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05/08/2020 O ESTUDO DA QUÍMICA NO COTIDIANO : As dificuldades para os alunos no ensino de Química.

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Enviado por Regina Hubner Mol... em Wed, 16/09/2015 - 15:09

Pacto Nacional COLÉGIO ESTADUAL SANTO INÁCIO DE LOYOLA- FÊNIX - PARANÁ


pelo Ensino O ESTUDO DA QUÍMICA NO COTIDIANO :
Médio no Paraná As di culdades para os alunos no ensino de Química.
Professores
2,036 participantes
Celia de Fatima Santiago Correia
Eliane Candido
Francyani Rudek
Larissa Michelly Santos de Oliveira
Leila Damasceno
Maria José Graciete
Marisa Amaral Algayer Calixto
Marisa Ferreira Martins
Priscila Scolari
Raimunda Amorim dos Santos
Regina Hubner Molina Serrano
Sonia Maria Santiago Andrade
Vilma Andrade Rodrigues

Tutora : Cristina Caetano da Silva

Fênix-Paraná
2015

RESUMO
A atual pesquisa tem como objetivo mostrar as di culdades dos alunos em aprender Química, este assunto vêm sendo um
dos temas que mais tem sido estudado na contemporaneidade, principalmente pela insatisfação dos professores em não
se sentirem compreendidos pelos alunos. É um estudo bastante abrangente e de muitas opiniões e controvérsias.
Observou-se que a di culdade dos alunos no aprendizado de Química deve-se a aspectos de desinteresse, muitas vezes
de desmotivação por parte de alguns professores e também realidades sociais juntamente com uma defasagem de
conteúdos básicos. Melhorar o ensino de Química signi ca elevar o rendimento escolar dos alunos, devolvendo o lado
interpessoal entre eles frente ao êxito e quali cação escolar. Muitas são as vezes que ouvimos os alunos questionarem
porque estudar química? O que ca gravado em nossas mentes é que a química faz parte no nosso cotidiano e sem ela
não teria condições de vida na terra, pois em todo o planeta a química é essencial. A pesquisa realizada com os alunos do
ensino médio do Colégio Estadual Santo Inácio de Loyola, localizado na cidade de Fênix, Paraná, veri cou que os alunos
não gostam da disciplina, pois, não a compreendem, são utilizados poucos materiais que podem enriquecer as aulas como
o laboratório de química para serem ministradas aulas práticas, pois o aluno precisa sentir que a teoria tem tudo a ver
com a prática. Devemos mudar os nossos conceitos e quebrar paradigmas para que o nosso aluno possa ser um cidadão
esclarecido e principalmente, uma pessoa que defenda a nossa escola pelas nossas práticas educacionais.
Palavras-chave: alunos, escola, praticas educacionais, Química, rendimento escolar.

INTRODUÇÃO:
A química contribui para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, ao mesmo tempo em que pode produzir muitos
efeitos negativos, decorrendo do uso indevido de suas aplicações. O futuro da humanidade depende de como será
utilizado o conhecimento químico. SILVA (2009). No cotidiano nos deparamos com situações em que a química está
envolvida, e com base nesta constatação que devemos pensar “porque os alunos tem tanta di culdade em aprender algo
que está inserida em suas vidas”.
De acordo com BRASIL (1997) à muito tempo que a escola como um todo tem buscado respostas para o problema da
di culdade de aprendizagem dos alunos no ensino de química , seja a partir da elaboração de métodos e teorias práticas
pedagógicas e psicológicas, as quais parecem ter semelhantes objetivos: formar e capacitar o aluno para alcançar um

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nível intelectual, mas também, sócio cultural mais quali cado. Apesar disto é possível acompanhar diariamente no
desenvolvimento sócio educacional dos jovens um certo descaso de alguns deles quanto a formação e assimilação do
conhecimento e alfabetismo intelectual, cientí co e mais de uma atitude humana e pró-social frente ao êxito acadêmico.
Segundo LINDEMANN, (2010) a observação do cotidiano escolar de alunos de ensino médio da educação do campo
permite constatar que os mesmos apresentam inúmeras di culdades no aprendizado da Química, além da pouca a nidade
pela disciplina em questão. O ato de ensinar é de imensa responsabilidade. Por isso, o professor quer falhar o menos
possível. Muitas variáveis intervêm no sucesso do curso ministrado; conhecê-las ajuda a obter melhores resultados.
Dentro deste contexto CANTO, (1993) nos relata que ensinar Ciências (no caso Química) não é simplesmente derramar
conhecimentos sobre os alunos e esperar que eles, num passe de mágica, passem a dominar a matéria. Ao dizer isso. Não
queremos desmerecer a atividade docente. Ao contrário: cabe ao professor dirigir a aprendizagem e é em grande parte
por causa dele que os alunos passam a conhecer ou continuam a ignorar Química. Dentro do exposto, ca sempre a
indagação do professor de química, como melhorar a metodologia aplicada ao ensino da química? Como podemos chamar
a atenção para o aprendizado da química do cotidiano?
O tema sobre a di culdade dos alunos em aprender Química tem sido especulado na esfera da educação em todo o
mundo, ao enfatizar esse construto, os quais vem sido reconhecido no Brasil nos mais variados instrumentos e teorias,
buscando solucionar esse problema. Atualmente o tema educação tem merecido destaque, haja vista o seu insistente
aparecimento na mídia, bem como, as diversas discussões que têm gerado incômodos no que diz respeito ao problema do
fracasso escolar, relações interpessoais e condutas escolares socialmente indesejáveis. (NIQUINI, 1999).Dentro deste
contexto o atual tema foi escolhido devido a real preocupação com relação ao ensino de química na construção da
cidadania, com as di culdades de metodologias adequadas e que muitas vezes não atendem as exigências dos parâmetros
curriculares nacionais. Muitas vezes em regiões carentes de pro ssionais tem que apelar em contratar professores que
não são formados em Química para suprir nas necessidades da escola, a maioria destes pro ssionais enfrentam
di culdades por não ter uma formação na área, não estão preparados para ministrar aulas de química (MARQUES, 1992). 
Além disso, os professores enfrentam di culdades como faltam de laboratório para prática de aulas experimentais, salas
de aula superlotadas e falta de interesse por parte do aluno. O ensino de química requer dos professores de química uma
constante busca por novos modelos, que possam conduzir o estudante a re etir, a se inteirar, aprimorar e valorizar o
ensino de química como suporte para que o conhecimento cientí co seja assimilado de forma signi cativa contribuindo
para sua formação enquanto cidadão (SILVA ET AL, 2009).
Praticamos química o tempo todo em nossas atividades diárias, ou seja, o ato de cozinhar, lavar roupas, tomar remédio,
adubar o gramado, pintar a casa ou acender um palito de fósforo, por exemplo, estão diretamente relacionados com esta
ciência. Dentro da concepção de CANTO, (1993) em todas estas atividades substâncias interagem e mudanças químicas
ocorrem. No nosso corpo quando respiramos, caminhamos e os alimentos sofrem digestão, reações químicas ocorrem
constantemente. Os problemas ambientais que vivenciamos e lidamos hoje em dia, como a disposição de e uentes
líquidos domésticos e industriais, a chuva ácida o efeito estufa, dentre tantos outros mais. O universo pode parecer
estranho quando não o compreendemos.
OBJETIVOS:
Compreender a importância da formação do aluno quanto à aprendizagem da química no seu cotidiano. Investigar a
utilização da química dentro de nossas cozinhas; Comparar os lixos que são jogados e as várias reações químicas que
ocorrem; Analisar a química na vida cotidiana dos alunos; Elaborar e realizar entrevistas com pessoas (moradores)
relacionadas às noções da química no cotidiano.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A realização da atual pesquisa tem importante relevância porque o estudo da química deve-se principalmente ao fato de
possibilitar ao homem o desenvolvimento de uma visão crítica do mundo que o cerca, podendo analisar, compreender e
utilizar este conhecimento no cotidiano, tendo condições de perceber e interferir em situações que contribuem para a
deterioração de sua qualidade de vida, como por exemplo, o impacto ambiental provocado pelos dejetos industriais e
domésticos que poluem o ar, a água e o solo. Cabe assinalar que o entendimento das razões e objetivos que justi cam e
motivam o ensino desta disciplina, poderá ser alcançado abandonando-se as aulas baseadas na simples memorização de
nomes e fórmulas, tornando-as vinculadas aos conhecimentos e conceitos do dia-a-dia do alunado. Para Piaget ( 1977), o
conhecimento “realiza-se através de construções contínuas e renovadas a partir da interação com o real”, não ocorrendo
através de mera cópia da realidade, e sim pela assimilação e acomodação a estruturas anteriores que, por sua vez, criam
condições para o desenvolvimento das estruturas seguintes. Se, a partir de Piaget, entendermos o real como sendo o
universo de objetos - o mundo - com o qual o aluno lida no dia-a-dia perceberemos a importância do cotidiano na
formação destas etapas de construção do conhecimento. Nesta perspectiva, é interagindo com o mundo cotidiano que os
alunos desenvolvem seus primeiros conhecimentos químicos.
Experimentos tradicionais distante do mundo real que são aplicados atualmente nas disciplinas de química Analítica
podem não despertar na sua totalidade no aluno de química, conhecimentos vivenciados no dia-a-dia. (CANTO, 1993).
Visando motivar ainda mais o aluno a participar  ativamente da assimilação do conhecimento de química trabalhado no
dia-a-dia e pensando na melhoria da qualidade do ensino de química, propomos a implementação de experimentos
alternativos relacionados ao nosso cotidiano, de forma a fortalecer o programa da disciplina de Química.
Com base nos resultados alcançados, o presente trabalho poderá contribuir para a melhoria da qualidade das aulas de
química, uma vez que diz respeito à compreensão dos conhecimentos de química analítica vivenciada no cotidiano,
proporcionando de forma valiosa à ampliação, motivação e aprendizado do aluno.

O PAPEL DO PROFESSOR

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Ao re etir a respeito do ensino de química no ensino médio algumas questões são postas em evidências, por que a
importância do ensino da química, com conceitos cientí cos escolares com os alunos? Quais os conteúdos são
importantes para serem selecionados em nossos planos de ação? Como ensinar tais conteúdos? Como avaliar o processo
de ensino aprendizagem dos conteúdos cientí cos escolares?
Muitas vezes pensamos que bons professores já nascem prontos, mas sabemos que isto não é a nossa realidade, para ser
um bom professor não basta somente  vocação, mas sim disposição e esteja preparado para exercer o seu papel com
responsabilidade e competência.
As pesquisas apontadas no histórico nos levam a re etir sobre a importância do ensino de química na atualidade. Para
tanto, faz-se necessário re etir a respeito do contexto sociocultural atual. Desta forma, a sociedade, suas formas de
expressão, crenças, valores, expectativas e culturas apresentam-se como fatores importantes no contexto em que se
insere o ensino da química. Vários autores defendem que, na atualidade, a cultura cientí ca se apresenta como um dos
alicerces do conhecimento humano e sua apropriação, importante ferramenta para a transformação do mundo
contemporâneo (MOURA e VALE, 2006).
A tarefa do professor deve centrar-se em ensinar o aluno a estabelecer a relação consciente com o conhecimento
cientí co. Segundo Saviani passa-se do censo comum à consciência losó ca e cabe ao professor a partir da prática
social, buscando alternar qualitativamente a prática de seus alunos, para que possam ser agentes de transformação
social.
A mediação do professor ao fazer uso de conceitos já organizados pelos alunos, provenientes da cultura primeira, pode
reverter o papel dos mesmos. Ao valorizar tais conceitos e superá-los por meio da mediação didática, os mesmos passam
de obstáculos à aprendizagem a meios para a aprendizagem. Nesse sentido, “ a cultura primeira e o conhecimento
sistematizado convivem e se  alimentam mutuamente, tanto nos indivíduos como na organização social contemporânea,
ocupando papéis diferenciados”. (DELIZOICOV, et al, 2007, p.135).
De acordo com BELTRAN et al (1991) o signi cado de massa por exemplo, assume um novo papel ao estabelecer na
mente do aluno que existe uma grande diferença entre  “pesar” 3 quilos e “medir” 3 quilogramas. O aluno no seu
cotidiano, irá pedir ao açougueiro pesar 3 quilos de carne. Ao entender o conceito de massa, poderia pedir ao açougueiro
para medir 3 quilogramas de carne. O “novo” conceito de massa, agora, diferencia-se. Não se admite mais que peso
(força) e massa (quantidade de matéria) sejam termos que indicam a mesma “coisa”. Mas o aluno consegue distinguir os
dois termos porque isto faz parte de seu cotidiano.
Segundo os autores MOURA E VALLE (2006), se pretendemos combater a visão de que o objetivo de se ensinar química
é a formação de futuros cientistas ou de mão de obra técnica para ns utilitaristas, devemos ofertar aos estudantes um
ensino como instrumento transformador do mundo e como uma das formas mais so sticadas do pensamento humano. O
ensino de química, nessa perspectiva, deve promover o entendimento aos estudantes a respeito dos principais fenômenos
naturais; a respeito de como tais fenômenos se relacionam com a sociedade; de como a química produz os modelos de
explicação desses fenômenos e, de como a sociedade reage e muda comportamento na presença de tais explicações.
É de fundamental importância ao professor de química, geralmente sem formação especí ca na área, à re exão sobre o
objeto de estudo e ensino dessa disciplina. Na escola, o trabalho pedagógico de seleção de conteúdos cientí cos
escolares, o planejamento das aulas, a organização do trabalho docente, a escolha dos instrumentos e critérios de
avaliação. MIRANDA (2007).
Nesse sentido, é necessário ter clareza de que a natureza e o mundo do aluno são dimensões históricas e, como tais,
sujeitas a mudanças que incluem os avanços da tecnologia e suas relações com a química. Porém, ao assumir a meta de
proporcionar a democratização do conhecimento cientí co e tecnológico, deve-se reforçar que o trabalho docente precisa
seguir na direção da apropriação crítica, por parte dos estudantes, “ de modo que efetivamente se incorpore no universo
das representações sociais e se constitua como cultura” ( DELIZOICOV, et al, 2007).
De acordo com MIRANDA (2007) muitas vezes o fracasso da educação na escola pública está no sistema, pois, os
professores que exercem 40 horas tem que suprir todas estas horas e assim acabam pegando aula fora da sua formação
acadêmica, deixando a desejar quanto ao ensino da química. Alguns professores que são formados em matemática, por
exemplo, tem que pegar aulas de química para completar o seu padrão, assim o ensino ca de citário. Outra questão
relevante é o ensino arcaico de professores que estão se aposentando e não querem mudar o seu estilo de dar aulas, isto
é, não torna as aulas mais atrativas para que o seu aluno tenha mais interesse.
Aos professores que são responsáveis e que desejam que o seu educando saia do ensino médio sabendo química cabe
proporcionar aos alunos condições para que eles possam compreender a química como construção humana, entendendo o
seu desenvolvimento por acumulação, continuidade ou ruptura de paradigmas. Sendo assim deve desenvolver a percepção
de que a química participa do desenvolvimento cientí co e tecnológico, e principalmente levar o seu educando a ter um
pensamento crítico e um conhecimento voltado para uma sociedade muito melhor do que a temos nos dias atuais COSTA,
( 2007).
O ALUNO COMO SUJEITO DA APRENDIZAGEM

O aluno é o sujeito da aprendizagem e, desde os primeiros anos de desenvolvimento, convive diariamente em um


ambiente rodeado de fenômenos mediados não somente pelas suas denominações, como frio, calor, poluição, animal,
vegetal, água, etc, más também por explicações do grupo social ao qual pertencem, seja a família, a escola, a mídia, entre
outros. Segundo GASPAR (2005), “a pesquisa atual em ensino de química mostra que os obstáculos à aprendizagem de
conceitos cientí cos escolares não residem apenas na falta de estruturas lógicas mentais”. Tais obstáculos podem ser
originados no fato dos estudantes já possuir conhecimentos prévios a respeito de ensino.
Na maioria das escolas tem-se dado maior ênfase à transmissão de conteúdos e a memorização de fatos, símbolos,
nomes, fórmulas deixando de lado a construção de conhecimento cientí co dos alunos e a desvinculação entre o
conhecimento químico e o cotidiano. Essa prática tem in uenciado negativamente na aprendizagem dos alunos, uma vez
que não conseguem perceber a relação entre aquilo que estuda na sala de aula, a natureza e a sua própria vida
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(MIRANDA; COSTA, 2007).
De acordo com os autores MOURA E VALLE (2006) em muitas escolas o mais importante é o cumprimento de todo
conteúdo, não se importando com a compreensão dos mesmos. E por isso o professor é obrigado a correr com a matéria
para dar conta da mesma, com esta correria toda tendo em vista que hoje além das di culdades apresentadas pelos
alunos em aprender química, muitos não sabem o motivo pelo qual estão estudando química, nem sempre esse
conhecimento é transmitido de maneira que o aluno possa intender a sua real importância para o nosso  mundo.
O autor MIRANDA (2007) rea rma a importância de se considerar o que o estudante já conhece, algo anterior ao
conteúdo a ser ensinado. Assim, um aluno pode duvidar ou car curioso a respeito de como os pássaros, pousados nos
os de alta tensão ( os elétricos) não morrem eletrocutados ou se machucam, ou como um navio enorme de metal
utua na água, quando o seu entendimento é de que uma simples pedra afunda.
DELIZOICOV et al (2007) defendem que o aprendizado em química é afetado por um conhecimento externo a seu ensino.
Tal conhecimento é tratado pelos autores como cultura primeira, que se relaciona com os conhecimentos prévios oriundos
de situações que não se enquadram na organização da escola, mas estão presentes em relações sociais externas a ela;
artefatos e fenômenos presenciados, meios de comunicação social, produções culturais.

OS MOTIVOS DAS DIFICULDADES DOS ALUNOS

A grande maioria dos alunos acha que a disciplina de química é de difícil compreensão, pois não conseguem ter um
aprendizado em toda a sua totalidade, muitas vezes culpam o professor pelo modo arcaico de dar aula, os professores
culpam os alunos pelo fato de não e ter interesse pelas aulas, não sabemos de quem é a culpa mas o atual trabalho de
pesquisa bibliográ ca tenta descobrir qual é a real di culdade dos alunos e o aprendizado de química.
De acordo com DAMÁSIO et al (2005), uma parcela considerável das di culdades em ensino de química consiste no seu
caráter experimental : as escolas não tomam as aulas experimentais como método de valorização e estímulo ao
aprendizado. Em tal trabalho a autora observou que a inserção de práticas alternativas com materiais de baixo custo
promove o interesse e gerou estímulos positivos em turmas de estudantes do ensino médio. Assim também as a rmações
de FRANCISCO (2005), o autor relata que dentre os diversos fatores, aos quais podem ser atribuído um desenvolvimento
abaixo do esperado, o principal é o modo como o ensino de química tem sido conduzido; frequentemente com apenas a
apresentação de leis e fórmulas, distanciando-se do ambiente vivido e compartilhado pelos alunos.
METODOLOGIA
Dentro de todo o exposto a  pesquisa será realizada no Colégio Santo Inácio de Loyola - Ensino Fundamental, Médio e
Normal , do município de Fênix ao qual ca localizado no Estado do Paraná.  A pesquisa será direcionada aos estudantes
de química do ensino médio do período da  noite. Para a realização da investigação, 38 alunos irão compor a pesquisa,
sendo frequentadores de três turmas do ensino Médio (1°ano, 2°ano e 3°ano).
As informações serão colhidas através de um questionário, contendo 07 questões sobre o tema abordado A importância
do Ensino da Química no Cotidiano na educação do campo para os alunos e quais são as suas di culdades no ensino de
química, onde o mesmo será aplicado após avaliação de aprendizagem sobre Química.
Inicialmente será trabalhado com os alunos os principais aspectos relevantes existentes no questionário, principalmente o
tópico que se refere à importância do ensino da Química no cotidiano e suas di culdades na aprendizagem de química.
Em BRASIL (1997) veri camos que a aprendizagem da Química passa necessariamente pela utilização de fórmulas,
equações, símbolos, en m, de uma série de representações que muitas vezes pode parecer muito difícil de ser absorvida.
Por isso, desde o início do curso, o professor precisa tentar desmisti car as fórmulas e equações. Isso pode ser feito de
várias maneiras. A Química é uma ciência experimental; ca por isso muito difícil aprendê-lasem a realização de atividades
práticas (laboratório). Essas atividades podem incluir demonstrações feitas pelo professor, experimentos paracon rmação
de informações já dadas, experimentos cuja inter-pretação leve à elaboração de conceitos entre outros. Em primeiro lugar,
não se deve incentivar a memorização dos símbolos dos elementos, das fórmulas e dos nomes das substâncias. Em
segundo lugar, desde o começo do estudo dos símbolos e das fórmulas químicas, deve-se mostrar seu signi cado tanto do
ponto de vista do que é observável, isto é, do que é experimental, do que é constatado diretamente, quanto do ponto de
vista do não observável, isto é, do que é teórico, do que é modelo MAGALHÃES et al (2005).
O que o professor deseja ensinar? Segundo GASPAR (2005) é conveniente listar aquilo que é mais signi cativo na
Química, ou seja, é preciso escolher as informações que tenham maior relevância dentro dessa ciência. O aluno não pode,
por exemplo, desconhecer a diferença entre substância e mistura. O conteúdo de Química, como o de qualquer outra
ciência, é praticamente inesgotável. Portanto cabe ao professor fazer a escolha do que trabalhar com os alunos do ensino
médio.       O programa deve ser amplo; a nal de contas quanto mais se ensina da matéria, melhor. Porém, a extensão
não pode prejudicar a clareza dos conceitos, nem confundir as suas conexões. Não se quer dos alunos que eles apenas
decorem de nições, propriedades e métodos de preparação. Somente reter essas informações na memória nada signi ca
em termos de conhecer Química. BRASIL (1997) a rma que é preciso trabalhar os conteúdos de maneira a incorporá-los
de nitivamente ao conhecimento do aluno. A extensão do programa de Química é uma outra preocupação. Não adianta
elaborar um curso de grande extensão, mas incompreensível para os alunos e que os leve apenas a decorar de nições,
leis, teorias entre outras. O excesso de informações freqüentemente diminui a profundidade do entendimento. Além disso,
o aluno que sabe os conceitos básicos é capaz de progredir com facilidade no resto da matéria não adianta complicar
tudo. O aprendizado ca mais fácil e mais veloz quando há uma compreensão de como são organizados os conhecimentos
de Química. Atitude mais sensata, parece-nos, é dar a chave de como o conhecimento químico se constrói; compreendido
isto, estará aberta a via para o verdadeiro entendimento do que é a Ciência chamada Química e fazer com que nosso
aluno possa ver isto como algo natural e que faz parte de sua vida rotineira, assim ca mais fácil para o seu aprendizado.
CONCLUSÃO
Após a aplicação das questões propostas aos alunos do período noturno do ensino médio, visualizou-se que os mesmos
necessitam que os conteúdos da disciplina deve ser dinâmico e inovador, ligando a teoria com a prática, com isto pode-se

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ligar os conteúdos as práticas do cotidiano vividas pelas suas famílias. Portanto é essencial para que ensino e
aprendizagem realmente aconteçam com efetividade necessitamos de muita compreensão, e que nosso aluno traz de
conhecimento seja levado a sério, para uma aprendizagem com qualidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Ministério de Educação e Cultura. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Química – 1º ao 3º
ano. Brasília, SEF, 1997.
BELTRAN, N. O.; CISCATO, C. A. Química. São Paulo: Cortez, 1991.
CANTO, Wilson. Química na abordagem do cotidiano, 1ª Ed. Editora Moderna, São Paulo, 1993.
DAMÁSIO, S. B.; ALVES, A. P. C & MESQUITA, M. G. B. F.  Extrato de jabuticaba e sua química : uma metodologia de
ensino , XIX Encontro Regional da Sociedade Brasileira de Química, Ouro Preto, 2005.

DELIZOICOV, D; ANGOTTI, J. A; PERNAMBUCO, M.M.  Ensino de química : fundamento e métodos. São Paulo, Cortez,
2007. p. 28.

DOMÍNGUEZ, F. S., Metodologia e Prática de Ensino de Química, Editora Guanabara Koogan S.A. São Paulo, 1994.
FRANCISCO, W. E.  A Experimentação e o dia a dia no ensino de química , XIX Encontro Regional da Sociedade Brasileira
de Química, Ouro Preto, 2005.

GASPAR, A. A construção do ensino da química. São Paulo. Ática, 2005.

LINDEMANN, Renata Hernandez.  Ensino de química em escolas do campo com proposta agro ecológica [tese] :
contribuições do referencial freireano de educação / Renata Hernandez Lindemann; orientador, Carlos Alberto Marques.
-Florianópolis, SC, 2010.

MAGALHÃES, F. P. R.; JUNIOR, M. R.; FIRMINO, V. S.; NASCIMENTO, E. M. O. Desmisti cando a Química no cotidiano
escolar. 6º SIMPEQUI – Simpósio Brasileiro de Educação Química – Julho de 2008 – Ceará.

MARQUES, M. O. A Formação do Pro ssional da Educação; Editora Unijuí, Rio de Janeiro, 1992.

MIRANDA, D. G. P; COSTA, N. S. professor de Química: Formação, competências/ habilidades e posturas. 2007.


MOURA, G.R.S.; VALE,J. M. S. Educação em química : da pesquisa a prática docente. São Paulo, Escrituras, 2006. p.135.
NIQUINI, D. P.  O Grupo Cooperativo. Uma Metodologia de Ensino. Ensinar e Aprender Juntos. Brasília: Universa, 1999.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Química – Curitiba:
2008.
PIAGET, Jean. O desenvolvimento do pensamento: equilibração das estruturas cognitivas.  Dom Quixote, Lisboa, 1977.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imitação e representação.LTC, Rio de Janeiro,
1990
SILVA.E.E.P.;Et Al.; O ensino de química na construção da cidadania, 49º Congresso Brasileiro de Química, Porto Alegre,
2009.

Comunidades: Pacto Nacional pelo Ensino Médio no Paraná


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