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URO – AULA 1  Pedículo Renal: Formado por Veia, Artéria e Pelve Renais (antero-

ANATOMIA E SINTOMAS posteriormente)


 Anatomia Intrarrenal básica:
ANATOMIA DO TRATO URINÁRIO
Órgãos que compõem o trato urinário: Rins, ureteres, bexiga e uretra - Pelve Renal
Dividido em 3 partes: - Medula
I. RINS - Córtex
 Órgãos pares, situados no espaço retroperitoneal e repousam na parede
posterior do abdome (região lombar) Pelve Renal: estrutura coletora de urina, formada pela porção superior estendida
 Localizados aproximadamente a nível de T12 – L2 do ureter, que se comunica com a medula renal
 Rim Esquerdo é maior que o Direito
 É o principal órgão do trato urinário a sofrer traumatismos Pelve renal → se ramifica em Cálices maiores → se ramifica em Cálices menores
 Rim pélvico: Os rins são órgãos pélvicos que devido ao desenvolvimento Medula Renal: porção média do rim. Tem as pirâmides renais (formadas por
e alongamento do embrião sofrem ascensão para região abdominal (6 a e ductos coletores e túbulos dos néfrons)
9a semana) – O rim pélvico ocorre qd não há essa ascensão (não foi da
região pélvica para a região lombar) Córtex renal: porção mais externa do rim. Tem aparência granulosa. Se divide em
- Normal ocorrer rotação dos rins a 90o (pode haver alteração de rotação renal) 2 porções: região cortical externa ou subcapsular e região cortical justamedular.

 Envoltórios renais: cada rim é envolvido por uma massa de tecido adiposo
(gordura perirrenal), que por sua vez é envolvida pela fáscia renal (Fáscia
renal de Gerota)
 Relação dos rins:
o Repousam sobre o músculo psoas maior e quadrado lombar
o Geralmente o Rim E é mais alto que o D
o Superfície posterior dos rins: cruzada pela 11 a e 12a costelas
- O que confere proteção ao rim junto dos envoltórios renais
o Fígado e baço podem estar póstero-laterais em nível da região peri-hilar
do rim

 Anatomia extrarrenal básica:

- Polo superior
Dividido em 3 partes: - Polo médio
- Polo Inferior

o Presença da cápsula renal


 Tem como função: carrear a urina para a bexiga

 Embriologia:
o A constituição do endotélio do ureter é a mesma da pelve renal e da
bexiga – já que a origem embriológica é a msm (ambos vem do broto
ureteral)
Ducto mesonéfrico → Broto Ureteral → Penetra no blastema metanéfrico e se
desenvolve→ formando ureter, pelve e cálices renais
o O parênquima renal vem do blastema metanéfrico

 Trajeto:
o Correm ao longo de seu trajeto abdominal lateralmente as veias gonodais
o Antes de penetrarem na pelve óssea, cruzam anteriormente os vasos
 Anatomia Vascular do Rim: ilíacos
o Na porção pélvica são acompanhados da artéria ilíaca interna
Artéria Renal principal → Se divide em Ramo anterior e posterior o Ao penetrarem na pelve menor dirigem-se ao espaço retrovesical (no
o Ramo anterior → Artérias segmentares superior, mesorrenais e inferior óstio ureteral entram na bexiga)
→ Artérias interlobares → Artérias arqueadas → Artérias interlobulares
→ Arteríolas aferentes dos glomérulos
- Supre os 2 segmentos superiores e o segmento inferior  Pontos de estreitamento fisiológicos:
o Ramo posterior → Artérias segmentar posterior → ... (igual a de cima) - Nesses pontos há uma alteração do diâmetro (d) do ureter
- Supre o segmento posterior o Ao nível da junção pieloureteral – na pelve renal (d. 8-10mm)
o Ao nível do cruzamento sobre os vasos ilíacos (d. 6-8mm)
A circulação renal é dita terminal = pois não há colaterais. Se fizermos um o Quando atravessa a parede da bexiga * (d. 5-7mm) – local mais estreito
clampeamento de uma artéria ramo da a. renal, o polo irrigado irá sofrer → O principal ponto é o da bexiga
isquemia e necrose do parênquima renal, por não ter colaterais para irrigar esse → São nesses pontos que costuma haver o impacto dos cálculos urinários
território – infartos renais.
 Divisão:
 Inervação: o Ureter superior ou proximal
Feita pelo plexo derivado do Tronco Celíaco o Ureter médio
o Ureter Inferior ou distal
OBS: Para abordagem percutânea da pelve – deve-se fazer a punção via posterior,
acessando o infundíbulo calicial, nos pequenos cálices até chegar a pelve. Para  Vascularização: Há uma trama vascular envolvendo-o
evitar a punção dos grandes vasos no pedículo renal (artéria e veia renal). o Porção superior = ramos da artéria renal
o Porção Inferior = ramos da artéria ilíaca interna
II. URETERES
Tem início na pelve renal e termina na bexiga. III. BEXIGA
 É composto de musculatura lisa – possui movimentos peristálticos  Tem função de armazenar e eliminar a urina
 Se encontra na posição subperitoneal
 Tem capacidade de armazenar 500-1500ml de urina , porém com 250-
500ml já ocorre urgência urinária
 Possui aspecto tetraédrico – tem teto, 2 paredes laterais e a base ou
assoalho

 Composição: Importante para impedir o


o Parede é composta internamente por uma túnica mucosa, seguida de refluxo vésico-ureteral qd a
uma túnica muscular (músculo detrusor da bexiga), formada por 3 bexiga estiver cheia. Isso
camadas de musculatura lisa (longitudinal interna, circular média e ocorre pelo deslizamento do
longitudinal externa). trígono e vedação da junção
uretero-vesical
OBS: Região superior da bexiga: essas 3 camadas misturam-se e suas fibras
podem mudar de direção e plano (permite boa complacência e bom
esvaziamento vesical) IV. URETRA
Região do colo vesical: 3 camadas são bem definidas e formadas por fibras mais  Órgão pelo qual haverá a eliminação da urina
finas.  Possui 2 esfíncteres: Interno (involuntário) e externo (voluntário)
- Ativada pela parte parassimpática da divisão autonômica do SNC
Na mulher: curta e reta (5cm) – função de eliminar a urina. Possui fácil
o Externamente por uma túnica adventícia penetração bacteriana.

 Vascularização: No homem: longa (17cm) – função de eliminar urina e sexual (eliminação do


Vascularizada pelas artérias vesicais (superior, média e inferior), ramos diretos da líquido seminal)
hipogástrica (ramo da ilíaca interna)
 Segmentos da uretra masculina:
TRÍGONO VESICAL: formado pelo trígono superficial (Ureteres) + trígono o Porção anterior: uretra peniana e uretra bulbar
profundo (formado pela Bainha de Valdeyer). o Porção posterior: uretra membranácea e uretra prostática
- Sua origem embriológica vem dos túbulos mesonéfricos OBS: A porção terminal da parte peniana ou esponjosa é dilatada, formando uma
fossa navicular (contida na glande).
Região de forma triangular,
delimitado pelo orifício  Constrições da uretra:
interno da uretra com as o Óstio interno
desembocaduras dos dois o Parte membranácea
ureteres (óstios dos ureteres) o Óstio externo

ANATOMIA DO TRATO GENITAL MASCULINO


Órgãos que compõem: pênis, testículos, epidídimo, vesículas seminais e canal
deferente
I. PÊNIS  Vascularização:
 Composição: Feita pelas artérias prostáticas que se originam da artéria vesical inferior.
É formado por 3 corpos eréteis: esponjoso, mediano (dentro do qual se encontra
a uretra), e cavernosos. III. TESTÍCULOS
o Corpo esponjoso: envolve a parte esponjosa ou peniana da uretra. Se  Embriologicamente é um órgão pélvico – até atingir o escroto
apresentam dilatados na sua região proximal (bulbo do pênis) e
distalmente (glande do pênis)  Envoltórios: de fora para dentro
- É responsável pela sensibilidade peniana o Pele do escroto
o Túnica dartos – tela subcutânea com musculatura lisa
oCorpos cavernosos: são recobertos por um resistente envoltório (túnica o Túnica espermática externa
albugínea), são separados por um septo do pênis e pelo corpo esponjoso. o Músculo cremáster com fáscia cremastérica – tem função de controlar a
- É responsável pela ereção temperatura do testículo, contraindo ou relaxando (Reflexo cremastérico)
o Fáscia espermática interna – derivada da fáscia transversalis
 Envoltórios: de fora para dentro o Túnica vaginal – dividida em folhetos parietal e visceral
Pele → Fáscia de Colles (fáscia superficial do pênis) → Fáscia profunda do pênis
ou Fáscia de Buck (forte e membranácea) – envolve os corpos cavernosos e o  Vascularização:
corpo esponjoso Cada testículo é irrigado por 3 artérias – testicular, deferencial e cremastérica

 Vascularização:  Drenagem:
Irrigado pelas 2 artérias pudendas internas, ramos da artéria ilíaca interna – envia Feita pelo plexo papiliforme.
ramos perineais (artéria dorsal do pênis, a. bulbo-uretral e a. cavernosa) OBS: Quando há a dilatação desse plexo dá origem a varicocele.

II. PRÓSTATA  Células:


 Glândula impar, sob a base da bexiga urinária o Células de Leydig – produzem a testosterona
 Pesa mais ou menos 12 gramas e se assemelha a uma castanha o Células de Sertoli – células de sustentação
 É dividida em lobo direito e esquerdo o Células Espermatogênicas – produção de espermatozoides
 Internamente é atravessada pela parte prostática da uretra (onde libera IV. EPIDÍDIMO
sua secreção)  Órgãos responsáveis pela maturação, reserva e transporte dos
 Possui 2 zonas: Zona central (20% da glândula) e Zona Periférica (70%) espermatozoides
 Localizados na face póstero-lateral do testículo homolateral
 Limites e porções:  Possui cabeça, corpo e cauda
Possui uma base, ápice, face anterior e 2 faces ínfero-laterais
o Base superior - base contínua com o colo vesical  Vascularização:
o Ápice inferior - seu ápice repousa sobre a fáscia superior do diafragma o Cabeça e corpo: artéria epididimária (originada da a. testicular)
urogenital o Cauda: a. epididimária, deferencial e testicular
o Face anterior – sua superfície relaciona-se com a sínfise púbica
o Face posterior – relaciona-se com a superfície anterior do reto V. DUCTOS DEFERENTES
 São a continuação dos ductos epididimários
 São circundados pelo plexo papiliforme
 Vascularização: a. deferenciais

VI. VESÍCULAS SEMINAIS


 Tem formato alongado, piriforme

 Limites:
o Anterior: porção da bexiga correspondente ao trígono vesical
o Posterior: separadas do reto pelo septo retoprostático
o Lateral: plexo venoso periprostático

 Vascularização:
Ramos da artéria ilíaca interna – artéria do ducto deferente e a. vesical inferior r
retal média

 Drenagem:
Feita pelo plexo venoso periprostático