

Muitas pessoas acabam camuflando essa emoção, querendo que ela acabe
rapidamente. Mas as pessoas que passam por cima da tristeza acabam
reprimindo sua dor e fazendo que ela cresça ainda mais em seu interior, se
transformando em doenças como depressão.

TRISTEZA PASSAGEIRA - Surge por algum fato específico, como o fim de um


relacionamento, um problema de família, um erro cometido no trabalho, que
dura por um tempo relativamente curto.

TRISTEZA DURADOURA - Frustrações não superadas que trazem um estado


permanente de tristeza, de maneira intensa, consumindo a pessoa, fazendo
com que ela perca o prazer nas coisas que gostava de fazer e impedindo que
viva sua rotina. Na maioria das vezes, mesmo se algo positivo acontece, a
pessoa continua triste. A tristeza permanente é um dos principais sintomas da
Depressão, especialmente quando surge ou se mantém sem um motivo
aparente.
ALEGRIA E PRAZER- A Alegria, assim como a Tristeza são emoções mais
“novas” e a encontramos nos animais mais desenvolvidos. Quando nos
sentimos alegres, o cérebro executa o seguinte processo: a Área Tegmental
Ventral dispara o comando para o Núcleo Accumbens liberar o
neurotransmissor Dopamina. Em conjunto, o Núcleo de Rafe libera Serotonina,
o Hipotálamo libera a Ocitocina, a Hipófise libera a Endorfina e o sistema do
ser viverá a expansão desta emoção. Um cachorrinho abanará seu rabo, o
pássaro começará a cantar, um gato ronronará e o golfinho saltará da água.

 Funciona como um combustível que nos ajuda a superar as dificuldades


da vida;
 Emoção reguladora e que torna a vida agradável;
 Equilibra as experiências de frustração, desilusão e afetos negativos em
geral;
 Permite a preservação do bem-estar emocional diante dos
acontecimentos estressantes;
 Gera a gratidão genuína da vida;
 Nos reconecta com nossa essência;
 A alegria compartilhada tem o poder de multiplicar e contagiar a todos
ao nosso redor.

2) Compreendendo o que leva o ser humano a se engajar


(automotivação)

Para entender o engajamento, Seligman considera o significado do flow,


estudado por seu colega de pesquisas Mihalyi Csikszentmihalyi que
estudaremos mais para frente em conjunto com a teoria da motivação interna
ou automotivação. O engajamento diz respeito ao envolvimento total
consciente de um indivíduo em alguma ocupação ou trabalho, na qual utiliza
todos os sentidos em uma experiência de imersão onde sua essência e a
experiência se fundem.
3) Encontrando sentido e propósito (conexão com valores e forças)

O significado ou propósito de vida trata da conexão do indivíduo com "algo


maior que ele mesmo". Em suas pesquisas, Seligman ele descobriu que as
pessoas ligadas a algum tipo de espiritualidade aparecem nas pesquisas
sempre como mais felizes e com maior bem-estar. O outro lado dessa conexão
com 'algo maior" também pode estar relacionado à vida e a algum tipo
específico de trabalho, o voluntário, por exemplo. Um indivíduo que realiza
trabalho voluntário muitas vezes o identifica como estar conectado a "algo
maior", ou seja, a doação de seu tempo e de suas habilidades em prol de uma
causa. Contudo, há muitas outras formas de atuação que podem proporcionar
significado e propósito — inclusive em sua rotina diária. Tudo depende de você
saber quais são suas forças e valores, e de que forma você pode expressá-las
visando um propósito maior.

4) Melhorando a saúde dos relacionamentos

Relacionamentos positivos com familiares, companheiros, amigos, parceiros,


colegas de trabalho e com as pessoas em geral nos dão a sensação de apoio e
de conexão. Segundo as pesquisas de Seligman, as pessoas mais felizes
costumam ser as mais sociáveis. Além disso, relacionamentos positivos são as
bases de instituições positivas, sejam elas famílias, empresas ou comunidades.
Para ressaltar a importância dos relacionamentos, o psicólogo lembra que os
nossos momentos de intensa emoção geralmente acontecem quando estamos
junto de outras pessoas.

5) Encontrando a realização

A realização refere-se a atingir os objetivos que estabelecemos para nós. Ela


pode ser:
➔ Momentânea, quando não está relacionada a um propósito maior;
➔ Um marco de vida, quando é imbuída de significado.
De acordo com Seligman, os dois tipos de realização podem contribuir para o
aumento do bem-estar.

FELICIDADE AUTÊNTICA

A felicidade vem sendo objeto de estudos desde a Antiguidade e, no século


XXI, passou a ser assunto de pesquisadores que descobriram sua importância
para a construção do desenvolvimento humano positivo. O termo felicidade
sempre teve muitos significados. A apreciação subjetiva da vida, também
chamada de bem-estar psicológico ou satisfação com a vida, foi definida como:
“O grau em que um indivíduo julga a qualidade global de sua vida de modo
geral”. Em outras palavras: o quanto a pessoa gosta da vida que leva.

Quando dizemos que uma pessoa está feliz, queremos dizer que ela julga sua
vida favoravelmente, em vez de desfavoravelmente. Resumindo: a felicidade é
um estado mental de bem-estar caracterizado por emoções positivas ou
agradáveis que vão desde o contentamento até a intensa alegria. Mas como
saber e medir a felicidade de um indivíduo?

Teorias da felicidade

O psicólogo Martin Seligman, um dos líderes da Psicologia positiva, aborda em


seu livro Felicidade Autêntica (2004) diferentes visões sobre o assunto. Para
Seligman existem três tipos distintos de felicidade:

- A vida agradável (com foco nos prazeres): ter tantos prazeres quanto
possível e possuir as habilidades para amplificar cada um deles.
- A vida boa (com foco no engajamento): descobrir quais são as forças que
representam sua “assinatura”, sua personalidade, seu jeito de ser e de
posicionar-se no mundo.
- A vida significativa (medida pelo seu valor): utilizar suas forças de
assinatura a serviço de algo que você acredita ser maior do que você e que
torne sua vida plena.

Vale a pena ser feliz?

Nas últimas três décadas, psicólogos e pesquisadores desenvolveram


centenas de estudos, e todos chegaram a uma mesma conclusão: nossos
antepassados estavam certo. Vale a pena preocupar-se com a felicidade
porque (ADALIKWU, 2012):

 Pessoas felizes são mais saudáveis


 Pessoas felizes lidam melhor com a doença
 Trabalhadores felizes são mais produtivos
 Pessoas felizes são mais persistentes para resolver problemas e mais
solidárias
 Pessoas felizes vivem mais
 Pessoas felizes são muito mais positivas. Estudos em continentes
diversos coincidem neste ponto: um estado de espírito positivo faz o
indivíduo ser mais criativo, generoso e construtivo. Ele vê mais
oportunidades e potenciais quando pensa de forma positiva.

Interpretando os acontecimentos – Percepção

O filósofo grego Epiteto, que viveu como escravo em Roma, já dizia: “O que
perturba os homens não são as situações, mas o modo como eles as
interpretam”. Ou seja: as nossas interpretações dos acontecimentos
determinam nossa reação, que, por sua vez, está diretamente relacionada com
o que sentimos e com o nível de stress que isso causa. Você já deve ter
observado que duas pessoas diferentes reagem de forma diversas à mesma
situação. Enquanto o otimista vê o copo meio cheio, o pessimista o vê meio
vazio. Enquanto uma pessoa fica estimulada ao perceber determinada situação
como um desafio a vencer, outra, diante da mesma situação, pode sentir-se
ameaçada e ficar estressada.
A analogia do copo mostra que nossas emoções e nossos comportamentos
não são desencadeados pelos fatos, e sim pela forma como pensamos e
avaliamos os acontecimentos. As formas repetitivas e padronizadas de pensar
e avaliar revelam nossos padrões e crenças.

Medindo a felicidade

A felicidade pode ser medida? De acordo com pesquisadores e estudiosos,


sim. As pessoas, em geral, sabem quando se sentem ou não felizes. Contudo,
a felicidade não é um estado estático. Até mesmo as pessoas mais felizes
relatam sentir emoções negativas, de tempos em tempos.
Uma das medidas mais utilizadas pelos cientistas é a Escala de Satisfação
Com a Vida (ESCV), do pesquisador norte-americano Ed Diener. A escala
avalia o bem-estar do indivíduo, ou seja, a satisfação dele com a vida. O
próprio entrevistado pode eleger o que é fundamental para sua satisfação. O
questionário tem apenas cinco itens, que perguntam aos entrevistados a
classificação de sua satisfação com a vida, em uma escala de 1 a 7. Extensas
pesquisas foram realizadas em todo o mundo, e a escala já foi validade no
Brasil por psiquiatras e psicólogos.

Vamos lá então?

1. Na maioria dos aspectos, minha vida aproxima-se dos meus ideais. ( )


2. As condições da minha vida são excelentes. ( )
3. Estou satisfeito com a minha vida. ( )
4. Até agora eu tenho conseguido alcançar as coisas importantes que
quero para minha vida. ( )
5. Se eu pudesse viver a minha vida de novo, não mudaria praticamente
nada. ( )
Dê uma nota de 1 a 7, sendo:
1 = Concordo totalmente.
2 = Concordo.
3 = Concordo parcialmente.
4 = Nem concordo, nem discordo.
5 = Discordo parcialmente.
6 = Discordo.
7 = Discordo totalmente.

As respostas para cada item devem, então, ser tiradas da fórmula de Diener,
segundo a qual cada valor pontuado é subtraído de 8. Por exemplo: suponha
que na primeira afirmação você tenha marcado 2. Subtraindo 2 de 8, o
resultado é 6. Na segunda afirmação, caso você tenha marcado 4 (8 – 4 = 4), o
resultado será 4. Continue fazendo as subtrações e depois some os resultados.

Os valores finais variam de 5 a 35, sendo:


 De 5 a 9 = extremamente insatisfeito;
 De 10 a 14 = insatisfeito;
 De 15 a 19 = pouco insatisfeito;
 De 20 a 24 = medianamente satisfeito;
 De 25 a 29 = satisfeito;
 De 30 a 35 = extremamente satisfeito.

30 A 35 – EXTREMAMENTE SATISFEITO
Pessoas nesta faixa de pontuação amam suas vidas e sentem que as coisas
vão muito bem. Contudo, o fato de estarem satisfeitos não significa que sejam
complacentes. Na verdade, o crescimento e o desafio podem ser parte da
razão pela qual elas se sentem satisfeitas. Para a maioria dos indivíduos nesta
faixa, a vida é prazerosa e os principais domínios de suas existências
funcionam a contento; trabalho, família, relacionamentos, lazer e
desenvolvimento pessoal.
25 A 29 – SATISFEITO
As características acima também se aplicam às pessoas nesta faixa de
pontuação. A diferença é que elas podem extrair motivação das áreas de suas
vidas nas quais a satisfação é menor.

20 A 24 – MEDIANAMENTE SATISFEITO
A medida da satisfação com a vida nas nações economicamente desenvolvidas
situa-se nesta faixa de pontuação. As pessoas que se encontram nesta faixa
estão satisfeitas com a maioria das diferentes áreas de suas vidas, mas
percebem a necessidade de algumas melhorias em todas as áreas – ou de
grandes melhorias em uma ou duas áreas. É importante observar que, embora
essa situação possa ser vista como “normal” – uma vez que se aplica à boa
parte das pessoas – quem se posiciona nesta faixa em geral quer promover
mudanças em sua vida a fim de mover-se para um nível mais elevado.

15 A 19 – POUCO INSATISFEITO
Pessoas que pontuam nesta faixa geralmente possuem pequenos, porém
significativos, problemas em diversas áreas de suas vidas. Ou, então, estão
bem em diversas áreas, mas possuem uma área que representa um problema
substancial para elas. Se o indivíduo moveu-se temporariamente de um nível
mais alto de satisfação para este por causa de um evento recente, as coisas
tenderão a melhorar com o tempo e a satisfação voltará a subir – para algumas
pessoas, um pouco de insatisfação pode funcionar como motivador. Por outro
lado, se a pessoa se sentir cronicamente “um pouco insatisfeita” com muitas
áreas de sua vida, reflexão e mudanças são necessárias.

10 A 14 – INSATISFEITO
Pessoas nesta faixa de pontuação sentem-se substancialmente insatisfeitas
com suas vidas. Elas podem estar mal em diversas áreas, e muito mal em uma
ou duas áreas. Se a insatisfação for uma resposta a um grave evento recente
(divórcio, falecimento de um ente querido, demissão…), é provável que com o
tempo, esses indivíduos retornem a seus níveis anteriores de satisfação.
Entretanto, se a insatisfação for crônica, mudanças se fazem necessárias –
tanto nas atitudes quanto nos padrões mentais e atividades diárias. Nesta
faixa, a pessoa pode não estar funcionando bem porque a infelicidade atua
como uma distração. Embora uma mudança positiva dependa sempre da
pessoa, a ajuda de um especialista pode ser recomendável.

5 A 9 – EXTREMAMENTE INSATISFEITO
Pessoas nesta faixa de pontuação sentem-se substancialmente infelizes com
suas vidas. Elas se inserem na descrição acima com as seguintes diferenças:
este nível de insatisfação indica que a pessoa não está bem em múltiplas áreas
de sua vida. E, em alguns casos (mas nem sempre), a insatisfação
cronicamente extrema pode estar ligada ao alcoolismo ou ao abuso de
substância tóxica. A pessoa precisa mudar e a ajuda de especialistas é
necessária.
O que você aprende com essa escala e com as pesquisas da mega sena e da
diferença dos níveis de felicidade entre o sul e o Nordeste?

Você pode aumentar a sua felicidade?

A ciência indica que sim. Em 1996, o geneticista e psicólogo David Lykken e o


psicólogo Auke Tellegen, ambos da Universidade de Minnesota, pesquisaram o
papel dos nossos genes na formação de nossos níveis de satisfação com a
vida. Estudaram 4 mil pares de gêmeos e concluíram que 50% da nossa
satisfação com a vida vêm de nossos genes. Eles impactam a forma como
lidamos com o stress, os nossos níveis de ansiedade, se temos disposição
otimista ou se tendemos a focar o lado obscuro da vida. Lykken e Tellegen
(1996), então, trabalharam com outros fatores que contribuem com cerca de
8% para a nossa sensação de bem-estar, como nível de educação, religião,
estado civil e renda. Sobraram 42% que são capazes de fazer a diferença.
Segundo o geneticista, temos um nível ao qual tendemos a regressar depois de
altos e baixos da vida. Esse nível chama-se set point. Por exemplo, estudos
indicam que ganhadores de loteria ficam eufóricos por um tempo, mas em uma
no voltam ao mesmo nível de felicidade, ou infelicidade, que tinham antes de
enriquecer. Como todos nós, eles têm de lidar com os aborrecimentos da vida
diária – do trânsito congestionado aos problemas de relacionamento, entre
outros. Conclusão: os ganhadores da loteria acabam voltando ao seu set point
de felicidade, só que em ambientes mais luxuosos. Diante dessa descoberta,
os cientistas passaram a usar o set point em seus estudos e desenvolveram
uma fórmula para aumentar a felicidade.

A fórmula da felicidade

Após um amplo estudo (não publicado), os pesquisadores britânicos


especialistas em Psicologia positiva Peter Cohen e Carol Rothwell chegaram à
seguinte “formula da felicidade”:

H=S+C+V

Sendo:
H (Happinesse) = nível constante de felicidade – 100%
S (Set Range) = limites preescritos.- 50%
C (Circunstancer) = circunstâncias da vida – 8 a 10%
V (Voluntary) = fatores que obedecem ao seu controle voluntário – 40 a 42%

As variáveis S tendem a impedir que o nível de felicidade aumente. Elas são


constituídas por fatores genéticos, rotina hedonista e limites preestabelecidos.
O estudo das circunstâncias abrange dinheiro (que não teria grande influência
no aumento do nível constante de felicidade), casamento (esse, sim, com forte
influência na felicidade das pessoas) e também vida social, emoções
negativas, saúde, educação, religião, dentre outras circunstâncias.
De acordo com Seligman (2002), enquanto a felicidade que vem do prazer é
transitória e difícil de melhorar, a felicidade duradoura pode ser aumentada por
meio de exercícios simples, cujos efeitos foram comprovados por pesquisas.
Isso inclui desde contar suas bênçãos até reservar um tempo para fazer o que
você gosta ou ajudar alguém de modo desinteressado.
VAMOS PRATICAR?

Meu maior sonho...


MEU EU IDEAL

PASSO 1 - O que você gostaria de fazer, ter e ser? Em que você gostaria de
ser bom?

PASSO 2 - Quem você é? O que você faz? No que você é bom?

PASSO 3 - O que é necessário fazer para atingir seu eu ideal? O que você
precisa mudar, adquirir, aprender, tornar-se, acreditar?

PASSO 4 - Que comportamentos e experiências você pode buscar para obter a


mudança e resultados desejados?
PASSO 5 - Quem pode ajudá-lo? Que tipo de relacionamento de apoio você
pode usar?

PASSO 6 - Quando você vai começar a escrever a sua história?

PASSO 7 - Desenhe um símbolo que representa seu eu ideal?

O QUE VOCÊ É?

Tarefa de casa:

- O link do teste VIA: Explorando as Suas Forças, será enviado.