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Lição 19

VERDADEIRAS E FALSAS CONVERSÕES


Por Ray Comfort
Tradução: Fernando Guarany Jr.

“É por esta razão que temos tantos convertidos ‘cogumelo’: [porque] seus pedregosos
solos não são arados [antes do plantio]; Eles não têm a convicção da Lei; são pessoas
cujo solo [do coração] é pedregoso.”

GEORGE WHITEFIELD

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Comentário de Kirk Cameron: Achava que “desviar-se” era uma ocorrência comum e normal no
Cristianismo até entender a realidade das falsas conversões e sua prevalência nas igrejas de hoje. Está
lição verdadeiramente lhe abrirá os olhos.

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Perguntas e Objeções

“Já fui um cristão evangélico. Agora acredito que isso tudo é uma droga!”

Quando alguém declara que um dia foi Cristão, mas que caiu em si, está dizendo que certa vez
conheceu o Senhor (veja João 17:3). Pergunte-lhe: “Você conheceu o Senhor?” Se ele responder que
sim, gentilmente diga: “Então, você admite que Ele é real e que está em rebelião à Sua vontade.” Se
ele responder: “Achava que tinha conhecido!”, isso lhe dá licença para dizer: “Se você realmente não
tem certeza, então é porque provavelmente não O conheceu.” Se ele não conheceu o Senhor, portanto
nunca foi Cristão (1 Joao 5:11-13, 20). Explique-lhe que a Biblia fala de falsa conversão, na qual
pessoas cujo solo [do coração] é duro recebem a Palavra com júbilo e alegria, mas, quando vem o
tempo de tribulação, tentação e perseguição, abandonam a fé. Se o indivíduo estiver aberto à razão,
conduza-o pelos Dez Mandamentos até a mensagem da cruz e a necessidade de arrependimento e fé no
Salvador.

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Talvez um dos conceitos mais negligenciados no Corpo de Cristo contemporâneo é o da


verdadeira ou falsa conversões. O porquê de tal negligência é um mistério, pois o Novo Testamento
este cheio de ensinamentos sobre o assunto e dá muitos exemplos de falsos profetas, falsos mestres,
falsos apóstolos e falsos irmãos.
Uma compreensão clara do assunto nos assegurará de não sermos culpados de pregar um
evangelho que colhe falsos convertidos.
Quando Jesus deu a Parábola do Semeador a seus discípulos, parece que lhes faltava
entendimento se seu significado: “Jesus lhes disse: ‘Vocês não compreendem esta parábola? Como
então compreenderão todas as outras parábolas?’” (Marco 4:13). Em outras palavras, a Parábola do
Semeador é a chave que abre [as portas dos] mistérios de todas as outras parábolas. Se há uma
mensagem nesta parábola, é o fato de que quando o Evangelho é pregado, existem falsas e verdadeiras
conversões.
Uma vez que esta premissa é estabelecida, a luz da percepção começa brilhar sobre as outras
parábolas de Jesus sobre o reino de Deus. Se entendermos o princípio de que o verdadeiro e do falso
andam lado a lado, então os outros ensinamentos parabólicos fazem sentido: o Trigo e o Joio
(verdadeiro e falso), os Bons Peixes e os Maus Peixes (verdadeiro e falso), as Virgens Sábias e as
Tolas (verdadeiro e falso), e as Ovelhas e as Cabras (verdadeiro e falso).
Após ensinar sobre o Trigo e o Joio, Jesus deu a Parábola da Rede de Pesca:
Igualmente, o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanhou toda espécie de
peixes. E, quando cheia, puxaram-na para a praia; e, sentando-se, puseram os bons em cestos; os ruins,
porém, lançaram fora. Assim será no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os
justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes. Entendestes todas estas
coisas? Disseram-lhe eles: Entendemos. (Mateus 13:47-51).

Note que os bons peixes e os ruins estavam juntos na rede. As pessoas do mundo não são pegas
na rede do reino dos céus; elas continuam no mundo. Os “peixes” que são pegos são aqueles que
respondem ao Evangelho – a “rede” evangelística. Eles permanecem juntos até o Dia do Julgamento.
Os falsos convertidos não possuem uma genuína contrição por terem pecado. Eles fazem uma
profissão de fé, mas são deficientes em arrependimento bíblico – “Professam que conhecem a Deus;
mas em obras O negam, sendo são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.” (Tito
1:16). Um verdadeiro convertido, entretanto, tem o conhecimento do pecado e tristeza para com Deus,
arrepende-se verdadeiramente e produz “coisas que acompanham a salvação” (Hebreus 6:9). Isto é
evidente pelos Frutos do Espírito, frutos da justiça, etc.
Judas era um falso convertido. Parece que ele foi um exemplo de pessoa cujo solo [do coração]
era espinhoso: “mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça de outras coisas,
entrando, sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.” (Marcos 4:19). Alguns destes professos Cristãos
permanecem dentro da igreja, e são os que geralmente trazem descrédito ao nome de Jesus Cristo.
Apesar dos falsos convertidos não se arrependerem de seus pecados, eles tem certa medida de
espiritualidade. Judas, por exemplo, tinha. Ele conseguiu convencer alguns dos discípulos de que
verdadeiramente se importava com os pobres. Ele parecia tão confiável que foi escolhido para tomar
conta das finanças. Quando Jesus disse: “Um de vocês me trairá”, os discípulos não apontaram o dedo
para o fiel tesoureiro, mas, ao contrário, suspeitaram de si mesmos, dizendo: “Sou eu, Senhor?” Então,
não é de trazer surpresa que poucos no Corpo de Cristo suspeitem de que estamos cercados de pessoas
da categoria de Judas. Entretanto, os alarmes deveriam soar quando a igreja, que deveria ter uma
influência massiva na sociedade, infelizmente não a tem no frigir dos ovos. Mesmo com nossos 142
milhões de crentes professos, não conseguimos nem mesmo proibir o assassinato de crianças nos
úteros de suas mães.
Como escreveu William Iverson na revista Christianity Today: “Um quilo de carne certamente
seria afetado por duzentas e cinqüenta gramas de sal. Se este é o verdadeiro Cristianismo, o ‘sal da
terra’, onde está o efeito do qual falou Jesus?”

Deus sabe distinguir perfeitamente o verdadeiro do falso, e certamente irá separá-los no Dia do
Julgamento.

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Perguntas

1. O que Jesus disse aos discípulos quando O questionaram a respeito da Parábola do


Semeador?
2. Cite algumas das parábolas que Jesus usou para falar de falsas e verdadeiras conversões.
3. Quando os falsos convertidos serão desmascarados?
4. Que danos pode causar o Cristão que não compreende que de fato existem falsas
conversões?
5. Como podemos nos assegurar de que não seremos responsáveis por trazer falsos
convertidos para dentro da igreja?

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Penas para Flechas


A Bíblia nos conta em Lucas 22:47 que Judas levou uma “multidão” a Jesus. Seu motivo, entretanto,
não era levá-las ao Salvador para salvação. O evangelismo moderno também tem levado “multidões” a
Jesus. Seu motivo pode ser diferente do de Judas, mas o resultado final é o mesmo. Da mesma maneira
que as multidões de Judas abandonaram o Filho de Deus, as estatísticas mostram que até 90% (noventa
por cento) daqueles que chegam a Cristo pelos métodos do evangelismo moderno abandonam a fé. Seu
último fim é pior do que o primeiro. Crucificam abertamente o Filho de Deus, só que de uma maneira
diferente.
Em seu zelo sem conhecimento, aqueles que preferem a facilidade do evangelismo moderno ao
Evangelismo Bíblico traem a causa do Evangelho com um beijo. O que pode parecer amor pelo bem-
estar dos pecadores é na verdade eternamente prejudicial a eles.
Da mesma forma que Pedro (Lucas 22:51), nosso zelo sem conhecimento está na verdade cortando as
orelhas dos pecadores. Aqueles que erroneamente chamamos de “desviados” não darão ouvidos ao
nosso raciocínio. Até onde eles sabem, já tentaram uma vez e não funcionou. Que vitória para o
príncipe das trevas e que inenarrável tragédia para a igreja!

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Versículo para Memorização

“Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o


confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar
diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.”

Mateus 10:32, 33
Últimas Palavras
William McKinley (1841-1901), vigésimo-quinto Presidente dos Estados Unidos, foi
assassinado seis meses após sua diplomação. Alvejado por um anarquista em uma exposição
em Buffalo, Nova Iorque, ele agonizou por oito dias. Suas palavras de despedida foram:

“Mais perto, meu Deus de Ti, é o caminho do Senhor. Adeus a todos!”

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Tradução: Fernando Guarany Jr.


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