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Programa de Educação Continuada a Distância Curso de Farmacotécnica em Manipulação Aluno: EAD - Educação
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Programa de Educação
Continuada a Distância
Curso de
Farmacotécnica em
Manipulação
Aluno:
EAD - Educação a Distância
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MÓDULO I
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MÓDULO I 1. INTRODUÇÃO À FARMACOTÉCNICA No rol das Ciências Farmacêuticas, a Farmacotécnica destaca-se por
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MÓDULO I 1. INTRODUÇÃO À FARMACOTÉCNICA No rol das Ciências Farmacêuticas, a Farmacotécnica destaca-se por

MÓDULO I

1. INTRODUÇÃO À FARMACOTÉCNICA

No rol das Ciências Farmacêuticas, a Farmacotécnica destaca-se por reunir subsídios teóricos e práticos para aquele que, talvez, seja o maior objetivo do profissional farmacêutico: produzir medicamentos. E, quando se fala em medicamentos, fala-se de um produto que, por ser destinado à promoção da saúde, é atrelado a um rígido controle de qualidade. Desde os mais remotos tempos, a qualidade é embasada nas relações da Farmacotécnica com as demais Ciências Farmacêuticas. O próprio Galeno, considerado o pai da Farmacotécnica (se não da profissão farmacêutica), em seus escritos no início da Era Cristã, demonstrava uma enorme coerência científica, sendo que algumas de suas fórmulas são utilizadas ainda hoje. Quando se pensa na técnica e todas as implicações relacionadas à escolha da forma física do medicamento, dependemos de pré-requisitos muito importantes, como a Química - em especial a Físico-Química e a Química Orgânica. O conhecimento da primeira leva à otimização da técnica de preparo, e orienta quanto ao perfil biofarmacêutico (velocidade de absorção) que se pretende atingir. Já a Química Orgânica, além de sua importância nestes aspectos técnicos, também subsidia nas questões críticas, como a estabilidade dos componentes envolvidos numa formulação e suas incompatibilidades. Por outro lado, quando se pensa no propósito do medicamento, ou seja, a que se destina, um dos pré-requisitos mais importantes da Farmacotécnica é a Farmacologia, e conseqüentemente, Fisiologia, Bioquímica, Anatomia, entre outras ciências. O conhecimento da Farmacologia definirá a melhor via de administração do medicamento para o sucesso terapêutico, a melhor forma de apresentação e, conseqüentemente, a técnica envolvida no preparo. Outras Ciências Farmacêuticas, como a Farmacognosia e a Química Farmacêutica, têm relação direta com a produção de medicamento, uma vez que são responsáveis pela obtenção e desenvolvimento dos princípios ativos. Deste modo, estão relacionadas num eixo horizontal e vertical com a Farmacotécnica.

De modo semelhante, as disciplinas de Controle de Qualida de têm também esta característica -
De modo semelhante, as disciplinas de Controle de Qualida de têm também esta característica -
De modo semelhante, as disciplinas de Controle de Qualida de têm também esta característica -
De modo semelhante, as disciplinas de Controle de Qualida de têm também esta característica -
De modo semelhante, as disciplinas de Controle de Qualida de têm também esta característica -

De modo semelhante, as disciplinas de Controle de Qualidade têm também esta característica - exceto pelo fato de que no eixo vertical elas complementam a Farmacotécnica, enquanto a Farmacognosia e Química Farmacêutica poderiam até ser consideradas como pré-requisitos. A Deontologia, por sua vez, vem complementar a questão do medicamento nos aspectos legais e éticos, assumindo uma relação paralela com a Farmacotécnica. Farmacotécnica é, enfim, a ciência responsável pelo desenvolvimento e produção de medicamentos, levando-se em conta o efeito terapêutico e a estabilidade (prazo de validade) desejados, condições de acondicionamento, transporte e armazenamento, bem como a forma ideal de administração e dispensação. Seus principais pré-requisitos incluem outras Ciências Farmacêuticas, como Farmacologia, Farmacognosia e Química Farmacêutica, além de ciências básicas como Físico-Química, Química Geral e Orgânica, Fisiologia, Patologia, Parasitologia e Microbiologia.

1.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES

Considerando-se que a Farmacotécnica tem como função básica desenvolver medicamentos ou meios de veiculação e administração de fármacos, alguns conceitos se fazem importantes. Segundo a Farmacopéia Brasileira, em sua quarta edição, temos como definições:

Fármaco: substância ativa, droga, insumo farmacêutico ou matéria-prima empregada para modificar ou explorar sistemas fisiológicos ou estados patológicos em benefício da pessoa a qual se administra o medicamento. Medicamento: produto farmacêutico tecnicamente obtido ou elaborado, que contém um ou mais fármacos juntamente com outras substâncias, com a finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. Medicamento magistral: medicamento preparado na farmácia cuja prescrição estabelece a composição, a forma farmacêutica e a posologia. Medicamento oficinal: medicamento preparado na farmácia ou industrializado, cuja fórmula está descrita nos compêndios oficiais (farmacopéias, formulários). Especialidade farmacêutica: produto farmacêutico industrializado que pode ser:

a) Medicamento de referência: medicamento cuja pat ente expirou, podendo então ser reformulado. b) Medicamento
a) Medicamento de referência: medicamento cuja pat ente expirou, podendo então ser reformulado. b) Medicamento
a) Medicamento de referência: medicamento cuja pat ente expirou, podendo então ser reformulado. b) Medicamento
a) Medicamento de referência: medicamento cuja pat ente expirou, podendo então ser reformulado. b) Medicamento
a) Medicamento de referência: medicamento cuja pat ente expirou, podendo então ser reformulado. b) Medicamento

a) Medicamento de referência: medicamento cuja patente expirou, podendo

então ser reformulado. b) Medicamento genérico: bioequivalente a um medicamento de referência.

b.1) Medicamentos bioequivalentes: medicamentos que não apresentam diferenças estatísticas no perfil farmacocinético (quantidade absorvida e velocidade de absorção).

c) Medicamento similar: possui o mesmo princípio ativo, forma e dose do

medicamento de referência. c.1) Equivalentes farmacêuticos: são medicamentos que contêm o mesmo fármaco (ou mesmo sal, ou mesmo éster da molécula terapeuticamente ativa) na mesma quantidade e forma farmacêutica, podendo ou não conter excipientes idênticos; c.2) Alternativas terapêuticas: são medicamentos que contêm a mesma molécula terapeuticamente ativa ou seu precursor, mas não necessariamente na mesma dose, forma farmacêutica, sal ou éster. Forma farmacêutica: é a forma na qual o medicamento é apresentado, podendo

ser líquida (ex.: gotas, xarope, elixir), sólida (ex.:comprimidos, cápsulas), semi-sólida (ex.:

creme, gel, pomada) ou gasosa ( spray, aerossol). Fórmula farmacêutica: composição do medicamento, considerando a dose do fármaco e percentuais dos demais componentes. Dose: quantidade de fármaco suficiente (mínima) para produzir efeito terapêutico ideal. A dose usual segura e eficaz é definida por estudos clínicos e depende de fatores fisiológicos, patológicos e genéticos. Posologia: freqüência com que uma dose é administrada para manter níveis plasmáticos terapêuticos. Pode ser determinada empiricamente ou por estudos farmacocinéticos, através de duas possíveis abordagens:

a) Abordagem empírica: administração de determinada dose e observação do

efeito. Reajuste da dose e dos intervalos e nova observação.

b) Abordagem cinética: os efeitos terapêuticos e tóxicos relacionam-se com a

concentração plasmática. Envolve a avaliação farmacocinética da absorção, distribuição,

metabolismo e excreção do fármaco no organismo.

1.2 C LASSIFICAÇÃO DOS M EDICAMENTOS Assim como os fármacos, que podem ser divididos em
1.2 C LASSIFICAÇÃO DOS M EDICAMENTOS Assim como os fármacos, que podem ser divididos em
1.2 C LASSIFICAÇÃO DOS M EDICAMENTOS Assim como os fármacos, que podem ser divididos em
1.2 C LASSIFICAÇÃO DOS M EDICAMENTOS Assim como os fármacos, que podem ser divididos em
1.2 C LASSIFICAÇÃO DOS M EDICAMENTOS Assim como os fármacos, que podem ser divididos em

1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS MEDICAMENTOS

Assim como os fármacos, que podem ser divididos em específicos ou inespecíficos, e sub-classificados sob vários aspectos (químico, farmacodinâmico, terapêutico etc.), os medicamentos também podem ser classificados sob vários critérios. Entre os critérios mais populares está a forma de apresentação: comprimido, drágea, solução, creme, supositório, pó, pomada etc. Quanto à farmacografia, ou seja, a forma de prescrição, existem preparações oficinais (ex.: farmacopéicas), magistrais (prescritas pelo médico veterinário ou dentista) e as especialidades (registradas no Ministério da Saúde e produzidas em escala industrial). Por outro lado, segundo o princípio terapêutico, existem medicamentos alopáticos e homeopáticos. Quanto ao grau de dispersão ou diâmetro () das partículas disperdsas dos

ativos e coadjuvantes no veículo, temos as dispersões moleculares (< 0,01 μ),

dispersões coloidais (entre 0,01 e 0,5 μ), dispersões finas (entre 0,05 e 10 μ), e

dispersões grosseiras (< 10 μ). As dispersões moleculares são favorecidas pela afinidade com que as interações intermoleculares ocorrem. Nos demais casos, a falta de afinidade pode requerer o uso de técnicas especiais e maior número de operações unitárias. São exemplos de dispersões moleculares: as soluções líquidas, as ligas metálicas e algumas formas plásticas, como pomadas, supositórios e géis. Como exemplos de dispersões coloidais temos alguns géis e suspensões. As dispersões grosseiras incluem a maioria das suspensões, emulsões e formas sólidas. As dispersões não-moleculares são também conhecidas como dispersões mecânicas. Assim, quanto à técnica de preparo (dispersão) temos dispersões moleculares e mecânicas. No que diz respeito à segurança, os medicamentos são classificados quanto ao seu uso: medicamentos de uso externo ou interno, que podem também, dependendo da ação desejada, também ser classificados como medicamentos de ação sistêmica ou local. Nesse contexto, quando se pensa no local seguro para utilização do medicamento, há ainda a classificação quanto à via de administração, que é uma das mais importantes e merece um capítulo à parte. Entre as principais vias de administração temos: oral, injetável, intramuscular, tópica, oftálmica, nasal, auricular, retal, vaginal.

Finalmente, uma das classificações mais úteis do ponto de vista farmacotécnico diz respeito à forma
Finalmente, uma das classificações mais úteis do ponto de vista farmacotécnico diz respeito à forma
Finalmente, uma das classificações mais úteis do ponto de vista farmacotécnico diz respeito à forma
Finalmente, uma das classificações mais úteis do ponto de vista farmacotécnico diz respeito à forma
Finalmente, uma das classificações mais úteis do ponto de vista farmacotécnico diz respeito à forma

Finalmente, uma das classificações mais úteis do ponto de vista farmacotécnico diz respeito à forma física:

Líquidos: soluções, suspensões e emulsões. Plásticos: formas semi-sólidas (pomadas, géis, pastas e cremes), supositórios, óvulos e velas. Sólidos: pós, granulados, cápsulas, comprimidos, drágeas, pílulas, pastilhas etc. Gasosos: sprays, aerossóis, fumigações etc.

1.3 OPERAÇÕES BÁSICAS

Embora o número de operações envolvidas na elaboração de medicamentos seja

grande, existem duas ou três operações básicas que podem ser consideradas

entre estas a Pesagem e/ou Tomada de Volume e o processo de Mistura.

As duas primeiras justificam-se pela necessidade de garantirmos a correta dosagem do principio ativo, e a terceira garante a uniformidade do medicamento. Outras operações, até comuns, podem ser consideradas secundárias ou derivadas dos processos de mistura. Como exemplo temos a Trituração, que consiste em subdividir partículas sólidas, e a Tamisação, que consiste em separar partículas de tamanhos bem definidos. Para entender a importância destas operações, basta entender os medicamentos como formas de dosagem e liberação de fármacos. Esta idéia implica que a proporção do princípio ativo na formulação deve ser respeitada. Logo, a pesagem ou tomada de volume de cada componente deve ser feita sempre com muita exatidão. Da mesma forma, a liberação dos fármacos ou princípios ativos deve ocorrer de maneira adequada. Para tanto, esta liberação precisa ser uniforme em cada dose terapêutica da forma farmacêutica, encerrando quantidades equivalentes dos ativos. A mistura dos componentes do medicamento buscando, se não um sistema homogêneo, ao menos uniforme, é fundamental. Convém ressaltar ainda que, além das práticas supra-citadas, são também imprescindíveis em uma farmácia magistral as práticas relacionadas ao Controle de Qualidade de matérias- primas (MP), que na verdade antecedem a manipulação. Segundo as exigências da RDC 033, de 2000 (Anvisa), são operações básicas no

inevitáveis

bastante

-

controle de qualidade de MP: determinação de ponto de fusão, densidade, pH e conferência das
controle de qualidade de MP: determinação de ponto de fusão, densidade, pH e conferência das
controle de qualidade de MP: determinação de ponto de fusão, densidade, pH e conferência das
controle de qualidade de MP: determinação de ponto de fusão, densidade, pH e conferência das
controle de qualidade de MP: determinação de ponto de fusão, densidade, pH e conferência das

controle de qualidade de MP: determinação de ponto de fusão, densidade, pH e conferência das propriedades organolépticas. A busca pela melhoria da qualidade de produtos manipulados vem sendo perseguida pelas farmácias não apenas como um diferencial, mas também pela

reconquista de sua credibilidade frente aos produtos industrializados. Para tanto, a garantia da qualidade dependerá não apenas da implementação do Controle de Qualidade, mas de um sistema de qualidade regido por um Manual de Qualidade e Boas Práticas de Manipulação (RDC 210 de 2003) que envolva todos os processos da produção do medicamento. Tais processos dizem respeito a todas as etapas, que vão desde a compra das matérias-primas até o acompanhamento terapêutico. Entre as principais responsabilidades e atribuições do profissional farmacêutico responsável técnico estão:

Supervisionar a preparação, incluindo a conferência das fórmulas, o que exige do farmacêutico competência prática e conhecimentos científicos.

Adquirir matérias-primas de fornecedores confiáveis e qualificados, criando meios e critérios para este procedimento.

Implementar e supervisionar o controle de qualidade de acordo com aspectos éticos e legais. Avaliar prescrições médicas quanto a sua adequação, concentração, compatibilidades, posologia e via de administração. Estipular as condições adequadas de manipulação, conservação, transporte, dispensação e controle do produto. Elaborar procedimentos operacionais padrão (POP´s), treinando e

qualificando o pessoal responsável para que estes sejam seguidos com rigor.

Supervisionar e inspecionar rotinas operacionais de manipulação. Conferir o rótulo.

Estudar e acompanhar a legislação vigente.

Avaliar certificados de análise emitidos pelos fornecedores.

certificados de análise emitidos pelos fornecedores. documentação correspondente a todas as etapas envolvidas

documentação

correspondente a todas as etapas envolvidas no processo: laudos de compra,

Fazer

a

manutenção

de

arquivos

informatizados

de

certificados de análise de fornecedores e c ontrole de qualidade, relatórios de preparação da formulação,
certificados de análise de fornecedores e c ontrole de qualidade, relatórios de preparação da formulação,
certificados de análise de fornecedores e c ontrole de qualidade, relatórios de preparação da formulação,
certificados de análise de fornecedores e c ontrole de qualidade, relatórios de preparação da formulação,
certificados de análise de fornecedores e c ontrole de qualidade, relatórios de preparação da formulação,

certificados de análise de fornecedores e controle de qualidade, relatórios de preparação da formulação, datas de entrada e saída, entre outras. Registrar as substâncias e medicamentos controlados.

Participar e viabilizar a participação de membros da equipe em programas

de qualificação continuada em todas as áreas pertinentes à produção, incluindo:

desenvolvimento de formulações, garantia de qualidade, farmacovigilância, informática, entre outras. Prestar atenção farmacêutica necessária aos pacientes, objetivando a administração correta dos produtos.

objetivando a administração correta dos produtos. 1.3.1 Conferência de fórmulas A receita médica em uma

1.3.1 Conferência de fórmulas A receita médica em uma farmácia de manipulação poderia ser comparada a uma

ordem de serviço. Entretanto, antes de iniciar a produção de um medicamento, o responsável técnico farmacêutico deve analisar a prescrição com atenção. Os aspectos relevantes a serem observados podem ser divididos em questões legais e técnicas. No que diz respeito às questões técnicas, a conferência da prescrição exigirá conhecimentos específicos relacionados a problemas de incompatibilidade, erro de dosagem, bem como a simples questão de cálculos matemáticos. Em relação aos aspectos legais, um receituário ou prescrição deve apresentar os seguintes requisitos:

Identificação do médico, incluindo o número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).

Data. Legibilidade da receita e concordância dos termos segundo a DCB. Dose do fármaco e indicação posológica.

Identificação do paciente.

Em caso de dúvida, o profissional deve entrar em contato com o prescritor (receitante), não sendo conveniente aviar a receita. Juridicamente, somente o farmacêutico será responsabilizado por acidentes relacionados a erro de receituário.

1.3.1.1 Tipos de prescrições As prescrições podem ser de três tipos: especialidades farmacêuticas, oficinais e
1.3.1.1 Tipos de prescrições As prescrições podem ser de três tipos: especialidades farmacêuticas, oficinais e
1.3.1.1 Tipos de prescrições As prescrições podem ser de três tipos: especialidades farmacêuticas, oficinais e
1.3.1.1 Tipos de prescrições As prescrições podem ser de três tipos: especialidades farmacêuticas, oficinais e
1.3.1.1 Tipos de prescrições As prescrições podem ser de três tipos: especialidades farmacêuticas, oficinais e

1.3.1.1 Tipos de prescrições As prescrições podem ser de três tipos: especialidades farmacêuticas, oficinais e magistrais. As especialidades dizem respeito aos medicamentos industrializados. Logo, cabe ao profissional competente prestar atenção farmacêutica avaliando questões relacionadas à posologia, interações medicamentosas, bem como perfil fisiológico do cliente. No caso das preparações oficinais, estas em geral não apresentam erros de dosagem, já que são descritas em literatura confiável. Entretanto, a atenção farmacêutica se estende também à área de manipulação, assim sendo, é passível de erro nos cálculos matemáticos, e a conferência destes se faz imprescindível. Por fim temos as prescrições magistrais, as quais são elaboradas por médicos, veterinários ou dentistas, profissionais estes especializados em clínica e terapia, e não em medicamentos. Assim sendo, cabe ao profissional farmacêutico, sempre que pertinente, consultar a literatura de referência a fim de evitar danos algumas vezes irreparáveis.

1.3.2 PESAGEM A pesagem de fármacos ou insumos farmacêuticos é um procedimento essencial,

pois visa garantir a correta proporção do princípio ativo no medicamento. Sem a garantia de uma proporção pré-definida e adequada do fármaco, o medicamento perde seu valor terapêutico e a farmácia perde sua credibilidade. Entre os erros ou acidentes mais comuns no processo de pesagem estão:

1. Falha na interpretação ou conversão das unidades ex: miligramas (mg) por

gramas (g).

2. Descuido na observância de fatores de conversão (Fc) sal-base (ex:

fluoxetina base PM = 309,33; fluoxetina cloridrato PM = 345,79; Fc = 1,12).

3. Descuido na observação dos fatores de correção relacionados à diluição

aplicados a fármacos muito potentes (ex: o hormônio T3 é convenientemente diluído

geometricamente 1:100, logo deve-se aplicar fator 100).

4. Não observação de concentrações constantes nos laudos de qualidade

emitidos pelos fornecedores (ex: na vitamina E 50% deve-se aplicar fator 2; no

betacaroteno a 10 % deve-se aplicar fator 10).

1.3.2.1 Tipos de balança Entre os vários modelos de balanças di sponíveis, os mais comuns
1.3.2.1 Tipos de balança Entre os vários modelos de balanças di sponíveis, os mais comuns
1.3.2.1 Tipos de balança Entre os vários modelos de balanças di sponíveis, os mais comuns
1.3.2.1 Tipos de balança Entre os vários modelos de balanças di sponíveis, os mais comuns
1.3.2.1 Tipos de balança Entre os vários modelos de balanças di sponíveis, os mais comuns

1.3.2.1 Tipos de balança

Entre os vários modelos de balanças disponíveis, os mais comuns poderiam ser

dividido, quanto a sua precisão, em:

produções em grande escala. Balança Granatária: para pesagem de massa a partir de 0,01 g, útil em situações de emergência (como um “apagão”) e em caso de produções em pequena escala. Balança semi-analítica: com precisão para pesagens a partir de 0,001 g, sendo a mais utilizada na rotina das farmácias. Balança analítica: de grande precisão (0,0001 g), útil no controle de qualidade.

Balança Roberval: para pesagem de massa maior que 1 g, utilizada para

O custo das balanças varia de acordo com o modelo e fabricante e, em geral, aumenta em ordem crescente com a precisão e capacidade.

1.3.2.2 Cuidados na pesagem

Independentemente do tipo de balança todas requerem os seguintes cuidados

básicos:

1. Acerto do prumo (nível);

2. Uso de recipientes leves ou compatíveis*;

3. Tara da balança;

4. Tempo de estabilização de aproximadamente 15 minutos (para balanças

eletrônicas)

Os recipientes devem ser o mais leve possível e grandes o suficiente para garantir

especialmente se estes forem

que não haja queda de insumos no equipamento, corrosivos.

1.3.3 Tomada de volume A tomada de volume de líqui dos, assim como a pesagem
1.3.3 Tomada de volume A tomada de volume de líqui dos, assim como a pesagem
1.3.3 Tomada de volume A tomada de volume de líqui dos, assim como a pesagem
1.3.3 Tomada de volume A tomada de volume de líqui dos, assim como a pesagem
1.3.3 Tomada de volume A tomada de volume de líqui dos, assim como a pesagem

1.3.3 Tomada de volume

A tomada de volume de líquidos, assim como a pesagem de insumos sólidos, visa

a garantia da proporção correta entre o(s) princípio(s) ativo(s), o(s) coadjuvante(s)

técnico(s) e o veículo. Para este procedimento utilizam-se diversas vidrarias, sendo as mais comuns, em ordem crescente de precisão: béquer, cálice, proveta e pipeta. Estas podem ainda ser encontradas na versão de material plástico, úteis para formulações que contenham substâncias que atacam o vidro, como ácido fluorídrico ou hidróxidos alcalinos muito concentrados.

Ressalta-se ainda que no caso de líquidos viscosos, como a glicerina, a trietanolamina e os óleos vegetais, em geral, opta-se pela pesagem ao invés da tomada

de volume, sendo proibido o uso de pipetas.

1.3.4 Mistura

Após a tomada dos insumos farmacêuticos em suas devidas proporções, deve-se misturá-los de forma a obter um medicamento com aspecto o mais homogêneo possível. No caso de formas farmacêuticas líquidas nas quais os sólidos são livremente solúveis, ou os líquidos são miscíveis ao veículo utilizado, tem-se uma solução (sistema homogêneo). Entende-se por mistura todo processo que visa buscar a dispersão entre partículas com a maior uniformidade possível. Já por dissolução entende-se como sendo uma mistura na qual, por exemplo, partículas sólidas se dispersariam intimamente num líquido de modo a obter-se um sistema homogêneo verdadeiro (dispersão molecular). Bons exemplos de dispersões moleculares são os casos das ligas metálicas (solução de aço:

carvão e ferro; solução de latão: cobre e zinco) e das pomadas (pomada amarela:

vaselina e lanolina; pomada branca: vaselina e cera branca), sistemas estes que, embora não sejam líquidos, constituem dispersões moleculares. Assim, percebe-se que uma dissolução é um processo de mistura, mas nem toda mistura caracteriza-se por um processo de dissolução, ou seja, por uma dispersão molecular.

Para que uma dissolução ocorra, é necessá rio que soluto e solvente apresentem afinidades, como,
Para que uma dissolução ocorra, é necessá rio que soluto e solvente apresentem afinidades, como,
Para que uma dissolução ocorra, é necessá rio que soluto e solvente apresentem afinidades, como,
Para que uma dissolução ocorra, é necessá rio que soluto e solvente apresentem afinidades, como,
Para que uma dissolução ocorra, é necessá rio que soluto e solvente apresentem afinidades, como,

Para que uma dissolução ocorra, é necessário que soluto e solvente apresentem afinidades, como, por exemplo, graus de polaridade ou constante dielétrica semelhantes. De modo que o processo de dissolução é facilitado por estes aspectos físico-químicos. Já nos casos de sistemas de polaridade muito distintos, o grau de miscibilidade ou solubilidade será mínimo ou desprezível, e o processo de mistura se caracterizará por uma dispersão mecânica. Nestes sistemas, tem-se as dispersões grosseiras, cujo diâmetro da partícula é superior a 0,5 μ , e as dispersões coloidais, que apresentam

dimensões intermediárias entre as soluções e as suspensões (0,01 a 0,5 μ). São exemplos de misturas não-moleculares: pó anti-séptico, suspensão de leite de magnésia, loção hidratante, leite, café, entre outras. Independente do tipo de dispersão, os medicamentos devem possuir, sempre que possível, o máximo de uniformidade. Para tanto, vários procedimentos farmacotécnicos são empregados, os quais envolvem uso de coadjuvantes técnicos e de tecnologias específicas. De modo geral, as partículas sólidas devem ser trituradas e tamisadas antes de serem misturadas, tanto no preparo de um pó quanto de uma suspensão. Para misturas entre líquidos não miscíveis (loções e cremes), uma melhor uniformidade pode ser garantida com o uso adequado de tensoativos ou substâncias anfifílicas.

1.4 COMPONENTES DE FORMULAÇÕES

Uma formulação medicamentosa é composta basicamente por três classes de componentes: os princípios ativos (fármacos), os coadjuvantes e os veículos, dos quais da combinação correta depende o sucesso de uma farmacoterapia. Outrossim, não necessariamente um medicamento será composto pelas três classes, havendo três possibilidades:

i.FÁRMACO ii.FÁRMACO + VEÍCULO iii.FÁRMACO + ADJUVANTES + VEÍCULO Os fármacos são responsáveis pela ação farmacodinâmica propriamente dita, enquanto os coadjuvantes atuam na promoção da estabilidade ou biodisponibilidade, bem como correção de propriedades organolépticas. Já os veículos, em princípio são inertes e

têm a função básica de veicular o fármaco, ou seja, conduzi-lo pela via de administração
têm a função básica de veicular o fármaco, ou seja, conduzi-lo pela via de administração
têm a função básica de veicular o fármaco, ou seja, conduzi-lo pela via de administração
têm a função básica de veicular o fármaco, ou seja, conduzi-lo pela via de administração
têm a função básica de veicular o fármaco, ou seja, conduzi-lo pela via de administração

têm a função básica de veicular o fármaco, ou seja, conduzi-lo pela via de administração escolhida em sua devida proporção.

1.4.1 Princípios Ativos Os princípios ativos ou fármacos são os elementos-chave responsáveis pela ação terapêutica de um medicamento alopático ou fitoterápico. São classificados em função de vários aspectos, como: classe química, classe terapêutica, alvo molecular ou especificidade. Quanto à especificidade, existem apenas duas classes: a dos fármacos específicos e a dos inespecíficos. Os específicos correspondem à maioria dos mais de sete mil fármacos constantes no arsenal terapêutico, tais como os analgésicos e antiinflamatórios, os agentes cardiovasculares, anti-histamínicos, hormônios, agentes antiparasitários diversos, antineoplásicos etc. Já os fármacos inespecíficos, em número bastante reduzido, são aqueles que não atuam seletivamente sobre determinados receptores. A ação farmacodinâmica desta classe depende apenas de suas propriedades físico-químicas, sendo estes pouco vulneráveis às modificações estruturais. Entre os fármacos inespecíficos mais comumente manipulados temos os anti- sépticos, rubefacientes, vesificantes, adstringentes, emolientes, umectantes, hidratantes, queratoplásticos, queratolíticos e cáusticos. Os anti-sépticos podem atuar por mecanismos diversos, tais como poder redox, pKa (acidez), quelação, alquilação etc. Os rubefacientes e vesificantes possuem ação irritante que provoca aumento da circulação local e contribui para dissipar processos inflamatórios. Os adstringentes causam precipitação de proteínas e, conseqüentemente, auxiliam no bloqueio da difusão de um processo inflamatório. Os emolientes atuam na epiderme através da sua hidrofobicidade, impedindo a desidratação da pele. Da ação de manter os tecidos mais macios ou moles deriva o termo emoliente. Por outro lado, tecidos mais hidratados viabilizam a dispersão da inflamação ou mesmo, muitas vezes, processos de absorção.

Os umectantes são substâncias hidrofíl icas, em geral compostos sintéticos polihidroxilados, que por sua natureza
Os umectantes são substâncias hidrofíl icas, em geral compostos sintéticos polihidroxilados, que por sua natureza
Os umectantes são substâncias hidrofíl icas, em geral compostos sintéticos polihidroxilados, que por sua natureza
Os umectantes são substâncias hidrofíl icas, em geral compostos sintéticos polihidroxilados, que por sua natureza
Os umectantes são substâncias hidrofíl icas, em geral compostos sintéticos polihidroxilados, que por sua natureza

Os umectantes são substâncias hidrofílicas, em geral compostos sintéticos polihidroxilados, que por sua natureza mantêm a pele umedecida, enquanto os hidratantes possuem características igualmente hidrofílicas. Entretanto, são mais absorvíveis, dada a sua origem natural (bioquímica), sendo capazes de hidratar os tecidos em níveis mais profundos, incluso intra e intercelular. Os queratoplásticos e queratolíticos, por sua vez, não possuem nenhuma relação com processos inflamatórios, e sim com síntese e lise de proteínas, respectivamente. Enfim, os agentes cáusticos são agentes corrosivos utilizados com fins terapêuticos na remoção de verrugas e calosidades.

1.4.2 Adjuvantes Farmacêuticos Os adjuvantes ou coadjuvantes são componentes ou excipientes que integram os medicamentos com funções diversas. Dependendo de suas aplicações estes podem ser divididos em coadjuvantes terapêuticos e coadjuvantes técnicos.

1.4.2.1 Coadjuvantes Terapêuticos

O emprego do termo coadjuvante terapêutico está diretamente ligado às fases

farmacodinâmica e farmacocinética, sendo, principalmente, de competência da Farmacologia. Neste campo tem-se uma infinidade de associações medicamentosas

entre fármacos “principais” e fármacos “coadjuvantes”, seja visando sinergismo, redução de efeitos adversos ou aumento da meia-vida. Assim, temos a carbidopa e ácido clavulânico, que associados à levodopa e penicilina aumentam a meia-vida destes por inibição metabólica.

A diferença entre o papel terapêutico e técnico do coadjuvante poderia ser

traduzida, de modo simplista, pela influência deste, respectivamente, nos aspectos farmacológicos e físico-químicos. Entretanto, muitas vezes é impossível definir uma

fronteira entre tais funções. Alguns exemplos de componentes que poderiam ser considerados como coadjuvantes terapêuticos são: os queratolítico, os emolientes, os promotores de

penetração percutânea, os molhantes, os tam pões, todos relacionados à eficácia de ação do fármaco.
penetração percutânea, os molhantes, os tam pões, todos relacionados à eficácia de ação do fármaco.
penetração percutânea, os molhantes, os tam pões, todos relacionados à eficácia de ação do fármaco.
penetração percutânea, os molhantes, os tam pões, todos relacionados à eficácia de ação do fármaco.
penetração percutânea, os molhantes, os tam pões, todos relacionados à eficácia de ação do fármaco.

penetração percutânea, os molhantes, os tampões, todos relacionados à eficácia de ação do fármaco. Como exemplos temos o ácido salicílico, que atua como coadjuvante terapêutico em preparações antimicóticas por sua ação queratolítica, removendo tecido necrosado e viabilizando a ação dos princípios ativos antifúngicos. Pomadas indicadas em contusões superficiais têm, na inerente ação emoliente de suas bases lipófilas, funções de veículos e coadjuvantes terapêuticos de fármacos antiinflamatórios específicos. Muitos medicamentos de uso tópico poderiam ser inúteis sem os promotores de penetração percutânea. Estes agentes, em geral, são solventes polares e apróticos, tais como dimetil sulfóxido (DMSO) e dimetilformamida (DMF), moléculas anfifílicas como polietilenoglicol, propilenoglicol, etanol, derivados da uréia, tensoativos, ou ainda compostos apolares como ácido oléico e miristato de isopropilo (Fig. 1).

O

OH S OH decilmetilsulfóxido propilenoglicol H H OH CH 3 (CH 2 ) 7 C
OH
S
OH
decilmetilsulfóxido
propilenoglicol
H H
OH
CH
3 (CH 2 ) 7
C
C
(CH
2 )
7 COOH
álcool laúrico
ácido oleíco
N
O
HN
derivados ciclicos da uréia
O
O

Fig. 1 – Promotores de absorção percutânea.

Neste contexto, os molhantes e tampões, além de suas funções técnicas, são muitas vezes imprescindíveis no processo de absorção de fármacos hidrofóbicos ou impermeáveis, desempenhando, assim, também uma ação coadjuvante terapêutica.

1.4.2.2 Coadjuvantes Técnicos O uso correto e adequado de coadjuvantes técnicos é de competência direta do farmacotécnico. Os coadjuvantes técnicos possuem as mais variadas e importantes

funções, podendo interferir nos aspectos químicos, físicos, físico-químicos e biológicos da formulação. Entre
funções, podendo interferir nos aspectos químicos, físicos, físico-químicos e biológicos da formulação. Entre
funções, podendo interferir nos aspectos químicos, físicos, físico-químicos e biológicos da formulação. Entre
funções, podendo interferir nos aspectos químicos, físicos, físico-químicos e biológicos da formulação. Entre
funções, podendo interferir nos aspectos químicos, físicos, físico-químicos e biológicos da formulação. Entre

funções, podendo interferir nos aspectos químicos, físicos, físico-químicos e biológicos da formulação. Entre os coadjuvantes técnicos que influem nos aspectos químicos destacam-se os estabilizantes químicos, que atuam reduzindo a susceptibilidade de um ou mais componentes da formulação a reações químicas diversas. No que diz respeito aos aspectos físicos estão relacionados à estabilidade física do medicamento. Os aspectos físico-químicos dizem respeito às interações físico-químicas envolvidas na estabilidade de um medicamento e marcam a interface entre as duas classes anteriores. No que diz respeito aos aspectos biológicos temos os coadjuvantes envolvidos na resistência do medicamento frente à contaminação microbiana e aqueles envolvidos nas propriedades organolépticas.

I) Estabilizantes químicos Os coadjuvantes técnicos deste grupo desempenham papel direto na estabilidade química da formulação. A baixa estabilidade química está relacionada a maior reatividade química de uma substância, ou seja, sua capacidade de se decompor ou de combinar com outras moléculas gerando outros compostos químicos. A importância de promover a estabilidade química de uma formulação está no simples fato de que os compostos gerados podem ser potencialmente tóxicos ou farmacologicamente inativos. Entre os principais tipos de estabilizantes químicos temos: os antioxidantes, quelantes, tamponantes, acidificantes e alcalinizantes.

a) Antioxidantes

São agentes adicionados para prevenir a oxidação do princípio ativo ou do medicamento como um todo. Podem ser hidro ou lipossolúveis, naturais ou sintéticos, bem como orgânicos ou inorgânicos. São exemplos de antioxidantes o ácido ascórbico, metabissulfito de sódio, sulfito de sódio, tiouréia, BHA, BHT e tocoferol.

b) Quelantes

São agentes que complexam com metais (traços contaminantes), evitando que estes catalisem (acelerem) um processo de oxidação. São exemplos de quelantes o

EDTA, ácido cítrico, ácido tartárico.

c) Tamponantes São agentes que mantêm o pH em uma faixa estreita ótima de estabilidade.
c) Tamponantes São agentes que mantêm o pH em uma faixa estreita ótima de estabilidade.
c) Tamponantes São agentes que mantêm o pH em uma faixa estreita ótima de estabilidade.
c) Tamponantes São agentes que mantêm o pH em uma faixa estreita ótima de estabilidade.
c) Tamponantes São agentes que mantêm o pH em uma faixa estreita ótima de estabilidade.

c) Tamponantes

São agentes que mantêm o pH em uma faixa estreita ótima de estabilidade. São ainda importantes quanto ao aspecto fisiológico, processo de solubilização de determinados fármacos e processo de absorção. Os principais sistemas tampão são:

citrato de sódio/ácido cítrico; fosfatos alcalinos, bicarbonato/gás carbônico etc.

d) Acidificantes

Têm a função de baixar o pH para um valor biocompátivel e de maior estabilidade, especialmente frente à hidrólise. Podem ainda, em medicamentos de uso oral, conferir à formulação um sabor ácido agradável, sendo nestes casos usualmente denominados acidulantes. Alguns exemplos de acidificantes de uso farmacotécnico incluem: ácido cítrico, ácido clorídrico, ácido tartárico, dihidrogenofosfato de sódio.

e) Alcalinizantes

Possuem a função de elevar o pH. Como exemplos temos o hidróxido de sódio, carbonato de sódio, citrato de sódio, amônia, trietanolamina, fosfato disódico.

II) Estabilizantes Físico-químicos

Os coadjuvantes técnicos deste grupo exercem mudanças quimicamente reversíveis na interação entre a fase dispersa (ex: fármaco) e veículo. Destas mudanças há a estabilização da formulação medicamentosa frente a deteriorações comumente classificadas como físicas (ex: separação de fases numa emulsão). Entre os processos físico-químicos envolvidos na estabilização de um medicamento temos a ionização, ou protonação, a solvatação, alteração da constante dielétrica, redução da tensão interfacial, efeitos de eletrólitos sobre o potencial zeta. Os principais coadjuvantes envolvidos nesta classe são: tensoativos (emulsificantes e mollhantes); co-solventes e solventes, acidulantes, alcalinizantes, eletrólitos, floculantes e coagulantes.

a) Tensoativos, emulsificantes e molhantes

Agentes que diminuem a tensão interfacial entre duas fases de polaridades distintas. Via de regra, possuem uma porção polar e outra apolar, sendo que, dependendo

da característica da parte polar, classificam-se em (Fig.2):

Lauril sulfato de sódio - LSS Dodecil Dodecil benzeno sulfonato de sódio Monoéster de sorbitano
Lauril sulfato de sódio - LSS Dodecil Dodecil benzeno sulfonato de sódio Monoéster de sorbitano
Lauril sulfato de sódio - LSS Dodecil Dodecil benzeno sulfonato de sódio Monoéster de sorbitano
Lauril sulfato de sódio - LSS Dodecil Dodecil benzeno sulfonato de sódio Monoéster de sorbitano
Lauril sulfato de sódio - LSS Dodecil Dodecil benzeno sulfonato de sódio Monoéster de sorbitano
Lauril sulfato de sódio - LSS Dodecil Dodecil benzeno sulfonato de sódio Monoéster de sorbitano
Lauril sulfato de sódio - LSS
Dodecil
Dodecil benzeno sulfonato de sódio
Monoéster de sorbitano
Cloreto de n-dodecil
Lauril mono etanolamida
Octil fenol polietoxilado

Fig. 2 – Exemplos de tensoativos aniônicos, catiônicos, anfóteros e não iônicos.

Aniônicos - quando a parte polar possui carga efetiva negativa;

Catiônicos - quando a carga é positiva;

Não-iônicos - quando a parte polar é um grupo hidrofílico, tal como hidroxila ou amina primária;

Anfóteros – quando há uma parte polar ionizável positiva e outra negativa,

tal qual aminoácidos. Já os emulsificantes são tensoativos utilizados na estabilização de emulsões, que são sistemas constituídos por líquidos imiscíveis (ex: óleo-água). Entre os principais tensoativos temos: lauril sulfato de sódio (LSS), estearato de sódio, oleato de sódio, alquil ésteres de sorbitano, ésteres de sorbitano, álcool cetílico, estearatos de polioxietileno. Por outro lado, entende-se por molhantes os tensoativos utilizados com o intuito de diminuir a tensão interfacial e superficial num sistema sólido-líquido-gás promovendo o contato sólido-líquido e o deslocando gás adsorvido. Estes processos resultam no aumento da molhabilidade da partícula sólida e, conseqüentemente, favorecem sua dispersão no veículo. São molhantes os tensoativos sintéticos (LSS, Span®, Tween®) e naturais (lecitina, colesterol, gomas).

b) Alcalinizantes e acidificantes Podem, além de garantir estab ilidade química, promover a estabilidade física
b) Alcalinizantes e acidificantes Podem, além de garantir estab ilidade química, promover a estabilidade física
b) Alcalinizantes e acidificantes Podem, além de garantir estab ilidade química, promover a estabilidade física
b) Alcalinizantes e acidificantes Podem, além de garantir estab ilidade química, promover a estabilidade física
b) Alcalinizantes e acidificantes Podem, além de garantir estab ilidade química, promover a estabilidade física

b) Alcalinizantes e acidificantes

Podem, além de garantir estabilidade química, promover a estabilidade física por promoção da dissolução via ionização, ou por interferirem nos estados reológicos de sistemas poliméricos, via modificações de interações inter e intramoleculares.

c) Eletrólitos, coagulantes e floculantes

São coadjuvantes que atuam sobre cargas superficiais residuais de partículas sólidas ou amorfas, atenuando, evitando ou modificando processos de sedimentação. Exemplos: complexos e sais metálicos, polímeros hidrofílicos, bem como acidificantes e alcalinizantes.

III) Estabilizantes físicos As características que diferem estabilizantes físicos de físico-químicos são muito sutis. Basicamente, a ação de ambos está relacionada a ações tipicamente físico- químicas. Entretanto, os coadjuvantes aqui classificados como físicos não interferem diretamente nas propriedades de outro componente. Entre os estabilizantes físicos temos aqueles relacionados à estabilidade física do produto em processo, do produto em prateleira e do produto em uso. Entre os coadjuvantes envolvidos na estabilidade física, propriamente dita, temos os agentes doadores de consistência (viscosificantes, espessantes e/ou agentes suspensores), os agentes envolvidos na coesão do pó (aglutinantes) e os agentes de revestimento ou cobertura (plastificantes, formadores de película, revestimentos entérico e revestimento de açúcar). Aqueles envolvidos na estabilização das propriedades físicas durante o processo, tais como os envolvidos nas propriedades de fluxo de pó (lubrificantes, antiaderentes e deslizantes), são igualmente importantes para uniformidade do produto final. Já os desagregantes, assim como os agentes de cobertura, estão envolvidos na estabilidade do produto durante a administração do medicamento e definem a velocidade de absorção (biodisponibilidade) do medicamento.

a) Viscosificantes, agent es suspensores e espessantes São agentes que diminuem a fluidez ou c
a) Viscosificantes, agent es suspensores e espessantes São agentes que diminuem a fluidez ou c
a) Viscosificantes, agent es suspensores e espessantes São agentes que diminuem a fluidez ou c
a) Viscosificantes, agent es suspensores e espessantes São agentes que diminuem a fluidez ou c
a) Viscosificantes, agent es suspensores e espessantes São agentes que diminuem a fluidez ou c

a) Viscosificantes, agentes suspensores e espessantes

São agentes que diminuem a fluidez ou conferem consistência. São úteis no sentido de aumentar o tempo de sedimentação das suspensões. O termo viscosificante é atribuído a líquidos viscosos (ex.: glicerina, propilenoglicol,

trietanolamina), enquanto os agentes suspensores são mais associados a polímeros ou agentes sólidos hidrofílicos empregados em suspensões ou formas semi-sólidas, como géis. São exemplos de agentes suspensores: carboximetilcelulose (CMC), Carbopol®, Natrosol®, bentonita, Veegum®, caolin, ágar, goma arábica, goma guar, goma xantana, goma adraganta. Já o termo espessante é associado mais freqüentemente a agentes doadores de consistência empregados em cremes e pomadas lipófilas (ex.: parafina, ceras, álcool estearílico, álcool cetílico, Lanett N ® e ácido esteárico).

b) Lubrificante, deslizantes e antiaderentes

Melhoram as características reológicas do pó, uniformizando o peso de comprimidos e cápsulas durante o processo de enchimento. Evitam também avarias no equipamento, tais como riscos nas punções e matrizes das máquinas de compressão causadas por fricção. São lubrificantes o estearato de magnésio, o estearato de cálcio, estearato de zinco, o silicone, a parafina e o polietilenoglicol. Entre os deslizantes mais utilizados estão a sílica coloidal, amido de milho e talco, e como antiaderentes o estearato de magnésio e o talco.

c) Aglutinantes

São utilizados para garantir a coesão de granulados e comprimidos. São, na maioria, de natureza polimérica, e sua ação se dá por interações intermoleculares do tipo ponte de hidrogênio, entre as partículas do pó. Entre os principais aglutinantes temos as gomas, o ácido algínico, a carboximetilcelulose, a etilcelulose, povidona, gelatina e Nu- Tab®.

d) Agentes de cobertura São agentes utilizados para revestir comprimidos ou cápsulas a fim de
d) Agentes de cobertura São agentes utilizados para revestir comprimidos ou cápsulas a fim de
d) Agentes de cobertura São agentes utilizados para revestir comprimidos ou cápsulas a fim de
d) Agentes de cobertura São agentes utilizados para revestir comprimidos ou cápsulas a fim de
d) Agentes de cobertura São agentes utilizados para revestir comprimidos ou cápsulas a fim de

d) Agentes de cobertura

São agentes utilizados para revestir comprimidos ou cápsulas a fim de conferir a estes proteção adicional contra a decomposição química, ou sabores desagradáveis. A película de cobertura pode ser de três naturezas distintas: cobertura de açúcar (ex.:

glicose líquida, sacarose), cobertura polimérica (hidroxietilcelulose, hidroxipropilcelulose, hidroxipropilmetilcelulose, metilcelulose) e revestimentos entéricos (etilcelulose, acetoftalato de celulose, goma laca 35%).

e) Desagregantes

São usados em comprimidos para promover sua desintegração, facilitando a dispersão e a absorção. Podem atuar por três mecanismos: intumescimento (ex.: celulose microcristalina, alginato de sódio, croscarmelose e os demais aglutinantes), por formação

de canalículos (ex.: glicose, frutose, lactose, sacarose, maltose) e por efervescência (bicarbonato de sódio).

IV) Estabilizantes biológicos Basicamente, os estabilizantes biológicos são os coadjuvantes utilizados contra a proliferação microbiana. Podem ser conservantes antimicrobianos ou antifúngicos.

a) Conservantes antimicrobianos

São os agentes que evitam a proliferação de microorganismos em geral (ex.:

Nipagin®, Nipazol®, álcool benzílico, cloreto de cetilpiridínio, cloreto de benzalcônio, clorobutanol).

b) Conservantes antifúngicos

Utilizados na prevenção do crescimento de fungos. Os exemplos incluem:

butilparabeno, etilparabeno, metilparabeno (Nipagin®), propilparabeno (Nipazol®), ácido

benzóico, propionato de sódio e benzoato de sódio.

V) Agentes corretivos

Têm a função de modificar as propriedades organolépticas de cor, sabor e aroma.

a) Corantes Dão cor ao medicamento com a finalidade estética, marcadora ou como parâmetro de
a) Corantes Dão cor ao medicamento com a finalidade estética, marcadora ou como parâmetro de
a) Corantes Dão cor ao medicamento com a finalidade estética, marcadora ou como parâmetro de
a) Corantes Dão cor ao medicamento com a finalidade estética, marcadora ou como parâmetro de
a) Corantes Dão cor ao medicamento com a finalidade estética, marcadora ou como parâmetro de

a) Corantes

Dão cor ao medicamento com a finalidade estética, marcadora ou como parâmetro

de dispersibilidade (ex: amarelo de tartrazina, azul de metileno, urucum).

b) Flavorizantes

Agentes que conferem sabor e aroma (ex.: menta, vanilina, essências de abacaxi,

hortelã, tutti-fruti, canela).

c) Edulcorantes

Agentes que conferem sabor doce (ex.: xarope, glicose, frutose, maltose, sorbitol,

glicerina e adoçantes, como a sacarina, ciclamato e aspartame)

1.4.3 Veículos Veículos são os agentes carreadores do fármaco. Devem ser inertes e inócuos. Têm a função de completar a forma de dosagem aumentando o volume, possibilitar a quantificação da dose certa de fármaco e permitir a administração do mesmo.

1.4.3.1 Veículos em formas líquidas

Têm a função de dar volume final ao medicamento e são, em geral, relacionados às formas farmacêuticas líquidas (ex.: água destilada, etanol, glicerina, óleos e propilenoglicol).

1.4.3.2 Veículos em formas plásticas

São geralmente denominados bases, sendo que quando lipófilas caracterizam-se pela mistura de ceras (ex.: cera de abelhas, parafina, álcool cetílico etc.) e óleos (ex.:

óleos vegetais, óleos de silicone e óleo mineral) diversos. Por outro lado, quando hidrófilas caracterizam-se por sistemas gel, os quais são formados por polímeros hidrofílicos (tais como derivados de celulose, ácido carboxivinílico e polipeptídeos) e encerram acima de 90% de água.

1.4.3.3 Veículos em formas sólidas

Enquanto para formas medicamentosas líquidas e plásticas os veículos encerram proporções majoritárias, em formas sólidas, muitas vezes, o próprio fármaco é o

componente em maior proporção na formulaç ão. Assim, termos como excipiente e diluente podem ser
componente em maior proporção na formulaç ão. Assim, termos como excipiente e diluente podem ser
componente em maior proporção na formulaç ão. Assim, termos como excipiente e diluente podem ser
componente em maior proporção na formulaç ão. Assim, termos como excipiente e diluente podem ser
componente em maior proporção na formulaç ão. Assim, termos como excipiente e diluente podem ser

componente em maior proporção na formulação. Assim, termos como excipiente e diluente podem ser associados a veículos em formas sólidas.

I) Excipientes É o conjunto de componentes, que não o(s) principio(s) ativo(s),

que compõem a

fórmula. Em geral apresentam, além da função diluente, outras funções agregadas, tais como a de aglutinantes, desagregantes, edulcorantes etc.

II) Diluentes São componentes cuja função básica é a de complementar o peso de formas sólidas (ex.: amido, celulose microcristalina e lactose).

1.4.3.4 Veículos em formas gasosas Os Propelentes teriam a função de veiculo em formas gasosas, pois são agentes responsáveis pelo desenvolvimento da pressão necessária em um frasco de aerossol, permitindo a expulsão do produto quando a válvula é acionada. Exemplos incluem CO 2 e CFC´s como diclorofluorometano.

------------------- FIM DO MÓDULO I --------------------