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plantas ricas em CBD e THC para fins medicinais.

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ao acesso a Cannabis seja respeitado.

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responsáveis pela produção de nossos produtos.

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da Cannabis Medicinal como tratamento.

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CBD: tudo sobre o Canabidiol

O famoso CBD, ou Canabidiol, é um dos componentes mais conhecidos da


maconha. Enquanto o  THC  ainda ocupa o primeiro lugar em popularidade
devido à suas propriedades psicoativas responsáveis pelo barato, o CBD tem
ganhado cada vez mais presença na mídia, nos consultórios médicos, nos
laboratórios, e no debate sobre a planta. Isso se deve ao valor medicinal do
canabinoide, que ficou conhecido por auxiliar no tratamento da epilepsia e
outras doenças.
Nesse artigo, debateremos as seguintes questões: para que serve o CBD?
Como pode ser usado? Qual é a diferença entre o CBD isolado e em sua
forma natural, na maconha? Afinal de contas, essas são respostas que não só
pacientes medicinais da Cannabis procuram, mas todos os usuários e
cultivadores que também querem usufruir o máximo dos efeitos medicinais
da planta e do CBD.

Os efeitos do tão falado Canabidiol

O CBD é um canabinoide que, assim como o THC, se liga aos receptores de


canabinoides espalhados pelo corpo humano, conhecidos como CB1 e
CB2. Diferente do THC, contudo, o Canabidiol não é psicoativo, ou seja,
ele não causa o famoso “barato”. O CBD contrapõe alguns dos efeitos do
THC, interagindo diretamente com ele. Pacientes informam que com o THC
usado isoladamente, como na forma de dronabinol (THC sintético), os
efeitos psicoativos são muito fortes, podendo causar paranoia, tontura e
outros efeitos desagradáveis.

Em conjunto com o Canabidiol, contudo, esses efeitos negativos do THC


são suavizados, enquanto seus efeitos medicinais permanecem os mesmos ou
aumentam. Outros componentes da cannabis também interagem dessa
maneira. O CBD, entretanto, é mais abundante, perdendo somente para o
THC na maioria das cepas da planta.

O CBD possui um efeito sedativo. Plantas com alto teor tendem a causar
mais sono e relaxamento quando consumidas. Esse efeito também é
acentuado dependo da forma de preparação do extrato.  Entenda melhor
como a descarboxilação  pode ser realizada para enfatizar o papel do CBD
no extrato.

O CBD como neuroprotetor

O CBD ficou conhecido por sua associação com o tratamento da epilepsia.


Quando diversos casos de crianças sendo tratadas com extratos de cannabis
começaram a aparecer em 2014, cada vez mais a palavra CBD era utilizada
na mídia. Numa tentativa de desvencilhar o Canabidiol da maconha, o
componente foi mencionado dezenas de vezes como se fosse o único
canabinoide que pudesse tratar doenças.
Cannabis e neurônios CBD

De fato, o CBD foi estudado como um potencial neuroprotetor. O


componente parece proteger células nervosas de se superexcitarem –
processo que ocorre naturalmente em pessoas saudáveis, mas em excesso na
epilepsia, causando as características convulsões e espasmos. Outros
canabinoides, contudo – como o próprio THC – também possuem efeito
neuroprotetor. É possível que esses componentes ajam em conjunto com o
Canabidiol para a tratar a epilepsia.

O CBD isolado está sendo testado como tratamento para a epilepsia de


difícil tratamento, mas ainda não há evidências suficientes de sua eficácia,
bem como a planta em sua forma natural. Relatos de centenas de famílias,
contudo, demonstram resultados impressionantes. Em todos esses casos, ele
não foi utilizado isoladamente, mas em conjunto com  outros componentes .

Poder anti-inflamatório do CBD

O CBD parece ter propriedades  anti-inflamatórias , demonstrando potencial


para o tratamento de diversas doenças inflamatórias, como a artrite
reumatoide,  a esclerose múltipla , a doença de Crohn, diabetes tipo 1, entre
muitas outras. Esse efeito foi observado tanto com o Canabidiol isolado
como em sua forma natural (maconha rica em CBD). Um estudo comparando
a eficácias das duas formas, contudo, concluiu que a cepa de cannabis rica
em CBD é um anti-inflamatório superior ao CBD isolado.

Mais estudos são necessários para determinar a eficácia do Canabidiol como


um anti-inflamatório.

O uso do CBD no tratamento de dores

Diferente do THC, o CBD isolado não possui efeito analgésico. Utilizado


em conjunto com o THC, contudo, ele parece potencializar os efeitos do
THC no combate à dor crônica, sobretudo a dor neuropática (comum em
pacientes com câncer ou AIDS, por exemplo). Ao que tudo indica, o CBD e
o THC em conjunto são mais eficazes do que o THC isolado no tratamento
da dor.

É importante salientar que dosagens altas de THC causam aumento na


sensação de dor, enquanto dosagens mais baixas tendem a diminuir a dor. É
importante, portanto, encontrar a dosagem adequada para o tratamento em
questão, inclusive o equilíbrio entre o THC e o CBD, que varia entre
diferentes cepas da maconha. Pesquisadores explicam que a cannabis não
bloqueia a dor como opiáceos, por exemplo. Ela parece simplesmente
aumentar a capacidade do usuário em tolerar a dor.

Com abundante evidência envolvendo o uso da cannabis no tratamento da


dor, a planta já é aceita como um analgésico pela medicina tradicional. Em
estados americanos onde o uso medicinal da cannabis foi legalizado, as
vendas de analgésicos a base de opiáceos caiu consideravelmente, indicando
uma preferência pela cannabis por parte de muitos pacientes.

O Canabidiol no tratamento de distúrbios psiquiátricos

Enquanto o THC pode desencadear  efeitos psicóticos  em pessoas com


sensibilidade a seus efeitos; ou em pessoas que já sofrem ou sofrerão algum
tipo de psicose (como a esquizofrenia), o CBD tem efeito antipsicótico.
Diversas pesquisas indicaram esse efeito, inclusive estudos realizados no
Brasil, na USP de Ribeirão Preto.

Não há ainda, contudo, estudos clínicos amplos para determinar a eficácia


do Canabidiol nesse sentido. Os poucos estudos realizados em humanos
utilizaram a substância isolada. Há apenas relatos de pacientes sobre o uso
da cannabis in natura no tratamento de psicose. Como não sabemos a
segurança do uso da maconha em pacientes psicóticos, não é recomendado o
uso, mesmo de plantas ricas em CBD e com baixo teor de THC.
CBD no combate a surtos psicóticos

Pesquisas com pacientes que automedicam com cannabis identificaram um


alto número de pessoas utilizando a erva para tratar problemas
psiquiátricos; com ou sem acompanhamento médico. Uma pesquisa realizada
na Califórnia, em 1999, identificou 660 (26,6%) pacientes automedicando
problemas psiquiátricos com cannabis. Entre eles, 274 sofriam de stress
pós-traumático; 162 de depressão; 73 de ansiedade; 46 de depressão
neurótica; 34 de desordem bipolar; 26 de esquizofrenia; 15 de déficit de
atenção; 8 de distúrbio obsessivo-compulsivo; 5 de síndrome do pânico; 17
de outras enfermidades.
O efeito sedativo do Canabidiol parece acalmar pacientes psiquiátricos, mas
os efeitos da cannabis por inteira estão obscurecidos pela falta de
estudos. O sistema endocanabinoide  parece estar diretamente ligado ao
funcionamento do cérebro. Ao bloquear receptores de canabinoides,
cientistas observaram que pacientes entravam em depressão e tinham
pensamentos suicidas. O bom funcionamento do sistema endocanabinoide,
portanto, deve estar associado a um cérebro saudável, o que indica um forte
potencial da cannabis no tratamento de distúrbios psiquiátricos.

Conforme mencionado anteriormente, mais estudos são necessários para


determinar a eficácia e segurança da maconha nesses casos. É importante,
portanto, ter muito cuidado e somente se medicar com acompanhamento
médico.

Importância do CBD no tratamento contra câncer

Em diversos estudos pré-clínicos (em laboratório ou em animais, não em


humanos), o CBD demonstrou forte potencial no tratamento de diferentes
tipos de câncer . Centenas de estudos demonstram efeitos antitumorais e
anticancerígenos por parte do Canabidiol isolado. Estudos em humanos,
contudo, são necessários para determinar se o CBD realmente pode ser
utilizado nesse tratamento.
CBD Canabidiol

Outros tratamentos

O CBD é um componente com impressionante potencial terapêutico, sendo


cogitado em diversos tratamentos, como o mal de Parkinson, insônia,
espasmos musculares, entre diversas outras enfermidades.

Faltam investimentos em estudos, não somente com o CBD, mas com a


cannabis como um todo, já que diversos de seus componentes parecem agir
no organismo e até potencializar os efeitos terapêuticos uns dos outros.
Apesar da grande atenção que o CBD tem recebido, é preciso lembrar que
ele é apenas um componente, dentre diversos outros presentes na planta, e
ele nem é o mais estudado.

Mais conhecimento sobre esse e outros componentes pode significar uma


expansão na compreensão da biologia humana e um passo à frente no
tratamento de dezenas de enfermidades. Quanto mais soubermos sobre o
CBD e a cannabis, mais podemos avançar na luta pelo direito à vida e ao
tratamento de escolha de pacientes-usuários.

Referências

https://www.growroom.net/cbd-canabidiol/

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Saiba mais sobre o uso medicinal do cannabidiol A maconha medicinal já é


uma realidade no Brasil: mais de 78 mil unidades de produtos à base da
planta foram importados pelo país desde que a Anvisa (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária) autorizou o uso terapêutico de canabidiol em janeiro
de 2015. O canabidiol (CBD), um dos principais componentes da maconha,
até então estava na lista de substâncias proibidas pela agência reguladora.
Com o desenvolvimento de pesquisas sobre seu uso para tratamento dos
sintomas de diversas doenças, a Anvisa reconheceu o potencial para
tratamentos e colocou o composto na lista de substâncias controladas,
abrindo caminho para sua importação e para que laboratórios aprofundassem
os estudos sobre o tema.

Mais Informações:

https://pt-br.facebook.com/ligacanabi...

https://abraceesperanca.org.br

https://www.growroom.net/cbd-tudo-que...

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Fumar maconha reduz sintomas de ansiedade, depressão e estresse, segundo


estudo

(39577)
Estudo realizado em Washington, EUA, analisou pela primeira vez os
efeitos medicinais do uso da maconha em forma de cigarro, o famoso
baseado. Melhores resultados aconteceram com variedades com altos níveis
de CBD. As informações são d’ O Globo .

PULLMAN, Washington — Fumar um baseado pode aliviar os níveis de


depressão, ansiedade e estresse, mas, no longo prazo, pode contribuir para a
piora da depressão, alertam cientistas da Universidade Estadual de
Washington. Trata-se do primeiro estudo científico a avaliar o impacto do
uso da maconha medicinal, com diferentes níveis de tetrahidrocanabinol
(THC) e canabidiol (CBD), fora dos laboratórios.

— As pesquisas existentes sobre os efeitos da cannabis na depressão, na


ansiedade e no estresse são muito raros e foram feitas quase exclusivamente
com pílulas orais de THC administradas em laboratórios — afirmou Carrie
Cuttler, professora de Psicologia e líder do estudo publicado este mês no
“Journal of Affective Disorders”. — O que é único no nosso estudo é que
analisamos a cannabis inalada por pacientes que usam maconha medicinal
no conforto de suas casas.

Participaram do estudo 561 pacientes para analisar os impactos da maconha


sobre a depressão; 770 para avaliar a ansiedade e 726 pessoas para a
ansiedade. Eles foram convidados a responder um questionário antes de
fumar e 20 minutos depois. Ao todo, foram avaliados quase 12 mil eventos
de uso da droga.

Os resultados variam de acordo com a composição química da cannabis, mas


em geral todos relataram alívio dos sintomas. Uma tragada de maconha com
altos níveis de CBD e baixo THC apresentou a melhor redução dos sintomas
da depressão. Dois tragos de qualquer tipo de maconha foram suficientes
para reduzir os sintomas de ansiedade e, para o estresse, o ideal são dez
tragadas de cannabis com alto CBD e THC baixo.

Leia: Maconha pode ajudar no combate à ansiedade

— Muitos usuários parecem seguir a ideia falsa de que quanto mais THC
melhor — disse Carrie. — Nosso estudo mostra que o CBD é um ingrediente
muito importante da cannabis e pode potencializar alguns dos efeitos
positivos do THC.
Os pesquisadores perceberam que o alívio dos sintomas aconteceu em ambos
os sexos, mas as mulheres relataram redução maior na ansiedade após o uso
da droga.

Entretanto, os pesquisadores alertam que existem evidências de que os


medicamentos antidepressivos são eficientes no curto prazo, mas o uso
prolongado contribui para a piora da depressão. O estudo não avalia o
impacto do uso da maconha no longo prazo, mas “a cannabis pode mascarar
temporariamente os sintomas, mas não efetivamente promover a melhora no
longo prazo”.

Os dados foram coletados pelo aplicativo Strainprint, de uma empresa que


fornece maconha medicinal para pacientes e mede como diferentes doses de
diferentes tipos de cannabis afetam vários sintomas. Os usuários são
convidados a dar uma nota de um a dez aos sintomas que experimentam
antes de fumar e 20 minutos após o uso, informando o número de tragadas e
repetindo as perguntas sobre o bem-estar.

— Atualmente, usuários de maconha médica ou recreativa confiam nos


conselhos de colegas que são baseados em anedotas, não em evidências
científicas — disse Carrie.

Leia também:

Pesquisa sobre o uso da maconha medicinal no combate à depressão é


premiada pela Unesco

#PraCegoVer: Fotografia de um idoso acendendo um baseado.

Sobre Smoke Buddies

A Smoke Buddies é a sua referência sobre maconha no Brasil e no mundo.


Aperte e fique por dentro do que acontece no Mundo da Maconha.
https://www.smokebuddies.com.br

Link = https://www.smokebuddies.com.br/fumar-maconha-reduz-sintomas-
de-ansiedade-depressao-e-estresse-segundo-estudo/

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Sistemas e mecanismos e controle de caninos e opióides Sistemas e


mecanismos de controle e caninos e opióides

Resumo

Opio e o haxixe têm têm sido usados ou controlados classicamente por.  Uma
lógica farmacológica para ou uso de tais substâncias reside no fato de serem
capazes de modular sistemas opióides endógenos e canabinóides,
respectivamente.  Ambos os sistemas, que deprimem o sistema nervoso
central (SNC), são capazes de produzir analgesia tanto em animais quanto
em humanos, interferindo na transmissão de sinais dor (nociceptivos) da
periferia para os centros superiores do SNC.  Revisaremos as principais
teorias que explicam os efeitos periféricos em ambos os sistemas e seu
possível interesse do ponto de vista do tratamento musculoesquelético.

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1699258X09001521

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Capítulo 1 - Mecanismos básicos de síntese e hidrólise dos principais


endocanabinóides -

Resumo

Vinte e cinco anos após a descoberta do primeiro  receptor canabinóide  ,


vários testes feitos para identificar como rotas bioquímicas potencialmente
usadas pelas células para produzir seus ligantes endógenos  anandamida  e 2-
araquidonoylglicerol  . Esses endocanabinóides  (eCBs) são moléculas-chave
utilizadas em processos biológicos que, associados aos seus moléculas,
enzimas biossintéticas e catabólicas, formam o chamado "sistema
endocanabinóide".  Apesar do desenvolvimento de ferramentas
farmacológicas e genéticas seletivas para atingir as enzimas metabólicas do
eCB, ainda existem algumas peças ausentes que impedem um entendimento
completo da  biossíntese do eCBe hidrólise.  Neste capítulo, revise os últimos
avanços nas vias metabólicas  responsáveis pela produção e degradação dos
eCBs.

Palavras-chave

2-araquidonoilglicerol

Anandamida

Biossíntese

Catabolismo

Rotas metabólicas dos endocanabinóides

Copyright © 2017 Elsevier Inc. Todos os direitos reservados.

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/B9780128096666000010

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RevejaReceptor canabinóide como alvo terapêutico potencial para a doença
de Parkinson

luzes

Os receptores de canabinóides  (RBCs) fazem parte do  sistema


endocanabinóide  .

Um potencial papel neuroprotetor contra diferentes estresses celulares.

A Doença de Parkinson (DP) é uma condição neurodegenerativa fatal.

Os CBRs exibem seu efeito anti-PD em vários modelos de PD.

O papel promissor dos RBCs pode levar à descoberta da terapia anti-DP no


futuro.

Resumo

A doença de Parkinson (DP) é uma segunda doença neurodegenerativa mais


prevalente, caracterizada pela perda de neurônios dopaminérgicos da
substância negra nigra por compactação de glândulas basais causadas por
mutação genética, agregada proteção genética dobrada, reativa de espécies
químicas e químicas químicas.  A degeneração de neurônios dopaminérgicos
resulta em rigidez muscular, movimentos descoordenados do corpo,
distúrbios do sono, fadiga, amnésia e voz prejudicada.  Atualmente, a
administração de levodopa (L-DOPA) é uma terapia mais amplamente usada
para DP. Mas a administração prolongada de L-DOPA está associada aos
sintomas da discinesia.  No entanto, as alterações emergentes sugerem o
papel dos receptores canabinóides (RBCs) na redução do progresso do DP
pela ativação de vias neuroprotetoras.  Conseqüentemente,  Uma terapia com
canabinóides pode ser uma alternativa promissora para combater o DP no
futuro. Na presente revisão, discutimos o potencial de papel dos RBCs na
atenuação dos principais mecanismos do DP e como as lacunas de pesquisa
que precisam ser preenchidas, um fim de entender o mecanismo molecular
dos RBCs em detalhes.

https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0361923018306208

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O sistema endocanabinóide

Genética, Bioquímica, Distúrbios Cerebrais e Terapia

Livro • 2017

Editado por:

Eric Murillo-Rodríguez

Navegue neste livro

Por índice

Descrição do livro

O sistema endocanabinóide: genética, bioquímica, distúrbios cerebrais e


terapia de exame de aspectos celulares, bioquímicos, genéticos e
terapêuticos do sistema endocanabinóide.  ... leia uma descrição completa

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Índice

Acesso a texto completo


Capítulo de livroApenas resumo

Capítulo 1 - Mecanismos básicos de síntese e hidrólise dos principais


endocanabinóides

Natalia Battista e Mauro Maccarrone

Páginas 1 - 23

Resumo

Vinte e cinco anos após a descoberta do primeiro receptor canabinóide,


vários testes feitos para identificar como rotas bioquímicas potencialmente
usadas pelas células para produzir seus ligantes endógenos anandamida e 2-
araquidonoylglicerol.  Esses endocanabinóides (eCBs) são moléculas-chave
usadas nos processos biológicos que, associados aos seus moléculas,
enzimas biossintéticas e catabólicas, formam o chamado "sistema
endocanabinóide".  Apesar do desenvolvimento de ferramentas
farmacológicas e genéticas seletivas para atingir as enzimas metabólicas do
eCB, ainda existem algumas peças perdidas que impedem um entendimento
completo da biossíntese e hidrólise do eCB.  Neste capítulo, revise os
últimos avanços nas vias metabólicas responsáveis pela produção e
degradação dos eCBs.

Capítulo de livroApenas resumo

Capítulo 2 - Receptores de canabinóides e seus motores de sinalização

Balapal S. Basavarajappa

Páginas 25 - 62

Resumo

Δ 9 -tetra-hidrocanabinol (Δ  9 -THC), o Componente activo da  cannabis


sativa preparações, Como haxixe e marijuana, Sinais atraves dos Receptores
de superficie celular.  Dois tipos de receptores canabinóides foram clonados
e caracterizados.  Os receptores CB1 estão expressamente expressos nos
neurônios do cérebro.  Eles são pré-sinapticamente expressos em
interneurônios inibitórios e em neurônios excitatórios.  Os receptores CB2
são expressos em células microgliais, astrócitos e várias subpopulações de
neurônios. Eles são expressos nos terminais pré e pós-sináptico.  O presente
capítulo discute o entendimento atual dos receptores canabinóides e suas
cascatas de sinalização.

Capítulo de livroApenas resumo

Capítulo 3 - O Sistema Endocanabinóide e a Doença de Parkinson

Andrea Giuffrida e Alex Martinez

Páginas 63 - 81

Resumo

A desregulação do sistema endocanabinóide tem sido implicada em vários


distúrbios neurodegenerativos, incluindo a doença de Parkinson (DP).  Nas
áreas motoras do cérebro, os sistemas canabinóides e dopamina regulam a
função motora e a plasticidade sináptica, modulando uma neurotransmissão
excitatória e inibitória.  Alterações dessa conversa cruzada foram associadas
à fisiopatologia do DP e à plasticidade desadaptativa associada a
complicações motoras incapacitantes causadas pelo uso prolongado de L-
DOPA. Este capítulo é analisado como interações funcionais complexas
entre os sistemas endocanabinóide e dopaminérgico / glutamatológico nos
órgãos de base, uma contribuição da disfunção de transmissão
endocanabinóide na discinesia induzida por DP e L-DOPA,

Capítulo de livroApenas resumo

Capítulo 4 - Papel putativo dos endocanabinóides na esquizofrenia

F. Markus Leweke e Cathrin Rohleder

Páginas 83 - 113

Resumo

A esquizofrenia é um distúrbio psiquiátrico afetado por sintomas


heterogêneos e uma fisiopatologia complexa.  Vários fatores de risco
genéticos e ambientais, entre os quais o uso de maconha, foram usados para
influenciar ou perturbar.  Uma observação de que maconha e certos
canabinóides estão associados a experiências psicológicas em alimentos
alimentícios e que atuam como estressores da manifestação psicológica e
recaída em pacientes que sofrem de uma lesão endocanabinóide da
esquizofrenia.  Permanecer conjectural por um tempo, se o sistema
endocanabinóide assumir um papel deletério ou protetor nesse
contexto.  Hoje, é amplamente reconhecido que um sistema endocanabinóide
deficiente pode contribuir para a fisiopatologia da esquizofrenia e que um
endocanabinóide anandamida é considerado como tendo efeitos
protetores.  Portanto, uma modulação dos endocanabinóides parece ser um
novo alvo farmacológico promissor para esquizofrenia.  Além disso, como
etanolamidas de substâncias graxas relacionadas a endocanabinóides, como
oleo-olanolamida, podem usar um papel no metabolismo energético e no
controle de peso, mostrando os principais fatores de esquizofrenia e seu
tratamento.

Capítulo de livroApenas resumo

Capítulo 5 - O Sistema Endocanabinóide e as Funções do Cérebro Humano:


Visão das Patologias da Memória, Motores e Humor

John C. Ashton, Megan J. Dowie e Michelle Glass

Páginas 115 - 186

Resumo

O sistema canabinóide endógeno é parte integrante da fisiologia normal e


tem sido implicado na patologia de várias condições neurológicas.  Os
componentes do sistema endocanabinóide exibem uma distribuição
abundante e generalizada em todo o cérebro de mamíferos e agem para uma
função modular de uma série de outros importantes neurotransmissores.  Por
estar localizado em áreas cerebrais importantes para memória (por exemplo,
hipocampo), motor (por exemplo, glândulas de base) e humor (por exemplo,
córtex pré-frontal), não é impressionante o que dizer a disfunção do sistema
endocanabinóide individual envolvido em doenças que apresentam sintomas
que envolvem esses recursos.  Esta revisão se concentra nos conhecimentos
adquiridos como resultado de estudos sobre disfunção endocanabinóide nos
estados de doenças neurológicas.

Capítulo de livroApenas resumo

Capítulo 6 - O papel do sistema endocanabinóide no vício

Jose M. Trigo e Bernard Le Foll

Páginas 187 - 236

Resumo

Antecedentes  : Diferentes componentes do sistema canabinóide endógeno


(ECS) afetados como respostas a drogas, como álcool, nicotina, opióides,
estimuladores e canabinóides.

Visão geral : este capítulo é retomado como descobertas pré-clínicas, em


substâncias com foco nos usos de consumo e busca de drogas.  O foco está
nas abordagens farmacológicas que modulam os receptores canabinóides
CB 1 e CB 2 e o bônus endocanabinóide [alterações dos níveis de
anandamida e 2-araquidonoylglicerol (2-AG)].

Conclusão : O receptor CB 1 desempenha um papel importante na


modulação de atividades de busca de drogas para todas as substâncias de
abuso estudadas.  Também há um impacto claro no CB  1 na mediação do uso
de drogas para várias drogas, com uma exceção notável da droga
psicoestimulante.  O papel do receptor CB  2 ainda não está claro e merece
maior exploração.  A elevação da anandamida parece reduzir os recursos de
busca de drogas, embora poucos estudos tenham explorado o papel do 2-
AG. Diferentes formas existentes de modular ou ECS podem levar a
estratégias terapêuticas usadas para assistir sem os efeitos de efeitos
psiquiátricos indesejáveis associados aos agonistas / antagonistas inversos
do CB 1 .

Capítulo de livroSem acesso


Índice

Páginas 237 - 240

https://www.sciencedirect.com/book/9780128096666/the-endocannabinoid-
system#book-description

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Argentina vai liberar cultivo caseiro de Cannabis

O governo da Argentina vai permitir o cultivo caseiro de Cannabis e a


produção de óleos e tópicos à base da erva nas farmácias locais para quem
faz uso medicinal da planta. Essa foi a decisão tomada pelo Ministro da
Saúde, Ginés González García, que comandou uma reunião nessa quarta-
feira, 25 de julho, para fechar detalhes sobre o projeto de regulamentação
que deve ser publicado em breve e que já conta com o apoio do presidente
argentino, Alberto Fernandéz.

Durante uma reunião virtual, o ministro conversou com organizações


cannábicas, médicos, pacientes, pesquisadores e acadêmicos. García disse
ainda que além de regulamentar o cultivo caseiro da Cannabis na Argentina,
a medida vai garantir acesso gratuito à Cannabis para fins medicinais a
todos os pacientes do país, independente de planos de saúde. As
informações são do site  Infobae .

A legalização da maconha para fins medicinais na  Argentina  aconteceu  em


2017 , mas de forma “caduca”. Para muitos ativistas, por não ter um texto
claro, a legislação deixou um vácuo que forçou pacientes a recorrerem ao
mercado ilegal. Com mais de 44 milhões de habitantes, a Argentina é um
dos maiores mercados consumidores de maconha da América Latina.

Número de plantas de Cannabis para cultivo ainda não definido

De acordo com a nova lei que ainda não foi publicada, poderá  plantar
maconha em casa , para consumo próprio, qualquer paciente, pesquisador ou
usuário registrado no programa de Cannabis do país, o REPROCANN. As
informações pessoais dos cultivadores ficarão anônimas. O número de
plantas de Cannabis por pessoa ainda não foi definido.

Outra medida importante é a autorização da produção de tópicos, cremes e


óleos à base de maconha. No caso desses produtos, quem não for registrado
na REPROCANN poderá comprar na farmácia com receita médica. A medida
vai propiciar o cultivo estatal e dar prioridade à produção em laboratórios
públicos, demanda que vinha sendo exigida por várias cidades, desde 2017.

Fundadora da ONG  Mamá Cultiva Argentina , Valeria Salech disse ao


Infobae que o regulamento protege cultivadores solidários, usuários e
mulheres que encontraram na planta a solução para muita dor, “à custa da
própria segurança, podendo ser criminalizados por um sistema que os
inviabiliza e persegue”.

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4 de janeiro de 2015

Conheça o seu remédio

Foto: Prensa420 Por Verijuana Atualmente, a produção, processamento e


supervisão da canábis medicinal tem cruzado a linha entre o farmacêutico e
o alimentar. Em países…

18 de junho de 2020

Remédio à base de CBD ja é vendido em Belo Horizonte

Os pacientes de Cannabis medicinal residentes em Belo Horizonte (BH) já


podem comprar nas farmácias o primeiro remédio brasileiro produzido à
base de CBD. A…

https://www.growroom.net/argentina-cultivo-caseiro/

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Conheça o seu remédio

Foto: Prensa420
Por Verijuana
Atualmente, a produção, processamento e supervisão da canábis medicinal
tem cruzado a linha entre o farmacêutico e o alimentar. Em países onde o
consumo medicinal é regulamentado, a maconha é usada para tratar uma
infinidade de condições médicas, mas tem sido produzida de uma maneira
mais próxima dos produtos agrícolas do que de medicamentos.

O que torna a maconha um remédio?

A planta da canábis tem dezenas de princípios ativos chamados


canabinoides, que são encontrados na flor, folha e caule. Os canabinoides
são produzidos em diversos níveis ao longo da vida e da extensão da planta.
A maioria é encontrada nas folhas de plantas femininas, concentrada em
uma resina viscosa, produzida numa estrutura glandular conhecida como
tricoma. Além dos canabinoides, a resina é rica em terpenos, que são
responsáveis pelo cheiro e as diferentes nuances fisiológicas, que variam de
acordo com a espécie.

Os canabinoides entram no corpo humano de várias formas diferentes. Você


pode consumi-los fumando, comendo o vegetal bruto (ou variedades de seus
concentrados), e até mesmo através de aplicação tópica (onde as substâncias
são aplicadas diretamente na pele ou no local do problema). Pesquisadores
já identificaram mais de 100 canabinoides exclusivos na planta da maconha.
Muitos deles interagem com o sistema endocanabinoide humano através de
seus receptores, que são encontrados ao longo do nosso corpo.

Entretanto, existem receptores endocanabinoides que acabaram de ser


reconhecidos e ainda estão sendo identificados e estudados. Os dois tipos de
receptores mais conhecidos são o CB1 e CB2. O CB1 é expresso
principalmente no cérebro e no sistema nervoso central, além de pulmões,
fígado e rins. O receptor CB2 está mais presente no sistema imunológico,
células hematopoiéticas e ao longo do intestino. A afinidade de um
canabinoide com cada receptor determina o efeito daquele canabinoide, que
se liga seletivamente ao receptor mais desejável ao uso médico.

Próximos passos

Já que a rede de distribuição, regulamentação e legalidade andam juntas, a


canábis traz diversas questões para governantes, produtores, vendedores e
consumidores de países onde já foi legalizada. Uma delas pode ser: “Como
esse remédio pode ser prescrito para pacientes de forma segura e com uma
dosagem conhecida e correta?”. Na medida em que esses países começam a
fornecer um ambiente regulatório mais simpático com a produção e
distribuição da erva, resolver este problema deve ser prioridade.

Enquanto isso, no Brasil, alguns largos passos atrás, seguimos esperando


que a legalização da maconha medicinal não tarde acontecer. E que venha
acompanhada pelo direito ao cultivo caseiro – que possibilita a
independência do paciente e o acesso autosustentável à planta, sem as
amarras impostas pelo lobby da indústria farmacêutica.

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Sidarta Ribeiro

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As referências deste artigo  necessitam de formatação . Por favor,


utilize fontes apropriadas  contendo referência ao título, autor, data e
fonte de publicação do trabalho para que o artigo
permaneça  verificável  no futuro. (Setembro de 2015)
Sidarta Tollendal Gomes Ribeiro  (Brasília , 16 de abril  de 1971 ) é
um neurocientista , biólogo , neurobiologo , professor titular  e vice-diretor
do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte .[1]

Exerceu a função de secretário da  Sociedade Brasileira de Neurociências e


Comportamento  (SBNeC) no triênio 2009-2011. Atualmente é membro do
comitê brasileiro do  Pew Latin American Fellows Program in the
Biomedical Sciences  e membro do steering committee da "Latin American
School of Education, Cognitive and Neural Sciences". [2] Integra o Centro de
Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (NeuroMat) .[3]

Pesquisa[ editar  | editar código-fonte ]

O laboratório de Sidarta Ribeiro faz pesquisa nas interfaces entre


eletrofisiologia, etologia e biologia molecular, atuando principalmente nos
seguintes temas:

Sono, sonho e memória;

Genes imediatos e plasticidade neuronal;

Comunicação vocal em aves e primatas;


Competência simbólica em animais não-humanos.

A migração de neurocientistas para Natal[ editar  | editar código-fonte ]

Em meados da década de 1990, Sidarta Ribeiro juntou-se aos neurocientistas


brasileiros  Claudio Mello , Sergio Neuenschwander , Cecília Hedin-
Pereira , Antonio Pereira , Claudia Vargas  e Mário Fiorani  na concepção de
um projeto de repatriação de capital humano que está na origem tanto
do Instituto do Cérebro da UFRN  quanto do Instituto Internacional de
Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra  (IINN-ELS)[4] . Em 2003 a
iniciativa passou a ser vigorosamente apoiada pelo setor público, com
auxílio decisivo dos Ministérios da Educação e da Ciência & Tecnologia.

Em consequência, a UFRN assumiu a criação de um centro de pesquisa de


ponta em neurociências como parte de seu plano estratégico para o
desenvolvimento futuro. A fim de implementar o projeto de uma forma
sólida, a universidade passou a realizar desde 2008 um recrutamento
internacional de pesquisadores com pós-doutoramento para compor seu
quadro docente. O grupo inclui atualmente 18 professores selecionados por
concursos públicos: Adriano Tort, Antonio Pereira, Maria Bernardete de
Sousa, Claudio Queirós, Diego Laplagne, Draulio de Araújo, Lia Bevilaqua,
Katarina Leão, Kerstin Schmidt, Jesper Ryge, Marcos Costa, Martin
Cammarota, Richardson Leão, Rodrigo Pereira, Sandro de Sousa, Sergio
Neuenschwander, Sidarta Ribeiro, e Tarciso Velho. No dia 13 de maio de
2011, Sidarta Ribeiro participou com dirigentes, professores, técnicos e
estudantes da UFRN da inauguração do Instituto do Cérebro.

No dia 26 de julho de 2011, o jornal  Folha de S. Paulo  publicou uma


matéria relatando a cisão entre Miguel Nicolelis e o grupo de professores da
UFRN recrutados para o projeto, entre os quais Sidarta Ribeiro [5] . A
reportagem informou que o principal motivo da cisão foi a falta de acesso
dos pesquisadores da UFRN aos equipamentos utilizados no IINN-ELS. Essa
informação foi confirmada pelo periódico internacional Science  [6] . Uma
matéria na revista Piauí afirmou que a saída dos professores da UFRN se
deu por insatisfação generalizada com a gestão de Nicolelis. [7]

Uma outra versão, divulgada em reportagem do jornal  O Estado de S. Paulo ,


relata que a dissidência seria decorrente de críticas de Nicolelis a um
suposto baixo impacto das pesquisas desenvolvidas por este grupo [8] .
Passado mais de um ano da cisão, o Instituto do Cérebro da UFRN dá
continuidade à missão original do projeto, com dedicação exclusiva ao
ensino de pós-graduação e graduação de alta qualidade, à pesquisa
neurocientífica em nível internacional e à extensão de ciência, esporte e
arte junto a estudantes, pacientes hospitalares e jovens em situação de risco.
Os docentes do ICe apresentam produção científica em periódicos
como Nature Neuroscience, PNAS e  Journal of Neuroscience, totalizando
613 artigos publicados e 14.146 citações. Em média, os docentes do ICe-
UFRN apresentam 34 artigos com 786 citações por docente.

Formação acadêmica[ editar  | editar código-fonte ]

Bacharel em Ciências Biológicas pela  Universidade de Brasília  (1989-1993)

Mestre em Neurobiologia pela  Universidade Federal do Rio de


Janeiro  (1994)

Doutor em Neurociências pela  Rockefeller University  (1995-2000)

Pós-doutorado na Duke University  (2000-2005)

Obras[editar  | editar código-fonte ]

Publicações científicas selecionadas[ editar  | editar código-fonte ]

Mota, NB, Vasconcelos NAP, Lemos N, Pieretti AC, Kinouchi O, Cecchi


GA, Copelli M, Ribeiro S.  Speech Graphs Provide a Quantitative Measure
of Thought Disorder in Psychosis.  PLoS ONE  7(4): e34928. doi:10.1371
/journal.pone.0034928, 2012.

Ribeiro S. Sleep and plasticity. Pflugers Arch. 463(1):111-20, 2012.

de Araujo DB, Ribeiro S, Cecchi GA, Carvalho FM, Sanchez TA, Pinto JP,
de Martinis BS, Crippa JA, Hallak JEC, Santos AC.  Seeing with the eyes
shut: Neural basis of enhanced imagery following ayahuasca ingestion.
Human Brain Mapping (Print), doi: 10.1002/hbm.21381, 2011.

Vasconcelos N, Pantoja J, Belchior H, Caixeta FV, Faber J, Freire MAM,


Cota, VR, de Macedo EA, Laplagne DA, Gomes HM, Ribeiro S.  Cross-
modal responses in the primary visual cortex encode complex objects and
correlate with tactile discrimination.  Proceedings of the National Academy
of Sciences of the United States of America  108: 15408-15413, 2011.

Ribeiro TL, Copelli M, Caixeta F, Belchior H, Chialvo DR, Nicolelis MAL,


Ribeiro S. Spike Avalanches Exhibit Universal Dynamics across the Sleep-
Wake Cycle. Plos One 5:e14129, 2010.

Simões CS, Vianney P, Freire MAM, de Moura MM, Mello LE, Sameshima
K, Araujo JF, Nicolelis MAL, Mello CV, Ribeiro S.  Activation of frontal
neocortical areas by vocal production in marmosets. Frontiers in Integrative
Neuroscience 4: 123, 2010.

Ribeiro S, Pereira CM, Faber J, Blanco W, Nicolelis MAL.  Downscale or


emboss synapses during sleep. Frontiers in Neuroscience 3: 420-421, 2009.

Ribeiro S, Shi X, Engelhard M, Zhou Y, Zhang H, Gervasoni D, Lin SC,


Wada K, Lemos NA, Nicolelis MAL.  Novel experience induces persistent
sleep-dependent plasticity in the cortex but not in the hippocampus.
Frontiers in Neuroscience, 1: 43-55, 2007.

Ribeiro S, Loula AC, Araujo I, Gudwin RR, Queiroz J.  Symbols are not
uniquely human. Biosystems 90: 263-272, 2006.

Ribeiro S e Nicolelis MAL.  Reverberation, storage and post-synaptic


propagation of memories during sleep. Learn. Mem. 11(6): 686-696, 2004.

Gervasoni D, Lin SC, Ribeiro S, Soares ES, Pantoja P, Nicolelis


MAL. Global forebrain dynamics predicts animal behavioral states and their
transitions. J. Neurosci. 24: 11137-11147, 2004.

Ribeiro S, Gervasoni D, Soares ES, Zhou Y, Lin SC, Pantoja P, Lavine M,


Nicolelis MAL.  Long-lasting novelty-induced neuronal reverberation during
slow-wave sleep in multiple forebrain areas.  PLoS Biology  2: 126-137,
2004.

Ribeiro, Sidarta.  Sonho, memória e o reencontro de Freud com o cérebro.


Rev. Bras. Psiquiatria, 2003.

Ribeiro S, Mello CV, Velho T, Gardner TJ, Jarvis ED, Pavlides C.  Induction
of hippocampal long-term potentiation during waking leads to increased
extra-hippocampal zif-268 expression during ensuing rapid-eye-movement
sleep. J. Neurosci. 22: 10914-10923, 2002.

Jarvis ED, Ribeiro S, Silva ML, Ventura D, Vielliard J, Mello


CV. Behaviourally driven gene expression reveals song nuclei in
hummingbird brain.  Nature , v. 406, p. 628-632, 2000.

Ribeiro S, Cecchi, Magnasco, Mello CV.  Towards a song code: evidence for
a syllabic representation in the canary brain. Neuron, v. 21, p. 359-371,
1998.

Divulgação científica[ editar  | editar código-fonte ]

Maconha, Cérebro e Saúde  em co-autoria com  Renato Malcher-


Lopes  (Editora Vieira e Lent, 2007).

Coluna Limiar  publicada mensalmente desde 2004 na revista Mente e


Cérebro (Editora Duetto).

Livro O Oráculo da Noite  (Companhia das Letras, 2019).

Ficção[editar  | editar código-fonte ]

Entendendo as Coisas, coletânea que inclui o conto vencedor do Prêmio


Internacional Guimarães Rosa 1996 - Radio France Internationale (Editora
L&PM, 1998).

Referências

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Sidarta_Ribeiro
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Cannabis no Brasil é ilegal, mas não há pena de prisão para uso pessoal
desde 2006. ... No Brasil, não existe mais a pena de prisão ou reclusão para
o consumo, armazenamento ou posse de pequena quantidade de drogas para
uso pessoal, inclusive  maconha.

Cannabis no Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre

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Por que a maconha é proibida? Porque faz mal à saúde. Será mesmo? Então,
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passagem,  ...

A história da maconha no Brasil - SciELO

www.scielo.br › scielo

de EA Carlini - 2006 - Citado por 1  - Artigos relacionados

Palavras-chave:  maconha, proibição, uso medicinal, delta-9-THC.


ABSTRACT. The present study describes of history of  Cannabis  sativa L.
(marihuana) since the  ...

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A história da maconha no Brasil

REVISÃO DE LITERATURA  LITERATURE REVIEW

A história da maconha no Brasil

The history of marihuana in Brazil

Elisaldo Araújo Carlini

Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID);


Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo
(UNIFESP)

Correspondência para

RESUMO

A história da maconha no Brasil tem seu início com a própria descoberta do


país. A maconha é uma planta exótica, ou seja, não é natural do Brasil. Foi
trazida para cá pelos escravos negros, daí a sua denominação de fumo-de-
Angola. O seu uso disseminou-se rapidamente entre os negros escravos e
nossos índios, que passaram a cultivá-la. Séculos mais tarde, com a
popularização da planta entre intelectuais franceses e médicos ingleses do
exército imperial na Índia, ela passou a ser considerada em nosso meio um
excelente medicamento indicado para muitos males. A demonização da
maconha no Brasil iniciou-se na década de 1920 e, na II Conferência
Internacional do Ópio, em 1924, em Genebra, o delegado brasileiro Dr.
Pernambuco afirmou para as delegações de 45 outros países: "a maconha é
mais perigosa que o ópio". Apesar das tentativas anteriores, no século XIX
e princípios do século XX, a perseguição policial aos usuários de maconha
somente se fez constante e enérgica a partir da década de 1930,
possivelmente como resultante da decisão da II Conferência Internacional
do Ópio. O primeiro levantamento domiciliar brasileiro sobre consumo de
psicotrópicos, realizado em 2001, mostrou que 6,7% da população
consultada já havia experimentado maconha pelo menos uma vez na vida
(lifetime use), o que significa dizer que alguns milhões de brasileiros
poderiam ser acusados e condenados à prisão por tal ofensa à presente lei.
No presente, um projeto de lei foi aprovado no Congresso Nacional
propondo a transformação da pena de reclusão por uso/posse de drogas
(inclusive maconha) em medidas administrativas.

Palavras-chave:  maconha, proibição, uso medicinal, delta-9-THC.


ABSTRACT

The present study describes of history of  Cannabis sativa L.  (marihuana)


since the arrival in Brazil in the Portuguese discovers, in 1500. During the
following centuries  Cannabis cultivation was stimulated by the Portuguese
Crown, which included sending seeds to Brazil; the medicinal use
of Cannabis was also common, mostly during the second part of 19th
century, being the Cigarros Índios (Cannabis  cigarettes) imported from
France, and advertised in Brazilian medical journals up to the first years of
the 20th century. The repression against  Cannabis  use reached proportion
only in the 20th century. This probably happened because the Brazilian
representatives at the II International Conference on Opium and
Coca/Cocaine flatly declared that in Brazil  Cannabis was "more dangerous
than opium". The condemnation of  Cannabis  in that Conference was
seemingly extended up to the 1961 Single Convention of Narcotic Drugs,
United Nations, in which  Cannabis  was considered a "particularly dangerous
drug" and as such was included together with heroine in the Schedule IV of
that Convention. Possibly, as a consequence the repression started seriously
in the beginning of the 1930 decade; and according to the Brazilian law
6.368/1976, the recreational and medical uses of  Cannabis products are
prohibited. Such uses are criminal offenses and as such the users may face
prison penalties. However a new law is under discussion in the Brazilian
Congress. According to it the possession of a certain quantity of marihuana
(and other drugs) is no longer a criminal offense and will be subject to
administrative sanctions.

Key words: marihuana, forbidding, medicinal use, delta-9-THC.

Introdução

De uma certa maneira, a história do Brasil está intimamente ligada à


planta Cannabis sativa  L., desde a chegada à nova terra das primeiras
caravelas portuguesas em 1500. Não só as velas, mas também o cordame
daquelas frágeis embarcações, eram feitas de fibra de cânhamo, como
também é chamada a planta. Aliás, a palavra maconha em português seria
um anagrama da palavra cânhamo, conforme mostra a  Figura 1 .

Segundo documento oficial do governo brasileiro (Ministério das Relações


Exteriores, 1959):

"A planta teria sido introduzida em nosso país, a partir de 1549, pelos
negros escravos, como alude Pedro Corrêa, e as sementes de cânhamo eram
trazidas em bonecas de pano, amarradas nas pontas das tangas" (Pedro
Rosado).

Essa antiga relação pode também ser vista com o que seria a primeira
descrição em português dos efeitos da planta, conhecida na época pelo nome
de bangue. De fato, em um livro escrito em 1563 por Garcia da Orta (1891),
há um interessante diálogo entre dois personagens. Os trechos copiados a
seguir descrevem efeitos tanto de euforia e  boa viagem  como o bode (má
viagem).

"Ruano – Pois asi he, dizeyme como se faz este bangue, e pera que o tomão,
e que leva?

Orta – "Fazse do pó destas folhas pisadas, e ás vezes da semente; (...)


porque embebeda e faz estar fóra de si; e pera o mesmo lhe mesturão no-
moscada... e o proveito que disto tirão he estar fora de si, como enlevados
sem nenhum cuidado e prazimenteiros, e alguns a rir hum riso parvo; e já
ouvi a muitas mulheres que, quando hião ver algum homem, pera estar com
choquarerias e graciosas o tomovão. E o que (...) se conta (...) he que os
grandes capitães, (...) acustumavão embebedar-se ... com este bangue, pera
se esquecerem de seus trabalhos, e nam cuidarem, e poderem dormir; (...) E
o gram Soltão Badur dizia a Martim Affonso de Sousa, a quem elle muito
grande bem queria e lhe descubria seus secretos, que quando de noite queria
yr a Portugal e ao Brasil, e á Turquia, e á Arabia, e à Pérsia, não fazia mais
que comer um pouco de bangue.

Ruano – Eu vi hum portuguez choquareiro,( ... ) e comeo uma talhada ou


duas deste letuario, e de noite esteve bebedo gracioso e nas falas em
estremo, e no testamento que fazia. E porém era triste no chorar e nas
magoas que dizia;( ...) mostrava ter tristeza e grande enjoamento, e ás
pessoas que o vião ou ouvião provocava o riso, como o faz hum bebedo
saudoso; ... e ter vontade de comer."

Em síntese, sabe-se hoje que a maconha não é nativa do Brasil, tendo sido
para cá trazida pelos escravos africanos, conforme também atestam dois
outros autores brasileiros:

"Entrou pela mão do vício. Lenitivo das rudezas da servidão, bálsamo da


cruciante saudade da terra longínqua onde ficara a liberdade, o negro trouxe
consigo, ocultas nos farrapos que lhe envolviam o corpo de ébano, as
sementes que frutificariam e propiciariam a continuação do vício" (Dias,
1945).

"Provavelmente deve-se aos negros escravos a penetração da diamba no


Brasil; prova-o até certo ponto a sua denominação fumo d’Angola" (Lucena,
1934).

No século XVIII passou a ser preocupação da Coroa portuguesa o cultivo da


maconha no Brasil. Mas ao contrário do que poderia se esperar, a Coroa
procurava incentivar a cultura da  Cannabis:

"aos 4 de agosto de 1785 o Vice-Rei (...) enviava carta ao Capitão General e


Governador da Capitania de São Paulo (...) recomendando o plantio de
cânhamo por ser de interesse da Metrópole (...) remetia a porto de Santos
(...) ‘dezesseis sacas com 39 alqueires’ de sementes de maconha..."
(Fonseca, 1980).

Com o passar dos anos o uso não-médico da planta se disseminou entre os


negros escravos, atingindo também os índios brasileiros, que passaram
inclusive a cultivá-la para uso próprio. Pouco se cuidava então desse uso,
dado estar mais restrito às camadas socioeconômicas menos favorecidas,
não chamando a atenção da classe dominante branca. Exceção a isso talvez
fosse a alegação de que a rainha Carlota Joaquina (esposa do Rei D. João
VI), enquanto aqui vivia, teria o hábito de tomar um  chá de maconha.

Na segunda metade do século XIX esse quadro começou a se modificar, pois


ao Brasil chegaram as notícias dos efeitos hedonísticos da maconha,
principalmente após a divulgação dos trabalhos do Prof. Jean Jacques
Moreau, da Faculdade de Medicina da Tour, na França, e de vários
escritores e poetas do mesmo país. Mas foi o uso medicinal da planta que
teve maior penetração em nosso meio, aceito que foi pela classe médica.
Assim descrevia um famoso formulário médico no Brasil, em 1888:

"Contra a bronchite chronica das crianças (...) fumam-se (cigarrilhas


Grimault) na asthma, na tísica laryngea, e em todas (...)

Debaixo de sua influência o espírito tem uma tendência às idéias risonhas.


Um dos seus efeitos mais ordinários é provocar gargalhadas (...) Mas os
indivíduos que fazem uso contínuo do haschich vivem num estado de
marasmo e imbecilidade" (Chernoviz, 1888).

Ao que parece, as cigarrilhas Grimault tiveram vida longa no Brasil, pois


ainda em 1905 era publicada em nosso meio a propaganda ( Figura 2 )
indicando-as para "asthma, catarrhos, insomnia, roncadura, flatos".
Na década de 1930, a maconha continuou a ser citada nos compêndios
médicos e catálogos de produtos farmacêuticos. Por exemplo, Araújo e
Lucas (1930) enumeram as propriedades terapêuticas do extrato fluido
da Cannabis:

"Hypnotico e sedativo de acção variada, já conhecido de Dioscórides e de


Plínio, o seu emprego requer cautela, cujo resultado será o bom proveito da
valiosa preparação como calmante e anti-spasmódico; a sua má
administração dá às vezes em resultados, franco delírio e allucinações. É
empregado nas dyspepsias (...), no cancro e úlcera gástrica (...) na
insomnia, nevralgias, nas perturbações mentais ... dysenteria chronica,
asthma, etc.".

Foi também na década de 1930 que a repressão ao uso da maconha ganhou


força no Brasil. Possivelmente essa intensificação das medidas policiais
surgiu, pelo menos em parte, devido à postura do delegado brasileiro na II
Conferência Internacional do Ópio, realizada em 1924, em Genebra, pela
antiga Liga das Nações. Constava da agenda dessa conferência discussão
apenas sobre o ópio e a coca. E, obviamente, os delegados dos mais de 40
países participantes não estavam preparados para discutir a maconha. No
entanto o nosso representante esforçou-se, junto com o delegado egípcio,
para incluí-la também:

"... and the Brazilian representative, Dr. Pernambuco, described it as "more


dangerous than opium" (v. 2, p. 297). Again, no one challenged these
statements, possibly because both were speaking on behalf of countries
where haschich use was endemic (in Brazil under the name of diamba)"
(Kendell, 2003).

Essa participação do Brasil na condenação da maconha é confirmada em


uma publicação científica brasileira (Lucena, 1934):

"...já dispomos de legislação penal referente aos contraventores,


consumidores ou contrabandistas de tóxico. Aludimos à Lei nº 4.296 de 06
de Julho de 1921 que menciona o haschich.  No Congresso do ópio, da Liga
das Nações Pernambuco Filho e Gotuzzo conseguiram a proibição da venda
de maconha  (grifo nosso). Partindo daí deve-se começar por dar
cumprimento aos dispositivos do referido Decreto nos casos especiais dos
fumadores e contrabandistas de maconha".

Entretanto essa opinião emitida em 1924 pelo Dr. Pernambuco em Genebra é


de muito estranhar, pois, de acordo com documento oficial do governo
brasileiro (Ministério de Relações Exteriores, 1959), esse médico:

"Ora, como acentuam Pernambuco Filho e Heitor Peres, entre outros, essa
dependência de ordem física nunca se verifica nos indivíduos que se servem
da maconha. Em centenas de observações clínicas, desde 1915, não há uma
só referência de morte em pessoa submetida à privação do elemento
intoxicante, no caso a resina canábica. No canabismo não se registra a
tremenda e clássica crise de falta, acesso de privação (sevrage), tão bem
descrita nos viciados pela morfina, pela heroína e outros entorpecentes,
fator este indispensável na definição oficial de OMS para que uma droga
seja considerada e tida como toxicomanógena".

O início dessa fase repressiva no Brasil, na década de 1930, atingiu vários


estados (Mamede, 1945):
"De poucos anos a essa parte, ativam-se providências no sentido de uma luta
sem tréguas contra os fumadores de maconha. No Rio de Janeiro, em
Pernambuco, Maranhão, Piauhy, Alagoas e mais recentemente Bahia, a
repressão se vem fazendo, cada vez mais energia e poderá permitir crer-se
no extermínio completo do vício."

"No Rio, em 1933, registravam as primeiras prisões em conseqüência do


comércio clandestino da maconha.

Em 1940, a Polícia Bahiana (...) detia alguns indivíduos que se davam ao


comércio ambulante (...) como sendo maconha.

Mais recentemente, com permanência entre nós de tropas da marinha norte-


americana, surgiram alguns de nossos remanescentes viciados e procuraram
(...) colher lucros (...) explorando este suposto meio de esquecimento dos
horrores da guerra ou o lenitivo da saudade dos entes queridos. A ação
serena (...) altamente eficiente dos homens do Shore Patrol fez ruir os
intentos criminosos".

Esta postura repressiva permaneceu durante décadas no Brasil, tendo para


isso o apoio da Convenção Única de Entorpecentes, da Organização das
Nações Unidas (ONU), de 1961, da qual o Brasil é signatário. Como
sabemos, essa convenção ainda considera a maconha uma droga
extremamente prejudicial à saúde e à coletividade, comparando-a à heroína
e colocando-a em duas listas condenatórias.

"A proibição total do plantio, cultura, colheita e exploração por particulares


da maconha, em todo território nacional, ocorreu em 25/11/1938 pelo
Decreto-Lei nº 891 do Governo Federal" (Fonseca, 1980).

Deve-se notar que a maconha não é uma substância narcótica, e colocá-la


nessa convenção de entorpecentes foi um erro. A Lei nº 6.368, de 1976, que
legisla sobre o assunto, prevê pena de prisão para a pessoa que tenha em
poder qualquer quantidade de maconha, mesmo que para uso pessoal.

Atualmente está em fase final no Congresso Nacional a discussão de um


projeto de lei que substitui a pena de prisão por sansões  administrativas  no
caso de posse de pequenas quantidades para uso pessoal. Esse projeto já foi
aprovado pela Câmara dos Deputados e deverá proximamente ser votado no
Senado.

Essa maldição  sobre a maconha tem reflexos negativos em outra área. Está


sobejamente provado que o D9-tetraidrocanabinol (D9-THC), o princípio
ativo da maconha, tem efeito antiemético em casos de vômitos induzidos
pela quimioterapia anticâncer e é um orexígeno útil para os casos de
caquexia aidética e a produzida pelo câncer. O D9-THC está registrado
como medicamento em vários países, inclusive nos EUA (Marinol®). Mas,
apesar de esses fatos estarem relatados em revistas científicas
internacionais sérias, por respeitados grupos de pesquisadores, houve e há
resistências, inclusive no Brasil, em aceitar essa substância como
medicamento. Isso ficou patente entre nós quando, em 20 de julho de 1995,
durante o simpósio  Tetraidrocannabinol como medicamento?, com a
presença do ministro da Saúde e do presidente do Conselho Federal de
Entorpecentes (CONFEN), promovido e realizado no Ministério da Saúde,
os médicos presentes revelaram sérias reservas ao  derivado de maconha.

Por outro lado, a epidemiologia de uso da maconha no Brasil mostra que


esse assunto não pode ficar mais sem um enfrentamento franco e decisivo.
Assim, o consumo da planta entre estudantes vem aumentando (Galduroz  et
al., 2005), além de ser elevado o uso por nossas crianças que vivem em
situação de rua (Noto  et al., 1998). O I Levantamento Domiciliar sobre
Consumo de Drogas no Brasil (Carlini  et al., 2002) revelou que 6,9% dos 47
milhões de habitantes das 107 maiores cidades brasileiras já consumiram a
planta pelo menos uma vez na vida, o que corresponde a 3,249 milhões de
pessoas.

Contrastando com esses dados temos que, ao longo dos últimos 15 anos, o
número de pessoas internadas por intoxicação aguda ou por dependência de
maconha (Noto et al., 2002) não ultrapassou 300 por ano no triênio 1997-
1999. Em contraste, as internações por álcool alcançaram um total de
119.906 internações no mesmo triênio.

À vista desse quadro atual, torna-se pertinente mencionar o editorial


do Jornal Brasileiro de Psiquiatria  publicado há 26 anos (29: 353-4, 1980):

"A falta de discriminação entre viciados em drogas pesadas e simples


fumantes de maconha tem resultados altamente inconvenientes do ponto de
vista social. Se os estabelecimentos especiais viessem a ser construídos para
internar usuários de maconha, com toda a probabilidade, iríamos ressuscitar
o famoso dilema do Simão Bacamarte de Machado de Assis. Talvez fosse
melhor internar a população  sadia para defendê-la dos supostos perigos dos
cada vez mais numerosos adictos de maconha.

O perigo maior do uso da maconha é expor os jovens a conseqüências de


ordem policial sumamente traumáticas. Não há dúvida de que cinco dias de
detenção em qualquer estabelecimento policial são mais nocivos à saúde
física e mental que cinco anos de uso continuado de maconha.

Finalmente, em 1987, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) também


faz um editorial em que comenta o assunto (A dupla penalização do usuário
de drogas ou duas vezes vítima.  Revista ABP/APAL, 1987):

"Ninguém como os psiquiatras conhece melhor a miséria humana que


acomete os drogados. Eles são mais vítimas do sistema de produção e
tráfico – e de si mesmos – que delinqüentes. Neste sentido, julgamos
oportuno trazer à discussão, sob a égide deste momento Constituinte, este
polêmico tema que tem desencadeado tão graves conseqüências.

O problema das drogas em nosso país tem sofrido um julgamento


apaixonado, permeado por atitudes moralistas e um tratamento policial.

O próprio ’tratamento’ compulsório dos dependentes de drogas mostra baixa


eficácia, quando não absoluta inutilidade, e serve muitas vezes de artifício
para beneficiar apenas os mais abastados. Ressalte-se que a particular
questão do tratamento e da recuperação dos drogados deve estar integrada à
rede de cuidados gerais à saúde e ao bem-estar social.

Por outro lado, há que se propor uma melhor definição do que seja tráfico,
de modo a excluir a circulação não-lucrativa e incluir mandantes e
financiadores, aplicando a estes penas de prisão mais severas e medidas que
compreenderiam também o confisco de bens pessoais.

Finalmente, deve-se considerar com seriedade a necessidade de se promover


a descriminalização do uso da maconha, estipulando a quantidade
considerada porte, sem promover a liberação da droga. Esta medida
ampliaria as possibilidades de recuperação do usuário, isolando-o do
traficante e evitando sua dupla penalização: a pena social de ser um drogado
e a pena legal por ser um drogado, esta última muitas vezes mais danosa que
a primeira".

Referências

Araújo S, Lucas V. Catalogo de extractos fluidos. Rio de Janeiro: Silva


Araujo & Cia. Ltda, 1930.         [ Links  ]

Carlini EA, Galduróz JCF, Noto AR, Nappo SA. I levantamento domiciliar
sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil – 2001. São Paulo: CEBRID,
2002.        [ Links  ]

Chernoviz PLN. Formulário e guia médico. 13ª edição devidamente


argumentada e posta a par da Sciencia. Paris: Livraria de A. Roger & F.
Chernoviz, 1888.         [ Links  ]

Dias A. Algumas plantas e fibras têxteis indígenas e alienígenas. Bahia,


1927. Apud: Mamede EB. Maconha: ópio do pobre. Neurobiologia, 8: 71-93,
1945.        [ Links  ]

Editorial. J Bras Psiquiatr, 29(6): 355-8, 1980.         [ Links  ]

Fonseca G. A maconha, a cocaína e o ópio em outros tempos. Arq Polic Civ,


34: 133-45, 1980.         [ Links  ]

Galduróz JCF, Noto AR, Fonseca AM, Carlini EA. V levantamento nacional
sobre o consumo de drogas psicotrópicas entre estudantes do ensino
fundamental e médio da rede pública de ensino nas 27 capitais brasileiras,
2004. São Paulo: CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas
Psicotrópicas, 2005.         [ Links  ]

Kendell R. Cannabis condemned: the prescription of Indian hemp.


Addiction, 98: 143-51, 2003.         [ Links  ]

Lucena, J. Os fumadores de maconha em Pernambuco. Arq Assist


Psicopatas, 4: 55-96, 1934.         [ Links  ]

Mamede EB. Maconha: ópio do pobre. Neurobiologia, 8: 71-93,


1945.        [ Links  ]

Ministério das Relações Exteriores – Comissão Nacional de Fiscalização de


Entorpecentes. Canabis brasileira (pequenas anotações) – Publicação nº 1.
Rio de Janeiro: Eds. Batista de Souza & Cia., 1959.         [ Links  ]

Noto AR, Moura YG, Nappo S, Galduróz JCF, Carlini EA. Internações por
transtornos mentais e de comportamento decorrentes de substâncias
psicoativas: um estudo epidemiológico nacional do período de 1988 a 1999.
J Bras Psiquiatr, 51: 113-21, 2002.         [ Links  ]

Noto AR, Nappo SA, Galduróz JCF, Mattei R, Carlini EA. IV Levantamento
sobre o uso de drogas entre meninos e meninas em situação de rua – 1997.
São Paulo: CEBRID, Departamento de Psicobiologia, UNIFESP,
1998.        [ Links  ]

Orta G. Coloquios dos simples e drogas da Índia. Lisboa: Academia Real


das Sciencias de Lisboa/Imprensa Nacional, 1891.         [ Links  ]

Correspondência para:
Elisaldo Araújo Carlini
Rua Botucatu, 862 – 1º andar do ECB – Vila Clementino
04023-062 – São Paulo-SP
Tel.: (55) (11) 2149-0155 – Fax: (55) (11) 5084-2793
e-mail:  carlini@psicobio.epm.br
Recebido 23-11-06
Aprovado 23-12-06

Artigo inicialmente publicado em Carlini EA, Rodrigues E, Galduróz JCF.


Cannabis sativa L. e substâncias canabinóides em medicina. São Paulo:
CEBRID, 2005.

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0047-
20852006000400008

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Pasta com DEZENAS de estudos científicos sobre Cann Medicinal

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https://drive.google.com/drive/folders/106A9BHyWdlTJkR84POjQSnMMYJ
m3ZrtH

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As 10 pesquisas mais relevantes da história da Cannabis

O uso medicinal da Cannabis é pré-histórico, e os primeiros estudos


científicos com a planta iniciaram no Séc XIX. Após um longo período de
proibicionismo, a ciência redescobriu a maconha na década de 1960. O
Brasil teria papel fundamental nessa história

https://www.cannabisesaude.com.br/as-10-pesquisas-mais-relevantes-da-
historia-da-cannabis/

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As 10 pesquisas mais relevantes da história da Cannabis

O uso medicinal da Cannabis é pré-histórico, e os primeiros estudos


científicos sobre a planta iniciaram ainda no século XIX. Após um longo
período de proibicionismo, a ciência redescobriu a Cannabis na década de
1960, com o Dr. Raphael Mechoulam. O Brasil também teria papel
fundamental nessa história com o cientista Dr. Elisaldo Carlini. Saiba quais
foram as pesquisas mais importantes sobre a Cannabis medicinal nos
últimos 200 anos.

* As referências estão no final da lista.

A Europa descobre a  Cannabis indica  (1843)

Após uma um temporada em Calcutá, na   Índia, o médico irlandês Willian


O’Shaughnessy publicou artigo sobre as aplicações terapêuticas da  Cannabis
indica, remédio tradicional nas culturas orientais. O documento listava as
experiências com extrato das plantas a partir das recomendações dos
nativos. O médico passou a indicar o produto contra cólera, reumatismo,
tétano, raiva, dores e convulsões. O estudo difundiu o uso da planta na
Europa e depois nas Américas.
2. Cannabis e opioides (Inglaterra – 1889)

O artigo do PhD. EA Birch na The Lancet, uma das principais revistas


médicas do mundo, delineou a aplicação da  Cannabis Sativa L. para o
tratamento de dependência ao ópio. A erva reduziu o desejo da droga e agiu
como um antiemético. Nos anos seguintes a maconha consolidou-se como
medicamento nos EUA e na Europa.

3. A descoberta do THC (ISRAEL – 1964)

Dr. Raphael Mechoulam e seu equipe da Universidade Hebraica de


Jerusalém isolam e sintetizam o Tetrahidrocanabinol, principal psicoativo
da Cannabis. A descoberta foi um marco, pois abriu caminho para que a
ciência começasse a entender como a planta se comporta no organismo
humano.
4. Relatório Shafer (EUA – 1972)

Este estudo, controlado pelo governo Nixon, pedia remoção imediata de


todas as penalidades criminais por uso de Cannabis e até mesmo
“distribuições pontuais de pequenas quantidades” da planta. O relatório dos
cientistas sustentava que a maconha não causava danos que justificassem a
guerra contra a planta. Apesar das recomendações científicas, Nixon se
mostrou enfurecido com o conteúdo do relatório e endureceu ainda mais as
proibições relacionadas ao uso da erva.

5. Cannabis combate câncer (EUA –  1974)

Cientistas da Medical College of Virginia tentavam provar que a planta


piorava casos de câncer. Eles trataram ratos cancerosos com THC. Mas os
resultados mostraram o oposto: roedores tratados com a planta apresentaram
redução no tamanho do tumor.

6. Cannabis trata náuseas causada por quimioterapia (EUA – 1975)

O Departamento de oncologia do Hospital Infantil de Boston publicou artigo


mostrando que o THC era atenuante eficaz de efeitos colaterais em
pacientes que enfrentaram quimioterapia, sobretudo em sintomas como
náuseas e vômitos. A pesquisa foi liderada pelo renovado Dr. Lester
Grinspoon, professor da Escola de Medicina de Harvard.

7. CBD no controle de convulsões (BRASIL –  1981)

Grupo do Dr. Elisaldo Carlini (UNIFESP) publica em respeitado periódico


científico internacional um estudo duplo cego, randomizado, incluindo uma
pequena amostra de oito pacientes, comparados com sete controles, o efeito
benéfico do CBD para controle de crises convulsivas.

8. Descoberta do Sistema Endocanabinoide (ISRAEL e EUA – 1988/92)

Dra Allyn Howlett descobre que o cérebro humano possui receptores que
reagem ao THC. A equipe de Raphael Mechoulam, então, mapeia este
conjunto de receptores, dando o nome de Sistema Endocanabinoide (SEC).
A descoberta revolucionou os estudos da Cannabis.

9. Cannabis e AIDS (EUA – 1997)

Dr. Donald Abrams, chefe de oncologia do San Francisco General Hospital,


descobre que a planta não agravava o quadro clínico dos pacientes com
HIV, mas ajudava no ganho de peso, recuperação do apetite e atenuação do
mal-estar

10. Cannabis reduz mortes por opioides (EUA – 2014)

Pesquisa de Marcus Bachhuber, professor de Medicina no Montefiore


Medical Center, conclui que entre 1999 e 2010, o número de mortes por
overdose de opioides foi 25% menor nos estados americanos que forneciam
acesso legal a Cannabis medicinal.
Procurando por um médico prescritor de cannabis medicinal?   Clique
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1 2

https://www.cannabisesaude.com.br/as-10-pesquisas-mais-relevantes-da-
historia-da-cannabis/

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SOS Cannabis: ela tratou epilepsia do filho e criou grupo de mães pelo
Brasil

“Se tem alguém que o óleo não está chegando, que parou na alfândega ou
perdeu o fornecedor, a gente se vira pra conseguir, liga para a advogada,
pede uma doação. Se uma mãe precisa de uma cadeira de rodas, a gente vai
atrás”, conta a enfermeira aposentada Margarida Lagame

Como o estado brasileiro insiste em permanecer dificultando o acesso à


Cannabis medicinal, sobretudo para pessoas mais carentes, famílias
começam a se mobilizar para que não falte óleo a ninguém. Foi nesse
espírito que, depois de passar por muitos perrengues para tratar o filho
adulto com epilepsia, uma carioca de 71 anos decidiu unir forças com outras
mães. Assim, surgiu um grupo de ajuda que o nome já diz tudo: é o SOS
Cannabis. 

“Eu me coloco no lugar dessas mães e lembro tudo o que passei com o
Pedrinho, então eu tento ajudar do meu modo”, conta a enfermeira
aposentada Margarida Lagame, a mãezona do projeto.

Com menos de um ano, o SOS Cannabis já conta com cerca de 400 mães em
64 grupos locais espalhados pelo país.

“A Margarida já me salvou uma vez. Ela encheu um vidrinho do Theo. Eu


estava desesperada, e ela compartilhou o remédio do filho dela comigo. Foi
emocionante”, lembra a cineasta Rita Carvana, mãe de um menino que
também sofre com epilpsia.

“Se tem alguém que o óleo não está chegando, que parou na alfândega ou
perdeu o fornecedor, a gente se vira pra conseguir, liga para a advogada,
pede uma doação. Se uma mãe precisa de uma cadeira de rodas, a gente vai
atrás”, conta Margarida.

A advogada que a Margarida se refere é a Ana Izabel de Hollanda,


especialista em Direito da Saúde e mestre em saúde coletiva. Ela presta
auxílio jurídico – sem custos – para o acesso a medicamentos derivados de
Cannabis a todas as famílias sem condições financeiras.

“A Margarida é uma querida. Ela é muito acolhedora. Então todo mundo


procura ela. Até mesmo de madrugada, as mães choram. E é tudo que é
problema. Ela meio que virou uma psicóloga nesse meio. Mas quando
procuram ela pedindo um auxílio jurídico, daí ela me chama. O meu foco de
atuação é o acesso ao tratamento através dos plano de saúde e União
(SUS)”.

Caso a mãe esteja buscando o direito de plantar através de Habeas Corpus, a


Margarida ou a Ana encaminham para a as Rede Reforma, um coletivo de
juristas responsável pela maior parte das quase 100 decisões judiciais
favoráveis a pacientes que cultivam o próprio remédio no país.  
Margarida e o Pedrinho

“Pelo meu filho eu vou até na boca de fumo”

O Pedrinho tem 34 anos, mas a Margarida só descobriu que a Cannabis


poderia ajudar no tratamento do filho em 2014.  

“Você vai ouvindo as pessoas falarem nesses grupos de doenças raras. Um


dia, eu estava numa manifestação dos raros (portadores de doenças raras), e
uma mãe estava dando medicação pra filha. Eu senti na hora o cheiro e
perguntei se era maconha. Ela era médica, nós conversamos e ela me
explicou tudo. Mas quando eu falei com a médica do Pedrinho, ela
respondeu ‘Deus me livre’. Então eu falei pra ela que pelo meu filho eu vou
comprar até na boca.

Apesar da promessa, a Margarida ficou com medo de buscar a maconha do


tráfico. Mas mandou uma amiga. Com o prensado na mão, ou o bagulho,
como chamam os cariocas, ela fez a extração. Comprou todos os
equipamentos, de panela elétrica a gelo seco. Mas o produto final ficou
muito escuro, bem diferente daquele óleo da médica que ela conheceu no
protesto. 

Ela partiu então para o óleo da Abrace, associação de pacientes da Paraíba


autorizada a cultivar. Porém o Pedrinho não se adaptou. A saída foi a
medicação importada.

Margarida na Marcha da Maconha de 2015 no Rio de Janeiro

É um carro zero importado todo ano!

“Mas eu importava sem autorização da Anvisa, mesmo. Como se fosse


traficante! Eu não tinha medo”, lembra.  

Foi esse óleo importado que deu certo para o Pedrinho ficou bem. Assim
que conseguiu a autorização da Anvisa, a Margarida foi sozinha até a
Defensoria Pública da União e conseguiu ja Justiça que o SUS pagasse o
óleo do Pedrinho.

“Só assim mesmo, porque é um carro zero importado por ano o óleo dele!”

Durante essa luta, a Margarida se associou na ONG Apepi, e esse espírito


acolhedor da mãezona transformou ela numa referências para as pacientes.
Mas a associação não estava dando conta de atender tanta gente que chegava
até ela.

“Me doía ver uma mãe pedindo um óleo e ter que esperar, eu não poder
ajudar”. A Margarida continua associada da Apepi, mas entendeu que
precisava fazer algo diferente para ajudar mais famílias.

Em dezembro do ano passado, então, foi criado o SOS Cannabis e no mês


seguinte o SOS Mães. São basicamente grupos no WhatApp e Telegram mas
que fazem bastante diferença na vida das famílias. As mães que quiserem
fazer parte de algum grupo, basta procurar a iniciativa no Instagram da  SOS
Cannabis .

A Margarida Lagame a advogada Ana Izabel Hollanda serão painelistas do


Medical Cannabis Summit em agosto. O evento é online e gratuito.
Organizado pela OnixCann e a TD Digital, reunirá cerca de 40 profissionais
de saúde, direito e sociedade civil. Faça sua inscrição aqui.

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https://www.cannabisesaude.com.br/sos-cannabis-grupo-maes/

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Conheça PEDRO = ele deixou de ter Convulsões com Óleo da Cannabis


(maconha medicinal)
21.390 visualizações

•24 de jun. de 2019

https://youtu.be/kkTStw67W5g

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Roda Viva | Sidarta Ribeiro | 06/01/2020

365.463 visualizações

•6 de jan. de 2020

Daniela Lima recebe o neurocientista Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto


do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O Roda Viva é
transmitido ao vivo com interpretação em Libras na TV Cultura, Facebook,
Twitter, aplicativo Cultura Digital e neste canal.

https://www.youtube.com/watch?v=E4pO_h3D6jU

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Maconha faz bem? Devemos legalizar? - Prof. Dr. Sidarta Ribeiro -


Legalização e descriminalização

540.004 visualizações
•29 de jul. de 2014

https://youtu.be/zel3lRhlxhI

Inscreva-se no canal MOVA: http://goo.gl/x3Gzow Maconha faz bem?


Maconha faz mal? Devemos legalizar a maconha? Assista o neurocientista
Prof. Dr. Sidarta Ribeiro responder a essas e outras questões polêmicas que
estão cada vez mais sendo discutidas em nosso país. E você, é a favor da
legalização da cannabis no Brasil? Compartilhe conhecimento! E conecte-se
nas nossas Redes: Website: http://www.movafilmes.com.br Facebook:
http://goo.gl/XVwt5N Twitter: https://twitter.com/MovaFilmes Flickr:
https://www.flickr.com/photos/1192094 ...

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MACONHA: A história da proibição entre a SAUDE e RACISMO! [+18]

46.950 visualizações

•20 de abr. de 2019

https://youtu.be/CsS2ZiJ7SaY

Muito antes dos americanos, muito antes dos europeus: em 1830, o Brasil
proibia o Pito do Pango ou Fumo de Negro. Desde então, qual a história da
proibição da cannabis? Ao contrário do mito que se construiu, o Brasil
sempre foi pioneiro da proibição - seria o racismo o culpado disso tudo?
Conheça a história dos cigarrinhos Grimault, do médico racista Rodrigues
Doria e entenda o que está por trás da guerra as drogas. FONTES NA
DESCRIÇÃO - NÃO DEIXE DE CONFERIR!

Fixado por NORMOSE
Fontes: LEIA O MATERIAL DE PESQUISA! Mais do que nunca, esse
assunto EXIGE que você confira as fontes! Livro: MACRAE e SIMOES -
Rodas de Fumo- A maconha entre as camadas medias urbanas Henrique
Carneiro Drogas: A história do proibicionismo Luz de Souza Sonhos da
Diamba, Controles do Cotidiano: Uma História da Maconha no Brasil
Republicano, Anthony Pessoa e Oswaldo Jr. - Diamba Sarabamba ****Teses
e artigos: “Fumo de Negro”: a Criminalização da Maconha no Brasil, de
Luísa Gonçalves Saad, Drogas, Medicina e Civilização na Primeira
República. - Julio Cesar Adiala (PPG em História das Ciências da Saúde /
Fundação Oswaldo Cruz), 2011. Proibição da maconha no Brasil e suas
raízes históricas escravocratas André Barros e Marta Peres - Revista
Periferia Volume III, Número 2 Historiografia - BREVE HISTÓRIA DA
PROIBIÇÃO DAS DROGAS NO BRASIL:UMA REVISÃO1 BRIEF
HISTORY OF THE PROHIBITION OF DRUGS IN BRAZIL: A REVIEW
Carlos Eduardo Martins Torcato (USP) LUIZ FERNANDO PETTY | As
raízes racistas da proibição da maconha no Brasil - Petty é historiador e
pesquisador na área de drogas - https://www.youtube.com/watch?
v=1lHZNYfbsnk Maconha Coletânea de trabalhos Brasileiros - Serviço
Naciona de Educação. Proibicionistas Históricos. Cap "Os Fumadores de
Maconha. Efeitos e Males do Vício." Dr. Rodrigues Dória sôbre o Cap:
Vício da Diamba. Adauto Botelho e Pedro Pernambuco 0 Youtube:
HENRIQUE CARNEIRO - História das drogas Como criminalizaram as
drogas ao longo da história Edward Macrae - Maconha no Brasil e seu uso
no controle dos Negros https://www.youtube.com/watch?v=PzL_ZGft6fA
Notícias e artigos de jornal: A criminalização racista da maconha: Professor
André Barros: http://midianinja.org/andrebarros/criminalizacao-racista-da-
maconha/ a casa de vido CONTROLE SOCIAL, RACISMO, EUGENIA E
HIGIENISMO: A História Secreta da Criminalização da Maconha no Brasil
nas obras de Jorge Emanuel Luz de Souza e Jean Marcel Carvalho França
https://acasadevidro.com/2017/07/12/historia-da-maconha-no-brasil-
conheca-o-livro-do-historiador-jean-marcel-carvalho-franca-ed-3-estrelas-
2014-151-pgs/

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